Resumo de Legislação Tributária Aula 1 – A Atividade Financeira do Estado

- Objetivo do Estado: satisfação das necessidades da coletividade, tais como: segurança, justiça, saúde, educação etc. - Atividades exercidas pelo Estado: atividades sociais, de lazer, culturais, etc. - Objetivo da atividade financeira do Estado: arrecadar recursos (ou ingressos) - Classificação dos recursos (ou ingressos): • De terceiros ou • Próprios ou Receitas. - Recursos de Terceiros: recebidos de outras pessoas, como empréstimos, doações, indenizações, etc. - Recursos Próprios ou Receitas: provêm de atividades que decorrem da atuação do Estado. - Receita Originária: quando o Estado atua como empresário. Exemplo: receitas de aluguéis, da venda de produtos e serviços etc. - Receita Derivada: quando o Estado atua impondo sua vontade, arrecadando recursos junto aos particulares. Exemplo: as reparações de guerra, as penas pecuniárias e os tributos. - Recursos provenientes da arrecadação de tributos: Receita derivada - Legislação Tributária: diz respeito aos recursos conseguidos pela atividade financeira do Estado por meio da arrecadação de tributos. - Fontes Tributárias: meios pelos quais a legislação tributária se manifesta. - Legislação tributária: compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes. - Direito Tributário: ramo que estuda as normas jurídicas pertinentes à arrecadação do Estado por meio de tributos. - Papel da Constituição na Legislação Tributária: Capítulo I (artigos 145 a 162) apresenta desde os princípios gerais que organizam o Sistema Tributário nacional, até a competência para instituir tributos, bem como as limitações a esta competência, e a repartição das receitas tributárias. - Leis Complementares: hierarquia superior às leis ordinárias. - Leis Ordinárias: leis mais comuns, mais freqüentemente elaboradas pelos poderes legislativos, sejam eles o federal, os estaduais, o distrital ou os municipais, do Estado brasileiro. - Leis delegadas: possuem a mesma força hierárquica da lei ordinária. Se distinguem por seu processo de criação (são elaboradas pelo Presidente da República). - No campo tributário as leis delegadas não vêm sendo utilizadas, pois a Constituição vigente criou as medidas provisórias, mais simples, com a mesma força hierárquica, embora também com as mesmas limitações. - Tipos de Costumes: • Contra a lei (conduta diferente da estabelecida em lei, não tem eficácia em nosso sistema jurídico); • Segundo a lei (procura esclarecer a lei); e • Além da lei (supre as lacunas da lei) - O Código Tributário Nacional tem força hierárquica de lei complementar ou de lei ordinária? Embora seja uma lei ordinária, adquiriu força de lei complementar na vigência da atual Constituição, ao ser recepcionado como lei complementar, de modo que só pode ser modificado ou revogado por uma nova lei complementar, ou por normas que lhe sejam hierarquicamente superiores. - Fontes tributárias primárias: Constituição Federal; Emendas à Constituição; Leis complementares; Leis ordinárias; Leis delegadas; Medidas provisórias; Decretos legislativos; Resoluções; Tratados e convenções internacionais; e Decretos. - Fontes tributárias secundárias: atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas; decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa a que a lei atribua eficácia normativa; práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas; e convênios que entre si celebrem a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. - Os tratados internacionais situam-se na hierarquia das leis do Estado brasileiro: entre a Constituição Federal e a lei complementar - O Poder Público desenvolve uma atividade financeira do Estado, que objetiva arrecadar recursos que permitam atender às necessidades da coletividade. Esses recursos podem ser de terceiros, como os empréstimos, as doações e as indenizações, ou podem ser próprios, também denominados receitas, que correspondem aos valores obtidos através das reparações de guerra, das multas pecuniárias e dos tributos. A maior fonte de recursos obtidos pela atividade financeira do Estado vem da receita tributária.

Aula 2 - Tributo: conceito, natureza jurídica e espécies
- Características do Tributo: •Prestação pecuniária expressa em moeda (por prestação, devemos entender o pagamento, que deve ser feito em dinheiro, mas que pode ser expresso em moeda); • De maneira compulsória (caracterizam-se pelo constrangimento legal do seu pagamento, pela sua obrigatoriedade, pela coercitividade que exercem sobre o contribuinte – Não são facultativos); •Não se confunde com sanção de ato ilícito (não se confundem com as multas, pois nenhuma pena pecuniária por ato ilícito, aqui entendido como aquele contrário à lei, pode ser tida como tributo); •Instituído em lei (só pode ser criado por lei – é um conjunto de normas elaboradas e votadas pelo Poder Legislativo); • Sua cobrança é vinculada (sua cobrança deve ser feita pela Administração Pública, que age estritamente de acordo com a lei, não sendo permitido ao administrador, a seu critério, dispensar o pagamento). - Natureza jurídica do tributo: determinada pelo fato gerador, que é o acontecimento, previsto em lei, que proporciona a cobrança do tributo. - Fato gerador do Imposto sobre a Importação de Produtos Estrangeiros: a entrada destes produtos no território nacional. - Não é importante na caracterização do fato gerador: a denominação do tributo; a destinação legal do produto de sua arrecadação; quaisquer outras características formais adotadas em lei. - Bitributação: dupla incidência de um mesmo tributo sobre o mesmo contribuinte. Exemplo: um imóvel situado na divisa de dois Municípios, cujo proprietário tenha de pagar duas guias de IPTU, uma a cada prefeitura. - Embora a legislação tributária tenha por objetivo evitar a bitributação, ela pode existir, quando, por exemplo, em nível internacional. - Exemplo de bitributação: multinacional com sede nos Estados Unidos da América, que possui filiais em 15 países no mundo: Em todos estes países, o lucro das suas filiais é tributado (IRPJ – Imposto sobre a Renda – Pessoa Jurídica). Como os rendimentos percebidos pelas filiais também representam lucro para a sua matriz, tal quantia deverá ser novamente tributada (IRPJ) nos EUA. - Uma das características dos tributos: eles só podem ser pagos em dinheiro, visto que são uma prestação pecuniária expressa por um indexador fiscal.

- Compulsoriedade: é uma marca registrada da receita tributária, ou seja, aquela arrecadada através do recolhimento de tributos. - Os tributos não se confundem com as multas: as multas não têm finalidade arrecadatória, pois visam inibir infrações, possuindo, assim, um caráter repressivo e educacional. - De acordo com a legislação tributária brasileira, um chefe de Poder Executivo não pode criar um imposto através de um decreto, pois os impostos são tributos, e só podem ser criados por lei. - Fato gerador de um tributo: é o acontecimento, previsto em lei, que proporciona a cobrança do tributo. - Espécies de Tributo: impostos, taxas e contribuições de melhoria. - Imposto: obrigação que “tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica relativa ao contribuinte”. - A mesma liberdade de emprego da receita não existe em relação às taxas ou às contribuições de melhoria, que exigem, ao contrário dos impostos, contraprestação específica do Poder Público. - Impostos: são da competência exclusiva de cada um dos entes federativos brasileiros, de modo que existem impostos federais (exclusivos da União), impostos estaduais (exclusivos de cada Estado-membro e do Distrito Federal) e impostos municipais (exclusivos de cada Município e também do Distrito Federal). - Diferença dos impostos em relação às taxas e às contribuições de melhoria: em relação a estas últimas, os mesmos entes federativos gozam de competência comum, o que permite a qualquer um deles cobrar taxas ou contribuições de melhoria. - Classificação dos impostos de acordo com a sua competência: podem ser de competência exclusiva da União, dos Estados-membros ou dos Municípios. - Classificação dos impostos de acordo com o grupo ou base econômica: • Comércio exterior (incidem sobre a atividade industrial e comercial relacionada com o mercado fora do território nacional – II e IE); • Patrimônio (recaem sobre a propriedade de bens móveis e imóveis – ITR, IPTU, IPVA); • Renda (incidem sobre a renda, como o produto do capital – rendimentos de cadernetas de poupança, aluguéis etc; do trabalho – salários, honorários, comissões etc; ou da combinação de ambos – IR); • Produção (recaem sobre a industrialização, assim entendida qualquer operação que altere a natureza de um produto ou a sua finalidade ou o aperfeiçoe para o consumo. Ex.: IPI.); • Circulação de Mercadorias e Serviços (incidem sobre o comércio e a prestação de serviços. Ex.: ICMS, IOF, ISS.). - Classificação dos impostos quanto a fora de percepção: • diretos (quando se confundem, na mesma pessoa, o contribuinte de direito – aquele a quem a lei incumbe o encargo de calcular e recolher o tributo, tal como o próprio contribuinte ou um estabelecimento industrial ou comercial – e o contribuinte de fato – aquele sobre quem recai o dever de pagar o tributo, como acontece com o consumidor final na aquisição de bens); ou • indiretos (quando o contribuinte de direito e o contribuinte de fato são pessoas distintas) - Ao contrário dos impostos diretos, os indiretos são passíveis de repasses para terceiros (contribuintes de fato), que, via de regra, são os consumidores finais dos bens tributados). - Exemplo de impostos indiretos: IPI e ICMS, cujos contribuintes de direito são os estabelecimentos industriais e comerciais, que produziram e venderam as mercadorias, enquanto o contribuinte de fato é o consumidor, que é o destinatário final da mercadoria produzida e vendida. - Quando você compra um produto, pode observar que na nota fiscal de venda aparece destacado o valor do ICMS, como um acréscimo que você, o adquirente, é quem paga. - Classificação dos impostos quanto à perequação ou forma de rateio entre os contribuintes: • Fixos (não exigem cálculo algum para se determinar o valor do imposto, já vem expresso em moeda corrente ou em índice que nela possa ser convertido. Ex.: ISS de autônomos ou profissionais liberais, que é fixado com um valor fixo correspondente a um número de UFIR); ou • Variáveis (quando exigem cálculo para se determinar o valor do imposto). - Tipos de Impostos Variáveis: • Proporcionais (quando o fator percentual, denominado alíquota, incide sobre uma base de cálculo variável; alíquota não varia. Ex.: IPI ou ICMS incidem sobre uma base de cálculo variável (valor do produto), mas a alíquota para um mesmo produto é sempre a mesma); • Progressivos (quando a alíquota se eleva ao elevar-se o valor que serve de base de cálculo. Ex.: IRPF, quanto maior a renda (base de cálculo), maior a renda); ou • Regressivos (quando a alíquota se reduz ao elevar-se o valor da base de cálculo – base de cálculo maior importaria em alíquota menor – atualmente, não temos nenhum imposto com esta característica). - Classificação dos impostos quanto ao objeto da incidência: • Pessoais (aqueles em que a lei tributa diretamente a pessoa, levando em conta, para estabelecimento da base de cálculo, aspectos subjetivos ligados ao contribuinte ou a seus dependentes. Ex.: IR); ou • Reais (são aqueles em que a lei tributa indiretamente uma pessoa, através dos seus bens. Ex.: ITBI, IPTU, ITR, IPVA). - Tipos de impostos existentes de acordo com a legislação tributária brasileira: impostos, taxas e contribuição de melhoria. - Classificação do IPTU quanto à forma de percepção: imposto direto, porque em relação a ele o contribuinte suporta sozinho toda a carga tributária, decorrente da aplicação da lei, sem possibilidade de transferi-la para outrem. - Classificação do IPTU quanto ao objeto da incidência: imposto real, porque por meio dele a lei tributa indiretamente uma pessoa, através dos seus bens. - Os fatos geradores dos impostos resultam de uma situação independente de uma atividade estatal, de modo que a receita conseguida por meio delas pode ser utilizada para atender a qualquer despesa que o Poder Público necessite fazer. - Competência para instituir impostos: é exclusiva de cada um dos entes da Federação. - Segundo a Constituição Federal, o valor do imposto deve manter uma relação com a capacidade de contribuir (capacidade contributiva) do contribuinte. - Impostos da competência do Distrito Federal: os devidos aos municípios e aos estados. - Diferença entre impostos variáveis proporcionais, progressivos e regressivos: Proporcionais (quando a alíquota incide sobre uma base de cálculo variável. A alíquota não varia); Progressivos (quando a alíquota se eleva ao elevar-se o valor que serve de base de cálculo); e Regressivos (quando a alíquota se reduz ao elevar-se o valor da base de cálculo). - Classificação do IR (Imposto sobre Renda e proventos de qualquer natureza): é Federal; incide sobre a renda; direto; progressivo; e pessoal. - Impostos de competência Federal: II (imposto sobre importação de produtos estrangeiros), IR (imposto sobre renda), IGF (imposto sobre grandes fortunas), IEG (imposto extraordinários de guerra), IE (imposto sobre exportação), ITR (imposto sobre propriedade territorial rural), IPI (imposto sobre produtos industrializados) e IOF (imposto sobre operação de crédito) - Impostos de competência Estadual: ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços), IPVA (imposto sobre propriedade de veículos automotores), e ITD (imposto sobre transmissão causa mortis e doação) - Impostos de competência Municipal: ITBI (imposto sobre transmissão inter vivos), IPTU (imposto sobre propriedade predial e territorial urbana), e ISS (imposto sobre serviços)

OAB) etc) ou • Específico.As taxas podem ser cobradas tanto pela União. Têm que ser utilizados pelo contribuinte: • efetivamente – quando por ele usufruído a qualquer título. . É preciso ter a união dos dois elementos: Contribuição de melhoria = obra pública + valorização imobiliária . • Taxa judiciária etc. mesmo que o usuário não se utilize dele. . . ocorreu somente um fato gerador. e especifico ou de manutenção da ordem pública (exercido pelas Polícias Militares).Empréstimo Compulsório: empréstimo obrigatório que o contribuinte faz ao Poder Público. Cabe às Polícias Civis). para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária. .Exemplos de Taxa de Serviço: Taxa de incêndio. pelo Distrito Federal ou pelos municípios.Exemplos de taxas de serviços: • Taxa de remoção do lixo domiciliar.Remuneração do serviço de telefonia celular: por tarifa. como. deve pagar o tributo. não visa o lucro. . . porque ele é específico e divisível. Polícia de Profissões (Conselhos Nacionais e Regionais. • valor total arrecadado igual à despesa realizada. Ex. etc). não podendo. • valor individual proporcional à valorização imobiliária.).Características do empréstimo compulsório: • de competência exclusiva da União. taxas e contribuições de melhoria. separadamente.A mera realização de obra pública não legitima a contribuição de melhoria. ao contrário dos impostos. tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos). Distrito Federal e municípios). por exemplo.Tipos de Taxas: Taxas de polícia e taxas de serviços.A contribuição deve estar vinculada à ocorrência de obra pública e nunca a serviços de manutenção e conservação. no entanto. que valorizou uma casa que tinha vínculo com a Rua “A” e com a Rua “B”. . • caráter indenizatório de uma despesa.Contribuição de Melhoria: espécie de tributo cobrado pela União. admite rescisão. Taxa de inspeção sanitária. • Taxa de prevenção e extinção de incêndios.Características da contribuição de melhoria: • competência comum (União. É esta obrigatoriedade. os serviços públicos podem ser: • Gerais ou Coletivos (por terem caráter geral. característica dos tributos.Exemplos de Taxa de Polícia: Taxa de publicidade. . estados. . Exemplo. a confecção de um documento. . decorre de uma previsão legal. . .Tipos de poder de polícia preventivo ou administrativo: • Genérico ou fiscalizatório (quando atua visando prevenir ou reprimir os atos contrários ao interesse público. higiene. não poderá cobrar duas vezes a contribuição de melhoria. como taxa de lixo. que faz com que esta espécie seja vista como uma outra modalidade de tributo. não permitem a identificação dos seus usuários. .Taxas de serviços: aquelas devidas em razão da prestação de serviços públicos pelo Estado. • recursos dele provenientes serão vinculados à despesa que fundamentou sua instituição. O Fisco poderá cobrar apenas uma vez pela obra realizada.Se o poder público municipal realizou obra de pavimentação. exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. disciplina da produção e do mercado. cobrança não proporcional à utilização. especialmente no que diz respeito à segurança.Dentre as várias classificações a que estão sujeitos. que se existe o serviço de coleta. .Taxas de polícia: devidas em razão do exercício do poder de polícia pelo Estado (pelo desenvolvimento de atividades que tenham por fim promover e assegurar o bem comum pela limitação e disciplinamento de direitos. por parte de cada um dos seus usuários. e • trata-se de um tributo restituível. fiscalizando os bens e as atividades das pessoas). visa ao lucro. Distrito Federal e municípios. pagamento proporcional à utilização. que possa ser destacada em unidades autônomas. . e Taxa de obras. Ex. interesses ou liberdades). • potencialmente – quando sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento. .Taxas e contribuições de melhoria.Elementos essenciais para a cobrança da contribuição de melhoria: • necessidade de melhoria em determinado imóvel. ter o mesmo fato gerador ou a mesma base de cálculo dos impostos. • Taxa de serviço de esgoto. que têm sua cobrança desvinculada de uma determinada atividade estatal. . . interdição de locais etc.Se a prefeitura necessita fazer obras de infra-estrutura básica em um bairro. etc). não pode ser fato gerador de contribuição de melhoria. e • divisíveis – quando suscetíveis de utilização.: rodovias.: Corpo de Bombeiros. • vinculação a uma atividade estatal específica (obra pública).Aula 3 . porque ele é específico e divisível. .Uma obra pública que não valorize o imóvel. pois se houve só uma obra. e Taxa de lixo. É desempenhado pelas Polícias Militares). . . tendo em vista a sua singularidade. Polícia Sanitária. sendo a sua restituição sempre feita em moeda . Taxa judiciária. não admite rescisão. ou • Repressivo ou de polícia judiciária (quando exercido após a prática do delito. Polícia de Viação (trânsito). . • relação entre a melhoria observada e a realização de uma obra pública. . como a taxa de lixo. de segurança ou de manutenção da ordem pública (quando atua de modo a prevenir as infrações legais. anterioridade. uma para cada contribuinte.Diferença entre Taxa e Tarifa: Taxa (espécie de tributo. Deve fazer a obra com a arrecadação dos impostos.Taxa: tributo relacionado a uma atividade estatal específica. visando prevenir ou reprimir os atos contrários ao interesse público. por exemplo. não sujeita aos princípios tributários). . nem tampouco a mera valorização imobiliária. Outras espécies de tributos . interesses ou liberdades. exercendo-se sobre os bens ou atividades das pessoas. e a cobrança deverá ser única. sujeita à maioria dos princípios tributários – legalidade. como. o montante arrecadado com a cobrança de uma taxa. • específicos – quando são de uma espécie definida.Característica que difere as taxas e as contribuições de melhoria dos impostos: As taxas e as contribuições de melhoria são tributos relacionados a uma atividade estatal específica.Poder de Policia: desenvolvimento de atividades que tenham por fim promover e assegurar o bem comum pela limitação e disciplinamento de direitos. exercendo-se em relação às pessoas.Divisão do poder de polícia preventivo ou administrativo: genérico ou fiscalizatório (exercido por toda a Administração Pública. deve ser utilizado nessa atividade específica: coleta de lixo. pontes. decorre de uma previsão estabelecida em um contrato administrativo.Tipos de poder de polícia: • Preventivo ou administrativo (quando exercido pelos órgãos de fiscalização da Administração Pública. ou • Individuais ou singulares (os que têm destinatários determinados). ordem.Remuneração do serviço de coleta de lixo domiciliar: por taxa.Tipos de tributos: impostos. . quanto pelos estados. . costumes. não pode cobrar uma taxa de serviços dos moradores do referido bairro. • valorização imobiliária (para o contribuinte). • só pode ser criado mediante lei complementar. pelos estados. Tarifa (espécie de preço público. Polícia de Costumes (censura. o serviço de reasfaltamento de via pública.

Tipos de Princípios Tributários Gerais: Princípio da Capacidade Contributiva. previstas constitucionalmente. Como atualmente não existem territórios no Brasil. sua modificação e sua revogação se dão por lei ordinária.CIDE: Contribuição Social de Intervenção no Domínio Econômico . e • à não incidência.Contribuição mensal para a aposentadoria do trabalhador: Contribuição Social de Interesse das Categorias Profissionais ou Econômicas .A competência tributária é indelegável.Ressarcimento do Poder Público pela realização de obra que valorize o imóvel: Contribuição de Melhoria Aula 4 . . Princípio da Inetroatividade da Lei Tributária. Princípio da Legalidade ou da Reserva Legal. .Competência Tributária Cumulativa ou Múltipla: Diz respeito aos entes federativos União e Distrito Federal.Princípios Tributários Gerais: aqueles aplicáveis. devendo respeito: • aos princípios tributários. hoje em dia somente o Distrito Federal exerce a competência cumulativa ou múltipla. Estados. de guerra externa ou sua iminência.. e Contribuições Sociais de Custeio da Seguridade Social. . compreendidos ou não em sua competência tributária.Competência para instituir contribuições sociais: Geral Privativa . e Municípios).Bis in idem ou Bitributação: quando o mesmo poder tributário competente cria um tributo repetido sobre a mesma coisa.Princípio da Capacidade Contributiva: estabelece que os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte. que limitam a competência tributária. . um Estados resolver instituir o IAR (Imposto sobre automóveis rodantes). . Comum. • às isenções. . as secretarias de fazenda (estaduais ou municipais) ou similares. incidentes sobre fontes diversas. pois a iniciativa é ilegal.O bis in idem não se confunde com a bitributação que ocorre quando um poder tributante cria um imposto que seja da competência de outro poder tributante. em face de guerra externa: Empréstimo Compulsório . e Competência Tributária Extraordinária ou Especial .Competência para instituir impostos. . . existem dois poderes tributários. . . . • Capacidade Tributária (atribuída por meio de lei.Competência Tributária Geral Comum: Diz respeito igualmente àqueles três níveis de governo (União. respeitados os direitos individuais e nos termos da lei. a órgãos ou entidades que tenham as funções aqui referidas).Competência Tributária Geral Privativa: Prevista na Constituição Federal para a União. Exemplo: IPVA. cessadas as causas de sua criação. principio da vedação de tributação. facultado à administração tributária.Tributo cobrado na conta de luz: Contribuição Social sobre Iluminação Pública . . e Municípios. um invadindo a esfera de competências do outro. porque somente a União pode instituir este tributo. Princípio da Isonomia ou da Igualdade Tributária. no caso de guerra externa: Extraordinária . .Tributo cobrado para custear despesas de reequipamento das Forças Armadas. Principio da proibição do confisco.Se intensa chuva inundou a maior parte dos bairros.Tributo para custear a coleta de lixo residencial: Taxa de Serviço . e Capacidade Tributária refere-se à possibilidade de arrecadar ou fiscalizar tributos.Contribuição mensal para a aposentadoria do servidor público: Contribuição Social sobre os Servidores Públicos . não só para a instituição de impostos novos mas também para a criação de contribuições para a seguridade social. • às imunidades. em moeda corrente.Competência para instituir impostos novos: Geral Residual . que é da competência dos Municípios. o patrimônio. e • de executar leis. Principio da não limitação ao tráfego. . Cumulativa ou Múltipla.Destino do empréstimo compulsório: • atender despesas decorrentes de calamidade pública. aos Estados. como exemplo. . Estados + Distrito Federal.Competência tributária e limitações ao poder de tributar .A instituição de um tributo. os rendimentos e as atividades econômicas dos contribuintes. . principio da uniformidade tributária.PIS: Contribuição Social de Custeio da Seguridade Social . .Principal característica que distingue o bis in idem e a bitributação: no bis in idem. .Capacidade Tributária: atribuída a entidades ou órgãos tais como a Receita Federal. . a todos os tributos. .Diferença entre Competência Tributária e Capacidade Tributária: Competência Tributária refere-se à atribuição constitucional de instituir impostos.Contribuições Sociais: destinam-se a suprir de recursos financeiros entidades públicas com atribuições específicas. especialmente para conferir efetividade a esses objetivos. Contribuições Sociais de Interesse das Categorias Profissionais ou Econômicas. Se após instituir o IPVA. principio da vedação da instituição de isenções. serviços.Competência para instituir taxas: Geral Comum . a Prefeitura não pode instituir a cobrança de empréstimo compulsório a ser restituído no prazo de cinco anos.Contribuição Social só da competência dos municípios e do Distrito Federal: Contribuição Social sobre Iluminação Pública. em regra geral. Estados e Distrito Federal. salvo em relação às funções: • de arrecadar ou fiscalizar tributos. .Competência Tributária: é o poder de tributar. atos ou decisões em matéria tributária.Competência Tributária Extraordinária ou Especial: atribui à União a possibilidade de instituir impostos extraordinários na iminência ou no caso de guerra externa. estaríamos claramente diante do bis in idem.Princípios Tributários: podem ser gerais ou específicos . ou • investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional.O poder de tributar não é absoluto. Distrito Federal e Municípios). identificar. na tributação. desvinculadas do Tesouro Nacional por disporem de orçamento próprio. .Limitações ao Poder de Tributar: aquelas. Diz respeito à União.Contribuições sociais da competência da União: Contribuições Sociais de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE). os quais serão suprimidos gradativamente. e principio da vedação de diferenciação tributária. Princípio da Anterioridade da lei Tributária. . .Tributo cobrado para a construção de imóvel residencial: Taxa de Polícia . ao Distrito Federal e aos Municípios. se um Estado resolve criar um imposto similar ao IPTU. ou Residual). o mesmo poder tributário competente cria um tributo repetido sobre a mesma coisa.Tipos de Competência tributária ou poder de tributar: Competência Tributária Geral (Privativa.Diferença entre Competência Tributária e Capacidade Tributária: • Competência Tributária (atribuída constitucionalmente à União.Competência Tributária Geral Residual: pode ser utilizada exclusivamente pela União.

Princípio da vedação da instituição de isenções: Impede que a União institua isenções de tributos da competência dos Estados.Princípio da vedação da instituição de isenções: estabelece que é vedado. A União só pode conceder isenções em seus próprios tributos. casos como o desse contribuinte. estabelecer diferença tributária de qualquer natureza. A criação de tributo jamais pode ser feita por ato normativo infralegal e nem a lei pode delegar ao Executivo poder para instituição de tributo por decreto. . Posteriormente. em razão da sua procedência ou destino.Tipos de Princípios Tributários Específicos: Princípio da Não-Cumulatividade. de pessoas ou bens. e desde que transcorrido o prazo mínimo de noventa dias da publicação da referida lei. entre bens e serviços.Princípio da vedação de diferenciação tributária: Impede que os Estados. . Distrito Federal ou Municípios. . em 90 dias.O princípio da legalidade é princípio absoluto quanto à instituição de tributos. entre bens e serviços. em regra. . uma vez que teve a sua prorrogação rejeitada pelo Senado Federal na sessão do dia 13 de dezembro de 2007. visto que só ela pode tributar a renda.A CPMF deixou de ser cobrada. O fiscal competente. . e Princípio da Seletividade. não excessivamente onerosos. da totalidade do patrimônio. . .Princípio da Seletividade: estabelece que.Princípio da Não-Cumulatividade: estabelece que deve ser abatido. . o que significa dizer que todos devem ser suportáveis ao contribuinte.O que não pode ser tributado pela União. e paga o seu ISS. cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. . por quem tenha competência tributária. .Princípio da Isonomia ou da Igualdade Tributária: estabelece que é vedado instituir.Princípio da proibição do Confisco: Conseqüência da garantia ao direito constitucional de propriedade. Diante da possibilidade de uma nova contribuição. é um imposto cumulativo: se uma pessoa procure um serviço odontológico para a colocação de uma prótese. No caso do IPI e ICMS cada empresa recolhe uma parcela do imposto. (b) a nova regra tratar de situações não definitivamente julgadas e sejam mais benéficas ao contribuinte.Retroatividade.Princípio da seletividade: Estabelece que. Com isso.Princípio da Não-limitação ao Tráfego: estabelece que é vedado. . ou seja.Princípio da Vedação de Diferenciação Tributária: estabelece que é vedado. . em níveis superiores ao que fixar para os de seus próprios agentes. entendeu que o tributo era devido e lavrou o auto de infração. instituir isenções de tributos da competência dos Estados.ITBI: imposto que não se enquadra dentre as exceções do princípio da anterioridade. Distrito Federal ou Municípios. e (b) a remuneração e os proventos dos respectivos agentes públicos. o Distrito Federal e os Municípios. que inclui o valor da prótese e do ISS do protético. além do seu próprio trabalho. .Princípios Tributários Específicos: aqueles que dizem respeito apenas ao ICMS e ao IPI. . . .Princípio da vedação de tributação: Impede a União de tornar seus títulos públicos mais atrativos. de acordo com o Principio da Vedação de Tributação: (a) a renda destinada às obrigações da dívida pública dos Estados. . estariam enquadrados como isentos. sejam razoáveis. tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. estabeleçam diferença tributária de qualquer natureza. o montante do imposto recolhido nas operações anteriores. ao Distrito Federal e aos Municípios.Princípio da Anterioridade da Lei Tributária: princípio particular do Direito Tributário.Princípio da Irretroatividade da Lei Tributária: estabelece que é vedado. embora se aplique o da anterioridade . que cobrava o valor do tributo acrescido da multa pelo seu não-recolhimento espontâneo. sua graduação diz respeito à capacidade econômica do contribuinte (aquela que diz respeito ao seu patrimônio).Princípio da Vedação de Tributação: somente se pode aplicar à União. de modo que.IPI: Configura uma das exceções ao princípio da legalidade. o leite é menos tributado do que o cigarro. por meio de tributação. um contribuinte entendeu estar dentro do limite de isenção e. no Brasil. este novo tributo poderá vir a ser exigido: Em princípio. feito pelo protético. teria direito à restituição. utilizar o tributo com a finalidade de limitar o tráfego. vir a ser criada. somente é possível quando: (a) quando a nova regra for expressamente interpretativa. não recolheu o referido imposto. Em razão disto. quanto maior a essencialidade do produto. que paga o seu ISS. .Diferença entre capacidade econômica e capacidade contributiva do contribuinte: Capacidade econômica do contribuinte é aquela que diz respeito ao seu patrimônio.Exemplo de Retroatividade: determinada lei tributária não deixava claro qual o limite de isenção para um certo imposto. a quem tenha competência tributária. na última operação do pagamento do imposto. não existindo. em razão da sua procedência ou destino. .. .Princípio da não-limitação ao tráfego: Sua aplicação faz com que os impostos que incidem sobre a circulação de mercadorias. sem aplicação de penalidades. das despesas necessárias à manutenção do indivíduo e de sua família. preceito aplicável a todos os tributos. . duas vezes o ISS sobre o valor da prótese. menor a alíquota a ser aplicada. Portanto. a contar da data da sua publicação. . à União. não podendo ser abusivos. para tanto. cobrar tributo no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que o instituiu ou aumentou.Principio da Capacidade Contributiva: destina-se apenas aos impostos. em conseqüência. do Distrito Federal e dos Municípios. com as mesmas características.Princípio da não-cumulatividade: Estabelece que deve ser abatido.Princípio da Proibição do Confisco: é conseqüência da garantia ao direito de propriedade. . . . a quem tenha competência tributária. Estados. e sobre o serviço do dentista. pelo território da União. quanto maior a essencialidade do produto. portanto. não havia a prática da infração tributária pela qual foi autuada. a quem tenha competência tributária. qualquer exceção. na última operação do pagamento do imposto. . . A cumulatividade do ISS é um dos motivos pelos quais sua alíquota deve ser baixa. sobre o valor do serviço da confecção da prótese. .Princípio da Legalidade ou da Reserva Legal: origina-se no princípio geral da legalidade. Incidiu. já a capacidade contributiva do contribuinte é aquela que resulta do abatimento. o ISS incidirá sobre o serviço do protético e do dentista. caso o contribuinte já tivesse pago o valor que lhe foi cobrado. a partir de 1º de janeiro de 2008. o montante do imposto recolhido nas operações anteriores. . Distrito Federal ou Municípios. em quanto tempo. estabelece que é vedado. no Direito Tributário. como o ICMS. veda qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por ele exercida. menor a alíquota a ser aplicada. objetiva impedir que uma dívida tributária seja paga com o confisco dos bens do contribuinte. .O ISS. no entanto.Princípio da uniformidade tributária: A concessão de incentivos fiscais não se insere dentre as limitações impostas por ele. estabelece que é vedado a quem tenha competência tributária exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. uma lei interpretativa esclareceu que. títulos ou direitos. ou seja.Princípio da anterioridade: Confundido com o princípio da anualidade. aos Estados. . acrescida de juros e correção. visto que às contribuições sociais não se aplica o princípio geral da anterioridade da lei tributária.

A isenção assume então a característica de um favor fiscal.Diferença entre imunidades tributárias e isenções tributárias: • as imunidades tributárias dizem respeito. . que poderá criar uma nova regra específica. prevê a tributação.Características da Isenção: Prevista em lei. ao contrário. e na isenção. • nascimento da obrigação. quando as explora o proprietário que não possui outro imóvel. . . . inclusive lubrificantes.Fatos que estão fora do campo de incidência: os fatos não previstos pelo legislador como necessários e suficientes à ocorrência do fato gerador. Sendo exclusão. Não paga tributo. O IPTU. e energia elétrica. no entanto. não se referindo a outras espécies de tributos. . os estados. os que o legislador não quis que fossem objeto de tributação. a isenção pode também. Aula 5 . por lei. é fácil concluir que o crédito tributário existiu. nas operações que destinem petróleo aos estados. em regra. não é derivado de petróleo e. dizem respeito. assegurada a manutenção e o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores. Há.Isenção tributária: Quando o legislador pode tributar. É uma vedação que funciona de forma recíproca).Imunidade dos templos de qualquer culto: objetivo de assegurar a liberdade de prática religiosa no país. decorrente de F USÃO .Imunidade tributária: Quando o legislador não tem o poder de tributar. ser revogada: não tendo sido concedida por prazo determinado e sob determinadas condições. . O legislador pode tributar. e • a qualificada (dividida em duas subespécies: não-incidência por determinação constitucional e não-incidência decorrente de lei ordinária). É claro que. . conforme dispõe o art. a não ocorrência do respectivo fato gerador é entendida como não-incidência. como a que existiu durante a vigência da CPMF. mas a lei dispensa o seu pagamento (disso se conclui que a isenção pressupõe a incidência). . instituído em lei. que é uma pessoa jurídica de direito público. porque não chega a surgir a própria obrigação tributária. . sobre o ouro. Não ocorre fato gerador. não se beneficia dessa imunidade.Incidência tributária: situação em que o tributo é devido por ter ocorrido o fato gerador. mas a lei dispensa o seu pagamento. em nossa sistemática constitucional.Dinâmica da isenção: • ocorrência do fato gerador.Não-incidência qualificada decorrente de lei ordinária: corresponde à isenção.Exemplo de imunidade recíproca: IRPJ.Sendo concedida por lei. .Imunidade recíproca: estabelece que a União. porque existe a obrigação. sobre serviços prestados a destinatários no exterior. porque não tem competência para isto. .Imunidade do ITR: diz respeito às pequenas glebas rurais.nonagésimal. As imunidades não podem ser revogadas. . instituir impostos sobre o patrimônio. em contrapartida. o tributo é devido. ela exigirá a edição de nova Emenda à Constituição.Diferença da não-incidência e isenção: não-incidência. . aos impostos. . quando definido como ativo financeiro ou instrumento cambial. . . fazendo nascer a obrigação tributária. exceções a esta regra: imunidade referente às taxas relativas do habeas corpus e ao habeas date. imposto federal. Ocorre fato gerdor. • incidência tributária. não é devido o tributo. mas não prevê a tributação. portanto.As duas espécies de não-incidência: • a pura e simples (se refere a fatos inteiramente estranhos à regra jurídica de tributação. a renda ou os serviços de outro ente federativo. C ISÃO ou  . desde que: sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital. pode ser retirada a qualquer tempo.As imunidades tributárias. apesar de ser combustível. Não paga tributo. combustíveis líquidos e gasosos dele derivados. embora sobre ele incida o IOF.Imunidade do IPI: diz respeito ao IPI de produtos industrializados destinados ao exterior. o Distrito Federal e os municípios não podem. • as imunidades tributárias estão previstas constitucionalmente.Isenção: nada tem a ver com a não-incidência tributária. imposto municipal. a não-ocorrência do respectivo fato gerador. a circunstâncias que se colocam fora da competência do ente tributante). pois protege as mercadorias. a partir do nascimento da obrigação respectiva. não se referindo a outras espécies de tributos.Não-incidência qualificada por determinação constitucional: corresponde à imunidade tributária. . não é cobrado em relação aos imóveis de propriedade da União. prevê a tributação.Não-incidência tributária: o oposto da incidência. não é cobrado do município.Quando ocorre o fato gerador temos a incidência tributária. disso se conclui que a isenção pressupõe a incidência. I NCORPORAÇÃO . em regra. sobre a transmissão de bens ou direitos.Na não-incidência. .Limitações ao poder de tributar: as imunidades tributárias . sem qualquer forma de restrição ou discriminação. e • dispensa do pagamento do tributo devido. em vindo a ser criada essa nova contribuição. . enquanto as isenções podem ser instituídas em relação a qualquer tributo.O álcool carburante. porque existe a obrigação. consistente na dispensa do pagamento do tributo devido.As imunidades tributárias estão previstas constitucionalmente. não sendo importante quem as exporte. a não ser que isto ocorra por emenda à Constituição. Não paga tributo. . O legislador não pode tributar. no âmbito da respectiva competência tributária. . enquanto as isenções podem ser fixadas por lei. . Não ocorre fato gerador. .Imunidades tributárias encontradas na Constituição: Imunidade recíproca e Imunidade dos templos de qualquer culto.Imunidade do ITBI: prevista na Constituição. . a renda ou os serviços uns dos outros (um ente federativo não pode instituir imposto que comprometa o patrimônio. porque lhe falta competência tributária.Imunidades garantidas pela Constituição: o Estado não pode instituir regras que as contrarie.Características da Não-Incidência: Fatos ou circunstâncias inteiramente estranhos à regra jurídica de tributação.Características da Imunidade: Prevista na Constituição. aos impostos. mas suspende a eficácia jurídica da norma. . independentemente do modo como ocorra sua manifestação e divulgação. 175 do Código Tributário Nacional. . . nada podendo fazer o contribuinte.Isenção tributária: é a forma de exclusão do crédito tributário. ao passo que as isenções podem ser fixadas por lei. . . mas suspende a eficácia jurídica da norma. na isenção o tributo é devido. ao contrário.Imunidade do ICMS: prevista pela Constituição Federal nas seguintes situações: sobre as operações que destinem mercadorias ao exterior. É imunidade objetiva. O legislador pode tributar. . assim como ocorreu o fato gerador. o tributo não é devido porque não chega a surgir a própria obrigação tributária.

Imunidade do ITR: Diz respeito às pequenas glebas rurais. de calamidade pública ou na vigência do estado de sítio. as Resoluções etc.Imunidade cultural: As publicações. . que está sendo editada. predeterminada (lei temporária). integração e interpretação da legislação tributária .Aplicação da lei no tempo: corresponde ao seu período de eficácia da lei (está compreendida entre a sua vigência e a sua revogação). a locação de bens imóveis. quando ele entrou em vigor. quando as explora o proprietário que não possui outro imóvel. da lei referida. no território nacional.Não há vacatio legis apenas na vigência tácita.Imunidade do IPI: É imunidade objetiva. Esse período pode decorrer de uma data fixa. Aula 6 .Exemplos de leis excepcionais: leis editadas em tempo de guerra.Lei tributária: tão logo seja publicada estará em vigor e poderá ser aplicada. .Exceções da regra de vigência da lei no espaço: os diplomatas. . que são objeto desse tipo de imunidade. adesivos. dar destinação econômica à propriedade.Vigência no espaço: a lei será eficaz no espaço quando aplicável no espaço territorial do Estado que a elaborou. Exemplo: a questão da bitributação internacional. para continuar tutelando fatos ocorridos no seu período de eficácia).Período de eficácia da lei no tempo: período compreendido entre a sua vigência e a sua revogação.A lei tributária não pode retroagir em face do princípio da irretroatividade. de modo que. .Ex. se estabelece um prazo de 45 dias após sua publicação. por exemplo. no estrangeiro). locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil). São chamados de normativos porque contêm um comando geral que atinge a todos. . portanto.Imunidade do ITBI: Não se aplica. faz jus à imunidade dos templos de qualquer culto. . • ao espaço (região geográfica onde será válida). no entanto. . embora dentro delas todas as pessoas. . . gerando a possibilidade do conflito entre a lei do seu país e a lei do país onde está. resolve. estrangeiros ou nacionais. vai perder a sua eficácia) ou • Determinada (quando o legislador fixa o período de eficácia da lei que está sendo editada.A vigência pode ser considerada em relação: • ao tempo (data em que passará a produzir efeitos). .Imunidade recíproca: Impede que o IPVA seja cobrado dos municípios. faz jus à imunidade tributária prevista na alínea “c” do inciso VI do art. sejam alcançadas). etc. como retiros religiosos. mas só entrou em vigor em 2003.Efeitos possíveis do período de eficácia da lei no tempo: • Irretroatividade (quando a lei só se ocupa dos fatos ocorridos no período de sua eficácia). são aquelas destinadas à produção literária. e • Ultratividade (quando a lei prolonga os seus efeitos após a sua revogação. ou. dentre outras situações. Só excepcionalmente ela se destinará a fatos passados. no caso o ITR. bandeiras. contribuintes ou não. que são elaboradas para vigorar em um determinado ano.Período em que a lei está publicada. . didática. entra em vigor no dia X) ou • Tácita (quando o texto legal omite o dia de início da sua vigência. nesses casos. . .Vigência.Classificação da vigência quanto ao modo: • Expressa (quando estabelecida no texto da própria lei . A instituição religiosa faz jus a algum tipo de imunidade tributária? Inicialmente. . certas normas orientadoras da declaração do imposto de renda. 150 da Constituição Federal? Não.Exemplos de atos administrativos normativos: os Decretos. mas ainda não está em vigor: vacatio legis (período em que a sociedade deve adaptar-se à nova lei. Transcorrido algum tempo.Classificação da vigência quanto ao tempo: • Indeterminada (quando não se sabe o momento em que a lei.Imunidade das entidades sindicais: Não se estende à representação patronal. . a partir do momento em que a fazenda passou a ter uma destinação econômica a entidade religiosa pode vir a ser constrangida a pagar os impostos normais. . Durante um ano a sociedade discutiu o novo Código.Uma igreja adquiriu uma fazenda com o objetivo de promover reuniões periódicas de seus fiéis e sacerdotes. sem qualquer forma de restrição ou discriminação.: Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. . . . não importando a nacionalidade das pessoas que ali se encontrem. científica ou técnica. . como camisetas. também na vigência expressa ela pode estar presente.Situações em que excepcionalmente pode ocorrer a retroatividade da lei tributária: • quando a lei nova for expressamente interpretativa da lei antiga. . antes de ela entrar em vigor). . Nesse caso. . .Exemplos de leis temporárias: as leis orçamentárias. . Porém. ou de três meses após sua publicação.Imunidade dos templos: Refere-se à entidade religiosa e não somente à edificação usada para o culto. • quando a lei nova for mais benéfica ao infrator que ainda não tenha sido definitivamente julgado. se a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens ou direitos. pois protege as mercadorias.Vigência: momento a partir do qual a lei está pronta para produzir efeitos.Imunidade do ICMS: Refere-se às operações que destinem mercadorias ao exterior. • Retroatividade (quando a lei atinge também os fatos ocorridos anteriormente à sua vigência). não são beneficiados pela imunidade. Exemplo: nosso atual Código Civil foi publicado em 2002. . pois ela objetiva assegurar a liberdade de prática religiosa no país.Atos administrativos normativos: aqueles que determinam uma conduta aos seus destinatários.extinção de pessoa jurídica (essa imunidade não se aplica. findo o qual a lei perde a sua eficácia (lei excepcional). ela já estava mais adaptada às suas inovações. os Regulamentos. . as Portarias Ministeriais. se a atividade preponderante do adquirente for. as Instruções Normativas. . objetivando a correta aplicação da lei e o bem-estar social.. as embarcações estrangeiras etc. porque sobre a atividade descrita incidem ICMS e IPI.Quando um partido político produz e vende material de campanha e propaganda eleitoral. • . Sua aplicação é imediata destinando-se aos fatos futuros (fatos geradores ocorridos a partir da vigência da lei). ou de uma situação ou acontecimento. . alteradas anualmente. tributos que não são sobre o patrimônio ou a renda e que. não sendo importante quem as exporte.Os conflitos de leis no espaço são solucionados pela aplicação de um dos princípios seguintes: • Territorialidade (quando as leis de um país circunscrevem-se apenas às suas fronteiras. para a entrada em vigor.As possibilidades de uma pessoa fora do território do seu país ser amparada pela lei do país de origem são muito grandes.

. parte daqueles princípios gerais do Direito. no exterior. ou seja.Interpretação das Leis pelo meio gramatical: Através dela. termos de legislação tributária.Se a lei estabelece a seguinte regra: “Esta lei entra vigor transcorridos 30 dias de sua publicação”.Não se conseguindo solução para a lacuna na legislação tributária.O Código Tributário Nacional autoriza o recurso aos princípios gerais do Direito Público. . afirmar que.Regra da vigência tributária dos atos administrativos: na data da publicação.Esta regra visa à harmonia. . no intuito de alicerçar sua decisão. que fixe normas gerais tributárias. conforme dispõem os arts.Diferença entre eqüidade e analogia: pela analogia se busca suprir a lacuna com uma norma específica destinada a regular situação análoga. e ao espaço. tradicional e nonagesimal.Analogia: o emprego dela não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei. e depois de três meses.Regra da vigência tributária das leis que instituem ou majoram impostos: respeito aos princípios da anterioridade.Espécies de interpretação da lei quanto aos meios empregados: Gramatical. quando os convênios celebrados pelos entes federativos reconheçam a extraterritorialidade.” . ao que se chama extraterritorialidade. recorre-se aos princípios gerais do Direito Tributário (Princípio da legalidade tributária. ou • quando houver previsão da extraterritorialidade. em lei da união. em duas situações. . .Diferença entre hábito e uso: hábito é comportamento individual. mutuamente. Só excepcionalmente é que ela se destinará a fatos pretéritos ou passados. Se entendermos a lei tributária no sentido amplo de ato normativo. isto é. subjetivo. ou • Domicílio (segundo o qual a pessoa é regida pela lei do país em que fixou o seu domicílio). .Regra Geral da Lei tributária no espaço: determina a aplicação do Princípio da Territorialidade. pela lei do seu país de origem). destinando-se aos fatos ocorridos a partir da sua vigência. da imunidade tributária. tendo em vista a necessidade de se resolver o caso a que ela se refere. autoriza.Interpretação das leis pela lógica: através dela procura-se atingir a perfeita coerência do alcance das expressões constitucionais.Regra da vigência tributária das decisões administrativas: 30 dias após sua publicação . Direito Financeiro e Direito Processual. . fonte principal (imediata ou direta) do Direito. quando houver previsão da extraterritorialidade. e 2. Pode-se. como as que dizem respeito à igualdade. por meio de raciocínio dedutível.Os princípios da irretroatividade e da retroatividade são admitidos na legislação tributária? Sim. .Elementos característicos dos costumes: • o uso (elemento material e objetivo. o roteiro que as orienta no atual momento histórico. os costumes e os princípios gerais do Direito.Exemplo de analogia: Se o ordenamento jurídico não estabelece regra específica para os acidentes em bondes elétricos. neste caso. portanto. até porque a lei tributária só pode retroagir nas seguintes situações: quando a lei nova for expressamente interpretativa da lei antiga. e pela eqüidade se busca uma solução para o caso concreto a partir da norma genérica. constituindo-lhe a diretiva. à liberdade e à solidariedade. que pode ser definida como a justiça no caso concreto. Sistemática. o aplicador do Direito deve recorrer à eqüidade. . Lógica. . . observando pontuação. mesmo no estrangeiro. . etimologia e colocação das palavras. da isonomia. . . Diferem das regras de uso social porque são reconhecidos e impostos pelo Estado. para todos os ramos do Direito: Quando a lei for omissa. Teleológica. a aplicação ocorre nesta ordem: • da analogia. à data em que passará a produzir efeitos. o juiz recorrerá à analogia.Analogia: consiste em aplicar-se à hipótese não prevista em lei. ou quando a lei nova for mais benéfica ao infrator que ainda não tenha sido definitivamente julgado. . 102 do Código Tributário Nacional. ela tem aplicação imediata.Regra básica de integração. 108 e 109 do Código Tributário Nacional. for omissa. . cuja aplicação não poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo devido. poderá o juiz lançar mão de fontes secundárias (ou mediatas): a analogia. de forma a não permitir que um agente político interfira nas questões tributárias de outro ente. O art. que se encontram na base de todas as legislações ocidentais contemporâneas. . em se tratando de legislação tributária? Sim.Costumes: são procedimentos constantes e uniformes. à região geográfica onde será válida. . Isso é irretroatividade.Situações em que o CTN autoriza a extraterritorialidade: • quando os convênios celebrados pelos entes federativos reconheçam a extraterritorialidade. mas que se referem apenas ao Direito Público (Direito Constitucional. em termos de legislação tributaria.O mesmo raciocínio deve ser aplicado à eqüidade.Fontes do Direito: são aquelas de que o aplicador do Direito (juiz) lança mão. mas o Código Tributário Nacional autoriza a vigência territorial além dos limites físicos ou espaciais do ente tributante. dentre outros ramos de Direito Público). . Direito Administrativo.Quando a lei. . aos costumes e aos princípios gerais do direito. . que fixe normas gerais tributárias. . . etc). . o que feriria o Princípio da Legalidade. tão logo ela seja publicada estará em vigor e poderá ser aplicada. • dos princípios gerais do direito tributário.Nacionalidade (segundo o qual a pessoa é regida.Falhando todos esses meios de suprir a lacuna na legislação tributária. pelo modo nela estabelecido). Histórica.Regra da vigência tributária dos convênios: nas datas neles(as) previstas. analisando os períodos das leis e combinando-os. . em lei da união. . através da analogia. . dispositivo legal concernente a caso semelhante.Principal fonte de Direito: a lei. temos que tipo de vigência? Vigência Expressa e determinada . por analogia pode ser aplicada a tais acidentes a lei que regula os acidentes ocorridos em estradas de ferro. que consiste na conscientização de que a norma estabelecida funciona como lei. . • dos princípios gerais de direito público. a lei entrará em vigor em 45 dias depois de oficialmente publicada.Em casos em que não haja lei expressa (em caso de omissão de normas). Pode ser considerada em relação: ao tempo. adotados como obrigatórios por um grupo social.A vigência é o momento a partir do qual a lei está pronta para produzir efeitos. .É possível a aplicação do princípio da extraterritorialidade. que consiste na observância freqüente da norma pelo social) e • a convicção (elemento psicológico. da anterioridade tributária (tradicional e nonagesimal). e • da eqüidade.Princípios gerais do direito: algumas das normas fundamentais. examina-se cada termo normativo. . no território nacional. a extraterritorialidade: 1. e uso é coletivo.Regra geral da vigência tributária: salvo disposição em contrário. adaptando-a sob os critérios de justiça e igualdade. ultrapassando os limites de sua competência.

.Interpretação popular das leis: a interpretação é feita com a participação do povo. tendo como objeto o pagamento de tributos ou de multas. . preencher declarações etc) ou não-fazer (não ter uma atitude estabelecida em lei.Espécies de interpretação das leis quanto aos seus efeitos: Restritiva ou Extensiva. É sempre prevista em lei. . . dos grupos de pressão.Essas pessoas são denominadas sujeitos ativo e passivo. .Vínculo jurídico: documento jurídico que possibilita a obrigação tributária. havendo uma necessidade de ampliação do que foi escrito para que não haja interpretação dúbia. examina-se cada termo normativo. no dia 1º de janeiro de 2008. .Interpretação Teleológica: Através dela. composto de inúmeras normas.Interpretação sistemática das leis: quando o intérprete considera que o texto sob interpretação faz parte de um sistema jurídico. Aula 7 . . É a própria legislação tributária.Interpretação Sistemática: Através dela o intérprete considera que o texto sob interpretação faz parte de um sistema jurídico. contida nas Súmulas do Supremo Tribunal Federal.Elementos construtivos da obrigação tributária existentes.Supondo que uma lei federal publicada em 1º de dezembro de 2007. . analisando os períodos das leis e combinando-os mutuamente. como exemplo. o referendo. aquele que incide no fato gerador passa a ter uma obrigação tributária. titular da competência tributária. . . tornando-se uniforme. prevendo em um de seus artigos que essa lei entraria em vigor no dia 1º de janeiro de 2008.Interpretação Histórica: Através dela busca-se descobrir a finalidade da norma. .Obrigação tributária e responsabilidade tributária . o intérprete verifica que o legislador disse mais.Em caso de omissão da legislação tributária. . foi mais amplo do que devia. fazer (declarar em livro ou formulário. composto de inúmeras normas. objetivando determinar-se os fins a que se destina a norma sob interpretação. foi mais amplo do que devia. .Incidência tributária: é a situação em que o tributo é devido por ter ocorrido o fato gerador. escriturar livros. citados anteriormente.Interpretação teleológica das leis: corresponde à combinação desses critérios usuais. as leis. .Interpretação Extensiva das Leis: ocorre quando o legislador foi muito sintético na linguagem.Interpretação lógica: Através dela procura-se atingir a perfeita coerência do alcance das expressões constitucionais. .Interpretação Gramatical: Através dela.Interpretação histórica das leis: busca descobrir a finalidade da norma.Interpretação Autêntica: É a realizada pelo próprio órgão que elaborou a norma. etimologia e colocação das palavras. nas relações jurídicas de natureza tributária. Doutrinária.Interpretação doutrinária das Leis: substanciada na doutrina desenvolvida pela meditação dos juristas. .. e a eqüidade. . Em face dos estudos realizados.Relações jurídicas de natureza tributária: são todas as relações da vida social entre pessoas capazes de contrair direitos e obrigações cujos efeitos a lei garante.Objeto: prestação pecuniária que o sujeito passivo tem para com o sujeito ativo: o pagamento de tributos.Exemplos de fontes de legislação tributária: Constituição Federal. como deve proceder o aplicador do Direito? Deverá aplicar.Não só pela existência da lei pode o sujeito ativo (pessoa jurídica de direito público). dos sindicatos etc. como exemplo. . .Interpretação jurisprudencial das leis: é a interpretação dada pelos tribunais.Interpretação Restritiva das Leis: aplica-se quando o intérprete verifica que o legislador disse mais.Ocorrência do fato gerador: institui relações jurídicas de natureza tributária ou obrigações tributárias.Interpretação Restritiva: Através dela. Portanto. sucessiva e exatamente na ordem indicada. etc. visando aos valores que ela pretenda atingir. e Jurisprudencial. os seguintes mecanismos de integração: a analogia. . e pautando-se a investigação nos antecedentes históricos da norma. .Elementos da relação jurídica de natureza tributária (ou obrigação tributária): sujeito ativo. a lei entrará em vigor na data que estabelece o seu artigo.Tipos de obrigação tributária: obrigação principal e obrigação acessória.Interpretação Extensiva: Através dela. muitas vezes. emissão de nota fiscal.A obrigação tributária consiste em: dar (pagar o tributo). visando aos valores que ela pretenda atingir. os princípios gerais de direito público. tenha majorado as alíquotas da tabela progressiva para cálculo do Imposto sobre a Renda. . . . dos partidos políticos. e as normas complementares. .). ou seja. os tratados e as convenções internacionais. Popular.Sujeito ativo: pessoa jurídica de direito público. sujeito passivo. para que não haja interpretação dúbia.. . observando pontuação. ficando. .Interpretação autêntica das leis: realizada pelo próprio órgão que elaborou a norma. . não correspondendo aos valores e fatos da atualidade. . é necessário um fato ou uma situação em que se configure a obrigação tributária. Para que isso ocorra. mediante os mecanismos consagrados na ordem jurídica: o plebiscito. o intérprete amplia o entendimento do que foi escrito na lei. que devem atuar em harmonia.Sujeito Passivo: Pessoa sobre quem recai a obrigação tributária. .Exemplo de obrigação acessória: escrituração de livro fiscal ou contábil. que devem atuar em harmonia. . não correspondendo aos valores e fatos da atualidade. . . além do sujeito ativo e passivo: o objeto e o vínculo jurídico. quando entrará em vigor a referida lei? Considerando que o imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza estão submetidos apenas ao tradicional princípio da anterioridade. por meio de raciocínio dedutível. objeto. inscrição no CGC/MF. e vínculo jurídico. a iniciativa e o veto popular.Obrigação principal: é a que surge pela ocorrência de fato gerador. . Engloba as situações referentes à melhoria da arrecadação ou à fiscalização dos tributos. multa etc. . prazo de entrega de declaração de IR. objetiva-se determinar os fins a que se destina a norma sob interpretação. taxa. não importar mercadoria proibida etc. servindo de substrato para a interpretação das normas. . os atos administrativos.Espécies de Interpretação das Leis quanto ao sujeito que a faça: autêntica. . exigir o tributo. os princípios gerais do direito tributário.Obrigação acessória: é aquela que objetiva o cumprimento de obrigação tributária diferente da principal.Exemplo de obrigação principal: pagamento de imposto. .

Responsável tributário: é aquele que é sujeito passivo sem ter realizado o fato gerador do tributo. pelos tributos devidos por seus tutelados e curatelados. na época do falecimento do titular de bens transmissíveis ao seus herdeiros. tais como: barbearias.Elementos da relação jurídica de natureza tributária (ou obrigação tributária): Sujeito ativo. . . no IPVA. Exemplo: No IRPF o contribuinte declara e já paga o tributo por ele calculado). .Tipos de responsabilidade tributária por sucessão: Imobiliária (quando a obrigação tributária transmitida diz respeito aos bens imóveis deixados pelo falecido. . que tem por finalidade: • verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação.. segundo o CTN: sujeito passivo que tem relação pessoal e direta com o respectivo fato gerador . . • Por homologação (quando o sujeito passivo informa e antecipa o pagamento do tributo. os administradores de bens de terceiros. Exemplo: É o que acontece no IPTU. . objeto e vínculo jurídico. . ou seja.A obrigação tributária principal surge com a ocorrência do fato gerador e tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. .Exemplos de responsabilidade tributária de terceiros: os pais são responsáveis pelos tributos devidos por seus filhos menores. temos o crédito tributário e o sujeito passivo.João faz um testamento e deixa para o amigo 1 dois imóveis e os demais bens para a esposa meeira e os dois filhos desse casamento.Exemplo de sujeito passivo (responsável tributário): o inventariante dos bens que constituem o espólio.A obrigação tributária não dá direito ao Poder Público de exigir o pagamento do tributo. . . .A responsabilidade tributária pode ser: por sucessão. ou seja.No Direito Tributário não há.Tipos de pessoas que tem responsabilidade tributária pessoal por sucessão: o adquirente ou remitente (responsável pelos tributos pessoais relativos aos bens adquiridos ou remidos). os tutores e curadores. segundo o CTN: sujeito passivo que.Decretos: Podem constituir o vínculo jurídico da obrigação tributária. . ou Empresarial ou Negocial (quando a obrigação tributária disser respeito à transmissão de empresas ou estabelecimentos comerciais. o inventariante. .Exemplo de sujeito passivo (contribuinte): proprietário de um automóvel.Crédito tributário . segundo o CTN.A responsabilidade pessoal é solidária: na mesma obrigação. e por infrações. . Sujeito passivo. . o sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro (responsável pelos tributos devidos até à data da partilha).Tipos de responsabilidade tributária que pode ter o responsável tributário: Por sucessão (imobiliária. e • propor a aplicação da penalidade cabível.Acontecimento em virtude do qual nasce a obrigação tributária: Fato Gerador .A obrigação tributária acessória é aquela que objetiva o cumprimento de obrigação tributária diferente da principal.Tipos de sujeitos da obrigação tributária: sujeito ativo e sujeito passivo (contribuinte ou responsável). titular da competência tributária. . • determinar a matéria tributável. etc).Uma vez lançado o tributo.O crédito tributário se constitui pelo lançamento que.Crédito tributário: é o direito decorrente da obrigação tributária. . . absolutamente ou relativamente incapazes.Crédito: direito de exigir de outrem o pagamento de certa soma em dinheiro. pelos tributos devidos pelo espólio. Aula 8 . vinculada e obrigatória. Pode ser a União.Após a partilha. que devem ser notificados disso. . . . industriais ou profissionais. isto é. pessoal empresarial ou negocial).A quem cabe a referida responsabilidade até a partilha dos bens. Exemplo: No II o viajante.Tipos de lançamentos: • Por declaração ou misto (quando o sujeito passivo presta informações ao sujeito ativo para que ele faça o lançamento.Contribuinte: é sujeito passivo porque realizou pessoalmente o fato gerador do tributo. quem tem a responsabilidade tributária? Cada um deles.Sujeito Ativo: a pessoa jurídica de direito público. o Distrito Federal ou os municípios. . ou mais de um devedor. . Esse direito só nasce quando a obrigação tributária é transformada em crédito tributário. de terceiros.Responsabilidade Tributária De terceiros: refere-se aos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte. e o espólio ou conjunto de bens deixados pelo falecido (responsável em relação aos tributos deixados por ele até o momento da abertura da sucessão. .Responsabilidade Tributária Por sucessão: é aquela resultante da transmissão de titularidade de obrigações tributárias existentes na época da sucessão. .Sujeito Passivo: a pessoa sobre quem recai a obrigação tributária. sem se revestir da condição de contribuinte. .Contribuinte. isto é. • calcular o montante do tributo devido.Responsável. sendo tudo homologado pelo sujeito ativo através de uma notificação. De Terceiros ou Por Infrações. que se subdivide em imobiliária. ao chegar à alfândega.Exemplo de obrigação de fazer: a necessidade de anualmente fazer a declaração de ajuste do imposto sobre a renda. .Responsável: aquele que é sujeito passivo sem ter realizado o fato gerador do tributo. como no Direito Civil. . armarinhos etc). . cada um com direito ou obrigação em relação à dívida toda. . Qualquer pessoa pode ser sujeito passivo da obrigação tributária. ou • De ofício (quando o sujeito ativo lança o tributo sem a participação do sujeito passivo. . . declara os bens passíveis de tributação). . até a abertura da sucessão? Ao espólio de João.Responsabilidade Tributária Por Infrações: é aquela que diz respeito a violações praticadas contra a legislação tributária. sua obrigação decorre de disposição expressa em lei. pessoal e empresarial. às pessoas indicadas no testamento? Ao sucesso a qualquer título e à cônjuge meeira.A quem cabe a responsabilidade pelo pagamento do IPTU relativo aos referidos bens. . .Exemplo de sujeito ativo da obrigação tributária: Distrito Federal. é a atividade administrativa. Pessoal (quando a obrigação tributária transmitida disser respeito a pessoas que tenham direitos sobre os bens deixados pelo falecido). os estados. pelos tributos devidos por estes. Exemplo: pagamento do IPTU ou do ITR). o bem que é o objeto da tributação. bares. • identificar o sujeito passivo.Espécies de Sujeito Passivo: Contribuinte ou Responsável. concorre mais de um credor. inclusive taxas e contribuições de melhoria. da sua morte).

Situações em que ocorrem a exclusão do crédito tributário: • Isenção (dispensa.Exemplo de evasão: omissão de informações na declaração do IR. portanto. transcorre o mesmo tempo sem que tenha sido feito o lançamento.Finalidade do Lançamento: • Calcular o montante devido. guardando em seu poder o recibo de entrega à Receita Federal. sonegação ou conluio. • Transação ( consiste em concessões recíprocas. . como: • determinação legal. mas também pode ocasionar delito fiscal se for dolosa. o que ocorre pelo lançamento. contados da ocorrência do fato gerador). . correção). disse que sim e apresentou a nota fiscal de aquisição do laptop. erro de cálculo. Exemplo: o contribuinte deve pagar um tributo.Evasão: toda conduta que. • declarante omisso. Sete anos depois a Receita Federal o convoca a prestar esclarecimentos relativos à esta declaração. • Compensação (resulta do fato de serem os sujeitos.Fato Gerador: acontecimento que gera a obrigação tributária. em razão da ocorrência de algumas situações. • Identificar o sujeito passivo. • Reclamações e Recursos. visando os efeitos da sonegação ou da fraude.Isenção: Procedimento que suspende o crédito tributário. . por parte do Fisco. feitas entre os sujeitos ativo e passivo em litígio. e fraude fiscal. ativo e passivo. resulta do fato de serem os sujeitos. . maior. Que tipo de lançamento foi feito? Lançamento misto. do Código Tributário Nacional. .Situações em que ocorre a extinção do crédito tributário: • Pagamento (corresponde ao cumprimento da obrigação de dar. Como é denominado o artifício que José utilizou para reduzir sua carga tributária? Justifique sua resposta. . estará configurado o delito fiscal de fraude fiscal. por meio ilícito.. Pode ser total. . com a finalidade de encerrarem causas fiscais ajuizadas e pendentes de pagamento. se for culposa. ou • Parcelamento. autorizadas por lei. . contados da ocorrência do fato gerador. havendo erro ou omissão na declaração). também chamada repetição do indébito).O prazo para homologação pela Receita Federal. em razão do transcurso do prazo de 5 (cinco) anos. autorizadas por lei. ou seja.Feito o lançamento. • falsidade. desde que autorizada por lei. mas pode ser confundido com a evasão. . .Exemplo de elisão: ocorre quando a lei tributária estabelece que se uma bebida for engarrafada em um recipiente de 3 litros pagará uma alíquota de 8%. para cobrar um crédito lançado e constituído. por ter ocultado renda. . • Remissão (consiste no perdão do crédito tributário. das penalidades e juros moratórios incidentes sobre o tributo. Na maior parte das vezes. os dois fazem concessões recíprocas. por lei. ser denominada também “evasão legal”. . fez sua declaração de ajuste do IRPF dentro do prazo estabelecido. indevido ou maior que o devido. ao lançar as deduções.Se comprovado o dolo do sujeito passivo. . de exercer o seu direito de fazer o lançamento de um tributo. o fiscal da Receita Federal procede ao lançamento do tributo correspondente. recorrendo ao órgão competente).Montante integral: valor do tributo somado aos acréscimos legais (multas. o bem que é o objeto da tributação. valores ganhos no ano anterior e intencionalmente. . mas faz jus à restituição de outro). José cometeu os delitos fiscais de sonegação. . ativo e passivo. impede a configuração do fato gerador. às vezes. autorizado por lei. se for o caso.Exemplos de situações em que ocorre os lançamentos de Ofício: situações enumeradas no art. . extinção ou exclusão. é de 5 (cinco) anos. credores e devedores reciprocamente. • Depósito do montante integral (ocorre quando o sujeito passivo discorda do lançamento feito pelo sujeito ativo e quer impugná-lo.Tipos de meios utilizados para redução da carga tributária: meios lícitos (como a elisão).Conluio: ajuste doloso entre duas ou mais pessoas.Pode ocorrer antes do lançamento e. 149. ou parcial). . ao passo que. o sujeito passivo tem direito à restituição. em outras espécies de ação judicial. sendo engarrafada em um recipiente de 1 litro. com a finalidade de encerrarem causas fiscais ajuizadas e pendentes de pagamento). erro etc. • Prescrição (impossibilidade do exercício de uma ação. . Ao ser indagado pela Receita Federal se trazia algum bem adquirido no estrangeiro. .Exemplo de evasão por delito fiscal: José deixa de mencionar na declaração de IRRF. por lei. arredonda os valores para maior. .Transação: Procedimento que extingue o crédito tributário.Suspensão do crédito tributário: sustação da exigência do crédito tributário.Depósito do Montante integral: é feito perante a autoridade administrativa e não se confunde. adquirido em território norteamericano. É um comportamento legal. da obrigatoriedade do tributo. • Determinar a matéria tributável. Não abrange a correção monetária). . . Pode configurar uma simples infração administrativa. . . . no prazo de 5 anos acima). que é feita judicialmente.Extinção do crédito tributário: diz respeito às alterações surgidas após o lançamento.Repetição do indébito: direito à restituição pelo pagamento. Evasão ilegal por delito fiscal. traz em sua bagagem um moderníssimo laptop.Redução da Carga Tributária: são os meios utilizados para a redução do montante de tributos a pagar. são considerados infrações administrativas.A compensação. causando uma restituição que não lhe era devida. quando atinge todo o crédito tributário. juros. credores e devedores reciprocamente.Tipos de Alterações que podem ocorrer no crédito tributário: suspensão. • Propor. Por inconsistências nas informações prestadas. e • Verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação. em razão do transcurso do prazo de 5 (cinco) anos. e ilícitos (como a evasão e o conluio).José.Como pode ser a homologação do lançamento: • expressa (quando efetuada e comunicada ao sujeito passivo. • verificação a posteriori (no caso do lançamento por homologação. a que o sujeito passivo faz jus. etc. • Medida liminar ou tutela antecipada. que é estabelecida pela Constituição). ou • Decadência (impossibilidade. Não confundir com a imunidade. . • recusa ou insuficiência de esclarecimento. . com a correspondente notificação ao sujeito passivo. . a alíquota será de 10%.Na prescrição o Fisco deixa transcorrer 5 (cinco) anos sem cobrar o crédito lançado. .Exclusão do crédito tributário: diz respeito às alterações surgidas antes do lançamento e que o impedem. Por ter agido intencionalmente. .A possibilidade de o Poder Público exigir o pagamento de um tributo só nasce quando a obrigação tributária é transformada em crédito tributário.Elisão: chamada “economia de imposto” ou “economia fiscal”. . e • tácita (quando o Fisco não se manifestar no prazo acima).. Se o pagamento for indevido ou maior que o devido. antes da constituição do crédito tributário: Isenção e decadência . por ter alterado valores de dedução. De posse deste documento. já na transação. ou • Anistia (dispensa. conseqüentemente. daí. na decadência. a aplicação da penalidade cabível. contados de sua constituição definitiva). como • Moratória (dilatação ou prorrogação do prazo para cumprimento de uma obrigação não vencida). que tipo de providência deve ser tomada pelo Poder Público? Notificar o sujeito passivo. ou seja. com a consignação em pagamento. por parte do Fisco. José é convocado a comparecer à Receita Federal.José viaja para a Disney e ao voltar para o Brasil. • Medida liminar em mandado de segurança.

Se isto não é feito. citamos: Repartições de Receitas Tributárias e Atribuições de Competências Tributárias. que a União venha a instituir). com simplicidade nos repasses efetivados.Regras Específicas Relativas às Participações: • a participação dos municípios na arrecadação do ITR refere-se aos imóveis rurais neles situados. • ITR (50%) ou (100%). a qualquer título.158. . transcorrido tanto tempo? Esse lançamento é denominado lançamento por homologação. • a participação dos Estados e do DF no Fundo Compensatório de Exportações será proporcional ao valor das exportações de produtos industrializados efetivadas por cada um.Quando a Repartição de Receitas Tributárias obedece ao disposto nos artigos 157 e 158 da CF/88. art. excluída a parcela do IR que já foi destinada ao Estado ou Distrito Federal). ocorre a homologação tácita. suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem. já que somente existe repartição dos Entes maiores para os menores.Como técnicas assecuratórias. 25% serão entregues a seus Municípios.As participações indiretas efetivam-se por meio de quatro fundos: • três fundos compostos de 47% da arrecadação do IPI e do IR. a qualquer título.CF. por eles. (2) todos os impostos municipais (IPTU. os empréstimos compulsórios e as contribuições especiais e parafiscais.158. DF e Municípios. . suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem. • dos recursos do Fundo para os Programas de Financiamento ao Setor Produtivo das Regiões Norte. proporcionalmente ao valor agregado no território do Município e o restante (no máximo 1/4) conforme o que dispuser a lei do estado-membro. as contribuições de melhoria. . em até 5 (cinco) anos contados do fato gerador do tributo. .José está obrigado a atender a convocação da Receita Federal? Deste modo. • os impostos residuais (20%). Por conta desse modo de proceder. . . que forem destinados à Região Nordeste. no mínimo. 25% do ICMS arrecadado. e 20% do produto da arrecadação dos impostos de competência residual. • IPVA (50%).CF. nem destes para a União. . criada com tal propósito). 50% devem ser assegurados ao seu semi-árido.5% do produto da arrecadação do IR e do IPI. • IOF sobre o ouro. Aula 9 . que deve ser feita. diz-se. • do total que os Estados receberem a título de participação do Fundo Compensatório de Exportações. a Receita Federal decaiu do seu direito de fazer o lançamento referente ao IRPF de José. . 3% do produto da arrecadação do IR e do IPI devem ser aplicados em programas de financiamento ao setor produtivo das regiões Norte.A Repartição de Receitas Tributárias sempre se dá a partir dos Entes maiores para os menores.5% do produto da arrecadação do IR e do IPI. III: diz que pertence aos Municípios o correspondente a 50% do IPVA arrecadado dos veículos automotivos licenciados em seus territórios.Pertencem aos Estados-Membros e ao Distrito Federal. quando houver arrecadação pela União. excluída a parcela do IR que já foi destinada ao Estado ou Distrito Federal). suas fundações públicas e autarquias. suas fundações públicas e autarquias. • ICMS (25%). composto de 10% da arrecadação do IPI. ativo financeiro ou instrumento cambial (70%).157. . Além disso. . ativo financeiro ou instrumento cambial (30%). 50% do ITR arrecadado dos imóveis situados no Município. quando houver arrecadação por parte da União. e (3) Fundo Compensatório de Exportações de Produtos Industrializados (10% do IPI. exige a formação de Fundos que servirão de intermediários entre a União e os Entes deles participantes (porque se dá através de uma instituição intermediária. ITBI e ISS).5% do IR e do IPI). Nordeste e Centro-Oeste. • e o quarto. pela Receita Federal e comunicada ao Sujeito Passivo. sobre grandes fortunas e extraordinários de guerra.É válido este lançamento feito pela Receita Federal. destinado aos Estados e ao DF. (2) Fundo de Participação dos Municípios (22. (3) todos os impostos instituídos e arrecadados pelo DF. aos Estados e ao DF. Aula 10 . . 159 da CF.Participações diretas que pertencem aos Estados-membros: • o IR incidente na fonte sobre os rendimentos pagos. exportação. segundo o mesmo critério de repartição do ICMS. tal ato caracteriza a forma Direta de Repartição (porque não envolve qualquer instituição no repasse dos recursos). (5) os impostos federais de importação.Fundos que efetivam as participações indiretas: (1) Fundo de Participação dos Estados e do DF (21.Estrutura dos fundos de participação: • Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (formado por 21.5% do IR e do IPI).A Repartição de Receitas Tributárias. devendo cada Estado repassar 25% do recebido aos seus Municípios). já que ele não pode ser dividido em Municípios. adotadas pela CF/88 para a autonomia financeira dos entes federativos. . II: diz que aos Municípios cabe o correspondente a 50% do ITR arrecadado dos imóveis localizados em seus respectivos territórios.Pertencem aos Municípios.Fundos de Participação: Foram criados pelo art. que não se verifica tal repartição dos Estados para os Estados.. Fundos de Participação . Estados. • IOF sobre o ouro. . (4) o imposto estadual sobre transmissão causa mortis e doações.CF. . já tendo ocorrido a homologação tácita.Entes integrantes da Federação no Brasil: União. quando efetivada de forma Indireta. Contencioso tributário . • a participação dos Municípios na arrecadação do IPVA refere-se aos veículos automotores licenciados em seus territórios. Nordeste e Centro-Oeste. . • Fundo de Participação dos Municípios (formado por 22. sendo 3⁄4 sobre o imposto arrecadado em seu território e 1⁄4 conforme dispuser a lei local. condicionando a entrega ao pagamento desses débitos. . • a participação dos Municípios na arrecadação do ICMS é dividida da seguinte forma: 3/4. excluída deste último a parcela do IR já pertencente aos Estados. II: diz que pertence aos Estados e ao DF o correspondente a 20% do produto da arrecadação dos impostos de competência residual que venham a ser instituídos pela União.Únicas exceções que não caracterizam condicionamento arbitrário: • a possibilidade de a União ou de os Estados-membros reterem os seus recursos quando o Ente federado que os deveria receber possuir débitos para com eles ou para com suas autarquias (não inclui as fundações públicas). por eles. 50% do IPVA arrecadado dos veículos automotores licenciados no seu território. DF e municípios por sua participação direta (IR retido na fonte pelos respectivos Entes). . • o condicionamento do repasse à aplicação de recursos mínimos no financiamento da saúde pública. . art. . em sede de Repartição de Receitas Tributárias: o produto da arrecadação do IR na fonte sobre os rendimentos pagos por eles.Repartição das Receitas Tributárias.Tributos que não sofrem repartição: (1) as taxas. em sede de Repartição de Receitas Tributárias: o produto da arrecadação do IR na fonte sobre os rendimentos pagos por eles próprios.Administração tributária. art. por exemplo.Participações diretas que pertencem aos Municípios: • o IR incidente na fonte sobre os rendimentos pagos.

é instaurada a fase litigiosa do processo fiscal. . . no interesse da Justiça.Aplicabilidade da fiscalização: aplica-se a pessoas físicas ou jurídicas. imediatamente. a forma pela qual ele se desenrola.Espécies de processo de iniciativa do Fisco: Execução Fiscal e Ação Cautelar . Ação de Consignação em Pagamento. . No caso da esfera federal. caso tenha havido infração administrativa. o julgamento deverá ser apreciado por um órgão de segunda instância. Tem os mesmos efeitos da certidão negativa. . como prova de quitação de determinado tributo. e diante de um processo de mesma natureza. criada por lei ordinária.Dívida Ativa Tributária: é o crédito da Fazenda Pública proveniente de obrigação legal relativa a tributos e respectivos adicionais e multas. e estes têm o dever de exibi-los. ou seja. na forma da legislação aplicável. .Constituem exceções ao dever de sigilo: (a) requisição de autoridade judiciária. . . . papéis e efeitos comerciais ou fiscais dos comerciantes.Espécies de iniciativa do contribuinte: Ação Anulatória de Débito fiscal.Sendo crime a quebra de sigilo. para permuta de informações e ações fiscalizadoras de tributos.Fiscalização: é indispensável que seja feita por pessoas às quais a legislação atribua competência para tanto. (c) casos de lei ou convênio feito pelos Entes da Federação. sendo assim. e mandado de Segurança. Estados e Municípios. por órgão singular ou colegiado. devem apresentar um recurso de ofício. em caráter geral ou específico. . Ação Cautelar.Atividade fiscalizadora: consiste no exame de livros. supõe a ocorrência de fato ou acontecimento virtualmente capaz de gerar a obrigação tributária.Fase de Recurso do Processo Administrativo Fiscal (4ª Fase): contra as decisões de 1ª instância. que deverá ser documentada pela autoridade que a proceder ou presidir.Consulta tributária: serve para que o contribuinte esclareça questões sobre determinado dispositivo da legislação tributária. No campo do Direito Tributário.Procedimento de fiscalização: inicia-se com a diligência. documentos. créditos tributários e não tributários. quando não há concordância por parte do contribuinte sobre a exigência fiscal. . bem como autos de infração. Nesse momento. O pagamento do montante supostamente devido ou a concessão da tutela antecipada poderá evitar o ajuizamento da ação. Ação de Repetição de Indébito. . Ação de Repetição de Indébito. para litigar em Processo Judicial Tributário: Ação de Execução Fiscal. cabe recuso voluntário.Exemplos de espécies de ação judicial de que se poderão valer a Fazenda Pública e o contribuinte.Fase de Impugnação do Processo Administrativo Fiscal (2ª Fase): sendo sempre apresentada por escrito. orientação aos contribuintes e expedição de certidões. Embargos à Execução e Mandado de Segurança. Procedimento é o rito pelo qual se desenvolve o processo. Ação de Consignação em Pagamento. .Fase de Julgamento do Processo Administrativo Fiscal (3ª Fase): é realizado em sede de primeira instância.Informações que constam na certidão negativa: todas as informações necessárias à identificação da pessoa. ainda existe uma instância especial. visto que o juiz decreta. bem como suas autarquias e fundações. . a Fazenda Pública ou seus servidores são proibidos de prestar informações obtidas em razão do ofício sobre a situação econômica e financeira do sujeito passivo ou de terceiros.Fases do Processo Administrativo Fiscal: Inicial. regularmente inscrita na repartição administrativa competente depois de esgotado o prazo fixado para pagamento. . lavrando-se os termos necessários para tal.Administração Tributária: é a atividade que envolve fiscalização e arrecadação de tributos.Certidões negativas: expedida por requerimento do interessado. sempre que solicitados pelos agentes do fisco. e período a que se refere o pedido. . . a indisponibilidade dos bens. Ação Declaratória de Existência ou Inexistência de Relação Tributária. bem como a intimidade.Constitui dívida ativa tributária: aquela proveniente de crédito dessa natureza. . domicílio fiscal e ramo de negócio ou atividade. inclusive àquelas que gozem de imunidade tributária ou de isenção de caráter pessoal. . estabelecida entre o Fisco e o particular.Ação Anulatória de Débito Fiscal: visa anular débitos que o contribuinte questiona.Execução Fiscal: processo em que a Fazenda ingressa em juízo para satisfazer de forma forçada seu Crédito Tributário. as instituições financeiras devem manter sigilo de suas operações.Imunidade Tributária: Limitação constitucional do exercício do poder de tributar. desfavoráveis ao contribuinte. Embargos à Execução. pois evita a ocorrência de dano imediato. é a dinâmica do processo em ação. é instrumento da Jurisdição o conjunto ordenado de atos processuais que visam à restauração da paz em cada caso concreto. sempre por ato de autoridade competente com o poder de cobrar tributo e o poder de exigi-lo. e Recurso. mediante seu enquadramento na legislação pertinente. Tal prerrogativa é legítima para União. Ação Anulatória de Débito Fiscal. declarados inatingíveis pela tributação. arquivos. industriais ou produtores. contribuintes ou não. ou cuja exigibilidade esteja suspensa. .Isenção: Dispensa legal. . envolvendo a aplicação da legislação tributária. . consultando a Fazenda sobre o modo exato de cumprir determinada obrigação. . Impugnação. do pagamento do tributo. no caso de decisão contrária aos interesses da Fazenda.Sigilo fiscal: a Constituição Federal veda a violação aos dados pessoais. contados da data da entrada do requerimento na repartição. . sendo de observar-se que nessa Ação já houve Lançamento ou Auto de Infração. .Ação Cautelar: utilizada pelo Fisco como forma de seqüestrar ou arrestar os bens do sujeito passivo da relação tributária. . . Julgamento. tais órgãos.Contencioso Tributário: atividade da Administração Pública que visa exercitar um controle de legalidade sobre determinada relação controversa. . Ação Declaratória de Existência ou Inexistência de Relação Tributária. . (b) solicitações de autoridades administrativas no interesse da Administração Pública. bens ou serviços. em benefício de certas pessoas. devendo o fisco exigir do contribuinte o devido cumprimento das normas.Diferença entre Processo e Procedimento: processo se apresenta na forma pela qual se faz atuar a Lei na solução dos conflitos ou na declaração dos direitos.Fase Inicial do Processo Administrativo Fiscal (1ª fase): a fiscalização lavra um auto de infração e imposição de multa.Objetivo da fiscalização tributária: a correta aplicação da lei tributária.Prazo legal para expedição da certidão negativa: 10 dias.. e fixando os prazos para sua conclusão. . em curso de cobrança executiva em que tenha sido efetivada a penhora. . via de regra. na condição de julgadores.Certidão positiva com efeito de negativa: certidão que conste a existência de créditos não vencidos. constante da Certidão da Dívida Ativa. cabendo ao Ministério da Fazenda decidir a questão.

constituem uma verdadeira ação paralela. . por exemplo.Como prazo legal para expedição de Certidão Negativa de Débito Tributário. . . dentro do mesmo processo. que configura crime – a não ser nas seguintes hipóteses excludentes: (1) Requisição de autoridade judicial. para tentar pagar uma prestação devida. assim como em valor maior que o devido.Cálculo do valor a ser recolhido como Imposto sobre Importação: sobre a base de cálculo aplica-se uma alíquota estabelecida na TAB (Tarifa Aduaneira do Brasil). . .Tipo de Ação cujo objetivo é obter a tutela jurisdicional acerca do entendimento sobre haver ou não relação estabelecida entre o Fisco e o Contribuinte: Ação Declaratória de Existência ou Inexistência de Relação Tributária. e diante de um processo de mesma natureza. É ato do Poder Judiciário. no interesse da Administração Pública. ou por ter sido o mesmo recolhido em valor maior que o devido: Ação de Repetição de Indébito. . Dirigidos ao juiz da causa. o devedor se socorre desse remédio constitucional para proteger direito individual ou coletivo. e orientação ao contribuinte. ser-lhe possível – ou não – eximir-se de responsabilidade a ele atribuída. . a repartição competente tem dez dias.Hipótese em que ocorrerá a Ação Declaratória de Existência ou Inexistência de Relação Tributária: (a) declaração de inexistência de obrigação tributária.Ação de Repetição de Indébito: quando houver recolhimento indevido de tributos.A legislação específica do II (Imposto de Importação) considera como estrangeira a mercadoria nacional ou nacionalizada.Fato gerador do Imposto sobre a Importação de Produtos Estrangeiros (Imposto de Importação . de valor indevidamente recolhido – por não ser cabível o pagamento ou por ter sido pago a maior. por negativa da Fazenda em receber o valor: Ação de Consignação em Pagamento.Tipo de Ação intentada com objetivo de ser o contribuinte ressarcido – em valores atualizados – por recolhimento indevido de tributo. .Exemplos de atividades da Administração Tributária: expedição de certidões.Tipo de Ação que constitui meio de defesa contra a Execução.II): é um imposto incidente sobre a importação de produtos estrangeiros..Tipo de Ação que objetiva anular débitos que o contribuinte questiona. – pelo DESTINATÁRIO de remessa postal internacional (indicado pelo respectivo remetente). .Para fins de tributação sobre essa movimentação de mercadorias. a partir desse reconhecimento. .ou – pelo ADQUIRENTE de mercadoria entreposta (aquela depositada em entreposto . além da atividade de fiscalização. . Caso tal respeito não seja observado. fiscalização e arrecadação de tributos. o contribuinte terá direito à devolução. e não o da chegada da mercadoria no território nacional. após tentar fazê-lo e não obter êxito. quando incide a alíquota ad valorem (= pelo valor).É facultado ao Poder Executivo alterar essa alíquota. garantido constitucionalmente no campo do Direito Tributário. corrigida e atualizada. .As autoridades administrativas envolvidas em atividades de fiscalização tributária só podem agir se tiverem competência legal para atuar. a partir de Lançamento ou Auto de Infração por ele considerados incabíveis: Ação Anulatória de Débito Fiscal. dirigida ao juiz da causa: Embargos à Execução. Essa atribuição pode ser geral ou específica.Imposto Sobre a Importação de Produtos Estrangeiros (Imposto de Importação . . . .Mandado de Segurança: visa proteger direito líquido e certo. obtendo-se o valor do imposto devido pelo sujeito passivo à União.Tipo de Ação por meio da qual se socorre o contribuinte. contados a partir da data do requerimento. que podem ser vendidas. . . . . . na tentativa de frustrar – em um primeiro momento. visto que o Imposto de Importação não está sujeito ao Princípio da Anualidade ou da Anterioridade da Lei. sendo que. movida pelo sujeito passivo (devedor) para desconstituir o título executivo. . e tem como marco inicial o procedimento de uma deligência. com argumentação e apresentação probatóriade que o Lançamento ou Auto de Infração são indevidos.Como pode ser representado o contribuinte do Imposto de Importação (sujeito passivo da relação tributária): – pelo IMPORTADOR (aquele que promove a entrada da mercadoria estrangeira no território nacional). (b) fixação de obrigação tributária em quantia menor. (c) declaração de não-incidência tributária.No lado oposto dessa relação tributária.Impostos federais sobre o comércio exterior: os impostos de importação e de exportação .armazém que guarda mercadorias em trânsito. exportada.Ação de Consignação em Pagamento: quando o sujeito passivo tenta pagar uma prestação devida e não consegue obter êxito. . Aula 11 .corrigido monetariamente. que retornar ao país – salvo exceções decorrentes da devolução da mercadoria.Base de cálculo do Imposto sobre Importação: pode ser referente à quantidade de mercadoria importada (sobre a qual incide uma alíquota específica) ou o valor da referida mercadoria. nesse último caso. (3) situação envolvendo lei ou convênio feito pelos Entes da Federação. em caráter geral ou específico para permuta de informações e ações fiscalizadoras de tributos. por meio da qual o contribuinte busca o ressarcimento. ante a negativa da Fazenda em receber o valor.Os servidores da Fazenda Pública devem respeitar o sigilo fiscal. estaremos diante de um caso de quebra de sigilo.II): a entrada.Sentença condenatória por sonegação fiscal: não é atividade da Administração Tributária.Embargos à Execução: meio de defesa contra a Execução. . . pela apresentação de defeitos técnicos. exportadas ou reexportadas).A fiscalização tributária visa à correta aplicação da lei tributária. . no território nacional. caso tenha havido infração administrativa. (2) Solicitação de autoridades administrativas. entende-se como entrada o momento do despacho aduaneiro. no interesse da Justiça.Ação Declaratória de Existência ou Inexistência de Relação Tributária: objetivo é obter a tutela jurisdicional acerca do entendimento sobre haver relação ou não entre o Fisco e o Contribuinte. para. de mercadoria estrangeira (proveniente de outro país). estabelecida a partir do fato gerador da incidência do Imposto de Importação. que ocontribuinte intenta para ver declarado por sentença o entendimento sobre se existe relação sua com o Fisco. por alegações que só a ela interessam. a arrecadação de tributos.Administração Tributária: envolve. figura a União (denominada sujeito ativo). que determina como regra geral de tributação a proibição de cobrança de impostos no mesmo exercício financeiro da publicação da lei que os instituiu ou majorou. poderá intentar a referida ação. não amparado por habeas corpus nem por habeas data. . devidamente especificados. ao menos – a fase executória. No caso de haver abuso cometido pelo Estado. para adimplemento de obrigação que considera pertinente e que está sendo obstado pela Fazenda. a atuação dar-se-á somente em relação a determinados tipos de tributos. motivada.

. ao tempo da exportação. podemos citar o importador (que promove a entrada do produto estrangeiro no país). o Imposto de Importação é um tributo de competência federal (cabe à União).153. Alíquotas (Cabe ao Conselho Monetário Nacional elevar o percentual a ser recolhido a até 40% sobre a base de cálculo). – Exportador: sujeito passivo da relação. .Se um importador contratou importação de mercadoria tributada pela alíquota de 5%. . peso etc. o fato gerador de um tributo é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência. não está sujeito aos princípios da Anualidade ou da Anterioridade da Lei e da Legalidade. .Diferença entre exportação direta e exportação indireta: Na Exportação Direta o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda endereçada diretamente ao destinatário no exterior.Dessa forma. por sua vez. . do país. de mercadoria estrangeira. beneficiados ou acondicionados.Impostos federais sobre o patrimônio e a renda: IR. o destinatário indicado por remessa postal internacional e ainda o adquirente de mercadoria depositada em entreposto (para venda. e incidem. • sujeitas a limitações ou a procedimentos especiais. Sujeitos Ativo (União) e Passivo (o importador. . ao Brasil em 02/08/2007. para destinatário comprador no Brasil.Por força da CF-153.Como base de cálculo do Imposto de Importação. . Aula 12 .§ 1º. e Sujeito Ativo (a União – quem institui e arrecada o tributo)..Como sujeito passivo do Imposto de Importação.Alíquotas do Imposto sobre Exportação: é facultado ao Poder Executivo. assim como o Imposto sobre Importação. emitirá nota fiscal de venda ao comprador estrangeiro). . . o destinatário de remessa postal internacional ou o adquirente de mercadoria entreposta). b. para destinatário comprador no Brasil.Tipos de Exportações: Exportações Diretas (quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda endereçada diretamente ao destinatário no exterior) ou Indiretas (quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal.Pelo Princípio da Anterioridade da Lei. as alíquotas do Imposto de Importação. – Fato gerador do IE: saída de mercadoria nacional ou nacionalizada do território nacional. .O Imposto sobre Exportação. sobre a entrada e a saída. Abrange a mercadoria nacional (produzida no país) e a nacionalizada (mercadoria estrangeira importada a título definitivo. . por exemplo. e • proibidas. – Preço FOB: base de cálculo para determinação da alíquota do imposto. e Base de cálculo (O preço FOB da mercadoria). que deve ser compatível com o do mercado internacional. ad valorem ou mistas). . . ao qual caberá a emissão de nota fiscal de venda ao comprador estrangeiro. do território nacional). de produtos nacionais ou nacionalizados. ou similar. extinção ou modificação de impostos a lei instituidora.Impostos sobre o comércio exterior (Imposto de Importação e Imposto de Exportação): de competência da União. ou (c) mistas – as que resultam da combinação de ambas. não sendo necessário aguardar o ano fiscal seguinte (que se inicia em 1º de janeiro e termina em 31 de dezembro) para implementação dos novos percentuais. para o exterior. . visto que cumpriu todas as exigências fiscais incidentes sobre ela em razão de sua importação). à época da importação (alíquota ad valorem – relativa ao valor da mercadoria).Fato gerador do Imposto sobre Exportação – IE: a saída de produtos nacionais ou nacionalizados do país.: (tantos) reais por (tantos) quilos. uma alíquota majorada (aumentada) pode incidir a partir do momento que for determinado pelo Executivo. porque o fato gerador da obrigação tributária ocorreu na vigência da alíquota majorada.Base de Cálculo para incidência do Imposto sobre Exportação: deve ser considerado o chamado preço FOB (preço à vista da mercadoria).Sujeitos da relação tributária referente ao Imposto sobre Exportação: Sujeito Passivo (o Exportador – aquele que promove a saída de produto. com o fim de exportação. . e antes do desembarque do produto em solo nacional (ocorrido em 22/08/2007). através do Conselho Monetário Nacional. incidentes sobre a base de cálculo do IE. para o processamento das exportações: • livres. sem incidência de tributos.Elementos do Imposto Sobre Exportação: Fato Gerador (Saída do território nacional. é vedado aos entes públicos cobrar tributos no mesmo exercício financeiro de publicação da lei instituidora do tributo ou de sua modificação. ou Princípio da Anualidade. no território nacional.Preço FOB: é aquele que o produto (ou similar) alcançaria. Alíquotas (Específicas.Tipos de Alíquotas: (a) específicas – representadas por uma importância em dinheiro. produtos ou insumos que serão aqui transformados.2007) o comerciante pagou o IPI calculado à base da alíquota maior.) prevista em lei. Na Exportação Indireta o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal. numa operação de venda em condições normais de livre concorrência. que.Imposto Sobre a Exportação de Produtos Nacionais ou Nacionalizados (Imposto Sobre Exportação – IE): Sua incidência se liga à saída do país de produtos nacionais ou nacionalizados. III. que incide sobre uma unidade de medida (metragem. ITR e IGF.Segundo o CTN-114. consagrado na CF-150. .Segundo a previsão constitucional do art. . elevar o percentual até o correspondente a 40%. de produtos nacionais ou nacionalizados). Daí pode-se inferir que o fato gerador do Imposto de Importação é a entrada de mercadoria estrangeira em território nacional.Característico da ocorrência do fato gerador do Imposto sobre Exportação: o momento da expedição da Guia de Exportação (ou documento equivalente). . nacional ou nacionalizado.Impostos de competência federal que incidem sobre a renda e o patrimônio do contribuinte: IR. . constituindo-se numa exceção ao Princípio da Legalidade. houve majoração da alíquota para 50% (em 15. para atender aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. I.08. e Base de cálculo (quantidade ou valor da mercadoria). (b) ad valorem (pelo valor) – aquelas que incidem sobre um determinado valor. com o fim de exportação.Elementos do Imposto de Importação: Fato Gerador (Entrada. Sujeitos Ativo (União) e Passivo (Exportador). que associa a criação. . . . Ex.Impostos de Importação e Exportação: de competência da União.Classificação das mercadorias. respectivamente. ITR E IGF . exportação ou reexportação). aquele que promove a saída do produto do país. . podem ser alteradas por ato do Poder Executivo. podemos ter a unidade de medida adotada pela legislação tributária (alíquota específica – referente á relação dinheiro x unidade de medida) ou o preço normal alcançado pelo produto. com inclusão das despesas apenas até a entrega à companhia transportadora. com fins de exportação.Drawback: Modalidade de incentivo fiscal à exportação que consiste na possibilidade de permitir que as empresas fabricantes e exportadoras importem. • suspensas. . .

Obrigatoriedade da apuração pelo Lucro Real: no caso de pessoas jurídicas cuja receita anual seja superior a R$ 120. IRPJ: o montante do lucro real. Sujeitos Ativo (União) e Passivo (o proprietário ou o possuidor do imóvel).As empresas sujeitas à apuração do lucro real podem optar pelo regime de estimativa. . sendo as tabelas adequadas conforme atividade e condição tributária empresarial. referente à parcela de qualquer lucro que exceda o valor de R$ 20. . IRPJ: normalmente de 15%.000. .Da aplicação da alíquota correspondente à realidade da propriedade apura-se o valor do ITR devido.00. além da inclusão dos chamados outros rendimentos.No Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica. Esse valor pode ser declarado pelo contribuinte ou. e Progressividade .Hipóteses em que essa alíquota adicional incidirá sobre o IRPJ: • lucro mensal excedente a R$ 20. . • lucro anual excedente a R$ 240.03% a 20%. . mas a fonte pagadora pode ser considerada responsável em relação ao imposto que lhe caiba recolher na fonte ).Imóvel Rural: localizado fora da zona urbana do município . bem como de proventos de qualquer natureza (aí incluídos outros acréscimos patrimoniais. . e que visa proporcionar ao agricultor subsistência e progresso socioeconômico). . podendo ser de 7.00. do trabalho. a base de cálculo considerada é o montante do Lucro Real. só ou junto com sua família. como todos os rendimentos provenientes do trabalho do contribuinte (recebidos de pessoa física ou jurídica. . . . . podendo a fonte pagadora figurar na condição de responsável quanto ao recolhimento que lhe compete (recolhimento de imposto na fonte).O ITR incide sobre sítios de recreio (imóveis rurais por destinação) situados na zona urbana ou de extensão urbana. . que ultrapassar determinado limite imposto pela Receita. Arbitrado ou Presumido. em caso de escrituração irregular.Base de cálculo do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física): rendimento bruto. detentora de renda ou proventos de qualquer natureza).Como sujeito passivo do IR temos. .Elementos do ITR: Fato Gerador (Propriedade ou posse de imóvel localizado fora da zona urbana de município). da renda ou dos proventos de qualquer natureza). • lucro trimestral excedente a R$ 60.Podem optar pelo Lucro Presumido ou Estimado: as pessoas jurídicas cuja receita anual seja inferior a R$ 120.As Microempresas (ME) e as Empresas de Pequeno Porte (EPP) podem declarar o IR pelo regime do Simples Nacional (Super Simples). educação etc. Já no caso da Pessoa Física.Alíquotas que incidem sobre a base de cálculo do ITR: variam de 0. na condição de titular. da renda ou dos proventos de qualquer natureza. .000.000. não compreendidos na outra categoria). variável de região para região. . .).00.Ser a pessoa física ou jurídica detentora de renda. . .O ITR não incide sobre pequenas áreas rurais quando o proprietário que não possua outro imóvel as explora.Sujeitos Passivos do Imposto de Renda: as pessoas físicas ou jurídicas.00 no ano-base anterior. . . Alíquotas (IRPF: de 15% ou 27.O IR é sempre informado pelos critérios da generalidade. abatidas as deduções permitidas em lei. física ou jurídica. .Lucro Real: aplicado às empresas de maior porte. . universalidade e progressividade. com ou sem vínculo empregatício).Regras previstas para serem aplicadas ao IR: • Generalidade (todos devem pagar o tributo)..Imposto Sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR: tributo de incidência sobre a propriedade territorial rural (aquela situada fora da zona urbana de município). pelo uso ou pela exploração de bens móveis ou imóveis –. podendo alcançar 25%.5%. o contribuinte (que deve pagar imposto). Base de cálculo (IRPF: rendimento bruto.03% a 20% em função do percentual de utilização do número de módulos (metragem de área correspondente a propriedade familiar. presumido ou arbitrado.Elementos do Imposto de Renda: Fato gerador (Ser a pessoa. em caso da não-aceitação dessa declaração.Base de cálculo do IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica): montante do lucro (real. . bem como perceptora de proventos de qualquer natureza.Base de cálculo do ITR: o valor fundiário da terra com sua vestimenta nativa (a terra nua aquela desprovida de cultivo ou edificações). • Universalidade (todos os bens estão sujeitos à tributação). presumido ou arbitrado. .Alíquotas do IRPF (Imposto sobre a Renda da Pessoa Física): são progressivas. será arbitrado por avaliação efetivada pelo órgão competente do Ministério da Agricultura.O arbitramento da base de cálculo é feito pela autoridade tributária.000.Os aposentados gozam de imunidade em relação ao IR. . podendo retornar ao critério do lucro real a qualquer momento. . responsável pela instituição e recolhimento do tributo). .Lucro Arbitrado: aquele que é imposto à Pessoa Jurídica.Sujeitos do ITR: Sujeito Passivo (contribuinte proprietário ou possuidor desse tipo de propriedade) e Sujeito Ativo (União. em função do percentual de utilização do número de módulos – calculados em relação à área aproveitável e à produtividade do imóvel).Alíquotas do IRPJ (Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica): considerado o lucro real. Alíquotas (Variáveis de 0. presumido ou arbitrado). . da renda ou dos proventos de qualquer natureza. abatidas as deduções permitidas em lei (dependentes.000. . podendo alcançar 25% se incidir a alíquota adicional de 10%. geralmente em 35% sobre a renda bruta. ou ainda se vier a tratar de sociedade anônima de capital aberto.5%. constitui fato gerador da obrigação tributária de recolhimento do IR. Sujeitos Ativo (União) e Passivo (contribuinte é o titular. ou da combinação de ambos.Fato gerador do IR (para pessoas físicas ou jurídicas): a detenção da renda.Se a PJ não optar pelo lucro presumido. no anocalendário (ano-base) anterior. se incidir a alíquota adicional de 10%). a base de cálculo do IR é o rendimento bruto. para o cálculo do seu IR.5% até 27. . Base de cálculo (O valor da terra Nua).000. • Progressividade (a incidência do imposto terá alíquotas maiores à medida que aumente sua base de cálculo). deve apurar o lucro real em 31 de dezembro de cada ano. multiplicado pelo número de meses apurados na declaração. abatidas as deduções permitidas. . despesas com saúde. porque cabe à fonte pagadora o recolhimento da parcela do IR à qual estão sujeitos os rendimentos de seus emrpegados.00.Fato gerador do ITR: Deter a Propriedade ou a Posse de um imóvel rural. seja ela produto exclusivo do capital. Universalidade. desde 1997 são normalmente de 15%. .Rendimentos Tributáveis: são considerados não só aqueles decorrentes do recebimento de aluguéis – pela ocupação.00.Os critérios de informação do IR são os da Generalidade.

● Dos produtos nacionais – é o preço do produto na saída do estabelecimento industrial). gozar e dispor da coisa. esse valor pode ser o declarado pelo contribuinte ou o que for atribuído à terra mediante avaliação do Ministério da Agricultura. . • Montagem (reunião de produtos. amortecedores etc.Demais impostos federais . . .que forneça o produto aos industriais. fruir.O IPI não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao exterior (imunidade do IPI). a fim de que o IGF possa ser implementado no Sistema Tributário Nacional. os contratos bancários). aperfeiçoar ou alterar o funcionamento. ● Saída do produto industrializado do estabelecimento de importador. resultando em uma espécie Nova. • o industrial – que tenha produzido a mercadoria.Constitui fato gerador da obrigação tributária de recolher ITR: A propriedade ou a posse de imóvel fora da zona urbana de municípios. .O IPI não está sujeito aos princípios da Anualidade ou da Anterioridade da Lei e da Legalidade.Condições. derivados do leite etc). Exemplo: Produtos Granfino (Nova Iguaçu). Alíquota (a ser definida em lei complementar). e Base de cálculo (a ser definida em lei complementar). . que configura um Poder de Fato. este imposto não pode ser cobrado).Espécies de industrialização: • Transformação (exercida sobre matéria prima ou produto intermediário. como o IR (Imposto sobre Renda e Proventos de Qualquer Natureza). . objetivando sua restauração para Utilização. Base de cálculo (● Dos produtos estrangeiros – é o valor que servir de cálculo aos tributos aduaneiros por ocasião do despacho de importação. praticado na praça atacadista do mercado do encarregado da remessa do produto). comerciante ou arrematante). • Recondicionamento (exercida sobre produto usado ou deteriorado. . Alíquota (estabelecida pela TIPI – Tabela de Incidência do IPI – sobre o respectivo valor tributável). industrial.Também são de competência da União impostos (federais) que incidem sobre patrimônio e renda do contribuinte. A posse. aperfeiçoar ou alterar o funcionamento. • Beneficiamento (objetiva modificar. desconsideradas benfeitorias como cultivo ou edificações.Indústria de Recondicionamento: é exercida sobre produto usado ou deteriorado. ou seja.Apesar da possibilidade de constituir-se tal tributo num valioso instrumento de arrecadação de receita para os cofres públicos.Indústria de Transformação: é exercida sobre matéria-prima ou produto intermediário.: capas de videocassete. ou seja.. o ITR (Imposto sobre Propriedade Territorial Rural) e o IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas).Base de cálculo do IPI: • quanto aos produtos de procedência estrangeira (preço normal do produto ao tempo da importação.Produto Intermediário: É o que integra um novo produto sem sofrer qualquer alteração em sua estrutura. apreendidos ou abandonados. resultando em uma espécie nova).Fato Gerador do IGF: a detenção de grande fortuna .Elementos do Imposto sobre Grandes Fortunas: Fato Gerador (Ser o sujeito passivo detentor de Grande Fortuna. . que dizem respeito ao importador). Sujeitos Ativo (União) e Passivo (o contribuinte que participar de qualquer uma das operações que desencadeiem o fato gerador do tributo. o valor do preço corrente da mercadoria ou similar. na siderurgia. do comerciante.Sujeitos da relação tributária da IGF: Sujeito ativo (União) e Sujeito passivo (o detentor da grande fortuna).: pneus. • o arrematante da mercadoria oferecida em leilão). a utilização. bambu. permite ao seu titular somente o exercício dos direitos de uso. levados a leilão). ou seja. Exemplo: Carreteiros Alimentos (Campo Grande – RJ). partes ou peças. na produção de papel etc. para que originem um novo produto. constituindo-se num Poder de Direito.Imposto Sobre Grandes Fortunas – IGF: instituição e recolhimento a cargo da União. comerciante ou arrematante. Ex: minério de ferro. . . . para que originem um novo produto). das taxas alfandegárias e dos encargos cambiais. (2) saída de produtos industrializados do estabelecimento do industrial. objetivando sua restauração para utilização).Indústria de Beneficiamento: objetiva modificar. Aula 13 . Exemplo: Brasilpet (Honório Gurgel). importador. acrescido desses tributos e dos encargos cambiais exigidos do importador.Produtos industrializados destinados ao exterior gozam de imunidade tributária referente ao IPI. . . este ainda não regulamentado.Sujeitos da relação tributária do IPI: Sujeito ativo (União) e Sujeito Passivo (• o importador – que só trate do desembaraço aduaneiro da mercadoria. ou o preço do produto na saída do estabelecimento industrial importador. não pode aliená-la a uma outra pessoa). • quanto aos produtos industrializados (valor da operação da qual decorrer a saída da mercadoria ou. • Acondicionamento (alterar a apresentação do produto através da colocação de uma embalagem). ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários – IOF: incide sobre as chamadas operações financeiras que dizem respeito a operações ou contratos envolvendo: • crédito (como exemplo. numa operação de venda em condições de livre concorrência. .Diferenças entre os institutos da propriedade e da posse: A propriedade confere ao seu titular os direitos de usar.Indústria de Montagem: a reunião de produtos. .Imposto Sobre Operações de Crédito. quanto à tributação do IPI: O importador (que só trata do desembaraço aduaneiro da mercadoria) e O industrial (que produziu a mercadoria).Fatos Geradores do Imposto Sobre Produtos Industrializados – IPI: (1) desembaraço aduaneiro de mercadoria de procedência estrangeira. . . Exemplo: Baterias Automotivas Moreira (Nilópolis) . .Elementos do IPI: Fato Gerador (● Desembaraço aduaneiro do produto industrializado. ● Arrematação de produtos industrializados. legalmente impostas. . na sua falta.Pode ser sujeito passivo. o acabamento ou a aparência do produto. o acabamento ou a aparência do produto. já pagos ou ainda exigíveis. industrial. para que o proprietário de pequena área rural não seja obrigado ao recolhimento do imposto sobre essa propriedade: .Matéria Prima: Toda substância com que se fabrica alguma coisa. a utilização. • câmbio . • quanto aos produtos industrializados levados a leilão após apreendidos ou abandonados (o preço da arrematação). Câmbio e Seguro. . Exemplo: Peugeot (Rezende). gozo e fruição da coisa (não pode dispor da coisa. sejam levados a leilão. . Sujeitos Ativo (União) e Passivo (contribuinte detentor de Grande Fortuna). desaportar quando for de procedência estrangeira. Ex. não se tem notícia de quando (e se) nossos representantes no Congresso Nacional tomarão a iniciativa de produção da lei complementar que se faz necessária. do importador ou do arrematante (incluídos os contribuintes autônomos). . Enquanto lei complementar não definir o que seja grande fortuna. apreendidos ou abandonados.Alíquota do IPI: percentual estabelecido pela TIPI (Tabela de Incidência do IPI) sobre o respectivo valor tributável. (3) arrematação de produtos industrializados que. acrescido do Imposto sobre Importação.Indústria de Acondicionamento: objetiva alterar a apresentação do produto através da colocação de uma embalagem. • o comerciante . Ex.Valor tomado como base de cálculo do ITR: O valor da terra nua. . partes ou peças.

relativas à importação de bens e de serviços.Base de cálculo do IOF: considerada de acordo com a operação ou contrato realizado. por ocasião da sua instituição. • o montante em moeda nacional. entregue ou posto à disposição. se houver (na emissão). para fazer face às necessidades do país com o imprevisto). no seguro obrigatório habitacional. intervém na ordem econômica e financeira. • títulos ou valores mobiliários (bens móveis negociáveis que podem ou não representar parte do capital social de sociedades anônimas ou a qualidade de sócio – como os diferentes tipos de ações. o IOF não está sujeito aos Princípios da Anualidade e da Legalidade. os adquirentes de títulos e valores mobiliários).Como se trata de um imposto extraordinário. bem como a cotação na bolsa de valores (na transmissão). a transmissão. ou a sua colocação à disposição do interessado. Variáveis (estipulada de acordo com a base de cálculo). a importação e a exportação de mercadorias.IEG: modalidade extraordinária de imposto que poderá ser instituída caso ocorram situações específicas e não previstas ordinariamente no texto constitucional (a iminência ou a efetivação de guerra externa. bônus de subscrição. entregue ou posto à disposição.Imposto Extraordinário de Guerra – IEG: embora previsto constitucionalmente. Alíquota (Variável de 0% até 1. . .5% ao dia. . uma vez cessando as causas de sua criação.De acordo com o disposto na CF. (2) Nas operações de câmbio. o fato gerador da cobrança de IOF é a entrega total ou parcial do valor que constitua o objeto da obrigação. . . .Sujeitos da relação tributária da IEG: Sujeito Ativo (União. . ou a bens imateriais. é o montante do prêmio.No caso de operações de câmbio. respectivamente.O IOF também não está sujeito aos Princípios da Anualidade. os compradores de moeda estrangeira para o pagamento da importação de bens ou serviços.O recebimento do prêmio (valor pago pelo segurado) é o fato gerador da cobrança de IOF no caso de operações de seguro. ou o preço. o valor nominal.Tipos de alíquotas incidentes para valoração do IOF: Fixas (determinada para todos os contribuintes. móveis e imóveis.Adquirentes de títulos e valores mobiliários também podem figurar no pólo passivo da relação tributária quanto ao IOF. é a entrega total ou parcial do valor que constitua o objeto da obrigação. .Fato gerador do IEG: ameaça ou envolvimento do país em guerra com outras nações.(quanto à importação de bens e serviços. Progressivas (proporcional à base de cálculo. é a liquidação do contrato de câmbio (aquele em que um dos contratantes empresta a sua garantia para que ocorra a importação de alguma coisa).Responsável pela cobrança e recolhimento do IOF ao Banco Central: as respectivas instituições operadoras. o IEG é um imposto federal e poderá ser instituído pela União. . Nas operações de crédito. bem como a cotação na Bolsa de Valores (por ocasião da transmissão). Base de cálculo (a ser definida na lei instituidora do IEG). debêntures (títulos ao portador representativos de empréstimos em dinheiro feitos por uma sociedade anônima) etc). como a voz de uma cantora). . . (3) Nas operações de seguro.O IEG não se sujeita ao Princípio da Legalidade. (1). os compradores de moeda estrangeira para o pagamento da importação de bens ou de serviços. No caso de operações de câmbio.5% ao dia). ou a sua colocação à disposição do interessado. No caso de operações de seguro. e Sujeito Passivo (conforme a operação efetivada. com os impostos em comento. . .No caso de operações de crédito. é o recebimento do prêmio (valor pago pelo segurado).Alíquotas e Base de Cálculo do IEG: serão determinadas na lei que instituir o IEG. a quem caberá instituir e recolher tal imposto). .São admitidos como sujeito passivo da relação de tributação de IOF os tomadores de crédito. elementos como alíquota. por exemplo). . Base de cálculo (Correspondendo à operação efetivada. . Legalidade e Anterioridade da Lei. . .Em se tratando de operações com títulos e valores mobiliários. a obrigação de recolher IOF tem como fato gerador a emissão. . cessadas as causas de sua criação.A responsabilidade quanto à cobrança e ao recolhimento do IOF ao Banco Central compete às respectivas instituições operadoras.Para a cessação do IEG. compreendido ou não em sua competência tributária. pois disciplina não só a fabricação. realizado por agente do SFH. . como um automóvel ou uma residência. No caso de operações com títulos e valores mobiliários.Alíquota do IOF: percentual pode variar de 0% (como exemplo. relativas à importação de bens e serviços. Sujeitos Ativo (União) e Passivo (o contribuinte definido na lei que instituir o IEG). Ex: ações. Alíquotas (a serem definidas na lei instituidora do IEG). em lei. .Elementos do IOF: Fato Gerador (No caso de operações de crédito. . partes beneficiárias e debêntures). bônus de subscrição. só incide uma vez). • o valor nominal mais o ágio.Elementos do IEG: Fato Gerador (Iminência ou ocorrência de guerra externa). ou seja. base de cálculo e sujeito passivo do IEG somente serão definidos. é o respectivo montante em moeda nacional (recebido. o pagamento ou o resgate dos referidos títulos e valores mobiliários – todos aqueles emitidos pelas sociedades anônimas para captação de recursos financeiros no mercado. . Sujeitos Ativo (União) e Passivo ( qualquer das partes envolvidas como contribuinte na operação tributada).O IPI e o IOF – e mesmo o II e o IE são impostos que caracterizam uma atividade normativa intervencionista do Estado na ordem econômica e financeira: o Estado.Guerra externa: aquela travada entre dois ou mais países para além de suas respectivas fronteiras. ou o preço.O IEG será suprimido gradativamente. variável de acordo com a data de saque/resgate). . pode ser: • o montante da operação. como a circulação de valores mobiliários. o CTN estipula o prazo máximo de cinco anos contados a partir da celebração da paz. é a emissão. os segurados e os adquirentes de títulos e de valores mobiliários. Proporcionais (referente ao montante da operação). .Da mesma forma que outros impostos de competência federal. é o montante da operação.Fato gerador do IPF: a efetivação das condutas próprias a cada uma dessas operações. os compradores. os tomadores de crédito. Distrito Federal ou Municípios. ou Regressivas (proporcional ao número de dias restantes para que o investimento complete o tempo aprazado). os segurados. . . à época própria. que obrigue o dispêndio urgente de numerário. sobre o valor das operações de crédito e sobre aquelas com títulos ou valores mobiliários. recebido. esse tributo ainda depende da produção de legislação complementar ao texto da Constituição. o valor nominal. .A União pode instituir o IEG na sua competência tributária ou na dos Estados. A finalidade dos dispositivos constitucionais que dispensam a . sendo suprimidos de forma gradativa. é o valor nominal mais o ágio. a transmissão.Sujeitos da relação tributária do IOF: Sujeito ativo (União). vinculado a financiamento de imóvel) até 1. (4) Nas operações com títulos e valores mobiliários. . o pagamento ou o resgate dos referidos títulos e valores mobiliários – todos aqueles emitidos pelas sociedades anônimas para captação de recursos financeiros no mercado. • seguro (que pode ser relativo a bens materiais. o fato gerador da cobrança de IOF é a liquidação do contrato de câmbio (aquele em que um dos contratantes empresta a sua garantia para que ocorra a importação de alguma coisa). se houver (na emissão). • o montante do prêmio. . ou seja. incide sobre o estoque atual dos depósitos.

• quando se tratar de veículo zero quilômetro (base de cálculo será o seu preço de venda). Base de cálculo (O ITD causa mortis é calculado sobre o valor venal dos bens na data da avaliação). . que pode ocorrer devido a um falecimento ou a uma doação. o industrial e o comerciante. bem como serviços de comunicações (telefonia. desde a fonte de produção até o consumo. como também sobre as prestações de serviço referentes a transporte interestadual e intermunicipal. . . . além de qualquer pessoa que.observância dos Princípios da Anualidade e da Legalidade em relação a tais impostos é exatamente assegurar o exercício de tal caráter intervencionista. Pó ser um imposto da competência estadual/distrital. embora fixa. a alíquota. o prestador de serviços de transporte. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. . potência. Base de cálculo (o valor venal do veículo – aquele constante nos arquivos do órgão arrecadador – ou seu preço de venda – no caso de veículo zero quilômetro). . . .Fato gerador do ICMS: operações relativas à circulação de mercadorias. . imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre a prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicações (ICMS) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).Regra Geral na doação: sujeito passivo pode ser tanto o doador (aquele que doa) como o donatário (o que recebe o bem).Circulação: processo de movimentação de mercadorias.O ITD causa mortis é devido pela alíquota vigente ao tempo da abertura da sucessão. indicado pela lei estadual). bem como pelo Distrito Federal: imposto sobre transmissão causa mortis e doações. Alíquota (cabe ao Senado Federal fixar a alíquota máxima. qualquer pessoa que. e a instituição financeira e a seguradora.Sujeito ativo da relação tributária que se estabelece a partir do fato gerador do ICMS: a União. .Fato gerador: requer que o contribuinte apresente a qualidade de proprietário de veículo automotor de qualquer espécie. Aula 14 . é permitido aos Estados/DF instituírem. adquira bens e serviços relativos ao fato gerador.O fato gerador da incidência do ITD é a transmissão de bens ou direitos. Sujeitos (ATIVO: Estados e Distrito Federal. a qualquer título (oneroso ou gratuito) – não contemplando transmissões causa mortis de bens mobiliários. em se tratando de doação. . de quaisquer bens ou direitos – ITD: deriva do desmembramento do antigo formato do ITBI (imposto sobre transmissão de bens imóveis. será o doador (promove a doação) ou o donatário (recebe a doação). que corresponde ao momento da morte de quem deixa os bens. podem instituir alíquotas menores. Sujeitos Ativo (Estados e Distrito Federal) e Passivo (o proprietário de veículo automotor). . . Sujeitos Ativo (Estados e Distrito Federal) e Passivo (o contribuinte.Base de cálculo do IPVA: • quando se tratar de veículo usado (base de cálculo será o valor venal do veículo.Valor venal do um imóvel: é aquele valor. e PASSIVO: o importador. . se assim o quiserem. .Qualquer pessoa que. Como o ICMS é um imposto variável. referente a características como marca. . poderá ser seletiva em função da necessidade das mercadorias e dos serviços – determinando-se a aplicação de alíquotas mais baixas aos produtos de consumo popular (dentre outras). o prestador de serviços de transporte.Base de cálculo para incidência do ICMS: o valor da operação. Base de cálculo (o valor da operação (de mercadoria ou serviço). hoje de 8%. Estados e DF. se quiserem. o tipo e a utilização do bem.Sujeito passivo da relação tributária que se estabelece a partir do fato gerador do ICMS: os seguintes contribuintes. referente ao imóvel.Impostos Estaduais: têm permissão para serem instituídos pelos Estados-membros da Federação. Estadosmembros e Distrito Federal) é o herdeiro ou o legatário. . ou de comunicações. na condição de consumidor final. . inclusive a entrada de mercadoria exportada do exterior. alíquotas menores. na condição de consumidor final. e calculado sobre o valor venal dos bens na data da avaliação. que consta das informações do órgão arrecadador competente. .Base de Cálculo do ITD causa mortis: o valor dos bens na data da avaliação (considerado o valor venal dos bens ou direitos transmitidos como base de cálculo do tributo). e comunicações). aquele valor que consta nos assentamentos do órgão arrecadador.. O ITD causa mortis é devido pela alíquota vigente ao tempo da abertura da sucessão). . sendo ele.Impostos estaduais . .Elementos do ITD: Fato Gerador (Transmissão de herança e doação de bens e direitos). adquira bens e serviços relativos ao fato gerador é considerada sujeito passivo da obrigação tributária de recolhimento do ICMS. e também serviços de transporte (interestadual e intermunicipal).ICMS: Trata-se de um imposto não-cumulativo. a instituição financeira e a seguradora.Regra Geral na transmissão causa mortis: o sujeito passivo (responsável pelo pagamento do tributo ao sujeito ativo – no caso. adquira bens e serviços relativos ao fato gerador).Alíquota do ICMS: aquela que a lei do Estado estabelecer. Alíquota (aquela que for estabelecida em lei estadual). o industrial e o comerciante.Elementos do ICMS: Fato gerador (Circulação de mercadorias. . . entre outros – o importador. no caso da transmissão causa mortis.Alíquota que deve incidir sobre a base de cálculo do ITD: alíquota máxima de 8% (oito por cento).ICMS: incidência não só sobre a circulação de mercadorias.Imposto sobre transmissão causa mortis e doações.Alíquota do IPVA: estabelecida por cada Estado da Federação.Fato Gerador do ITD: a transmissão de quaisquer bens (móveis ou imóveis) ou direitos. .Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre a prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicações – ICMS: competência estadual e distrital. Alíquota (varia de acordo com a Unidade da Federação e conforme a espécie de veículo). de quaisquer bens ou direitos (ITD). . modelo.Como regra geral.Elementos do IPVA: Fato gerador (a propriedade de veículo automotor).). internet etc. . . o produtor. . o herdeiro ou o legatário. e. na condição de consumidor final.Base de cálculo do ICMS: valor da operação (circulação da mercadoria ou do serviço).Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores – IPVA: de competência estadual. através de falecimento de uma pessoa física (transmissão causa mortis) ou de doação. . o produtor. também da competência tributária dos Estados). tipo de combustível e ano de fabricação do veículo). que levará em conta a natureza do veículo automotor. Serviço de transporte interestadual ou intermunicipal. na qualidade de sujeito passivo do ITD figura o consumidor (indicado pela lei estadual). ou seja. destinação. cuja incidência recaía somente sobre a transmissão de bens imóveis.

.Comparação entre IPTU e ITR: IPTU é de competência dos municípios e ITR é de competência da União.Alíquotas do IPTU no Rio de Janeiro: (1) Imóveis residenciais e não-residenciais: 1.Operações relativas à circulação de mercadorias. os imóveis tombados. . a quem cabe instituir o imposto sobre propriedade de veículos automotores? Aos Estados-membros e ao Distrito Federal. . no ano de 2009? Por quê? o pagamento caberá a Fernando. ele passou à condição de proprietário de veículo automotor – que o caracteriza como sujeito passivo da relação tributária referente ao pagamento de IPVA. • escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de três quilômetros do imóvel considerado. primordialmente.5%. ou seja. dependendo da área do imóvel e da sua localização. aqueles que.Segundo disposição constitucional.8%.Valor venal do imóvel: aquele que consta dos dados cadastrais do órgão fiscalizador.Prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal. IPTU é fiscalizado e cobrado pelos municípios e ITR é fiscalizado e cobrado pelos municípios que optarem. edificada ou não.Sujeito passivo do IPTU: o proprietário ou possuidor do imóvel. o valor constante nos registros do órgão arrecadador competente. . e o ITR só pode ter progressividade extrafiscal. ecológico ou de preservação paisagística e ambiental (por exemplo.tal providência não acarretará qualquer benefício ao comprador. . poderá ter alíquotas diferenciadas de acordo com o uso e localização e poderá ter também progressividade extrafiscal. Sujeitos Ativo (os municípios) e Passivo (o proprietário do imóvel ou o seu possuidor). dependendo de especificidades do Imóvel). abaixo do efetivamente praticado? em qualquer hipótese. . . . respectivamente. . e de direitos reais sobre imóveis. Em decorrência. A quem competirá o pagamento do IPVA.2% e 2. Em julho de 2008 vendeu o veículo ao seu amigo Fernando. . exceto os de garantia. IPTU incide sobre propriedades do tipo predial e territorial urbana e ITR incide sobre propriedade territorial rural. não deve constar no recibo valor inferior ao da transação. . modelo Corsa.Sujeito ativo do IPTU: o município. (2) Terrenos: 3. no município do Rio de Janeiro: (a) Imóveis de interesse histórico.5%. . tenham desabado ou estejam em ruínas –. Alíquotas (município do Rio de Janeiro. ITBI – competência municipal. transmissão onerosa inter vivos de bens imóveis e propriedade de veículos automotores: ICMS – competência estadual.Impostos municipais . por ato oneroso.2% e 2. de competência estadual. . de bens imóveis. IPTU pode ter progressividade fiscal em razão do valor.8%.Operações relativas à circulação de mercadorias. . ano de fabricação 2004. ISS – competência municipal.Elementos do IPTU: Fato gerador (Propriedade ou posse de bem imóvel localizado na zona urbana do município). ICMS – competência estadual . propriedade territorial urbana e prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal: ICMS – competência estadual. Base de cálculo (o valor venal do imóvel).Qual a base de cáclulo para incidência do IPVA sobre veículos zero quilômetros? O preço de venda do veículo (ou seja.Francisco era possuidor de um automóvel marca Chevrolet. as disposições de cada um em relação ao que deve ser estabelecido quanto à cobrança de IPTU e outros impostos de sua competência obedecerá.Área classificada como urbana: deve pertencer a uma zona que. em caso de alienação de veículo usado. .Devido ao grande número de municípios existentes (mais de cinco mil). definida em lei municipal. . • abastecimento de água. Aula 15 . é interessante para o novo proprietário que conste do recibo um valor fictício. dependendo da frente do terreno e da sua localização. uma vez que a base de cálculo para incidência do IPVA. cor prata. . serviços de qualquer natureza e transmissão causa mortis de quaisquer bens: ICMS – competência estadual. imposto sobre a transmissão inter vivos. cultural.Responsáveis por instituir os impostos: . (d) Imóveis utilizados como teatros ou museus. tais imóveis não podem mais ter suas características básicas alteradas. apresenta ao menos dois dentre os seguintes melhoramentos (mantidos ou construídos pelo Poder Público): • meio-fio ou calçamento. porque a partir da aquisição do veículo. IPTU – competência municipal. (e) Imóveis de propriedade de ex-combatentes na Segunda Guerra Mundial. que. nesse caso (envolvendo veículo usado). no município do Rio de Janeiro. IPVA – competência estadual .Com relação ao pagamento de IPVA. a qualquer título. com ou sem posteamento para distribuição domiciliar. Imóveis residenciais e nãoresidenciais – 1. à lei do local (em respeito às peculiaridades de cada município). o IPTU denomina-se imposto territorial.Estão isentos do IPTU. corresponde ao valor que ele alcançaria em uma compra e venda. ao menos as de fachada). e Terrenos – 3.Operações relativas à circulação de mercadorias.. e o imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS). ITD e IPVA. No tocante a pagamento de IPVA. • sistema de esgotos sanitários.Base de cálculo do IPTU: o valor venal do imóvel.Fato gerador do Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana – IPTU: propriedade plena (propriedade propriamente dita) ou restrita (posse) de área urbana. respeitadas certas condições. . por natureza ou acessão física. • rede de iluminação pública. por sua importância cultural ou geográfica. (b) Imóveis de pessoas jurídicas de Direito Público Externo (como exemplificam as embaixadas e os consulados). o valor que consta na nota fiscal).é informada por tabela constante de arquivos do órgão fiscalizador.No caso de imóveis onde não haja edificações – ou cujas edificações tenham sido demolidas. (c) Áreas que constituem reserva florestal. ou seja.Impostos de competência municipal: imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU). ITD – competência estadual. doação de quaisquer bens ou direitos e propriedade de veículos automotores: ICMS. com canalização de águas pluviais. bem como cessão de direitos à sua aquisição (ITBI). na forma da lei. assim sejam declarados pelo órgão competente. respectivamente. segundo as condições de mercado.

e de direitos reais sobre imóveis. na qualidade de usuário final do serviço. e ainda o direito à aquisição de tais bens. . (3) Cessão de direitos relativos às transmissões acima referidas). • Áreas que constituem reserva florestal. de bens imóveis. . a lavratura de uma escritura de compra e venda de imóvel dá ensejo ao recolhimento do ITBI. a qualquer título. . os serviços de aviamento de receitas médicas por farmácias de manipulação). . • serviços de pintura de automóveis. exceto os de garantia. não estejam sujeitos ao ICMS). por natureza ou acessão física.Sujeito Passivo do ITBI: quem adquire o bem ou os direitos reais. • Imóveis de propriedade de ex-combatentes na Segunda Guerra Mundial. normalmente. . a máxima é de 5%). tenham desabado ou estejam em ruínas.Sujeito ativo do ITBI: o município. • Imóveis utilizados como teatros ou museus. . são considerados fato gerador do ISS (ao contrário do mesmo tipo de serviços. O ITBI incide sobre transmissões onerosas de imóveis. No município do Rio de Janeiro.Quem pode figurar no pólo passivo da relação tributária consubstanciada no IPTU: O proprietário ou possuidor de bem imóvel localizado em zona urbana de município.Alíquota do ITBI: no município do Rio de Janeiro.No município do Rio de Janeiro.Fato gerador do ITBI: a efetivação dessas transmissões onerosas por ato inter vivos (incluídas as cessões de direitos).No município do Rio de Janeiro. Base de cálculo (o preço do serviço).IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA – ISS: incide sobre os serviços. por meio de escritura). Alíquota (no município do Rio de Janeiro. . em retribuição da sua prestação). . • a arrematação e a adjudicação . . e o ITD incide sobre transmissões gratuitas de bens e de direitos. . . como a hipoteca e o penhor) – e ainda à cessão de direitos quando da aquisição de imóveis (efetivada em Cartório de Notas e Ofícios. pode-se verificar isenção do ITBI nas seguintes situações: • Aquisição. o valor que nele consta está de acordo com o acima afirmado? Não (porque. a alíquota máxima em vigor corresponde a 5% da base de cálculo do imposto.Imposto sobre a transmissão inter vivos. e que. (3) aquisição de imóvel para residência própria de ex-combatente da Segunda Guerra Mundial.Base de cálculo do ISS: o preço do serviço prestado (quantia estipulada por quem fornece o serviço. aquele valor constante nos registros do órgão arrecadador competente. • a permuta. é de 2%. relativas a bens imóveis – inclusive direitos reais. ecológico ou de preservação paisagísticae ambiental.Exemplos de atos negociais sobre os quais incide o ITBI: • o compromisso de compra e venda. .Alíquota do ISS: cabe à legislação complementar a sua fixação.Imposto territorial: nome atribuído ao IPTU cobrado sobre imóveis onde não haja edificações – ou cujas edificações tenham sido demolidas. que só constituem fato gerador desse imposto quando prestados ao proprietário do veículo. aqueles serviços que integram o campo de incidência do ICMS devido ao Estado (por exemplo. (2) transmissão em que o adquirente seja o município do Rio de Janeiro. . . prestados por particulares em todo o território do município – excetuados. de ato oneroso sobre qualquer dos seguintes negócios: (1) Transmissão da propriedade de bens imóveis.Exemplos de tipos de imóveis que. corresponde ao valor que o imóvel alcançaria em uma compra e venda. definidos em lei municipal. em tese. bem como a cessão de direitos dele decorrente.Sujeito ativo do ISS: os municípios. por uma única vez. Sujeitos Ativo (municípios) e Passivo (o prestador do serviço). por uma única vez. imposto de competência estadual). . por empresa ou profissional autônomo (com ou sem estabelecimento fixo) de qualquer dos serviços que.Comparação entre o ITBI e o ITD: O ITBI é de competência Municipal e o ITD é de competência Estadual. sobre os quais incide o ICMS). • Cessão de direitos relativos às transmissões acima referidas. constantes no Código Tributário do Município. bem como cessão de direitos à sua aquisição – ITBI: Incide sobre as transmissões onerosas efetivadas inter vivos (diferentemente da transmissão causa mortis. .Exemplos de casos onde o ISS somente incide sobre serviços prestados na última etapa do processo circulatório: • serviços de lustração de móveis. por ato oneroso.Fato gerador do ISS: prestação. . ou seja. por arrematação ou adjudicação). 2%). corresponde ao valor que o imóvel alcançaria em uma compra e venda segundo as condições de mercado. • Imóveis de pessoas jurídicas de Direito Público Externo. por Estado estrangeiro. . cultural. NO ITBI não há alíquota máxima e no ITD a alíquota máxima é fixada pelo Senado.. Sujeitos Ativo (municípios) e Passivo (o adquirente do bem ou dos direitos reais). .O ISS somente incide sobre serviços prestados na última etapa do processo circulatório: aqueles direcionados ao consumidor final. no município do Rio de Janeiro: (1) aquisição. nas operações de consumo. por empresa ou profissional autônomo (com ou sem estabelecimento fixo) de qualquer dos serviços que. sobre a qual incide o ITD. valor esse que serve de base de cálculo ao imposto cobrado. • Transmissão de direitos reais sobre imóveis. o valor consignado no carnê está abaixo do preço de mercado do imóvel). no município do Rio de Janeiro. têm isenção de pagamento de IPTU: • Imóveis de interesse histórico.Base de cálculo do ITBI: o valor venal do bem imóvel ou dos direitos reais transmitidos.Estão isentas do ITBI. de imóvel destinado a uso de sua missão diplomática ou consular. prestados a comerciantes ou industriais. pela ordem). em nome da vedação à dupla tributação. prestados ao usuário final do objeto lustrado. de direitos reais de gozo sobre imóveis e de direito à aquisição desses bens e direitos. constantes no Código Tributário do Município. O ITBI possui Imunidade específica na CF e o ITD não possui. .A incidência de ITBI tem como fato gerador a realização intervivos (que não envolve sucessão por morte de nenhuma das partes) de ato oneroso sobre qualquer dos seguintes negócios: • Transmissão da propriedade de bens imóveis. Transmissão em que o adquirente seja o município do Rio de Janeiro. não estejam sujeitos ao ICMS. • a concessão de direito real de uso. Base de cálculo (o valor venal do bem imóvel ou dos direitos reais). no município do Rio de Janeiro. que são aqueles exercidos sobre a propriedade imobiliária (excetuando-se os de garantia. . . Alíquota (no município do Rio de Janeiro. .Elementos do ISS: Fato gerador (Prestação.Ao adquirente do bem ou dos direitos reais atribui-se a qualidade de sujeito passivo da relação tributária consubstanciada na cobrança de ITBI. (2) Transmissão de direitos reais sobre imóveis.Elementos do ITBI: Fato gerador (realização. . por Estado estrangeiro. e ainda a cessão dos direitos do arrematante e do adjudicatário (aqueles que adquirem o bem. de imóvel destinado para o uso de sua missão diplomática ou consular (embaixadas ou consulados. respectivamente.Sabendo-se que o valor venal. .Sujeito passivo do ISS: o prestador dos serviços (profissional autônomo ou empresa). no valor correspondente a 2% do valor venal do imóvel (que lhe é atribuído pelo órgão fiscalizador). . inter vivos. • Aquisição de imóvel para residência própria de ex-combatente da Segunda Guerra Mundial. . e analisando o carnê de IPTU do imóvel em que você reside.

científica ou técnica.As publicações. . artistas e técnicos de espetáculo. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------AD1 – 2008-2 1. ou por infrações.Impede que um imposto estadual seja cobrado dos Municípios. . que presta atendimento a clientes em sala do Fórum: Não . . o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP). no município do Rio de Janeiro: (1) Ambulantes e jornaleiros. todos fiscalizadores de atividades profissionais legalmente reputadas de interesse público. . para sofrerem tributação do ISS. de uma Ordem Jurídica.refere-se à entidade religiosa e não somente à edificação usada para o culto. se a atividade preponderante do adquirente for. Exemplificam este tipo de contribuições: a contribuição previdenciária. em não havendo conflito. por exemplo.Diz respeito às pequenas glebas rurais.O que configura fato gerador da incidência do ISS é a prestação. Imunidade do ITR .Sindicatos: Sim . como os sindicatos. Como na ordem jurídica atual o CTN deve ter status de lei complementar. .são contribuições da competência exclusiva da União. Como salienta o §1º. a Contribuição para o Financiamento da Seguridade (COFINS) e a Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL). Imunidade dos Templos . instituem as contribuições sociais dos seus servidores estatutários. A resposta é pessoal mas. (5) Serviços necessários à elaboração de livros.É imunidade objetiva. Disserte sobre o tema “responsabilidade tributária”.Contribuições Sociais de Interesse das Categorias Profissionais ou Econômicas – são contribuições da competência exclusiva da União.. Imunidade do IPI . (4) Músicos. podem ser dos seguintes tipos: .Não importa se o autônomo dispõe ou não de endereço fixo para que lhe caiba a cobrança de ISS. . Estas contribuições sociais não se confundem com as contribuições que os sindicatos podem estabelecer em suas assembléias. inclusive a União. que visam ao desenvolvimento de certos setores da economia e. a alíquota da contribuição social cobrada dos servidores dos Estados.Contribuição social sobre os servidores públicos . que são objeto deste tipo de imunidade.Advogado com escritório em via principal de bairro: Não . quando as explore o proprietário que não possua outro imóvel. De que modo a legislação tributária brasileira trata das CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS? De acordo com a Constituição Federal. 149-A. 4.Refere-se às operações que destinem mercadorias ao exterior. Cite 1 (uma) peculiaridade de cada uma das imunidades tributárias. podendo a cobrança ser feita na fatura individual de consumo de energia elétrica. é normal que esta aceite os preceitos da legislação anterior. o Conselho Federal de Medicina e o Conselho Federal de Contabilidade. a Ordem dos Advogados do Brasil e os conselhos federais.O valor do serviço prestado por profissional autônomo configura base de cálculo do ISS devido. 3. não sendo importante quem as exporte. instituídas em favor de entidades representativas de classe. da Constituição Federal. é a chave para que compreendamos porque o CTN sendo uma lei ordinária tem força de lei complementar. Imunidade das Entidades Sindicais . poderiam ser citadas as seguintes: Imunidade Recíproca . O princípio da recepção influencia. não estejam sujeitos ao ICMS. que apenas obrigam os associados do sindicato.Não se aplica. Imunidade Cultural .Jornaleiros: Sim .Estão isentos do ISS. A instituição dessa contribuição deve ser feita por lei municipal ou distrital. ou por normas que lhe sejam hierarquicamente superiores. pois protege as mercadorias.objetivam custear o financiamento da seguridade social. o Programa de Integração Social (PIS). de terceiros. da Constituição Federal.para fazer às despesas de previdência social dos seus servidores públicos. mesmo ele sendo uma lei ordinária da ordem jurídica anterior ele adquiriu essa condição. a locação de bens imóveis. tais como o Conselho Federal de Administração.Contribuição social sobre iluminação pública . Por que o Código Tributário Nacional tem força hierárquica de lei complementar? De que modo o princípio da recepção influencia na sua resposta? Porque. de qualquer dos serviços que. . que engloba as despesas da previdência social. as empresas que compõem esses setores podem ficar sujeitas ao seu pagamento. jornais e periódicos. saúde pública e assistência social. O responsável tributário é aquele que é sujeito passivo sem ter realizado o fato gerador do tributo. de modo que só pode ser modificado ou revogado por uma nova lei complementar. adquiriu força de lei complementar na vigência da atual Constituição. Imunidade do ITBI . os entes federados. ao ser recepcionado por ela como lei complementar no art. do Distrito Federal e dos Municípios.Médico que faça atendimento domiciliar a clientes idosos: Não . em face da identidade de princípios. Quando entra em vigor uma nova Constituição. . por empresa ou profissional autônomo (com ou sem estabelecimento fixo).Contribuições Sociais de custeio da Seguridade Social . em função disso. não será inferior à da contribuição social cobrada dos servidores da União. 149. 146. 2. por outra.Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) . . não devem estar sujeitos à cobrança de ICMS.Advogado sem escritório.estabelecida pelo art.Serviços prestados por empresas ou profissionais autônomos. didática. pode ser instituída pelos Municípios e pelo Distrito Federal. por exemplo. do art. (2) Associações de classe e sindicatos. constantes no Código Tributário do Município. Isto porque ele é a assimilação espontânea.Não se estende à representação patronal. para o custeio do serviço de iluminação pública. Imunidade do ICMS . embora o CTN seja originalmente uma lei ordinária. são aquelas destinados à produção literária.É isento de ISS ou não: . (3) Espetáculos circenses. pode ter um dos três tipos seguintes de responsabilidade tributária: por sucessão.

incidem sobre uma base de cálculo variável (valor do produto). 5. É o caso. o que significa dizer que. industriais ou profissionais. assume a responsabilidade pelos tributos devidos pela pessoa que suceder (suceder = vir depois. que. do IPI e do ICMS. ITBI e ISS). na época do falecimento do titular de bens transmissíveis ao seus herdeiros. A alíqüota não varia. Ocorre nas seguintes hipóteses principais: (a) os pais são responsáveis pelos tributos devidos por seus filhos menores. isto é.. ao contrário dos impostos diretos. tais como o ponto. Nestes tipos de impostos. ocorre quando a obrigação tributária disser respeito à transmissão de empresas ou estabelecimentos comerciais. 137 do Código Tributário Nacional. B . maior a renda. dependendo do governo municipal responsável pela tributação. VARIÁVEIS – quando exigem cálculo para se determinar o valor do imposto. ocorre quando a obrigação tributária transmitida disser respeito a pessoas. art. . Ex. as taxas.). c. como acontece com o consumidor final na aquisição de bens). é aquela que diz respeito a violações praticadas contra a legislação tributária. sem possibilidade de transferi-la para outrem. Ex. via de regra. Pelo exposto. necessários à exploração de uma atividade econômica. Perequação A . Que tributos não estão sujeitos à repartição das receitas tributárias? São eles: a. conclui-se que o adquirente de bem imóvel. todos os impostos instituídos e arrecadados pelo DF. os empréstimos compulsórios e as contribuições especiais e parafiscais. 131 do Código Tributário Nacional. as contribuições de melhoria. transmite-se ao sucessor a responsabilidade tributária. Essas pessoas podem ser as seguintes: (a) o adquirente ou remitente (aquele que paga o que deve. INDIRETOS – quando o contribuinte de direito e o contribuinte de fato são pessoas distintas. Disserte sobre os impostos no Brasil. 132 e 133 do Código Tributário Nacional. 130 do Código Tributário Nacional. d.: o ISS de autônomos ou profissionais liberais.Por Sucessão – aquela resultante da transmissão de titularidade de obrigações tributárias existentes na época da sucessão. Este tipo de responsabilidade tributária pode ser: Imobiliária – prevista no art. a freguesia. (b) o sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro. Assim. (b) os tutores e curadores. Podem ser: PROPORCIONAIS – quando o fator percentual. portanto. que é fixado com um valor fixo correspondente a um número de UFIR. IPVA. quanto maior a renda (base de cálculo). já que ele não pode ser dividido em Municípios. isto é. 264 do Código Civil brasileiro). (c) os administradores de bens de terceiros. cujos contribuintes de direito são os estabelecimentos industriais e comerciais. armarinhos etc. inclusive taxas e contribuições de melhoria. o contribuinte suporta sozinho toda a carga tributária. incide sobre uma base de cálculo variável. b. em relação aos tributos deixados pelo falecido até o momento da abertura da sucessão. mas a alíquota.. na mesma pessoa. Ex. exportação. tais como: barbearias. DIRETOS – quando se confundem. ou mais de um devedor. cada um com direito ou obrigação em relação à dívida toda (v. pelos tributos devidos por estes. enquanto o contribuinte de fato é o consumidor.: O IPI ou ICMS. ITR. o conjunto de bens deixados pelo falecido. da sua morte.Por Infrações – prevista no art. na mesma obrigação. pelos tributos devidos por seus tutelados e curatelados. concorre mais de um credor. etc. podemos afirmar que são diretos os impostos que incidem sobre a renda (IR) ou o patrimônio do contribuinte (IPTU. pelos tributos pessoais relativos aos bens adquiridos ou remidos. para um mesmo produto é sempre a mesma. decorrente da aplicação da lei. -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------AD1 – 2009-1 1. Assim. a seguir.: No IRPF. FIXOS – são os que não exigem cálculo algum para se determinar o valor do imposto. os indiretos são passíveis de repasses para terceiros (contribuintes de fato). denominado alíqüota. Pessoal – prevista no art. tal como o próprio contribuinte ou um estabelecimento industrial ou comercial) e o CONTRIBUINTE DE FATO (aquele sobre quem recai o dever de pagar o tributo. que é o destinatário final da mercadoria produzida e vendida. Empresarial ou Negocial – prevista nos art. Ex. os impostos federais de importação. o CONTRIBUINTE DE DIREITO (aquele a quem a lei incumbe o encargo de calcular e recolher o tributo. que tenham direitos sobre os bens deixados pelo falecido.: pagamento do IPTU ou do ITR. (c) o espólio. bares. a partir da classificação relativa aos seguintes critérios: a. Forma de Percepção b.De Terceiros – prevista no art. Ele já vem expresso em moeda corrente ou em índice que nela possa ser convertido. A responsabilidade pessoal é solidária. o espólio ou o adquirente de fundo de comércio (conjunto de bens materiais e imateriais. já que somente existe repartição dos Entes maiores para os menores. por exemplo. são os consumidores finais dos bens tributados. PROGRESSIVOS – quando a alíqüota se eleva ao elevar-se o valor que serve de base de cálculo. pelos tributos devidos pelo espólio. que liberta a propriedade de uma dívida. sobre grandes fortunas e extraordinários de guerra. pagando a sua importância). pelos tributos devidos até à data da partilha. . o imposto estadual sobre transmissão causa mortis e doações. as patentes de invenção etc. ou seja. ocorre quando a obrigação tributária transmitida disser respeito ao(s) bem(ns) imóvel(is) deixado(s) pelo falecido. todos os impostos municipais (IPTU.Quanto à forma de percepção podem ser DIRETOS e INDIRETOS. e. que produziram e venderam as mercadorias. 134 e 135 do Código Tributário Nacional. (d) o inventariante.Quanto à PEREQUAÇÃO ou FORMA DE RATEIO ENTRE OS CONTRIBUINTES – podem ser FIXOS e VARIÁVEIS. Assim. em lugar de). . refere-se aos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte.

ou  quando a lei nova for mais benéfica ao infrator que ainda não tenha sido definitivamente julgado. Só excepcionalmente é que ela se destinará a fatos pretéritos ou passados. se for o caso. ao chegar a alfândega. vigorou com este tipo de alíquota o extinto imposto sindical. São as seguintes: a. tais órgãos. Se.quando o sujeito passivo informa e antecipa o pagamento do tributo. Ex. 3.  declarante omisso. cria um imposto que seja da competência de outro poder tributante. de modo que. significa repetição sobre o mesmo. b. Estabeleça a distinção entre “bis in idem” e “bitributação”. Atualmente. b) Por Homologação . tão logo ela seja publicada estará em vigor e poderá ser aplicada.: Se um Estado cria um imposto similar ao IPTU. recaindo sobre ato já tributado.: No II o viajante. portanto. exemplifica o bis in idem. Julgamento: é realizado em sede de primeira instância. 2. Recurso: contra as decisões de 1ª instância. O prazo para homologação pela Receita Federal. é instaurada a fase litigiosa do processo fiscal. de modo que base de cálculo maior importaria em alíquota menor. no caso de decisão contrária aos interesses da Fazenda. A homologação do lançamento pode ser:  expressa – quando efetuada e comunicada ao sujeito passivo. entrando um deles na esfera de competência de outro.: É o que acontece no IPTU. portanto afirmar que. Nesse momento. calcular o montante do tributo devido. é a atividade administrativa. cabe recuso voluntário. Este direito só nasce quando a obrigação tributária é transformada em crédito tributário. dentre outras. constituir o crédito tributário.REGRESSIVOS – quando a alíqüota se reduz ao elevar-se o valor da base de cálculo.  falsidade. Pode-se. ela tem aplicação imediata. neste caso. até porque a lei tributária só pode retroagir nas seguintes situações:  quando a lei nova for expressamente interpretativa da lei antiga. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------AD1 – 2009-2 (perguntas repetidas) ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------AP1 – 2008-2 . Ex. O crédito tributário se constitui pelo lançamento. do Código Tributário Nacional. 5. EX. Seria o inverso do progressivo. vinculada e obrigatória. é importante salientar que para falarmos em bitributação devemos ter dois poderes tributantes. propor a aplicação da penalidade cabível. O bis in idem não se confunde com a BITRIBUTAÇÃO. O lançamento pode ser: a) Por Declaração ou Misto – quando o sujeito passivo presta informações ao sujeito ativo para que ele faça o lançamento. não temos nenhum imposto com esta característica. ainda existe uma instância especial. Impugnação: sendo sempre apresentada por escrito. Assim. o bem que é o objeto da tributação. no prazo de 5 anos acima. por órgão singular ou colegiado. De que forma os princípios da irretroatividade e da retroatividade são admitidos na legislação tributária? A irretroatividade será admitida quando entendermos a lei tributária no sentido amplo de ato normativo. d. 4. advindo da mesma autoridade tributante. e  tácita – quando o Fisco não se manifestar no prazo acima. sendo tudo homologado pelo sujeito ativo através de uma notificação. depois de instituído esse imposto. bis = repetido. etc. que tem por finalidade verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação. 142. Quais as fases do processo administrativo fiscal? Fale resumidamente sobre cada uma delas. A importância do lançamento é. c. in idem = a mesma coisa). na condição de julgadores. e. Qual a importância do LANÇAMENTO e como ele pode ser? Explique sua resposta. desfavoráveis ao contribuinte. quando não há concordância por parte do contribuinte sobre a exigência fiscal. declara os bens passíveis de tributação. do Código Tributário Nacional:  determinação legal. identificar o sujeito passivo. exorbitando em sua competência. temos uma figura jurídica denominada bis in idem (literalmente. Este tipo de lançamento ocorre nas seguintes situações. determinar a matéria tributável. via de regra. Tomemos por referência o IPVA. Inicial: a fiscalização lavra um auto de infração e imposição de multa. enumeradas no art. cabendo ao Ministério da Fazenda decidir a questão. que. com a correspondente notificação ao sujeito passivo. destinando-se aos fatos ocorridos a partir da sua vigência. no IPVA. contados da ocorrência do fato gerador. sendo assim.: No IRPF o contribuinte declara e já paga o tributo por ele calculado.  verificação “a posteriori” – no caso do lançamento por homologação. Um segundo tributo com nome diferente. havendo erro ou omissão na declaração. sempre por ato de autoridade competente com o poder de cobrar tributo e o poder de exigi-lo. segundo o art.  recusa ou insuficiência de esclarecimento. c) De ofício – quando o sujeito ativo lança o tributo sem a participação do sujeito passivo. A obrigação tributária não dá direito ao Poder Público de exigir o pagamento do tributo. Ex. erro etc. ou seja. devem apresentar um recurso de ofício. que ocorre quando um poder tributante. 149. Quando o mesmo poder tributário competente cria um tributo repetido sobre a mesma coisa. estaríamos claramente diante do bis in iden. um EstadoMembro resolve instituir o IAR (Imposto sobre automóveis rodantes). No caso da esfera federal. No entanto. Ele pode ser instituído pelos Estados-Membros. é de 5 (cinco) anos. o julgamento deverá ser apreciado por um órgão de segunda instância. que é da competência dos Municípios.

não têm finalidade arrecadatória. 2. mercadorias ou insumos destinados à industrialização de um outro produto. porque ele é específico e divisível. c. circulação efetiva c. Complete as lacunas: a. um caráter repressivo e educacional. de modo que a receita conseguida por meio delas pode ser utilizada para atender a qualquer despesa que o Poder Público necessite fazer. Remissão e Decadência Remissão e Prescrição 5. d. Cumulativa d. Considerando os diversos tipos de imunidade estudados. Taxa. Imunidade dos Templos 3. circulação econômica b. 3. A Prefeitura de Cidade Feliz. a locação de bens imóveis. Comum (X) b. (1) Impede que o IPVA seja cobrado dos Municípios. Tarifa. Acondicionamento b. Imunidade Recíproca 2. b. c. enquanto a competência tributária refere-se à atribuição constitucional de instituir tributos. 9.º 112 do Supremo Tribunal Federal. o acabamento ou a aparência do produto": a. b. porque ele é específico e geral. A competência para instituir taxas é geral: a. É acertada. (4) As publicações. porque ele é específico e geral. (7) Refere-se às operações que destinem mercadorias ao exterior. Montagem c. Imunidade Cultural 5. circulação ficta d. Residual 4. ( F ) De acordo com a legislação tributária brasileira. entre os parênteses. circulação física (X) 7. as taxas e as contribuições de melhoria. Não. Imunidade das Entidades Sindicais 4. Os fatos geradores dos IMPOSTOS. definida como "a que objetiva modificar. Não. Imunidade do ITR (5) É imunidade objetiva. O que pode ocorrer antes do lançamento e. estabeleça a correspondência entre as colunas da esquerda e da direita: 1. (X) d. pois visam inibir infrações. um chefe de Poder Executivo pode criar um imposto. a contribuição de melhoria. Taxa. Isenção e Prescrição c. assinale “V” ou “F” . angariar recursos para isto. (8) Não se aplica. De acordo com a legislação tributária brasileira existem três tipos de tributos. ( V ) Denomina-se DRAWBACK à possibilidade de se permitir que as empresas fabricantes e exportadoras importem. não sendo importante quem as exporte. 8. b. Sim. antes de fazer a obra. porque a Prefeitura precisa. através de um decreto. possuindo. Consoante a Súmula n. O serviço de telefonia celular é remunerado por: a. o correto é fazer a obra com a arrecadação dos impostos. antes da constituição do crédito tributário: a. o correto seria cobrar. ( V ) Os tributos não se confundem com as multas. Isenção e Decadência (X) b. Tipo de circulação onde existe movimentação de mercadoria com mudança de titularidade: a. são aquelas destinadas à produção . Beneficiamento (X) d. que são objeto deste tipo de imunidade. resolve cobrar uma taxa de serviços dos moradores do referido bairro. alterar ou aperfeiçoar o funcionamento. Não. sem incidências de tributos. ou seja. o ITD causa mortis é devido pela alíquota vigente ao tempo da abertura da sucessão (momento da morte do de cujus). Leia com atenção as afirmativas abaixo e. conseqüentemente. a utilização. Imunidade do IPI 6. que será exportado. Uma das espécies de industrialização. A capacidade tributária diz respeito à possibilidade de arrecadar ou fiscalizar tributos. do ponto de vista da legislação tributária. Tarifa. ( F) Os fatos geradores das taxas resultam de uma SITUAÇÃO INDEPENDENTE de uma atividade estatal. (X) d. esta decisão da Prefeitura? a. Privativa c.1. Os impostos são tributos e só podem ser criados por lei. c. pois protege as mercadorias. assim. antes de fazer a obra. se a atividade preponderante do adquirente for. visto que elas. Denomina-se Valor Venal do imóvel aquele que consta dos dados cadastrais do órgão fiscalizador. Transformação 6. porque sendo o bairro constituído de pessoas pobres elas não têm que pagar qualquer tipo de tributo. que corresponde ao momento da morte de quem deixa os bens. produtos. necessitando fazer obras de infra estrutura básica em um bairro mais pobre da cidade. a saber: os impostos. porque ele é específico e divisível. por exemplo. um ato que emana do Poder Legislativo.

e ao espaço. O serviço de coleta de lixo domiciliar é remunerado por: a. Tarifa. Obrigação de não-dar c. visto que são uma prestação pecuniária expressa em moeda. Embora o CTN seja originalmente uma lei ordinária. A necessidade de anualmente se fazer a declaração de ajuste do imposto sobre a renda constitui que tipo de obrigação tributária? a. produtos. Quanto à forma de percepção. Conforme a Súmula n. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------AP1 – 2009-1 1. IPI c. Cabe também ao importador. b. sem incidências de tributos. temos a: a. adquiriu força de lei complementar na vigência da atual Constituição. porque lhe falta competência tributária. Obrigação de fazer (X) d. O Código Tributário Nacional tem força hierárquica de lei complementar ou de lei ordinária? Justifique. Competência Federal ( 2 ) ICMS . Obrigação de dar b. A vigência é o momento a partir do qual a lei está pronta para produzir efeitos. à data em que passará a produzir efeitos. ou seja. Procedimento que suspende o crédito tributário: a. ITBI (X) 4. ( V ) Denomina-se DRAWBACK à possibilidade de se permitir que as empresas fabricantes e exportadoras importem. Moratória d. (X) c. Imunidade tributária (X) c. quando as explore o proprietário que não possua outro imóvel.7. O valor do tributo seja expresso por um indexador fiscal. porque ele é específico e divisível. isto é. à região geográfica onde será válida. didática. Não-incidência tributária d. Incidência tributária b. Tarifa. aquela arrecadada através do recolhimento de tributos. Leia com atenção as afirmativas abaixo e. mercadorias ou insumos destinados à industrialização de um outro produto. o ITD causa mortis é calculado sobre o valor venal dos bens na data da avaliação. Código Tributário Nacional (X) 2. de modo que só pode ser modificado ou revogado por uma nova lei complementar. Isenção Tributária 5. Taxa. Elisão b. 9. porque ele é específico e geral. porque ele é específico e geral. Pode ser considerada em relação: ao tempo. b. Práticas reiteradas de autoridades administrativas c. Estabeleça a correspondência entre as colunas da esquerda e da direita: 1. ( V ) A compulsoriedade é uma marca registrada da receita tributária. Imunidade do ICMS 8. d. ao ser recepcionado por ela como lei complementar no art. DF e Municípios) d. científica ou técnica. Atos Normativos expedidos por autoridades administrativas b. entre os parênteses. ( F ) Uma das características dos tributos é a de que eles só podem ser pagos em dinheiro. IPVA d. (3) Não se estende à representação patronal. (6) Diz respeito às pequenas glebas rurais. porque ele é específico e divisível. 146. 8. Convênios entre os entes federativos (União. c. Transação 7. o IPTU é um imposto Direto porque em relação a ele o contribuinte suporta sozinho toda a carga tributária. sem possibilidade de transferi-la para outrem. É uma das fontes primárias do Direito Tributário: a. decorrente da aplicação da lei.º 113 do Supremo Tribunal Federal. (2) refere-se à entidade religiosa e não somente à edificação usada para o culto. Isenção (X) c. IR b. Imunidade do ITBI literária. 3. ou seja. Quando o legislador não tem o poder de tributar. ou por normas que lhe sejam hierarquicamente superiores. 10. ( F ) Cabe apenas ao industrial ser o sujeito passivo da tributação do IPI. Taxa. que será exportado. Estados-Membros. assinale “V” ou “F”. Imposto que não se enquadra dentre as exceções do princípio da anterioridade: a. Complete as lacunas: a. Obrigação de não-fazer 6.

( F ) Na bitributação o mesmo poder tributário competente cria um tributo repetido sobre a mesma coisa. a que o sujeito passivo faz jus. Geral Residual 2. Deve guardar uma relação com a capacidade de contribuir (capacidade contributiva) do contribuinte. o valor do imposto independe da capacidade de contribuir do contribuinte. ( V ) As imunidades tributárias. em duas situações. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------AP1 – 2009-2 1. e 2) quando houver previsão da extraterritorialidade. Taxa de Serviço . PROPORCIONAIS – quando o fator percentual. É o inverso. que têm sua cobrança desvinculada de uma determinada atividade estatal. ( F ) Segundo a Constituição Federal. Tácita e determinada LEIA COM ATENÇÃO AS AFIRMATIVAS ABAIXO E. em se tratando de legislação tributária? Sim. correlacione-as com as espécies de taxas. dizem respeito. incide sobre uma base de cálculo variável. no bis in idem. a isenção pressupõe a incidência. A obrigação tributária Principal surge com a ocorrência do fato gerador e tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. O que vem a ser a REPETIÇÃO DO INDÉBITO? É o direito à restituição pelo pagamento. mas a lei dispensa o seu pagamento. é: a. previstas na coluna da direita: ( 1 ) Taxa de Incêndio ( 2 ) Taxa de Publicidade 2. ASSINALE “V” OU “F”: ( F ) A competência para instituir impostos é comum a todos os entes da Federação. ( V ) As taxas e as contribuições de melhoria são tributos relacionados a uma atividade estatal específica. em regra. ( V ) A contribuição social sobre iluminação pública é a única só da competência dos Municípios e do Distrito Federal. Diferencie entre impostos variáveis PROPORCIONAIS. REGRESSIVOS – quando a alíquota se reduz ao elevar-se o valor da base de cálculo. 102 do Código Tributário Nacional. em lei da união. Competência Municipal ( ( ( ( ( ( ( ( ( 3 2 1 2 1 1 3 3 1 ) ITBI ) IPVA ) IR ) ITD ) ITR ) IPI ) IPTU ) ISS ) IOF 10. Expressa e indeterminada b. 2. Tada de Polícia ( 1 ) Taxa Judiciária ( 2 ) Taxa de Inspeção Sanitária ( 2 ) Taxa de Obras ( 1 ) Taxa do Lixo ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------AP1 – 2010-1 1. PROGRESSIVOS – quando a alíquota se eleva ao elevar-se o valor que serve de base de cálculo. de onde se conclui que. em nossa sistemática constitucional. indevido ou maior que o devido. não é devido o tributo porque não chega a surgir a própria obrigação tributária. denominado alíquota. Expressa e determinada (X) d. Na não-incidência. Extraordinária (X) d. Geral Comum b. PROGRESSIVOS e REGRESSIVOS. PREENCHA AS LACUNAS: 1. A competência para instituir impostos. enunciados na coluna da esquerda. porque existe a obrigação. existem dois poderes tributários. Geral Privativa c. um invadindo a esfera de competências do outro. no caso de guerra externa. A alíquota não varia. Tácita e indeterminada c. na isenção o tributo é devido. autoriza. ao contrário dos impostos. temos que tipo de vigência? a. ao contrário. Competência Estadual 3. O art. ENTRE OS PARÊNTESES. É possível a aplicação do princípio da extraterritorialidade. Ela é exclusiva. a extraterritorialidade: 1) quando os convênios celebrados pelos entes federativos reconheçam a extraterritorialidade. não se referindo a outras espécies de tributos. aos impostos. a obrigação tributária Acessória é aquela que objetiva o cumprimento de obrigação tributária diferente da Principal. que fixe normas gerais tributárias. Se a lei estabelece a seguinte regra: “esta lei entra vigor transcorridos 30 dias de sua publicação”.2. CORRELACIONE: Sabendo que as taxas podem ser de dois tipos.

Receita derivada (porque assim são denominados os recursos próprios) d. (invertidos os nomes das alíquotas). Progressivo. Sendo uma obra apenas. V – CORRELACIONE: Estabeleça a correspondência entre as duas colunas abaixo. 81. Passando por necessidades urgentes decorrentes de uma intensa chuva. podemos citar o IMPORTADOR (que promove a entrada do produto estrangeiro no país). R. Os recursos provenientes da arrecadação de tributos são denominados: a. COMUM. Direto. analisando os períodos das leis e combinando-os mutuamente. podemos ter a unidade de medida adotada pela legislação tributária (alíquota ad valorem) ou o preço normal alcançado pelo produto. d) Restritiva ( C ) Através dela. que valorizou um casa que tinha vínculo com a Rua “A” e com a Rua “B”. em face dos critérios estudados. Como sujeito passivo do Imposto de Importação. objetiva-se determinar os fins a que se destina a norma sob interpretação. não correspondendo aos valores e fatos da atualidade. podemos classificá-lo. O poder de tributar pode ser geral e EXTRAORDINÁRIO OU ESPECIAL. Privativa (X) c.: A iniciativa é ilegal. ( F ) Segundo o CTN-114. (art. o intérprete verifica que o legislador disse mais. A competência para instituir contribuições sociais é geral: a. a cobrança deverá ser única. por meio de raciocínio dedutível. Comum b. tendo em vista a sua singularidade. ou similar. ao qual caberá a emissão de nota fiscal de venda ao comprador estrangeiro. do CTN). comente a iniciativa da prefeitura. b) Sistemática ( D ) Através dela. ocorreu apenas um fato gerador que será aquilatado na sua base de cálculo através do requisito custo total e valorização individual. exportação ou reexportação).: Não. múltiplo ou cumulativo e RESIDUAL. a Prefeitura de Cidade Feliz resolve instituir a cobrança de empréstimo compulsório a ser restituído no prazo de cinco anos. c) Teleológica ( A ) Através dela procura-se atingir a perfeita coerência do alcance das expressões constitucionais. ( V ) A exportação INDIRETA ocorre quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal. composto de inúmeras normas. (entrada no território nacional) ( F ) Como base de cálculo do Imposto de Importação. Poderá ser cobrado duas vezes a contribuição de melhoria? R. incide sobre a renda. e Pessoal. em moeda corrente. Receita Originária b. Daí pode-se inferir que o fato gerador do Imposto de Importação é a saída de mercadoria estrangeira na sua origem. ENTRE OS PARÊNTESES. O poder geral se subdivide em PRIVATIVO. Residual LEIA COM ATENÇÃO AS AFIRMATIVAS ABAIXO E. à época da importação (alíquota específica). .1. PREENCHA AS LACUNAS: 1. 2. RESPONDA: O poder público municipal realizou obra de pavimentação. Ingressos 2. para destinatário comprador no Brasil. que inundou a maior parte dos bairros. ASSINALE “V” OU “F”: ( V ) Considerando o IR (Imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza). se obra foi uma. O Fisco poderá cobrar apenas uma vez pela obra realizada. Em face do estudo realizado sobre o assunto. foi mais amplo do que devia. porque somente a União Federal pode instituir este tributo. que devem atuar em harmonia. Receita de Terceiros c. com o fim de exportação. o destinatário indicado por remessa postal internacional e ainda o ADQUIRENTE de mercadoria depositada em entreposto (para venda. Cumulativa d. referentes às diversas espécies de interpretação: a) Lógica ( B ) Através dela o intérprete considera que o texto sob interpretação faz parte de um sistema jurídico. como: Federal. o fato gerador de um tributo é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência.

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