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ESCOLA NACIONAL DE FORMAÇÃO E ESPECIALIZAÇÃO TÉCNICA

CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM

DOCENTE : ESTER CARULINY PEREIRA AGREDA

DISCENTES: ELIANE DE JESUS

LEOMAR ANTONIO HANTT

CONDIÇÕES DE SAÚDE MENTAL

DO

ADOLESCENTE

CAMPO VERDE – MT

2022
SUMARIO:

1.INTRODUÇÃO

2.OBJETIVO

3. FATORES QUE INFLUENCIAM A SAÚDE DO ADOLESCENTE

4.QUAIS AS PRINCIPAIS DOENÇAS

5. SINTOMAS E TRATAMENTOS

6. FATORES DE PROTEÇÃO AO SUICIDA

7. ATIVIDADES INTERATIVAS

8. PAPEL DO TECNICO DE ENFERMAGEM

9. DETECÃO PRECOCE E TRAMENTO

10. CONCLUSÃO

11. REFERENCIAS
CONDIÇÕES DE SAÚDE MENTAL DO ADOLESCENTE
1)Introdução:

A adolescência (10 a 19 anos) é um momento único, que molda as pessoas para a vida adulta.
Enquanto a maioria dos adolescentes tem uma boa saúde mental, múltiplas mudanças físicas,
emocionais e sociais, incluindo a exposição à pobreza, abuso ou violência, podem tornar os
adolescentes vulneráveis a condições de saúde mental.
Promover o bem-estar psicológico e protegê-los de experiências adversas e fatores de risco que
possam afetar seu potencial de prosperar não são apenas fundamentais para seu bem-estar, mas
também para sua saúde física e mental na vida adulta.

O termo SAUDE MENTAL está relacionado à forma como uma pessoa reage às exigências,
desafios e mudanças da vida e ao modo como harmoniza suas ideias e emoções.

Diariamente, vivenciamos uma série de emoções, boas ou ruins, mas que fazem parte da vida.
Ter saúde mental é:

 Estar bem consigo mesmo e com os outros


 Aceitar as exigências da vida
 Saber lidar com as boas emoções e também com aquelas desagradáveis, mas que fazem
parte da vida
 Reconhecer seus limites e buscar ajuda quando necessário.

Sabemos que a adolescência não é uma fase simples, e quem é ou convive de perto com um
jovem sente na pele as suas dificuldades.
São cercados pelas alterações hormonais da puberdade, onde está repleta de mudanças físicas,
psicológicas e sociais.
É comum ver pais de adolescentes reclamando que seus filhos não querem mais fazer
programas em família, passam o dia no quarto, não conversam com eles e explodem por
qualquer razão. Fase complicada.

Entretanto, nem todos os comportamentos dos adolescentes são apenas reflexo da idade. É
necessário um olhar atento para saber distinguir comportamentos mais retraídos e relacionados
à fase da vida de comportamentos de risco, que podem indicar distúrbios da saúde mental e
evoluir para quadros graves de depressão, e até mesmo suicídio.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão é a doença mais frequente na


adolescência, e o suicídio é a principal causa de morte de pessoas que têm entre 15 e 29 anos.
É importante que os responsáveis olhem com atenção redobrada para os jovens: conversar,
ouvir e ficar de olho ajudam.

2) Fatores que influenciam a saúde mental dos jovens


Inúmeros são os fatores que influenciam a saúde mental de um adolescente.
Entre eles: qualidade de vida, relação com seus pares, violência (incluindo pais agressivos e
sofrimento de bullying), violência sexual e problemas socioeconômicos.
Os jovens com maior risco de desenvolver problemas de saúde mental são aqueles que
enfrentam discriminação, exclusão social, ambientes frágeis e com insegurança alimentar,
doenças crônicas, transtorno do espectro autista, dificuldade intelectual, gravidez e/ou
casamento precoce ou forçado. Fazer parte de minorias étnicas, sexuais ou de outros grupos
discriminados também tende a acarretar grande risco de desenvolver transtornos emocionais.
A adolescência é uma fase crucial para o aprendizado, o desenvolvimento e a manutenção de
grande parte dos hábitos sociais e emocionais mais importantes para a estabilidade mental.
Nesse sentido, a adoção de padrões de sono saudáveis, a realização regular de exercício físico
e o desenvolvimento de habilidades que possibilitam o gerenciamento de dificuldades figuram
na lista das ações mais relevantes para uma juventude saudável.

Diante disso, aprender formas de resolução de problemas interpessoais é essencial para


gerenciar emoções e conseguir lidar melhor com as adversidades da vida, sobretudo quanto às
eventuais frustrações que podem ocorrer. Assim, os ambientes como a família, a escola e a
comunidade são vistos como suporte de proteção — ou de risco — no que se refere à
adequação do comportamento dos jovens no âmbito social.

Algumas questões determinantes e que podem elevar as chances de desordens mentais nos mais
jovens.

Vamos ver algumas questões que podem levar um adolescente a sofrer danos mentais :

 desemprego;
 conflitos familiares; 
 desejo de maior autonomia;
 maior exposição ao estresse;
 exploração da identidade sexual;
 falta de qualidade de vida doméstica;
 envolvimento precoce com drogas e álcool;
 pressão para integrar-se a certos grupos ou comportamentos;
 problemas de relacionamento com pais, professores ou colegas; 
 maior acesso, mais disponibilidade de recursos e uso da tecnologia;
 vítimas de bullying ou exposição à violência, incluindo pais agressivos;
 influência da mídia quanto à posição social, aos padrões estéticos e às diferenças de
gênero.

Os adolescentes e os jovens que vivem em ambientes mais frágeis se tornam mais


vulneráveis ao desenvolvimento de transtornos mentais. Doença crônica, transtorno do
espectro autista, deficiência intelectual, gravidez indesejada, pais adolescentes e envolvimento
em casamentos prematuros ou forçados também são considerados como fatores de risco para o
desenvolvimento de doenças de ordem emocional ou mental.
3)QUAIS AS PRINCIPAIS DOENÇAS?

Depressão

Sindrome de burnout

Sindrome do panico

Esquizofrenia

Disturbio de ansiedade

Transtorno bipolar

Transtornos relacionados ao uso de substâncias psicoativas.

Auto mutilação
Suícidio

4) SINTOMAS E TRATAMENTOS

4.1) Depressão

Considerada a número um entre as das doenças psiquiátricas mais incapacitantes do mundo, a


depressão atinge mais de 300 milhões de pessoas. Ou seja, 4% da população global.

O transtorno é caracterizado pelo sentimento de tristeza profunda, intensa e prolongada, sem


causa aparente ou desproporcional ao acontecimento. Além disso, o transtorno também é
reconhecido pelo desinteresse por atividades que antes proporcionavam alegria ou prazer.

O tratamento é realizado com medicamentos prescritos por um psiquiatra e deve ser


complementado com sessões de psicoterapia.

4.2) Síndrome de Burnout

Segundo a International Stress Management Association (Isma), 30% dos 100 milhões de
trabalhadores brasileiros padecem da Síndrome de Burnout. E ela é uma das doenças
psiquiátricas mais incapacitantes da atualidade.

O transtorno mental de caráter depressivo é caracterizado pelo esgotamento físico e mental


intenso diretamente ligados à atuação profissional, que provocam estresse excessivo e sintomas
como nervosismo, tonturas, sofrimento psicológico, dores de cabeça, alterações no apetite, no
sono, necessidade de isolamento social e sentimento de desesperança e fracasso.

O tratamento da Síndrome de Burnout é geralmente coordenado por um psiquiatra, que


costuma recomendar o uso de antidepressivos combinados com sessões de psicoterapia.
4.3) Síndrome do Pânico

Dores no peito, falta de ar, sensação de morte iminente ainda que não haja nenhum tipo de
perigo aparente: assim é a Síndrome do Pânico. A doença afeta mais de 280 milhões de pessoas
no mundo segundo dados da OMS.

A preocupação com que novas crises de medo agudo ocorram a qualquer momento e o pânico
de perder o controle ou enlouquecer costumam causar uma série de transtornos à vida dos
portadores da doença. Isso faz com que deixem de realizar suas atividades cotidianas com
medo de que isso aconteça.

O tratamento para a Síndrome do Pânico dura no mínimo seis meses e é prescrito pelo
psiquiatra. Ele utiliza medicamentos como antidepressivos combinados a terapias
comportamentais orientadas por psicólogos.

4.4) Esquizofrenia

Outro transtorno que figura no rol das doenças psiquiátricas mais incapacitantes do mundo é a
esquizofrenia. A doença dificulta o correto julgamento da realidade e pode provocar
alucinações, delírios e pensamentos desconexos.

O portador do transtorno mental pode enfrentar ainda uma grande dificuldade de interagir com
as pessoas e ir perdendo progressivamente a afetividade. Isso impacta de maneira severa sua
qualidade de vida e sua capacidade social e profissional.

A esquizofrenia atinge cerca de 1% da população mundial e exige tratamento por toda a vida. O
psiquiatra geralmente prescreve antipsicóticos e outros medicamentos coadjuvantes e
recomenda sessões de psicoterapia comportamental para reintegração à sociedade. Em casos
mais graves, pode ser recomendada a internação do portador da doença.

4.5) Distúrbio de ansiedade generalizado

Ele é caracterizado pelo nervosismo e preocupação intensa, duradoura e desproporcional com


assuntos ou situações antecipadas.
O distúrbio de ansiedade generalizado se diferencia dos episódios de ansiedade — emoção
normal diante de um fato novo, como o início em um novo trabalho ou a expectativa de uma
viagem, por exemplo. E por serem incontroláveis, se manifestam também diante de situações
simples e por período superior a 6 meses, atrapalhando inclusive a realização de atividades
diárias.

O tratamento do transtorno é realizado geralmente com o uso de medicamentos ansiolíticos


acompanhado de sessões de psicoterapia, que ajudam a aliviar o quadro de disfunção.

4.6) Transtorno bipolar

O transtorno bipolar é uma doença psiquiátrica caracterizada principalmente pelas oscilações


constantes de humor, com alternância entre períodos de euforia ou mania com outros de
depressão.
Essas alternâncias podem acontecer de maneira rápida, lenta, com maior ou menor frequência,.
Isso torna impossível determinar um padrão que atenda a todos os portadores do distúrbio.

Nos períodos de mania, há uma exaltação de humor e aumento de energia sem qualquer relação
com acontecimentos ou ações.

Além do humor eufórico, o portador do transtorno bipolar pode irritar-se facilmente nessa fase,
apresentando ainda explosões de raiva ou fúria, agitação, impulsividade, desatenção e obsessão
com determinados assuntos.

Já o período depressivo é caracterizado por uma lentidão de pensamento e motora, alterações


no sono e apetite, humor deprimido, falta de iniciativa ou de prazer com atividades das quais
antes parecia gostar.

O diagnóstico costuma demorar a acontecer, já que geralmente o portador de transtorno bipolar


acredita estar saudável. Em casos mais graves, o tratamento pode envolver hospitalização, e
normalmente é realizado com medicamentos para controle de humor e terapia comportamental.

4.7) Transtornos relacionados ao uso de substâncias psicoativas

Por fim, os transtornos relacionados ao uso de substâncias psicoativas, como álcool e drogas,
também figuram como uma das doenças psiquiátricas mais incapacitantes do mundo.

Nesse grupo, enquadram-se todos os distúrbios que têm gravidade, características e sintomas
variados,  mas guardam em comum o fato de serem atribuídos à utilização de uma ou mais
substância psicoativa, seja ela legal ou ilegal.

O tratamento desse tipo de transtorno vai depender da gravidade e do tipo da substância que
provocou o problema, mas geralmente envolve o uso de medicamentos e terapia. Em casos
graves, o paciente pode ser  internado em uma clínica especializada para garantir o afastamento
da substância que provoca a compulsão.

4.8) Automutilação

A automutilação é uma prática de agredir o próprio corpo, que pode acontecer de diferentes
formas. A mais comum é fazer pequenos cortes na pele, mas a pessoa também pode se bater, se
queimar com cigarro, arrancar os cabelos, se furar com agulhas ou praticar qualquer outra
autolesão. “Os ferimentos costumam ser feitos em lugares que podem ser escondidos, como
braço, perna e barriga. Os adolescentes tentam escondê-los com pulseirinhas, deixam de usar
shorts e passam a usar mais mangas longas”.

A automutilação é reflexo de uma incapacidade de lidar com seus próprios sentimentos, como
angústias, medos, tristeza e conflitos. Os adolescentes veem nessa prática a saída mais rápida
para aliviar esse intenso sofrimento. É uma troca da dor emocional pela dor física. O ato
também pode ter relação com se punir por alguma atitude, raiva ou com a autoestima baixa. Em
algumas situações, pode estar associado à depressão.

O tratamento geralmente envolve terapia individual (e, às vezes, de grupo) , também é


necessário o acompanhamento com um profissional qualificado, psiquiátrico e medicação
adequada. A terapia foca em ensinar os adolescentes a estarem mais cientes das emoções, a
aceitar emoções negativas como parte de vida, a desenvolver maneiras mais adequadas de
responder ao estresse e a resistir ao desejo de se comportar de maneira autodestrutiva.
Nos últimos tempos houve um crescimento no número de atendimentos a jovens que praticam
automutilação, especialmente entre meninas de 13 a 17 anos. É consenso entre os profissionais
da área que a automutilação é uma forma de lidar com problemas, por desviar
momentaneamente a atenção da dor emocional para a física. Esse comportamento tende a se
repetir sempre que o jovem sente necessidade de fugir das ansiedades.
O uso constante de roupas que cobrem a maior parte do corpo, em especial braços e pulsos –
mesmo no calor – pode ser sinal de que o adolescente está se mutilando.

4.9) SUICIDIO
Suicídio é o ato de causar a própria morte de forma intencional.
A palavra suicídio é difícil de se pronunciar, pelo fato de carregar peso, dor e uma pergunta
que parece não ter resposta: por quê? 
Quanto ao perfil emocional da pessoa suicida segundo os estudos, foi relacionado um perfil de
pessoas com depressão, ansiedade, melancolismo, com baixo autoestima, sentindo-se
desamparados, e com desesperança em relação a vida.
Enfrentar a morte abrupta de uma pessoa não é algo que o ser humano tenha recursos fáceis
para lidar. E enfrentar a morte de um adolescente no exato momento em que a vida pulsa com
tanto vigor e afinco, chega a ser inaceitável.
Não existe uma resposta fechada para a pergunta que dá título a esta matéria, mas o assunto é
tão sério e requer tamanho cuidado e atenção que ela precisa ser entonada.
5) Fatores de proteção ao suicida:

Alta conexão com a escola: estar próximo de um ambiente educativo saudável


e manter boas relações com professores e colegas confere segurança.
Sono adequado: não menospreze a cama.
Dormir bem ajuda a regular o funcionamento dos neurônios, afastando desordens psíquicas.

Sinais de alerta para o comportamento suicida


•Preocupação com sua própria morte ou falta de esperança;
•Expressão de ideias ou de intenções suicidas;
•Diminuição ou ausência de autocuidado;
•Mudanças na alimentação e/ ou hábitos de sono;
•Uso abusivo de drogas/álcool;
•Alterações nos níveis de atividade ou de humor;
•Crescente isolamento de amigos/família;
•Diminuição do rendimento escolar;
•Autoagressão:
*Mudanças no vestuário para cobrir partes do corpo, por exemplo, vestindo blusas de manga
comprida;
* Relutância em participar de atividades físicas anteriormente apreciadas, particularmente
aquelas que envolvem o uso de shorts ou roupas de banho, por exemplo.
6)ATIVIDADES INTERATIVAS PARA AJUDAR ADOLESCENTES COM
PROBLEMAS NA SAUDE MENTAL:

• A prevenção começa com uma melhor compreensão;

• A prevenção começa com o conhecimento e compreensão dos primeiros sinais e


sintomas de alerta da doença mental.

• Pais, professores e comunidades terapeuticas podem ajudar a construir habilidades


para a vida dos adolescentes.

• Atividades físicas; caminhadas junto a natureza; praticas lazer;

• Exercícios preventivos;

• Brincadeiras e jogos;

• Interação social; relacionamento saudável,

• Momento dedicados ás pessoas queridas;

• Boa alimentação;

• Priorize o sono;

• Desenvolva a fé; terapia , meditação,


7)PAPEL DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM NA SAÚDE MENTAL DE
ADOLESCENTES:

O enfermeiro tem uma atuação muito importante no restabelecimento da saúde mental de um


paciente, em parceria com a equipe médica, desde o momento da internação, sendo uma peça
fundamental no tratamento do paciente psiquiátrico. Por isso, características como zelo e
tolerância são esperadas no profissional.
A enfermagem é a ciência do cuidar. O papel da enfermagem é essencial, afinal a enfermagem
está presente durante todo o tratamento de pacientes hospitalizados, acolhendo, orientando e
cuidando, sendo o elo entre a comunicação dentro da equipe multidisciplinar”.

A comunicação mostra-se como extraordinário instrumento de alicerce das relações entre


profissionais e pacientes. O interesse em manter uma equipe interdisciplinar é de garantir
cuidado otimizado ao paciente.
Conhecer as pessoas que fazem parte da equipe é importante para definir papéis,
responsabilidades e ganhar com esta experiência e alcançar o mesmo objetivo nas tomadas de
decisões. A razão do trabalho da enfermagem nesse novo modelo é o cuidado terapêutico,
vislumbrando uma assistência segura, integral e de qualidade. Espera-se que o profissional de
enfermagem em saúde mental seja empático, autêntico, criativo e com capacidade de inovar nas
práticas do cuidar.

O objetivo da enfermagem nos centros de atenção psicossocial deve ser a promoção de ações
terapêuticas voltadas para identificar e auxiliar na recuperação do paciente em sofrimento
psíquico, visando à reabilitação de suas capacidades físicas e mentais, respeitando suas
limitações e os seus direitos de cidadania.

A enfermagem tem que se permitir uma nova proposta, o paciente em sofrimento psíquico
apresenta-se ansioso, inseguro de seu destino, desconfortável emocionalmente e com uma
vivência na maioria das vezes permeada de solidão e desamparo, acompanhado por tratamentos
invasivos, agressivos e até mesmo dolorosos.
O profissional deve estar aberto e disponível a essas situações novas, exigindo a criação de um
novo modo de agir e pensar.
8)Detecção precoce e tratamento
É crucial atender às necessidades de adolescentes com condições de saúde mental definidas.
Evitar a institucionalização e a medicalização excessiva, priorizar abordagens não
farmacológicas e respeitar os direitos das crianças, de acordo com a Convenção das Nações
Unidas sobre os Direitos da Criança e outros instrumentos de direitos humanos, são
fundamentais para os adolescentes.
Intervenções para adolescentes devem considerar:

 A importância da detecção precoce e fornecimento de intervenções baseadas em


evidências para transtornos mentais e uso de substâncias. Intervenções diagnósticas –
aquelas, por exemplo, que visam múltiplos problemas de saúde mental.
 Serviços prestados por equipe supervisionada e treinada para o manejo de necessidades
específicas de adolescentes.
 Engajar e capacitar cuidadores, quando apropriado, e explorar as preferências dos
adolescentes.
 Métodos de autoajuda, incluindo intervenções eletrônicas de saúde mental. Devido ao
estigma ou à viabilidade de acesso aos serviços, a auto-ajuda não guiada pode ser
adequada para adolescentes.

A medicação psicotrópica deve ser usada com grande cautela e só deve ser oferecida a
adolescentes com condições de saúde mental moderada a grave, quando as intervenções
psicossociais se mostrarem ineficazes e quando clinicamente indicado e com consentimento
informado. Os tratamentos devem ser realizados sob a supervisão de um especialista e com
acompanhamento clínico rigoroso de potenciais efeitos adversos.
9)Conclusão
Os jovens são muito mais vulneráveis aos sofrimentos de ordem psíquica e emocional. Por
conseguinte, eles se tornam mais susceptíveis ao desenvolvimento de diferentes transtornos
mentais. Nessa etapa da vida, as influências sociais, midiáticas e culturais geram muita
expectativa e insegurança nesse grupo em relação ao futuro. 

Além disso, muitos adolescentes e jovens são submetidos a decisões importantes que precisam
ser tomadas cada vez mais cedo. Porém, como eles ainda não apresentam habilidades bem
desenvolvidas nesse campo e nem experiência compatível com a pressão exercida sobre eles,
tais situações resultam em frustrações que podem perdurar por toda a vida. 

Logo, a busca de alternativas para atenuar os impactos desses transtornos sobre a


juventude é de inteira responsabilidade dos seus pais. É preciso, pois, contar com um
suporte profissional de uma equipe especializada em reabilitação da saúde mental. Esse é o
caminho mais seguro para amenizar o efeito das doenças mentais na vida dos adolescentes e
dos jovens e resgatar o seu bem-estar e a sua qualidade de vida.

10 ) REFERENCIAS
https://hospitalsantamonica.com.br/quais-sao-os-principais-perigos-a-saude-mental-dos-jovens-
na-atualidade/
https://www.safernet.org.br/site/themes/sn/sid2017/resources/
AF_cartilha_adolescentes_18_09.pdf
https://helpline.org.br/indicadores/pt/
https://www.cvv.org.br
Suicídio – Wikipédia, a enciclopédia livre

https://saude.abril.com.br › mente-saudável › um-roteiro-.

https://revistas.unisuam.edu.br › article › downloadm, automutilação

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