Você está na página 1de 71

Educação Alimentar, Políticas

Públicas e Programas de
Alimentação

Prof. MsC. Elias José Oliveira Von Dolinger


Políticas Públicas

Políticas Públicas
As políticas públicas são um conjunto de
programas de ação governamental visando
As políticas públicas são um conjunto de
coordenar os meios à disposição do Estado e as
programas de ação governamental visando
atividades privadas para a realização de
coordenar os meios à disposição do Estado e
objetivos socialmente relevantes e politicamente
as atividades privadas para a realização de
determinados (Bucci, 2002).
objetivos socialmente relevantes e
politicamente determinados (Bucci, 2002).
EDUCAÇÃO ALIMENTAR E
NUTRICIONAL
Promover a educação alimentar e nutricional
visando à alimentação adequada e saudável
no sentido de prazer cotidiano, de modo a
estimular a autonomia do indivíduo e a
mobilização social, valorizar e respeitar as
especificidades culturais e regionais dos
diferentes grupos sociais e etnias na
perspectiva da SAN e da
(Segurança Alimentar e Nutricional)

garantia do DHAA .
(Direitos humanos da Alimentação Adequada)
Ministério de Desenvolvimento
Social e Combate à Fome - MDS
Secretaria Nacional de Segurança
Alimentar e Nutricional / SESAN

Departamento de Apoio a
Projetos Especiais / DAPE

Coordenação Geral de Educação


Alimentar e Nutricional / CGEAN
Política Social de Alimentação e
Nutrição

Todas as ações estatais voltadas para a produção,


comercialização, abastecimento e consumo de
alimentos para determinados segmentos sociais. Ou
seja, ações, programas e serviços implementados pelo
Estado e destinados à questão da alimentação e
nutrição dos chamados grupos sociais e biologicamente
vulneráveis à desnutrição.
Políticas de Saúde e de SAN
Política
Social de Alimentação
e Nutrição

Política Nacional de Sistema de Segurança


Alimentação e Nutrição Alimentar e Nutricional

TRAN SVE R SALI DAD E

INTRASETORIALIDADE INTERSETORIALIDADE
Lei Orgânica de SAN

A LOSAN (Lei n.º11.346), promulgada em 15 de setembro


de 2006, é o marco legal que baliza as ações do MDS. Na
LOSAN a alimentação adequada é garantida como “um
direito fundamental do ser humano, inerente à dignidade
da pessoa humana e indispensável à realização dos
direitos consagrados na Constituição Federal.”
Lei Orgânica de SAN

A LOSAN conceitua a Segurança Alimentar e Nutricional como sendo a


“realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos
de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras
necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras
de saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental,
cultural, econômica e socialmente sustentáveis”.

Fonte: II Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, 2004; art. 3 o da Lei de Segurança Alimentar
e Nutricional
Direito Humano à
Alimentação Adequada
“O direito à alimentação adequada realiza-se quando cada
homem, mulher e criança, sozinho ou em companhia de
outros, tem acesso físico e econômico, ininterruptamente, à
alimentação adequada ou aos meios para sua obtenção. O
direito à alimentação adequada não deverá, portanto, ser
interpretado em um sentido estrito ou restritivo, que o
equaciona em termos de um pacote mínimo de calorias,
proteínas e outros nutrientes específicos”.
Fonte: Comentário Geral número 12 ao direito humano à alimentação. Comitê de Direitos Econômicos, Sociais e
Culturais do Alto Comissariado de Direitos Humanos/ONU - 1999.
Primeiras iniciativas (a partir de 1940)

Ações do Saps
Radicalizou-se no Rio de Janeiro (1945),

Seis restaurantes populares e fiscalizava 42,

Distribuía refeições quentes em caminhões térmicos a mais de 50 firmas

Oferecia um programa de desjejum escolar com refeições à base de leite,


frutas e pão, somando 450 cal.
Primeiras iniciativas (a partir de 1940)
-1942, criação da Coordenação da Mobilização Econômica – CME, incluía um
Serviço Técnico de Alimentação Nacional,

-orientar a produção agrícola e industrial de alimentos e racionalizar a


produção agropecuária e a comercialização.

-1945, criação Comissão Nacional de Alimentação (CNA),


- definir a política nacional de alimentação, estudar o estado de nutrição
e os hábitos alimentares da população,

-1946, criação do Instituto Nacional de Nutrição (INN) dividida em quatro seções:


-pesquisa biológica,
-pesquisa social,
-educação alimentar
- patologia clínica.
Primeiras iniciativas (a partir de 1940)
- 1952, foi elaborado o plano Conjuntura Alimentar e Problemas de Nutrição no
Brasil
inquéritos nutricionais,
expansão da merenda escolar,
assistência alimentar a adolescentes,
programas regionais, enriquecimento de alimentos básicos,
apoio à indústria de alimentos.

Sobreviveu apenas a campanha da merenda escolar, sob o controle do


Ministério
da Educação a partir de 1955.

1968 - Fundo Internacional do Socorro à Infância

registro uma cobertura de 9,5 milhões de crianças correspondente a


75% das matrículas no ensino fundamental (merenda escolar) – 50.000 t de
alimentos (50% eram doados através de World Food Program e Food for
Development.
Primeiras iniciativas (a partir de 1940)
A quantidade de alimento recebida entre 1950 e 1970,
programas de atenção materno-infantil,
assistência ao trabalhador
organizações religiosas.

Usaid (United States Agency for International Development) foram feitas


tentativas para introduzir ou desenvolver localmente produtos alimentares.

Programa visava a educação nutricional e a produção de alimentos a domicílio e


nas escolas

Estudo do Consumo Alimentar,


Fundação Getúlio Vargas (1961-1963),
altos índices de desnutrição rural e urbana,
com déficit calórico
protéico acompanhado de anemia e,
ao menos em algumas regiões do Nordeste, hipovitaminose A.
Ministério da Saúde, em 1955,
identificava o bócio endêmico problema de saúde pública.
Pronan e Inan (1972-1989)

- 1972, a criação do Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição (Inan) vinculada


ao Ministério da Saúde :

assistir o governo na formulação da política nacional de alimentação e


nutrição;

propor o Programa Nacional de Alimentação e Nutrição (Pronan),

promover e fiscalizar a sua execução e avaliar os resultados;

estimular pesquisa científica de apoio

O Pronan I - alvo:
as gestantes,
nutrizes e crianças até sete anos na população de baixa renda
os escolares de sete a 14 anos.

Teve sua execução prejudicada por dificuldades administrativas.


Pronan e Inan (1972-1989)
O Pronan II (1976-1979)
o primeiro modelo de uma política nacional
suplementação alimentar,
amparo ao pequeno produtor rural,
combate às carências específicas,
alimentação do trabalhador,
apoio à realização de pesquisas e capacitação de recursos humanos

Merenda Escolar - Programa Nacional de Alimentação Escolar,

Programas que integraram o Pronan - INAN


Nutrição em Saúde,
Abastecimento de Alimentos em Áreas de Baixa Renda,
Racionalização da Produção de Alimentos Básicos,
Incentivo ao Aleitamento Materno,
Combate às Carências Nutricionais Específicas
Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional.

Ministérios
Complementação Alimentar,
Alimentação do Trabalhador,
Alimentação Escolar e dos Irmãos do Escolar,
Leite para Crianças Carentes e
Programa de Alimentação Popular.
Programa Nutrição Brasil (PNB)
Tornar apto e a planejar e conduzir uma política eficaz de combate à
desnutrição,
- testar e comparar redes de prestação de serviços como
canais para programas de alimentação e nutrição;
- desenvolver alimentos de baixo custo e alto valor nutricional;
- desenvolver a capacidade de planejamento, gestão,
acompanhamento e avaliação em políticas de alimentação e nutrição;
- formar um quadro interdisciplinar de técnicos e
pesquisadores
em políticas de alimentos e nutrição.

Três redes de serviços:


Emater (Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão
Rural),
Pramense (extensão agrícola, saúde e nutrição para pequenos
produtores, em área rural de Sergipe (Pramense);
Proape(a rede escolar, combinando estimulação social e
suplementação alimentar do pré-escolar com educação materna, em Recife.
O Programa de Nutrição em Saúde
Distribuir alimentos básicos - arroz, açúcar, feijão, fubá, farinha de
mandioca e leite em pó - a gestantes, nutrizes e crianças de seis meses a
sete anos, em famílias de baixa renda, com prioridade para as regiões mais
pobres e suprindo 45% das necessidades diárias.

Programa de Alimentos Básicos em Áreas de Baixa Renda (Proab) –


fortalecimento da agricultura local

Programa de Racionalização da Produção de Alimentos Básicos (Procab) –


assegurar a comercialição de alimentos a preço mínimo

Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno (Pniam) Iniciado


em 1981 com apoio da Unicef
Programa de Combate às Carências Nutricionais
Específicas (Pccne) - 1975
Prevenção e tratamento do bócio endêmico, hipovitaminose A, anemia ferropriva
e cárie dental.

Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan)

Basea-se em um elenco de indicadores biológicos, socioeconómicos e


demográficos.

ESF – PBF

Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae)

e Programa de Alimentação dos Irmãos dos Escolares (Paie)


Programa de Complementação Alimentar (PCA)
Legião Brasileira de Assistência (LBA),

O PCA distribuía, através de clubes, igrejas e outras organizações


comunitárias,
três alimentos formulados, suprindo 20% a 30% das necessidades
individuais
diárias em energia e proteínas.

Foi incluído um componente de saúde (peso da criança e instruções à mãe


sobre aleitamento, infecções, diarréia e uso de mistura salina).

Programas de Alimentação do Trabalhador (PAT)

O PAT foi iniciado pelo Ministério do Trabalho em 1977 e ofereceu refeições


grandes (1.400 cal) e pequenas (300 cal) a trabalhadores de baixa renda, a
preços de até 20% do custo. (Cestas Básicas)
Programa Nacional do Leite para as
Crianças Carentes (Pnlcc)
Este programa, instituído em 1985 pela Presidência da República através da
Secretaria Especial de Ação Comunitária

distribuir um litro de leite por dia e por criança menor de sete anos, a
famílias com renda de até dois salários mínimos

Programa de Alimentação Popular (PAP)

Ministério da Agricultura, propunha-se a vender alimentos a preços


baixos à população urbana com renda familiar inferior a 2,5 salários mínimos,
sendo interrompido em 1989
Período atual (a partir de 1990)
-1993, criado o Conselho de Segurança Alimentar (Consea),
- elaborou o Plano de Combate à Fome e à Miséria,
combate à desnutrição materno-infantil;
descentralização do Programa Nacional de Alimentação Escolar;
revisão do Programa de Alimentação do Trabalhador;
uso dos estoques públicos em programas emergenciais.

O combate à desnutrição materna e infantil


Programa de Atendimento aos Desnutridos e às Gestantes - Leite é Saúde,
tendo como usuários crianças desnutridas de seis a 24 meses, seus irmãos (até
dois), de dois a quatro anos (contactos) e gestantes em risco nutricional.

As crianças desnutridas devem receber, por dia, um litro de leite ou 120 g de leite
em pó e 24 ml de óleo vegetal, suprindo 820 cal e 36 g de proteína.

Os contactos e as gestantes recebiam meio litro de leite.


O Fome Zero promove a segurança alimentar e nutricional, a garantia do direito humano à
alimentação adequada e o respeito à Soberania Alimentar

O Fome Zero contribui para a inclusão social e erradicação da extrema pobreza


Eixo 1- Ampliação do acesso aos alimentos
a) Transferência de renda
• Bolsa Família:
b) Programas de Alimentação e Nutrição
• Alimentação escolar:
• Pré-escola:
• Ensino fundamental:
• Escolas de comunidades indígenas e quilombolas:
• Sistemas públicos locais de segurança alimentar e nutricional
• Restaurantes populares:
• cesso à água: Cisternas: j
• Prevenção e controle das carências nutricionais ( Suplementação de Ferro e Vitamina
A)
• SISVAN
• Alimentação para Populações Tradicionais e Grupos Vulneráveis

c) Acesso à informação sobre Nutrição e Alimentação Saudável

d) Incentivos Fiscais : Alimentação do Trabalhador (PAT) e Desoneração da cesta básica de


alimentos
Eixo 2 - Fortalecimento da Agricultura Familiar
• Pronaf:
• na safra 2004-2005:
• 1,69 milhão de operações de agricultores familiares financiadas, totalizando R$
6,1 bilhões

• Seguro da Agricultura Familiar:


• Garantia-Safra:

• Programa de aquisição de alimentos da agricultura familiar (PAA)


• Desde 2003:
• 120 mil agricultores familiares beneficiados
• 4,7 milhões de pessoas atendidas
• R$ 425 milhões investidos
• Programa do Leite
Eixo 3 – Promoção de processos de geração de renda
• Qualificação social e profissional
– 142,3 mil trabalhadores qualificados

• Economia solidária e inclusão produtiva


- Organização produtiva de comunidades pobres
- Desenvolvimento de cooperativas de catadores
- Microcrédito produtivo orientado

• 27 fóruns estaduais de economia solidária e 22 mil empreendimentos mapeados


• 3,9 milhões de contas simplificadas abertas (isentas de tarifa e sem exigência de
comprovante de renda e de endereço)
Eixo 4 - Articulação e mobilização
- Casa das Famílias ( PROGRAMA DE ATENDIMENTO INTEGRAL À FAMÍLIA – PAIF)
- 1006 unidades em funcionamento, atendendo 265 mil famílias (cerca de 1 milhão de pessoas),
em 734 municípios
- 38 atendem comunidades quilombolas e 59 povos indígenas.
- Aumento de 121% na cobertura em relação a 2003 e de 101% no número de municípios
atendidos.
- Em 2005 serão implantadas mais 700 unidades

- Mobilização social e educação cidadã


- Capacitação de 1000 mobilizadores em educação alimentar e nutricional em 7 capitais
- Mutirões e doações
- 13,8 milhões de doações
- Parcerias com empresas e entidades
- Mais de 100 ONGs parceiras no combate à fome e na educação cidadã
- 102 parceiros do Fome Zero credenciados e 39 com ações estruturantes de geração de trabalho e
renda
- Capacitação de agentes públicos e sociais
- Controle social – Conselhos da área social (CONSEA,CNAS, CNSA, CAE etc)
Aspectos inovadores do Fome Zero
• Grau de prioridade dado ao combate à extrema pobreza e à fome na agenda
nacional e internacional

• Coordenação e integração dos ministérios na concepção, planejamento,


implementação e monitoramento das ações visando ampliar a inclusão social e a
cidadania

•Articulação entre ações estruturantes e emancipatórias e medidas emergenciais

•Participação e controle da sociedade no processo

•Foco nas famílias e atenção para a questão da territorialidade


Aspectos inovadores do Fome Zero: INTEGRAÇÃO

MDS MS MEC MTE MAPA MDA

Bolsa Família

Alimentação Escolar

PAT (Programa de Alimentação do


Trabalhador)
Inclusão Produtiva/Economia Solidária

Estímulo à Agricultura Familiar (PAA)

Estímulo a Produção de Alimentos


Básicos
Educação Alimentar e Nutricional

Vigilância Alimentar e Nutricional

Prevenção e Combate à Carências


Nutricionais
Alimentação de Grupos Específicos
Aspectos inovadores do Fome Zero
Desenvolvimento com Inclusão Social: emergêncial (garantia de direitos)
estrutural (transformação da realidade)

Transversalidade e Intersetorialidade: Foco nas famílias e nos municípios

Trabalho

Abastecimento
Educação
Alimentar

FOME ZERO
Desenvolvimento Agricultura
Social Familiar

Desenvolvimento
Saúde
Agrário
Aspectos inovadores do Fome Zero:
Transversalidade e Intersetorialidade das ações

Bolsa Família Renda e Cidadania


FAMÍLIA

Melhoria
Alimentar
Casa das
Criança Famílias Idoso
Educação cidadã

Alimentação
Alimentação
Gestante e Nutriz criança e do Idoso
Escolar
adolescente
Educação
Alimentar Suplementação
Alimentar PETI
SISVAN

FOME ZERO
PolíticaDireito
Social Humano à
de Alimentação e
Alimentação Adequada
Nutrição “A fome é, na
realidade, a
maior arma de
“O direito à alimentação adequada
Guaribas/2003
realiza-se quando cada
destruição de
Todas mulher
homem, as ações estataissozinho
e criança, voltadasoupara em a massa”
produção,de
companhia
comercialização,
outros, tem acesso físico abastecimento
e econômico, eininterruptamente,
consumo de à
alimentos adequada
alimentação para determinados
ou aos meios segmentos
para sua(Presidente
sociais. Ou O
obtenção.
seja,à ações,
direito programas
alimentação e serviços
adequada deverá,Lula,
não implementados ONU,
peloser
portanto,
Estado e em
interpretado destinados
um sentidoà questão 2003)quee o
da restritivo,
estrito ou alimentação
nutrição em
equaciona dos termos
chamados de grupos sociaismínimo
um pacote e biologicamente
de calorias,
vulneráveis
proteínas à desnutrição.
e outros nutrientes específicos”.
Fonte: Comentário Geral número 12 ao direito humano à alimentação. Comitê de Direitos Econômicos, Sociais e
Culturais do Alto Comissariado de Direitos Humanos/ONU - 1999.

Guaribas/2004
Conheça a seguir as ações, serviços e programas da Segurança Alimentar e
Nutricional:

Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA)


Programa do Leite (Leite Fome Zero)
Programa Restaurantes Populares
Programa Bancos de Alimentos
Programa Cozinhas Comunitárias
Centros de Apoio a Agricultura Urbana e Periurbana e Sistemas Coletivos de
Produção para Autoconsumo
Feiras Populares
Consórcio de Segurança Alimentar e Desenvolvimento Local (CONSAD)
Unidades de Beneficiamento e Processamento Familiar Agroalimentar
Educação Alimentar e Nutricional
Distribuição de Cestas e Grupos Específicos
Programa Cisternas
O Ministério da Saúde/OPAS e a Sociedade Brasileira de Pediatria
estabeleceram, para crianças menores de dois anos, dez passos para a
alimentação saudável.
Passo 1. Dar somente leite materno até os seis meses.

Passo 2. A partir dos seis meses, introduzir de forma lenta e gradual outros alimentos,

Passo 3. Após os seis meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes,
leguminosas, frutas, legumes), três vezes ao dia,

Passo 4. A alimentação complementar deverá ser oferecida sem rigidez de horários,

Passo 5. A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida com colher;
começar com consistência pastosa (papas/purês) e, gradativamente, aumentar a consistência
até chegar à alimentação da família.

Passo 6. Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia.

Passo 7. Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições.

Passo 8. Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e usar sal com
moderação.

Passo 9. Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos;

Passo 10. Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua


alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.
Promoção da
Alimentação Saudável
e Proteção à Saúde no
Brasil - ANVISA
Saúde em Transição

• Transição epidemiológica - Redução das doenças


infecciosas, aumento das doenças crônicas não
transmissíveis e violências. Aumento da carga de
doenças.
• Transição demográfica – Redução das taxas de
mortalidade, aumento da expectativa de vida e
diminuição da taxa de fecundidade. Aumento da
população idosa.
• Transição nutricional – Redução da desnutrição e
aumento da obesidade, prevalência de excesso de
peso cerca de 40%.
Transição Demográfica Transição Transição
Epidemiológica Nutricional

Alta Fertilidade/ Alta prevalência


Alta prevalência de doenças infecciosas
Mortalidade de desnutrição

Redução da Mortalidade, Redução de problemas


Redução da Fome
mudanças na estrutura de idade relacionados à pobreza

Foco no planejamento familiar, Foco na prevenção da


controle de doenças infecciosas fome/desnutrição

Fertilidade reduzida Predominância Predominância de DCNT


Envelhecimento de DCNT relacionadas à alimentação/dieta

Foco: envelhecimento Foco: políticas regula tórias


saudável mudanças comportamentais
atenção à saúde
Source: Popkin, Barry M. ( 2002) Public Health Nutrition 5:93-103.
Cenário Brasileiro

100%
Mortalidade
90%
Proporcional (%)
80%
nas capitais:
70%
60%
• D. Infecciosas e
50%
Parasitárias:
40%
46% em30%
1930,
5% em20%2003
10%
• D. cardiovasculares:
0%
1930
12% em 1930, 1940 1950 1960 1970 1980 1985 1990 1995 2000 2003

31% em 2003
Infecciosas e parasitárias Neoplasias Causas externas
Aparelho circulatório Outras doenças

* Até 1970, os dados referem-se apenas às capitais

Fonte Barbosa da Silva e cols. In: Rouquairol & Almeida Filho: Epidemiologia & Saúde, 2003 pp. 293.
Mortalidade por diferentes tipos de
doença no Brasil

Causas de morte 1979 (%) 1998 (%) 2003 (%)


Doenças de deficiência nutricional 3,1 1,2 0,7
Doenças infecciosas 17,4 9,1 4,6
Doenças crônicas 34,4 42,5 48,3
Causas externas 9,2 12,7 12,6
Outras causas 35,9 34,5 33,7
Total 100 100 100
Fonte: Ministério da Saúde/SVS/DASIS. Sistema de Informação sobre Mortalidade – SIM (adaptada)
Mortalidade proporcional segundo causas e
sexo. Brasil 2001

Causas Sexo masculino Sexo feminino Brasil


Doenças infecciosas 5,6 5,2 5,5
Neoplasias 14 17,1 15,3
Aparelho circulatório 28,9 36,7 32,1
Aparelho respiratório 10,4 11,9 11
Afecções perinatais 3,7 4,1 3,9
Causas externas 20,9 5,4 14,5
Outras causas definidas 16,5 19,6 17,8
Total 100 100 100
Fonte: Ministério da Saúde/SVS/DASIS.

As DCNT representam mais de 60 % dos gastos do SUS


ESTADO NUTRICIONAL DE
CRIANÇAS NO BRASIL

Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003 (IBGE)


DÉFICIT DE PESO/ IDADE
De 0 a 4 anos De 5 a 9 anos

Percentual:

Déficit de P/I entre crianças no Brasil


De 0 a 4 anos: 4,6% De 5 a 9 anos: 2,0%

* prevalências ajustadas
TENDÊNCIA SECULAR DO ESTADO
NUTRICIONAL DE CRIANÇAS
Evolução da prevalência de déficit de peso-para-idade nas
crianças menores de 5 anos, segundo Grandes Regiões:

25

20
1974-75
15
1989
%
10 1996
2002-03
5

0
Norte* Nordeste Sudeste Sul Centro-
Oeste
* Norte urbana
ESTADO NUTRICIONAL DE
ADOLESCENTES NO BRASIL

Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003 (IBGE)


DÉFICIT DE IMC PARA IDADE
Sexo Masculino Sexo Feminino

Percentual:

Déficit de IMC entre adolescentes no Brasil


Meninos: 2,8% Meninas: 4,6%
EXCESSO DE PESO
Sexo Masculino Sexo Feminino

Percentual:

Excesso de peso entre adolescentes no Brasil


Meninos: 17,9% Meninas: 15,4%
OBESIDADE
Sexo Masculino Sexo Feminino

Percentual:

Obesidade entre adolescentes no Brasil


Meninos: 1,8% Meninas: 2,9%
ESTADO NUTRICIONAL DA
POPULAÇÃO ADULTA BRASILEIRA

Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003 (IBGE)


DÉFICIT DE PESO
Homens Mulheres

Percentual:

Déficit de peso entre adultos no Brasil


Homens: 2,8% Mulheres: 5,2%
EXCESSO DE PESO
Homens Mulheres

Percentual:

Excesso de peso entre adultos no Brasil


Homens: 41,1% Mulheres: 40,0%
OBESIDADE
Homens Mulheres

Percentual:

Obesidade entre adultos no Brasil


Homens: 8,9% Mulheres: 13,1%
TENDÊNCIA SECULAR DO ESTADO
NUTRICIONAL DE ADULTOS
Evolução de indicadores antropométricos para adultos:
SEXO MASCULINO

50

40

30 1974-75
% 1989
20
2002-03
10

0
Déficit de peso Excesso de peso Obesidade
TENDÊNCIA SECULAR DO ESTADO
NUTRICIONAL DE ADULTOS
Evolução de indicadores antropométricos para adultos:
SEXO FEMININO

50
40

30
1974-75
20 1989
2002-03
10
0
Déficit de peso Excesso de Obesidade
peso
CONSUMO ALIMENTAR DAS
FAMÍLIAS BRASILEIRAS

Dados determinados pela aquisição


alimentar domiciliar
EVOLUÇÃO DA PARTICIPAÇÃO RELATIVA
DE MACRONUTRIENTES NA DIETA

70
60
50
1974-1975
40
% 1987-1988
30 1995-1996
20 2002-2003
10
0
Carboidratos Proteínas Lipídios

*Participação com relação ao total calórico da dieta


EVOLUÇÃO DA PARTICIPAÇÃO RELATIVA
DE GRUPOS ALIMENTARES NA DIETA

Aumento ao longo dos anos:

14
12
10 1974-1975
8 1987-1988
% 1995-1996
6
4 2002-2003
2
0
Carnes Leites e Biscoitos Refrigerantes Refeições
derivados prontas

*Participação com relação ao total calórico da dieta


EVOLUÇÃO DA PARTICIPAÇÃO RELATIVA
DE GRUPOS ALIMENTARES NA DIETA

Redução ao longo dos anos:

20

15
1974-1975
1987-1988
% 10
1995-1996
5 2002-2003

0
Arroz Açúcar Feijões Raízes e Ovos
tubérculos

*Participação com relação ao total calórico da dieta


Modificações históricas e Hábitos
Alimentares

 O papel do gênero, acumulando vida profissional e


responsabilidade pela alimentação da família;
 A modificação dos espaços físicos para refeições e práticas de
preparação dos alimentos;
 As mudanças nas relações familiares e pessoais com a
diminuição do tempo e da freqüência do compartilhamento das
refeições;
 A perda da identidade cultural no ato das preparações e
receitas com a globalização de hábitos e costumes;
 O consumo crescente de alimentos processados, pré-
preparados ou prontos.
Globalização e mudanças alimentares

 Estrutura da dieta entre nações de diferentes rendas


ficam menos acentuadas;

Concentração de indústrias multinacionais de alimentos;

 Comercialização e distribuição concentrada em redes


de mercados de grandes superfícies;

 Enfraquecimento da pequena produção local;

 Alto investimento em propaganda e publicidade


DESAFIO : AGENDA ÚNICA PARA A
NUTRIÇÃO

INFECÇÕES

OBESIDADE DESNUTRIÇÃO
E OUTRAS
DCNT
DEFICIÊNCIAS
DE MICRONUTRIENTES

Dupla carga da má-nutrição e Insegurança


Alimentar e Nutricional Promoção da
Alimentação Saudável no Curso Da Vida
Pacto pela Vida e em Defesa do Sistema
Único de Saúde

Compromisso dos Gestores Federais, Estaduais e


Municipais de Saúde

Promoção da Saúde Promoção da Alimentação


Saudável
Saúde do Idoso
Controle do câncer do colo do útero e da mama
Redução da mortalidade infantil e materna
Resposta às doenças emergentes e endemias
Fortalecimento da Atenção Básica PNAN
Política Nacional de Alimentação e
Nutrição

I. Intersetorialidade Acesso aos alimentos saudáveis

Segurança
II. Segurança sanitária e qualidade dos
Alimentar e alimentos
Alimentação
adequada
Nutricional
III. Monitoramento alimentar e nutricional
Direito Humano
IV. Promoção de práticas alimentares á Alimentação
saudáveis

V. Prevenção e Controle de Deficiências e


Distúrbios Nutricionais
Estar livre da
a fome
Fortalecimento da Promoção da
Alimentação Saudável

 Divulgação das diretrizes


alimentares para as famílias,
profissionais de saúde, setor
produtivo, gestores públicos e
população em geral

 Promoção da alimentação
saudável na Atenção Básica e nas
Escolas

 Incentivo ao consumo de frutas,


legumes e verduras

 Ambiente regulatório que favoreça


escolhas saudáveis
As Diretrizes em Prática

1 – 3 refeições e 2 lanches por dia


 2 – Aumentar o consumo de cereais, tubérculos e raízes;
 3 – Aumentar o consumo de frutas e vegetais (6 porções por dia);
 4 – Assegurar o consumo de feijão e outras leguminosas;
 5 – Assegurar o consumo de leite desnatado e derivado (3 ao dia),
e carnes magras, frango ,peixes e ovos (1 ao dia);
 6 – Diminuir o consumo de gordura (máx 1 porção dia), açúcar (max
1porção dia ) e sal iodado (max 5 g)
 7 – Aumentar o consumo de água (min 6 ao dia)
 Atividade Física (30 minutos ao dia)
 Segurança Sanitária (BPF e Rastreabilidade)
Promoção da Alimentação Saudável na
Atenção Básica

aleitamento materno e alimentação


complementar com alimentos regionais para
crianças até dois anos (dez passos/caderneta da
criança)

 orientação alimentar e suplementação de


micronutrientes para crianças, gestantes e
nutrizes

 linhas de cuidado em alimentação e nutrição


em todos as etapas do ciclo de vida
(adolescente, adulto, idoso)

 processos de capacitação dos ESF e ACS


Nº EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA - 26.100
Nº MUNICÍPIOS - 5.100

Nº AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE– 216.055


 Organização da atenção nutricional no nível
Nº MUNICÍPIOS - 5.274 local
Participação relativa de (verduras, legumes e frutas) no total de
calorias, por classe de rendimentos Brasil - POF 2002-2003
Incentivo ao Consumo de Frutas, Legumes e
Verduras
 Recomendação OMS= 400g/dia
 Consumo Brasil = 132g/dia

 Alimentação saudável e
adequada (CONSEA)

 Segurança sanitária e
monitoramento de agrotóxicos

Campanha “Pratique Saúde” – 6


porções/dia

 Estudos e Pesquisas para


valorização de alimentos regionais
Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas
Portaria Interministerial MS/MEC 1010, de 08/05/2006

 ações de educação alimentar e


nutricional;
 estímulo à produção de hortas;
implantação de boas práticas de
manipulação de alimentos;
 restrição ao comércio de
alimentos com ricos em gordura
saturada, gordura trans, açúcar
livre e sal;
 incentivo ao consumo de frutas,
legumes e verduras,com ênfase na
cultura local;
 monitoramento da situação
alimentar e nutricional.

Marcador para PAS no Pacto de Gestão - Elaboração do Plano Estadual


Ambiente Regulatório Para Escolhas
Saudáveis
Rotulagem Nutricional

Educação Alimentar e Nutricional


Princípios da alimentação saudável para
uso de alegações
Pesquisas de avaliação do uso e
compreensão da rotulagem nutricional.

Propaganda e Publicidade

o uso de advertências após a veiculação;


 a restrição da utilização de figuras, desenhos,
personalidades e desenhos, quando direcionada a
crianças;
a restrição do horário de veiculação ;
a publicidade em instituições de ensino;
a associação com brindes, prêmios, bonificações e
apresentações.
Ambiente Regulatório Para Escolhas
Saudáveis

Perfil nutricional dos alimentos

Redução de sal Prioridade

Redução de gordura

Redução de açúcar

Você também pode gostar