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UNICEP - CENTRO UNIVERSITÁRIO CENTRAL PAULISTA CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

RODRIGO ALESSANDRO GODOY

EFICIÊNCIA DO SISTEMA DE ILUMINAÇÃO EM UMA LINHA DE PRODUÇÃO INDUSTRIAL: UM ESTUDO DE CASO

SÃO CARLOS

2008

RODRIGO ALESSANDRO GODOY

EFICIÊNCIA DO SISTEMA DE ILUMINAÇÃO EM UMA LINHA DE PRODUÇÃO INDUSTRIAL: UM ESTUDO DE CASO

Monografia

apresentada

à

UNICEP

Centro

Universitário

Central

Paulista

como

requisito

parcial

Engenharia Elétrica.

obtenção

à

do

título

de

bacharel

Orientador:

Prof. Dr. José Francisco Rodrigues

SÃO CARLOS

2008

em

UNICEP – CENTRO UNIVERSITÁRIO CENTRAL PAULISTA

Rodrigo Alessandro Godoy

Eficiência do Sistema de Iluminação em uma Linha de Produção Industrial: Um Estudo de Caso

Monografia aprovada em Engenharia Elétrica.

Banca Examinadora:

/

/ para obtenção do título de Bacharel em

DEDICATÓRIA

Dedico especialmente ao meu PAI que foi, é e sempre será o

maior exemplo de perseverança.

meu

AGRADECIMENTOS

Agradeço em primeiro lugar a DEUS por ter me concebido fé e persistência nos momentos mais difíceis e a toda minha família que sem dúvida alguma foi o meu braço forte desses momentos.

RESUMO

Esse trabalho descreve a importância de se analisar e avaliar constantemente sistemas de iluminação já instalados em linhas de produção visando o nível adequado de iluminância do ambiente a fim de proporcionar para a empresa a garantia de ergonomia do trabalho de seus funcionários, prezando pela sua segurança e ainda garantindo que não se tenha quedas na produtividade em função de deficiências de iluminação. Foi importante também observar o nível de energia consumida entre os sistemas de iluminação atual e proposto, resultante de possíveis falhas no projeto inicial ou da falta de atualização e emprego de novos componentes, a fim de corrigi-las e proporcionar uma redução significativa dos custos com o excessivo consumo de energia elétrica.

Palavras Chave:

Luminotécnica, Eficiência Energética, Sistema de Iluminação

ABSTRACT

This paper describes the importance of constantly analyze and evaluate lighting systems already installed in production lines aimed at the appropriate level of brightness of the environment for the company offering the guarantee of ergonomics of the work of its employees, by ensuring their security and also ensuring that did not fall in productivity due to deficiencies in lighting. It was also important to observe the level of energy consumption between the current lighting systems and proposed, due to possible flaws in the original design or failure to update and employment of new components in order to fix them and provide significant cost reductions with the excessive consumption of electrical energy.

Keywords: Lighting, Energy Efficiency, Lighting Systems

8

LISTA DE QUADROS E TABELAS

Quadro 1: Grupo de lâmpadas e suas eficiências energéticas

22

Quadro 2: Classificação das luminárias

34

Quadro 3: Valores de refletância

42

Tabela

1:

Tabela de Fator de Utilização

42

Tabela 2: Iluminância por classe de tarefas visuais

44

Tabela 3: Fatores determinantes da iluminância adequada

44

Tabela 4: Fator de perdas luminosas por lâmpadas halógenas

46

Tabela 5: Fator de depreciação

47

Tabela 6: Atual iluminância nos postos de trabalho

62

Tabela 7: Comparativo da eficiência entre sistemas

68

9

LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Espectro Eletromagnético

17

Figura

2:

Curva de sensibilidade do olho humano

18

Figura 3: Fluxo luminoso

19

Figura 4: Intensidade luminosa

19

Figura 5: Nível de iluminação ou Iluminância

20

Figura 6: Luxímetro

21

Figura 7: Tonalidade ou Temperatura das cores

23

Figura 8: Superfície aparente

24

Figura 9: Curva de Distribuição Luminosa

25

Figura 10: Lâmpada incandescente tradicional

28

Figura 11: Lâmpada incandescente halógena

29

Figura 12: Lâmpada fluorescente compacta

30

Figura 13: Lâmpada fluorescente tubular

31

Figura 14: Lâmpada de vapor de mercúrio

32

Figura 15: Luminárias

34

Figura

16:

Dimensões verticais do recinto

41

Figura 17: Depreciação do fluxo luminoso

45

Figura 18: Ângulos críticos de visualização

47

Figura 19: Curva de limitação de ofuscamento

48

Figura 20: Proporção harmoniosa entre luminâncias

48

Figura 21: IRC e exemplos de aplicação

49

Figura 22: Relação de conforto ambiental entre iluminância e tonalidade de Cor

50

Figura 23: Aplicação do método ponto a ponto

53

Figura 24: Distribuição das luminárias

53

Figura

25:

Custos

de investimento

56

Figura 26: Custos Operacionais

57

Figura 27: Evolução das despesas no tempo

58

Figura 28: Ilustração da luminária e diagramas polar de intensidade e fluxo Zonal

64

Figura 29 – Disposição das luminárias – 27 no comprimento e 5 na largura

66

Figura 30 – Retorno do investimento na linha do tempo

69

10

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

h

-

Altura de montagem ou pé-direito útil

hs

-

Altura de suspensão da luminária

ht

-

Altura do plano de trabalho

A

-

Ângulo alfa

A

-

Área

ABNT

-

Associação Brasileira de Noras Técnicas

BF

-

Ballast Factor

cd

-

candela

µ

-

Coeficiente de utilização

C

-

Comprimento

CMEE

-

Consumo médio de energia elétrica

CDL

-

Curva de Distribuição Luminosa

CCME

-

Custo do consumo mensal de energia

CI

-

Custo do Investimento

CMRL

-

Custo médio mensal de reposição de lâmpadas

CO

-

Custos operacionais

D

-

Densidade de Potência

D PR

-

Densidade de potência relativa

h’

-

Distância do teto ao ambiente de trabalho

e L

-

Distância entre luminárias

THD

-

Distribuição Harmônica Total

η

L

-

Eficiência da Luminária

η

R

-

Eficiência do Recinto

η

W

-

Eficiência Energética

Fd

-

Fator de Depreciação

FE

-

Fator de eficiência

FFL

-

Fator de Fluxo Luminoso

FML

-

Fator de manutenção da luminária

FMSS

-

Fator de manutenção das superfícies da sala

FMFL

-

Fator de manutenção do fluxo luminoso

FPL

-

Fator de Perdas Luminosas

FP

-

Fator de Potência

11

FR

-

Fator de reator

FSL

-

Fator de sobrevivência da lâmpada

FU

-

Fator de Utilização

Ф

-

Fluxo Luminoso de uma lâmpada

Ø

-

Fluxo luminoso em Lúmen

ºC

-

Graus Celsius

E

-

Iluminância

E med

-

Iluminância média

k

-

Índice de Recinto ou de Local

IRC

-

Índice de Reprodução de cor

Ra

-

Índice de Reprodução de cor

I

-

Intensidade Luminosa

K

-

Kelvin

kHz

-

Quilo Hertz

kWh

-

Quilo watt hora

l

-

Largura

lm

-

Lúmen

L

-

Luminância

m

-

metro

m 2

-

metro quadrado

E

-

Nível de iluminação ou Iluminância

n

-

Número de lâmpadas

N

-

Número de luminárias

pd

-

Pé-Direito

π

-

PI

P NL

-

Potência nominal da lâmpada

PNCA

-

Potência nominal do conjunto acessórios

Pt LAM

-

Potência total das lâmpadas do sistema

PtCA

-

Potência total do conjunto acessórios

Pt

-

Potência total instalada

d 2

-

Quadrado da distância

Ql

-

Quantidade de luminárias na largura do recinto

Qc

-

Quantidade de luminárias no comprimento do recinto

12

T8

-

Lâmpada fluorescente tubular com diâmetro de 1”

T10

-

Lâmpada fluorescente tubular com diâmetro de 10/8”

T12

-

Lâmpada fluorescente tubular com diâmetro de 12/8”

Thtm

-

Total de horas trabalhadas no mês

ρ

-

Refletância ou Coeficiente de Reflexão

T

-

Temperatura ou Tonalidade de cor

VA

-

Volt Ampére

W

-

Watt

13

SUMÁRIO

LISTA DE QUADROS E TABELAS

8

LISTA DE FIGURAS

9

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

10

1 - INTRODUÇÃO

 

15

1.1

– OBJETIVOS

15

1.1.1 – Objetivo Geral

15

1.1.2 – Objetivos Específicos

15

1.2

– ESTRUTURA

DO TRABALHO

16

2 – REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

17

2.1

– LUZ

17

2.1.1

– História da Luz

18

2.2

– CONCEITOS BÁSICOS

18

2.2.1 – Fluxo Luminoso

19

2.2.2 – Intensidade Luminosa

19

2.2.3 – Nível de Iluminação ou Iluminância

19

2.2.4 – Eficiência Luminosa de uma Lâmpada ou Eficiência Energética

21

2.2.5 Útil

Vida

22

2.2.6 – Vida Média ou Vida Mediana

22

2.2.7 – Temperatura de Cor

22

2.2.8 – Índice de Reprodução de Cor (IRC)

23

2.2.9 – Luminância

23

2.2.10 – Curva de Distribuição Luminosa

24

2.2.11 – Ofuscamento

25

2.2.12 –

Uniformidade

25

2.2.13 – Depreciação do Fluxo Luminoso

26

3 – COMPONENTES DO SISTEMA E DO PROJEOT DE ILUMINAÇÃO

27

3.1

– DO SISTEMA DE ILUMINAÇÃO

27

3.1.1

– Lâmpadas

27

3.1.1.2

– Lâmpadas incandescentes

27

3.1.1.2.1 – Lâmpadas Incandescentes Tradicionais

27

3.1.1.2.2 – Lâmpadas incandescentes Halógenas

28

3.1.1.3

– Lâmpadas de Descarga Elétrica

29

3.1.1.3.1 – Fluorescentes Compactas

29

3.1.1.3.2 – Fluorescentes Tubulares

30

3.1.1.3.3 – Vapor de Mercúrio

31

3.1.1.3.4 – Luz Mista

32

3.1.1.3.5 – Vapor de Sódio

32

3.1.1.3.6 – Vapor Metálico

33

3.1.2

– Luminárias

33

3.1.2.1 – Receptáculo para fonte luminosa

35

3.1.2.2 – Refletores

35

3.1.2.3 – Refratores

35

3.1.2.4 – Difusores e Colméias

36

3.1.2.5 – Carcaça, Órgãos de Fixação e de Complementação

36

3.1.3

– Equipamentos de Controle

36

3.1.3.1

– Reatores

36

14

 

3.1.3.3 – Ignitores

38

3.1.3.4 – Starter

38

3.1.3.5 – Capacitor

38

3.1.3.6 – Sensor de Presença

38

3.1.3.7 – Sistema por Controle Fotoelétrico

39

3.1.3.8 – Minuterias

39

3.1.3.9 – Dimmers

39

3.2

– DO PROJETO DE ILUMINAÇÃO

39

3.2.1 - Eficiência da Luminária ou Rendimento da Luminária

39

3.2.2 – Índice do Local ou Índice do Recinto

40

3.2.3 - Eficiência do Recinto

41

3.2.4 – Fator de Utilização

42

3.2.5 – Fatores de Influência na Qualidade da Iluminação

43

3.2.5.1 – Nível de Iluminância Adequada

43

3.2.5.2 – Fator de Perdas Luminosas ou Fator de Depreciação

44

3.2.5.3 - Diagrama de luminância e curvas de limitação de ofuscamento

47

3.2.5.4 – Proporção Harmoniosa entre Luminâncias

48

3.2.5.5 – Efeitos Luz e Sombras

49

3.2.5.6 – Reprodução de Cores

49

3.2.5.7 – Tonalidade de Cor da Luz ou Temperatura de Cor

49

3.2.5.8 – Ar-Condicionado e Acústica

50

3.2.6

– Dimensionamento do Sistema

50

3.2.6.1 – Método dos Lumens

51

3.2.6.2 – Método Ponto a Ponto

52

3.2.7 –

Distribuição das Luminárias

53

3.2.8 – Avaliação do Consumo Energético

54

3.2.8.1 – Potência Total Instalada

54

3.2.8.2 – Densidade de Potência

55

3.2.8.3 – Densidade de Potência Relativa

55

3.2.9

– Avaliação de Custos

55

3.2.9.1 – Custos de Investimento

56

3.2.9.2 – Custos Operacionais

56

3.2.9.3 – Cálculo da Rentabilidade

57

4 – METODOLOGIA

59

5 – PROJETOS DE SISTEMA DE ILUMINAÇÃO

60

 

5.1 – SISTEMA ATUAL DE ILUMINAÇÃO

61

5.2 – NOVO SISTEMA DE ILUMINAÇÃO

63

5.2.1 – Cálculos Luminotécnicos

64

5.2.2 – Consumo de Energia do novo projeto

66

5.2.3 –

Análise da Rentabilidade

68

5.2.4 – Retorno do Investimento

69

6

– CONCLUSÃO

 

70

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

71

ANEXOS

 

72

 

ANEXO 1

73

ANEXO 2

74

15

1 - INTRODUÇÃO

No mundo globalizado uma empresa de ponta se destaca pela sua lucratividade. Vários são os fatores que influenciam a produtividade de uma empresa e entre eles podemos citar dois que estão diretamente envolvidos com esse trabalho: produtividade e redução de custos. Dentro do quesito produtividade será enfatizado o assunto Ergonomia. Já em redução de custos o assunto abordado será Consumo de Energia. Focando uma linha de produção, um projeto eficiente de sistema de iluminação pode proporcionar aos operários de uma empresa um trabalho com maior segurança, agilidade e conforto evitando dessa forma perdas de produtividade por condições inadequadas do nível de iluminação, acidentes de trabalho e custos adicionais à empresa para reparar falhas não previstas em projeto. Do ponto de vista de eficiência energética, várias são as formas que podem ser usadas para se reduzir o consumo de energia em uma empresa industrial: mudança do tipo de estrutura tarifária, aumento do fator de potência, a conscientização dos funcionários quanto à forma de uso e ao consumo de energia elétrica. Um sistema de iluminação eficiente busca minimizar problemas com fator de potência.

1.1 – OBJETIVOS

1.1.1 – Objetivo Geral

O presente trabalho tem como objetivo geral avaliar o nível atual de iluminação de uma linha de montagem em uma indústria.

16

O presente trabalho tem como objetivo específico identificar potenciais de melhorias do

atual sistema de iluminação da linha de montagem com base nos dados levantados na avaliação proposta no objetivo geral.

1.2 – ESTRUTURA DO TRABALHO

A estrutura desse trabalho está assim determinada:

- No capítulo 1, conforme visto, foi apresentado uma breve introdução do assunto tratado por esse trabalho.

- O capítulo 2 contempla a revisão bibliográfica.

- O capítulo 3 aborda todos os componentes de um sistema e de um projeto de

iluminação.

- No capítulo 4 está informada a metodologia utilizada para desenvolver esse trabalho.

- O capítulo 5 apresenta os componentes do sistema de iluminação atual e a proposta do novo sistema.

- O capítulo 6 apresenta a conclusão do trabalho.

17

2 – REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 – LUZ

Uma fonte de radiação emite ondas eletromagnéticas que possuem diferentes comprimentos dos quais só alguns são perceptíveis ao olho humano. Portanto luz é a radiação eletromagnética capaz de produzir uma sensação visual em função do comprimento de onda e da luminosidade (figura 1).

do comprimento de onda e da luminosidade (figura 1). Figura 1 – Espectro Eletromagnético A curva

Figura 1 – Espectro Eletromagnético

A curva de sensibilidade do olho humano demonstra que radiações de menor comprimento de onda (violeta e azul) geram maior intensidade de sensação luminosa quando há pouca luz enquanto as radiações de maior comprimento de onda (laranja e vermelho) se comportam ao contrário (figura 2).

18

18 Figura 2 – Curva de sensibilidade do olho humano 2.1.1 – História da Luz Pode-se

Figura 2 – Curva de sensibilidade do olho humano

2.1.1 – História da Luz

Pode-se dizer que a luz artificial é tão antiga quanto a História da humanidade. Seu início deu-se quando o homem aprendeu a controlar o fogo e por milhares de anos a única fonte de luz artificial disponível foi a chama. Posteriormente, o homem, no intuito de controlar essa chama por um longo período, desenvolveu outras fontes de luz mais duradouras, tais como a primeira lâmpada, que era composta por um pavio e consumia óleo animal ou vegetal, e, mais tarde, provavelmente na era romana, a vela, obtendo-se assim fontes de luz portáteis. Tais fontes de luz permaneceram em uso até aproximadamente dois séculos atrás, quando surgiram os queimadores tubulares (lampiões). Somente no século XX, a chama foi substituída por corpos sólidos incandescentes, tendo como exemplos mais marcantes a lâmpada elétrica e a camisa de gás. Finalmente, no começo dos anos 30 iniciou-se a produção de lâmpadas de descarga de baixa pressão, com menor desperdício de energia em forma de calor.

2.2 – CONCEITOS BÁSICOS

Os conceitos aqui relacionados são de fundamental importância para o entendimento dos elementos da luminotécnica. As definições são baseadas no Dicionário Brasileiro de Eletricidade reproduzido das normas técnicas da ABNT.

19

2.2.1 – Fluxo Luminoso

É a quantidade total de luz emitida a cada segundo por unidade de fonte luminosa na

tensão nominal de funcionamento (figura 3). A unidade de medida é o lúmen (lm),

representado pelo símbolo Ø.

de medida é o lúmen (lm), representado pelo símbolo Ø. Figura 3 – Fluxo Luminoso 2.2.2

Figura 3 – Fluxo Luminoso

2.2.2 – Intensidade Luminosa

É definida como a concentração de luz em uma direção específica ou na de determinado

ponto, radiada por segundo (figura 4). É representada pelo símbolo I e a unidade de medida é

a candela (cd).

pelo símbolo I e a unidade de medida é a candela (cd). Figura 4 – Intensidade

Figura 4 – Intensidade Luminosa

2.2.3 – Nível de Iluminação ou Iluminância

É a quantidade de luz ou fluxo luminoso que atinge uma unidade de área de uma

superfície por segundo (figura 5). A unidade de medida é o lux, representada pelo símbolo E.

20

Um lux equivale a 1 lúmen por metro quadrado (lm/m 2 ). A equação que expressa essa grandeza é:

E

A

A iluminância também é a relação entre intensidade luminosa e o quadrado da distância (I / d 2 ). Na prática é a quantidade de luz dentro de um ambiente e pode ser medida com o auxílio de um luxímetro. Como o fluxo luminoso não é distribuído uniformemente, a iluminância não será a mesma em todos os pontos da área verificada. Considera-se por isso a Iluminância Média (E med ). Baseados em pesquisas realizadas com diferentes níveis de iluminação os valores relativos à iluminância foram tabelados e no Brasil são encontrados na norma NBR 5413 – Iluminância de Interiores, da Associação Brasileira de Normas Técnicas.

Interiores, da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Figura 5 – Nível de Iluminação ou Iluminância O

Figura 5 – Nível de Iluminação ou Iluminância

O aparelho utilizado para verificar os níveis de iluminância em interiores é o Luxímetro (figura 6). Através de uma célula luximétrica (superfície detectora de lux) o aparelho informa o nível de iluminância presente no ambiente. Alguns aspectos devem ser considerados antes do uso do luxímetro. Após iniciado deve-se aguardar o tempo de calibração do mesmo para que as leituras de iluminância sejam realizadas. Em instalações recém-construídas deve-se fazer com que as lâmpadas funcionem por um determinado tempo (aproximadamente 100h) para que elas sejam devidamente sazonadas e estabilizadas em seus fluxos luminosos para que somente depois sejam processadas as medições. Em instalações com lâmpadas de descarga, deve-se ainda, deixá-las funcionar por 30 minutos antes de proceder às medições. Dessa forma será garantida às condições de funcionamento das lâmpadas.

21

21 Figura 6 – Luxímetro 2.2.4 – Eficiência Luminosa de uma Lâmpada ou Eficiência Energética É

Figura 6 – Luxímetro

2.2.4 – Eficiência Luminosa de uma Lâmpada ou Eficiência Energética

É calculada através do quociente entre fluxo luminoso emitido em lumens e a potência consumida pela lâmpada em watts. A unidade de medida é o lúmen por watt (lm/W) representada pelo símbolo η W . A eficiência de uma lâmpada está diretamente ligada com a quantidade de energia por ela consumida para gerar um determinado nível de fluxo luminoso. Portanto, quanto menos energia uma lâmpada consumir para gerar o fluxo luminoso necessário, mais eficiente ela será. No quadro 1 pode-se observar uma gama diversificada de lâmpadas com sua respectiva eficiência energética.

22

Quadro1 - Grupo de Lâmpadas e suas Eficiências Energéticas

Lâmpadas

η W (lm/W) - Valores Médios

Sódio

120 a 150

Mastercolour

95

Metálica

80

Fluorescentes Tubular

80

Fluorescentes Compactas

65

Mercúrio

55

Hálogenas / Mistas

25

Incandescentes

17

Fonte: Guia de Iluminação Philips, 2004

2.2.5 – Vida Útil

É definida como o tempo em horas no qual há perdas de cerca de 30% do fluxo luminoso inicial das lâmpadas testadas considerando a depreciação do fluxo luminoso e as queimas ocorridas no período.

2.2.6

– Vida Média ou Vida Mediana

 

É

definida

como

o

tempo

em

horas

do

qual

50%

das

lâmpadas

de

um

grupo

representativo, testadas sob condições controladas de operação, tiveram queima.

2.2.7 – Temperatura de Cor

Expressa a aparência de cor da luz emitida pela fonte de luz. A sua unidade de medida é o Kelvin (K) e é representada pelo símbolo T. Quanto mais alta a temperatura de cor, mais clara é a tonalidade da cor da luz (figura 7). Quando falamos em luz quente ou fria não estamos nos referindo ao calor físico da lâmpada e sim a tonalidade de cor que ela apresenta ao ambiente. Luz com tonalidade de cor mais suave proporciona sensação de aconchego, de relaxamento. Já os tons mais claros são bastante estimulantes.

23

Cores Quentes Cores Neutras Cores Frias

Cores Quentes

Cores Neutras

Cores Frias

Figura 7 – Tonalidade ou Temperatura das Cores

2.2.8 – Índice de Reprodução de Cor (IRC)

Esse índice quantifica a fidelidade com que as cores são reproduzidas sob uma determinada fonte de luz. A capacidade das lâmpadas de reproduzirem bem as cores (IRC) independe de sua temperatura de cor (K). Existem lâmpadas com diferentes temperaturas de cor e que apresentam o mesmo IRC. Os valores para IRC variam de 0 a 100. Sua representação é o próprio símbolo IRC ou Ra e não há unidade de medida. É um valor adimensional. Quanto maior o valor de IRC, maior também a fidelidade de reprodução das cores.

2.2.9 – Luminância

É a definição para a intensidade luminosa (cd) produzida ou refletida por unidade de área (m 2 ) de uma superfície numa dada direção. Ela é representada pelo símbolo L e a unidade de medida é candela por metro quadrado (cd/m 2 ). Portanto Luminância é a intensidade luminosa que emana de uma superfície pela sua superfície aparente. A superfície aparente é a superfície que o campo visual consegue enxergar, podendo ser emanada de luminárias, janelas, teto, parede, piso, superfície de trabalho ou ainda qualquer outro elemento presente que receba e reflita a intensidade luminosa diretamente para o campo visual de uma pessoa (figura 8).

24

24 Figura 8 – Superfície Aparente A equação que permite determinar a luminância é dada por:

Figura 8 – Superfície Aparente

A equação que permite determinar a luminância é dada por:

L

I

A cos

, onde:

L = luminância em cd/m 2

I = intensidade luminosa em cd

A = área projetada em m 2

α = ângulo considerado em graus Como é difícil medir a intensidade luminosa que provém de um corpo não radiante (que

somente reflete), recorre-se a outra fórmula:

L

E

, onde:

ρ = refletância ou coeficiente de reflexão

E = iluminância sobre a superfície refletiva

Como os objetos refletem a luz diferentemente uns dos outros fica explicado porque a mesma iluminância pode dar origem a luminâncias diferentes. Coeficiente de reflexão é a relação entre fluxo luminoso refletido e o fluxo luminoso incidente em uma superfície. Geralmente é encontrado em tabelas cujos valores são função das cores e dos materiais utilizados.

2.2.10 – Curva de Distribuição Luminosa

25

É a curva que representa, em coordenadas polares, as intensidades luminosas no plano

transversal e longitudinal em todos os ângulos que elas são direcionadas (figura 9). Em outras palavras, se todos os vetores que saem de uma lâmpada tivessem suas extremidades ligadas por um traço, obter-se-ia a CDL.

suas extremidades ligadas por um traço, obter-se-ia a CDL. A – Transversal B - Longitudinal Figura

A – Transversal

B - Longitudinal

Figura 9 – Curva de Distribuição Luminosa

Para uniformização dos valores das curvas, geralmente elas são referidas a 1000 lm. Dessa forma multiplica-se o valor da CDL encontrado pelo fluxo luminoso da lâmpada em questão e divide-se o resultado por 1000.

2.2.11 – Ofuscamento

Ocasiona desconforto visual ou uma redução na capacidade de ver objetos, proporcionados por excesso de luminância na direção da visão. Pode ser considerado direto, quando o ofuscamento ocorre através da luminária / lâmpada, ou indireto, quando a luz refletida em determinadas superfícies retornam aos olhos dos usuários desse ambiente.

O ofuscamento direto pode ser neutralizado utilizando-se acessórios nas luminárias. Já

para o ofuscamento indireto deve-se redimensionar o projeto luminotécnico, pois é causado pelo excesso de luz no ambiente.

26

A uniformidade de uma iluminação é medida pela relação entre a iluminância mínima e a média obtida na área iluminada. Uma boa uniformidade na iluminação é necessária a fim de evitar sombras acentuadas e assegurar o conforto e a segurança para a prática da atividade exercida na área. O espaçamento entre as luminárias e o distanciamento delas em relação às paredes têm contribuição direta no resultado da uniformidade da iluminação.

2.2.13 – Depreciação do Fluxo Luminoso

Ao longo da vida útil da lâmpada é comum ocorrer uma diminuição do fluxo luminoso que sai da luminária em razão da própria depreciação normal do fluxo da lâmpada bem como por causa do acúmulo de poeira sobre a superfície da lâmpada e do refletor.

27

3 – COMPONENTES DO SISTEMA E DO PROJETO DE ILUMINAÇÃO

3.1 – DO SISTEMA DE ILUMINAÇÃO

3.1.1 – Lâmpadas

As lâmpadas modernas são fontes luminosas de origem elétrica. As de filamento convencional ou halógenas produzem luz pela incandescência, assim como o sol. As de descarga aproveitam a luminescência, assim como os relâmpagos e descargas atmosféricas. E os diodos utilizam a fotoluminescência, assim como os vaga-lumes. Existem ainda as lâmpadas mistas, que combinam incandescência e luminescência, e as

fluorescentes, cuja característica é o aproveitamento da luminescência e da fotoluminescência.

Os aspectos eficiência luminosa e vida útil são os que mais contribuem para a eficiência

energética de um sistema de iluminação artificial e devem, portanto merecer grande atenção, seja na elaboração de projetos e reformas, seja na implantação de programas de conservação e uso eficiente de energia.

3.1.1.2 – Lâmpadas incandescentes

3.1.1.2.1 – Lâmpadas Incandescentes Tradicionais

A lâmpada incandescente tradicional (figura 10) funciona através da passagem da

corrente elétrica pelo filamento de tungstênio que, com o aquecimento, gera luz. Sua oxidação é evitada pela presença de gás inerte ou vácuo dentro do bulbo que contém o filamento. Com a temperatura de cor agradável, na faixa de 2700 K (amarelada), e reprodução de cor de 100%, os diversos tipos de lâmpadas comuns, decorativas ou refletoras têm atualmente sua aplicação predominantemente residencial.

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28 Figura 10 – Lâmpada Incandescente Componentes de uma lâmpada incandescente:  Filamento – o fio

Figura 10 – Lâmpada Incandescente

Componentes de uma lâmpada incandescente:

Filamento – o fio de tungstênio é utilizado na produção do filamento das lâmpadas

incandescentes devido a sua grande resistência física e ao alto ponto de fusão (3.380°C). Quanto maior a temperatura de um filamento, maior a eficiência da lâmpada;

Projeto do filamento – o comprimento, o diâmetro e o formato do fio de tungstênio,

são determinados conforme o uso a que se destina a lâmpada e a necessidade de potência e

vida, objetivando produzir luz da maneira mais econômica e eficiente possível;

Preenchimento das lâmpadas – as lâmpadas de potência inferior a 40W são

geralmente do tipo a vácuo, o que evita que o filamento se combine com o oxigênio e evapore instantaneamente. Nas lâmpadas de maior potência o preenchimento é feito com uma mistura de gases argônio e nitrogênio. Estes gases são inertes e não se combinam quimicamente com o tungstênio, reduzindo a evaporação do filamento e aumentando a eficiência;

e colorido. O acabamento

leitoso resulta em uma luz suave e difusa evitando o ofuscamento e o aparecimento de sombras da montagem do filamento, o que geralmente ocorre nas lâmpadas de acabamento claro. As lâmpadas coloridas podem ser revestidas internamente à base de sílica colorida ou externamente à base de um verniz especial. As refletoras recebem um revestimento interno à base de alumínio que dirige toda a luz produzida para a parte da frente da lâmpada, formando um facho de luz concentrada e controlada.

lâmpada, formando um facho de luz concentrada e controlada.  Acabamento dos bulbos – podem ser

Acabamento dos bulbos – podem ser claro, leitoso, refletor

3.1.1.2.2 – Lâmpadas incandescentes Halógenas

As lâmpadas halógenas (figura 11) são também consideradas incandescentes. Têm o mesmo princípio de funcionamento, porém foram incrementadas com a introdução de gases

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halógenos que, dentro do bulbo, se combinam com as partículas de tungstênio desprendidas do filamento. Esta combinação, somada à corrente térmica dentro da lâmpada, faz com que as partículas se depositem de volta no filamento, criando assim o ciclo regenerativo do halogênio. O resultado é uma lâmpada com vantagens adicionais, quando comparada às incandescentes tradicionais:

Luz mais branca, brilhante e uniforme ao longo de toda a vida;

Maior eficiência energética, ou seja, mais luz com potência menor ou igual;

Vida útil mais longa, variando entre 2000 e 4000 horas;

Dimensões menores.

Assim como a lâmpada incandescente comum, a iluminação halógena é dimerizável, pode ser dirigida e está disponível em versões de alta e baixa potência. Estas características fazem das lâmpadas halógenas a escolha ideal para projetistas e decoradores, para quem a luz

é tão importante como as formas arquitetônicas, materiais e as cores.

como as formas arquitetônicas, materiais e as cores. Figura 11 – Lâmpada Incandescente Halógena 3.1.1.3 –

Figura 11 – Lâmpada Incandescente Halógena

3.1.1.3 – Lâmpadas de Descarga Elétrica

Nessas lâmpadas o fluxo luminoso é gerado direta ou indiretamente pela passagem da corrente elétrica através de um gás, mistura de gases ou vapores.

3.1.1.3.1 – Fluorescentes Compactas

São indicadas principalmente na substituição das lâmpadas incandescentes, e apresentam as seguintes vantagens:

Consumo de energia em média 80% menor, resultando daí uma grande redução na conta de luz;

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Durabilidade aproximadamente 10 vezes maior, implicando uma enorme redução nos custos de manutenção e reposição das lâmpadas;

Design moderno, leve e compacto;

Aquecem menos o ambiente, representando uma forte redução na carga térmica das

grandes instalações, proporcionando conforto e sobrecarregando menos os sistemas de ar condicionado;

Excelente reprodução de cores, com índice de 85%, o que garante seu uso em locais onde a fidelidade e valorização dos espaços e produtos são fundamentais;

Tonalidade de cor adequada para cada ambiente, obtida graças à tecnologia do pó tri fósforo. A figura 12 apresenta uma lâmpada fluorescente compacta.

A figura 12 apresenta uma lâmpada fluorescente compacta. Figura 12 – Lâmpada Fluorescente Compacta 3.1.1.3.2 –

Figura 12 – Lâmpada Fluorescente Compacta

3.1.1.3.2 – Fluorescentes Tubulares

Estas lâmpadas (figura 13) são a clássica forma para uma iluminação econômica. Sua alta eficiência e longa durabilidade garantem sua aplicação nas mais diversas áreas comerciais e industriais. A descarga elétrica em seu interior emite quase que totalmente radiação ultravioleta (invisível ao olho humano), gerada pelo vapor de mercúrio, que, por sua vez, será convertida em luz pelo pó fluorescente que reveste a superfície interna do bulbo. É da composição deste pó fluorescente que resultam as mais diferentes alternativas de cor de luz adequadas a cada tipo de aplicação. É ele que determina a qualidade e a quantidade de luz, além da eficiência na reprodução de cor. Quando a lâmpada é ligada, a passagem de corrente elétrica através dos filamentos causa o seu aquecimento e a liberação de elétrons. Esses

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elétrons se movimentam de um catodo para o outro em altíssima velocidade, estabelecendo uma descarga elétrica no vapor de mercúrio. A contínua colisão de elétrons com os átomos de mercúrio produz o ultravioleta, o qual é convertido em luz visível pelo fósforo.

o qual é convertido em luz visível pelo fósforo. Figura 13 – Lâmpada Fluorescente Tubular Atualmente

Figura 13 – Lâmpada Fluorescente Tubular

Atualmente existem duas versões dessas lâmpadas:

- temperatura de cor variando entre 4100K e 6100K e índice de reprodução de cor de 48 a

Fluorescente

Standard

que

apresenta

eficiência

luminosa

de

até

70

lm/W,

78%.

Fluorescente tri fósforo - eficiência luminosa de até 100 lm/W, temperatura de cor

variando entre 3500K e 6000K e índice de reprodução de cor de 85%. A grande revolução das fluorescentes ao longo dos anos tem ficado por conta da redução do diâmetro. Quanto menor ele for, maior é a possibilidade de desenvolvimento óptico dos refletores, permitindo melhor eficiência das luminárias. As versões tradicionais de lâmpadas são produzidas em T12 (38mm) ou T10 (33mm), e as versões mais modernas em T8 (26mm). O passo mais recente para otimização global dos sistemas fluorescentes é a total miniaturização obtida com a versão T5 (16mm) que, além do diâmetro de 16mm, teve uma redução de 50mm no comprimento total. Compactação, aumento na eficiência luminosa, design mais leve e criativo e operação direta em reatores eletrônicos.

3.1.1.3.3 – Vapor de Mercúrio

Nas lâmpadas de vapor de mercúrio (figura 14) a luz é produzida pela combinação de excitação e fluorescência. A descarga de mercúrio no tubo de arco produz uma energia visível na região do azul e do ultravioleta. O fósforo, que reveste o bulbo, converte o ultravioleta em luz visível na região do vermelho. O resultado é uma luz de boa reprodução de cores com eficiência luminosa de até 60 lm/W. Para que uma lâmpada de vapor de

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mercúrio possa funcionar é necessário conectá-la a um reator específico, o qual serve para controlar a corrente e a tensão de operação. É importante salientar que devido à emissão de ultravioleta, caso a lâmpada tenha o seu bulbo quebrado ou esteja sem o revestimento de fósforo, deve-se desligá-la, pois o ultravioleta é prejudicial à saúde, principalmente em contacto com a pele ou os olhos.

saúde, principalmente em contacto com a pele ou os olhos. Figura 14 – Lâmpada de Vapor

Figura 14 – Lâmpada de Vapor de Mercúrio

3.1.1.3.4 – Luz Mista

As lâmpadas de luz mista, como o próprio nome já diz, são uma combinação de uma lâmpada vapor de mercúrio com uma lâmpada incandescente, ou seja, um tubo de descarga de mercúrio ligado em série com um filamento incandescente. O filamento controla a corrente no tubo de arco e ao mesmo tempo contribui com a produção de 20% do total do fluxo luminoso produzido. A combinação da radiação do mercúrio com a radiação do fósforo e a radiação do filamento incandescente produz uma agradável luz branca. As principais características da luz mista são:

Substituem diretamente as lâmpadas incandescentes em 220V, não necessitando de equipamentos auxiliares (reator, ignitor e starter);

Maior eficiência e vida média oito vezes maior que as incandescentes.

3.1.1.3.5 – Vapor de Sódio

A lâmpada vapor de sódio alta pressão é a mais eficiente do grupo de lâmpadas de alta intensidade de descarga. A luz é produzida pela excitação de átomos de sódio aliados a um complexo processo de absorção e reirradiação em diferentes comprimentos de onda. O resultado é uma luz branco-dourada com uma eficiência luminosa de 130 lm/W. As lâmpadas

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vapor de sódio são projetadas para funcionar nos mesmos reatores para lâmpadas vapor de mercúrio, sendo uma excelente opção de substituição para sistemas que já utilizam este tipo de lâmpada. A substituição de uma lâmpada vapor de mercúrio por um vapor de sódio resulta em uma redução média de 10% no consumo de energia elétrica e um acréscimo médio de 65% no fluxo luminoso. Este tipo de lâmpada se apresenta nas versões tubulares e elipsoidais, e é indicada para iluminação de locais onde a reprodução de cor não é um fator importante. Amplamente utilizada na iluminação externa, em avenidas, auto-estradas, viadutos, complexos viários etc., tem seu uso ampliado para áreas industriais, siderúrgicas e ainda para locais específicos como aeroportos, estaleiros, portos, ferrovias, pátios e estacionamentos.

3.1.1.3.6 – Vapor Metálico

A lâmpada de vapor metálico, além de ter uma excelente reprodução de cores, é atualmente a fonte de luz branca de maior eficiência disponível no mercado. A luz é produzida pela excitação de átomos de aditivos metálicos em um tubo de arco de quartzo. Para o seu funcionamento é necessário utilizar um reator para controlar a tensão e corrente de operação, e um ignitor para a partida. Devido à excelente qualidade de luz produzida pelas lâmpadas de vapor metálico, novos modelos de baixa potência foram desenvolvidos para utilização em interiores. Atualmente essas lâmpadas estão disponíveis nos formatos tubular, ovóide e tubular de duplo contacto.

3.1.2 – Luminárias

As luminárias (figura 15) são equipamentos que recebem a fonte de luz (lâmpada) e modificam a distribuição espacial do fluxo luminoso produzido pela mesma. As luminárias para uso geral podem ser classificadas de acordo com a porcentagem de luz emitida para cima (iluminação indireta) ou para baixo (iluminação direta) (quadro 2).

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34 Figura 15 – Luminárias Quadro 2 - Classificação das Luminárias Fonte: Catálogo Geral de Produtos

Figura 15 – Luminárias

Quadro 2 - Classificação das Luminárias

– Luminárias Quadro 2 - Classificação das Luminárias Fonte: Catálogo Geral de Produtos ITAIM Iluminação -

Fonte: Catálogo Geral de Produtos ITAIM Iluminação - 2008

Suas partes principais são:

O receptáculo para a fonte luminosa;

Os dispositivos para modificar a distribuição espacial do fluxo luminoso emitido (refletores, refratores, difusores, colméias, etc.);

A carcaça, órgãos acessórios e de complementação.

Uma luminária eficiente otimiza o desempenho do sistema de iluminação artificial. Ao avaliar uma luminária, sua eficiência e suas características de emissão são de considerável importância. A eficiência de uma luminária pode ser obtida pela relação entre a luz emitida pela mesma e a luz emitida pela lâmpada. Isto se explica pelo fato de uma parte da luz emitida pela lâmpada ser absorvida pela luminária, enquanto a restante é emitida ao espaço.

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O valor da fração de emissão da luz da luminária depende dos materiais empregados na sua

construção, da refletância das suas superfícies, de sua forma, dos dispositivos usados para proteger as lâmpadas e do seu estado de conservação. Quando se avalia a distribuição da luz

a partir da luminária, deve-se considerar como ela controla o brilho, assim como a proporção

dos lumens da lâmpada que chegam ao plano de trabalho. A luminária pode modificar (controlar, distribuir e filtrar) o fluxo luminoso emitido pelas lâmpadas: desviá-lo para certas direções (defletores), ou reduzir a quantidade de luz em certas direções para diminuir o ofuscamento (difusores).

3.1.2.1 – Receptáculo para fonte luminosa

Elemento de fixação funciona como contacto elétrico entre o circuito de alimentação externo e a lâmpada. Normalmente as partes isolantes são construídas de porcelana vitrificada, as partes condutoras deverão ser de latão, e as que possuem efeito de mola, de bronze fosforoso. Além da resistência à temperatura de funcionamento, deve-se verificar a estabilidade de fixação lâmpada/receptáculo quando a luminária estiver sujeita a intensas vibrações mecânicas, o que obrigará a utilização de soquetes tipo antivibratório.

3.1.2.2 – Refletores

São dispositivos que servem para modificar a distribuição espacial do fluxo luminoso de uma fonte. Os perfis de refletores mais utilizados são os circulares, os parabólicos, os elípticos e os de formas especiais normalmente assimétricos. Cada tipo de refletor possui sua aplicação específica. Podem ser construídos de vidro ou plásticos espelhados, alumínio polido, chapa de aço esmaltado ou pintado de branco. O vidro espelhado, apesar da alta refletância, é pouco utilizado devido a sua fragilidade, peso elevado e custo. O alumínio polido é uma ótima opção, pois alia às vantagens de alta refletância, razoável resistência mecânica, peso reduzido e custo relativamente baixo.

3.1.2.3 – Refratores

São dispositivos que modificam a distribuição do fluxo luminoso de uma fonte utilizando

o fenômeno da transmitância. Em muitas luminárias esses dispositivos tem como finalidade

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principal à vedação da luminária, protegendo a parte interna contra poeira, chuva, poluição e impactos.

3.1.2.4 – Difusores e Colméias

Os difusores são elementos translúcidos, foscos ou leitosos, colocados em frente à fonte de luz com a finalidade de diminuir sua luminosidade, reduzindo as possibilidades de ofuscamento. É o caso das placas de vidro fosco ou bacias de plástico, acrílico ou policarbonato das luminárias fluorescentes. Podem também ser utilizados para conseguir-se um aumento da abertura de facho de uma luminária.

3.1.2.5 – Carcaça, Órgãos de Fixação e de Complementação

As estruturas básicas das luminárias podem ser construídas de diversos materiais. Nas luminárias para lâmpadas fluorescentes, a carcaça é o próprio refletor, de chapa de aço, com acabamento geralmente em tinta esmaltada branca. A espessura da chapa deverá ser compatível com a rigidez mecânica do aparelho. A pintura deve ser de boa qualidade para melhor aderência e estabilidade. Nas luminárias utilizadas no tempo ou em ambientes úmidos, dá-se preferência a carcaças de alumínio ou plásticos devidamente estabilizados contra radiações. No caso das luminárias herméticas, à prova de água e vapores, especial cuidado deve ser tomado em relação às juntas e gaxetas de vedação, no que tange à resistência às intempéries, à temperatura e ao envelhecimento.

3.1.3 – Equipamentos de Controle

3.1.3.1 – Reatores

São utilizados em conjunto com as lâmpadas de descarga. Tem por finalidade provocar um aumento de tensão durante a ignição e uma redução na intensidade da corrente, durante o funcionamento da lâmpada. Cada tipo de lâmpada requer um reator específico. Em termos construtivos podem se apresentar de duas formas: reatores eletromagnéticos ou reatores eletrônicos.

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Reatores eletromagnéticos – são os mais comuns nas instalações. Geralmente

compostos de núcleo de ferro, bobinas de cobre e capacitores para correção do fator de potência. Devido as suas perdas elétricas, emissão de ruído audível, efeito flicker e carga térmica elevada não são vistos com bons olhos por aqueles que pretendem fazer uso eficiente da energia elétrica;

Reatores eletrônicos – são os mais procurados por profissionais voltados ao uso

eficiente da energia. Trabalham em alta freqüência (20 a 50 kHz), sendo mais eficientes que os eletromagnéticos na conversão de potência elétrica em potência luminosa. A qualidade do produto, no entanto, é um fator que deve ser levado em consideração para que se obtenha

sucesso na execução do projeto. Os reatores eletrônicos podem ter partida rápida, instantânea ou programada. Alguns aspectos básicos devem ser considerados:

Fator de Potência (FP): Definido pela razão entre a potência ativa ou real (W)

pela potência aparente ou total (VA). O fator de potência é um número adimensional entre 0 e 1. Fator de potência igual a 1 indica que toda a energia fornecida pela fonte é consumida pela carga. Para fatores de potência baixos (<0,92) é necessário transferir uma quantidade

maior de potência aparente para se obter a mesma potência ativa ou corrigir o FP através do uso de capacitores.

Fator de Fluxo Luminoso (F.F.L): A maioria das lâmpadas de descarga opera em

conjunto com reatores e neste caso observamos que o fluxo total obtido depende do desempenho desses reatores. Portanto o Fator de Fluxo Luminoso (F.F.L) ou Fator de Reator

(F.R) é um fator que determina qual será o fluxo luminoso final emitido pela lâmpada. Pode ser encontrado através da relação entre o Fluxo Luminoso obtido pelo Fluxo Luminoso nominal da lâmpada e é geralmente identificado pela sigla BF (Ballast Factor), onde BF é igual ao fluxo luminoso obtido / fluxo nominal da lâmpada.

Distorção Harmônica Total (THD): Interferência na rede causada por correntes

alternadas geradas por equipamentos eletrônicos de alta freqüência.

Fator de Eficácia (FE): Indica a eficiência do reator obtido através da razão entre

o fluxo luminoso das lâmpadas pela potência total do sistema.

3.1.3.2 – Transformadores

Equipamento auxiliar cuja função é converter a tensão da rede (tensão primária) para outro valor de tensão (tensão secundária). Um único transformador pode alimentar várias

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lâmpadas desde que o valor de sua potência máxima não seja ultrapassado com a somatória das potências individuais de cada lâmpada.

3.1.3.3 – Ignitores

Dispositivo de partida para lâmpadas vapor de sódio e vapores metálicos. Durante a ignição na lâmpada vapor de sódio, ele fornece um alto pico de tensão aos eletrodos da lâmpada que é sobreposto à tensão da rede. Por isto os disjuntores de proteção do circuito deverão ser do tipo retardado, suportando a corrente necessária para a partida da lâmpada. Após a partida o ignitor desliga-se automaticamente.

3.1.3.4 – Starter

Equipamento auxiliar externo ao reator eletromagnético convencional constituído de um elemento bimetálico cuja função é pré-aquecer os eletrodos das lâmpadas fluorescentes bem como fornecer em conjunto com o reator um pulso de tensão necessário para o acendimento da mesma.

3.1.3.5 – Capacitor

Acessório que tem como função corrigir o FP de um sistema que utiliza reator magnético. Da mesma forma que para cada lâmpada de descarga existe um reator específico, existe também um capacitor específico para cada reator.

3.1.3.6 – Sensor de Presença

A utilização destes equipamentos pode gerar economias significativas. Estes dispositivos asseguram que as luzes permaneçam apagadas quando as salas estão desocupadas, sendo suas aplicações mais apropriadas em locais com perfil de ocupação intermitente ou imprevisível. O sistema é composto por um detector de movimento (que utiliza ondas ultra-sônicas ou radiação infravermelha), uma unidade de controle eletrônica e um interruptor controlável (relé). O detector de presença sente o movimento e envia o sinal apropriado para a unidade

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de controle. A unidade de controle, então, processa o sinal de entrada para fechar ou abrir o relé que controla a potência da luz.

3.1.3.7 – Sistema por Controle Fotoelétrico

Este sistema possui sensores que identificam a presença de luz natural, fazendo a devida diminuição ou até mesmo bloqueio da luz artificial através de dimmers controlados automaticamente. Quanto maior a quantidade de luz natural disponível no ambiente, menor será a potência elétrica fornecida às lâmpadas e vice-versa.

3.1.3.8 – Minuterias

Dispositivo elétrico o qual permite que lâmpadas permaneçam acesas por um período de tempo preestabelecido. Após o tempo programado, o temporizador desativa as lâmpadas, evitando o desperdício de energia.

3.1.3.9 – Dimmers

Controlam, através de um circuito eletrônico, a potência fornecida à lâmpada. Este aparelho é normalmente encontrado para lâmpadas incandescentes. Alguns modelos de reatores eletrônicos e mesmo eletromagnéticos incorporam a função do dimmer, permitindo o controle contínuo da luminosidade em lâmpadas fluorescentes. Existem também modelos de lâmpadas fluorescentes compactas que permitem a utilização de dimmers comuns, os mesmos empregados no controle de lâmpadas incandescentes.

3.2 – DO PROJETO DE ILUMINAÇÃO

Como geralmente a lâmpada é instalada dentro de luminárias, o Fluxo Luminoso final que se apresenta é menor do que o irradiado pela lâmpada, devido à absorção, reflexão e transmissão da luz pelos materiais com que são construídas. O Fluxo Luminoso emitido pela luminária é avaliado através da Eficiência da Luminária, isto é, o Fluxo Luminoso da luminária em serviço dividido pelo Fluxo Luminoso da lâmpada.

3.2.1 - Eficiência da Luminária ou Rendimento da Luminária

40

É a divisão entre o fluxo luminoso irradiado pela luminária e o fluxo luminoso total da lâmpada. Nesse trabalho esse conceito é representado pelo símbolo η L . Caso a luminária não disponha de um refletor adequado para a lâmpada ou o refletor não seja de boa qualidade de reflexão, grande parte do fluxo da lâmpada não será refletido no ambiente e conseqüentemente haverá desperdício da luz e baixo rendimento luminoso. Uma luminária de alto rendimento luminoso possui refletor dimensionado para a lâmpada e excelente reflexão, o que proporciona um alto aproveitamento da luz e conseqüentemente permite reduzir o número de luminárias e lâmpadas num projeto de iluminação de ambientes. Normalmente esse valor é indicado pelo fabricante da luminária.

3.2.2 – Índice do Local ou Índice do Recinto

O índice do local (k) é a relação entre as dimensões do recinto, dado por:

k

k

c

l

h

c

3

c

l

l

, para iluminação direta e,

2

h

'

c

l

, para iluminação indireta, onde:

c

l

h

h’

pd = pé-direito hs = altura de suspensão da luminária

ht = altura do plano de trabalho

A altura de montagem h é o valor de pd menos ht menos hs. É portanto a distância real

= comprimento do ambiente

= largura do ambiente

= altura de montagem

= distância do teto ao ambiente de trabalho

entre a luminária e o plano de trabalho (figura 16).

41

41 Figura 16 – Dimensões Verticais do Recinto 3.2.3 - Eficiência do Recinto O valor da

Figura 16 – Dimensões Verticais do Recinto

3.2.3 - Eficiência do Recinto

O valor da Eficiência do Recinto (η R ) é encontrado em tabelas contidas no catálogo do fabricante onde se relacionam os valores do Coeficiente de Reflexão ou Refletância do teto, paredes e piso, com o Índice do Local. Uma vez que se calculou k, procura-se identificar os valores da Refletância do teto, paredes e piso. Abaixo é apresentado um quadro típico de valores de refletância (quadro 3). De posse das refletâncias necessárias, relacionam-se esses valores com o valor de k na tabela de Fator de Utilização (tabela 1). Os valores de k apresentados nas Tabelas de Fator de Utilização nem sempre coincidem exatamente com os valores de k que foram calculados. Diante dessa situação deve-se optar pelo maior valor mais próximo de k a fim de garantir uma melhor eficiência de iluminação.

42

Quadro 3 - Valores de Refletância

42 Quadro 3 - Valores de Refletância Fonte: Catálogo Geral de Produtos ITAIM Iluminação - 2008

Fonte: Catálogo Geral de Produtos ITAIM Iluminação - 2008

Tabela 1 - Tabela de Fator de Utilização

- 2008 Tabela 1 - Tabela de Fator de Utilização Fonte: Catálogo Geral de Produtos ITAIM

Fonte: Catálogo Geral de Produtos ITAIM Iluminação - 2008

3.2.4 – Fator de Utilização

O Fluxo luminoso final (útil) que incidirá sobre o plano de trabalho é avaliado pelo Fator de Utilização que é o produto de η R por η L . Portanto:

43

Fator de Utilização

FU

R

L

Ele indica a eficiência luminosa do conjunto lâmpada, luminária e recinto. Muitas vezes, esse processo é evitado, se a tabela de Fator de utilização for também fornecida pelo catálogo. Esta tabela nada mais é que o valor da Eficiência do Recinto já multiplicado pela Eficiência da Luminária, encontrado pela interseção do Índice do Recinto (k) e das Refletâncias do teto, paredes e piso (nesta ordem).

3.2.5 – Fatores de Influência na Qualidade da Iluminação

3.2.5.1 – Nível de Iluminância Adequada

Deve-se consultar a norma NBR 5413 – Iluminância de interiores. Esta Norma estabelece os valores de iluminância média mínima em serviço para iluminação artificial em interiores, onde se realizem atividades de comércio, indústria, ensino, esporte e outras. A iluminância deve ser medida no campo de trabalho. Quando este não for definido, entende-se como tal o nível referente a um plano horizontal a 0,75 m do piso. Recomenda-se que a iluminância em qualquer ponto do campo de trabalho não seja inferior a 70% da iluminância média determinada segundo a NBR 5382. A iluminância no restante do ambiente não deve ser inferior a 1/10 da adotada para o campo de trabalho, mesmo que haja recomendação para valor menor.

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Tabela 2 - Iluminância por Classe de Tarefas Visuais

44 Tabela 2 - Iluminância por Classe de Tarefas Visuais Fonte: NBR 5413 - 1992 Tabela

Fonte: NBR 5413 - 1992

Tabela 3 - Fatores Determinantes da iluminância Adequada

Tabela 3 - Fatores Determinantes da iluminância Adequada Fonte: NBR 5413 - 1992 3.2.5.2 – Fator

Fonte: NBR 5413 - 1992

3.2.5.2 – Fator de Perdas Luminosas ou Fator de Depreciação

O fator de perdas luminosas (FPL) ou Fator de Depreciação (Fd) é definido como a razão da iluminância média no plano de trabalho depois de certo período de uso do sistema de iluminação para a iluminância média inicial nas mesmas condições. Esse fator incorpora as

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perdas devidas à deterioração (acúmulo de poeira e desgaste) das lâmpadas, luminárias e superfícies da sala e à depreciação do fluxo luminoso das lâmpadas e dos equipamentos de controle (reator). Dependendo do tipo de atividade desempenhada em um ambiente e da freqüência com que ocorre a limpeza do mesmo, haverá maior ou menor perda da eficiência do sistema de iluminação. Assim, deve-se considerar no cálculo, o impacto dos seguintes fatores:

1. Fator de Manutenção do Fluxo Luminoso (FMFL) Razão do fluxo luminoso da lâmpada num dado momento pelo seu fluxo luminoso inicial. A figura 17 ilustra a depreciação do fluxo luminoso para uma lâmpada fluorescente tubular em função do tempo de operação da lâmpada.

tubular em função do tempo de operação da lâmpada. Figura 17 – Depreciação do Fluxo Luminoso

Figura 17 – Depreciação do Fluxo Luminoso

2. Fator de Sobrevivência da Lâmpada (FSL) Fração do número total de lâmpadas que continuam a operar num dado momento (lâmpadas operando sob determinadas condições, considerando também a freqüência de acendimentos).

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3. Fator de Manutenção da Luminária (FML)

Razão do fluxo luminoso emitido pela luminária num dado momento pelo fluxo luminoso inicial emitido pela luminária.

4. Fator de Manutenção das Superfícies da Sala (FMSS)

Razão das refletâncias das superfícies internas do ambiente num dado momento pelo valor da refletância inicial.

Além desses, outros fatores podem ser considerados no cálculo do fator de perdas luminosas: os fatores não-recuperáveis que são inerentes ao local de instalação, como o desgaste dos materiais com o tempo, a temperatura de operação, a tensão da rede e o fator de fluxo luminoso do reator. O fator de perdas luminosas é dado pelo produto dos quatro fatores citados anteriormente. A tabela a seguir apresenta alguns valores de referência para um determinado tipo de lâmpada.

FPL FMFL FSL FML FMSS

Tabela 4 - Fator de Perdas Luminosas para Lâmpadas Halógenas

4 - Fator de Perdas Luminosas para Lâmpadas Halógenas Fonte: Catálogo Geral de Produtos ITAIM Iluminação

Fonte: Catálogo Geral de Produtos ITAIM Iluminação - 2008

Quando o FPL não é fornecido pelo fabricante podemos adotar tabelas de fatores de depreciação convenientes ao trabalho que está sendo realizado. A escolha dessa tabela deve ser escolhida pelo projetista afim de atender às necessidades do projeto. Abaixo um exemplo de uma tabela de Fd.

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Tabela 5 - Fator de Depreciação

47 Tabela 5 - Fator de Depreciação Fonte: Guia de Iluminação Philips - 2004 3.2.5.3 -

Fonte: Guia de Iluminação Philips - 2004

3.2.5.3 - Diagrama de luminância e curvas de limitação de ofuscamento

Possibilita a avaliação do grau de controle de ofuscamento da luminária através da análise das curvas de luminância nos planos longitudinal e transversal da luminária e das curvas de limitação de ofuscamento nos ângulos críticos de visualização (entre 45º e 85º), conforme Figura 18. Cada curva de limitação de ofuscamento (de “a” a “h”) se refere a certo nível de iluminância para classes de qualidade distintas. Cada curva (Figura 19) é válida para certo nível de iluminância e, portanto, para certas aplicações ou tarefas visuais. Para analisar a adequação de uma luminária a uma determinada atividade, basta verificar o nível de iluminância desejado e sua respectiva curva de limitação para o nível de qualidade requerido. Se as curvas de luminâncias se mantiverem à esquerda da curva de limitação selecionada, significa que a luminária é apropriada, de acordo com o nível de controle exigido, em termos de ofuscamento.

de acordo com o nível de controle exigido, em termos de ofuscamento. Figura 18 – Ângulos

Figura 18 – Ângulos críticos de visualização

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48 Figura 19 – Curva de Limitação de ofuscamento 3.2.5.4 – Proporção Harmoniosa entre Luminâncias Acentuadas

Figura 19 – Curva de Limitação de ofuscamento

3.2.5.4 – Proporção Harmoniosa entre Luminâncias

Acentuadas diferenças entre as Luminâncias de diferentes planos causam fadiga visual, devido ao excessivo trabalho de acomodação da vista, ao passar por variações bruscas de sensação de claridade. Para evitar esse desconforto, recomenda-se que as Luminâncias de piso, parede e teto se harmonizem numa proporção de 1:2:3,e que, no caso de uma mesa de trabalho,a Luminância desta não seja inferior a 1/3 da do objeto observado, tais como livros, etc. (figura 20).

a 1/3 da do objeto observado, tais como livros, etc. (figura 20). Figura 20 – Proporção

Figura 20 – Proporção Harmoniosa entre Luminâncias

49

3.2.5.5 – Efeitos Luz e Sombras

Deve-se tomar cuidado no direcionamento do foco de uma luminária, para se evitar que essa crie sombras perturbadoras, lembrando, porém, que a total ausência de sombras leva à perda da identificação da textura e do formato dos objetos. Uma boa iluminação não significa luz distribuída por igual.

3.2.5.6 – Reprodução de Cores

A cor de um objeto é determinada pela reflexão de parte do espectro de luz que incide

sobre ele. Isso significa que uma boa Reprodução de Cores está diretamente ligada à qualidade da luz incidente, ou seja, à equilibrada distribuição das ondas constituintes do seu

espectro.

É importante notar que, assim como para Iluminância média, existem normas que

regulamentam o uso de fontes de luz com determinados índices, dependendo da atividade a

ser desempenhada no local (figura 21).

da atividade a ser desempenhada no local (figura 21). Figura 21 – IRC e Exemplos de

Figura 21 – IRC e Exemplos de Aplicação

3.2.5.7 – Tonalidade de Cor da Luz ou Temperatura de Cor

Um dos requisitos para o conforto visual é a utilização da iluminação para dar ao ambiente o aspecto desejado. Sensações de aconchego ou estímulo podem ser provocadas quando se

50

combinam a correta Tonalidade de Cor da fonte de luz ao nível de Iluminância pretendido (Figura 22). Estudos subjetivos afirmam que para Iluminâncias mais elevadas são requeridas lâmpadas de Temperatura de Cor mais elevada também. Chegou-se a esta conclusão baseando-se na própria natureza, que ao reduzir a luminosidade (crepúsculo), reduz também sua Temperatura de Cor. A ilusão de que a Tonalidade de Cor mais clara ilumina mais, leva ao equívoco de que com as “lâmpadas frias” precisa-se de menos luz.

de que com as “lâmpadas frias” precisa-se de menos luz. Figura 22 – Relação de Conforto

Figura 22 – Relação de Conforto Ambiental entre Nível de Iluminância e Tonalidade de Cor

3.2.5.8 – Ar-Condicionado e Acústica

O calor gerado pela iluminação não deve sobrecarregar a refrigeração artificial do ambiente. Há um consenso que estabelece que um adulto irradia o calor equivalente a uma lâmpada incandescente de 100W. Portanto, fontes de luz mais eficientes colaboram para o bem-estar, além de se constituir numa menor carga térmica ao sistema de condicionamento de ar. O sistema de iluminação pode comprometer a acústica de um ambiente através da utilização de equipamentos auxiliares (reatores e transformadores eletromagnéticos). Uma solução bastante eficiente, com ausência total de ruídos é o emprego de sistemas eletrônicos nas instalações.

3.2.6 – Dimensionamento do Sistema

51

Basicamente existem dois métodos para dimensionar o sistema através do cálculo luminotécnico:

- Método dos Lumens ou Método do Fluxo Luminoso;

- Método Ponto a Ponto.

O método mais utilizado para sistemas de iluminação em edificações é o método dos

Lumens ou método do Fluxo Luminoso que consiste em determinar a quantidade de fluxo luminoso (lumens) necessário para determinado recinto baseado no tipo de atividade

desenvolvida, cores das paredes, teto e piso e do tipo de lâmpada-luminária escolhidos.

O método ponto a ponto também chamado de método das intensidades luminosas baseia-

se nas leis de Lambert e consiste em determinar a iluminância (lux) em qualquer ponto da superfície, individualmente, para cada projetor cujo facho atinja o ponto considerado. O iluminamento total será a soma dos iluminamentos proporcionados pelas unidades individuais.

3.2.6.1 – Método dos Lumens

A maneira de se efetivar esse método é utilizando a fórmula abaixo:

Ø:

E:

A:

µ:

d:

E

A

d

, onde:

fluxo luminoso necessário em lumens;

iluminância ou nível de iluminamento em lux;

área do recinto em m 2 ;

coeficiente de utilização;

fator ou coeficiente de depreciação.

A

partir do fluxo luminoso total necessário determina-se o número de lâmpadas da

seguinte forma:

n

, onde:

n:

nº de lâmpadas;

Ø:

fluxo luminoso necessário em lumens;

Ф: fluxo luminoso de cada lâmpada.

O cálculo do número de luminárias necessário para um determinado ambiente segue a

seguinte fórmula:

52

N

E

med

A

n



FU

FPL

FFL

, onde:

N: número necessário de luminárias;

E med : Nível de Iluminância Médio;

A: Área do ambiente;

n: nº de lâmpadas;

Ф: Fluxo luminoso de cada lâmpada;

FU: Fator de Utilização;

FPL: Fator de Perda das Luminárias;

FFL: Fator de Fluxo Luminoso do Reator.

Quando o número de luminárias já é conhecido, o nível de iluminância médio pode ser

calculado com:

E

N

 

n

FU

FPL

FFL

, onde:

 

A

3.2.6.2 – Método Ponto a Ponto

É utilizado quando a distância entre a fonte luminosa e o plano a ser iluminado for no

mínimo 5 vezes maior do que as dimensões físicas da fonte de luz.

É aplicado através das fórmulas:

E

E

I

2

d

I

, para a luz incidindo perpendicularmente ao plano do objeto, e:

cos

3

h

2

, para a luz que não incide perpendicularmente ao plano do objeto, onde:

I: Intensidade Luminosa Vertical, em cd;

E:

Iluminância no ponto, em lux;

d:

distância da fonte luminosa ao objeto;

α: ângulo de abertura do facho;

h: distância vertical entre a fonte de luz e o plano do objeto;

I α : intensidade luminosa no ângulo α, em cd.

A iluminância (E) em um ponto é o somatório de todas as iluminâncias incidentes sobre

esse ponto provenientes de diferentes pontos de luz, ou seja:

E

I

h

2

I

cos

3

h

2

53

A figura 23 mostra claramente o método ponto a ponto aplicado na iluminação focalizada.

o método ponto a ponto aplicado na iluminação focalizada. Figura 23 – Aplicação do método Ponto

Figura 23 – Aplicação do método Ponto a ponto

3.2.7 – Distribuição das Luminárias

A distribuição de luminárias varia de acordo com a função do espaço, o layout do mobiliário, a tarefa a ser desempenhada, dentre outros fatores. No geral, a distribuição de luminárias é dada de modo uniforme no interior do ambiente. Para tanto, recomenda-se que a distância “a” ou “b” entre as luminárias (eixo a eixo) seja o dobro da distancia entre estas e as paredes laterais (Figura 24) e que haja um critério mínimo de espaçamento entre as luminárias dado por:

e

L

1,5

h

, onde:

e L : distância mínima entre luminárias (representado por a e b na figura 24) h: pé direito útil.

entre luminárias (representado por a e b na figura 24) h: pé direito útil. Figura 24

Figura 24 – Distribuição das Luminárias

54

Contudo, se a quantidade de luminárias resultantes não possibilitar uma distribuição adequada, recomenda-se sempre o acréscimo de luminárias para que não haja prejuízo do nível de iluminação necessário.

As seguintes fórmulas podem ser empregadas para obter uma distribuição de luz uniforme no interior do ambiente:

Q

Q

C

L

c

, para quantidade de luminárias no comprimento (c), e:

c  l N
c
l
N

l

, para quantidade de luminárias na largura (l).

c  l N
c
l
N

3.2.8 – Avaliação do Consumo Energético

Além da quantidade de lâmpadas e luminárias, bem como do nível de Iluminância, é imprescindível a determinação da potência da instalação, para se avaliar os custos com energia e assim desenvolver-se um estudo de rentabilidade entre diversos projetos apresentados. O valor da “Potência por m²” é um índice amplamente divulgado e, quando corretamente calculado, pode ser o indicador de projetos luminotécnicos mais econômicos. Para tanto, calcula-se inicialmente a potência total instalada.

3.2.8.1 – Potência Total Instalada

É a somatória da potência de todos os aparelhos instalados na iluminação. Trata-se aqui da potência da lâmpada, multiplicada pela quantidade de unidades utilizadas (n), somado à potência consumida de todos os reatores, transformadores e/ou ignitores. Os catálogos de alguns fabricantes contêm dados orientativos referentes às perdas dos equipamentos auxiliares (em watts) para as respectivas lâmpadas. Uma vez que os valores resultantes são elevados, a Potência Total Instalada é expressa em quilowatts, aplicando-se portanto o quociente 1000 na equação.

P t

n

W

1000

, onde:

55

Pt: potência total instalada, em kW;

n: quantidade de lâmpadas;

W: potência consumida pelo conjunto luminária + lâmpadas + acessórios, em W.

3.2.8.2 – Densidade de Potência

É a Potência Total Instalada em watt para cada metro quadrado de área.

D

P t 1000

A

, onde:

D: densidade de potência, em W/m 2 ; A: área em m 2 . Essa grandeza é muito útil para os futuros cálculos de dimensionamento de sistemas de ar-

condicionado ou mesmo dos projetos elétricos de uma instalação.

A comparação entre projetos luminotécnicos somente se torna efetiva quando se leva em

conta níveis de Iluminância iguais para diferentes sistemas. Em outras palavras, um sistema

luminotécnico só é mais eficiente do que outro, se, ao apresentar o mesmo nível de Iluminância do outro, consumir menos watts por metro quadrado.

3.2.8.3 – Densidade de Potência Relativa

Indica a relação entre a potência total instalada, área e nível de iluminância, dada em W/m2x100 lx no plano de trabalho. Utilizado para comparar a eficiência energética entre sistemas de iluminação, pois indica a densidade de potência para se obter um mesmo nível de iluminância:

D PR

D 100

E

, onde:

D PR : densidade de potência relativa em W/m 2 x 100 lux

E: iluminância média, em lx.

3.2.9 – Avaliação de Custos

Um projeto luminotécnico somente é considerado completo quando se atentar para o cálculo de custos.

56

3.2.9.1 – Custos de Investimento

É a somatória dos custos de aquisição de todos os equipamentos que compõem o sistema

de iluminação, tais como lâmpadas, luminárias, reatores, transformadores, ignitores e a fiação,

acrescidos dos custos de mão de obra dos profissionais envolvidos, desde a elaboração do projeto à instalação final. (Figura 25).

elaboração do projeto à instalação final. (Figura 25). Figura 25 – Custos de Investimento 3.2.9.2 –

Figura 25 – Custos de Investimento

3.2.9.2 – Custos Operacionais

É a somatória de todos os custos apresentados após a completa instalação do sistema de

iluminação, concentrados nos custos de manutenção das condições luminotécnicas do projeto e os custos de energia consumida (Figura 26). O custo mensal de manutenção das lâmpadas engloba o custo de aquisição de novas unidades e o custo da mão de obra necessária a executar a manutenção. Esse custo resulta da soma das horas mensais de utilização das lâmpadas dividida pela sua vida útil. O quociente que assim se obtém, informa o número de lâmpadas que serão repostas, e seu

valor deve ser multiplicado pelo preço da lâmpada nova. Já o custo da mão de obra para realizar essa reposição é dado em função da remuneração por hora de trabalho do respectivo profissional.

57

O tempo de reposição por lâmpada deve ser multiplicado pelo número de lâmpadas

repostas por mês. Esse custo é bastante significativo nas instalações de difícil acesso, como iluminação pública, quadras de esporte, etc.

O fator decisivo no custo operacional é o custo de energia elétrica, que corresponde à

Potência Total Instalada (Pt), multiplicada pelas horas de uso mensal e pelo preço do kWh.

Ao se optar por um sistema mais eficiente, este custo sofre substancial redução.

mais eficiente, este custo sofre substancial redução. Figura 26 – Custos Operacionais 3.2.9.3 – Cálculo da

Figura 26 – Custos Operacionais

3.2.9.3 – Cálculo da Rentabilidade

A análise comparativa de dois sistemas de iluminação, para se estabelecer qual deles é o

mais rentável, leva em consideração tanto os custos de investimento quanto operacionais. Geralmente o uso de lâmpadas de melhor Eficiência Energética leva a um investimento maior, mas proporciona economia nos custos operacionais. Decorre daí a amortização dos custos, ou seja, há o retorno do investimento dentro de um dado período. O tempo de retorno é calculado pelo quociente da diferença no investimento pela diferença na manutenção. Feitos os cálculos, os valores podem ser alocados em gráficos, como no da figura 27, onde se visualiza a evolução das despesas no tempo. O ponto de interseção das linhas indica o instante de

equalização destes custos.

58

58 Figura 27 – Evolução das Despesas no Tempo

Figura 27 – Evolução das Despesas no Tempo

59

4 – METODOLOGIA

Pela característica do presente trabalho de conclusão de curso, foi realizado um estudo de caso para comparar um atual sistema e projeto de iluminação de uma linha de produção de motores e em funcionamento, com novas propostas de projetos visando à ergonomia e a redução do consumo de energia. Foi escolhido o estudo de caso devido a suas várias aplicações. Assim, é apropriado para pesquisadores individuais, pois dá a oportunidade para que um aspecto de um problema seja estudado em profundidade dentro de um período de tempo limitado. Além disso, parece ser apropriado para investigação de fenômenos quando há uma grande variedade de fatores e relacionamentos que podem ser diretamente observados e não existem leis básicas para determinar quais são os mais importantes. Uma grande utilidade dos estudos de caso é verificada nas pesquisas exploratórias. Por sua flexibilidade, é recomendável nas fases iniciais de uma investigação sobre temas complexos, para a construção de hipóteses ou reformulação do problema. Também se aplica com pertinência nas situações em que o objeto de estudo já é suficientemente conhecido a ponto de ser enquadrado em determinado tipo ideal. São úteis também na exploração de novos processos ou comportamentos, novas descobertas, porque têm a importante função de gerar hipóteses e construir teorias. Ou ainda, pelo fato de explorar casos atípicos ou extremos para melhor compreender os processos típicos. A utilidade também é evidenciada em pesquisas comparativas, quando é essencial compreender os comportamentos e as concepções das pessoas em diferentes localidades ou organizações. Com base nas aplicações apresentadas, evidenciam-se as vantagens dos estudos de caso uma vez que: estimulam novas descobertas, em função da flexibilidade do seu planejamento; enfatizam a multiplicidade de dimensões de um problema, focalizando-o como um todo e apresentam simplicidade nos procedimentos, além de permitir uma análise em profundidade dos processos e das relações entre eles.

60

5 – PROJETOS DE SISTEMA DE ILUMINAÇÃO

O projeto de iluminação deve ser proposto de modo a priorizar o conforto visual, a

segurança e a produtividade dos usuários no ambiente. A definição do sistema de iluminação depende de diversos fatores, como:

Função e uso do espaço;

Forma e pé-direito do ambiente;

Tipo de forro;

Materiais construtivos, acabamentos, estilo arquitetônico;

Mobiliário;

Detalhes arquitetônicos, internos e externos;

Localização de aberturas para luz natural (janelas, domus);

Considerações fotométricas (iluminância, luminância, contraste).

Nível de conforto e satisfação dos usuários;

Tarefas desempenhadas: grau de precisão e duração;

Idade dos ocupantes;

Segurança;

Custo inicial;

Manutenção e custo energético;

não envolve somente a escolha do modelo e a

determinação da quantidade de luminárias para um determinado ambiente. A qualidade da luz resultante em um ambiente com uma dada função é fundamental para garantir que o usuário execute sua tarefa com conforto e maior produtividade. Para tanto, é importante fazer a escolha correta da luminária, da lâmpada e do equipamento de controle mais indicados. A escolha da luminária deve ser feita em função do efeito de luz pretendido (verificar a fotometria da luminária), bem como do grau de controle de ofuscamento, de seu rendimento, grau de proteção contra poeira, objetos sólidos e contra penetração de água, durabilidade e segurança. Para a seleção da lâmpada atenção especial deve ser dada para o índice de

Assim,

o projeto de iluminação

61

reprodução de cores, a temperatura de cor, a durabilidade e a eficiência luminosa do modelo em questão, além dos critérios fundamentais, como o consumo e o fluxo luminoso (ou intensidade luminosa e ângulo de abertura do facho, dependendo do tipo de lâmpada). Para a determinação dos equipamentos de controle, verificar o fator de potência, o fator de fluxo luminoso, perdas, distorção harmônica e a possibilidade de dimerização do sistema. Além da escolha das luminárias, lâmpadas e equipamentos de controle, deve-se atentar para sua distribuição no ambiente, conforme efeitos desejados, minimizando o ofuscamento e evitando a criação de áreas muito escuras que põem em risco a segurança dos usuários. O excesso de luz também deve ser evitado, pois além de provocar desconforto visual, aumenta o consumo de energia.

5.1 – SISTEMA ATUAL DE ILUMINAÇÃO

O sistema atual de iluminação, na verificação “in loco”, é composto de 94 luminárias

pendentes do tipo iluminação direta sem refletor com 4 lâmpadas por luminária. O reator é do tipo eletrônico de partida instantânea com alto fator de potência e as lâmpadas são do tipo T8 de 32W de potência. Essa configuração demanda aproximadamente 12.318 kWh por mês e

custos operacionais da ordem R$ 2.260,00 / mês.

O nível médio de iluminância dessa linha é da ordem de 480 lux. Esse valor foi obtido

junto à linha de produção. A NBR 5382/1997, prevê que o levantamento desse tipo de informação seja efetuado com instrumento adequado, que contenha fotocélula com correção de cosseno e correção de cor, com temperatura ambiente entre 15 e 50 ºC. Prevê também que

a fotocélula deva ser exposta a uma iluminância mais ou menos igual à da instalação por um

período próximo a 10 minutos a fim de garantir a estabilização do aparelho para aí sim efetuar

a coleta dos dados. Dessa forma, seguindo a NBR 5382/1997, foi utilizado o instrumento

Luxímetro Digital marca Hagner Modelo EC1 com precisão de ± 3% da leitura e ± 5 dígitos (calibrado com lâmpada incandescente padrão na temperatura de cor de 2856 K) que contempla a exigência da norma. A exposição do instrumento à iluminância da linha no período de 10 minutos também foi atendida. Assim sendo os dados foram coletados e obteve- se a iluminância média acima informada (ver tabela 6).

62

Tabela 6 – Atual iluminância nos postos de trabalho

 

Col et a de da dos

   

Valores em

Posto

Descrição da Atividade

Lux

M.

1.0

Colocar Bloco na linha

300

M.3.0

Retirar tampas

440

M.3.1

Montar casquilho mancal

420

M.

4.0

Montar casquilho e capas dos mancais

580

M.

4.1.

Montar anéis de Encosto

500

R.0.1

Reparar mancais

590

KVM 1

Montar anéis de compressão

570

KVM 2

Desmontar conjunto biela

420

KVM 3

Montar casquilhos

480

KVM 4

Montar anel trava do pino pistão

570

M.5.0

Montar conjunto embolo bloco

650

M.6.0

Montar tampas de biela

820

R.0.2

Reparar mancais

700

M.

7.0

Montar pinos guia da flange traseira

380

M.8.0

Montar pinos guia da flange traseira

380

M.9.0

Montar pescador de óleo

600

M.9.1

Apontar 06 parafuso na flange

470

M.11.1

Aplicar Silicone carter

458

M.

11.2

Torquer Parafuso no carter de chapa

590

M.11.3

Virar Rumpf Motor na posição correta

410

M.12.0

Montar parafusos p/ fixar cabeçote

380

M.12.1

Aplicar gel e colocar cabeçote

190

M.12.1

Abastecer esteira transportadora

350

M.13.0

Montar velas de ignição e sensor

370

M.

14.0

Retirar RM

370

 

Iluminância Média (E med )

480

Fonte: Coleta de dados no posto de trabalho

De acordo com a ABNT, NBR 5413, o nível de iluminância para uma linha de produção desse tipo deve estar compreendido entre 500 e 1000 lux dependendo dos fatores determinantes para o nível de iluminância adequado. Após identificação e avaliação das

63

características abrangidas por esses fatores, determinou-se que o nível adequado de iluminância para essa linha deve ser de 750 lux. Diante dessa constatação verificou-se que o projeto atual não está adequado às necessidades mínimas. O desconforto visual proporcionado pela baixa iluminância pode afetar a segurança dos funcionários após horas de trabalho e comprometer a sua produtividade, conseqüentemente comprometer a produtividade da linha como um todo.

5.2 – NOVO SISTEMA DE ILUMINAÇÃO

Os dados levantados do atual projeto do sistema de iluminação da linha de produção evidenciam uma falha com relação ao nível de iluminância presente. Uma nova proposta deve ser elaborada a fim de atender ao nível de iluminância adequado que irá garantir acima de tudo a questão da ergonomia dos postos de trabalho e mais intrinsecamente a segurança dos funcionários que ali desempenham suas atividades laborais. Outro ponto a ser focado é o de reduzir o consumo de energia atual, buscando obviamente, economia com custos operacionais de iluminação. Com a grande diversidade de lâmpadas, luminárias e acessórios mais eficientes e modernos encontrados na atualidade foi realizada uma pesquisa para identificar os componentes que poderiam substituir o atual projeto de iluminação a fim de atender o nível correto de iluminância com conseqüente redução do consumo de energia. Foi proposta a utilização de lâmpadas fluorescentes tubulares TL5. Essas lâmpadas, em relação às atuais, consomem 12,5% menos de energia, tem diâmetro menor que a atual o que possibilita maior irradiação do fluxo luminoso para a área de trabalho (vide dados comparativos no Anexo 1). Sua tonalidade de cor também é superior a da atual o que pode proporcionar um estímulo maior da atividade laboral levando a uma tendência de maior de produtividade. A luminária especificada para esse projeto também é do tipo pendente com iluminação direta. Porém ela comporta somente 2 lâmpadas, é confeccionada em chapa de aço branca e possui refletor externo de chapa de aço branca, fator esse que proporciona melhor rendimento da luminária devido à maior refletância do fluxo luminoso emitido. Tem 1172 mm de comprimento, 174 de largura e 85 de altura. A figura 28 apresenta o tipo de luminária escolhida para esse projeto.

64

64 Figura 28 – Ilustração da luminária e diagramas Polar de intensidade e Fluxo Zonal As
64 Figura 28 – Ilustração da luminária e diagramas Polar de intensidade e Fluxo Zonal As

Figura 28 – Ilustração da luminária e diagramas Polar de intensidade e Fluxo Zonal

As características do reator que será empregado no novo projeto devem ser equivalentes ao usado atualmente (do tipo eletrônico com partida instantânea e com alto fator de potência) devido a sua alta eficiência, porém a potência deve ser compatível com a potência das novas lâmpadas. Portanto o novo reator também contribuirá com uma significativa redução no consumo de energia, da ordem de 50% em relação ao atual.

5.2.1 – Cálculos Luminotécnicos

Para se determinar a essência de um projeto de iluminação, isto é, o nível adequado de iluminância, deve-se efetuar os cálculos luminotécnicos necessários considerando todas as restrições que interferem no processo de iluminamento. Dados como quantidade de lâmpadas e luminárias, por exemplo, serão obtidos através desses cálculos. Antes porém, deve-se identificar qual método será aplicado para se processar os cálculos. No caso desse trabalho,

65

será adotado o “Método dos Lumens” devido às características do recinto estudado. Para se determinar o fluxo luminoso necessário, temos os seguintes dados:

Iluminância prevista: 750 lux

Área do recinto:

960 m 2

Coeficiente de utilização:

0,54

o

Esse coeficiente é o produto do índice de recinto pela eficiência da luminária

(valor informado no catálogo do fabricante). O índice de recinto foi obtido da seguinte forma:

as refletâncias de teto, parede e piso foram consideradas como 70%, 10% (devido à parede se encontrar consideravelmente afastada da linha de produção) e 10% respectivamente. O fator de local (k) foi obtido em função das dimensões do recinto: 80 m de comprimento, 12 m de largura e 2,4 m de pé-direito útil. Foi, portanto obtido o valor de 4,35 para k. Cruzando esse valor com os índices de refletância na tabela de Fator de Utilização da lâmpada / luminária escolhida para o projeto, encontrou-se o índice de recinto: 0,70. No caso

da luminária adotada para esse projeto, o valor obtido de eficiência é 0,77. Portanto:

0,70 0,77 0,54 .

Fator de depreciação: 0,57, obtido junto a Tabela de Fator de Depreciação da lâmpada

escolhida para o projeto. Diante dessas informações obtêm-se o fluxo luminoso necessário:

E

A

750 960 0,57

0,54

d

760000

lm

Com o fluxo luminoso determinado, encontra-se agora o número de lâmpadas necessárias. Para encontrar esse valor é preciso saber o fluxo luminoso de uma lâmpada: no caso desse trabalho, o fluxo da lâmpada escolhida é de 2900 lumens. Portanto:

n

760000

2900

263lâmpadas

Para se definir o número de luminárias necessário basta dividir o nº total de lâmpadas calculado pelo nº de lâmpadas por luminária. Conforme visto anteriormente, a luminária escolhida para esse projeto comporta 2 lâmpadas. Assim sendo, o nº mínimo de luminárias exigido para o projeto é de 131. É necessário nesse momento efetuar o cálculo das equações

abaixo para definir a distribuição das luminárias pelo recinto.

Q

C

c

c  l N
c
l
N

(1)

66

Q L

l

c  l N
c
l
N

(2)

Através da equação (1) obtêm-se o número de colunas de luminárias que devem ser dispostas no comprimento do ambiente. Já a equação (2) prevê o número de linhas de luminárias que devem ser dispostas na largura do ambiente. Em (1), encontrou-se o seguinte resultado: 29,55. Já em (2) o resultado encontrado foi: 4,43. O número mínimo de luminárias necessárias para se atingir o nível mínimo de iluminamento é de 131. Se arredondarmos para cima os valores encontrados em (1) e (2) será obtido um número de 150 luminárias. Essa quantidade vai atender ao nível mínimo de iluminamento com folgas, porém deve encarecer um pouco mais o projeto. Adotando-se 27 luminárias na disposição do comprimento do recinto e 5 na largura, a quantidade de luminárias do projeto será de 135. Dessa forma o valor projetado está garantido e conseqüentemente o nível mínimo de iluminância também além do barateamento do custo com aquisição de equipamentos e do custo operacional. Para se determinar o espaçamento mínimo entre as luminárias deve-se atender ao critério abaixo:

e

L 1,5

h

Assim sendo, o espaçamento entre luminárias não pode ser maior que 3,6m. A disposição das luminárias é apresentada na figura 29.

A disposição das luminárias é apresentada na figura 29. Figura 29 – Disposição das luminárias –

Figura 29 – Disposição das luminárias – 27 no comprimento e 5 na largura

5.2.2 – Consumo de Energia do novo projeto

67

Um dos principais objetivos desse trabalho é projetar um sistema mais eficiente que

proporcione redução do consumo de energia. Dessa forma foram realizados os seguintes

cálculos para identificar os níveis de redução no consumo de energia:

Potência Total das Lâmpadas

n

Potência Total do Conjunto Acessório

o

o

Pt

Pt

P

NL

P

NCA

26328 7560

W

135 33 4455

W

LAM

CA

N

Potência Total Instalada

o

Pt

Pt

CA

Pt

LAM

1000

7560

4455

1000

12,02

Densidade de Potência

Pt

o

A

Densidade de Potência Relativa

12,02

960

D

1000

1000

13

W

/

2

m

kW

o

D PR

D 13

100

100

E 816

1,53(

W

/

2

m

) /100

lux

Custo do Consumo Mensal de Energia

o A Empresa trabalha 21h por dia fora do horário de pico (de ponta) e 3h por dia

no horário de pico (de ponta). Fazendo-se uma relação de proporcionalidade, o custo do kWh

para a Empresa sai por R$ 0,17. Considerando que a Empresa trabalha em média 672h/mês, o

custo do consumo mensal de energia é:

CCME Pt Thtm CMEE 12 672 0,17 R$1399,11

A tabela 7, abaixo apresentada, compara de forma objetiva a eficiência do sistema atual e

do novo sistema.

68

Tabela 7 – Comparativo de consumo e gastos

Características de Consumo de Energia

Sistema Atual

Novo Sistema

Iluminância Alcançada (lux)

480

816

Potência Total Instalada (kW)

18,33

12,02

Potência Nominal da Lâmpada (W)

32

28

Potência Total das Lâmpadas (W)

12032

7560

Potência Nominal Cj.Acessórios (W)

67

33

Potência Total Cj. Acessórios (W)

6298

4455

Densidade da Potência (W/m²)

19,09

12,52

Densid. Potência Relativa (W/m²)/100 lux

3,98

1,53

Custo Médio da Energia Elétrica (kW/h)

0,17

0,17

Na ponta (kW/h)

0,26

0,26

Fora da ponta (kW/h)

0,16

0,16

Custos do Consumo Mensal de Energia

2134,47

1399,11

Fonte: Cálculos de Projeto

5.2.3 – Análise da Rentabilidade

Para que o novo projeto possa ser praticado é importante mostrar o quanto é necessário investir, o quanto vai custar para mantê-lo, em quanto tempo será retornado esse investimento e os custos com a manutenção do mesmo. Para saber o quanto é necessário investir, devemos considerar todo o equipamento a ser adquirido mais o custo do projeto. Assim:

Preço de cada lâmpada:

R$

24,30

Preço de cada luminária:

R$

45,00

Preço de cada acessório por luminária:

R$

32,90

Custo do projeto + instalação:

R$

0,00, não foi considerado nenhum

valor.

Portanto:

CI 270 24,30 135 45,00 32,900,00 R$17077,50

Em relação aos custos operacionais, deve-se considerar:

Custo do consumo mensal de energia:

R$ 1399,11

R$ 244,94, levando-se em

consideração o tempo de vida útil da lâmpada adotada igual há 18.000 horas e a quantidade de lâmpadas empregadas no projeto. Assim:

Custo médio mensal de reposição de lâmpadas:

CO CCME CMRL 1399,11 244,94 R$1644,05

69

Em relação ao projeto atual há uma economia mensal de R$ 616,50.

5.2.4 – Retorno do Investimento

Com base nos dados apurados verifica-se que o retorno do investimento diante das

condições propostas deve acontecer em 2,3 anos. Esse pay-back é calculado através do

quociente do valor investimento pela diferença entre os custos operacionais do sistema atual e

do novo sistema num período de 12 meses (1 ano). Assim:

PB

17077,50

616,50

12

2,3anos

O gráfico na figura 30 apresenta esse pay-back.

Pay-Back R$ 18.000,00 R$ 16.000,00 R$ 14.000,00 R$ 12.000,00 R$ 10.000,00 R$ 8.000,00 R$ 6.000,00
Pay-Back
R$ 18.000,00
R$ 16.000,00
R$ 14.000,00
R$ 12.000,00
R$ 10.000,00
R$ 8.000,00
R$ 6.000,00
R$ 4.000,00
R$ 2.000,00
R$ -
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
R$ (2.000,00)
Investimento

Tempo de Retorno (em meses)

Figura 30 – Retorno do investimento na linha do tempo

Após o retorno do investimento a Empresa passa a economizar com custos operacionais

em torno de R$ 7400,00 por ano.

70

6 – CONCLUSÃO

A coleta dos dados da atual iluminação foi essencial para verificar o nível inadequado de iluminância. Através dos cálculos realizados, apresentados no texto e nos anexos, fica comprovada a eficiência do projeto que garante um nível de iluminância acima do mínimo recomendado pela ABNT, demonstrando a importância de se investir no emprego de novos equipamentos e tecnologias relacionadas com a área de iluminação. Também está garantida a redução do consumo de energia com o investimento a ser feito preservando ainda a ergonomia do local de trabalho em termos de iluminação adequada para a eficiência das atividades desenvolvidas bem como assegurando que perdas de produtividade e de qualidade dos produtos não venham a ocorrer em função de baixa eficiência de iluminação. Nos anexos 1 e 2 estão apresentadas, de forma conclusiva e compacta, as planilhas com os dados gerais referentes ao projeto da atual iluminação assim como do novo projeto proposto.

71

REFERÊNCIAS

PHILIPS. Guia de Iluminação. São Paulo: 2004. 57 p.

PHILIPS. Catálogo Geral Luminárias 2008. São Paulo: 2007. 17 p.

OSRAM. Manual Luminotécnico Prático. São Paulo: 2006. 26 p.

ITAIM ILUMINAÇÃO. Catálogo Geral de Produtos 2008. São Paulo: 2008. 209 p.

ITAIM ILUMINAÇÃO. Guia de Referência 2008. São Paulo: 2008. 56 p.

GE ILUMINAÇÃO. Guia de Consulta Técnica. Rio de Janeiro: 2002. 14 p.

DEMAPE. Reatores para iluminação. São Paulo: 2007. 8 p.

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5413 – Iluminância de interiores. Rio de Janeiro: 1992. 13 p.

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5382 – Verificação de Iluminância em interiores. Rio de Janeiro: 1985. 4 p.

BARBOSA, Luis Antonio Greno. História e Conceitos de Iluminação: Material didático de apoio à disciplina. 1. ed. Rio de Janeiro: Universidade Estácio de Sá, 2007. 16 p.

CERVELIN, Severino. Melhoria da eficiência luminosa. 2002. 117 f. Monografia (Pós- Graduação em Engenharia de Produção). Programa de Pós-Graduação da UFSC, Florianópolis, 2002.

GUERRINI, Délio Pereira. Iluminação – Teoria e Projetos. 1. ed. São Paulo: Érica, 2007.

BOSSI, Antonio; SESTO, Ézio. Instalações Elétricas VOL.2. 6. Ed. Curitiba: Hemus, 2002

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ANEXOS

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ANEXO 1

 

CÁLCULO DE ILUMINÂNCIA INTERNA - MÉTODO DAS EFICIÊNCIAS

 

Dados

Atual

C/ Lâmpadas Philips

 

1

Comprimento (m)

80

80

2

Largura (m)

12

12

3

Área (m²)

960

960

Descrição do Ambiente

4

Pé-Direito (m)

---

---

5

Pé-Direito Útil (m)

2,40

2,40

6

Índice do Recinto (K)

4,35

4,35

7

Fator de Depreciação (Fd)

0,57

0,57

 

8

Coeficiente de Reflexão - Teto

0,7

0,70

9

Coeficiente de Reflexão - Parede

0,1

0,10

10

Coeficiente de Reflexão - Piso

0,1

0,10

Características

de Iluminação

11

Iluminância Planejada (lux)

500

750

12

Temperatura de Cor (Kelvin)

4000

5000

13

Índice de Reprodução de Cores (IRC)

85

85

 

14

Tipo de Lâmpada

Fluorescente Tubular T8

Fluorescente Master TL5

15

Fluxo Luminoso da Lâmpada (lúmen)

2700

2900

16

Lâmpadas por Luminária

4

2

Lâmpadas e Luminárias

17

Tipo de Luminária

Luminária Pendente com 4 Lâmpadas 32W sem refletor

Luminárias Pendente com 2 Lâmpadas 28W com refletor

18

Fator de Fluxo Luminoso (BF)

1

1

19

Grupo da Luminária

---

---

20

Eficiência da Luminária (ηL)

0,56

0,77

21

Eficiência do Recinto (ηR) - (Teto/Par./Piso)

0,77

0,70

 

22

Fator de Utilização (ηL*ηR)

0,43

0,54

23

Quantidade de Lâmpadas (n)

376

263

24

Quantidade de Luminárias (N)

94

131

 

25

Quantidade de Luminárias na Instalação

94

135

25a

Distribuição Luminárias no Comprimento

 

27

25b

Distribuição Luminárias na Largura

 

5

26

Iluminância Alcançada (lux)

480

816

da Instalação Cálculo de ControleConsumo

27

Potência Total Instalada (kW)

18

12

27a

Potência Nominal da Lâmpada (W)

32

28

27a1

Potência Total das Lâmpadas (W)

12032

7560

27b

Potência Nominal Cj.Acessórios (W)

67

33

27b1

Potência Total Cj. Acessórios (W)

6298

4455

28

Densidade da Potência (W/m²)

19

13

 

29

Densid. Potência Relativa (W/m²)/100 lux

3,98

1,53

74

ANEXO 2

CÁLCULO DE RENTABILIDADE

 

Características do Sistema de Iluminação e Ambiente

 

Atual

 

Novo Projeto

1

Modelo de Lâmpada

 

Fluorescente Tubular T8

 

Fluorescente Master TL5

2

Fluxo Luminoso Nominal da Lâmpada (lumens)

 

2700

 

2900

3

Modelo do Reator

 

Philips EL232A26

 

Philips EL232A27

4

Tecnologia do Reator

Eletrônico de partida instantânea e alto fator de potência

Eletrônico de partida instantânea e alto fator de potência

5

Fator de Fluxo Luminoso do Reator (BF)

 

1

 

1

6

Fluxo Luminoso Obtido por Lâmpada (lumens)

 

2700

 

2900

7

Modelo da Luminária

Luminária Pendente com 4 Lâmpadas 32W sem refletor

 

Luminárias Pendente com 2 Lâmpadas 28W com refletor

8

Nível de Iluminação Obtido (Iluminância, em lux)

 

480

 

816