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A visão cristã da morte – I


maio 3rd, 2011 | Autor: Domingos

Com este tópico iniciamos nossas reflexões sobre a morte. É um tema complexo e, ao mesmo tempo, muito belo, quando
tratado com profundidade! Assim, nos próximos números deste Jornal, estaremos meditando sobre este tema. Desde já,
observem bem o título que dei a estas meditações: A visão cristã da morte! Não vamos nos preocupar simplesmente com a
morte pela morte, como simples fato biológico; nossa preocupação será com a morte aos olhos da fé cristã e,
conseqüentemente, com o modo cristão de morrer! Sim, porque existe um modo cristão e um modo pagão de encarar a
morte.

Comecemos com uma questão: como a Escritura encara a morte? Ela trata da questão sempre sob o enfoque da fé. Jamais a
vida e a morte são vistas em si mesmas, mas sempre em relação a Deus: é na fé que podemos compreender em profundidade
o sentido do viver e do morrer. Se o mundo atual já não sabe mais o que pensar da morte, é porque já não vive mais em
profundidade e com seriedade a fé. Infelizmente, hoje em dia, crer parece que se tonou sinônimo de ser crédulo,
supersticioso…

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É claro, no Antigo Testamento, que são as obras da nossa existência no mundo que determinam o mérito ou demérito da
pessoa. O sheol (ou seja, a mansão dos mortos) aparece claramente, nas concepções mais antigas do Antigo Testamento,
como o lugar da total passividade, de absoluta ausência de decisões: já não se pode mais refazer a existência temporal (cf. Sb
2-5). No Novo Testamento também está presente a convicção de que o juízo vai depender das obras realizadas no tempo da
vida terrena (cf. Mt 13,37ss; 25,34ss; Jo 3,17ss; 5,29; 12.47ss). A mesma convicção aparece na parábola do rico epulão (cf.
Lc 16,19ss). Texto particularmente claro é 2Cor 5,10: “Pois teremos todos de comparecer perante o tribunal de Cristo. Aí
cada um receberá segundo o que houver praticado pelo corpo, bem ou mal”. Também Hb 9,27: “Para os homens está
estabelecido morrerem uma vez e logo em seguida virá o juízo”. Ambos os textos mostram claramente que a vida é irrepetível
e definitiva. O que nela plantamos será decisivo na hora de nossa morte!

Feito este primeiro esclarecimento, avancemos na nossa reflexão. Atualmente, tanto a filosofia quanto a teologia ocupam-se,
com especial interesse, da questão da morte. O problema é que somente podemos falar da morte dos outros. Vemos os outros
morrerem… mas quem experimentou a morte, não fala mais… não volta aqui! Assim, é sempre difícil falar da morte, já que
ninguém tem experiência da sua própria! Mas, vamos tentar!

Com a morte, a condição humana chega a seu ponto culminante e também seu ponto crítico, pois esta experiência da morte
toca o homem não somente pela dor da progressiva dissolução de seu corpo como também pelo temor da desaparição
perpétua. Não podemos, portanto, fazer de conta que a morte não existe ou, se existe, diz respeito aos outros e não a nós.
Pelo contrário: a morte dos outros deve recordar-nos que também nós morreremos! Para a escatologia, a morte tem interesse
porque com ela acontece o fim da história para cada homem, com ela realiza-se o ponto crítico da passagem desta vida para
uma outra situação – aquela podemos esperar somente na fé.

Vejamos parte por parte: é próprio de todo ser vivo, inclusive do ser humano, a mortalidade. Todo organismo vivo decai até
chegar à morte natural. É verdade que a Escritura diz que a morte é salário do pecado (cf. Rm 6,23), mas disso trataremos
mais adiante. Por enquanto é importante compreender isso: a morte faz parte da vida; o homem é mortal! Não dá para
escapar da morte. A medicina pode prolongar a vida, mas não pode evitar a morte

Mas, o que significa morrer? Primeiramente, a morte revela nossa finitude, nossa limitação! Que estranho é o ser humano:
sonha com a vida, deseja a vida… mas sabe que um dia morrerá! Aliás, o homem é o único ser que sabe que morrerá… por
isso mesmo, a morte não é somente uma questão física, biológica: não é apenas um corpo que morre e vira cadáver; é uma
pessoa que morre! Eu não digo: “Meu corpo morre”, ao invés, digo e sinto: “Eu morro!” E é interessante: em geral,
aproximamo-nos da morte exatamente quando mais queremos viver, quando, já adultos, damos tanto valor à vida e somos já
maduros. Em certo sentido, nunca estamos prontos para morrer, mas para viver. E é assim, já que Deus é o Deus vivo e nos
criou para a vida. Santo Irineu já dizia: “A glória de Deus é o homem vivo!” Assim, a morte tem sempre um gostinho amargo,
mesmo para quem crê. Como compreender isso?

Deus é Vida e criou-nos para a vida. É verdade que ele não nos criou para a morte, não é o autor da morte. A morte entrou
no mundo pelo pecado: “Deus criou o homem para a incorruptibilidade e o tornou imagem de sua própria natureza. A morte
entrou no mundo por inveja do diabo e a experimentarão os que a ele pertencem” (Sb 2,23s). Por outro lado, também é
verdade que Deus não nos criou para vivermos aqui eternamente. A Escritura não ensina que, se o homem não tivesse
pecado iria viver aqui para sempre! Pelo contrário. O Eclesiástico diz claramente: “Da terra o Senhor formou o homem, e
para ela o faz voltar. Aos homens concedeu dias contados e tempo medido. Ele disse-lhes: “Precavei-vos de toda injustiça”;
e a cada um deu mandamentos em relação ao próximo” (Eclo 17,1-2.14). Vejamos bem: Deus criou o homem e deu-lhe
apenas um punhado de dias contados: o homem não viveria aqui eternamente… de qualquer modo, voltaria à terra, ao pó! E
isso, mesmo que não tivesse pecado! Então, temos que conciliar essas duas idéias: Deus nos criou para a vida, não é o autor
da morte e, por outro lado, mesmo sem o pecado morreríamos.

Já expliquei que a morte não é simplesmente uma questão física. Fomos criados para a comunhão com Deus e, mesmo sem o
pecado, nossa comunhão com o Senhor somente seria plena na Glória. O homem, mesmo sem o pecado original, teria ainda
que crescer muito na comunhão com Deus, até chegar ao cume desta comunhão na Glória. Ele não viveria aqui para sempre:
passaria para a Glória. Esta passagem de modo algum teria o gosto de morte… seria, isto sim, uma feliz partida para o Deus
da vida. Ora, com o pecado, o homem distanciou-se de Deus e esta passagem passou a ser desintegradora, dolorosa… passou
a ser uma morte! Em outras palavras: experimentar a saída deste mundo como uma morte, é conseqüência do pecado. Daí a
palavra de Paulo: “O salário do pecado é a morte” (Rm 6,23). A morte, como nós experimentamos atualmente, na nossa
situação de pecadores, não é somente uma questão biológica, física; é também uma decadência pessoal, existencial. É
dolorosa no corpo e na alma! Tem um gosto de derrota, de salto no escuro, de pulo no desconhecido! E não adianta fingir que
a morte não existe! Assim, o que nossa fé nos ensina é exatamente isso: Deus não é o autor dessa situação de morte em que
vivemos: as mortes de cada dia, de cada derrota, de cada sofrimento, de cada injustiça, traição ou lágrima… tudo isso é
conseqüência de uma humanidade pecadora…. Tampouco Deus é o autor da última morte, daquela que marca o término da
nossa vida terrena… Se a experimentamos como derrota, dissolução, salto no escuro… é devido à situação de pecado. Se o
homem não tivesse dito “não” a Deus, não experimentaria a partida deste mundo como morte, como derrota dolorosa, como
salto no escuro…

Bom, no próximo post, continuaremos nossas reflexões. Ainda temos muito o que dizer!

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Postado em Escatologia | Tags: antigo testamento, morte, novo testamento

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