PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

ALINE MULINARI BRUNO WAPINIKI DOS REIS CAMILA TAZONIERO DO AMARAL EDUARDO NEGRO MARQUES

CONTÊINERES

CURITIBA 2010

ALINE MULINARI BRUNO WAPINIKI DOS REIS CAMILA TAZONIERO DO AMARAL EDUARDO NEGRO MARQUES

CONTÊINERES

Trabalho apresentado para o Programa de Aprendizagem Transportes e Logística I do Curso de Engenharia Civil da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Prof. Lucas Bach Adada.

CURITIBA 2010

......................................22 Figura 10 – Container Open Top 40 pés..................................27 .......................................................................................................................18 Figura 6 – Container Tanque de 20 pés.............LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Container Standard 20 pés.........................................20 Figura 8 – Container Flat Rack 40 pés...........................................................................19 Figura 7 – Container Flat Rack 20 pés...................................................................................22 Figura 11 – Bill Of Lading.................................................................................................................................................................................................................18 Figura 5 – Container Plataforma 20 pés..........17 Figura 4 – Container High Cube....25 Figura 12 – Exemplos de Estufagem de Containers................................16 Figura 2 – Container Standard 40 pés....................................................................................................21 Figura 9 – Container Open Top 20 pés.............16 Figura 3 – Container Reefer de 20 pés.............................................

................................18 Tabela 11 – Características do Container Plataforma de 20 pés...................20 Tabela 14 – Características do Container Flat Rack 40 pés.................17 Tabela 10 – Características Container High Cube.......................10 Tabela 3 – Conversões para os Comprimentos dos Módulos.....................................................11 Tabela 4 – Container de 20 pés de Aço Construído na Inglaterra..................................23 ....................................11 Tabela 5 – Container de 20 pés de Alumínio Fabricado pela Fruehauf...................................................TABELAS Tabela 1 – Parâmetros Gerais dos Contêineres................16 Tabela 8 – Características Container Standart de 40 pés ....................19 Tabela 13 – Características do Container Flat Rack 20 pés......12 Tabela 6 – Container de 20 pés Fabricado pela Fuji Heavy Industries...................................22 Tabela 16 – Características do Container Open Top 40 pés................................17 Tabela 9 – Características Container Reefer de 20 pés ....21 Tabela 15 – Características do Container Open Top 20 pés...........................19 Tabela 12 – Características do Container Tanque de 20 pés............................................................12 Tabela 7 – Características Container Standart de 20 pés .........................................9 Tabela 2 – Principais Dimensões Não Padronizadas pela ISO....

...............................0 TIPOS DE CONTÊINERES........................................15 6..............................0 BREVE HISTÓRICO.0 DIMENSÕES............26 9........................................................................6 2......................................0 PROCEDIMENTOS PARA A VISTORIA DE CONTÊINERES........................................................................................ PESO E PADRONIZAÇÃO DOS CONTÊINERES.............................................................................................13 5.......25 8..................0 OVAÇÃO E DESOVA DO CONTÊINER................23 7.SUMÁRIO 1......................9 4........................0 NUMERAÇÃO DO CONTÊINER...................0 RECIBO DO EQUIPAMENTO OU INTERCÂMBIO (EIR – EQUIPAMENT INTERCHANGE RECEIPT)................................0 INTRODUÇÃO...........................................7 3............0 CONCLUSÃO.........................................29 ....................

equipamentos. conhecido em português como contêiner ou contentor. trens etc. . geralmente de grandes dimensões. destinado ao acondicionamento e transporte de carga em navios.6. é um equipamento utilizado para transportar carga. 1. características e métodos de vistoria carga e descarga de containers. Trata-se de um recipiente de metal ou madeira.0 INTRODUÇÃO O termo inglês container. O presente trabalho tem por objetivo expor os tipos.

árabes e europeus. teve a idéia de armazená-los e transportá-los em grandes caixas de aço que pudessem. o americano Malcom Mc Lean. deteriorações e desvios de mercadorias. Somente em 1937. serem embarcadas nos navios. além de terminais portuários.0 BREVE HISTÓRICO O termo inglês container. somente em 1966 Mc Lean aventurou-se na área internacional. motorista e dono de uma pequena empresa de caminhões. em 5 de maio daquele ano (1966) chegava a Roterdã . é um equipamento utilizado para transportar carga.7. enviando um navio com contêineres à Europa. Com o tempo. A unidade base geralmente considerada é o TEU (em inglês: twenty feet equivalent unit). não haviam conseguido criar uma forma não só de evitar as enormes perdas no transporte com as quebras. trens etc. elas próprias. os seus precursores. como também de agilizar e reduzir o custo das operações de carga e descarga. chineses. Mc Lean aprimorou métodos de trabalho e expansão de sua companhia. abrangendo transporte marítimo. 2. destinado ao acondicionamento e transporte de carga em navios. a Sea-Land (depois Maersk-Sealand). conhecido em português como contêiner ou contentor. É também conhecido como cofre de carga. geralmente de grandes dimensões. ao observar o lento embarque de fardos de algodão no porto de Nova Iorque. prejudicadas pelo período da Segunda Guerra Mundial (1939/ 1945). Assim.já o maior porto do . Durante séculos de comércio internacional. então com pouco mais de 20 anos. Tem como característica principal constituir hoje em dia uma unidade de carga independente. fluvial. Após inúmeras experiências nos Estados Unidos. tornando-a uma das pioneiras do sistema intermodal. pois é dotado de dispositivos de segurança previstos por legislações nacionais e por convenções internacionais. com dimensões padrão em medidas inglesas (pés). Trata-se de um recipiente de metal ou madeira. ferroviário.

ou Container Express Service. nas medidas 6x6x8 pés. 1968 . o desembarque foi feito com o próprio guindaste do navio.O mundo começou a sentir a necessidade de padronização das medidas desses containers.Finalmente. tanto para o uso como para a fabricação de containers em nosso território. Frans Posthuma. 1950 . baseadas naquelas normas. outra criação de Mc Lean.8. como padrão. que ali descarregou 50 unidades. Antevendo a revolução que iria ocorrer no transporte marítimo. Porém. com apenas 208 empregados para atender ao crescente movimento de contêineres. . o mundo esperou mais 10 anos por essa famosa unificação. 1958 . parece que atualmente o mundo todo está adotando. apesar de muitas ressalvas e controvérsias. mundo . Como não havia equipamento apropriado. conseguiu a exclusividade para receber os contêineres destinados à Europa. um verdadeiro exército de nove mil estivadores trabalhava no grande porto holandês.O exército americano desenvolveu o seu recipiente chamado Conex. cinco das empresas estivadoras que operavam em Roterdam criaram a ECT. o diretor do porto. O Brasil. fundamentou todas suas instruções técnicas. normalizar e padronizar a fabricação desses receptáculos. como as dimensões propostas por uma divergiam da outra. por ter adotado as especificações da ISO. Somente então que na América a ASA e na Europa a ISO formaram seus respectivos comitês para estudar.o cargueiro adaptado SS Fairland da Sea Land. as especificações e dimensões propostas pela ISO. Naquela época. em 1967. embora em alguns países as dimensões ASA ainda sejam aceitas. Logo depois. vinculando a 25 empresas de serviço. comprometendo-se a preparar um terminal especializado para desembarcá-los.

PESO E PADRONIZAÇÃO DOS CONTÊINERES O Brasil.00 60. ou seja. com altura de 8 ½ pés).48 38. 9’06” 8’. Tabela 1 – Parâmetros Gerais dos Contêineres COMPRIMENTO (pés) 10 20 30 40 LARGURA (pés) 8 8 8 8 ALTURA (pés) 8’. As dimensões altura (8 pés) e largura (8 pés) são sempre invariáveis (N. 9’06” 8’. tanto nos veículos como nos pátios ou armazéns. 9’. A unidade modular é o container de 20 pés de comprimento. dependendo do módulo. 9’. sendo que o comprimento varia. . Essa regulamentação é controlada pelos órgãos Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Instituto de Metrologia.0 DIMENSÕES.00 A plena utilização do volume útil do contêiner depende sobremaneira da experiência do pessoal empregado na operação de ovação ou estufagem. Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).E. sendo daí tirados os outros módulos.00 30.9. tanto para o uso como para a construção desses cofres no nosso País. ocupando os espaços de forma racional. 8’06”. ‘9’. 8’06”. O sistema proposto pela ISO é modular. os containers formam unidades que se encaixam perfeitamente.00 45.48 30. por ter ratificado a proposta da International Standards Organization (ISO). 8’06” 8’.: na época da redação original deste texto começavam a ser padronizados os conteineres extra-altos. 9’06” VOLUME ÚTIL (m³) 15. que é um órgão técnico da Secretaria de Tecnologia Industrial do Ministério da Indústria e Comércio.00 30. 3.00 CAPACIDADE (toneladas) 15. fundamentou toda a sua regulamentação. baseando-se naquela diretriz. para normalização técnica dos containers. 8’06”.

O Brasil. seus volumes em pés cúbicos.Tolerância e Pesos Brutos. em 1971. Considerando o pé linear como 0.Especificações de dispositivos de cantos dos containers. Tabela 2 – Principais Dimensões Não Padronizadas pela ISO USUÁRIO Matson Bell Lines Bell Lines Europa Diversos Diversos Diversos Diversos COMPRIMENTO 24’ 35’ 40’ 40’ 43’ 45’ 49’ 53’ LARGURA 8’ 8’ 2.Classificação e Designação . assim. 9’06” 8’ 9’ 06”. 9’06” 8’06” 9’06” 8’06”.10.500 mm 2. temos as seguintes conversões para os comprimentos dos módulos: .500 mm 8’ 8’ 2.Dimensões . 9’ 06”.600 mm 8’ 06” ALTURA 8’. os limites de peso para o transporte rodoviário são inferiores à capacidade de peso (payload) máxima do contêiner. obviamente foi obrigado a converter essas dimensões para o nosso sistema.5 9’ 06” 9’ 06”.Terminologia relativa aos containers. P-NB/193/71 .5 A padronização dos containers proposta pela ISO exige e indica suas capacidades gravimétricas em toneladas métricas.Ensaios de containers. P-MB/505/71 . Em alguns países. 8’06”. a ABNT emitiu as seguintes normas para a padronização dos containers em nosso território: • • • • P-TB/75/71 .3048 m. 9’. por adotar o sistema métrico. P-NB/309/71 . suas dimensões em pés lineares e. conseqüentemente.

40 m³ 18. temos em nosso sistema 2. importadores e exportadores. de 8 ½ pés. embora tenham suas dimensões externas padronizadas.299 kg . Para se ter uma idéia dessa diversificação. o que realmente vai ter significado prático são as dimensões internas. Essas medidas. Relembramos que os containers.096 9. interessam aos transportadores.192 Como a largura e a altura são sempre iguais a 8 pés (N. não têm o mesmo volume interno útil.048 6. uma vez que este varia de acordo com o tipo de material empregado na sua fabricação.11. relacionamos abaixo as dimensões dos containers mais usados no Brasil: Tabela 4 – Container de 20 pés de Aço Construído na Inglaterra CARACTERÍSTICA Comprimento Largura Altura Volume interno Peso Payload Tara MEDIDA 5878 mm 2315 mm 2161 mm 29.012 kg 2. Quanto aos usuários. por indicarem as dimensões externas.438 metros. Tabela 3 – Conversões para os Comprimentos dos Módulos COMPRIMENTOS MÓDULOS Pés ½ 1 1½ 2 10 20 30 40 Metros 3.: não considerados os conteineres extra-altos.144 12. na época do texto em fase de padronização mundial).E.

as variações das dimensões internas chegam em certos casos a ser fundamentais. citamos os containers de 20 pés construídos pela firma Fuji Heavy Industries do Japão: Tabela 6 – Container de 20 pés Fabricado pela Fuji Heavy Industries CARACTERÍSTICA Comprimento Largura Altura Volume interno Peso Payload Tara MEDIDA 5905 mm 2346 mm 2384 mm 33 m³ 18. para que o aluguel seja rateado em menor proporção no custo unitário da mercadoria. Como exemplo. em uso no Brasil. os containers high top. na escolha do container apropriado para o transporte de determinadas mercadorias. temos ainda.300 kg Como se pode notar. em função disso.020 kg 2. . o usuário deve procurar colocar a maior quantidade possível de mercadorias no container. com altura externa de 8´ 6" (8 pés e 6 polegadas).401 kg 1. ou seja. O único fator que pode encarecer o transporte de uma mercadoria em container é o aluguel do mesmo e. Tabela 5 – Container de 20 pés de Alumínio Fabricado pela Fruehauf CARACTERÍSTICA Comprimento Largura Altura Volume interno Peso Payload Tara MEDIDA 5829 mm 2349 mm 22351 mm 31 m³ 18.919 kg Além desses.12. ou de seu frete.

o . Considerando as variações das dimensões internas. sendo atualmente adotado o padrão de 40’ x 8’ x 9’ 6” A numeração de todo contêiner tem identificações para ser reconhecido pelo sistema ISO registradas no Bureau International of Containers BIC. a sigla de quatro letras define o proprietário. o aproveitamento racional das capacidades dos containers é de extrema importância. já se sente a necessidade de alterar as normas contidas no TC-104 da ISO. Cabe mencionar que. foi criada a ISO – International Organization for Standardization (Organização Internacional de Padronização).13. e elas estão na sua porta. quer no que concerne ao volume ou peso. sendo as três primeiras relativas à empresa e a quarta sempre o ‘U’ de unit ou unidade. Normalmente. é o de série do equipamento desse proprietário.15 . na folha direita de quem está olhando a unidade por trás. que iniciou a publicação de normas para contêineres.27. 4.0 NUMERAÇÃO DO CONTÊINER No panorama internacional. o verificador ou de controle para a segurança no transporte.85 x 2. por isso.67 metros cúbicos. Assim. a prática recomenda que sejam adotadas as seguintes medidas para o cálculo do volume interno do container de 20 pés: 5. à exceção de alguns armadores norte-americanos. sendo o sétimo dígito.20 x 2. O número de sete dígitos. Essas normas foram aceitas universalmente. cuja codificação compreende os seguintes grupos: • • a sigla (código) de quatro letras do proprietário e um número com sete dígitos. e a capacidade gravimétrica útil de 18 toneladas. as mercadorias conteinerizáveis são transacionadas em quantidades passíveis de uma utilização completa do container. em nível mundial.

....................... 5 para 9’ 6”.... 9 para 1’ ¼” ou 2’) o terceiro dígito é o da categoria do contêiner................ o que permite a perfeita identificação de uma unidade conteinerizada......Open Top..........General Purpose o VH.. conforme listados abaixo: o 0 = Contêiner fechado o 1 = Contêiner fechado...... GO........ U6.... como ‘US’ para Estados Unidos da América............. o primeiro dígito representa o comprimento (2 para 20’ ou 4 para 40’)....Bulk o UT..... • identificação de dimensões e tipo composto de quatro dígitos ou caracteres podendo ser números ou números e letras.....General Purpose Ventilated o BU...... não o de sua nacionalidade. enquanto os dois últimos podem ser números ou letras e identificam o seu tipo e finalidade............... Hardtop o UP........Hardtop ........................ U1... V2............ ventilado o 2 = Contêiner isolante e térmico o 3 = Contêiner refrigerado o 4 = Contêiner refrigerado com equipamento removível o 5 = Contêiner com teto livre o 6 = Plataforma o 7 = Contêiner tanque o 8 = Contêiner de granel e de gado o 9 = Contêiner ventilado ou com o quarto dígito junto: o GP........... G1... Os dois primeiros são números e identificam comprimento e altura. B0............................. código do proprietário e o seu respectivo número são únicos... 2 para 8’ 6”............. o segundo dígito indica a altura do contêiner (0 para 8’.... 1 para 4’.14.. o país de registro da unidade para efeitos legais é dado pelas duas letras pela qual o país é conhecido internacionalmente.............. • • o código de duas letras do país de registro do proprietário. o tamanho e tipo do contêiner são identificados pelos seus dígitos ou caracteres..... V3........

. Atualmente. líquidos perigosos.Insulated o TN.15... granéis sólidos.... alimentos....... R3......... Além de todos os dados já citados........net ou payload) e para o conjunto dos dois... equipamentos de movimentação e empilhamento.. como granéis líquidos.... laterais flexíveis.. PC... cada vez mais abrangente...... características de resistência...... peso máximo de empilhamento. são dados para o contêiner (tara)...... o PL... etc.Flat Rack o RT......... ....... gases...... que é o peso bruto (gross) máximo que a unidade pode pesar... muitos tipos de containeres são utilizados..... bem como em outros modais. foi inevitável para os fabricantes de containeres a normalização das suas dimensões.......... R1. petróleo.. o que possibilita o transporte de diversos tipos de carga..... para a carga que pode comportar (peso líquido .. O espaço (capacidade) para a carga está definido em metros cúbicos ou pés cúbicos.... marcação e classificação.... ano de fabricação.........Refrigerated o HR. P1.. em quilos e libras. T0........... 5...... P0...... diesel. Os pesos máximos e espaço (capacidade) para a carga também são indicados na porta do contêiner....0 TIPOS DE CONTÊINERES Com a grande expansão do mercado internacional de mercadorias......). dispositivos de fixação........... as portas do contêiner podem mencionar o fabricante......... P8............... Os pesos.. Essa normalização foi providencial para permitir que o container pudesse ser utilizado igualmente em diversos navios............ RS..... altura: high cube (HC) – tarja amarela e preto.. minérios e animais vivos..Plataform o PF...... e assim cumprir o princípio para o qual foi criado........ etc.... refrigerados.... vistoria. fluidos.... H0. R9... RC....Tank o quarto dígito especifica o tipo do contêiner na categoria (para carga geral.

A seguir. 2 m3 24000 kg 2080 kg 21920 kg Figura 2 – Container Standard 40 pés . Figura 1 – Container Standard 20 pés É o mais utilizado em virtude da sua versatilidade. granéis e também cargas úmidas e/ou líquidas. os tipos de container mais utilizados.16. Tabela 7 – Características Container Standart de 20 pés Dimensões Externas Comprimento Largura Altura Cubagem Peso Máximo Tara Carga 6058 mm 2438 mm 2591 mm ------------Dimensões Internas 5906 mm 2340 mm 2388 mm ------------Abertura da Porta ---2346 mm 2282 mm ------------Pesos ---------33. atendendo as necessidades de cargas secas.

3 m3 25400 kg 3040 kg .550 kg 26930 kg Figura 3 – Container Reefer de 20 pés Container isolado termicamente.6 m3 30480 kg 3. Com piso em alumínio e paredes internas de aço inoxidável. sucos e frutas. Possui as mesmas funções do anterior. com o dobro do comprimento. Tabela 9 – Características Container Reefer de 20 pés Dimensões Externas Comprimento Largura Altura Cubagem Peso Máximo Tara 6058 mm 2438 mm 2591 mm ---------Dimensões Internas 5498 mm 2270 mm 2267 mm ---------Abertura da Porta ---2270 mm 2210 mm ---------Pesos ---------28.17. Tabela 8 – Características Container Standart de 40 pés Dimensões Externas Comprimento Largura Altura Cubagem Peso Máximo Tara Carga 12192 mm 2438 mm 2591 mm ------------Dimensões Internas 12044 mm 2342 mm 2380 mm ------------Abertura da Porta ---2337 mm 2280 mm ------------Pesos ---------67. Indicado para transportar carnes.

entre outros. brinquedos. Normalmente utilizado para rouparia. cigarros. onde o volume supera o peso. fumo.18. Carga ---------22360 kg Figura 4 – Container High Cube Indicado para cargas de pequena densidade. Tabela 10 – Características Container High Cube Dimensões Externas Comprimento Largura Altura Cubagem Peso Máximo Tara Carga 12192 mm 2438 mm 2895 mm ------------Dimensões Internas 12032 mm 2350 mm 2695 mm ------------Abertura da Porta ---2338 mm 2585 mm ------------Pesos ---------72.6 m3 30480 kg 4150 kg 26330 kg Figura 5 – Container Plataforma 20 pés . mobiliário.

materiais de construção. Tabela 11 – Características do Container Plataforma de 20 pés Dimensões Externas Comprimento Largura Altura Cubagem Peso Máximo Tara Carga 6058 mm 2438 mm 226/228 mm ------------Dimensões Internas 6020/12150 mm 2413/2290 mm ---------------Abertura da Porta ---2338 mm 2585 mm ------------Pesos ---------29/67 m3 ---------- Figura 6 – Container Tanque de 20 pés A melhor maneira de carregar líquidos tóxicos. Essa plataforma é a solução para produtos “fora dos padrões”. máquinas. voláteis. barcos. inflamáveis. entre outros. tanques. Tabela 12 – Características do Container Tanque de 20 pés Dimensões Externas Comprimento Largura Altura Cubagem Peso Máximo 6058 mm 2438 mm 2591 mm ------Dimensões Internas -----------------Abertura da Porta ---------------Pesos ---------------- . de tamanhos além do comum. etc. chapas. como por exemplo.19.

disponíveis no mercado em quatro modelos: com cabeceiras fixas.9 m3 25400 kg 2845 kg 22555 kg . Tara Carga ------------------------- Figura 7 – Container Flat Rack 20 pés São ideais para cargas que excedem em altura e largura. móveis manuais. móveis por molas e sem cabeceiras.20. Tabela 13 – Características do Container Flat Rack 20 pés Dimensões Externas Comprimento Largura Altura Altura dobrada Altura da Plataforma Acesso de carga pelo topo Acesso de carga pelo lado Largura Largura entre batentes Largura entre colunas Altura Cubagem Peso Máximo Tara Carga 6058 mm 2438 mm 2591 mm 555 mm 271 mm ------------------------------Dimensões Internas -----------------5908 mm 5508 mm 2387 mm 2182 mm 2190 mm 2320 mm ------------Abertura da Porta ---------------------------------------------Pesos ---------------------------------28.

21. Tabela 14 – Características do Container Flat Rack 40 pés Dimensões Externas Comprimento Largura Altura Altura dobrada Altura da Plataforma Acesso de carga pelo topo Acesso de carga pelo lado Largura Largura entre batentes Largura entre colunas Altura Cubagem Peso Máximo Tara Carga 12192 mm 2438 mm 2591 mm 700 mm 605 mm ------------------------------Dimensões Internas -----------------12020 mm 11730 mm 2230 mm 2230 mm 2100 mm 1986 mm ------------Abertura da Porta ---------------------------------------------Pesos ---------------------------------67 m3 45000 kg 5180 kg 39820 kg . Figura 8 – Container Flat Rack 40 pés Possui as mesmas funções do anterior com o dobro do comprimento.

A proteção da carga é feita por uma lona fixada no topo do container. Tabela 15 – Características do Container Open Top 20 pés Dimensões Externas Comprimento Largura Altura Altura centro dos arcos Altura sob as laterais de arco Acesso de carga pelo topo Cubagem Peso Máximo Tara Carga Comprimento no painel lateral 5068 mm 2438 mm 2591 mm ------------------------Dimensões Internas 5792 mm ----2225 mm ------------------------Abertura da Porta 2336 mm ---2233 mm ------------------------Pesos ---------2370 mm 2320 mm ---32. Figura 9 – Container Open Top 20 pés A solução para cargas de tamanhos irregulares e/ou que só possam ser carregadas por cima.2 m3 24000 kg 2050 kg 21950 kg 2346 mm Figura 10 – Container Open Top 40 pés .22.

do manuseio do container e mão de obra envolvida no processo gera algumas regulamentações para dar segurança aos usuários. como por exemplo: . Por isso.0 PROCEDIMENTOS PARA A VISTORIA DE CONTÊINERES O container é uma ferramenta essencial para o transporte de mercadorias. Tabela 16 – Características do Container Open Top 40 pés Dimensões Externas Comprimento Largura Altura Altura centro dos arcos Altura sob as laterais de arco Acesso de carga pelo topo Cubagem Peso Máximo Tara Carga Comprimento no painel lateral 12192 mm 2438 mm 2591 mm ------------------------Dimensões Internas 11883 mm ----2152 mm ------------------------Abertura da Porta 2337 mm ---2280 mm ------------------------Pesos ---------2380 mm 2330 mm ---65. é necessária uma vistoria completa antes de qualquer tipo de movimentação. mas tem o dobro do comprimento.23. seja o dono da mercadoria ou o transportador. pois garante agilidade e. Possui as mesmas funções do anterior.6 m3 30820 kg 3800 kg 27020 kg 2342 mm 6. precisa também garantir segurança para quem transporta. A importância da vistoria de segurança da carga.

O tempo máximo estimado de permanência para um container num depósito de vazios é de 30 dias. o locatário é responsável pelo exame do container. para identificar avarias evidentes ou causadas por terceiros. onde o terminal é instruído a não receber containeres sujos de importação. .A International Convention for Safe Container (CSC) estabelece que o proprietário. O objetivo é garantir a circulação segura dos containeres após sua vistoria de fabrica. efetuando vistorias periódicas das condições estruturais dos containeres em nível de engenharia de construção. uma particularidade em sua operação. Na saída do container três pontos são considerados para que o mesmo esteja apto para uso. Ao receber os containeres (gate-in). A vistoria se inicia no gate-in. cuja validade é de 30 dias e que tem a finalidade de entregar ao embarcador o container em perfeitas condições de utilização. ou por acordo. a segurança para a carga e a segurança para o container.24. anterior a entrega. É importante relatar. os depósitos de vazios realizam vistorias relatando eventuais avarias para aprovação e execução dos reparos. a saber: a segurança para o ser humano. Essa vistoria é feita ainda em cima do caminhão e ainda fora do terminal. Essa reforma deve restituir o container a sua forma original ou o mais próximo dela. Essa operação tira de circulação o container. não faz parte do inventário de disponíveis para novo carregamento. . pois quando liberado para reutilização deverá ficar por no mínimo 4 horas a menos 18° para estar apto ao uso. até que se encontre novamente em condição de uso. denominada PTI (Pre Trip Inspection). que apesar de já se encontrar na condição de vazio. efetuada por órgãos certificadores internacionais. O armador costuma proceder a uma inspeção prévia. e deve ser executada com materiais de igual ou superior qualidade dos originais. Essa pré-vistoria é uma exigência dos armadores. com relação aos containeres reefer.

0 RECIBO DO EQUIPAMENTO OU INTERCÂMBIO (EIR – EQUIPAMENT INTERCHANGE RECEIPT) Equipment Interchange Receipt . sujeiras. Documento que confirma a entrega do container vazio no terminal designado pelo armador.25. Figura 11 – Bill Of Lading . Basicamente os procedimentos para vistoria são instituídos para que o container esteja sempre nas suas condições originais. etc). 7. Neste documento deve-se anotar as condições em que o equipamento foi devolvido (avarias.

como por exemplo: não estufar um container com mercadorias completamente diferentes entre si. 8. Desovar: é o ato de retirar mercadorias do container.0 OVAÇÃO E DESOVA DO CONTÊINER A colocação e retirada da carga do equipamento tem as seguintes denominações: Estufamento/Ovação: é o ato de carregar o container. para evitar surpresas desagradáveis no momento de estufá-lo na prática. se faça um "plano de estiva" para adequação da carga ao mesmo. Modalidades de Ovação e Desova de Containers • H/H (House to House) . Também é necessário que não haja espaço vazio no container. ou se preciso. É importante a observação de alguns detalhes na hora do estufamento de um container. peso específico. amarrar ou escorar a carga. umidade e controle de temperatura.26. a fim de evitar que a carga se movimente no seu interior. principalmente para evitar o excesso de peso em um dos lados. É conveniente que antes de se iniciar a estufagem de um container. em relação a odor.FCL/FCL (Full Container Load) – CY/CY (Container Yard) Nesta modalidade tanto o vendedor quanto o comprador têm o direito de ovar e desovar o container em local por eles designado. além de sempre colocar as mercadorias mais pesadas sob as mais leves. independente de onde ou como isso é realizado. devendo depois devolvê-lo ao armador. • P/H (Pier to House) ou LCL/FCL (Less Than Container Load / Full Container Load) . uma vez que o container está sujeito a vários tipos de movimentos. A carga deve ser alocada de forma adequada.

• P/P (Pier to Pier) ou LCL /LCL (Less than Container Load) ou CFS/CFS (Container full shipper) Nesta modalidade tanto o vendedor quanto o comprador devem realizar a ovação e desova do container em área portuária. O vendedor deve realizar a ovação do container em área portuária designada pelo armador e o comprador tem o direito de desová-lo em local por ele designado e depois devolvê-lo ao armador. Figura 12 – Exemplos de Estufagem de Containers .27. depois devolvê-lo ao armador e o comprador deve desová-lo em área portuária. designada pelo armador. • H/P (House to Pier) ou FCL/LCL O vendedor tem o direito de ovar o container em local por ele designado.

28. .

segurança para quem transporta. 9. .0 CONCLUSÃO O container é uma ferramenta de organização e acondicionamento de mercadorias essencial para o transporte de mercadorias. amenizando as preocupações e evitando atrasos referentes a chegada e partida de mercadorias. Através do seu sistema de distribuição e organização de mercadorias. pois garante agilidade e.29. tornando possível facilitar e agilizar todo o processo logístico. consegue solucionar eventuais problemas logísticos na área Portuária.

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