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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE – UFAC

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE E DO DESPORTO – CCSD

CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

ANA CATIA ALENCAR


CÁSSIA MARIA LIMA
CLEUCIANE LIMA
EDNA LOPES
JAKELINE ISRAEL
HANNA PAULA WANDERLEY

DOENÇAS MENTAIS
Resumo

Trabalho apresentado à Profª. Terezinha de


Freitas como requisito para obtenção de nota
na disciplina Enfermagem Em Saúde
Mental do curso de Graduação em
Enfermagem da Universidade Federal do
Acre.

Rio Branco
2011
Doenças mentais

As doenças mentais são conhecidas desde a antiguidade. No século XVII um aumento


na quantidade de portadores de doenças mentais que passaram a perturbar a ordem pública,
obrigou a sociedade a buscar solução para esse problema. Surgiram então as primeiras
tentativas de recolher esses doentes em um local que oferecesse abrigo, proteção, cuidados
gerais de saúde, auxílio durante as crises além da oportunidade de convivência com outras
pessoas.
No entanto, o que realmente ocorria era exatamente o contrário, esses lugares foram
transformados em um local onde os pacientes eram jogados e esquecidos, ou seja, resolvia-se
o problema da sociedade, mas não do doente mental. Uma superlotação impedia o cuidado
humanista idealizado inicialmente.
Também surgiram as teorias de que a doença mental era sociogênica, ou seja, o
problema ocorria quando a pessoa era exposta a mensagens contraditórias de aceitação e
rejeição, comumente encontradas nas relações de pais e filhos, em outras palavras, as pessoas
com problemas psiquiátricos eram vítimas da sociedade e da família, teorias essas que
configuravam uma distorção da psicanálise de Freud.
Surgiu então o movimento chamado Psiquiatria Democrática que propunha a
desospitalização dos doentes mentais e o convivo social dos mesmos.
Mas o que realmente contribuiu para a desospitalização desses doentes mentais foi o
surgimentos de terapêuticas modernas (os psicofármacos e os antipissicóticos) a partir de
1950.
No entanto essa reinserção social do doente mental não ocorreu como deveria, pois o
dinheiro economizado com as internações não foi aplicado na prevenção primária, além disso
a sociedade e até mesmo a própria família não se mostraram preparadas para receber esses
doentes mentais. Houve precariedade também na distribuição de medicamentos.
Hoje a situação desses pacientes é de total abandono, muitos sem assistência alguma
em suas casas, perambulando nas ruas, nos abrigos ou até mesmo nas prisões. Nota-se uma
ausência de mobilização social no sentido de atendimento a essas pessoas. Com o fechamento
dos leitos, pouquíssimo foi construído como alternativa. Sabe-se que o doente mental sem o
devido tratamento deteriora sua situação, passando a necessidade de cuidados permanentes.
Portanto é necessário uma mudança urgente na política atualmente defasada. O hospital
precisa ser visto como um local que às vezes torna-se necessário para o cuidado de pacientes
psiquiátricos. O estabelecimento de um sistema primário de prevenção, de diagnóstico rápido
e introdução precoce de tratamento são algumas das medidas sugeridas que podem melhorar a
assistência a esses pacientes. O atendimento às necessidades básicas (amparo, alimento,
proteção), também podem estar incluídas no planejamento dessas políticas. Também é
necessária a aquisição de equipamentos de saúde adequados para o atendimento ideal às
pessoas portadoras de doença mental.
Não podemos nos conformar com a utilização do paciente como motivo para
campanhas políticas que nunca se concretizam. É necessário que a sociedade arque com a sua
responsabilidade quanto ao doente mental e que a evolução na prática acompanha ao que tem
ocorrido nas teorias, pois muito se tem descoberto a cerca da doença mental e às
interferências sociológicas sobre ela, porém pouco se tem feito de fato para amenizar essas
interferências/ocorrências.

Referência
- Texto produzido com base no material disponibilizado pela professora Terezinha de Freitas:
Saúde Mental, Dr Valentim Gentil.