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6/6/2011 Agenda

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

GENERALIDADES

1.1 Comportamento de um Material

Quando uma força age sobre um corpo, produz neste uma TENSÃO que pode ser de TRAÇÃO, COMPRESSÃO, CISALHAMENTO,
FLEXÃO ou TORÇÃO.
Todas as tensões produzidas no corpo, causam a este uma DEFORMAÇÃO.
Se a tensão é pequena, o corpo volta ao seu estado (tamanho) normal assim que a força deixa de agir sobre o mesmo. A esta
propriedade chamamos ELASTICIDADE.
Porém se a tensão for muito grande, poderá causar ao corpo uma DEFORMAÇÃO PERMANENTE, isto é, o corpo poderá ficar
permanentemente deformado mesmo após a ação da força.
Por outro lado, se a tensão for ainda maior, poderá causar até uma RUPTURA do corpo.
A maior tensão que o corpo pode suportar é definida como sendo o LIMITE DE RESISTÊNCIA ou TENSÃO DE RUPTURA.

1.2 GRÁFICO DE TENSÃO x DEFORMAÇÃO

A fim de melhor caracterizar o comportamento de um material submetido às tensões progressivas, reproduzimos na FIG.1 o gráfico
conhecido por TENSÃO x DEFORMAÇÃO.
Este gráfico que representa um corpo sob a ação de uma força de tração, tem sua ordenada a indicação da tensão e na abscissa a
deformação correspondente.

PONTO I - LIMITE DE PROPORCIONALIDADE (lei de HOOKE) - as deformações são


proporcionais às tensões.
PONTO II - LIMITE DE ELASTICIDADE - elastic idade é a propriedade do material de o
corpo retornar ao seu tamanho inicial assim que a forç a deixa de agir sobre o mesmo.
PONTO III - LIMITE DE ESCOAMENTO - caracteriza a perda da propriedade elástic a do
material.
PONTO IV - LIMITE DE RESISTÊNCIA ou TENSÃO DE RUPTURA - maior tensão que o
corpo pode suportar
PONTO V - Instante em que o corpo se rompe.

TENSÕES MÉDIAS E ALONGAMENTO APROXIMADO DOS MATERIAIS

Tensão de ruptura Tensão


along.
kgf / cm² esc.
Material OBSERVAÇÕES
Tração Compres. Cisalham. tração
%
Tr Tr-c T r-s kgf / cm²
Aço estrutural 4000 4000 3000 2000 30
SAE 1010 3500 3500 2600 1300 33
SAE 1015 3850 3850 2900 1750 30
SAE 1020 4200 4200 3200 1930 26
Aços carbonos recozidos ou
SAE 1025 4650 4650 3500 2100 22
normalizados
SAE 1030 5000 5000 3750 2300 20
SAE 1040 5800 5800 4350 2620 18
SAE 1050 6500 6500 4900 3600 15
SAE 1070 7000 7000 5250 4200 9
SAE 2330 7400 7400 5500 6300 20 Aço níquel, recozido ou
SAE 2340 7000 7000 5250 4850 25 normalizado
SAE 3120 6300 6300 4750 5300 22
Aço níquel-cromo, recozido ou
SAE 3130 6800 6800 5100 5900 20
normalizado
SAE 3140 7500 7500 5600 6500 17
SAE 4130 6900 6900 5200 5750 20

SAE 4140 7600 7600 5700 6500 17 Aço cromo-molibdênio, recozido ou


SAE 4150 8150 8150 6100 6900 15
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SAE 4150 8150 8150 6100 6900 15 normalizado
SAE 4320 8400 8400 6300 6500 19 Aço níquel-cromo-molibdênio,
SAE 4340 8600 8600 6500 7400 15 recozido ou normalizado
Tensão de ruptura Tensão
along.
kgf / cm² esc.
Material Tração Compres. Cisalham. tração OBSERVAÇÕES
%
Tr Tr-c T r-s kgf / cm²
SAE 4620 6200 6200 4650 5100 23
Aço níquel-molibdênio, recozido ou
SAE 4640 8200 8200 6150 6700 15
normalizado
SAE 4820 6900 6900 5200 4700 22
SAE 5120 6100 6100 4600 4900 23
Aço cromo, recozido ou
SAE 5140 7400 7400 5500 6200 18
normalizado
SAE 5150 8150 8150 6100 7000 16
SAE 6120 6500 6500 4850 6400 18 Aço Cr-V, recoz.ou normaliz.
SAE 8620 6200 6200 4650 5600 18 Aço Cromo-níquel-molibdênio,
SAE 8640 7500 7500 5600 6300 14 recozido ou normalizado
AISI 301 7700 7700 5800 2800 55
AISI 302 6300 6300 4700 2480 55
Aço inoxidável cromo-níquel
AISI 310 6900 6900 5150 3150 45
AISI 316 6000 6000 4500 2460 55
AISI 410 4900 4900 3700 2640 30
Aço inoxidável cromo
AISI 420 6700 6700 5000 3500 25
Tensão de ruptura Tensão
along.
kgf / cm² esc.
Material OBSERVAÇÕES
Tração Compres. Cisalham. tração
%
Tr Tr-c T r-s kgf / cm²

Ferro Fundido 1200 a 2400 6000 a 8500

Cobre 2250 2250 1680 700 45


Latão 3420 3420 2550 1200 57
Bronze 2800 2800 2100 50
Br.Fosforoso 5250 5250 3950 4500 25
Alumínio 1800 1800 1350 700 22
Metal Patente 790 790 590 100 18
TIPOS DE CARGA:

1. ESTÁTICA
2. INTERMITENTE
3. ALTERNADA
4. BRUSCA OU A CHOQUE

Quando uma peça está sujeita a uma


carga constante, invariável ao decorrer do
tempo.

Peça sujeita a uma carga pulsante, isto é,


variável de zero a um valor máximo
permitido.

Quando uma peça está sujeita a uma


carga variável nos dois sentidos, por
exemplo, a biela de um pistão de dupla
ação.

Peça sujeita a variação brusca ou a


choque, por exemplo, componentes de
prensas em geral.

FATOR DE SEGURANÇA (F)


CARGA
MATERIAL
ESTÁTICA INTERMITENTE ALTERNADA BRUSCA
Ferro Fund. 6 10 15 20
Aç o mole 5 6 8 12
Aç o duro 4 6 8 12
Madeira 8 10 15 20

grupomec.tripod.com/Material.htm 2/4
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CLASSES DE RESISTÊNCIA:

RESISTÊNCIA A TRAÇÃO:

Quando uma barra for submetida a uma força (P),


atuando no sentido do seu eixo, isto é, perpendicular
a sua secção transversal, estará sofrendo uma tração
e uma deformação que será a de acréscimo de
comprimento.

RESISTÊNCIA A COMPRESSÃO:

Quando uma força (P), agir no sentido longitudinal da


peça, isto é, perpendicular a sua secção transversal,
esta sofrerá uma compressão e um achatamento.

RESISTÊNCIA AO
CISALHAMENTO:

Quando duas forças (P) atuam sobre uma peça (ex.: rebite), transversalmente ao seu eixo,
sofrerá um cisalhamento, isto é, a peça tenderá a ser cortada.

RESISTÊNCIA A FLEXÃO :

Quando uma força (P), atua sobre uma barra,


perpendicularmente ao seu eixo, produzirá a flexão do
referido eixo.

RESISTÊNCIA A TORÇÃO:

Quando uma força (P), agindo no plano perpendicular


ao eixo da barra tenderá a girar cada secção
transversal em relação às demais secções, torcendo-
a.

RESISTÊNCIA A FLAMBAGEM:

Se a barra submetida a compressão for de comprimento muito grande em


relação a sua secção, ela se dobrará sob a ação da força (P), produzindo
a flambagem .

RESISTÊNCIA COMPOSTA :

Quando uma peça estiver sujeita a mais de uma classe de resistência, a mesma terá que ser
calculada pela resistência composta.

grupomec.tripod.com/Material.htm 3/4
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grupomec.tripod.com/Material.htm 4/4