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Material de vidro do laboratório

As vidrarias de laboratório são utensílios de vidro usados para análises, separação de


misturas, reacções e testes. O becker, o erlenmeyer e o tubo de ensaio são exemplos.

Algumas vidrarias indispensáveis em um laboratório são o becker, o erlenmeyer e o balão de fundo chato
mostrados acima.

Um grande recurso que facilita a construção dos conceitos de Química, além da


compreensão e correlação entre os diversos conteúdos das ciências, é a experiencia,
em que é possível vivenciar e observar na prática esses conhecimentos. Mas antes de
realizar experimentos no laboratório de Química, é preciso primeiro saber qual é a
finalidade de cada uma das vidrarias de laboratório e como utilizá-las.

Primeiramente, esses equipamentos são chamados assim porque eles são feitos de
um vidro cristal ou temperado que contém graduações em sua superfície externa.
Esse tipo de vidro não reage com a maioria das substâncias usadas em laboratório e
pode ser submetido ao aquecimento direto ou indireto sem quebrar. A fim de adquirir
essa resitência mecânica ao calor, ao choque térmico e aos produtos químicos,
costuma-se agregar um tipo de vidro especial que é o vidro borossilicato, em que é
adicionado boro aos constituintes do vidro comum. O vidro borossilicato possui

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coeficiente de dilatação menor que o do vidro comum e menor densidade, sendo,
portanto, mais leve. Além disso, seu ponto de fusão é maior. Visto que esse vidro é
mais trabalhado, ele é também mais caro e, por isso, essas vidrarias devem ser
manuseadas com muito cuidado.

Existem algumas dessas vidrarias que são escurecidas a fim de armazenar compostos
que reagem com a luz. Na realidade, existem milhares de vidrarias usadas na Química,
mas, a seguir, iremos explicar mais detalhes sobre as mais usadas em um laboratório
não só de Química, mas de Ciências no geral.

Becker

É de uso geral e pode ser utilizado em líquidos e misturas com ou sem ocorrência de
reacção, para dissolver sólidos em líquidos e aquecer as substâncias (colocando-o
sobre uma tela de amianto). Assim, como as demais vidrarias, existem béckers que
podem comportar diversos volumes, sendo que isso está escrito na sua graduação. No
entanto, o becker não é uma vidraria de laboratório que possui a graduação com muita
exactidão.

Becker com solução líquida

Erlenmeyer

Assim como o becker, o erlenmeyer também pode ser usado para preparar soluções e
aquecer líquidos, mas também serve para armazená-las. Visto que tem a boca mais
estreita, possui mais fácil manuseio, por isso, é muito utilizado em titulações. Além do
mais, esse afunilamento ajuda a diminuir as chances de perda de material.

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ReacWaw ção química ocorrendo dentro de um erlenmeyer

Tubo de ensaio

É usado para testar reacções e aquecer substâncias em pequena escala.

Tubos de ensaio com soluções em estante

Balão de fundo chato

Os balões de fundo chato, de fundo redondo e volumétrico são todos utilizados no


preparo de soluções, pois podem dissolver substâncias por meio de agitação, para
aquecer soluções e líquidos e também para realizar reacções em que há
desprendimento de gases. O balão de fundo chato tem a vantagem de poder ser
colocado sobre a superfície sem o risco de cair e poder ser aquecido sobre tela de
amianto em um tripé.

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Reação em balão de fundo chato

Balão de fundo redondo

Conforme dito no item anterior, apresenta as mesmas finalidades que o balão de fundo
chato, porém, visto que seu fundo é arredondado, ele pode ser usado em uma manta
aquecedora, o que permite um aquecimento da solução por igual em toda a sua
extensão. Ele é mais apropriado e é muito utilizado em processos de destilação,
sistemas de refluxo e evaporação a vácuo, acoplado a um rotavapor.

O balão de fundo redondo não fica em pé sozinho como mostrado na figura

Balão volumétrico

A vantagem desse balão sobre os anteriores é que ele possui uma graduação
volumétrica com maior precisão. Mas o volume é único e fixo, sendo descrito na parte
externa do balão.

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Esse balão volumétrico possui o volume fixo de 25 mL indicado pelo traço de aferição

Pipeta graduada
Serve para medir e transferir pequenos volumes de líquidos. Sua vantagem sobre a
pipeta volumétrica (veja a seguir) é que ela possui várias graduações ao longo do seu
tubo, podendo medir volumes variáveis, enquanto a pipeta volumétrica possui somente
um volume único e fixo.

A pipeta graduada mede e transfere volumes variáveis de líquidos

Pipeta volumétrica:
Tem a mesma finalidade que a pipeta graduada, mas tem a grande vantagem de ter
uma precisão bem maior. Todos os tipos de pipeta não podem ser aquecidos, e o
líquido é puxado para dentro delas por meio de sucção provocada por um equipamento
acoplado a elas denominado de “Pera”, pois tem um formato muito parecido com essa
fruta.

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Pipetas volumétricas

Proveta:
É utilizada para medir o volume de líquidos e soluções líquidas, além de realizar
transferências com mais fácil manuseio que as pipetas. Porém, a sua graduação
volumétrica é menos precisa que a das pipetas.

Proveta ou cilindro graduado

Bureta
Assim como as pipetas, a bureta mede e transfere volumes de líquidos e soluções, mas
eles são colocados nela pela sua parte superior, que é aberta e maior. Além disso, ela
possui uma torneira em baixo que pode ser aberta para fazer escoar o líquido de forma
rápida e gota a gota, de modo que o volume transferido seja exactamente o desejado.
Ela é muito utilizada em titulações, colocando-se nela o titulante e fazendo o seu
gotejamento sobre a solução titulada que se deseja descobrir a concentração e que
está adicionada com um indicador ácido-base. Seu uso é importante nessa técnica,
pois uma única gota pode chegar ao ponto de valência ou ponto de viragem do pH que
é indicado pela mudança na cor do titulado.

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Bureta sendo usada em titulação
Funil de vidro
É usado para realizar filtrações simples com o auxílio de um filtro de papel e também
para transferir soluções sem perda de material. Abaixo temos um funil de haste longa:

Funil de haste longa

Funil de bromo ou funil de separação

É usado para realizar a separação de misturas heterogéneas do tipo líquido-líquido.


Depois de uma forte agitação da mistura dentro desse funil, ela é deixada em repouso
e, com o tempo, o líquido mais denso fica totalmente separado na parte inferior e o
menos denso fica na parte superior. O funil de separação possui uma espécie de
torneira na parte de baixo, que, ao ser aberta, escoa lentamente o líquido mais denso
para um Becker, erlenmeyer ou qualquer outro recipiente que está posicionado na
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abertura em baixo. A torneira é aberta com o funil destampado e controla-se a
abertura da torneira, fechando-a antes que o líquido menos denso também escoe. O
líquido menos denso que ficou no funil deve, então, ser retirado pela parte superior
para evitar contaminação.

Decantação de líquidos com funil de bromo ou funil de separação

Vareta de vidro (bastão de vidro):


É usada para misturar ou agitar soluções.

Vareta de vidro usada para misturar soluções

Condensador

É usado para condensar ou liquefazer vapores. É muito utilizado em destilações para


separar misturas homogêneas dos tipos sólido-líquido ou líquido-líquido. Essa mistura é
aquecida e o líquido com menor ponto de ebulição passa para o estado de vapor,
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subindo para o condensador, que possui uma mangueira acoplada, sendo que a água
passa pelas suas paredes e resfria o condensador. Assim, quando esse vapor atinge o
condensador reafriado, ele volta para o estado líquido e é colectado pela outra
extremidade. Os condensadores mais comuns são os de Liebig (retos), os de bolas e
os de serpentina.

Condensador de serpentina

Placas de Petri
Na Química, são utilizadas para reacções em escala reduzida e também para deixar
repousar cristais e filtrados.

Placa de Petri usada para meio de cultura

Vidro de relógio
É usado para pesar pequenas quantidades de substâncias, evaporar soluções e cobrir
beckeres ou outros recipientes para não deixar o líquido ou a solução evaporar ou ser
contaminada. A Placa de Petri também pode ser usada para essas finalidades. Ambas
as vidrarias não podem ser aquecidas directamente.

Cristais em vidro de relógio

Dessecador/Exsicador

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É um recipiente fechado que contém um agente de secagem (dessecante, geralmente
sílica-gel) e que possui a tampa lubrificada com graxa de silicone para que seja
hermeticamente fechada. É usado para guardar substâncias em ambientes com baixo
teor de umidade.

Ilustração de dessecador

Kitassato
É usado em filtrações a vácuo, sendo acoplado por uma mangueira a uma trompa de
água, que arrasta parte do ar da parte inferior do kitassato, criando uma região de
baixa pressão dentro dele que provoca um processo de sucção e acelera a filtração.

O kitassato está atrás do erlenmeyer nessa figura

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