Você está na página 1de 20

Pequenos sistemas FV conectados à rede

Junho de 2013
Hans Rauschmayer
A empresa

• Fundação em 2003
• Tecnologias
– Energia solar fotovoltaica
– Aquecimento Solar
• Treinamentos e Eventos
– Para professionais e leigos
• Estudos técnicos e projetos
• Projetos internacionais
• Amplamente conectado
– GIZ, AHK
– Sebrae, Senai, SESC
– Universidades
– Governos
– Instituições
Regulamentação Aneel 482

• 17 de abril de 2012
• Define:
– Microgeração distribuida: potência até 100kW
– Minigeração distribuida: entre 100 kW e 1 MW
– Fontes: hidráulica, solar, eólica, biomassa ou cogeração qualificada
– Sistema de compensação de energia elétrica “net metering”
 troca de energia, não é venda!
– Procedimento e termos técnicos gerais da conexão elétrica
– Contratação entre gerador e concessionária
– Distribuição dos custos da ligação
• Obrigatória para concessionárias desde 13/12/2012
• aneel.gov.br/cedoc/bren2012482.pdf
Princípio de Funcionamento

Painel fotovoltaico

Inversor

Medidor energia
consumida

Medidor energia
injetada
Fluxo da Energia

3 consumo direto

energia gerada
4 Inversor 2 5

consumo total

energia injetada
Medidor energia

consumo medido
consumida
3
Medidor energia 6
injetada 1

1 6
5 2

saldo
Compensação de Energia Elétrica

Cálculo mensal (simplificado):


• Energia cobrada = energia consumida – energia injetada
• Se resultado for menor que “custo de disponibilidade”: cobra-se esta taxa
(100 kWh para ligação trifásica; 50 kWh para bifásica; 30 kWh para monofásica)
• Se energia injetada for maior que a consumida:
– Crédito válido por 36 meses
ou
– Uso em outra unidade do mesmo CPF ou CNPJ

• Há regras adicionais para consumidores grandes e tarifais binomiais (tarifa


de ponto)
Compensação de Energia Elétrica –
Sistema pequeno

Janeiro Fevereiro Março Abril

kWh no mês

injeção

injeção
injeção
injeção
consumo

consumo
consumo

consumo
Custo de
a pagar

a pagar
disponibilidade

a pagar

a pagar
0 kWh

prejuizo

Vista do proprietário:
Compensação de Energia Elétrica –
Sistema que atende 100%

Janeiro Fevereiro Março Abril

kWh no mês

injeção

injeção
injeção
consumo

consumo
consumo

consumo
injeção
Custo de

crédito
a pagar

disponibilidade

crédito a pagar
a pagar

a pagar
0 kWh

prejuizo

Vista do proprietário:
Dimensionamento Ideal de Sistemas conforme
Aneel 482

Dimensionamento ideal conforme Aneel 482:

injeção
ficar acima do custo de disponibilidade em
todos os meses
consumo

Custo de
disponibilidade
Perda de potencial para a matriz energética do Brasil

0 kWh

Consequências:
• Sistemas são menores e relativamente mais caros
• Viabilidade financeira é comprometida
• A promessa do “crédito por 36 meses” é desacreditada
Cálculo dos Impostos

Residencial Comercial
• Geração de dia • Geração e consumo de dia
• Consumo à noite

Consumo direto
dentro da casa
(não aparece no medidor)
injeção
consumo

Base de impostos

inj
consumo
a pagar

a pagar
Base de impostos

• O modelo taxa a geração própria


• Favorece quem tem consumo direto
• Desestimula investimentos
Processo de Ligação

Cliente Prazo Concessionária Prazo


Elaborar projeto

Solicitar acesso

Informar pendências sem!?

Resolver pendências 60 d

Emitir parecer 30 d

Instalar sistema

Assinar contrato (90 d) Assinar contrato (90 d)

Solicitar comissionamento livre

Realizar comissionamento 30 d

Relatório de comissionamento 15 d

Adequação conforme relatório livre

Aprovação 7d

Total máx.
82 d
Primeiras Experiências

• As concessionárias estão adquirindo conhecimento técnico para definir o


procedimento
• O processo e a documentação variam conforme concessionária, mas
costuma ser simples
• Dispositivos específicos:
– Dispositivo de Seccionamento Visível (DSV)
– Faltam produtos adequados e homologados
– Alto custo: R$ 800 a 1.100
– Com o avanço da microgeração será operacionalmente inviável
– Desnecessário com inversores certificados
Fonte: Holec
Exemplos

• PGM Sistemas
• Uberlândia
• 6.58 kWp, atendendo 100% da demanda
• 10 MWh /ano
• Ganhos com mídia

Fonte: Econova
Exemplos

Rio de Janeiro
4,6 kW
• Estrutura com
perfis prontos
• Peças produzidas
no Brasil sob
demanda
• Para aterramento
ainda falta norma

Fotos: Hans Rauschmayer


Exemplos

• Rio de Janeiro
• 2,0 kW
• Inserção em arquitetura
tradicional
• Sistema Piloto no Rio de Janeiro

Desafio: reformar ponto de acesso

Fotos: Hans Rauschmayer


Exemplos

• Telhas coloniais –
sem padrão no
Brasil
• Base do telhado
diferente de outros
países
• Peças artesanais
• Padrões alemães
para aterramento

Fotos: Hans Rauschmayer


Micro-Inversor –
o futuro modelo popular brasileiro?

• Kit: 1 ou 2 dois módulos + 1 micro-inversor


• Fácil conexão à rede elétrica

Vantagens:
• Baixo investimento
Micro- • Instalação simples
inversor • Ampliável conforme liquidez

Questões:
• Processo de acesso à rede é muito custoso para
este tipo de sistema
• Qualidade da instalação elétrica existente
• Qualidade da instalação do kit

Fotos: Johannes Kissel


Juventude Solar, Greenpeace

Morro dos Macacos, RJ


• Capacitação de jovens
em instalação real

Foto: Marie Deloys

Foto: Marie Deloys Foto: Hans Rauschmayer Foto: Solar Energy


Resumo
Pequenos sistemas FV conectados à rede

• Mercado • Legislação e Regulamentação


– Retorno financeiro estimado entre 8 e – Importante início
12 anos – ainda faltam dados mais
– Precisa ser revista para incentivar a
confiáveis
microgeração e permitir novos
– Quem faz hoje?
negócios
• Ambientalistas
• Apaixonados – As concessionárias estão aceitando
• Marketing verde o desafio
– Demanda é maior do que esperado
• Desafios
• Cadeia de fornecimento – Capacitação
– Está se desenvolvendo – Normatização
– Carece de conhecimento – Tropicalização
– Precisa volume para oferecer produtos
– Desburocratização
específicos e baratos
Contato

Solarize Serviços em Tecnologia Ambiental Ltda.


Hans Rauschmayer
hans@solarize.com.br
+55 - 21 - 9615-9812
skype: hrauschmayer
www.solarize.com.br

Você também pode gostar