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Psicologia do Esporte

2022
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Sumário
Introdução...................................................................................................................................4
Objetivo.......................................................................................................................................7
Método........................................................................................................................................7
Dados Coletados.........................................................................................................................8
Analise e Discussão dos Dados.................................................................................................12
Considerações Finais................................................................................................................13
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Introdução
O trabalho a seguir aborda os conteúdos discutidos por Waldir Bettoi em sua coletânea
de textos Psicologia: Ciência e Profissão.

No primeiro texto apresentado por Bettoi (2017), ele reflete sobre as expectativas que
o estudante pode adentrar na graduação e como este pode ser surpreendido durante seus
estudos ao deparar-se com a diversidade e amplitude de atuação da psicologia. Segundo o
autor, o aluno pode ingressar no curso acreditando que a psicologia é uma ciência fixa e
estática, quando na verdade pode ser chamada de psicologias devido sua diversidade e
constante evolução. O autor cita que a psicologia não possui um único objeto de estudo e por
isso trabalha com diversas abordagens, sendo assim, é imprescindível que o formando esteja
ciente dessas divergências para que não adote posturas incorretas. Podemos mencionar o
dogmatismo, no qual o profissional não aceita métodos que divergem do seu, e o ecletismo,
na qual o profissional tenta englobar todas as abordagens, sem respeitar as diferenças. Bettoi
crítica ambas as atitudes e analisa que para o crescimento da psicologia é essencial que o
profissional esteja disposto a aprender, a buscar conhecimento, mas sempre respeitando as
diferenças entre as “psicologias” e se atentando ao fato que nem todas as abordagens são
conciliáveis.

Bettoi (2017) em seu segundo texto aborda os diversos contextos de atuação dos
profissionais psicólogos para que o aluno possa se habituar com algumas técnicas, práticas e
termos comuns da área. O autor nos apresenta as variedades abaixo.

 Contexto que envolvem a saúde se referem a uma variedade de locais, clientes


e necessidades de atuação que envolvem o cidadão e comunidades, sendo estes
clinicas particulares, hospitais, postos de saúde e ambulatórios;
 Contextos educacionais envolvem lugares que tem como objetivo a educação e
aprendizagem como escolas e buscam compreender o processo de ensino;
 Contextos organizacionais são voltados para entender o papel do homem em
organizações empresariais e administrações públicas, visando proporcionar
condições favoráveis e humanizadas de trabalho;
 Contextos institucionais e comunitários englobam trabalhos que buscam
auxiliar, resolver e/ou prevenir problemas sociais pertencentes a comunidades,
melhorando as condições de vida de populações mais carentes;
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 Contextos que envolvem pesquisas visam a produção do conhecimento acerca


dos variados temas abordados no trabalho do psicólogo.

No terceiro texto apresentado, o autor aborda a atuação do psicólogo em contextos


específicos de trabalho, complementando a informações tratadas no texto anterior e
apresentando algumas particularidades de atuação, conforme destacado a seguir.

1. No contexto da saúde, dividido em psicologia clínica, hospitalar, institucional e


comunitária, o profissional atua de forma mais tradicional, utilizando de
recursos como psicodiagnóstico, psicoterapia e aconselhamento para atingir
objetivos estabelecidos.
A pratica clinica é constante criticada por ser considerada elitista e de difícil
acesso da comunidade, mas não pode ser negado seus inúmeros benefícios nos
contextos em que se é aplicada, sendo o atendimento em consultórios
particulares a modalidade mais conhecida e procurada. A pratica
multiprofissional não costuma ser utilizada neste contexto, mas é comum que
psicólogos clínicos recorram a outros colegas de profissão para discutir seus
casos e/ou solicitar orientação.
No contexto hospitalar, o atendimento psicológico precisa assumir novas
formas de atuação, uma vez que a doença é o foco principal de atenção. O
papel do psicólogo em hospitais e ambulatórios é tornar o ambiente mais
humanizado, sem resumir o ser humano à sua doença. As atividades mais
utilizadas são a orientação, aconselhamento e psicoterapia breve; a atuação em
equipes multifatoriais também é bastante aplicada, uma vez que o
aconselhamento e orientação se expandem a familiares, cuidadores,
profissionais de saúde e todos os elementos que constituem o ambiente
hospitalar.
Promover a saúde do coletivo é o objetivo principal de profissionais que
trabalham em contextos institucionais e comunitários, atendendo populações
de variados tipos em instituições como orfanatos, asilos, organizações não
governamentais (ONGs), prisões, juizados, varas, hospitais psiquiátricos e
ambulatórios que tratam dependências químicas ou alimentares, por exemplo.
Nesse contexto, podemos observar a atuação de forma tradicional como
também adaptada as características do local; é comum o envolvimento de mais
pessoas, por isso são utilizadas diversas técnicas para atendimento em grupos.
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2. A atuação do psicólogo nos contextos educacionais tem como base participar


de todo o processo educacional, colaborando com as atividades correlacionadas
a psicologia para garantir o sucesso do processo de ensino-aprendizagem. O
profissional sempre trabalhará em equipes multiprofissionais, aplicando seus
conhecimentos sobre o desenvolvimento e relações humanas para auxiliar em
atividades como planejamento curricular, treinamento de professores e
organizando do espaço, também age como um elo entre o ambiente escolar, o
aluno e familiares. As atividades do modelo clinico também podem ser
aplicadas nesse contexto em caráter preventivo e remediativo, centrando sua
atenção nos indivíduos e as influencias que afetam seu comportamento.
3. Nos contextos organizacionais, o psicólogo atua como fornecedor de recursos
para humanizar as relações de trabalho em tarefas como treinamento,
recrutamento e seleção. De forma preventiva, o profissional irá trabalhar para
melhorar e ampliar o desenvolvimento dos indivíduos dentro da organização,
estudando as influencias sociais, econômicas e pessoais que podem interferir
naquele ambiente. O psicólogo atua como um elo entre a empresa e seus
funcionários, alinhando-os para atingir os mesmos objetivos.
4. A atuação do psicólogo pesquisador é produzir ou confirmar conhecimentos da
área, podendo ser aplicado em quaisquer dos contextos citados anteriormente.
Para produzir esse material, o psicólogo aplica diversas atividades que irão
abranger aspectos da psicologia humana e animal para encontrar a resposta
e/ou solução para o questionamento inicial que deu origem aquela pesquisa. O
conhecimento produzido pelo pesquisador pode potencializar e beneficiar o
trabalho de todos os demais psicólogos, reforçando a importância dos
profissionais se manterem atualizados as informações e estudos produzidos
pois a psicologia é uma ciência em constante mudança e evolução.

No quarto e último texto desta coletânea, Bettoi (2017) nos traz algumas reflexões
sobre a atuação do psicólogo e sua função social. Através de um breve relato sobre a história
da psicologia no Brasil, o autor nos traz a que com a crise econômica durante os anos 70,
muitos profissionais tiveram que ampliar sua visão para outras áreas, e com isso os psicólogos
começaram a ser incluídos em outros contextos além do tradicional, trazendo maior
participação no atendimento das necessidades populacionais.Com isso, quando se questiona
sobre a abrangência social e quais contribuições o psicólogo traz para a transformação do
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homem e sociedade, Bettoi explica que devemos considerar todos os efeitos do trabalho do
profissional e seus significados, ou seja, sempre haverá alguma função social sendo exercida
pois esse trabalho será refletido em todos os contextos que o indivíduo tratado esteja
envolvido.

Ainda que haja um consenso entre os profissionais de que poucos possuem acesso ao
trabalho do psicólogo, desde os anos 80 se questiona e discute o modelo de atuação dos
profissionais, contribuindo para que diversas iniciativas fossem tomadas em função de
expandir a função social do psicólogo de forma mais significativa.

Entretanto, mesmo com os avanços da psicologia através das décadas, atualmente o


trabalho da psicologia ainda continua restrito e o autor manifesta a importância de
democratizar o acesso a população.

Objetivo
Este trabalho teve como objetivo a análise e a reflexão sobre o contexto de atuação do
psicólogo esportivo e seus desafios contemporâneos, como uma das bases para atuação
profissional futura.

Método
No dia 15 de março de 2022, foi designado em sala de aula pela professora Lédice
Oliveira a execução do seguinte trabalho em grupo. Por meio de sorteio em sala, o grupo em
questão foi escolhido para pesquisar e entrevistar o profissional da área de psicologia do
esporte.

Foi dado início a busca pelo profissional através de pesquisas online, com foco em
profissionais atuantes em clubes e times paulistanos, onde o grupo se deparou com a
dificuldade em ter retorno dos psicólogos contatados. Por fim, através da rede social
LinkedIn, o grupo obteve retorno do psicólogo esportivo com experiencia em jogos
eletrônicos disposto a conceder a entrevista para execução do trabalho.

A entrevista foi agendada e realizada no campus Tatuapé da Universidade Paulista –


Unip, às 10 horas do dia 02 de abril de 2022. Logo, nos itens seguintes serão apresentados os
dados coletados na entrevista.

Dados coletados
 Caracterização do campo de atuação
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Quando questionado sobre seu contexto de trabalho, o profissional entrevistado reflete


sobre quão abrangente podem ser as atividades no campo da psicologia esportiva,
possibilitando trabalhar com atletas de alto rendimento, iniciação e formação esportiva,
atividades de recreação e lazer e até mesmo reabilitação. Seu foco de trabalho pode consistir
em melhorar o desempenho dos atletas aconselhando-os, auxiliando em reabilitações de
lesões e promovendo exercícios para melhora da saúde física e mental.

Hoje, seu foco trabalhando com alto rendimento, é promover a longevidade da carreira
através da manutenção da saúde mental com práticas associadas a compreensão e explicação
dos comportamentos que podem influenciar o atleta, observando o contexto em que o mesmo
se encontra para entender o que é necessário no momento, seja em competições, exercícios
físicos e demais atividades relacionadas.

Sobre seu local de trabalho, o entrevistado diz que não possui um local especifico, pois
precisa estar disponível onde e quando o atleta precisar, seja no campo, arquibancada ou beira
de piscina. Atualmente, trabalhando com esportes eletrônicos, ele trabalha em uma sala onde
o time de atletas possa jogar confortavelmente, visando o contexto esportivo do momento e
sua influência no comportamento dos atletas e vice versa.

Questionado sobre sua autonomia de trabalho, o profissional relata ser como uma
autonomia horizontal, podendo articular feedbacks e decisões com todos os membros do time,
desde o dono da organização, os demais membros da comissão técnica do qual faz parte e os
jogadores., sempre buscando proporcionar o melhor ambiente possível para o time. Sobre as
condições mínimas de trabalho, o entrevistado reflete que o ideal seria o acesso a um
ambiente reservado para conversar os atletas de forma privativa, mas que na maioria das
vezes o trabalho do psicólogo esportivo ocorre nos mesmos ambientes da pratica esportiva,
devido a urgência dos acontecimentos que podem acometer o atleta.

No seu cotiado, o entrevistado relata estar em constante contato com outros


profissionais para progredir com seu trabalho, como os demais funcionários da comissão
técnica, treinador, analistas e manager do time. Em outros contextos esportivos que variam do
eletrônico, ele informa ser necessário que o psicólogo esportivo também busque desenvolver
um conhecimento mais amplo para que consiga se comunicar e dialogar com outros
profissionais como fisioterapeutas, nutricionistas, médicos e fisiologistas, para que possam
trabalhar em conjunto na performance do atleta.
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O profissional relata estar satisfeito com sua área de atuação pois se sente realizado, o
mesmo diz que costumava competir quando criança e escolheu se graduar em Psicologia para
que pudesse trabalhar com preparação de atletas. Em sua formação, o entrevistado relata que
sentiu dificuldades em estagiar na área, mas como trabalhar com esportes era seu maior
desejo, focou em se especializar com cursos e atividades extras voltados para a área da
psicologia esportiva, por isso, tem um sentimento recompensador e gratificante muito grande
com seu trabalho.

 População atendida

Referente a clientela atendida, o profissional relata que no esporte eletrônico as


características podem ser variadas, uma vez que a modalidade proporciona inclusão e
diversidade; a única regra de participação é que o atleta seja maior de 16 anos, podendo
abranger todos os gêneros e classes sociais. No seu contexto, trabalha com atletas do sexo
masculino entre 16 e 23 anos, de maioria baixa renda, que ao entrar em equipes e participar de
campeonatos podem aumentar a remuneração através de premiações, tendo a oportunidade de
aprimorar seus instrumentos de trabalhos, como telefone móvel e computadores.

O entrevistado relata que sua clientela varia tanto de encaminhamentos quanto procura
e que sua formação em cursos voltados para psicologia esportiva foi primordial para inserção
no mercado pois teve contato com diversos atletas e jogadores ainda durante a graduação. No
seu trabalho atual, o mesmo informa que procurou a equipe que trabalha e como já era
relativamente conhecido na modalidade, foi bem aceito pelos atletas.

Na opinião do profissional, a população tem uma boa visão da psicologia e enxergam


o psicólogo como uma figura de apoio e ajuda. Já no contexto esportivo, mesmo que ainda
existem barreiras impostas em determinadas modalidades, acredita que grandes eventos como
Copa do Mundo e Olimpíadas respaldam o quanto o trabalho que o psicólogo do esporte pode
auxiliar e preservar o emocional dos atletas, que sofrem grande pressão para performar ainda
melhor durante esses períodos.

Sobre as contribuições para a sociedade, o entrevistado aponta que a globalização e


avanço da tecnologia afetam gravemente o emocional do ser humano, citando a ansiedade e
depressão como as principais doenças mentais consequentes; para ele, o papel do psicólogo é
essencial para que o paciente possa viver no âmbito social de forma saudável.

 Formação profissional na graduação


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O entrevistado relata conhecer poucos cursos de graduação que abrangem a psicologia


do esporte na grade curricular, mas que teve a oportunidade de estudar como matéria eletiva
durante os últimos três semestres da faculdade. Ele considera que foi uma boa experiencia
para sua carreira e que agregou em muitos aspectos pois já tinha interesse pelo assunto, mas
que outros colegas de classe não compartilhavam da mesma opinião por não ter sido um
assunto abordado desde o início da graduação.

Sobre os requisitos necessários para a formação profissional, o entrevistado afirma que


o conhecimento especifico é essencial para o sucesso do seu trabalho, e destaca a importância
de conhecer os detalhes teóricos e práticos da modalidade esportiva em que a atuação vai
ocorrer para que possa existir uma boa troca e comunicação com os atletas. O profissional
reforça a necessidade de trabalhar e adaptar a linguagem para o contexto esportivo, o que só é
possível através do estudo teórico.

Questionado sobre a necessidade de formação posterior na área, o profissional opina


não considerar a pós-graduação indispensável, mas que é indicado alguma formação
complementar já que a maioria das graduações não abrangem ou não estudam se aprofundam
na psicologia do esporte; ele relata não ter se deparado com vagas de trabalho que pedissem
especialização na área, sendo mais comum pedirem conhecimentos específicos em
determinando assuntos. Em sua experiencia, o mesmo informa ter feito uma formação
complementar de dois anos com caráter de especialização, mas que os cursos feitos em
paralelo a graduação foram mais proveitosos, já que a maioria dos assuntos abordados na pós-
graduação já haviam sido estudos por ele anteriormente.

O entrevistado considera que o mais importante para ele durante a pós-graduação foi a
oportunidade de se relacionar com outras pessoas que compartilhavam da mesma motivação
de estudo, e reforça que há muito material disponível para auxiliar na formação e atuação na
área.

 Mercado de trabalho

Quanto ao mercado de trabalho, o profissional considera que existe o mesmo padrão


de outras áreas de trabalho, os profissionais mais experientes e/ou com boas qualificações
conquistam as melhores vagas de trabalho; além disso, percebe que o mercado tem se
ampliado muito e o cenário melhora a cada ano, acredita que os recém formados possuem um
bom acolhimento e que o diferencial está na formação acadêmica.
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Para o futuro, enxerga potencial e crescimento. Considera o futebol a modalidade com


mais oportunidades de trabalho e melhores remunerações, já que a maioria dos times tem um
psicólogo do esporte trabalhando em cada divisão. No seu contexto de trabalho atual, diz que
o esporte eletrônico é a modalidade que mais tem se expandido atualmente e, que por
movimentar grandes montantes de dinheiro, tem recebido muito atenção de investidores e
managers que buscam o psicólogo para fazer parte das equipes técnicas. Também considera o
esporte eletrônico uma janela de oportunidade para recém formados por ser majoritariamente
composto por pessoas mais jovens, abertas a mudanças e diálogos sobre saúde mental, e mais
interessadas nos benefícios que o psicólogo esportivo pode proporcionar ao time.

Sobre sua experiencia iniciando no mercado de trabalho, o profissional relata que


procurava estágios na área de psicologia esportiva desde o terceiro semestre de graduação e
por não encontrar vagas em plataformas de classificados, ia pessoalmente em clubes
esportivos procurar por contatos que pudessem receber seu currículo e questionar sobre vagas.
O entrevistado diz que na maioria das vezes recebia respostas negativos ou até mesmo ficava
sem retorno. Sua primeira oportunidade na área surgiu no sétimo semestre da faculdade, em
um clube de futebol na Barra Funda e depois no Centro Olímpico de São Paulo. Com essa
experiencia pratica, ele seguiu para a pós graduação, que informa ser uma especialização com
diferencial de o primeiro ano poder ser cursado junto ao último ano de graduação; considera
que esse passo foi muito importante para sua carreira, pois por ter se formado no início da
pandemia, se tivesse optado por outras alternativas, não teria o mesmo sucesso pois são
poucas as oportunidades na área.

Questionado sobre remunerações, o entrevistado alega não poder relevar valores por
questão de contrato, mas que se sente satisfeito e bem remunerado pelas suas atividades.
Além de participar da comissão técnica no time de esporte eletrônico, ele também atende
outras atletas em clínica particular. Pelas suas experiencias, diz que os valores variam de
acordo com o contexto de trabalho e contrato negociado.

Analise e discussão dos dados


No texto I, vimos que o professor Bettoi (2017) reflete que a experiencia do curso
mostra ao aluno que o conhecimento psicológico está em constante construção e que o mesmo
participa ativamente da produção deste conhecimento, reiterando ainda que a psicologia
estuda fenômenos bastante variados, como a mente, o inconsciente, o comportamento e
relações humanas, marcada pela diversidade metodológica. No caso do entrevistado podemos
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perceber que o seu conhecimento não foi apenas voltado à graduação pois sentiu a
necessidade de ampliar seus conhecimentos através de livros, cursos e congressos.

No texto II, vimos que a psicologia não trabalha no singular, podendo atuar em várias
vertentes do esporte, e conforme observamos na entrevista, o psicólogo pode atuar desde a
formação esportiva, como auxiliar o profissional a lidar com as exigências no campo
emocional, psicológico e neuro motor, como também a equilibrar seus níveis de ansiedade
com práticas de recreação. O entrevistado também frisa como é importante a gestão do tempo
livre para trabalhar a motivação, autoestima e a manutenção da saúde mental. O psicólogo é
responsável por estudar o comportamento do atleta e suas características mentais e
emocionais, auxiliando-o a encontrar um meio de lidar com a urgência da modalidade que
pratica.

Correlacionando a reflexão de Bettoi (2017) no texto III com o contexto do


entrevistado, percebemos a necessidade de desenvolver métodos e técnicas adequadas para
trabalhar em grupos, buscando juntos a compreensão do indivíduo, pois a saúde da equipe é o
foco de seu trabalho, garantindo o alto desempenho. No cotidiano do profissional, o
entrevistado relata a importância da inclusão da equipe multiprofissional e o quanto se faz
necessário ter um conhecimento básico das demais áreas que envolvem a rotina do atleta,
como nutrição, preparação física, fisiologia do atleta, fisioterapia entre outros. O profissional
reflete sobre a necessidade de adequação da linguagem para compreensão dos indivíduos.

No texto IV, o professor Bettoi (2017) reflete sobre cada psicólogo possuir uma
função social, o seu compromisso com a sociedade. Junto a isto, a reflexão de Dimenstein
(1998a) que diz "a abrangência não tem a ver com quantas técnicas são utilizadas ou pela
diversidade das atividades, mas sim da possibilidade de alcançar uma parcela relevante da
população". Desta maneira, concluímos por meio da entrevista, que o maior objetivo do
psicólogo do esporte é compreender como os fatores psicológicos e emocionais afetam o
desempenho físico e o bem-estar do atleta frente as suas práticas.

Considerações Finais
A psicologia do esporte é ampla e utiliza sistemas de observação, abordagem de
aconselhamento e orientação.

Segundo Campos (1983), a psicologia surgiu em uma sociedade capitalista e liberal,


restrita apenas às necessidades da classe alta. Ao longo das décadas, observamos que a
profissão se tornou mais abrangente, alcançando as classes mais baixas.
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Conforme os dados coletados durante a entrevista, podemos afirmar que o esporte é


uma ferramenta de ascensão social, pois os atletas conseguem por meio das competições e
premiações terem sua realidade social transformada e essas transformações geram profundas
mudanças no atleta, na modalidade e até mesmo na sociedade.

É nesse contexto que se encontra o profissional psicólogo, e seu objetivo final é


auxiliar o atleta na superação de adversários maximizando seu rendimento e desenvolvimento
pessoal.

Referências Bibliográficas
BETTOI, W. Psicologia: Ciência e Profissão: coletânea de textos didáticos. Curso de
Psicologia, Instituto de Ciências Humanas, Universidade Paulista – UNIP, São Paulo, 2017.

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