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Colisão Bidimensional

3ª EXPERIÊNCIA

Grupo 04
André Gabriel Brandão George Fernando S. Magalhães
202005422 202066197
Matemática - UnB Engenharia de Produção - UnB

Henrique Domingues de Oliveira Maria Laura da Silva


202053180 200059564
Matemática - UnB Matemática - UnB

Pedro José Rodrigues


190139315
Engenharia De Computaçăo - UnB

27 de Setembro de 2021
1. OBJETIVOS

Analisar a conservação do momento linear numa colisão bidimensional não


frontal entre duas esferas, utilizando regras de operação com grandezas vetoriais
como: regra do paralelogramo e decomposição vetorial para soma de vetores.

2. MATERIAIS

Um trilho curvo será utilizado para imprimir uma velocidade inicial à esfera de
aço soltando-a de uma altura ℎ. Na base do trilho deve ser posicionada sobre um
parafuso regulável a esfera de plástico. O parafuso deve ser usado para alinhar a
altura do centro da esfera alvo com o da esfera incidente. Ele também permite que
se coloque a esfera alvo numa posição oblíqua para evitar o choque frontal. A figura
abaixo ilustra a montagem experimental.

Figura 1. Ilustração da montagem do experimento [1]

Dito isso, seguem os materiais necessários:


a. 02 Esferas, uma de aço e uma de plástico;
b. 01 Trilho curvo com parafuso ajustável e fio de prumo na base;
c. 01 Folha de papel pardo;
d. 02 Folhas de papel carbono;
e. Régua milimetrada, esquadro, transferidor e compasso.
f. Balança digital

3. DADOS EXPERIMENTAIS

Pesadas as esferas com a balança digital para determinar as massas de


cada uma. Obtém-se o exposto na Tabela I:
Tabela I. Massas das esferas
Massa (kg)

Esfera de aço (𝑚 ) 11,2


1

Esfera de plástico (𝑚 ) 6,6


2

Erro instrumental ±0,1

2
Para determinar os alcances 𝑟1(da bolinha de aço prévio a colisão), 𝑟'1(da
bolinha de aço posterior à colisão) e 𝑟'2(da bolinha de plástico posterior à colisão),
exemplificados na Figura 1, deve-se fixar no chão a folha de papel pardo de modo
que as esferas caiam sobre ela. As folhas de papel carbono são distribuídas sobre o
papel pardo, de modo a registrar as marcas das posições de impacto das esferas no
papel.
Escolhida uma altura ℎ do trilho para soltar a bola de aço no trilho e marque
no papel pardo.
Coloca-se a esfera de plástico no parafuso ajustado para a posição oblíqua,
marcando no papel pardo a posição, projetada no plano horizontal, da esfera de
plástico no instante da colisão.
Provoca-se a colisão soltando a esfera de aço da mesma altura ℎ e
marcando, no papel pardo, as posições de queda das esferas.
Constrói-se um sistema de coordenadas adequado para marcar os alcances
𝑟1, 𝑟'1 e 𝑟'2 no papel pardo, o sistema de coordenadas escolhido é o mesmo
indicado na Figura 1.
Obtidas as marcações experimentais, calculam-se os valores médios e os
desvios padrões de cada uma das componentes dos vetores alcance. Segue, na
Tabela II, os dados obtidos.
Tabela II. Componentes dos vetores de alcance
Componentes (cm)

𝑟𝑖𝑗 Repetições 𝑟𝑖𝑗 ∆𝑟𝑖𝑗

𝑟1𝑥 -1 -1 1 1 2 -2 -2 -3 -4 3 -0,6 3

𝑟1𝑦 59 61 59 58 59 58 59 56 56 57 58,2 3

𝑟'1𝑥 -13 -14 -16 -15 -13 -12 -11 -10 -10 -9 -12,3 4

𝑟'1𝑦 20 20 21 22 18 19 19 18 18 18 19,3 4

𝑟'2𝑥 20 20 21 21 24 25 20 21 20 16 20,8 5

𝑟'2𝑦 69 69 69 68 66 65 71 72 73 72 69,4 5

Erro instrumental 0,01

O erro experimental ∆𝑟𝑖𝑗 é calculado pela soma do erro instrumental com o


erro aleatório ε, calculado por:

𝑛 (𝑟 − 𝑟)2
σ
ε= , onde σ = ∑ 𝑖
𝑛−1
𝑛
𝑖

3
Em que o termo 𝑛 é a quantidade de repetições feitas para cada
alcance, e 𝑟 o respectivo valor médio das componentes 𝑥 e 𝑦calculado.

Dados os valores datados na Tabela 2, foi plotado o gráfico abaixo:

Gráfico 1. Alcance médio [2]

4. ANÁLISE DE DADOS

Em um processo de colisão entre dois corpos (se o sistema formado por


estes é um sistema isolado) a lei da conservação do momento linear traduz-se na
expressão
𝑃1 + 𝑃2 = 𝑃'1 + 𝑃'2

onde 𝑃1 e 𝑃2 são os momentos lineares dos corpos antes da colisão, e 𝑃'1 e 𝑃'2 são
os momentos lineares após a colisão.

Então, calculam-se os valores médios 𝑃 e os erros experimentais das


componentes dos momentos prévios e posteriores da colisão. Para tal, utiliza-se as
equações:

𝑃=𝑚 ×𝑟

∆𝑃 = 𝑚 × ∆𝑟 + 𝑟 × ∆𝑚

4
Após efetuar os cálculos, os resultados podem ser visualizados abaixo:

Tabela III. Valores médios e erros experimentais dos


momentos

𝑃(𝑐𝑚) ∆𝑃(𝑐𝑚)
𝑚1𝑟1𝑥 -0,00672 0,01

𝑚1𝑟1𝑦 0,65184 0,02

𝑚1𝑟'1𝑥 -0,13776 0,01

𝑚1𝑟'1𝑦 0,21616 0,01

𝑚2𝑟'2𝑥 0,13728 0,01

𝑚2𝑟'2𝑦 0,45804 0,01

A lei de conservação do momento aplicada a esta colisão estabelece que no


plano horizontal
𝑚1𝑣1 = 𝑚1𝑣'1 + 𝑚2𝑣'2

Neste plano, o movimento das esferas é uniforme e os vetores de velocidade


podem ser determinados pelos alcances das esferas 𝑟 e tempos de queda 𝑡 da base
do trilho até o chão, 𝑣 = 𝑟/𝑡. Como o tempo de queda só depende da altura ℎ e do
valor da gravidade 𝑔, ele é o mesmo para ambas as esferas, e a equação de
conservação do momento pode ser reescrita como:

𝑚1𝑟1 = 𝑚1𝑟'1 + 𝑚2𝑟'2

Verificadas algebricamente cada uma das equações escalares


correspondentes à equação 3 da lei de conservação do momento linear nas
direções perpendiculares x e y, obtém-se o exposto na tabela abaixo:

Tabela IV. Valores médios e erros experimentais dos momentos

Eixo 𝑚1𝑟1 𝑚1𝑟'1 + 𝑚2𝑟'2 Discrepância

𝑥 -0,00672 -0,00048 -0,00624

𝑦 0,65184 0,6742 0,02236

5
Vale lembrar que faz-se necessário converter a unidade de medida das
massas das esferas para que se adequem ao Sistema Internacional (SI).

É notável, pela Tabela IV, que o resultado esperado pela igualdade e o


resultado obtido são próximos e possuem uma discrepância relativamente baixa no
eixo 𝑥 em relação ao eixo 𝑦.

Para melhor observação do constatado, pode-se ainda, efetuada a soma


vetorial dos momentos lineares, plotar o gráfico a seguir:

Gráfico 2. Comparação Vetorial [3]

5. CONCLUSÃO

Com base nos dados obtidos e analisados pode-se afirmar que esse
experimento segue a lei da conservação do momento linear em uma colisão
bidimensional não frontal entre duas esferas.

6. REFERÊNCIAS
[1] Profª. Coelho Leticia, EXPERIMENTO VI – CONSERVAÇÃO DO MOMENTO LINEAR, Roteiro
Colisão Bidimensional, 2021.

[2] Silva, Maria Laura, com GeoGebra Classic. “Alcances Médios.” GeoGebra - Alcances médios,
2021, https://www.geogebra.org/classic/vc4hmd97. Accessed 20 10 2021

[3] Silva, Maria Laura, com GeoGebra Classic. “Comparação Vetorial dos Momentos.” GeoGebra
- Comparação, 2021, https://www.geogebra.org/classic/qwvg2su7. Accessed 20 10 2021

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