Você está na página 1de 52

Funções Essenciais à

Justiça
Professora: Mª Vanessa Érica da Silva Santos
• Com o objetivo de dinamizar (ou viabilizar) a atividade jurisdicional, a
Constituição institucionalizou atividades profissionais (públicas e
privadas), atribuindo- Ihes o status de funções essenciais à Justiça,
tendo estabelecido suas regras nos arts. 127 a 135 da CF/88 e que serão
estudadas a seguir:

• Ministério Público (arts. 127 a 130);


• Advocacia Pública (arts. 131 e 132);
• Advocacia (art. 133);
• Defensoria Pública (art. 134).
MINISTÉRIO PÚBLICO
Chefe do Ministério Público -PGR
• Art. 128, § 1°
mandato de 2 anos,tu
Nomeado pelo
permitida mais de uma
Aprovação presidente,
<35 anos recondução, sem
de seu nome entre os
qualquer limite
pela maioria integrantes da
absoluta dos carreira
membros do
Senado
No entanto, para cada nova
Federal
recondução o procedimento e os
requisitos deverão ser observados, já
que a recondução é uma nova
nomeação.
• O Procurador-Geral da República poderá ser destituído pelo próprio
Presidente da República, dependendo, contudo, de prévia autorização da
maioria absoluta do Senado Federal (art. 128, § 2.° )

• Os Chefes dos MPs dos Estados e do DF e Territórios (Procurador-


Geral de Justiça) são destituídos pelo próprio Legislativo na forma da
lei complementar respectiva (art. 128, § 4.°), e não pelo Executivo.
Procurador-Geral de Justiça dos Estados e do Distrito
Federal eTerritórios

• Os Ministérios Públicos dos Estados e do Distrito Federal e Territórios


formarão lista tríplice dentre integrantes da carreira, na forma da lei
respectiva, para escolha de seus Procuradores-Gerais, que serão nomeados
pelo Chefe do Poder Executivo (Governador para os Estados e Presidente da
República para o chefe do MP do DF e Territórios) para mandato de 2 anos,
permitida uma única recondução. O Chefe do Ministério Público, nesta
hipótese, designa-se Procurador-Geral de Justiça — PGJ (art. 128, § 3 o).
Lista serão nomeados pelo Chefe do
tríplice Poder Executivo (Governador mandato de 2 anos,
dentro da para os Estados e Presidente da permitida uma única
carreira República para o chefe do MP do recondução.
DF e Territórios)

A destituição do PGJ dos Estados será implementada pela Assembleia Legislativa


local, por deliberação de sua maioria absoluta, na forma da lei orgânica do
respectivo Ministério Público
Em caso de vacância do cargo, o novo Procurador-
Geral assume um novo período completo de 2 anos,
já que, segundo José Afonso da Silva, não se trata de
mandato, mas sim de investidura a tempo certo.
Procurador-Geral do Trabalho
• Nos termos dos arts. 87 e 88 da LC n. 75/93 PGT Chefe do Ministério
Público do Trabalho, nomeado pelo PGR, dentre membros da Instituição,
com mais de 35 anos de idade e de 5 anos na carreira, integrante de lista
tríplice escolhida mediante voto plurinominal, facultativo e secreto, pelo
Colégio de Procuradores, para um mandato de 2 anos, permitida uma recondução,
observado o mesmo processo. Caso não haja número suficiente de
candidatos com mais de 5 anos na carreira, poderá concorrer à lista tríplice
quem contar mais de 2 anos na carreira.
• A sua exoneração, antes do término do mandato, será proposta ao PGR pelo
Conselho Superior, mediante deliberação obtida com base em voto secreto de
2/3 de seus integrantes.
• Procurador-Geral da Justiça Militar- arts. 120 e 121 da LC. n. 75/93 -
Chefe do Ministério Público Militar. Mesmos requisitos.

• Procurador-Geral Eleitoral- o art. 73 da LC n. 75/93 consigna que é o


próprio PGR que exerce as funções do Ministério Público nas causas
de competência do TSE.
Princípios institucionais
• O art. 127, § l.°, da CF/88 prevê como princípios institucionais do
Ministério Público:

INDEPENDÊNCIA
UNIDADE INDIVISIBILIDADE
FUNCIONAL
Unidade
• unidade significa que os membros do Ministério Público integram um só
órgão sob a direção única de um só Procurador geral, ressalvando-se, porém,
que só existe unidade dentro de cada Ministério Público, inexistindo entre o
Ministério Público Federal e os dos Estados, nem entre o de um Estado e o
de outro, nem entre os diversos ramos do Ministério Público da União.
Indivisibilidade
• Ministério Público é uno porque seus membros não se vinculam aos
processos nos quais atuam, podendo ser substituídos uns pelos outros de
acordo com as normas legais.
• Importante ressaltar que a indivisibilidade resulta em verdadeiro corolário do
princípio da unidade, pois o Ministério Público não se pode subdividir em
vários outros Ministérios Públicos autônomos e desvinculados uns dos
outros.
Princípio da independência ou autonomia
funcional
• O órgão do Ministério Público é independente no exercício de suas funções,
não ficando sujeito às ordens de quem quer que seja, somente devendo
prestar contas de seus atos à Constituição, às leis e à sua consciência.
• Nem seus superiores hierárquicos podem ditar-lhes ordens no sentido de agir
desta ou daquela maneira dentro de um processo. Os órgãos de
administração superior do Ministério Público podem editar recomendações
sobre a atuação funcional para todos os integrantes da Instituição, mas
sempre sem caráter normativo.
• Como ensina Quiroga Lavié, quando se fala de um órgão independente com
autonomia funcional e financeira, afirma-se que o Ministério Público é um
órgão extrapoder, ou seja, não depende de nenhum dos poderes de Estado, não
podendo nenhum de seus membros receber instruções vinculantes de
nenhuma autoridade pública.
Princípio do promotor natural

• Além de ser julgado por órgão independente e pré-constituído, o


acusado também tem o direito e a garantia constitucional de somente
ser processado por um órgão independente do Estado, vedando-se,
por consequência, a designação arbitrária, inclusive, de promotores ad
hoc ou por encomenda (art. 5 o, LIÍI, e art. 129, I, c/c o art. 129, § 2.°)
Garantias do Ministério Público

• 1- AUTONOMIA FUNCIONAL
• A autonomia funcional, inerente à Instituição como um todo e
abrangendo todos os órgãos do Ministério Público, está prevista no
art. 127, § 2.°, da CF/88.
• Deve obediência, apenas, à Constituição, às leis e à sua própria
consciência.
• 2- AUTONOMIA ADMINISTRATIVA- consiste na capacidade de
direção de si próprio, autogestão, autoadministração, um governo de si.

• 3-AUTONOMIA FINANCEIRA- ao Ministério Público assegurou-se a


capacidade de elaborar sua proposta orçamentária dentro dos limites
estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, podendo, autonomamente,
administrar os recursos que lhe forem destinados (cf. art. 127, § 3.°).
Garantias dos membros do Ministério
Público
• 1-Vitaliciedade-

• Após a transcorrência do período probatório, ou seja, 2 anos de efetivo


exercício do cargo, tendo sido admitido na carreira mediante
aprovação em concurso de provas e títulos (art. 128, § 5.°, I, “a”).
• A garantia da vitaliciedade assegura ao membro do Ministério Público
a perda do cargo somente por sentença judicial transitada em julgado.
• 2- Inamovibilidade

• Membro do Ministério Público não poderá ser removido ou


promovido, unilateralmente, sem a sua autorização ou solicitação.

• Excepcionalmente, contudo, por motivo de interesse público,


mediante decisão do órgão colegiado competente do Ministério
Público (no caso, o Conselho Superior do Ministério Público), por voto
da maioria absoluta de seus membros, desde que lhe seja assegurada
ampla defesa, poderá vir a ser removido do cargo ou função (art. 128, §
5o, I, “b”, modificado pela EC n. 45/2004).
• 3-Irredutibilidade de subsídios
• Assegurada ao membro do Ministério Público (art. 128, § 5.°, I, “c”, da
CF/88) a garantia da irredutibilidade de subsídio, fixado na forma do
art. 39, § 4.°, e ressalvado o disposto nos arts. 37, X e XI; 150, II; 153,
III; 153, § 2.°, I
Impedimentos imputados aos membros do
Ministério Público
(vedações)
• De acordo com os arts. 128, § 5,°, II, § 6°; e 129, IX, os membros do Ministério Público não
poderão:
• Receber, a qualquer título e sob qualquer pretexto, honorários, percentagens ou custas
processuais;
• Exercer a advocacia
• Participar de sociedade comercial, na forma da lei;
• Exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo uma de
magistério;
• Exercer atividade político-partidária; sem qualquer exceção, nos termos da restrição trazida
pela EC n. 45/2004, ao alterar a redação do art. 128, § 5.°, II,“e” (cf. Res. n. 5/2006 do
CNMP);
• Receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas
físicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em
lei;

• Exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de


decorridos 3 anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração
(quarentena), nos termos do art. 128, § 6.°, introduzido pela EC n. 45/2004;

• Exercer a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas.


Funções institucionais do Ministério Público
• Art. 129 da CF/88. Trata-se de rol meramente exemplificativo.
• Titularidade e monopólio da ação penal pública, na forma da lei, com a única exceção
prevista no art. 5.°, LIX, que admite ação privada nos crimes de ação pública, se esta
não for intentada no prazo legal (sem, contudo, observe-se, retirar a titularidade da ação
penal pública do Ministério Público);
• Zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos
direitos assegurados na Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua garantia;
• Promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público
e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos.32 Lembrar que a
legitimação acima referida para a ação civil pública não impede a dos outros legitimados,
conforme se observa pelo art. 5.° da Lei n. 7.347/85 (Lei da Ação Civil Pública);
• Promover a ação de inconstitucionalidade ou representação para fins de intervenção
da União e dos Estados, nos casos previstos na Constituição;
• Defender judicialmente os direitos e interesses das populações indígenas;
• Expedir notificações nos procedimentos administrativos de sua competência,
requisitando informações e documentos para instruí-los, na forma da lei
complementar respectiva;
• Exercer o controle externo da atividade policial, na forma da lei complementar
mencionada no art. 128;
• Requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial, indicados
os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais;
• Exercer outras funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua
finalidade, sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de
entidades públicas.
Conselho Nacional do Ministério Público

• O art. 130-A, introduzido pela EC n. 45/2004 e regulamentado pela Lei n.


11.372/2006, prevê a criação do Conselho Nacional do Ministério Público,
composto de 14 membros nomeados pelo Presidente da República, depois
de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal, para um
mandato de 2 anos, admitida uma recondução.
ADVOCACIA PÚBLICA

• A advocacia pública, de modo geral, tem tanto o papel de


representação judicial como de consultoria e assessoramento dos entes
e entidades da administração direta e indireta.
Advocacia-Geral da União

• Representa a União, judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe, nos termos da


lei complementar que dispuser sobre sua organização e funcionamento, as
atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo (art.
131, caput).
Advogado-Geral da União

• Chefe da Advocacia-Geral da União é o Advogado-Geral da União


(AGU), em relação ao qual temos as seguintes regras:
• Nomeação: o AGU é de livre nomeação pelo Presidente da
República (art. 84, XVI);
• Exoneração: por ser o cargo de livre nomeação pelo Presidente da
República, trata-se de cargo de confiança e, portanto, também de
livre exoneração. Assim, pode-se afirmar que o AGU é demissível
ad nutum\
• Requisitos: o AGU será escolhido dentre cidadãos maiores de 35 anos, de
notável saber jurídico e reputação ilibada;

• Poderá ser estranho à carreira: por ser de livre nomeação, o AGU poderá
ser estranho à carreira da advocacia pública;

• Status de Ministro de Estado: de acordo com o art. 25, parágrafo único, da


Lei n. 10.683/2003 (na redação dada pela Lei n. 12.462/2011), o Advogado-
Geral da União tem status de Ministro de Estado.
• Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional- execução da dívida ativa de
natureza tributária; arts. 12 e 13 da LC n. 73/93.
• Procuradoria-Geral Federal- representação judicial e extrajudicial das
autarquias55 e fundações públicas federais, art. 9.°, caput, da Lei n.
10.480/2002 e arts. 2.°, § 3.°, e 17 da LC n. 73/93).
• Procuradoria-Geral do Banco Central- houve regramento específico e
previsão de carreira própria a ser organizada também por ato normativo.
responsável, com exclusividade, por sua assessoria jurídica e representação
judicial e extrajudicial, nos termos do art. 4.° da Lei n. 9.650/98 (cf. arts. 164
e 192 da CF/88).
Procuradoria-Geral dos Estados e do Distrito
Federal
• Representação judicial e a consultoria jurídica das respectivas unidades
federadas serão exercidas pelos Procuradores dos Estados e do Distrito
Federal, organizados em carreira, cujo ingresso dependerá de concurso
público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos
Advogados do Brasil em todas as suas fases (art. 132).
Garantias e impedimentos dos Procuradores do
Estado e do DF
• Estabilidade: aos Procuradores do Estado e do Distrito Federal, nos termos
do art. 132, parágrafo único (acrescentado pela EC n. 19/98) é assegurada
estabilidade (e não vitaliciedade) após 3 anos (e não 2 anos) de efetivo
exercício, mediante avaliação de desempenho perante os órgãos próprios,
após relatório circunstanciado das corregedorias.
• Remuneração: a Constituição assegura aos Procuradores de Estado e do
DF a remuneração exclusivamente por subsídio, bem como a sua
irredutibilidade (art. 135, c/c o art. 39, § 4.°, da CF/88).
• Inamovibilidade?: conforme decidiu o STF, “a garantia da inamovibilidade
é conferida pela Constituição Federal apenas aos Magistrados, aos membros
do Ministério Público e aos membros da Defensoria Pública, não podendo
ser estendida aos Procuradores do Estado” (ADI 291, Rel. Min. Joaquim
Barbosa, j. 07.04.2010, Plenário, DJE de 10.09.2010);

• Advocacia pública e os honorários de sucumbência no CPC/2015


• De acordo com o art. 85, § 19, do CPC/2015, “os advogados públicos
perceberão honorários de sucumbência, nos termos da lei”.
ADVOCACIA
• Art. 133: o advogado é indispensável à administração da justiça, sendo
inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites
da lei.

• *Jus postulandi
Requisitos para a inscrição na OAB, como
advogado
• a) capacidade civil;
• b) diploma ou certidão de graduação em Direito, obtido em instituição de ensino
oficialmente autorizada e credenciada;
• c) título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
• d) aprovação em Exame de Ordem;
• e) não exercer atividade incompatível com a advocacia;
• f) idoneidade moral; e
• g) prestar compromisso perante o Conselho (cf. art. 8.° do Estatuto da OAB).
• O STF declarou constitucional a regra, com fundamento no art. 133 da CF/88, que
também remete à lei (ao Estatuto) os limites da referida inviolabilidade.

• Art. 7.° São direitos do advogado: (...) § 2.° O advogado tem imunidade
profissional, não constituindo injúria, difamação ou desacato puníveis qualquer
manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, em juízo ou fora dele, sem
prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB, pelos excessos que cometer.

• O STF declarou a inconstitucionalidade da expressão “ou desacato”. Ou seja, no


exercício da profissão, o advogado pode ser processado por desacato praticado
contra funcionário público
• O §2.° não menciona o crime de calúnia. Assim, o advogado pode ser
processado quando caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato
definido como crime.

• Art. 7.° São direitos do advogado: (...) II — a inviolabilidade de seu


escritório ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos de
trabalho, de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e
telemática, desde que relativas ao exercício da advocacia; (Redação
dada pela Lei nº 11.767, de 2008)
• Art. 7.° São direitos do advogado: (...) V — não ser recolhido preso, antes
de sentença transitada em julgado, senão em sala de Estado-Maior, com
instalações e comodidades condignas, assim reconhecidas pela OAB, e, na
sua falta, em prisão domiciliar.
• OAB é um “serviço público independente”,
“categoria ímpar no elenco das personalidades
jurídicas existentes no direito brasileiro".
• Por constituir serviço público, goza de imunidade
tributária total em relação a seus bens, rendas e
serviços.
Constitucionalidade do Exame de Ordem
• O art. 8.°, IV, do Estatuto da Advocacia (Lei n. 8.906/94) exige a aprovação
em Exame de Ordem para inscrição como advogado.
• Além de “controlar” a inscrição como advogado do bacharel em direito,
participa dos concursos públicos para o ingresso nas carreiras da
magistratura, do MP, das procuradorias dos Estados e do DF, das
Defensorias Públicas, podendo, ainda, ajuizar a ADI e outras ações
constitucionais, indicar membros e participar do CNJ, bem como do CNMP.
DEFENSORIA PÚBLICA
• O art. 5.°, LXXIV, da CF/88 dispõe que o Estado prestará assistência
jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de
recursos.

• Esse direito e garantia fundamental instrumentaliza-se por meio da


Defensoria Pública, instituição essencial à função jurisdicional do Estado,
incumbindo-lhe a orientação jurídica e a defesa, em todos os graus, dos
necessitados, nos termos do art. 134. caput, da CF/88.
• Defensoria Pública da União; (atuará nos Estados, no Distrito Federal e
nos Territórios, junto às Justiças Federal, do Trabalho, Eleitoral, Militar,
Tribunais Superiores e instâncias administrativas da União)
• Defensoria Pública dos Territórios;

• Defensoria Pública dos Estados;

• Defensoria Pública do Distrito Federal.


• Nos termos do § 2.°, inserido no art. 134:
• “às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas
autonomia funcional e administrativa e a iniciativa
de sua proposta orçamentária dentro dos limites
estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e
subordinação ao disposto no art. 99, § 2.°”.
Princípios institucionais
• De acordo com o art. 134, § 4.°, da CF/88, são princípios institucionais da
Defensoria Pública :

INDEPENDÊNCIA
UNIDADE INDIVISIBILIDADE
FUNCIONAL
Necessidade de defensor está inscrito na OAB
• Art. 4.°, § 6.°, da LC n. 80/94 (introduzido pela LC n. 132/2009): a capacidade postulatória do
Defensor Público decorre exclusivamente de sua nomeação e posse no cargo público.
• A doutrina majoritaria sustenta que o registro na OAB é requisito para a inscrição no
concurso público, demonstrando, então, ser o candidato advogado.
• Uma vez aprovado no certame, em razão de sua nomeação e posse no cargo, passa o
defensor a ter capacidade postulatória independentemente de inscrição nos quadros da
OAB, ficando, então, dispensado de continuar vinculado à Ordem dos Advogados.
• VOTAÇÃO RECENTE 04/11/2021 DO STF- TESE FIXADA PELO MINISTRO
ALEXANDRE- “É inconstitucional a exigência de inscrição do Defensor Público nos quadros
da Ordem dos Advogados do Brasil”.
• Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. DEFENSOR PÚBLICO. CAPACIDADE
POSTULATÓRIA. INSCRIÇÃO NA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL. INCONSTITUCIONALIDADE.
DESPROVIMENTO. 1. O artigo 134, § 1º, da CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ao outorgar à lei
complementar a organização da Defensoria Pública da União, do Distrito Federal e dos Territórios, e
a edição de normas gerais organizacionais para as Defensorias Públicas dos Estados, vedou
expressamente “o exercício da advocacia fora das atribuições institucionais”. 2. A exigência prevista
na Lei Complementar 80/1994, de que o candidato ao cargo de defensor público deve comprovar
sua inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, não conduz à inarredável conclusão de que
o Defensor Público deve estar inscrito nos registros da entidade. 3. O artigo 4º, § 6º, da Lei
Complementar 80/1994, na redação dada pela Lei Complementar 132/2009, dispõe que a
capacidade postulatória do defensor decorre exclusivamente de sua nomeação e posse no cargo
público, para se dedicar unicamente à nobre missão institucional de proporcionar o acesso dos
assistidos à ordem jurídica justa. 4. Logo, o Defensor Público submete-se somente ao regime próprio
da Defensoria Pública, sendo inconstitucional a sua sujeição também ao Estatuto da OAB. 5.
Recurso extraordinário desprovido. Tese para fins da sistemática da Repercussão geral: É
inconstitucional a exigência de inscrição do Defensor Público nos quadros da Ordem dos Advogados
do Brasil.
(RE 1240999, Relator(a): ALEXANDRE DE MORAES, Tribunal Pleno, julgado em 04/11/2021,
PROCESSO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-248 DIVULG 16-12-2021 PUBLIC 17-
12-2021
Existe Defensoria Pública Municipal?

• Não, assim como não há MP e Judiciário municipais. Na verdade,


existem núcleos da Defensoria Pública, tanto a Federal como a
Estadual, nos Municípios.
• vedado o exercício da advocacia fora das atribuições institucionais;

• Além das proibições decorrentes do exercício de cargo público, aos membros


da Defensoria Pública é vedado, segundo a lei orgânica, receber, a qualquer
título e sob qualquer pretexto, honorários, percentagens ou custas
processuais, em razão de suas atribuições.

• Porém, nos termos do art. 4.°, XXI, da LC n. 80/94, são funções


institucionais da Defensoria Pública, dentre outras, executar e receber as
verbas sucumbenciais decorrentes de sua atuação, inclusive quando devidas
por quaisquer entes públicos, reservando-as a fundos geridos pela Defensoria
Pública e destinados, exclusivamente, ao aparelhamento da Defensoria
Pública e à capacitação profissional de seus membros e servidores.

Você também pode gostar