Técnico em Segurança do Trabalho

SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica
Professor: Ivan Araujo

Poluição Atmosférica A partir de meados do século XVIII, com a Revolução Industrial, aumentou muito a poluição do ar. A queima do carvão mineral despejava na atmosfera das cidades industriais européias, toneladas de poluentes. A partir deste momento, o ser humano teve que conviver com o ar poluído e com todas os prejuízos advindos deste "progresso". Atualmente, quase todas as grandes cidades do mundo sofrem os efeitos daninhos da poluição do ar. Cidades como São Paulo, Tóquio, Pequim, Nova Iorque e Cidade do México estão na lista das mais poluídas do mundo. A poluição gerada nas cidades de hoje são resultado, principalmente, da queima de combustíveis fósseis como, por exemplo, carvão mineral e derivados do petróleo (gasolina e diesel). A queima destes produtos tem lançado uma grande quantidade de monóxido de carbono e dióxido de carbono (gás carbônico) na atmosfera. Estes dois combustíveis são responsáveis pela geração de energia que alimenta os setores industrial, elétrico e de transportes de grande parte das economias do mundo. Por isso, deixá-los de lado atualmente é extremamente difícil. Esta poluição tem gerado diversos problemas nos grandes centros urbanos. A saúde do ser humano, por exemplo, é a mais afetada com a poluição. Doenças respiratórias como a bronquite, rinite alérgica, alergias e asma levam milhares de pessoas aos hospitais todos os anos. A poluição também tem prejudicado os ecossistemas e o patrimônio histórico e cultural em geral. Fruto desta poluição, a chuva ácida mata plantas, animais e vai corroendo, com o tempo, monumentos históricos. Recentemente, a Acrópole de Atenas teve que passar por um processo de restauração, pois a milenar construção estava sofrendo com a poluição da capital grega. O clima também é afetado pela poluição do ar. O fenômeno do efeito estufa está aumentando a temperatura em nosso planeta. Ele ocorre da seguinte forma: os gases poluentes formam uma camada de poluição na atmosfera, bloqueando a dissipação do calor. Desta forma, o calor fica concentrado na atmosfera, provocando mudanças climáticas. Futuramente, pesquisadores afirmam que poderemos ter a elevação do nível de água dos oceanos, provocando o alagamento de ilhas. Muitas espécies animais poderão ser extintas e tufões e maremotos poderão ocorrer com mais freqüência. Apesar das notícias negativas, o homem tem procurado soluções para estes problemas. A tecnologia tem avançado no sentido de gerar máquinas e combustíveis menos poluentes ou que não gerem poluição. Muitos automóveis

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já estão utilizando gás natural como combustível. No Brasil, por exemplo, temos milhões de carros movidos a álcool, combustível não fóssil, que poluí pouco. Testes com hidrogênio tem mostrado que num futuro bem próximo, os carros poderão funcionar com um tipo de combustível que lança, na atmosfera, apenas vapor de água. Os gases poluentes são aqueles produzidos, principalmente, pela queima de: combustíveis fósseis (gasolina e óleo diesel), resíduos orgânicos (lixos) e vegetação florestal. Estes gases absorvem parte da radiação infra-vermelha emitida pela Terra, favorecendo e efeito estufa e o aquecimento global. Os principais gases poluentes da atmosfera são: dióxido de carbono (CO2), gás metano (CH4), óxidos de nitrogênio (NOx). O efeito estufa tem colaborado com o aumento da temperatura no globo terrestre nas últimas décadas. Pesquisas recentes indicaram que o século XX foi o mais quente dos últimos 500 anos. Pesquisadores do clima afirmam que, num futuro próximo, o aumento da temperatura provocado pelo efeito estufa poderá ocasionar o derretimento das calotas polares e o aumento do nível dos mares. Como conseqüência, muitas cidades litorâneas poderão desaparecer do mapa. O efeito estufa é gerado pela derrubada de florestas e pela queimada das mesmas, pois são elas que regulam a temperatura, os ventos e o nível de chuvas em diversas regiões. Como as florestas estão diminuindo no mundo, a temperatura terrestre tem aumentado na mesma proporção. Um outro fator que está gerando o efeito estufa é o lançamento de gases poluentes na atmosfera, principalmente os que resultam da queima de combustíveis fósseis. A queima do óleo diesel e da gasolina nos grandes centros urbanos tem colaborado para o efeito estufa. O dióxido de carbono (gás carbônico) e o monóxido de carbono ficam concentrados em determinadas regiões da atmosfera formando uma camada que bloqueia a dissipação do calor. Outros gases que contribuem para este processo são: gás metano, óxido nitroso e óxidos de nitrogênio. Esta camada de poluentes, tão visível nas grandes cidades, funciona como um isolante térmico do planeta Terra. O calor fica retido nas camadas mais baixas da atmosfera trazendo graves problemas ao planeta.

maremotos e enchentes poderão ocorrer com mais intensidade. Estas alterações climáticas poderão influenciar negativamente na produção agrícola de vários países. Muitos ecossistemas poderão ser atingidos e espécies vegetais e animais poderão ser extintas.Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo Pesquisadores do meio ambiente já estão prevendo os problemas futuros que poderão atingir nosso planeta caso esta situação persista. furacões. Preocupados com estes problemas. Neste contexto surgiu o Protocolo de Kyoto. organismos internacionais. reduzindo a quantidade de alimentos em nosso planeta. A elevação da temperatura nos mares poderia ocasionar o desvio de curso de correntes marítimas. . ONGs (Organizações Não Governamentais) e governos de diversos países estão tomando medidas para reduzir a poluição ambiental e a emissão de gases na atmosfera. ocasionando a extinção de vários animais marinhos e diminuir a quantidade de peixes nos mares. Derretimento de geleiras e alagamento de ilhas e regiões litorâneas. Tufões.

são responsáveis pelo efeito estufa e o aquecimento global.2%. Objetivos e Informações No documento.diminuição das emissões de metano. . na cidade de Kyoto (Japão). países como os Estados Unidos tem dificultado o avanço destes acordos.proteção de florestas e outras áreas verdes. Estes. por exemplo: . em 5. Os países devem colaborar entre si para atingirem as metas. O Protocolo de Kyoto entrou oficialmente em vigor no dia 16 de fevereiro de 2005. visando o consumo racional.definição de regras para a emissão dos créditos de carbono (certificados emitidos quando há a redução da emissão de gases poluentes). Os gases citados no acordo são: dióxido de carbono. . após ter sido discutido e negociado em 1997. biomassa e solar). . energia eólica. hidrocarbonetos fluorados.otimização de sistemas de energia e transporte. Estes últimos três são eliminados principalmente por indústrias. hidrocarbonetos perfluorados e hexafluoreto de enxofre. . entre os anos de 2008 e 2012 (primeira fase do acordo).aumento no uso de fontes de energias limpas (biocombustíveis. Porém. há um cronograma em que os países são obrigados a reduzir. A emissão destes poluentes deve ocorrer em vários setores econômicos e ambientais. presentes em sistemas de depósito de lixo orgânico. O protocolo sugere ações comuns como. que visa reduzir as emissões de gases poluentes. gás metano. óxido nitroso. Os EUA alegam que a redução da emissão de gases poluentes poderia dificultar o avanço das indústrias no país.Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo Protocolo de Kioto O Protocolo de Kyoto é um instrumento internacional. ratificado em 15 de março de 1998. a emissão de gases poluentes. .

Conferência de Bali Em dezembro de 2007. Foi estabelecido um cronograma de negociações e acordos para troca de informações sobre as mudanças climáticas. etc). Aquecimento Global Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global está ocorrendo em função do aumento da emissão de gases poluentes. de difícil dispersão. na atmosfera. pois. principalmente.5 e 5. a Conferência da ONU sobre Mudança Climática terminou com um avanço positivo. dificultando a dispersão do calor. o ser humano poderá evitar as catástrofes climáticas de alta intensidade que estão previstas para o futuro.8º C até o final do século XXI. entre os dias 3 e 14. causando o famoso efeito estufa. . Os Estados Unidos concordaram com a posição defendida pelos países mais pobres. Desta forma. Após 11 dias de debates e negociações representantes de centenas de países começaram a definir medidas para a redução da emissão de gases poluentes. dióxido de carbono. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. estes gases absorvem grande parte da radiação infra-vermelha emitida pela Terra. Estes gases (ozônio. já se verifica suas conseqüências em nível global. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor. As bases definidas substituirão o Protocolo de Kyoto. Este fenômeno ocorre. O desmatamento e a queimada de florestas e matas também colaboram para este processo. metano. derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina.Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo Expectativas Os especialistas em clima e meio ambiente esperam que o sucesso do Protocolo de Kyoto possa diminuir a temperatura global entre 1. que vence em 2012. outro evento importante aconteceu na ilha de Bali (Indonésia). o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades. entre os 190 países participantes. diesel. óxido nitroso e monóxido de carbono) formam uma camada de poluentes.

futuramente. Aumento de furacões. está em curso o derretimento das calotas polares. Somado ao desmatamento que vem ocorrendo. Crescimento e surgimento de desertos: o aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais. a tendência é aumentar cada vez mais as regiões desérticas do planeta Terra.Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo Derretimento de gelo nas calotas polares: uma das consequências do aquecimento global. tem se verificado uma intensa onda de calor. No verão europeu. principalmente em florestas de países tropicais (Brasil. provocando até mesmo mortes de idosos e crianças. potencializando estes tipos de catástrofes climáticas. . tufões e ciclones: o aumento da temperatura faz com que ocorra maior evaporação das águas dos oceanos. a submersão de muitas cidades litorâneas. por exemplo. desequilibrando vários ecossistemas. países africanos). podem ocorrer. Ao aumentar o nível da águas dos oceanos. Ondas de calor: regiões de temperaturas amenas tem sofrido com as ondas de calor. Conseqüências do aquecimento global Aumento do nível dos oceanos: com o aumento da temperatura no mundo.

É devido a essa multiplicidade de vias de formação que o termo chuva ácida.6) devido à presença de outros compostos na atmosfera terrestre não poluída. já que a acidificação da precipitação. A principal causa daquela acidificação é a presença na atmosfera terrestre de gases e partículas ricas em enxofre e nitrogênio reativo cuja hidrólise no meio atmosférico produz ácidos fortes. apesar de muito difundido. formando um ácido fraco. ou com mais propriedade deposição ácida. de medidas legais restritivas da queima de combustíveis ricos em enxofre e obrigando à adoção de tecnologias de redução das emissões de substâncias reativas para a atmosfera. com . ou qualquer outra forma de precipitação atmosférica. Essa acidez natural. formando baixas concentração acidificantes de ions hidrogênios: 2H2O (l) + H2CO3 (aq) ⇌ CO32. Assumem particular importância os compostos nitrogenados (NOx) gerados pelas altas temperaturas de queima dos combustíveis fósseis e os compostos de enxofre (SOx) produzidos pela oxidação das impurezas sulfurosas existentes na maior parte dos carvões e petróleos. valor inferior ao que resultaria se a solução ocorresse em água destilada (pH = 5. conhecido como ácido carbônico.2 a 20 ºC. nevoeiros e neblinas). é a designação dada à chuva. pela generalidade dos países. a água precipitada pela chuva é levemente ácida. segundo a reação: CO2 (g) + 2H2O (l) ⇌ H2CO3 (aq) O ácido carbônico sofre ionização em solução aquosa. Causas e consequências da precipitação ácida Na ausência de qualquer contaminante atmosférico. cuja acidez seja substancialmente maior do que a resultante da dissociação do dióxido de carbono (CO2) atmosférico dissolvido na água precipitada.(aq) + 2H3O+(aq) A ionização acima referida ocorre tanto nas gotículas de água atmosférica (nas nuvens. apesar de localmente poder ser influenciada pela presença de compostos orgânicos voláteis e de óxidos de carbono gerados por trovoadas. na água existente na superfície de gelos ou cristais de neve e ainda no orvalho e na água adsorvida em partículas sólidas em suspensão no ar. resulta essencialmente da dissociação do dióxido de carbono atmosférico dissolvido na água. deve ser preferencialmente substituído por deposição ácida. Os efeitos ambientais da precipitação ácida levaram à adoção.Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo CHUVA ÁCIDA A chuva ácida. sendo de esperar um pH de aproximadamente 5.

entre os quais avultam os óxidos de nitrogênio e os óxidos de enxofre.Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo todas as consequências ambientais resultantes. confirmando a correlação entre a industrialização e a diminuição do pH da precipitação. energia eléctrica e para a propulsão de veículos.5 ou mesmo 4.6 para 4. originando então os compostos que acidificam a precipitação. . pela comparação da acidez atual com o registo deixado pela captura da precipitação no gelo dos glaciares ao longo de milhões de anos e pelo registo deixado nos fundos de lagos e oceanos pela deposição de restos orgânicos indiciadores das condições de acidez prevalecentes. A principal fonte desses poluente primários é a queima de combustíveis fósseis para produção de energia térmica. passando em média de 5. A análise das camadas de gelo depositadas em glaciares e nas calotas polares mostram uma rápida diminuição do pH da precipitação a partir do início da Revolução Industrial. Origem da acidez acrescida A acidez acrescida que está na origem da precipitação ácida resulta na sua maior parte da interação dos componentes naturais da atmosfera terrestre com poluentes primários. mostrando uma forte acidificação.0 em algumas regiões. com destaque para os gases lançados na atmosfera pelos vulcões e os gerados pelos processos biológicos que ocorrem nos solos. os organismos vivos aquáticos e as estruturas construídas e equipamentos com os quais entre em contato. Os gases libertados podem ser transportados na circulação atmosférica por muitos milhares de quilómetros antes de reagirem com gotículas de água. As principais fontes humanas dos gases poluentes primários são as indústrias. pode ocorrer na ausência de chuva. as centrais termoelétricas e os veículos de transporte motorizados. são claramente dominantes. isto é resultantes da ação humana. Embora existam processos naturais que contribuem para a acidificação da precipitação. as fontes antrópicas. o que corresponde a precipitação que contém concentrações mensuráveis de um ou mais ácidos fortes e que pela sua acidez causa comprovados efeitos negativos sobre as plantas. os quais reagem com a água atmosférica para formar ácidos fortes como sejam o ácido sulfúrico e o ácido nítrico.5 (a 20 ° C). o limite para se considerar a precipitação como ácida é em geral um pH inferior a 4. A prova dessa predominância foi obtida pela determinação da diferença entre a acidez da precipitação nas zonas industrializadas e em partes remotas do globo. pântanos e oceanos. Igual conclusão é retirada da análise da prevalência de espécies de diatomáceas em camadas de sedimento recolhidos do fundo de lagos. Em resultado dessa acidez natural.

O uso de altas chaminés industriais para dispersar os gases emitidos tem contribuído para aumentar as áreas afetadas. com destaque para a Índia e o sueste asiático. que demonstravam os múltiplos danos ambientais que a acidez da precipitação estava a causar. Inglaterra. O problema da precipitação ácida tem crescido com o aumento da população e com a industrialização. quando o New York Times publicou os resultados obtidos em estudos feitos na Hubbard Brook Experimental Forest (HBES). o problema afeta vastas regiões da Europa e da América do Norte. leva a que também afete as regiões situadas a jusante do seu ponto de emissão no sistema de circulação atmosférica. Robert Angus Smith. levando a que áreas onde as emissões não são significativas possam ser severamente prejudicadas pela precipitação de poluentes gerados a montante.4 (a mesma acidez do vinagre). A precipitação ácida com origem industrial é um sério problema em países onde se queimam carvões ricos em enxofre para gerar calor e electricidade. professor de Ecologia na Universidade de Toronto. num estudo realizado em Manchester. com valores inferiores a 2. trazendo a questão da chuva ácida para a ribalta da política ambiental. fez em 1852 a primeira demonstração da relação entre a acidez da chuva e a poluição industrial. a partir dos Estados Unidos da América. com destaque para o tráfego automóvel. Ao longo das últimas décadas têm sido reportadas leituras de pH na água de gotas de chuva e em gotículas de nevoeiro. Embora com outras origens. publicou em 1972 um dos primeiros trabalhos sobre um lago "morto" em resultado da acidificação das suas águas pela deposição ácida. conceituando em 1872 a designação chuva ácida. colhidas em regiões industrializadas. História da chuva ácida As emissões de dióxido de enxofre e de óxidos de nitrogênio têm crescido quase continuamente desde o início da Revolução Industrial. como a China e a Rússia. abrangendo áreas crescentes do planeta. em New Hampshire. O interesse público pelos efeitos da chuva ácida iniciou-se na década de 1970. Apesar da relação entre precipitação ácida e poluição do ar ter sido descoberta em 1852. já que a circulação atmosférica dispersa os efeitos ao longo de grandes áreas da Terra.Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo A sua natureza transfronteiriça. Harold Harvey. já que os poluentes são injetados na circulação atmosférica . o seu estudo científico sistemático apenas se iniciou nos finais da década de 1960.

um gás proveniente da oxidação de compostos de enxofre (S) contidos nos combustíveis fósseis e na matéria orgânica que é queimada. estudos recentes estimam as quantidades emitidas de SO2 (expresso em S elementar) em cerca de 70 000 000 toneladas/ano (70 Teragramas/ano) a partir da queima de combustíveis fósseis. Os óxidos de enxofre A principal causa de acidificação da precipitação é a presença na atmosfera de óxidos de enxofre (SOx). com destaque para o dimetilsulfureto (DMS) de origem oceânica e o ácido fórmico em algumas regiões de floresta tropical. atingindo vastas áreas a sotavento do ponto de emissão. os quais são esmagadoramente de origem antrópica. é comum a deposição ocorrer a considerável distância do ponto de emissão. Outra importante fonte de gases contendo enxofre são as emissões dos vulcões. nevoeiros e outras formas de condensação atmosférica. e cerca de 8 000 000 toneladas/ano (8 Tg/ano) em resultado de emissões vulcânicas. com predominância para estes últimos. em especial por fogos florestais. Apesar das crescentes restrições ao consumo de combustíveis ricos em enxofre sem os adequados mecanismos de controlo das emissões. Em resultado. com destaque para o dióxido de enxofre (SO2). Um exemplo destes efeitos é a grande acidez da precipitação na Escandinávia quando comparada com as emissões relativamente baixas ali produzidas. o trióxido de enxofre (SO3) é rapidamente convertido em ácido sulfúrico: . 2 800 000 toneladas/ano (2. com as regiões montanhosas a receberem a maior parte da acidez precipitada (simplesmente por serem áreas de maior precipitação devido às chuvas de montanha). Na fase gasosa o dióxido de enxofre é oxidado por adição do radical hidroxila via uma reação intermolecular: SO2 + OH· → HOSO2· que é seguida por: HOSO2· + O2 → HO2 + SO3 na presença de água líquida nas gotículas das nuvens. os dois principais grupos de compostos que geram a acidez da precipitação são os óxidos de azoto e os óxidos de enxofre. Origem e formação dos compostos ácidos Embora a amónia e os compostos orgânicos voláteis.8 Tg/ano) a partir da queima de biomassa. contribuam para a acidez da precipitação.Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo regional.

em meio aquoso. hidrolisa numa série de reações de equilíbrio químico: SO2 (g)+ H2O ⇌ SO2·H2O SO2·H2O ⇌ H++HSO3HSO3. levando à formação de ácido sulfúrico (H2SO4). num processo similar ao descrito para o dióxido de carbono. Para além da conversão bioquímica que ocorrem em organismos especialmente adaptados à fixação do nitrogênio. .⇌ H++SO32No meio atmosférico ocorrem numerosas reações aquosas que oxidam o enxofre (S) do estado de oxidação S(IV) (S+4) para o estado de oxidação S(VI) (S+6). as quais levam a que o ritmo de perda de SO2 na presença de nuvens seja substancialmente maior do que o verificado em meio gasoso. ocorrem com o ozônio (O3). fazendo dos óxidos de Nitrogênio compostos em geral pouco comuns. em geral designados por NOx. Para reagir com o oxigênio gasoso precisa de grande quantidade de energia sob a forma de altas temperaturas e pressões ou uma via catalítica adequada. Óxidos de Nitrogênio Apesar do Nitrogênio (N2) ser o gás mais abundante na composição da atmosfera da Terra. muitas delas com uma forte componente fotoquímica. São estes gases que. ácidos fortes que contribuem poderosamente para a acidificação da precipitação. Esta situação alterou-se profundamente nas regiões industrializadas com a introdução dos motores a explosão. formam ácido nitroso (HNO2) e ácido nítrico (HNO3). Naqueles motores. na natureza a oxidação do Nitrogênio apenas ocorre nas descargas elétricas das trovoadas. As reações com o oxigênio são catalizadas por traços de ferro e manganês presentes nas gotículas das nuvens. na qual o dióxido de enxofre dissolvido. que é libertada para a atmosfera com os gases de escape. em particular com a água. peróxido de hidrogênio (H2O2) e oxigênio (O2). um dos mais fortes ácidos conhecidos.Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo SO3 (g) + H2O (l) → H2SO4 (l) Para além das reações atrás apontadas verificam-se outras. Tal deve-se à hidrólise nas gotículas de água. as pressões e temperaturas cridas no interior dos cilindros levam à oxidação do Nirogênio do ar ali injetado. aquele elemento na sua forma biatómica é muito pouco reativo. formando uma complexa mistura de óxidos de Nitrogênio. reagindo com os componentes da atmosfera. As reações mais importantes.

monumentos. . Devido à uma pequena quantidade de dióxido de carbono (CO2) dissolvido na atmosfera. Ela adquire assim um efeito corrosivo para a maioria dos metais. etc. atingindo um pH próximo a 5. nevoeiros e outras formas de condensação atmosférica. temos que na câmara de combustão dos motores. produz por adição do ion hidroxilo (NO2 + OH· → HNO3): 2 NO2 (g) +H2O (l) → HNO3 (aq) + HNO2 (aq) COMO SE FORMA A CHUVA ÁCIDA Inicialmente. a chuva ácida é provocada principalmente por fábricas e carros que queimam combustíveis fósseis. na presença do oxigénio do ar. Desta poluição um pouco se precipita. Quando não é natural.6. Outra parte circula na atmosfera e se mistura com o vapor de água. árvores. é preciso lembrar que a água da chuva já é naturalmente ácida. depositando-se sobre o solo. na presença de água líquida nas gotículas das nuvens. ocorre: N2 (g) + O2 (g) → 2 NO (g) O óxido de Nitrogênio formado. como o carvão e o petróleo. instável nas condições atmosféricas normais. produz: 2 NO (g) + O2 (g) → 2 NO2 (g) O dióxido de Nitrogênio formado.Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo Pela queima de combustíveis fósseis a altas pressões e temperaturas na presença de Nitrogênio do ar. para o calcário e outras substâncias. a chuva torna-se ligeiramente ácida. Passa então a existir o risco da chuva ácida.

Para além da deposição de material sólido em suspensão no ar. A deposição pela via húmida ocorre quando alguma forma de precipitação (chuva. este tipo de deposição também inclui a aderência e adsorção de partículas e gases na superfície da vegetação.Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo Mecanismos de precipitação A deposição da precipitação ácida ocorre essencialmente pela via úmida. isto é aquela que ocorre na ausência de precipitação. representa cerca de 20 a 40% da deposição ácida total nas regiões industrializadas. Apesar de menos significativa. nos solos e materiais geológicos e nas estruturas construídas. granizo ou outra) remova os compostos ácidos da atmosfera depositando-os sobre a superfície. . a deposição a seco. Este tipo de precipitação pode resultar na precipitação das gotículas onde se formaram os ácidos ou do arraste pela precipitação de aerosóis existentes nas camadas atmosféricas atravessadas pela precipitação em queda. tendo a deposição seca um papel secundário (exceto nas proximidades de instalações industriais que emitam grandes volumes de partículas para o ar). neve.

Com pH inferior a 4. enquanto níveis iguais ou superiores a 6.5 praticamente nenhum peixe sobrevive. a biodiversidade é reduzida. o contributo direto e indireto (isto é. Estudos ecotoxicológicos demonstraram que a precipitação ácida tem impactos adversos sobre as florestas. à medida que as águas vão se acidificando. as massas de água doce e os solos. Em consequência. peixes e anfíbios. causando danos em edifícios e outras estruturas e equipamentos expostos ao ar. Para além disso. Por exemplo. a presença de elevada acidez na água (pH < 5) inibe a produção das enzimas que permitem que as larvas da maior parte das espécies de peixes de água doce. a precipitação ácida aumenta a corrosividade da atmosfera. Estudos . dependendo das características da bacia hidrográfica. incluindo a maioria da espécies de truta.Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo Efeitos da precipitação ácida Efeito da precipitação ácida numa estátua em calcário.0 promovem populações saudáveis. Efeitos sobre os solos e as águas Estudos ecológicos e toxicológicos revelam uma forte relação entre baixos níveis de pH e a perda de populações de peixes em lagos. escapem das suas ovas. matando plâncton. do que já resultou o desaparecimento de múltiplas espécies da áreas mais sensíveis. insetos. Essa mesma acidez inibe o crescimento de fitoplâncton levando a restrições na cadeia trófica que afecta os animais dela dependentes. via o escoamento superficial) da precipitação ácida para a acidificação das águas de rios e lagos é variável. Contudo. Também demonstraram efeitos negativos sobre a saúde humana.

Os enzimas desses microorganismos são desnaturados. Os lagos são particularmente afetados por receberem e concentrarem a acidez proveniente do escorrimento através de solos acidificados pela precipitação e por concentrarem parte importante da carga dos ions solubilizados. O ions hidrogênio também levam à mobilização toxinas e à solubilização e consequente perda de nutrientes e micronutrientes essenciais à vida vegetal e ao equilíbrio trófico dos solos. já que alguns microorganismos são incapazes de tolerar as alterações resultantes. prejudicando a respiração. a presença de sais de alumínio em solução faz com que alguns peixes produzam muco em excesso ao redor de suas guelras. Em meio aquático. são perdidos por lexiviação. perdendo a sua funcionalidade. Nos solos. a alteração do pH altera a sua biologia e química.Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo revistos pela Environmental Protection Agency dos Estados Unidos da América demonstraram que a precipitação ácida causara diretamente a acidificação de 75% dos lagos e de cerca de 50 % dos rios e ribeiros estudados. o cádmio e o manganês. o ferro. o magnésio. Um dos caminhos para a solubilização é o seguintes: 2H+ (aq) + Mg2+ (argilas) ⇌ 2H+ (argilas) + Mg2+(aq) A química dos solos sofre profundas modificações quando catiões importantes para o suporte da vegetação. como o Ca++ e Mg++. levando a alterações na solubilidade de diversos compostos e a alterações na microbiologia do solo. . Outro efeito do abaixamento do pH é a mobilização nos sedimentos do fundo dos lagos e rios e nos solos de metais pesados como o alumínio.

menos nutrientes são transportados. particularmente se esta alterar significativamente o pH dos solos. causando fitotoxicidade.Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo Efeitos sobre as florestas e as culturas Efeitos da precipitação ácida sobre uma floresta de picea (Erzgebirge. e minerais valiosos são dispersos e arrastados pelas águas ou (como no caso dos fosfatos) ligam-se às argilas de forma a ficarem inacessíveis para mobilização pelas raízes. tornando as árvores mais susceptíveis a gelo. As árvores são danificadas pela precipitação ácida de vários modos: a superfície cerosa das suas folhas é rompida e nutrientes são perdidos. incluindo os efeitos sobre a mobilização de ions nos solos e as altas concentrações dos gases percursores no ar. fungos e insetos. Apesar das plantas cultivadas também poderem sofrer com a acidez da precipitação. Alemanha). em geral afetando as zonas de crescimento das raízes. Pelas mesmas razões. ions tóxicos acumulam-se no solo. Os efeitos adversos sobre as florestas resultam dos impactos direto e indireto da acidez. . em consequência. As florestas situadas a grande altitude são particularmente vulneráveis pois estão frequentemente imersas em nevoeiros e nuvens cujas gotículas são mais ácidas do que a chuva. o crescimento das raízes torna-se mais lento e. afetando particularmente as florestas de montanha. a precipitação oculta tende a ser mais ácida do que a chuva.

Sabe-se contudo. Em terrenos de cultivo recorre-se quando necessário à adição de carbonato de cálcio para aumentar a capacidade tampão do solo.Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo os efeitos são minimizados pela aplicação de cal e de fertilizantes que repõem os nutrientes perdidos. O cobre mobilizado foi implicado nas epidemias de diarreia em crianças jovens e acredita-se que existem ligações entre o abastecimento de água contaminado com alumínio e o aumento da ocorrência de casos da doença de Alzheimer. A precipitação ácida também aumenta o ritmo de oxidação das estruturas em . Essa técnica é difícil de utilizar em áreas de vegetação natural. Esse aumento da corrosividade resulta da reação do ácido sulfúrico contido na precipitação com os compostos de cálcio contidos na pedra. basta observar elementos escultóricos e lápides localizadas nas grandes cidades. Aumento da corrosão atmosférica A precipitação ácida pode causar danos nos edifícios e estruturas expostas ao ar. formando gesso que é solubilizado ou se desagrega da estrutura: CaCO3 (s) + H2SO4 (aq) ⇌ CaSO4 (aq) + CO2 (g) + H2O (l) A desagregação que se segue é rápida e comum. estão correlacionadas com o aumento da morbilidade das pessoas e a morte prematura em resultado de doenças como o cancro. onde é comum elementos epigráficos ficarem ilegíveis em poucas décadas. leva a uma perda da tolerância ao frio. com destaque para os edifícios históricos e monumentos. evitando variações grandes do seu pH. levando a danos ou mesmo à morte da planta durante o Inverno. Estudos demonstraram que partículas finas em suspensão no ar. uma grande parte das quais são formadas por sais dos ácidos formados na precipitação ácida (sulfatos e nitratos). particularmente sobre a vida aquática e sobre as turfeiras e outras áreas húmidas. que a perda de cálcio das folhas de diversas espécies arbóreas. sendo os ions tóxicos libertados devido à precipitação ácida a maior ameaça. especialmente os construídos ou revestidos com calcários e mármores. sendo mal compreendidos os seus efeitos colaterais. Efeitos sobre a saúde humana Estudos epidemiológicos sugerem uma ligação direta entre a acidez atmosférica e a saúde das populações. devido à acidez da chuva.

Esses efeitos transfronteiriços levaram à assinatura de diversos acordos e tratados internacionais tendo como objeto o controle da poluição do ar e em particular as emissões que levam à acidificação da precipitação. Outro efeito é a redução da visibilidade devido à presença de aerosóis contendo sulfatos e nitratos. muitas usinas de energia que queimam carvão usam o sistema de dessulfuração de gás (FGD) para retirar os gases contendo enxofre de suas chaminés. onde muitos dos lagos estão tão acidificados que já não têm peixes e com extensas áreas florestais fortemente danificadas. mas a uma distância tal que não é possível distinguir as contribuições de fontes emissoras individuais ou de grupos de fontes. particularmente a Escandinávia. Aquela Convenção tem Protocolos adicionais sobre o controle das emissões atmosféricas de óxidos de enxofre e do Nitrogênio sobre a acidificação e a eutrofização das massas de água interiores. a África do Sul. Malásia e Tailândia). em geral associados à formação de nevoeiros fotoquímicos extremamente ácidos. causando um rápido crescimento da ferrugem e dos danos por ela causados. Entre esses instrumentos tem particular importância a Convenção sobre a Poluição Atmosférica Transfronteiriça a Longa Distância. Outras regiões afetadas são sudeste da China e Taiwan. Regiões mais afetadas As regiões particularmente afetadas pela precipitação ácida incluem a maior parte da Europa. o subcontinente indiano e o Sri Lanka e partes da África Ocidental (países como o Gana. Soluções Nos EUA. grande parte do nordeste dos Estados Unidos da América e do sueste do Canadá. Um exemplo de FGD é o depurador molhado que geralmente é . A natureza transfronteiriça da poluição atmosférica leva a que poluição atmosférica cuja origem física está total ou parcialmente compreendida numa zona submetida à jurisdição nacional de um Estado produza os seus efeitos nocivos numa zona submetida à jurisdição de um outro Estado. da qual Portugal é signatário. Togo e Nigéria).Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo ferro. Regiões potencialmente afetadas nas próximas décadas incluem o sul da Ásia (Indonésia.

acreditando que essa geração de energia e poluição necessitam de caminhar juntas. o resultado líquido é um decréscimo contínuo e um menor conjunto de fontes poluidoras. Um reator nuclear gera menos que um milionésimo do lixo tóxico (medido por efeito biológico líquido) por watt gerado. eles são colocados num aterro. Um depurador molhado é basicamente uma torre de reação equipada com um ventilador que extrai a fumaça de gases quentes da chaminé de uma usina de energia. quando os dejetos de ambas as instalações de geração de energia são adequadamente comparados (os Estados Unidos proíbem a reciclagem nuclear.Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo usado nos EUA e em muitos outros países. o depurador transforma a poluição de enxofre em sulfatos industriais. O principal efeito deste procedimento é oferecer incentivos econômicos reais para os operadores instalarem controles de poluição. Em outros. Por este esquema. Desde que grupos de interesse público possam aposentar as licenças por compra. Um esquema regulador mais benigno envolve a negociação de emissões. Os operadores então podem instalar equipamentos de controle da poluição e vender partes das suas licenças de emissões. Em algumas áreas os sulfatos são vendidos a companhias químicas como gesso quando a pureza de sulfato de cálcio é alta. O calcário ou a pedra calcária em forma de slurry também é injetada na torre para se misturar com os gases da pilha e combinar-se com o dióxido de enxofre presente. Ou seja. Isto é falso. . Ao mesmo tempo. a cada planta poluidora atual é concedida uma licença de emissões que se torna parte do capital da empresa. que é fisicamente retirado do depurador. nenhum operador particular jamais será forçado a gastar dinheiro sem retorno do valor de venda comercial dos ativos. O carbonato de cálcio da pedra calcária produz sulfato de cálcio de pH neutro. Algumas pessoas opõem-se à regulação da geração de energia. Entre essas coisas citamos mais algumas que também ajudam: • • • • • • Conservar energia Transporte coletivo Utilização do metrô Utilizar fontes de energia menos poluentes Purificação dos escapamentos dos veículos Utilizar combustíveis com baixo teor de enxofre. de modo que esse país produz mais lixo que outros países).

Indústria de fertilizantes 9. A medida que se acumulam nas partículas de pó presentes no gás carreador. Plantas de produção de cimento. Usinas Siderúrgicas (sinterizações. níquel. Esse equipamento remove até 99. Incineradores de resíduos e lodos. Fornos de fusão de vidros 8. Caldeiras a carvão ou óleo. processos de redução de metais não ferrosos. 3.alumínio. processos de redução direta de minério de ferro. menores custos com peças sobressalentes e mínimas exigências de manutenção. Esses elétrons migram para os eletrodos de coleta (+). 7. 4. cobalto. 2. Plantas de geração de energia (centrais termoelétricas) 6. . química e de papel e celulose. cobre.) e beneficiamentos de minérios em geral (pelotizações de minério de ferro. etc. tais partículas ficam carregadas negativamente e o campo elétrico as transporta para os eletrodos de coleta (+) (aterrados) onde são depositados em suas superfícies. secadores e resfriadores) 5. Plantas de produção na indústria eletrometalúrgica. zinco. secadores e moinhos de carvão. CAMPOS DE APLICAÇÃO: As aplicações típicas para os Precipitadores Eletrostáticos são: 1. chumbo. Plantas de produção de gás Método de operação e design básico: Elétrons são emitidos de eletrodos de descarga (-) carregados com alta voltagem negativa retificada. cal e gesso (fornos.Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo SISTEMAS DE CONTROLE DE POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA PRECIPITADORES ELETROSTÁTICOS Precipitadores Eletrostáticos são geralmente mais econômicos quando comparados a outros sistemas de remoção de pó. moinhos. baixa perda de carga. caldeira de biomassa. Os custos operacionais são reduzidos devido ao baixo consumo de energia.5 % da massa total de particulado. Plantas de produtos Carboquímicos 10. altos fornos etc.

Ela depende primariamente da composição química do material a ser coletado. A resistividade elétrica do pó é um dos fatores mais críticos para a eficiência de coleta. Outros fatores também exercem influência mútua sobre os parâmetros que determinam a velocidade de migração. são dispostos ao longo do eixo central das passagens com 400mm de largura. este é diferente para cada tipo de aplicação do precipitador em relação ao processo industrial. em intervalos de tempo diferentes. cujas emissões de particulados devem ser controladas. mas.Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo No precipitador Eletrostático de fluxo horizontal. os eletrodos de coleta são placas perfiladas que formam um sistema de passagens através do qual fluem os gases de exaustão.Resistividade elétrica do pó. O componente velocidade é um fator empírico de suma importância para o dimensionamento do precipitador que garante a eficiência da remoção do pó. composição química do pó. teor de pó na entrada e na saída do precipitador. Dimensionamento: O componente velocidade em que as partículas se movem na corrente de gás rumo aos eletrodos de coleta é conhecido como velocidade de migração (W) e. constituindo-se como sua tecnologia. temperatura do gás carreador. Os eletrodos robustos de descarga. e umidade do gás. por um sistema eletro-mecânico sincronizado/programado. Diversos métodos são usados para melhorar as condições físicas para a coleta: . Um sistema de batimento mecânico limpa os eletrodos de coleta (placas) para retirada da camada excessiva de pó coletada. São eles: . bem como os eletrodos de descarga também são limpos de mesma maneira análoga. e na maioria dos casos muda em várias ordens de grandeza em função da temperatura e umidade presente no fluxo de gás a ser tratado. em relação ao sistema de batimento das placas. Os valores de (W) para cada processo a ser controlado é "know-how" do fabricante e são obtidas através de pesquisas e experiências de fornecimentos ao longo do tempo. tamanho das partículas do pó. composição química do gás.

Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo . . PRECIPITADOR ELETROSTÁTICO .Condicionamento com água: o aumento da umidade do gás adicionalmente reduz a resistividade do pó.Condicionamento do gás com aditivos: a injeção NH3 ou vapor de água reduz a resistividade do pó sem provocar uma redução substancial na temperatura do gás.

A filtragem é realizada por mangas de tecidos de forma cilíndrica normalmente. iluminação externa e telhado. Disponíveis em vários tamanhos e arranjos podem ser fornecidos com: estrutura de sustentação. guarda corpos. gás carreador e sistema de limpeza adotado. formando um bloco que atua também como meio filtrante. A pressão é limitada pela perda de carga através das mangas porque a descarga é diretamente para a atmosfera.Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo FILTRO DE MANGAS Os filtros de mangas são largamente utilizados nos sistemas de despoeiramento para a retenção de pós oriundos de processos industriais de natureza diversa. roscas transportadoras para descarga do pó. recipientes para estocagem do material recolhido. Os elementos são normalmente acondicionados em gabinetes metálicos cujo formato pode ser: cilíndrico. reforçados estruturalmente conforme as necessidades operacionais. escadas para acesso as partes superiores. Para reduzir a resistência ao fluxo do ar o bolo deve ser periodicamente desalojado. revestimentos especiais. passadiços externos e internos. onde são retidas as partículas na superfície e nos interstícios dos fios dos fios . plissadas ou cartuchos. principalmente no que se refere a vedação. Este equipamento utiliza como elementos de filtragem. executados em materiais especialmente selecionados em função das características físico-químicas do particulado. A maioria dos filtros de manga operam sobre pressão negativa o que impõe um dimensionamento exigente para o corpo que enclausura as mangas.9%. construção a prova de explosão. rotativas ou de duplo pendulo. isolamento térmico. quadrado ou retangular. Os filtros de manga podem operar sob pressões negativas ou positivas. válvulas manuais. mangas cilíndricas. OPERAÇÃO A operação do filtro de manga é realizada pela passagem do ar carregado de partículas através das mangas onde as partículas ficam retidas na superfície e nos poros dos fios. A eficiência de retenção pode atingir 99. moegas.

A separação de partículas do fluxo de ar de gases industriais é frequentemente realizada por filtros de fibras naturais ou sintéticas. equipamentos para limpar as mangas e uma tremonha para coletar e descarregar as partículas. através de válvulas rotativas. Este elemento filtrantes têm a forma tubular e ficam fixos em estruturas denominada corpo do filtro de manga. Existem defletores para direcionar o fluxo do ar para dentro ou fora destes elementos. Para reduzir a resistência ao fluxo do ar o bolo filtrante é desalojado periodicamente. válvulas pendulares ou rosca sem fim.Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo do tecido formando um bolo que atua também como meio filtrante. Esquema de funcionamento .

Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo FILTROS DE MANGA .

dependendo da inércia e distribuição granulométrica do produto. Os ciclones e multi-ciclones podem ser utilizados como elementos finais de filtragem ou pré . mas também como elemento do próprio processo industrial na separação e até mesmo na classificação de partículas. O ciclone e multiciclone. Ciclone . que perdem velocidade após colidirem com a parede do ciclone. precipitando-se logo em seguida pela ação da força da gravidade. Seu princípio de funcionamento.Técnico em Segurança do Trabalho SANEAMENTO DO MEIO I Poluição Atmosférica Professor: Ivan Araujo Ciclones e Multiciclones Equipamentos largamente utilizados como elementos de coleta de material particulado. bem como do rendimento de captação desejados. como elementos finais de filtragem: filtros de mangas ou lavadores de gases de alta eficiência.separadores em sistemas mistos. constiui-se numa solução econômica e eficiente. não só para controle de poluição. O pó pode ser recolhido na parte inferior cônica de sua carcaça. baseia-se na utilização da força centrífuga para retirar do fluxo gasoso o pó ou cavacos. utilizando-se normalmente nestes casos.

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