ESTRATÉGIA PARA VENCER BARREIRAS E OBSTÁCULOS Lucas 4:1-13 Rev.

Alcenir Oliveira 5 de junhode 2010 ESCOLHAS O que somos, o que fazemos e o que temos na vida é resultado de escolhas que fazemos. Escolhas erradas podem nos levar a resultados desastrados ou nos levar por caminhos dos quais vamos nos arrepender e muitas vezes tarde demais. Como humanos, temos nossas necessidades e desejos. Nos fazemos escolhas com relação a como vamos satisfazer nossas necessidades e desejos. Nós temos que sobreviver. Para isso, temos que ter trabalho para prover recursos para nos manter.

BOAS ESCOLHAS EXIGEM PREPARAÇÃO Para fazer boas escolhas precisamos estar preparados, ter disciplina e controle. O desespero, o descontrole e a falta de disciplina diante de necessidades urgentíssimas podem levar alguém a entrar por caminhos que só milagres podem mudar o destino deles. O exemplo de escolha errada foi dado por uma mulher americana, e é retrado no filme “Wisegal”. É uma estória verídica de uma mulher, Patty Montanari, que ficou viúva muito jovem, com três filhos para alimentar, educar, vestir e dar moradia, além de sua mãe. Ela encontra com Frank Russo, um

mafioso, que lhe oferece um lucro razoável vendendo cigarros. Aos poucos ele vai se encantando por ela e começam um romance. Admirado de sua habilidade empresarial, Russo arrenda para ela um night club que se torna um grande sucesso. Depois ela se envolve mais ainda com a máfia, tornando-se transportadora de dinheiro de jogo dos negócios mafiosos do Canadá para os EUA. Ao testemunhar um conflito que envolvia o filho, a mulher, e o chefão mafioso na vida de seu amante Russo, e temendo pela vida de seus próprios filhos, ela consegue dar a volta por cima, se desligar e sair da máfia sem ser prejudicada. A estória é contada pelo seu filho mais velho que encerra o filme dizendo: “Minha mãe saiu bem dessa. Ela me ensinou tudo que eu seu - como pensar, entender as situações e tomar decisões por mim mesmo; como questionar autoridade; mas o mais importante foi como dizer não, porque quando o diabo aparece com um caminhão de promessas, é mais difícil pensar, dizer não e cair fora. (Em outras palavras, resistir à tentação)1.

PREPARANDO-SE PARA FAZER ESCOLHAS Jesus Cristo se preparou durante 30 anos graduando-se como Mestre em Israel. Ele viveu o dia-a-dia da sociedade como homem, dotado de todas as necessidades e desejos, preferências, admirações. Tornou-se um profissional, trabalhou em oficina, aprendeu o que as pessoas fazem e buscam para levar um vida normal. Conheceu a maldade humana, a hipocrisia, a diversão, as festas, os

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Comentário do Rev. Alcenir

relacionamentos sociais. Terminado esse tempo, se viu com maturidade para iniciar seu ministério. Mas ainda faltava um coisa, o deserto. No deserto Jesus Cristo tem quarenta dias de relacionamento íntimo com Deus, em um ambiente agressivo, e tendo por perto uma companhia incômoda, o diabo.

O QUE O DESERTO NOS ENSINA O deserto tem um efeito muito forte sobre nós. No deserto estamos longe da agitação do dia-a-dia, das influências e demandas das pessoas com quem convivemos, das distrações normais da vida. O deserto é um lugar em que estamos diante da imensidão da criação de Deus, é um lugar que por sua natureza nos faz sentir mais próximos de Deus. Maxwell diz que quando estamos no deserto: 1. Nós reconhecemos que Deus nos conduz para períodos de crscimento, naõ de gratificações; 2. Nós temos grandes batalhas e vencemos as tentações de querer tomar atalhos; 3. Nós aprendemos a disciplina e a arte de depender de Deus; 4. Nossa auto-suficiência e autopromoção são destruídas; 5. Nós solidificamos o sentido de nossa missão; 6. Nós ganhamos perspectiva; 7. Nós somos preparados para assumir nossa vocação.

DEPOIS DO DESERTO, A REALIDADE No fim desse perído de íntimidade com Deus e com sua imensidão, Jesus Cristo volta a sua condição inteiramente humana e suas necessidades se manifestam. Como diz Lucas, ele teve fome.

QUANDO SENTIMOS A MESMA DOR DO PRÓXIMO No seu ministério, Jesus, que era misericordioso e compassivo, iria encontrar muito sofrimento, pobreza e fome. A fome que ele sentiu é a mesma fome que qualquer um de nós sente, uma fome urgente, o organismo exigindo alimento para manter o corpo vivo. Diz-se que nós só entendemos a grandeza da dor de alguém quando já tivemos dor igual. No seu ministério, Jesus Cristo, ao ver o povo com fome, saberia exatamente o que eles estavam sentindo e do que eles estavam falando.

AS TENTAÇÕES SÃO OPORTUNAS É nesse momento que a primeira tentação surge: Se és o Filho de Deus, transforma essas pedras em pães. Jesus Cristo é desafiado a usar o seu poder de fazer milagres para resolver o problema de fome do mundo indiscriminadamente, sem a participação das pessoas. No milagre da multiplicação, ele não transforma pedra em pães, mas pede algo em que houve a ação humana: pães assados, prontos para comer, e peixes já pescados e certamente assados, prontos para comer.

Não é apenas alimento material que nos sustenta. O alimento da palavra de Deus. Ele nos capacita a ser disciplinados, controlados e direcionados, nos fazendo em condições de fazer escolhas corretas e a andar por caminhos que nos farão prósperos. Depois desse momento de consolidação de sua natureza divina e de um compartilhamento com o Pai, vem a segunda tentação: Eu te darei os reinos, autoridade e glória deste mundo. Diante de tais ofertas, nós vemos pessoas se entregando a todo dia pelo mundo a fora, sem se importar com as consequências que isso trará. Satanás oferece essa escolha para Jesus se desviar dos verdadeiros propósitos de sua missão de se tornar o Rei. Finalmente, Satanás aponta para a terceira tentação: Lança-te no precipício e os anjos te ampararão. O abuso do poder é uma arma perigosa. Na vida das empresas e instituições em geral vemos grandes homens se jogando em situações que acreditam que serão encobertas pelo poder que têm, mas no final eles são desmascarados e destruídos. Satanás tenta influenciar Jesus a praticar abuso de poder espiritual, pois assim ele se desviaria dos propóstos para os quais Deus o enviou à humanidade. Jesus Cristo não saiu curando todos que estavam doentes em israel. Havia uma sintonia entre o milagre e a sinceridade do coração daqueles que estavam sofrendo. No final Deus era glorificado.

Gostaria de encerrar apenas dizendo que temos que nos preparar para que saibamos dizer não ao inimigo. Os três elementos principais de nossa preparação são: 1. - Nos edificando na palavra 2. - Dedicando-nos à oração 3. - Procurando sempre dar testemunho de Cristo em nossa vida. Como instrumento prático de preparação, conscientização e capacitação para enfrentar as tentações, eu sugiro o que diz o Apóstolo Paulo “Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do Diabo, pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo. Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça e tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz. Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês poderão apagar todas as setas inflamadas do Maligno. Usem o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. Orem no Espírito em todas as ocasiões.”2

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Efésios 6:11-18

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