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Máquina síncrona

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Uma máquina síncrona é uma máquina elétrica cuja rotação é proporcional à


frequência da rede à qual está conectado.

Índice
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• 1 Gerador síncrono
o 1.1 Partes constituintes do Gerador Síncrono
o 1.2 Princípio de funcionamento
 1.2.1 Operando como gerador síncrono
 1.2.2 Operando como motor síncrono

• 2 Ver também

[editar] Gerador síncrono


Um dos tipos mais importantes de máquinas elétricas rotativas é o gerador Síncrono,
esta máquina é capaz de converter energia mecânica em elétrica quando operada como
gerador e energia elétrica em mecânica quando operada como motor.

Geradores síncronos são utilizados na grande maioria das usinas hidrelétricas e


termelétricas.

O nome Síncrono se deve ao fato de esta máquina operar com uma velocidade de
rotação constante sincronizada com a freqüência da tensão elétrica alternada aplicada
nos terminais da mesma.

[editar] Partes constituintes do Gerador Síncrono

Rotor (campo)
Parte girante da máquina, constituído de um material ferromagnético envolto em
um enrolamento chamado de enrolamento de campo, que tem como função de
produzir um campo magnético constante assim como no caso do gerador de
corrente contínua para interagir com o campo produzido pelo enrolamento do
estator.

A tensão aplicada nesse enrolamento é contínua e a intensidade da corrente suportada


por esse enrolamento é muito menor que o enrolamento do estator, além disso o rotor
pode conter dois ou mais enrolamentos, sempre em número par e todos conectados em
série sendo que cada enrolamento será responsável pela produção de um dos pólos do
eletroimã.
Estator (armadura)
Parte fixa da máquina, montada em volta do rotor de forma que o mesmo possa
girar em seu interior, também constituído de um material ferromagnético envolto
em um conjunto de enrolamentos distribuídos ao longo de sua circunferência. Os
enrolamentos do estator são alimentados por um sistema de tensões alternadas
trifásicas.

Pelo estator circula toda a energia elétrica gerada, sendo que tanto a tensão quanto a
corrente elétrica que circulam são bastante elevadas em relação ao campo(rotor), que
tem como função apenas produzir um campo magnético para "excitar" a máquina de
forma que fosse possível a indução de tensões nos terminais dos enrolamentos do
estator.

Comparemos, por exemplo, um gerador de grande porte no qual circulam 18kV e


6556A no estator contra 350V e 1464A no rotor.

[editar] Princípio de funcionamento

[editar] Operando como gerador síncrono

Ao operar como gerador, a energia mecânica é suprida à máquina pela aplicação de um


torque e pela rotação do eixo da mesma, uma fonte de energia mecânica pode ser, por
exemplo, uma turbina hidráulica, a gás ou a vapor. Uma vez estando o gerador ligado à
rede elétrica, sua rotação é ditada pela freqüência da rede, pois a freqüência da tensão
trifásica depende diretamente da velocidade da máquina.

Para que a máquina síncrona seja capaz de efetivamente converter energia mecânica
aplicada a seu eixo, é necessário que o enrolamento de campo localizado no rotor da
máquina seja alimentado por uma fonte de tensão contínua de forma que ao girar o
campo magnético gerado pelos pólos do rotor tenham um movimento relativo aos
condutores dos enrolamentos do estator.

Devido a esse movimento relativo entre o campo magnético dos pólos do rotor, a
intensidade do campo magnético que atravessa os enrolamentos do estator irá variar no
tempo, e assim teremos pela lei de Faraday uma indução de tensões nos terminais dos
enrolamentos do estator. Devido a distribuição e disposição espacial do conjunto de
enrolamentos do estator, as tensões induzidas em seus terminais serão alternadas
senoidais trifásicas.

A corrente elétrica utilizada para alimentar o campo é denominada corrente de


excitação. Quando o gerador está funcionando isoladamente de um sistema elétrico (ou
seja, está em uma ilha de potência), a excitação do campo irá controlar a tensão elétrica
gerada. Quando o gerador está conectado a um sistema elétrico que possui diversos
geradores interligados, a excitação do campo irá controlar a potência reativa gerada.

[editar] Operando como motor síncrono

Ao operar como Motor síncrono, a energia elétrica é suprida à máquina pela aplicação
de tensões alternadas trifásicas nos terminais dos enrolamentos do estator, além disso os
enrolamentos de campo do rotor são alimentados por uma fonte de tensão contínua.
Como as tensões aplicadas aos enrolamentos do estator são alternadas e trifásicas,
circulará nos mesmos uma corrente alternada de mesma freqüência que a tensão, essa
corrente produzirá campos magnéticos também alternados que variam no tempo.

Além disso, devido a disposição espacial dos enrolamentos no estator, esses campos
magnéticos variantes no tempo também irão circular pelo estator, de forma que o campo
magnético resultante rotacionará em torno da circunferência do estator com velocidade
angular proporcional à freqüência da tensão alternada aplicada nos enrolamentos.

Assim, quando um dos pólos do campo magnético gerado pelo enrolamento de campo
do rotor interagirem com o campo girante resultante do estator, tentará se alinhar com o
pólo de sinal oposto, e como o pólo do campo girante do estator está girando, surgirá no
rotor um binário de forças que gerarão um torque de forma que o rotor gire e mantenha
os campos do enrolamento de campo do rotor e o campo girante do estator alinhados.

Com o surgimento do torque, o rotor girará seguindo o sentido e velocidade do campo


girante do estator, logo, a velocidade angular do motor Síncrono estará sincronizada
com a freqüência da tensão alternada aplicada aos enrolamentos do estator.

[editar] Ver também

Sistema trifásico
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Linhas de transmissão trifásicas

O sistema trifásico é a forma mais comum de geração, transmissão e distribuição de


energia elétrica em corrente alternada. Este sistema incorpora o uso de três ondas
senoidais balanceadas, defasadas em 120 graus entre si, de forma a balancear o sistema,
tornando-a muito mais eficiente ao se comparar com três sistemas isolados. As
máquinas elétricas trifásicas tendem a ser mais eficientes pela utilização plena dos
circuitos magnéticos. As linhas de transmissão permitem a ausência do neutro, e o
acoplamento entre as fases reduz significantemente os campos eletromagnéticos.
Finalmente, o sistema trifásico permite a flexibilidade entre dois níveis de tensão.

Índice
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• 1 Introdução
• 2 Definição
• 3 Configuração variável e definições básicas
• 4 Estrela e Triângulo
• 5 Modelagem de sistemas trifásicos

• 6 Notas

[editar] Introdução
O sistema responsável pelo transporte de energia elétrica das unidades geradoras para as
unidades consumidoras é composta basicamente por três subsistemas:

Sistema de geração de energia


composta pelos elementos responsáveis pela conversão da energia de alguma
fonte primária em energia elétrica e quaisquer outros componentes das unidades
de geração.
Sistema de transmissão
composta pelos elementos responsáveis pelo transporte da energia obtida dos
vários sistemas de geração para o(s) sistema(s) de distribuição interligados pelo
sistema de transmissão.
Sistemas de distribuição
composta pelos elementos responsáveis pela adequação da energia para o uso de
consumidores de grande, médio e pequeno porte.

A transmissão de energia elétrica é feita por meio de um sistema de transformadores e


condutores elétricos também chamados de linhas de transmissão os quais transmitem a
energia elétrica gerada nas unidades geradoras para as unidades consumidoras ou
cargas.

O sistema de transmissão permite que a tensão elétrica proveniente dos terminais dos
geradores localizados nas unidades de geração alcance a alimentação das unidades de
consumo atendidas pelo sistema.

Nos primórdios da implementação do sistema de transmissão de energia de longa


distância, graças ao avanço tecnológico principalmente devido ao trabalho de Nikola
Tesla foi utilizado o sistema alternado para as tensões e correntes, de forma a permitir o
transporte de energia a longas distâncias sem perdas significativas a ponto de
inviabilizar o processo.

Para a geração de tensões e correntes alternadas, utiliza-se geradores síncronos ou de


indução que em teoria poderiam fornecer qualquer número de sinais de tensões e
correntes alternadas igualmente defasadas entre si dependendo da construção dos
geradores.

Por questões de praticidade, econômicas (economia de material) e técnicas (qualidade


da energia fornecida), optou-se por utilizar o sistema trifásico.
[editar] Definição
Os sistemas trifásicos de energia elétrica são compostos de 3 tensões alternadas, no qual
a energia elétrica é transmitida por meio da composição dos três sinais de tensão

defasados de radianos (120°,1/3 de um ciclo).

A cada sinal de tensão alternada utilizado no sistema atribui-se o nome de fase, e


portanto no sistema com 3 sinais temos um sistema trifásico

Originalmente o sistema é projetado para fornecer sinais de tensão senoidais no tempo,


mas com o aumento das cargas eletrônicas (não lineares) a forma de onda do sinal de
tensão sofre deformações o que causa o surgimento de harmônicos no sinal de tensão.

[editar] Configuração variável e definições básicas


Ao se trabalhar com sistemas trifásicos, é comum se definir algumas variáveis
relacionadas a tensão e a corrente, para facilitar o cálculo da potência elétrica
transmitida. Considerando um sistema trifásico com uma distribuição simétrica de
cargas nas 3 fases[1] e supondo que as formas de onda da tensão são senoidais temos:

Definindo

onde t é o tempo, f a freqüência e ω a velocidade angular.

Utilizando x, as formas de onda para sistemas trifásicos são:

onde é valor eficaz dos sinais de tensão.

Quando se mede as tensões que estão aplicadas diretamente sobre as cargas temos o
sinal de 'tensão de fase'. , e são as tensões de fase.

Quando se mede a diferença entre os sinais de duas 'tensões de fase' temos a 'tensão de
linha'.

Da mesma forma podemos associar as definições aos sinais de corrente, a corrente que
circula por uma das cargas conectadas ao sistema é a 'corrente de fase' enquanto que a
corrente que circula por uma das fases é a 'corrente de linha'.
[editar] Estrela e Triângulo
As cargas trifásicas podem ser interligadas ao sistema de dois modos distintos:

• em estrela, também chamado de Y: um dos terminais das cargas é conectado a


uma das fases do sistema enquanto o outro terminal é conectado a um ponto
comum que é o neutro utilizado para se medir as tensões de fase.
• em triângulo, também chamado de delta: nesta configuração um dos terminais
das cargas é conectado a um outro terminal de outra carga e as fases do sistema
são interligadas nos pontos de junção dos terminais da carga.

Triângulo ou delta (símbolo:


Estrela (símbolo: Y)
Δ)

Na conexão estrela podemos calcular o valor eficaz das 'tensões de linha' a partir dos
valores eficazes das 'tensões de fase':

E as 'correntes de fase' são idênticas às 'correntes de linha', pois a corrente que


circula por uma das cargas é a mesma que circula por uma das fases.

Na conexão triângulo ou delta a 'tensão de fase' é igual a 'tensão de linha' pois a


tensão aplicada sobre cada uma das cargas é a diferença entre as tensões aplicadas às
cargas vizinhas. E os valores eficazes das 'correntes de linha' podem ser calculadas
com os valores eficazes das 'correntes de fase':

Pressupondo um sistema balanceado, que nem sempre ocorre na prática.

[editar] Modelagem de sistemas trifásicos


Um sistema trifásico genérico pressupõe, no mínimo, o triplo de trabalho para modelar
o circuito de cada fase e as interações entre eles. Um método de estudo consagrado são
as componentes simétricas, no qual um circuito trifásico pode ser decomposto em três
circuitos monofásicos. Cada circuito representa uma componente: zero, positiva e
negativa (ou homopolar, direta e inversa).

Esta modelagem é usada em estudos de sistemas de potência, com as grandezas


frequentemente representadas em pu.
[editar] Notas
1. ↑ se observarmos o comportamento da tensão e corrente em uma das fases, o

comportamento nas outras fases será identico, exceto pela defasagem de


radianos para cargas puramente resistivas e equilibradas