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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

Uso de modelos nas aulas de biologia

Maurício Júlio Amaral


708192931

Curso: Licenciatura em Ensino de Biologia


Disciplina: Didactica de Biologia II
Ano de Frequência: 3º
Grupo2 ‫׃‬º
Turma‫ ׃‬A

Nampula, Julho, 2021

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Maurício Júlio Amaral


708192931

Uso de modelos nas aulas de biologia

Trabalho de caracter avaliativo da


disciplina de Anatomia Humana e Animal
apresentado ao docente‫ ׃‬Manssur Sumalgy

Nampula, Julho, 2021


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1.1 Critérios de avaliação (disciplinas teóricas)

Classificação
Categorias Indicadores Padrões Nota
Pontuação
do Subtotal
máxima
tutor
 Índice 0.5
 Introdução 0.5
Aspectos
Estrutura  Discussão 0.5
organizacionais
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 2.0
problema)
Introdução
 Descrição dos objectivos 1.0

 Metodologia adequada
2.0
ao objecto do trabalho
 Articulação e domínio
do discurso académico
Conteúdo (expressão escrita 3.0
cuidada, coerência /
Análise e coesão textual)
discussão  Revisão bibliográfica
nacional e internacional
2.0
relevante na área de
estudo
 Exploração dos dados 2.5
 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
 Paginação, tipo e
Aspectos tamanho de letra,
Formatação 1.0
gerais paragrafo, espaçamento
entre linhas
Normas APA 6ª
 Rigor e coerência das
Referências edição em
citações/referências 2.0
Bibliográficas citações e
bibliográficas
bibliografia
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Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor


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Índice
Introdução.........................................................................................................................................5

Uso de modelos nas aulas de biologia..............................................................................................6

Definição de modelos.......................................................................................................................6

Classificação dos modelos biológicos..............................................................................................8

Produção de modelos biológicos......................................................................................................9

Vantagem e desvantagens no uso de modelos..................................................................................9

Desvantagens no uso de modelos...................................................................................................10

Importância do uso de modelos......................................................................................................11

Conclusão.......................................................................................................................................13

Referência Bibliográfica.................................................................................................................14
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Introdução

O presente trabalho versa sobre o uso dos modelos nas aulas de biologia. As práticas de ensino de
biologia surgem em confluência com as demandas pela dinâmica de tornar o aprendizado
significativo e adequado às realidades de cada momento histórico. Como proposta para uma
prática pedagógica diferenciada o professor pode utilizar-se de artifícios como os modelos
didáticos. Estes representam uma forma lúdica de instigar os alunos a pensarem e produzirem
novos conhecimentos. O referente artigo tem como alvitre avaliar a eficiência da utilização de
modelos no ensino de biologia.

Portanto, irá perceber uma melhor interação entre aluno/professor e também aluno/conteúdo, o
que representa um grande avanço para a melhoria do ensino de ciências e biologia.
Segundo Matos et al. (2009,p. 19), uma das grandes dificuldades encontradas pelos professores
de biologia é o planejamento e a organização do conteúdo a ser ensinado, de forma que esse seja
melhor assimilado e aprendido pelos educandos.

Para Silva (2009), o modelo didático é um objeto descritivo que evidencia as proporções das
dimensões ensináveis, e também enfatiza que a sua construção é apenas uma das etapas para uma
proposta mais ampla sobre o trabalho, para que este vise à elaboração de sequências didáticas e
características ensináveis, que se espera de seus aprendizes (alunos) a desenvolverem.

Sendo assim (Soares, 2010, p. 48), o modelo concebe ao aluno como o ativo no processo de
construção de conhecimentos, atribuindo ao professor à responsabilidade de criar situações que
estimulem e facilitem sua aprendizagem.

Segundo (Orlando et al., 2009, p. 2), os modelos biológicos como estruturas tridimensionais ou
semi-planas (alto relevo) e coloridas, são utilizadas como facilitadoras do aprendizado,
complementando o conteúdo escrito e as figuras planas e, muitas vezes, descoloridas dos livros-
texto.

De acordo com Santos et al. (2008) na configuração do modelo didáctico, diz ser este, uma
importante ferramenta que pode auxiliar o professor a estabelecer vínculos entre a abordagem
teórica e sua prática docente.
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Uso de modelos nas aulas de biologia

A formação continuada é um processo importante para a melhoria da qualidade do ensino, visto


que um profissional não encerra sua formação na universidade. Ele buscará atualizar e
aperfeiçoar os diversos aspectos que lhe competem como profissional docente, pois novos
conceitos e tecnologias surgem possibilitando a inovação do ensino.

Ao escolher modelos como aporte pedagógico o professor, tem a possibilidade de trabalhar a


interatividade e raciocínio dos estudantes exercitando a mente com uma forma lúdica de assimilar
novos conhecimentos. Ao mesmo tempo o professor pratica novas habilidades, que talvez nunca
tenha tentado por falta de alguns fatores, como: tempo de elaboração do material, o
custo/beneficio para a aquisição dos materiais e a falta de prática com novos métodos
pedagógicos.

Sendo assim, Souza , Andrade e Júnior, 2008), referendam que a utilização de materiais de baixo
custo encontrados no cotidiano, pode ser aproveitado para tornar a construção do material mais
rentável e de fácil confecção.

Em acréscimo, Orlando et al., ( 2009, p.2) cita que em instituições públicas escolares uma
alternativa para a falta de laboratórios, seria a montagem de laboratórios que possuíssem modelos
didáticos que contemplassem uma gama de conteúdos abordados pelo professor, sendo possível
trazer uma visão mais aproximada dos estudantes, na ausência de equipamentos de alto custo.
Para o mesmo autor, além:

...do lado visual, esses modelos permitem que o estudante manipule o


material, visualizando-o de vários ângulos, melhorando, assim, sua
compreensão sobre o conteúdo abordado...e a própria construção dos modelos
faz com que os estudantes se preocupem com os detalhes intrínsecos do
modelo e a melhor forma de representá-lo, revisando o conteúdo, além de
desenvolver suas habilidades artísticas. (p.2)
É fundamental que professores entrem em consenso sobre a utilização de materiais didáticos, pois
eles são pontos-chave de reforço na melhoria de suas aulas, para que esta seja descontraída e
possua a participação de todos os alunos em conjunto.

Para isso Guimarães, Echeverría e Moraes, (2006, p. 303), discutem que a inclusão de outros
modelos didáticos pode indicar, ainda, um momento de evolução no desenvolvimento
profissional dos professores de Ciências, mas que estes possam constituir em espaço significativo
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de reflexão sobre a finalidade da educação e sobre as práticas cotidianas de sala de aula.


Definição de modelos

Os modelos didáticos de ensino são diferentes propostas de apreensão da realidade do trabalho do


professor, eles expressam as diferentes concepções sobre o conhecimento, o ensino, e sobre o
mundo em que vive.

Como forma de defini-lo melhor, segundo Orlando et al. (2009, p. 2) citados por Mendonça e
Santos (2001 p. 03), os modelos didáticos são, “como estruturas tridimensionais ou semi planas
(alto relevo) e coloridas, são utilizadas como facilitadoras do aprendizado, complementando o
conteúdo escrito e as figuras planas e, muitas vezes, descoloridas dos livros-texto”. Ainda
conceituando os modelos, uma definição que condiz com a proposta deste material é descrito por
Della Justina et al. (2003) citada por Matos et al (2009 p. 20):

Modelo didático corresponde a um sistema figurativo que reproduz a


realidade de forma esquematizada e concreta, tornando-a mais
compreensível ao aluno. Representa uma estrutura que pode ser utilizada
como referência, uma imagem que permite materializar a ideia ou o
conceito, tornando-os assimiláveis. Os modelos didáticos devem simbolizar
um conjunto de fatos, através de uma estrutura explicativa que possa ser
confrontada com a realidade.

Ao utilizar os modelos em suas práticas em sala de aula o professor estará promovendo o


aprendizado dos alunos e contribuindo para o melhoramento de sua forma de ensinar, pois através
deste método é possível transformar o conteúdo cientifico que é bem mais complexo, em
conhecimento escolar. Isto ocorre quando é feito uma ponte que interliga o modelo didático
apresentado com as teorias, leis, princípios e estruturas microscópicas, etc.
Conforme Paz et al. (2006, p. 136), citado por Setúval e Bejarano (2009, p. 03):

Os modelos são a essência das teorias e podemos classificá-los em


três categorias: modelo representacional, conhecido como maquete,
sendo que é uma representação física tridimensional (ex. terrário,
aquário, estufa, etc.); modelo imaginário é um conjunto de
pressupostos apresentados para descrever como um objeto ou sistema
seria (ex. DNA, ligações químicas, etc.) e o modelo teórico, que é um
conjunto de pressupostos explicitados de um objeto ou sistema (ex:
sistema solar, ciclo da chuva, ciclo do carbono, etc.)
Segundo Giordan & Vecchi (1996) “os modelos são elementos facilitadores que os educadores
podem utilizar para ajudar a vencer os obstáculos que se apresentam no difícil caminho da
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conceitualização”. Para os autores, um modelo é uma construção, uma estrutura que pode ser
utilizada como referência, uma imagem analógica que permite materializar uma idéia ou um
conceito, tornando-os assim, diretamente assimiláveis. A modelização é introduzida como
instância mediadora entre o teórico e o empírico (JUSTINA & FERLA, 2006).
Classificação dos modelos biológicos

Diante das Dimensões didáticas, faz-se necessário destacar as principais características que
definem cada um dos Modelos didáticos.

O Modelo Tradicional

O modelo tradicional é caracterizado pelas concepções de transmissão cultural, na qual ressalta e


valoriza os conteúdos. A avaliação é admitida através da assimilação desses conteúdos e de modo
subjetivo. O estudante neste tipo de modelo é apenas um mero receptor de informações, no qual
seu papel se restringe a realizar as tarefas que o professor destina sem questionar, participar ou
refletir, tendo como aspecto principal a passividade no processo de ensino e aprendizagem. O
professor por sua vez planeja e controla a disciplina na sala, já que é admitido como o detentor de
todo o saber.

O Modelo Tecnológico

Este modelo pode ser considerado como a modernização do modelo tradicional, pois se
caracteriza, segundo Júnior e Silva (2017, p. 496) pela:

"Incorporação de conteúdos ditos mais modernos vinculados a


temáticas sociais e ambientais, pela valorização de objetivos e metas
traçados no planejamento feito pelo professor. As concepções dos
alunos, quando consideradas no processo, são vistas como erros
conceituais, o papel do aluno é o de executar todas as atividades
programadas pelo professor, que nesse modelo tem função de
direcionar o andamento das atividades programadas".
O modelo Espontaneísta

O modelo espontaneista possui aspectos diferentes do Tradicional, tais como centrar o estudando
no processo de ensino e aprendizagem e valorizar o desenvolvimento de suas habilidades e
competências. Além disso, neste tipo de Modelo ao contrário do Tradicional, o estudante e seus
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interesses são levados em consideração, já que a partir disso e do contexto vivenciado que o
professor planeja suas intervenções pedagógicas.

O Modelo Alternativo

O modelo alternativo, que pode ser explicado como um ensino gradativo, no qual o estudante
envolvido no processo de ensino e aprendizagem vai aos poucos aumentando e aprofundando
seus conhecimentos, e assim por meio destas aprendizagens será capaz de atuar no contexto onde
vive. Diferente dos demais Modelos, o Alternativo considera tanto professor como estudantes
protagonistas. Junior e Silva (2017, p. 496) destacam o papel dos professores e dos estudantes
nesta interação, pois

os primeiros como investigadores de suas práticas pedagógicas e os


segundos como construtores e reconstrutores de suas aprendizagens,
que são alcançadas pela implantação de situações-problema que
exigem do aluno posturas investigativas para a sua resolução
(JUNIOR; SILVA, 2017, p. 496).
Produção de modelos biológicos

A produção de modelos didático pelo professor, passa, como vários outros aspectos da atividade
docente.

A produção de modelos didático se apresenta como um instrumento importante nesta situação,


pois parte de uma situação problema concreta do professor de dinamizar e facilitar o ensino e
aprendizagem de conteúdos e conceitos em sala de aula, além de “emancipar” o professor,
deixando de ser um “mero consumidor” para ser produtor de conhecimento.
É importante ressaltar que a produção de modelos didático em si não impossibilita uma aula
extremamente conteudista, pois não é o material que diz como será organizado uma aula, mas sim
o conhecimento teórico, didático e metodológico do professor bem como sua ideologia docente.
Outro aspecto importante na produção de material didático pelo professor, é a apropriação, e
muitas vezes o aprendizado, de aspectos pedagógicos inerentes a sua profissão, visto que a
pedagogia que temos contato no dia a dia escolar é uma extensa citação e leitura de clássicos da
pedagogia, na maioria das vezes sem ligação com o contexto real da escola, assim ao produzir
materiais didáticos o professor se vê obrigado a ir além do discurso pedagógico e pensar e
educação, se aproximando ao fazer-pensar (KIMURA, 2010).
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Vantagem e desvantagens no uso de modelos

 Significação de conceitos já aprendidos de uma forma motivadora para o aluno;


 Introdução e desenvolvimento de conceitos de difícil compreensão;
 Desenvolvimento de estratégias de resolução de problemas (desafio dos modelos );
 Aprender a tomar decisões e saber avaliá-las;
 Significação para conceitos aparentemente incompreensíveis;
 Propicia o relacionamento das diferentes disciplinas (interdisciplinaridade);
 O modelo requer a participação ativa do aluno na construção do seu próprio

Conhecimento;

 O modelo favorece a integração social entre os alunos e a conscientização do trabalho em

grupo;

 A utilização dos modelos é um fator de interesse para os alunos;


 Dentre outras coisas, o modelo favorece o desenvolvimento da criatividade, do senso

crítico, da participação, da competição “sadia”, da observação, das várias formas de uso da


linguagem e do resgate do prazer em aprender;

 As atividades com modelos podem ser utilizadas para desenvolver habilidades de que os

alunos necessitam. É útil no trabalho com alunos de diferentes níveis;

 As atividades com modelos permitem ao professor identificar e diagnosticar algumas

dificuldades dos alunos.

Desvantagens no uso de modelos

 Quando os modelos são mal utilizados, existe o perigo de dar ao modelo um caráter

Puramente aleatório, tornando-se um “apêndice” em sala de aula.

 O tempo gasto com as atividades de modelos em sala de aula é maior e, se o professor

não estiver preparado, pode existir um sacrifício de outros conteúdos pela falta de tempo;
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 As falsas concepções de que se devem ensinar todos os conceitos através do modelo.

Então as aulas, em geral, transformam-se em verdadeiros cassinos, também sem sentido algum
para o aluno;

 Aperda da “ludicidade” do modelo pela interferência constante do professor, destruindo

a essência do modelo ;

 A coerção do professor, exigindo que o aluno modele, mesmo que ele não queira,

destruindo a voluntariedade pertencente à natureza do modelo ;

 A dificuldade de acesso e disponibilidade de material sobre o uso de modelos no ensino,

que possam vir a subsidiar o trabalho docente.

Importância do uso de modelos

Recorrentemente os professores utilizam analogias para simplificar conceitos complexos e


transformar conceções abstratas em conceções concretas. Assim, a utilização de modelos
didáticos facilita a comparação entre conceitos ou objetos invulgares ou desconhecidos com
outros que são mais familiares aos alunos (BOLACHA et al., 2006).
Os principais argumentos favoráveis à utilização de modelos para o ensino das ciências prendem-
se, por um lado, com a sua fácil aplicabilidade e aceitação por parte dos alunos e, por outro,
porque mobiliza os alunos a aprender ciência, a aprender sobre ciência e aprender a fazer ciência
(JUSTI, 2006).

Segundo Bolacha et al., (2006) afirma que de modelos para o ensino das ciências na sala de aula
promove ainda o desenvolvimento de capacidades nos alunos em vários domínios (psicomotor,
cognitivo ou afetivo)

A aplicação de modelos para o ensino das ciências promove a aprendizagem pelo menos em dois
momentos distintos e que são, a construção do modelo e a sua utilização (Sarkar et al., 2006).
Desta forma, deve-se, sempre que possível, construir os modelos com o auxílio dos alunos,
maximizando a aprendizagem dos mesmos.
A integração dos alunos na construção de um modelo traz mais-valias para a sua aprendizagem,
pois promove o desenvolvimento de capacidades de análise, de síntese e de raciocínio científico.
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Assim, autonomamente, são capazes de investigar possíveis soluções através da delimitação das
variáveis a testar, ou dos processos que pretende modelar, recorrendo a vários materiais
suscetíveis de simular os fenómenos naturais (BOLACHA et al., 2006).
Os modelos para o ensino pretendem simular os fenómenos naturais de uma forma mais fiel
possível, podendo estabelecer diversas analogias, mas não podem, nem devem, ser confundidos
com modelos análogos. Para ser considerado um modelo análogo, o modelo deve representar as
funções de um objeto ou fenómeno, conservando as proporções necessárias para que essa função
ou fenómeno real possa ser estudado e extrapolado (BOLACHA, 2014).
Para fraseando Bolacha (2014), não pode ser considerada modelação análoga, por exemplo, a
formação de réplicas de fósseis em gesso. Assim, só poderemos considerar modelação análoga se
reproduzir o processo geológico que promoveu a formação de fósseis e, para tal, será necessário
recriar os processos petrogenéticos envolvidos.

A criação dos modelos estimula os alunos a buscarem um conhecimento e construção de novos


recursos didáticos, além do ganho no processo educativo que cada aluno adquire.
Há uma compreensão e assimilação ampla do tema abordado, o que estimulou a participação e
interesse dos alunos, que se envolveram muito.

Os modelos didáticos podem ser utilizados em todas as séries da escola, por permitirem a criação
de habilidades novas, assim os professores podem associar a vários projetos pedagógicos
trabalhando também com a interdisciplinaridade. O uso de modelos didáticos se apresentou como
um facilitador na aprendizagem, dinamizando as aulas, tornando-se um elemento no processo de
aprendizagem, trabalhando com novos desenvolvimentos, estimulando o dinamismo dentro da
escola.
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Conclusão

O propósito deste trabalho foi apresentar o tema sobre o uso de modelos nas aulas de biologia.

As práticas de ensino de biologia surgem em confluência com demandas pela dinâmica de para
tornar o aprendizado significativo e adequado às realidades de cada momento histórico. Com isso
modelos didático-pedagógicos são ferramentas chave para um ensino inovador e diferenciado do
modelo tradicionalista de ensino.
Sabe-se que todo material didático leva tempo e tem um custo/beneficio para o professor,
materiais alternativos são fundamentais para confecção e diminuição dos gastos.
Em relação ao tempo, os materiais podem ser desenvolvidos parcialmente ou em conjunto com
outros professores e até mesmo com seus alunos, visto que este é um dos pontos principais para a
aprendizagem, a participação do aluno durante a confecção.
Portanto, percebe-se a devida importância da construção de modelos para serem utilizados nas
aulas, diante disso, o professor perceberá que prenderá a atenção de seus alunos, que são
instigados a pesquisar e a produzir.

O uso de materiais didáticos diversificados, possibilita dinamizar a aula, além de estabelecer nova
relação entre aluno e conteúdo a ser trabalhado, não significando contudo que seja a tabua de
salvação para todos os problemas enfrentados no cotidiano escolar.
Sabemos, por experiência própria, que a produção de material didático pelo professor é viável e
que podemos alcançar bom resultados na aprendizagem dos alunos, contudo há pouco, ou mesmo
nenhum, incentivo a essa prática, seja nos programas oficiais, seja no âmbito escolar, pois cada
vez mais somos reprodutores de programas e manuais.
O que não significa que o professor em seu cotidiano não produza materiais didáticos, mas como
o faz geralmente de improviso, não se preocupando em registrar os passos metodológicos nem os
resultados obtidos tais produções ficam invisíveis aos olhos da comunidade escolar
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Referência Bibliográfica

GIORDAN, A.; VECCHI, G. (1996). As origens do saber. 2. ed. Porto Alegre: Artes Médicas.

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