Você está na página 1de 30

ÍNDICE

ÍNDICE.............................................................................................................................................................................1
1. INTRODUÇÃO....................................................................................................................2
2. REVISÃO HISTÓRICA ......................................................................................................2
2.1. HISTÓRICO DA PERÍCIA CONTÁBIL............................................................................3
2.1.1. Perícia Contábil no Século XXI..................................................................................4
2.1.2. Aplicações da Perícia Contábil..................................................................................5
2.2. PRINCIPAIS ABORDAGENS CONCEITUAIS................................................................8
2.2.1. Perícia Contábil Judicial.............................................................................................8
2.2.2. Perícia SemiJudicial....................................................................................................9
2.2.3. Perícia Extrajudicial....................................................................................................9
2.2.4. Perícia Arbitral...........................................................................................................10
3. PERFIL PROFISSIONAL DO PERITO CONTADOR........................................................10
3.2 Experiência Profissional...............................................................................................12
3.3. Inteligência e Perspicaz...............................................................................................13
3.4 Índole Criativa e Intuitiva..............................................................................................13
3.5 Competência Técnico-Profissional..............................................................................13
4. LEGISLAÇÃO PERTINENTE PERITO CONTADOR.......................................................14
4.2 Código Processo Civil..................................................................................................14
4.3 Código Penal.................................................................................................................20
4.4 Código de Processo Penal...........................................................................................22
6. CONHECIMENTO NECESSÁRIO PARA SER UM EXIME PERITO CONTADOR...........23
7. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS.................................................................................29
Revisão final...................................................................................................................................................................30

Pág 1 de 30
1. INTRODUÇÃO

A tecnologia contábil proporciona, através da Perícia, um desvendar dos fatos


ocultos a leigos, que para garantir seus direitos necessitam de um profissional
altamente capacitado: o expert.
O expert conhecido nas diversas ciências, como perito, utiliza-se da
metodologia científica para verificar e sanar as dúvidas e incertezas que norteiam os
leigos, portanto, um perito contador utiliza-se das tecnologias contábeis entre elas as
da Escrituração Orçamentária, de Custos, de Análise, Auditoria e principalmente da
Perícia Contábil.
A perícia contábil consiste na verificação dos fatos relacionados ao patrimônio
individualizado, visando a oferecer opinião, com bases em sólidos conhecimentos
científicos e tecnológicos, subsidiando pessoas, empresários ou magistrados.
As perícias são necessárias para que se tomem decisões de diversas
naturezas (de gestão, de direito, etc.). Para tal, realizam-se exames, vistorias,
indagações, investigações, avaliações, arbitramentos, em suma todo e qualquer
procedimento necessário ao deslinde da matéria que se descortina ou para a elisão
da dúvida.
Para o perfeito juízo da matéria a ser periciada o profissional contador utiliza-
se de todas as metodologias cientificas conhecidas e aplicadas pela contabilidade,
podendo interligar com outras ciências, todavia a sua base legal são os conceitos
contábeis geralmente aceitos, bem como as normas brasileiras de contabilidade.
O resultado do trabalho do perito se reuni no Laudo ou Parecer, sendo assim
imprescindível que este esteja sobre conceitos científicos, pois constantemente
poderá ser questionado e posto à prova em seus conhecimentos, sendo inaceitáveis
erros grosseiros ou omissões venham a prejudicar uma das partes de forma
indelével.

2. REVISÃO HISTÓRICA
Toda perícia se origina de um desacordo entre duas ou mais partes, sobre um
determinado assunto. Na grande maioria dos casos esse desencontro de opiniões
envolve valores.

Pág 2 de 30
A expressão Perícia advém do Latim: Peritia, que em seu sentido próprio
significa Conhecimento (adquirido pela experiência), bem como Experiência.
Aplica-se à Perícia, por incumbência direta ou indireta dos interessados, para
que este examine, refira e opine com relação à matéria.
Através das citações de D´ÁUREA , Francisco (1953, p.134):
“a perícia é o testemunho de uma ou mais pessoas técnicas, no sentido de
fazer conhecer um fato cuja existência não pode ser acertada ou juridicamente
apreciada, senão apoiada em especiais conhecimentos científicos ou técnicos”.
“a perícia se inclui nos meios de prova, nitidamente diferenciada do
testemunho”.
Portanto, Perícia é a forma de se demonstrar, por meio de laudo pericial, a
verdade de fatos ocorridos contestados por interessados, examinados por
especialista do assunto, e a qual servirá como meio de prova em que se baseia o
juiz para a resolução de determinado processo ou lide.
A Perícia pode ser realizada em todas as áreas do conhecimento humano.
Podemos observar que desde os tempos primórdios a figura do Contabilista
esteve presente em diversos momentos da história. Esta situação apenas vem
demonstrar a sua importância, tanto para a sociedade física quanto para a jurídica.
Semelhantemente, a "perícia contábil" demonstrou sua necessidade e
importância, vindo a ser legalizada, através das Normas Brasileiras de Contabilidade
e pelo Código de Processo Civil.

2.1. HISTÓRICO DA PERÍCIA CONTÁBIL

São remotos os indícios de investigações sobre a verdade dos fatos,


buscadas por meios contábeis, que já se manifestavam desde o exórdio da
civilização humana, quando o líder desempenhava todos os papéis: provedor do lar,
juiz, legislador e executor.
Segundo o notável Mestre Antônio Lopes de Sá, em sua Obra “Perícia
Contábil”, a necessidade de se verificar a verdade dos fatos já se manifestava entre
os sumérios-babilônico.

Pág 3 de 30
Também descobriram-se indícios, na Índia, do surgimento do árbitro eleito
pelas partes, que desempenhava o importante papel de perito e juiz ao mesmo
tempo. Encontram-se ainda outros vestígios de Perícia nos antigos registros da
Grécia e do Egito, com o surgimento das instituições jurídicas, onde o cidadão
buscava as pessoas especializadas.
Porém, a figura do perito, ainda que associada a árbitro, definiu-se somente
no Direito Romano primitivo, onde o laudo do perito constituía a própria sentença.
Depois da Idade Média, com o desenvolvimento jurídico ocidental, a figura do
perito desvinculou-se da do árbitro.
Citando FONSECA Apud ALBERTO (2000, p.38):
“A partir do século XVII, criou-se definitivamente a figura do perito como
auxiliar da justiça, e ao perito extrajudicial, permitindo assim a especialidade do
trabalho judicial”.
Citando LOPES DE SÁ (2004, p,13-14):
“No tempo do Brasil-Colônia, relevante já era a função contábil e das perícias,
conforme se encontra claramente evidenciado no Relatório de 19 de junho de 1779
do Vice-rei Marquês do Lavradio a seu sucessor Luís de Vasconcelos e Souza
(Arquivo Nacional do Rio de Janeiro)”.
Ainda citando Fonseca Apud Oliveira (2000, p.38), temos:
“No Brasil, a Perícia Judicial foi introduzida pelo Código de Processo Civil de
1939, em seus artigos 208 e 254, que regulam a Perícia, nomeação do perito pelo
juiz e indicação pelas partes”.

2.1.1. Perícia Contábil no Século XXI

A perícia contábil constitui o conjunto de procedimentos técnicos e científicos


destinados a levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar
a justa solução do litígio, mediante laudo pericial contábil, e ou parecer contábil, em
conformidade com as normas jurídicas e profissionais, e à legislação específica no
que for pertinente.

Pág 4 de 30
A constante necessidade do controle patrimonial das entidades, tanto pessoa
física como jurídica, tornou da contabilidade uma ciência indispensável para o
sucesso dos investimentos, tanto de empresas como de pessoas.
Estando a contabilidade introduzida nas entranhas dos negócios do século
XXI, e havendo litigância entre usuários da tecnologia contábil, se faz necessário
para a justa solução do litígio a intervenção de um Perito contador, que subsidiará a
resolução do impasse.
Desta forma, são constantes os casos em que se faz necessário o expert,
sendo que atualmente pode-se verificar a atuação deste profissional em diversos
setores da sociedade. Entre os casos mais comuns, pode-se citar: concordatas e
Falências de Empresas; dissolução de Sociedade; divergências com empréstimos e
financiamentos (Cheque especial, Cartão de Credito, Leasing, Sistema Financeiro
de Habitação e outros);autos de Infração realizados por órgão do governo (Receita
Federal, Receita Estadual, Órgãos de regulamentação e outros); fraudes para
enriquecimento ilícito; quebra de contratos e cláusulas leoninas, com prejuízo a uma
ou ambas as partes.
No século da tecnologia das informações, percebe-se que a necessidade de
realizar perícias com o intuito de levantar os fatos verossímeis, tem crescido,
deparando-se com o déficit de profissionais altamente qualificados, aptos a serem
peritos.
Essa procura significativa por Peritos contadores, que aumenta a cada ano,
se defronta com a falta de preparação de muitas universidades, que persistem em
gerar profissionais desqualificados técnica e tecnologicamente na área pericial,
habilitados apenas pelo seu registro no CRC.
2.1.2. Aplicações da Perícia Contábil

A Perícia será de natureza contábil sempre que recair como objeto o


Patrimônio de quaisquer entidades, sejam elas físicas ou jurídicas. O objetivo
principal é o conhecimento do Patrimônio, de forma a fornecer subsídios para a
decisão correta. A Contabilidade tem por escopo o Conhecimento do Fluxo de
Valores das entidades, o entendimento de "onde", "quando", "como", "quanto", e,
principalmente, o "porquê" das alterações da riqueza.

Pág 5 de 30
Desde o Decreto-Lei nº 9.295 de maio de 1946, que organizou a profissão
contábil e definiu atribuições em relação à competência legal quanto ao
desenvolvimento de Perícias Contábeis. Na letra "c", do artigo 25, do mencionado
diploma, foram definidos como trabalhos contábeis:
c) perícias judiciais e extrajudiciais, revisão de balanços e contas em geral,
verificação de haveres, revisão permanente ou periódica de escritas, regulações
judiciais e extrajudiciais de avarias grossas ou comuns, assistência aos Conselhos
Fiscais das sociedades anônimas e quaisquer outras atribuições de natureza técnica
conferidas por lei aos profissionais da contabilidade.
E no artigo 26, do Decreto-Lei nº 9.295/1946, foi definida a atribuição
exclusiva da função pericial, assim definida:
“Salvo direitos adquiridos ex-vi do disposto no artigo 2º do Decreto nº 21.033,
de 08 de fevereiro de 1932, as atribuições definidas na alínea "c" do artigo anterior
são privativas dos contadores diplomados. Vale salientar que anterior a 1945, a
função pericial contábil já se apresentava ordenada, em especial pelo Decreto nº
20.158, de 30 de junho de 1931”.

Regulamentado o artigo 25, do Decreto-Lei nº 9.295/46, o Conselho Federal


de Contabilidade, através da Resolução CFC nº 107, de 13 de dezembro de 1958,
especificou os trabalhos contábeis de natureza pericial, bem como definiu as
atribuições e competências dos contadores.
A Resolução sob análise, em seu artigo 6º, especifica várias atribuições do
Contador, relativas à função pericial, a saber:
01. exames de escritas, em qualquer campo de atividades profissionais, inclusive perícias
extrajudiciais e tidas como inspeções normais em qualquer tipo de contabilidade, mesmo
quando forem efetuadas por órgãos da Administração_Pública;
3. determinação da capacidade econômico-financeira das empresas, nos conflitos trabalhistas
e de tarifas;
04. exames extrajudiciais de qualquer natureza, quando se destinarem à apuração de
haveres e de qualquer situação da entidade atingida;
06. assistência aos Comissários nas concordatas e aos Síndicos, nas falências;
07. assistência aos liquidantes de qualquer massa ou acervo;
08. verificação de Haveres para levantamento do Fundo de Comércio;

Pág 6 de 30
09. exames e perícias para constituição, transformação e liquidação de
sociedades_de_qualquer_natureza;
14. perícias judiciais de qualquer natureza, que envolvam matérias contábeis;
16.verificação_de_Haveres;
17. quaisquer outros exames, apurações, investigações e perícias judiciais;
18. pareceres, laudos e estudos em matéria fiscal e que envolvam problemas de
contabilidade e fiscais.
A resolução 107 foi revogada pela resolução 560 de 28 de dezembro de 1983,
que veio dispor sobre as prerrogativas profissionais, entre elas podemos descrever
como campo de Perícia, algumas dispostas no Art. 3º, verbis:
1. avaliação de acervos patrimoniais e verificação de haveres e obrigações, para quaisquer
finalidades, inclusive de natureza fiscal;
2. avaliação dos fundos de comércio;
3. apuração do valor patrimonial de participações, quotas ou ações;
5. apuração de haveres e avaliação de direitos e obrigações, do acervo patrimonial de
quaisquer entidades, em vista de liquidação, fusão, cisão, expropriação no interesse público,
transformação ou incorporação dessas entidades, bem como em razão de entrada, retirada,
exclusão ou falecimento de sócios, quotistas ou acionistas;
8. regulações judiciais ou extrajudiciais, de avarias grossas ou comuns;
23. análise do comportamento das receitas;
24. avaliação do desempenho das entidades e exame das causas de insolvência ou
incapacidade de geração de resultado;
26. determinação de capacidade econômico-financeira das entidades, inclusive nos conflitos
trabalhistas e de tarifa;
35. perícias contábeis, judiciais e extrajudiciais;
43. assistência aos comissários nas concordatas, aos síndicos nas falências, e aos
liquidantes de qualquer massa ou acervo patrimonial;

A resolução 107 do CFC (Conselho Federal de Contabilidade) discrimina mais


detalhadamente as funções em que deve existir a presença do contador, já na
resolução 560 verifica-se uma amplitude de trabalho em que o bacharel em ciências
contábeis pode atuar. O que foi considerado uma conquista na valorização do
profissional.

Pág 7 de 30
2.2. PRINCIPAIS ABORDAGENS CONCEITUAIS
Conhecer a técnica de perícia contábil é dever de qualquer bacharel em
ciências contábeis que deseja atuar como perito, são primícias necessárias para se
tornar um profissional eximo e irretratável.
Muitos são os casos de ações judiciais para os quais se requer a Perícia
Contábil. Como força de prova, alicerçada em outros elementos que provam, como a
escrita contábil, os documentos, entre outros, a perícia é específica.
São elas às vezes decisivas nos julgamentos, onde se envolvem fatos
patrimoniais de pessoas, empresas, instituições, portanto, onde esteja a dúvida,
aparece a perícia como auxiliar.
Logo, grande é o campo de ação do Perito Contábil.

2.2.1. Perícia Contábil Judicial

É um importante ramo da Contabilidade, e, para sua realização, faz-se


necessário profissional especializado, que esclareça questões sobre o patrimônio
das pessoas físicas e jurídicas.
Para a execução da Perícia Contábil, o profissional utiliza um conjunto de
procedimentos técnicos, como: pesquisa, diligências, levantamento de dados,
análise, cálculos, por meio de exame, vistoria, indagação, investigação,
arbitramento, mensuração, avaliação e certificação.
A conclusão da Perícia Contábil é expressa em laudo pericial, esclarecendo
controvérsias.

Conforme a citação de LOPES DE SÁ (2004, p,63):


“Perícia contábil judicial é a que visa servir de prova, esclarecendo o juiz
sobre assuntos em litígio que merecem seu julgamento, objetivando fatos relativos
ao patrimônio aziendal ou de pessoas”.
Ainda citando LOPES DE SÁ (2004, p, 64):
“Podemos dizer que o ciclo da perícia judicial envolve seu curso, em suas
fases: preliminar, operacional e final
Fase Preliminar:
1. a perícia é requerida ao juiz pela parte interessada;

Pág 8 de 30
2. o juiz defere a perícia e escolhe o perito;
3. as partes formulam quesitos e indicam seus assistentes;
4. os peritos são cientificados da indicação;
5. os peritos propõem honorários e requerem depósitos;
6. o juiz estabelece prazo, local e hora para o início.
Fase Operacional:
7. início da perícia e diligências;
8. curso do trabalho;
9. elaboração do laudo.
Fase Final:
10. assinatura do laudo;
11. entrega do laudo;
12. levantamento dos honorários;
13. esclarecimentos (se requeridos).
Há, pois, todo um conjunto de fases que formam o ciclo da perícia judicial.
Portanto em todas estas fases, existem prazos e formalidades a serem
cumpridas.
A manifestação do perito sobre os fatos devidamente apurados se dará
através do Laudo Pericial, onde, na condição de prova técnica, servirá para suprir as
insuficiências do magistrado no que se refere aos conhecimentos técnicos ou
científicos.

2.2.2. Perícia SemiJudicial

É a perícia realizada no meio estatal, por autoridades policiais, parlamentares


ou administrativas que têm poder jurisdicional, por estarem sujeitas a regras legais e
regimentais, e é semelhante à Perícia Judicial.

2.2.3. Perícia Extrajudicial

É aquela realizada fora do judiciário, por vontade das partes. Seu objetivo
poderá ser: demonstrar a veracidade ou não do fato em questão, discriminar
interesses de cada pessoa envolvida em matéria conflituosa; comprovar fraude,
desvios, simulação.

Pág 9 de 30
2.2.4. Perícia Arbitral

É a realizada por um perito, e, embora não seja judicialmente determinada,


tem valor de perícia judicial, mas natureza extrajudicial, pois as partes litigantes
escolhem as regras que serão aplicadas na arbitragem.
A arbitragem é, portanto, um método extrajudicial para solução de conflitos,
cujo árbitro desempenha função semelhante à do juiz estatal.

3. PERFIL PROFISSIONAL DO PERITO CONTADOR


O exercício da função pericial contábil é uma atribuição privativa do Bacharel
em Ciências Contábeis. O Perito é o Contador regularmente registrado em Conselho
Regional de Contabilidade, que exerce a atividade pericial de forma pessoal,
devendo ser profundo conhecedor, por suas qualificações e experiências, da matéria
periciada.
O Perito, especialmente o Perito Contador, é o encarregado de exercer a
perícia mediante os exames, análises, investigações contábeis e diligências cabíveis
e necessárias a fim de mostrar a verdade dos fatos trazidos pelas partes, por meio
da prova contábil documental, constituindo num verdadeiro espírito e filosofia de
trabalho, buscando a verdade real oriunda do eficaz e efetivo desempenho do perito
contábil nos registros, documentos contábeis, controles internos da entidade e de
quaisquer outros elementos materiais disponibilizados pelas partes ou obtidos junto
a terceiros, visando a promover a verdade formal mais próxima possível da realidade
estudada e identificada no trabalho de campo.
Como elementos para a realização de seu trabalho, o Perito Contador dispõe
da escrituração contábil, da escrituração fiscal, da escrituração societária de uma
entidade econômica, que, independentemente da natureza da perícia, judicial ou
extrajudicial, lhes serão exibidas total ou parcialmente, segundo a necessidade do
caso específico, além de todos os controles internos gerenciais, operacionais,
planos da entidade e demais informações escritas.
Além desses elementos, existem os veículos acessórios, como a
documentação que suporta a escrituração ou outros necessários para a
comprovação do fato, conforme previsto no Código de Processo Civil (art.429), tais

Pág 10 de 30
como depoimentos de testemunhas, documentos em poder de partes, repartições
públicas e outros.
Cabe destacar que um dos procedimentos mais adequados que o Perito
Contador deve promover, quando se questiona a validade legal da escrita contábil
de uma das entidades do litígio, é valer-se, dentre as diversas modalidades de
certificação oriundas da tecnologia contábil de auditoria interna, da determinada
prova emprestada, que consiste na contraprova de valores registrados na escrita da
entidade mediante a verificação, junto aos credores, ou mesmo aos participantes
dos fatos contábeis registrados, daquele lançamento.
Depreende-se que, para o desempenho de tal função, o Perito deve estar
dotado de habilidade, destreza e, principalmente, de conhecimento técnico-científico
de Contabilidade.
O Perito deve, necessariamente, ser habilitado profissionalmente para a
realização da perícia, porque a sua interpretação de um fato contábil irá propiciar a
evidenciação da verdade.
Ademais, em decisão do Superior Tribunal de Justiça, relatada pelo Ministro
Adhemar Marcela e publicada no Diário Oficial da União em 17/09/97, tem-se que a
perícia contábil só pode ser efetuada por CONTADOR, profissional portador de
diploma universitário, devidamente inscrito no Conselho de Contabilidade.
O exercício de outros profissionais, como Economistas e o Administrador de
Empresas, representa possibilidade de nulidade de prova pericial contábil pela parte
que se sentir lesada, onerando, protelando e dificultando a adequada prestação
jurisdicional.
Para que o desempenho dessa função seja eficiente e eficaz, exige-se do
Perito, dentre outros, requisitos fundamentais: reconhecido saber técnico-científico
da realidade de sua especialidade, dedicando-se a uma educação continuada e
persistente estudo da doutrina em que se graduou; vivência profissional nas diversas
tecnologias que a ciência de sua habilitação universitária possui, bem como
experiências em perícias; perspicácia; perseverança; sagacidade; índole criativa e
intuitiva; probidade.
Pode-se observar nos itens acima, que a responsabilidade delegada ao Perito
começa no planejamento do trabalho, na execução e elaboração do laudo pericial.

Pág 11 de 30
Sua criatividade, competência e responsabilidade farão com que seu trabalho torne-
se sustentável juridicamente.

3.1. Conhecimento Técnico - Cientifico


Além do requisito legal do registro no Conselho Regional de Contabilidade,
hoje plenamente definida a exigência de que o Perito tenha formação universitária,
ao seu lado também está a exigência do saber técnico-científico da matéria, para
que se aprofunde cientificamente na interpretação do fato em sua especialidade,
visando a levar aos autos a verdade real, de que resulta para qualquer das partes a
adequada aplicação da justiça no processo judicial ou a administração de um
patrimônio, quando a perícia for extrajudicial.
O Perito pode extrair elementos, interpretá-los e ainda delimitar um fato
quando tiver pleno domínio dos conhecimentos de sua realidade.
A necessidade de educação continuada está vinculada ao constante
aprimoramento da ciência, especialmente da contábil, mediante o qual os cientistas
perseguem a melhor forma de apresentação do estudo da matéria objeto da ciência,
além de estabelecer sempre uma condição de adequada fundamentação científica
no laudo pericial.

3.2 Experiência Profissional


A experiência profissional é considerada em perícia como seu elemento
fundamental.
A perícia versa sempre sobre matéria de fato, que muitas vezes não é
atingida pelos conhecimentos teóricos puros de uma Ciência, resultando dessa
condição a integração entre conhecimento teórico e experiência profissional.
A teoria define padrões de comportamento profissional, porém, a prática os
torna pessoais, ou seja, dois contadores podem, sobre um mesmo evento, ter duas
interpretações distintas.
Existem práticas grosseiras, e que saltam à vista até de leigos em
Contabilidade; entretanto, também existem práticas bastante sutis, que mesmo o
Contador encontra dificuldades em detectar. Daí a extrema necessidade do
equilíbrio e do bom-senso, advindos da vivência profissional exigida de um Perito.

Pág 12 de 30
3.3. Inteligência e Perspicaz
Estas palavras exprimem a qualidade profissional do Perito relativa a sua
capacidade de observação, concentração para identificar adequadamente o objeto
de estudo, examinando, analisando, estudando profundamente, sem se permitir
desenvolver o trabalho de forma superficial.
No caso do Perito Contábil, sua capacidade especial de identificar os
fenômenos patrimoniais resultantes de determinada movimentação do patrimônio e
procurar suas evidências no diário, razão-auxiliar e representações gráficas
elaboradas pelas entidades envolvidas, é um exemplo da materialização da
perspicácia.

3.4 Índole Criativa e Intuitiva


Embora tais qualidades sejam fruto do âmago dos seres humanos, em alguns
mais desenvolvidas e aprimoradas de forma mais evidente, não significa que o
profissional, objetivando tornar-se um Perito, desconsidere tais particularidades.
Pode-se dizer que tais características sejam o sexto sentido do profissional,
que encontra no trabalho pericial a sua forma plena de servir ao próximo e à
humanidade, trabalhando com a união de seu corpo e espírito.

3.5 Competência Técnico-Profissional


As competências técnico-profissionais dispensam maiores comentários por
estarem adequada e devidamente normatizadas pelo Conselho Federal de
Contabilidade que editou as Normas Brasileiras de Contabilidade, Perícia e
Auditoria:
3.5.1 - O Contador, na função de perito-contador ou perito contador assistente, deve manter
adequado nível de competência profissional, pelo conhecimento atualizado de Contabilidade,
das Normas Brasileiras de Contabilidade, das técnicas contábeis, especialmente as aplicáveis
à perícia, da legislação relativa à profissão contábil e das normas jurídicas, atualizando-se
permanentemente, mediante programas de capacitação, treinamento, educação continuada e
especialização, realizando seus trabalhos com a observância da eqüidade.
3.5.1.1- O espírito de solidariedade do perito-contador e do perito-contador assistente não
induz nem justifica a participação ou a conivência com erros ou atos infringentes das normas
profissionais e ética que regem o exercício da profissão.

Pág 13 de 30
3.5.2 - O perito-contador e o perito-contador assistente devem comprovar sua habilitação
mediante apresentação de certidão específica, emitida pelo Conselho Regional de
Contabilidade, na forma a ser regulamentada pelo Conselho Federal de Contabilidade.
3.5.3 - A nomeação, a escolha ou a contratação para o exercício do encargo de perito-
contador deve ser considerada como distinção e reconhecimento da capacidade e
honorabilidade do Contador, devendo este escusar-se dos serviços, por motivo legítimo ou
foro íntimo, ou sempre que reconhecer não estar capacitado a desenvolvê-los, contemplada a
utilização dos serviço de especialistas de outras áreas, quando parte do objeto da perícia
assim o requerer.
3.5.4 - A indicação ou a contratação para o exercício da atribuição de perito-contador
assistente deve ser considerada como distinção e reconhecimento da capacidade e
honorabilidade do Contador, devendo este recusar os serviços sempre que reconhecer não
estar capacitado a desenvolvê-los, contemplada a utilização de serviços de especialistas de
outras áreas, quando parte do objeto do seu trabalho assim o requerer.

4. LEGISLAÇÃO PERTINENTE PERITO CONTADOR

4.1 Código Civil

Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser
provado mediante:
I - confissão;
II - documento;
III - testemunha;
IV - presunção;
V - perícia.

4.2 Código Processo Civil

Art. 33 Art. 33 - Cada parte pagar· a remuneração do assistente técnico que houver
indicado; a do perito ser· paga pela parte que houver requerido o exame, ou pelo
autor, quando requerido por ambas as partes ou determinado de oficio pelo juiz.
Parágrafo único - O juiz poder· determinar que a parte responsável pelo pagamento
dos honorários do perito deposite em juízo o valor correspondente a essa

Pág 14 de 30
remuneração. O numerário, recolhido em deposito bancário ordem do juízo e com
correção monetária, será entregue ao perito apos a apresentação do laudo,
facultada a sua liberação parcial, quando necessária.

Art. 139 – São auxiliares do juízo alem de outros, cujas atribuições são
determinadas pelas normas de organização o judiciário, o escrivão, o oficial de
justiça, o perito, o depositário, o administrador e o interprete.

Art. 145 - Quando a prova do fato depender de conhecimento técnico ou científico, o


juiz será assistido por perito, segundo o disposto no Art. 421.
§ 1º - Os peritos serão escolhidos entre profissionais de nível universitário,
devidamente inscritos no órgão de classe competente, respeitado o disposto no
Livro I, Título VIII, Capítulo VI, Seção VII, deste Código.
§ 2º - Os peritos comprovarão sua especialidade na matéria sobre que deverão
opinar, mediante certidão do órgão profissional em que estiverem inscritos.
§ 3º - Nas localidades onde não houver profissionais qualificados que preencham os
requisitos dos parágrafos anteriores, a indicação dos peritos será de livre escolha do
juiz.

Art. 146 - O perito tem o dever de cumprir o ofício, no prazo que lhe assina a lei,
empregando toda a sua diligência; pode, todavia, escusar-se do encargo alegando
motivo legítimo.
Parágrafo único - A escusa será apresentada dentro de 5 (cinco) dias, contados da
intimação ou do impedimento superveniente, sob pena de se reputar renunciado o
direito a alegá-la.

Art. 147 - O perito que, por dolo ou culpa, prestar informações inverídicas,
responderá pelos prejuízos que causar à parte, ficará inabilitado, por 2 (dois) anos, a
funcionar em outras perícias e incorrerá na sanção que a lei penal estabelecer.

Pág 15 de 30
Art. 167 - O escrivão numerará e rubricará todas as folhas dos autos, procedendo
da mesma forma quanto aos suplementares.
Parágrafo único - Às partes, aos advogados, aos órgãos do Ministério Público, aos
peritos e às testemunhas é facultado rubricar as folhas correspondentes aos atos em
que intervieram.

Art. 178 - O prazo, estabelecido pela lei ou pelo juiz, é contínuo, não se
interrompendo nos feriados.

Art. 180 - Suspende-se também o curso do prazo por obstáculo criado pela parte ou
ocorrendo qualquer das hipóteses do Art. 265, I e III; casos em que o prazo será
restituído por tempo igual ao que faltava para a sua complementação.

Art. 420 - A prova pericial consiste em exame, vistoria ou avaliação.


Parágrafo único - O juiz indeferirá a perícia quando:
I - a prova do fato não depender do conhecimento especial de técnico;
II - for desnecessária em vista de outras provas produzidas;
III - a verificação for impraticável.

Art. 421 - O juiz nomeará o perito, fixando de imediato o prazo para a entrega do
laudo.

§ 1º - Incumbe às partes, dentro em 5 (cinco) dias, contados da intimação do


despacho de nomeação do perito:
I - indicar o assistente técnico;
II - apresentar quesitos.
§ 2º - Quando a natureza do fato o permitir, a perícia poderá consistir apenas na
inquirição pelo juiz do perito e dos assistentes, por ocasião da audiência de
instrução e julgamento a respeito das coisas que houverem informalmente
examinado ou avaliado.

Pág 16 de 30
Art. 422 - O perito cumprirá escrupulosamente o encargo que lhe foi cometido,
independentemente de termo de compromisso. Os assistentes técnicos são de
confiança da parte, não sujeitos a impedimento ou suspeição.

Art. 423 - O perito pode escusar-se (Art. 146), ou ser recusado por impedimento ou
suspeição (Art. 138, III); ao aceitar a escusa ou julgar procedente a impugnação, o
juiz nomeará novo perito.

Art. 424 - O perito pode ser substituído quando: (Alterado pela L-008.455-1992)
I - carecer de conhecimento técnico ou científico;
II - sem motivo legítimo, deixar de cumprir o encargo no prazo que lhe foi assinado.
Parágrafo único - No caso previsto no inciso II, o juiz comunicará a ocorrência à
corporação profissional respectiva, podendo, ainda, impor multa ao perito, fixada
tendo em vista o valor da causa e o possível prejuízo decorrente do atraso no
processo.

Art. 425 - Poderão as partes apresentar, durante a diligência, quesitos


suplementares. Da juntada dos quesitos aos autos dará o escrivão ciência à parte
contrária.

Art. 426 - Compete ao juiz:


I - indeferir quesitos impertinentes;.
II - formular os que entender necessários ao esclarecimento da causa.

Art. 427 - O juiz poderá dispensar prova pericial quando as partes, na inicial e na
contestação, apresentarem sobre as questões de fato pareceres técnicos ou
documentos elucidativos que considerar suficientes.

Art. 428 - Quando a prova tiver de realizar-se por carta, poderá proceder-se à
nomeação de perito e indicação de assistentes técnicos no juízo, ao qual se
requisitar a perícia.

Pág 17 de 30
Art. 429 - Para o desempenho de sua função, podem o perito e os assistentes
técnicos utilizar-se de todos os meios necessários, ouvindo testemunhas, obtendo
informações, solicitando documentos que estejam em poder de parte ou em
repartições públicas, bem como instruir o laudo com plantas, desenhos, fotografias e
outras quaisquer peças.

Art. 430 - O perito e os assistentes técnicos, depois de averiguação individual ou em


conjunto, conferenciarão reservadamente e, havendo acordo, lavrarão laudo
unânime. (Revogado pela L-008.455-1992)
Parágrafo único. O laudo será escrito pelo perito e assinado por ele e pelos
assistentes técnicos.
obs.dji.grau.4: Honorário do Perito

Art. 431 - Se houver divergência entre o perito e os assistentes técnicos, cada qual
escreverá o laudo em separado, dando as razões em que se fundar. (Revogado pela
L-008.455-1992)

Art. 431-A. As partes terão ciência da data e local designados pelo juiz ou indicados
pelo perito para ter início à produção da prova.

Art. 431-B. Tratando-se de perícia complexa, que abranja mais de uma área de
conhecimento especializado, o juiz poderá nomear mais de um perito e a parte
indicar mais de um assistente técnico.)

Art. 432 - Se o perito, por motivo justificado, não puder apresentar o laudo dentro do
prazo, o juiz conceder-lhe-á, por uma vez, prorrogação, segundo o seu prudente
arbítrio.
Parágrafo único - O prazo para os assistentes técnicos será o mesmo do

Art. 433 - O perito apresentará o laudo em cartório, no prazo fixado pelo juiz, pelo
menos 20 (vinte) dias antes da audiência de instrução e julgamento.

Pág 18 de 30
Parágrafo único - Os assistentes técnicos oferecerão seus pareceres no prazo
comum de 10 (dez) dias, após intimadas as partes da apresentação do laudo.

Art. 434 - Quando o exame tiver por objeto a autenticidade ou a falsidade de


documento, ou for de natureza médico-legal, o perito será escolhido, de preferência,
entre os técnicos dos estabelecimentos oficiais especializados. O juiz autorizará a
remessa dos autos, bem como do material sujeito a exame, ao diretor do
estabelecimento.
Parágrafo único - Quando o exame tiver por objeto a autenticidade da letra e firma,
o perito poderá requisitar, para efeito de comparação, documentos existentes em
repartições públicas; na falta destes, poderá requerer ao juiz que a pessoa, a quem
se atribuir a autoria do documento, lance em folha de papel, por cópia, ou sob
ditado, dizeres diferentes, para fins de comparação.

Art. 435 - A parte, que desejar esclarecimento do perito e do assistente técnico,


requererá ao juiz que mande intimá-lo a comparecer à audiência, formulando desde
logo as perguntas, sob forma de quesitos.
Parágrafo único - O perito e o assistente técnico só estarão obrigados a prestar os
esclarecimentos a que se refere este artigo, quando intimados 5 (cinco) dias antes
da audiência.

Art. 436 - O juiz não está adstrito ao laudo pericial, podendo formar a sua convicção
com outros elementos ou fatos provados nos autos.

Art. 437 - O juiz poderá determinar, de ofício ou a requerimento da parte, a


realização de nova perícia, quando a matéria não lhe parecer suficientemente
esclarecida.
Art. 438 - A segunda perícia tem por objeto os mesmos fatos sobre que recaiu a
primeira e destina-se a corrigir eventual omissão ou inexatidão dos resultados a que
esta conduziu.

Pág 19 de 30
Art. 439 - A segunda perícia rege-se pelas disposições estabelecidas para a
primeira.
Parágrafo único - A segunda perícia não substitui à primeira, cabendo ao juiz
apreciar livremente o valor de uma e outra.

Art. 441 - Ao realizar a inspeção direta, o juiz poderá ser assistido de um ou mais
peritos.

Art. 442 - O juiz irá ao local, onde se encontre a pessoa ou coisa, quando:
I - julgar necessário para a melhor verificação ou interpretação dos fatos que deva
observar;
II - a coisa não puder ser apresentada em juízo, sem consideráveis despesas ou
graves dificuldades;
III - determinar a reconstituição dos fatos.
Parágrafo único - As partes têm sempre direito a assistir à inspeção, prestando
esclarecimentos e fazendo observações que reputem de interesse para a causa.

Art. 443 - Concluída a diligência, o juiz mandará lavrar auto circunstanciado,


mencionando nele tudo quanto for útil ao julgamento da causa.
Parágrafo único - O auto poderá ser instruído com desenho, gráfico ou fotografia.

Art. 452 - As provas serão produzidas na audiência nesta ordem:


I - o perito e os assistentes técnicos responderão aos quesitos de esclarecimentos,
requeridos no prazo e na forma do Art. 435;
II - o juiz tomará os depoimentos pessoais, primeiro do autor e depois do réu;
III - finalmente, serão inquiridas as testemunhas arroladas pelo autor e pelo réu.

4.3 Código Penal

Falso Testemunho ou Falsa Perícia

Pág 20 de 30
Art. 342 - Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha,
perito, contador, tradutor ou intérprete em processo judicial, ou administrativo,
inquérito policial, ou em juízo arbitral:)
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
§ 1º- As penas aumentam-se de um sexto a um terço, se o crime é praticado
mediante suborno ou se cometido com o fim de obter prova destinada a produzir
efeito em processo penal, ou em processo civil em que for parte entidade da
administração pública direta ou indireta:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.

§ 2º - O fato deixa de ser punível se, antes da sentença no processo em que ocorreu
o ilícito, o agente se retrata ou declara a verdade.
§ 3º - O fato deixa de ser punível, se, antes da sentença, o agente se retrata ou
declara a verdade.

Art. 343 - Dar, oferecer ou prometer dinheiro ou qualquer outra vantagem a


testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete, para fazer afirmação falsa,
negar ou calar a verdade em depoimento, perícia, cálculos, tradução ou
interpretação:
Pena - reclusão, de três a quatro anos, e multa.
Parágrafo único - As penas aumentam-se de um sexto a um terço, se o crime é
cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal ou
em processo civil em que for parte entidade da administração pública direta ou
indireta.

Fraude Processual
Art. 347 - Inovar artificiosamente, na pendência de processo civil ou administrativo,
o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de induzir a erro o juiz ou o
perito:
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, e multa.

Pág 21 de 30
Parágrafo único - Se a inovação se destina a produzir efeito em processo penal,
ainda que não iniciado, as penas aplicam-se em dobro.

Favorecimento Pessoal
Art. 348 - Auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que é
cominada pena de reclusão:
Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, e multa.

Exploração de prestígio
Art. 357 - Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de
influir em juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de justiça, perito,
tradutor, intérprete ou testemunha:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.
Parágrafo único - As penas aumentam-se de um terço, se o agente alega ou insinua
que o dinheiro ou utilidade também se destina a qualquer das pessoas referidas
neste artigo.
4.4 Código de Processo Penal

Art. 184 - Salvo o caso de exame de corpo de delito, o juiz ou a autoridade policial
negará a perícia requerida pelas partes, quando não for necessária ao
esclarecimento da verdade.

Dos Peritos e Intérpretes


Art. 275 - O perito, ainda quando não oficial, estará sujeito à disciplina judiciária.
Art. 276 - As partes não intervirão na nomeação do perito.
Art. 277 - O perito nomeado pela autoridade será obrigado a aceitar o encargo, sob
pena de multa de cem a quinhentos mil-réis, salvo escusa atendível.
Parágrafo único - Incorrerá na mesma multa o perito que, sem justa causa, provada
imediatamente:
a) deixar de acudir à intimação ou ao chamado da autoridade;
b) não comparecer no dia e local designados para o exame;

Pág 22 de 30
c) não der o laudo, ou concorrer para que a perícia não seja feita, nos prazos
estabelecidos.
Art. 278 - No caso de não-comparecimento do perito, sem justa causa, a autoridade
poderá determinar a sua condução.

Art. 279 - Não poderão ser peritos:


I - os que estiverem sujeitos à interdição de direito mencionada nos ns. I e IV do art.
69 do Código Penal;
II - os que tiverem prestado depoimento no processo ou opinado anteriormente
sobre o objeto da perícia;
III - os analfabetos e os menores de 21 (vinte e um) anos.
Art. 280 - É extensivo aos peritos, no que Ihes for aplicável, o disposto sobre
suspeição dos juízes.
Art. 281 - Os intérpretes são, para todos os efeitos, equiparados aos peritos.

6. CONHECIMENTO NECESSÁRIO PARA SER UM EXIME PERITO CONTADOR

6.1 LÍNGUA PORTUGUESA:


1 Compreensão e interpretação de textos.
2 Tipologia textual.
3 Ortografia oficial.
4 Acentuação gráfica.
5 Emprego das classes de palavras.
6 Emprego do sinal indicativo de crase.
7 Sintaxe da oração e do período.
8 Pontuação.
9 Concordância nominal e verbal.
10 Regência nominal e verbal.
11 Significação das palavras.

Pág 23 de 30
12 Redação de correspondências oficiais.

6.2 CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA:

1 Conceito de Internet e intranet.


2 Conceitos básicos e modos de utilização de tecnologias, ferramentas,
aplicativos e procedimentos associados a Internet/intranet. 2.1 Ferramentas e
aplicativos comerciais de navegação, de correio eletrônico, de grupos de discussão,
de busca e pesquisa. 2.2 Conceitos de protocolos, World Wide Web,
organização de informação para uso na Internet, acesso à distância a
computadores, transferência de informação e arquivos, aplicativos de áudio,
vídeo, multimídia, uso da Internet na educação, negócios, medicina e outros
domínios. 2.3 Conceitos de proteção e segurança. 2.4 Novas tecnologias e
outros.
3 Conceitos básicos e modos de utilização de tecnologias, ferramentas,
aplicativos e procedimentos de informática: tipos de computadores, conceitos
de hardware e de software. 3.1 Procedimentos, aplicativos e dispositivos para
armazenamento de dados e para realização de cópia de segurança (back up).
3.2 Conceitos de organização e gerenciamento de arquivos, pastas e programas,
instalação de periféricos. 3.3 Principais aplicativos comerciais para: edição de textos
e planilhas, geração de material escrito, visual e sonoro e outros.
4 Conceitos dos principais sistemas comerciais e outros.

6.3 ATUALIDADES: Domínio de tópicos atuais e relevantes de diversas áreas,


tais como política, economia, sociedade, educação, tecnologia, energia,
ecologia, relações internacionais, desenvolvimento sustentável e segurança
pública, suas inter-relações e suas vinculações históricas.

3.4 RACIOCÍNIO LÓGICO: 1 Compreensão de estruturas lógicas. 2 Lógica de


argumentação: analogias, inferências, deduções e conclusões. 3 Diagramas lógicos.
4 Princípios de contagem e probabilidade.

Pág 24 de 30
6.5 CONHECIMENTOS ESPECIFICO DO PERITO CONTADOR:
1 Contabilidade geral: Normas do Conselho Federal de Contabilidade
(CFC).
2 Normas contábeis aplicadas a fraude.
3 Contabilidade comercial. 3.1 Operações com mercadorias. 3.2
Estoques. 3.3 Impostos sobre compras e vendas. 3.4 Provisão para
devedores duvidosos. 3.5 Folha de pagamento. 3.6 Operações comerciais e
bancárias.
4 Contabilidade avançada. 4.1 Investimentos. 4.2 Reavaliação de ativos. 4.3
Transações entre partes relacionadas. 4.4 Consolidação de demonstrações
financeiras. 4.5 Concentração e extinção de sociedades. 4.6 Matriz e filial. 4.7
Conversão de demonstrações contábeis em moedas estrangeiras. 4.8 Efeitos
inflacionários sobre o patrimônio das empresas.
5 Contabilidade societária. 5.1 Companhias abertas. 5.2 Normas da
comissão de valores mobiliários (CVM) e do mercado. 5.3 Lei n.º 6.404/1976
e legislação complementar.
6 Custos. 6.1 Avaliação de estoque. 6.2 Controle. 6.3 Sistemas de custos.
7 Contabilidade bancária: princípios gerais do Capítulo 1 . Normas
Básicas . do Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional
(COSIF).
8 Contabilidade tributária. 8.1 Imposto de renda pessoa jurídica. 8.2
Contribuição social sobre o lucro líquido.
9 Análise das demonstrações contábeis. 9.1 Análise horizontal e vertical
das demonstrações contábeis. 9.2 Estudo do capital de giro e do capital
circulante líquido. 9.3 Alavancagem financeira e operacional.
10 Auditoria. 10.1 Normas profissionais do auditor independente. 10.2
Normas de auditoria independente das demonstrações contábeis (conceituação e
disposições gerais, normas de execução dos trabalhos e normas do parecer dos
auditores independentes).

Pág 25 de 30
11 Contabilidade pública. 11.1 Conceito, objeto e regime. 11.2 Campo
de aplicação. 11.3 Legislação básica (Lei n.º 4.320/1964 e Decreto n.º
93.872/1986). 11.4 Receita e despesa pública. 11.5 Receitas e despesas
orçamentárias e extra-orçamentárias. 11.6 Plano de contas da administração
federal. 11.7 Tabela de eventos. 11.8 SIAFI. 11.9 Balanço e demonstrações das
variações patrimoniais.
12 Administração financeira e orçamentária. 12.1 Orçamento público.
12.2 Orçamento público no Brasil. 12.3 O ciclo orçamentário. 12.4 Orçamento-
programa. 12.5 Planejamento no orçamento-programa. 12.6 Orçamento na
Constituição Federal. 12.7 Conceituação e classificação de receita pública. 12.8
Classificação orçamentária de receita pública por categoria econômica no
Brasil. 12.9 Classificação de gastos públicos. 12.10 Tipos de créditos
orçamentários. 12.11 Lei de Responsabilidade Fiscal . Lei Complementar n.º
101/2000.
13 Lei n.° 8.666/1993. 13.1 Licitações: Modalidades, dispensa e
inexigibilidade. 13.2 Contratos. 13.3 Conduta típica dos crimes previstos nessa lei.
14 Convênios (LC 101/2000 e IN STN 01/1997 e alterações).
15 Direito Tributário. 15.1 Direito Tributário na Constituição Federal. 15.2
Código Tributário Nacional.
16 Imposto de renda pessoa física: declaração anual de ajuste.
17 Direito Penal: Condutas típicas previstas nas leis de crimes contra a
ordem tributária, de crimes contra o sistema financeiro nacional, de crimes
contra a previdência social, de crimes de .lavagem de dinheiro. ou ocultação de
bens, direitos e valores, de crimes contra as finanças públicas.
18 Comércio internacional. 18.1 Instituições intervenientes no comércio
exterior no Brasil. 18.2 Importação: requisitos administrativos (registro do
importador, licenças de importação) e fiscais (tributação, isenções e reduções).
18.3 Despacho aduaneiro. 18.4 Regras de origem. 18.5 Valor aduaneiro. 18.6 Preço
de transferência. 18.7 Pagamentos internacionais. 18.7.1 A intervenção bancária no
mecanismo de pagamento. 18.7.2 Contas de não residentes (CC5). 18.7.3
Riscos e modalidades de pagamento (antecipado, red clause, crédito
documentário). 18.8 Contencioso aduaneiro. 18.9 Câmbio. 18.9.1 Modalidades.

Pág 26 de 30
18.9.2 Operações prontas e operações futuras. 18.9.3 Arbitragem. 18.9.4
Swaps. 18.9.5 Tipos de taxas cambiais. 18.9.6 Contratação, prazos e liquidação.
18.9.7 Formas de controle cambial e o controle cambial no Brasil. 18.10 Regimes
aduaneiros. 18.11 Exportações. 18.11.1 Registro do exportador. 18.11.2
Tributação. 18.11.3 Despacho aduaneiro.
19 Sistema Financeiro Nacional. 19.1 Estrutura. 19.2 Funções. 19.3
Órgãos reguladores. 19.4 Espécies de instituições.
20 Conhecimentos Bancários. 20.1 Sociedades de fomento mercantil
(factoring). 20.2 Sociedades administradoras de cartões de crédito. 20.3
Produtos e serviços financeiros. 20.3.1 Depósitos à vista. 20.3.2 Depósitos a
prazo (CDB e RDB). 20.3.3 Títulos de crédito. 20.3.4 Cobrança e pagamento
de títulos, carnês e tributos e tarifas públicas. 19.3.5 Transferências
automáticas de fundos. 20.3.6 Home/office banking, remote banking, banco virtual,
dinheiro de plástico. 20.3.7 Conceitos de corporate finance. 20.3.8 Hot money.
20.3.9 Contas garantidas. 20.3.10 Crédito rotativo. 20.3.11 Descontos de
títulos. 20.3.12 Financiamento de capital de giro. 20.3.13 Leasing (tipos,
funcionamento, bens). 20.3.14 Crédito direto ao consumidor. 20.3.15 Crédito rural.
20.3.16 Cadernetas de poupança. 20.3.17 Cartões de crédito. 20.4 Principais
indicadores econômicos, taxas de juros e índices de inflação.
21 Mercado de capitais. 21.1 Agentes de mercado: bolsas de valores,
de mercadorias e de futuros, balcão organizado, entidades de compensação e
liquidação (SELIC, CETIP, CBLC e a BM&F), instituições custodiantes,
emissoras de valores mobiliários escriturais, emissoras de certificados e agentes
autônomos. 21.2 Valores mobiliários. 21.2.1 Qualificação jurídica e especificidade
em relação a outros títulos. 21.2.2 Títulos de responsabilidade de instituições
financeiras e títulos públicos. 21.3 Registros e credenciamentos de
responsabilidade da CVM. 21.4 A distribuição dos valores mobiliários no
mercado. 21.5 Mercado primário e secundário. 21.6 Principais características
dos mercados de balcão, balcão organizado e de bolsa (pregões de viva voz,
eletrônicos e home-broker na BOVESPA, no SOMA e na BM&F). 21.7
Negociação de ações e outros valores mobiliários. 21.8 Operações à vista, com
opções, a termo e futuro.

Pág 27 de 30
21.9 Swaps. 21.10 Operações de financiamento e arbitragem. 21.11 Empréstimos
de ações. 21.12 Fundos de investimentos. 21.13 Lei n.° 6.385/1976.
22 Matemática financeira. 22.1 Juros simples e compostos: capitalização e
desconto. 22.2 Taxas de juros: nominal, efetiva, equivalente, real e aparente. 22.3
Rendas uniformes e variáveis. 22.4 Planos de amortização de empréstimos e
financiamentos. 22.5 Cálculo financeiro: custo real e efetivo de operações de
financiamento, empréstimo e investimentos.
23 Estatística básica. 23.1 Conceito: população, censo, amostra,
experimento aleatório, variáveis e atributos, variáveis aleatórias discretas e
contínuas, normas para apresentação tabular de dados. 23.2 Organização de dados
estatísticos. 23.3 Medidas de posição. 23.4 Medidas de dispersão.
24 Noções de Direito. 24.1 Direito Administrativo. 24.1.1 Estado,
governo e administração pública: conceitos, elementos, poderes e organização;
natureza, fins e princípios. 24.1.2 Organização administrativa da União:
administração direta e indireta. 24.1.3 Agentes públicos: espécies e
classificação; poderes, deveres e prerrogativas; cargo, emprego e função
públicos; regime jurídico único: provimento, vacância, remoção, redistribuição e
substituição; direitos e vantagens; regime disciplinar; responsabilidade civil,
criminal e administrativa. 24.1.4 Poderes administrativos: poder hierárquico;
poder disciplinar; poder regulamentar; poder de polícia; uso e abuso do poder.
24.1.5 Serviços públicos: conceito, classificação, regulamentação e controle;
forma, meios e requisitos; delegação: concessão, permissão, autorização.
24.1.6 Controle e responsabilização da administração: controle administrativo;
controle judicial; controle legislativo; responsabilidade civil do Estado. 24.2
Direito Penal. 24.2.1 Infração penal: elementos, espécies. 24.2.2 Sujeito ativo e
sujeito passivo da infração penal. 24.2.3 Tipicidade, ilicitude, culpabilidade,
punibilidade. 24.2.4 Erro de tipo e erro de proibição. 24.2.5 Imputabilidade penal.
24.2.6 Concurso de pessoas. 24.2.7 Crimes contra a pessoa. 24.2.8 Crimes contra o
patrimônio. 24.2.9 Crimes contra a administração pública. 24.2.10 Crimes contra a
ordem tributária (Lei n.º 8.137/1990). 24.3 Direito Processual Penal. 24.3.1 Do
inquérito policial. 24.3.2 Da prova. 24.3.3 Dos peritos e intérpretes.

Pág 28 de 30
7 . REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

LOPES DE SÁ, Antonio Lopes. Perícia Contábil. 6ª ed. São Paulo: Ed. Atlas, 2004.
ALONSO, José Rojo, Normas e Procedimentos de perícia judicial. São Paulo: Atlas,
1975.
BRASIL - Conselho Federal de Contabilidade. Princípios Fundamentais e Normas
Brasileiras de Contabilidade Auditoria e Perícia. Brasília: CFC, 2003.
_______.A queda da contabilidade gerencial e a ascensão da fraude contábil nos
Estados Unidos. Boletim do IBRACON, nº 285, mar./abr.2002
FIUZA, R. Novo Código Civil Comentado. 1 ed. Saraiva: São Paulo, 2002
D´Áuria , Francisco - Revisão e Perícia Contábil, 2. ed. Rio de Janeiro: Companhia
Editora Nacional, 1953.
MODELO DE ORÇAMENTO DE HONORÁRIOS PERICIAIS

Conforme a NBC-P-2 – item 2.5.2.1, a petição referente à proposta de honorários deverá ser
acompanhada de orçamento discriminado.

Baseado no exemplo do tópico anterior, e considerando que a perícia envolverá uma viagem,
cujo custo é de R$ 80,00 e envolverá despesas de alimentação e hospedagem de R$ 120,00,
teremos o seguinte modelo de orçamento:

DEMONSTRATIVO DE HONORÁRIOS PERICIAIS

HONORÁRIOS PERICIAIS
CUSTO DA PERÍCIA HORAS TOTAL
1. ESPECIFICAÇÃO DO TRABALHO PREVISTAS R$/HORA R$
Retirada e entrega dos autos 0,5 55,00 27,50
Leitura e interpretação do processo 1 55,00 55,00
Planejamento dos trabalhos periciais 1 55,00 55,00
Abertura de papéis de trabalho 1 55,00 55,00
Elaboração de petições e/ou 1 55,00 55,00
correspondências para solicitar
informações e documentos
Realização de diligências e exame de 8 55,00 440,00
documentos
Pesquisa e exame de livros e 12 55,00 660,00
documentos técnicos
Realização de cálculos, simulações e 2 55,00 110,00
análises de resultados
Laudos Interprofissionais 0 0 0

Pág 29 de 30
Preparação de anexos e montagem do 1,5 55,00 82,50
Laudo
Reuniões com perito-contadores 1 55,00 55,00
assistentes, quando for o caso
Reuniões com as partes e/ou com 0 55,00 0
terceiros, quando for o caso
Redação do laudo 2 55,00 110,00
Revisão final 2 55,00 110,00
TOTAL 1 33 1.815,00
2. OUTRAS DESPESAS:
Bilhetes de Passagem 80,00
Alimentação e Hospedagem 120,00
TOTAL 2 200,00
TOTAL DOS HONORÁRIOS (1+2) 2.015,00

Pág 30 de 30