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LICENCIATURA EM LÍNGUISTICA PORTUGUESA

JOHN B. WATSON (1878-1958)


(TEÓRIA DO BEHAVIORISMO)
Elaborado por: Grupo nº05

DOCENTE
______________________
Nádia Mendonça

BENGUELA, ABRIL DE 2022


INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO OMBAKA
LICENCIATURA EM LÍNGUISTICA PORTUGUESA

JOHN B. WATSON (1878-1958)


(TEÓRIA DO BEHAVIORISMO)

Elementos do Grupo:
 Isaac Ernesto Adriano
 Delfina Paulina Chilembe
 Moisés Luciano Ngunga
 Monteiro Alberto Domingos
 Elisa Luvinga Kalndula
 Bernarda Mangueira Caterça
1º Ano
Disciplina: Psicologia do Desenvolvimento das Aprendizagem
Índice
INTRODUÇÃO.........................................................................................2

1. VIDA E OBRA DE JOHN BROADUS WATSON.................................2

2. TEÓRIA DO BEHAVIORISMO............................................................2

2.1 Behaviorismo Metodológico de Watson.........................................2

2.1.1 Exemplo de behaviorismo metodológico................................2

2.2 Behaviorismo radical......................................................................2

2.2.1 Exemplo de behaviorismo radical...........................................2

3. BEHAVIORISMO COMO OPOSIÇÃO AO INTERNALISMO..............2

3.1 COMO O BEHAVIORISMO ENTENDE O COMPORTAMENTO


HUMANO..........................................................................................................2

4. DIFERENÇA ENTRE E A PSICANÁLISE E O BEHAVIORISMO.......2

5. INFLUÊNCIA DO BEHAVIORISMO NA ATUALIDADE......................2

CONCLUSÃO..........................................................................................2

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA.............................................................2
INTRODUÇÃO
O comportamentalismo surgiu no início do século XX, principalmente
nos Estados Unidos, em oposição ao mentalismo que dominava a psicologia
Européia na época. A ideia dessa tendência está vinculada a uma possível
ciência do comportamento. “A principal ideia da teoria comportamentalista é o
processo Estímulo-Resposta, e através deste princípio, os pensadores
desenvolveram suas teorias” (SOARES, 2013, p.01).
Baseiam-se nos comportamentos observáveis e mensuráveis dos
sujeitos, e nas respostas que eles dão aos estímulos externos. O estudo do
comportamentalismo acontece dentro da psicologia na linha teórica do
Behaviorismo. O criador do behaviorismo metodológico (também denominado
como comportamentalismo), matéria de interesse desse estudo, é John B.
Watson (1878-1958).
Para ele o behaviorismo metodológico tem caráter empirista, onde
rejeita os processos mentais como objecto de pesquisa. A introspecção não
poderia ser aceita como prática científica, assim relata Sério (2005 citado por
OSTERMANN; CAVALCANTI, 2011).
O Behaviorismo Metodológico apresenta também um caráter
determinista. “Sendo uma teoria baseada em estímulo-resposta (E-R), nela há
uma indicação de que o comportamento humano é previsível. Se um
antecedente X ocorre, o evento Y ocorrerá como consequência” (PRIMO, 2009;
OSTERMANN; CAVALCANTI, 2011, p.13).

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1. VIDA E OBRA DE JOHN BROADUS WATSON
John Broadus Watson nasceu em Greenville (Carolina do Sul, Estados
Unidos) em 1878 e morreu em Nova York em 1958.
Ele estudou na Universidade de Chicago e se formou em 1903. Ele
escreveu muitos artigos científicos, um dos primeiros chamados "Educação
Animal: um estudo experimental sobre o desenvolvimento psíquico de um rato
branco, em correlação com o crescimento do seu sistema nervoso". Neste
artigo descreve a relação entre mielinização cerebral e capacidade de
aprendizagem em roedores.
Watson trabalhou na John Hopkins University por 14 anos, e lá ele fez
muitas experiências em aprender pássaros. Em 1920 ele deixou seu emprego
na Universidade por causa de alguns rumores sobre um relacionamento com
sua assistente Rosalie Reyner, com quem ele fez sua famosa experiência com
o "pequeno Albert". Ele passou a trabalhar como psicólogo na empresa
Thompson, e tornou-se interessado no campo da publicidade.

2. TEÓRIA DO BEHAVIORISMO
O Behaviorismo é uma teoria da psicologia que avalia o
comportamento de seres humanos e animais, a partir de análises
fundamentadas e da observação de fatos práticos como, por exemplo, reações
a estímulos.
Também chamado de comportamentalismo ou psicologia
comportamental, o behaviorismo originou-se nos Estados Unidos no início do
século XX, como uma ideia de oposição ao conceito de psicologia
introspectiva.
A teoria behaviorista ou comportamentalista defende uma psicologia
mais objetiva. Os behavioristas se opõem a estudos unicamente baseados em
sentimentos, emoções e pensamentos.
As primeiras manifestações da psicologia behaviorista surgiram pelas
mãos de John Watson (1878 - 1958), psicólogo americano que defendeu o
estudo do comportamento observável.
O behaviorismo foi alvo de investigação por parte de vários estudiosos.
Ao longo das pesquisas, foram desenvolvidas teorias consoante às conclusões
e interpretações de cada um.
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Assim, diferentes tipos de behaviorismo foram identificados, sendo os
principais o behaviorismo metodológico e o behaviorismo radical.

2.1 Behaviorismo Metodológico de Watson


A cristalização das ideias já emergentes do behaviorismo ocorreram
por meio dos esforços de Watson que se propôs a construir esta escola de
pensamento. Watson no início da carreira se propôs a estudar sobre os efeitos
do álcool e dos filmes de educação sexual nos adolescentes, os efeitos
positivos e negativos caso houvesse. A instituição onde o mesmo trabalhava
não aceitou muito bem a ideia deste estudo e solicitou que o Watson parasse.
Em 1913 ele lançou um artigo na Revista Psychologic al Review facto
este que lançou oficialmente o Behaviorismo.
Após isto Watson publicou o livro Behavior: an introduction to
comparative psychology (1914) que versava sobre as vantagens da utilização
do uso de animais nas pesquisas psicológicas.
Em 1928 ele discorreu sobre as práticas da Educação Infantil no livro
Psychological care of the infantand child onde ele propôs um ensino não
permissivo e segundo ele os pais nunca deveriam:
(...) abraçar e beijar, jamais as deixem sentar no colo.
Quando estritamente necessário, beijem mas apenas uma vez
na testa ao lhes dar boa noite. Pela manhã, cumprimentem-nas
com um aperto de mão. Afaguem-lhes a cabeça, caso realizem
mito bem uma tarefa extremamente difícil. (...) vocês perceberão
como é fácil serem perfeitamente objetivos com os filhos e ao
mesmo tempo gentis. Vocês se sentirão totalmente
envergonhados da forma sentimental e insípida de como os
estavam tratando. (WATSON, 1928, p.81-82; SCHULTZ, 2012,
p.262).

Para Watson a psicologia devia se limitar ao estudo objectivo do


comportamento e alguns métodos deviam ser adotados nos laboratórios dos
behavioristas como por exemplo: a observação com e sem instrumentos,
métodos de teste, de relato verbal e do reflexo condicionado. A observação foi
a base fundamental para os outros métodos; métodos de teste, ele sugeriu
tratar os resultados dos testes como amostragens do comportamento e não

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como indicadores de qualidades mentais; no relato verbal ele considerou as
reações orais significativas para o behaviorismo, bem como qualquer resposta
motora e considerou que falar é um comportamento tão objetivo quanto jogar
beisebol; o reflexo condicionado foi amplamente divulgado por Watson, nele a
resposta tornava-se condicionada quando associada ou conectada a um
estímulo diferente, este método permitia que os psicólogos conduzissem as
investigações sobre o comportamento humano em laboratórios.
O behaviorismo de Watson foi uma tentativa de construir uma ciência
livre de noções e métodos subjetivos, uma ciência tão objetiva quanto a física
(SCHULTZ e SCHULTZ, 2012).
Para Watson o instinto, a emoção e o pensamento eram temas
principais. No livro Behavior: na introduction to comparative psychology (1914)
ele descreveu 11 instintos, mas depois eliminou o conceito de instinto alegando
que os comportamentos que antes ele entendia serem intuitivos eram na
verdade respostas condicionadas socialmente. Adotando a visão da
aprendizagem, ele negou qualquer tipo de talento, temperamento ou
capacidade herdado. Logo ele se tornou um ambientalista, pois acreditava que
não havia nada herdado e que os comportamentos estavam relacionados com
os estímulos recebidos na primeira infância. Para ele uma criança poderia ser
treinada para ser o que quiserem, mediante do incentivo e reforço do
comportamento adequado.
As emoções não passavam de simples respostas fisiológicas a
estímulos específicos, provocando mudanças físicas internas com um padrão
particular. Dessa forma a emoção é expressa por meio de manifestações
físicas como por exemplo o aumento dos batimentos cardíacos. Watson
inspirou uma pesquisa muito importante sobre a terapia do comportamento
(aplicação dos princípios de aprendizagem para alterar o comportamento
desajustado) (SCHULTZ e SCHULTZ, 2012).
Esta pesquisa foi desenvolvida com uma criança de três anos que
possuía medo de coelhos. No momento em que Peter comia era trazido para
perto dele um coelho branco e cada vez o aproximavam até que em um dado
momento Peter o tocou. Não ocorrendo assim a resposta de medo que sempre
era produzida nesta circunstância.

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Para Watson, o comportamento compunha-se
inteiramente de impulsos fisiológicos. Devido à influência
de Pavlov, focalizou seu estudo muito mais nos estímulos
do que nas consequências e, assim, encarou a
aprendizagem na forma do condicionamento clássico: o
estímulo condicionado, depois de ser emparelhado um
número suficiente de vezes com o estímulo
incondicionado, passa a eliciar a mesma resposta e pode
substituí-lo. OSTERMANN; CAVALCANTI, 2011, p.18).

Quanto aos processos do pensamento, Watson acreditava que não


eram passíveis de observação e experimentação, pois ocorria na ausência de
movimentos musculares. Para ele este processo do pensamento que faz parte
do comportamento implícito está concentrado no músculo da língua e da
laringe, expressando-o por meio de gestos como o movimento dos ombros e
franzir da testa. Mas com o tempo vamos deixando de externalizar estes
comportamentos implícitos do pensamento, pois vamos sendo reprimidos por
pais e professores a pensar com hábitos musculares invisíveis. As ideias de
Watson geraram grande entusiasmo a época no efeito da criação e do
ambiente infantil:

2.1.1 Exemplo de behaviorismo metodológico


As afirmações de Watson sobre o conceito de behaviorismo
metodológico tinham como base a teoria do condicionamento clássico, do
fisiologista e médico russo Ivan Pavlov (1849 - 1936).
Pavlov provou que após repetir por diversas vezes a experiência de
tocar um sino e, em seguida, mostrar a comida a seus cachorros, criou-se uma
associação entre o som do sino e o alimento.
Assim, mesmo que não vissem nenhuma comida, o simples som do
sino já era suficiente para fazer os cães salivarem.
Chamado de O cão de Pavlov, o experimento foi uma validação do
condicionamento clássico, que defende que o comportamento não pode ser
controlado e funciona quase como um reflexo involuntário.

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Em outro experimento, chamado pequeno Albert, um bebê, que
possuía um comportamento calmo, foi exposto durante um longo período a
situações de estresse sonoro.
Ao final do experimento, o bebê abandonou seu comportamento
tranquilo e passou a temer situações que antes não causavam nenhuma
reação adversa.

2.2 Behaviorismo radical


O behaviorismo radical surgiu como oposição ao behaviorismo
metodológico e afirmou que sentimentos, emoções e outros fatores mentalistas
não dão origem à conduta; são, na verdade, parte integrante dela.
Assim, o comportamento consistiria em uma mescla de manifestações
externas desses fatores, e na consequência de atos praticados.
Desenvolvido por Burrhus Frederic Skinner (1904 - 1990), psicólogo e
filósofo americano, esse tipo de behaviorismo é baseado em um princípio
chamado de “condicionamento operante”.
(...) o behaviorismo radical restabelece um certo
tipo de equilíbrio. Não insiste na verdade por consenso e
pode, por isso, considerar os acontecimentos privados
dentro da pele. Não considera tais acontecimentos
inobserváveis e não os descarta como subjetivos.
Simplesmente questiona a natureza do objeto observado e
a fidedignidade das observações (SKINNER, 1974, p. 19;
COELHO; DUTRA, 2018, p.56).

Segundo ele, o indivíduo controla a forma como vai se comportar com


base no que aprende sobre a relação entre seu comportamento e as
consequências que seus atos acarretam.m possíveis consequências como:

 Reforço positivo - um prêmio ou gratificação como estímulo


pela ação realizada (por exemplo: dar um biscoito ao cão,
quando ele dá a pata)
 Reforço negativo - retirada de um estímulo desagradável (por
exemplo: deixar de molhar ou interromper uma corrente elétrica).

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 Punição - sanção por um comportamento não desejado (por
exemplo: castigos físicos).
Então, é possível condicionar as ações a partir de associações com
possíveis consequências. Essas associações seriam suficientes para
condicionar o comportamento.
É de se destacar o uso desse tipo de behaviorismo na educação,
pois ele defende que a teoria da aprendizagem está diretamente relacionada
aos estímulos recebidos pelos alunos.

 Dar um chocolate aos bons alunos (reforço positivo);


 Permitir que os alunos que terminarem uma tarefa possam sair
(reforço negativo);
 Suspensão ou castigos físicos como palmatória ou ajoelhar no
milho (punições).
Desse modo, pretende-se criar condicionantes das ações e moldar o
comportamento dos alunos.
Assim, considera-se que não existam habilidades inatas, e que todo
comportamento (incluindo o processo de aprendizagem) possa ser
condicionado.
Não quer dizer, com isso, que o aluno é um sujeito passivo, mas sim
que esse condicionamento está diretamente ligado ao planejamento do método
de ensino e do material utilizado pelo educador.

2.2.1 Exemplo de behaviorismo radical


A teoria de Skinner partiu de um experimento com animais chamado
de Caixa de Skinner ou Câmara de condicionamento operante.
A caixa possuía um compartimento com uma espécie de comando, que
quando acionado respondia com um estímulo: comida, água, luz, imagens ou
choque elétrico.
Os animais utilizados nas experiências recebiam os estímulos sob
diferentes circunstâncias de testes:
 A cada vez que o comando era manipulado,
 Na interação com o comando repetidamente,

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 Manipulações com a pata,
 Manipulações com o bico ou focinho, etc.
O experimento concluiu que os animais que participaram dos testes
passaram a realizar com mais frequência os movimentos que tinham como
resposta os estímulos positivos.
A caixa de Skinner serviu como ponto de partida para que o estudioso
começasse a definir diferentes padrões comportamentais.
Mais tarde, Skinner lançou sua teaching machine ("máquina de
ensinar"). Nela, o aluno deveria responder uma sequência de questões emitida
pela máquina e avançar conforme as respostas corretas.

3. BEHAVIORISMO COMO OPOSIÇÃO AO INTERNALISMO


Para se compreender melhor a proposta do behaviorismo, é necessário
fazer o contraponto com as linhas teóricas pautadas pelo
chamado internalismo.
Internalismo é como chamamos o entendimento de outras linhas
teóricas da psicologia sobre as causas do comportamento. Para os
internalistas, essas causas estão sediadas no interior do homem  – seja em
seu organismo, em sua mente, no inconsciente, nas memórias ou nas
emoções.
O behaviorismo opõe-se de maneira enfática a essa visão internalista,
e responsabiliza os condicionantes ambientais pelas causas do
comportamento humano, e não algo em seu interior.

3.1 COMO O BEHAVIORISMO ENTENDE O COMPORTAMENTO


HUMANO
Para estudar o comportamento, os behavioristas se baseiam nos
pressupostos:
1. O comportamento deve ser estudado por si mesmo.
Sua causa não se deriva de processos introspectivos, nem de uma
suposta alma ou da mente,

2. Oposição ao mentalismo e à concepção dualista do ser


humano.
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Para o behaviorismo, o corpo é o que compõe todo o indivíduo, não
havendo portanto uma divisão entre o corpo e a mente, ou entre o corpo e a
alma.

3. Adesão ao evolucionismo biológico.


Leva-se em conta as condições filogenéticas herdadas da espécie.
Possui também uma estreita relação com a psicologia evolucionista, que
explica o comportamento a partir da necessidade de sobrevivência das
espécies.

4. Adoção do determinismo materialístico.


O que chamamos de “mente” é apenas o fruto de ligações entre
circuitos de sinapses neuronais, para os behavioristas. Essa modelagem
neurológica ocorreria ao longo do desenvolvimento ontológico do ser humano
em interação com o ambiente (como a sua história de vida), compondo a
“personalidade” ou, na linguagem behaviorista, o “repertório comportamental”
do indivíduo.
Dessa forma, não seria preciso usar propriedades não físicas para
explicar o funcionamento do comportamento.

5. Adoção da metodologia científica de base positivista.


Os behavoristas utilizam procedimentos objetivos na coleta de dados
para análise do comportamento, rejeitando a introspecção.
Eles possuem como base epistemológica (o fundamento de sua teoria)
a ciência Positivista, mensurando, realizando experimentações e testes de
hipótese com grupo controle.

6.Evitam interpretações particulares sobre o comportamento.


A busca é por uma observação consensual do comportamento, ou seja,
o que é observável também por qualquer indivíduo. Evitando interpretações
subjetivas da realidade.

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4. DIFERENÇA ENTRE E A PSICANÁLISE E O BEHAVIORISMO
A Psicanálise investiga os conflitos psíquicos resultantes de sonhos,
lembranças reprimidas e delírios. Freud acreditava que a mente é responsável
por decisões conscientes e inconscientes que ela toma com base nos impulsos
psíquicos. O id, o ego e o super-ego são três aspectos da mente que Freud
acreditava compor a personalidade de uma pessoa
O Behaviorismo estuda o comportamento de forma direta, com base no
ambiente e no condicionamento em que vive o indivíduo ou animal. 
5. INFLUÊNCIA DO BEHAVIORISMO NA ATUALIDADE 
O Behaviorismo é adotado por diversas instituições e sociedade, como
escolas, empresas, grupos de trabalho, entre outras que visam observar o
comportamento humano.
O estudo do comportamento pode ajudar a melhorar o aprendizado
ou motivação ao estudo ou trabalho em ambientes diversos, através de
sistemas de punições e premiações e as observações do que ocorre após
esses estímulos.

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CONCLUSÃO
O corpo deste trabalho mostrou que John Watson foi um psicólogo
americano considerado o pai da escola psicológica do behaviorismo . O
Behaviorismo, de acordo com Watson, era a ciência do comportamento
observável. No campo incipiente da psicologia, essa era uma ideia nova que ia
contra Freud e as teorias populares sobre o subconsciente, que Watson
considerava subjetivas demais. Dentro do behaviorismo, Watson se
especializou no desenvolvimento infantil , argumentando que o ambiente da
criança é o fator que molda os comportamentos em relação à sua composição
genética ou temperamento natural. Seu trabalho teve grande influência em
psicólogos como BF Skinner, e você pode ver muitos exemplos de
behaviorismo em ação na vida cotidiana. Se você estiver procurando por eles,
você os verá praticamente em todos os lugares.
O behaviorismo de Watson veio estabelecer uma ruptura com a
introspecção, afirmando que a matéria-prima da psicologia deveria ser o
comportamento. Nesse sentido os trabalhos desse estudioso teve grande
influência na prática escolar e familiar, pois elucidava que as condições
ambientais tem grande influência para mudança nos padrões comportamentais,
que controlados, esses têm grande influência no processo de ensino-
aprendizagem e conduta humana. Entende-se aqui que a abordagem
behaviorista, embora varie em alguma vertente, dependendo da sua teoria, tem
bases no comportamento observável. Para os estudiosos comportamentalistas
a aprendizagem são os acontecimentos ocorrido no organismo, sendo ele
humano ou não, provindos do resultado de experiências vividas. Mudanças no
comportamento são evidências que a aprendizagem ocorreu. Mas apesar

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desses apontamentos o comportamentalismo não esclarece efetivamente
elementos mais complexos da aprendizagem.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
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www.vittude.com/blog/behaviorismo/
www.google.pt/url?
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