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Educação e trabalho no Brasil: o processo de

construção das ideias e principais contribuições.

Prof. Leandro Gabriel


Educação e trabalho no Brasil: o processo de construção das ideias e principais
contribuições
• O desenvolvimento sistemático da pesquisa em educação no Brasil só
vem a ocorrer a partir da segunda metade da década de 60 com a
criação e expansão dos programas de Pós-graduação, com a
intensificação das políticas de financiamento através, por exemplo, do
INEP e da CAPES, e com a organização dos pesquisadores através da
criação da ANPed.
Teoria do Capital Humano

• Desenvolveu-se no Brasil a partir dos anos 60.

Racionalização Desenvolvimento tecnológico

Administração científica
Teoria do Capital Humano

Desenvolvimento Qualificação da força de


EDUCAÇÃO
econômico trabalho

• Reformulou-se todo o sistema de ensino, através das leis 5540/68


(ensino superior) e 5692/71 (ensino de 1º e 2º graus).
A abordagem crítico-reprodutivista

• Anos 70.
• Crítica à teoria do capital humano: a escola corrobora com a mais-
valia.
A abordagem crítico-reprodutivista

• A educação, sendo distribuída desigualmente, amplia ao invés de


diminuir as desigualdades sociais;
• O Estado capitalista, a serviço da classe dominante, usa o aparelho
escolar para difundir a ideologia hegemônica, socializada como
ciência;
• O controle da escola pela classe dominante inviabiliza as ações críticas
que resultam em mudanças profundas nas relações sociais.
• A educação não é determinante, mas determinada pelas relações de
produção.
Crítica ao reprodutivismo

MARX
PEDAGOGIA
HISTÓRICO-CRÍTICA
e sua GRAMSCI DERMEVAL SAVIANI
fundamentação
em:
SNYDERS
Crítica ao reprodutivismo

DEMOCRATIZAÇÃO E
EDUCAÇÃO TRANSFORMAÇÃO DA SOCIEDADE

METODOLOGIA: DIALÉTICA
A produtividade da escola improdutiva

• A educação, de prática social, histórica, política e técnica, reduz-se à


sua função técnica de formar recursos humanos (FRIGOTTO).
• Necessidade da formação de profissionais de diversos níveis, com
domínio do saber nas diversas áreas de conhecimento, que vão atuar
como trabalhadores improdutivos, principalmente nas tarefas de
organização, planejamento e controle da produção.
A pedagogia da fábrica: da qualificação técnica à concepção do mundo
• O homem se educa, se faz homem, na produção e nas relações sociais
que ela engendra, através de um processo contraditório em que estão
sempre presentes e em confronto momentos de educação e de
deseducação, de qualificação e de desqualificação, de humanização e
de desumanização.
• Pode-se afirmar que a lógica da pedagogia da fábrica se constrói a
partir do princípio da distribuição desigual do saber, determinada
pelas necessidades relativas ao desempenho das tarefas em função
do seu grau de complexidade.
A pedagogia da fábrica: da qualificação técnica à concepção do mundo
• O processo pedagógico capitalista se constitui em um poderoso
instrumento de controle do acesso ao saber; ao privilegiar a
aprendizagem no processo produtivo, dificulta-se o acesso ao
conhecimento teórico, o que acaba por prender o trabalhador a um
pequeno fragmento do processo produtivo, à medida em que ele
aprende apenas um pequeno conjunto de operações que não lhe
permitem conhecer todo o processo de trabalho.
A pedagogia da fábrica: da qualificação técnica à concepção do mundo
• A pedagogia da fábrica, com as relações hegemônicas que ocorrem ao
nível da sociedade , justificando-se, assim, o controle da empresa à
vida pessoal do trabalhador, regulando seu lazer, seus costumes, sua
prática sexual, suas condições físicas e psíquicas, com o objetivo de
difundir uma concepção de mundo compatível com a racionalidade
capitalista.
Exercício

Questão 01: Onde estão os escravos e seus descendentes, senão nas favelas, nas fábricas,
no subemprego, nos grandes contingentes de desempregados, exército industrial de
reserva? São eles que constituem maciçamente a classe trabalhadora brasileira. São eles
que servem à burguesia em funções subalternas. São eles os “meninos de rua”, criação
brasileira para justificar a sociedade excludente e discriminadora que se mantém há
quinhentos anos. E são eles os nossos alunos, discriminados na escola e dela excluídos.
GARCIA, R.L. Currículo emancipatório e multiculturalismo: reflexões de viagem. In: SILVA;
MOREIRA. Territórios contestados: o currículo e os novos mapas políticos e culturais.
Petrópolis – RJ: Vozes, 1995.
O excerto acima se reporta a um dos grandes debates alusivos aos desafios da educação
brasileira neste século XXI. O título que resume adequadamente esse excerto é:
a) A preparação escolar voltada para o mundo do trabalho.
b) A educação dos meninos discriminados na escola.
c) A inclusão escolar e social das minorias.
d) A educação da classe trabalhadora.
Exercício

Questão 02: Os mundos do trabalho vêm passando por inegáveis transformações de base
técnica e tecnológica, o que afeta, significativamente, os processos de trabalho e a
educação. No Brasil, após a Lei nº 9.394/1996, a educação profissional, na óptica do direito
à educação e ao trabalho, está:
a) associada, unicamente, à “formação de mão de obra” de acordo com as necessidades do
mercado. A baixa escolaridade da massa trabalhadora não é considerada entrave
significativo à expansão econômica.
b) integrada às diferentes formas de educação, ao trabalho, à ciência e à tecnologia,
conduzindo ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. Deve ser
desenvolvida em articulação com o ensino regular ou por diferentes estratégias de
educação continuada, na perspectiva do exercício pleno da cidadania.
c) limitada ao treinamento para a produção em série e padronizada com a incorporação
maciça de operários semiqualificados, adaptados aos postos de trabalho, desempenhando
tarefas simples, rotineiras e previamente especificadas e delimitadas. Apenas uma minoria
de trabalhadores precisa contar com competências em níveis de maior complexibilidade,
em virtude da rígida separação entre o planejamento e a execução.
Exercício

d) associada, desde as suas origens, com o ensino destinado às classes


menos favorecidas, estabelecendo-se uma nítida distinção entre
aqueles que detêm o saber (ensino médio, ensino superior) e os que
executam tarefas manuais (ensino profissional).
e) associada ao dualismo existente. De um lado, as “elites condutoras”
e, de outro, a maioria da população, levando, inclusive, a se considerar
o ensino regular e a educação superior como não tendo nenhuma
relação com a educação profissional.
Gabarito

• Questão 01: “C”


• Questão 02: “B”

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