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APOSTILA DE GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

Prof. Dsc Nylvandir LIBERATO


1. PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988: PLANO
PLURIANUAL, LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIA E LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL (Seção II –
Dos Orçamentos, art. 165 a 169)
2. PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO NA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO:
PLANO PLURIANUAL, LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIA E LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL
(Seção II – Dos Orçamentos, art. 209 a 213)
3. LEI FEDERAL N° 4.320, DE 17 DE MARÇO DE 1964 (Título I – Da Lei do Orçamento; Título II –
Da Proposta Orçamentária; Título III – Da Elaboração da Lei de Orçamento; Título IV – Do
Exercício Financeiro.
4. LEI COMPLEMENTAR N° 101, DE 04 DE MAIO DE 2000 (Capítulo I – Disposições
Preliminares; Capítulo II: Seção II – Da Lei de Diretrizes Orçamentária; Seção III – Da Lei
Orçamentária Anual; Seção IV – Da Execução Orçamentária e dos Cumprimentos De
Metas; Capítulo IV: Seção II – Das Despesas com Pessoal; Capítulo VII – Da Dívida Pública e
do Endividamento);
5. LEI ESTADUAL N° 287, DE 04 DE DEZEMBRO DE 1979, A QUAL APROVA O CÓDIGO DE
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E CONTABILIDADE PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS (Título I – Das Disposições Introdutórias; Título II – Do
Exercício Financeiro; Título III – Da Proposta e Da Elaboração Orçamentária; Título IV – Da
Lei Do Orçamento; Título V – Da Execução Orçamentária);
6. DELIBERAÇÃO TCE N° 278, DE 24 DE AGOSTO DE 2017. A QUAL DISPÕE SOBRE
APRESENTAÇÃO DA PRESTAÇÃO DE CONTAS ANUAL DE GESTÃO, NO ÂMBITO DA
ADMINISTRAÇÃO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS (somente o corpo textual da deliberação,
sem considerar os anexos);
7. DECRETO ESTADUAL N° 45.526, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2015, O QUAL IMPLANTA O
SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO ORÇAMENTÁRIA, FINANCEIRA E CONTÁBIL DO RIO DE
JANEIRO (SIAFE -RIO);
8. BOL PM Nº. 099, DE 04 DE JUNHO DE 2020 – PROCESSOS DE SOLICITAÇÃO DE
ADIANTAMENTO FINANCEIRO E TRANSFERÊNCIA FINANCEIRA ORDINÁRIA E
EXTRAORDINÁRIA NO SISTEMA ELETRÔNICO DE INFORMAÇÕES – SEI-RJ;
9. DECRETO ESTADUAL Nº 46.223, DE 24 DE JANEIRO DE 2018 – REGULAMENTA A GESTÃO
DOS BENS MÓVEIS, NO ÂMBITO DO PODER EXECUTIVO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO;
10. CRFB – ATRIBUIÇÕES DO CONTROLE INTERNO NAS ESFERAS FEDERAL, ESTADUAL
EMUNICIPAL;
11. DECRETO ESTADUAL Nº 46.873, DE 13 DE DEZEMBRO DE 2019 – REGULAMENTA O
SISTEMA DE CONTROLE INTERNO NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO;
12. LEI FEDERAL Nº 8.429, DE 02 DE JUNHO DE 1992 – LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA;
13. LEI ESTADUAL Nº 7.989, DE 14 DE JUNHO DE 2018 – CRIA O SISTEMA DE CONTROLE
INTERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

Base legal e bibliográfica:

1. PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988: PLANO


PLURIANUAL, LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIA E LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL (Seção II – Dos
Orçamentos, art. 165 a 169)

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SEÇÃO II

DOS ORÇAMENTOS

Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:

I - o plano plurianual;

II - as diretrizes orçamentárias;

III - os orçamentos anuais.

§ 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes,


objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas
decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.

§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração


pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente,
orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação
tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.

§ 3º O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre,
relatório resumido da execução orçamentária.

§ 4º Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição serão


elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional.

§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:

I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da
administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;

II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente,


detenha a maioria do capital social com direito a voto;

III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados,
da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos
pelo Poder Público.

§ 6º O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito,


sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios
de natureza financeira, tributária e creditícia.

§ 7º Os orçamentos previstos no § 5º, I e II, deste artigo, compatibilizados com o plano


plurianual, terão entre suas funções a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério
populacional.

§ 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação
de despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos
suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita,
nos termos da lei.

§ 9º Cabe à lei complementar:

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I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do
plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual;

II - estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta,


bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos;

III - dispor sobre critérios para a execução equitativa, além de procedimentos que serão
adotados quando houver impedimentos legais e técnicos, cumprimento de restos a pagar e
limitação das programações de caráter obrigatório, para a realização do disposto nos §§ 11 e 12
do art. 166. (Nova redação dada pela EC 100/19)

Redação original, acrescentado pela EC 86/15.

III - dispor sobre critérios para a execução equitativa, além de procedimentos que serão
adotados quando houver impedimentos legais e técnicos, cumprimento de restos a pagar e
limitação das programações de caráter obrigatório, para a realização do disposto no § 11 do art.
166.

§ 10. A administração tem o dever de executar as programações orçamentárias, adotando os


meios e as medidas necessários, com o propósito de garantir a efetiva entrega de bens e serviços
à sociedade. (NR) (Acrescentado pela EC 100/19)

§ 11. O disposto no § 10 deste artigo, nos termos da lei de diretrizes orçamentárias:


(Acrescentado pela EC 102/19)

I - Subordina-se ao cumprimento de dispositivos constitucionais e legais que estabeleçam metas


fiscais ou limites de despesas e não impede o cancelamento necessário à abertura de créditos
adicionais;

II - Não se aplica nos casos de impedimentos de ordem técnica devidamente justificados;

III - aplica-se exclusivamente às despesas primárias discricionárias.

§ 12. Integrará a lei de diretrizes orçamentárias, para o exercício a que se refere e, pelo menos,
para os 2 (dois) exercícios subsequentes, anexo com previsão de agregados fiscais e a proporção
dos recursos para investimentos que serão alocados na lei orçamentária anual para a
continuidade daqueles em andamento. (Acrescentado pela EC 102/19)

§ 13. O disposto no inciso III do § 9º e nos §§ 10, 11 e 12 deste artigo aplica-se exclusivamente
aos orçamentos fiscal e da seguridade social da União. (Acrescentado pela EC 102/19)

§ 14. A lei orçamentária anual poderá conter previsões de despesas para exercícios seguintes,
com a especificação dos investimentos plurianuais e daqueles em andamento. (Acrescentado
pela EC 102/19)

§ 15. A União organizará e manterá registro centralizado de projetos de investimento contendo,


por Estado ou Distrito Federal, pelo menos, análises de viabilidade, estimativas de custos e
informações sobre a execução física e financeira. (Acrescentado pela EC 102/19)

Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao


orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso
Nacional, na forma do regimento comum.

§ 1º Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados:

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I - Examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas
apresentadas anualmente pelo Presidente da República;

II - Examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais


previstos nesta Constituição e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem
prejuízo da atuação das demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de
acordo com o art. 58.

§ 2º As emendas serão apresentadas na Comissão mista, que sobre elas emitirá parecer, e
apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional.

§ 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem


somente podem ser aprovadas caso:

I - Sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias;

II - Indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de


despesa, excluídas as que incidam sobre:

a) dotações para pessoal e seus encargos;

b) serviço da dívida;

c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou

III - sejam relacionadas:

a) com a correção de erros ou omissões; ou

b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.

§ 4º As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas


quando incompatíveis com o plano plurianual.

§ 5º O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor


modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na
Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.

§ 6º Os projetos de lei do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e do orçamento anual


serão enviados pelo Presidente da República ao Congresso Nacional, nos termos da lei
complementar a que se refere o art. 165, § 9º.

§ 7º Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo, no que não contrariar o disposto nesta
seção, as demais normas relativas ao processo legislativo.

§ 8º Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei


orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o
caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização
legislativa.

§ 9º As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 1,2%


(um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto
encaminhado pelo Poder Executivo, sendo que a metade deste percentual será destinada a
ações e serviços públicos de saúde. (Acrescentado pela EC 86/15)

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§ 10. A execução do montante destinado a ações e serviços públicos de saúde previsto no § 9º,
inclusive custeio, será computada para fins do cumprimento do inciso I do § 2º do art. 198,
vedada a destinação para pagamento de pessoal ou encargos sociais. (Acrescentado pela EC
86/15)

§ 11. É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações a que se refere o §


9º deste artigo, em montante correspondente a 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da
receita corrente líquida realizada no exercício anterior, conforme os critérios para a execução
equitativa da programação definidos na lei complementar prevista no § 9º do art. 165.
(Acrescentado pela EC 86/15)

§ 12. A garantia de execução de que trata o § 11 deste artigo aplica-se também às programações
incluídas por todas as emendas de iniciativa de bancada de parlamentares de Estado ou do
Distrito Federal, no montante de até 1% (um por cento) da receita corrente líquida realizada no
exercício anterior. (Nova redação dada pela EC 100/19)

Redação original, acrescentado pela EC 86/15.

§ 12. As programações orçamentárias previstas no § 9º deste artigo não serão de execução


obrigatória nos casos dos impedimentos de ordem técnica.

§ 13. As programações orçamentárias previstas nos §§ 11 e 12 deste artigo não serão de


execução obrigatória nos casos dos impedimentos de ordem técnica. (Nova redação dada pela
EC 100/19)

Redação original, acrescentado pela EC 86/15.

§ 13. Quando a transferência obrigatória da União, para a execução da programação prevista no


§11 deste artigo, for destinada a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios, independerá da
adimplência do ente federativo destinatário e não integrará a base de cálculo da receita corrente
líquida para fins de aplicação dos limites de despesa de pessoal de que trata o caput do art. 169.

§ 14. Para fins de cumprimento do disposto nos §§ 11 e 12 deste artigo, os órgãos de execução
deverão observar, nos termos da lei de diretrizes orçamentárias, cronograma para análise e
verificação de eventuais impedimentos das programações e demais procedimentos necessários
à viabilização da execução dos respectivos montantes. (Nova redação dada pela EC 100/19)

I - (revogado);

II - (revogado);

III - (revogado);

IV - (revogado).

Redação original, acrescentado pela EC 86/15.

§ 14. No caso de impedimento de ordem técnica, no empenho de despesa que integre a


programação, na forma do § 11 deste artigo, serão adotadas as seguintes medidas:
(Acrescentado pela EC 86/15)

I - Até 120 (cento e vinte) dias após a publicação da lei orçamentária, o Poder Executivo, o Poder
Legislativo, o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública enviarão ao Poder
Legislativo as justificativas do impedimento;

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II - Até 30 (trinta) dias após o término do prazo previsto no inciso I, o Poder Legislativo indicará
ao Poder Executivo o remanejamento da programação cujo impedimento seja insuperável;

III - Até 30 de setembro ou até 30 (trinta) dias após o prazo previsto no inciso II, o Poder
Executivo encaminhará projeto de lei sobre o remanejamento da programação cujo
impedimento seja insuperável;

IV - se, até 20 de novembro ou até 30 (trinta) dias após o término do prazo previsto no inciso III,
o Congresso Nacional não deliberar sobre o projeto, o remanejamento será implementado por
ato do Poder Executivo, nos termos previstos na lei orçamentária.

§ 15. (Revogado). (Revogado pela EC 100/19)

Redação original, acrescentado pela EC 86/15.

§ 15. Após o prazo previsto no inciso IV do § 14, as programações orçamentárias previstas no §


11 não serão de execução obrigatória nos casos dos impedimentos justificados na notificação
prevista no inciso I do § 14.

§ 16. Quando a transferência obrigatória da União para a execução da programação prevista nos
§§ 11 e 12 deste artigo for destinada a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios, independerá
da adimplência do ente federativo destinatário e não integrará a base de cálculo da receita
corrente líquida para fins de aplicação dos limites de despesa de pessoal de que trata o caput
do art. 169. (Nova redação dada pela EC 100/19)

Redação original, acrescentado pela EC 86/15.

§ 16. Os restos a pagar poderão ser considerados para fins de cumprimento da execução
financeira prevista no § 11 deste artigo, até o limite de 0,6% (seis décimos por cento) da receita
corrente líquida realizada no exercício anterior.

§ 17. Os restos a pagar provenientes das programações orçamentárias previstas nos §§ 11 e 12


poderão ser considerados para fins de cumprimento da execução financeira até o limite de 0,6%
(seis décimos por cento) da receita corrente líquida realizada no exercício anterior, para as
programações das emendas individuais, e até o limite de 0,5% (cinco décimos por cento), para
as programações das emendas de iniciativa de bancada de parlamentares de Estado ou do
Distrito Federal. (Nova redação dada pela EC 100/19)

Redação original, acrescentado pela EC 86/15.

§ 17. Se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa poderá resultar no não
cumprimento da meta de resultado fiscal estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias, o
montante previsto no § 11 deste artigo poderá ser reduzido em até a mesma proporção da
limitação incidente sobre o conjunto das despesas discricionárias.

§ 18. Se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa poderá resultar no não
cumprimento da meta de resultado fiscal estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias, os
montantes previstos nos §§ 11 e 12 deste artigo poderão ser reduzidos em até a mesma
proporção da limitação incidente sobre o conjunto das demais despesas discricionárias. (Nova
redação dada pela EC 100/19)

Redação original, acrescentado pela EC 86/15.

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§ 18. Considera-se equitativa a execução das programações de caráter obrigatório que atenda
de forma igualitária e impessoal às emendas apresentadas, independentemente da autoria.

§ 19. Considera-se equitativa a execução das programações de caráter obrigatório que observe
critérios objetivos e imparciais e que atenda de forma igualitária e impessoal às emendas
apresentadas, independentemente da autoria. (Acrescentado pela EC 100/19)

§ 20. As programações de que trata o § 12 deste artigo, quando versarem sobre o início de
investimentos com duração de mais de 1 (um) exercício financeiro ou cuja execução já tenha
sido iniciada, deverão ser objeto de emenda pela mesma bancada estadual, a cada exercício, até
a conclusão da obra ou do empreendimento. (NR) (Acrescentado pela EC 100/19)

Art. 166-A. As emendas individuais impositivas apresentadas ao projeto de lei orçamentária


anual poderão alocar recursos a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios por meio de:
(Acrescentado pela EC 105/19, efeitos a partir de 1°.01.20)

I - Transferência especial; ou

II - Transferência com finalidade definida.

§ 1º Os recursos transferidos na forma do caput deste artigo não integrarão a receita do Estado,
do Distrito Federal e dos Municípios para fins de repartição e para o cálculo dos limites da
despesa com pessoal ativo e inativo, nos termos do § 16 do art. 166, e de endividamento do
ente federado, vedada, em qualquer caso, a aplicação dos recursos a que se refere o caput deste
artigo no pagamento de:

I - Despesas com pessoal e encargos sociais relativas a ativos e inativos, e com pensionistas; e

II - Encargos referentes ao serviço da dívida.

§ 2º Na transferência especial a que se refere o inciso I do caput deste artigo, os recursos:

I - Serão repassados diretamente ao ente federado beneficiado, independentemente de


celebração de convênio ou de instrumento congênere;

II - Pertencerão ao ente federado no ato da efetiva transferência financeira; e

III - Serão aplicadas em programações finalísticas das áreas de competência do Poder Executivo
do ente federado beneficiado, observado o disposto no § 5º deste artigo.

§ 3º O ente federado beneficiado da transferência especial a que se refere o inciso I do caput


deste artigo poderá firmar contratos de cooperação técnica para fins de subsidiar o
acompanhamento da execução orçamentária na aplicação dos recursos.

§ 4º Na transferência com finalidade definida a que se refere o inciso II do caput deste artigo, os
recursos serão:

I - Vinculados à programação estabelecida na emenda parlamentar; e

II - Aplicados nas áreas de competência constitucional da União.

§ 5º Pelo menos 70% (setenta por cento) das transferências especiais de que trata o inciso I do
caput deste artigo deverão ser aplicadas em despesas de capital, observada a restrição a que se
refere o inciso II do § 1º deste artigo.

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Art. 167. São vedados:

I - O início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual;

II - A realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos


orçamentários ou adicionais;

III - A realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital,
ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade
precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta;

IV - A vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do


produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de
recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do
ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado,
respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações
de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º
deste artigo; (Redação dada pela EC 42/03)

Redação anterior dada pela EC 29/00.

IV -a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do


produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, , a destinação de
recursos para as ações e serviços públicos de saúde e para manutenção e desenvolvimento do
ensino, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, e art. 212, e a prestação de
garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem
como o disposto no § 4º deste artigo;

Redação anterior dada pela EC 3/93.

IV- a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do


produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de
recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino, como determinado pelo art. 212, e a
prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165,
§ 8º, bem assim o disposto no § 4º deste artigo;

Redação original.

IV – A vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do


produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 159, a destinação de recursos
para manutenção e desenvolvimento do ensino, como determinado pelo art. 212, e a prestação
de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8.º;

V - A abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem


indicação dos recursos correspondentes;

VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de


programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;

VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados;

VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos orçamentos fiscal e da
seguridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos,
inclusive dos mencionados no art. 165, § 5º;

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IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.

X - a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por


antecipação de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para
pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios. (Acrescentado pela EC 19/98)

XI - a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais de que trata o art. 195, I, a,
e II, para a realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral de
previdência social de que trata o art. 201. (Acrescentado pela EC 20/98)

XII - na forma estabelecida na lei complementar de que trata o § 22 do art. 40, a utilização de
recursos de regime próprio de previdência social, incluídos os valores integrantes dos fundos
previstos no art. 249, para a realização de despesas distintas do pagamento dos benefícios
previdenciários do respectivo fundo vinculado àquele regime e das despesas necessárias à sua
organização e ao seu funcionamento; (Acrescentado pela EC 103/19)

XIII - a transferência voluntária de recursos, a concessão de avais, as garantias e as subvenções


pela União e a concessão de empréstimos e de financiamentos por instituições financeiras
federais aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios na hipótese de descumprimento das
regras gerais de organização e de funcionamento de regime próprio de previdência social.
(Acrescentado pela EC 103/19)

§ 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado
sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime
de responsabilidade.

§ 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem


autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele
exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento
do exercício financeiro subsequente.

§ 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas


imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade
pública, observado o disposto no art. 62.

§ 4º É permitida a vinculação de receitas próprias geradas pelos impostos a que se referem os


arts. 155 e 156, e dos recursos de que tratam os arts. 157, 158 e 159, I, a e "b", e II, para a
prestação de garantia ou contragarantia à União e para pagamento de débitos para com esta.
(Acrescentado pela EC 3/93)

§ 5º A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de


programação para outra poderão ser admitidos, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia
e inovação, com o objetivo de viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções,
mediante ato do Poder Executivo, sem necessidade da prévia autorização legislativa prevista no
inciso VI deste artigo. (Acrescentado pela EC 85/15)

Art. 168. Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos


suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, do
Ministério Público e da Defensoria Pública, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês,
em duodécimos, na forma da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º. (Nova redação
dada pela EC 45/04)

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Redação original.

Art. 168. Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos


suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário e do
Ministério Público, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês, na forma da lei
complementar a que se refere o art. 165, § 9º.

Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar.

§ 1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos,


empregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão ou
contratação de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou
indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público, só poderão ser feitas:
(Redação dada pela EC 19/98)

I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de


pessoal e aos acréscimos dela decorrentes;

II - se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas


públicas e as sociedades de economia mista.

§ 2º Decorrido o prazo estabelecido na lei complementar referida neste artigo para a adaptação
aos parâmetros ali previstos, serão imediatamente suspensos todos os repasses de verbas
federais ou estaduais aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios que não observarem os
referidos limites. (Acrescentado pela EC 19/98)

§ 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo fixado
na lei complementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
adotarão as seguintes providências: (Acrescentado pela EC 19/98)

I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de
confiança;

II - exoneração dos servidores não estáveis.

§ 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para
assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo, o servidor
estável poderá perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes
especifique a atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de
pessoal. (Acrescentado pela EC 19/98)

§ 5º O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização
correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço. (Acrescentado pela EC 19/98)

§ 6º O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considerado extinto,
vedada a criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo
prazo de quatro anos. (Acrescentado pela EC 19/98)

§ 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação do disposto
no § 4º. (Acrescentado pela EC 19/98)

Redação original.

10
Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar.

Parágrafo único. A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de


cargos ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão de pessoal, a qualquer
título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclusive fundações
instituídas e mantidas pelo poder público, só poderão ser feitas:

I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de


pessoal e aos acréscimos dela decorrentes;

II - se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas


públicas e as sociedades de economia mista.

2. PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO NA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO:


PLANO PLURIANUAL, LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIA E LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL (Seção
II – Dos Orçamentos, art. 209 a 213)

Seção II

DOS ORÇAMENTOS (arts. 209 a 213)

Art. 209 - Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:

I - o plano plurianual;

II - as diretrizes orçamentárias;

III - os orçamentos anuais.

§ 1º - A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes,


objetivos e metas da administração pública estadual para as despesas de capital e outras delas
decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.

§ 2º - A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração


pública estadual, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente,
orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação
tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.

§ 3º - O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre,
relatório resumido da execução orçamentária.

§ 4º - Os planos e programas estaduais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição serão


elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pela Assembléia Legislativa.

§ 5º - A lei orçamentária anual compreenderá:

I - o orçamento fiscal referente aos Poderes do Estado, seus fundos, órgãos e entidades da
administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;

II - o orçamento de investimento das empresas em que o Estado, direta ou indiretamente,


detenha a maioria do capital social com direito a voto;

11
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados,
da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos
pelo Poder Público.

§ 6º - O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo regionalizado do


efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e
benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia.

§ 7º - Os orçamentos previstos no § 5º, I e II, deste artigo, compatibilizados com o plano


plurianual, terão entre suas funções a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério
populacional.

§ 8º - A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação
da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos
suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita,
nos termos da lei.

* § 9º Cabe a Lei Complementar:

I - dispor sobre critérios para a execução equitativa, além de procedimentos que serão adotados
quando houver impedimentos legais e técnicos, cumprimento de restos a pagar e limitação das
programações de caráter obrigatório, para a realização do disposto nos §§ 11 e 12 do art. 210.

* Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 75, de 18/12/2019 (D.O. 20/12/2019)

* § 10. A administração tem o dever de executar as programações orçamentárias,


adotando os meios e as medidas necessários, com o propósito de garantir a efetiva entrega de
bens e serviços à sociedade.

* Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 75, de 18/12/2019 (D.O. 20/12/2019)

Art. 210 Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao


orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pela Assembleia Legislativa.

§ 1º Caberá a uma comissão permanente de Deputados:

I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas
apresentadas anualmente pelo Governador do Estado;

II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas estaduais, regionais e setoriais


previstos nesta Constituição e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem
prejuízo da atuação das demais Comissões da Assembleia Legislativa, criadas de acordo com o
artigo 109, desta Constituição.

§ 2º As emendas serão apresentadas na Comissão, que sobre elas emitirá parecer, e apreciadas,
na forma regimental, pelo Plenário.

§ 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual, ou aos projetos que o modifiquem,


somente podem ser aprovadas caso:

I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias;

II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de


despesa, excluídas as que incidam sobre:

a) dotações para pessoal e seus encargos;

12
b) serviço da dívida;

c) transferências tributárias constitucionais para Municípios;

III - sejam relacionadas:

a) com a correção de erros ou omissões ou

b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.

§ 4º O Governador do Estado poderá enviar mensagem à Assembleia Legislativa para propor


modificação nos projetos a que se refere este artigo, enquanto não iniciada a votação, na
Comissão permanente, da parte cuja alteração é proposta.

§ 5º - Os projetos de lei do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e do orçamento anual


serão enviados pelo Governador do Estado à Assembleia Legislativa, nos termos da lei
complementar a que se refere o artigo 165, § 9º, da Constituição da República.

§ 6º Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo, no que não contrariar o disposto nesta
seção, as demais normas relativas ao processo legislativo.

§ 7º Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei


orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o
caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização
legislativa.

§ 8º Na apreciação e votação do orçamento anual o Poder Executivo colocará à disposição do


Poder Legislativo todas as informações sobre a situação do endividamento do Estado,
detalhadas para cada empréstimo existente, e acompanhadas das agregações e consolidações
pertinentes.

* § 9º As emendas individuais e de bancada de parlamentares por regiões de governo


ao projeto de lei orçamentária serão de 0,37% (zero virgula trinta e sete por cento) da receita
corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder Executivo, dos quais serão, no
mínimo de 30% (trinta por cento) destinado para serviços de saúde e no mínimo de 30% (trinta
por cento) para educação.

* Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 75, de 18/12/2019 (D.O. 20/12/2019)

* § 10 A execução do montante destinado a ações e serviços públicos de saúde e


educação previsto no inciso I do § 9º, inclusive custeio, será computada para fins do
cumprimento do inciso II do § 2º do art. 198 da Constituição Federal, vedada a destinação para
pagamento de pessoal ou encargos sociais.

* Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 75, de 18/12/2019 (D.O. 20/12/2019)

* § 11 É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações a que se


refere o § 9º deste artigo, em montante correspondente a 0,37% (zero vírgula trinta e sete por
cento) da receita corrente líquida realizada no exercício anterior, conforme os critérios para a
execução equitativa da programação definidos na lei complementar prevista no § 9º do art. 165
(da C.F).

* Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 75, de 18/12/2019 (D.O. 20/12/2019)

13
* § 12 A garantia de execução de que trata o § 11 deste artigo aplica-se também às
programações incluídas por todas as emendas individuais e de bancada de parlamentares por
regiões de governo, no montante de até 0,37% (zero vírgula trinta e sete por cento) da receita
corrente líquida realizada no exercício anterior.

* Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 75, de 18/12/2019 (D.O. 20/12/2019)

* § 13 As programações orçamentárias previstas nos §§ 11 e 12 deste artigo não serão


de execução obrigatória nos casos dos impedimentos de ordem técnica.

* Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 75, de 18/12/2019 (D.O. 20/12/2019)

* § 14 Quando a transferência obrigatória do Estado para a execução da programação


prevista nos §§ 11 e 12 deste artigo for destinada a Municípios, independerá da adimplência do
ente federativo destinatário e não integrará a base de cálculo da receita corrente líquida para
fins de aplicação dos limites de despesa de pessoal de que trata o caput do art. 169 da
Constituição Federal.

* Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 75, de 18/12/2019 (D.O. 20/12/2019)

* § 15 Se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa poderá resultar no


não cumprimento da meta de resultado fiscal estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias, os
montantes previstos nos §§ 11 e 12 deste artigo poderão ser reduzidos em até a mesma
proporção da limitação incidente sobre o conjunto das demais despesas discricionárias.

* Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 75, de 18/12/2019 (D.O. 20/12/2019)

* § 16 Considera-se equitativa a execução das programações de caráter obrigatório que


observe critérios objetivos e imparciais e que atenda de forma igualitária e impessoal às
emendas apresentadas, independentemente da autoria.

* Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 75, de 18/12/2019 (D.O. 20/12/2019)

* § 17 As programações de que trata o § 12 deste artigo, quando versarem sobre o início


de investimentos com duração de mais de 1 (um) exercício financeiro ou cuja execução já tenha
sido iniciada, deverão ser objeto de emenda pela mesma bancada, a cada exercício, até a
conclusão da obra ou do empreendimento.

* Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 75, de 18/12/2019 (D.O. 20/12/2019)

Nota: Artigos 2º e 3º da Emenda Constitucional nº 75, de 18/12/2019 (D.O. 20/12/2019) - Art.


2º A partir do 3º (terceiro) ano posterior à promulgação desta Emenda Constitucional até o
último exercício de vigência do regime previsto na Emenda Constitucional Federal nº 95, de 15
de dezembro de 2016, a execução prevista no § 12 do art. 210 da Constituição Estadual
corresponderá ao montante de execução obrigatória para o exercício anterior, corrigido na
forma estabelecida no inciso II do § 1º do art. 107 do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias da Constituição Federal. - Art. 3º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data
de sua publicação e produzirá efeitos a partir da execução orçamentária do exercício financeiro
subsequente ao término do Regime de Recuperação Fiscal.

Art. 211 - São vedados:

I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual, bem como a
paralisação de programas ou projetos nas áreas de educação, saúde e habitação já iniciados,

14
havendo recursos orçamentários específicos ou possibilidade de suplementação dos mesmos,
quando se tenham esgotado;

II - a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos


orçamentários ou adicionais;

III - a realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital,
ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade
precisa, aprovados pela Assembleia Legislativa, por maioria absoluta;

IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do


produto da arrecadação dos impostos a que se referem os artigos 158 e 159 da Constituição da
República, a destinação de recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino como
determinado pelo artigo 212 da Constituição da República, a prestação de garantia às operações
de crédito por antecipação de receita previstas no artigo 165, § 8º, da Constituição da República
e a destinação de recursos para as entidades públicas de fomento ao ensino e à pesquisa
científica e tecnológica, prevista no artigo 218, § 5º, da Constituição da República;

V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem


indicação dos recursos correspondentes;

VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de


programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;

VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados;

VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos orçamentos fiscal e da
seguridade social, para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos,
inclusive dos mencionados no artigo 209, § 5º, desta Constituição;

IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.

§ 1º - Nenhum investimento, cuja execução ultrapasse um exercício financeiro, poderá ser


iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena
de crime de responsabilidade.

§ 2º - Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem


autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele
exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento
do exercício financeiro subsequente.

§ 3º - A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas


imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade
pública, observado o processo legislativo do artigo 167, § 3º, da Constituição da República.

§ 4º - Fica vedada ao Estado e aos Municípios a contratação de empréstimos sob garantia de


receitas futuras sem previsão do impacto a recair nas subsequentes administrações financeiras
estadual e municipais.

Art. 212 - Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos


suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário e do
Ministério Público, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês, na forma da lei
complementar a que se refere o artigo 165, § 9º, da Constituição da República.

15
* Art. 212 – Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os
créditos suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário,
do Ministério Público e da Defensoria Pública, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês,
na forma da Lei Complementar a que se refere o artigo 165, § 9º, da Constituição da República
Federativa do Brasil.

* Nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 24, de 05 de março de 2002.

* Art. 212 - Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos


suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, do
Ministério Público, da Procuradoria Geral do Estado e da Defensoria Pública, ser-lhes-ão
entregues até o dia 20 de cada mês, na forma da lei complementar a que se refere o artigo 165,
§ 9º, da Constituição da República Federativa do Brasil.

* Nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 26, de 10 de abril de 2002.

* STF - ADIN - 732-7/600, de 1992 - Decisão da Liminar: “Apresentado o feito em mesa, o


julgamento foi adiado em virtude do adiantado da hora. - Plenário, 13.05.1992. Por votação
UNÂNIME, o Tribunal CONHECEU EM PARTE do requerimento de medida cautelar e nessa parte
o deferiu, para suspender a eficácia do parágrafo único do art. 209 (atual art. 212) da
Constituição do Estado do Rio de Janeiro. Votou o Presidente. - Plenário, 22.05.1992. Publicada
no D.J. Seção I de 21.08.92, página 12.782 e 02.06.92.

Ementa: Ação Direta de Inconstitucionalidade - função jurídica - caráter não-satisfativo -


providencias materiais reclamadas - impossibilidade de sua adoção. despesas correntes de
custeio - norma constitucional estadual que as exclui da incidência do art. 168 da carta federal
(ce/rj, art. 209, parágrafo único) - plausibilidade jurídica e "periculum in mora" configurados -
cautelar deferida. - A Ação Direta de Inconstitucionalidade, quando ajuizada em face de
comportamento positivo do poder público, não legitima, em face de sua natureza mesma, a
adoção de quaisquer providências satisfativas tendentes a concretizar o atendimento de
injunções determinadas pelo tribunal. Em uma palavra: A Ação Direta não pode ultrapassar, sob
pena de descaracterizar-se como via de tutela abstrata do direito constitucional positivo, os seus
próprios fins, que se traduzem na exclusão, do ordenamento estatal, dos atos incompatíveis
com o texto da constituição. O Supremo Tribunal Federal, ao exercer em abstrato a tutela
jurisdicional do direito objetivo positivado na Constituição da República, atua, apenas, como
legislador negativo. - O comando emergente da norma inscrita no art. 168 da Constituição
Federal tem por destinatário especifico o poder executivo, que está juridicamente obrigado a
entregar, em consequência desse encargo constitucional, até o dia 20 de cada mês, ao
legislativo, ao judiciário e ao ministério público, os recursos orçamentários, inclusive aqueles
correspondentes aos créditos adicionais, que foram afetados, mediante lei, a esses órgãos
estatais. - A prerrogativa deferida ao legislativo, ao judiciário e ao ministério público pela regra
consubstanciada no art. 168 da lei fundamental da república objetiva assegurar-lhes, em grau
necessário, o essencial coeficiente de autonomia institucional. A "ratio" subjacente a essa norma
de garantia radica-se no compromisso assumido pelo legislador constituinte de conferir as
instituições destinatárias do "favor constitutionis" o efetivo exercício do poder de autogoverno
que irrecusavelmente lhes compete. - Assume inquestionável plausibilidade jurídica a tese,
deduzida em sede de controle normativo abstrato, que sustenta a impossibilidade de o estado-
membro restringir a eficácia do preceito consubstanciado no art. 168 da Constituição Federal.
Essa norma constitucional impõe-se a observância compulsória das unidades políticas da
federação e não parece admitir - para efeito de liberação mensal das quotas duodecimais -

16
qualquer discriminação quanto a natureza dos recursos orçamentários, sejam estes referentes,
ou não, as despesas correntes de custeio.

DECISÃO: Ação Direta de Inconstitucionalidade do parágrafo único do art. 209 da Constituição


do Estado do Rio de Janeiro, que exclui do prazo - de até o dia 20 de cada mês - para o repasse
do duodécimo orçamentário os recursos para despesa de pessoal, incluindo subsídios e
representações.

Alega-se, em suma, afronta ao art. 168 da Constituição Federal, na redação anterior à EC 45/04.

A medida liminar foi deferida em sessão de 22.5.92.

Ocorre que tanto o dispositivo impugnado quanto o parâmetro federal foram alterados
posteriormente à propositura da ação.

No que toca ao art. 168, da Constituição Federal, a EC 45/04 limitou-se a incluir os recursos
relativos à Defensoria Pública na regra de repasse dos duodécimos, pelo que não há falar em
alteração apta a causar o prejuízo da ação no ponto.

Quanto o texto do art. 209, da Constituição Estadual, a inserção dos novos textos dos arts. 124,
125 e 126 pela EC est. 4/91 modificou-lhe a numeração, passando a vigorar no parágrafo único
do art. 212, conforme ressaltou o il. Procurador-Geral da República em seu parecer.

Ora, assentou o Supremo Tribunal Federal que a mera renumeração do preceito constitucional
estadual questionado, mantido na íntegra o texto original, não prejudica a ação direta, desde
que promovido o aditamento à petição inicial (v.g., ADIn 246, Pleno, Eros Grau, DJ 29.4.05).

No caso, passados mais de quinze (15) anos da alteração na Constituição Estadual, a proponente
não promoveu o necessário aditamento.

Nem é o caso de se abrir prazo para tanto, pois, de acordo com o sítio da Assembleia Legislativa
do Estado do Rio de Janeiro na internet, o parágrafo único do art. 212 foi revogado pela EC est.
37, de 31 de maio de 2006.

Esse o quadro, julgo prejudicada a ação (RISTF, art. 21, IX).

Arquive-se.

Brasília, 1º de junho de 2007.

Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE – Relator

Publicação DJ 08/06/2007

* Art. 212 – Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os


créditos suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário,
do Ministério Público e da Defensoria Pública, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês,
em duodécimos, na forma da Lei complementar a que se refere o art. 207.

* Nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 37, de 31 de maio de 2006.

* * Parágrafo único - Ficam ressalvados os recursos para despesa de pessoal, incluindo subsídios
e representações, que serão entregues em condições uniformes aos Poderes Executivo,
Legislativo e Judiciário.

17
* Revogado pela Emenda Constitucional nº 37, de 31 de maio de 2006.

* Art. 213 - A despesa com pessoal ativo e inativo do Estado não poderá exceder os limites
estabelecidos em lei complementar.

§ 1º - A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos ou


alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão de pessoal, a qualquer título, pelos
órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclusive fundações instituídas e
mantidas pelo Poder Público, só poderão ser feitas:

I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de


pessoal e aos acréscimos dela decorrentes;

II - se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas


públicas e as sociedades de economia mista.

§ 2º - Todo e qualquer incentivo fiscal concedido pelo Estado não será considerado para redução
do limite de que trata este artigo.

* Regulamentado pela Lei Complementar nº 84, de 14 de maio de 1996, que regulamenta o


artigo 213 da Constituição Estadual e dá outras providências.

3. LEI FEDERAL N° 4.320, DE 17 DE MARÇO DE 1964 (Título I – Da Lei do Orçamento; Título


II – Da Proposta Orçamentária; Título III – Da Elaboração da Lei de Orçamento; Título IV – Do
Exercício Financeiro.

(PUBLICAÇÃO CONSOLIDADA DA LEI 4.320, DE 17 DE MARÇO DE 1964,

DETERMINADA PELO ART. 12 DA LEI 9.528, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1997).

LEI N.º 4.320, DE 17 DE MARÇO DE 1964

Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos “e
balanços da União, dos Estados”, dos Municípios e do Distrito Federal.

Art. 1º: Esta lei estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos
orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, de acordo
com o disposto no art. 5º , inciso XV, letra b, da Constituição Federal.

Título I: Da Lei de Orçamento;

Título II – Da Proposta Orçamentária;

Título III – Da Elaboração da Lei de Orçamento;

Título IV – Do Exercício Financeiro.

Para fins de estudos, consulte a lei na íntegra em:


https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/344/2018/08/Lei-4.320-64.pdf

18
4. LEI COMPLEMENTAR N° 101, DE 04 DE MAIO DE 2000 – LEI DE RESPONSABILIDADE
FISCAL (Capítulo I – Disposições Preliminares; Capítulo II: Seção II – Da Lei de Diretrizes
Orçamentária; Seção III – Da Lei Orçamentária Anual; Seção IV – Da Execução Orçamentária e
dos Cumprimentos De Metas; Capítulo IV: Seção II – Das Despesas com Pessoal; Capítulo VII –
Da Dívida Pública e do Endividamento);

A Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000 (conhecida como Lei de Responsabilidade


Fiscal), de iniciativa do Poder Executivo da União, tem por objeto, organizar as finanças públicas,
à medida que estabelecia limites para os órgãos administrativos funcionarem. Inicialmente,
entendia-se que essa lei apenas consistia em prestação de contas públicas, sobretudo pelas
eventuais ingerências em relação ao erário e pelo desajuste econômico.

Para estudos, a íntegra da lei se encontra em:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp101.htm

Para leitura, resumo e facilitar a sua compreensão, recomendo o artigo de Matheus Guilherme
dos Santos Morais: A importância da Lei Complementar nº 101/2000 e o exercício da
responsabilidade fiscal no âmbito da gestão administrativa do poder público. 01/10/2017.

Disponível em: https://ambitojuridico.com.br/cadernos/direito-administrativo/a-importancia-


da-lei-complementar-n-101-2000-e-o-exercicio-da-responsabilidade-fiscal-no-ambito-da-
gestao-administrativa-do-poder-publico/

5. LEI ESTADUAL N° 287, DE 04 DE DEZEMBRO DE 1979, A QUAL APROVA O CÓDIGO DE


ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E CONTABILIDADE PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E
DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS (Título I – Das Disposições Introdutórias; Título II – Do Exercício
Financeiro; Título III – Da Proposta e Da Elaboração Orçamentária; Título IV – Da Lei Do
Orçamento; Título V – Da Execução Orçamentária);

No Art. 1º: Este Código estabelece normas e princípios para ordenar, disciplinar e fiscalizar a
Administração Financeira e a Contabilidade Pública do Estado do Rio de Janeiro.

Disponível na íntegra em:

http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/contlei.nsf/bc008ecb13dcfc6e03256827006dbbf5/ec546e9e252e
e4ce032565cc0071c428?OpenDocument#:~:text=Lei%20Ordin%C3%A1ria&text=LEI%20N%C2
%BA%20287%2C%20DE%2004,JANEIRO%20E%20D%C3%81%20OUTRAS%20PROVID%C3%8AN
CIAS.&text=Art.

6. DELIBERAÇÃO TCE N° 278, DE 24 DE AGOSTO DE 2017. A QUAL DISPÕE SOBRE


APRESENTAÇÃO DA PRESTAÇÃO DE CONTAS ANUAL DE GESTÃO, NO ÂMBITO DA
ADMINISTRAÇÃO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS (somente o corpo textual da deliberação, sem
considerar os anexos);

Art. 1º Esta Deliberação dispõe sobre a apresentação da Prestação de Contas Anual de Gestão,
no âmbito da Administração estadual, e dá outras providências.

Parágrafo único. Para os efeitos do caput deste artigo, a Administração estadual abrange:

I – Os órgãos e entidades integrantes da administração direta dos Poderes Executivo, Legislativo


e Judiciário, do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro;

19
II – fundos especiais, constituídos como unidades gestoras, vinculadas a órgãos ou entidades do
Estado;

III – autarquias e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público estadual;

IV – consórcios do qual o Estado seja partícipe;

V – empresas públicas e sociedades de economia mista controladas direta ou indiretamente


pelo Poder Público estadual;

VI – Regimes Próprios de Previdência Social – RPPS, independentemente da forma jurídica de


constituição;

VII – demais unidades que, em razão de previsão legal, devam prestar contas ao Tribunal.

Art. 2º Para os fins do disposto nesta Deliberação entende-se como:

I – Prestação de Contas Anual de Gestão (PCA): o conjunto de dados, demonstrativos,


documentos e informações de natureza contábil, financeira, orçamentária, patrimonial e
operacional encaminhados anualmente ao TCE-RJ, organizados de forma a permitir o
julgamento técnico sobre as contas.

II – Responsável pela PCA: aquele revestido de competência para gerir os recursos da unidade
jurisdicionada, no exercício a que se referem as contas.

III - Responsável pelo encaminhamento da PCA: o titular da unidade jurisdicionada, à época do


envio do PCA ao Tribunal.

IV – Unidade Central de Controle Interno: a unidade administrativa integrante do sistema de


controle interno da Administração Pública estadual, incumbida da coordenação, do
planejamento, da normatização e do controle das atividades do sistema de controle interno,
bem como do apoio às atividades de controle externo exercidas pelo Tribunal de Contas.

V – Critério Técnico de Seletividade: a metodologia de trabalho para seleção de unidades


gestoras de interesse para fiscalização, observados os conceitos de materialidade, relevância,
risco e oportunidade.

CAPÍTULO II: DA CONSTITUIÇÃO DOS PROCESSOS DE PRESTAÇÕES DE CONTAS

SEÇÃO I

Dos Critérios de Apresentação

Art. 3º A Prestação de Contas Anual de Gestão deverá ser apresentada exclusivamente por meio
eletrônico e será composta pela base de dados do Sistema Integrado de Gestão Fiscal – SIGFIS
e, quando couber, pelos documentos previstos nos ANEXOS desta Deliberação.

Parágrafo único. O cumprimento do dever legal de apresentação da prestação de contas


somente será considerado atendido com o encaminhamento dos dados referentes aos Informes
Mensais do SIGFIS, nos termos do disposto em Deliberação específica deste Tribunal.

Art. 4º A Prestação de Contas Anual de Gestão será constituída como processo neste TCE-RJ,
para fins de instrução e julgamento, quando as unidades jurisdicionadas forem selecionadas
para este fim, conforme critérios técnicos de seletividade.

20
§ 1º O Tribunal divulgará, até 31 de dezembro de cada ano, por ato do Secretário-Geral de
Controle Externo autorizado pela Presidência, as unidades jurisdicionadas selecionadas, cujos
responsáveis terão processo de Prestação de Contas Anual de Gestão, constituído para fins de
instrução e julgamento.

§ 2º A Prestação de Contas Anual de Gestão dos responsáveis pela Assembleia Legislativa,


Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Ministério Público e entidade ou órgão que tenha por
finalidade a administração, o gerenciamento e a operacionalização do Regime Próprio de
Previdência Social – RPPS – do Estado do Rio de Janeiro terá, obrigatoriamente, processo
constituído anualmente para fins de instrução e julgamento.

§ 3º O Plenário ou o Secretário-Geral de Controle Externo com aprovação da Presidência,


poderão determinar a constituição de processos de Prestação de Contas Anual de Gestão de
unidades jurisdicionadas não selecionadas.

SEÇÃO II

Da Organização e Composição

Art. 5º O conteúdo das prestações de contas constituídas para fins de instrução e julgamento,
compreenderá, além da base de dados do SIGFIS, o rol de documentos complementares
integrantes dos ANEXOS desta Deliberação exigidos de acordo com a natureza jurídica de cada
unidade jurisdicionada.

Parágrafo único. Nos casos de inexistência de quaisquer documentos obrigatórios referenciados


nos ANEXOS que integram esta Deliberação, a autoridade competente deverá apresentar
declaração negativa, devidamente justificada no mesmo formato previsto para o item do
documento correspondente.

Art. 6º Os registros evidenciados nos documentos encaminhados a este TCE-RJ, por imposição
desta Deliberação, deverão ser apresentados em obediência às normas constitucionais e
infraconstitucionais, observadas, no que couber, as normas brasileiras de contabilidade editadas
pelo Conselho Federal de Contabilidade, além daquelas oriundas de outros órgãos
regulamentadores.

SEÇÃO III

Dos Prazos

Art. 7º A documentação prevista nos ANEXOS integrantes desta Deliberação, relativa às


prestações de contas constituídas para fins de instrução e julgamento, deverá ser remetida por
meio do sistema informatizado e-TCERJ no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contados do
encerramento do exercício financeiro.

Parágrafo Único. Na hipótese do não atendimento ao estabelecido no caput deste artigo, o


Secretário-Geral de Controle Externo poderá requisitar, à unidade jurisdicionada selecionada, a
remessa da documentação.

Art. 8º Os documentos previstos nos ANEXOS desta Deliberação, referentes à Prestação de


Contas Anual de Gestão das unidades gestoras que não forem selecionados para constituição de
processos neste Tribunal para fins de instrução e julgamento, nos termos desta Deliberação,
permanecerão arquivados no órgão ou entidade de origem, ficando à disposição do TCE-RJ por
5 (cinco) anos, a contar do exercício seguinte ao exercício de competência, período em que os

21
mesmos poderão ser requisitados para encaminhamento ou exame in loco quando da realização
de auditorias.

Art. 9º Transcorrido o prazo referido no artigo anterior sem que tenha havido decisão pelo
encaminhamento de documentos, as contas serão consideradas encerradas, sem prejuízo, se
for o caso, de posterior instauração de Tomada de Contas Especial para apuração dos fatos,
identificação dos responsáveis e quantificação do dano ao erário porventura ocorrido, na forma
definida em Deliberação específica do TCE-RJ, sem prejuízo do disposto no art. 14 desta
Deliberação.

CAPÍTULO III

DO ROL DOS RESPONSÁVEIS

Art. 10. O cadastro dos responsáveis, disponível em módulo próprio no SIGFS, deverá conter a
identificação:

I – do responsável pelas contas;

II – do responsável pelo encaminhamento das contas;

III – do responsável pelo setor contábil;

IV – do responsável pela Unidade Central de Controle Interno;

V – de outros responsáveis, de acordo com a especificidade de cada unidade gestora.

§ 1º Na hipótese de haver mais de um responsável pelas contas, num mesmo exercício


financeiro, todos deverão ser arrolados com identificação do respectivo período de gestão.

§ 2º A responsabilidade pelo encaminhamento de dados e dos documentos previstos nos


ANEXOS que integram esta Deliberação caberá ao titular da unidade jurisdicionada à época do
encaminhamento das contas ao TCE-RJ.

§ 3º Nos casos de liquidação, extinção ou intervenção em autarquia, fundação pública, empresa


pública e sociedade de economia mista serão arrolados, também, o liquidante, o inventariante
ou o interventor.

§ 4º No caso de responsável falecido, o responsável pelo encaminhamento das contas deverá


identificar o inventariante ou o administrador provisório do espólio e/ou dos

CAPÍTULO IV

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 11. Os ANEXOS e MODELOS desta Deliberação serão atualizados anualmente, por ato
próprio do Secretário-Geral de Controle Externo com a aprovação da Presidência e
disponibilizados no site deste Tribunal até 31 de dezembro de cada ano.

Art. 12. A documentação relativa aos bens patrimoniais, bens em almoxarifado e tesouraria
prevista nos ANEXOS desta Deliberação deverá ser constituída, contendo, no mínimo, os
elementos constantes nos respectivos MODELOS e permanecerá arquivada no órgão ou
entidade de origem, ficando à disposição do TCE-RJ por 5 (cinco) anos, a contar do exercício
seguinte ao exercício de competência, período em que poderá ser requisitada para
encaminhamento ou exame in loco quando da realização de auditorias.

22
Art. 13. A documentação relativa à prestação de contas de transferências financeiras, referentes
a auxílios e subvenções concedidas através de termo de colaboração e fomento, deverá ser
constituída, contendo, no mínimo, os elementos constantes em ANEXO e respectivos MODELOS
desta Deliberação e permanecerá arquivada no órgão ou entidade de origem, ficando à
disposição do TCE-RJ por 5 (cinco) anos, a contar do exercício do exercício seguinte ao exercício
de competência, período em que poderá ser requisitada para encaminhamento ou exame in
loco quando da realização de auditorias.

Art. 14. As unidades jurisdicionadas deverão manter em arquivo, preferencialmente em meio


eletrônico, os documentos relacionados nos ANEXOS desta Deliberação, observada a legislação
específica relativa à política nacional de arquivos públicos, independentemente do prazo
estabelecido pelo TCE-RJ para suas ações de fiscalização.

Parágrafo único. O descumprimento do disposto no caput deste artigo poderá sujeitar o


responsável às sanções previstas no art. 63 da Lei Complementar nº 63, de 1990.

Art. 15. Os demonstrativos contábeis que compõem as prestações de contas deverão conter as
assinaturas do gestor responsável pelo encaminhamento das contas, do responsável pelo setor
contábil e os demais documentos deverão estar assinados na forma exigida nos MODELOS dos
ANEXOS desta Deliberação.

Art. 16. Excetuando-se as Prestações de Contas dos Ordenadores de Despesas das unidades
jurisdicionadas relacionadas no § 2º do art. 4º, todas as demais Prestações de Contas, de
qualquer natureza, encaminhadas ao TCE-RJ em cumprimento às Deliberações TCE-RJ nº 49/82
e nº 198/96, que constituam processos em tramitação no Corpo Instrutivo, sem decisão
plenária, a partir da entrada em vigor desta Deliberação, serão arquivadas pela Secretaria - Geral
de Controle Externo.

Art. 17. Esta Deliberação entra em vigor na data da sua publicação, produzindo efeitos em
relação às prestações de contas anuais a partir da competência 2017.

Art. 18. Ficam revogadas as disposições contrárias, em especial as Deliberações TCE-RJ nº 49/82
e nº 198/96.

7. DECRETO ESTADUAL N° 45.526, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2015, O QUAL IMPLANTA O


SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO ORÇAMENTÁRIA, FINANCEIRA E CONTÁBIL DO RIO DE
JANEIRO (SIAFE -RIO);

Implanta o Sistema Integrado de Gestão Orçamentária, Financeira e Contábil do Rio de Janeiro


(SIAFE-RIO) em substituição ao sistema integrado de administração financeira para estados e
municípios (SIAFEM/RJ), no âmbito da administração direta e indireta do poder executivo do
estado do rio de janeiro e dá outras providências.

8. BOL PM Nº. 099, DE 04 DE JUNHO DE 2020 – PROCESSOS DE SOLICITAÇÃO DE


ADIANTAMENTO FINANCEIRO E TRANSFERÊNCIA FINANCEIRA ORDINÁRIA E
EXTRAORDINÁRIA NO SISTEMA ELETRÔNICO DE INFORMAÇÕES – SEI-RJ;

Governo do Estado do Rio de Janeiro. Secretaria de Estado de Polícia Militar

Extrato da 26ª Reunião do Conselho de Economia e Finanças – CEFIPOM. 01Jun20

23
(Bol PM nº 094 – 28 Mai 20) Ao primeiro dia de junho de 2020, às dez horas e trinta minutos,
teve início na quadra de esportes do QG da PMERJ, a vigésima sexta reunião do CEFIPOM sendo
presidida pelo Ilmo Sr. Cel PM Marcio Pereira Basílio Subsecretário Geral da Secretaria de Estado
de Polícia Militar - SEPM, presentes todos os membros natos, dentre os mesmos, o Sr Cel PM
Renato de Souza Neto Diretor Geral de Administração e Finanças que fez a abertura da reunião
apresentando as duas pautas:

pauta 1 - Apresentação de todos os processos referentes ao COVID-19 (DGS) e, a

pauta 2 - Análise das solicitações de majoração ou de manutenção de transferências financeiras


– DGAF, solicitando a inversão da pauta, sendo autorizado pelo Sr. Cel Basílio, tendo iniciado
pela pauta 2, abordou os motivos e as justificativas das unidades administrativas que fizeram a
solicitação de majoração de valor de receita de transferência financeira; ocasião na qual o foi
decidido pelo Sr. Cel PM Marcio Pereira Basílio Subsecretário Geral da SEPM, o seguinte para as
unidades administrativas: 12º BPM o Comandante deverá pontuar o que necessita para
avaliação de majoração no valor solicitado; Unidades Administrativas que obtiveram
autorização de majoração no valor solicitado de transferência financeira, por período de 03
(três) meses (JUNHO, JULHO E AGOSTO de 2020) BAC; 14º BPM; DIP; 39º BPM; DMSA; 5º CPA;
40º BPM (permanece o valor atual, por mais três meses); GESAR; 19º BPM; CEFD; DAS; DMP;
31° BPM; 32º BPM. Outras Unidades Administrativas que foram atendidas, porém com valores
parciais, por período de 03 (três) meses (JUNHO, JULHO E AGOSTO de 2020) de R$ 6 mil reais,
respectivamente para o 41º BPM e 18º BPM; BPChq mantido o valor atual. Passada a palavra ao
senhor CEL PM Leonardo de Gouvea Cerqueira – Diretor Geral de Saúde - DGS, o qual expôs
detalhadamente os contratos firmados, nos quais a SEPM, através da DGS, com escopo nos
princípios da publicidade e da economicidade (a busca pelo menor custo possível sem perda da
qualidade no mercado nacional) junto às contratações para aquisição de materiais: máscara
facial não-invasiva, máscara cirúrgica, kit paramentação, avental descartável, cânulas,
aerocâmara, e máscara respiratória PFF2; aquisição de medicamentos para tratamento do
COVID-19; aquisição de equipamentos, dispositivos e utensílios de inaloterapia e ventiloterapia
para pacientes adultos e pediátricos; caixa organizadora e oxímetros; testes rápidos anticorpos
IGG e IGM ANTI-COVID19 em sangue total, soro ou plasma; e reforma das enfermarias do 5º
andar (prédio D) e, ao final ressalvou a utilização do SIGA-RJ, o estrito cumprimento da Lei Fed.
13.979/20 art. 4° e, todos os processos presentes no SEI-RJ. Presentes na reunião do Conselho
de Economia e Finanças da Polícia Militar: presentes o Ilmo.

Sr. Subsecretário Geral de Polícia Militar Cel PM Marcio Pereira Basílio; Ilmo. Sr. Subsecretário
de Gestão Administrativa Coronel PM Nelson Pitta de Castro Netto; Ilmo. Sr. Subsecretário de
Gestão Operacional

Coronel PM Marcelo Francisco Nogueira Martins; Ilmo. Sr. Subsecretário de Comando e Controle
Cel PM

CEL PM Marco Aurélio Santos; Ilmo. Sr. Diretor Geral de Pessoal Cel PM Luciano Carvalho de
Souza;

Ilmo. Sr. Diretor Geral de Administração e Finanças Cel PM Renato de Souza Neto; llma. Sra.
Controladora Geral da SEPM Cel PM Adriana de Almeida Paixão; Ilmo. Sr. Diretor Geral de Apoio
Logístico Cel PM Alexandre Assumpção Salvador; Ilmo. Sr. Diretor Geral de Saúde Cel PM Med
Leonardo Gouvêa de Cerqueira; Ilmo. Sr. Diretor Geral de Odontologia Cel PM Dent João
Guilherme Marra Ilmo. Sr. Diretor de Patrimônio Cel PM Antônio Carlos Guaraná; Ilmo. Sr.
Diretor de Finanças Cel PM André Alexandrino Amaro de Sales; Ilmo. Sr. Coordenador de

24
Assuntos Estratégicos Cel PM Max Willian de Oliveira; Ilma. Srª. Diretora de Orçamento Ten Cel
PM Verônica Lemos Silva; e Carlos Magnum Bastos de Azevedo - Ten Cel PM - secretário ad hoc.

(Nota nº 046 – 03JUN2020 - DF)

5. EMG – PROCESSOS DE SOLICITAÇÃO DE ADIANTAMENTO FINANCEIRO E TRANSFERÊNCIA


FINANCEIRA ORDINÁRIA E EXTRAORDINÁRIA NO SISTEMA ELETRÔNICO DE INFORMAÇÕES –
DETERMINAÇÃO

Considerando a necessidade da construção e viabilização de instrumentos para aplicação dos


princípios de transparência ativa previstos na Lei Federal n° 12.527, de 18 de novembro de 2011
- Lei de Acesso à Informação; Considerando os princípios da transparência, finalidade,
razoabilidade, eficiência, celeridade, publicidade, participação e interesse público, aos quais os
processos administrativos devem obedecer, segundo definido pela Lei Estadual nº 5.427, de 01
de abril de 2009; Considerando as regras estabelecidas no Manual de Gestão de Protocolo,
aprovado pelo Decreto n.º 44.414, de 27 de setembro de 2013 e suas alterações;

Este Subsecretário Geral de Polícia Militar, no uso de suas atribuições legais conforme Resolução
SEPM 05 de 18 de janeiro de 2019 publicada no DOERJ ANO XLV nº 017 PARTE I de 23 de janeiro
de 2019, assessorado pelos Diretor Geral de Administração e Finanças e Diretor de Finanças,
atendendo ao disposto no Decreto 46.730 de 09 de agosto de 2019 e na Resolução Conjunta
SEFAZ/SECCG Nº 24 DE 05 DE AGOSTO DE 2019 publicada no Boletim da Polícia Militar nº 146
de 09 de agosto de 2019, DETERMINA aos Comandantes, Chefes, Diretores e Coordenadores das
Unidades Administrativas que a partir da presente data TODOS os processos de solicitação de
adiantamento financeiro e transferências financeiras ordinárias e extraordinárias bem como os
respectivos processos de prestação de contas sejam tramitadas somente pelo Sistema
Eletrônico de Informações SEI.

Com intuito de instrumentalizar as Unidades Administrativas para cumprimento da presente


determinação faço saber que foram gerados pela Diretoria de Finanças processos no SEI que
estão disponíveis para consulta sob os números SEI - 350103/000520/2020 (solicitação de
material ou serviço), SEI - 350103/000521/2020 (solicitação de Adiantamento Financeiro), SEI -
350103/000530/2020 (solicitação de Transferência Financeira Ordinária/Extraordinária), SEI -
350103/000531/2020 (Prestação de Contas de Adiantamento Financeiro) e SEI -
350103/000555/2020 (Prestação de Contas de Transferência Financeira
Ordinária/Extraordinária). Todos os processos foram gerados no SEI sob o tipo processual
“Administrativo – Correspondência Interna” e todos os documentos com nível de acesso (grau
de sigilo) público. Por ocasião da confecção dos processos nas OPM deve ser utilizado o tipo
processual “Financeiro – Concessão de Adiantamento” e “Financeiro – Prestação de contas de
Adiantamento” para os adiantamentos financeiros e todos os documentos públicos devem ser
classificados de acordo com o nível de acesso (grau de sigilo) restrito e correspondente amparo,
a saber Art 23, VIII ou 31 da Lei 12.527/2011; 3º, § 3º da lei 8.666/1993; 26, §3º da Lei
10.180/2001. Por ocasião da confecção dos processos de solicitação e prestação de contas de
Transferência Financeira nas OPM, deve ser utilizado o tipo processual “Administrativo –
Correspondência Interna” e todos os documentos sensíveis devem ser classificados de acordo
com o nível de acesso (grau de sigilo) restrito e correspondente amparo, a saber Art 23, VIII ou
31 da Lei 12.527/2011; 3º, § 3º da lei 8.666/1993; 26, §3º da Lei 10.180/2001.

Observações:

25
1 São de responsabilidade das Unidades Administrativas confeccionar com as pertinentes
alterações, conforme a necessidade e o caso concreto, somente os documentos que por ela são
gerados no sistema da forma que segue:

a) Solicitação de material ou serviço por parte da UA ao escalão competente os documentos


identificados pelos códigos verificadores no processo SEI - 350103/000520/2020:

a.1) 4970267 - CI de solicitação ode material ou serviço

a.2) 4970672 - Despacho para início do processo de concessão de Adiantamento Financeiro ou


Transferência Financeira).

b) Solicitação de Adiantamento Financeiro os documentos identificados pelos códigos


verificadores no processo SEI 350103/000521/2020.

b.1) 4975205 – CI de solicitação de Adiantamento Financeiro;

b.2) 4975438 – PDF Pesquisa de Preços;

b.3) 4975552 – PDF Relatório Fotográfico;

b.4) 4975627 – Informação com a declaração do Agente Suprido;

b.5) 4975753 – Despacho da Autoridade Requisitante à Diretoria de Finanças;

b.6) 4977197 – PDF Termo de Abertura de Conta

b.7) 4977313 - Despacho da Autoridade Requisitante à Diretoria de Finanças

b.8) 4978353 – Despacho para enceramento do Processo

b.9) 4978416 – Termo de Encerramento de Processo

c) Solicitação de Transferência Financeira os documentos identificados pelos códigos


verificadores no processo SEI 350103/000530/2020.

c.1) 4992431 – CI de Solicitação de Transferência Financeira

c.2) 4992614 – Informação com a Planilha de Elementos e Valores

c.3) 4992736 – Despacho do Agente Diretor da OPM à Diretoria de Finanças

c.4) 4994087 - Despacho para enceramento do Processo

c.5) 4994127 - Termo de Encerramento de Processo

d) Prestação de Contas de Adiantamento Financeiro os documentos identificados pelos códigos


verificadores no processo SEI 350103/000531/2020.

d.1) 4997250 – CI de Prestação de Contas

d.2) 4997362 – Nota de Empenho

d.3) 4997469 – Declaração de Depósito em Conta

d.4) 4997532 – PDF Livro de Controle de Adiantamento

d.5) 4997565 – PDF Extrato bancário Completo

d.6) 4997584 – Informação com Mapa Discriminativo de Despesas

26
d.7) 4997671 – PDF Documento Fiscal

d.8) 4997725 – PDF consulta NFe no site da Receita Federal

d.9) 4997840 – Informação com Declaração de Despesa sem Recibo

d.10) 4997894 – Atestado de Recebimento de Materiais

d.11) 4997896 - Atestado de Realização de Serviço

d.12) 4998037 – Relação de Cheques

d.13) 4998094 – PDF canhoto dos cheques emitidos

d.14) 4998132 – PDF Cheques não emitidos e cancelados

d.15) 4998171 – PDF da GRE

d.16) 4998221 – PDF Termo de encerramento de Conta corrente

d.17) 4998275 – PDF do Quadro Qualitativo e Quantitativo de gastos

d.18) 4998299 - Quadro Qualitativo e Quantitativo de gastos em editor de planilhas

d.20) 4998320 – Relatório Fotográfico

d.21) 4998348 – PDF do Boletim de Inclusão em carga

d.22) 4998388 – PDF da publicação da Reunião do Conselho Administrativo

d.23) 4998426 – Despacho de encaminhamento ao Tesoureiro da OPM

d.24) 4998445 - Despacho de encaminhamento ao Fiscal Administrativo da OPM

d.25) 4998477 - Despacho de encaminhamento ao Agente Diretor da OPM

d.26) 4998516 - Despacho de encaminhamento à Diretoria de Finanças

d.27) 5020515 - Despacho para enceramento do Processo

d.28) 5020585 - Termo de Encerramento de Processo

e) Prestação de Contas de Transferência Financeira os documentos modelos identificados pelos


códigos verificadores no processo 350103/000555/2020.

e.1) 5023315 – CI de Prestação de Contas

e.2) 5023659 – PDF Livros de Controle

e.3) 5023733 – PDF Extrato bancário Completo

e.4) 5023798 – Conciliação Bancária

e.5) 5024002 – Relação de Cheques

e.6) 5024103 – Informação com Receita Mensal

e.7) 5024308 – PDF Documento Fiscal

e.8) 5024647 – PDF consulta NFe no site da Receita Federal

27
e.9) 5024683 – Informação com Declaração de Despesa sem Recibo

e.10) 5024778 – Atestado de Recebimento de Materiais

e.11) 5024955 - Atestado de Realização de Serviço

e.12) 5025471 – PDF da GRE

e.13) 5025644 – PDF do Quadro Qualitativo e Quantitativo de gastos

e.14) 5025724 - Quadro Qualitativo e Quantitativo de gastos em editor de planilhas

e.15) 5025789 – Relatório Fotográfico

e.16) 5025868 – Informação com Demonstrativo de transferência – Receita e Despesa

e.17) 5025934 – Informação com Resumo Quadrimestral

e.18) 5026020 – Informação com Resumo Geral

e.19) 5026156 – PDF do Boletim de Inclusão em carga

e.20) 5038683 – PDF da publicação da Reunião do Conselho Administrativo

e.21) 5038857 - Despacho de encaminhamento ao Fiscal Administrativo da OPM

e.22) 5038907 - Despacho de encaminhamento ao Agente Diretor da OPM

e.23) 5038961 - Despacho de encaminhamento à Diretoria de Finanças

e.24) 5041566 - Despacho para enceramento do Processo

e.25) 5041655 - Termo de Encerramento de Processo

1) TODOS os documentos externos NÃO GERADOS PELA OPM (exemplo: Documentos Fiscais e
de comprovação de despesa originais, GRE, Termo de abertura e encerramento de conta
corrente, etc) devem ser juntados e autuados conforme o DEC 44.414 de 27 de setembro de
2013 que aprova o Manual de Gestão de Protocolo do Estado do Rio de Janeiro; acondicionados
em capa de processo identificada com o número de processo gerado pelo SEI e devidamente
arquivados e acondicionados em caixas Box nas tesourarias das respectivas unidades de origem,
de forma organizada e de fácil acesso, visando futuras inspeções de órgãos de controle internos
e externos. Importante: As Notas Fiscais deverão conter em seu verso os carimbos de
CONFERIDO E REGISTRADO, bem como os carimbos de ATESTO, devidamente assinados pelos
servidores, conforme Bol PM 003 de 16Mar18.

2) Foram confeccionadas tutorias demonstrando a autuação dos processos no SEI que estarão
disponíveis conforme os links

https://drive.google.com/open?id=1AQ3AHZMoz7bjEfjHxIMf9RsEQ6t-VzkA - solicitação de

Adiantamento Financeiro;

https://drive.google.com/open?id=1qfo6evowaBcy5sVZqy0tWJUp3lfe-mSa - solicitação de

Transferência Financeira Ordinária/Extraordinária;

https://drive.google.com/open?id=1T3_2oYqyk5bgAzxLtGtWeHfEnjUFP7iS - Prestação de
Contas de Adiantamento

28
Financeiro; https://drive.google.com/open?id=17qFDihnhB7OA5d3VHd-k3vnW3T9ui7xF -
Prestação de Contas de Transferência Financeira Ordinária/Extraordinária) e como gerar cópia
de segurança em PDF

https://drive.google.com/open?id=1X7ivfemZ9JfL61gc-02F1qhi_RXDeRD6.

3) Esta publicação adequa e complementa as normas dissertadas no Bol PM 003 de 16 Mar 18 e


Bol PM 019 de 11Abr18.

4) Quaisquer dúvidas referentes a presente publicação deverão ser encaminhadas à DF/2 -


Prestação de Contas no Tel 2333-2606 e no email df2_df@pmerj.rj.gov.br.

(REF.: SEI-350103/000488/2020)

(Nota nº 248, de 02 Jun 20 - EMG/Sec.)

Este boletim e outros relativos a PMRJ, podem ser obtidos em:

https://drive.google.com/drive/folders/1fBv6zbeIFNLmQz9a9c-eNcKYhjraoV4u

9. DECRETO ESTADUAL Nº 46.223, DE 24 DE JANEIRO DE 2018 – REGULAMENTA A


GESTÃO DOS BENS MÓVEIS, NO ÂMBITO DO PODER EXECUTIVO DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO;

Este Decreto regulamenta as atividades relacionadas à gestão de bens móveis, com o objetivo
de estabelecer, reordenar e consolidar normas procedimentais e orientações, nos órgãos e
entidades do Poder Executivo do Estado do Rio de Janeiro.

Disponível em:

http://www.fazenda.rj.gov.br/sefaz/content/conn/UCMServer/path/Contribution%20Folders/
auditoria/Legisla%C3%A7%C3%A3o/Legisla%C3%A7%C3%A3o%20Tem%C3%A1tica/decreto%2
046.233%20de%202018.htm

10. CRFB – ATRIBUIÇÕES DO CONTROLE INTERNO NAS ESFERAS FEDERAL, ESTADUAL


EMUNICIPAL;

Para estudos, bibliografias sugeridas:

LIMA, Liliane Chaves Murta de, CONTROLE INTERNO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: O


CONTROLE INTERNO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COMO UM INSTRUMENTO DE
ACCOUNTABILITY. Monografia em Especialização em Orçamento Público. 2012.

Disponível em: https://portal.tcu.gov.br/biblioteca-digital/controle-interno-na-administracao-


publica-o-controle-interno-na-administracao-publica-como-um-instrumento-de-
accountability.htm

11. DECRETO ESTADUAL Nº 46.873, DE 13 DE DEZEMBRO DE 2019 – REGULAMENTA O


SISTEMA DE CONTROLE INTERNO NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO;

O Decreto dispõe sobre o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo do Estado do Rio de
Janeiro - SICIERJ, estruturado, organizado e operacionalizado com fundamento na Constituição

29
Federal, na Constituição do Estado do Rio de Janeiro e na Lei Estadual nº 7.989, de 14 de junho
de 2018.

Disponível na íntegra em:

http://www.fazenda.rj.gov.br/sefaz/content/conn/UCMServer/path/Contribution%20Folders/
site_fazenda/instituicao/ouvidoria/legislacao/DECRETO%20N%C2%BA%2046873%20DE%2013
%20DE%20DEZEMBRO%20DE%202019.pdf

12. LEI FEDERAL Nº 8.429, DE 02 DE JUNHO DE 1992 – LEI DE IMPROBIDADE


ADMINISTRATIVA;

Dispõe sobre as Sanções Aplicáveis aos Agentes Públicos nos Casos de Enriquecimento Ilícito no
Exercício de Mandato, Cargo, Emprego ou Função na Administração Pública Direta, Indireta ou
Fundacional e dá outras providências.
Disponível na íntegra em:

https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=2D434A6C7309
7403AF34BBD297333653.node1?codteor=422375&filename=LegislacaoCitada+-PL+7528/2006

14. LEI ESTADUAL Nº 7.989, DE 14 DE JUNHO DE 2018 – CRIA O SISTEMA DE CONTROLE


INTERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

Dispõe sobre o sistema de controle interno do poder executivo do Estado do Rio De Janeiro, cria
a controladoria geral do Estado do Rio De Janeiro e o fundo de aprimoramento de controle
interno, organiza as carreiras de controle interno, e dá outras providências.

Disponível na íntegra em:

http://www.fazenda.rj.gov.br/sefaz/content/conn/UCMServer/path/Contribution%20Folders/
site_fazenda/Subportais/PortalGestaoPessoas/Legisla%C3%A7%C3%B5es%20SILEP/Legisla%C3
%A7%C3%B5es/2018/Leis%20Ordin%C3%A1rias/LEI%20N%C2%BA%207989%20DE%2014%20
DE%20JUNHO%20DE%202018%20DISP%C3%95E%20SOBRE%20O%20SISTEMA%20DE%20CON
TROLE%20INTERNO%20DO%20PODER%20EXECUTIVO%20DO%20ESTADO%20DO%20RIO%20D
E%20JANEIRO.pdf

30
- RESUMO EM SLIDES -

Breve Histórico do Orçamento no Brasil:

• Constituições de 1934 / 1937 / 1946 – aprimoram as questões orçamentárias;


• 1964 – Editada a Lei nº 4320 – representando um grande avanço em relação à
padronização em relação à padronização dos orçamentos e balanços dos entes públicos;
• Constituição de 1967 e Decreto-lei nº 200/67 – incluem como obrigação do Poder
Executivo a manutenção de um sistema de controle interno;
• Constituição de 1988 – adota uma estrutura orçamentária baseada em três documentos
PPA, LDO e LOA para todos os entes federativos. Marca a independência entre os
poderes;
• 2000 - Lei Complementar nº 101 (LRF) – vindo a atender dispositivo da CF 88 no que
tange às finanças públicas e é considerada um código de conduta dos administradores
públicos.

Base legal relacionada ao orçamento público.

1. Constituição Federal de 1988:

Dispositivo Legal: Título VI (Da Tributação e do Orçamento), Capítulo II (Das Finanças


Públicas); Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, art. 35; Criação dos instrumentos
legais: plano plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária
Anual (LOA).

Objetivo: Instituir os dispositivos constitucionais que tratam de matéria orçamentária de


caráter de NORMA GERAL, devendo, no que for aplicável, ser observados por todos os entes
da Federação.

2. Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/2000)

Dispositivo Legal: Regulamenta o artigo 163 da Constituição Federal de 1988, estabelecendo


as normas orientadoras das finanças públicas no país.

Objetivo: Condicionar a ação dos governantes aos limites estritos de sua efetiva capacidade
de gasto, de forma a prevenir déficits fiscais e o consequente descontrole das contas
públicas.

3. Lei 4.320/1964 (Acolhida com status de Lei Complementar pela CF/1988)

Dispositivo Legal: Estatui normas gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos
orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, de
acordo com o disposto no art. 5º, inciso XV, letra b, da Constituição Federal de 1988.

Objetivo: Estimular o planejamento, o controle, a transparência nas informações contábeis


orçamentárias, financeiras e patrimoniais sobre as operações realizadas pelas entidades
governamentais e sobre a responsabilidade dos seus agentes.

4. Decreto-Lei 200/1967

31
Dispositivo Legal: Em seu artigo 7º, já definia o orçamento público como um dos quatro
instrumentos básicos do planejamento, ao lado dos planos e programas nacionais, setoriais
e regionais, do programa de governo e da programação financeira.

Objetivo: Modernizar a administração pública por meio da utilização de instrumentos


gerenciais de gestão, normatiza e padroniza procedimentos nas áreas de pessoal, compras
governamentais e execução orçamentária.

Os instrumentos legais de implementação e de controle do Orçamento Público são previstos na


Constituição Federal de 1988 e são: o plano plurianual (PPA); Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO); Lei Orçamentária Anual (LOA). Estes instrumentos estão definidos pelos artigos 165,166
e 167, com o seguinte teor:

Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:

- O plano plurianual; (PPA)

- As diretrizes orçamentárias; (LDO)

- Os orçamentos anuais. (LOA)

Conteúdo do artigo: Determina as características do plano plurianual, das diretrizes


orçamentárias, do orçamento anual e dos créditos adicionais que serão apreciados pelas duas
Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum.

Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao


orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso
Nacional, na forma do regimento comum.

Conteúdo do artigo: Determina que o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias, o


orçamento anual e os créditos adicionais serão apreciados por uma comissão mista permanente
de Senadores e Deputados. Define os prazos e condições.

Art. 167. São vedados:

I - O início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual;

II - A realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos


orçamentários ou adicionais;

III - A realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital,
ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade
precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta;

IV - A vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do


produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de
recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do
ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado,
respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações
de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º
deste artigo; (Redação dada pela EC 42/03)

Conteúdo do artigo: Define regras para a utilização dos recursos e verbas orçamentárias,
definindo o que está vetado constitucionalmente e o que é permitido. Ao todo são cerca de 13
itens que definem suas condições. Destaque para os 4 primeiros.

32
Lei de Responsabilidade Fiscal: LEI COMPLEMENTAR N° 101, DE 04 DE MAIO DE 2000

✓ Integra os instrumentos de planejamento: PPA, LDO e LOA


✓ Compromete a execução orçamentária e planejamento
✓ Integra a execução orçamentária à financeira

CONSTITUIÇÃO ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO: Art. 209.

Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:

I - o plano plurianual (PPA);

II - as diretrizes orçamentárias (LDO);

III - os orçamentos anuais (LOA).

O Fluxo do Planejamento das ações governamentais, se realiza entre as ações básicas entre os
governos, poder executivo do ano anterior e o novo governo, seguindo o seguinte raciocínio:

Fonte: ENAP, 2017

Como ferramentas da Gestão Orçamentária, o Orçamento Público seguirá suas ações assim
como descrito no quadro a seguir de Instrumentos de Planejamento:

33
Fonte: Silva, J. W. CRC / CE, 2016.

Orçamento Público

- Conceito:

“é um instrumento de planejamento governamental em que constam as despesas da


administração pública para um ano, em equilíbrio com a arrecadação das receitas previstas. É o
documento onde o governo reúne todas as receitas arrecadadas e programa o que de fato vai
ser feito com esses recursos. É onde alocam os recursos destinados a hospitais, manutenção das
estradas, construção de escolas, pagamento de professores. É no orçamento onde estão
previstos todos os recursos arrecadados e onde esses recursos serão destinados”.

Disponível em: <http://www.planejamento.gov.br/servicos/faq/orcamento-da-uniao/conceitos


-sobre-orcamento/o-quee-orcamento-publico>

- Resumo da Base Legal do Orçamento Público

Com base na Constituição Federal de 1988, temos que:

Dispositivo Legal: Título VI (Da Tributação e do Orçamento), Capítulo II (Das Finanças Públicas);
Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, art. 35; Criação dos instrumentos legais: plano
plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA).

Objetivo: Instituir os dispositivos constitucionais que tratam de matéria orçamentária de caráter


de NORMA GERAL, devendo, no que for aplicável, ser observados porto todos os entes da
Federação.

- Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/2000):

Dispositivo Legal: Regulamenta o artigo 163 da Constituição Federal de 1988, estabelecendo as


normas orientadoras das finanças públicas no país.

34
Objetivo: Condicionar a ação dos governantes aos limites estritos de sua efetiva capacidade de
gasto, de forma a prevenir déficits fiscais e o consequente descontrole das contas públicas.

- Lei 4.320/1964 (Acolhida com status de Lei Complementar pela CF/1988):

Dispositivo Legal: Estatui normas gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos
orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, de acordo
com o disposto no art. 5º, inciso XV, letra b, da Constituição Federal de 1988.

Objetivo: Estimular o planejamento, o controle, a transparência nas informações contábeis


orçamentárias, financeiras e patrimoniais sobre as operações realizadas pelas entidades
governamentais e sobre a responsabilidade dos seus agentes.

- Decreto-Lei 200/1967:

Dispositivo Legal: Em seu artigo 7º, já definia o orçamento público como um dos quatro
instrumentos básicos do planejamento, ao lado dos planos e programas nacionais, setoriais e
regionais, do programa de governo e da programação financeira.

Objetivo: Modernizar a administração pública por meio da utilização de instrumentos gerenciais


de gestão, normatiza e padroniza procedimentos nas áreas de pessoal, compras governamentais
e execução orçamentária.

- Plano Plurianual – PPA

O PPA é um plano onde se encontram descritas todas as diretrizes para que a administração
pública cumpra as metas e objetivos planejados para todo o mandato do governante. É
conhecido também como “programa de governo”, sendo o principal instrumento de
planejamento das ações do gestor público. As diretrizes estão relacionadas aos grandes
propósitos de atuação do governo para o período do mandato presidencial. Já os objetivos são
desdobrados em programas, onde estão contidas as ações (projetos e atividades). Segundo o
EBAP (2017), o planejamento é a primeira etapa do processo orçamentário. Nesse nível, não há
ainda uma grande preocupação com a quantificação física e financeira das metas de governo.

O governo precisa fazer grandes investimentos para atender a sociedade brasileira, por
exemplo, construção de rodovias e hidrelétricas, reforma de aeroportos, restauração de
bibliotecas e museus, etc.

O PPA é um plano onde se encontram descritas todas as diretrizes para que a administração
pública cumpra as metas e objetivos planejados para todo o mandato do governante. É
conhecido também como “programa de governo”, sendo o principal instrumento de
planejamento das ações do gestor público. As diretrizes estão relacionadas aos grandes
propósitos de atuação do governo para o período do mandato presidencial. Já os objetivos são
desdobrados em programas, onde estão contidas as ações (projetos e atividades).

Para esses grandes investimentos públicos, o Poder Executivo Federal elabora, a cada quatro
anos, um planejamento, que é discutido e aprovado como lei pelo Poder Legislativo Federal
(Congresso Nacional). Esse planejamento é chamado de plano plurianual (PPA) e define, para
um período de quatro anos, as grandes prioridades nacionais e regionais, com metas para cada
área de atuação (saúde, educação, saneamento, transporte, energia, etc.).

No primeiro ano de mandato, o Chefe do Poder Executivo elabora o seu planejamento de gastos
e, com isso, estabelece o que pretende executar, em termos de obras e serviços públicos. A

35
Constituição Federal de 1988 determina que nenhum investimento cuja execução ultrapasse um
exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no PPA ou sem lei que autorize a
sua inclusão, sob pena de crime de responsabilidade, conforme definidos na Lei 10.028, de 19
de outubro de 2000, conhecida como Lei de Crimes contra as Finanças Públicas.

- Fluxo do Mandado Executivo x PPA

Para melhor compreender como se desenvolve o fluxo do mandato do poder executivo, face ao
Plano Plurianual, basta observarmos o quadro seguinte:

Fonte: ENAP, 2017.

- Lei das Diretrizes Orçamentárias – LDO

De acordo com a Constituição Federal de 1988; Art. 165 [...] § 2º , determina que:

“A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da Administração


Pública Federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente,
orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação
tributária e estabelecerá apolítica de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.”

Suas principais características seriam:

✓ Elo entre PPA e LOA. Formula diretrizes e estabelece metas para a elaboração do
orçamento
✓ “Compreende as metas e prioridades da administração pública, incluindo as despesas
de capital para o exercício financeiro subsequente, orienta a elaboração da lei
orçamentária anual, dispõe sobre as alterações na legislação tributária e estabelece a
política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.”
✓ “Possibilita a compreensão sobre os vários aspectos da economia e da administração do
setor público,
✓ facilitando a elaboração da proposta orçamentária.”

A LDO traz uma série de regras para elaborar, organizar e executar o orçamento, além de definir
as prioridades que deverão estar contempladas na LOA. Por exemplo, informa sobre quanto será
o reajuste do salário mínimo, bem como quanto o governo deverá poupar a cada ano para pagar
a dívida pública. Outros assuntos que a LDO traz são as eventuais alterações na cobrança de
tributos, assim como regras temporárias caso o orçamento não seja aprovado até o final do ano.

36
A LDO define, ainda, as políticas de investimento das agências oficiais de fomento, por exemplo,
o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco da Amazônia.
Essas instituições utilizam recursos públicos federais para financiar projetos que promovam o
desenvolvimento do Brasil.

A LDO tem mais duas funções, estabelecidas pela Constituição Federal de1988: fixar parâmetros
para que os Poderes da União e o Ministério Público elaborem suas propostas de orçamento; e
estabelecer parâmetros e autorizar concessão de vantagem ou aumento de remuneração aos
servidores dos Poderes da União e do Ministério Público; ressalvam-se, nesse caso, as empresas
públicas e sociedades de economia mista.

- Lei Orçamentária Anual (LOA)

É o orçamento público propriamente dito. É discutida e aprovada todo ano, trazendo a


programação dos gastos governamentais em cada área, bem como a previsão das receitas para
custear esses gastos. Está estruturado em três partes: Orçamento Fiscal, Orçamento da
Seguridade Social e Orçamento de Investimento.

O Orçamento Fiscal se refere aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da
administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público.
Na Constituição Federal, o orçamento é previsto no artigo 165. A esfera do Orçamento Fiscal
compreende grande parte das receitas e despesas da União, incluindo:

(i) as receitas tributárias e de operações de crédito; e


(ii) as despesas de pessoal, pagamento de juros e amortização de dívidas, além das
despesas de capital oriundas de investimentos.

O Orçamento de Investimento representa a parte da lei que registra os investimentos (aquisição


de bens componentes do ativo imobilizado) das empresas em que a União, direta ou
indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto, mas apenas das empresas
estatais independentes. Isto é, aquelas empresas que não necessitam de recursos fiscais do
governo para manter ou ampliar suas atividades, por exemplo, a Petrobrás, a Eletrobrás, o Banco
do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

O Orçamento da Seguridade Social abrange todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da


administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo
Poder Público, nas despesas relacionadas à saúde, previdência e assistência social, nos termos
do § 2º, do art. 195 da Constituição. Os pagamentos de aposentadorias, pensões e benefícios,
assim como os gastos com hospitais, medicamentos e programa Bolsa Família são exemplos de
despesas desse orçamento. Na esfera da Seguridade Social, encontram-se:

(i) as receitas de contribuições previdenciárias; e


(ii) as despesas relativas aos pagamentos de pensões e aposentadorias, e outros gastos
relativos à Saúde, Previdência e Assistência Social.

Quanto ao seu cronograma de desenvolvimento e execução, o LOA deve ser enviado pelo Poder
Executivo, até 31 de agosto, ao Poder Legislativo (ou seja, até 4 meses antes do final do exercício
financeiro anterior a sua vigência), precisando ser devolvido para sanção até o encerramento da
sessão legislativa do ano do seu envio. No entanto, enquanto a LDO impede a interrupção da
sessão legislativa até que o Congresso Nacional a aprove, o PPA e a LOA não têm esse poder.

37
Assim, é possível que ambas não sejam devolvidas até 22 de dezembro. Logo, devem ser votadas
ainda na mesma sessão legislativa.

Quanto a relação entre os instrumentos do orçamento, entenda-se especificamente o PPA, a


LDO e o LOA, esta pode ser resumida pela figura a seguir:

Fonte: ENAP, 2017.

O ciclo total do Orçamento Público se inicia então pelo PPA, seguido da LDO e do LOA, sendo
que cada instrumento deverá seguir os seguintes prazos e cronograma:

Fonte: ENAP, 2017.

Então, os instrumentos do Orçamento Público (PPA, LDO e LOA) podem ser mais bem
observados, quando aos seus prazos anualizados e seu fluxo de informações, conforme o
seguinte quadro:

38
Fonte: ENAP, 2017.

- Estrutura Financeira Pública

O principal elemento de controle e organização das finanças públicas, reside no Sistema


Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI). O SIAFI é um sistema que
processa e controla a execução orçamentária, financeira, patrimonial e contábil dos órgãos e
entidades públicas federais, buscando a eficiência e eficácia na gestão dos recursos do
Orçamento Geral da União.

Fonte: ENAP, 2016

Os pilares de sustentação e organização do SIAFI estão baseados nos:

. Documentos: Representação no Sistema dos Atos e Fatos da Administração Pública que


provocam efeitos orçamentários, financeiros, patrimoniais e de controle. Exemplos: Notas de
Despesas (ND), Notas de Crédito (NC), Guias de Tributos (GPS), Documentos de Arrecadação
Fiscal (DARFs) etc.

. Evento: É o instrumento utilizado pelo gestor para transformar os atos e fatos administrativos
em registros contábeis automáticos. Representam as ações que o gestor toma.

39
. Contas: Identificação financeira, do local onde a contabilidade vai registrar os eventos, de
acordo com o Plano de Contas definido.

Outros elementos importantes são:

Créditos Adicionais – mecanismos retificadores do orçamento. Estes podem ser divididos em 3


tipos, a saber como Suplementares (reforço de dotações já existentes), Especiais (criação de
novos elementos, ações, programas e até unidades não fixados pela LOA) e Extraordinários (visa
atender despesas imprevisíveis e urgentes decorrente de guerra, calamidade pública, etc. art.
167, § 3º da C.F.)

Receita Pública – As receitas públicas podem ser assim genericamente definidas como qualquer
recurso obtido durante um dado período financeiro, mediante o qual o sujeito público pode
satisfazer as despesas públicas que estão a seu cargo.

Segundo J. Teixeira Machado, “é um conjunto de ingressos financeiros com fonte e fatos


geradores próprios e permanentes oriundos da ação e de atributos inerentes à instituição, e
que, integrando o patrimônio, na qualidade de elemento novo, produz-lhe acréscimos, sem,
contudo, gerar obrigações, reservas ou reinvindicações de terceiros”. E segundo Aliomar
Baleeiro, “é a entrada que, integrando-se ao patrimônio público sem quaisquer reservas,
condições ou correspondências no passivo, vem acrescer o seu vulto, como elemento novo e
positivo”.

Reconhecimento de Receitas e Despesas – Diferem quando tratadas no ambiente orçamentário


e na contabilidade, sendo:

• Regime orçamentário: misto:

– Caixa: receitas

– Competência: despesas

• Regime contábil: competência para ambos.

Classificação das Receitas: Podem ser atribuições quanto a forma de sua obrigatoriedade como
receitas originárias (facultativas) ou quanto ao seu impacto patrimonial sendo efetivas ou não –
efetivas. A classificação mais significativa, entretanto, se refere ao tratamento Econômico da
Receita Pública que poderá ser:

Receitas Correntes – constituída pelas receitas tributária, de contribuições, patrimonial,


agropecuária, industrial, de serviços e outras e, ainda, as provenientes de recursos financeiros
recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando destinadas a atender
despesas classificáveis em Despesas Correntes.

Receitas de Capital – são as receitas provenientes da realização de recursos financeiros oriundos


de constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de bens e direitos; os recursos recebidos
de outras pessoas de direito público ou privado, destinados a atender despesas classificáveis em
despesas de capital.

Despesa Pública – Em uma definição mais simples, designa o conjunto dos dispêndios do Estado,
ou de outra pessoa de direito público, para funcionamento dos serviços públicos. Segundo o
CFC, a Despesa Pública deve ter um enfoque mais patrimonial como de termina a Resolução do
Conselho Federal de Contabilidade nº 1.121/2008: São decréscimos nos benefícios econômicos
durante o período contábil sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos ou incremento

40
em passivos, que resultem em decréscimo do patrimônio líquido e que não sejam provenientes
de distribuição aos proprietários da entidade.

Aspectos Financeiros da Gestão Orçamentária do Estado do Rio de Janeiro.

A Gestão Financeira e Orçamentária do Estado do Rio de Janeiro, está estruturada pelo tripé
formado pelo SIAFE-RJ, pela própria Gestão Financeira e pela Execução Orçamentária.

O SIAFI-RJ é o Sistema Integrado de Gestão Orçamentária, Financeira e Contábil do Rio de


Janeiro, que consiste no principal instrumento utilizado para registro, acompanhamento e
controle da execução orçamentária, financeira e patrimonial do Governo do Estado do Rio de
Janeiro.

O fluxo de registro e contabilização dos valores no orçamento estadual, seguem o modelo:

Fonte: SEFAZ/RJ

Os objetivos do SIAFE-RIO, são:

• Prover mecanismos adequados ao controle diário da execução orçamentária, financeira


e patrimonial aos órgãos da Administração Pública Estadual;
• Fornecer meios para agilizar a programação financeira, otimizando a utilização dos
recursos do Tesouro Estadual, através da unificação dos recursos na Conta Única do
Governo do Estado (CUTE);
• Permitir que a contabilidade seja fonte segura e tempestiva de informações gerenciais
destinadas a todos os níveis da Administração Pública Estadual;
• Padronizar métodos e rotinas de trabalho relativas à gestão dos recursos públicos;
• Integrar e compatibilizar as informações no âmbito do Governo do Estado do RJ;
• Permitir o acompanhamento e a avaliação do uso dos recursos públicos; e
• Proporcionar a transparência dos gastos do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Sob o aspecto de Gestão Orçamentária, se destaca que a implantação do SIAFE-RIO se apresenta


como uma janela de oportunidade para o aperfeiçoamento dos instrumentos de gestão
orçamentária, financeira e fiscal do Estado, especialmente nos seguintes aspectos de Gestão
Pública Estadual:

• Guia de Recolhimento do Estado (GRE)


• Fortalecimento da Conta Única do Tesouro Estadual (CUTE)
• Aprimoramento da Conciliação Bancária.

41
MODELO DA GRE – RJ

Fonte: SEFAZ/RJ.

A Guia de Recolhimento Estadual do Rio de Janeiro é utilizada no âmbito do Estado do Rio de


Janeiro para o recolhimento de:

1) Receitas:

Taxas estaduais, contribuições previdenciárias, multas, inscrições de concursos.

2) Estorno de despesa:

Devolução de diárias não utilizadas e quaisquer outras devoluções de recursos que ensejem o
ajuste da despesa no exercício.

3) Depósitos de diversas origens (DDO):

Recebimento de depósito em caução em dinheiro e outros depósitos sob guarda de entidades


públicas integrantes do governo do estado.

Desta forma, o fluxo financeiro, envolvendo o contribuinte e os departamentos relacionados as


finanças estaduais, se comportam da seguinte forma:

42
FLUXO DO MOVIMENTO FINANCEIRO – ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Fonte: Ilustração SEFAZ/RJ

A Conta Única do Tesouro Estadual (CUTE/RJ) consolida os recursos financeiros do governo do


Estado do Rio de Janeiro, com fundamento no princípio de caixa único, que por sua vez se
fundamenta na fungibilidade dos recursos, independentemente de seu uso final.

O regime de CUTE consiste na manutenção de uma só conta, ou um mínimo de contas bancárias


oficiais do Tesouro Estadual no Banco Autorizado, administrada(s) e operada(s) exclusivamente
pela tesouraria, de tal forma que se caracteriza pela unidade do administrador, mais do que das
contas.

Os conceitos de Receita Pública no âmbito estadual, são reforçados e se destacam quanto a sua
fonte de geração, da seguinte forma:

. Receita Própria: Receita que têm origem no esforço próprio de órgãos e entidades da
Administração Pública nas atividades de fornecimento de bens ou serviços facultativos e na
exploração econômica do patrimônio próprio, remunerados por preço público, bem como
produto da aplicação financeira desses recursos.

. Receita Vinculada: Receita arrecadada com finalidade específica previamente determinada.


Normalmente tem sua destinação vinculada a um órgão ou a um programa governamental, com
base em disposição constitucional ou legal. Exemplos: Contribuições Sociais para o
Financiamento da Seguridade Social; Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira –
CPMF, para custeio da saúde pública.

No aspecto da origem dos recursos, sob sua fonte, devemos observar as origens que são do
Tesouro e os que são Diretamente Arrecadados.

Encerrando o tripé de elementos fundamentais na Gestão Orçamentária das finanças do estado,


temos a Execução Orçamentária. Este elemento é associado a parte de execução orçamentária
propriamente, Execução Financeira, representada pelos desembolsos a fornecedores e terceiros
e a observância ao plano de contas relativo as despesas, PD Orçamentária. Desta fase em diante,

43
o legislativo deverá acompanhar o desempenho orçamentário, observando a assertividade das
contas, aprovando ou não os gastos em função do que está planejado.

- Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)

Segundo a Lei Complementar 101, de 4 de maio de 2000, que tem como objetivos o controle
dos gastos públicos e a transparência na gestão fiscal. Concebida como uma legislação
abrangente sobre Finanças Públicas que incide sobre todas as esferas de governo, a LRF ratifica
o processo de controle de gastos, bem como a estabilidade das contas públicas

O relacionamento que fornece o alinhamento com a Constituição Federal de 1988, se dá pelo


Art. 163. Lei complementar que disporá sobre:

I - finanças públicas;

II - dívida pública externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e demais entidades
controladas pelo poder público;

III - concessão de garantias pelas entidades públicas;

IV-emissão e resgate de títulos da dívida pública;

V - fiscalização financeira da administração pública direta e indireta;

VI - operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios;

VII - compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da União, resguardadas as
características e condições operacionais plenas das voltadas ao desenvolvimento regional.

A Lei de Responsabilidade Fiscal, também se alinha com o Art. 165. [...] § 9º Cabe à lei
complementar:

I - Dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do


plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual;

II - Estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta


bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos.

Com relação a sua abrangência, a Lei de Responsabilidade Fiscal se aplica da seguinte forma:

✓ Os três entes políticos (ou três esferas de governo): União, Estados/Distrito Federal e
Municípios;
✓ Os três Poderes da União (Executivo, Legislativo e Judiciário);
✓ Tribunais de Contas (por exemplo, Tribunal de Contas da União, Tribunais de Contas
Estaduais e Tribunais de Contas Municipais, quando houver);
✓ Órgãos da Administração Pública direta e indireta, incluindo:
✓ Autarquias, Fundações Públicas, Empresas Públicas, Agências Executivas (por exemplo,
Inmetro), agências reguladoras (por exemplo, Anvisa e Anatel), Fundos, Sociedades de
Economia Mista, e Empresas Estatais Dependentes.
✓ Fundos, Sociedades de Economia Mista, e Empresas Estatais Dependentes.

- Princípios da LRF

44
A LRF está perfeitamente alinhada aos princípios constitucionais que tratam de:

O Princípio do Equilíbrio das contas públicas não se reporta apenas à relação entre as receitas
previstas e as despesas fixadas na LOA, mas refere-se também à busca do equilíbrio na execução
orçamentária. O Princípio do Equilíbrio, deverá considerar que as contas públicas, a capacidade
ou limite de endividamento e amortização da dívida em longo prazo do Estado, ou seja, o
montante da dívida consolidada e mobiliária e os prazos de resgate. O cumprimento de metas
de resultados entre receitas e despesas (art. 4º, § 1º, LRF).

Por consequência, o equilíbrio fiscal (ou equilíbrio das contas públicas) está diretamente ligado
a uma série de variáveis, tais como: o cumprimento de metas de resultados entre receitas e
despesas (art. 4º, § 1º, LRF).

A obediência a limites e condições no que tange a renúncia de receita (art. 14, LRF).

A geração de despesas com pessoal (arts. 18 a 23 da LRF); geração de despesas com a seguridade
social (art. 24, LRF); dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito, concessão de
garantia (art. 29, incisos I a IV, LRF).

Inscrição em Restos a Pagar (art. 42, LRF).

O Princípio da Transparência está associado à divulgação, de maneira ampla e compreensível,


das informações que a sociedade brasileira necessita sobre a situação econômica do Município,
do Estado ou da União, tais como: arrecadação tributária, gastos públicos, dívida pública etc.

Esse princípio não é apenas para que o Estado publique o orçamento, mas para que isso seja
feito de forma clara.

Em seguida, temos o Princípio do Planejamento que enfatiza, a ação planejada e transparente


na administração pública, isto é, a administração dos recursos públicos precisa ser baseada em
planos previamente traçados e sujeitos à apreciação e aprovação pelo Poder Legislativo,
garantindo-se a necessária legitimidade. Esse princípio está consolidado no § 1º do art. 1º da
LRF. Note que os instrumentos de planejamento para o gasto público preconizados pela LRF são
os mesmos previstos na Constituição Federal de 1988, a saber: o plano plurianual (PPA), a Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

- Execução e Metas da LRF

Com relação a sua execução alinhada com suas metas, a LRF destaca que:

✓ Após a publicação do orçamento, é preciso estabelecer a programação financeira e o


cronograma mensal de desembolso. Isso deve ser feito em até 30 dias dessa publicação;
✓ A partir daí é possível acompanhar se as metas estão sendo cumpridas. Caso se
verifique, ao final de um bimestre, a possibilidade de não cumprimento de metas de
resultado primário e nominal, será necessário promover, nos 30 dias subsequentes,
limitação de empenho para conter despesas.
✓ Cada Poder deverá providenciar o seu contingenciamento. O Poder Executivo ficará
responsável por desdobrar a previsão das receitas em metas bimestrais de arrecadação.
✓ Mas nem tudo pode ser limitado. As obrigações constitucionais e legais (inclusive
aquelas destinadas ao pagamento do serviço da dívida e as ressalvadas pela LDO em
anexo próprio) não serão objeto de limitação.

45
O chamado “Ciclo Restrito Orçamentário” poderá ser observado então, como descrito na figura
seguinte:

Fonte: EBAP, 2017.

Analisando de forma mais detalhada, podemos descrever o seguinte “Ciclo Orçamentário


Estendido”:

- Princípios Orçamentários

“Princípios são preceitos fundamentais e imutáveis de uma doutrina, que orientam os


procedimentos e que indicam a postura a ser adotada diante de uma realidade”.

46
Norteiam toda a fase de elaboração do orçamento público;

Os Princípios Orçamentários são premissas, linhas norteadoras de ação a serem observadas na


concepção da proposta orçamentária. Esses princípios são impositivos, tendo em vista que estão
previstos na legislação (Constituição Federal de 1988, Lei. 4.320/1964, Lei de Diretrizes
Orçamentárias, Lei de Responsabilidade Fiscal, Decreto-Lei 200/1967, Decreto. 93.872/1986 e
Portarias da Secretaria do Tesouro Nacional).

Observando que os Princípios Orçamentários (que incluem os relacionados na LRF) podem ser
elencados como na figura a seguir:

Resumidamente, os princípios podem ser assim descritos:

Princípio da Legalidade:

Princípio previsto no inciso II do artigo 5º da Constituição Federal, onde se menciona que


“ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”.

Em função desse princípio, o planejamento e o orçamento público são realizados por meio de
leis (PPA, LDO e LOA). Então, o Executivo propõe, o Legislativo fiscaliza e o Judiciário avalia a
legalidade das medidas.

Princípio da Unidade (ou Princípio da Totalidade):

Previsto no artigo2ºdaLei.4.320/1964, de acordo com este princípio, todas as receitas e


despesas devem estar contidas em uma só lei orçamentária.

Logo, cada ente da Federação (União, Estados e Municípios) deve elaborar e aprovar uma única
lei orçamentária, haja vista possuir competência para planejar e executar seu próprio
orçamento.

Princípio da Universalidade:

Esse princípio diz que todas as receitas e todas as despesas devem estar incluídas no orçamento.

47
Previsto nos artigos 2º e 6º da Lei. 4.320/1964, o princípio da universalidade está claramente
incorporado à legislação orçamentária brasileira. Esse princípio possibilita ao Poder Legislativo
conhecer, a priori, todas as receitas e despesas do governo, dar prévia autorização para a
respectiva arrecadação e realização, bem como impedir o Poder Executivo de realizar qualquer
operação de receitas e despesas sem prévia autorização parlamentar.

Princípio da Especialização (Especificação Discriminação):

Esse princípio impõe a classificação e a designação dos itens que devem constar na Lei
Orçamentária Anual (LOA).

Observe, por exemplo, que a publicação do quadro de detalhamento de despesa, tanto na LOA
quanto em quadros ou anexos, desdobrando a classificação de despesa aprovada na lei
orçamentária, possibilita a observância do princípio da especificação.

Princípio da Clareza:

De acordo com esse princípio, o orçamento deve ser expresso de maneira clara, ordenada e
completa, de modo que seu entendimento deverá ser acessível à sociedade, e não apenas pelos
técnicos que o elaboram.

Daí a necessidade dos planos de contas e codificações.

Princípio do Planejamento (Programação):

Estabelece que todos os projetos de gastos devam estar programados na Lei Orçamentária
Anual (LOA).

Por exemplo, a programação financeira pública é fundamentalmente estabelecida por meio de


decreto que deve ser editado após a publicação dos orçamentos e que deve conter o
cronograma de execução mensal de desembolso (artigo 1º, parágrafo 1º e artigo 8º da LRF).

Princípio da Anualidade (ou Princípio da Periodicidade):

Previsto no artigo 34 da Lei 4.320/1964, esse princípio informa que o orçamento deve ter
vigência limitada no tempo, estabelecendo que o exercício financeiro coincida com o ano civil.

De maneira específica, o princípio da anualidade informa que as receitas e despesas serão


estabelecidas para o período de um ano. Por esta razão, nenhum governo pode propor um novo
tributo, para vigorar em um mesmo ano calendário.

Princípio da Exclusividade:

Informa que a lei do orçamento (LOA) não poderá tratar de matéria estranha ao orçamento, em
outras palavras, a LOA tratará apenas de matérias orçamentárias (por exemplo, previsão de
receitas e fixação de despesas). Em regra, não se incluem na lei de orçamento normas estranhas
à previsão de receita e à fixação de despesa.

Em resumo, o princípio da exclusividade surgiu com o objetivo de impedir que a lei de


orçamento, em função do natural celeridade de sua tramitação no Poder Legislativo, seja
utilizada como meio de aprovação de matérias que nada tenham a ver com questões financeiras.

Princípio da Publicidade:

Trata-se da aplicação do princípio da publicidade da administração pública, o qual está previsto


no artigo 37 da Constituição Federal.

48
Note que a Constituição Federal de 1988 estendeu esse princípio para matérias orçamentárias.

Por exemplo, no artigo 165, parágrafo 3º, determina que o Poder Executivo deva publicar, até
trinta dias após o encerramento de cada bimestre, o relatório resumido da execução
orçamentária.

Princípio do Orçamento Bruto:

Estabelece que as receitas e despesas devam ser demonstradas na LOA pelos seus valores totais,
ou seja, sem deduções ou compensações.

Determina que todas as parcelas da receita e da despesa devam aparecer no orçamento em seus
valores brutos, sem qualquer tipo de dedução.

Essa regra tem por objetivo impedir a inclusão, no orçamento, de importâncias líquidas, ou seja,
a inclusão apenas do saldo positivo ou negativo resultante do confronto entre as receitas e as
despesas de determinado serviço público.

Princípio do Equilíbrio Orçamentário:

A LOA deverá manter o equilíbrio contábil entre os valores de receita e de despesa. Em outras
palavras, o orçamento público deve manter o equilíbrio entre as receitas estimadas e as
despesas fixadas.

De acordo com as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal, o Estado brasileiro deve pautar sua
gestão fiscal pelo equilíbrio entre receitas e despesas, ou seja, não se busca mais o equilíbrio
orçamentário formal, mas sim o equilíbrio das finanças públicas.

49
QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES:

1. (VUNESP/CRO-SP/2015) A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe


____________ , em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar
______________ , mediante o cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas
e a obediência a limites e condições no que tange a renúncia de receita, geração de despesas
com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de
crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de garantia e __________________.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.

a) a ação planejada e transparente … o equilíbrio das contas públicas … inscrição em restos a


pagar;

b) a ação conjunta e transparente … o equilíbrio entre receitas e despesas, orçadas e


extraordinárias das contas públicas … inscrição em contas a pagar;

c) a ação conjunta e transparente … o equilíbrio das despesas públicas … inscrição em valores a


empenhar;

d) a ação planejada e transparente … o equilíbrio das contas públicas … inscrição em valores a


empenhar;

e) a ação planejada e transparente … o equilíbrio das receitas públicas … inscrição em restos a


pagar;

2. (VUNESP/CRO-SP/2015) Fica estabelecido, de acordo com a legislação pertinente, que a


obrigação pela aplicação das normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na
gestão fiscal é da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Nesse sentido, é
correto afirmar que estão incluídos nas referências:

a) o Poder Executivo, o Poder Legislativo, o Poder Judiciário e o Ministério Público, somente.

b) o Poder Executivo, o Poder Legislativo, o Poder Judiciário, o Ministério Público, as empresas


públicas e as autarquias.

c) o Poder Executivo, o Poder Legislativo, o Poder Judiciário, o Ministério Público, bem como as
administrações diretas, os fundos, as autarquias, as fundações e as empresas estatais
dependentes, incluindo ainda os tribunais de contas.

d) o Poder Executivo, o Poder Legislativo, o Poder Judiciário, bem como as administrações


diretas, os fundos, as autarquias, as fundações e as empresas estatais dependentes, somente.

e) o Poder Executivo, o Poder Legislativo, o Poder Judiciário, o Ministério Público, bem como as
administrações diretas, os fundos de investimento, o Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social, as fundações sem fins lucrativos e as em- presas estatais dependentes.

3. (VUNESP/CÂMARA MUNICIPAL DE DESCALVADO-SP/2015) Em conformidade com o artigo 4°


da Lei Complementar n. 101/2000, a Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO atenderá a
Constituição Federal e disporá sobre: o equilíbrio entre receitas e despesas; critérios e forma de
limitação de empenho, a ser efetivada nas hipóteses previstas nos artigos 9° e 31 dessa LC;

50
normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados
com recursos dos orçamentos; e também sobre

a) demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas e


privadas.

b) avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior.

c) demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e metodologia de cálculo que
justifiquem os resultados pretendidos, comparando-as com as fixadas nos três exercícios
anteriores e evidenciando a consistência delas com as premissas e os objetivos da política
econômica nacional.

d) evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três exercícios, destacando a origem e
a aplicação dos recursos obtidos com a alienação de ativos.

e) avaliação da situação financeira e atuarial.

4. (VUNESP/CRO-SP/2015) As metas, as diretrizes, os limites e os objetivos, do orçamento


público e da responsabilidade fiscal, estarão traduzidos:

a) pelo Plano Plurianual, pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, pela Lei Orçamentária Anual e
pela lei que estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos
orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal.

b) pelo Plano Plurianual, pela Lei de Diretrizes Orçamentárias e pela Lei Orçamentária Anual.

c) pela Lei de Diretrizes Orçamentárias e pela Lei de Orçamento Anual, somente.

d) pelo Plano Plurianual e pela Lei Orçamentária Anual, somente.

e) pela lei que estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos
orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal.

5. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP/2015) De acordo com a Lei


Complementar n. 101/2000, o estabelecimento da programação financeira, bem como do
cronograma de execução mensal de desembolso, pelo Poder Executivo, por ocasião da execução
orçamentária e do cumprimento de metas, será:

a) por um período de três meses, ou noventa dias, posterior à data da publicação dos
orçamentos, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias e observado o
disposto na alínea c do inciso I do art. 4°.

b) até trinta dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em que dispuser a lei de
diretrizes orçamentárias e observado o disposto na alínea c do inciso I do art. 4°.

c) nos trinta dias anteriores à publicação dos orçamentos, nos termos em que dispuser a lei de
diretrizes orçamentárias e observado o disposto na alínea c do inciso I do art. 4°.

d) até quarenta e cinco dias da data da publicação dos orçamentos, nos termos em que dispuser
a lei de diretrizes orçamentárias e observado o disposto na alínea c do inciso I do art. 4°.

51
e) até sessenta dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em que dispuser a lei de
diretrizes orçamentárias e observado o disposto na alínea c do inciso I do art. 4°.

10. (FGV-IBGE-2016) Considere o diagrama apresentado a seguir, que se refere às principais


etapas do Ciclo Orçamentário:

No ciclo orçamentário, a competência para a aprovação da proposta orçamentária é:

a) delegada ao Poder Legislativo;

b) compartilhada entre os poderes;

c) exclusiva do Poder Executivo;

d) exclusiva do Poder Legislativo;

e) reservada ao chefe do Poder Executivo.

11. (FGV-IBGE-2016) No ciclo orçamentário, a etapa de avaliação e controle do orçamento:

a) cabe exclusivamente ao Poder Legislativo;

b) compete aos tribunais de contas;

c) ocorre sempre após o encerramento do exercício financeiro;

d) ocorre de forma concomitante à execução do orçamento;

e) ocorre apenas no âmbito de cada Poder.

14. (FCC-SEFAZ/PI-2015) Ao estudar o orçamento anual do Estado do Piauí, um Analista do


Tesouro Estadual verificou que foram selecionados os objetivos a serem alcançados, bem como
determinadas as ações para o alcance de tais fins. Tais aspectos evidenciam o atendimento ao
princípio orçamentário da

a) clareza.

52
b) exclusividade.

c) universalidade.

d) legalidade.

e) programação.

15. (FCC-CNMP-2015) A Lei Orçamentária Anual − LOA do exercício de 2015 de um determinado


ente federativo contém dotações orçamentárias suficientes para suportar 24 meses de despesas
com pessoal e encargos. Este procedimento:

a) contraria o princípio orçamentário da unidade.

b) não atende o princípio orçamentário da universalidade.

c) não atende o princípio orçamentário da competência.

d) contraria o princípio orçamentário da anualidade.

e) está em consonância com o princípio orçamentário da oportunidade.

16. (FGV-TJ/SC-2015) A prática de subestimar a previsão de receitas ou ainda de não incluir


receitas que se espera arrecadar na proposta orçamentária, com vistas a obter maior
flexibilidade na alocação de recursos durante a execução orçamentária, está em desacordo com
o princípio do(a):

a) anualidade;

b) legalidade;

c) orçamento bruto;

d) unidade;

e) universalidade.

17. (FCC-TCE/CE-2015) Considere que, hipoteticamente, o projeto da Lei Orçamentária Anual do


Estado do Ceará teve de ser alterado porque não previa as operações de crédito autorizadas em
lei. Da forma como foi originalmente apresentado havia afronta ao princípio orçamentário da(o):

a) da universalidade.

b) da anualidade.

c) da não vinculação.

d) do orçamento bruto.

e) da discriminação.

53
21. (FCC-TRT/14R-2015) Segundo a Constituição Federal, um dos instrumentos de planejamento
é o Plano Plurianual − PPA. No âmbito da União o Plano Plurianual:

a) será apreciado pelas duas Casas do Congresso Nacional e terá vigência de dois anos,
iniciando-se no primeiro e terceiro ano de mandato do chefe do Poder Executivo.

b) será apreciado pelas duas Casas do Congresso Nacional e terá vigência de quatro anos,
iniciando-se, no segundo ano de mandato do chefe do Poder Executivo.

c) será apreciado, apenas, pela Câmara dos Deputados, com vigência de quatro anos, iniciando-
-se, no segundo ano de mandato do chefe do Poder Executivo.

d) o encaminhamento do projeto de lei do PPA ao Legislativo é de iniciativa exclusiva do


Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, com vigência de quatro anos.

e) terá vigência de quatro anos, iniciando-se no primeiro ano do mandato do chefe do Poder
Executivo.

23. (FGV-TJ/SC-2015) Anexos que contenham o detalhamento de programas temáticos, de


programas de gestão, manutenção e serviços ao Estado e de órgãos responsáveis por programas
de governo são conteúdos que devem ser apresentados no(a):

a) Lei Orçamentária Anual;

b) Lei de Diretrizes Orçamentárias;

c) Plano Plurianual;

d) Relatório de Gestão Fiscal;

e) Prestação de Contas Anual.

24. (FCC-TCE/14R-2015) De acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias − LDO, é INCORRETO


afirmar:

a) Compreende as metas e prioridades da Administração pública.

b) Orienta a elaboração do Plano Plurianual − PPA e da Lei Orçamentária Anual − LOA.

c) Dispõe sobre alterações na legislação tributária.

d) Compreende as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente.

e) Estabelece as políticas para as agências financeiras oficiais de fomento.

25. (FCC-ALMS-2016) O Presidente da Assembleia Legislativa de determinado Estado autorizou


a contratação de empresa para fornecimento de vale refeição aos servidores públicos da
Assembleia Legislativa, no valor mensal de R$ 90.000,00, pelo prazo de 12 meses (01/05/2015
a 30/04/2016).

Do total da despesa empenhada para o exercício de 2015, foi inscrito em restos a pagar o valor
de R$ 90.000,00. Nestas condições, o valor da despesa paga no exercício de 2015 foi, em reais,

54
a) 720.000,00.

b) 990.000,00.

c) 450.000,00.

d) 630.000,00.

e) 360.000,00.

26. (FCC-PREFEITURA/TERESINA-2016) Em uma situação hipotética, o Prefeito do município de


Coqueiros dos Mendes autorizou, no mês de julho de 2016, a contratação de empresa para a
execução de serviços de conservação e manutenção do Hospital Público Municipal, pelo valor
estimado de R$ 98.500,00 e a alienação de dois imóveis, pelo valor estimado de R$ 650.000,00.
Considerando-se a classificação orçamentária, segundo a Lei Federal nº 4.320/1964, são
classificadas, respectivamente, no grupo de natureza de despesa e na categoria econômica de
receita:

a) outras despesas correntes e receita patrimonial.

b) investimento e receita de capital.

c) despesa de capital e receita de capital.

d) outras despesas correntes e receita de capital.

e) despesa de custeio e receita patrimonial.

27. (FCC-TRT/4R-2015) Constituem exemplos de despesa e receita extraorçamentária,


respectivamente:

a) pagamento do serviço da dívida pública e rendimentos das disponibilidades de caixa do


Tesouro.

b) pagamento de precatórios e superávit financeiro de exercício anteriores.

c) execução de restos a pagar não processados e excesso de arrecadação.

d) inversões financeiras e receitas proveniente da alienação de ativos.

e) restituição de cauções e produto de operação de crédito por antecipação de receita


orçamentária.

28. (CESPES-TCE/PR-2016) Na estrutura da programação orçamentária da despesa, o bloco que


identifica a unidade orçamentária é a classificação:

a) institucional.

b) funcional.

c) subfuncional.

d) programática.

55
e) por esfera.

29. (ESAF-MPOG-2015) A classificação funcional da despesa procura responder basicamente à


seguinte indagação:

a) de que forma os recursos públicos serão aplicados.

b) em que área territorial serão aplicados os recursos.

c) qual a amplitude da ação governamental que será realizada.

d) em que áreas de despesa a ação governamental será realizada.

e) em que instituição ou ministério serão alocados os recursos.

30. (FCC-SEFAZ-PI-2015) O orçamento é uma das principais peças de planejamento de políticas


públicas. A sequência das etapas para a elaboração e execução do orçamento é denominada

a) ciclo orçamentário.

b) desenvolvimento orçamentário.

c) orçamento programa.

d) técnica orçamentária.

e) contabilidade orçamentária.

31. (FCC-SEFAZ/PI-2015) As despesas públicas podem ser classificadas como correntes, quando
não contribuem diretamente para a formação ou aquisição de um bem, e como de capital,
quando são realizadas pelas instituições públicas para a criação/aquisição de bens de capital.
Essa classificação é denominada

a) categorias econômicas.

b) categorias de despesa.

c) elementos de despesa.

d) grupos de despesa.

e) grupos econômicos.

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* Questões utilizadas nos slides, com gabarito comentado:

1,2,3,4,5,10,11,14,15,16,17,21,23,24,25,26,27,28,29,30 e 31.

Gabarito de todas as questões:

1 A 21 B
2 C 23 C
3 A 24 B
4 B 25 D
5 B 26 D
10 D 27 E
11 D 28 A
14 E 29 D
15 D 30 A
16 E 31 D
17 A

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