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CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

E
FISCAL

Prof. Jorge de Moura Barros


jorgebarros@ufam.edu.br
98180 1308 Whatsapp – TIM

UFAM
2022

3
EMENTA: Conceito de Contabilidade Fiscal e
Tributária. Princípios e normas básicas da Legislação
Tributária. Escrituração fiscal e contabilização dos
tributos diretos e indiretos: IPI, ICMS e ISSQN.
Apuração do PIS/PASEP e COFINS. Aspectos
contábeis e fiscais do IPI, ICMS e ISSQN.
Contribuições sociais. Impostos e Contribuições
Retidos. Taxas diversas. Imposto de Renda das
Pessoas Jurídicas (IRPJ); regimes de tributação.
Lucro da exploração. Compensação de prejuízos
fiscais.

OBJETIVO: Proporcionar aos alunos uma visão


clara e ampla da legislação tributária, dotando-os
de conhecimentos que proporcione uma forma
prática de aplicá-las na atividade empresarial,
permitindo ampliarem seus conhecimentos sobre
os fundamentos de contabilidade e de legislação
tributária, informarem-se acerca das práticas
utilizadas no cumprimento, integração e aplicação
dos fundamentos mencionados, e aplicarem de
forma segura e eficaz os ensinamentos abordados.

METODOLOGIA: Aulas expositivas e


discursivas, com o auxílio de quadro/pincel, data
show e outros recursos considerados oportunos.
Além disso, serão aplicados resumos, paper
exercícios, de fixação de aprendizagem durante
todo o desenrolar da matéria. Ressalta-se que a
leitura da legislação, e livros apresentado na
ementa, constitui condição indispensável para
que os participantes absorvam melhor a
disciplina abordada.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

UNIDADE I – NOÇÕES PRELIMINARES


1.1.Conceitos, 1.2.Principio; 1.3. Normas de
Tributação.

UNIDADE II - PLANEJAMENTO
TRIBUTÁRIO
2.1 Conceitos e Classificação; 2.1.Não Iincidência
Tributária; 2.2.Elisão e Evasão Fiscal;
2.3.Sonegação e Inadimplência Fiscal; 2.4.
Alternativas de Planejamento Tributário; 2.5.
Reogarnizações Empresariais e Planejamento
Tributário.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
UNIDADE III - EQUIPARAÇÃO DA PESSOA
FÍSICA À PESSOA JURÍDICA
3.1.Definição; 3.2.Descaracterização como empresa
Individual ; 3.3.Microempreendedor Individual
(MEI).

UNIDADE IV - RETENÇÃO DE IMPOSTOS E


CONSTRIBUIÇÕES
4.1.IRRF; 4.2.PIS/PASEP – COFINS – CSLL
(CSRF ou PCC); 4.3.ISSQN; 4.4.INSS

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
UNIDADE V - TRIBUTAÇÃO DOS
RESULTADOS
5.1.Lucro – Fato Gerador do IRPJ e da CSLL;
5.2.Regimes de Apuração dos Tributos; 5.3.
Incentivos Fiscais de Redução do Imposto de
Renda.

UNIDADE VI - TRIBUTOS SOBRE O


FATURAMENTO
6.1.ICMS; 6.2.PIS e COFINS; 6.3.ISSQN; 6.4.IPI;
6.5.Tributação Zona Franca de Manaus e Área de
Livre Comércio; Determinação do Preço de Venda.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
UNIDADE VII - CONTABILIZAÇÃO DE
MOVIMENTAÇÃO COM MERCADORIAS
7.1.Registro de Operações com Mercdorias; 7.2. Valores
Integrados do Custo; 7.3.Tributos Recuperáveis; 7.4.
Registros de Contabilização de Empresas; 7.5.Evalução de
Compras

UNIDADE VIII – ICMS, PIS/PAPEP E COFINS


SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA
8.1. Conceitos e Classificação; 8.2. ICMS-ST; 8.3
PIS/PASEP-ST; 8.4. COFINS_ST

UNIDADE XI - IMPORTAÇÃO DE MERCADORIAS


E MATÉRIAS-PRIMAS

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMARO, Luciano. Direito tributário brasileiro. 18. ed. São Paulo:


Saraiva, 2012.
ATALIBA, Geraldo. Hipótese de incidência tributária. São Paulo:
Malheiros, 2002.
CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de direito constitucional
tributário. 16. Ed. Rev. e atual. São Paulo: Malheiros, 2001.
BRASIL. Código Tributário Nacional. Lei n. 5.172, de 25 de outubro
de 1966.
BRASIL. Constituição Federal da República, de 05 de outubro de
1988.
CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de Direito Constitucional
Tributário. 23. Ed. São Paulo: Malheiros, 2007.
CARRAZZA, Roque Antonio; "Curso de Direito Constitucional
Tributário", 17ª ed., São Paulo: Malheiros, 2002.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FABRETTI, Láudio Camargo. Contabilidade Tributária. 11. ed. São


Paulo: Atlas, 2009.
FABRETTI, Láudio C.; FABRETTI Denise; FABRETTI Dilene R.
Simples Nacional: Estatuto Nacional das Microempresas – ME e das
Empresas de Pequeno Porte – EPP: Regime Tributário Simplificado,
Lei Complementar nº 123, de 14 de Dezembro de 2006; Lei
Complementar nº 127, de 14 de Agosto de 2007;
Lei Complementar nº 128, de 19 de Dezembro de 2008; Lei
Complementar nº 133, de 28 de Dezembro de 2009; Lei
Complementar nº 139, de 10 de Novembro de 2011. 2. Ed. São Paulo:
Atlas, 2013.
Lei nº 13.137/2015, publicada em edição extra do Diário Oficial do
dia 22 de junho de 2015.
Lei Complementar nº 87/96, no D.O.U. de 16.9.1996.
Decreto Lei Nº 4.524, de 17 de Dezembro de 2002.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FABRETTI, Láudio Camargo. Contabilidade Tributária. 11. ed. São


Paulo: Atlas, 2009.
FABRETTI, Láudio C.; FABRETTI Denise; FABRETTI Dilene R.
Simples Nacional: Estatuto Nacional das Microempresas – ME e das
Empresas de Pequeno Porte – EPP: Regime Tributário Simplificado,
Lei Complementar nº 123, de 14 de Dezembro de 2006; Lei
Complementar nº 127, de 14 de Agosto de 2007;
Lei Complementar nº 128, de 19 de Dezembro de 2008; Lei
Complementar nº 133, de 28 de Dezembro de 2009; Lei
Complementar nº 139, de 10 de Novembro de 2011. 2. Ed. São Paulo:
Atlas, 2013.
Lei nº 13.137/2015, publicada em edição extra do Diário Oficial do
dia 22 de junho de 2015.
Lei Complementar nº 87/96, no D.O.U. de 16.9.1996.
Decreto Lei Nº 4.524, de 17 de Dezembro de 2002.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Decreto Lei Nº 5.310, de 15 de Dezembro de 2004.


Decreto Lei Nº 10.996, de 15 de Dezembro de 2004.
Convênio ICMS 23, de 23 de abril de 2008.
Portaria Nº 162, de 6 de junho de 2005
Portaria Nº. 529, de 28 de Novembro de 2006.
LUZ, Érico Eleuterio. Contabilidade Tributária. 1. ed. Curitiba: Ibpex,
2012.
MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. 26ª Ed.
Rev. e Atualizada. São Paulo:Malheiros, 2005.
OLIVEIRA, Gustavo Pedro de. Contabilidade Tributária. 3. ed. São
Paulo: Saraiva, 2009.
OLIVEIRA, José Jayme de Macêdo. Código Tributário Nacional. 2ª
ed. São Paulo: Saraiva, 2003.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

OLIVEIRA, Luís Martins de. et al. Manual de


Contabilidade Tributária: textos e testes as
respostas. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2011.
PINTO, João Roberto Domingues. Imposto de
Renda: contribuições administradas pelasecretaria
da receita federal e sistema simples. 19. ed. Rio
Grande do Sul: SCAN, 2011.
SABBAG, Eduardo. Manual de Direito Tributário.
6ª ed. São Paulo: Saraiva, 2014.
FERNANDO DA SILVA, Luís, MANUAL DO
CFOP, 1ª ed. MP Editora 2009.
AVALIAÇÃO

Realização de, no mínimo, 02


(duas) avaliações intermediárias
além da Prova Final. MEE (média
dos exercícios escolares) e MF
(média final) calculadas de acordo
com as normas da instituição.

17

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

UNIDADE I – NOÇÕES
PRELIMINARES
1.1.Conceitos,
1.2.Principio; 1.3. Normas
de Tributação.
Conceito de Contabilidade
Tributária.
“Contabilidade Tributária é uma expressão
utilizada para designar o conjunto de ações e
procedimentos visando apurar e conciliar a
geração de tributos de uma entidade. Também
chamada de "Contabilidade Fiscal".”

19

Programa
 Fontes do Direito

 Sistema Tributário Nacional

 Princípios Constitucionais Tributários

 Elementos do Tributo

 Elementos da Obrigação Tributária

20

FONTES DO DIREITO

Fontes Principais
Fontes Secundárias

21
Fontes do Direito
 Fontes Principais
• Leis
• Constituição, Emendas Constitucionais, Leis
INOVAM Complementares, Leis Ordinárias, Medidas
Provisórias, Leis Delegadas, Decretos
Legislativos, Resoluções (do Senado)
• Tratados e convenções internacionais

 Fontes Secundárias
• Regulamentação
• Jurisprudências
NÃO • Usos e Costumes
INOVAM

22

Organização Política e
Administrativa do Brasil
 FEDERAÇÃO
 UNIÃO
 ESTADOS Administração
 MUNICÍPIOS Descentralizada
 DISTRITO FEDERAL

 REPÚBLICA
 Executivo
 Legislativo Tripartição dos
Poderes
 Judiciário

23

Organização Política e
Administrativa do Brasil

Poder / UF UNIÃO ESTADOS MUNICÍPIOS

Presidente da
Governador e Prefeito e
Executivo República e
Secretarias Secretarias
Ministérios

Senado e Câmara Assembléia Câmara de


Legislativo
dos Deputados Legislativa Vereadores

STF, STJ, Justiça Utilizam a


Tribunal de Justiça
do Trabalho, estrutura do
Judiciário Juízes
Justiças Eleitoral Judiciário dos
(comarcas/varas)
e Militar Estados

24
Conceito de Tributo
“Tributo é toda prestação pecuniária
compulsória, em moeda ou cujo valor
nela se possa exprimir, que não
constitua sanção de ato ilícito,
instituída em lei e cobrada mediante
atividade administrativa e
plenamente vinculada”
(CTN – art. 3º)
25

Analisando o
Conceito de Tributo...
 prestação pecuniária
• Os tributos em geral, pagos na forma e
prazo normais da extinção da obrigação
tributária, somente podem ser quitados em
moeda corrente nacional.

 compulsória
• Seu pagamento é obrigatório, pelo poder
coercitivo do Estado, e independente da
vontade do contribuinte.

26

Analisando o
Conceito de Tributo...
 que não constitua sanção por ato
ilícito
• A obrigatoriedade do pagamento do tributo
nasce de ato lícito.

• A “multa” por infração fiscal é considerada


sanção pela prática de ato ilícito e, portanto,
não é tributo.
 instituída em lei
• Os tributos somente podem ser instituídos
ou alterados por meio de lei válida e eficaz.
27
Analisando o
Conceito de Tributo...
 cobrada mediante atividade
administrativa plenamente
vinculada
• Para efetuar a cobrança de tributos a
administração pública deverá agir na forma
e nos limites fixados em lei.

28

Espécies de Tributos
TRIBUTOS NÃO
VINCULADOS
 Impostos

 Taxas
TRIBUTOS
VINCULADOS
 Contribuições de Melhoria
TRIBUTOS
MISTOS
 Contribuições Especiais

TRIBUTOS  Empréstimos Compulsórios


ESPECIAIS

29

Impostos
 Tributos não vinculados à atividade estatal, ou seja, são
devidos independentemente de qualquer atividade estatal
em relação ao contribuinte.

• “Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador


uma situação independentemente de qualquer atividade
estatal específica, relativa ao contribuinte” (CTN – Art. 16).

 É de competência privativa, distribuída pela CF, isto é,


exclusivamente da União ou dos Estados ou dos Municípios
ou do Distrito Federal.

 Destina-se ao custeio de despesas gerais (correntes e de


capital)

 Ex.: IPI, ICMS, IR etc.


30
Taxas
 Tributos vinculados à atividade estatal, devidos pelo
exercício regular do poder de polícia ou pela utilização
efetiva ou potencial de serviço público, específico e
divisível, prestado ou colocado à disposição do contribuinte
(CTN – arts. 77 e 78).

• Poder de polícia = atividade pública que limita e disciplina


direito, interesse ou liberdade a favor do interesse
público, no que se refere a segurança, higiene, ordem,
costumes etc.

 Não pode ter o mesmo fato gerador e nem a mesma base


de cálculo do imposto.

 Ex.: TLIF – Taxa de Licença de Instalação e Funcionamento


(PMSP)
31

Contribuições de Melhoria
 Tributos vinculados à atividade estatal, devidos pela
realização de obra pública da qual decorra valorização
imobiliária, normalmente com base no rateio do custo total
da obra entre os contribuintes beneficiados (CTN – arts. 81
e 82).

 Na prática, raramente é cobrada ou o é de forma ilegal,


devido às exigências do art. 82 do CTN (publicação prévia
de memorial descritivo, orçamento da obra, delimitação da
área etc.)

 Exemplo: pavimentação de ruas.


• Custo total = $ 300.000
• Área pavimentada = 10.000 m²
• Rateio = $ 300.000 / 10.000 m² = $ 30/m²
• Área de 100 m² = $ 30/m² x 100 m²= $ 3.000
32

Contribuições Especiais
 As contribuições especiais têm sido caracterizadas como
uma nova espécie de tributos que engloba:

 Contribuições Sociais
• INSS, COFINS e CLS (CF–art. 195)

 CIDE – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CF


– art. 149)
• Criada para ajustar a economia aos objetivos da política econômica. Ex.
CIDE sobre combustíveis de derivados de petróleo (Lei 10.336/01)

 Contribuições de interesse de categorias profissionais ou


econômicas
• CRC, OAB, Crea etc.

33
Empréstimos Compulsórios
 Tributos que podem ser instituídos pela União (CF
– art. 148) exclusivamente para atender despesas
extraordinárias (não previstas no orçamento)
decorrentes de calamidade pública, guerra ou sua
iminência e para investimento público de caráter
urgente e de relevante interesse nacional.

 Sua receita é vinculada à causa que fundamentou


a sua instituição.

 Devem ser restituídos ao contribuinte, conforme


as condições estipuladas na lei complementar que
os instituíram.

34

Tributos Diretos e Indiretos


 Tributos Diretos
• Recaem sobre a pessoa (física e jurídica)
• Incidem sobre o patrimônio e a renda
• São de responsabilidade pessoal
• Ex.: IRPJ, IRPF, IPTU, ITR, IPVA etc.

 Tributos Indiretos
• Recaem sobre a produção e circulação de bens e serviços
• São repassados para os preços dos produtos e serviços
• O consumidor é o contribuinte de fato
• O produtor, vendedor ou prestador do serviço é o
contribuinte de direito responsável pelo recolhimento do
tributo
• Ex.: IPI, ICMS, ISS, COFINS etc.

35

Competência Tributária

 UNIÃO (arts. 153 e 154 – CF)

 ESTADOS E DISTRITO FEDERAL (art. 155 – CF)

 MUNICÍPIOS (art. 156 – CF)

36
Questões
1. O que é tributo? Analise a sua definição.

2. Qual a diferença entre tributo e multa?

3. Conceitue e explique as diferenças entre impostos, taxas e


contribuições de melhoria.

4. Qual a diferença entre tributo vinculado e não vinculado.


Dê exemplos.

5. A Prefeitura do Município de São Paulo pretende cobrar a


“taxa do lixo” e “taxa de iluminação pública”. Como se
classificariam esses tributos quanto aos seus vínculos com
a atividade estatal? Justifique.

37

Questões
6. A doutrina e a jurisprudência vêm procurando demonstrar
que as contribuições especiais são uma nova espécie de
tributo. Em relação ao seu vínculo com a atividade estatal,
as contribuições sociais se caracterizam como impostos
(não vinculado) ou taxas (vinculado)? Justifique.

7. Uma prefeitura vai realizar uma obra da qual decorrerá


valorização dos imóveis situados ao seu redor. O custo da
obra é de R$ 10.000.000 e a área beneficiada por ela é de
2.000.000 m². Que tipo de tributo pode ser cobrado? Qual
a proporção que cabe a cada proprietário de imóvel
valorizado? Quanto deverá pagar um proprietário que
possua um imóvel com 200 m² situado na região
beneficiada?
38

Questões
8. Qual a diferença entre tributo direto e indireto.
Dê exemplos.

9. O que é competência tributária? Onde é


definida a competência tributária de cada ente
federativo?

10. O que significa “guerra fiscal” no Brasil? Cite


exemplos concretos.

39
Limites ao Poder de
Tributar
 O art. 150 da CF impõe limites ao
poder do Estado em matéria
tributária por meio do
estabelecimento de princípios.

 Os princípios são os fundamentos do


ordenamento jurídico e prevalecem
sobre todas as demais normas.
40

Princípios Tributários
 Legalidade
 Isonomia
 Irretroatividade
 Anterioridade
 Reserva de lei complementar
 Reserva de lei para renúncia fiscal
 Imunidade tributária

41

Legalidade
 É vedado exigir ou aumentar tributo sem lei que o
estabeleça.

 Lei = fonte primária (e não decreto, portaria, instrução


normativa etc.)

 O aumento de tributo pode se dar não apenas pelo


aumento da alíquota, mas também pela ampliação da sua
base de cálculo.

42
Isonomia (ou igualdade)

 Obrigatoriedade do agente arrecadador de tratar


igualmente os contribuintes que se encontrem em situação
econômica (capacidade contributiva) equivalente.

43

Irretroatividade
 É vedado cobrar tributos cujos fatos geradores tenham
ocorrido antes do início da vigência da lei que os houver
instituído ou aumentado.

 Objetiva preservar:
• o direito adquirido
• o ato jurídico perfeito
• a coisa julgada

 Exceção feita à lei penal, que retroage para beneficiar o réu


(quando a lei anterior era mais severa).

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Anterioridade
 É vedado cobrar tributo no mesmo exercício financeiro em
que tenha sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou.

 Para ser cobrado num determinado exercício financeiro, a lei


deverá ser promulgada até o final do exercício anterior.

 Exceções:
• Imposto de Importação, exportação, produtos
industrializados e sobre operações financeiras.

• Contribuições sociais (90 dias)

45
Reserva de Lei
Complementar
 A CF reservou para a lei complementar o poder de dispor
sobre normas gerais em matéria de legislação tributária,
dentre as quais:

• definição de tributos e suas espécies


• fato gerador, base de cálculo e contribuinte
• obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência
tributárias
• regular as limitações constitucionais ao poder de tributar

 A lei complementar em matéria de legislação tributária é o


CTN - Código Tributário Nacional (Lei 5.172/66) – com as
alterações da LC 104/2001.

46

Reserva de Lei Específica


para Renúncia Fiscal
 Renúncia fiscal = isenção, subsídio, redução de base de
cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou
remissão.

 A renúncia fiscal somente pode ocorrer por lei dentro das


competências do ente federativo (federal, estadual ou
municipal).

 A LRF determina que, para cada renúncia de receita, deve


haver outra fonte ou recurso que compense a perda de
arrecadação.

47

Imunidade Tributária
 É vedada a instituição de imposto:
• entre os entes federativos (reciprocidade)

• templos de qualquer culto

• patrimônio, renda ou serviços de partidos políticos,


sindicatos, instituições de educação e assistência social
sem fins lucrativos

• livros, jornais, periódicos e papel destinados à sua


impressão

 Refere-se somente à espécie de tributo


denominada “imposto”.
48
Obrigação Tributária
 É o vínculo jurídico que une duas
pessoas, uma chamada sujeito ativo
(Fisco) e outra sujeito passivo
(contribuinte), o qual, em vista de
ter praticado um fato gerador
tributário, deve pagar ao primeiro
certa quantia em dinheiro (tributo).
CASSONE (2001, P. 136)
49

Hipótese de Incidência
 É a descrição que a lei faz de um
fato tributário que, quando ocorrer,
fará nascer a obrigação tributária
(do sujeito passivo em relação ao
sujeito ativo).
 A lei descreve um fato “hipotético”,
mas a obrigação tributária nasce
somente com a sua ocorrência.
50

Aspectos da Hipótese de
Incidência
ASPECTOS DA
HIPÓTESE DE
INCIDÊNCIA CARACTERIZAÇÃO

Definição do Sujeito Ativo (credor) e do Sujeito


Pessoal
passivo (devedor) da obrigação tributária.
Definição do momento exato do fato gerador da
Temporal
obrigação tributária.
Definição do lugar em que terá que ocorrer o fato
gerador, que deverá situar-se dentro dos limites
Espacial
territoriais em que o ente federativo têm a
competência tributária
Definição do fato que será objeto de tributação.
Material Normalmente é expresso por uma ação: importar,
exportar, industrializar, prestar serviços.
Definição da base de cálculo (expressão da grandeza
do aspecto material) e da alíquota (percentual a ser
Quantificativo
aplicado sobre a base de cálculo) para determinação
do montante do tributo. 51
Fato Gerador
 É o fato que gera a obrigação tributária.
 Refere-se à concretização da hipótese de
incidência, conforme prevista na lei
(subsunção).
 Deve ser definido em lei complementar.
 Exemplos:
• Prestar serviços (ISS)
• Fazer circular mercadorias (ICMS)
• Receber ou ser creditado renda (IR)

52

Fato Gerador
 Instantâneo – concretiza-se num único ato.
• Ex.: ITBI.
 Periódico – concretiza-se em vários atos, mas
são apurados num determinado período.
• Ex.: IPI, ICMS, PIS/COFINS.
 Complexivo – quando resulta de uma série de
operações para apuração da base de cálculo e do
montante devido.
• Ex.: IRPF, IRPJ.
 Persistente – é constante, permanente, sem
prazo para conclusão.
• Ex.: IPTU, ITR, IPVA.

53

Base de Cálculo
 É o valor sobre o qual é aplicada a
alíquota para apuração do montante de
tributo a pagar.
 Deve ser definida em lei complementar.
 Sua alteração está sujeita aos princípios
da legalidade, anterioridade e
irretroatividade.
 Ex.: faturamento mensal (COFINS), lucro
real ou presumido (IRPJ).

54
Alíquota
 É o valor ou percentual definido em lei que,
aplicado à base de cálculo, determina o
montante do tributo a pagar.
 A alíquota pode ser:
• específica – expressa em valor monetário
• ad valorem – expressa em percentual
• progressiva – expressa em valores monetários ou
percentuais crescentes por faixa
 Exemplo: IRPF
RENDIMENTO % DEDUÇÃO Salário = R$ 3.800,00
Até R$ 1.434,59 isento -
BC = R$ 3.800,00
De R$ 1.434,60 a R$ 2.150,00 7,5% 107,59
De R$ 2.150,01 a R$ 2.866,70 15% 268,84 IRPF = R$ 3.800,00 x
De R$ 2.866,71 a R$ 3.582,00 22,5% 483,84 27,5% - 662,94 = 382,06
Acima de R$ 3.582,00 27,5% 662,94 55

Alíquota
 Alíquota Normal
 A lei determina a aplicação de uma alíquota
considerada normal para a cobrança do imposto.
 Alíquota Adicional
 Além da alíquota normal, a lei pode determinar o
pagamento de um imposto adicional sobre determinado
valor que ela fixar.
 Exemplo: IRPJ
ALÍQUOTA % Lucro Real = R$ 80.000,00
Alíquota Normal 15% IRPJ = R$ 80.000,00 x 15%
Adicional sobre a parcela R$ 60.000,00 x 10%
do lucro que exceder a
quantia de R$ 20.000 / mês 10% IRPJ = R$ 18.000,00

56

Montante
 É o valor do tributo a ser pago,
resultante da aplicação da alíquota
sobre a base de cálculo.

MONTANTE = ALÍQUOTA X BASE DE CÁLCULO

57
Questões
1. O Ministério da Fazenda, por meio de uma portaria publicada em
20.01.2002, aumentou a alíquota do IRPJ das editoras de livros,
que passará a vigorar a partir de 20.02.2002.

Publica também na mesma data, lei que passará a vigorar de


imediato, aumentando a alíquota do IPI sobre cosméticos, e
anulando as guias de recolhimento apresentadas no exercício
fiscal de 2001, em virtude de elaboração de novo modelo mais
complexo.
a. São constitucionais essas exigências? Quais os aspectos
constitucionais em discussão?
b. De quem é a competência tributária para instituir o tributo em
questão?
c. O IPI é um tributo vinculado ou não vinculado? Direto ou
indireto? Qual é o critério para estabelecimento da sua alíquota?
Indique o fundamento legal e justifique.
58

Questões
2. A Câmara dos Vereadores do município de São Paulo, por meio
de uma lei publicada em 01.06.2001, aprova o aumento do ISS
com vigência a partir de 01.08.2001.

Além disso, essa lei estabelece que os serviços relativos às


cerimônias de casamento realizados por religiosos passarão a
pagar ISS por evento, sendo que as cerimônias católicas terão
alíquota mais alta do que as demais.

Estabelece, ainda, que o referido imposto deverá ser recolhido


mensalmente, durante todo o exercício financeiro de 2002.
a. Essas exigências são constitucionais? Em caso positivo ou
negativo, quais os princípios envolvidos? Fundamente com
dispositivos legais.

59

Questões
3. O estabelecimento industrial XYZ deu saída, no dia
05.10.89, a título de venda, de produtos industrializados
na quantia de $ 500,00 à alíquota de 10%, totalizando a
nota fiscal de $ 550,00. Há subsunção? Justifique sua
resposta por meio da análise dos aspectos da hipótese
de incidência?

4. Pedro é pessoa física. Comprou três camisas na loja G e


vendeu duas, em operação esporádica. Há subsunção?
Justifique sua resposta por meio da análise dos aspectos
da hipótese de incidência?

5. A propriedade de um imóvel na zona urbana de São


Paulo, representa que espécie de fato gerador? Qual o
momento de sua ocorrência? Qual tributo devido?

60
Questões
6. A tabela do IRRF adota que tipo de alíquota? Calcule o IRRF
que deve ser retido no pagamento a dois profissionais
autônomos, sendo um de R$ 3.000,00 e outro de R$ 1.800,00.

7. Dê exemplos de fatos geradores instantâneos, periódicos e


complexivos.

8. Quais os tipos de alíquotas existentes? Cite exemplos.

9. Caracterize o IPI quanto aos seus elementos.

10. O aumento de impostos pode se dar apenas pelo aumento da


sua alíquota?

11. Na prática, o congelamento da tabela do IRPF por vários anos


consecutivos provoca algum efeito sobre a renda do
contribuinte?

61

Obrigação e
Obrigação Tributária
 Obrigação = relação jurídica que se estabelece
entre um sujeito passivo (devedor) e sujeito
ativo (credor), que passa a exigir uma prestação
de caráter patrimonial (objeto), em virtude de
uma causa que pode ser:
• a vontade das partes (ex voluntate)  direito privado; ou

• a vontade da lei (ex lege)  direito público.

 A OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA tem como causa a


lei (ex lege), mas pode derivar de obrigações de
direito privado (ex voluntate).

62

Obrigação de Direito
Privado e de Direito Público
 Uma simples obrigação de direito privado
pode gerar diferentes obrigações de direito
público, como, por exemplo, numa venda
de mercadoria a prazo:
• obrigação de direito privado  sujeito ativo
(vendedor/credor), sujeito passivo
(comprador/devedor), pagamento do preço (objeto) e
causa (vontade das partes)

• obrigações de direito público  fato gerador do IPI


(pela saída da mercadoria), do ICMS (pela circulação
da mercadoria), do COFINS e do PIS (pelo
faturamento).

63
Obrigação
Principal e Acessória
 OBRIGAÇÃO PRINCIPAL
• Tem como objeto o pagamento do tributo ou sanção
(multa/juros).

 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA
• Tem como objeto os deveres administrativos.

• Não importa em pagamento de tributo, mas o seu


descumprimento pode gerar multas, que não são tributos,
mas sim sanção pela prática de atos ilícito.

• Exemplos: inscrever-se no CNPJ, emitir notas fiscais,


escriturar os livros fiscais e contábeis, preencher guias de
recolhimento etc.

64

Sujeito Ativo
 É o credor da obrigação tributária.

 É sempre uma pessoa jurídica de direito público.

 Deve ter competência constitucional para


instituir e cobrar o tributo objeto da obrigação
tributária.

 Podem ser sujeitos ativos os entes federativos


(União, Estados, Distrito Federal e Municípios) e
as suas autarquias (exemplo: INSS).

65

Sujeito Passivo
 É o devedor da obrigação tributária.
 É sempre um particular (PF ou PJ).
 Caracteriza-se como:
• Contribuinte

• Responsável

• Substituto Tributário

66
Contribuinte – Responsável
– Substituto tributário
 Contribuinte  é o contribuinte “de fato”, isto é, que tem relação
pessoal e direta com o fato gerador, independentemente de
contratos particulares que repassam a obrigação para outros
particulares. Ex.: repasse do IPTU para o locatário de imóveis.

 Responsável  é o contribuinte “de direito”, isto é, eleito pela lei


para responder pela obrigação tributária, em substituição ao
contribuinte “de fato”, dada a maior complexidade para alcançá-lo.
Ex.: IRRF, IPI, ICMS, INSS, ISS etc.

 Substituto Tributário  é o contribuinte “de direito” responsável


pelo pagamento do tributo cujo fato gerador deverá ocorrer
posteriormente, porque é futuro e presumido num elo posterior da
cadeia produtiva. Tem como objetivos: simplificar a fiscalização,
antecipar receitas, evitar a sonegação fiscal. Ex.: tributos
incidentes sobre o preço de automóveis, tintas e vernizes,
produtos farmacêuticos, gasolina etc.
67

Sujeição Passiva Indireta


 Solidariedade – são solidários em relação à obrigação
tributária os sócios e as sociedades resultantes de fusões,
cisões, incorporações, transformações etc.

 Responsabilidade Tributária:
• dos sucessores – adquirentes (inter vivos), herdeiros
(causa mortis), fusão/cisão/
incorporação/transformação de sociedades etc.

• de terceiros – incapazes (tutor, curador, pais e


responsáveis), administradores de bens de terceiros,
inventariantes, síndicos (falência), diretores, gerentes
e representantes legais de pessoas jurídicas de direito
privado.

• por infrações fiscais – criminais ou não criminais.


68

Responsabilidade por
Infrações Fiscais
 De natureza não criminal
• A responsabilidade por débitos fiscais legais,
oriundos de atrasos de pagamento de tributos
declarados ou erros não intencionais, é transferível
nos casos previstos em lei (arts. 128 a 135 do CTN).

 De natureza criminal
• Por outro lado, a responsabilidade tributária torna-se
pessoal e intransferível quando provada a intenção
do contribuinte em omitir ou diminuir pagamentos
de tributos, valendo-se se subterfúgios que
modifiquem a veracidade dos fatos.

69
Crimes Tributários
TIPO CARACTERIZAÇÃO EXEMPLOS
Diminuição ou omissão de Venda de mercadoria sem
receita que acarreta não emissão de nota fiscal.
SONEGAÇÃO
pagamento total ou parcial de
tributos.
Alteração de documentação Alteração de dados contábeis,
FRAUDE para diminuir ou omitir balanços, notas fiscais etc.
pagamentos.
Participação de dois ou mais Venda de imóvel de uma empresa
SIMULAÇÃO / agentes que simulam atos a sócios, por preço menor do que
CONLUIO irreais. o de mercado (distribuição
disfarçada de lucros).
Importação de mercadoria Cocaína, éter, acetona, armas etc.
CONTRABANDO ilícita sem autorização legal
Importação de mercadoria Entrada de mercadorias não
DESCAMINHO lícita sem o recolhimento dos declaradas superior ao limite
tributos incidentes. permitido em lei.
DEPOSITÁRIO INFIEL Omissão do repasse ao agente IRRF, INSS descontados dos
E APROPRIAÇÃO arrecadador de tributos já salários, IPI, ICMS etc.
INDÉBITA descontados de terceiros.
PREVIDENCIÁRIA
Má-fé, ou seja, intenção do Erros propositais na declaração de
DOLO EM GERAL agente de causar lesão ao rendimentos. 70
fisco.

Questões
1. Caracterize o contribuinte “de fato”, o “responsável” e o
“substituto tributário” de alguns tributos.

2. Nos casos de denúncia espontânea, é legal a exigência


do Fisco em relação ao pagamento de multas? Justifique.

3. A omissão de receita na declaração de imposto de renda


caracteriza que tipo de crime fiscal? E a adulteração do
comprovante de rendimentos? E a inclusão de
dependentes irreais?

4. Caracterize a responsabilidade tributária de uma


empresa que não efetuou o recolhimento de tributo já
descontado da folha de pagamento dos seus
funcionários.

71

Competência Tributária
UNIÃO (arts. 153 e 154 – CF)
 Impostos
• Imposto de produtos estrangeiros
• Exportação
• Renda e proventos de qualquer natureza
• Produtos industrializados
• Operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos e valores
mobiliários
• Propriedade territorial rural
• Grandes fortunas
• Outros impostos não previstos na CF  COMPETÊNCIA

 Contribuições Sociais
• Folha de salários e demais rendimentos do trabalho
• Receita e faturamento
• Lucro

 Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico - CIDE

 Empréstimos compulsórios
72
Imposto sobre Produtos Estrangeiros
ou II - Imposto de Importação

 Fato gerador  quando da entrada de produtos estrangeiros no


território nacional;

 Contribuinte  é o importador, ou quem a ele a lei equiparar.


Em alguns casos, o contribuinte é o arrematador (leilão);

 Alíquota  utilizada, depende de ato infralegal, ou seja decreto


presidencial, pois sendo extrafiscal, não esta dentro do principio
da anterioridade/noventena (art. 150, § 1o. da CF/88);

 Base de cálculo  esta ligada exclusivamente a alíquota a ser


utilizada;

 Função do imposto  é econômica ou regulatória. Por essa


razão, a Constituição previu que este imposto não precisa
obedecer o princípio da anterioridade (art. 150, § 1º da CF).

73

Imposto sobre a Exportação


Art. 23 a 28 do CTN

 Contribuinte do imposto  é o exportador ou quem a lei a ele


equiparar;

 Fato gerador  a saída destes do território nacional;

 Base de cálculo do imposto é:

 I – quando a alíquota seja específica, a unidade de medida adotada pela lei


tributária;

 II – quando a alíquota seja ad valorem, o preço normal que o produto, ou seu


similar, alcançaria, ao tempo da exportação, em uma venda em condições de
livre concorrência;

 Alíquotas  podem ser ajustadas para atender aos objetivos da política


cambial e do comercio exterior;

 Não se sujeita  ao princípio da anterioridade, podendo ser alterado no


mesmo exercício financeiro (art. 153, § 1o. da CF).

74

IRPJ – Imposto de Renda


das Pessoas Jurídicas

 Conceito de rendas e proventos  esta fortemente


associado a existência de majoração patrimonial;

 Contribuintes  pessoa jurídica – ficção jurídica – empresas e


entidades de forma geral;

 Fato gerador  é a aquisição da disponibilidade econômica ou


jurídica de renda e de proventos de qualquer natureza (geral);

 Exercício social  espaço de tempo no final do qual as


empresas são obrigadas a apurar seus resultados.

75
Conceituação de Renda

 Renda  é o produto do capital, do trabalho ou


da combinação de ambos;

 Proventos  são os acréscimos patrimoniais


não compreendidos no conceito de renda.

76

IRPJ - modalidades de tributação

 Lucro real  é o lucro líquido do período apurado na


escrituração contábil, ajustado pelas adições, exclusões e
compensações em caráter extracontábil;

 Lucro presumido  é uma forma simplificada de


apuração da base de cálculo do IRPJ e da CSLL;

 Lucro arbitrado  é um recurso utilizado pelas


autoridades fiscais em casos especiais, mas também pode
ser uma opção do contribuinte (não muito comum);

 SIMPLES Nacional  forma de tributação para


“beneficiar” as micro e pequenas empresas.

77

IRPJ - alíquotas
 Alíquota normal  15% sobre base de cálculo ou lucro real;

 Alíquota adicional  10% sobre parcela da base de cálculo que


exceder R$ 20.000,00 por mês;

 Deduções  poderão ser considerados:

 os incentivos fiscais;

 o IR pago ou retido na fonte sobre receitas computadas na


base de cálculo;

 o saldo de imposto pago a maior ou indevidamente em


períodos anteriores.
78
IRPF – Imposto de Renda
das Pessoas Físicas
 Contribuintes pessoa natural;

 Fato gerador aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de


rendas e proventos de qualquer natureza;

 Base de cálculo complexa, podendo ser apurada mediante declaração de


ajuste anual completa ou simplificada;

 Alíquotas  progressivas:
 Base de Cálculo (R$)Alíquota (%)Parcela a Deduzir do IR(R$)
 Até 1.903,98— isento
 De 1.903,99 até 2.826,65 7,5 142,80
 De 2.826,66 até 3.751,05 15,0 354,80
 De 3.751,66 até 4.664,68 22,5 636,13
 Acima de 4.664,69 27,5 869,36

 Tipos de rendimentos:
 Rendimentos tributáveis;
 Rendimentos isentos e não tributáveis;
79
 Rendimentos com tributação exclusivamente na fonte.

IPI – Imposto sobre


Produtos Industrializados
 Incide  sobre os produtos industrializados nacionais e
estrangeiros;

 Fatos geradores  saídas de produtos industrializados dos


estabelecimentos industriais ou equiparados a industriais e o
desembaraço aduaneiro de produtos importados;

 Princípios:

 Não-cumulatividade  gera créditos fiscais para


algumas classes de contribuintes;

 Seletividade  alíquotas são diferenciadas por produtos;

80

IPI – Imposto sobre


Produtos Industrializados
 RIPI  regulamento do IPI – Decreto nº 2.537/98, art. 4.º, define
industrialização;

 Industrialização  qualquer operação que modifique a natureza, o


funcionamento, o acabamento, a apresentação, a finalidade ou o
aperfeiçoamento do produto para consumo, tais como:

 Transformação;

 Beneficiamento;

 Montagem;

 Acondicionamento ou recondicionamento;

 Renovação ou restauração.
81
IPI – Imposto sobre
Produtos Industrializados
 Alíquotas  são variáveis e seguem classificação dos produtos da tabela de
incidência do IPI – TIPI (2402.20.9900), podendo ser ad valorem e ad rem
ou específica;

 Base de cálculo:

 Produto nacional  preço da operação na saída dos produtos;

 Produto importado  será a base de cálculo dos impostos aduaneiros, acrescidos


desses tributos e dos encargos cambiais pagos pelo importador;

 Registros fiscais:

 Livro de entradas;
 Livro de saídas;
 Livro de apuração do IPI;
 Livro de controle da produção e estoque.

82

CSLL – Contribuição Social


sobre o Lucro Líquido
 Conceito  é uma contribuição de competência da União, sendo uma das
fontes de recursos para atender o programa de seguridade social;

 Fato gerador  é a obtenção de lucro no exercício (base positiva ou negativa);

 Base de cálculo  no lucro real, é o resultado apurado na contabilidade,


ajustado pelas adições, exclusões e compensações; no lucro presumido e
arbitrado é calculada conforme tabelas para apuração da base de cálculo;

 Alíquotas:

 9%  sobre a base de cálculo das pessoas jurídicas em geral;


 15%  para as instituições financeiras e assemelhadas.

83

CIDE – Contribuição de Intervenção


no Domínio Econômico (Lei nº 10.336/01)
 Incide  sobre a importação e a comercialização de petróleo e
seus derivados, gás natural e seus derivados, e álcool etílico
combustível;

 Produto da arrecadação  da Cide será destinada, na forma da lei


orçamentária, ao:

 I - pagamento de subsídios a preços ou transporte de álcool


combustível, de gás natural e seus derivados e de derivados
de petróleo;

 II - financiamento de projetos ambientais relacionados com a


indústria do petróleo e do gás;

 III - financiamento de programas de infra-estrutura de


transportes;

 Recursos serão distribuídos  pela União aos Estados e ao Distrito


Federal, trimestralmente;
84
CIDE – Contribuição de Intervenção
no Domínio Econômico (Lei nº 10.336/01)
 Distribuição observará os seguintes critérios:

 I – 40% (quarenta por cento)  proporcionalmente à extensão da malha


viária federal e estadual pavimentada existente em cada Estado e no
Distrito Federal, conforme estatísticas elaboradas pelo Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes - DNIT; (Incluído pela Lei nº
10.866, de 2004);

 II – 30% (trinta por cento)  proporcionalmente ao consumo, em cada


Estado e no Distrito Federal, dos combustíveis a que a CIDE se aplica,
conforme estatísticas elaboradas pela Agência Nacional do Petróleo -
ANP; (Incluído pela Lei nº 10.866, de 2004);

 III – 20% (vinte por cento)  proporcionalmente à população, conforme


apurada pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -
IBGE; (Incluído pela Lei nº 10.866, de 2004);

 IV – 10% (dez por cento)  distribuídos em parcelas iguais entre os


Estados e o Distrito Federal. (Incluído pela Lei nº 10.866, de 2004).

85

IOF –Imposto sobre Operações de Crédito,


Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos e
Valores Mobiliários (Lei nº 8.894/94)

 São contribuintes do imposto:


 tomadores de crédito;

 adquirentes de títulos e valores mobiliários e titulares de


aplicações financeiras;

 instituições financeiras e demais instituições autorizadas a


funcionar pelo Banco Central do Brasil.

 Alíquotas alteradas pelo Decreto nº 6.339/2008


 Exemplo  mutuário pessoa física: 0,0082%;

86

ITR – Imposto Territorial Rural


(Lei nº 9.393 /96)

 Fato gerador  ocorre quando há o domínio útil ou a posse do


imóvel, localizado fora do perímetro urbano do município;

 Contribuintes  do imposto podem ser o proprietário do imóvel,


ou titular do seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer
título;

 Alíquota  utilizada varia com a área da propriedade e seu grau


de utilização. A base de cálculo é o valor da terra sem qualquer
tipo de benfeitoria ou beneficiamento (inclusive plantações): ou
seja, é o valor da terra nua;

 Utilizado  como direcionador de política pública - o ITR passou


a ser muito maior para propriedades não-produtivas. Essa
medida ajudou a acabar com o “latifúndio improdutivo" (grandes
propriedades que nada produziam, e serviam como reserva
financeira ou para especulação).

87
Contribuição para PIS/PASEP
 PIS  contribuição para o Programa de Integração Social –
funcionários das empresas do setor privado;

 PASEP  contribuição para o Programa de Formação do


Patrimônio do Servidor Público – servidores do setor público;

 Contribuintes  pessoas jurídicas de direito privado e as que


lhes são equiparadas pelo RIR, entidades sem fins lucrativos
constantes no art. 13 da MP n.º 2.037 e pessoas jurídicas de
direito público;

 Modalidade de contribuição e alíquotas:

 PIS/PASEP sobre faturamento mensal  0,65%;


 PIS/PASEP sobre folha de pagamento  1,0%;
 PIS/PASEP sobre valor mensal das receitas correntes arrecadadas e
das transferências correntes e de capital recebidas  1,0%
88

PIS não cumulativo


 Empresas tributadas  lucro real;

 Alíquota  alterada de 0,65% para 1,65%;


 Nova sistemática de cálculo  do total das receitas da
venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou
alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa
jurídica podendo descontar créditos relativos a bens
adquiridos para revenda, bens e serviços utilizados como
insumos na fabricação de produtos destinados à venda ou à
prestação de serviços e outras despesas;

 Válida  dezembro/2002 – vencto. 15/02/2003;


 Empresas excluídas  tributadas pelo lucro presumido,
arbitrado ou SIMPLES; imunes; órgãos públicos, autarquias e
fundações públicas federais, estaduais e municipais; e as
empresas de serviços de telecomunicações.
89

PIS não cumulativo


nova sistemática de cálculo
 Receitas da venda de bens e serviços
 Podendo deduzir os créditos:

 Bens adquiridos para revenda;


 Bens e serviços utilizados com insumos na fabricação de produtos
destinados à venda ou à prestação de serviços, inclusive
combustíveis e lubrificantes;
 Aluguéis de prédios máquinas e equipamentos pagos a pessoa
jurídica, utilizados nas atividades da empresa;
 Encargos de depreciação de máquinas e equipamentos adquiridos
para utilização na fabricação de produtos destinados à venda, e a
outros bens incorporados ao ativo imobilizado (01.05.2004);
 Encargos de amortização de edificações e benfeitorias em imóveis de
terceiros;
 Bens recebidos em devolução, cuja receita de venda tenha integrado
o faturamento de meses anteriores;
 Estoques de abertura em 01/12/02 ou no primeiro dia do mês em que
a empresa passar ao lucro real, a razão de 1/12 avos ao mês.
90
COFINS – Contribuição
Social sobre Faturamento
 Conceito  na realidade é também uma contribuição social
para financiamento da seguridade social, incidindo sobre o
faturamento mensal das pessoas jurídicas ou a elas
equiparadas (antigo FINSOCIAL);

 Contribuintes  pessoas jurídicas em geral e outras a elas


equiparadas pelo RIR, excluindo entidades beneficentes de
assistência social, associações sem fins lucrativos, sindicatos,
federações, órgãos de classes e cooperativas;

 Base de cálculo  o faturamento mensal, excluindo IPI e ICMS


cobrado pelo substituto, vendas canceladas, devoluções,
descontos incondicionais, exportações, devendo-se adicionar as
receitas financeiras na base de cálculo;

 Alíquota  3,0%;

91

COFINS não cumulativo


 Empresas tributadas  lucro real;

 Alíquota  alterada de 3,0% para 7,6%;


 Nova sistemática de cálculo  do total das receitas da venda
de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e
todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica
podendo descontar créditos relativos a bens adquiridos para
revenda, bens e serviços utilizados como insumos na
fabricação de produtos destinados à venda ou à prestação de
serviços e outras despesas;

 Válida  01/02/2004 – vencto. 15/03/2004;


 Empresas excluídas  tributadas pelo lucro presumido,
arbitrado ou SIMPLES; imunes; órgãos públicos, autarquias e
fundações públicas federais, estaduais e municipais; e as
empresas de serviços de telecomunicações.
92

COFINS não cumulativo


nova sistemática de cálculo
 Receitas da venda de bens e serviços

 Podendo deduzir os créditos:

 Bens adquiridos para revenda;


 Bens e serviços utilizados com insumos na fabricação de produtos
destinados à venda ou à prestação de serviços, inclusive combustíveis
e lubrificantes;
 Aluguéis de prédios máquinas e equipamentos pagos a pessoa
jurídica, utilizados nas atividades da empresa;
 Encargos de depreciação de máquinas e equipamentos adquiridos
para utilização na fabricação de produtos destinados à venda, e a
outros bens incorporados ao ativo imobilizado (01.05.2004);
 Encargos de amortização de edificações e benfeitorias em imóveis de
terceiros;
 Bens recebidos em devolução, cuja receita de venda tenha integrado o
faturamento de meses anteriores;
 Estoques de abertura em 01/02/2004 ou no primeiro dia do mês em
que a empresa passar ao lucro real, a razão de 1/12 avos ao mês.
93
Competência Tributária
ESTADOS E DISTRITO FEDERAL (art. 155 – CF)
 Impostos
• Transmissão causa mortis e doações
• Operações relativas à circulação de mercadorias e prestação de
serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de
comunicação
• Propriedade de veículos automotores

 Taxas e Contribuições de Melhoria

MUNICÍPIOS E DISTRITO FEDERAL (art. 156 – CF)


 Impostos
• Propriedade territorial urbana
• Transmissão inter vivos
• Serviços de qualquer natureza, exceto os previstos no art. 155 –
CF

 Taxas e Contribuições de Melhoria

94

ICMS – IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO


DE MERCADORIAS E SERVIÇOS
(transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação)

 Incide  sobre circulação de mercadorias ou prestação de


determinados serviços, entradas de mercadorias importadas e
fornecimento de alimentação, bebidas e outras mercadorias em
restaurantes, bares e similares;

 Base de cálculo  de modo geral é o valor da operação


incluindo importâncias acessórias (fretes e seguros), excluídos
os descontos incondicionais;

 Princípios:

 Não-cumulatividade  aproveitamento de créditos fiscais;

 Seletividade  alíquotas diferenciadas por produto /


serviço (não obrigatório);

95

ICMS – IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO


DE MERCADORIAS E SERVIÇOS
(transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação)

 Contribuinte, responsável ou substituto tributário  é quem


deve recolher o imposto; responsável é definido por lei; no caso do
substituto, é aquele obrigado a calcular, cobrar e recolher o imposto
que será devido nas operações seguintes;

 Alíquotas  podem ser:


 Estaduais ou internas  7% - 12% - 18% - 25%;
 Interestaduais ou externas  7% - 12% - 25%;

 Escrita fiscal:

 Registro de entradas;
 Registro de saídas;
 Registro de apuração do ICMS;
 GIA de apuração.

96
IPVA – Imposto sobre a Propriedade
de Veículos Automotores

 Competência  dos Estados e do Distrito Federal;


 Instituído em substituição à antiga Taxa Rodoviária Única
– TRU;

 Alíquotas mínimas  fixadas pelo Senado Federal, com


base no art. Art. 155, inciso III, parágrafo 6º da CF;

 Poderá  ter alíquotas diferenciadas em função do tipo e


utilização;

 Fato gerador  propriedade de veículo automotor de qualquer


espécie:

 automóveis, ônibus, microônibus, caminhões, motocicletas,


ciclomotores, tratores, jet-skis, barcos, lanchas, aviões de
esporte e lazer.
97

IPVA – Imposto sobre a Propriedade de


Veículos Automotores

 Base de cálculo:

 valor venal do veículo 


é obtido a partir de preços médios
de mercado vigentes no mês de setembro do ano
imediatamente anterior para vigorar no exercício seguinte,
apurados nas diversas fontes disponíveis (jornais, revistas
especializadas, concessionárias , fabricantes, etc);

 veículo novo 
a base de cálculo será o valor total
constante da Nota Fiscal de aquisição;

 veículo importado diretamente do exterior pelo


consumidor final a base de cálculo do imposto será o
valor constante do documento de importação, acrescido dos
valores dos tributos e quaisquer despesas aduaneiras devidos
pela importação, ainda que não recolhidos pelo importador.
SEFAZ/SP
98

IPVA – Imposto sobre a Propriedade de


Veículos Automotores

 Arrecadação:

 50% constituem receita do Estado;

 50% constituem receita do Município onde estiver


licenciado o veículo;

 Além do IPVA, são cobrados na guia de


recolhimento o seguro obrigatório, as taxas do
DETRAN e a tarifa de serviço devida à instituição
bancária arrecadadora.

99
IPTU – Imposto sobre a Propriedade
Predial e Territorial Urbana

 Compete  aos municípios e ao Distrito Federal;


 Incide  sobre a propriedade imobiliária;
 Conceito  abrange terrenos urbanos mesmo sem
edificações;

 Contribuinte  do imposto é o proprietário do imóvel, o


titular do seu domínio útil, ou o seu possuidor a qualquer
título. (art. 34 CTN);

 Base de cálculo  valor venal do imóvel. (art. 33 CTN);

100

IPTU – Imposto sobre a Propriedade


Predial e Territorial Urbana

 Valor venal x valor de mercado:

 Valor venal  deve ser entendido como valor de venda em


dinheiro à vista, ou como valor de liquidação forçada;

 Valor de mercado  o quantum é ditado pela negociação,


aceitação de parte do preço em outros bens, entre outros
artifícios.

 Valor venal  de um imóvel pode chegar a menos de 50%


de seu valor de mercado.

 Alíquota  é estabelecida pelo legislador municipal, variando


conforme o município.

101

IPTU – Imposto sobre a Propriedade


Predial e Territorial Urbana
 Áreas urbanas:

 Áreas urbanas ou urbanizáveis  definidas em Lei Municipal


com pelo menos dois tipos de melhoramentos indicados no
Parágrafo 1º art. 32 do CTN:

 calçamento com canalização de águas pluviais;

 abastecimento de água;

 sistema de esgoto;

 rede de iluminação pública com ou sem posteamento;

 escola primária ou posto de saúde (distância máxima de 3 Km.

102
ISSQN ou ISS – Imposto sobre
Serviços de Qualquer Natureza

 Incide  sobre serviços prestados pelas empresas (PJ) ou


profissionais autônomos (PF), no município da
sede/domicilio, exceção construção e algumas atividades;

 Base de cálculo  é o preço do serviço;


 Documento hábil  nota fiscal de prestação de serviços;
 Alíquotas  de 2% a 5%;
 Registro  Livro de notas fiscais de serviços prestados;

 Recolhimento  contribuinte ou responsável.

103

Questões
1. Estabeleça a diferença entre renda e proventos.

2. Quais as diferentes formas contábeis de apuração do lucro


da empresa? Explique cada uma delas com suas palavras.

3. Com relação ao IRPJ o que significam as alíquotas: normal


e adicional? Como impactam no cálculo do tributo?

4. O IPI é um imposto não-cumulativo. Justifique a


afirmativa.

5. Qual é o fato gerador da CSLL? Porque este tributo se


intitula como “contribuição social”?

104

Questões
6. Qual o fato gerador do IOF? Porque este imposto teve
suas alíquotas reajustadas? Qual o impacto sobre os
contribuintes?

7. O ICMS é um IVA? Porquê?

8. Porque o IPVA pode ter alíquotas diferenciadas?

9. Diferencie valor venal x valor de mercado.

10. O que é especulação imobiliária? Qual o papel da


tributação nesta situação?

105
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

UNIDADE II - PLANEJAMENTO
TRIBUTÁRIO
2.1 Conceitos e Classificação; 2.1.Não Incidência
Tributária; 2.2.Elisão e Evasão Fiscal;
2.3.Sonegação e Inadimplência Fiscal; 2.4.
Alternativas de Planejamento Tributário; 2.5.
Reogarnizações Empresariais e Planejamento
Tributário.

Gestão e planejamento tributário

GESTÃO
TRIBUTÁRIA

PLANEJAMENTO
TRIBUTÁRIO

107

Gestão tributária X
planejamento tributário

“ cada homem tem o direito de, se possível, organizar


seus assuntos (negócios), de tal modo que o imposto
incidente em conformidade com as respectivas leis
seja menor do que seria de outra forma (...)

(...) se ele conseguir ajustá-los para obter esse


resultado, não poderá ser compelido a pagar imposto
maior, mesmo se a capacidade inventiva não agradar
os fiscais da receita ou aos seus colegas contribuintes.

LORD TOMLIM – INGLATERRA 1936

108
Direito de reduzir a carga
tributária (Lei 6.404/76)

Art 153. O administrador da companhia deve empregar, no exercício de


suas funções, o cuidado e diligência que todo homem ativo e probo costuma
empregar na administração dos seus próprios negócios.

Art 154. O administrador deve exercer as atribuições que a lei e o estatuto


lhe conferem para lograr os fins e no interesse da companhia, satisfeitas as
exigências do bem público e da função social da empresa.

109

Planejamento tributário

 Estrita legalidade;

 Caráter preventivo  antes do fato


gerador;

 Propósito do negócio?

 Não há fórmula pronta.


110

Planejamento tributário

 Finalidades:

 Evitar  a incidência do fato gerador;

 Reduzir  o montante do tributo, sua


alíquota ou base de cálculo;

 Retardar  o pagamento do tributo


sem ocorrência da multa.
111
Responsável pela
escrituração contábil e fiscal
 Profissionais da área contábil e
tributária  precisam conhecer com
profundidade a legislação tributária,
devido às suas responsabilidades quanto
à eficácia e eficiência na gestão;

 Responsabilidade civil e criminal 


podem ser condenados por prejuízos
causados à empresa, bem como por
crimes contra a ordem tributária, por dolo
(CC arts. 1.178 e 1.179).
112

Tomada de decisão
 Análises:
 Quantitativa;
 Qualitativa;

• Dados parâmetros para orientar decisões;

• Função estratégica da tomada de decisão.

113

Modalidades atuais de tributação de


pessoa jurídica
Resultado das Empresas

Lucro Lucro Lucro


arbitrado presumido real
Regime de
apuração

Anual ou Lucro real Lucro real


Trimestral trimestral anual
proporcional

Pagamento Pagamento com base


Pagamento Pagamento na receita bruta mensal
definitivo com Regime de
definitivo com definitivo com e ajuste pelo real pagamento
base na receita
base na receita base no lucro real acumulado
bruta ou critério mensalmente e ajuste
bruta trimestral
alternativo na DIRPJ anual
114
Gestão tributária
 Estrutura  departamental multidisciplinar
envolvendo produção, compras, vendas,
contabilidade, finanças, controladoria e
jurídica (comitê fiscal);

 Grupos de discussão  importante


participar de grupos externos,
principalmente no caso de contenciosos;

 Consultores externos  importantes para


discussão de casos ou até mesmo para
suprir estrutura.
115

Gestão tributária

 Relacionamento com a gestão de produção:

 Opção  fabricar internamente ou terceirizar;

 Local  onde se estabelecer para produzir;

 Venda  de determinada linha de produção.

116

Gestão tributária
 Relacionamento com a gestão de compras:

 Opção  comprar simplesmente ou encomendar


produção entregando matérias-primas;

 Local  onde comprar, diferentes estados ou


países, ou até regiões;

 Compra  definitiva ou consignação.

117
Gestão tributária
 Relacionamento com a gestão de vendas:

 Opção  venda direta da fábrica, através de


distribuidores ou ainda por rede varejista;

 Local  onde vender, mercado interno ou


externo, para outros estados ou regiões
incentivadas;

 Venda  separação de mercadorias e produtos de


serviços, vendas definitivas ou entrega em
consignação.

118

Gestão tributária
 Relacionamento com a gestão contábil, financeira
e controladoria:

 Opção  analisar e custear as várias alternativas;

 Local  analisar logística e fluxo financeiro


correspondente;

 Riscos  analisar e avaliar, inclusive quantificando


os riscos envolvidos para empresa;

 Contabilização  correta dos procedimentos


adotados.
119

Gestão tributária
 Relacionamento com a gestão jurídica:

 Opção  utilização de departamento próprio ou


consultoria especializada;

 Local  estudo e análise da legislação dos locais


alternativos;

 Risco  orientação correta para que se mantenha


no campo da elisão, não ingressando no campo da
evasão.

120
Planejamento e gestão tributária

 Conceito  forma lícita de reduzir a carga fiscal, exigindo


alta dose de conhecimento técnico para as decisões
estratégicas no ambiente corporativo;

 Oportunidade  de dar enormes contribuições à alta


direção da empresa;

 Redução de custos  racionalizando os custos tributários


da empresa;

 Elisão  planejamento tributário entre opções lícitas;

 Evasão  sonegação, crime contra ordem tributária.


121

A elisão fiscal pode ser...

 Em decorrência do texto legal;


 Ex.: incentivos fiscais

 Resultante de lacunas e brechas


legais.
 Utilizando elementos que a lei não
proíba

122

Planejamento tributário
 Principais preocupações da administração:

 Impacto  no fluxo de caixa;

 Risco envolvido  ser plenamente conhecido pela


administração;

 Decisão  compartilhada por controladoria,


finanças e jurídico;

 Auditoria externa  aceitação.


123
Planejamento tributário
 O que não é planejamento tributário?
 Crimes contra a ordem tributária  fraudar
fiscalização, omitir informação ou prestar declaração falsa,
falsificar ou alterar nota fiscal, deixar de recolher tributo no
prazo legal por má fé;

 Sonegação fiscal  ação ou omissão dolosa, impedir ou


retardar, total ou parcialmente o conhecimento pelo fisco
de um fato ocorrido ou da natureza do fato;

 Simulação  art. 102 Código Civil – transmissão de


direitos a pessoas diversas, falsa declaração e confissão,
datas divergentes da ocorrência do ato, intenção de
prejudicar terceiros ou violar dispositivo legal;
 Abuso de forma e negócio jurídico indireto;
 Distribuição disfarçada de lucros.
124

Planejamento tributário

 Elisão X evasão:

 Elisão  condutas lícitas, não simuladas e


anteriores ao fato gerador;

 Evasão  condutas ilícitas ou posteriores ao fato


gerador, incluindo simulação, fraude e sonegação;

 Os atos  só podem ser atacados nos casos de


evasão.
125

Norma anti-elisiva
 Alcance:

 Atinge  atos praticados com simulação ou


fraude, ou que se prestem a ocultar fato
gerador já ocorrido, já punidos pela
legislação anterior;

 Não atinge  operações praticadas em


observância à estrita legalidade.

126
Planejamento tributário

 Riscos envolvidos:

 Responsabilidade dos administradores  com


o que não é planejamento tributário;

 Responsabilidade por sucessão  CTN - arts.


128 a 138;

 Análise risco X retorno  quantificar risco.

127

Planejamento tributário

 Tipos de planejamento:

 Contencioso X operacional;

 Planejamento nas operações das empresas:

• Novos investimentos;
• Operações normais;
• Desinvestimentos.

128

Planejamento tributário
 Novos investimentos:

 Escolha do local do novo investimento  busca de


benefícios fiscais governamentais:

• Município  isenção de IPTU, ISS menor,


terrenos;
• Estado  guerra fiscal entre estados;
• União  regiões incentivadas, financiamentos;

 “business core”  logística, distribuição, custos


adicionais de fretes;
 Estruturação  aquisição e posterior incorporação de
forma a ter o melhor aproveitamento fiscal possível.
129
Incentivos fiscais
 Tributos  são instituídos para serem
arrecadados;

 Estado  pode abrir mão de parte da


arrecadação, visando incentivar determinadas
atividades ou regiões (renuncia fiscal);

 Extrafiscalidade  utilização da tributação com


fins diversos de arrecadação;

 Exemplos  zona franca de Manaus, isenções


para exportações, sociedades sem fins lucrativos
etc.
130

Planejamento tributário - ZFM


 Situação:

 empresa situada no município de SP desenvolve


industrialização e comercialização de produtos;

 operações envolvidas:
• aquisição de MP e PI;
• importação de componentes diretamente do
exterior;
• reunião das partes (montagem industrial);
• comercialização dos produtos em mercado
atacadista.
131

Planejamento tributário - ZFM

Subsidiária
Empresa em
integral de A
SP (A)
na ZFM (B)

•adquire MP e PI para fabricação •importa componentes;


de partes e peças;
•realiza montagem;
•vende partes e peças para B;
•vende o produto acabado para A;
•revende o produto acabado
reaquirido de B.

132
Planejamento tributário - ZFM
Venda dos
produtos finais Importações de componentes
(3) estrangeiros (2)

Subsidiária
Empresa em integral de A
SP (A) na ZFM (B)

Revenda dos Venda de partes


produtos finais (4)
e peças (1)

(1) Suspensão de IPI (art. 61 – decreto 2.637/98), sem débito de ICMS;


(2) Suspensão do IPI (art. 63) e suspensão do II;
(3) Isenção do IPI (art. 59), débito do ICMS, pagamento de II com redução;
(4) Não há incidência do IPI (se o revendedor for equiparado a industrial ocorre isenção de IPI),
há incidência de ICMS. 133

Incorporação

Empresa Beta
Incorporada Empresa Alfa
Incorporadora Empresa
Empresas Beta e Os sócios de Beta e Alfa
Ceres são extintas e Ceres passam a ser Sucessora de
seus ativos e passivos
sócios de Alfa na Beta e Ceres
são incorporados
pela Empresa Alfa. proporção definida na
relação de troca.

Empresa Ceres
Incorporada

134

Fusão

Empresa
Empresa A + Empresa B + Empresa C =
D

135
Cisão total

Transferência de
Empresa B
40% do patrimônio

Empresa A

Transferência de
Empresa C
60% do patrimônio

136

Cisão parcial

Empresa B
Transferência de
Formada com
30% do patrimônio
30% do PL de A

Empresa A

Empresa A
Continua com
70% de seu PL

137

Gestão tributária

 “Solucionar questões complexas ou


controvertidas na dinâmica dos
impostos, esclarecer questões
tributárias resultantes de lacunas ou
obscuridade na lei ou regulamento
fiscal.”
(Humberto B. Borges)

138
Economia tributária

Quem sabe mais,


paga menos.

139

UNIDADE III - EQUIPARAÇÃO DA


PESSOA FÍSICA À PESSOA JURÍDICA

3.1.Definição; 3.2.Descaracterização como


empresa Individual ; 3.3.Microempreendedor
Individual
(MEI).

140

Definição
A pessoa física equipara-se à pessoa jurídica, por força da legislação,
quando:
a) em nome individual, explore, habitual e profissionalmente,
qualquer atividade econômica de natureza civil ou comercial, com o
fim especulativo de lucro, mediante venda a terceiro de bens ou
serviços, quer se encontrem regularmente inscritas ou não junto ao
órgão do Registro de Comércio ou Registro Civil (com exceção das
mencionadas no subtópico “descaracterização como empresa
individual”, a seguir);

b) promova a incorporação de prédios em condomínio ou loteamento


de terrenos (RIR/99, art. 150, inciso III).
141
DESCARACTERIZAÇÃO COMO EMPRESA
INDIVIDUAL

Não se caracterizam como empresa


individual, ainda que, por exigência legal
ou contratual, encontrem-se cadastradas
no CNPJ (RIR/99, arts. 214 e 215) ou que
tenham seus atos constitutivos registrados
em Cartório ou Junta Comercial, entre
outras:
142

DESCARACTERIZAÇÃO COMO EMPRESA


INDIVIDUAL
a) as pessoas físicas que, individualmente,
exerçam profissões ou explorem atividades
sem vínculo empregatício, prestando serviços
profissionais, mesmo quando possuam
estabelecimento em que desenvolvam suas
atividades e empreguem auxiliares (RIR/99,
art. 150, § 2º, I);

143

DESCARACTERIZAÇÃO COMO EMPRESA


INDIVIDUAL

b) a pessoa física que explore,


individualmente, contratos de
empreitada unicamente de mão-de-
obra, sem o concurso de profissionais
qualificados ou especializados (PN
CST 25/76);
144
DESCARACTERIZAÇÃO COMO EMPRESA
INDIVIDUAL
c) a pessoa física que explore individualmente
atividade de recepção de apostas da Loteria
Esportiva e da Loteria de números (Loto, Sena,
Megasena, etc.) credenciados pela Caixa
Econômica Federal, ainda que, para atender
exigência do órgão credenciador, estejam
registradas como pessoa jurídica, e desde que não
explorem, no mesmo local, outra atividade
comercial (ADN COSIT 24/99);
145

DESCARACTERIZAÇÃO COMO EMPRESA


INDIVIDUAL

d) o representante comercial que exerça


exclusivamente a mediação para a
realização de negócios mercantis, como
definido pelo art. 1º da Lei 4.886/65, uma
vez que não os tenham praticado por
conta própria (RIR/99, art. 150, § 2º, III,
c/c o ADN CST 25/89);
146

DESCARACTERIZAÇÃO COMO EMPRESA


INDIVIDUAL

e) todas as pessoas físicas que,


individualmente, exerçam as profissões
ou explorem atividades consoante os
termos do art. 150, § 2º do RIR/99, como
por exemplo: serventuários de justiça,
tabeliães, corretores, leiloeiros,
despachantes etc.
147
TRANSPORTE DE CARGAS OU DE
PASSAGEIROS

Não é equiparado à pessoa jurídica a


pessoa física que faz o serviço de
transporte de cargas ou de passageiros
em veículo próprio ou locado, mesmo
que ocorra a contratação de empregados,
como ajudantes ou auxiliares (RIR/99,
artigos 47, 86 e 111).
148

TRANSPORTE DE CARGAS OU DE
PASSAGEIROS

Caso haja a contratação de profissional


para dirigir o veículo, descaracteriza-se a
exploração individual da atividade,
ficando a pessoa física, que desta forma
passa a explorar atividade econômica
como firma individual, equiparada à
pessoa jurídica.
149

TRANSPORTE DE CARGAS OU DE
PASSAGEIROS

O mesmo ocorre nos casos de exploração


conjunta, haja ou não co-propriedade do
veículo, porque passa de individual para
social o exercício da atividade
econômica, devendo a "sociedade de
fato" resultante, ser tributada como
pessoa jurídica (PN CST 122/74).
150
OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS

As pessoas físicas que por determinação


legal sejam equiparadas à pessoas
jurídicas, como empresas individuais,
deverão adotar todos os procedimentos
contábeis e fiscais aplicáveis às demais
pessoas jurídicas, estando especialmente
obrigadas a:
151

OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS

1) inscrever-se no CNPJ, após


a formalização da constituição
na Junta Comercial ou no
Cartório de Registro Civil
(RIR/99, art. 214);
152

OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS

2) manter escrituração contábil completa em livros


registrados e autenticados, com observância das leis
comerciais e fiscais, de acordo com a forma de
tributação adotada (lucro real, presumido ou, ainda,
o cumprimento das obrigações específicas a que se
sujeitam as pessoas jurídicas que optam pela
inscrição no SIMPLES, se não houver vedação
legal em função da atividade exercida);

153
OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS

3) manter sob sua guarda e


responsabilidade os documentos
comprobatórios das operações
relativas às atividades da empresa
individual, pelos prazos previstos na
legislação;
154

OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS

4) apresentar a ECF -
Escrituração Contábil Digital,
a DCTF e cumprir outras
obrigações tributárias
acessórias;
155

OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS

5) efetuar as retenções
e recolhimentos do
imposto de renda na
fonte, com a posterior
entrega da DIRF.
156
OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS

Ressalte-se que o fato da pessoa física –


equiparada por força da legislação à empresa
individual – não se encontrar regularmente
inscrita no CNPJ ou no competente órgão do
registro civil ou de comércio, será
considerado irrelevante para fins de
pagamento do imposto de renda pessoa
jurídica (PN CST 80/71 c/c o PN CST
38/75). 157

158

Microempreendedor Individual (MEI).


Microempreendedor individual (MEI), no Brasil, é
o empresário individual a que se refere o artigo 966
do Código Civil Brasileiro.
Atua geralmente como empresa virtual ou "ILTDA",
através de formas que independem de
estabelecimento fixo, como Internet, porta-a-porta,
máquinas automáticas, correios, telemensagens e
outros meios virtuais previstos em lei.

159
Microempreendedor Individual (MEI).
O MEI trabalha por conta própria e se
legaliza como pequeno empresário, desde
que fature no máximo 81 mil reais por
ano, não tenha participação em outra
empresa como sócio ou titular e tenha no
máximo um empregado contratado que
receba o salário mínimo ou o piso da
categoria. 160

Microempreendedor Individual (MEI).


A Lei Complementar nº 128, de 19 de
dezembro 2008, criou condições especiais para
tornar um MEI legalizado, com registro no
Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas
(CNPJ), enquadramento no Simples Nacional
e isenção dos impostos federais (imposto de
renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL).

161

Microempreendedor Individual (MEI).


O MEI paga apenas um valor fixo mensal,
destinado à Previdência Social e ao ICMS
ou ao ISS, e tem com isso acesso a
benefícios como auxílio-maternidade,
auxílio-doença, aposentadoria, entre
outros.

162
Microempreendedor Individual (MEI).
O MEI foi introduzido pela Lei Complementar
128/08 e inserido na Lei Geral da Micro e
Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06)
que possibilita a formalização de
empreendedores por conta própria como
costureiras, salgadeiras, quitandeiros,
quiosqueiros, açougueiros, verdureiro,
mecânicos entre outros.
163

Microempreendedor Individual (MEI).


As principais características da MEI são:
 Empresa individual (sem sócios)
 Faturamento médio mensal de até 6 mil e 750 reais
 Ter um empregado que receba salário de somente um
salário mínimo ou piso da categoria(o que for maior)
 A atividade da empresa tem que se enquadrar no Anexo
XIII do Simples Nacional
 Não ter empresa em seu nome nem participar de outra
empresa como sócio ou administrador

164

Microempreendedor Individual (MEI).


Gastos para ser um Micro Empreendedor Individual:
• Paga um valor fixo mensal baixo* para previdência social
e ICMS/ISS
• Paga mensalmente R$ 36,20 (INSS)
• Prestadores de serviços pagam mais R$ 5 e comércio e
indústria mais R$ 1, mensais
• Esse valor fixo mensal é de R$ 37,20 para comércio ou
indústria, R$ 41,20 para prestação de serviços ou R$
42,20 para comércio e serviços.
165
UNIDADE IV - RETENÇÃO DE
IMPOSTOS E CONSTRIBUIÇÕES

4.1.IRRF; 4.2.PIS/PASEP –
COFINS – CSLL (CSRF ou
PCC); 4.3.ISSQN; 4.4.INSS

166

Retenção na fonte e pagamento do imposto

Base legal regulamentadora: IN SRF 15/01, arts.


16 e 17

Passos a serem tomados:

I – Identificar a natureza do rendimento


(trabalho com ou sem vinculo empregatício, pró-
labore, aluguéis, fretes, lucros, aquisições de
bens, etc.);

II – Confirmar se o valor não está incluso nas


hipóteses legais de isenção ou não incidência;

Retenção na fonte e pagamento do imposto


Passos a serem tomados (continuação):

III – Verificar se o rendimento não é tributado na


fonte em separado dos demais (ex. férias e 13º
salário);

IV – Verificar se já não houve pagamento


anterior, no mês, ao mesmo beneficiário;

V – Beneficiário PF: a retenção do imposto de


renda ocorre por ocasião do efetivo pagamento
(regime de caixa), mesmo havendo apropriação
contábil do valor antes desta data;
Retenção na fonte e pagamento do imposto
Passos a serem tomados (continuação):

VI – Não retido o imposto, fica assumido o ônus


pela fonte pagadora;

VII – Não será efetuada a retenção de valor igual


ou inferior a R$ 10,00.

Retenção na fonte e pagamento do imposto


O imposto deverá ser retido por ocasião de cada
pagamento e, se houver mais de um pagamento
pela mesma fonte pagadora, aplicar-se-á a
alíquota correspondente à soma dos rendimentos
pagos à PF, no mês, a qualquer título,
compensando-se o imposto retido anteriormente.
Quando houver mais de um pagamento no mês a
títulos diferentes, será utilizado o código
correspondente ao rendimento de maior valor no
mês;
O recolhimento do IRRF sobre quaisquer
rendimentos deve ser efetuado, de forma
centralizada, pelo estabelecimento matriz da PJ.

Retenção na fonte e pagamento do imposto


Prazos e recolhimento:
a) na data da ocorrência do fato gerador, no caso
de:
1) rendimentos atribuídos a residentes ou
domiciliados no exterior;
2) pagamento a beneficiários não identificados.
b) até o 3º dia útil subseqüente ao decêndio de
ocorrência dos fatos geradores, no caso de:
1) juros sobre o capital próprio e aplicações
financeiras, inclusive os atribuídos a residentes ou
domiciliados no exterior, e títulos de
capitalização;
Retenção na fonte e pagamento do imposto
Prazos e recolhimento (continuação):
b) até o 3º dia útil subseqüente ao decêndio de
ocorrência dos fatos geradores, no caso de:
2) prêmios, inclusive os distribuídos sob a forma
de bens e serviços, obtidos em concursos e
sorteios de qualquer espécie e lucros decorrentes
desses prêmios; e
3) multa ou qualquer vantagens, de que trata o
art. 70 da Lei nº 9.430, de 27.12.1996.

Retenção na fonte e pagamento do imposto


Prazos e recolhimento (continuação):
c) até o último dia útil do mês subseqüente ao
encerramento do período de apuração, no caso de
rendimentos e ganhos de capital distribuídos pelos
fundos de investimento imobiliário; e
d) até o último dia útil do primeiro decêndio do
mês subseqüente ao mês de ocorrência dos fatos
geradores, nos demais casos.
Obs. fato gerador: pagamento ou crédito
(disponibilidade econômica), entre os dois, o qual
ocorrer primeiro.

Retenção na fonte e pagamento do imposto


Adiantamentos
o adiantamento correspondente a determinado
mês não estará sujeito à retenção, desde que os
rendimentos sejam integralmente pagos no
próprio mês a que se referirem, momento em que
serão efetuados o cálculo e a retenção do imposto
sobre o total dos rendimentos pagos no mês,
utilizando-se a seguinte tabela:
Retenção na fonte e pagamento do imposto

Base de Calculo

Base de Calculo Alíquota Parcela a Deduzir

Até 1.903,98

De 1.903,99 até 2.826,65 7,5% 142,80

De 2.826,66 até 3.751,05 15,% 354,80

De 3.751,06 até 4.664,68 22,5% 636,13

Acima de 4.664,68 27,5% 869,36

Retenção na fonte e pagamento do imposto


Rendimentos de Capital:
a) Fundos de longo prazo e aplicações de renda fixa,
em geral:
- 22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias;
- 20,0% para aplicações com prazo de 181 até 360
dias;
- 17,5% para aplicações com prazo de 361 até 720
dias;
- 15,0% para aplicações com prazo acima de 720 dias;
b) Fundos de curto prazo:
- 22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias;
- 20,0% para aplicações com prazo acima de 180 dias;

Retenção na fonte e pagamento do imposto


Rendimentos de Capital (continuação):
c) Fundos de ações:
- 15%;
d) Aplicações em renda variável:
- 0,005%;
e) Remessas ao Exterior: 25% (rendimentos do trabalho,
com ou sem vínculo empregatício, aposentadoria, pensão
por morte ou invalidez e os da prestação de serviços,
pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos
a não-residentes) e 15% (demais rendimentos de fontes
situadas no Brasil); e
f) Outros Rendimentos: 30% (prêmios e sorteios em
dinheiro), 20% (prêmios e sorteios sob a forma de bens e
serviços), 1,5% (serviços de propaganda) e 1,5%
(remuneração de serviços profissionais).
Retenção na fonte e pagamento do imposto
Adiantamentos (continuação)
se o adiantamento se referir a rendimentos que
não sejam integralmente pagos no próprio mês, o
imposto será calculado de imediato sobre esse
adiantamento, observados os critérios específicos
para o cálculo do décimo terceiros salário;
para efeito de incidência do imposto, serão
considerados adiantamentos quaiquer valores
fornecidos ao beneficiário, mesmo a título de
empréstimo, quando não haja, cumulativamente,
previsão de cobrança de encargos financeiros,
forma e prazo de pagamento.

Retenção na fonte e pagamento do imposto


Adiantamentos (continuação)
no caso de adiantamento de salários:
I – Vale durante o mês e pagamento do saldo
de salário até o último dia desse mesmo mês:
a) deverá ser descontado o imposto na fonte
sobre o total dos rendimentos do mês, somente
no dia do pagamento do saldo do salário;
b) o imposto descontado deverá ser pago até
o último dia útil do primeiro decêndio do mês
subseqüente ao mês de ocorrência do fato
gerador;

Retenção na fonte e pagamento do imposto


Adiantamentos (continuação)
II – no caso de concessão de adiantamento
durante o mês e pagamento do saldo de salário no
mês seguinte (5º dia útil), o imposto deverá ser
descontado da seguinte forma:
a) sobre o valor do adiantamento computa-se na
base de cálculo do imposto o valor do adiantamento
mais o saldo de salário do mês anterior;
b) do valor do imposto resultante da aplicação da
tabela sobre a base de cálculo definida em “a”deduz-se
o imposto que tiver sido retido por ocasião do
pagamento do saldo de salário do mês anterior,
apurando-se o valor a ser descontado do
adiantamento;
Retenção na fonte e pagamento do imposto
Adiantamentos (continuação)
c) o imposto descontado deverá ser pago até o
último dia útil do primeiro decêndio do mês
subseqüente ao mês de ocorrência do fato gerador;
d) sobre o saldo de salário computa-se na sua
base de cálculo apenas o saldo do salário (deduzindo
o adiantamento) mediante aplicação da tabela
vigente no mês do pagamento do saldo;
e) o imposto descontado deverá ser pago até o
último dia útil do primeiro decêndio do mês
subseqüente ao mês de ocorrência do fato gerador.

Retenção na fonte e pagamento do imposto


Adiantamentos (continuação)
no caso de adiantamento de 13º salário:
I – não haverá retenção na fonte, pelo
pagamento de antecipações;
II – será devido, sobre o valor integral, no mês
de sua quitação;
III – a tributação ocorrerá exclusivamente na
fonte e separadamente dos demais rendimentos do
beneficiário;
IV – serão admitidas as deduções com
dependentes, pensões alimentícias e contribuições
previdenciárias.

Retenção na fonte e pagamento do imposto


Rendimentos Isentos
ajuda de custo – destinada a atender às
despesas com transporte, frete e locomoção do
beneficiário e seus familiares, em caso de
remoção de um Município para o outro, sujeita à
comprovação posterior pelo contribuinte;
Obs. Para manter a condição de rendimento isento,
deve;
● ter caráter indenizatório e não de complementação
salarial;
● a efetiva mudança de domicílio do empregado, em
virtude de sua remoção de um municipio para o outro.
Retenção na fonte e pagamento do imposto
Rendimentos Isentos
alienação de bens de pequeno valor – cujo preço
unitário de alienação, no mês em que esta se
realizar, seja igual ou inferior a:
I – R$ 20.000,00, no caso de alienação de
ações negociadas no mercado de balcão;
II – R$ 35.000,00, nos demais casos
Base legal: Lei nº 11.196/05, conjugada com a IN
SRF 599/05

Retenção na fonte e pagamento do imposto


Rendimentos Isentos
alienação de bens de imóveis residenciais – o
ganho auferido por PF residente no País na venda
de imóveis residenciais, desde que o alienante, no
prazo de 180 dias contado da celebração do
contrato, aplique o produtos da venda na
aquisição de imóveis residenciais localizados no
País.
No caso de venda de mais de um imóvel, o prazo
referido será contado a partir da data de
celebração do contrato relativo à primeira
operação.

Retenção na fonte e pagamento do imposto


Rendimentos Isentos
A aplicação parcial do produto da venda implicará
tributação do ganho proporcionalmente ao valor
da parcela não aplicada.
No caso de aquisição de mais de um imóvel, a
isenção do imposto aplicar-se-á ao ganho de
capital correspondente apenas à parcela
empregada na aquisição de imóveis residenciais.
Retenção na fonte e pagamento do imposto
Rendimentos Isentos
alienação do único imóvel – cujo valor da
alienação seja de até R$ 440.000,00 ( Lei nº
9.250/95, art. 23), desde que não tenha sido
realizada qualquer outra alienação nos últimos
cinco anos.
alimentação, transporte e uniformes –
alimentação, inclusive o PAT, o VT e os uniformes
especiais de trabalho fornecidos gratuitamente
pelo empregador a seus empregados, ou a
diferença entre o preço cobrado e o valor de
mercado

Retenção na fonte e pagamento do imposto


Rendimentos Isentos
auxilio-alimentação e auxulio-transporte em
pecúnia a servidor público federal civil;
benefícios percebidos por deficientes mentais –
pensão, pecúlio, montepio e auxilio, decorrentes
de prestação do regime de previdência social ou
de entidades de previdência privada.
bolsa de estudo e pesquisa;
rendimentos de cadernetas de poupança;
cessão gratuita de imóvel – cedido para cônjuge
ou parentes de primeiro grau do proprietário.

Retenção na fonte e pagamento do imposto


Rendimentos Isentos
contribuições patronais para programa de
previdência privada;
contribuições patronais para o plano de
incentivo à aposentadoria programa individual –
FAPI – efetuada pelo empregadores destinadas a
seus empregados e administradores (Lei nº
9.477/97);
diárias – destinadas exclusivamente ao
pagamento de despesa de alimentação e pousada,
por serviço eventual realizado em Município
diferente do da sede de trabalho ou no exterior;
Retenção na fonte e pagamento do imposto
Rendimentos Isentos
doações e heranças – o valor dos bens ou
direitos adquiridos por doação ou por sucessão,
nos casos de herança, legado ou doação em
adiantamento da legítima;
indenizações decorrentes de acidente –
reparatória por danos físicos, invalidez ou morte,
ou bem material danificado ou destruído, em
decorrência de acidente de trânsito, até o limite
fixado em condenação judicial, exceto no caso de
pagamento de prestações continuadas;

Retenção na fonte e pagamento do imposto


Rendimentos Isentos
indenizações por acidente de trabalho;
indenização por danos patrimoniais;
demissão voluntária – recebida por funcionários
civis do Poder Executivo;
aviso prévio por rescisão de contrato de
trabalho;
FGTS;
indenização relativa à reforma agrária;
indenização relativa ao objeto segurado –
liquidação de sinistro, furto, roubo;

Retenção na fonte e pagamento do imposto


Rendimentos Isentos
indenizações paga a beneficiários de
desaparecidos políticos – R$ 3.000,00 x o nº de
anos correspondentes à expectativa de
sobrevivência de pessoa desaparecida em razão
participação em atividade política;
indenização de transporte paga a servidor
público da união;
letras hipotecárias – os juros produzidos pelas
letras emitidas sob a forma exclusivamente
escritural ou nominativa não transferível por
endosso;
Retenção na fonte e pagamento do imposto
Rendimentos Isentos
lucros distribuídos – atribuídos a sócios,
acionistas ou titular de empresas individual,
inclusive domiciliadas no exterior, apurados na
escrituração comercial;
pecúlio do INSS – que fazem jus os
aposentados por idade ou por tempo de serviço
que tenham voltado a trabalhar até 15.04.1994,
em atividades sujeita ao regime previdenciário,
quando dela se afastarem;
pensionistas com doença grave;
PIS e PASEP;

Retenção na fonte e pagamento do imposto


Rendimentos Isentos
proventos de aposentadoria por doença grave;
proventos e pensões de maiores de 65 anos;
proventos e pensões da força expedicionária
brasileira;
rendimentos auferidos por sócio ou titulares de
empresa optante pela SIMPLES;
resgate de contribuição de previdência privada;
resgate do fundo de aposentadoria programada
individual – FAPI;

Retenção na fonte e pagamento do imposto


Rendimentos Isentos
salário-família;
seguro-desemprego e auxílios diversos
seguro e pecúlio;
seguros de previdência privada;
serviços médicos pagos, ressarcidos ou mantidos
pelo empregador;
devolução de capital social;
ganho em operações nas bolsas de valores e
operações com ouro, ativo financeiro;
amortização de ações;
Retenção na fonte e pagamento do imposto
Rendimentos Isentos
incorporação de reservas ou lucros ao capital;
acréscimos de remuneração resultantes da incidência
da CPMF;
rendimentos pagos a PF não- residentes no Brasil;
correção monetária do custo de aquisição de bens e
direitos;
acréscimo patrimonial decorrentes de variação
cambial;
rendimentos do trabalho assalariado advindos do
exterior – 75% dos rendimentos recebidos, em moeda
estrangeira, por serviços de autarquias ou repartições
do Governo brasileiro no exterior.

Retenção na fonte e pagamento do imposto


Rendimentos Isentos
transportes de cargas – até 60% dos rendimentos
com trator, máquina de terraplanagem, colheitadeira e
assemelhados;
transporte de passageiros – até 40% dos
rendimentos.
garimpeiros – até 90% dos rendimentos;
variação cambial – decorrente das alienações de
bens e direitos adquiridos e aplicações financeiras
realizadas com rendimentos auferidos
originalmente em moeda estangeiras.

Atividade de Serviços Autônomo.


A atividade autônoma tem como
característica de relacionamento
comercial o fato de ser esporádica.
Uma atividade de encanador, por
exemplo, adapta-se perfeitamente ao
formato de prestador de serviços
autônomo, uma vez que
esporadicamente consumimos esse
tipo de serviço na Empresa.
Atividade de Serviços Autônomo.
Entretanto, para uma atividade regular, como são as
vendas através de representantes comerciais, torna-
se permanente. Neste caso, em litígios trabalhistas
pode o demandante alegar que a empresa o mantinha
como um prestador de serviços autônomo, mas que na
prática esta pessoa trabalhava como um funcionário
da empresa. Sendo assim, abre-se o precedente para
acusar a empresa de "maquiar" a relação de trabalho
utilizando-se do expediente da contratação de
serviços de terceiros, reduzindo assim seus encargos
trabalhistas.

Atividade de Serviços Autônomo.


Portanto, a prática atual do
mercado é a de privilegiar a
relação com pessoas que
tenham empresas
constituídas.
(Pessoa Jurídica)

Importante
A tabela de contribuição mensal, poderá ser
utilizada para consulta sobre as faixas de salários e
respectivas alíquotas de incidência para o cálculo
da contribuição a ser paga ao INSS.
As categorias de empregado, empregado doméstico
e trabalhador avulso possuem faixas e alíquotas
distintas das de contribuinte individual e
facultativo.
N.º DO RECIBO N.º DO TALÃO
RECIBO DE PAGAMENTO A AUTÔNOMO - RPA

NOME OU RAZÃO SOCIAL DA EMPRESA MATRÍCULA (CGC OU INSS)

SOCIEDADE DE PROMOÇÃO DA CASA DE OSWALDO CRUZ 31.157.860/0001-67

Recebi da Empresa acima identificada, pela prestação de serviços de Fazer Pesquisa e levantamento de dados em Manaus
a importância
IA de
DE R$ 337,08 ( TREZENTOS E TRINTA E SETE REAIS E OITO CENTAVOS )

SALÁRIO-BASE TAXA VALOR MÁXIMO PARA REEMBOLSO ESPECIFICAÇÃO

X 10%= I - Valor do serviço prestado R$ 337,08

VALOR JÁ REEMBOLSADO NO MÊS SALDO II - Reembolso ( 10% de até o salário-base)

Som a
CARRETEIRO ( CÁLCULO DO VALOR DO REEMBOLSO)
Aplicar 10% sobre o valor da mão-de-obra (11,71% do frete).O resultado corres- DESCONTOS
ponderá ao reembolso,respeitado como limite o registrado no campo SALDO. III - 11 % INSS R$ 37,08
NÚMERO DE INSCRIÇÃO IV - IR R$ -
NO INSS: PIS124.745.366.57 Som a

NO CPF: 475.945.826.04 Valor Líquido R$ 300,00


DOCUMENTO DE IDENTIDADE
NÚMERO ÓRGÃO EMISSOR DATA ASSINATURA

1121.001-0 SESEG-AM 22/7/2004 x


LOCALIDADE DATA NOME COMPLETO

Manaus - AM Claudia Amélia Mota Moreira

INSS
INSTRUÇÃO NORMATIVA MPS/SRP Nº 3,
DE 14 DE JULHO DE 2005 - DOU DE
15/07/2005 – ALTERADA PELAS IN-
MPS/SRP 4,5,6
Decreto nº 3.048, de 6 de maio de 1999

RETIFICADA PORTARIA MPS Nº 342, DE


16 DE AGOSTO DE 2006 – DOU DE
21/08/2006
INSS – PARTE PATRONAL
INSTRUÇÃO NORMATIVA MPS/SRP Nº 3, DE
14 DE JULHO DE 2005 - DOU DE 15/07/2005 –
ALTERADA PELAS IN-MPS/SRP 4,5,6

•Seção IV Contribuições da Empresa


•Art. 86. As contribuições sociais previdenciárias a
cargo da empresa ou do equiparado, observadas as
disposições específicas desta IN, são:
•III - vinte por cento sobre o total das remunerações
pagas ou creditadas, a qualquer título, no decorrer do
mês, aos segurados contribuintes individuais que lhes
prestam serviços, para fatos geradores ocorridos a
partir de 1º de março de 2000;

INSTRUÇÃO NORMATIVA MPS/SRP Nº 3, DE 14 DE JULHO DE 2005 -DOU DE 15/07/2005 -ALTERADA


Alterada pela IN SRP Nº 6, DE 11/08/2005
Alterada pela IN SRP Nº 5, DE 03/08/2005
Alterada pela IN SRP Nº 4, DE 28/07/2005

• Art. 79. A contribuição social previdenciária do segurado contribuinte individual é:


• I - para fatos geradores ocorridos até 31 de março de 2003, o valor correspondente
a aplicação da alíquota determinada pela legislação de regência sobre o seu salário
de contribuição, observados os limites mínimo e máximo previstos nos § § 1º e 2º
do art. 68 e ressalvado o disposto nos § § 1º, 2º e 3º deste artigo;
• II - para fatos geradores ocorridos a partir de 1º de abril de 2003, observado o limite
máximo do salário de contribuição e o disposto no art.80, de:
 a) vinte por cento, incidente sobre:
• 1. a remuneração auferida em decorrência da prestação de serviços a pessoas
físicas;
• 2. a remuneração que lhe for paga ou creditada, no decorrer do mês, pelos serviços
prestados à entidade beneficente de assistência social isenta das contribuições
sociais;
• 3. a retribuição do cooperado quando prestar serviços a pessoas físicas e à entidade
beneficente em gozo de isenção da cota patronal, por intermédio da cooperativa de
trabalho;
 b) onze por cento, em face da dedução prevista no § 1º deste artigo, incidente sobre:
• 1. a remuneração que lhe for paga ou creditada, no decorrer do mês, pelos serviços
prestados à empresa;

ALÍQUOTAS PARA
RECOLHIMENTO
• Parte empresa da Cota Patronal:
A empresa paga 20% para o INSS, do seu
caixa.

• Obrigação da Empresa com INSS:


Retem 11% do Prestador Autônomo e
repassa para o INSS.
*Alíquota exclusiva do Microempreendedor Individual e do Facultativo de Baixa
Renda; **Alíquota exclusiva do Plano Simplificado de Previdência; Os valores das
tabelas foram extraídos da Portaria Interministerial MTPS/MF Nº 15, de 16 de
janeiro de 2018 e terão aplicação sobre as remunerações a partir de 1º de janeiro de
2018.

POREM...
Há a Cota Patronal que é de 20%
calculado no Valor Bruto da RPA e
da Nota Fiscal Avulsa.

R$ 1.200,00 x 20% = 240,00

Totalizando 31% do
Valor Bruto = R$ 350,20

Tabela de contribuição mensal


Outras informações
 Sempre que o empregado, o empregado doméstico e o
trabalhador avulso tiverem mais de um vínculo
empregatício (vínculos concomitantes), as remunerações
deverão ser somadas para o correto enquadramento na
tabela acima, respeitando-se o limite máximo de
contribuição.
 Quando houver pagamento de remuneração relativa a
décimo terceiro salário, este não deve ser somado a
remuneração mensal para efeito de enquadramento na
tabela de salários-de-contribuição, ou seja, será aplicada a
alíquota sobre os valores em separado.

A tabela de contribuição mensal, poderá ser


utilizada para consulta sobre as faixas de
salários e respectivas alíquotas de incidência
para o cálculo da contribuição a ser paga ao
INSS.
As categorias de empregado, empregado
doméstico e trabalhador avulso possuem
faixas e alíquotas distintas das de
contribuinte individual e facultativo.

Retenção na fonte e pagamento do imposto

Base de Calculo

Base de Calculo Alíquota Parcela a Deduzir

Até 1.903,98

De 1.903,99 até 2.826,65 7,5% 142,80

De 2.826,66 até 3.751,05 15,% 354,80

De 3.751,06 até 4.664,68 22,5% 636,13

Acima de 4.664,68 27,5% 869,36


Exemplo
Valor Bruto R$ 3.500,00
(-) INSS 11% R$ 318,37
= Base de Calculo R$ 3.181,63

R$ 3.181,63 x 27,5% (Alíquota) = R$ 874,95


R$ 874,95 – 548,82 (Parc. Dedutível)
= R$ 326,13 à Recolher

Instruções Sobre Nota Fiscal de Serviços


PESSOAS JURÍDICAS, NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MEDIANTE CESSÃO
OU EMPREITADA DE MÃO-DE-OBRA

Modelo de Nota Fiscal Retenção CSRF


de Serviços  Pis
 COFINS
Legislação  CSLL
Sobre os
Impostos

Retenção INSS Retenção IRRF


Legislação sobre os Impostos
INSS
A lei nº 9.711/1998, que passou a vigorar a partir de
fevereiro de 1999, introduziu a obrigatoriedade de
retenção, pela empresa contratante de serviço
mediante cessão de mão-de-obra ou empreitada, de
11% sobre o valor total dos serviços contidos na
nota fiscal, na fatura ou no recibo emitido pelo
prestador (contratada).

CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA
INSS
È a colocação á disposição da empresa contratante,
em suas dependências ou nas de terceiros, de
trabalhadores que realizem serviços contínuos,
relacionados ou não com sua atividade-fim, quaisquer
que sejam a natureza e a forma de contratação,
inclusive por meio de trabalho temporário na forma da
Lei nº 6.019/1974.

EMPREITADA
INSS
È a execução, contratualmente estabelecida, de
tarefa, de obra ou de serviço, por preço ajustado, com
ou sem fornecimento de material ou de uso de
equipamentos, que podem ou não ser utilizados,
realizada nas dependências da empresa contratante,
nas de terceiros ou nas da empresa contratada, tendo
como objeto um resultado pretendido.
Cálculo do Imposto
INSS
Valor Bruto (NF) R$ 3.500,00
(x) INSS 11% R$ 385,00

Esse valor será retido.

Arts. 145, 146, 147 e 150 da IN MPAS/SRP nº 032005

Legislação sobre os Impostos


CSRF OU PCC
PIS/PASEP, COFINS e CSLL

A partir de 26.7.04, de acordo com o art. 5º


da Lei n.º 10.925/04, que alterou o art. 31 da
Lei n.º 10.833/03, não mais haverá mais
necessidade de retenção na fonte das
contribuições (CSLL, PIS e COFINS) toda
vez que o valor dos pagamentos efetuados
pela pessoa jurídica tomadora dos serviços
à pessoa jurídica prestadora (contratada)
for igual ou inferior a R$ 5.000,00.

CSRF - Contribuições sociais retidas na fonte


OU PCC
Com a alteração da Lei 13.137/2015 de 19
/06/2015, as atividades que estejam no ROL das
atividades obrigadas a retenção
(PIS/COFINS/CSLL) e fature acima de R$ 215,05,
deverão aplicar a alíquota de 4,65% de retenção dos
referidos tributos.
Lei nº 13.137/2015 - Reduz o limite para dispensa
da retenção na fonte das contribuições sociais
sobre prestação de serviços
CSRF OU PCC

Dentre vários assuntos - Altera os artigos 31 e 35


da Lei nº 10.833/2003, para reduzir o limite legal
de dispensa da retenção na fonte das
contribuições sociais (CSLL, PIS e Cofins,
conhecidas pela sigla CSRF no âmbito da Receita
Federal do Brasil), incidente sobre os pagamentos
efetuados pelas pessoas jurídicas a outras
pessoas jurídicas de direito privado, pela
prestação de serviços de que trata o artigo 30 do
mesmo diploma.

CSRF OU PCC
Este artigo 30 estabelece que "Os pagamentos efetuados
pelas pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas de direito
privado, pela prestação de serviços de limpeza,
conservação, manutenção, segurança, vigilância, transporte
de valores e locação de mão-de-obra, pela prestação de
serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de
crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e
a receber, bem como pela remuneração de serviços
profissionais, estão sujeitos a retenção na fonte da
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, da
COFINS e da contribuição para o PIS/PASEP."

CSRF OU PCC

Além disso, é importante transcrever os


§§ 1º, 2º e 3º, os quais dispõem,
respectivamente, sobre as pessoas
obrigadas à retenção, as desobrigadas (as
optantes pelo Simples Nacional) e a
coexistência da obrigação quanto à
retenção do imposto de renda na fonte
pelas pessoas jurídicas:
CSRF OU PCC

"§ 1º O disposto neste artigo aplica-se inclusive


aos pagamentos efetuados por:
I - associações, inclusive entidades sindicais,
federações, confederações, centrais sindicais e
serviços sociais autônomos;
II - sociedades simples, inclusive sociedades
cooperativas;
III - fundações de direito privado; ou
IV - condomínios edilícios.

CSRF OU PCC

§ 2º Não estão obrigadas a efetuar a retenção a que


se refere o caput as pessoas jurídicas optantes pelo
SIMPLES.

§ 3º As retenções de que trata o caput serão


efetuadas sem prejuízo da retenção do imposto de
renda na fonte das pessoas jurídicas sujeitas a
alíquotas específicas previstas na legislação do
imposto de renda."

CSRF OU PCC

Estas alterações entraram em vigor na


data da publicação da Lei nº
13.137/2015, ou seja, desde o dia
22/06/2015. A partir desta data, a
retenção fica dispensada quando o seu
valor for igual ou inferior a R$ 10,00,
exceto na hipótese de DARF eletrônico
efetuado por meio do SIAFI.
Exemplo do Cálculo CSRF

Valor Bruto (NF) R$ 6.500,00


(x) PIS/PASEP 0,65% R$ 42,25
(x) COFINS 3% R$ 195,00
(x) CSLL 1% R$ 65,00
(=) CSRF 4,65% R$ 302,25

Esse valor será retido.

Legislação sobre os Impostos


IRRF S/Serviços Prestados
Pessoa Jurídica
Corresponde às importâncias pagas ou
creditadas por pessoas jurídicas a outras
pessoas jurídicas, civis ou mercantis, pela
prestação de serviços caracterizadamente
de natureza profissional. (Art.647 RIR/99).
A alíquota é de 1,5%.
A base para calcular o imposto é o
rendimento, sem deduções.

Exemplo do Cálculo IRRF

Valor Bruto (NF) R$ 6.500,00

(X) IRRF 1,5% R$ 97,50

Esse valor será retido.


ISS
* Dispensa da Retenção – Art 7º. Combinado com o Art.10º
•Fornecer qualquer um dos seguintes documentos ao tomador do serviço:
Nota fiscal de Serviço , Nota Fiscal-Fatura de Serviços, outro documento
exigido pela administração municipal ou recibo com no mínimo o nome
do contribuinte, numero de sua inscrição CCM, seu endereço, descrição
do serviço prestado, nome do tomador e do valor do serviço.
Em caso de recibos, apresentar cópia da ficha de inscrição no CCM e
comprovante de recolhimento de imposto do ano corrente.

Cada Município tem sua Alíquota especifica:

Alguns Serviços sobre variação – 2% a 3%


A maioria dos serviços – 5%

O calculo é feito pelo valor Bruto da RPA ou


Nota Fiscal de Serviço Avulso ou de Pessoa
Jurídica

Ex.: R$ 1.000,00 x 5% = R$ 50,00 à ser retido e


recolhido do Prestador.

Os 40 serviços listados no parágrafo 1º do art. 647 do RIR/1999


1. administração de bens ou negócios em geral (exceto 21. fonoaudiologia;
consórcios ou fundos mútuos para aquisição de bens); 22. geologia;
2. advocacia; 23. leilão;
3. análise clínica laboratorial; 24. medicina (exceto a prestada por ambulatório, banco de
4. análises técnicas; sangue, casa de saúde, casa de recuperação ou repouso sob
5. arquitetura; orientação médica, hospital e pronto-socorro);
6. assessoria e consultoria técnica (exceto o serviço de 25. nutricionismo e dietética;
assistência técnica prestado a terceiros e concernente a ramo de 26. odontologia;
indústria ou comércio explorado pelo prestador do serviço); 27. organização de feiras de amostras, congressos, seminários,
7. assistência social; simpósios e congêneres;
8. auditoria; 28. pesquisa em geral;
9. avaliação e perícia; 29. planejamento;
10. biologia e biomedicina; 30. programação;
11. cálculo em geral; 31. prótese;
12. consultoria; 32. psicologia e psicanálise;
13. contabilidade; 33. química;
14. desenho técnico; 34. radiologia e radioterapia;
15. economia; 35. relações públicas;
16. elaboração de projetos; 36. serviço de despachante;
17. engenharia (exceto construção de estradas, pontes, prédios e 37. terapêutica ocupacional;
obras assemelhadas); 38. tradução ou interpretação comercial;
18. ensino e treinamento; 39. urbanismo;
19. estatística; 40. veterinária.
20. fisioterapia;

Além desses citados acima ainda incide sobre:

Serviços de limpeza, conservação ou zeladoria de imóveis, serviços de segurança e vigilância, e locação de mão-de-
obra, conforme citado na IN SRF 459/04.
Os 40 serviços listados no parágrafo 1º do art. 647 do RIR/1999
1. administração de bens ou negócios em geral (exceto 21. fonoaudiologia;
consórcios ou fundos mútuos para aquisição de bens); 22. geologia;
2. advocacia; 23. leilão;
3. análise clínica laboratorial; 24. medicina (exceto a prestada por ambulatório, banco de
4. análises técnicas; sangue, casa de saúde, casa de recuperação ou repouso sob
5. arquitetura; orientação médica, hospital e pronto-socorro);
6. assessoria e consultoria técnica (exceto o serviço de 25. nutricionismo e dietética;
assistência técnica prestado a terceiros e concernente a ramo de 26. odontologia;
indústria ou comércio explorado pelo prestador do serviço); 27. organização de feiras de amostras, congressos, seminários,
7. assistência social; simpósios e congêneres;
8. auditoria; 28. pesquisa em geral;
9. avaliação e perícia; 29. planejamento;
10. biologia e biomedicina; 30. programação;
11. cálculo em geral; 31. prótese;
12. consultoria; 32. psicologia e psicanálise;
13. contabilidade; 33. química;
14. desenho técnico; 34. radiologia e radioterapia;
15. economia; 35. relações públicas;
16. elaboração de projetos; 36. serviço de despachante;
17. engenharia (exceto construção de estradas, pontes, prédios e 37. terapêutica ocupacional;
obras assemelhadas); 38. tradução ou interpretação comercial;
18. ensino e treinamento; 39. urbanismo;
19. estatística; 40. veterinária.
20. fisioterapia;

UNIDADE V - TRIBUTAÇÃO DOS RESULTADOS

5.1.Lucro – Fato Gerador do


IRPJ e da CSLL; 5.2.Regimes
de Apuração dos Tributos; 5.3.
Incentivos Fiscais de
Redução do Imposto de Renda.
236

Faculdade de Estudos Sociais


Departamento de Contabilidade

IRPJ
E Contabilidade
CSLL Tributaria
Fiscal

Prof. Jorge de Moura Barros

237
IRPJ

É um tributo federal, previsto nos art. 44 a 46 da Lei n. º


5.172/66 (Código Tributário Nacional)
FATO GERADOR: é a aquisição da disponibilidade
econômica ou jurídica da renda ou proventos de qualquer
natureza (Código Tributário Nacional – Lei nº 5.172/66 – art.
43).
BASE DE CÁLCULO: é o Lucro Real, Lucro Presumido
ou Lucro Arbitrado correspondente ao período de
apuração

UFAM 238

IRPJ

• ALÍQUOTA: 15%, a ser aplicada sobre a base de cálculo


expressa em reais (R$).
• ADICIONAL: 10% sobre a parcela do lucro real, presumido
ou arbitrado que exceder o valor resultante da multiplicação
de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) pelo número de meses do
respectivo período de apuração.

UFAM 239

IRPJ

• BASES DE TRIBUTAÇÃO:
Lucro Real;
Lucro Presumido;
Lucro Arbitrado.

UFAM 240
Resultado das Empresas

Lucro Lucro Lucro


Arbitrado Presumido Real

Anual ou
Lucro real Lucro real
propor Trimestral
cional trimestral anual

Pagamento c/ com
Pagamento base na receita
definitivo com Pagamento Pagamento
definitivo com bruta mensal e
base na receita definitivo com ajuste pelo I. real
bruta ou base na receita base no lucro
real trimestral acumulado mensal
critério bruta mente e ajuste na
alternativo ECF anual
alternativo

UFAM 241

LUCRO REAL

• O Lucro Real é conceituado pela legislação em vigor


(RIR/99 Art. 248) como sendo o resultado contábil líquido do
período-base antes do IRPJ e da CSSL, transcrito em livro
próprio – denominado LALUR – e ajustado pela adições,
exclusões e compensações prescritas ou autorizadas pela
legislação do imposto de renda.

• As PJ tributadas pelo lucro real poderão determinar o lucro


com base em balanço anual levantado em 31 de dezembro
ou mediante levantamento de balancetes trimestrais.

UFAM 242

IRPJ

• LUCRO REAL TRIMESTRAL: o imposto e a contribuição a


pagar, apurados em cada trimestre, poderão ser pagos em
quota única até o último dia útil do mês subseqüente ao do
trimestre encerrado.
Entretanto, à opção da pessoa jurídica, o imposto devido
poderá ser pago em até 3 (três) quotas mensais iguais e
sucessivas, vencíveis no último dia útil dos três meses
subseqüentes ao encerramento do trimestre, com juros pela
taxa SELIC até o mês anterior ao do pagamento e de 1%
nesse mês.
Nenhuma dessas quotas pode ter valor inferior a R$
1.000,00 (mil reais) e o imposto de valor inferior a R$
2.000,00 deverá ser pago em cota única.

UFAM 243
LUCRO REAL

ESQUEMA

1 Resultado do trimestre antes do IRPJ


2 (+) Adições
3 (-) Exclusões
4 (=) Lucro Real antes da Compensação
5 (-) Compensação de prejuízos (30%)
6 (-) Lucro Real

UFAM 244

LUCRO REAL

• ADIÇÕES – são ajustes obrigatórios que aumentam a base


de cálculo do imposto e correspondentes a:

a) custos, despesas, encargos, perdas, provisões,


participações e quaisquer outros valores deduzidos na
apuração do lucro líquido que, de acordo coma legislação
tributária, não sejam dedutíveis na determinação do lucro
real;

b) resultados, rendimentos, receitas e quaisquer outros


valores não incluídos na apuração do lucro líquido que, de
acordo com a legislação tributária, devam ser computados
na determinação do lucro real.

UFAM 245

LUCRO REAL

Exemplos de adições:
• Despesas que não sejam necessárias, usuais ou
normais à atividade da empresa;
• Pagamento sem causa ou a beneficiário não
identificado;
• Provisões indedutíveis não autorizadas na legislação;
• Excesso de Provisões dedutíveis;

UFAM 246
LUCRO REAL

Exemplos de adições (continuação):


• Multas por infrações fiscais de natureza não
compensatória;
• Ágio de Investimentos computado no Resultado do
Período (Ex. a Cia. X adquiriu, por R$ 1.000, 40% das ações da Cia. Y. No
balanço que serviu de base à negociação, o PL de Y era de R$ 2.200);

• Resultados Negativos de investimentos avaliados pelo


PL (Ex1. a Cia. W, adquiriu por R$ 1.200, 60% das ações da Cia. Z. No balanço
que serviu de base à negociação, o PL de Y era de R$ 2.000 e na data do
encerramento do exercício de R$ 1.500);

• Resultados Negativos em Sociedades em Conta de


Participação;

UFAM 247

LUCRO REAL

Exemplos de adições (continuação):


• Reversão da Depreciação, Amortização ou Exaustão
Acelerada Incentivada;
• Lucro Inflacionário Realizado;
• Contribuições e Doações Indedutíveis;
• Realização da Reserva de Reavaliação;
• Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, a partir de
01-01-1997;

UFAM 248

LUCRO REAL

Exemplos de adições (continuação):


• Lucros Disponibilizados, Rendimentos e Ganhos de
Capital no Exterior;
• Perdas em Operações Realizadas no Exterior;
• Participações não Dedutíveis;
• Perdas no mercado de renda variável, excedentes dos
ganhos da mesma espécie;
• Excesso de juros sobre o capital próprio;

UFAM 249
LUCRO REAL

• Exemplos de adições (continuação):


• Ajustes decorrentes dos métodos de preços de
transferência;
• Despesas com alimentação de sócios, acionistas ou
administradores;
• Tributos e contribuições com exigibilidade suspensa;
• Despesas com brindes;
• Outras Adições.

UFAM 250

LUCRO REAL

• EXCLUSÕES - representam os valores cuja dedução seja


autorizada pela legislação tributária e que não tenham sido
computados na apuração do lucro líquido do período de
apuração os quais correspondem a:
a) resultados, rendimentos, receitas e quaisquer outros
valores incluídos na apuração do lucro líquido que, de
acordo com a legislação tributária, não sejam computados
no lucro real;
b) valores cuja dedução seja autorizada pela legislação
tributária e que não tenham sido computados na apuração
do lucro líquido do período de apuração (ex.: Depreciação
incentivada).

UFAM 251

LUCRO REAL

Exemplos de exclusões:
• Depreciação, amortização e exaustão acelerada
incentivada;
• Lucros já tributados em outras pessoas jurídicas –
Resultado positivo na Equivalência Patrimonial;
• Deságios de Investimentos avaliados pelo PL;
• Incentivos a Pesquisas Científicas e Tecnológicas – Lei
nº 10.637/02;

UFAM 252
LUCRO REAL

Exemplos de exclusões (continuação):


• Dividendos e lucros creditados computados no
resultado do período como receita – investimentos
avaliados pelo custo;
• Lucro da Exploração correspondente à Exportação
Incentivada – BEFIEX 31-12-1987;
• Resultados não tributáveis de sociedades
cooperativas;

UFAM 253

LUCRO REAL

Exemplos de exclusões (continuação):


• Resultado positivo de sociedades em Conta de
Participação;
• Rendimentos e ganhos de Capital nas transferências de
imóveis desapropriados para fins de reforma agrária,
quando auferidos pelo desapropriado;
• Dividendos anuais mínimos distribuídos pelo Fundo
Nacional de Desenvolvimento;

UFAM 254

LUCRO REAL

Exemplos de exclusões (continuação):


• Reversão dos saldos de provisões indedutíveis;
• Rendimentos e Ganhos de Capital auferidos no exterior;
• Parcela das perdas nas operações realizadas nos
mercados de renda variável e de swap já adicionadas ao
lucro líquido;
• Outras exclusões.

UFAM 255
LUCRO REAL

• COMPENSAÇÕES
Correspondem aos prejuízos fiscais (também chamados de
reais ou tributários) apurados na parte A e controlados na
parte B do LALUR.

Obs. Para os fatos geradores ocorridos a partir de


01/01/1995, os prejuízos fiscais somente poderão reduzir o
lucro real já ajustado pela adições e exclusões em, no
máximo 30%.

UFAM 256

COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS

• Prejuízos Contábeis – deverá ser obrigatoriamente


absorvido pelos lucros acumulados, pelas reservas
de lucros e pela reserva legal, nessa ordem.
Se após esgotadas todas as reservas de lucros,
ainda persistirem prejuízos a compensar, estes
poderão ser absorvidos subsidiariamente, pelas
reservas de capital.

UFAM 257

COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS

• Prejuízos Fiscais – pode ser compensado com o lucro real


de períodos subseqüentes. A compensação poderá ser
feita a qualquer tempo.
• Limite: 30% do lucro ajustado.
- Proibição de compensação: quando, entre a data de
apuração e da compensação, houver ocorrido,
cumulativamente, modificação do controle societário e
do ramo de atividade da empresa.
- as empresas sucessoras nos casos de incorporação,
fusão e cisão total, não poderão compensar os prejuízos
fiscais apurados pela empresa sucedida.

UFAM 258
Dados para exemplo

Receita de vendas 2.500.000,00


(-) Deduções de Vendas 750.000,00 (-)
Receita líquida 1.750.000,00
(-) Custos das mercadorias 1.050.000,00 (-)
Lucro bruto 700.000,00
Despesas de vendas 300.000,00 (-)
Despesas Financeiras 80.000,00 (-)
Outras despesas:
Gratificação a diretores 210.000,00 (-)
Distribuição de brindes 35.000,00 (-)
Resultado de equivalência patrimonial 845.000,00
Lucro líquido antes da CSLL 920.000,00
Obs.
B.C. Negativa da CSSL a compensar 90.000,00
Obs. Prejuízo fiscal a compensar UFAM 100.000,00 259

COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS

• Prejuízos Fiscais não operacionais – a partir de 1996, só


poderão ser compensados com lucros da mesma
natureza e dentro do limite previsto acima.
regra básica:
- só separar os PÑO dos PF, se no período-base
ocorrerem cumulativamente prejuízos da duas espécies;

UFAM 260

COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS

• Prejuízos Fiscais não operacionais


regra básica (continuação):
- na hipótese de ocorrência de PF e PÑO, comparar o
PÑO com o PF, se o PF for maior, todo o resultado não-
operacional negativo será considerado PF não-
operacional e a parcela excedente será considerada das
demais atividades;
- se o resultado não-operacional for maior ou igual ao PF,
todo o PF será considerado não-operacional;

UFAM 261
COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS

• Prejuízos Fiscais não operacionais


Exemplo:

Hipótese L. Real PF da Prej.ÑO PF ÑO


atividade
1ª 50 -0- (120) -0-
2ª (200) (20) (180) (180)
3ª (60) -0- (300) 60

Fonte: Hirome Higuchi

UFAM 262

COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS

• Prejuízos Fiscais não operacionais


regra básica (continuação):
- no período-base que for apurado resultado não-
operacional positivo, todo o seu valor poderá ser
utilizado para compensar os PF’s não-operacionais de
períodos anteriores, ainda que a parcela do lucro real
admitida para compensação não seja suficiente ou que
tenha sido apurado PF;

UFAM 263

COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS

• Prejuízos Fiscais não operacionais


regra básica (continuação):
- na hipótese anterior, a parcela dos PF não-operacionais
compensados com lucros não-operacionais que não
puder ser compensada com o lucro real, seja em virtude
do limite de 30% ou de ter ocorrido PF no período,
passará a ser considerada prejuízo das demais
atividades, devendo ser promovido os ajuste na parte “b”
do LALUR.

UFAM 264
COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS

• Prejuízos Fiscais não operacionais


Exemplo:
Saldos apurados em XA
- Resultado não-operacional negativo $ 100.000
- Prejuízo Fiscal $ 250.000
Saldos apurados em XB
- Resultado não-operacional positivo $ 60.000
- Lucro Real antes da compensação de
prejuízos $ 300.000

UFAM 265

COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS

• Prejuízos Fiscais não operacionais


Exemplo (solução):
1) - PFÑO a compensar (XA) $ 100.000
- RÑO positivo (XB) $ 60.000
- PFÑO (limite compensável) $ 60.000
- Saldo PFÑO a compensar $ 40.000
($ 100.000-60.000)
2) - PF operacional a compensar $ 150.000
- Lucro Real antes Comp. Prejuiz. $ 300.000
- Limite máximo de redução 30% $ 90.000
- PF não-operacional já compensado $ 60.000
- PFO compensável (90.000-60.000) $ 30.000
- Saldo do PF operac. a compensar $ 120.000
(150.000-30.000)

UFAM 266

Demonstração do Resultado do Exercício

RECEITA OPERACIONAL BRUTA


-Vendas...................................................................................1.000.000
( - ) DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA
- Impostos, Devoluções e Abatimentos s/ Vendas .................(262.500)
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA.................................................737.500
( - ) CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS...............................(500.000)
(= ) RESULTADO OPERACIONAL BRUTO...................................... 237.500
( - ) DESPESAS OPERACIONAIS
- Despesas com Vendas.....................................57.500
- Despesas Administrativas.................................35.000
- Despesas Tributárias........................................ 3.000 (95.500)
(+/-)RESULTADO FINANCEIRO LÍQUIDO
- Receitas Financeiras......................................200.000
- Despesas Financeiras....................................(50.000) 150.000
( + ) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS (ganho na EP)............... 30.000
( - ) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS........................................(3.000)
( = ) RESULTADO OPERACIONAL.....................................................319.000
( - ) Outras despesas......................................................................... (19.000)
( = ) RESULTADO DO EXERCÍCIO ANTES DOS IMPOSTOS............300.000
( - ) PCSL e PIR......................................................................... ......... (73.950)
( = ) RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO......................................226.050

UFAM 267
LUCRO REAL

1. Resultado do trimestre antes do IRPJ 272.550,00


2. (+) Adições
2.1. Multas por infrações fiscais 2.000,00
2.2. Provisões indedutíveis 3.000,00
2.3. CSSL 27.450,00
32.450,00
3. (-) Exclusões
3.1. Depreciação acelerada (5.000,00)
4. (=) Lucro Real antes da Compensação PF 300.000,00
5. (-) Compensação de prejuízos (30%) ( 90.000,00)
6. (-) Lucro Real 210.000,00

Imposto: 15% x R$ 210.000,00 31.500,00


Adicional: 10% x (R$ 210.00,00 – R$ 60.000,00) 15.000,00
Imposto + AIR 46.500,00

UFAM 268

LUCRO REAL

• PJ obrigadas à apuração do IR com base no lucro


real:
cujo faturamento bruto, no ano-calendário
anterior, superior o limite de R$ 78.000.000,00 ou
ao limite proporcional de R$ 6.500.000,00
multiplicado pelo número de meses de atividade no
ano, quando inferior a 12 meses;

UFAM 269

LUCRO REAL

• PJ obrigadas à apuração do IR com base no lucro real


(continuação):
cujas atividades sejam de bancos comerciais, de
investimentos, de desenvolvimento, caixas econômicas,
sociedades de créditos, financiamentos e investimento,
sociedade de créditos imobiliário, sociedades corretoras
de títulos, valores mobiliários e câmbio, distribuidoras de
títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamentos
mercantil, cooperativas de créditos, empresas de seguros
privados e de capitalização e entidades de previdência
privada aberta;

UFAM 270
LUCRO REAL

• PJ obrigadas à apuração do IR com base no lucro real


(continuação):
que tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital
oriundos do exterior;
que autorizadas pela legislação tributária, usufruam
benefícios fiscais relativos à isenção ou redução do
imposto;
que, no decorrer do ano-calendário, tenham efetuado
pagamento mensal pelo regime de estimativa;

UFAM 271

LUCRO REAL

• PJ obrigadas à apuração do IR com base no lucro real


(continuação):
que explore as atividades de prestação cumulativa e
contínua de serviços de assessoria creditícia,
mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos,
administração de contas a pagar e a receber, compras de
direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a
prazo ou de prestação de serviços (factoring);
que explorem atividades de compra e venda,
loteamento, incorporação e construção de imóveis,
enquanto não concluídas as operações imobiliários para
as quais haja registro de custo orçado.

UFAM 272

LUCRO REAL POR ESTIMATIVA

• PJ enquadradas no lucro real - poderão optar pela


apuração anual.
• Entretanto, estarão impedidas de optar pelo lucro
presumido e obrigadas ao pagamento mensal da parcela
do imposto que será devido a título de antecipação,
calculado por estimativa

UFAM 273
IR mensal por Estimativa

• Base de Cálculo: é o resultado do somatório de percentual


aplicado sobre a receita bruta do mês, acrescido de:
• Ganhos de capital;
• Demais receitas e resultados positivos.
Atenção: não são incluídos na base de cálculo da
estimativa os rendimentos e os ganhos de aplicações
financeiras que tiverem IR retido ou pago em separado.
Porém, se esses rendimentos não foram tributados deverão
ser incluídos.

UFAM 274

IR mensal por Estimativa

• Receita bruta:

(+) produto da venda de bens nas operações por conta


própria;

(+) o preço dos serviços prestados e o resultado nas


operações de conta alheia;

(-) as vendas canceladas, as devoluções de vendas e os


descontos incondicionais concedidos.

UFAM 275

IR mensal por Estimativa

• Receita bruta de atividades incentivadas –


deverão ser excluídas da receita bruta na
proporção do benefício (isenção ou redução) a
que fizer jus.
Exemplo:
• Rec. bruta da ativ. incentivada $ 1.000.000
• Benefício: redução de 25%
• Receita bruta a ser excluída $ 250.000
• Rec. bruta a ser computada $ 750.000

UFAM 276
Procedimentos para cálculo do Imposto de Renda por
estimativa.
Atividades da pessoa jurídica geradora da receita bruta Percentuais
– base de estimativa para os pagamentos mensais dos aplicáveis sobre
tributos do Imposto de Renda a receita

Revenda para consumo de combustíveis derivados de


petróleo, álcool etílico, carburante e gás natural
1,6%
Venda de mercadorias ou produtos, exceto revenda de
combustíveis para consumo
8%
Prestação de serviços de transportes de cargas 8%
Prestação dos demais serviços de transporte 16%
Prestação de demais serviços em geral, para os quais
não esteja previsto percentual específico
32%

continua
UFAM 277

Procedimentos para cálculo do Imposto de Renda por


estimativa.

Atividades da pessoa jurídica geradora da receita bruta – Percentuais


base de estimativa para os pagamentos mensais dos aplicáveis
tributos do Imposto de Renda sobre a receita

Prestação de serviços em geral por empresas com


receita bruta anual não superior a R$ 120.000,00, exceto
serviços hospitalares, de transporte e de profissões 16%
regulamentadas
Instituições financeiras e entidades a elas equiparadas 16%

UFAM 278

IR mensal por Estimativa


• Deduções do imposto
incentivos fiscais de dedução do imposto ✔
dedutíveis
nos pagamentos mensais ou na declaração: PAT, ás
Doações aos Fundos da Criança e do Adolescente, ás
Atividades Culturais ou Artísticas e Atividades
Audiovisuais, observados os limites e prazos previstos na
legislação;
✔ dedutíveis na declaração anual: PDTI e PDTA.
IRRF sobre as receitas que integraram a base de
cálculo do imposto devido;

UFAM 279
IR mensal por Estimativa

• Deduções do imposto (continuação):


IR pago indevidamente ou a maior em períodos
anteriores;
- se pago até 1995, atualizado pela variação da UFIR até
31 de dezembro daquele ano e acrescido de juros
SELIC, calculados a partir da data do pagamento
indevido ou a maior até o mês anterior ao da
compensação ou restituição e acrescido de 1% relativo
ao mês em que estas estiverem sendo efetuadas;

UFAM 280

IR mensal por Estimativa

IR pago indevidamente ou a maior em períodos


anteriores (continuação);
- se pago a partir de 1º de janeiro de 1996, acrescido
somente dos juros SELIC;
saldo a compensar de IRPJ de períodos de apuração
anteriores;
outras compensações mediante processo
administrativo.

UFAM 281

Incentivos Fiscais de Aplicação do Imposto –


FINOR, FINAM, FUNRES

• Aplicação em projetos próprios(art. 9º da Lei nº 8.167/91) – a


opção será manifestada mediante o recolhimento por meio de
DARF específico de parte do IR, de valor equivalente a até:
a) 12% para o FINOR e FINAM; e
b) 17% para o FUNRES
• No DARF específico, a empresa deverá indicar o código da
receita relativa ao fundo pelo qual houver optado.
Nota: Às aplicações somente poderão ser efetuadas até o final
do prazo previsto para a implantação dos respectivos projetos.

UFAM 282
Incentivos Fiscais de Aplicação do Imposto –
FINOR, FINAM, FUNRES

• Aplicações superiores aos valores apurados na DIPJ – a


parcela excedente será considerada como recursos
próprios aplicados no respectivo projeto, em relação às
empresas que tenham assegurado a aplicação em
projetos próprios;

• Base de cálculo das aplicações:


(+) Imposto Devido à alíquota de 15%
(-) Incentivos Fiscais de Dedução do Imposto
(=) Base de Cálculo
• Valor mínimo das aplicações: R$ 8,28

UFAM 283

Procedimentos para cálculo do Imposto de Renda por


estimativa.
Exemplo de apuração do imposto de renda por estimativa

Vendas de Prestação de
mercadorias serviços

Receita Bruta 500.000 600.000

Deduções das receitas brutas


Impostos sobre produtos industrializados 50.000

Impostos sobre circulação de 81.000


mercadorias
Impostos sobre serviços 3.000
Vendas canceladas e devoluções 15.000
Descontos incondicionais 4.000
Total das deduções 150.000 3.000

UFAM 284
continua

Procedimentos para cálculo do Imposto de Renda por


estimativa.
Exemplo de apuração do imposto de renda por estimativa

Vendas de Prestação de
mercadorias serviços

Receita líquida 350.000 57.000

Ganhos de capital no mês


Lucro na venda de ativo imobilizado 30.000
Receita com locação de imóvel 2.000
Rendimentos auferidos nas operações de 6.000
mútuo com coligadas
Total de ganhos de capital 38.000
Imposto de Renda retido na fonte sobre
os ganhos de capital 50

UFAM 285
Procedimentos para cálculo do Imposto de Renda por
estimativa.
Demonstração da apuração da base de cálculo do Imposto de Renda por
Estimativa

Vendas de Prestação de
mercadorias serviços
Receita bruta 500.000 60.000
Deduções para apuração da base de
cálculo
Imposto sobre produtos industrializados 50.000

Vendas canceladas e devoluções 15.000


Descontos incondicionais 4.000
Total das deduções 69.000

Receita líquidas para efeito da apuração da


base de cálculo 431.000 60.000
UFAM 286

Procedimentos para cálculo do Imposto de Renda por


estimativa.

Demonstração da apuração da base de cálculo do Imposto de Renda por


Estimativa
Vendas de Prestação de
mercadorias serviços
Aplicação do percentual sobre a receita 8% 32%
bruta
Lucro estimado = receitas líquidas x
o percentual
34.480 19.200
Total do lucro estimado 53.680
Acréscimo dos ganhos de capital 38.000
Base de cálculo do imposto mensal 91.680
Cálculo do Imposto de Renda devido no
mês por estimativa

UFAM 287

Procedimentos para cálculo do Imposto de Renda por


estimativa.

Demonstração da apuração da base de cálculo do Imposto de Renda por


Estimativa

Vendas de Prestação de
mercadorias serviços

Alíquota normal = 15% de $ 91.680,00 13.752

Adicional de 10% sobre o excesso do


lucro estimado $ 91.680,00 em
relação ao limite mensal de $ 7.168
20.000,00 = 10% de $ 71.680,00

Imposto de Renda a pagar 20.920

UFAM 288
Procedimentos para cálculo do Imposto de Renda por
estimativa.

Demonstração da apuração da base de cálculo do Imposto de Renda por


Estimativa

Imposto de Renda calculado com base na $ 20.920,00


estimativa
Menos: dedução do incentivo fiscal $ 550,08
Menos: Imposto de Renda retido na fonte sobre $ 50,00
os ganhos de capital

Imposto de Renda a recolher $ 20.319,92

UFAM 289

Procedimentos para cálculo do Imposto de Renda por


estimativa.

Contabilização do Imposto de Renda calculado e recolhido com base no


lucro estimado

DÉBITO
Ativo circulante
Imposto a Recuperar – ou a compensar
Imposto de Renda Pessoa Jurídica - estimativa 20.369,92

CRÉDITO
Ativo circulante
Impostos a Recuperar – ou a compensar
Imposto de Renda Retido na Fonte – ganho de 50,00
capital
Passivo circulante 20.319,92
Imposto de Renda a Recolher

UFAM 290

Procedimentos para cálculo do Imposto de Renda por


estimativa.

Contabilização do Imposto de Renda calculado e recolhido com base no


lucro estimado

DÉBITO $
Passivo Circulante
Imposto de Renda a recolher 20.319,92
CRÉDITO
Ativo circulante
Bancos Conta Corrente - Disponibilidades 20.319,92

UFAM 291
Balanço de Suspensão ou Redução

• As empresas que recolhem o ir com base no lucro real


estimado poderão suspender ou reduzir o pagamento do
imposto devido em cada mês, desde que comprovem
mediante a elaboração de balanço ou balancete, que o valor
do imposto já pago é igual ou excede o valor do imposto
devido.

• O balanço ou balancete deverá compreender sempre o


período entre 1º de janeiro e a data de apuração do lucro.

• O balanço ou balancete deverá ser elaborado com


observância das disposições contidas nas leis comerciais e
fiscais e transcrito no livro diário até a data fixada para o
pagamento do imposto do respectivo mês, produzindo
efeitos somente para fins de determinação da parcela do IR
e da CSSL, devidos no decorrer do ano-calendário.
UFAM 292

BALANÇO DE SUSPENSÃO OU REDUÇÃO

• Exemplo 1:

Pagamento Mensais por Estimativa


Mês Base Valores Mês de Recolhimento Valor Acumulado
Janeiro 1.000,00 Fevereiro 1.000,00
Fevereiro 1.200,00 Março 2.200,00
Março 1.300,00 Abril 3.500,00
Abril 1.500,00 Maio 5.000,00
Maio 2.000,00 Junho ?
TOTAL 7.000,00

Fonte: Viceconti, 2004


UFAM 293

BALANÇO DE SUSPENSÃO OU REDUÇÃO

1ª Hipótese – Redução no valor a pagar


• No mês de maio, a empresa levantou balanço e apurou a
importância de R$ 6.000,00 a pagar de imposto de renda sobre
o lucro real do período de janeiro a maio.
• Como a empresa efetuou pagamento até o mês de maio
(competência abril) no valor de R$ 5.000,00 (R$ 1.000,00 +
R$ 1.200,00 + R$ 1.300,00 + R$ 1.500,00), ela poderá recolher
em junho apenas R$ 1.000,00, correspondente à diferença
entre o imposto devido sobre o lucro real (R$ 6.000,00) e o já
recolhido por estimativa até maio, competência abril, (R$
5.000,00), em vez de recolher os R$ 2.000,00 decorrentes do
cálculo por estimativa.

Fonte: Viceconti, 2004


UFAM 294
BALANÇO DE SUSPENSÃO OU REDUÇÃO
2ª Hipótese – Suspensão do valor a Pagar
• A empresa apurou R$ 4.800,00 de imposto de renda a pagar
sobre o lucro real no período de janeiro a maio. Como os
pagamentos mensais efetuados até o mês de maio foram
superiores, ou seja, R$ 5.000,00, a empresa poderá suspender o
recolhimento de maio (que seria efetuado em junho) no valor de
R$ 2.000,00
Atenção:
Na 2ªhipótese, os RS 200,00 (R$ 5.000,00 – R$ 4.800,00)
não poderão ser diminuídos nos recolhimentos mensais por
estimativa dos meses subsequentes. Caso a empresa deseje
fazer nova redução do mês de junho, deverá levantar novo
balanço em 30 de junho apurando o imposto devido sobre o
lucro real no período janeiro a junho e diminuir os valores
efetivamente pagos até esta data, correspondente aos meses-
base de janeiro a maio.
UFAM 295
Fonte: Viceconti, 2004

BALANÇO DE SUSPENSÃO OU REDUÇÃO

3ª Hipótese – Opção pelo Menor recolhimento

• A empresa apurou R$ 8.000,00 de imposto de renda a pagar


sobre o lucro real no período de janeiro a maio.
• Como os pagamentos mensais efetuados até o mês de maio
foram R$ 5.000,00, a empresa deveria recolher, em junho
(relativo ao mês de maio) R$ 3.000,00 ( R$ 8.000,00 – R$
5.000,00).
• Nessa hipótese, a pessoa jurídica poderá optar por recolher o
valor da estimativa do mês de maio, ou seja, R$ 2.000,00,
porque seu valor é inferior ao apurado com base no lucro real.

Fonte: Viceconti, 2004


UFAM 296

Lucro Presumido

• É uma modalidade optativa de apurar o lucro e,


consequentemente, o imposto de renda das
pessoas jurídicas que, observando determinados
limites e condições, dispensa a escrituração
contábil, exceto a do livro registro de inventário e
do livro caixa, e que está baseada em valores
globais da receita para presumir o lucro a ser
tributado.
(Viceconti, 2004)

UFAM 297
PJ que não podem optar pelo lucro presumido

• Cuja receita total, no ano-calendário anterior, seja superior a


r$ 78.000.000,00, OU PROPORCIONAL AO nº DE MESES,
QUANDO INFERIOR A DOZE MESES;

• Cujas atividades sejam de inst. Financeiras ou equiparadas;

• Que tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital


oriundos do exterior;

• Que autorizadas pela legislação tributária, usufruam de


benefícios fiscais relativos à isenção ou redução do imposto;

• Que no decorrer do ano-calendário, tenham efetuado


pagamento mensal pelo regime de estimativa, inclusive
mediante balanço de suspensão ou redução do imposto;

• Cuja atividade seja de factoring.


UFAM 298

Lucro Presumido

• OPÇÃO:

Será definitiva em relação a todo o ano-calendário e dar-


se-á por ocasião do pagamento da 1ª parcela ou quota
única.

• BASE DE CÁLCULO:

Será o produto da aplicação do percentual cabível à


atividade desenvolvida pela empresa, acrescido de outras
receitas, rendimentos e ganhos de capital, inclusive os
oriundos de aplicações financeiras de renda fixa e de renda
variável.

Obs. O ir retido ou pago, separadamente é considerado como


antecipação do devido no trimestre.

UFAM 299

Lucro Presumido
 COEFICIENTE DE APLICAÇÃO SOBRE A RECEITA BRUTA:

8,0% - na venda de mercadorias e produtos;

1,6% - na revenda, para consumo, de combustíveis derivados de


petróleo, álcool etílico carburante gás natural;

16,0% - na prestação de serviços de transporte, exceto de carga;

8,0% - na prestação de serviços de transporte de carga;

32,0% - na prestação de demais serviços, exceto a de serviços


hospitalares;

16,0% - na prestação de serviços em geral das pj com receita


bruta anual de até r$ 120.000,00, exceto serviços hospitalares,
de transporte e de profissões regulamentadas;

8,0% - na venda de imóveis das empresas com esse objeto


social.
UFAM 300
Lucro Presumido
• ALÍQUOTAS:
15% sobre a base de cálculo;
10% sobre a parcela da base de cálculo do trimestre,
que exceder a r$ 60.000,00.
• CONTRIBUÍÇÃO SOCIAL
(+) 12% da receita bruta da atividade no trimestre;
(+) ganhos de capital;
(+) rendimentos de aplicações financeiras;
(+) demais receitas;
(+) resultados positivos (não operacionais);
(=) base de cálculo
(x) alíquota da CSSL de 9%
(=) CSSL a pagar
UFAM 301

Lucro Presumido

• Exemplo:
- Receita bruta auferida no 4ª trimestre de XA $ 765.000,00
- Porcentual de presunção
8%
- Receita líquida, no trimestre $ 20.000,00
Lucro Presumido:
I - 8% x R$ 765.000,00 $
61.200,00
II - Receita líquida do aluguel $ 20.000,00
(=) Total $
81.200,00
Imposto: 15% x R$ 81.200,00 $ 12.180,00
Adicional: 10% x (R$ 81.200,00 – R$ 60.000,00)$ 2.120,00
Imposto + AIR $
14.300,00
UFAM 302

Obs. Vencimento: cota única – até o último dia útil do mês de

Procedimentos para cálculo do Imposto de Renda


calculado e recolhido com base no lucro presumido.

DÉBITO $
Passivo Circulante
Imposto de Renda a Recolher 20.319,92
CRÉDITO
Ativo circulante
Banco conta Corrente - Disponibilidade 20.319,92

UFAM 303
Lucro Arbitrado
• É uma modalidade coercitiva de determinação do lucro e do
imposto, aplicável a sociedades de qualquer natureza jurídica
e pessoas físicas equiparadas a pj que descumprirem as
disposições legais relativas ao lucro real e ao lucro
presumido.
• Hipóteses em que o lucro será arbitrado:
a) escrituração em desacordo com as leis comerciais e
fiscais, com indícios de fraudes, contendo erros ou
deficiências que impossibilitem a identificação efetiva da
movimentação financeira e do lucro real;
b) não apresentação de livros comerciais e fiscais;
c) não apresentação de livro ou ficha de razão;
d) opção indevida pela tributação com base no lucro
presumido;
e) quando o comissário ou representante da pj estrangeira
deixar de escriturar e apurar o lucro da sua atividade
separadamente do lucro do UFAM
comitente residente ou 304
domiciliado no exterior.

Lucro Arbitrado

• Receita Bruta Conhecida: é determinado mediante à


aplicação, sobre a receita bruta, dos percentuais abaixo,
acrescido de 20%.
8% - venda de mercadorias e produtos e serviços
hospitalares;
1,6% - revenda, para consumo, de combustíveis derivados
de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural;
16% - prestação de serviços de transporte, exceto o de
carga;
32% - prestação de demais serviços.

UFAM 305

LUCRO ARBITRADO

• Receita Bruta não Conhecida: será determinado


através de procedimentos de ofício utilizando-se
uma das seguintes alternativas:
• Lucro real do último período em que a empresa
teve escrituração;
• Soma dos Ativos;
• Soma do Patrimônio Líquido;
• Soma das Compras de Mercadorias;
• Soma da Folha de Pagamento;
• Soma do valor do aluguel.

UFAM 306
BASE DE CÁLCULO QUANDO NÃO CONHECIDA A RECEITA BRUTA COEFI-
CIENTE
〮Lucro real referente ao último período em que a pessoa jurídica manteve 1,5
escrituração de acordo com as leis comerciais e fiscais, devendo ser efetuada
atualização monetária até 31 de dezembro de 1995. Se o lucro real for
decorrente de período anual ou mensal, o valor que servirá de base ao
arbitramento será proporcional ao número de meses do período considerado.
〮Soma dos valores do ativo circulante, realizável a longo prazo e permanente, 0,04
existentes no último balanço patrimonial conhecido, devendo ser efetuada
atualização monetária até 31 de dezembro de 1995, observando que o valor
do coeficiente deverá ser multiplicado pelo número de meses do período de
apuração.
〮Valor do capital, inclusive sua correção monetária contabilizada como reserva 0,07
de capital, constante do último balanço patrimonial conhecido ou registrado
nos atos de constituição ou alteração da sociedade, devendo ser efetuada
atualização monetária até 31 de dezembro de 1995, observando que o valor
do coeficiente deverá ser multiplicado pelo número de meses do período de
apuração.
〮Valor do patrimônio líquido constante do último balanço patrimonial 0,05
conhecido, devendo ser efetuada atualização monetária até 31 de dezembro
de 1995, observando que o valor do coeficiente deverá ser multiplicado pelo
número de meses do período de apuração.
〮Valor das compras de mercadorias efetuada em cada mês do período de 0,4
apuração, podendo ter sua aplicação limitada, a critério da autoridade
lançadora, respectivamente, às atividades comerciais, industriais e de
prestação de serviços e, no caso de empresas com atividade mista, ser
UFAM 307
adotada isoladamente em cada atividade.

continuação

BASE DE CÁLCULO QUANDO NÃO CONHECIDA COEFICIENTE


A RECEITA BRUTA

〮Soma, em cada mês do período de apuração, 0,4


dos valores da folha de pagamento dos
empregados e das compras de matérias-primas,
produtos intermediários e materiais de
embalagem, podendo ter sua aplicação limitada,
a critério da autoridade lançadora,
respectivamente, às atividades comerciais,
industriais e de prestação de serviços e, no caso
de empresas com atividade mista, ser adotada
isoladamente em cada atividade.
〮Soma dos valores devidos em cada mês do 0,8
período de apuração a empregados, podendo ter
sua aplicação limitada, a critério da autoridade
lançadora, respectivamente, às atividades
comerciais, industriais e de prestação de serviços
e, no caso de empresas com atividade mista, ser
adotada isoladamente em cada atividade.
〮Valor do aluguel devido em cada mês do período 0,9
de apuração.

UFAM 308

Contabilidade Tributária e Fiscal I

É uma das fontes de


recursos previstas o art.
Contribuição 195 da Constituição
Social sobre O Federal para atender o
lucro das programa de seguridade
Pessoas social.
Jurídicas • Contribuintes: pessoas
jurídicas domiciliadas no
País e as que lhes são
equiparadas pela
legislação do imposto de
renda.
UFAM 309
CSSL

• BASE DE CÁLCULO
1. Pessoas Jurídicas Tributadas com base no
Lucro Real: é o resultado do período de apuração,
antes de computar a provisão para o seu próprio
pagamento e a provisão do imposto de renda das
pessoas jurídicas, ajustado por adições e
exclusões prescritas ou autorizadas pela legislação
tributária.
Da mesma forma que o imposto de renda das
pessoas jurídicas, é possível a compensação da
base de cálculo negativa da contribuição de
períodos anteriores com base de cálculo relativa ao
período corrente, desde que não reduza esta
última em mais de 30% (trinta por cento).
UFAM 310

CSSL por Estimativa

ESQUEMA

1. Resultado do Exercício Antes dos Impostos


2. (+) Adições
3. (-) Exclusões

4. (=) Base de Cálculo antes da compensação


5. (-) Base de Cálculo negativa de períodos anteriores
(este item só será computado caso o item 4 seja
positivo e terá seu valor limitado a 30% deste)

6. (=) Base de Cálculo da CSLL

UFAM 311

Procedimentos para cálculo da contribuição social por


estimativa.

Vendas de Prestação de
mercadorias serviços
Receitas brutas 500.000 60.000

Deduções das receitas brutas


Imposto sobre Produtos Industrializados 50.000
Impostos sobre Circulação de 81.000
Mercadorias
Impostos sobre Serviços 3.000
Vendas canceladas e devoluções 15.000
Descontos incondicionais 4.000
Total das deduções 150.000

Receita Líquidas 350.000 57.000

UFAM 312
Procedimentos para cálculo da contribuição social por
estimativa.

Vendas de Prestação de
mercadorias serviços
Ganho de capital no mês

Lucro na venda de ativo imobilizado 30.000


Receita com locação de imóvel 2.000
Rendimentos auferidos nas operações
de mútuo com coligadas 6.000
Total de ganho de capital 38.000

Imposto de Renda retido na fonte sobre


os ganhos de capital 50

continua

UFAM 313

Demonstração da apuração da base de cálculo da


contribuição social por estimativa.

Vendas de Prestação de
mercadorias serviços
Receita bruta 500.000 600.000

Deduções para apuração da base de


cálculo
Imposto sobre Produtos Industrializados 50.000

Vendas canceladas e devoluções 15.000


Descontos incondicionais 4.000
Total das deduções 69.000

Receita líquida para efeito da apuração


da base de cálculo 431.000 60.000

UFAM 314

Demonstração da apuração da base de cálculo da


contribuição social por estimativa.

Total das receitas líquidas 491.000


Aplicação da alíquota de 12% para determinar a base de 12%
cálculo
Base de cálculo 58.920
Mais: Total do ganho de capital 38000
Total da base de cálculo da contribuição social 96.920

Cálculo da contribuição devida


Alíquota da contribuição social 9%
Contribuição social do mês, por estimativa R$ 96.920 x 8% 8.722,80

UFAM 315
Demonstração da apuração da base de cálculo da
contribuição social por estimativa.

Contabilização da contribuição social calculada e recolhida com


base no lucro estimado

DÉBITO $
Ativo Circulante
Tributos a recuperar – ou a compensar
Contribuição social sobre o lucro - estimativa 8.722.80
CRÉDITO
Passivo Circulante
Contribuição social a recolher 8.722,80

UFAM 316

Demonstração da apuração da base de cálculo da


contribuição social por estimativa.

Em dezembro, por ocasião do recolhimento da contribuição social


de novembro, a contribuição será:

DÉBITO $
Passivo Circulante
Contribuição social a recolher 8.722.80
CRÉDITO
Ativo Circulante
Bancos conta corrente - disponibilidade 8.722,80

UFAM 317

Demonstração da apuração da base de cálculo da


contribuição social pelo lucro presumido.

Contabilização

DÉBITO $
Despesas Operacionais
Contribuição social – lucro presumido 8.722.80
CRÉDITO
Passivo Circulante
Contribuição Social a recolher 8.722,80

UFAM 318
Demonstração da apuração da base de cálculo da
contribuição social pelo lucro presumido.

Em dezembro, por ocasião do recolhimento do Imposto de Renda de


novembro, a contabilização será:

DÉBITO $
Passivo Circulante
Contribuição social a recolher 8.722.80
CRÉDITO
Ativo Circulante
Banco conta corrente - disponibilidade 8.722,80

UFAM 319

BENEFÍCIOS FISCAIS DO PROGRAMA DE


ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR (PAT)

É permitido às pessoas jurídicas tributadas


com base no lucro real deduzir do Imposto
de Renda devido, a título de incentivo
fiscal, entre outros, o valor correspondente
á aplicação da alíquota do imposto sobre a
soma das despesas de custeio realizadas no
período em Programas de Alimentação do
Trabalhador (PAT).
UFAM 320

FORMAS DE EXECUÇÃO DO PAT

Para a execução do PAT, a pessoa jurídica beneficiária


poderá:
1) manter serviço próprio de refeições;
2) distribuir alimentos, inclusive não preparados (cestas
básicas) e
3) firmar convênios com entidades que forneçam ou
prestem serviços de alimentação coletiva, desde que essas
entidades sejam credenciadas pelo Programa e se obriguem
a cumprir o disposto na legislação do PAT e na Portaria
SIT 3/2002, condição que deverá constar expressamente do
texto do convênio entre as partes interessadas.
UFAM 321
FORMA DE APROVEITAMENTO DO
INCENTIVO

Observados os critérios normativos, a


pessoa jurídica pode deduzir do Imposto
de Renda devido com base no lucro real o
valor equivalente á aplicação da alíquota
cabível do Imposto de Renda sobre a soma
das despesas de custeio realizadas na
execução do PAT, diminuída a participação
dos empregados no custo das refeições.
UFAM 322

FORMA DE APROVEITAMENTO DO
INCENTIVO

Portanto, a dedução se dá “em dobro”:


1) uma vez, via contabilidade, sobre o
valor liquido dos gastos a título de
despesa com o PAT, ressaltando-se que
essa dedução não tem limites;
2) a segunda vez, pela dedução direta
do imposto, obedecidos os limites
normativos. UFAM 323

TRATAMENTO CONTÁBIL DOS GASTOS


COM O PROGRAMA

A pessoa jurídica deve destacar


contabilmente, com subtítulos por
natureza de gastos, as despesas
constantes do Programa de
Alimentação do Trabalhador
(artigo 7o do Decreto 05/1991).

UFAM 324
TRATAMENTO CONTÁBIL DOS GASTOS
COM O PROGRAMA

LIMITES DE DEDUÇÃO DO IMPOSTO

Desde 01.01.1998, a dedução


direta no imposto, relativa ao
incentivo ao PAT, fica limitada a
4% (QUATRO POR CENTO), do
Imposto de Renda (sem a inclusão
do adicional).
UFAM 325

LIMITE DE CUSTO DE REFEIÇÃO


DEDUTÍVEL DO IMPOSTO DE RENDA

Para efeito de utilização do incentivo


fiscal relativo aos Programas de
Alimentação do Trabalhador (PAT), a
IN SRF 16/1992 fixou o custo máximo
por refeição em 3,00 UFIR e dispôs,
ainda, que o valor do incentivo fiscal
por refeição dedutível do Imposto de
Renda deve ser calculado mediante a
aplicação da alíquota do imposto sobre
2,40 UFIR. UFAM 326

LIMITE DE CUSTO DE REFEIÇÃO


DEDUTÍVEL DO IMPOSTO DE RENDA

Considerando-se que, de acordo com o


artigo 30 da Lei 9.249/1995, a partir
de 01.01.1996 os valores constantes
da legislação tributária, expressos em
quantidade de UFIR, foram convertidos
em reais pelo valor da UFIR em
01.01.1996 (R$ 0,8287), temos, então,
os seguintes limites em reais:

UFAM 327
LIMITE DE CUSTO DE REFEIÇÃO
DEDUTÍVEL DO IMPOSTO DE RENDA

Considerando-se que, de acordo com o


artigo 30 da Lei 9.249/1995, a partir de
01.01.1996 os valores constantes da
legislação tributária, expressos em
quantidade de UFIR, foram convertidos em
reais pelo valor da UFIR em 01.01.1996 (R$
0,8287), temos, então, os seguintes limites
em reais:
· Custo máximo por refeição R$ 2,49
· Base do incentivo: R$ 1,99 por refeição
UFAM 328

LIMITE DE CUSTO DE REFEIÇÃO


DEDUTÍVEL DO IMPOSTO DE RENDA

IRPJ Devido

IRPJ Devido= IRPJ alíquota de 15% +


Adicional10%.........................348.299,27

IRPJ Devido= 218.579,56 + 129.710,71

IRPJ Devido= 348.299,27

UFAM 329

LIMITE DE CUSTO DE REFEIÇÃO


DEDUTÍVEL DO IMPOSTO DE RENDA

Dedução do IRPJ – PAT

Dados:
- Despesas de alimentação deduzidas o
desconto dos funcionários, somatório dos
meses de janeiro a agosto= R$ 270.000,00
- Refeições servidas de janeiro a agosto :
70.400

UFAM 330
LIMITE DE CUSTO DE REFEIÇÃO
DEDUTÍVEL DO IMPOSTO DE RENDA

PAT limite 1= Despesas de alimentação x 15%


PAT limite 1= 270.000,00 x 15% = 40.500,00

PAT limite 2= (Nº de refeições x 1,99) x 15%


PAT limite 2= (70.400 x 1,99) x 15%
PA limite 2 = 140.096,00 x 15% = 21.014,40

PAT limite 3= IRPJ* x 4%


PAT limite 3= 218.579,56 x 4%
PAT limite = 8.743,18

*não poderá ser computado o adicional do


IRPJ

A regra é deduzir o menor valor dos três limites


acima......................................... 8.743,18
UFAM 331

LIMITE DE CUSTO DE REFEIÇÃO


DEDUTÍVEL DO IMPOSTO DE RENDA

Total IRPJ devido - PAT

IRPJ Devido ( – ) PAT = IRPJ devido –

PAT..................................... 339.556,09

IRPJ Devido – PAT = 348.299,27 – 8.743,18

IRPJ Devido= 339.556,09

UFAM 332

LIMITE DE CUSTO DE REFEIÇÃO


DEDUTÍVEL DO IMPOSTO DE RENDA

CÁLCULO DO ADICIONAL

1º - R$ 568.000,00 X 32% (alíquota do lucro = R$


181.760,00
2º - R$ 181.760,00 - R$ 60.000,00 = 121.760,00

3º - R$ 121.760,00 X 10% (adicional) = 12.176,00 de


Base de calculo Adicional

4º faltou o 181.760,00 X 15% = 27.264.00

5º agora o 27.264.00 + o adicional que você acho de


12.176,00 = 39.440,00

UFAM 333
INCENTIVOS FISCAIS DO IRPJ
(Arts. 544 a 580 do Decreto nº. 3.000/99 – RIR)

LUCRO DA EXPLORAÇÃO

O art. 19 do Decreto-lei nº. 1598/77 criou a figura denominada


LUCRO DA EXPLORAÇÃO, que serve de base de cálculo do
limite máximo a ser observado na redução do lucro líquido ou do
imposto de renda devido, em razão de diversos incentivos fiscais.
Após as alterações introduzidas pelos arts. 20 do Decreto-lei nº
2.065/83, 8º do Decreto-lei nº 2.303/86 e 2º. Da Lei nº. 7.959/89, o
lucro da exploração é o contábil antes da provisão para pagamento
do imposto de renda, ajustado pela exclusão dos seguintes valores:

334

LUCRO DA EXPLORAÇÃO
I - a parte das receitas financeiras que exceder das despesas financeiras, sendo
que, no caso de operações prefixadas, considera-se receita ou despesa financeira
a parcela que exceder, no mesmo período, à correção monetária dos valores
aplicados;

II - os rendimentos e prejuízos das participações societárias; e

III - os resultados não-operacionais.


O objetivo da lei foi o de conceder o benefício do incentivo fiscal exclusivamente
sobre o lucro relativo à atividade operacional da empresa que o governo pretende
incentivar.

Para efeito de cálculo do lucro da exploração, a pessoa jurídica deverá tomar por
base o lucro líquido apurado depois de ter sido deduzida a contribuição social
sobre o lucro, contudo por essa contribuição ser indedutível na determinação do
lucro real, não deverá influenciar no cálculo do lucro da exploração, a fim de não
penalizar duplamente as empresas detentoras desse tipo de incentivo fiscal.
335

LUCRO DA EXPLORAÇÃO
As pessoas jurídicas localizadas nas regiões da SUDENE, atualmente ADENE,
ou SUDAM, atualmente ADA, beneficiadas com isenção ou redução do imposto
de renda sobre o lucro, calculam o benefício fiscal com base no lucro da
exploração.

As adições ou exclusões ao lucro líquido do exercício, para determinação do


lucro real, não afetam a composição do lucro da exploração, senão quando tal
ajuste seja expressamente previsto na legislação tributária (PN nº. 13/80).
Os níveis de redução de acordo com o § 4º. Do Art. 554 do RIR, são os seguintes:

I – setenta e cinco por cento, a partir de 1º/01/1998 até 31/12/2003;

II- cinqüenta por cento, a partir de 1º/01/2004 até 31/12/2008;

III – vinte e cinco por cento, a partir de 1º/01/2009 até 31/12/2013.

§ 5º. Fica extinto, relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de


1º/01/2014, o benefício fiscal de que trata o Art. 554 do Dec. 3000/99. 336
LUCRO DA EXPLORAÇÃO
As pessoas jurídicas localizadas nas regiões da SUDENE, atualmente ADENE,
ou SUDAM, atualmente ADA, que mantenham empreendimentos considerados
prioritários para o desenvolvimento regional, pagarão o imposto, inclusive
adicional, com redução calculada de acordo com os seguintes percentuais:

Os níveis de redução de acordo com o § 3º. Do Art. 559 do RIR, são os seguintes:

I – trinta e sete e meio por cento, a partir de 1º/01/1998 até 31/12/2003;

II- vinte e cinco por cento, a partir de 1º/01/2004 até 31/12/2008;

III – doze e meio por cento, a partir de 1º/01/2009 até 31/12/2013.

§ 5º. Fica extinto, relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de


1º/01/2014, o benefício fiscal de que trata o Art. 559 do Dec. 3000/99.

337

O que é o Lucro da Exploração?


É o lucro das atividades relativas aos setores ou empreendimentos objeto de
incentivo fiscal ou de tributação favorecida.
Considera-se lucro da exploração o lucro líquido do período de apuração, antes
de deduzida a provisão para o imposto de renda, ajustado pela exclusão dos
seguintes valores: (Decreto-lei no 1.598, de 1977, art. 19, e Lei no 7.959, de
1989, art. 2o):
a)a parte das receitas financeiras que exceder às despesas financeiras;
b)os rendimentos e prejuízos das participações societárias;
c)os resultados não operacionais;
d)os resultados obtidos em operações realizadas no exterior;
e)os baixados na conta de reserva de reavaliação, nos casos em que o valor
realizado dos bens objeto da reavaliação tenha sido registrado como custo ou
despesa operacional e a baixa da reserva tenha sido efetuada em contrapartida à
conta de:
- receita não operacional;
- patrimônio líquido, não computada no resultado do mesmo período de
apuração.
338

O que é o Lucro da Exploração?

f)a reserva especial (art. 2o da Lei no 8.200, de 1991) computada para


determinação do lucro real em razão da realização de bens ou direitos mediante
alienação, depreciação, amortização, exaustão ou baixa a qualquer título;

g)a parcela do lucro inflacionário apurado na fase pré-operacional, realizado a


partir do período em que o empreendimento instalado na área de atuação da ADA
ou ADENE, entrar em fase de operação;

h) os tributos e contribuições com exigibilidade suspensa, na forma dos incisos II


a IV do art. 151 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário
Nacional (CTN), adicionados ao lucro líquido, para efeito de determinação do
lucro real.

339
Lucro da Exploração - NOTAS
§1o Será adicionada ao lucro líquido, para efeito de determinação do lucro da
exploração, a CSLL devida, relativa ao período de apuração. (MP no 2.158-35,
art. 23).
§2o Na hipótese do inciso VIII, as importâncias acrescidas, controladas na parte
B do Livro de Apuração do Lucro Real - Lalur, serão diminuídas do lucro da
exploração no período em que ocorrer o efetivo pagamento dos tributos e
contribuições.
§3o As variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações da pessoa
jurídica, em função da taxa de câmbio ou de índices ou coeficientes aplicáveis
por disposição legal ou contratual são consideradas como receitas ou despesas
financeiras, conforme o caso. (Lei no 9.718, de 1998, art. 9o).
Cômputo das variações monetárias em função da taxa de câmbio pelo regime de
caixa, a partir de 1º. 01.2000, as variações monetárias dos direitos de crédito e
das obrigações do contribuinte, em função da taxa de câmbio, serão consideradas,
para efeito da determinação da base de cálculo do imposto de renda e da
determinação do lucro da exploração, por ocasião da liquidação da
correspondente operação.
340

Para que serve o Lucro da Exploração?

Serve como base de cálculo de isenção e/ou redução do imposto de renda das
atividades ou empreendimentos objeto de incentivo, já que, por disposição legal,
os benefícios desses incentivos fiscais devem ser calculados em função do lucro
da exploração (DL no 1.598/77, art. 19, § 1o e Lei no 7.959/89, art. 2o).

341

Quem deve calcular o Lucro da Exploração?


As empresas que tenham direito à isenção ou redução do imposto de renda, na
forma da legislação pertinente, em função de incentivo regional, setorial, tais
como:
a) empresas instaladas nas áreas de atuação da ADA e ADENE, que tenham
direito à isenção ou redução do valor do imposto;
b) empresas que explorem empreendimentos hoteleiros e/ou outros
empreendimentos turísticos, que gozem de isenção ou redução de 70%, 50%
ou 33% (RIR/99, arts. 564 a 573);
c) empresas que instalaram, ampliaram, ou modernizaram, até 31 de dezembro de
1990, na área do Programa Grande Carajás, empreendimentos dele
integrantes, beneficiadas com isenção do imposto por ato do Conselho
Interministerial do Programa Grande Carajás (RIR/99, arts. 562 e 563);
d) empresas que tenham efetuado exportação de produtos de fabricação própria
com base em Programa Especial de Exportação, aprovado até 31/12/87 pela
Comissão Befiex e vigente no período de apuração (RIR/99, art. 474);
e) empresas que tenham empreendimentos em operação nas áreas de atuação da
ADA e da ADENE, com direito de opção pelo depósito de parte do imposto
devido para reinvestimento - Depósitos para Reinvestimento (RIR/99, 342
art.
612).
NOTA:

Nos termos do art. 2o da Medida Provisória no 2.058, de 23 de agosto de 2000,


atual Medida Provisória no 2.199-14, de 24 de agosto de 2000, o direito de
usufruir do benefício de redução do imposto de renda de que tratam os arts.
551 e 559 do RIR/1999, foi extinto em 31 de dezembro de 2000, exceto para os
empreendimentos dos setores da economia que venham a ser considerados,
pelo Poder Executivo, prioritários para o desenvolvimento regional, e para os
que têm sede na área de jurisdição da Zona Franca de Manaus.
Caso o empreendimento se enquadre como prioritário para o desenvolvimento
regional, nos termos dos Decretos no 4.212 e no 4.213, de 26 de abril de 2002,
para usufruir do benefício, a pessoa jurídica interessada terá ainda que formular
"Pedido de Reconhecimento do Direito à Redução do IRPJ" junto à Delegacia
da Receita Federal, instruído com a declaração expedida pelo órgão do
Ministério do Desenvolvimento Regional (IN SRF no 267, de 23/12/2002).
Reconhecido o direito ao benefício, a redução será calculada de acordo com os
percentuais estabelecidos na Instrução Normativa SRF no 267, de 23/12/2002.

343

Como se calcula o percentual que cada atividade,


incentivada ou não, representa em relação à atividade
total desenvolvida pela pessoa jurídica?

Quando a pessoa jurídica beneficiária de incentivos fiscais explorar mais de uma


atividade, com incentivo ou não, deverá manter registros contábeis específicos
para demonstrar e destacar o resultado de cada atividade, com vistas à apuração
do lucro da exploração em separado.

Entretanto, quando o sistema de contabilidade da pessoa jurídica não possibilitar


a apuração específica do lucro da exploração, ela deverá adotar o procedimento
previsto no art. 549, § 3o do RIR/99, estabelecendo a relação percentual entre as
receitas líquidas de cada atividade e a receita líquida total, com o fim de fazer o
rateio do lucro da exploração para cada atividade.

344

Como se calcula o percentual que cada atividade,


incentivada ou não, representa em relação à atividade
total desenvolvida pela pessoa jurídica?

O cálculo do percentual de cada atividade incentivada é feito extra-


contabilmente, mediante a divisão da receita líquida de cada atividade x 100, pela
receita líquida total obtida pela empresa.
O valor correspondente ao lucro beneficiado com isenção do imposto será
determinado mediante a aplicação sobre o lucro da exploração, de percentual
resultante da seguinte fórmula (PN CST no 49/79 e ADN CST no 5/81):

Receita líquida da atividade isenta x 100 = %


Total da receita líquida da empresa

345
Como se calcula o percentual que cada atividade,
incentivada ou não, representa em relação à atividade
total desenvolvida pela pessoa jurídica?

A seguir, o valor correspondente ao lucro das demais


atividades/empreendimentos, beneficiados ou não por incentivos fiscais, será
determinado em percentual obtido pela aplicação da seguinte fórmula:

Receita líquida da atividade com o mesmo percentual de redução x 100 = %


Total da receita líquida da empresa

346

Como se distribui o lucro da exploração


proporcionalmente à cada atividade?
Mediante a multiplicação do percentual obtido na forma da questão anterior, pelo lucro da
exploração.
Dessa maneira, proceder-se-á ao rateio de 100% do lucro da exploração às diversas
atividades/empreendimentos exercidas pela pessoa jurídica, atribuindo-se a cada atividade
a parcela do lucro da exploração a ela correspondente.
Exemplo: para as atividades abaixo, o rateio do lucro da exploração de R$ 2.000.000,00
ficaria assim distribuído:

ATIVIDADE (INCENTIVADA OU NÃO) PERCENTUAL S/ PARCELA CORRESPONDENTE


RECEITA LÍQUIDA
TOTAL
Atividade isenta 20% R$ 400.000,00
Atividade com redução de 50% 30% R$ 600.000,00
Atividade não incentivada 50% R$ 1.000.000,00

347

Como se calcula o adicional para efeito de


incentivos com base no lucro da exploração ?

Quando o lucro real é igual ou maior que o lucro da exploração, o


rateio toma como base a proporção entre o lucro da exploração de
cada atividade e o lucro real da empresa aplicado sobre o
montante do adicional.

Se o lucro real for menor que o lucro da exploração, o rateio do


adicional deve ser efetuado com base na proporção da receita
líquida de cada atividade em relação à receita líquida total

348
Lucro Real igual ou maior que o Lucro da Exploração

Lucro da Exploração da Atividade Isenta 100.000,00

Lucro da Exploração da Atividade com Redução de 50% 200.000,00

Lucro Real do Período 856.000,00

Cálculo do IRPJ => 856.000,00 x 15% 128.400,00

Adicional 10% x 616.000,00 (856.000 – 240.000,00) 61.600,00

Rateio do Adicional para efeito de Incentivo Fiscal do Lucro da Exploração

(100.000 x 61.600) / 856.000 7.196,26

(200.000 x 61.600) / 856.000 14.392,52

349

Lucro Real menor que o Lucro da Exploração

Lucro da Exploração da Atividade Isenta 200.000,00

Lucro da Exploração da Atividade com Redução de 50% 300.000,00

Lucro Real do Período 456.000,00

Cálculo do IRPJ => 456.000,00 x 15% 68.400,00

Adicional 10% x 216.000,00 (456.000 – 240.000,00) 21.600,00

Rateio do Adicional para efeito de Incentivo Fiscal do Lucro da Exploração

(400.000 x 21.600) / 2.000.000 4.320,00

(600.000 x 21.600) / 2.000.000 6.480,00

350

Cálculo do Incentivo Fiscal


Atividade Isenta Atividade com Demais
redução de 50% Atividades

Lucro da Exploração 100.000,00 200.000,00 556.000,00


IRPJ – 15% 15.000,00 30.000,00 83.400,00
Adicional – 10% 7.196,26 14.392,52 40.011,22
Total 22.196,26 44.392,52 123.411,22
% de Redução 100% 50% 0%

Valor da Redução 22.196,26 22.196,26

Total do Incentivo Fiscal 44.392,52

Contabilização:

D – IRPJ a Pagar
C – Reserva de Incentivos Fiscais – Isenção/Redução do IRPJ 44.392,52
351
Quais as restrições ao gozo dos incentivos fiscais
calculados com base no lucro da exploração?
I - O valor do imposto de renda que deixar de ser pago em virtude das isenções ou
reduções previstas nos arts. 546, 547, 551, 554, 555, 559, 564 e 567 do RIR/99, não
poderá ser distribuído aos sócios e constituirá reserva de capital da pessoa jurídica
que somente poderá ser utilizada para absorção de prejuízos ou aumento de capital
(RIR/99, art. 545);
II - A fruição da isenção fica condicionada à observância, pela empresa beneficiária,
dos dispositivos da legislação trabalhista e social e das normas de proteção e controle
do meio ambiente, podendo o órgão competente do Ministério do Desenvolvimento
Regional, a qualquer tempo, verificar o cumprimento de tais prescrições (RIR/99,
arts. 547, § 5o e 555, § 5o);
III - os casos em que for necessária concessão ou reconhecimento expressos pelos
órgãos ou entidades da Administração Pública Federal dos incentivos ou benefícios
fiscais, serão exigidas as Certidões Negativas de Débitos relativamente aos tributos e
contribuições federais.
IV - a consulta prévia ao Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor
Público Federal (Cadin), pelos órgãos e entidades da Administração Pública Federal,
direta e indireta, para a concessão ou reconhecimento de incentivos fiscais. 352

Os valores apurados e lançados por meio de procedimento


de ofício podem integrar o lucro da exploração?

Não. De acordo com o entendimento consagrado pela administração tributária


mediante os PN CST no 13/80 e 11/81, não há previsão legal que autorize a
recomposição do lucro da exploração para serem computados os valores lançados
em procedimento de ofício, haja vista que os incentivos fiscais deverão ser
calculados com base no lucro da exploração, apurado com base em valores
registrados e constantes de escrituração regular, com observância das leis
comerciais e fiscais. Ressalte-se que a lei proibiu qualquer distribuição do valor
do imposto que deixou de ser pago aos sócios ou acionistas da pessoa jurídica,
bem assim não há como se identificar se os valores decorrentes das infrações
apuradas preencheram tal requisito.

NOTA:
A prática de atos que configurem crimes contra a ordem tributária (Lei no 8.137/90), bem
assim a falta de emissão de notas fiscais, nos termos da Lei no 8.846/94, acarretará à
pessoa jurídica infratora a perda, no período de apuração correspondente, dos incentivos e
benefícios de redução ou isenção previstos na legislação tributária (Lei no 9.069/95, art.
59).
353

UNIDADE VI - TRIBUTOS SOBRE O


FATURAMENTO

6.1.ICMS; 6.2.PIS e COFINS;


6.3.ISSQN; 6.4.IPI; 6.5.Tributação
Zona Franca de Manaus e Área de
Livre Comércio; Determinação do
Preço de Venda.

354
Tributos Incidentes Sobre o Valor Agregado

Os tributos incidentes sobre o valor agregado, tributam cada fase


do processo produtivo.

O valor adicionado de uma empresa representa quanto de valor ela


agrega aos insumos que adquire em um determinado período,
obtidos pela diferença entre as vendas e o total dos insumos
adquiridos de terceiros (materiais e mão-de-obra). Esse valor será
igual à soma de toda a remuneração dos esforços consumidos na
atividade da empresa.

Nesse grupo, classificam-se: ICMS, IPI e os tributos incidentes


sobre a folha de salários.
355

Tributos Indiretos - ICMS


• Fato Gerador – LC 87/96 – art. 12
• Princípios
Não-cumulatividade
Seletividade
Legalidade
Irretroatividade
Anterioridade

356

ICMS - Crédito – regra geral


• O ICMS é, por determinação constitucional, um
imposto não cumulativo. Do imposto devido em cada
operação será abatido o valor pago na operação
anterior.
• É assegurado ao contribuinte, salvo disposição
expressa de lei em contrário, o direito de creditar-se
do imposto anteriormente cobrado, relativo a
mercadoria entrada (real ou simbolicamente) em seu
estabelecimento, em razão de operações regulares
e tributadas.
• O direito a esse crédito está condicionado também à
escrituração do respectivo documento fiscal no livro
Registro de Entradas, modelo 1 ou 1-A.
357
ICMS - Crédito – regra geral
• O direito a esse crédito extinguir-se-á após 5 (cinco)
anos contados da data da emissão do documento fiscal.
• Geram crédito fiscal do ICMS:
a) as entradas de mercadorias destinadas à revenda ou
ao ativo permanente;
b) as entradas de insumos utilizados na elaboração de
produtos destinados à venda, cujas saídas sejam
tributadas pelo ICMS.
• Como regra geral, se a saída for isenta ou não tributada,
o crédito pela entrada deverá ser anulado por
lançamento de estorno. Entretanto, em casos especiais é
permitida manutenção do crédito do ICMS mesmo em
saída isenta ou não tributada.
358

Tributos Indiretos - ICMS


• 1. Matéria-prima (MP) 100.000
• 2. - ICMS (17%) 17.000
• 3. Custo da MP (1 – 2) 83.000
• 4. MOD 42.098
• 5. DGF 24.902
• 6. Despesas Operacionais 50.000
• 7. Custo Comercial (3 + 4 + 5 + 6) 200.000
• 8. Lucro líquido 20% de RLV 50.000
• 9. Receita líquida de venda (RVL) 250.000
• 10. Imp.s/vendas (ICMS+PIS+COFINS) 88.983
• 11. Preço de Venda 338.983
359

Tributos Indiretos - ICMS


• Análise do valor agregado

• a. Preço de Venda 338.983,00

• - Preço de compra (100.000,00)

• Valor Agregado 238.983,00


• ICMS 17% 40.627,12

• b. Conta Corrente Fiscal

• - ICMS s/venda 57.627,12


• - ICMS s/compra 17.000,00
• - Valor a recolher 40.627,12
360
Contabilização – ICMS, PIS e COFINS
• Na aquisição da Matéria Prima

• D - Estoque de Insumos 73.750,00


• D - ICMS a Recuperar 17.000,00
• D - PIS a Recuperar 1.650,00
• D – COFINS a Recuperar 7.600,00
• C - Cx./Bco./Fornecedores 100.000,00

361

Contabilização do ICMS Não-Recuperável

• Para as empresas não contribuintes do ICMS, como a


maioria das prestadoras de serviços, e para as
indústrias que adquirem insumos ou matérias-primas
que serão empregadas exclusivamente em produtos
cuja saída não será tributada, o crédito referente ao
ICMS deverá ser anulado, contabilizando-se o valor
pago na compra como parte integrante do bem
adquirido.

Materiais de Escritório
a Cx./Bco./Fornecedores 5.000,00
362

Imposto Sobre Produtos Industrializados - IPI

O IPI é um tributo definido como indireto, cobrado pela União e


que pode ser rotulado como extra fiscal, ou seja, tem a função
arrecadatória de controle da economia.

É um imposto não-cumulativo significando que poderá incidir


várias vezes sobre a mesma mercadoria nas várias etapas de um
processo econômico. É estabelecido que o contribuinte abata, em
cada operação tributada, o montante do imposto pago nas
operações anteriores.

É um tributo calculado por fora, ou seja, sobre o valor da


mercadoria constante da nota fiscal de venda na qual já está
incluso o ICMS, aplica-se a alíquota do imposto para determinar
seu valor e o preço final da mercadoria (total da nota fiscal). 363
Tributos Indiretos - IPI
Produção = 1a. Etapa do ciclo econô-
mico
• Normas Gerais Sistema = conta corrente
Depositário

Legalidade
Anterioridade
• Princípios Seletividade
Não incidência de produtos indus-
trializados destinados ao exterior

• Fato Gerador 1.Saída do produto do estabelecimento


2. Desembaraço aduaneiro de produto
de procedência estrangeira 364

Imposto Sobre Produtos Industrializados - IPI

O CTN, em seu art. 51, define quem são os contribuintes do IPI:

I. O importador ou quem a lei a ele equiparar;

II. O industrial ou quem a lei a ele equiparar;

III. O comerciante de produtos sujeitos ao imposto, que os


forneça aos contribuintes definidos nos itens anteriores;

IV. O arrematante em leilão de produtos apreendidos ou


abandonados, levados à leilão.

365

Imposto Sobre Produtos Industrializados - IPI

A base de cálculo do IPI será determinada pela ocorrência dos


seguintes fatos geradores previstos pelo CTN:

• No caso do desembaraço aduaneiro de produtos industrializados


de procedência estrangeira, o preço normal que o produto ou seu
similar, alcançaria, ao tempo da importação, em uma venda em
condições de livre concorrência, para entrega no porto ou lugar de
entrada no País, acrescido do montante do imposto sobre a
importação (II), das taxas exigidas para entrada do produto no país
e dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador ou
dele exigíveis;

366
IPI – Base de Cálculo

• no caso de saída dos produtos industrializados do estabelecimento


de importador, industrial, comerciante ou arrematante, o valor da
operação de que decorrer a saída da mercadoria ou, na falta desse
valor, o preço corrente da mercadorias, ou sua similar, no mercado
atacadista da praça do remetente;

• no caso da arrematação do produto industrializado, quando


apreendido ou abandonado e levado a leilão, o preço da
arrematação.

Para fins de determinação da base de cálculo, considera-se


industrializado o produto que tenha sido submetido a qualquer
operação que lhe modifique a natureza ou a finalidade, ou o
aperfeiçoe para o consumo. 367

IPI – Alíquotas

As alíquotas do IPI variam de 0% a 365%, e estão relacionadas na


tabela de incidência do IPI (Tabela do Imposto sobre Produtos
Industrializados - TIPI), de acordo com a classificação fiscal do
produto. Essa classificação fiscal está ligada a uma das
características desse imposto: a seletividade.

Por ser um imposto seletivo, os produtos considerados como de


maior essencialidade ou necessidade serão tributados a uma
alíquota menor ou até considerados isentos, ao contrário daqueles
produtos menos essenciais ou nocivos à saúde, como o cigarro, que
serão tributados a uma alíquota maior.

368

IPI - Contabilização
• Supondo-se a aquisição de insumos para
uma indústria não incentivada, no valor de :
• Material R$ 100.000,00
• IPI R$ 10.000,00
• Total a Pagar R$ 110.00,000

• D - Estoque de Insumos 73.750,00


• D - ICMS a Recuperar 17.000,00
• D - PIS a Recuperar 1.650,00
• D – COFINS a Recuperar 7.600,00
• D - IPI a Recuperar 10.000,00
• C - Cx../ Bco. / Fornecedores 110.000,00
369
IPI - Contabilização
• Supondo-se a aquisição de mercadoria
para uma empresa comercial, no valor de :
• Material R$ 100.000,00
• IPI R$ 10.000,00
• Total a Pagar R$ 110.00,000

• D - Estoque de Mercadorias 83.750,00


• D - ICMS a Recuperar 17.000,00
• D - PIS a Recuperar 1.650,00
• D – COFINS a Recuperar 7.600,00
• C - Cx.../ Bco. / Fornecedores 110.000,00
370

IPI - Contabilização
• Supondo-se a venda a prazo, de um
produto, no valor de :

• Produto R$ 10.000,00
• IPI R$ 1.000,00
• Total a Pagar R$ 11.000,00

• D – Clientes 11.000,00
• C – Receita de Vendas (Resultado) 10.000,00
• C - IPI a Pagar (Passivo Circulante) 1.000,00

371

Tributos sobre a Folha de Pagamento

Além do próprio salário a ser pago aos empregados pela prestação


de serviços ao empregador, todos os benefícios aos quais eles têm
direito devem constar na folha de salário, tais como: adicionais,
comissões, gorjetas, gratificações, prêmios etc.

Constam ainda como despesas com pessoal aqueles valores cujo


ônus é exclusivo do empregador, tais como: a parte do INSS
registrada sobre a folha de pagamento a ser recolhida pelo
empregador, as indenizações pagas aos funcionários e o encargo
referente à contribuição ao FGTS.

372
Tributos Indiretos - INSS
• Empregador – 20% sobre a folha de salários
• Complementação de seguro - SAT
atividade de risco leve = 1%
atividade de risco médio = 2%
atividade de risco grave = 3%
• Contribuição de Terceiros
Senai ou Senac ou Senat = 1%
Sesi ou Sesc ou Sest = 1,5%
Sebrae = 0,6%
Salário-educação = 2,5%
Incra = 0,2%
373

INSS - Contabilização
• Supondo-se uma folha de pagamento de uma
empresa comercial com pequeno risco, no valor
bruto de R$ 10.000,00 relativa ao mês de jul/03.

• Contabilização do INSS parte do empregador


• 20% x 10.000,00 = 2.000,00
• 6,8% x 10.000,00 = 680,00

• D - Despesas de Encargos Sociais


• C - Encargos Sociais a Pagar 2.680,00

374

Tributos Incidentes Sobre o Faturamento

Os tributos incidentes sobre o faturamento são definidos como


aqueles que tributam as receitas no momento da entrega de bens ou
serviços, simultâneos à emissão das notas fiscais, que permitirão o
cálculo dos tributos que lhe incidem.

Nessa categoria, classificam-se: o PIS/PASEP, a COFINS, o ISS e


o SIMPLES – apesar desse último não ser um tributo, mas, sim,
uma forma simples e unificada de arrecadar tributos das micro e
pequenas empresas.

375
Programa de Integração Social - PIS

• Comentários Gerais

• Sobre O PIS:
– Instituído pela Lei Complementar nº 7 de 1970:
• Sobre o Faturamento;
• Alíquotas até 0,75%;
• Pagamento em 180 dias;
• Procedimentos especiais para Prestadores de
Serviços;
• PIS – Dedução: recursos deduzidos do IRPJ;
• PIS – Repique: recursos próprios.
376

Programa de Integração Social - PIS

• Comentários Gerais

• Sobre O PIS - Continuação:


– Decreto-Lei nº 2.445 de 1988:
• Revogou a LC 7/70;
• Incide sobre a Receita Operacional;
• Não incidência nos meses de abril a junho de 1988;
• Alíquotas de 0,65% (julho a dezembro de 1988);
0,35% em 1989 e 0,65% a partir de 1990.

377

Programa de Integração Social - PIS

• Comentários Gerais

• Sobre O PIS - Continuação:


– Resolução nº 49/1995 do Senado federal:
• Suspendeu a execução do DL nº 2.445/88;
• Aplicação da LC 7/70 nos meses de outubro e
novembro de 1995;
• Restabelecimento da incidência sobre o faturamento a
partir de Dez/1995 com a alíquota de 0,65% (MP
1.212/95 e Lei nº 9.715/98)

378
Programa de Integração Social - PIS

• Comentários Gerais

• Sobre O PIS - Continuação:


– Lei nº 9.718 de 1998:
• Passou a incidir sobre todas as receitas da Pessoa
Jurídica;
• Unificou base com a Cofins;
• Alíquota de 0,65%;
• Modalidade cumulativa em vigor

379

Programa de Integração Social - PIS

• Comentários Gerais

• Sobre O PIS - Continuação:


– Modalidades:
• Sobre Folha de Salários;
• Tributação Cumulativa;
• Substituição Tributária;
• Tributação Monofásica;
• Tributação Não-Cumulativa;
• Incidência sobre Importação e Serviços do Exterior.
380

Programa de Integração Social - PIS

• Fato Gerador – Faturamento (Receita Bruta)


• Base de Cálculo - Receita Bruta com exclusões:
saídas isentas, revenda de produtos sujeitos a
ST, venda de derivados de petróleo e gás
natural, venda de medicamentos e perfumes,
vendas de máquinas e equipamentos sujeitos a
alíquotas especiais, reversão de provisões,
receita de dividendos recebidos…
• Contribuinte – pessoa jurídica na forma da Lei do
Imposto de Renda
• Alíquota – 1,65%
381
Contribuição para o Financiamento da
Seguridade Social - COFINS

• Comentários Gerais

• Sobre a Cofins – Lei Complementar nº 70 de 1991:


– Substituiu o Finsocial;
– Sociedades Civis de Profissão Regulamentadas – DL
2.397/87 não pagava (revogado pela Lei nº 9.430/96) a
partir de 04/1997;
– Decisões Favoráveis às Sociedades Civis de Profissão
Regulamentada – entrar na justiça;
– Aplica a Lei nº 9.718/98;
– Alíquotas de 2,00 % até 01/1999 e 3,00% a partir de
02/1999.
382

Contribuição para o Financiamento da


Seguridade Social - COFINS

• Comentários Gerais

• Sobre o Cofins – Continuação:


– Modalidades:
• Tributação Cumulativa;
• Substituição Tributária;
• Tributação Monofásica;
• Tributação Não-Cumulativa;
• Incidência sobre Importação e Serviço do Exterior.

383

Contribuição para o Financiamento da


Seguridade Social - COFINS

• Fato Gerador – Faturamento (Receita Bruta)


• Base de Cálculo
Art. 30. Receita Bruta
exclusões: vendas canceladas, IPI, outras
• Isenções – LC 70/91
I – Sociedades cooperativas
II – Sociedades Civis de profissões
regulamentadas
III – Entidades Beneficentes e de assistência
social reconhecidas por lei.
384
Os contribuintes do PIS/PASEP e da COFINS são as pessoas
jurídicas de direito privado, inclusive as pessoas a elas equiparadas
pela legislação do Imposto de Renda.

A legislação prevê basicamente duas modalidades para o cálculo


mensal do PIS/PASEP e da COFINS incidentes sobre o
faturamento: a primeira é aplicada sobre a receita bruta das pessoas
jurídicas, em geral, enquanto a segunda destina-se exclusivamente
às pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, sujeitas à
sistemática da não-cumulatividade, de que tratam as Leis no.
10.637/2002 e 10.833/2003.

As contribuições ao PIS/PASEP e à COFINS deverão ser


recolhidas em DARF, de forma centralizada na matriz, até o último
dia útil da primeira quinzena do mês subseqüente ao da ocorrência
dos fatos geradores. 385

Pagamento

Vencimento:
último dia útil da 1ª quinzena do mês seguinte ao de
apuração;.

Deduções:

Créditos instituídos - modalidade não-cumulativa;


Retenções - art. 64 da Lei nº 9.430/1996;
Retenções - art. 30 da Lei nº 10.833/2003;
Retenções – art. 34 da Lei nº 10.833/2003;.

Compensação:
Qualquer espécie de Tributo – PER/DCOMP.
386

Deduções e Compensações

Deduções: visam anular os efeitos da bi-tributação,

Compensações: com a observância da legislação e normas


vigentes, o que implica na efetiva entrega do “Pedido
Eletrônico de Compensação” – PER/DCOMP e aplicação da IN
SRF nº 210 de 2002:

387
Base de Cálculo
A partir de 1o. de fevereiro de 1999, com a edição da Lei no.
9.718/1998, a base de cálculo dessas contribuições é a receita bruta
da pessoa jurídica, ou seja, a totalidade das receitas auferidas pela
pessoa jurídica, sendo irrelevante o tipo de atividade por ela
exercida e a classificação contábil adotada às receitas (operacionais
ou não).

Nota: observar que, para as empresas que se enquadrarem na


sistemática de apuração do PIS não cumulativo (Lei 10637/2002),
somente as vendas do ativo imobilizado não irão compor, a partir de
01.02.2003, a base de cálculo do PIS. As vendas de investimentos, no
período de 01.12.2002 a 31.01.2004 (ações, quotas de capital, etc.) são
tributáveis para tais empresas.
Observar que a base de cálculo da COFINS não sofreu alteração,
permanecendo em vigor a não-incidência sobre a venda de ativos
permanentes. 388

Alíquotas
PIS: 0,65% ou 1,65% (a partir de 01.12.2002, dependendo do
regime de tributação e enquadramento pela Lei 10637/2002) sobre
a receita bruta ou 1% sobre a folha de salários, nos casos de
entidades sem fins lucrativos. Entretanto, para determinadas
operações, a alíquota é diferenciada (como 2,20% para indústrias
ou importadores de medicamentos, perfumes, produtos de beleza,
de toucador e outros assemelhados).

COFINS: a alíquota geral é de 3% (a partir de 01.02.2001) ou


7,6% sobre a receita bruta (a partir de 01.02.2004 - dependendo do
regime de tributação e enquadramento pela Lei 10.833/2003).
Entretanto, para determinadas operações, a alíquota é diferenciada
(como instituições financeiras – 4% a partir de 01.09.2003 e
10,30% para indústrias ou importadores de medicamentos,
perfumes, produtos de beleza, de toucador e outros assemelhados).
389

NÃO-CUMULATIVIDADE

Com a Lei 10.637/2002, para as empresas optantes pelo lucro


real, a partir de 01.12.2002, acaba a cumulatividade do PIS sobre
a receita bruta.

Entretanto, a alíquota é de 1,65%. Como haverá créditos relativos á


aquisição de materiais, serviços e custos operacionais (exceto mão
de obra), o ponto de equilíbrio, em relação á atual sistemática,
ocorre quando o contribuinte tem um custo de venda (exceto mão
de obra) superior a 60,6% das vendas.

Poucos contribuintes terão redução de carga tributária. Portanto, é


necessário lançar mão de todas as possibilidades admitidas na
legislação para obter a minimização da nova carga tributária.

390
NÃO-CUMULATIVIDADE – Créditos Admissíveis

• Bens adquiridos para revenda, exceto em relação às


mercadorias e aos produtos adquiridos com substituição
tributária ou submetidos á incidência monofásica do PIS.
• Bens e serviços utilizados como insumo na fabricação de
produtos destinados à venda ou na prestação de serviços,
inclusive combustíveis e lubrificantes com as vedações
previstas.
• Aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa
jurídica, utilizados nas atividades da empresa.
• Despesas financeiras (*) decorrentes de empréstimos e
financiamentos de pessoas jurídicas, exceto de optante pelo
SIMPLES.
(*) Por força do art. 37 da Lei 10.865/2004, que alterou a redação
do inciso V do art. 3 da Lei 10637/2002, as despesas
financeiras não mais geram créditos, a partir de 01.08.2004.
391

NÃO CUMULATIVIDADE – Créditos Admissíveis

• Máquinas e equipamentos adquiridos para utilização na


fabricação de produtos destinados à venda, bem assim a outros
bens incorporados ao ativo imobilizado.
• Edificações e benfeitorias em imóveis de terceiros, quando o
custo, inclusive de mão-de-obra, tenha sido suportado pela
locatária.
• Bens recebidos em devolução, cuja receita de venda tenha
integrado faturamento do mês ou de mês anterior, e tributada
conforme o disposto na Lei 10637/2002.
A partir de 01.02.2003, a energia elétrica consumida nos
estabelecimentos da pessoa jurídica (art. 25 da Lei
10684/2003).
A partir de 01.02.2003, as contraprestações de operações de
arrendamento mercantil de pessoas jurídicas (art. 25 da Lei
10684/203). 392

NÃO CUMULATIVIDADE – Créditos Admissíveis

Por força da Lei 10.833/2003, art. 15, a partir de 01.02.2004 são


admissíveis também os seguintes créditos:

• Máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo


imobilizado adquiridos para utilização na produção de bens
destinados à venda, ou na prestação de serviços;
• Edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros,
utilizados nas atividades da empresa;
• Armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, nos
casos de bens para revenda ou insumo, quando o ônus for
suportado pelo vendedor.

393
NÃO CUMULATIVIDADE – Créditos Admissíveis

Nota: há soluções de consulta, por parte da 8a RF/SRF, entendendo


que a partir de 01.02.2004, por força da Lei 10833/2004,
artigos 3 e 15, o direito do crédito foi modificado para
“máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo
imobilizado adquiridos para utilização na produção de bens
destinados à venda, ou na prestação de serviços.” Portanto,
outros bens do ativo imobilizado não comporão a base de
cálculo do crédito. Alguns autores não concordam com este
posicionamento da unidade solucionadora da SRF, entendendo
que não houve revogação do direito de crédito da depreciação
de outros bens, e sim, simples complemento a este direito, na
Lei 10833/2004.

394

NÃO CUMULATIVIDADE – Créditos Admissíveis

SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 83, DE 26 DE MARÇO DE 2004 -


8ª RF (DOU DE 16.04.2004).
Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Ementa: PIS NÃO-CUMULATIVO - Crédito. BENS
INCORPORADOS AO ATIVO IMOBILIZADO.
O valor dos encargos de depreciação, incorridos a partir de 01 de
dezembro de 2002, relativos à bens incorporados ao ativo
imobilizado pode ser considerado crédito na apuração do
PIS/Pasep não-cumulativo. A partir de 01 de fevereiro de 2004
(vigência da Lei nº 10833, de 2003), apenas os encargos de
depreciação de bens incorporados ao ativo imobilizado,
utilizados na produção de bens destinados à venda ou na
prestação de serviços, podem ser considerados crédito na
apuração do PIS/Pasep não-cumulativo.
395

NÃO-CUMULATIVIDADE – Critério Opcional

Opcionalmente, a partir de 01.05.2004, o contribuinte poderá


calcular o crédito de depreciação relativo à aquisição de
máquinas e equipamentos destinados ao ativo imobilizado, no
prazo de 4 (quatro) anos, mediante a aplicação, a cada mês, das
alíquotas do PIS sobre o valor correspondente a 1/48 (um
quarenta e oito avos) do valor de aquisição do bem, de acordo
com regulamentação da Secretaria da Receita Federal. Base:
art. 21 da Lei 10865/2004, que introduziu o parágrafo 14 ao
artigo 3 da Lei 10833/2004.

396
DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO

Por força do artigo 31 da Lei 10.865/2004, a partir de 31.07.2004, é


vedado o desconto de créditos apurados relativos à depreciação
ou amortização de bens e direitos de ativos imobilizados
adquiridos até 30 de abril de 2004.
Poderão ser aproveitados os créditos referidos apurados sobre a
depreciação ou amortização de bens e direitos de ativo
imobilizado adquiridos a partir de 01/05/2004.
O direito ao desconto de créditos não se aplica ao valor decorrente
da reavaliação de bens e direitos do ativo permanente.

ALUGUEL

É também vedado, a partir de 31.07.2004, o crédito relativo a


aluguel e contraprestação de arrendamento mercantil de bens
que já tenham integrado o patrimônio da pessoa jurídica. 397

ESTORNO DE CRÉDITO

Deverá ser estornado o crédito do PIS relativo a bens adquiridos


para revenda ou utilizados como insumos na prestação de
serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos
destinados à venda, que tenham sido furtados ou roubados,
inutilizados ou deteriorados, destruídos em sinistro ou, ainda,
empregados em outros produtos que tenham tido a mesma
destinação (art. 21 da Lei 10865/2004).

398

VALOR DA DEPRECIAÇÃO A SER CONSIDERADA

Através do Ato Declaratório Interpretativo SRF 2/2003, de


18.03.2003, art. 4, a Receita Federal admitiu o crédito integral do
valor da depreciação, para fins de cálculo do PIS não cumulativo
da Lei 10637/2003, nestes termos:

“A apuração dos créditos decorrentes dos encargos de depreciação e


de amortização dos bens mencionados nos incisos VI e VII do art.
3º da Lei no. 10.637/2002, alcança os encargos incorridos em
cada mês, independentemente da data de aquisição desses bens.”

A dúvida tinha procedência, porque vários tributaristas vinham


afirmando ser necessário separar as aquisições do imobilizado a
partir de 01.12.2002 das demais, para cálculo do crédito do PIS
não cumulativo. Observar que a partir de 31.07.2004 haverá
necessidade de tal separação dos bens do imobilizado adquiridos
399
a partir de 01.05.2004
Contabilização - ICMS, PIS e COFINS

• Na Venda do Produto Acabado

• D - ICMS s/Vendas
• C - ICMS a Pagar 57.627,12

• D - PIS s/Vendas
• C - PIS a Pagar 5.593,22

• D - COFINS s/Vendas
• C - COFINS a Pagar 25.762,71

400

Contabilização - ICMS e PIS


• Apuração do Valor a Pagar

• ICMS

• D - ICMS a Pagar
• C - ICMS a Recuperar 17.000,00

• PIS

• D - PIS a Pagar
• C - PIS a Recuperar 1.650,00

401

Imposto sobre Serviço de Qualquer


Natureza - ISS
• O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, de
competência dos Municípios e do Distrito Federal, tem
como fato gerador a prestação de serviços constantes
da lista anexa á Lei Complementar 116/2003, ainda
que esses não se constituam como atividade
preponderante do prestador.

• O ISS até 31.07.2003 foi regido pelo DL 406/1968 e


alterações posteriores. A partir de 01.08.2003, o ISS é
regido pela Lei Complementar 116/2003.
402
Imposto sobre Serviço de Qualquer
Natureza - ISS
A partir da edição da LC 116/2003, as regras genéricas para o
ISS são as seguintes:

• o ISS incide somente sobre os serviços expressamente contidos


na lista;
• o ISS é devido apenas sobre a parcela de serviços, mas não
sobre fornecimento de mercadorias, quando a própria lista se
encarregue de sobre elas fazer incidir o ICMS;
• o ISS é devido sobre os materiais, como parte integrante do
serviço prestado, quando a lista não estabeleça sobre a
incidência do ICMS;
• serviços não previstos na lista não são tributáveis pelo ISS, não
o sendo também pelo ICMS a não ser que se trate de
comunicação ou transporte intermunicipal, ou que se
configurem como venda mercantil. 403

Contribuinte

Contribuinte do ISS é o prestador do serviço.

Local dos Serviços

• O serviço considera-se prestado e o imposto devido no local


do estabelecimento prestador ou, na falta do estabelecimento,
no local do domicílio do prestador, exceto nas hipóteses
previstas nos itens I a XXII do art. 3 da Lei Complementar
116/2003.
• Anteriormente a edição da LC 116/2003, o STJ manifestou
entendimento jurisprudencial que o local de recolhimento do
ISS é onde são prestados os serviços. Leia a jurisprudência do
Acórdão STJ 252.114-PR 404

ALÍQUOTA MÍNIMA

• A Emenda Constitucional 37/2002, em seu artigo 3,


incluiu o artigo 88 ao Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias, fixando a alíquota mínima
do ISS em 2% (dois por cento), a partir da data da
publicação da Emenda (13.06.2002).

• A alíquota mínima poderá ser reduzida para os serviços a


que se referem os itens 32, 33 e 34 da Lista de Serviços
anexa ao Decreto-Lei nº 406, de 31 de dezembro de
1968.

405
ALÍQUOTA MÁXIMA

• A alíquota máxima de incidência do ISS foi fixada em


5% pelo art. 8, II, da Lei Complementar 116/2003.

EXPORTAÇÃO DE SERVIÇOS

• O ISS não incide sobre as exportações de serviços para o


exterior do País.

• Entretanto, são tributáveis os serviços desenvolvidos no


Brasil, cujo resultado aqui se verifique, ainda que o
pagamento seja feito por residente no exterior
406

Base de Cálculo

• A base de cálculo do imposto é o preço do serviço, deduzido


de eventuais valores correspondentes aos materiais fornecidos
pelo prestador dos serviços ou das sub-empreitadas já
tributadas pelo imposto.

Contabilização

• O ISS será registrado a débito de conta redutora de da receita


bruta de serviços e a crédito em conta do Passivo Circulante,
conforme abaixo:
• D – ISS s/Serviços Prestados (dedução da Receita Bruta)
• C – ISS a Pagar (Passivo Circulante)
407

RETENÇÃO DO PIS, COFINS E CSLL -


PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS - LEI 10.833/2003

• A partir de 01.02.2004, os pagamentos efetuados pelas pessoas


jurídicas a outras pessoas jurídicas de direito privado, pela
prestação de serviços de limpeza, conservação, manutenção,
segurança, vigilância, transporte de valores e locação de mão-
de-obra, pela prestação de serviços de assessoria creditícia,
mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos,
administração de contas a pagar e a receber, bem como pela
remuneração de serviços profissionais, estão sujeitos à retenção
na fonte da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL),
da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social
(Cofins) e da Contribuição para o PIS.

• Base: arts. 30, 31, 32, 34 a 36, da Lei 10.833/2003


regulamentados pela IN SRF 381/2003.

408
RETENÇÃO DO PIS, COFINS E CSLL -
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS - LEI 10.833/2003

• As retenções serão efetuadas sem prejuízo da retenção do


imposto de renda na fonte das pessoas jurídicas sujeitas a
alíquotas especificas previstas na legislação do imposto de
renda.
• Para os fins de retenção, compreendem-se como serviços
profissionais aqueles de que trata o art. 647 do Decreto nº
3.000, de 26 de março de 1999 - Regulamento do Imposto de
Renda (RIR, de 1999).
AMPLITUDE
• A obrigação de retenção aplica-se inclusive aos pagamentos
efetuados por:
• I - associações, inclusive entidades sindicais, federações,
confederações, centrais sindicais e serviços sociais autônomos;
II - sociedades simples, inclusive sociedades cooperativas;
III - fundações de direito privado; ou
IV - condomínios de edifícios. 409

DISPENSA DE RETENÇÃO
• Não estão obrigadas a efetuar a retenção a que se refere o caput as
pessoas jurídicas optantes pelo Sistema Integrado de Pagamento de
Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de
Pequeno Porte (Simples).
• A retenção também não será exigida na hipótese de pagamentos
efetuados a:
I - Itaipu Binacional;
II - empresas estrangeiras de transporte de cargas ou passageiros;
III - pessoas jurídicas optantes pelo Simples.
• A retenção da Cofins e da Contribuição para o PIS/Pasep não será
exigida, cabendo, somente, a retenção da CSLL nos pagamentos:
I - a título de transporte internacional de cargas ou de passageiros
efetuado por empresas nacionais;
II - aos estaleiros navais brasileiros nas atividades de conservação,
modernização, conversão e reparo de embarcações pré-registradas ou
registradas no Registro Especial Brasileiro (REB), instituído pela Lei
nº 9.432, de 8 de janeiro de 1997.
410

DISPENSA DE RETENÇÃO
• A Lei 10.925, de 23 de julho de 2004, modificou o Artigo 31 da
Lei 10.833/2003 com a inserção dos seguintes parágrafos
abaixo:

• § 3º É dispensada a retenção para pagamentos de valor igual ou


inferior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais).

• § 4º Ocorrendo mais de um pagamento no mesmo mês à mesma


pessoa jurídica, deverá ser efetuada a soma de todos os valores
pagos no mês para efeito de cálculo do limite de retenção
previsto no § 3o deste artigo, compensando-se o valor retido
anteriormente." (NR)

411
ALÍQUOTAS E CÓDIGO DE RETENÇÃO

• O valor da CSLL, da Cofins e do PIS retidos será determinado


mediante a aplicação, sobre o montante a ser pago, do
percentual total de 4,65%, (quatro inteiros e sessenta e cinco
centésimos por cento), correspondente à soma das alíquotas de
1% (um por cento), 3% (três por cento) e 0,65% (sessenta e
cinco centésimos por cento), respectivamente, e recolhido
mediante o código de arrecadação 5952.

• As alíquotas 3,0% (três por cento) e 0,65% (sessenta e cinco


centésimos por cento) aplicam-se inclusive na hipótese de as
receitas da prestadora do serviço estarem sujeitas ao regime de
não-cumulatividade da Cofins e do PIS ou aos regimes de
alíquotas diferenciadas.

412

PESSOA JURÍDICA BENEFICIÁRIA DE ISENÇÃO

• No caso de pessoa jurídica beneficiária de isenção ou de


alíquota zero, na forma da legislação específica, de uma ou mais
contribuições, a retenção dar-se-á mediante a aplicação da
alíquota específica, correspondente às contribuições não
alcançadas pela isenção ou pela alíquota zero.

• Neste caso, o DARF deve ser recolhido individualmente pelos


códigos:

I - 5987 - no caso de CSLL;

II - 5960 - no caso de Cofins;

III - 5979 - no caso de PIS/Pasep


413

PRAZO DE RECOLHIMENTO

• O artigo 5º da Lei 10.925/2004, que alterou o artigo 35 da Lei


10.833/2003, estabelecendo novo prazo para recolhimento dos
valores retidos, conforme abaixo.
• "Art. 35. Os valores retidos na quinzena, na forma dos arts. 30,
33 e 34 desta Lei deverão ser recolhidos ao Tesouro Nacional
pelo órgão público que efetuar a retenção ou, de forma
centralizada, pelo estabelecimento matriz da pessoa jurídica, até
o último dia útil da semana subseqüente àquela quinzena em
que tiver ocorrido o pagamento à pessoa jurídica fornecedora
dos bens ou prestadora do serviço."

• Se o valor retido for inferior a R$ 10,00 (dez reais), o seu


recolhimento só será efetuado quando, adicionado a retenções
subseqüentes, totalizar valor igual ou superior a R$ 10,00 (dez
reais), exceto na hipótese de Darf eletrônico, em que o
recolhimento será efetuado independentemente do valor.
414
COMPENSAÇÃO DO VALOR RETIDO

• Os valores retidos serão considerados como antecipação do que


for devido pelo contribuinte que sofreu a retenção, em relação
às respectivas contribuições.

• Os valores retidos poderão ser compensados, pelo contribuinte,


com o imposto e contribuições de mesma espécie, devidos
relativamente a fatos geradores ocorridos a partir do mês da
retenção.

• O valor a ser compensado, correspondente a cada espécie de


contribuição, será determinado pelo próprio contribuinte
mediante a aplicação, sobre o valor da fatura, das alíquotas
respectivas às retenções efetuadas.

415

COMPROVANTE DE RETENÇÃO

• As pessoas jurídicas que efetuarem a retenção deverão fornecer, à pessoa


jurídica beneficiária do pagamento, comprovante anual da retenção, até o dia
28 de fevereiro do ano subseqüente, informando, relativamente a cada mês
em que houver sido efetuado o pagamento, conforme modelo constante do
Anexo II da IN SRF 381/2003:

I - o código de retenção;
II - a natureza do rendimento;
III - o valor pago antes de efetuada a retenção;
IV - o valor retido.

• O comprovante anual poderá ser disponibilizado, à pessoa jurídica


beneficiária do pagamento, que possua endereço eletrônico, por meio da
Internet.

• Anualmente, até o dia 28 de fevereiro do ano subseqüente, as pessoas


jurídicas que efetuarem a retenção deverão apresentar à SRF Declaração de
Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf), nela discriminando, mensalmente,
o somatório dos valores pagos e o total retido, por contribuinte e por código
416
de recolhimento.

PIS e COFINS – Importação


Instituição da Modalidade

– A MP n° 164, de 29.01.2004, instituiu a incidência do


PIS/Pasep e da COFINS sobre a importação dos produtos
e sobre a receita de prestação de serviços prestados no
exterior, com vigência a partir de 01/05/2004.

– Essa MP foi convertida pela Lei n° 10.865, de 30 de


abril de 2004.

417
PIS e COFINS – Importação
Contribuintes

– O importador, assim considerada a pessoa física ou


jurídica que promova a entrada de bens estrangeiros no
território nacional;

– A pessoa física ou jurídica contratante de serviços de


residentes ou domiciliados no exterior;

– O beneficiário do serviço, na hipótese em que o


contratante também seja residente ou domiciliado no
exterior.

418

PIS e COFINS – Importação


• Contribuintes - Solidários

– O adquirente de bens estrangeiros, no caso de importação


realizada por sua conta e ordem, por intermédio de pessoa
jurídica importadora;
– O transportador, quando transportar bens procedentes do
exterior ou sob controle aduaneiro, inclusive em percurso
interno;
– O representante, no País, do transportador estrangeiro;
– O depositário, assim considerado qualquer pessoa incumbida
da custódia de bem sob controle aduaneiro;
– O expedidor, o operador de transporte multimodal ou
qualquer subcontratado para a realização do transporte
multimodal.
419

PIS e COFINS – Importação


• Incidência

– Os serviços provenientes do exterior, prestados por


pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no
exterior, nas seguintes hipóteses:
• Executados no País;
• Executados no exterior, cujo resultado se verifique no
País.

420
PIS e COFINS – Importação
• Incidência

– Produtos Estrangeiro: observando que consideram-se também


estrangeiros:
• Bens nacionais ou nacionalizados exportados, que retornem ao País,
salvo se:
• Enviados em consignação e não vendidos no prazo autorizado;
• Devolvidos por motivo de defeito técnico para reparo ou para
substituição;
• Por motivo de modificações na sistemática de importação por parte
do país importador;
• Por motivo de guerra ou de calamidade pública; ou
• Por outros fatores alheios à vontade do exportador.

421

PIS e COFINS – Importação


• Incidência continuação

– Os equipamentos, as máquinas, os veículos, os aparelhos e os


instrumentos, bem como as partes, as peças, os acessórios e
os componentes, de fabricação nacional, adquiridos no
mercado interno pelas empresas nacionais de engenharia e
exportados para a execução de obras contratadas no exterior,
na hipótese de retornarem ao País.

422

PIS e COFINS – Importação


• Não Incidência

– Bens estrangeiros que, corretamente descritos nos


documentos de transporte, chegarem ao País por erro
inequívoco ou comprovado de expedição e que forem
redestinados ou devolvidos para o exterior;
– Bens estrangeiros idênticos, em igual quantidade e valor, e
que se destinem à reposição de outros anteriormente
importados que se tenham revelado, após o desembaraço
aduaneiro, defeituosos ou imprestáveis para o fim a que se
destinavam, observada a regulamentação do Ministério da
Fazenda;
– Bens estrangeiros que tenham sido objeto de pena de
perdimento, exceto nas hipóteses em que não sejam
localizados, tenham sido consumidos ou revendidos;
423
PIS e COFINS – Importação
• Não Incidência

– Bens estrangeiros devolvidos para o exterior antes do


registro da declaração de importação, observada a
regulamentação do Ministério da Fazenda;
– Pescado capturado fora das águas territoriais do País por
empresa localizada no seu território, desde que satisfeitas as
exigências que regulam a atividade pesqueira;
– Bens aos quais tenha sido aplicado o regime de exportação
temporária;
– Bens ou serviços importados pelas entidades beneficentes de
assistência social, nos termos do § 7º do art. 195 da
Constituição Federal, observado o disposto no art. 10 desta
Lei;

424

PIS e COFINS – Importação


• Não Incidência

– Bens em trânsito aduaneiro de passagem, acidentalmente


destruídos;
– Bens avariados ou que se revelem imprestáveis para os fins a
que se destinavam, desde que destruídos, sob controle
aduaneiro, antes de despachados para consumo, sem ônus
para a Fazenda Nacional; e
– O custo do transporte internacional e de outros serviços, que
tiverem sido computados no valor aduaneiro.

425

PIS e COFINS – Importação


• Fato Gerador

• Na entrada de bens estrangeiros no território nacional; ou


• No pagamento, o crédito, a entrega, o emprego ou a remessa de
valores a residentes ou domiciliados no exterior como
contraprestação por serviço prestado.
• Consideram-se entrados no país os bens que constem como
tendo sido importados e cujo extravio venha a ser apurado pela
administração aduaneira, não se aplica em relação à:
• às malas e às remessas postais internacionais; e
• à mercadoria importada a granel que, por sua natureza ou
condições de manuseio na descarga, esteja sujeita a quebra ou a
decréscimo, desde que o extravio não seja superior a 1% (um
por cento).
426
PIS e COFINS – Importação
• Ocorrência do Fato Gerador

– Na data do registro da DI de bens submetidos a despacho


para consumo;
– No dia do lançamento do correspondente crédito tributário,
quando se tratar de manifesto ou de outras declarações de
efeito correspondente, cujo extravio ou avaria for apurado
pela autoridade aduaneira.
– Na data do vencimento do prazo de permanência em recinto
alfandegado, se iniciado o respectivo despacho aduaneiro
antes de aplicada a pena de perdimento;
– Na data do pagamento, do crédito, da entrega, do emprego ou
da remessa de valores, no caso de prestação de serviço

427

PIS e COFINS – Importação


• Prazo e Forma de Pagamento

– Prazo: nas seguintes condições:


• Na data do registro da DI – Declaração de Importação;
• Na data do pagamento, crédito, entrega, emprego ou
remessa, no caso de serviços;
• Na data do vencimento do prazo de permanência dos bens
em recinto alfandegário.
– Códigos:
• PIS sobre Importação 5602
• Cofins sobre Importação 5629
• PIS sobre Importação de Serviços 5434
• Cofins sobre Importação de Serviços 5442

428

PIS e COFINS – Importação


• Base de Cálculo

– Bens - Valor Aduaneiro: assim entendido, para os efeitos


desta Lei, o valor que servir ou que serviria de base para o
cálculo do imposto de importação, acrescido do ICMS
incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias
contribuições.

– Aplicação das fórmulas publicadas pela SRF através do ADE


n° 17, de 30/04/2004, republicado no DOU de 10/05/2004

– Ver a planilha eletrônica constante do Anexo Único da


Norma de Execução nº 5/2004.

429
PIS e COFINS – Importação
• Base de Cálculo

– Serviços - O valor pago, creditado, entregue, empregado ou


remetido para o exterior, antes da retenção do imposto de
renda, acrescido do Imposto sobre Serviços de qualquer
Natureza - ISS e do valor das próprias contribuições.
– Redução - Em 30,2%, no caso de importação, para revenda,
de caminhões chassi com carga útil igual ou superior a 1.800
kg e caminhão monobloco com carga útil igual ou superior a
1.500 kg, classificados na posição 87.04 da TIPI; e
– Redução - Em 48,1%, no caso de importação, para revenda,
de máquinas e veículos classificados nos seguintes códigos e
posições da TIPI: 84.29, 8432.40.00, 8432.80.00, 8433.20,
8433.30.00, 8433.40.00, 8433.5, 87.01, 8702.10.00 Ex 02,
8702.90 Ex 02, 87.04.10.00, 87.05 e 8706.00.10 Ex 01
(somente os destinados aos produtos classificados nos Ex 02
dos códigos 87.02.10.00 e
430

PIS e COFINS – Importação

• Alíquotas

– 1,65% e 7,60%: Regra Geral;


– R$ 29,85 e R$ 137,85 (ton): GLP ;
– R$ 12,69 e R$58,51 (m3): Querosene de Aviação;
– R$ 46,58 e R$ 215,02 (m3): Gasolina, exceto de Aviação;
– R$ 26, 36 e R$ 121,64(m3): Óleo Diesel;

431

PIS e COFINS – Importação

• Alíquotas

– 2,10% e 9,90% (2,20% e 10,30% de 01.05 a 31.07.2004):


• Produtos farmacêuticos, classificados nas posições 30.01,
30.03(exceto 3003.90.56), 30.04 (exceto 3004.90.46), nos
itens 3002.10.1, 3002.10.2, 3002.10.3, 3002.20.1,
3002.20.2, 3006.30.1 e 3006.30.2 e nos códigos
3002.90.20, 3002.90.92, 3002.90.99, 3005.10.10,
3006.60.00:
– 2,20% e 10,30% (a partir de 01.05.2004):
• Produtos de perfumaria, de toucador ou de higiene
pessoal, classificados nas posições 3303.00 a 33.07 e nos
códigos 3401.11.90, 3401.20.10 e 96.03.21.00

432
PIS e COFINS – Importação
• Alíquotas

– 2,00% e 9,60% (1,47% e 6,79% de 01.05 a 31.07.2004):


• Máquinas e veículos, classificados nos códigos
84.29,8432.40.00, 8432.80.00, 8433.20, 8433.30.00,
8433.40.00, 8433.5, 87.01, 87.02, 87.03, 87.04, 87.05 e
87.06, da Nomenclatura Comum do Mercosul – NCM.
– 2,30% e 10,80% (zero até 31.07.2004):
• Autopeças, relacionadas nos Anexos I e II da Lei nº 10.485,
de 3 de julho de 2002, exceto quando efetuada pela pessoa
jurídica fabricante de máquinas e veículos relacionados art.
1 da referida Lei.
– 2,00% e 9,50% (1,43 e 6,60 de 01.05 a 31.07.2004):
• Pneus novos de borracha – TIPI 40.11 e Câmaras de- ar
TIPI 40.13 da NCM.
433

PIS e COFINS – Importação


• Alíquotas

– Embalagens para cervejas, refrigerantes, água e demais


preparações para bebidas não alcoólicas:

– A importação das embalagens destinadas ao envasamento


para cervejas, refrigerantes, água e demais preparações para
bebidas não alcoólicas, fica sujeita à incidência do PIS e da
COFINS fixada por unidade de produto, às seguintes alíquotas:

– art. 8º , § 6º da Lei nº 10.865/04.

434

PIS e COFINS – Importação


• Alíquotas

– Lata de alumínio (7612.90.19) e lata de aço (7310.21.10), por


litro de capacidade nominal de envasamento:
• R$ 0,0094 e R$ 0,0431 (COFINS), para refrigerantes
(2202);
• R$ 0,0162 e R$ 0,0748 (COFINS), para cervejas (2203)

– Embalagens para água, refrigerantes e cerveja:


• R$ 0,0094 e R$ 0,0431 , por litro de capacidade nominal
de envasamento, para os produtos classificados no código
3923.30.00 (garrafões e garrafas); e

435
PIS e COFINS – Importação
• Alíquotas

• Pré-formas classificadas no Ex 01 do código 3923.30.00, para


faixa de gramatura de:
• Até 30g: R$ 0,0056 e R$ 0,0259;
• Acima de 30g até 42 g: R$ 0,014 e R$ 0,0647;
• Acima de 42g: R$ 0,0234 e R$ 0,1078.
– Embalagens de vidro não retornáveis (7010.90.21) para
refrigerantes ou cervejas:
• R$ 0,0162 e R$ 0,0748 , por litro de capacidade nominal de
envasamento de refrigerantes ou cervejas.
– Embalagens de vidro retornáveis (7010.90.21) para
refrigerantes ou cervejas:
• R$ 0,1617 e R$ 0,748 , por litro de capacidade nominal de
envasamento de refrigerantes ou cervejas.
436

PIS e COFINS – Importação


• Alíquotas

• Refrigerantes, água, cervejas e preparação composta não


alcoólica, para elaboração de bebidas refrigerantes, por unidade de
litro de produto:
– R$ 0,0117 e R$ 0,0539 para água e refrigerantes (22.01 e
22.02);
– R$ 0,0202 e R$ 0,0935 para cervejas de malte (2203);
– R$ 0,0629 e R$ 0,2904 para preparações compostas
(2106.90.10, ex 02) para elaboração de bebida refrigerante do
capítulo 22 da TIPI.
– 0,80% e 3,20%:
Papéis imunes, ressalvados os classificados nos códigos
4801.00.10, 4801.00.90, 4802.61.91, 4802.61.99, 4810.19.89 e
4810.22.90 da TIPI, quando destinados à impressão de
periódicos;
437

PIS e COFINS – Importação


• Alíquotas - Atenção

• As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, que


aufiram receitas dos produtos mencionados abaixo:
– Medicamentos, Perfumaria, Toucador;
– Máquinas e Veículos;
– Autopeças;
– Pneus e Câmaras-de-Ar

– Que optarem antecipadamente pelo Lucro real ( art. 42 da Lei


nº 10.865/04), aplicarão as alíquotas mencionadas e se
beneficiarão dos créditos não-cumulativos.

438
PIS e COFINS – Importação
• Suspensão

• As normas relativas à suspensão do pagamento do II e do IPI


vinculado à importação, relativas aos regimes aduaneiros
especiais (arts. 262 a 481 do RA), aplicam-se também ao
PIS/COFINS – Importação.

• O disposto acima também se aplica às importações, efetuadas por


empresas localizadas na ZFM, de bens a serem empregados na
elaboração de MP, produtos intermediários e materiais de
embalagens destinados a emprego em processo de industrialização
por estabelecimentos ali instalados, consoante projeto aprovado
pelo SUFRAMA.

439

PIS e COFINS – Importação


• Crédito

• As pessoas jurídicas sujeitas ao PIS/COFINS-Importação, nos


termos dos arts. 2° e 3° das Leis n°s 10.637/02 e 10.833/03,
poderão descontar créditos, para fins de determinação dessas
contribuições, em relação às importações sujeitas ao pagamento
das referidas contribuições, nas seguintes hipóteses:
– Bens adquiridos para revenda;
– Bens e serviços utilizados como insumo na fabricação de
produtos destinados à venda ou na prestação de serviços,
inclusive combustíveis e lubrificantes;
– Energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa
jurídica;

440

PIS e COFINS – Importação


• Crédito

– Aluguéis e contraprestação de arrendamento mercantil de


prédios, máquinas e equipamentos, embarcações e aeronaves
utilizados nas atividades da empresa;
– Máquinas e equipamentos e outros bens incorporados ao ativo
imobilizado, adquiridos para utilização na produção de bens
destinados à venda, ou na prestação de serviços.
• O crédito será apurado mediante a aplicação das alíquotas de
1,65% e 7,6%, sobre o valor que serviu de base de cálculo das
contribuições, acrescido do valor das próprias contribuições e,
quando integrantes do custo de aquisição, do IPI vinculado à
importação.
• Em relação às máquinas, o crédito será determinado pela a
aplicação das alíquotas sobre o valor da depreciação ou
amortização contabilizada a cada mês
441
PIS e COFINS – Importação
• Crédito

• Opcionalmente, o contribuinte poderá descontar crédito de que


relativo à importação de máquinas e equipamentos destinados ao
ativo imobilizado, no prazo de 4 anos, mediante aplicação, a cada
mês, das alíquotas mencionadas no slide anterior sobre o valor
correspondente a 1/48 do valor de aquisição do bem, de acordo
com a regulamentação da SRF (§ 7° do art. 15 da Lei n°
10.865/2004).

442

PIS e COFINS – Importação


• Crédito

• Terão, também, direito ao crédito, a partir de 01/05/2004, desde


que a empresa efetue a opção do art. 42 da Lei nº 10.865/04:
– As importações de produtos farmacêuticos (art. 8º, § 1º, da Lei
nº 10.865/04), quando destinados à revenda;
– As importações de produtos de perfumaria, de toucador ou de
higiene pessoal (art. 8º, § 2º, da Lei nº 10.865/04), quando
destinados à revenda;
– As importações de máquinas e veículos (art. 8º, § 3º, da Lei nº
10.865/04), quando destinados à revenda;

443

PIS e COFINS – Importação


• Crédito

• As importações de pneus novos de borracha e câmara-de-ar


de borracha (art. 8º, § 5º, da Lei nº 10.865/04), quando
destinados à revenda;
• As importações de embalagens para refrigerantes, cervejas
e água (art. 8º, § 6º, da Lei nº 10.865/04), quando
destinados à revenda;
• As importações de refrigerantes, cervejas, água e
preparações compostas não alcoólicas (art. 8º, § 7º da Lei
nº 10.865/04), quando destinados à revenda;

444
PIS e COFINS – Importação
• Crédito

• As importações de gasolinas, óleo diesel, GLP derivado de


petróleo e gás natural e querosene de aviação (art. 8º, § 8º,
da Lei nº 10.865/04), quando destinados à revenda;
• As importações de autopeças, relacionados nos Anexos I e
II da Lei nº 10.485/02, quando destinados à revenda ou à
utilização como insumo na produção de autopeças
relacionadas nos referidos anexos;
• Terão direito ao crédito, independentemente da opção do
art. 42 da Lei nº 10.865/04:
– As importações de papeis imunes (art. 8º, § 10, da Lei
nº 10.865/04), quando destinados à revenda ou à
impressão de periódicos

445

PIS e COFINS – Importação


• Crédito

• As pessoas jurídicas submetidas ao regime especial de que trata o art. 52


da Lei nº 10.865/04, poderão descontar créditos, em relação à
importação de embalagens, utilizados no processo de industrialização de
refrigerantes, cervejas e preparações compostas não alcoólicas, bem
como em relação as importações desses produtos e demais produtos
constantes do Anexo Único da Lei nº 10.833/03.
• Os créditos , serão apurados mediante a aplicação das alíquotas do
PIS/COFINS incidentes sobre a receita decorrente da venda no mercado
interno dos respectivos produtos sobre o valor que serviu de base de
cálculo das contribuições na forma do art. 7º da Lei nº 10.865/04,
acrescido do IPI vinculado à exportação, quando integrante do custo de
aquisição.
• Os créditos serão determinados com base nas alíquotas específicas
referidas nos arts. 51 e 52 da Lei nº 10.833/03.

446

PIS e COFINS – Importação


• Crédito

– Gera direito aos créditos a importação efetuada com isenção, exceto na hipótese
de os produtos serem revendidos ou utilizados como insumo em produtos ou
serviços sujeitos à alíquota zero, isentos ou não alcançados pela contribuição.

– parágrafo único do art. 16 da Lei nº 10.865/04.

– Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitar-se à incidência não-cumulativa e


cumulativa das contribuições, ou efetuar, concomitantemente, operações de
exportação e no mercado interno, apenas à parte de suas receitas não-
cumulativas será apurado o crédito, exclusivamente, em relação aos custos,
despesas e encargos:
• Apropriação direta, inclusive em relação aos custos, por meio de sistema de
contabilidade de custos integrada e coordenada com a escrituração; ou
• Rateio proporcional, aplicando-se aos custos, despesas e encargos comuns a
relação percentual existente entre a receita sujeita à incidência não-
cumulativa e a receita bruta total, auferidas em cada mês.
447
PIS e COFINS – Importação
• Cálculo da Contribuição

• O Ato Declaratório Executivo SRF nº.17/2004, estabeleu a fórmula básica para


a determinação das contribuições.
– VA Valor Aduaneiro (*);
– a Alíquota do Imposto de Importação;
– b Alíquota do IPI;
– c Alíquota do PIS Importação;
– d Alíquota da Cofins Importação;
– e Alíquota do ICMS;
– D Quaisquer despesas aduaneiras.
– * Valor que servir ou que serviria de base para o cálculo do imposto de
importação, acrescido do valor do ICMS incidente no desembaraço
aduaneiro e do valor das próprias contribuições.

448

PIS e COFINS – Importação


• Cálculo da Contribuição

• Cofins Importação d x (VA x X + D x Y)

• PIS Importação c x (VA x X + D x Y)

• X 1 + e x [a + b x (1 + a)]
(1 – c – d- e)

• Y e .
(1 – c – d – e )

449

PIS e COFINS – Importação


• Cálculo da Contribuição

• Exemplo
– VA Valor Aduaneiro 100.000,00
– a Imposto Importação 10% ou 0,10
– b Alíquota do IPI; 7% ou 0,07
– c Alíquota do PIS Importação 1,65% ou 0,0165
– d Alíquota da Cofins Importação 7,60% ou 0,076
– e Alíquota do ICMS; 18% ou 0,18
– D Quaisquer despesas aduaneiras 5.000,00

450
REGIME DE TRIBUTAÇÃO
ZONA FRANCA DE MANAUS

Das finalidades da Zona Franca de Manaus

A Zona Franca de Manaus é uma área de livre


comércio de importação e exportação e de incentivos
fiscais especiais, estabelecida com a finalidade de criar
no interior da Amazônia um centro industrial, comercial
e agropecuário dotado de condições econômicas que
permitam seu desenvolvimento, em face dos fatores
locais e da grande distância, a que se encontram, os
centros consumidores de seus produtos. (Decreto-lei
288, de 28 de fevereiro de 1967).

Das finalidades da Zona Franca de Manaus

A Constituição Federal/1988, em seu art. 40 do


Ato das disposições constitucionais
Transitórias, manteve a ZFM com suas
características de área de livre comércio, de
importação e exportação, e de incentivos
fiscais, pelo prazo de 25, a partir da
promulgação da Carta Magna.
Dos incentivos fiscais

A entrada de mercadorias estrangeiras na Zona Franca, destinadas a


seu consumo interno, industrialização em qualquer grau, inclusive
beneficiamento, agropecuária, pesca, instalação e operação de
indústrias e serviços de qualquer natureza e a estocagem para
reexportação, será isenta dos impostos de importação, e sobre
produtos industrializados. (Art. 3º).

Excetuam-se da isenção fiscal prevista no caput deste artigo as


seguintes mercadorias: armas e munições, fumo, bebidas alcoólicas,
automóveis de passageiros e produtos de perfumaria ou de toucador,
preparados e preparações cosméticas, salvo quanto a estes (posições
3303 a 3307 da Tarifa Aduaneira do Brasil - TAB), se destinados,
exclusivamente, a consumo interno na Zona Franca de Manaus ou
quando produzidos com utilização de matérias-primas da fauna e da
flora regionais, em conformidade com processo produtivo básico.
(Redação dada pela Lei nº 8.387, de 30.12.91) (§ 1º).

Dos incentivos fiscais


As mercadorias entradas na Zona Franca de Manaus nos termos do
caput deste artigo poderão ser posteriormente destinadas à exportação
para o exterior, ainda que usadas, com a manutenção da isenção dos
tributos incidentes na importação. (Incluído pela Lei n º 11.196, de 2005)
– (§ 3º DL 288).

A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou


industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o
estrangeiro, será para todos os efeitos fiscais, constantes da legislação
em vigor, equivalente a uma exportação brasileira para o estrangeiro.
(Art. 4º).

A exportação de mercadorias da Zona Franca para o estrangeiro,


qualquer que seja sua origem, está isenta do imposto de exportação.
(Art. 5º).

As mercadorias de origem estrangeira estocadas na Zona Franca,


quando saírem desta para comercialização em qualquer ponto do
território nacional, ficam sujeitas ao pagamento de todos os impostos de
uma importação de exterior, a não ser nos casos de isenção prevista em
legislação específica. (Art. 6º).

Da Internação

Os produtos industrializados na Zona Franca de Manaus, salvo os bens de


informática e os veículos automóveis, tratores e outros veículos terrestres,
suas partes e peças, excluídos os das posições 8711 a 8714 da TAB, quando
dela saírem para qualquer ponto do Território Nacional, estarão sujeitos à
exigibilidade do Imposto sobre Importação relativo a matérias-primas, produtos
intermediários, materiais secundários e de embalagem, componentes e outros
insumos de origem estrangeira neles empregados, calculado o tributo
mediante coeficiente de redução de sua alíquota ad valorem.

A exigibilidade do Imposto sobre Importação abrange as matérias-primas,


produtos intermediários, materiais secundários e de embalagem empregados
no processo produtivo industrial do produto final, exceto quando empregados
por estabelecimento industrial localizado na Zona Franca de Manaus, de
acordo com projeto aprovado com processo produtivo básico, na fabricação de
produto que, por sua vez tenha sido utilizado como insumo por outra empresa,
não coligada à empresa fornecedora do referido insumo, estabelecida na
mencionada Região, na industrialização dos produtos de que trata o parágrafo
anterior.
Da Internação

As mercadorias de origem nacional destinadas à Zona Franca com a


finalidade de serem reexportadas para outros pontos do território nacional
serão estocadas em armazéns, ou embarcações, sob controle da
Superintendência e pagarão todos os impostos em vigor para a produção e
circulação de mercadorias no país. (Art. 8º)

Estão isentas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) todas as


mercadorias produzidas na Zona Franca de Manaus, quer se destinem ao seu
consumo interno, quer à comercialização em qualquer ponto do Território
Nacional.

A isenção de que trata este artigo, no que respeita aos produtos


industrializados na Zona Franca de Manaus que devam ser internados em
outras regiões do País, ficará condicionada à observância dos requisitos
estabelecidos no art. 7° deste decreto-lei. (Incluído pela Lei nº 8.387, de
30.12.91) (§ 1º).

ICMS

As isenções fiscais previstas neste decreto-lei somente


entrarão em vigor na data em que for concedida (Art.
49):

I - pelo Estado do Amazonas, crédito do imposto de


circulação de mercadorias nas operações comerciais
dentro da Zona, igual ao montante que teria sido pago
na origem em outros estados da União, se a remessa
de mercadorias para a Zona Franca não fosse
equivalente a uma exportação brasileira para a
estrangeiro;

ICMS

A Lei Complementar nº 24/1975, que foi


recepcionada pela Carta Magna, determina
que as isenções do ICMS, bem como outros
benefícios, somente poderão ser concedidas
ou revogadas nos termos de convênios
celebrados e retificados pelos Estados e pelo
Distrito Federal.
ICMS
O Convênio 65/1988, que isenta do imposto as remessas de produtos
industrializados de origem nacional para comercialização ou
industrialização na ZFM, estabelece as seguintes condições:

a) Que o estabelecimento destinatário tenha domicílio no Município de


Manaus;
b) Que, para fruição do benefício, o estabelecimento remetente abata
do preço da mercadoria o valor equivalente ao imposto que seria
devido se não houvesse isenção, indicando expressamente na nota
fiscal; e
c) Seja comprovada a entrada efetiva da mercadoria no
estabelecimento destinatário.

As mercadorias beneficiadas pela isenção prevista no Convênio 65/1988,


quando saírem do município de Manaus e de outros em relação aos quais
seja estendido o benefício, perderão o direito àquela isenção, hipótese
em que o imposto devido será cobrado, com os acréscimos legais
cabíveis, pelo Estado de origem, salvo se o produto tiver sido objeto de
industrialização na ZFM. (Cláusula 5º do Convênio 65/1988).

Exemplo: Venda de componentes por empresa do sudeste


do país, para utilização como insumo em indústria da ZFM.

Obs.: No exemplo estamos tratando de situação anterior ao


advento da não-cumulatividade do PIS e da COFINS e
também da alíquota ZERO par o PIS e COFINS em
operações para a ZFM, instituída pela Lei 10.996.

Descrição Valor
Peças.....NCM 84.23.3012 1.000,00
(-) Desconto ICMS – ZFM (7%) 70,00
Total da Nota Fiscal 930,00

Observem que no exemplo acima a aquisição é


desonerada do ICMS no ato da aquisição, através de um
desconto concedido na própria nota fiscal.

CONTABILIZAÇÃO
Descrição Valor
Peças.....NCM 84.23.3012 1.000,00
(-) Desconto ICMS – ZFM (7%) 70,00
Total da Nota Fiscal 930,00
CONTABILIZAÇÃO

D – Estoque de insumos 860,00


D – ICMS a Recuperar 70,00
C – Fornecedores 930,00
Na entrada na ZFM, o adquirente faz jus a um crédito presumido do
ICMS em igual montante àquele que deixou de ser pago na origem,
fazendo com que o custo de aquisição fique abaixo em torno de 14%
comparativamente a essa mesma transação com outras regiões do país.
APÓS A NÃO-CUMULATIVIDADE DO PIS E COFINS
Com o advento da não-cumulatividade do PIS e da COFINS, essa
mesma aquisição passou a ter uma contabilização diferente.

Descrição Valor
Peças.....NCM 84.23.3012 1.000,00
(-) Desconto ICMS – ZFM (7%) 70,00
Total da Nota Fiscal 930,00

CONTABILIZAÇÃO

D – Estoque de insumos 767,50


D – ICMS a Recuperar 70,00
D - PIS a Recuperar 16,50
D – COFINS a Recuperar 76,00
C – Fornecedores 930,00

Considerações sobre a contabilização apresentada


A forma de contabilização apresentada no slide anterior parte do
pressuposto que a precificação foi genérica (não importando se a
venda seria para a ZFM ou para outra região.

A forma como o ICMS é tratado nas notas fiscais de venda para empresas da
ZFM é tratada pela empresa vendedora como um desconto incondicional, logo,
a base de cálculo deveria ser o valor bruto deduzido do valor do ICMS
descontado na nota fiscal.

De acordo com a legislação que rege as contribuições ao PIS e a


COFINS, a base de cálculo dessas exações é a receita bruta deduzida
dos descontos incondicionais concedidos, dos cancelamentos e
devoluções, logo, o valor do crédito dessas contribuições estaria a
maior.

Porém, em se tratando de precificação genérica a forma exemplificada


pode ser considerada pelo menos justa, já que na precificação os
tributos foram tratados sem levar em consideração as particularidades
por ocasião da venda.

Considerações sobre a contabilização apresentada


Caso o procedimento para contabilização dos créditos relativos ao PIS
e a COFINS, adotado pela empresa adquirente for de acordo com o
que estabelece a lei, os valores mudam substancialmente vejamos:

Descrição Valor
Peças.....NCM 84.23.3012 1.000,00
(-) Desconto ICMS – ZFM (7%) 70,00
Total da Nota Fiscal 930,00

CONTABILIZAÇÃO
Do ponto de vista
legal esse
D – Estoque de insumos 773,97 procedimento é o
correto
D – ICMS a Recuperar 70,00
D - PIS a Recuperar 15,35
D – COFINS a Recuperar 70,68
C – Fornecedores 930,00
DA INCIDÊNCIA DAS
CONTRIBUIÇÕES PARA O PIS
E PARA A COFINS SOBRE
PRODUTOS
INDUSTRIALIZADOS NA ZFM

Introdução

A legislação sobre PIS-COFINS editada em 2004 desconsiderou um fato, tido


como prerrogativa constitucional, de que as remessas nacionais para ZFM eram
consideradas como uma exportação para o exterior e, por isso, isentas de tributos.

As entidades empresariais, a representação política e as autoridades do Governo


Estadual atuaram junto às instâncias federais visando rever esse quadro, por
todos ângulos, prejudicial para a competitividade do modelo. Afinal, de uma hora
para outra, o custo de produção e o custo de vida dos amazonenses foram
aumentados, em alguns casos, em até 14%.

Não se conseguiu retornar ao status de isenção, mas foi feita uma série de ajustes
na legislação de maneira que os efeitos fossem minorados.

Um desses ajustes foi o art. 2º da Lei 10.996, de 15 de dezembro de 2004, que


reduz a 0 (zero) as alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS
incidentes sobre as receitas de vendas de mercadorias destinadas ao consumo
(consumo próprio, venda e revenda) ou à industrialização na Zona Franca de
Manaus – ZFM, por pessoas jurídica estabelecida fora da ZFM.

Das Alíquotas (Decreto nº 5.310, de 15/12/2004

Art. 1º As alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP e


da Contribuição para o Financiamento da Seguridade
Social – COFINS incidentes sobre a receita bruta auferida
com a venda de mercadorias destinadas a consumo ou
industrialização na Zona Franca de Manaus - ZFM, por
pessoa jurídica estabelecida fora dela, são de zero por
cento.

§ 1º O disposto neste artigo aplica-se às vendas de


mercadorias para pessoas jurídicas estabelecidas na ZFM
que as utilizem diretamente ou as destinem à
comercialização.
Das Alíquotas (Decreto nº 5.310, de 15/12/2004

Art. 2o As alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP e


da COFINS incidentes sobre a receita bruta auferida com a
venda de matérias-primas, produtos intermediários e
materiais de embalagem, produzidos na ZFM, para
emprego em processo de industrialização por
estabelecimentos industriais ali instalados e consoante
projetos aprovados pelo Conselho de Administração da
Superintendência da Zona Franca de Manaus -
SUFRAMA, são de zero por cento.

Efeitos da legislação fixando alíquota zero


Em função da aplicação da alíquota ZERO, o valor das contribuições para o PIS e
COFINS deixaram de integrar o preço da mercadoria enviada sem prejuízo para
manutenção dos créditos devidos pelo remetente da mercadoria (MP 206/2004).
Considerando que genericamente a precificação de mercadorias não considera as
exceções (ZFM), passou-se a exigir dos fornecedores um abatimento por ocasião
da venda de mercadorias para a ZFM, dos valores correspondentes ao PIS e
COFINS que foram incluídos por ocasião da precificação.

Após a publicação da legislação referida (primeiro a MP e depois a Lei 10.996) os


remetentes de mercadoria para a ZFM passaram, em cumprimento à
determinação legal, a abater o valor do PIS/PESEP e da COFINS do preço da
mercadoria e os valores constantes das notas fiscais passaram a vir desonerados
dessa parcela.

Como não havia previsão de visibilidade desse valor abatido, tal fato não poderia
ser percebido ou detectado pela SUFRAMA. Dessa forma foi editada a Portaria
162 da SUFRAMA, cujo propósito é dar evidência (visibilidade) ao beneficio
instituído pela legislação referida, tanto para que a SUFRAMA tenha a percepção
se o tratamento diferenciado é respeitado nas remessas para ZFM quanto para
cumprir sua obrigação anual de informar ao TCU e outros órgãos os valores reais
dos benefícios fiscais da ZFM (conforme informados pelos remetentes).

Art. 3º As alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS incidentes sobre a


receita bruta auferida por pessoa jurídica industrial estabelecida na ZFM, decorrente da
venda de produção própria, consoante projeto aprovado pelo Conselho de
Administração da SUFRAMA, são de:

I - sessenta e cinco centésimos por cento e três por cento, respectivamente, no


caso de venda efetuada a pessoa jurídica estabelecida:

a) na ZFM; e

b) fora da ZFM, que apure a Contribuição para o PIS/PASEP e a COFINS no regime de


não-cumulatividade;

II - um inteiro e três décimos por cento e seis por cento, respectivamente, no caso
de venda efetuada a:

a) pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM, que apure o imposto de renda com base no
lucro presumido;

b) pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM, que apure o imposto de renda com base no
lucro real e que tenha sua receita, total ou parcialmente, excluída do regime de
incidência não-cumulativa da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS;

c) pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM e que seja optante pelo Sistema Integrado de
Pagamento de Impostos e Contribuições - SIMPLES; e

d) órgãos da administração federal, estadual, distrital e municipal.


Ex: venda de uma empresa industrial do PIM para uma
empresa comercial da ZFM que apure o IR pelo Lucro Real
Valor da venda........................................................$ 10.000,00

Tributos e alíquotas que incidirão na operação:

ICMS: 17%; PIS: 0,65%; COFINS: 3%

CONTABILIZAÇÃO PELA EMPRESA VENDEDORA


D – Clientes (ou duplicatas a receber
C – Venda de Produtos de Fabricação Própria $ 10.000,00

D – ICMS s/Vendas
C – ICMS a Pagar $ 1.700,00

D – PIS s/Vendas
C – PIS a Pagar $ 65,00

D – COFINS s/Vendas
C – COFINS a Pagar $ 300,00

Ex: venda de uma empresa industrial do PIM para uma empresa


comercial de fora da ZFM que apura o IR pelo Lucro Presumido

Valor da venda........................................................$ 10.000,00

Tributos e alíquotas que incidirão na operação:

ICMS: 12%; PIS: 1,30%; COFINS: 6%

CONTABILIZAÇÃO PELA EMPRESA VENDEDORA


D – Clientes (ou duplicatas a receber
C – Venda de Produtos de Fabricação Própria $ 10.000,00

D – ICMS s/Vendas
C – ICMS a Pagar $ 1.200,00

D – PIS s/Vendas
C – PIS a Pagar $ 130,00

D – COFINS s/Vendas
C – COFINS a Pagar $ 600,00

Do Crédito na aquisição

Art. 4o Na aquisição de mercadorias produzidas por


pessoa jurídica estabelecida na ZFM, consoante projeto
aprovado pelo Conselho de Administração da SUFRAMA, o
crédito de que trata o art.3o das Leis nºs 10.637, de 2002, e
10.833, de 2003, será determinado mediante a aplicação da
alíquota de um por cento para a Contribuição para o
PIS/PASEP e de quatro inteiros e seis décimos por
cento para a COFINS.
Ex: Compra por uma comercial da ZFM que apure o IR pelo
Lucro Real, de uma empresa do PIM

Valor da venda........................................................$ 10.000,00

CONTABILIZAÇÃO PELA EMPRESA COMPRADORA

D – Estoque de Mercadorias para Revenda $ 7.600,00


D – ICMS a Recuperar $ 1.700,00
D - PIS a Recuperar $ 100,00
D – COFINS a Recuperar $ 460,00
C – Fornecedores $ 10.000,00

Dos comprovantes exigidos (IN SRF 546, de 16/06/2005)


Art. 3º Para efeitos da incidência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins na
forma do art. 2º, a pessoa jurídica adquirente, localizada fora da ZFM, deverá
preencher e fornecer à pessoa jurídica estabelecida na ZFM a Declaração:

I - do Anexo I, no caso de vendas sujeitas à incidência das contribuições com as


alíquotas de que trata o inciso I do art. 2º;

II - do Anexo II, no caso de vendas sujeitas à incidência das contribuições com as


alíquotas de que trata o do inciso II do art. 2º, destinadas às pessoas jurídicas
referidas nas alíneas "a" e "b" do mesmo inciso; ou

III - do Anexo III, no caso de vendas sujeitas à incidência das contribuições com as
alíquotas de que trata o do inciso II do art. 2º, destinadas à pessoa jurídica referida
na alínea "c" do mesmo inciso.

Parágrafo único. A pessoa jurídica industrial estabelecida na ZFM deverá manter a


Declaração de que trata este artigo em boa guarda, a disposição da Secretaria da
Receita Federal (SRF), pelo prazo de 10 (dez) anos, contado da data de ocorrência
do fato gerador.

Da comercialização por estabelecimento


situado fora da ZFM (IN 546/2005)

Art. 4º Na hipótese de a pessoa jurídica situada na ZFM apenas transferir os


produtos para outro estabelecimento da mesma pessoa jurídica localizada fora
da ZFM, não se aplicam as disposições do § 4º do art. 2º da Lei nº 10.637, de
2002, e do § 5º do art. 2º da Lei nº 10.833, de 2003.

§ 4o Excetua-se do disposto no caput deste artigo a receita bruta auferida por


pessoa jurídica industrial estabelecida na Zona Franca de Manaus, decorrente
da venda de produção própria, consoante projeto aprovado pelo Conselho de
Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA,
que fica sujeita, ressalvado o disposto nos §§ 1o a 3o deste artigo, às
alíquotas de: (Incluído pela Lei nº 10.996, de 2004)
Mark-up I – Despesas e margem de lucro

 despesas administrativas
 despesas comerciais
 outras despesas operacionais (assist. técnica)
 custo financeiro de produção e vendas
 margem de lucro desejada

Mark-up II – Impostos sobre venda

 ICMS
 PIS
 COFINS
 ISS

Cálculo de Preços de Venda com a


metodologia do mark-up

O mark-up I (divisor) – a construção é


determinada pela divisão do custo de produção
ou aquisição por um divisor determinado pela
expressão: 1 - % de margem de ganho.

 MARK-UP DIVISOR:
Custo de Produção ou de aquisição
------------------------------------------------------------- = PV sem impostos
(1 - % de margem)

Atentar para que o percentual utilizado como margem


seja suficiente para cobrir todas as despesas de
operação e ainda permitir algum lucro.

Cálculo de Preços de Venda com a


metodologia do mark-up

O mark-up II (divisor) – a construção é


determinada pela divisão do PV sem impostos
por um divisor determinado pela expressão:
1 - % de impostos sobre vendas.

 MARK-UP DIVISOR:
Preço de Venda sem Impostos
------------------------------------------------------------- = Preço de Venda
(1 - % de impostos s/vendas)

A metodologia visa recuperar integralmente todos os


custos e despesas e promover uma remuneração líquida
de impostos ao proprietário do negócio.
Exemplo de Precificação de Serviço
Custo do Serviço $ 361,75
Margem de Lucro 20,8%  MARK-UP I (DIVISOR):
$ 361,75
Nessa etapa do cálculo se inclui o valor --------------------------------- = $ 456,75
da margem determinando-se o valor (1 – 0,208)
líquido de venda (sem impostos)

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------

% de Impostos  MARK-UP II (DIVISOR):


ISS 5,00% $ 456,75
COFINS 3,00 % ----------------------------- = $ 500,00
PIS 0,65 % (1 – 0,0865)
TOTAL 8,65 %

Nessa etapa do cálculo se inclui o valor Quando se tratar de vendas de


dos impostos determinando-se o preço mercadorias não ocorre a incidência do
de venda ISS, porém ocorre a incidência do ICMS.

Comprovação do Mark-up
Custo do Produto: $ 361,75
20,8% = 0,208. Portanto, 1 – 0,208 = 0,792 (Mark-up I)

Dividindo-se o Custo ($ 361,75) pelo Mark-up I temos o preço líquido de venda -


PLV (sem impostos) = $ 456,75 – base para remuneração dos custos.

Dividindo-se o PLV ($ 456,75) pelo Mark-up II temos o preço de venda $ 500,00

COMPROVAÇÃO:
Venda $ 500,00 108,65 % Fundamentalmente, a
margem de lucro
( - ) ISS $ 25,00 5,00 %
desejada está ligada ao
( - ) COFINS $ 15,00 3,00 %
conceito de rentabilidade
( - ) PIS $ 3,25 0,65 %
do investimento
( = ) PLV $ 456,75 100,00 %
( - ) Custo $ 361,75 79,20 %
( = ) LUCRO $ 95,00 20,80 %

Cálculo de Preços de Venda com a


metodologia do mark-up tradicional

O mark-up multiplicador – nesse método o preço de


venda é determinado pela multiplicação do custo de
produção ou aquisição pelo coeficiente determinado
pelas seguintes expressões:

1 /(1 - % margem) 1 / 0,792) = 1,2626

1 /(1 - % impostos) 1 / 0,9135) = 1,0947

 MARK-UP MULTIPLICADOR: 1,3822


1, 2626 x 1.0947
Cálculo de Preços de Venda com a
metodologia do mark-up tradicional
Custo do Produto: $ 361,75

Aplicando o Mark-up multiplicador 1,3822 x 361,75


temos o preço de venda $ 500,00

COMPROVAÇÃO:
Venda $ 500,00 108,65 %
( - ) ISS $ 25,00 5,00 %
( - ) COFINS $ 15,00 3,00 %
( - ) PIS $ 3,25 0,65 %
(=) PLV $ 456,75 100,00 %
( - ) Custo $ 361,75 79,20 %
( = ) LUCRO $ 95,00 20,80 %

UNIDADE VII - CONTABILIZAÇÃO DE


MOVIMENTAÇÃO COM MERCADORIAS

7.1.Registro de Operações com


Mercdorias; 7.2. Valores Integrados
do Custo; 7.3.Tributos Recuperáveis;
7.4.Registros de Contabilização de
Empresas; 7.5.Evolução de Compras

485

Substituição Tributária
Conceito

 Regime → obriga contribuinte a pagar não apenas o


imposto referente a operação própria, mas também o
relativo a(s) operação(ões) posteriores;

 Lei altera → responsabilidade pelo cumprimento da


obrigação tributária, passando para terceiro, que nào
praticou diretamente o fato gerador, porém tem
ligação indireta com quem irá praticá-lo.

486
Dispositivos legais que prevêem
o regime de substituição tributária
 Constituição Federal art. 150 § 7o. → “lei poderá atribuir a sujeito passivo da
obrigaçào tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou
contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente, assegurada a imediata e
preferencial restituição da quantia paga, caso não se realize o fato gerador
presumido.”

 CF art. 155 § 2o., XII, “b” → cabe a lei complementar dispor sobre substituição
tributária do ICMS;

 Lei Complementar no. 87 de 13.09.96, art. 9o. → regime de substituição tributária


em operações interestaduais necessita de acordo específico celebrado pelos estados
interessados;

 Convênio ICMS no. 81 de 10.09.93 → disciplina normas gerais a serem observadas


na substituição tributária interestadual;

 Batalhas judiciais → resultado já reconheceu a constitucionalidade.

487

Tipos de
substituição tributária
Lei Complementar no. 87/96 (Lei Kandir) → unidades federadas são
competentes para atribuir ao contribuinte a responsabilidade pelo pagamento do
imposto devido nas operações ou prestações, sejam: antecedentes, concomitantes
ou subsequentes:

 Para trás → lei atribui a determinado contribuinte a responsabilidade pelo


pagamento do ICMS em relação às operações anteriores – DIFERIMENTO;

 Concomitante → responsabilidade pelo pagamento do ICMS é atribuida a outro


contribuinte, e não àquele que realiza a operação/prestação, concomitante à
ocorrência do fato gerador – serviços de transporte;

 Para frente → sujeito passivo recolhe os dois impostos – devido pelas operaçòes
próprias e devido pelas operações subsequentes – ANTERIORES A OCORRÊNCIA
DO FATO GERADOR.

488

Contribuinte substituto
e contribuinte substituido
 Contribuinte substituto → legislação
determina como reponsável pelo recolhimento
do imposto, embora não tenha ligação direta
com a ocorrência do fato gerador;

 Contribuinte substituido → dá causa ao


fato gerador, mas fica dispensado do
recolhimento do imposto, pois a lei atribuiu ao
substituto.
489
Substituição tributária
X sujeição passiva
 Substituição tributária  reveste-se de sujeição passiva;

 Responsabilidade  pelo cumprimento da obrigação


principal (pagamento) e das obrigações acessórias
(escrituração dos livros fiscais, emissão de documentos
fiscais etc) não é do contribuinte, e sim do substituto;

 CTN art. 128  “sem prejuízo do disposto neste capítulo, a


lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo
crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato
gerador da respectiva obrigação, excluindo a
responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a esta em
caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida
obrigação.”

490

Objetivo do regime
de substituição tributária
 Objetivo  visa facilitar e tornar mais eficiente a
arrecadação do ICMS, tornando mais simples e eficaz o
controle da fiscalização;

 Considerando  cadeia econômica é composta por


sucessivas operações relativas à circulação de mercadorias,
ficando somente na primeira delas o contribuinte obrigado
ao recolhimento por todas as operações posteriores;

 Instituto surgiu  devido desigualdade quantitativa entre


revendedores e fabricantes de determinadas mercadorias:
cigarros, refrigerantes, sorvetes, veículos etc.

491

Antecipação tributária em São Paulo

 Conceito  instrumento de política tributária


visando preservar o erário paulista da perda de
arrecadação por conta das mercadorias advindas
de outras unidades da Federação;

 Visa  gerar isonomia em relação aos mesmos


produtos que quando fabricados internamente.

492
ICMS
Substituição Tributária

Comunicado CAT nº 13/2008


Decreto nº 52.804/2008
Portarias CAT nº 26/2008, 27/2008, 29/2008, 30/2008,
31/2008, 32/2008 e 33/2008

Conceituação

Consiste na alteração do momento do fato gerador,


gerando uma antecipação do pagamento do imposto
incidente nas operações seguintes.
seguintes.

A substituição tributária pode ser entendida como


um regime de arrecadação no qual a responsabilidade
pelo seu recolhimento é atribuída a terceiro, que tenha
interesse com a atividade tributada.
tributada.

Objetivos

Facilitar a fiscalização dos tributos "plurifásicos", ou seja, os


tributos que incidem várias vezes no decorrer da cadeia de
circulação de uma determinada mercadoria ou serviço, sendo
assim simplifica e efetiva o controle fiscal, evitando a
sonegação.
Substituto Substituído

ICMS ICMS ICMS

Indústria Atacado Varejo

ICMS ICMS ICMS

Indústria Atacado Varejo

Já estavam enquadrados há muitos anos.

Refrigerantes,
Fumo Cimento Cerveja, Chope e
Água
Tintas, Vernizes e
outros produtos Sorvete Frutas
Químicos
Veículos
Automotores Pneus Combustíveis

Querosene de
Álcool Metanol Aviação
Mercadorias Enquadradas a partir de Fevereiro/2008

Medicamentos Bebidas Produtos de


Alcoolicas Perfumaria
Produtos de Higiene
Pessoal

Mercadorias enquadradas a partir de Abril/2008

Papel Produtos de Lâmpadas


(art. 313-U) Limpeza Elétricas (313-S)
(Art. 313-K)

Pilhas e Baterias Ração Animal Produtos


(313-Q) (art. 313-I) Fonográficos
(art. 313-M)

Autopeças
(art. 313-O)

Mercadorias Enquadradas a partir de Maio/2008

Produtos Material de
Alimentícios Construção
Mercadoria Classificação
Fiscal

Papel (do tipo utilizado para escrita, impressão ou 4802.56


outros fins gráficos, em folhas, de peso igual ou
superior a 40g/m2 mas não superior a 150g/m2, nas
quais um lado não seja superior a 435mm e outro a
297mm, quando não dobradas)
Pilhas e Baterias novas 8506
Lâmpadas Elétricas 8539; 8540;
8504.10.00;
8536.50.30
Autopeças

Responsabilidade Tributária

Nas operações sujeitas a substituição tributária, a


responsabilidade pelo recolhimento do imposto incidente em
todas as operações (até o consumidor final) será atribuída ao
fabricante, ou importador, ou ainda ao estabelecimento
atacadista (conforme prever o dispositivo legal),
legal), os quais
deverão calcular e reter o ICMS sobre o preço de venda do
produto no varejo, ficando os demais contribuintes da cadeia
dispensados de recolher o imposto nas saídas que praticarem.
praticarem.

O Decreto nº 52.804/2008 prevê a ocorrência da Substituição


Tributária somente nas saídas internas.

Para as operações interestaduais, adota-


adota-se o procedimento
normal, enquanto não houver Convênio ou Protocolo celebrado
com outros estados.

Especificamente, no caso de AUTOPEÇAS, o Convênio 99/2007,


celebrado entre SP e RS, prevê a substituição tributária nas
operações interestaduais realizadas por fabricantes e ou
importadores.
Hipóteses em que não se aplica a ST:

a) quando a mercadoria se destinar a posterior industrialização ou


consumo próprio;
b) quando a mercadoria se destinar a pessoa física;
c) quando a mercadoria se destinar a uma posterior saída
amparada por isenção ou não incidência (Ex.: exportação);
d) transferência de mercadorias, entre matriz e filiais, desde que
não varejista;
e) quando a mercadoria se destinar a outro contribuinte que tiver a
obrigação de reter o ICMS-
ICMS-ST;
f) quando a mercadoria se destinar a outro estado (salvo, nas
hipóteses onde houver Convênio ou Protocolo celebrado com
outros estados).

Hipóteses em que se aplica a ST:

a) quando a mercadoria se destinar a posterior REVENDA;

b) transferência de mercadorias, entre matriz e filiais, desde que


varejista;

c) quando a mercadoria se destinar as outros estados, desde que


exista Convênio ou Protocolo celebrado com tais estados;

d) nas aquisições provenientes de outros estados, que não tenham


sofrido a retenção do ICMS-
ICMS-ST.

Forma de Cálculo

Como o contribuinte substituto pratica o fato gerador ao


promover a saída das mercadorias de seu estabelecimento e,
pela sistemática do regime, paga o ICMS em relação aos fatos
geradores futuros praticados pelos contribuintes substituídos,
sabemos que este terá:

 o ICMS da operação própria;


 o ICMS das operações subsequentes.
Base de Cálculo

A base de cálculo do ICMS-


ICMS-ST é fixada pela autoridade
competente. Cada unidade da federação determina um
critério, podendo ser:

MARGEM DE LUCRO (MVA – Margem de Valor Agregado)


O Fisco determina qual a margem de lucro a ser aplicada no cálculo
do ICMS-
ICMS-ST.

PAUTA FISCAL (Preço Determinado)


Resulta de uma média de preços praticados no mercado, coletada
por entidades representantivas, e validada e publicada pelas
autoridades competentes de cada estado.

Mercadorias MVA
Autopeças 26,5%* (* no caso índice de
fidelidade de compra) e 40%, nos
demais casos
Produtos de Limpeza Diversas (Portaria CAT 26/2008)

Papel 17,32%
Pilhas, Baterias e Lâmpadas 40%
Elétricas
Ração Animal 46%
Produtos Fonográficos 25%

Exemplos Práticos
Contribuinte
Substituto

Operação Interna

Preço de Fábrica………………………………………………………………..1.000,00
(+) IPI (10%)…………………………………………………………………….…. 100,00
(+) Frete………………………………………………………………………………....50,00
Total………………………………………………………………………………….1.150,00
(+) MVA (20%)……………………………………………………………………...230,00
= Preço Varejo (BC do ICMS-
ICMS-ST)…………………………………………1.380,00
(x) Alíquota Interna (18%)………………………………………………….….248,40
( - ) ICMS da operação própria (1.000,00 x 18%)……………………180,00
= ICMS-
ICMS-ST……………………………………………………………………………....68,40

Modelo NF

Operação Interestadual (Ex.: Venda para a BA)

Preço de Fábrica………………………………………………………………..1.000,00
(+) IPI (10%)……………………………………………………………………….. 100,00
(+) Frete………………………………………………………………………………....50,00
Total………………………………………………………………………………….1.150,00
(+) MVA (20%)……………………………………………………………………...230,00
= Preço Varejo (BC do ICMS-
ICMS-ST)…………………………………………1.380,00
(x) Alíquota Interna (18%)………………………………………………….….248,40
( - ) ICMS da operação própria (1.000,00 x 7%)………………………..70,00
= ICMS-
ICMS-ST……………………………………………………………………………..178,40

Modelo NF
Operação Interna (empresa Simples Nacional)

Preço de Fábrica………………………………………………………………..1.000,00
(+) IPI (0%)……………………………………………………………………………. …0,00
(+) Frete………………………………………………………………………………....50,00
Total………………………………………………………………………………….1.050,00
(+) MVA (20%)………………………………………………………………….…..210,00
= Preço Varejo (BC do ICMS-
ICMS-ST)………………………………..….……1.260,00
(x) Alíquota Interna (18%)……………………………………………….…….226,80
( - ) ICMS da operação própria ………………………………………………..…0,00
= ICMS-
ICMS-ST……………………………………………………………………………..226,80

Modelo NF

Contribuinte
Substituído

Operação Interna (empresa Simples Nacional)

Preço ………………………………………………………………………………..1.000,00
(+) IPI (0%)…………………………………………….……………………………… …0,00
(+) Frete……………………………………………………………………….…………..0,00
Total………………………………………………………………………………….1.000,00
(+) MVA (0%)…………………………………………………………………………….0,00
= Preço Varejo (BC do ICMS-
ICMS-ST)……………………………………………..…0,00
(x) Alíquota Interna (18%)………………………………………………………….0,00
( - ) ICMS da operação própria ……………………………………………..……0,00
= ICMS-
ICMS-ST………………………………………………………………………………...0,00

Modelo NF
CFOP Descrição

5.401 / 6.401 Venda de Produção – Contribuinte Substituto

5.402 / 6.402 Venda de Produção – Operação entre


Substitutos

5.403 / 6.403 Revenda – Contribuinte Substituto

5.405 / 6.404 Revenda – Contribuinte Substituído

Providências

Estoques

Deverá ser elaborada listagem do estoque existente no final


do dia 31/03/2008,
31/03/2008, contendo os seguintes dados:

Código do Produto
Descrição do Produto
Unidade do Produto
Quantidade do Produto
Custo unitário do Produto (considerando a entrada mais recente)
Valor Total
NCM do Produto
Estoques

Esta listagem servirá para se calcular o ICMS da operação


própria e das operações subsequentes que serão praticadas
pelo contribuinte.

Este ICMS deverá ser recolhido até o dia 31/05/2008 (data


prevista), e poderá ser parcelado, sem juros, em até 6
parcelas.

O cálculo utilizado é o mesmo já demonstrado.

Estoques

Atenção!

A listagem dos estoques deverá ser transmitida via internet à


Secretaria da Fazenda, por layout por ela definido.

Além disso, o valor deve estar em consonância com a


movimentação fiscal da empresa.

A empresa que possuir saldo credor em 31/03/2008 poderá


utilizá--lo para efetuar tal recolhimento.
utilizá

Emissão de Notas Fiscais

Verifique se seu software está apto a emitir as notas fiscais


como foram demonstradas.

Se sua empresa é usuária do ECF (Emissor de Cupom Fiscal),


verifique o procedimento para se alterar a situação tributária,
para evitar o cálculo do imposto sobre os produtos
abrangidos.

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