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Mecanismo de Formação do Cavaco

Mecânica de corte
Usinagem é um processo 3D
Por motivos de simplificação aproximamos para um processo 2D
espessura do
A formação cavaco é uma processo de cavaco deslizamento
cisalhamento localizado em uma região atritivo
muito estreita onde o metal é Vs
comprimido e então escoa plasticamente t
sobre a face de saída da ferramenta Vc
B
γ
φ−γ Ferramenta
Material
t zona
indeformado
φ secundária de
α
A deformação
Zona primária de deslizamento plástica
deformação plástica atritivo

Modelo de corte ortogonal Bidimensional

Mecanismo de Formação do Cavaco

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Mecanismo de Formação do Cavaco

Mecânica de corte
• O processo de formação de cavaco é caracterizado por diversos fatores:

• 1) Deformações extremamente altas (200-300%)


• 2) Taxas de deformação extremamente altas (104 - 106 s-1)
• 3) Atrito ou adesão da superfície do cavaco em contato com a face
de saída.
• 4) O contato por atrito existe também entre a superfície recém
criada e uma pequena porção da superfície de folga da ferramenta,
próximo à aresta de corte; responsável pelo desgaste de flanco (VB).

Mecanismo de Formação do Cavaco

Formação do Cavaco
A formação do cavaco afeta:

Ø Acabamento superficial;
Ø Forças de corte;
Ø Temperatura;
Ø Vida da ferramenta e ;
Ø Tolerâncias dimensionais.

Tipos de Cavaco:
Ø Continuo
Ø Aresta Postiça de Corte (APC)
Ø Descontinuo
Ø Serrilhado
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Mecanismo de Formação do Cavaco

Tipos de Cavaco

B) Descontinuo

A) Contínuo C) Aresta Postiça de


corte
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Mecanismo de Formação do Cavaco

A Contínuo:

Ø Zona de cisalhamento muito estreita, existe também uma zona


secundária de cisalhamento
Ø Excelente acabamento superficial
Ø Geralmente ocorre com metais dúcteis: ocorre a velocidades de corte
elevadas e ângulos de saída positivos (condições favoráveis);
Ø Porém podem se formar a baixas velocidades, ângulos de saída
negativos metais e caracterizado por zona de cisalhamento mais larga
que causa distorções, acabamento superficial ruim e tensões residuais
Ø Cavacos tendem a enrolar no cabo ou suporte da ferramenta. Deve-se
usar quebra-cavacos

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Mecanismo de Formação do Cavaco

A Contínuo:

Mecanismo de Formação do Cavaco

Solução para o problema do cavaco contínuo pode ser a utilização de quebra


cavacos

cavaco Quebra-cavaco
Zona de
cisalhamento Ferramenta

Peça

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Mecanismo de Formação do Cavaco

B. Aresta Postiça de Corte:forma-se quando existe afinidade química entre peça e


ferramenta. Torna-se instável, quebra e então forma-se novamente. Processo
repete-se continuamente

Ø Condições favoráveis para crescimento são: , baixas


velocidades, grandes profundidades de corte, ângulos de saída
negativo e altas temperaturas
Ø Degrada o acabamento superficial e muda a geometria da
ferramenta
Ø APC finos ajudam a melhora a vida da ferramenta ; p.e., MnS
durante a usinagem de aços
Ø Fluidos de corte previnem a formação

Mecanismo de Formação do Cavaco

B. Aresta Postiça de Corte

Depósito de
cavaco APC

Aresta Ferramenta
Postiça

Depósito de
APC

Peça

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Mecanismo de Formação do Cavaco

C. Descontinuo:
Ø Ocorre normalmente para materiais frágeis
Ø Inclusões/ impurezas favorecem sua formação
Ø Ocorrem tanto a velocidades baixa quanto altas
Ø Grandes profundidades de corte
Ø Ausência de fluido de corte;(em alguns casos como FoFo não
se sua)
Ø Por causa da natureza descontinua dos cavacos, forças de corte
variam levando a vibrações e trepidações na máquina
ferramenta resultando em acabamento superficial ruim e perda
das tolerâncias
Ø Podem ser observados para metais dúcteis para condições de
velocidade baixa e avanço grande

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Mecanismo de Formação do Cavaco

C. Descontinuo:

Escoamento ao
longo do plano Trinca
de cisalhamento
Deformação
lateral seguindo
a trinca

Peça trinca

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Mecanismo de Formação do Cavaco

C. Cavacos Serrilhados:

Ø Semicontinuos com zonas de altas e baixas deformações por


cisalhamento
Ø Ocorrem em metais onde a resistência decresce pronunciadamente
com a Temperatura. Exemplo: Titânio

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Mecanismo de Formação do Cavaco

Mecânica de corte
1. Razão de corte ou grau de recalque do cavaco
ho sen φ
Rc será sempre maior que 1. R = =
h cos(φ − γ )
c

ε = cot φ + tg (φ − γ )
2. Deformação por Cisalhamento

3. Taxa de deformação (103 a 106/segundo)

onde d = OC ~ 10-2 - 10-3 mm dε v s


=
dt d

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Modelo esquemático para a tensão de escoamento no
corte de metais (Black, 1979).
τ = τfc + τ L onde fc é a frente de cisalhamento e L é
lamela. Vc
2 d = espessura da frente de cisalhamento (~200 a
400 Å)
Fs cavaco
dL = espessura da lamela (~2 a 4 µm) x

FRENTES DE φ γ Ferramenta
CISALHAMENTO
Tensão de Vs
Escoamento
τ peça Vp

LAMELA LAMELA LAMELA


(b) Modelo Ortogonal de corte
TÉRMICO

γ Vs
ATÉRMICO Vc
ATÉRMICO ATÉRMICO φ
Vp

(c) Modelo de
velocidade

dL dL dL
2d 2d 2d
POSIÇÃO x 15

Aresta Postiça de Corte: Efeito no acabamento

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Encruamento do Cavaco

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