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Direito Administrativo – Questões Comentadas

DIREITO ADMINISTRATIVO
130 Questões Comentadas

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

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Conceitos iniciais de Direito Administrativo - Histórico, Funções de Estado e Fontes


(FGV/SEGEP-MA/2013)
01) A doutrina administrativista aponta a existência de uma diferença entre a função de governo e a função
administrativa. Diante dessa diferenciação, analise as afirmativas a seguir.
I. As funções de governo estão mais próximas ao objeto do direito constitucional, enquanto a função
administrativa é objeto do direito administrativo.
II. A função de governo tem como um de seus objetivos estabelecer diretrizes políticas, enquanto a função
administrativa se volta para a tarefa de executar essas diretrizes.
III. A expressão administração pública, quando tomada em sentido amplo, engloba as funções
administrativas e as funções de governo.
Assinale:
A) se todas as afirmativas estiverem corretas.
B) se somente as afirmativas II e III estiverem corretos.
C) se somente as afirmativas I e II estiverem corretos.
D) se somente a afirmativa II estiver correta.
E) se somente a afirmativa III estiver correta.
Comentário:

Governo
- Governo está relacionado, conforme MEIRELLES¹, à política de comando, de iniciativa, de fixação de
objetivos do Estado e de manutenção da ordem jurídica vigente.
- Enquanto a Administração Pública tem o papel de executar as políticas do governo, o governo tem o
poder de comandar, coordenar, dirigir a maquina pública fixando diretrizes, objetivos e metas;
- Função de Governo: Mais estudada no Direito Constitucional;
- Função de Administrativa: Mais estudada no Direito Administrativo
Fonte¹: MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo brasileiro. 39. Ed. São Paulo: Malheiros, 2013. P. 66.

Administração Pública
- Existem dois conceitos em relação à Administração Pública:
* Administração Pública em Sentido Estrito: Trata-se apenas dos órgãos e entidades que praticam
funções administrativas, sem ter atos de governo.
* Administração Pública em Sentido Amplo: Abarca os atos de governo que são exercidos pelos órgãos
com função política, assim como os órgãos que exercem função administrativa, ou seja, que
executam os planos de governo;
- A Administração Pública em Sentido Estrito, pode ser conceituada a partir de duas espécies:
* Administração Pública em Sentido Formal, Orgânico ou Subjetivo: Conjunto de agentes, órgãos e
pessoas jurídicas que executam as atividades administrativas do Estado; (Algumas BANCAS consideram
que as atividades da Administração públicas são executadas apenas pela Administração Direta e Indireta);
* Administração Pública em Sentido Material, Objetivo ou Funcional: Consiste nas atividades exercidas
pelas pessoas jurídicas, órgãos e agentes que possuem função administrativa do Estado; Tal sentido está
relacionado à Administração Externa ou Extroversa, que é aquela que se vincula à interação com a
sociedade (administrados);
- São consideradas atividades da Administração Pública:
* Polícia Administrativa: Atividades de limitações ou condicionamentos aos direitos do particular com a
finalidade no interesse coletivo;
* Serviço Público: Atividades Administrativas executadas pelas entidades públicas ou por agentes
delegados, sob o regime predominantemente público;
* Fomento: procura incentivar as iniciativas privadas, de forma que estas se condicionem à utilidade
pública por meio das atividades administrativas;
* Intervenção: É a fiscalização e regulamentação da atividade das entidades de natureza privada e
também a atuação direta do estado na ordem econômica, assim como nas propriedades privadas,
através de desapropriação, servidão e tombamento.
OBS: Ainda existe a Administração Pública em Sentido Operacional, que é o desempenho perene e
sistemático, legal e técnico, dos serviços próprios do Estado ou por ele assumidos em benefício da
coletividade;

Gabarito: Letra A.
(VUNESP/PC-SP/2014)

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02) O conceito de Direito Administrativo é peculiar e sintetiza-se no conjunto harmônico de princípios


jurídicos que regem os órgãos, os agentes e as atividades públicas tendentes a realizar concreta, direta e
imediatamente os fins desejados pelo Estado. A par disso, é fonte primária do Direito Administrativo
A) a jurisprudência.
B) os costumes.
C) os princípios gerais de direito.
D) a lei, em sentido amplo.
E) a doutrina.
Comentário:

Fontes do Direito Administrativo


- Indicam as diretrizes das normas e princípios do Direito Administrativo.
- A doutrina considera como fontes do Direito Administrativo:
* Lei em Sentido Amplo; (Fonte Primária)
* Doutrina; (fonte secundária, indireta ou subsidiária;)
* Jurisprudência; (fonte secundária, indireta ou subsidiária;)
* Costumes. (fonte secundária, indireta ou subsidiária;)

Gabarito: Letra D.
(VUNESP/SPTrans/2012)
03) Considerando os preceitos disciplinares, assinale a alternativa correta sobre o Direito Administrativo.
A) É ramo do direito privado.
B) É ramo do direito público.
C) Não é ramo do direito, pois trata-se de conjunto disforme de meras regras.
D) A Constituição de 1988 exclui do seu bojo o direito administrativo, pois concedeu franca liberdade ao
administrador público.
E) É estudado como área subordinada ao direito civil, pois trata exclusivamente do direito contratual ainda que
público, inclusive em razão do que dispõe o novo Código Civil.
Comentário:

Direito Administrativo - Conceito


- É um ramo do direito público que está relacionado à função administrativa do Estado com a finalidade
de atingir o interesse da coletividade;
- O Direito Administrativo não possui um código específico, como o Código Civil, Penal, Tributário. As
normas são espalhadas, sendo encontradas em Leis, Decretos, CF/88 dentre outras normas. Ex: Lei
8.666/93; CF/88; Lei 8.112/90; Lei 9.784/99;

Gabarito: Letra B.
(FCC/SEFAZ-SC/2018)
04) As relações e negócios jurídicos celebrados pela Administração pública são regidos pelo direito
A) público, ainda que se tratem de instrumentos ou institutos oriundos do direito privado, em razão da
predominância do critério subjetivo para definição do regime jurídico aplicável.
B) privado, quando se tratar de atividade de intervenção no domínio econômico ou delegação de serviços públicos
à iniciativa privada, a fim de não caracterizar tratamento diferenciado ou concorrência desleal.
C) público, tanto quanto pelo direito privado, pelo critério de prevalência de interesses, independentemente do
objeto, incidindo o princípio da supremacia do interesse público.
D) privado, quando uma das partes for empresa estatal, e pelo direito público, quando se tratar de autarquias e
fundações públicas.
E) público no que se refere ao exercício de suas funções típicas e prestação de serviços públicos, direta ou
indiretamente, o que não se aplica à atividade-fim para sociedades de economia mista exploradoras de atividade
econômica, que atuam em regular competição no mercado.
Comentário:

Letra A: Errada.

É o tipo de atividade que define o regime de atividade da administração pública, podendo ser contratos de direito
público e privado a depender da atividade.

Letra B: Errada.

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A atividade de intervenção no domínio econômico decorre do direito público a partir do poder de império do
Estado.

Letra C: Errada.

O objeto do contrato é fator determinante.

Letra D: Errada.

O fator determinante não é o sujeito, e sim o objeto do contrato.

Letra E: Correta.

- Apesar de ser do ramo do direito público o direito administrativo não deixa 100% de atuar nas matérias de
direito privado. Um exemplo é a atuação das empresas públicas e sociedades de economia mista na
exploração de atividade econômica, pois estas atuam com regras de direito privado e público;

Em relação aos contratos, estes, em regra, são regidos pelo direito público, porém, ao tratarmos de Sociedades
de Economia Mista e Empresas Públicas, quando exploradoras de atividade econômica, os contratos
obedecem ao direito privado.

Gabarito: Letra E.
(FCC/MPE-PE/2014)
05) Em sua formação, o Direito Administrativo brasileiro recebeu a influência da experiência doutrinária,
legislativa e jurisprudencial de vários países, destacando-se especialmente a França, considerada como
berço da disciplina. No rol de contribuições do Direito Administrativo francês à prática atual do Direito
Administrativo no Brasil, NÃO é correto incluir
A) a adoção de teorias publicísticas em matéria de responsabilidade extracontratual das entidades estatais.
B) a adoção do interesse público como eixo da atividade administrativa.
C) a ideia de exorbitância em relação ao direito comum, aplicável aos particulares.
D) a teoria do desvio de poder.
E) o sistema de contencioso administrativo.
Comentário:

Sistema Francês ou Contencioso Administrativo


- O BR NÃO ADOTA;
- Nesse sistema o poder judiciário não pode intervir nas funções administrativas do estado, estando
essas funções apenas à jurisdição administrativa do Estado.
- Os atos da Administração são anulados ou julgados dentro da própria, sem ser possível o Poder
Judiciário julgar.
- Com isso, é chamado também de Dualidade de Jurisdição em que existe a Jurisdição Administrativa,
que julga apenas matérias administrativas, e Jurisdição Comum, que abrange o Poder Judiciário para
julgar as demais matérias.
Sistema Inglês ou Judiciário ou de Jurisdição Una
- BR ADOTA;
- Nesse sistema, o Poder Judiciário tem a competência de apreciar e decidir, em julgamento, quanto a
legalidade, todas as matérias do direito, sendo o único a fazer realmente a matéria transitar em julgado.
Com isso, apesar de transitar em julgado, no âmbito administrativo, acionando o judiciário, é possível
que este aprecie e julgue novamente a matéria.
- É expressamente previsto na CF/88.
- CF/88, Art. 5º. XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a dire–to;
(Princípio da Inafastabilidade de Jurisdição)

Gabarito: Letra E.
(FCC/TCE-CE/2008)
06) No Brasil, o Direito Administrativo é ramo do Direito que tem como característica, no que diz respeito a
suas fontes,
A) a codificação em nível federal, em respeito ao princípio da estrita legalidade.
B) o papel da jurisprudência como criadora de normas aplicáveis à Administração e integradora de lacunas legais.

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C) a pluralidade de leis em níveis federal, estadual e municipal e o papel precípuo da doutrina na unificação da
respectiva interpretação.
D) o papel integrativo da analogia, dos costumes e dos princípios gerais do direito, mesmo em caráter praeter
legem ou contra legem.
E) a prevalência de normas de caráter administrativo, como decretos, portarias e resoluções, ainda que em face
da aplicação da lei formal.
Comentário:

Letra A/C: Errada/Correta.

Direito Administrativo - Conceito


- É um ramo do–direito público que está relacionado à função administrativa do Estado com a finalidade
de atingir o interesse da coletividade;
- Di Pietro estabelece que direito administrativo é o ramo do direito público que tem por objeto os órgãos,
agentes e pessoas jurídicas administrativas (Sentido Formal ou Subjetivo) que integram a
Administração Pública, a atividade jurídica não contenciosa que exerce e os bens de que se utiliza para
a consecução de seus fins (Sentido Material), de natureza pública;
- Apesar de ser do ramo do direito público o direito administrativo não deixa 100% de atuar nas matérias
de direito privado. Um exemplo é a atuação das empresas públicas e sociedades de economia mista
na exploração de atividade econômica, pois estas atuam com regras de direito privado e público;
- O Direito Administrativo não possui um código específico, como o Código Civil, Penal, Tributário. As
normas são espalhadas, sendo encontradas em Leis, Decretos, CF/88 dentre outras normas. Ex: Lei
8.666/93; CF/88; Lei 8.112/90; Lei 9.784/99;

Letra D: Errada.

Os costumas não são utilizados contra a lei.

Letra B/E: Erradas.

A lei em sentido estrito prevalece sobre decretos, portarias e resoluções.

Lei em Sentido Amplo


- É considerada a fonte mais importante; Trata-se de uma fonte primária, direta ou imediata.
Lei em Sentido Amplo Lei em sentido estrito
- Abrange a CF/88, lei ordinária, complementar, Está relacionada aos atos legislativos que inovam
tratados e acordos internacionais, medidas o ordenamento jurídico.
provisórias, decretos legislativos e executivos,
regimentos internos, portarias dentre outros atos Ex: Leis Delegadas, Complementares, Ordinárias,
normativos infra legais; Emendas Constitucionais.
- Parte da doutrina considera a Lei em sentido amplo como fonte primária, porém, outra parte (Lopes
Meireles) estabelece que as únicas fontes primárias seriam a CF/88 e a Lei em sentido estrito, pois
possuem o poder de inovar no ordenamento jurídico. Assim, os demais seriam fontes secundárias;

Gabarito: Letra C.
(FCC/TCE-CE/2008)
07) No Brasil, o Direito Administrativo é ramo do Direito que tem como característica, no que diz respeito a
suas fontes,
A) a codificação em nível federal, em respeito ao princípio da estrita legalidade.
B) o papel da jurisprudência como criadora de normas aplicáveis à Administração e integradora de lacunas legais.
C) a pluralidade de leis em níveis federal, estadual e municipal e o papel precípuo da doutrina na unificação da
respectiva interpretação.
D) o papel integrativo da analogia, dos costumes e dos princípios gerais do direito, mesmo em caráter praeter
legem ou contra legem.
E) a prevalência de normas de caráter administrativo, como decretos, portarias e resoluções, ainda que em face
da aplicação da lei formal.
Comentário:

Letra A/C: Errada/Correta.

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Direito Administrativo - Conceito


- É um ramo do direito público que está relacionado à função administrativa do Estado com a finalidade
de atingir o interesse da coletividade;
- Di Pietro estabelece que direito administrativo é o ramo do direito público que tem por objeto os órgãos,
agentes e pessoas jurídicas administrativas (Sentido Formal ou Subjetivo) que integram a
Administração Pública, a atividade jurídica não contenciosa que exerce e os bens de que se utiliza para
a consecução de seus fins (Sentido Material), de natureza pública;
- Apesar de ser do ramo do direito público o direito administrativo não deixa 100% de atuar nas matérias
de direito privado. Um exemplo é a atuação das empresas públicas e sociedades de economia mista
na exploração de atividade econômica, pois estas atuam com regras de direito privado e público;
- O Direito Administrativo não possui um código específico, como o Código Civil, Penal, Tributário. As
normas são espalhadas, sendo encontradas em Leis, Decretos, CF/88 dentre outras normas. Ex: Lei
8.666/93; CF/88; Lei 8.112/90; Lei 9.784/99;

Letra B: Errada.

Jurisprudência - Atividade Interpretativa


- É considerada uma fonte secundária, indireta ou subsidiária;
- É o entendimento criado a partir de diversas decisões tomadas pelo poder judiciário com um mesmo
entendimento.
- A Jurisprudência tende a nacionalizar-se, pois as suas teses são criadas em relação aos casos
concretos.
- Em regra, a Jurisprudência não tem o poder de vincular a Administração Pública, ressalvados os casos:
* De decisões do STF no controle abstrato de normas, que produzem eficácia contra todos e efeito
vinculante aos órgãos do Judiciário e à Administração Pública de todos os entes políticos;
* Súmulas Vinculantes.

Costumes e Praxe Administrativa


- São fontes secundárias, indiretas ou subsidiárias;
- Trata-se da prática reiterada de atos ao longo do tempo, passando a se tornar algo normal e de convicção
obrigatória.
- São aplicáveis excepcionalmente, servindo para suprir lacunas da legislação nos casos concretos;
OBS: Os Costumes não se confundem com a praxe administrativa, esta não possui uma convicção de
obrigatoriedade.
OBS: Os costumes e a praxe administrativa são considerados fontes inorganizadas do direito
administrativo, influenciando indiretamente na produção do direito positivo.

Letra D: Errada.

Os costumas não são utilizados contra a lei (contra legem).

Letra E: Errada.

A lei em sentido estrito prevalece sobre decretos, portarias e resoluções.

Lei em Sentido Amplo


- É considerada a fonte mais importante; Trata-se de uma fonte primária, direta ou imediata.
Lei em Sentido Amplo Lei em sentido estrito
- Abrange a CF/88, lei ordinária, complementar, Está relacionada aos atos legislativos que inovam
tratados e acordos internacionais, medidas o ordenamento jurídico.
provisórias, decretos legislativos e executivos,
regimentos internos, portarias dentre outros atos Ex: Leis Delegadas, Complementares, Ordinárias,
normativos infra legais; Emendas Constitucionais.
- Parte da doutrina considera a Lei em sentido amplo como fonte primária, porém, outra parte (Lopes
Meireles) estabelece que as únicas fontes primárias seriam a CF/88 e a Lei em sentido estrito, pois
possuem o poder de inovar no ordenamento jurídico. Assim, os demais seriam fontes secundárias;

Gabarito: Letra C.

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(CESPE/MPE-PI/2018)
08) Julgue o item subsequente, relativo a controle da administração pública, regime jurídico
administrativo, processo administrativo federal e improbidade administrativa.
Conforme o regime jurídico administrativo, apesar de assegurada a supremacia do interesse público sobre o
privado, à administração pública é vedado ter privilégios não concedidos a particulares.
Comentário:

É permitido a Administração possuir privilégios não concedidos a particulares.

Princípio da Supremacia do Interesse Público sobre o Particular


- É considerado um princípio implícito, sendo um princípio base do regime jurídico administrativo;
- O princípio da supremacia estabelece que ocorrendo um conflito entre o interesse público e o particular, o
primeiro leva vantagem, pois está voltado para o interesse da coletividade;
- Di Pietro entende que o princípio da supremacia está presente tanto na elaboração da lei, quanto na
execução em concreto.
- O princípio da supremacia não pode ser utilizado com finalidade direcionada ao interesse privado;
- São exemplos de aplicação do princípio da supremacia:
* Presunção de Veracidade, legitimidade e imperatividade;
* Cláusulas exorbitantes dos contratos administrativos;
* No uso do poder de polícia administrativa, impondo restrições à atividade privada com finalidade do
interesse coletivo;
* Intervenção do Estado na propriedade privada;
- O princípio da supremacia do interesse público sobre o particular não é aplicado quando o Estado
possui uma relação de horizontalidade com o particular,como nos casos de exploração de atividade
econômica, contratos de locação. Porém em certos casos a Administração Púbica continua possuindo
alguns aspectos do direito público.

Gabarito: Errado.
(CESPE/PC-GO/2016)
09) A respeito de Estado, governo e administração pública, assinale a opção correta.
A) Governo é o órgão central máximo que formula a política em determinado momento.
B) A organização da administração pública como um todo é de competência dos dirigentes de cada órgão, os
quais são escolhidos pelo chefe do Poder Executivo.
C) Poder hierárquico consiste na faculdade de punir as infrações funcionais dos servidores.
D) Território e povo são elementos suficientes para a constituição de um Estado.
E) República é a forma de governo em que o povo governa no interesse do povo.
Comentário:

Letra A: Errada.

O Estado é que é considerado o Órgão Central Máximo.

Estado
- Sua organização se dar por matéria constitucional;
- O Estado, conforme HELY LOPES MEIRELES, do ponto de vista sociológico, é corporação territorial
dotada de um poder de mando originário; sob o aspecto político, é comunidade de homens, fixada
sobre um território, com potestade superior de ação, de mando e de coerção; sob o prisma
constitucional, é pessoa jurídica territorial soberana; na conceituação do nosso Código Civil, é pessoa
jurídica de Direito Público Interno (art. 14, I);
- De acordo com o CC/02 o Estado é uma pessoa jurídica de direito público interno capaz de possuir
direitos e obrigações, podendo manter relações internas (Administrados e agentes públicos de forma
ampla) ou externas (Outros países);
- O Estado cria as regras e se sujeita às mesmas.
- O Estado é formado por três elementos:
* Povo;
* Território;
* Governo Soberano.
- O Estado é dividido em três poderes:
* Legislativo;

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* Executivo;
* Judiciário.

Letra B: Errada.

Os dirigentes de cada órgão, quais sejam, União, Estados e Municípios são Eleitos através do voto direto e
secreto.

Letra C: Errada.

Poder disciplinar que aplica sanção.

Letra D: Errada.

O Estado é formado por três elementos:


* Povo;
* Território;
* Governo Soberano.

Letra E: Correta.

Forma de Governo
- É a relação que se tem entre os governantes e governados. Pode ser:
* Republicana: Os mandatos dos políticos possuem tempo determinado e a investidura no cargo se dá
mediante eleições; (BR ADOTA)
* Monárquica: Não é temporário como a república, passando o poder de pai para filo, ou seja, existe uma
hereditariedade e vitaliciedade do poder;

Gabarito: Errado.
(CESPE/TJ-SE/2014)
10) Consoante o critério da distinção entre atividade jurídica e social do Estado, o direito administrativo é
o conjunto dos princípios que regulam a atividade jurídica não contenciosa do Estado e a constituição dos
órgãos e meios de sua ação em geral.
Comentário:

- Di Pietro estabelece que direito administrativo é o ramo do direito público que tem por objeto os órgãos,
agentes e pessoas jurídicas administrativas (Sentido Formal ou Subjetivo) que integram a Administração
Pública, a atividade jurídica não contenciosa que exerce e os bens de que se utiliza para a consecução de
seus fins (Sentido Material), de natureza pública;

Gabarito: Correto.

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Princípios do Direito Administrativo


(FCC/CREMESP/2016)
11) A Administração Pública é informada por diversos princípios, que são proposições fundamentais, que
condicionam todas as estruturações subsequentes. Nesse sentido, os prazos fixados para a
Administração possa rever seus próprios atos, bem como a vedação à aplicação retroativa de nova
interpretação da norma administrativa, são expressões da aplicação do princípio da
A) Proporcionalidade.
B) Moralidade.
C) Tutela.
D) Autotutela.
E) Segurança jurídica.
Comentário:

Princípio da Segurança Jurídica


- Tem por finalidade manter a estabilidade das relações jurídicas materializadas.
- Para o princípio da Segurança Jurídica, a manutenção da ilegalidade de um ato é melhor do que a
sua anulação após desse ato ter gerado seus efeitos durante vários anos, pois o efeito da sua anulação
seria pior do que a sua ilegalidade.
- Estabelece a proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, sendo um dos
fundamentos da prescrição e decadência;
- É a base para a edição de súmulas vinculantes;
- CF/88, Art. 103-A, § 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas
determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a
administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos
sobre questão idêntica.
- Possui previsão expressa na lei 9.784/99;
- Lei 9.784/99, Art. 2º, XIII - interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o
atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação.

Princípio da Proteção à Confiança


- Enquanto o princípio da segurança jurídica possui aspectos objetivos, através da defesa da
estabilidade jurídica, o princípio da Proteção à Confiança trata de aspectos subjetivos, tratando da boa-
fé que o administrado possui perante a Administração em relação aos seus atos praticados conforme a
lei.

Gabarito: Letra E.
(IBADE/Prefeitura de Jaru - RO/2019)
12) O nepotismo na nomeação de funcionários em órgãos públicos é prática ilícita, tema já pacificado na
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Pode-se dizer que a proibição de tal prática decorre
diretamente dos princípios contidos no Art. 37, caput, da CF/1988, particularmente dos princípios do(a):
A) lesividade, impessoalidade e moralidade.
B) igualdade, contraditório e economicidade.
C) impessoalidade, eficiência e moralidade.
D) legalidade, non bis in idem e eficiência.
E) igualdade, publicidade e legalidade.
Comentário:

Conforme o STF, o nepotismo é combatido pelos princípios contidos na própria CF/88, dentre eles temos os
princípios da impessoalidade, da eficiência, moralidade e da igualdade (este, somente omitido pelo art. 37 da
Constituição porque já proclamado na cabeça do art. 5º e no inciso III do art. 19 da nossa Lei Fundamental)

Gabarito: Letra C.
(Quadrix/CRESS-GO/2019)
13) O princípio da moralidade determina ao administrador público agir de acordo com os preceitos éticos.
Apesar do conteúdo da moralidade ser diverso do da legalidade, é possível que a imoralidade consista na
violação direta da lei.
Comentário:

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Princípio da Moralidade
- Expresso na CF/88;
- O agente público deve seguir uma conduta ética, devendo respeitar não só a legalidade, mas também
a moralidade administrativa;
- CF/88, Art. 37, § 4º - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos
políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na
forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
- CF/88,Art. 14, § 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua
cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato
considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a
influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração
direta ou indireta.
- CF/88, Art. 5º, LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato
lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao
meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas
judiciais e do ônus da sucumbência;
- Mesmo que o ato praticado pelo agente esteja em conformidade com a lei, caso ofenda a moral, os
princípios de justiça e de equidade, a ideia de honestidade, estará ocorrendo ofensa não só ao princípio
da moralidade administrativa, como também ao da impessoalidade, igualdade e eficiência, devendo
este ato ser anulado.
- O STF entende que é vedado o nepotismo na administração pública, vindo o fundamento diretamente
da CF, sem necessidade de lei específica.
- Nos cargos de natureza política, não existirá o nepotismo, quando o nomeado realmente possuir
capacidade técnica para o cargo. Caso contrário, ou seja, a pessoa nomeada para o cargo de natureza
política não possua capacidade técnica, demonstrando assim a troca de favores, não será possível a
nomeação.
- A doutrina entende que a imoralidade surge do conteúdo (objeto) do ato. Com isso, um ato pode ser
considerado imoral, mesmo sem o agente ter a intenção de cometer a imoralidade.

Gabarito: Correto.
(VUNESP/Prefeitura de Guarulhos - SP/2019)
14) A Constituição Federal, ao tratar “Da Administração Pública”, estabelece no § 1° do art. 37, a proibição
de promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos por meio de símbolos ou imagens na
publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas de órgãos públicos. Nos termos da
doutrina majoritária, essa é uma consequência direta do princípio constitucional da
A) supremacia do interesse público.
B) publicidade.
C) eficiência.
D) impessoalidade.
E) presunção de legitimidade.
Comentário:

CF/88, Art. 37, § 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá
ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou
imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.

STF/RE 191.668/RS
O caput e o § 1º do art. 37 da Constituição Federal impedem que haja qualquer tipo de identificação
entre a publicidade e os titulares dos cargos alcançando os partidos políticos a que pertençam. O rigor
do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter
educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou
imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção pessoal ou de servidores públicos. A
possibilidade de vinculação do conteúdo da divulgação com o partido político a que pertença o titular do
cargo público mancha o princípio da impessoalidade e desnatura o caráter educativo, informativo ou
de orientação que constam do comando posto pelo constituinte dos oitenta.

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Gabarito: Letra D.
(FGV/Prefeitura de Salvador - BA/2019)
15) O Município de Salvador elaborou plano estratégico para melhorar as atividades de fiscalização pelos
agentes de trânsito e transporte e as condições de segurança, higiene e conforto dos veículos do sistema
de transporte público.
Neste contexto, a busca de melhores resultados práticos, menos desperdícios e maior produtividade
decorre do seguinte princípio da Administração Pública:
A) Moralidade.
B) Impessoalidade.
C) Isonomia.
D) Segurança Jurídica.
E) Eficiência.
Comentário:

Princípio da Eficiência - Conceitos


J. Wilson Granjeiro
Eficiência consiste em realizar as atribuições de uma função pública com competência, presteza,
perfeição e rendimento funcional, buscando, com isso, superar as expectativas do cidadão-cliente.
Hely Lopes Meirelles
O princípio da eficiência é aquele que se impõe a todo o agente público de realizar suas atribuições com
presteza, perfeição e rendimento profissional. É o mais moderno princípio da função administrativa,
que já não se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade, exigindo resultados positivos
para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e de seus membros,
e acrescenta que “o dever da eficiência corresponde ao dever da boa administração”.
Maria Sylvia Zanella Di Pietro
O princípio da eficiência apresenta-se sob dois aspectos, podendo tanto ser considerado em relação à
forma de atuação do agente público, do qual se espera o melhor desempenho possível de suas
atuações e atribuições, para lograr os melhores resultados, como também em relação ao modo racional
de se organizar, estruturar, disciplinar a administração pública, e também com o intuito de alcance de
resultados na prestação do serviço público.
Fonte: MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2002.
Fonte: Granjeiro, J. Wilson, Direito Administrativo Moderno, 2005, pág. 57.
Fonte: PIETRO, Maria Sylvia Zanella Di. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas, 2002.

Gabarito: Letra E.
(Quadrix/CRESS-GO/2019)
16) O princípio do controle ou da tutela administrativa define a função de natureza fiscalizatória exercida
pela administração direta sobre a indireta, controle esse que se desdobra em político, institucional,
administrativo e financeiro.
Comentário:

Princípio do Controle ou da Tutela


- Estabelece que a Administração Direta (entidades políticas) deve manter o controle (controle finalístico)
das entidades da administração indireta para que estas continuem exercendo suas finalidades
estabelecidas quando criadas.
-Apesar de não existir hierarquia entre a Administração Direta e a indireta, existe a possibilidade de
controle da entidade política para garantir o princípio da especialidade que estabelece a criação da
entidade administrativa para atuar em determinada finalidade específica.

Gabarito: Correto.
(IDECAN/IF-AM/2019)
17) O princípio da supremacia do interesse público e o princípio da legalidade estão implicitamente
previstos na Constituição Federal.
Comentário:

O princípio da legalidade encontra-se expressamente na CF/88.

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

Princípios Expressos na CF/88


- CF/88, Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade,
moralidade, publicidade e eficiência.
Princípios Expressos na Lei 8.666/93
- LLC/93, Art. 3º A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia,
a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento
nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da
legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade
administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são
correlatos.
Princípios Expressos na Lei 9.784/99
- Lei 9.784/99, Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade,
finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório,
segurança jurídica, interesse público e eficiência.
OBS: Não existe hierarquia entre os princípios, no caso de conflito entre eles, ocorrerá a ponderação
para que continue existindo a harmonia do ordenamento jurídico.

Gabarito: Correto.
(Quadrix/CREF - 13ª Região (BA-SE)/2018)
18) A autotutela permite que a Administração Pública controle seus próprios atos quanto à legalidade e ao
mérito, devendo anular os atos eivados de vícios de legalidade e revogar os que se tornarem
inconvenientes e inoportunos em face do interesse público.
Comentário:

Princípio da Autotutela
- Estabelece que a Administração pública possa corrigir seus próprios atos, podendo anulá-los quando
ilegais ou revogá-los por serem inconvenientes ou inoportunos (Mérito).
- Esse princípio estabelece que a administração possua poder de zelar pelos bens que integram seu
próprio patrimônio;
- O princípio da autotutela estabelece que a Administração Pública possa de ofício, anular seus próprios
atos, independente de provocação. Porém, o controle da Administração não afasta o controle do
Poder Judiciário em relação à legalidade.
OBS: O Poder Judiciário, mediante provocação, poderá anular um ato ilegal de outro poder, porém não
poderá revogar um ato válido, ou seja, o judiciário não pode analisar o mérito administrativo de outro
poder, mas apenas a legalidade e legitimidade.
STF/Súmula 346
A Administração Pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos.
STF/Súmula 473
A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque
deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados
os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.
- Lei 9.784/99, Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de
legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos
adquiridos.

Gabarito: Correto.
(CESPE/TCE-PR/2016)
19) O princípio da proteção à confiança da administração pública corresponde ao aspecto subjetivo do
princípio da segurança jurídica.
Comentário:

Princípio da Proteção à Confiança


- Enquanto o princípio da segurança jurídica possui aspectos objetivos, através da defesa da
estabilidade jurídica, o princípio da Proteção à Confiança trata de aspectos subjetivos, tratando da boa-
fé que o administrado possui perante a Administração em relação aos seus atos praticados conforme a
lei.

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

Princípio da Proteção à Confiança - Maria Sylvia Zanella Di Pietro


Leva em conta a boa-fé do cidadão, que acredita e espera que os atos praticados pelo Poder Público sejam
lícitos e, nessa qualidade, serão mantidos e respeitados pela própria Administração e por terceiros.
Fonte: DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella – Direito administrativo – 25ª edição – São Paulo: Atlas, 2012, pág. 87.

Gabarito: Correto.
(FCC/SEGEP-MA/2018)
20) Os princípios que balizam a atuação da Administração pública
A) decorrem do regime publicístico e não estão explícitos em normas específicas, salvo a moralidade, que possui
assento constitucional.
B) estão todos subordinados ao princípio da legalidade, erigido pela Constituição Federal como cláusula pétrea.
C) estão, em sua maioria, explícitos na Constituição Federal e comportam harmonização e ponderação, sem
prevalência apriorística de um sobre o outro.
D) comportam gradação para fins de aplicação em situações concretas, sendo os da moralidade e eficiência
considerados prevalentes.
E) dependem, para sua aplicação, de positivação em legislações específicas, em decorrência justamente da
legalidade, considerado um princípio implícito decorrente do regime democrático.
Comentário:

Letra A: Errada.

Estão previstos também de forma expressa em normas específicas.

Princípios Expressos na CF/88


- CF/88, Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade,
moralidade, publicidade e eficiência.
Princípios Expressos na Lei 8.666/93
- LLC/93, Art. 3º A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia,
a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento
nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da
legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade
administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são
correlatos.
Princípios Expressos na Lei 9.784/99
- Lei 9.784/99, Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade,
finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório,
segurança jurídica, interesse público e eficiência.
OBS: Não existe hierarquia entre os princípios, no caso de conflito entre eles, ocorrerá a ponderação
para que continue existindo a harmonia do ordenamento jurídico.

Letra B/C/D: Errada/Correta/Errada.

Ponderação dos Princípios


Os Princípios não se excluem do Ordenamento Jurídico quando ocorre conflito: Dotados que são de
determinado valor ou razão, o conflito entre eles admite a adoção do critério da Ponderação de Valores,
o interprete deverá averiguar a qual deles, na hipótese sub examine, será atribuído o Grau de
Preponderância: não Há, porém, nulificação do Princípio postergado onde este em outra hipótese e
mediante nova ponderação de valores, poderá ser preponderantemente, afastando-se o outro Princípio em
conflito.
Fonte: SANTOS CARVALHO. José. Manual de Direito Administrativo, Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2008.p.16-17.

Letra E: Errada.

Não dependem de positivação.

Gabarito: Letra C.

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

Poderes Administrativos
(FGV/Prefeitura de Salvador - BA/2019)
21) João, agente de fiscalização do Município de Salvador, na área de meio ambiente e serviços públicos,
no exercício da função, fiscalizava o exercício de atividades e veiculação de publicidade por meio de
engenhos publicitários, para garantir o cumprimento das leis, regulamentos e normas pertinentes.
Ao verificar uma irregularidade cometida pelo particular fiscalizado por transgressão à legislação
específica, João providenciou as pertinentes lavraturas da notificação, auto de infração e intimação.
A conduta de João, na hipótese descrita, está calcada no poder administrativo
A) regulamentar, que autoriza a Administração Pública a fiscalizar e sancionar o particular que pratica qualquer ato
tipificado como infração administrativa.
B) disciplinar, que autoriza a Administração Pública a regulamentar e punir o particular que causa qualquer ato que
viole o interesse público.
C) de vinculação, que autoriza a Administração Pública a editar atos concretos e específicos para determinar a
forma como cada particular deve exercer suas atividades
D) de polícia, que autoriza a Administração Pública a restringir o uso e o gozo da liberdade e da propriedade em
favor do interesse público.
E) de hierarquia, que autoriza a Administração Pública a restringir as atividades privadas em favor do interesse
público, independentemente de prévia lei sobre o tema.
Comentário:

Poder de Polícia
- Poder utilizado pela Administração Pública que condiciona ou restringe o uso de bens e a prática de
atividades privadas, em prol dos interesses da coletividade.
- Prevalece o princípio da supremacia do interesse público, em que o interesse do particular é limitado
devido ao interesse público;
- Poder de Polícia em sentido estrito: Representa o exercício de função administrativa que, fundada em
lei, restringe e condiciona o exercício de direitos e atividades privadas.
- Poder de Polícia em sentido Amplo: Além de exercer a atividade administrativa, pode editar leis que
condicionem e limitem a liberdade e a propriedade, sendo chamadas de limitações administrativas;
- O poder de polícia está sujeito ao controle de legalidade do Poder Judiciário;
- Deve observar o divido processo legal e os princípios da razoabilidade e proporcionalidade;
Competência para Exercer o Poder de Polícia
- O Poder de Polícia será exercido pela pessoa federativa em que a CF/88 estabeleceu o poder de
regulamentar a matéria;
- É possível a firmação de convênios e consórcios entre os entes federativos para exercer de forma
cooperada o poder de polícia, como é o caso nas fiscalizações de trânsito;

Gabarito: Letra D.
(FGV/Prefeitura de Salvador - BA/2019)
22) Joaquim construiu irregularmente, sem obter qualquer licença para tal e ao arrepio dos ditames legais
sobre a matéria, um muro que se iniciou nos limites de sua propriedade e se estendeu para a calçada,
ocupando parte de área pública, com risco iminente de desabamento e dificultando o tráfego de pedestres.
O poder público municipal, com as formalidades legais, utilizando sua prerrogativa de direito público que,
calcada na lei, lhe autoriza a restringir o uso e o gozo da propriedade privada em favor do interesse da
coletividade, determinou a demolição da obra.
O poder administrativo que fundamentou a demolição e o atributo do ato administrativo que fez valer tal
decisão sem necessidade de prévia intervenção do Poder Judiciário, são denominados, respectivamente,
A) normativo e coercitibilidade.
B) disciplinar e autoaplicabilidade.
C) de polícia e autoexecutoriedade.
D) sancionatório e imperatividade
E) de hierarquia e impositividade.
Comentário:

Poder de Polícia
- Poder utilizado pela Administração Pública que condiciona ou restringe o uso de bens e a prática de
atividades privadas, em prol dos interesses da coletividade.

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

- Prevalece o princípio da supremacia do interesse público, em que o interesse do particular é limitado


devido ao interesse público;
- Poder de Polícia em sentido estrito: Representa o exercício de função administrativa que, fundada em
lei, restringe e condiciona o exercício de direitos e atividades privadas.
- Poder de Polícia em sentido Amplo: Além de exercer a atividade administrativa, pode editar leis que
condicionem e limitem a liberdade e a propriedade, sendo chamadas de limitações administrativas;
- O poder de polícia está sujeito ao controle de legalidade do Poder Judiciário;
- Deve observar o divido processo legal e os princípios da razoabilidade e proporcionalidade;
Competência para Exercer o Poder de Polícia
- O Poder de Polícia será exercido pela pessoa federativa em que a CF/88 estabeleceu o poder de
regulamentar a matéria;
- É possível a firmação de convênios e consórcios entre os entes federativos para exercer de forma
cooperada o poder de polícia, como é o caso nas fiscalizações de trânsito;

Atributos do Poder de Polícia


- O poder de polícia é exercido, em regra, com base nos critérios de
Discricionariedade conveniência e oportunidade, observados os limites da lei e princípios da
razoabilidade e proporcionalidade;
- É a execução direta e imediata dos atos administrativos, independente de
Autoexecutoriedade autorização judicial;
Coercibilidade - É a imposição coativa das medidas adotas pela Administração Pública;
Mnemônico: DAC

Gabarito: Letra C.
(FCC/SEMEF/2019)
23) O regular exercício de poder de polícia pela Administração pública
A) depende de ratificação pelo Poder Judiciário dos atos de intervenção e de interdição, considerando que
excedem o âmbito da limitação de direitos e da supremacia do interesse público.
B) implica instituição de obrigações aos administrados para melhor atendimento do interesse público, vedada a
imposição de proibições sem previsão expressa em lei, dado o princípio da livre iniciativa.
C) insere-se dentre as funções típicas executivas, com a possibilidade de, nessa matéria, edição de atos
administrativos e normativos de natureza originária.
D) sujeita-se a controle repressivo por parte do Legislativo e do Judiciário, incidente em caso concreto, sob pena
de não caracterização de dano ou prejuízo específico.
E) admite delegação à iniciativa privada de alguns aspectos, a exemplo das atividades meio, que não afetam
direitos diretamente.
Comentário:

Letra A: Errada.

Sendo a autoexecutoriedade um dos atributos do poder de polícia, é possível que a Administração tome decisões
sem a prévia anuência do Poder Judiciário.

Atributos do Poder de Polícia


- O poder de polícia é exercido, em regra, com base nos critérios de
Discricionariedade conveniência e oportunidade, observados os limites da lei e princípios da
razoabilidade e proporcionalidade;
- É a execução direta e imediata dos atos administrativos, independente de
Autoexecutoriedade autorização judicial;
Coercibilidade - É a imposição coativa das medidas adotas pela Administração Pública;
Mnemônico: DAC

Letra B: Errada.

O Poder de Polícia implica instituição de obrigações aos administrados para melhor atendimento do interesse
público, vedada a imposição de proibições sem previsão expressa em lei, dado o princípio da legalidade.

@quebrandoquestoes
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Direito Administrativo – Questões Comentadas

Letra C: Errada.

Insere-se dentre as funções típicas executivas, com a possibilidade de, nessa matéria, edição de atos
administrativos e normativos de natureza derivada ou secundária, pois o Poder de Polícia não pode editar atos
normativos que inovam o ordenamento jurídico.

Letra D: Errada.

Não existe essa necessidade, pois a Administração pode reconhecer e reparar o prejuízo conforme o princípio da
autotutela.

Letra E: Correta.

STJ/REsp 817.534/MG
1. Antes de adentrar o mérito da controvérsia, convém afastar a preliminar de conhecimento levantada pela
parte recorrida. Embora o fundamento da origem tenha sido a lei local, não há dúvidas que a tese sustentada
pelo recorrente em sede de especial (delegação de poder de polícia) é retirada, quando o assunto é trânsito,
dos dispositivos do Código de Trânsito Brasileiro arrolados pelo recorrente (arts. 21 e 24), na medida em que
estes artigos tratam da competência dos órgãos de trânsito. O enfrentamento da tese pela instância ordinária
também tem por conseqüência o cumprimento do requisito do prequestionamento.

2. No que tange ao mérito, convém assinalar que, em sentido amplo, poder de polícia pode ser
conceituado como o dever estatal de limitar-se o exercício da propriedade e da liberdade em favor do
interesse público. A controvérsia em debate é a possibilidade de exercício do poder de polícia por
particulares (no caso, aplicação de multas de trânsito por sociedade de economia mista).

3. As atividades que envolvem a consecução do poder de polícia podem ser sumariamente divididas em
quatro grupos, a saber: (i) legislação, (ii) consentimento, (iii) fiscalização e (iv) sanção.

4. No âmbito da limitação do exercício da propriedade e da liberdade no trânsito, esses grupos ficam


bem definidos: o CTB estabelece normas genéricas e abstratas para a obtenção da Carteira Nacional de
Habilitação (legislação); a emissão da carteira corporifica a vontade o Poder Público (consentimento); a
Administração instala equipamentos eletrônicos para verificar se há respeito à velocidade estabelecida
em lei (fiscalização); e também a Administração sanciona aquele que não guarda observância ao CTB
(sanção).

5. Somente os atos relativos ao consentimento e à fiscalização são delegáveis, pois aqueles referentes à
legislação e à sanção derivam do poder de coerção do Poder Público.

6. No que tange aos atos de sanção, o bom desenvolvimento por particulares estaria, inclusive,
comprometido pela busca do lucro - aplicação de multas para aumentar a arrecadação.

7. Recurso especial provido.

Delegação do Poder de Polícia


É possível a delegação do Poder de Polícia para pessoas jurídicas de direito público.
* STJ → Pode delegar o poder de polícia nas fases de consentimento e fiscalização para as pessoas
jurídicas de direito privado da administração pública;
* STF →Não pode em hipótese nenhuma delegar para entidades de direito privado;
OBS: O poder público pode através de contrato passar mera atribuição operacional para pessoas de
direito privado para executar atividades de fiscalização, não sendo transferida a titularidade.

Gabarito: Letra E.
(CESPE/FUB/2015)
24) Decorrente do poder hierárquico, a avocação, por um órgão, de competência não exclusiva atribuída a
outro órgão que lhe seja subordinado é excepcional e exige motivos relevantes e devidamente
justificados.
Comentário:

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16/77
Direito Administrativo – Questões Comentadas

Lei 9.784/99. Art. 15. Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados,
a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior.

Poder Hierárquico
- Tem como objetivo ordenar, coordenar, controlar e corrigir as atividades administrativas, no âmbito
interno da Administração Pública;
- A delegação e avocação fazem parte do Poder hierárquico;
- O ato de delegação não é exclusivo do poder hierárquico, é possível delegar uma competência
mesmo quando não há relação hierárquica;
- A avocação só é possível em caráter excepcional, por motivos relevantes, devidamente justificados e
por tempo determinado.
- O superior não pode avocar do seu subordinado competência exclusiva;
- Não ocorre avocação de pessoas de mesmo nível hierárquico.

Gabarito: Correto.
(CESPE/ANEEL/2010)
25) Somente em caráter temporário e por motivos relevantes devidamente justificados é permitida a
avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior.
Comentário:

Lei 9.784/99. Art. 15. Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados,
a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior.

Poder Hierárquico
- Tem como objetivo ordenar, coordenar, controlar e corrigir as atividades administrativas, no âmbito
interno da Administração Pública;
- A delegação e avocação fazem parte do Poder hierárquico;
- O ato de delegação não é exclusivo do poder hierárquico, é possível delegar uma competência
mesmo quando não há relação hierárquica;
- A avocação só é possível em caráter excepcional, por motivos relevantes, devidamente justificados e
por tempo determinado.
- O superior não pode avocar do seu subordinado competência exclusiva;
- Não ocorre avocação de pessoas de mesmo nível hierárquico.

Gabarito: Correto.
(CESPE/Prefeitura de Belo Horizonte - MG/2017)
26) É juridicamente possível que o Poder Executivo, no uso do poder regulamentar, crie obrigações
subsidiárias que viabilizem o cumprimento de uma obrigação legal.
Comentário:

A edição de obrigações derivadas ou secundárias é legítima, pois estas são instituídas por regulamento. O
que não é possível é a fixação de obrigações primárias (ou originárias), que são instituídas por lei.

José dos Santos Carvalho Filho


É legítima, porém,a fixação de obrigações subsidiárias (ou derivadas) - diversas das obrigações
primárias (ou originárias) contidas na lei - nas quais também se encontra imposição de certa conduta
dirigida ao administrado. Constitui, no entanto, requisito de validade de tais obrigações sua necessária
adequação às obrigações legais. Inobservado esse requisito, são inválidas as normas que as prevêem e,
em conseqüência, as próprias obrigações. Se, por exemplo, a lei concede algum benefício mediante
comprovação de determinado fato jurídico, pode o ato regulamentar indicar quais documentos o
interessado estará obrigado a apresentar. Esta obrigação probatória é derivada e legítima por estar
amparada na lei. O que é vedado e claramente ilegal é a exigência de obrigações derivadas
impertinentes ou desnecessárias em relação à obrigação legal; neste caso, haveria vulneração direta ao
princípio da proporcionalidade e ofensa indireta ao princípio da reserva legal, previsto, como vimos, no art.
5º, II, da CF.

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

17/77
Direito Administrativo – Questões Comentadas

Gabarito: Correto.
(CESPE/MPOG/2015)
27) A administração, quando aplica sanção administrativa a uma pessoa que descumpre as normas de
vigilância sanitária, atua no exercício do poder disciplinar, que se baseia na ideia de supremacia geral e se
dirige a todos os administrados de forma indistinta.
Comentário:

Poder Disciplinar Poder de Polícia


Poder utilizado pela Administração Pública que
- Poder de aplicar sanções aos servidores e
condiciona ou restringe o uso de bens e a
pessoas sujeitas à disciplina dos órgãos e serviços
prática de atividades privadas, em prol dos
da Administração;
interesses da coletividade.
- É aplicável aos servidores públicos e
particulares que tenham vínculo jurídico Tem como destinatários todos os particulares
específico com a Administração, como por submetidos à autoridade do Estado.
exemplo, no caso de contrato administrativo;
- Não se confunde com o Poder de Polícia, pois Prevalece o princípio da supremacia do
este se insere na esfera privada, aplicando interesse público, em que o interesse do
restrições e condicionamentos aos particulares; particular é limitado devido ao interesse público;

Poder Disciplinar
- Poder de aplicar sanções aos servidores e pessoas sujeitas à disciplina dos órgãos e serviços da
Administração;
- É aplicável aos servidores públicos e particulares que tenham vínculo jurídico específico com a
Administração, como por exemplo, no caso de contrato administrativo;
- Não se confunde com o poder punitivo do Estado que tem a finalidade de aplicar sanção contra crimes
e contravenções penais, sendo o Poder Judiciário responsável por aplicar sanção;
- Não se confunde com o Poder de Polícia, pois este se insere na esfera privada, aplicando restrições e
condicionamentos aos particulares;
- A sanção ao agente público decorre diretamente do poder disciplinar e mediatamente do poder
hierárquico;
- O Poder disciplinar pode ser discricionário quando se tratar da escolha da gradação da penalidade e
vinculado na aplicação de sanção contra agente que comete alguma infração.
- A aplicação de pena disciplinar tem, para o superior hierárquico, o caráter de um poder-dever, uma
vez que a condescendência na punição é considerada crime contra a administração pública.
- Na aplicação da sanção deve existir o contraditório e a ampla defesa;
- A aplicação do poder disciplinar deve ser motivada, devendo ser expostos os motivos da punição.

Matheus Carvalho
“...a doutrina mais moderna vem incluindo também os contratos administrativos como hipóteses de
vínculo especial ensejador de aplicação de sanções disciplinares. Assim, quando se aplica uma multa
decorrente de um descumprimento contratual, está-se diante do Poder Disciplinar.”

Gabarito: Errado.
(CESPE/SEFAZ-RS/2019)
28) O alvará de licença e o alvará de autorização concedidos pela administração pública constituem meio
de atuação do poder
A) disciplinar.
B) regulamentar.
C) hierárquico.
D) de polícia.
E) hierárquico e do disciplinar.
Comentário:

Poder de Polícia Preventivo e Repressivo


Poder de Polícia Preventivo
- Regra;

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

18/77
Direito Administrativo – Questões Comentadas

- Ocorre quando um terceiro depende de uma licença ou autorização para utilizar um bem ou exercer
alguma atividade privada que afete a coletividade;
- A Licença é um ato administrativo vinculado e definitivo. Com isso caso um particular preencha os
requisitos de exercer determinado direito, a administração deverá reconhecer;
Ex: Licença para construir em terreno particular.
- A autorização é um ato administrativo discricionário e precário em que o particular adquire a
autorização da Administração Pública para exercer uma atividade de seu interesse.
Ex: Porte de Arma;
Poder de Polícia Repressivo
- Exceção;
- É a aplicação de sanções administrativas, feita normalmente através de uma fiscalização aos
particulares por estarem descumprindo alguma norma de polícia;
Ex: Multas, demolição de obras irregulares, apreensão de mercadorias inválidas;
- A cobrança de taxa é uma razão do exercício do poder de polícia;
Ex: Cobrança de Taxas para atividades comerciais;
- O poder de polícia não precisa possuir sempre suas atividades de maneira presencial, podendo ocorrer
através de locais remotos;

Gabarito: Letra D.
(CESPE/PRF/2019)
29) O abuso de poder, que inclui o excesso de poder e o desvio de finalidade, não decorre de conduta
omissiva de agente público.
Comentário:

Abuso de Poder
- O Abuso de poder é o exercício das prerrogativas da administração pública além dos limites legais
permitidos, ou seja, é uma atuação ilegal;
- Pode ocorrer de forma comissiva ou omissiva do agente;
- O Abuso de poder é gênero de duas espécies:
* Desvio de Poder ou finalidade;
* Excesso de Poder.
Desvio de Poder ou finalidade
Vício de finalidade, ou seja, o agente atua com uma finalidade diversa da que deveria exercer;
Excesso de Poder
Vício de competência, ou seja, a pessoa excede os limites de suas competências;

Abuso de Poder Mnemônico


Competência Excesso de Poder CEP
Finalidade Desvio de Poder FDP (Filho Do Padeiro)

Hely Lopes Meirelles


O abuso do poder tanto pode revestir a forma comissiva como a omissiva, porque ambas são capazes
de afrontar a lei e causar lesão a direito individual do administrado. A inércia da autoridade
administrativa - observou Caio Tácito -, deixando de executar determinada prestação de serviço a que por
lei está obrigada, lesa o patrimônio jurídico individual. E forma omissiva de abuso de poder, quer o ato
seja doloso ou culposo.
Fonte: MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 39. ed. São Paulo: Malheiros, 2012.

Gabarito: Errado.
(CESPE/SEDF/2017)
30) O poder de polícia administrativo é uma atividade que se manifesta por meio de atos concretos em
benefício do interesse público. Por conta disso, a administração pode delegar esse poder a pessoas da
iniciativa privada não integrantes da administração pública.
Comentário:

Delegação do Poder de Polícia

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

19/77
Direito Administrativo – Questões Comentadas

É possível a delegação do Poder de Polícia para pessoas jurídicas de direito público.


* STJ → Pode delegar o poder de polícia nas fases de consentimento e fiscalização para as pessoas
jurídicas de direito privado da administração pública;
* STF →Não pode em hipótese nenhuma delegar para entidades de direito privado;
OBS: O poder público pode através de contrato passar mera atribuição operacional para pessoas de
direito privado para executar atividades de fiscalização, não sendo transferida a titularidade.

Gabarito: Errado.
(CESPE/FUB/2018)
31) O poder do administrador público — que constitui, ao mesmo tempo, dever para com a comunidade —
é irrenunciável pelo seu titular.
Comentário:

Poderes Administrativos
- São prerrogativas que funcionam como mecanismos para o Poder Público usar perante o interesse da
coletividade;
- Conjunto de prerrogativas de direito público que a ordem jurídica confere aos agentes administrativos
para o fim de permitir que o Estado alcance seus fins;
- Todo poder se vincula a um fim público;
- São também chamados de Poder-dever;
Hely Lopes Meirelles¹
O poder administrativo, portanto, é atribuído à autoridade para remover os interesses particulares que
se opõem ao interesse público. Nessas condições, o poder de agir se converte no dever de agir. Assim,
se no Direito Privado o poder de agir é uma faculdade, no Direito Público é uma imposição, um dever
para o agente que o detém, pois não se admite a omissão da autoridade diante de situações que exigem
sua atuação. Eis por que a Administração responde civilmente pelas omissões lesivas de seus agentes.
- O Poder administrativo que o agente público possui é irrenunciável, em regra, devendo ser
obrigatoriamente exercidos;
- A omissão do agente, diante de situações que exigem sua atuação, caracteriza abuso de poder,
podendo ensejar, inclusive, responsabilidade civil da administração pública pelos danos que porventura
decorram da omissão ilegal.
- Os Poderes Administrativos são poderes instrumentais, que permitem a Administração cumprir suas
finalidades;
- Os Poderes Políticos (Executivo, Legislativo e Judiciário) são poderes Estruturais, pois forma a estrutura
do Estado.
Fonte¹: MEIRELLES, Hely Lopes et al. Direito Administrativo Brasileiro. 36º Edição. São Paulo: Malheiros Editores LTDA, 2010.

Gabarito: Correto.

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

Organização da Administração Pública


(FGV/SEAD-AP/2015)
32) O Estado, em sua organização, atua por meio de órgãos, agentes e pessoas jurídicas, para exercer
suas atividades, com vistas a atender ao interesse público. Nesse contexto, de acordo com a doutrina de
Direito Administrativo, descentralização é:
A) o processo segundo o qual o Estado desmembra órgãos, criando um ou mais novos órgãos, para propiciar
melhoria na sua organização estrutural;
B) a situação em que o Estado executa suas tarefas diretamente, por intermédio dos diferentes órgãos e agentes
administrativos que compõem sua estrutura funcional;
C) o fenômeno que permite ao Estado executar suas tarefas indiretamente, isto é, delegando o exercício da
atividade a outras entidades necessariamente da Administração Indireta;
D) o fato administrativo que traduz a transferência da execução de atividade estatal a determinada pessoa,
integrante ou não da Administração;
E) o desmembramento de órgãos da Administração Direta para Indireta, sendo transferido com eles o dever de
controle e fiscalização da atividade.
Comentário:

Descentralização
Divide-se em Descentralização Política e Administrativa.
Descentralização Política
Trata-se da criação de entes políticos com personalidade jurídica que possuem competência legislativa
dentro de seu âmbito territorial.
Descentralização Administrativa
Ocorre quando os entes políticos transferem a execução (ou a titularidade) dos serviços para outros
entes. Pode ocorrer por meio de lei, contrato ou ato administrativo.
Sempre ocorre entre duas pessoas jurídicas.
A descentralização pode ser:
* Territorial;
* Por serviços ou funcional ou técnica ou outorgada;
* Por colaboração ou delegação.
Descentralização Territorial
Trata-se da descentralização do Estado Unitário em departamentos, províncias e regiões.
Descentralização por Serviços ou Funcional ou Técnica ou Outorgada
Ocorre quando o Ente político cria uma pessoa jurídica com funções administrativas, atribuindo a
titularidade e a execução do serviço público.
Criados ou autorizados por lei específica.
O Ente criado passa a ter um VÍNCULO com o ente político que o criou, porém não existe subordinação e
hierarquia, mas apenas o controle.
Ex: Administração Indireta (Autarquia/Fundações Públicas/Empresas Públicas/Sociedade de Economia
Mista).
Descentralização por colaboração ou delegação
Ocorre quando o poder público continua com a titularidade, mas transfere a execução do serviço público
para um particular mediante contrato.
Ex: Permissão ou concessão de serviço.

Gabarito: Letra D.
(CESPE/TJ-ES/2013)
33) A desconcentração pode se efetuar mediante a constituição de autarquias e empresas públicas.
Comentário:

Desconcentração
É a distribuição de competências dentro de uma mesma entidade (política ou administrativa – ambiente
interno) por meio dos seus órgãos, mantendo-se uma HIERARQUIA e SUBORDINAÇÃO, mas não
vinculação.
Ex: Secretaria do Tesouro Nacional; Controladoria Geral da União; Receita Federal do Brasil; Ministério da
Saúde.

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

Descentralização
Divide-se em Descentralização Política e Administrativa.
Descentralização Política
Trata-se da criação de entes políticos com personalidade jurídica que possuem competência legislativa
dentro de seu âmbito territorial.
Descentralização Administrativa
Ocorre quando os entes políticos transferem a execução (ou a titularidade) dos serviços para outros
entes. Pode ocorrer por meio de lei, contrato ou ato administrativo.
Sempre ocorre entre duas pessoas jurídicas.
A descentralização pode ser:
* Territorial;
* Por serviços ou funcional ou técnica ou outorgada;
* Por colaboração ou delegação.
Descentralização Territorial
Trata-se da descentralização do Estado Unitário em departamentos, províncias e regiões.
Descentralização por Serviços ou Funcional ou Técnica ou Outorgada
Ocorre quando o Ente político cria uma pessoa jurídica com funções administrativas, atribuindo a
titularidade e a execução do serviço público.
Criados ou autorizados por lei específica.
O Ente criado passa a ter um VÍNCULO com o ente político que o criou, porém não existe subordinação e
hierarquia, mas apenas o controle.
Ex: Administração Indireta (Autarquia/Fundações Públicas/Empresas Públicas/Sociedade de Economia
Mista).
Descentralização por colaboração ou delegação
Ocorre quando o poder público continua com a titularidade, mas transfere a execução do serviço público
para um particular mediante contrato.
Ex: Permissão ou concessão de serviço.

Gabarito: Errado.
(VUNESP/SAP-SP/2015)
34) Assinale a alternativa que contempla somente órgãos da Administração Direta do Estado.
A) Sociedade de economia mista, secretaria estadual e universidade estadual.
B) Agência reguladora, Presidência da República e Congresso Nacional.
C) Secretaria estadual, polícia civil e polícia militar.
D) Escola pública, universidade estadual e empresa pública.
E) Autarquia, ministério e fundação.
Comentário:

Administração Pública
Administração Direta
Formada por Entidades Políticas - União / Estados / Distrito Federal / Municípios;
Composta por Órgãos públicos que não possuem personalidade jurídica.
Ex: Ministérios, Secretarias, gabinetes, Policia Civil, Militar, Federal, Rodoviária Federal.
Qualquer entidade política pode descentralizar, criando entidades administrativas da administração
indireta ou firmando contratos com entidades particulares.
Possuem autonomia política, tendo capacidade de legislar, ou seja, produzir lei em sentido formal, tanto
em lato (amplo), quanto em strictu senso.
Administração Indireta
As entidades da administração indireta são formadas por:
Autarquias: Personalidade Jurídica de direito público.
Fundações: Personalidade Jurídica de direito público ou Privado.
Sociedade de Economia Mista: Personalidade Jurídica de direito Privado.
Empresa Pública: Personalidade Jurídica de direito Privado.
Formada por Entidades Administrativas dotadas de personalidade jurídica própria.
Universidades Públicas normamente são autarquias ou fundações;
Agência reguladora é uma espécie de autarquia em regime especial.

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

Não possuem autonomia política, porém podem produzir normas jurídicas em sentido amplo.

Gabarito: Letra C.
(CESPE/TRE-MT/2005)
35) Os ministérios são órgãos autônomos que compõem a estrutura direta da administração pública
federal.
Comentário:

Quanto à Posição Estatal


Órgãos Independentes
Trata-se dos Poderes do Estado. Não possuem subordinação hierárquica e somente podem sofrer
controle uns pelos outros.
Ex.: Congresso Nacional, Câmara dos Deputados, Senado Federal, Chefias do Executivo, Tribunais e Juízes
e Tribunais de Contas.
Órgãos Autônomos
- Dotados de autonomia administrativa, técnica e financeira.
- Sofrem subordinação da alta cúpula da Administração.
- Trata-se de órgãos diretivos, possuindo funções de coordenação, supervisão e planejamento dos
exercícios de sua competência.
- Seus comandantes, normalmente, são agentes políticos integrantes de cargos comissionados.
Ex: Ministérios, Secretarias, AGU, MP, Defensoria Pública e Procuradorias Estaduais e Municipais.
Órgãos Superiores
Dotados de poder de decisão e comando sobre assuntos referentes às suas competências.
Não possuem autonomia administrativa e financeira.
Estão sujeitos à subordinação e ao controle hierárquico de uma chefia.
Ex.: Gabinetes, Coordenadorias, Departamentos, Divisões, etc.
Órgãos Subalternos
São os que se destinam à execução dos trabalhos de rotina, cumprem ordens superiores.
Ex.: portarias, seções de expediente, etc.

Gabarito: Correto.
(FCC/TRT - 11ª Região (AM e RR)/2017)
36) Considere:
I. Não gozam de autonomia administrativa nem financeira.
II. Estão sujeitos à subordinação e ao controle hierárquico de uma chefia.
III. São considerados, dentre outras hipóteses, órgãos de comando.
IV. Entram nessa categoria as Secretarias de Estado.
Os órgãos públicos, quanto à posição estatal, classificam-se em independentes, autônomos, superiores e
subalternos.No que concerne aos órgãos públicos superiores, está correto o que se afirma APENAS em
A) III e IV.
B) III.
C) I, II e III.
D) I e II.
E) II e IV.
Comentário:

Quanto à Posição Estatal


Órgãos Independentes
Trata-se dos Poderes do Estado. Não possuem subordinação hierárquica e somente podem sofrer
controle uns pelos outros.
Ex.: Congresso Nacional, Câmara dos Deputados, Senado Federal, Chefias do Executivo, Tribunais e Juízes
e Tribunais de Contas.
Órgãos Autônomos
- Dotados de autonomia administrativa, técnica e financeira.
- Sofrem subordinação da alta cúpula da Administração.
- Trata-se de órgãos diretivos, possuindo funções de coordenação, supervisão e planejamento dos
exercícios de sua competência.

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

- Seus comandantes, normalmente, são agentes políticos integrantes de cargos comissionados.


Ex: Ministérios, Secretarias, AGU, MP, Defensoria Pública e Procuradorias Estaduais e Municipais.
Órgãos Superiores
Dotados de poder de decisão e comando sobre assuntos referentes às suas competências.
Não possuem autonomia administrativa e financeira.
Estão sujeitos à subordinação e ao controle hierárquico de uma chefia.
Ex.: Gabinetes, Coordenadorias, Departamentos, Divisões, etc.
Órgãos Subalternos
São os que se destinam à execução dos trabalhos de rotina, cumprem ordens superiores.
Ex.: portarias, seções de expediente, etc.

Gabarito: Letra C.
(FCC/TRE-PR/2012)
37) Em princípio, órgãos públicos, como ministérios, não têm personalidade jurídica, no entanto,
A) têm capacidade de adquirir direitos e contrair obrigações em nome próprio.
B) podem ter representação própria e ingressar em juízo, na defesa de suas prerrogativas, contra outros órgãos
públicos.
C) podem receber de outro órgão público a titularidade de determinada competência.
D) podem criar entidades, a exemplo das autarquias e fundações públicas.
E) têm capacidade legislativa, dentro das competências a eles delegadas.
Comentário:

Características dos Órgãos


- Surgem da desconcentração;
- Integram a estrutura de uma pessoa jurídica;
- Não possuem patrimônio próprio;
- Só podem ser extintos ou criados por lei conforme o Art.49,XI, CF/88;
- Podem firmar contrato de gestão nos termos do artigo 37, § 8º CF.;
- Não possuem personalidade jurídica própria;
- Não possuem capacidade processual, ou seja, não podem estar em juízo (REGRA)*;
- Conforme o STF, a iniciativa de lei para a criação ou extinção de órgão da administração pública é
privativa do chefe do executivo em todos os entes federativos.
* O M.P é um órgão que possui capacidade processual ativa podendo propor ações preventivas de
acordo com o Art.129, CF/88. (Exceção)
* Alguns órgãos (independentes ou autônomos) têm o direito de ajuizar ações para defender suas
competências quando violadas por terceiros. Trata-se da “CAPACIDADE PROCESSUAL
EXCEPCIONAL”. (Exceção)

Gabarito: Letra B.
(FCC/TCE-AP/2012)
38) Determinado dirigente de autarquia estadual passou a orientar a atuação da entidade para fins
diversos daqueles que justificaram a criação da entidade. Para a correção dessa situação, o ente
instituidor da autarquia deverá exercer o poder
A) Disciplinar.
B) Normativo.
C) Regulamentar.
D) De revisão ex oficio.
E) de tutela.
Comentário:

Autarquia
Autós (Próprio) + Arquia (Comando, governo, direção)
Entidade integrante da Administração Indireta por meio da descentralização administrativa por serviço
ou outorga.
Criada e Extinta por Lei específica;
Possui vínculo com a Administração Direta (Entidade Política que a criou), sendo sujeita ao controle ou

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

tutela administrativa para verificar se o objetivo da criação está sendo atendido. Não existe
hierarquia.
Possui regime jurídico de direito público, tendo servidores contratados pelo regime estatutário;
Exerce atividades típicas da administração direta.
Possui autonomia:
* Patrimonial;
* Organizacional;
* Financeira;
Não é dotada de autonomia política.

Gabarito: Letra E.
(VUNESP/DETRAN-SP/2013)
39) As autarquias possuem determinados privilégios que lhes são conferidos pelo direito administrativo,
sendo dois exemplos os seguintes:
A) imunidade tributária em relação aos impostos e taxas e processo especial de execução.
B) prescrição quinquenal das suas dívidas e dispensa genérica de licitação na contratação de obras e serviços.
C) exigência de sua criação por meio de lei e impossibilidade de sua responsabilização objetiva por danos
causados a terceiros.
D) responsabilidade subjetiva por danos causados por seus agentes e sujeição ao procedimento licitatório.
E) juízo privativo quando demandadas judicialmente e impenhorabilidade dos seus bens.
Comentário:

Autarquia
Autós (Próprio) + Arquia (Comando, governo, direção)
Entidade integrante da Administração Indireta por meio da descentralização administrativa por serviço
ou outorga.
Possui autonomia:
* Patrimonial;
* Organizacional;
* Financeira;
Não é dotada de autonomia política.
Possui capacidade específica de atuação atribuída por lei.
Existe o controle do Tribunal de Contas sobre as autarquias, quando existe a transferência de recursos
da Administração direta.
Os bens são inalienáveis, imprescritíveis, insuscetíveis de usucapião e de direitos reais;
O pagamento dos débitos judiciais das autarquias é efetuado através de precatórios
OBS: O STF entende que empresas estatais que prestam serviço público, tendo suas atividades afins a
da Fazenda Pública, não poderão ter seus bens alienados, sendo aplicável o privilégio da
impenhorabilidade de seus bens, rendas e serviços e o regime de precatório.
Organização interna ocorre através de decretos emanam do poder executivo, de portarias, regimentos
ou regulamentos internos.
A prescrição das ações contra as autarquias é quinquenal;
Possui prerrogativas como:
* Imunidade Tributária, sendo vedada a instituição de impostos sobre o patrimônio;
* Privilégio processual;
Possui responsabilidade objetiva, respondendo pelos danos que seus agentes, nessa qualidade,
causarem a terceiros, independente de dolo ou culpa. Caso a autarquia não tenha condições
patrimoniais e orçamentárias de indenizar a integridade dos custos, é possível a responsabilidade
subsidiária do ente político da Administração Direta.

Conforme MAZZA, " As autarquias são imunes a impostos (...), taxas,contribuições de melhoria,
empréstimos compulsórios e contribuições são devidos normalmente"

Gabarito: Letra E.
(CESPE/MC/2013)

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

40) Fundação pública é a pessoa jurídica de direito público, criada por lei, com capacidade de
autoadministração, para o desempenho de serviço público descentralizado, mediante controle
administrativo exercido nos limites da lei.
Comentário:

Em regra, as Fundações Públicas são de direito privado.

Fundações Públicas
Decreto-Lei nº 200/67 Art. 5º, IV "Fundação pública – a entidade dotada de personalidade jurídica de
direito privado, sem fins lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa, para o desenvolvimento
de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público, com autonomia
administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e funcionamento
custeado por recursos da União e de outras fontes".

Conforme Di Pietro, Autarquia é a pessoa jurídica de direito público, criada por lei, com capacidade de auto-
administração, para o desempenho de serviço público descentralizado, mediante controle administrativo
exercido nos limites da lei.

De acordo com Di Pietro, pode-se definir a fundação instituída pelo poder público como o patrimônio, total ou
parcialmente público, dotado de personalidade jurídica, de direito público ou privado, e destinado, por lei, ao
desempenho de atividades de Estado na ordem social, com capacidade de auto-administração e mediante
controle da Administração Pública nos limites da lei.

Gabarito: Errado.
(CESPE/TRT - 8ª Região (PA e AP)/2016)
41) Os conselhos profissionais são considerados autarquias profissionais ou corporativas.
Comentário:

Conselhos Profissionais
São pessoas jurídicas de direito público (autarquias), exceto OAB;
Prestam contas ao TCU;
Gerem os recursos recebidos de forma adequada e proporcional, zelando sempre pela eficiência e
economicidade;
Existindo excesso ou desvio de poder, é possível a anulação (judicial ou extrajudicial) do ato
administrativo;
É possível sua condenação por danos morais e materiais, na existência de atos lesivos, existindo ainda a
possibilidade de ação regressiva contra seus agentes.
Fonte: https://franciscocamargosouza.jusbrasil.com.br/artigos/365809114/a-natureza-juridica-dos-conselhos-de-fiscalizacao-
profissional-a-prestacao-de-contas-ao-tcu-e-o-desvio-de-poder

STF/ADI 1.717
Os conselhos de fiscalização profissional têm natureza jurídica de autarquias, consoante decidido no
MS 22.643, ocasião na qual restou consignado que: (i) estas entidades são criadas por lei, tendo
personalidade jurídica de direito público com autonomia administrativa e financeira; (ii) exercem a
atividade de fiscalização de exercício profissional que, como decorre do disposto nos artigos 5º, XIII, 21,
XXIV, é atividade tipicamente pública; (iii) têm o dever de prestar contas ao Tribunal de Contas da União
(art. 71, II, CRFB/88).
2. Os conselhos de fiscalização profissional, posto autarquias criadas por lei e ostentando personalidade
jurídica de direito público, exercendo atividade tipicamente pública, qual seja, a fiscalização do exercício
profissional, submetem-se às regras encartadas no artigo 37, inciso II, da CRFB/88, quando da contratação
de servidores. Precedente: RE 539.224, 1ª Turma Rel. Min. Luiz Fux, DJe.- 18/06/2012. 3. A fiscalização das
profissões, por se tratar de uma atividade típica de Estado, que abrange o poder de polícia, de tributar e
de punir, não pode ser delegada (ADI 1.717), excetuando-se a Ordem dos Advogados do Brasil (ADI
3.026).

Gabarito: Correto.
(CESPE/TCU/2015)

@quebrandoquestoes
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Direito Administrativo – Questões Comentadas

42) As agências reguladoras constituem instrumento de intervenção estatal direta no domínio econômico,
uma vez que impõem comportamentos definidos pela autoridade do Estado.
Comentário:

As agências reguladoras não intervêm diretamente, mas indiretamente no domínio econômico, sendo suas
principais funções: regulamentação, controle e fiscalização de serviços públicos, atividades e bens transferidos
ao setor privado.

O Estado irá intervir diretamente de forma excepcional, com a criação das empresas públicas e sociedades de
economia mista, quando necessária aos imperativos de segurança nacional e ao interesse coletivo.

CF/88. Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade
econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a
relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.

Agências Reguladoras
Autarquias em regime especial;
Tem como função a regulamentação, controle e fiscalização de serviços públicos, atividades e bens
transferidos ao setor privado.
Exercem o poder de polícia, impondo limites administrativos.
Possui uma maior autonomia administrativa;
Origina-se, por lei, como Agência Reguladora;
Todas as Entidades Políticas (U/E/DF/M) podem criar Agência Reguladora;
Possui vínculo com a Administração Direta, e não subordinação;

Gabarito: Errado.
(CESPE/TRF - 5ª REGIÃO/2015)
43) Apenas as autarquias podem, mediante iniciativa do advogado- geral da União, ser qualificadas como
agências executivas, desde que possuam um plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento
institucional que definam diretrizes, políticas e medidas voltadas para a racionalização de sua estrutura.
Comentário:

Agências Executivas
Não possuem como objetivo principal regulamentar, controlar e fiscalizar, mas sim de executar as
atividades administrativas.
São pessoas jurídicas de direito público (Autarquias ou Fundações Públicas), que são qualificadas por
Decreto do Chefe do Poder Executivo;
Objetivo: Otimizar recursos, reduzir custos e aperfeiçoar a prestação de serviços públicos;
Exigência para se tornar uma Agência Executiva:
* Celebrar um contrato de gestão com o Ministério Supervisor;
* Possuir um plano estratégico de reestruturação e desenvolvimento institucional;
OBS: O contrato de gestão foi criado como uma das formas de materializar o princípio constitucional da
eficiência, garantindo a ampliação da autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e
entidades da Administração Direta e Indireta.

Gabarito: Errado.
(FGV/CODEBA/2016)
44) As empresas públicas têm personalidade jurídica de direito privado, possuem autonomia financeira e
capital exclusivo da União.
Comentário:

Diferenças entre EP e SEM


Empresas Públicas Sociedades de Economia Mista
Qualquer forma jurídica admitida em
Forma de Sociedade Anônima,
Forma Jurídica direito. Ex: Unipessoal, Pluripessoal,
apenas.
S/A.
Composição do Capital Capital totalmente público, não sendo Participação de capital público e

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

27/77
Direito Administrativo – Questões Comentadas

preciso que o capital seja apenas de privado. É possível Maioria do


uma entidade política ou capital social está em posse de
administrativa, podendo ser de várias investidores privados. No entanto,
(União, Autarquias, EP, SEM). mais da metade das ações com
DIREITO A VOTO devem ser de
direito público.
Empresas Públicas Federais EPs Estaduais e Municipais
Foro na Justiça Federal. Foro na Justiça Estadual.
Foro Processual SEM (União intervém como
Sociedades de Economia Mista assistente ou oponente)
Foro na Justiça Estadual (Regra) Foro na Justiça Federal
.
Gabarito: Errado.

@quebrandoquestoes
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28/77
Direito Administrativo – Questões Comentadas

Atos Administrativos
(CESPE/MPC-PA/2019)
45) A imperatividade caracteriza-se pela permissão para a imposição de obrigações a terceiros, ainda que
estas venham a contrariar interesses privados.
Comentário:

Atributos do ato administrativo


Em geral, os atos administrativos são dotados, entre outros, dos atributos de presunção de legitimidade,
imperatividade, autoexecutoriedade e tipicidade.
Segundo a doutrina, os atos administrativos gozam dos atributos da presunção de legitimidade, da
imperatividade, da exigibilidade e da autoexecutoriedade.
Imperatividade
Ao fazer uso de sua supremacia na relação com os administrados, para impor-lhes determinada forma
de agir, o poder público atua com base na imperatividade dos atos administrativos.
A imperatividade é atributo que dota de coercitividade os atos administrativos, mas esse atributo não está
presente em todos os atos.
A imperatividade é atributo dissociável dos atos administrativos, uma vez que não está presente em
todos como os atos enunciativos e negociais.
A imperatividade ocorre naqueles atos em que impõem obrigações a terceiros, independentemente de
sua concordância.
O atributo do ato administrativo decorrente do reconhecimento de que a Administração Pública pode criar,
independentemente da concordância dos particulares, obrigações unilateralmente impostas em razão
de seu poder extroverso é denominado imperatividade.

Gabarito: Correto.
(FCC/TRF - 4ª REGIÃO/2019)
46) Os atos praticados pelos administradores de uma sociedade de economia mista, nesta qualidade,
A) podem ter natureza de ato administrativo, a exemplo de decisões indeferindo requerimento de informações,
formulado por particular, sobre os serviços públicos prestados pela empresa.
B) têm natureza de ato administrativo discricionário, a exemplo da decisão que aprova a locação de imóveis da
empresa que estejam desocupados.
C) têm natureza vinculada quando se prestarem a autorizar a alienação de imóveis da empresa que não estejam
sendo utilizados para atividades afetas a seu objeto social.
D) estão sujeitos à revisão administrativa pela Administração direta, sempre que implicarem indeferimento de
pleitos dos empregados públicos ou de particulares.
E) estão sujeitos à hierarquia administrativa da Administração direta, porque praticados por pessoa jurídica
integrante desta estrutura administrativa.
Comentário:

Letra A: Correta.
Atos Administrativos
Conceito e entendimentos
Exteriorização da vontade de agentes da Administração Pública ou de seus delegatários, nessa
condição, que, sob regime de direito público, vise à produção de efeitos jurídicos, com o fim de atender
ao interesse público.
Pode ser praticado por agentes de quaisquer dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem
como integrantes da administração indireta, no exercício de função administrativa.
Declaração do Estado ou de quem o represente, que produz efeitos jurídicos imediatos, com observância
da lei, sob o regime jurídico de direito público e sujeito ao controle pelo Poder Público tendo como
elementos a competência, finalidade, forma, motivo, objeto ou conteúdo.
Manifestação unilateral de que tenha vontade ou necessite a Administração pública.

Letras B/C: Erradas.

Os atos podem ser tanto discricionários, quanto vinculados, a depender da situação.

Letra D/E: Erradas.

@quebrandoquestoes
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Direito Administrativo – Questões Comentadas

O que existe entre a Administração Direta e Indireta é uma natureza de vínculo e não hierarquia.

Controle por Vinculação ou Finalístico ou de Tutela ou Supervisão Ministerial


- É o controle exercido da Administração Direta sobre a Administração Indireta;
- Não existe hierarquia, mas sim uma vinculação entre a Administração Pública Direta e Indireta;
- É mais restrito, tendo seus limites estabelecidos em lei, sendo considerado um controle externo;
- Segundo Hely Lopes Meirelles, “é um controle teleológico, de verificação do enquadramento da
instituição no programa geral no Governo e de seu acompanhamento dos atos de seus dirigentes no
desempenho de suas funções estatuárias, para o atingimento das finalidades da entidade controlada”.

Gabarito: Letra A.
(Quadrix/CREF - 11ª Região (MS-MT)/2019)
47) Caracteriza ato punitivo a aplicação de sanção ao servidor que infrinja dever funcional.
Comentário:

Atos punitivos
Multa administrativa, interdição administrativa de atividade e a destruição de coisas são consideradas
atos punitivos que são os que contêm uma sanção imposta pela Administração aos que porventura
infringirem disposições legais, regulamentares ou ordinárias dos bens ou serviços públicos, a punir e
reprimir as infrações administrativas ou a conduta irregular dos servidores ou dos particulares perante
a Administração. (Âmbito-Jurídico)
Os atos punitivos também visam a punir e reprimir as infrações administrativas ou a conduta irregular
dos servidores ou dos particulares perante a Administração. (Hely Lopes Meirelles)

Gabarito: Correto.
(CESPE/DPE-DF/2019)
48) Comando ou posicionamento emitido oralmente por agente público, no exercício de função
administrativa e manifestando sua vontade, não pode ser considerado ato administrativo.
Comentário:

Características dos Atos Administrativos


Os atos administrativos dividem-se em materiais e jurídicos. (Di Pietro: Todos os atos da administração são
atos administrativos). (Corrente Minoritária).
O ato administrativo pode ser exteriorizado de forma escrita, que é a regra, por sinal luminoso e mesmo
por sons e gestos.
Os atos administrativos são manifestações do desempenho da função administrativa, e como tal:
* Estão submetidos ao controle administrativo (autotutela ou interno) e Judicial (Controle Externo);
* São potencialmente submetidos à revisão do Poder Judiciário, que é uno;
* Estão submetidos à autotutela e ao controle judicial, tanto os atos vinculados e discricionários;
As manifestações administrativas podem se dar por atos administrativos em sentido estrito, que podem ser
emanados pelo Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, nestes dois últimos casos em função atípica,
sendo passíveis tanto de autotutela como de controle judicial.
Atos administrativos: não se confundem com atos políticos ou atos de governo, pois estes são atos da
administração pública em sentido amplo, englobando até mesmo os atos administrativos, praticados em
obediência direta ao dispositivo constitucional.
No exercício da atividade pública, existem três distintas categorias de atos que podem ser reconhecidas,
cada qual sendo ato típico de um dos poderes do Estado:
* Atos legislativos (elaboração de normas primárias);
* Atos judiciais (exercício da jurisdição);
* Atos administrativos (atos típicos do poder executivo no exercício de suas funções próprias).
O ato que decreta o Estado de Sítio, previsto na CF, é ato de natureza política de competência do
presidente da República.
Quando o juiz de direito prolata uma sentença, nada mais faz do que praticar um ato judicial.

Gabarito: Errado.
(CESPE/PGM - Campo Grande - MS/2019)

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

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49) A administração pública poderá revogar atos administrativos que possuam vício que os torne ilegais,
ainda que o ato revogatório não tenha sido determinado pelo Poder Judiciário.
Comentário:

Anulação Revogação
Ocorre por ser um ato que exorbite os limites da Ocorre por não ser mais conveniente ou
legalidade; oportuno, porém é considerado um ato legal;
Pode ser discricionário ou vinculado; O ato precisa ser discricionário;
Se sujeita ao exame do Poder Judiciário,
Não se sujeita ao exame do Poder Judiciário, mas
mediante provocação, e também ao da
apenas ao da Administração.
Administração.
Efeito retroativo ou Ex-Tunc. Efeito prospectivo ou Ex-Nunc.

Resumo sobre revogação e anulação:

Extinção dos atos administrativos


Revogação
A administração pública pode revogar ato próprio discricionário, ainda que perfeitamente legal,
simplesmente pelo fato de não mais o considerar conveniente ou oportuno.
A revogação de um ato administrativo normativo, quando parcial, denomina-se derrogação.
Os atos administrativos sujeitam-se ao exame do Poder Judiciário no que diz respeito aos aspectos de
legalidade, mas não nos critérios de conveniência e oportunidade.
Não podem ser revogados (Ex Nunc) os atos administrativos:
* Que já exauriram seus efeitos.
* Enunciativos, também denominados "meros atos administrativos", como certidões e atestados.
* Vinculados;
* Que geram direitos adquiridos;
* Editados em desconformidade com a lei;
* Integrantes de um procedimento administrativo;
* Que se exauriram as competências relativamente ao objeto do ato;
* Complexos;
A revogação é um ato discricionário que incide apenas sobre atos discricionários.
Anulação
A anulação retira do mundo jurídico atos ilegais e produzem efeitos retroativos ou ex tunc.
Ato administrativo praticado fora dos padrões de legalidade e que exorbite os limites definidos e
previstos em lei é denominado ato ilegal.
Considerando um ato administrativo o qual, contaminado por vício, tornou-se ilegal, ressalvada a
apreciação judicial e respeitados os direitos adquiridos, a Administração pode anulá-lo, porque dele
não se originam direitos.
A administração pública deve anular seus próprios atos quando eivados de vício de legalidade, respeitados
os direitos adquiridos.
O ato discricionário praticado por autoridade incompetente, ou realizado por forma diversa da prevista
em lei é ilegítimo e nulo.

Gabarito: Errado.
(CESPE/PGM - Campo Grande - MS/2019)
50) Ato administrativo vinculado que tenha vício de competência poderá ser convalidado por meio de
ratificação, desde que não seja de competência exclusiva.
Comentário:

Extinção dos atos administrativos


Convalidação
A convalidação de um ato administrativo é o processo de que se vale a Administração para aproveitar atos
administrativos com vícios superáveis ou sanáveis, de forma a confirmá-los no todo ou em parte.
O aproveitamento dos atos administrativos que apresentem vícios pode se dar por meio de convalidação
que é:
* Aplicável aos atos discricionários e vinculados;

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

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* Feita pela Administração Pública não se deslocando para o Judiciário;


* Considerada um vício sanável para os elementos: forma e competência;
* Inaplicável a atos que tenham exaurido seus efeitos, não produzindo qualquer efeito a sua
convalidação.
A convalidação de um ato administrativo enseja a edição de novo ato administrativo, que produz efeitos
desde a data em que foi editado o ato viciado, salvo disposição expressa em sentido contrário.
A convalidação de um ato administrativo somente é possível para os chamados atos anuláveis.
A convalidação de um ato administrativo é a supressão do vício existente em ato ilegal, com efeitos
retroativos à data em que este foi praticado.
A convalidação de um ato administrativo nem sempre é possível, sendo inviável, por exemplo, quando
presente vício relacionado à finalidade do ato.
A convalidação de um ato administrativo alcança atos que apresentem defeitos sanáveis, desde que não
acarrete lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros.
Um exemplo de convalidação de um ato administrativo é o saneamento do vício de competência por meio
da ratificação do ato pela autoridade competente.
O ato administrativo praticado por autoridade incompetente pode ser convalidado.
OBS: Saneamento: Convalidação feita por ato de terceiro.

Gabarito: Correto.
(Quadrix/CRESS-GO/2019)
51) O ato administrativo perfeito é aquele que, tendo concluído seu ciclo de formação, já desencadeou e
exauriu seus efeitos jurídicos.
Comentário:

Quanto à exequibilidade: ato perfeito, imperfeito, pendente, consumado.


Quanto à exequibilidade, o ato administrativo pode ser perfeito, imperfeito, pendente, consumado.
Ato perfeito
Quanto à exequibilidade, os atos administrativos podem ser perfeito, quando estão em condições de
produzir efeitos jurídicos, porque já completou todo o seu ciclo de formação.
Ato Administrativo Perfeito é aquele que reúne todos os elementos necessários à sua exequibilidade ou
operatividade, apresentando-se apto e disponível para produzir seus regulares efeitos.
Ato imperfeito
Ato Administrativo Imperfeito é aquele se apresenta incompleto na sua formação ou carente de ato
complementar para tornar-se exequível e operante.
Ato consumado
Quanto à exequibilidade, os atos administrativos são considerados consumados, quando já produziram
todos seus efeitos, tornando-se definitivos e irretratáveis.
Ato pendente
Ato Administrativo Pendente é aquele que, embora perfeito, não produz efeitos por não verificado o
termo ou a condição de que depende sua operatividade.
O ato pendente é o que está sujeito à condição ou termo para que comece a produzir seus efeitos.

Gabarito: Errado.
(Quadrix/CRESS-GO/2019)
52) A permissão é ato administrativo discricionário e precário que autoriza não apenas a execução de
serviço público, mas também a utilização de bens públicos por particulares.
Comentário:

A permissão é o ato unilateral, discricionário e precário, pelo qual a Administração faculta ao particular a
prestação de um serviço público ou defere a utilização especial de determinado bem público.

Gabarito: Correto.
(Quadrix/CRESS-GO/2019)
53) A licença é ato administrativo discricionário, a partir do qual a Administração, exercendo poder de
polícia, autoriza o desempenho de determinadas atividades pelos particulares.
Comentário:

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

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A licença é um ato unilateral, vinculado e definitivo pelo qual o Poder Público, verificando que o interessado
atendeu a todos as exigências legais, faculta-lhe o exercício de uma atividade material.

Gabarito: Errado.
(IESES/TJ-SC/2019)
54) A realização de atos concretos pela Administração Pública para o cumprimento de suas
determinações, encerra a seguinte característica ou atributo do ato administrativo:
A) Autoexecutoriedade.
B) Imperatividade.
C) Presunção de legitimidade.
D) Tipicidade ou legalidade.
Comentário:

Trata-se da Autoexecutoriedade, pois tal atributo é utilizado nos casos concretos.

Autoexecutoriedade
A autoexecutoriedade do ato administrativo prevê que a administração pública, para executar suas
decisões, não necessita submeter sua pretensão ao Poder Judiciário.
Dentre os atributos dos atos administrativos, a autoexecutoriedade não está sempre presente, assim
como não está presente em todos os atos que configuram expressão do poder de polícia, este que
também pode possuir caráter preventivo.
O lançamento de ofício de um tributo não é ato administrativo negocial nem possui natureza
autoexecutória, porém é um ato vinculado e dotado de presunção de legitimidade.
A demolição de obra acabada ou em andamento, a destruição de bens impróprios ao consumo são
exemplos de atos autoexecutáveis, mas não a cobrança de multas.
A autoexecutoriedade é um atributo do ato administrativo que depende de expressa previsão legal ou se
justifica diante de necessidade urgente.
O contraditório e a ampla defesa não suprimem a autoexecutoriedade dos processos administrativos.
A principal distinção entre o atributo da autoexecutoriedade e da exigibilidade é que o primeiro confere à
administração a faculdade de executar (diretamente) a medida prevista em lei. Nesse sentido, a
administração não precisa recorrer ao Poder Judiciário. Já o segundo poder de exigir do administrado as
obrigações impostas unilateralmente pela Administração, sob pena de coação indireta.
A Administração pode autoexecutar suas decisões, empregando meios diretos de coerção, utilizando-se
inclusive da força.
STJ/Súmula 510
A autoexecutoriedade de certos atos de poder de polícia é limitada, não sendo possível que a
administração, por exemplo, condicione a liberação de veículo retido por transporte irregular de
passageiros ao pagamento de multa anteriormente imposta.
No Direito Administrativo, o atributo da executoriedade consiste na possibilidade que tem a Administração
de coagir materialmente o particular a adimplir obrigação que lhe é imposta, nos termos da lei.
A autoexecutoriedade difere da exigibilidade à medida que esta aplica uma punição ao particular (ex.
multa de trânsito) e, mas não desconstitui materialmente a irregularidade (o carro continua parado no
local proibido), representando uma coerção indireta. Enquanto que a autoexecutoriedade, além de punir,
desfaz concretamente a situação ilegal, constituindo mecanismo de coerção direta.
É o atributo da exigibilidade o que permite à administração pública aplicar multas de trânsito ao condutor
de um veículo particular.
A multa, como sanção resultante do exercício do poder de polícia administrativa, não possui a
característica da autoexecutoriedade.

Gabarito: Letra A.
(CESPE/MPU/2010)
55) Como consequência do princípio da presunção de legalidade, as decisões administrativas são de
execução imediata, até mesmo aquelas com possibilidade de gerar obrigações para o particular.
Comentário:

Presunção de legitimidade - Fernanda Marinela

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

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Para definir este princípio, leia-se presunção de legitimidade, de legalidade e de veracidade. Todo ato
administrativo é presumidamente legal (obediência à lei), legítimo (obediência às regras da moral) e
verdadeiro (corresponde com a verdade), até que se prove o contrário.

Trata-se de presunção relativa, do latim presunção juris tantum, admitindo-se prova em contrário,
cabendo o ônus probatório a quem aponte a ilegitimidade, o que normalmente é atribuído aos
administrados.

Como consequência dessa presunção, as decisões administrativas são de execução imediata e têm a
possibilidade de criar obrigações para o particular, independentemente de sua concordância, as quais,
em determindas hipóteses, podem ser executadas pela própria Administração, mediante meios diretos ou
indiretos de coação.
Fonte: Direito Administrativo, Fernanda Marinela, 4ª ed, 2010, p. 59.

Gabarito: Correto.
(IBADE/Câmara de Porto Velho - RO/2018)
56) Quanto à extinção do ato administrativo, é correto afirmar que:
A) cassação é a retirada do ato administrativo por ter sobrevindo norma superior que torna incompatível a
manutenção do ato.
B) caducidade do ato é a perda do direito pela Administração de revisão dos seus atos pelo decurso do tempo,
C) sanatoria / convalidação atinge vicio quanto ao elemento finalidade.
D) há possibilidade do Poder Judiciário fazer sanatoria / convalidação do ato do Executivo.
E) podem existir casos em que o ato de revogação gera direitos à indenização ao particular.
Comentário:

Letra A: Errada. Apresenta o conceito de caducidade.

A cassação funciona como uma espécie de sanção para aqueles que deixaram de cumprir as condições
determinadas pelo ato.

Letra B: Errada.

A caducidade decorre da superveniência de norma jurídica que tornou inadmissível situação jurídico-
administrativa anteriormente permitida, tendo significado totalmente distinto da caducidade aplicada para os
contratos de concessão de serviços públicos.

Letra C: Errada.

É possível a convalidação de atos administrativos quando apresentarem defeitos relativos aos elementos
competência e forma.
Convalidação
Forma;
Competência.
Mnemônico: FOCO.

Letra D: Errada. O Judiciário faz apenas o controle da legalidade.

Letra E: Correta.

Indenização por Revogação


Em determinados casos, a revogação de um ato administrativo que afete a relação jurídica mantida entre
o Estado e um particular pode gerar o dever de indenização para o segundo, posto que o ato revogado foi
válido durante algum tempo, e alguém pode ter agido com base nele e sofre alguns prejuízos com sua
revogação. Ressalte-se que, em princípio, não há esse direito de indenização.
Fonte: https://douglascr.jusbrasil.com.br/artigos/136827748/anulacao-revogacao-e-convalidacao-dos-atos-administrativos

Gabarito: Letra E.
(CESPE/TJ-DFT/2019)

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

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57) Após fiscalização da execução de contrato de concessão de serviço público, a administração pública
constatou que o serviço estava sendo prestado de forma inadequada. Ato contínuo, a administração
extinguiu o contrato, por meio de portaria do poder cedente, sob o fundamento de caducidade.
Considerando-se essa situação hipotética, é correto afirmar que o ato administrativo que declarou a
caducidade encontra-se eivado de vício quanto
A) ao objeto.
B) à forma.
C) ao motivo.
D) à finalidade.
E) à competência.
Comentário:
A caducidade deve ser exteriorizada mediante decreto. No caso da questão, a caducidade foi formalizada por
meio de portaria, o que trata de um vício de forma.

Lei 8.987/95. Art. 38. A inexecução total ou parcial do contrato acarretará, a critério do poder concedente, a
declaração de caducidade da concessão ou a aplicação das sanções contratuais, respeitadas as disposições
deste artigo, do art. 27, e as normas convencionadas entre as partes.

§ 4 Instaurado o processo administrativo e comprovada a inadimplência, a caducidade será declarada por


decreto do poder concedente, independentemente de indenização prévia, calculada no decurso do processo.

Requisitos ou elementos do ato administrativo


Competência Poder legal conferido ao agente público para o desempenho das suas atribuições.
Finalidade O ato é dirigido ao atendimento do interesse público, tem efeito jurídico mediato.
Forma Modo pelo qual o ato se exterioriza ou deve ser apresentado.
Motivo Pressuposto de fato e de direito que serve de fundamento ao ato.
Objeto É o conteúdo do ato, tendo efeito jurídico imediato.
Mnemônico: COMFIFORMOB

Gabarito: Letra B.
(Quadrix/CREF - 13ª Região (BA-SE)/2018)
58) São atributos do ato administrativo a presunção de legitimidade, a imperatividade e a
autoexecutoriedade.
Comentário:

Requisitos ou elementos do ato administrativo


Presunção de Presunção de Legitimidade: Os atos são considerados emitidos conforme a lei.
Legitimidade e Presunção de Veracidade: Presumem-se verdadeiros os fatos alegados pela
Veracidade administração.
Prevê que a administração pública, para executar suas decisões, não necessita
Autoexecutoriedade submeter sua pretensão ao Poder Judiciário.
O ato administrativo deve corresponder a figuras previamente definidas pela lei
Tipicidade como aptas a produzir determinados efeitos.
Ocorre naqueles atos em que impõem obrigações a terceiros, independentemente
Imperatividade
de sua concordância.
Mnemônico: PATI

Gabarito: Correto.

@quebrandoquestoes
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Controle
(FGV/BADESC/2010)
59) O controle das empresas estatais, como órgãos descentralizados, é de natureza finalística.
Comentário:

Controle por Vinculação ou Finalístico ou de Tutela ou Supervisão Ministerial


- É o controle exercido da Administração Direta sobre a Administração Indireta;
- Não existe hierarquia, mas sim uma vinculação entre a Administração Pública Direta e Indireta;
- É mais restrito, tendo seus limites estabelecidos em lei, sendo considerado um controle externo;
- Segundo Hely Lopes Meirelles, “é um controle teleológico, de verificação do enquadramento da
instituição no programa geral no Governo e de seu acompanhamento dos atos de seus dirigentes no
desempenho de suas funções estatuárias, para o atingimento das finalidades da entidade controlada”.

Gabarito: Correto.
(CESPE/AL-ES/2011)
60) A juridicidade administrativa não se adapta às mudanças da realidade social, mas há possibilidade de
ela ser restaurada por
A) confirmação de um ato saneável.
B) convalidação pelo Poder Judiciário e revogação pela administração pública.
C) invalidação e convalidação, ambas exercidas pela administração pública.
D) invalidação e revogação, ambas pelo Poder Judiciário.
E) invalidação pelo Poder Judiciário e revogação pela administração pública.
Comentário:

Como a questão trata de Juridiciadade administrativa e o ato administrativo foi praticado em desconformidade
com a ordem jurídica, será possível a restauração ser feita mediante invalidação e convalidação.

Gabarito: Letra C.
(CESPE/AL-ES/2011)
61) Os atos que concedam benefícios tributários estão sujeitos ao controle externo da assembleia
legislativa.
Comentário:

Controle Legislativo
- É o controle exercido pelo poder legislativo, tendo a função típica a de fiscalização, por meio do
Congresso Nacional, auxiliado pelo TCU.
- CF/88. Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e
das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade,
aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante
controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.
- CF/88. Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do
Tribunal de Contas da União, ao qual compete.

Gabarito: Correto.
(ACAFE/PC-SC/2008)
62) O Judiciário examina a legalidade, a oportunidade e a conveniência de um ato administrativo para
aferir sua conformação com a lei e com os princípios gerais do Direito, preservando direitos individuais ou
públicos.
Comentário:

Controle Judicial
- É o controle exercido pelo Poder Judiciário, sendo feito por meio de ações judiciais, como mandado de
segurança, ação popular, mandado de injunção, dentre outros remédios constitucionais.
- O Poder Judiciário pode anular os atos administrativos da administração pública quando provocado
para analisar a legalidade e legitimidade. Porém, não pode analisar o mérito administrativo, que é o
juízo de conveniência e oportunidade.

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

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Gabarito: Errado.
(CESPE/Prefeitura de Fortaleza - CE/2017)
63) Um servidor da Procuradoria-Geral do Município de Fortaleza, ocupante exclusivamente de cargo em
comissão, foi preso em flagrante, em operação da Polícia Federal, por fraudar licitação para favorecer
determinada empresa.

Com referência a essa situação hipotética, julgue o item subsequente tendo como fundamento o controle
da administração pública e as disposições da Lei de Improbidade Administrativa e da Lei Municipal n.º
6.794/1990, que dispõe sobre o Estatuto dos Servidores do Município de Fortaleza.

Caso o referido servidor seja demitido por decisão de processo administrativo disciplinar, poderá o Poder
Judiciário revogar esse ato administrativo se ficar comprovado o cerceamento de defesa, ainda que exista recurso
administrativo pendente de decisão.
Comentário:

O Poder Judiciário não tem competência para revogar ato administrativo de outro poder.

Controle Judicial
- É o controle exercido pelo Poder Judiciário, sendo feito por meio de ações judiciais, como mandado de
segurança, ação popular, mandado de injunção, dentre outros remédios constitucionais.
- O Poder Judiciário pode anular os atos administrativos da administração pública quando provocado
para analisar a legalidade e legitimidade. Porém, não pode analisar o mérito administrativo, que é o
juízo de conveniência e oportunidade.

Gabarito: Errado.
(FCC/TRE-SP/2017)
64) Os atos da Administração pública estão sujeitos a controle externo e interno. O controle exercido pelo
Poder Legislativo, com auxílio do Tribunal de Contas,
A) dá-se sobre atos e contratos firmados pela Administração pública, não sendo exercido, contudo, antes da
celebração dos referidos instrumentos.
B) inclui a análise dos editais de licitação publicados, permitindo a modificação da redação daqueles instrumentos,
especialmente no que se refere à habilitação, a fim de preservar a igualdade entre os participantes do certame.
C) autoriza a suspensão de atos e contratos celebrados pela Administração pública quando, instada a revogá-los
ou anulá- los, não o fizer no prazo fixado.
D) possibilita a sustação de atos pelo Tribunal de Contas, quando a Administração pública não sanar os vícios
indicados pelo mesmo.
E) permite a sindicância das licitações realizadas pela Administração direta e indireta, com a anulação de editais e
contratos deles decorrentes sempre que houver vício de legalidade insanável.
Comentário:

Letra A: Errada.

STF/MS 24.510
"PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. IMPUGNAÇÃO. COMPETÊNCIA DO TCU. CAUTELARES.
CONTRADITÓRIO. AUSÊNCIA DE INSTRUÇÃO.
1 - Os participantes de licitação têm direito à fiel observância do procedimento estabelecido na lei e
podem impugná-lo administrativa ou judicialmente. Preliminar de ilegitimidade ativa rejeitada.
2 - Inexistência de direito líquido e certo. O Tribunal de Contas da União tem competência para fiscalizar
procedimentos de licitação, determinar suspensão cautelar (artigos 4º e 113, § 1º e 2º da Lei nº
8.666/93), examinar editais de licitação publicados e, nos termos do art. 276 do seu Regimento Interno,
possui legitimidade para a expedição de medidas cautelares para prevenir lesão ao erário e garantir a
efetividade de suas decisões).

Letra B: Errada.

O TCU pode examinar os editais de licitação, porém não pode fazer modificações na redação dos editais.

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

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Letra C: Errada.

CF/88. Art. 71, § 1º No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso
Nacional, que solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis.

§ 2º Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, não efetivar as medidas
previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito.

Letra D: Correta.

CF/88. Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal
de Contas da União, ao qual compete:

X - sustar, se não atendido, a execução do ATO impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos
Deputados e ao Senado Federal;

Letra E: Errada.

O TCU não tem competência para anular editais e contratos da administração pública.

Gabarito: Letra D.
(CESPE/PGE-AM/2016)
65) O controle administrativo interno é cabível apenas em relação a atividades de natureza administrativa,
mesmo quando exercido no âmbito dos Poderes Legislativo e Judiciário.
Comentário:

Controle Interno
- Consiste no controle que cada um dos Poderes exerce sobre seus próprios atos e agentes (Controle
por subordinação ou hierárquico).

Gabarito: Correto.
(CESPE/PC-GO/2016)
66) Assinale a opção correta a respeito do controle da administração pública.
A) O ato regulamentar que extrapola os limites da lei regulamentada acaba por vulnerá-la, podendo resultar em
controle judicial quanto à sua constitucionalidade por afronta aos princípios da legalidade e da reserva legal.
B) O poder de fiscalização de uma pessoa jurídica integrante da administração indireta por ente da administração
direta consagra a chamada tutela administrativa, verdadeiro controle por vinculação que se dá pelas vias política,
institucional, administrativa e financeira.
C) A vedação ao controle judicial do mérito dos atos administrativos não impede que o Poder Judiciário reavalie de
forma ampla os critérios de correção de banca examinadora em concurso público.
D) Em razão dos princípios da continuidade do serviço público e da eficiência o controle administrativo deve ser
exercido de forma prévia/preventiva ou posterior/repressiva, sendo descabida a sua realização concomitantemente
com a prática do ato.
E) A discricionariedade administrativa somente é cabível na hipótese de o administrador se deparar com conceitos
jurídicos indeterminados.
Comentário:

Letra A: Errada.

O ato regulamentar que extrapola os limites da lei regulamentada acaba por vulnerá-la, podendo resultar em
controle judicial quanto à sua legalidade.

Letra B: Correta.

Controle por Vinculação ou Finalístico ou de Tutela ou Supervisão Ministerial


- É o controle exercido da Administração Direta sobre a Administração Indireta;

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

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- Não existe hierarquia, mas sim uma vinculação entre a Administração Pública Direta e Indireta;
- É mais restrito, tendo seus limites estabelecidos em lei, sendo considerado um controle externo;
- Segundo Hely Lopes Meirelles, “é um controle teleológico, de verificação do enquadramento da
instituição no programa geral no Governo e de seu acompanhamento dos atos de seus dirigentes no
desempenho de suas funções estatuárias, para o atingimento das finalidades da entidade controlada”.
Tutela
Consiste no controle feito por um ente político (U/E/DF/M) a uma entidade criada por aquele por meio
da vinculação existente. Não existe hierarquia, mas sim vinculação.

Letra C: Errada.

STF/RE 632.853
Os critérios adotados por banca examinadora de concurso não podem ser revistos pelo Poder Judiciário.

Letra D: Errada.

Quanto ao Momento: Controle Prévio, Concomitante e Posterior


Controle Prévio
Controle realizado antes de o ato acontecer; Pode ser exercido por qualquer dos poderes;
Controle Concomitante
Ocorre durante a realização do ato, verificando sua regularidade;
Controle Posterior
Ocorre após o ato ter finalizado, tem por finalidade corrigir ou anular algo que foi feito de maneira
incorreta;

Letra E: Errada. É possível também quando a lei estabelece certa margem de liberdade.

Gabarito: Letra B.
(CESPE/MPE-SE/2010)
67) O controle por vinculação tem caráter externo, pois, nesse caso, o poder de fiscalização e de revisão é
atribuído a uma pessoa e é exercido sobre os atos praticados por pessoa diversa.
Comentário:

Controle por Vinculação ou Finalístico ou de Tutela ou Supervisão Ministerial


- É o controle exercido da Administração Direta sobre a Administração Indireta;
- Não existe hierarquia, mas sim uma vinculação entre a Administração Pública Direta e Indireta;
- É mais restrito, tendo seus limites estabelecidos em lei, sendo considerado um controle externo;
- Segundo Hely Lopes Meirelles, “é um controle teleológico, de verificação do enquadramento da
instituição no programa geral no Governo e de seu acompanhamento dos atos de seus dirigentes no
desempenho de suas funções estatuárias, para o atingimento das finalidades da entidade controlada”.
Controle Externo
- É o controle que existe de um Poder sobre o outro em relação aos atos administrativos praticados,
assim como, o da Administração Direta sobre a Indireta (Controle Ministerial ou de Tutela ou Vinculado).
- O controle da Administração Direta sobre a indireta é considerado um controle interno externo
(Bandeira de Mello) por parte da doutrina, e também é considerado por outra parte como controle Interno
(Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo). A banca CESPE já considerou CONTROLE EXTERNO e
INTERNO EXTERNO.
- São exemplos de controle externo:
* Sustação dos atos normativos do Poder Executivo pelo Congresso Nacional quando exorbitar os
limites de delegação legislativa;
* Julgamento pelo Congresso Nacional das contas do Presidente da República;
* Anulação de um ato administrativo do Poder executivo pelo poder Judiciário;

Gabarito: Correto.
(CESPE/TCE-PA/2016)
68) Recursos administrativos constituem meios hábeis para propiciar o reexame de decisão interna de um
órgão da administração por órgão correspondente de outro Poder ou de outra esfera.

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

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Comentário:

A questão apresenta a regra do recurso administrativo. Porém, em casos excepcionais, é possível o recurso
impróprio.

Recurso hierárquico Próprio


É o reexame do ato feito pela autoridade hierarquicamente superior, dentro do mesmo órgão;
Recurso hierárquico Impróprio
É o recurso que é feito a uma autoridade que não possui hierarquia sobre aquela que editou o ato,
sendo possível esse tipo de recurso apenas quando previsto em lei.

Gabarito: Correto.

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

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Licitações e Contratos Administrativos


(FCC/EMAE-SP/2018)
69) A Lei no 8.666/1993 e respectivas alterações especifica as regras para licitações e contratos. Em
termos gerais, subordinam-se ao regime desta lei SOMENTE
A) os órgãos da Administração direta, fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas
públicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União,
Estados, Distrito Federal e Municípios.
B) os órgãos de Administração direta, as autarquias, as fundações públicas e as empresas de caráter público.
C) as fundações públicas, os fundos especiais e entidades diretamente controladas pela União, Estado, Distrito
Federal e Municípios.
D) os órgãos de Administração direta, as autarquias e empresas públicas.
E) os órgãos da Administração direta, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e demais
entidades controladas diretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Comentário:

Lei 8.666/93. Art. 1º. Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a
obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta Lei, além dos órgãos da administração direta, os fundos
especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e
demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

Gabarito: Letra A.
(VUNESP/Prefeitura de Guararapes - SP/2018)
70) Pela Lei de Licitações Públicas (Lei Federal nº 8.666/93 e suas alterações) um ajuste entre órgão da
Administração Municipal e um particular, para a execução de serviços mediante pagamento, seja qual for a
denominação utilizada, é definido como
A) contrato.
B) ordem de serviço.
C) concessão pública.
D) protocolo de intenções.
E) parceria público-privada (PPP).
Comentário:

Contrato - Conceito
Lei 8.666/93. Art. 2º. Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se contrato todo e qualquer ajuste
entre órgãos ou entidades da Administração Pública e particulares, em que haja um acordo de
vontades para a formação de vínculo e a estipulação de obrigações recíprocas, seja qual for a
denominação utilizada.

Gabarito: Letra A.
(CESPE/TCE-PE/2017)
71) Considerando a legislação e os conceitos pertinentes a licitações e contratos administrativos, julgue o
item a seguir.
A Lei Geral de Licitações e Contratos compreende, entre outros, os princípios licitatórios da vinculação ao
instrumento convocatório, do julgamento objetivo e da adjudicação compulsória ao vencedor.
Comentário:

Princípios da Licitação
Legalidade;
Impessoalidade;
Moralidade;
Publicidade;
Igualdade;
Probidade Administrativa;
Vinculação ao Instrumento Convocatório;

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

Julgamento Objetivo.
Mnemônico: LIMPI PA VIC JO
Lei 8.666/93. Art. 3º. A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da
isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do
desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os
princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da
probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos
que lhes são correlatos.

Gabarito: Correto.
(FCC/TRT - 24ª REGIÃO (MS)/2017)
72) O Supremo Tribunal Federal em importante julgamento declarou inconstitucional considerar como
fatores de averiguação da proposta mais vantajosa os valores relativos aos impostos pagos ao ente
federativo que realiza a licitação. Isto porque, tais fatores, obviamente, desfavorecem eventuais
competidores locais e prejudicam sensivelmente os instalados em localidades diversas. A situação
narrada traz exemplo de clara aplicação de um dos princípios que norteiam as licitações públicas. Trata-se
do princípio da
A) adjudicação compulsória.
B) vinculação ao instrumento convocatório.
C) julgamento objetivo.
D) igualdade.
E) publicidade.
Comentário:

STF/ADI 3.070/RN
1. É inconstitucional o preceito, segundo o qual, na análise de licitações, serão considerados, para
averiguação da proposta mais vantajosa, entre outros itens os valores relativos aos impostos pagos à
Fazenda Pública daquele Estado-membro. Afronta ao princípio da isonomia, igualdade entre todos
quantos pretendam acesso às contratações da Administração.

2. A Constituição do Brasil proíbe a distinção entre brasileiros. A concessão de vantagem ao licitante que
suporta maior carga tributária no âmbito estadual é incoerente com o preceito constitucional desse inciso III
do artigo 19.

Gabarito: Letra D.
(FEPESE/CELESC/2019)
73) Nas licitações públicas é vedado aos agentes públicos:
A) Realizar pregões eletrônicos.
B) Comprar produtos que já existam no estoque.
C) Contratar produtos e serviços de empresas estrangeiras.
D) Restringir ou frustrar o caráter competitivo da licitação.
E) Contratar serviços de engenharia sem a comprovação de que o setor público não tem condições de executar o
objeto do contrato por seus próprios meios.
Comentário:

Licitação – Vedação aos Agentes Públicos


Lei 8.666/93. Art. 3. Lei 8.666/93. Art. 3º. § 1º É vedado aos agentes públicos:

I - admitir, prever, incluir ou tolerar, nos atos de convocação, cláusulas ou condições que
comprometam, restrinjam ou frustrem o seu caráter competitivo, inclusive nos casos de sociedades
cooperativas, e estabeleçam preferências ou distinções em razão da naturalidade, da sede ou domicílio
dos licitantes ou de qualquer outra circunstância impertinente ou irrelevante para o específico objeto
do contrato, ressalvado o disposto nos §§ 5º a 12 deste artigo e no art. 3o da Lei no 8.248, de 23 de
outubro de 1991;

II - estabelecer tratamento diferenciado de natureza comercial, legal, trabalhista, previdenciária ou


qualquer outra, entre empresas brasileiras e estrangeiras, inclusive no que se refere a moeda,

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42/77
Direito Administrativo – Questões Comentadas

modalidade e local de pagamentos, mesmo quando envolvidos financiamentos de agências


internacionais, ressalvado o disposto no parágrafo seguinte (Preferência de Desempate) e no art. 3º
da Lei no 8.248, de 23 de outubro de 1991.

Gabarito: Letra D.
(Quadrix/CRO-GO/2019)
74) Acerca das normas de licitações e contratos da Administração Pública previstas na Lei n.º 8.666/1993 e
da modalidade de licitação denominada pregão (Lei n.º 10.520/2002), julgue o item.
No procedimento licitatório em igualdade de condições, como critério de desempate, será assegurada a
preferência aos bens e serviços produzidos no Brasil.
Comentário:

Licitação – Critérios de Desempate


Lei 8.666/93. Art. 3. § 2º. Em igualdade de condições, como critério de desempate, será assegurada
preferência, sucessivamente, aos bens e serviços:

* Produzidos no País; (PP)

* Produzidos ou prestados por empresas brasileiras. (PEB)

* Produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia


no País.

* Produzidos ou prestados por empresas que comprovem cumprimento de reserva de cargos prevista
em lei para pessoa com deficiência ou para reabilitado da Previdência Social e que atendam às regras
de acessibilidade previstas na legislação.
OBS: Continuando o empate, após os critérios mencionados acima, o desempate ocorrerá mediante
sorteio em ato público.
Lei 8.666/93. Art. 45. § 2º. No caso de empate entre duas ou mais propostas, e após obedecido o
disposto no § 2º do art. 3º desta Lei, a classificação se fará, obrigatoriamente, por sorteio, em ato
público, para o qual todos os licitantes serão convocados, vedado qualquer outro processo.

Gabarito: Correto.
(CESPE/MPC-PA/2019)
75) Participam de determinado processo licitatório da administração pública três empresas: W, Y e Z.
A empresa W é estrangeira, mas fabrica produtos manufaturados dentro do território brasileiro, produtos
esses que resultam de desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no Brasil.
A empresa Y é brasileira, produz e exporta matéria-prima para fora do Brasil e faz reserva de cargos para
pessoa com deficiência, conforme determina a legislação.
A empresa Z fabrica produtos manufaturados que atendem às normas técnicas brasileiras e obedece às
previsões legais de acessibilidade e de reserva de cargos para pessoa reabilitada da previdência social.
A Lei de Licitações e Contratos (Lei n.º 8.666/1993) autoriza que, nessa situação, a administração pública
estabeleça margem de preferência somente para
A) as empresas W e Y.
B) as empresas Y e Z.
C) as empresas W e Z.
D) a empresa Z.
E) a empresa W.
Comentário:

Licitação - Margem de Preferência


Lei 8.666/93. Art. 3º. § 5º. Nos processos de licitação, poderá ser estabelecida margem de
preferência para:
Empresa W
OK I – produtos manufaturados e para serviços nacionais que atendam a normas técnicas
brasileiras;

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

Lei 8.666/93. Art. 3º. § 7º. Para os produtos manufaturados e serviços nacionais
resultantes de desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no País, poderá ser
estabelecido margem de preferência adicional àquela prevista no § 5º.
Lei 8.666/93. Art. 3º. § 5º. Nos processos de licitação, poderá ser estabelecida margem de
preferência para:

II – bens e serviços produzidos ou prestados por empresas que comprovem cumprimento


de reserva de cargos prevista em lei para pessoa com deficiência ou para reabilitado
da Previdência Social e que atendam às regras de acessibilidade previstas na
legislação.
Empresa Y Requisitos para margem de preferência: Reserva de cargos para PCD + atender às
X regras de acessibilidade.

Ou

Requisitos para margem de preferência: Reserva de cargos para reabilitado da


Previdência Social + atender às regras de acessibilidade.
A Empresa Y atende apenas um dos requisitos (faz reserva de cargos para pessoa com
deficiência), faltando o requisito de atender às regras de acessibilidade.
Lei 8.666/93. Art. 3º. § 5º. Nos processos de licitação, poderá ser estabelecida margem de
preferência para:

I – produtos manufaturados e para serviços nacionais que atendam a normas técnicas


Empresa Z
brasileiras;
OK
II – bens e serviços produzidos ou prestados por empresas que comprovem cumprimento
de reserva de cargos prevista em lei para pessoa com deficiência ou para reabilitado
da Previdência Social e que atendam às regras de acessibilidade previstas na
legislação.

Gabarito: Letra C.
(FCC/DPE-PR/2017)
76) Sobre o tema licitações, é correto afirmar:
As microempresas e empresas de pequeno porte poderão participar do procedimento licitatório sem necessitar
comprovar previamente a qualificação técnica, por força da finalidade relacionada ao desenvolvimento nacional,
entretanto uma vez declarada vencedora, deverá apresentar comprovar sua qualificação em até 48 horas.
Comentário:

Comprovação de Regularidade Fiscal e Trabalhista - ME e EPP


LC 123/2006. Art. 43. As microempresas e as empresas de pequeno porte, por ocasião da participação
em certames licitatórios, deverão apresentar toda a documentação exigida para efeito de comprovação
de regularidade fiscal e trabalhista, mesmo que esta apresente alguma restrição.
§ 1º. Havendo alguma restrição na comprovação da regularidade fiscal e trabalhista, será assegurado o
prazo de cinco dias úteis, cujo termo inicial corresponderá ao momento em que o proponente for
declarado vencedor do certame, prorrogável por igual período, a critério da administração pública, para
regularização da documentação, para pagamento ou parcelamento do débito e para emissão de eventuais
certidões negativas ou positivas com efeito de certidão negativa.

§ 2º. A não-regularização da documentação, no prazo previsto no § 1o deste artigo, implicará decadência


do direito à contratação, sem prejuízo das sanções previstas no art. 81 da Lei no 8.666, de 21 de junho
de 1993, sendo facultado à Administração convocar os licitantes remanescentes, na ordem de
classificação, para a assinatura do contrato, ou revogar a licitação.
As ME e EPP podem comprovar a regularidade fiscal e trabalhista no momento da assinatura do
contrato.

Gabarito: Errado.
(CESPE/TRT - 7ª Região (CE)/2017)

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

77) Conforme a Lei de Licitações e Contratos — Lei n.º 8.666/1993 —, nos projetos básico e executivo
deve-se observar, entre outros requisitos, a adoção
A) dos padrões de excelência conforme a normativa internacional.
B) de tecnologias importadas como forma de transferência de conhecimento.
C) de métodos de construção que levem em conta o impacto social.
D) das normas técnicas, de saúde e de segurança do trabalho adequadas.
Comentário:

Requisitos Exigidos nos Projetos Básico e Executivo


Lei 8.666/93. Art. 12. Nos projetos básicos e projetos executivos de obras e serviços serão considerados
principalmente os seguintes requisitos:

I - segurança;

II - funcionalidade e adequação ao interesse público;

III - economia na execução, conservação e operação;

IV - possibilidade de emprego de mão de obra, materiais, tecnologia e matérias-primas existentes no


local para execução, conservação e operação;

V - facilidade na execução, conservação e operação, sem prejuízo da durabilidade da obra ou do serviço;

VI - adoção das normas técnicas, de saúde e de segurança do trabalho adequadas; (Redação


dada pela Lei nº 8.883, de 1994)

VII - impacto ambiental.

Gabarito: Letra D.
(VUNESP/Prefeitura de Itapevi - SP/2019)
78) Assinale a alternativa correta.
A) O pregão é considerado uma modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços comuns.
B) A concorrência é considerada uma modalidade de licitação destinada exclusivamente à alienação de bens
imóveis.
C) A tomada de preço não é considerada uma modalidade de licitação, mas uma forma de verificar os preços de
serviços no mercado.
D) O convite é considerado uma modalidade de licitação utilizada apenas nas solenidades de aniversário dos
órgãos públicos.
E) O concurso é a modalidade de licitação utilizada para a contratação de pessoal para o serviço público.
Comentário:

Modalidades de Licitação – Conceito


Lei 8.666/93. Art. 22. § 1º. Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer
Concorrência interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os
requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto.
Lei 8.666/93. Art. 22. § 2º. Tomada de preços é a modalidade de licitação entre
Tomada de interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições
Preços exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das
propostas, observada a necessária qualificação.
Lei 8.666/93. Art. 22. § 3º. Convite é a modalidade de licitação entre interessados do
ramo pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em
número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa, a qual afixará, em local
Convite
apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na
correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de
até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas.
Lei 8.666/93. Art. 22. § 4º. Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer
Concurso
interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes


de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e
cinco) dias.
Modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda (alienação) de
bens móveis (até o limite de R$ 1.430.000,00) inservíveis para a administração ou de
produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens
Leilão imóveis da Administração Pública cuja aquisição haja derivado de procedimentos
judiciais ou de dação em pagamento, sendo o vencedor quem oferecer o maior lance,
igual ou superior ao valor da avaliação. (Lei 8.666/93. Art. 19 combinado com o Art. 22.
§ 5º.)
Modalidade de licitação prevista na Lei 10.520/02 que é utilizada para aquisição de bens
Pregão e serviços comuns, sendo adotado o critério de menor preço.
É a modalidade de licitação prevista na Lei 9.472/97 em que ao menos cinco pessoas,
físicas ou jurídicas, de elevada qualificação, serão chamadas a apresentar propostas
Consulta
para fornecimento de bens ou serviços não comuns. Modalidade utilizada apenas pelas
agências reguladoras.

Gabarito: Letra A.
(COPESE - UFPI/UFPI/2019)
79) Marque a opção que NÃO apresenta uma modalidade de licitação, conforme a Lei nº 8.666/93:
A) Tomada de preços.
B) Convite.
C) Concurso.
D) Leilão.
E) Pregão.
Comentário:

Modalidades de Licitação – Conceito


Concorrência Lei 8.666/93.
Tomada de Preços Lei 8.666/93.
Convite Lei 8.666/93.
Concurso Lei 8.666/93.
Leilão Lei 8.666/93.
Pregão Lei 10.520/02.
Consulta Lei 9.472/97.

Gabarito: Letra E.
(COPEVE-UFAL/Prefeitura de Porto Calvo - AL/2019)
80) Para obras e serviços de engenharia, tendo em vista o valor estimado da contratação acima de R$
330.000,00 (trezentos e trinta mil reais) e que não ultrapasse R$ 3.300.000,00 (três milhões e trezentos mil
reais), tem-se a obrigatoriedade da modalidade de licitação chamada
A) Leilão.
B) Pregão.
C) Convite.
D) Concorrência.
E) Tomada de preços.
Comentário:

Modalidades de Licitação
Concorrência (Lei 8.666/93)
Tomada de Preços (Lei 8.666/93) Modalidades definidas a partir do valor estimado da contratação.
Convite (Lei 8.666/93)
Concurso (Lei 8.666/93)
Leilão (Lei 8.666/93) Modalidades definidas a partir da natureza do objeto da
Pregão (Lei 10.520/02) contratação.
Consulta (Lei 9.472/97)

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46/77
Direito Administrativo – Questões Comentadas

Modalidades de Licitação – Valores Conforme Decreto 9.412/18


Modalidades Valores
Obras e serviços de engenharia: Acima de R$ 3.300.000,00.
Concorrência
Demais compras e serviços: Acima de R$ 1.430.000,00.
Obras e serviços de engenharia: Até de R$ 3.300.000,00.
Tomada de Preços
Demais compras e serviços: Até de R$ 1.430.000,00.
Obras e serviços de engenharia: Até de R$ 330.000,00.
Convite
Demais compras e serviços: Até de R$ 176.000,00.

Gabarito: Letra E.
(INSTITUTO AOCP/TRT - 1ª REGIÃO (RJ)/2018)
81) No caso de consórcios públicos, aplicar-se-á o dobro dos valores das modalidades de licitação quando
formado por até 2 (dois) entes da Federação, e o triplo, quando formado por maior número.
Comentário:

Lei 8.666/93. Art. 23. § 8º. No caso de consórcios públicos, aplicar-se-á o dobro dos valores das modalidades
de licitação quando formado por até 3 (três) entes da Federação, e o triplo, quando formado por maior
número.

Consórcios Públicos
Até 03 Entes da Federação 04 ou Mais Entes da Federação
Aplica-se o dobro dos valores das modalidades de Aplica-se o triplo dos valores das modalidades de
licitação. licitação.

Gabarito: Errado.
(FCC/DPE-PR/2017)
82) Sobre o tema licitações, é correto afirmar:
Conforme a Lei de Licitações, sempre que os candidatos forem inabilitados ou desclassificados – instituto da
licitação fracassada – se autorizará a imediata contratação direta.
Comentário:

Licitação Deserta x Licitação Fracassada


Licitação Deserta
Ocorre quando nenhum proponente interessado comparece ou por ausência de interessados na
licitação.
A licitação se torna dispensável, desde que demonstre motivadamente existir prejuízo na realização de
uma nova licitação e desde que sejam mantidas todas as condições preestabelecidas em edital (Lei
8.666/93. Art. 24. V).
Licitação Fracassada
Ocorre quando todos os licitantes forem inabilitados ou todas as propostas forem desclassificadas.
A Administração terá discricionariedade em relação à licitação fracassada, pois poderá encerrar o
procedimento, realizá-lo novamente ou conceder prazo para que todos os licitantes consertem o erro.
Caso continue interessada em contratar, poderá realizar nova licitação ou conceder o prazo de 08 dias
úteis (poderá ser de 03 dias úteis no caso de convite) para:

* Todos os inabilitados apresentarem nova documentação. Caso todos continuem inabilitados, o


procedimento será encerrado, e a Administração, ainda interessada, poderá realizar uma nova licitação.

* Todos os desclassificados apresentarem novas propostas. Persistindo o mesmo problema devido aos
preços manifestamente superiores aos praticados no mercado nacional ou incompatíveis com os fixados
pelos órgãos oficiais competentes, a licitação poderá ser dispensável (Lei 8.666/93. Art. 24. VII). Sendo
outro motivo, a Administração realizará uma nova licitação, caso continue demonstrando interesse.

Gabarito: Errado.
(FUNDATEC/Prefeitura de Eldorado do Sul - RS/2018)
83) De acordo com a Lei de Licitações nº 8.666/1993, a licitação destina-se a garantir a observância do
princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

promoção do desenvolvimento nacional sustentável. Em observância aos preceitos contidos nessa lei, é
dispensável a licitação:
A) Para aquisição de materiais, equipamentos, ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor, empresa
ou representante comercial exclusivo, vedada a preferência de marca, devendo a comprovação de exclusividade
ser feita através de atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação
ou a obra ou o serviço, pelo Sindicato, Federação ou Confederação Patronal, ou, ainda, pelas entidades
equivalentes.
B) Na contratação da coleta, processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou
reutilizáveis, em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo, efetuados por associações ou cooperativas
formadas por mais da metade de pessoas físicas ou de pequenos empresários individuais, categorizados como
microempresários, reconhecidas pelo poder público como catadores de materiais recicláveis, com o uso de
equipamentos compatíveis com as normas técnicas, ambientais e de saúde pública.
C) Na contratação de instituição ou organização, pública ou privada, com ou sem fins lucrativos, para a prestação
de serviços de assistência técnica e extensão rural no âmbito do Programa Nacional de Assistência Técnica e
Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária, instituído por lei federal.
D) Para a construção, melhoria e reforma e o aprimoramento de estabelecimentos penais, ainda que não esteja
configurada situação de grave e iminente risco à segurança pública.
E) Para contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou através de empresário exclusivo,
desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública.
Comentário:

Letra A e E: Erradas.

Licitações Inexigíveis.

Letra B: Errada.

Lei 8.666/93. Art. 24. É dispensável a licitação:

XXVII - na contratação da coleta, processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis


ou reutilizáveis, em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo, efetuados por associações ou cooperativas
formadas exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo poder público como
catadores de materiais recicláveis, com o uso de equipamentos compatíveis com as normas técnicas,
ambientais e de saúde pública.

Letra C: Correta.

Lei 8.666/93. Art. 24. É dispensável a licitação:

XXX - na contratação de instituição ou organização, pública ou privada, com ou sem fins lucrativos, para a
prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural no âmbito do Programa Nacional de Assistência
Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária, instituído por lei federal.

Letra D: Errada.

Lei 8.666/93. Art. 24. É dispensável a licitação:

XXXV - para a construção, a ampliação, a reforma e o aprimoramento de estabelecimentos penais, desde


que configurada situação de grave e iminente risco à segurança pública.

Gabarito: Letra C.
(VUNESP/Prefeitura de Campinas - SP/2019)
84) Nos termos da Lei n° 8.666/93, é correto afirmar que a licitação é dispensável
A) nas aquisições de gêneros fornecidos somente por produtor exclusivo.
B) nas contratações de profissional de qualquer setor artístico.
C) nas contratações de serviços de natureza singular de notória especialização.
D) nas aquisições de equipamentos fornecidos somente por empresa exclusiva.
E) nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem.

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

Comentário:

Letra A/B/C/D: Erradas.

Licitações inexigíveis.

Letra E: Correta.

Lei 8.666/93. Art. 24. É dispensável a licitação:

III - nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem;

Licitação Dispensada x Licitação Dispensável x Licitação Inexigível


* A Administração Pública está vinculada a não realizar a licitação.
Licitação * Possui um rol taxativo.
Dispensada * Palavras chaves relacionadas à Licitação Dispensada: Dação em pagamento,
doação, alienação, permuta, venda e investidura.
* A Administração Pública possui a discricionariedade (conveniência ou oportunidade)
de realizar ou não a licitação.
Licitação
* Possui um rol taxativo.
Dispensável
* Palavras chaves relacionadas à Licitação Dispensável: Compra, Aquisição e
Contratação.
* A Administração Pública não encontra viabilidade de competição para realizar uma
licitação.
* Possui um rol exemplificativo.
* Principais casos:
- Aquisição de materiais que só possam ser fornecidos por empresa ou representante
Licitação comercial exclusivo, vedada a preferência de marca.
Inexigível - Contratação de serviços técnicos de natureza singular, com profissionais ou
empresas de notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de
publicidade e divulgação.
- Contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou através de
empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela
opinião pública.

Gabarito: Letra E.
(VUNESP/Câmara de Jales - SP/2018)
85) No caso de um ente público decidir contratar serviço técnico de publicidade para divulgação de atos e
serviços de interesse público, a Lei nº 8.666/93 dispõe que a contratação
A) poderá ser feita diretamente desde que com profissionais ou empresas de notória especialização.
B) será feita diretamente, uma vez que é hipótese expressa de dispensa de licitação.
C) não poderá ser feita diretamente, pois, nesse caso, a Lei exige a licitação.
D) será feita diretamente, pois é hipótese legal de inexigibilidade de licitação.
E) poderá ser feita diretamente se o valor do serviço a ser contratado for inferior a 8 mil reais.
Comentário:

Lei 8.666/93. Art. 2º. As obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações, concessões,
permissões e locações da Administração Pública, quando contratadas com terceiros, serão necessariamente
precedidas de licitação, ressalvadas as hipóteses previstas nesta Lei.

Lei 8.666/93. Art. 25. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, em especial:

II - para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta Lei, de natureza singular, com
profissionais ou empresas de notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade
e divulgação;

TCU/Súmula 252
A inviabilidade de competição para a contratação de serviços técnicos, a que alude o inciso II do art. 25

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

da Lei nº 8.666/1993, decorre da presença simultânea de três requisitos: serviço técnico especializado,
entre os mencionados no art. 13 da referida lei, natureza singular do serviço e notória especialização do
contratado.

Gabarito: Letra C.
(IBADE/Câmara de Porto Velho - RO/2018)
86) O contrato administrativo, caracteriza-se pela presença da Administração Pública como Poder Público;
finalidade pública; obediência na forma prescrita em lei; procedimento legal; natureza de contrato de
adesão; natureza intuitu personae; presença de cláusulas exorbitantes; e mutabilidade.
Comentário:

Contratos - Características
Submissão ao Direito Os contratos administrativos estão sujeitos aos princípios e normas de
Administrativo Direito Público.
Os contratos administrativos são caracterizados pela posição de
Verticalidade perante o
superioridade que a Administração Pública possui em relação ao particular,
particular
tendo aquela como prerrogativas as cláusulas exorbitantes.
O contrato administrativo, quando necessário para sua conclusão, pode ser
Mutabilidade modificado unilateralmente pela Administração Pública.
As disposições do contrato administrativo são previa e unilateralmente
Contrato de Adesão elaboradas pela Administração, não podendo o particular negociar por
alterações, tendo que aderi-las na forma fixada.
Trata-se de prerrogativas que a Administração apresenta, atuando em
Cláusulas Exorbitantes posição de superioridade em relação ao particular.
Intuito Personae ou O contrato administrativo deve ser executado pelo vencedor da licitação.
Personalíssimo Sendo, em regra, vedada a subcontratação, total ou parcial, do seu objeto.
Os contratos administrativos devem cumprir requisitos intrínsecos e
extrínsecos. Em regra, devem ser escritos, sendo possível o contrato verbal
Formalismo
apenas em pequenas compras de pronto pagamento em regime de
adiantamento (Compras de até R$ 8.000,00).
Comutativo ou Os contratos devem estabelecer compensações recíprocas e equivalentes
Signalamático entre as partes.

Gabarito: Correto.
(CESPE/STM/2018)
87) Acerca do direito administrativo, dos atos administrativos e dos agentes públicos, julgue o item a
seguir.
Em razão do princípio da tipicidade, é vedado à administração celebrar contratos inominados.
Comentário:

Tipicidade
O ato administrativo é dotado de determinados atributos, entre os quais se insere a tipicidade, decorrente
do princípio da legalidade, que afasta a possibilidade de a administração praticar atos inominados,
predicando a utilização de figuras previamente definidas como aptas a produzir determinados resultados.
O ato administrativo deve corresponder a figuras previamente definidas pela lei como aptas a produzir
determinados efeitos. Essa característica do ato administrativo decorre do atributo da tipicidade.
No que diz respeito ao atributo da tipicidade do ato administrativo, é certo que essa tipicidade só existe
em relação aos atos unilaterais. Tal atributo está previsto em atos unilaterais e nominados (precisam
estar tipificados em lei), não existindo em contratos, sendo estes inominados (não precisam estar
tipificados em lei).
O princípio da legalidade veda à administração a prática de atos inominados (não precisam estar
tipificados em lei), embora estes sejam permitidos aos particulares.
É possível à administração celebrar contratos inominados.

Gabarito: Errado.
(CESPE/FUB/2016)

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

88) O valor inicial do contrato para a reforma das instalações elétricas de determinado prédio público foi
orçado em R$ 180.000,00. A data-base do orçamento foi definida para 11/2015 e a previsão de duração da
obra era de 15 meses. A ordem de serviço foi emitida em 15/1/2016.
Considerando a situação apresentada, julgue o item que se segue.
Considerando a situação apresentada, julgue o item que se segue. O contrato só poderá ser reajustado após 12
meses da data de assinatura da ordem de serviço.
Comentário:

Lei 8.666/93. Art. 55. São cláusulas necessárias em todo contrato as que estabeleçam:

III - o preço e as condições de pagamento, os critérios, data-base e periodicidade do reajustamento de


preços, os critérios de atualização monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do efetivo
pagamento;

O contrato é que define a periodicidade do reajustamento.

Gabarito: Errado.
(FCC/DPE-BA/2016)
89) João, Defensor Público estadual, ao analisar os contratos com a administração pública, verificou a
falta de um dos elementos formais do contrato. Segundo a Lei no 8.666 de 1993, por determinação do
artigo 55, esses elementos são:

I. o crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da classificação funcional programática e da
categoria econômica.

II. a cláusula de subcontratação unilateral ad nutum.

III. a vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a dispensou ou a inexigiu, ao convite e à proposta
do licitante vencedor.

IV. o preço e as condições de pagamento, os critérios, data-base e periodicidade do reajustamento de


preços, os critérios de atualização monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do efetivo
pagamento.

Está correto o que se afirma APENAS em


A) I, III e IV.
B) I, II e IV.
C) I e II.
D) II e III.
E) III e IV.
Comentário:

Cláusulas Necessárias - Contrato


Lei 8.666/93. Art. 55. São cláusulas necessárias em todo contrato as que estabeleçam:

I - o objeto e seus elementos característicos;

II - o regime de execução ou a forma de fornecimento;

III - o preço e as condições de pagamento, os critérios, data-base e periodicidade do reajustamento de


preços, os critérios de atualização monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do efetivo
pagamento;

IV - os prazos de início de etapas de execução, de conclusão, de entrega, de observação e de


recebimento definitivo, conforme o caso;

V - o crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da classificação funcional programática e da
categoria econômica;

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@legislacaofacilitada

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

VI - as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução, quando exigidas;

VII - os direitos e as responsabilidades das partes, as penalidades cabíveis e os valores das multas;

VIII - os casos de rescisão;

IX - o reconhecimento dos direitos da Administração, em caso de rescisão administrativa prevista no


art. 77 desta Lei;

X - as condições de importação, a data e a taxa de câmbio para conversão, quando for o caso;

XI - a vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a dispensou ou a inexigiu, ao convite e à


proposta do licitante vencedor;

XII - a legislação aplicável à execução do contrato e especialmente aos casos omissos;

XIII - a obrigação do contratado de manter, durante toda a execução do contrato, em compatibilidade


com as obrigações por ele assumidas, todas as condições de habilitação e qualificação exigidas na
licitação.

Lei 8.666/93. Art. 72. O contratado, na execução do contrato, sem prejuízo das responsabilidades
contratuais e legais, poderá subcontratar partes da obra, serviço ou fornecimento, até o limite admitido, em
cada caso, pela Administração.

Lei 8.666/93. Art. 78. Constituem motivo para rescisão do contrato:

VI - a subcontratação total ou parcial do seu objeto, a associação do contratado com outrem, a cessão ou
transferência, total ou parcial, bem como a fusão, cisão ou incorporação, não admitidas no edital e no
contrato;

Gabarito: Letra A.
(FCC/ARTESP/2017)
90) Suponha que a Administração pública estadual pretenda contratar, mediante prévio procedimento
licitatório regido pela Lei n° 8.666/1993, a construção de um túnel considerado de grande complexidade
tecnológica em face das características geológicas identificadas nas sondagens realizadas na região,
demandando também efetiva capacidade financeira do consórcio contratado para fazer frente aos custos
correspondentes. Diante de tal situação, a Administração poderá exigir dos licitantes
A) metodologia de execução, cuja avaliação, por critérios objetivos, deverá anteceder a análise dos preços
ofertados.
B) comprovação da obtenção dos recursos financeiros necessários à execução do objeto da licitação.
C) garantia de execução, no valor correspondente a até 50% daquele estimado para a contratação.
D) comprovação da propriedade de equipamentos necessários ao cumprimento do objeto da licitação.
E) participação, no consórcio vencedor, da empresa responsável pela realização do projeto básico relativo ao
objeto contratado.
Comentário:

Letra A: Correta.

Lei 8.666/93. Art. 30. § 8º. No caso de obras, serviços e compras de grande vulto, de alta complexidade
técnica, poderá a Administração exigir dos licitantes a metodologia de execução, cuja avaliação, para efeito de
sua aceitação ou não, antecederá sempre à análise dos preços e será efetuada exclusivamente por critérios
objetivos.

Letra B: Errada.

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

Lei 8.666/93. Art. 7º. § 3º. É vedado incluir no objeto da licitação a obtenção de recursos financeiros para sua
execução, qualquer que seja a sua origem, exceto nos casos de empreendimentos executados e
explorados sob o regime de concessão, nos termos da legislação específica.

Letra C: Errada.

Lei 8.666/93. Art. 56. § 3º. Para obras, serviços e fornecimentos de grande vulto envolvendo alta
complexidade técnica e riscos financeiros consideráveis, demonstrados através de parecer tecnicamente
aprovado pela autoridade competente, o limite de garantia previsto no parágrafo anterior poderá ser elevado
para até dez por cento do valor do contrato.

Letra D: Errada.

Lei 8.666/93. Art. 30. § 6º. As exigências mínimas relativas a instalações de canteiros, máquinas,
equipamentos e pessoal técnico especializado, considerados essenciais para o cumprimento do objeto da
licitação, serão atendidas mediante a apresentação de relação explícita e da declaração formal da sua
disponibilidade, sob as penas cabíveis, vedada as exigências de propriedade e de localização prévia.

Letra E: Errada.

Vedação à Participação em Licitação


Lei 8.666/93. Art. 9º Não poderá participar, direta ou indiretamente, da licitação ou da execução de
obra ou serviço e do fornecimento de bens a eles necessários:

I - o autor do projeto, básico ou executivo, pessoa física ou jurídica;

II - empresa, isoladamente ou em consórcio, responsável pela elaboração do projeto básico ou


executivo ou da qual o autor do projeto seja dirigente, gerente, acionista ou detentor de mais de 5%
(cinco por cento) do capital com direito a voto ou controlador, responsável técnico ou subcontratado;

III - servidor ou dirigente de órgão ou entidade contratante ou responsável pela licitação.

Gabarito: Letra A.
(CESPE/STM/2018)
91) Considerando o disposto na Lei n.º 8.666/1993, julgue o seguinte item, a respeito da licitação e dos
contratos administrativos.
A duração dos contratos administrativos de prestação de serviços executados de forma contínua é limitada à
vigência dos respectivos créditos orçamentários.
Comentário:

Duração Contratual – Lei 8.666/93


Regra O contrato é regido durante vigência dos respectivos créditos orçamentários.
Ocorrerá exceção em relação à duração contratual no caso de:
* Projetos cujos produtos estejam contemplados nas metas estabelecidas no Plano
Plurianual;
* Prestação de serviços a serem executados de forma contínua, que poderão ter a sua
duração prorrogada por iguais e sucessivos períodos com vistas à obtenção de
preços e condições mais vantajosas para a administração, limitada a sessenta meses,
Exceção podendo ser acrescentado de forma excepcional e justificada mais 12 meses.
* Aluguel de equipamentos e à utilização de programas de informática, podendo a
duração estender-se pelo prazo de até 48 (quarenta e oito) meses após o início da
vigência do contrato.
* Hipóteses relacionadas à segurança nacional, ao material das forças armadas, à
complexidade tecnológica e à defesa nacional, à inovação tecnológica. (Contratos
poderão ter vigência por até 120 (cento e vinte) meses).

Gabarito: Errado.

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

(CESPE/TJ-AM/2019)
92) Acerca de licitações e contratos administrativos, julgue o item subsequente.
A Lei n.º 8.666/1993 autoriza a administração pública a modificar, unilateralmente, contratos administrativos para
melhor adequação às finalidades do interesse público, respeitados os direitos do contratado.
Comentário:

Cláusulas Exorbitantes – Lei 8.666/93. Art. 58.


Art. 58. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração,
em relação a eles, a prerrogativa de:

I - modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às finalidades de interesse público,


respeitados os direitos do contratado;

II - rescindi-los, unilateralmente, nos casos especificados no inciso I do art. 79 desta Lei;

III - fiscalizar-lhes a execução;

IV - aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste;

V - nos casos de serviços essenciais, ocupar provisoriamente bens móveis, imóveis, pessoal e serviços
vinculados ao objeto do contrato, na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de
faltas contratuais pelo contratado, bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo.

Cláusulas Exorbitantes
São prerrogativas que deixam a Administração Pública em uma posição de superioridade em relação ao
particular.
São consideradas cláusulas exorbitantes da Administração Pública:
* Exigência de medidas de compensação (Lei 8.666/93. Art. 3º. § 11);
* Exigência de prestação de garantia nas contratações (Lei 8.666/93. Art. 56.);
* Ocupação provisória dos bens móveis e imóveis do contratado, no caso de serviços essenciais (Lei
8.666/93. Art. 58.V);
* Alteração unilateral do contrato (Lei 8.666/93. Art. 65. I.);
* Fiscalização do contrato por representante da Administração Pública (Lei 8.666/93. Art. 67 e 68);
* Rescisão unilateral do contrato (Lei 8.666/93. Art. 78 e 79, I);
* Limitação à oposição da exceção do contrato não cumprido (Lei 8.666/93. Art. 78. XV);
* Aplicação de sanções (Lei 8.666/93. Art. 86 a 89);

Gabarito: Correto.
(CESPE/ANVISA/2016)
93) O teto de um imóvel pertencente à União desabou em decorrência de fortes chuvas, as quais levaram o
poder público a decretar estado de calamidade na região. Maria, servidora pública responsável por
conduzir o processo licitatório para a contratação dos serviços de reparo pertinentes, diante da situação
de calamidade pública, decidiu contratar mediante dispensa de licitação. Findo o processo de licitação, foi
escolhida a Empresa Y, que apresentou preços superiores ao preço de mercado, mas, reservadamente,
prometeu, caso fosse contratada pela União, realizar, com generoso desconto, uma grande reforma no
banheiro da residência de Maria. Ao final, em razão da urgência, foi firmado contrato verbal entre a União e
a Empresa Y e executados tanto os reparos contratados quanto a reforma prometida.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item que se segue.
O contrato verbal firmado entre a União e a Empresa Y é nulo.
Comentário:

Contrato Verbal
Regra Exceção
É possível contratos verbais de pequenas
Não é admitido. Sendo nulo e não acarretando compras de pronto pagamento que não sejam
nenhum efeito. superiores a 5% da modalidade convite para
compras e demais serviços (Até R$ 8.800,00).

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

A questão cobra a exceção, sendo a alternativa correta.

Gabarito: Correto.

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

Responsabilidade Civil do Estado


(FUNDEP/DPE-MG/2019)
94) Fulano sofreu danos materiais decorrentes de uma ação estatal. Nesse caso, a ação de reparação de
danos, fundada no art. 37, §6º, CR/88 pode ser ajuizada conjuntamente contra a pessoa jurídica de direito
público e o agente público envolvido.
Comentário:

Enquanto o STF (STF/RE 327.904/SP) entende que o servidor não pode responder diretamente, mas sim o
Estado, sendo aquele sujeito a ação de regresso deste, o STJ (STJ/REsp: 1325862 PR) admite a teoria da
dupla garantia, em que a ação do lesado pode ser promovida diretamente contra o Estado e o agente público.

As questões costumam adotar o entendimento do STF. Acredito que o entendimento do STJ possa ser cobrado,
quando expressamente apresentado na questão.

STF/RE 327.904/SP
"O § 6º do art. 37 da Magna Carta autoriza a proposição de que somente as pessoas jurídicas de direito
público, ou as pessoas jurídicas de direito privado que prestem serviços públicos, é que poderão
responder, objetivamente, pela reparação de danos a terceiros. Isto por ato ou omissão dos respectivos
agentes, agindo estes na qualidade de agentes públicos, e não como pessoas comuns. Esse mesmo
dispositivo constitucional consagra, ainda, dupla garantia: uma, em favor do particular, possibilitando-lhe
ação indenizatória contra a pessoa jurídica de direito público, ou de direito privado que preste serviço
público, dado que bem maior, praticamente certa, a possibilidade de pagamento do dano objetivamente
sofrido. Outra garantia, no entanto, em prol do servidor estatal, que somente responde administrativa e
civilmente perante a pessoa jurídica a cujo quadro funcional se vincular." (RE 327.904, Rel. Min. Ayres
Britto, julgamento em 15-8-2006, Primeira Turma, DJ de 8-9-2006).

STJ/REsp: 1325862 PR
2. Assim, há de se franquear ao particular a possibilidade de ajuizar a ação diretamente contra o
servidor, suposto causador do dano, contra o Estado ou contra ambos, se assim desejar. A avaliação
quanto ao ajuizamento da ação contra o servidor público ou contra o Estado deve ser decisão do suposto
lesado. Se, por um lado, o particular abre mão do sistema de responsabilidade objetiva do Estado, por outro
também não se sujeita ao regime de precatórios. Doutrina e precedentes do STF e do STJ.

Gabarito: Errado.
(Quadrix/CRESS-GO/2019)
95) A teoria da culpa do serviço surge sob o viés publicista, deixando de lado a culpa individual do
funcionário para impor a responsabilidade da Administração quando o serviço público não funcionou,
funcionou atrasado ou funcionou mal.
Comentário:

Teoria da Culpa Administrativa


- Pode ser chamada de culpa do serviço ou culpa anônima ou Faute Du Servisse.
- Representa a passagem da culpa civil para a responsabilidade objetiva;
- Primeira Teoria Publicista;
- A responsabilização do Estado independe de qualquer culpa do agente, ou seja, a culpa é do Estado e
não do agente público;
- A responsabilidade do Estado é subjetiva;
- Quem deve comprovar a responsabilidade é o particular prejudicado;
Aplicação da Culpa Administrativa
- A culpa administrativa é aplicada quando:
* O serviço não existiu ou não funcionou, quando deveria funcionar;
* O serviço funcionou mal;
* O serviço atrasou.

Gabarito: Correto.
(CESPE/Prefeitura de Boa Vista - RR/2019)

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

96) Um município poderá ser condenado ao pagamento de indenização por danos causados por conduta
de agentes de sua guarda municipal, ainda que tais danos tenham decorrido de conduta amparada por
causa excludente de ilicitude penal expressamente reconhecida em sentença transitada em julgado.
Comentário:

STJ/REsp. 1266517/PR
Segundo a orientação jurisprudencial do STJ, a Administração Pública pode ser condenado ao pagamento
de indenização pelos danos cíveis causados por uma ação de seus agentes , mesmo que
consequentes de causa excludente de ilicitude penal: REsp 884.198/RO, 2º Turma, Rel. Min. Humberto
Martins, DJ 23.4.2007; REsp 111.843/PR, 1º, Rel. Min. José Delgado, DJ 9.6.1997.
Logo, apesar da não responsabilização penal dos agentes públicos envolvidos no evento danoso, deve-
se concluir pela manutenção do acórdão origem, já que eventual causa de justificação (Legitima defesa)
reconhecida em âmbito penal não é capaz de excluir indevidamente a ora recorrida.
Recurso especial não provido.

STJ/Edição 61
A Administração Pública pode responder civilmente pelos danos causados por seus agentes, ainda que
estes estejam amparados por causa excludente de ilicitude penal.

Gabarito: Correto.
(VUNESP/TJ-RS/2019)
97) O sistema jurídico brasileiro não admite a responsabilização civil do Estado pela prática de ato
jurisdicional.
Comentário:

Responsabilidade Civil por Ato Jurisdicional


- Em regra, o Estado não responde pelos atos do Judiciário, exceto quando:
* Ocorrer erro do Judiciário na esfera penal;
* O condenado ficar preso além do tempo fixado na sentença;
* Há condutas dolosas praticadas pelo juiz que causem prejuízos à parte ou a terceiros;
- O STF entende que não é cabível indenização por prisões temporárias ou preventivas, caso o réu seja
absolvido ao final do processo, salvo se não tiverem sido observada a parte legal;
- O Juiz responde ao Estado por meio e ação regressiva;
- Nos atos administrativos do Poder Judiciário, este responderá com as mesmas regras típicas da
Administração Pública;

Gabarito: Errado.
(VUNESP/TJ-RS/2019)
98) A responsabilidade civil das pessoas jurídicas privadas prestadoras de serviços públicos será
subjetiva, quando o dano for causado a terceiro não usuário do serviço.
Comentário:

Responsabilidade Civil do Estado Brasileiro


- Brasil adota a Responsabilidade Objetiva que faz parte da Teoria do Risco Administrativo;
Quem participa dessa responsabilidade?
* Administração direta, Autarquias, Fundações Públicas de direito Público;
* Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista (APENAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS
PÚBLICOS);
* Pessoas privadas com contrato com a Administração Pública que prestam SERVIÇO PÚBLICO
através de delegação.
- A responsabilidade civil objetiva não alcança as empresas públicas e sociedades de economia mista que
forem exploradoras de atividade econômica, pois nesse caso a responsabilidade será subjetiva;
- Na responsabilidade civil objetiva é possível o direito de regresso, que é a possibilidade de o Agente ou
responsável, no caso de dolo ou culpa, indenizar a Administração Pública o que esta indenizou ao
particular.
CF/88, Art.37, § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de
serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros,

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.


A responsabilidade do agente público é subjetiva, ou seja, depende de comprovação de dolo ou culpa.
A responsabilidade do Estado é objetiva, ou seja, independe de comprovação de dolo ou culpa.
STF/RE 591874/MS
A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é
objetiva relativamente a terceiros usuários e não usuários do serviço, segundo decorre do art. 37, § 6º,
da Constituição Federal.
II - A inequívoca presença do nexo de causalidade entre o ato administrativo e o dano causado ao
terceiro não-usuário do serviço público, é condição suficiente para estabelecer a responsabilidade
objetiva da pessoa jurídica de direito privado.
- A Teoria do Risco Administrativo não alcança os danos decorrentes de omissão da Administração
Pública, pois estes danos serão indenizados utilizando a teoria da culpa administrativa;

Gabarito: Errado.
(UPENET/IAUPE/UPE/2019)
99) É possível o afastamento da responsabilidade do Estado por dano nuclear causado por agente público,
quando da verificação concreta de caso fortuito ou força maior.
Comentário:

Teoria do Risco Integral


- Nessa, o Estado não possui excludentes de responsabilidade, sendo considerado um segurador
universal, suportando os danos sofridos por terceiros em qualquer hipótese;
- É admissível em situações excepcionais, como:
* Acidentes Nucleares;
* Atos terroristas e atos de guerra contra aeronaves brasileiras;
* Responsabilidade por danos ambientais;

Gabarito: Errado.
(CESPE/TJ-PR/2019)
100) Uma determinada empresa pública que desenvolve atividade econômica em sentido estrito praticou
um ato que provocou danos. Via de regra, pode-se afirmar que a responsabilidade extracontratual da
referida estatal será
A) integral.
B) subjetiva.
C) objetiva, fundada na teoria da culpa anônima.
D) imprescritível.
E) objetiva, fundada na culpa do serviço.
Comentário:

A responsabilidade civil objetiva não alcança as empresas públicas e sociedades de economia mista que forem
exploradoras de atividade econômica, pois nesse caso a responsabilidade será subjetiva;

Gabarito: Letra B.
(CESPE/TJ-BA/2019)
101) O Estado é responsável pela morte de detento causada por disparo de arma de fogo portada por
visitante do presídio, salvo se comprovada a realização regular de revista no público externo.
Comentário:

STF/RE 841.526
Em caso de inobservância de seu dever específico de proteção previsto no artigo 5º, inciso XLIX, da
Constituição Federal, o Estado é responsável pela morte de detento.

Responsabilidade do Estado – Morte de Detento


Regra Exceção
A responsabilidade do Estado é objetiva, sendo este Não existindo possibilidade alguma da morte do
obrigado a indenizar, adotando a Teoria do Risco detento ser evitada, o Estado está dispensado de
Administrativo. indenizar família.

@quebrandoquestoes
@legislacaofacilitada

58/77
Direito Administrativo – Questões Comentadas

Fonte: STF/RE 841.526

Gabarito: Errado.
(CESPE/Instituto Rio Branco/2009)
102) O Estado responde pelo dano causado em virtude de ato praticado com fundamento em lei declarada
inconstitucional. Entretanto, o dever de indenizar o lesado por dano oriundo de ato legislativo ou de ato
administrativo decorrente de seu estrito cumprimento depende da declaração prévia e judicial da
inconstitucionalidade da lei correlata.
Comentário:

Responsabilidade Civil por Ato Legislativo


- Em regra, o Estado não responde pelos atos do legislativo, exceto quando a atividade legislativa:
* Editar Lei inconstitucional e com isso ocorra danos a terceiros;
* Editar Leis de Efeitos Concretos, ou seja, lei aplicada diretamente a um indivíduo;
* Omissão legislativa;

Gabarito: Correto.

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

Agentes Públicos
(VUNESP/Câmara de Nova Odessa - SP/2018)
103) A respeito dos servidores públicos, assinale a alternativa correta.
A) Os conceitos de agentes públicos e servidores públicos se confundem, sendo tratados na doutrina como
sinônimos.
B) Os empregados públicos comissionados podem ser demitidos ad nutum, não possuindo a garantia da
estabilidade.
C) Enquanto não regulado o exercício do direito de greve pelos servidores públicos, a normatização é realizada
casuisticamente pelo Poder Judiciário, em sede de dissídio coletivo.
D) Possui direito subjetivo à nomeação o candidato aprovado em concurso público que componha o cadastro de
reserva.
E) O Edital é o meio adequado e suficiente para sujeitar candidato a cargo público a exame psicotécnico.
Comentário:

Letra A: Errado. Não se confundem.

Classificação de Agentes Públicos


- O gênero agentes públicos se divide nas seguintes espécies:
* Agentes Políticos;
* Agentes Administrativos;
* Agentes Honoríficos; (Particulares em colaboração com o Poder Público)
* Agentes Delegados; (Particulares em colaboração com o Poder Público)
* Agentes Credenciados. (Particulares em colaboração com o Poder Público)
* Militares
Servidores Públicos em Sentido Amplo ou Agentes Administrativos
- São pessoas naturais que exercem funções públicas, cargos públicos e empregos públicos nas
administrações direta e indireta, sendo pagas mediante remuneração (cargos públicos) ou salário
(empregos públicos) pela administração pública.
- São enquadrados como funcionários públicos para efeitos penais, conforme o C.P.
- CP/40. Art. 327 - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora
transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública.
- Podem ser:
* Servidores Públicos;
* Celetistas;
* Temporários;
Servidores Públicos em Sentido Estrito ou Estatutário
- São aqueles que possuem cargo público, podendo ser em comissão ou efetivo, sendo este último
mediante concurso público;
- Submetem-se ao Regime Jurídico Estatutário; (Vinculo Legal).
Ex. Técnico Judiciário, Analista Judiciário, Auditor de Controle Externo do TCU.
- Fazem parte da Administração Direta, Autárquica ou Fundação Pública de Direito Público.
Celetistas ou Empregados Públicos
- São aqueles que possuem emprego público;
- Submetidos a CLT, ou seja, a Legislação Trabalhista;
- Vínculo de natureza contratual;
- Predomina as regras de direito privado;
- Fazem parte da Administração Indireta, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista;
EX. CEF, BB;
Servidores Temporários
- CF/88. Art. 37. IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a
necessidade temporária de excepcional interesse público;
- Não possuem cargo ou emprego público, mas apenas função pública.
- Vínculo contratual, porém por meio de regime jurídico especial, e não celetista;

Letra B: Correta.

Letra C: Errada.

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60/77
Direito Administrativo – Questões Comentadas

O STF, em sede de mandado de injunção, determinou a aplicação temporária, ao setor público a lei de greve
vigente no setor privado, até o Congresso editar a norma regulamentadora.

Letra D: Errada.

STF/RE 837.311
O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo
de validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos
aprovados fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e
imotivada por parte da administração, caracterizada por comportamento tácito ou expresso do Poder
Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado durante o período de
validade do certame, a ser demonstrada de forma cabal pelo candidato. Assim, o direito subjetivo à
nomeação do candidato aprovado em concurso público exsurge nas seguintes hipóteses:
I – Quando a aprovação ocorrer dentro do número de vagas dentro do edital;
II – Quando houver preterição na nomeação por não observância da ordem de classificação;
III – Quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo concurso durante a validade do certame
anterior, e ocorrer a preterição de candidatos de forma arbitrária e imotivada por parte da
administração nos termos acima.

Letra E: Errada.

STF/Súmula Vinculante 44
Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público.

Gabarito: Letra B.
(INSTITUTO AOCP/PC-ES/2019)
104) Dentro da classificação dos Agentes Públicos, os Concessionários Públicos e os Mesários Eleitorais
são considerados, respectivamente:
A) Agentes Delegados e Agentes Políticos.
B) Agentes Administrativos e Agentes Políticos.
C) Agentes Credenciados e Agentes Honoríficos.
D) Agentes Delegados e Agentes Honoríficos.
E) Agentes Honoríficos e Agentes Credenciados.
Comentário:

Classificação de Agentes Públicos


O gênero agentes públicos se divide nas seguintes espécies:
* Agentes Políticos;
* Agentes Administrativos;
* Agentes Honoríficos; (Particulares em colaboração com o Poder Público)
* Agentes Delegados; (Particulares em colaboração com o Poder Público)
* Agentes Credenciados. (Particulares em colaboração com o Poder Público)
* Militares
Agentes Honoríficos
- São também classificados como Particulares que atuam por convocação, nomeação ou designação;
- São particulares designados, convocados ou nomeados pelo Estado para prestar de forma transitória,
serviços cívicos (serviços públicos relevantes ou múnus público).
- Não possuem vínculo celetista nem estatutário e normalmente não recebem remuneração;
- Não existe proibição em relação à acumulação de cargos, funções ou empregos públicos.
- São considerados agentes honoríficos: conciliadores, jurados do tribunal do júri e mesários.
- São considerados funcionários públicos para efeitos criminais;
Agentes Delegados ou Particulares por Delegação
- São pessoas físicas ou jurídicas que recebem do Estado alguma atividade para realizar por sua conta
e risco, mas sobre a fiscalização do Estado.
- São considerados agentes delegados: os concessionários, permissionários, tradutores, leiloeiros, os
bancários, titulares de cartórios;

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- Tais agentes possuem responsabilidade civil objetiva, autoridade para impetrar mandado de
segurança e são considerados funcionários públicos para efeitos penais.

Gabarito: Letra D.
(CESPE/TJ-BA/2019)
105) Se os servidores estatutários de uma autarquia ambiental deflagrarem greve e pararem de trabalhar,
A) a greve será, de pronto, ilegal, visto que ainda não foi editada lei que regulamente a greve no serviço público.
B) a greve poderá ser considerada legal se o Estado der causa à deflagração, assim como ocorreria no caso de
servidores policiais civis.
C) a administração pública poderá agir discricionariamente para escolher se desconta da remuneração dos
servidores os dias parados.
D) a greve poderá ser declarada legal, porém a administração pública deverá, em regra, descontar da
remuneração dos servidores os dias parados.
E) a administração pública será obrigada, caso haja requerimento de sindicato ou associação, a promover uma
compensação pelas horas não trabalhadas, evitando o desconto na remuneração dos servidores.
Comentário:

STF/ARE 654.432/GO
- O STF entende que é vedado aos policiais civis e a todos os servidores públicos que atue na área de
segurança pública o direito de greve.

STF/RE 693.456/RJ
A Administração Pública deve descontar os dias de paralisação decorrentes do exercício do direito de
greve pelos servidores públicos, sendo permitida a compensação em caso de acordo. O desconto será
incabível se ficar demonstrado que a greve foi provocada por conduta ilícita do Poder Pública.

Gabarito: Letra D.
(CESPE/SEFAZ-RS/2018)
106) Ato judicial determinou a nomeação de aprovados em concurso público estadual por ter sido
preterida a ordem classificatória.
Nesse caso, a promoção funcional
A) retroagirá à última nomeação.
B) retroagirá à data final de validade do concurso.
C) retroagirá à data em que o servidor deveria ter sido nomeado.
D) retroagirá à data do ajuizamento da ação.
E) terá efeitos ex nunc.
Comentário:

STF/RE 629.392
A nomeação tardia de candidatos aprovados em concurso público, por meio de ato judicial, à qual
atribuída eficácia retroativa, não gera direito às promoções ou progressões funcionais que alcançariam
caso houvesse ocorrido, a tempo e modo, a nomeação (Não ocorrerá a retroação – Efeitos Ex nunc).

Gabarito: Letra E.
(CESPE/PF/2018)
107) Pedro, após ter sido investido em cargo público de determinado órgão sem a necessária aprovação
em concurso público, praticou inúmeros atos administrativos internos e externos.
Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o item que segue.
Pedro é considerado agente putativo e, ainda que não tenha sido investido legalmente, deverá receber
remuneração pelo serviço prestado no órgão público.
Comentário:

Agentes de Fato
- São pessoas que prestam serviço público ao Estado sem estarem investidas de forma regular,
exercendo a função pública de forma excepcional e sem presunção de legitimidade.
- São divididos em duas categorias:
* Agentes Necessários;

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* Agentes Putativos.
Agentes Necessários
Pessoas que se enquadram como agentes públicos em situações excepcionais, como em uma
calamidade pública ou em uma situação emergencial, ajudando o poder público, com aparência de
agentes de direito.
Agentes Putativos
São agentes que desempenham atividade pública com presunção de legitimidade, porém, sua
investidura não ocorreu por meio de um procedimento legal.
Ex: Técnico atuando nas atribuições de um Analista Judiciário.
- Os atos praticados pelos agentes de fato são considerados válidos, pois, de acordo com a teoria da
aparência, os administrados, em regra, acreditam que o agente público está investido de forma legal no
cargo, emprego ou função que está atuando.
- Mesmo sendo investido de forma irregular, o agente de fato possui direito à remuneração pelo seu
serviço prestado, sendo considerado enriquecimento ilícito da Administração, caso esta venha pedir
devolução.

Gabarito: Correto.
(FCC/TRT - 15ª Região (SP)/2018)
108) É característica comum aos servidores ocupantes de cargos públicos efetivos e de empregos
públicos:
A) a necessidade de processo administrativo disciplinar e fundadas razões para exoneração do serviço público.
B) a submissão a prévio concurso público de provas ou de provas e títulos e a necessidade de estágio probatório
para estabilização no cargo e no emprego.
C) a necessidade de se submeter a estágio probatório, reduzido em um ano no caso de empregos públicos junto à
Administração indireta.
D) enquadramento no conceito de agente público para fins de tipificação de ato de improbidade.
E) responsabilidade pessoal e objetiva por danos causados a terceiros em razão do exercício de suas funções
públicas.
Comentário:

Letra A: Errada.

A Exoneração do servidor público não se confunde com a demissão, sendo esta é uma punição, e aquela
não.

Letra B: Errada.

Os empregados públicos não passam por estágio probatório, pois não possuem o direito à estabilidade.

STF/RE 589.998
Os empregados públicos não fazem jus à estabilidade prevista no art. 41 da CF, salvo aqueles admitidos
em período anterior ao advento da EC nº 19/1998.

Letra C: Errada.

Os empregados públicos não passam por estágio probatório, pois não possuem o direito à estabilidade.

Letra D: Correta.

Lei 8.429/1992, art. 1° Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a
administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja
criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da
receita anual, serão punidos na forma desta lei.

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Art. 2° Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente
ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou
vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior.

Letra E: Errada.

Responsabilidade Civil
Estado - Regra Servidor
A responsabilidade do agente público é subjetiva,
A responsabilidade do Estado é objetiva, ou seja,
ou seja, depende de comprovação de dolo ou
independe de comprovação de dolo ou culpa. culpa.

Gabarito: Letra D.
(FGV/Câmara de Salvador - BA/2018)
109) João, servidor público estadual, foi eleito vereador no Município em que reside. O horário de trabalho
na repartição em que exercia as suas funções se estendia, diariamente, das 8h00 às 18h00, enquanto as
sessões na Câmara Municipal eram realizadas, também diariamente, das 8h00 às 12h00.
À luz da sistemática constitucional e da narrativa acima, João, a partir da posse:
A) será afastado do cargo que ocupa no Estado e poderá optar entre esta remuneração e o subsídio
correspondente ao exercício das funções de vereador;
B) passará a cumprir meio expediente em sua repartição de origem e receberá remuneração proporcional, que
será somada ao subsídio de vereador;
C) será afastado do cargo que ocupa no Estado e receberá exclusivamente o subsídio correspondente ao
exercício das funções de vereador;
D) será afastado do cargo que ocupa no Estado, mas receberá a respectiva remuneração juntamente com o
subsídio correspondente ao exercício das funções de vereador;
E) terá que optar entre o cargo que ocupa no Estado e o mandato de vereador, pois é vedada a acumulação de
cargos públicos.
Comentário:

Mandato de Vereador + Cargo Público


Com Compatibilidade de Horários Sem Compatibilidade de Horários
Perceberá as vantagens de seu cargo, emprego
Será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-
ou função, sem prejuízo da remuneração do
lhe facultado optar pela sua remuneração.
cargo eletivo.

Mandatos Eletivos
- CF/88. Art. 38. Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de
mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições:
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou
função;
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado
optar pela sua remuneração;
III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de
seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não havendo
compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior;
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço
será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento;
V - para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão determinados como
se no exercício estivesse.

Gabarito: Letra A.
(VUNESP/FAPESP/2018)
110) O servidor ocupante de cargo temporário do quadro da Administração Pública Direta do Estado de
São Paulo vincula-se
A) ao regime jurídico único estatutário de pessoal e ao regime geral de previdência social.
B) ao regime jurídico único celetista de pessoal e ao regime próprio de previdência social.

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C) ao regime jurídico de pessoal estabelecido na lei que autoriza a contratação temporária e ao regime geral de
previdência social.
D) ao regime jurídico de pessoal estabelecido na lei que autoriza a contratação temporária e ao regime próprio de
previdência social.
E) ao regime jurídico-disciplinar celetista e ao regime complementar de previdência social.
Comentário:

Contratação Temporária
- A Contratação temporária é uma forma excepcional de contratar pessoas para determinado serviço.
- A pessoa não exerce nem cargo nem emprego público, mas apenas função pública;
- Possuem um regime especial, não fazendo parte do regime jurídico único nem celetista. O Vínculo do
contrato temporário é feito por contrato de direito público, sendo seu regime previdenciário o RGPS;
- CF/88. Art. 37. IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a
necessidade temporária de excepcional interesse público;
- O STF entende que para a contratação temporária acontecer são necessários os seguintes requisitos:
* Deve existir previsão legal nos casos excepcionais, apresentando situações fáticas, sendo
inconstitucional lei que apresente hipóteses genéricas;
* O prazo de contratação deve ser predeterminado;
* A Necessidade do serviço deve ser temporária;
* O interesse público deve ser excepcional;
* Necessidade de contratação indispensável, vedada a contratação para serviços permanentes do
Estado;

Gabarito: Letra C.

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Lei de Improbidade Administrativa


(FCC/TRF - 4ª REGIÃO/2019)
111) Ademar, ocupante de cargo em comissão em empresa pública, recebia pagamentos para não
certificar o inadimplemento de entidades conveniadas que não apresentavam prestação de contas na
forma convencionada, o que seria obrigação do servidor. Com isso, as entidades em questão não eram
intimadas a devolver os recursos recebidos. Independentemente do vínculo jurídico firmado entre a
empresa pública e as entidades mencionadas,
A) o servidor público pode ser responsabilizado por ato administrativo que gera prejuízo ao erário, desde que se
confirme e comprove que agiu com dolo e má-fé.
B) o empregado em questão não poderá ser responsabilizado por ato de improbidade, porque não possui vínculo
estatutário com a empresa pública.
C) a empresa pública não se enquadra na condição de sujeito passivo de improbidade, porque possui geração de
receitas próprias e fins lucrativos, podendo a conduta, no entanto, tipificar ilícito penal.
D) diante do comprovado enriquecimento ilícito do servidor, que intencionalmente deixou de emitir certidão
declarando a inadimplência das entidades, resta tipificado ato de improbidade.
E) o servidor não poderá ser processado por ato de improbidade que gera prejuízo ao erário, eis que
descaracterizado o enriquecimento ilícito pelo fato de os recursos não advirem do Tesouro.
Comentário:

LIA. Art. 1° Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a
administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para
cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinquenta por cento do patrimônio
ou da receita anual, serão punidos na forma desta lei.

LIA. Art. 2° Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, ainda que
transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra
forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo
anterior.

LIA. Art. 9° Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo
de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou atividade
nas entidades mencionadas no art. 1° desta lei, e notadamente:

I - receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer outra vantagem econômica,
direta ou indireta, a título de comissão, percentagem, gratificação ou presente de quem tenha interesse, direto ou
indireto, que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público;

Enriquecimento Ilícito – LIA. Art. 9.


A própria pessoa que pratica o ato é que é beneficiada.
A pessoa responde apenas se for por Dolo. O dolo não precisa ser específico, basta ser genérico ou latu
senso.
Palavras chaves para sabermos que é Enriquecimento ilícito:
* Receber dinheiro, para si ou para outrem, bem móvel ou imóvel...;
* Perceber vantagem econômica...;
* Utilizar, em obra ou serviço particular bens móveis ou imóveis da administração pública; (Importante)
* Receber vantagem econômica de qualquer natureza...;
* Adquirir bens cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público;
* Aceitar emprego para pessoa física ou jurídica que tenha interesse na atuação como agente público;
* Incorporar ao patrimônio bens da administração pública;
* Usar, em proveito próprio, bens da administração pública.

Gabarito: Letra D.
(MPE-SP/MPE-SP/2019)
112) Assinale a alternativa correta.
A) São imprescritíveis as ações de ressarcimento ao erário fundadas na prática de ato descrito na Lei de
Improbidade Administrativa, independentemente do elemento anímico.

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B) A data da prática do ato de improbidade constitui o marco inicial da fluência do prazo prescricional para as
ações destinadas à aplicação das sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa a agentes públicos
detentores de mandato.
C) As ações de improbidade administrativa por atos praticados por agentes públicos no exercício de cargo efetivo
prescrevem no prazo de cinco anos.
D) O prazo prescricional para as sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa não pode ser
determinado por legislação disciplinar dos entes federativos.
E) São imprescritíveis as ações de ressarcimento ao erário fundadas na prática de ato doloso descrito na Lei de
Improbidade Administrativa.
Comentário:

Da Prescrição
LIA. Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas:
I - até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de
confiança;
II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão
a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego.
III - até cinco anos da data da apresentação à administração pública da prestação de contas final pelas
entidades referidas no parágrafo único do art. 1o desta Lei.
OBS: Caso seja um agente político e este seja reeleito, o prazo prescricional contará do término do
segundo mandato.
STF/RE 852.475
As ações de ressarcimento ao erário fundadas na prática de ato doloso de improbidade administrativa são
imprescritíveis, já as ações de ato de improbidade administrativo culposo serão prescritíveis.
São imprescritíveis as ações de ressarcimento ao erário fundadas na prática de ato doloso tipificado na
Lei de Improbidade Administrativa.

Gabarito: Letra E.
(MPE-SC/MPE-SC/2019)
113) A medida cautelar de indisponibilidade de bens prevista no art. 7º da Lei n. 8.429/1992 não é aplicável
aos atos de improbidade administrativa que impliquem em violação aos princípios da administração
pública, já que, nestes não se exige demonstração de dano ao erário.
Comentário:

STJ/REsp 1311013/RO
Portanto, em que pese o silêncio do art. 7º da Lei n. 8.429/92, uma interpretação sistemática que leva
em consideração o poder geral de cautela do magistrado induz a concluir que a medida cautelar de
indisponibilidade dos bens também pode ser aplicada aos atos de improbidade administrativa que
impliquem violação dos princípios da administração pública, mormente para assegurar o integral
ressarcimento de eventual prejuízo ao erário, se houver, e ainda a multa civil prevista no art. 12, III, da Lei n.
8.429/92.

LIA. Art. 7° Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento
ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público, para a
indisponibilidade dos bens do indiciado.

Parágrafo único. A indisponibilidade a que se refere o caput deste artigo recairá sobre bens que assegurem o
integral ressarcimento do dano, ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito.

Gabarito: Errado.
(MPE-SC/MPE-SC/2019)
114) Os atos de improbidade administrativa que atentam contra os Princípios da Administração Pública,
previstos no art. 11 da Lei n. 8.429/92, permitem a punição do agente imperito.
Comentário:

Culpa: Quando o sujeito está agindo por negligência, imprudência ou imperícia.

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Enriquecimento Ilícito Exige Dolo.


Prejuízo ao Erário Pode ser dolo ou culpa.
Atos de improbidade administrativa decorrentes de concessão ou
Exige Dolo.
aplicação indevida de benefício financeiro ou tributário
Atos de improbidade que atentam contra princípios da administração
Exige Dolo.
pública

Gabarito: Errado.
(CESPE/DPE-DF/2019)
115) O desrespeito ao princípio da moralidade pode ensejar, em certa medida, sanção legal, mas não
configura ato de improbidade administrativa.
Comentário:

Espécies de Atos de Improbidade Administrativa


A LIA (Lei de Improbidade Administrativa) divide em 04 espécies de improbidade:
* Enriquecimento Ilícito;
* Prejuízo ao Erário;
* Concessão ou Aplicação indevida de benefício financeiro ou tributário;
* Atos que atentam contra os Princípios da Administração Pública;

Gabarito: Errado.
(CESPE/PGM - Campo Grande - MS/2019)
116) A ação principal relativa a procedimento administrativo que apure a prática de ato de improbidade
terá o rito ordinário e será proposta pelo Ministério Público ou pela pessoa jurídica interessada, dentro do
prazo de sessenta dias no caso de efetivação de medida cautelar.
Comentário:

LIA. Art. 17. A ação principal, que terá o rito ordinário, será proposta pelo Ministério Público ou pela pessoa
jurídica interessada, dentro de trinta dias da efetivação da medida cautelar.

Gabarito: Errado.
(CESPE/Prefeitura de Boa Vista - RR/2019)
117) Para a caracterização de ato de improbidade que cause dano ao erário, basta, com relação ao
elemento subjetivo, que seja constatada a culpa do agente com dever legal de evitar tal prejuízo..
Comentário:

LIA. Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão,
dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos
bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:

Prejuízo ao Erário – LIA. Art. 10.


O agente executa, porém quem se beneficia é sempre um terceiro.
A pessoa responde por ação ou omissão e no caso de Dolo ou Culpa. O dolo não precisa ser específico,
basta ser genérico ou lato senso.
Palavras chaves para sabermos que é Prejuízo ao Erário:
* Facilitar ou concorrer para que terceiros incorporem ao patrimônio particular bens da administração
pública;
* Permitir ou concorrer que P.F ou P.J utilize bens da administração pública sem as formalidades da lei;
* Doar à P.F ou P.J, ainda que para fins educativos, bens da administração pública sem as formalidades
da lei;
* Permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de bem público por preço inferior ao de mercado;
* Permitir ou facilitar a aquisição de bem público por preço superior ao e mercado;
* Realizar operação financeira fora da lei ou aceitar garantia insuficiente;
* Conceder benefício sem observância da lei;
* Frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente; (Importante)
* Ordenar ou permitir despesas não autorizadas;
* Agir negligentemente na arrecadação de tributo ou renda; (Importante);

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* liberar verba pública sem observar a lei; (Importante);


* permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente;
* Permitir que se utilize, em obra ou serviço particular, bens da administração pública. (Importante)
* Celebrar contrato de prestação de serviços públicos sem observar a lei;
* Celebrar contrato de rateio de consórcio público sem suficiente e prévia dotação orçamentária;
* Facilitar ou concorrer para a incorporação de bens públicos ao patrimônio particular de P.F ou P.J sem
observar a lei;
* Celebrar parcerias da Administração Pública com entidades privadas sem observar a lei. (Importante).
* agir negligentemente na celebração, fiscalização e análise de contas de parcerias da administração
pública com entidades privadas. (Importante).

Gabarito: Correto.
(IESES/TJ-SC/2019)
118) Relativamente à Lei de Improbidade Administrativa (Lei n. 8.429/92) é correto afirmar:
A) Não há previsão da cominação de suspensão de direitos políticos pela prática de ato de improbidade
administrativa.
B) O ato de improbidade administrativa que importe enriquecimento ilícito admite conduta culposa.
C) Os sujeitos ativos que praticam os atos de improbidade administrativa podem ser agentes públicos ou terceiros.
D) Somente o Ministério Público tem legitimidade para a propositura de ação judicial de improbidade
administrativa.
Comentário:

Letra A: Errada.

Improbidade Administrativa
Improbidade Administrativa na CF/88
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: V
- improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º.
Art. 37. § 4º - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a
perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e
gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a
Constituição Federal e, especialmente, contra: V - a probidade na administração;

Letra B: Errada.

Enriquecimento Ilícito Exige Dolo.


Prejuízo ao Erário Pode ser dolo ou culpa.
Atos de improbidade administrativa decorrentes de concessão ou
Exige Dolo.
aplicação indevida de benefício financeiro ou tributário
Atos de improbidade que atentam contra princípios da administração
pública Exige Dolo.
Letra C: Correta.

Sujeito Passivo x Sujeito Ativo


Sujeito Passivo
É quem pode ser atingido pelos atos de improbidade.
São Sujeitos Passivos:
* Administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
Distrito Federal, dos Municípios, de Território;
* Empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja
concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual.
OBS: Os atos de improbidade praticados contra entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo,
fiscal ou creditício, de órgão público bem como daquelas para cuja criação ou custeio o erário haja
concorrido ou concorra com menos de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual, estão
também sujeitos às penalidades da Lei de Improbidade Administrativa, limitando-se, nestes casos, a
sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos.

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Sujeito Ativo
São as pessoas que praticam o ato de improbidade administrativa. São sujeitos ativos:
* Agentes Públicos: É todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por
eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato,
cargo, emprego ou função nas entidades públicas ou privadas com patrimônio público.
* Terceiros (Pessoas Físicas ou Jurídicas), que mesmo não sendo agente público, induza ou concorra
para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta.
OBS: Os terceiros (Pessoas Físicas ou Jurídicas), não poderão atuar de forma isolada, pois será preciso a
atuação de um agente público para a prática de improbidade administrativa. Dessa forma o terceiro pode:
* Induzir o agente público a cometer o ato de improbidade;
* Praticar o ato concorrentemente com o agente público;
* Se beneficiar do ato de improbidade praticado pelo agente público.

Letra D: Errada

LIA. Art. 17. A ação principal, que terá o rito ordinário, será proposta pelo Ministério Público ou pela pessoa
jurídica interessada, dentro de trinta dias da efetivação da medida cautelar.

Gabarito: Letra C.
(COSEAC/UFF/2019)
119) De acordo com a Lei de Improbidade Administrativa (Lei Federal nº 8.429/1992), está correto afirmar
que:
A) quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá a
autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Poder Judiciário, para a indisponibilidade dos
bens do indiciado.
B) o sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente está sujeito às
cominações da Lei de Improbidade até o dobro do valor da herança.
C) ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão dolosa, salvo se culposa, do agente ou de terceiro,
dar-se-á o integral ressarcimento do dano.
D) as disposições da Lei de Improbidade Administrativa são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não
sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer
forma direta ou indireta.
E) reputa-se agente público, para os efeitos da Lei de Improbidade Administrativa, todo aquele que exerce, exceto
se transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra
forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades pertencentes à administração
pública direta e indireta.
Comentário:

Letra A: Errada.

LIA. Art. 7° Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento
ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público, para a
indisponibilidade dos bens do indiciado.

Letra B: Errada.

LIA. Art. 8° O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente está
sujeito às cominações desta lei até o limite do valor da herança.

Letra C: Errada.

LIA. Art. 5° Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou culposa, do agente ou de
terceiro, dar-se-á o integral ressarcimento do dano. (Prejuízo ao Erário);

Letra D: Correta.

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

LIA. Art. 3° As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente
público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma
direta ou indireta.

Letra E: Errada.

LIA. Art. 2° Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, ainda que
transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra
forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo
anterior.

Gabarito: Letra D.
(CESPE/MPE-PI/2019)
120) O STF fixou a tese de que são imprescritíveis as ações de ressarcimento ao erário fundadas na
prática de ato doloso ou culposo tipificado na lei de improbidade administrativa.
Comentário:

STF/RE 852.475
As ações de ressarcimento ao erário fundadas na prática de ato doloso de improbidade administrativa são
imprescritíveis, já as ações de ato de improbidade administrativo culposo serão prescritíveis.
São imprescritíveis as ações de ressarcimento ao erário fundadas na prática de ato doloso tipificado na
Lei de Improbidade Administrativa.

Gabarito: Errado.

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Processo Administrativo Federal – Lei 9.784/99


(FASTEF/UFCA/2019)
121) De acordo com a Lei nº 9.784/99, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração
Pública Federal, ao servidor ou agente público dotado de poder de decisão se dá o nome de:
A) órgão.
B) administrador.
C) entidade.
D) autoridade.
Comentário:

Lei 9.784/99. Art. 1º. § 2º Para os fins desta Lei, consideram-se:

I - órgão - a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da


Administração indireta;

II - entidade - a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica;

III - autoridade - o servidor ou agente público dotado de poder de decisão.

A unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da


Órgão estrutura da Administração indireta.
Entidade A unidade de atuação dotada de personalidade jurídica.
Autoridade O servidor ou agente público dotado de poder de decisão.

Gabarito: Letra D.
(FCC/Câmara Legislativa do Distrito Federal/2018)
122) O exercício da convalidação pela Administração pública, nos termos do disposto na Lei n° 9.784/1999,
está condicionado à
A) que os vícios sejam passíveis de serem sanáveis, como os relativos à forma, e que da convalidação não resulte
lesão ao interesse público nem a direito de terceiros.
B) natureza jurídica vinculada do ato, tendo em vista que os atos discricionários não podem ser convalidados,
porque objeto de juízo personalíssimo do administrador.
C) irretroatividade de seus efeitos, de forma que o ato convalidado só pode produzir efeitos após a data do ato de
convalidação.
D) demonstração da existência de vício de qualquer natureza, quando a prática da convalidação se torna de rigor.
E) mesma autoria, ou seja, o mesmo administrador na época da edição do ato viciado e depois, por ocasião da
convalidação.
Comentário:

Art. 55. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros,
os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Administração.

Convalidação
Não é possível convalidar os atos administrativos:
a) com vícios no objeto, motivo e finalidade;
b) cujo defeito já tenha sido impugnado perante a Administração Pública ou o Poder Judiciário;
c) com defeitos na competência ou na forma, quando insanáveis;
d) portadores de vícios estabilizados por força de prescrição ou decadência;
e) cuja convalidação possa causar lesão ao interesse público;
f) em que a convalidação pode ilegitimamente prejudicar terceiros;
g) se a existência do vício invalidante for imputada à parte que presumidamente se beneɹciará do ato;
h) se o defeito for grave e manifesto (teoria da evidência)
Fonte: Alexandre Mazza.

É possível a convalidação nos elementos Forma e Competência dos atos administrativos.

Elementos - Convalidação

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Forma;
Competência.
Mnemônico: FOCO.

Gabarito: Letra A.
(UFRR/UFRR/2019)
123) Em conformidade com o processo administrativo da Administração Pública Federal, assinale a
alternativa correta.
A) Inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de
maior grau hierárquico para decidir.
B) A autenticação de documentos exigidos em cópia deve ser providenciada no Cartório de Notas, não podendo
ser feita pelo órgão administrativo.
C) O processo administrativo pode iniciar-se a pedido do interessado, mas não de ofício.
D) Os atos administrativos independem de motivação.
E) Não podem ser objeto de delegação a edição de atos de caráter normativo, a decisão de recursos
administrativos e as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.
Comentário:

Letra A: Errada.

Lei 9.784/99. Art. 17. Inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá ser iniciado
perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir.

Letra B: Errada.

Lei 9.784/99. Art. 22. Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a
lei expressamente a exigir.

§ 3º A autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita pelo órgão administrativo.

Letra C: Errada.

Lei 9.784/99. Art. 5º O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado.

Letra D: Errada.

Lei 9.784/99. Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade,
finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório,
segurança jurídica, interesse público e eficiência.

Letra E: Correta.

Lei 9.784/99. Art. 13. Não podem ser objeto de delegação:

I - edição de atos de caráter normativo;

II - a decisão de recursos administrativos;

III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.

Não Podem ser Objeto de Delegação - Mnemônicos


CENORA NOREX
Competência Exclusiva - CE Atos de Caráter Normativo – NO
Atos de Caráter Normativo - NO Decisão de Recursos Administrativos - R
Decisão de Recursos Administrativos - RA Competência Exclusiva - EX

Gabarito: Letra C.
(COMPERVE/UFRN/2019)

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124) Um assistente administrativo de uma instituição federal de ensino superior foi nomeado para atuar
numa comissão responsável pela seleção de um hospital para prestar serviços ao curso de medicina.
Considerando o fato de que sua mãe é sócia de um dos hospitais que concorrem no edital, é dever do
assistente
A) solicitar sua substituição na comissão, para que seja cumprido o que estabelece a legislação sobre
impedimentos e suspeição em processos administrativos.
B) atuar no processo até que seja alegada sua suspeição, uma vez que ele não tem interesse direto na seleção do
hospital a ser contratado.
C) informar a seu superior que poderá atuar no processo, uma vez que a legislação lhe faculta o direito de decidir
ou não pelo impedimento ou suspeição.
D) declarar-se impedido de atuar no processo, alegando avocação temporária de competência por motivo
relevante devidamente justificado.
Comentário:

Lei 9.784/99. Art. 18. É impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que:

I - tenha interesse direto ou indireto na matéria;

II - tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou representante, ou se tais situações
ocorrem quanto ao cônjuge, companheiro ou parente e afins até o terceiro grau;

III - esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro.

Art. 19. A autoridade ou servidor que incorrer em impedimento deve comunicar o fato à autoridade
competente, abstendo-se de atuar.

Parágrafo único. A omissão do dever de comunicar o impedimento constitui falta grave, para efeitos
disciplinares.

Art. 20. Pode ser arguida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou inimizade
notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o
terceiro grau.

Art. 21. O indeferimento de alegação de suspeição poderá ser objeto de recurso, sem efeito suspensivo.

Gabarito: Letra A.
(COMPERVE/UFRN/2019)
125) À luz do que estabelece a Lei nº 9.784/99, inexistindo disposição específica, os atos do órgão ou
autoridade responsável pelo processo e dos administrados que dele participem devem ser praticados,
salvo motivo de força maior, no prazo de
A) sete dias, sem possibilidade de dilação de prazo.
B) seis dias, sem possibilidade de dilação de prazo.
C) quatro dias, com possibilidade de dilação de prazo até o dobro, mediante comprovação justificada.
D) cinco dias, com possibilidade de dilação de prazo até o dobro, mediante comprovação justificada.
Comentário:

Lei 9.784/99. Art. 24. Inexistindo disposição específica, os atos do órgão ou autoridade responsável pelo
processo e dos administrados que dele participem devem ser praticados no prazo de cinco dias, salvo motivo
de força maior.

Parágrafo único. O prazo previsto neste artigo pode ser dilatado até o dobro, mediante comprovada justificação.

Prazos

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

Intimação para comparecimento


3 dias úteis
Intimação para provas e diligências

Intimação dos demais interessados no recurso 5 dias úteis

Atos do processo
5 dias
Reconsideração pela autoridade que proferiu a decisão

Interposição de Recurso
10 dias
Manifestação após instrução

Parecer de órgão consultivo 15 dias

Decisão de Recurso
30 dias
Decisão da Administração após a instrução

Gabarito: Letra D.
(COMPERVE/UFRN/2019)
126) Tendo como base as disposições expressas na Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999, a qual regula o
processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal, analise as afirmativas abaixo.
I Os atos de instrução que exijam a atuação dos interessados devem realizar-se do modo menos oneroso
para estes.
II Encerrada a instrução, o interessado terá o direito de manifestar-se no prazo máximo de cinco dias,
salvo se outro prazo for legalmente fixado.
III Em caso de risco iminente, a Administração Pública poderá motivadamente adotar providências
acauteladoras sem a prévia manifestação do interessado.
IV Os resultados da consulta e audiência pública e de outros meios de participação de administrados
deverão ser apresentados sem a indicação do procedimento adotado.
Das afirmativas, estão corretas
A) I e II.
B) II e IV.
C) I e III.
D) III e IV.
Comentário:

Item I: Correto.

Lei 9.784/99. Art. 29. As atividades de instrução destinadas a averiguar e comprovar os dados necessários à
tomada de decisão realizam-se de ofício ou mediante impulsão do órgão responsável pelo processo, sem
prejuízo do direito dos interessados de propor atuações probatórias.

§ 1º O órgão competente para a instrução fará constar dos autos os dados necessários à decisão do processo.

§ 2º Os atos de instrução que exijam a atuação dos interessados devem realizar-se do modo menos oneroso
para estes.

Item II: Errado.

Lei 9.784/99. Art. 44. Encerrada a instrução, o interessado terá o direito de manifestar-se no prazo máximo de
dez dias, salvo se outro prazo for legalmente fixado.

Item III: Correto.

Lei 9.784/99. Art. 45. Em caso de risco iminente, a Administração Pública poderá motivadamente adotar
providências acauteladoras sem a prévia manifestação do interessado.

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

Item IV: Errado.

Lei 9.784/99. Art. 34. Os resultados da consulta e audiência pública e de outros meios de participação de
administrados deverão ser apresentados com a indicação do procedimento adotado.

Gabarito: Letra C.
(MPE-BA/ MPE-BA /2018)
127) Em regra, não se assegura o contraditório e a ampla defesa nos processos perante o Tribunal de
Contas da União que apreciam a legalidade da concessão inicial de aposentadoria, já que essa concessão
é ato complexo, salvo se a Corte de Contas demorar mais de cinco anos para concluir a apreciação.
Comentário:

STF/Súmula Vinculante 21
É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para
admissibilidade de recurso administrativo.

Gabarito: Errado.
(UFSM/UFSM/2018)
128) Nos processos administrativos, deverão ser observados os critérios de objetividade no atendimento
do interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes ou autoridades.
Comentário:

Lei 9.784/99. Art. 2º. Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios
de:

I - atuação conforme a lei e o Direito; (Legalidade)

II - atendimento a fins de interesse geral, vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou competências,
salvo autorização em lei; (Impessoalidade e Indisponibilidade do Interesse Público)

III - objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes ou autoridades;
(Impessoalidade)

IV - atuação segundo os padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé; (Moralidade)

V - divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição;
(Publicidade)

VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida
superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público; (Proporcionalidade)

VII - indicação de pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão; (Motivação)

VIII - observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados; (Segurança
Jurídica)

IX - adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos
direitos dos administrados; (Informalismo)

X - garantia dos direitos à comunicação, à apresentação das alegações finais, à produção de provas e à
interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio;
(Contraditório e Ampla Defesa)

XI - proibição de cobranças de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei; (Gratuidade dos


Processos Administrativos)

XII - impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados; (Oficialidade)

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Direito Administrativo – Questões Comentadas

XIII - interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se
dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação. (Segurança Jurídica)

Gabarito: Correto.
(UFPR/COREN-PR/2018)
129) Essa lei determina que são capazes, para fins de processo administrativo, os maiores de vinte e um
anos, ressalvada previsão especial em ato normativo próprio.
Comentário:

Lei 9.784/99. Art. 10. São capazes, para fins de processo administrativo, os maiores de dezoito anos,
ressalvada previsão especial em ato normativo próprio.

Gabarito: Errado.
(UFPR/COREN-PR/2018)
130) No processo administrativo são direitos dos(as) administrados(as), exceto.
A) Ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores(as), que deverão facilitar o exercício de seus direitos e
o cumprimento de suas obrigações.
B) Fazer-se assistir, facultativamente, por advogado(a), salvo quando obrigatória a representação, por força de lei.
C) Formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração pelo
órgão competente.
D) Ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado, ter vista dos
autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas.
E) Agir de modo temerário, desleal e de má-fé.
Comentário:

Lei 9.784/99
Direitos do Administrado - Art. 3º Deveres do Administrado - Art. 4º
* Ser tratado com respeito pelas autoridades e
servidores, que deverão facilitar o exercício de seus
direitos e o cumprimento de suas obrigações;
* Expor os fatos conforme a verdade;
* Ter ciência da tramitação dos processos
administrativos em que tenha a condição de
* Proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé;
interessado, ter vista dos autos, obter cópias de
documentos neles contidos e conhecer as decisões
* Não agir de modo temerário;
proferidas;
* Prestar as informações que lhe forem
* Formular alegações e apresentar documentos
solicitadas e colaborar para o esclarecimento
antes da decisão, os quais serão objeto de
dos fatos.
consideração pelo órgão competente;

* Fazer-se assistir, facultativamente, por


advogado, salvo quando obrigatória a
representação, por força de lei.

Gabarito: Letra E.

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