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1.

INTRODUÇÃO
A ideia de desenvolver remete a processos, e não existe um equívoco nesse pensamento, de
forma genérica, podemos dizer que desenvolvimento é o conjunto de fases pelas quais o
indivíduo passa ao longo do seu ciclo de vida, é um processo multidimensional que engloba
aspectos físicos (crescimento); fisiológicos (maturação); Psicológicos (cognitivo e afectivo),
Sociais.

Todo ser humano a nascença já constitui-se como individuo, com qualidades de integridade
própria, particularidades que o distinguem um dos outros. O mesmo não se pode dizer em
relação a personalidade.

O ser humano forma sua personalidade em resultado da sua constituição biológica


(características herdadas), das influências do meio social e cultural do contexto em que se
encontram (aquisições do meio), assim como das experiências de vida (desenvolvimento) e
sempre considerando o seu desenvolvimento psicológico (estabilidade emocional, de
sentimentos). Por tal se diz ser uma unidade bio-psico-social.

Este trabalho aborda sobre o desenvolvimento psíquico engloba o homem como ser bio-psico-
socio, suas manifestações e particularidades que o diferenciam de um modo para o outro, isto
é, de modo Biológico, Psicológico e Social. Um homem deve ser considerado bio-psico-social
caso tenha vários aspectos que o compõem dos quais encontra-se aspectos biológicos,
psicológicos e sociais. Estes todos rodeiam-no em todo seu ciclo de vida desde o nascimento
até o último dia da sua respiração (morte).

1.1. Objectivos
O seguinte trabalho foi elaborado considerando os seguintes objectivos:

1.1.1. Geral
• Compreender o desenvolvimento psíquico e seus fundamentos.
1.1.2. Específicos
• Explicar o homem como unidade bio-psico-social;
• Aclarar sobre o papel da hereditariedade e do meio na conduta;
• Apresentar a psicofisiologia do sistema nervoso.
1.2. Metodologia
Tomando em consideração que a metodologia ilustra o caminho ou os passos pelos quais a
pesquisa se orienta para o alcance dos objectivos definidos, neste caso específico, iremos
abordar aspectos relativos aos procedimentos da pesquisa e seus instrumentos.

No dizer de Quivy e Campenhoudt (1992), “Importa, acima de tudo, que o investigador seja
capaz de conhecer e de pôr em prática um dispositivo para a elucidação do real, isto é, no seu
sentido mais lato, um método de trabalho. Este nunca se apresentará como uma simples soma
de técnicas que se trataria de aplicar tal e qual se apresentam, mas sim como um percurso global
do espírito que exige ser reinventado para cada trabalho”.

A postura metodológica adoptada na realização deste trabalho, como forma de garantir a


confiabilidade das informações apresentadas, para estruturação desse trabalho é eles: científico
investigatório e Dedutivo.

1.2.1. Tipo de pesquisa


O presente trabalho baseou-se na pesquisa bibliográfica, que permitiu buscar informação dos
documentos públicos e reconhecidos na internet, também informações advindas de manuais
contendo a informação a respeito do tema.
2. O DESENVOLVIMENTO PSIQUICO E DA CONSCIÊNCIA HUMANA

2.1. Evolução psíquica dos indivíduos

A evolução psíquica dos indivíduos depende da maturação e do desenvolvimento genético; dos


estímulos sociais e afectivos.

2.2. O Homem como Unidade bio-psico-social

Todo ser humano à nascença já se constitui como indivíduo, com qualidades de integridade
próprias, particularidades que o distinguem dos outros. O mesmo não se pode dizer em relação
à Personalidade. O ser humano forma sua personalidade em resultado da sua constituição
biológica (características herdadas), das influências do meio social e cultural do contexto em
que se encontra (aquisições do meio), assim como das experiências de vida (desenvolvimento),
e sempre considerando seu desenvolvimento psicológico (estabilidade emocional, de
sentimentos). Por tal se diz ser uma unidade bio-psico-social (WEITEN, 1981).

Alguns termos importantes para compreender o desenvolvimento humano:

• Desenvolvimento: é o conjunto de fases pelas quais o indivíduo passa ao longo do seu


ciclo de vida. É um processo multidimensional que engloba os aspectos físicos
(crescimento); fisiológicos (maturação), psicológicos (cognitivos e afectivos), sociais
(socialização), e culturais (aquisição de valores, normas).
• Maturação: é a dimensão fisiológica do desenvolvimento. Refere-se ao grau de
prontidão funcional dos diversos sistemas do organismo, nomeadamente do sistema
nervoso. É que torna possível determinado padrão de comportamento. (por exemplo, a
alfabetização das crianças depende da maturação neurofisiológica para manejar o lápis,
e segurá-lo com as mãos é necessário um desenvolvimento neurológico o que a criança
de 1 ou 2 anos não possui ainda.
• Maturidade: é o estádio de desenvolvimento do indivíduo indispensável para a
execução de determinada tarefa, actividade ou função.
• Estado etário: fase de maturação e estruturação (anatómica, fisiológica, psíquica)
correspondente a idade ou nível de desenvolvimento do indivíduo.

2.3. A Vida Antes do Nascimento (o Desenvolvimento Pré-Natal)

O desenvolvimento pré-natal (gestação) é o período compreendido entre a fecundação e o parto.


Este pode ser dividido em três períodos: zigoto, embrião e feto;
O zigoto

O zigoto forma-se após a fecundação e flutua livremente no fluido do útero. Ao fim de cerca
de duas semanas, o zigoto (ovo) fixa-se na parede do útero recebendo oxigénio e alimentação
do corpo da me. Dois ou três dias da sua implantação no útero o novo ser passa a chamar-se
embrião.

Embrião

O segundo estádio do desenvolvimento pré-natal é o estádio embrionário. Este estádio começa


cerca de duas semanas depois da fecundação, na altura em que o zigoto (ovo) se fixa à parede
uterina.

O estádio embrionário dura cerca de oito semanas depois da concepção. As primeiras fases de
vida do embrião humano apresentam características semelhantes com os outros mamíferos. A
cabeça do embrião é grande em relação ao resto do corpo e membros não são diferenciados.
No final deste período o organismo é claramente identificável como humano (tem face, olhos)
e passa a se designar feto.

Feto

A partir da oitava semana até ao nascimento o novo ser passa a chamar-se feto. O feto é capaz
de ouvir, movimentar os dedos (dar pontapés, fazer punho, levar o polegar a boca, escolher a
posição de dormir, etc.) sentir sabor, etc. O desenvolvimento do feto culmina com o
nascimento.

Nascimento

O nascimento é conjunto de fenómenos físicos que tem como finalidade expulsar o feto para o
exterior. Quando a criança nasce pesa normalmente 2500 gramas e a placenta para de introduzir
alimentos. Crianças com um período de gestação reduzido e peso inferior a 25000 gramas são
consideradas pré-maturas.

A primeira respiração imediatamente após o parto é difícil devido o oxigénio do ambiente que
a criança recebe, pois tem início a respiração pulmonar. Se o pequeno cérebro não recebe
oxigénio dentro de 8 (oito) minutos pode contrair lesões. Por regra, a primeira respiração é
acompanhada por grito. O grito converte-se em breve numa forma de manifestação de
dissabores ou transtornos (indisposição, desconforto, mal-estar, alerta à mãe para acções de
cuidado, isto é, um estímulo chave da mãe.
Em cada dor do parto, a criança está exposta a uma pressão com cerca de 25kg. Por isso, partos
muito prolongados ou complicados colocaram a criança provavelmente numa situação de
indisposição intensiva. O acto do nascimento por si só é uma lesão psíquica, o que serve de
base para o medo original do homem, segundo a psicanálise.

2.4. Fundamentos Biológicos da Conduta

2.4.1. Hereditariedade e comportamento: mecanismos básicos

Em última instância, as diferenças entre as espécies dependem da hereditariedade, ou herança


física. A hereditariedade compartilhada por todas as pessoas permite uma série de actividades
humanas distintas. Por termos herdados polegares opostos e dedos móveis, aprendemos
facilmente a manipular ferramentas. A herança de imensos córtices cerebrais permite-nos
processar vasta quantidade de informação.

Além das estruturas influenciadoras e dos comportamentos comuns a todas as pessoas, a


hereditariedade modela o que é exclusivo a cada pessoa. Seus genes têm algo a dizer sobre uma
capacidade de aprendizagem e se somos ou não propensos à depressão.

2.4.2. Genética do comportamento

A genética do comportamento, um ramo da psicologia e também da genética, estuda as bases


herdadas da conduta e da cognição. Abrange diferenças individuais e de espécie (evolutivas).

Os geneticistas do comportamento pressupõem que tudo o que as pessoas fazem depende, em


algum grau, das estruturas físicas subjacentes. Sua tarefa é definir exactamente quanto de um
determinado acto é modelado pela hereditariedade e quanto o é pelo ambiente. Eles pesquisam
também os mecanismos biológicos pelos quais os genes afectam o comportamento e a
cognição.

2.5. O Papel da Hereditariedade e do Meio na Conduta

2.5.1. Hereditariedade e do ambiente: uma parceria permanente

Estará tudo nos genes? De acordo com Robert Plomin (1993), talvez o principal sobre a
genética do comportamento na última década, o que os cientistas verificaram a repetidas vezes
foi que hereditariedade e experiência influenciam conjuntamente muitos aspectos do
comportamento.
Além disto, seus efeitos são interactivos – elas jogam uma com a outra. Por exemplo, em
relação a esquizofrenia, embora a evidencia indique que factores genéticos influenciam o
desenvolvimento da esquizofrenia, do outro lado não parece que alguém herde directamente o
distúrbio, mas um certo grau de vulnerabilidade a ela. Portanto, se a vulnerabilidade vai ou não
se transformar num distúrbio real, isso dependerá das experiências de cada pessoa na vida
(LEZINE, 1982).
2.5.2. O herdado e o meio: qual interacção?

O organismo e o ambiente fazem parte de um todo no qual são interrelacionados e em constante


interacção. O meio mobiliza ou favorece disposições hereditárias, mas por sua vez a acção do
meio não é independente dessas disposições.

Por um lado, qualquer factor hereditário opera de modo diferente quando as condições do meio
ambiente variam. Por outro lado, as condições do meio ambiente exercem diferentes influências
sobre as características hereditárias (WEITEN, 1981).

As disposições hereditárias traçam o marco do desenvolvimento e oferecemnos um plano de


construção do organismo. Os genes exercem um papel ou acção directiva nos fenómenos do
desenvolvimento embrionário e, especialmente, dos primeiros anos de vida, isto é, não se
transmitem qualidades já desenvolvidas, mas apenas disposições ou possibilidades para
configurar essas qualidades. Por exemplo, a estatura de um indivíduo depende de toda a carga
genética, mas além disso, variará, entre outros factores de acordo com a alimentação recebida
nos primeiros anos de vida e com as vicissitudes do desenvolvimento glandular posterior
(LEZINE, 1982).

• Herança e meio são factores que contribuem para a formação do novo ser e se misturam
de tal modo que é difícil distinguir o que corresponde a um e ao outro;
• Não podem ser considerados opostos ou antagónicos, mas complementares.
• Era comum considerar a herança é rígida, fixa, imutável, irreversível algo como código
ou lista de instruções e procedimentos que não admite modificações e na qual cada
“instrução” age de modo independente das demais, mas hoje tal posição não se
sustenta por que também os genes podem sofrer uma mutação, brusca ou não.

Portanto, Dizer que um os “genes influenciam x ou y” não quer dizer que os “genes determinam
x ous e y”. Tão pouco quer dizer que o ambiente tenha pouca influência sobre a qualidade em
questão. Do início até ao fim da vida, os organismos estão sendo constantemente moldados
tanto pela hereditariedade como pelo ambiente. A natureza e a extensão de uma influência
sempre depende da contribuição da outra.

2.5.3. Hereditariedade e Meio: o Princípio fundamental da Psicologia

O princípio fundamental e o seu axioma principal é o de que o organismo é produto da


hereditariedade, em interacção com o meio social e com o tempo, (história pessoal e colectiva)
isto é, o comportamento não é resultado de uma única causa, mas sim de causas múltiplas
(biológicas, sociais, culturais, ...). É o resultado da hereditariedade a interagir com o meio e
com o tempo.

O nosso potencial hereditário pode ser enriquecido ou empobrecido dependendo do tipo,


quantidade e qualidade dos nossos encontros com o meio e depende do momento em que estes
encontros ocorrem. É pela interacção entre determinantes da hereditariedade e a influência do
meio que o indivíduo se forma, desenvolve e realiza.

Não se pode limitar aos aspectos educativos e os sócio-culturais pós-natais, os aspectos físicos,
biológicos (alimentares, etc.), e psico-afecivos (emocionais) dos primeiros tempos da vida,
nomeadamente pré-natais e perinatais são fundamentais na formação de todas as características
do indivíduo.

2.6. Psicofisiologia do Sistema Nervoso

A comunicação no sistema nervoso é central para o comportamento. Em breves anotações


examinaremos a organização do sistema nervoso.

Especialistas acreditam que há de 85 a 180 biliões de neurónios no cérebro humano.


Obviamente isto é apenas uma estimativa. Se os contássemos sem parar a proporção de um por
segundo, estaríamos contando por cerca de 6 mil anos! Multidões de neurónios no sistema
nervoso têm de trabalhar junto para manter a informação fluindo eficientemente. Para fazer
isso, eles estão organizados em equipas, várias das quais têm funções e deveres especializados
que dependem, antes de tudo, de sua localização.

2.6.1. Sistema Nervoso Central (SNC)

O sistema nervoso central (SNC) é a porção do sistema nervoso que fica dentro do crânio e da
coluna espinal. Assim, o SNC compreende o cérebro e a medula e a medula espinal. O SNC é
banhado na sua “sopa” nutritiva especial chamada fluido cérebro-espinal (FCE). Este fluido
alimenta o cérebro e fornece-lhe uma protecção. Embora derivado do sangue, o FC é
cuidadosamente filtrado.

Para entrar no FCE, as substâncias do sangue têm de passar pela barreira cérebro-sanguínea,
um mecanismo membranoso semipermeável que impede a passagem de certas substâncias
químicas entre a corrente sanguínea e o cérebro. Esta barreira evita que algumas drogas entrem
no FCE e afectem o cérebro.

• A medula espinal

A medula espinal liga o cérebro ao resto do corpo através do sistema nervoso periférico.
Embora se pareça com um cabo do qual os nervos somáticos saem, ela é parte do sistema
nervoso central e vai desde a base do cérebro até um nível abaixo da cintura, abrigando
aglomerados axónios que carregam os comandos do cérebro aos nervos periféricos e conduzem
sensações de periferia do corpo cérebro. Muitas formas de paralisia resultam de danos na
medula espinal, facto que ressalta o papel crítico que ela representa na transmissão de sinais do
cérebro aos neurónios que movem os músculos do corpo.

• O cérebro
Evidentemente, a glória suprema do sistema nervoso central é o cérebro, que, anatomicamente,
é a parte do sistema nervoso central que preenche a porção superior do crânio. Embora pese
apenas cerca de 2 quilos e possa ser carregado em uma das mãos, ele contém biliões de células
que interagem, integram informação de dentro, coordenam as acções do corpo e nos capacitam
a falar, pensar, recordar, planear, criar e sonhar.

2.6.2. O Sistema Nervoso Periférico

O primeiro e mais importante corte que separa o sistema nervoso central (cérebro e medula
espinal) do sistema nervoso periférico. O sistema nervoso periférico é formado por todos os
nervos que ficam fora do cérebro e da medula espinal. Nervos são aglomerados de fibras de
neurónios (axónios) que estão no sistema nervoso periférico. Essa porção do sistema nervoso
é exactamente o que parece, a parte que se estende para a periferia (parte de fora) do corpo. O
sistema nervoso periférico pode ser subdividido em dois: somático e autónomo.

O Sistema Nervoso Somático é formado por nervos que se conectam aos músculos esqueléticos
voluntários e aos receptores sensoriais. Estes nervos são os cabos que carregam informação dos
receptores na pele, músculos e juntas ao sistema nervoso central e também ordens do sistema
nervoso central aos músculos. Estas funções requerem dois tipos de fibras nervosas: aferentes,
que são axónios que carregam informação para dentro do sistema nervoso central da periferia
do corpo; Os eferentes, que são axónios que carregam informações para fora do sistema nervoso
central para a periferia do corpo. O sistema nervoso somático permite que nos sintamos e
movamos no mundo.

O Sistema Nervoso Autónomo é formado de nervos que se ligam ao coração, aos vasos
sanguíneos, aos músculos lisos, e às glândulas.

Como o próprio nome indica, é um sistema separado (autónomo), embora seja principalmente
controlado pelo sistema nervoso central. O sistema nervoso autónomo controla funções
automáticas, involuntárias, em que normalmente as pessoas não pensam, como a batida
cardíaca, a digestão e a transpiração. Ele intermédia muito do despertar fisiológico, que ocorre
quando as pessoas experimentam emoções. Imagine-se, por exemplo, caminhando para casa
sozinho a noite, quando uma pessoa, de aparência pobre aparece atrás de nós e começa a seguir-
nos. Caso sintamo-nos ameaçados, a nossa batida cardíaca e respiração intensificar-se. A nossa
pressão sanguínea poderá subir, possivelmente sentiremos arrepios, e as palmas das mãos
poderão começar a transpirar. Estas reacções difíceis de controlar são aspectos do despertar
autónomo.

O sistema nervoso autónomo pode ser dividido em dois ramos: simpático e parassimpático.

O Sistema nervoso simpático é o ramo do sistema nervoso autónomo que mobiliza os recursos
do corpo para a emergência. Ela cria a reacção de luta ou fuga. A activação deste sistema
desacelera processos digestivos e drena o sangue da periferia, diminuindo o sangramento em
caso de ferimento. Os nervos simpáticos principais enviam sinais às glândulas supra-renais,
liberando as hormonas que preparam o corpo para o esforço.

O Sistema nervoso parassimpático é o ramo do sistema nervoso autónomo que geralmente


conserva os recursos corporais. Ela activa processos que permitem ao corpo economizar e
armazenar energia. Por exemplo, acções dos nervos parassimpáticos diminuem o ritmo
cardíaco, reduzem a pressão sanguínea e promovem a digestão.
2.7. Desenvolvimento Filogenético do Psíquico

2.7.1. Dependência da psique ao meio

A extraordinária variedade que o meio ambiente tem (clima, condições de vida) suscitou a
diferenciação dos organismos (na terra vivem milhões de espécies de animais). Entre toda a
multiplicidade de fenómenos terrestres, existem suas mudanças cíclicas anuais, a mudança do
dia e da noite, as mudanças de temperatura etc., e todo o organismo vivente adapta-se as
condições existentes.

Uma modificação brusca do ambiente provoca no animal ou o seu desaparecimento. O meio e


a condição de existência do organismo vivo, e o factor mais importante para determinar a vida
dos seres viventes, ou seja, dito em outras palavras, a existência dos organismos viventes esta
condicionada causalmente pelo meio ambiente. Quanto mais alta e a capacidade do reflexo
dentro de um determinado meio, mais livre e a espécie do influxo do meio.

2.7.2. A psique e a evolução do sistema nervoso

Para que haja um reflexo adequado e necessário antes de mais uma estrutura dos órgãos de
sentido e do sistema nervoso. O grau de desenvolvimento dos órgãos de sentido e do sistema
nervoso determina constantemente o grau e a forma do reflexo psíquico.

Em corresponderia com o desenvolvimento do sistema nervoso se tem mais completas as


formas do reflexo psíquico, ou seja, quanto mais completo e o sistema nervoso tanto mais
perfeita e a psique.

A evolução da psique não é linear, ate que se aperfeiçoe em diferentes direcções. Num mesmo
meio habitam animais com os mais variados níveis de reflexo e ao contrário, em meios
diferentes podem-se encontrar diferentes tipos de animais com níveis de reflexo semelhantes.

O meio, como a matéria, não é invariável, ele evolui. A este meio em evolução adapta-se a
espécie animal que nele habita. Pode acontecer, sem dúvidas, que o meio radicalmente se
modifique para alguns animais e isto influência no desenvolvimento das funções psíquicas, ao
mesmo tempo, a mudança ocorrida não exerce uma influência determinante no
desenvolvimento das funções dos outros animais.
2.8. O Surgimento da Consciência no Processo da Actividade Humana

2.8.1. Consciência

A psique como conjunto de reflexos da realidade no cérebro dos homens caracteriza-se por
possuir diferentes níveis.

O mais alto nível da psique, que é próprio do Homem, forma a consciência. A consciência e a
forma superior integrante da psique do Homem que se forma como resultado das condições
histórico-sociais na actividade laboral e na permanente comunicação oral com as demais
pessoas. Neste sentido, pode-se dizer que a consciência e em última instância (como dizem os
clássicos marxistas) um produto social, a consciência e a existência consciente.

2.8.2. Diferença entre psique humana e psique animal

Sem dúvidas existe uma imensa diferença qualitativa entre a psique humana mais altamente
organizada e a psique animal. Assim não é possível fazer uma comparação entre “linguagem”
dos animais e a linguagem humana, pois enquanto o animal com a sua linguagem pode somente
emitir sinais a seus congéneres, em relação a fenómenos limitados por uma situação imediata,
directa, pelo contrário o Homem pode informar a outras pessoas com ajuda da linguagem, sobre
o passado, o presente, o futuro e transmitir aos outros a experiência social.

Mediante muitas pesquisas os investigadores mostraram que o pensamento pratico e somente


próprio aos animais superiores. Nenhum investigador observou a forma abstracta do
pensamento no estudo da psique dos animais. O animal pode somente actuar dentro das marcas
duma situação visivelmente percebida, da qual não pode abstrair e da qual não pode assimilar
os princípios abstractos. O animal e escravo da situação percebida de forma imediata. A
conduta do Homem caracteriza-se pela sua capacidade de abstrair-se ou afastar-se duma
situação concreta dada e prever as consequências que podem surgir em relação a dita situação.

Desta forma, o pensamento concreto ou pratico dos animais e somente a sua impressão directa
sobre a situação dada, enquanto que a capacidade do Homem de pensar abstractamente supera
a dependência directa da situação dada (WEITEN, 1981).

Algumas características que diferenciam a psique humana da psique animal:

• O Homem é capaz de enfrentar não somente as influências directas do meio, mas


também pode prever aquelas que podem suceder. O Homem tem a capacidade de
abstrair em correspondência com a necessidade conhecida, ou seja, conscientemente.
Esta é a primeira distinção entre a psique humana e a psique animal;
• A outra diferença e que o Homem tem a capacidade de criar e conservar ferramentas.
O animal cria instrumentos ou ferramentas numa situação concreta. Fora desta dada
situação concreta o animal nunca identifica os instrumentos, nem se aproveita deles,
uma vez que o instrumento joga um papel naquela dada situação, que mediatamente
deixa de existir para as outras situações;
• Os homens criam instrumentos de acordo com um plano previsto anteriormente, utiliza
estes instrumentos segundo o fim a que estão destinados, e os conserva; e todo o
homem adquire experiência com os outros homens no uso destes instrumentos;
• A transmissão das experiências sociais, caracteriza o homem o qual dispõe duma
experiência acumulada pelas gerações anteriores. As experiências sociais transmitidas
ao homem desenvolvem-se em grande parte na psique. Desde a mais tenra idade a
criança aprende a dominar as formas de utilização dos instrumentos e as formas de
trata-los. As funções psíquicas do homem mudam qualitativamente graças ao domínio
de cada sujeito em particular sobre os instrumentos do desenvolvimento cultural da
humanidade. E no homem se desenvolvem as funções superiores propriamente
humanas (linguagem, memória, pensamento atenção).
• A quinta distinção entre a psique humana e animal são os sentimentos: para o homem
e animais superiores o sentimento e mais daquilo que ocorre em seu redor, os objectos
e os acontecimentos podem suscitar nos animais e homens determinados tipos de
reacções dependendo daquilo que os influencia, ou emoções positivas e negativas.
Sem dúvidas somente no homem pode existir a capacidade de sentir pena ou alegria
sobre o outro Homem, somente o homem pode experimentar determinados
sentimentos ao tomar consciência de algum aspecto vital nisto.

2.8.3. Teorias de Desenvolvimento do Psíquico

Teoria é a forma de explicação dos factos, de forma unitária, coerente, livre de contradições
internas e que conduza a descoberta de novos factos.

A questão da abordagem do desenvolvimento do psíquico, é ainda polémica pela existência de


várias teorias explicativas, que estão divididas em grupo.

• Teorias endogénicas

O desenvolvimento psíquico é feito dependentemente de factores biológicos: a hereditariedade


e as predisposições inatas tornam lugar de relevo. O desenvolvimento do Homem está
programado e reformado pelas disposições. Segundo esta teoria, os factores do meio ambiente
são apenas um atributo subordinado, as aptidões e qualidades psicológicas da personalidade
são reduzidas aos instintos inatos de acordo com Mendel, Weisman e Morgan.

• Teorias exogénicas

O Homem seria no momento do nascimento uma tábua rasa, pelo adestramento e hábito poder-
se-ia fazer-se tudo quando são aplicados os métodos respectivos. Este grupo de teorias acentua
o meio ambiente em que decorre o desenvolvimento comparativamente aos outros factores
como força determinante de desenvolvimento psíquico.

O desenvolvimento é mais ou menos directamente reduzido à educação e formação. Contudo


a criança e o jovem são considerados como objectos positivos das influências externas e deste
modo expostos a métodos mecânicos de educação, segundo Watson.

• Teorias de convergências

O desenvolvimento do psíquico é resultado de uma convergência de factores hereditários e


factores ambientais. Logo, o desenvolvimento do psíquico da criança e do jovem é resultado
de forças desiguais da hereditariedade e do meio ambiente. Significa que, o desenvolvimento
do psíquico é determinado pela cooperação de dois factores principais: hereditariedade e meio
ambiente (Stern).

Estas teorias defendem que, no desenvolvimento do psíquico deve-se distinguir os processos


de maturidade e os processos de aprendizagem. Os processos de maturidade são
biologicamente condicionados. Enquanto que os factores de aprendizagem estão sujeitos a
regularidades sociais. Portanto, o desenvolvimento psíquico seria condicionado pelos factores
biológicos e de assimilação.
3. CONCLUSÃO

O Desenvolvimento pré-natal (gestação) é o período compreendido entra a gestação e o parto.


Este pode ser dividido em períodos: O zigoto, embrião, feto, Nascimento. Como ser biológico
o homem é formado por um organismo constituído por célula, tecidos, órgãos. Sistema de
órgãos são vários os sistemas que garantem a existência biológica e fisiológica do homem.
Dentre eles é o sistema nervoso que estabelece a coordenação e harmonização do
funcionamento do corpo humano.

O homem psicológico é constituído pelo conjunto de fenómenos psíquicos que posem ser
conhecidos estudando e avaliando o seu comportamento, a sua maneira de ser, estar e estes
fenómenos psicológicos subdividem-se em processos psíquicos, estados psíquicos e qualidades
psíquicas e o comportamento depende do meio psíquico, estados psíquicos e qualidades
psíquicas, o comportamento depende do meio sócio-cultural em que a pessoa habita, cresce e
se desenvolve, a perspectiva sócio- cultural resulta o papel que os factores sociais e culturais
tem na origem e permanência do comportamento da pessoa.

Como um ser social o homem possui extinto e desenvolve hábito de viver em sociedade, isto
é, na relação com outros homens. A dimensão social diz respeito aos aspectos ligados a vida
em grupo, enfocando aos factores económicos, políticos, ideológicos e culturais.

A psique como conjunto de reflexos da realidade no cérebro dos homens caracteriza-se por
possuir diferentes níveis. O mais alto nível da psique, que é próprio do Homem, forma a
consciência. A consciência e a forma superior integrante da psique do Homem que se forma
como resultado das condições histórico-sociais na actividade laboral e na permanente
comunicação oral com as demais pessoas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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CHICOTE, Luísa Lopes. Et al. Psicologia geral. Módulo para curso de bacharelato Semi-
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