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1.

Introdução

O nitrogênio (N2) é um elemento químico que participa da constituição de ácidos nucleicos,


proteínas e clorofila. O reservatório natural de nitrogênio é a atmosfera, onde perfaz cerca de 78%
do ar. Vários tipos de microorganismos do solo e da água são capazes de absorver esse nitrogênio
do ar, transformando, através de várias etapas, em nitratos que são absorvidos pelas plantas através
de suas raízes. O nitrogênio absorvido na forma de nitrato permite a construção, por parte das
plantas, de suas moléculas protéicas, passando daí para vários tipos de animais, direta ou
indiretamente.
Nenhum animal é capaz de alimentar-se diretamente do nitrogênio do ar, esse elemento
deverá passar por sucessivas transformações, causadas por microorganismos e pelas plantas verdes,
até que constituam compostos químicos assimiláveis pelos animais ou pelo homem. Posteriormente
com a morte destes seres,
o nitrogênio será novamente restituído ao meio por atividade de bactérias e outros
microorganismos. No decorrer desse processo, aproximadamente 10% do nitrogênio fixado como
nitrato ocorre diretamente na atmosfera, mediado por fontes de alta energia como iluminação. Essa
circulação de elementos e substâncias, passando do mundo vivo para o mundo físico e vice-versa,
constitui o que conhecemos por ciclos biogeoquímicos.
A medida da concentração de íons nitrato nas nascentes e afluentes é importante porque os
níveis naturais dos compostos de nitrogênio na natureza geralmente são baixos. No entanto, devido
a uma variedade de atividades humanas pode haver um aumento dos níveis de nitrato em nascentes
naturais e sua conseqüente degradação. Do ponto de vista de potabilidade, os nitratos não são
nocivos. Mas por sua possibilidade de reduzir-se a nitrito, as águas que têm quantidade excessiva de
nitrato não devem ser tomadas por crianças, porque no meio gástrico delas desenvolvem-se uma
abundante flora bacteriana redutora, capaz de reduzir nitratos a nitritos, o que pode provocar
intoxicações que podem ser detectadas por sintomas como a cianose.
Por este motivo é importante monitorar os níveis das substâncias presentes nas águas dos rios.

2. Objetivo

Determinação do nitrato em amostra de água mineral através do uso de espectrofotometria


no UV-vis.

3. Parte experimental

Materiais e vidrarias: Reagentes:

7 balões de 50mL Solução de acido cloridrico 1mol/L


7 bequeres Agua destilada
Cubetas de quartzo Solução de nitrato de sodio
Espectrofotometro UV/VIS pipetas Amostra de agua mineral e de torneira

Procedimento:

Preparou-se soluções padrão às quais foram adicionados 0,5 mL de ácido clorídrico. 0,5;
1,0; 1,5; 2,0; 2,5; 3,5 mL da solução-estoque de nitrato foram adicionados a cada balão de 50ml e
fazendo soluções 1, 2, 3, 4, 5 e 7de mg/L.
Forma feitas medidas de absorbância de cada padrão no espectrofotômetro, no comprimento de
onda de 250nm. Em seguida mediu-se as amostras de água para determinação do nitrato presente
nas amostras.

4. Resultados e discussão

No branco verifica-se 0,5 mL de HCl em 50 mL de água destilada. Os valores são apresentados na


tabela a seguir:
Leitura do branco Abs.
1 0,0001
2 0,0000
3 0,0002
4 0,0002
5 0,0002

No branco obteve-se um desvio padrão de 8,944x10-5, o que indica um limite de detecção de


1,725x10-3. O limite de quantificação foi de 5,752x10-3 mg/l-1.
Com as medidas de absorbância foi construída a tabela a seguir:

Absorbância das soluções testadas


-
[NO3 ] mg/L Absorbância (205 nm)
1,0 0,1294
2,0 0,3015
3,0 0,4440
4,0 0,6221
5,0 0,7709
7,0 1,0611

Curva padrão do nitrato.



y = 0,15551x [ NO 3 ] – 0,01539

Foi feita medida de absorbância da água do campus JK mas a mesma não continha nitrito
suficiente para que o aparelho detectasse.
Na amostra de água mineral encontrou-se uma absorbância de 0,371, o que corresponde a uma
concentração de 0,3375 mg/L-1.

5. Conclusão

A espectrofotometria mostrou-se uma técnica eficiente para a mensuração quantitativa de


nitrato em amostra de água. A amostra do campus JK da UFVJM não continha nitrato suficiente
para a detecção por espectrofotometria, porém águas subterrâneas contém uma quantidade maior
desse íon. A amostra de água comercial analisada apresentou nitrato em percentagem maior do que
o indicado no rótulo.

6. Referências bibliográficas

Roteiro do aluno, UFPR, experimento 7: investigando traços de nitrato em águas naturais.


Skoog, Douglas A.; Fundamentos de Química Analítica; 8ª edição, editora Cengage Learning,
São Paulo 2008.
Laboratório de química ambiental da UFPA DETERMINAÇÃO DE NITRADO EM AGUAS
METODO DO ACIDO FENOLDISSULFÔNICO

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