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Coração em miniatura pode ajudar a

acelerar cura de doenças cardíacas


Redação do Diário da Saúde

Uma réplica em miniatura de uma câmara cardíaca feita de peças e tecidos projetados a
partir de células-tronco - e tudo contido em um chip não muito maior que um selo
postal.
[Imagem: Jackie Ricciardi/Boston University]

Como estudar o coração

Não há uma maneira segura de obter uma visão de perto do coração humano enquanto
ele trabalha: Você não pode simplesmente retirá-lo, dar uma olhada e encaixá-lo
novamente.

Os cientistas têm tentado diferentes maneiras de contornar esse problema fundamental:


Eles prenderam tecidos cardíacos cultivados em laboratório a molas para vê-los
expandir e contrair e até conectaram corações de cadáveres a máquinas para fazê-los
bombear novamente.

Cada abordagem tem suas falhas: Corações reanimados só podem bater por algumas
horas, e as molas não conseguem replicar as forças em ação no músculo cardíaco real.
Coração em um chip

Agora, uma equipe interdisciplinar de engenheiros, biólogos e geneticistas desenvolveu


uma nova maneira de estudar o coração: Eles construíram uma réplica em miniatura de
uma câmara cardíaca a partir de uma combinação de peças de nanoengenharia e tecido
cardíaco humano.

Não há molas ou fontes externas de energia - como um coração real, ele apenas bate
sozinho, impulsionado pelo tecido cardíaco vivo cultivado a partir de células-tronco.

O dispositivo pode dar aos pesquisadores uma visão mais precisa de como o coração
funciona, permitindo que eles rastreiem como o órgão cresce no embrião, estudem o
impacto das doenças cardíacas e testem a eficácia potencial e os efeitos colaterais de
novos tratamentos - tudo com risco zero de pacientes e sem sair do laboratório.

É tudo minúsculo, mas com uma complexidade impressionante.


[Imagem: Christos Michas et al. - 10.1126/sciadv.abm3791]

Bomba microfluídica

O aparelho - batizado de "bomba microfluídica unidirecional habilitada para precisão


cardíaca" - também pode abrir caminho para a construção de versões laboratoriais de
outros órgãos, de pulmões a rins.

"Nós podemos estudar a progressão das doenças de uma forma que não era possível
antes," disse a professora Alice White, da Universidade de Boston (EUA). "Escolhemos
trabalhar no tecido cardíaco por causa de sua mecânica particularmente complicada,
mas mostramos que, quando você pega a nanotecnologia e a combina com a engenharia
de tecidos, há potencial para replicar isso para vários órgãos."

Checagem com artigo científico:

Artigo: Engineering a living cardiac pump on a chip using high-precision fabrication


Autores: Christos Michas, M. Çagatay Karakan, Pranjal Nautiyal, Jonathan G. Seidman,
Christine E. Seidman, Arvind Agarwal, XKamil Ekinci, Jeroen Eyckmans, Alice E.
White, Christopher S. Chen
Publicação: Science Advances
Vol.: 8, Issue 16
DOI: 10.1126/sciadv.abm3791

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