Você está na página 1de 195

-

volume 1 - teoria

r:fJ CURSOS PRÁTICOS


� NOVA CULTUML I VESTIBULAR I
Física

SUMÁRIO

MECÂNICA 2
...................................................... Teoria cinética dos gases perfeitos 86 ...............

Cinemática . . . . . . .. .. .. 2
............... ....... ..................... Equação de Clapeyron 87 ..................................

Cinemática escalar . . . .. . . . .. .. . . .2
. ... . . .. . . . . . . . .. .. . . ... .. . Transformações gasosas 89 ..............................

Conceitos básicos . . . .. . . . . . . . . .. 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . Lei geral dos gases perfeitos . . 90 ....... . . . .......... ..

Grandezas fundamentais .. .. . . . . .2 ...... . .. . ... . . . .. . . Termodinâmica . 92


. . . ................... . ............. . . . . . . . ..

Classificação dos movimentos . . .. . . .. . 6 . . . . . . . . . .. Trabalho realizado ou recebido


Análise de gráficos . .. . .... . . . ........ . .7. . . . . . . . . . . ..... . por um gás 92
................... ..............................

Movimento uniforme .. . 11 ........ . . . . . . . . . . . . . . . .... . ... Primeiro princípio da termodinâmica . 94 . . . ... . . . . ..

Movimento uniforme variado . 12 ....... . . . . . . . . . .... ELETRICIDADE . . . . . .. .. . . .. .. . .. 97


. . .... .... .. . . . .. ... . . . . . . .

Lançamento vertical e queda livre 14 . ............ Eletrostática . .. . ... . . . .. .. .. ... . . . .


.. . . . .. .. 97 . . . . . . . . . . . . . . . . .. .

Vetores 16
.......................................................... Carga elétrica .. .. .. .. . .. . . . .. .
. . . . . .97
. . . . . . . . . . . . . . .. . . .. . . ...

Cinemática vetorial 18
........................................ Lei de Coulomb 100
....... ...................... . . . . . . . . . . . . . . .

Movimento circular . .. .
........ . . . . . . 20 .. . ....... ............. Campo elétrico 102
. . . . . ............... .........................

Movimento circular uniforme . . 22 .. ........ . . ....... ..... Trabalho realizado pelo


Composição de movimentos . . 23 ... . ................... campo elétrico . . . .. . . . . . 106
. . . .. . . . .... ....... . . . . . . . . . . ......

Lançamento de projéteis . .. . . .. . 24 .... . . . . . .............. Condutor em equilíbrio eletrostático 109 . ...........

Dinâmica . . .... ... .. ... . .... .. . . . ..27


..... . . . . . .. .. .... . . . . . . . . . . . . Eletrodinâmica 111
................. ............. . . . . . . . . . . . . . . .

Leis do movimento de Newton . . 27 .... . . . .. . . . . . . . Corrente elétrica . . . . . . .. . ...111


..... .. ... .. . . . . .. . .. . . . .. .. ..

Algumas forças particulares 31 . . . . . . . . . . ........ . . . . Resistores .. ...


....... . .. . . ...... .. . ....112
. .. . . . . ..... . . . .. . . . . .

Máquina de Atwood . 32
...... ...... ...................... Associação de resistores .. ... .. ...... ... .. .. 114 . . . . . . . . .

Plano inclinado .33


.................................... . . . . . Amperímetro e voltímetro . .. . . ... . ....... 118 . .. .. . .. . . . .

Força de atrito 34
............................................ Ponte de Wheatstone e ponte de fio . . . 119 .. ..... .

Movimentos de trajetória curvilínea , .....36 ..... Geradores . . . .120


.................................. .......... . .. .

Trabalho e energia cinética 38 ....... . . . . . . . . . . . ..... Receptores 123


..................................................

Potência . . .. . .. . .. . .. .
..... ... . . .. 42 . .... . .. . . . . ............... Capacitares 125
..................................................

Energia mecânica . .. .... .. . ... . .. .. .. .44 . . . . . . . . . . . . . . . . . Eletromagnetismo . . .... 130 .... . . . . . . . . . . . . . . . . ..............

MECÂNICA .. . . .. .. .. .. . . . . . . . . .49
.. .... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ímãs . .
... .. 130
. . . . . . . . . . ............................ . . . . . ...... . . . . .

Dinâmica . ... . . .. .. .. .. . .... . .. . .


.... . . . . .. . ....49 . . . .. . . . . . .. ..... Experiência de Oersted 132 ............. . . . . . . . ...........

Impulso e quantidade de movimento .49 . . .......... Lei de Biot-Savart . . .... . .. . . . . . . . 133 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. .

Choque mecânico . .. . ... ... .


. . . 52.. . . . . .. . . . . . ........ ..... .. Força magnética 137
. . . . . .....................................

Gravitação . . . .. .. . . .. . . . . . .
..... . . . . . . . .55
. . . . . . . . . . . . . . . . . ..... . Fluxo magnético 141
............................. . . . . . . . . . . . . .

Leis de Kepler . . . .. 55
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . ....... . . . . ..... .. . . . . . . Experiência de Faraday . ..142 ................ . . . . ..... ...

Lei da gravitação universal 56 ............................ ÓPTICA GEOMÉTRICA .. .... .. . . .. . ..145 . . . . . . . . . . . ... .

Estática 59
........ .................................................. Noções básicas .. . . ....... ... . . . ....
. . . . 146 . . . . . . . .. . . . . . . . . .

Equilíbrio do ponto material 59 ........................... Princípios da óptica geométrica 146 ..................

Equilíbrio de um corpo extenso 62 ..................... Pontos conjugados por um


Hidrostática . . .
. .... . ........ 65
....... ............ ....... . . . . ..... sistema óptico . . . .. . . . .. .. . .. .. . . 148
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Teorema de Stévin . .. . . . 66
. . . . . . . ... ...... . . ..... ....... .... Reflexão da luz . . . . .. . ... .... . ..
. . . . . 150 . . . . ... . .. . . . . . . . . . . ..

Princípio de Pascal .. .. ... . . 68 . .. . . . . . . . . . . ......... . . . . ..... Espelho plano .. .. ... . . .. ... ... . ... . .. .. .151
. . .. . . . . . . . . . . . . . . .

Experiência de Torricelli . . .. . . .... . . . .....68 . . . . . . . . . . . . . . Espelhos esféricos . .. . 156 ... . . . . . . . .........................

Princípio de Arquimedes . . . . . . . 69 ... ..... . . . .. . .... . . . . .. . Refração da luz 161


.............................. . . . . . . . . . . . . . .

TERMOLOGIA ... 71
. ....... ................ ....... . ... ..... . . . . Lentes esféricas . . 167
................................... ... ...

Termometria .
................... . .. 71 .......... . . . . . .... . . . . . . . Instrumentos da óptica da visão . . . 174 ...... ..... . . . .

Dilatação térmica . . . 74
. . . . ................. .. ....... . . . . . . . . .. ONDULATÓRIA 179
......................... . . . . ......... . . . . .

Calorimetria 78
.................. . . . . ............................ Ondas .. 179
............ ...................................... .. . . . .

Calor 78
.................... . . . . ............................. . . . . . . . .. Ondas unidimensionais 182 ...............................

Propagação de calor . .. . .. . . . . . 83
.. . . . . . . . . . . . . .. . .... .. . .. . Ondas bi e tridimensionais 185 ..........................

Gases perfeitos . . .. . .. . .. .. . .. ..
. . . . . 86 . . . . .. . . . . . . . . . . . . .. . . . . Ondas sonoras . . . . . . . .. . . . . . 187 ... . ... . . ....... ..............
,

FISICA
Armando T. Tashibana, Gil M. Ferreira, Miguel Arruda

Como seria este nosso mundo sem os computadores? A resposta a esta pergunta talvez exija alguma refl exão.
Mas se a questão fosse: como seria este mundo sem a luz elétrica? Provavelmente ocorreria a você uma respos­
ta bem mais rápida, que poderia expressar-se das mais diferentes maneiras.
Ninguém hesita diante da afirmação de que a energia elétrica faz parte da própria essência da civilização
moderna. É menos evidente, no entanto, para muitos, que a ciência responsável pelos conceitos e princípios
que tornaram possívei s invenções e descobertas, tais como o aproveitamento da energia elétrica ou a constru­
ção de computadores, é a Física. O objetivo do estudo dos fenômenos físicos- por meio de observação, me­
dição, experimentação - é permitir aos cientistas identificar os princípios e leis que regem estes fenômenos
e fazer as generalizações que são a base para invenções capazes de mudar o percurso da história da humanidade.
A Física se preocupa com fenômenos tais como a organização da matéria, movimentos, propagação de on­
das, efeitos provocados pela corrente elétrica e outros. Nesta coleção os diferentes assuntos da Física serão
apresentados em quatro livros.

MECÂNICA
Cinemática: estudo dos movimentos; explo ração de conceitos básicos como posição, velocidade e acelera­
ção; relações entre os diversos tipos de movimento.
Dinâmica: análise do conceito de força e sua relação com o movimento; estudo de algumas forças peculia­
res, até chegar ao conceito de trabalho e ene rgia .

MECÂNICA E TERMOLOGIA
Dinâmica: conceitos de impulso e de quantidade de movimento e suas aplicações n o estudo dos choques
mecânicos.
Gravitação universal: introdução ao estudo do movimento dos chamados corpos celestes a partir das leis
de Kepler e de Newton.
Estática: análise de situações de equilíbrio estático de pontos materiais e corpos extensos.
Hidrostática: discussão de fenômenos que envolvem fluidos em equilíbrio, a partir de conceitos como den­
sidade e pressão, até chegar ao princípio de Arquimedes aplicado na análise de situações que envolvem corpos
imersos em fluidos.
Termologia: estudo da temperatura, trocas de calor entre corpos, mudanças de estado e estudo dos gases.

ELETRICIDADE
Eletrostática: estudo d e cargas elétricas em repouso e suas interações.
Eletrodinâmica: análise do funcionamento de circuitos elétricos e seus componentes básicos: resistores, ge­
radores e receptores.
Eletromagnetismo: análise dos efeitos magnéticos produzidos por cargas elétricas em movimento e estudo
do movimento e cargas elétricas em presença de campos magnéticos.

ÓPTICA E ONDULATÓRIA
Óptica: estudo das leis que regem os fenômenos ópticos , tais como a reflexão e a refração da luz, e de como,
a partir destas leis, podemos analisar o comportamento de alguns sistemas ópticos como espelhos (planos e
esféricos), prismas e lentes, além dos instrumentos ópticos; estudo da visão humana.

Ondulatória: apresentação do conceito de onda e estudo de fenômenos ondulatórios como reflexão, refra­
ção, difração, interferência; acústica, particularização do estudo das ondas, análise das ondas sonoras. 1
,

CINEMATICA

Objetivos matemáticas entre as grandezas envolvidas no estudo des­


ses movimentos, que se destinarão à narração dos fatos pre­
A cinemática tem por finalidade o estudo descritivo dos sentes (onde está o móvel, qual é a sua velocidade), bem
movimentos em geral, que será desenvolvido em etapas: como à previsão de eventos futuros (onde estará o móvel,
a. Apresentação dos conceitos básicos, visando a criação qual será a sua velocidade.
de uma "linguagem cinemática". Será de grande importância que você aprenda a analisar
b. A seguir, sempre que possível, montagem das relações essas relações tanto algébrica como graficamente.

Por exemplo, quando o movimento é analisado a partir

CIN"EMÁTICA ESCALAR de um referencial preso à Terra, imaginemos um obser­


vador ligado à ela e nos transmitindo as imagens do fenô­
meno como ele o vê.
Conceitos básicos
Movimento e repouso

Ponto material Um corpo está em movimento em relação a um dado


referencial quando as sucessivas posições ocupadas pelo
No enunciado de temas e questões de Física é comum corpo, em relação a esse referencial, se modificam no de­
a expressão ponto material: "... o ponto material se des­ correr do tempo. Caso contrário, quando as posições não
loca com v = 2 m/s. . . " " ... suposto como um ponto ma­ se modificam, dizemos que o corpo está em repouso em
(/)
o terial, está sujeito à ação de um sistema de forças... " relação a esse mesmo referencial.
u Qual o significado dessa expressão? Qual a sua utilidade? A idéia de movimento está intimamente relacionada ao
(/) conceito de referencial e, para afirmar que um corpo está
·<(
A idéia física de ponto material é a de um corpo cujas
co dimensões possam ser desprezadas em relação a outras di­ se deslocando ou está em repouso, devemos citar o siste­
(/) mensões envolvidas no fenômeno que se esteja exa­ ma de referência adotado.
� minando. Exemplo Um homem H, viajando no interior de um va­
LU
u Podemos tomar como exemplo um caminhão manobran­ gão V, olha pela janela e observa um poste P.
z do para entrar numa garagem e esse mesmo caminhão via­
o
u jando por uma estrada. Na primeira situação, consideramos
o caminhão como um corpo extenso (suas dimensões não
ex:
<( podem ser desprezadas, neste caso); na segunda situação,
<i! o tamanho do caminhão é muito pequeno se comparado
u com seu deslocamento pela estrada, donde o consideramos
(/)
UJ um ponto material.

<3
i=
·<C
Referencial
:2:
UJ
z Referencial é o lugar onde está localizado de fato ou hi­ Tanto o passageiro como o vagão se encontram em mo­
u poteticamente um observador em relação ao qual um da­ . vimento em relação ao poste, pois suas posições em rela­

2
- ção ao poste se alteram no decorrer do tempo.
do fenômeno (como um corpo em movimento) está sendo
analisado. Da mesma forma, podemos afirmar que o poste está em
movimento em relação ao passageiro, pois sua posição em Um observador situado no avião veria P descrever uma
relação ao passageiro se altera de instante para instante. trajetória circular.
Já o passageiro está em repouso em relação ao vagão, Um observador situado na
assim como o vagão está em repouso em relação ao passa­ Terra veria P descrever uma movimento do avião

geiro, porque suas posições não se alteram. trajetória helicoidal. P

Traj etória

A trajetória corresponde à linha geométrica descrita por


um ponto material ao se deslocar em relação a um dado trajetória helicoidal

referencial. A forma assumida pela trajetória depende do Exemplo 2 Um vagão de trem tem velocidade constan­
referencial adotado. te e se desloca em trajetória retilínea em relação ao solo.
Exemplo 1 Consideremos o movimento executado por Do teto desse vagão pende um fio a cujo extremo prendeu­
um ponto P situado no extremo da hélice de um avião que se uma pedra. Num certo momento, esse fio é cortado e
se desloca em trajetória retilínea e com velocidade cons­ vai se observar a queda da pedra a partir de dois referen­
tante em relação ao solo. Vejamos nas duas figuras seguin­ ciais distintos: o próprio vagão e o solo.
tes quais seriam as formas da trajetória descrita por esse Um observador O situado no interior do vagão veria a pe­
ponto P em relação ao avião e em relação a um referencial dra cair verticalmente.
à
ligado Terra.

Um observador O situado no solo veria a pedra cair num


trajetória circular
arco de parábola.

tro (um medidor de tempo qualquer), que é disparado


quando o móvel passa pela localidade M. Teremos, en­
tão, fixada a origem dos tempos (t 0): momento no qual (f)
GRANDEZAS
=

o móvel passa por M. �


�-----_:A
FUNDAMENTAIS z
w

(Tj
M


<(

w
t o o
=
z

LL
Tempo

85 :_,5
Quando o móvel passa por A, observamos o cronômetro. (f)
<
à
A noção de tempo é intuitiva, relacionada nossa ne­ N
w

�-----A���-
cessidade cotidiana de nos referirmos aos fatos ordenando­ o
z
os através de termos como "antes", "depois", "anterior­ <
mente" etc., para estabelecermos uma seqüência na nar­ t, 15 s 0::::
30
=

c.:;
ração dos fatos que se sucedem.
Essa necessidade aparecerá também no estudo da Cine­ Diremos então que o móvel passou por A no instante 0::::
_J
<
mática, sempre que a pergunta feita puder ser colocada t1= 15 S.
Imaginemos ainda que esse móvel, prosseguindo no seu <
na forma "quand'o?" ou, ainda, sempre que quisermos nos

B�e5� 15
u
à
referir, por exemplo, localização de um móvel: o carro movimento, venha a passar por outra localidade B. (f)
w
passou pela localidade A. Mas a informação ''passou'' não <(
é completa; deveríamos ainda dizer "quando" se deu tal A u
evento, em que "momento" ele ocorreu. ,.----- . :;;:
t, 15 s t, 45 s
30
Para tanto, será necessário, em primeiro lugar, que fi­ �
= �

w
xemos uma origem dos tempos, arbitrariamente escolhi­ z
à
da, qual faremos corresponder o instante t = O. Vemos, de acordo com nosso cronômetro, que esse even­ u
to se dá no instante t2 = 45 s. -
Exemplo Acompanhemos o deslocamento de um móvel
ao longo da sua trajetória com o auxílio de um cronôme- Entre as passagens por A e B foi gasto um certo tempo. 3
Definimos, então, intervalo de tempo da forma que se Para exemplificarmos, consideremos as localidades A,
segue:
IAt= tl B, C, D e E sobre a trajetória orientada de um ponto ma­
terial, como no esquema abaixo.
A

No exemplo dado, tínhamos t1 45s,


donde: D
L1 t= t2- t1 = L1 t = 45- 15 =LI t = 30 s
+30 +60

(tempo gasto pelo móvel no trajeto de A a B) distância em metros


Quando o móvel se desloca de A até D, teremos:
Unidades Adotaremos como unidades de medida de tem­ L1 s] �=sn-sA=30 -(-30)=30 + 30 = L1 s]�=+60m
po, nos sistemas de unidades considerados, os que se
seguem: Se ele se deslocasse de E para C teríamos:
Lls]� =se-sE= +20 - (60)=Lis]� = -40m
S.I. (Sistema Internacional) C.G.S.
É importante que você perceba que o sinal da variação
segundo (s) segundo (s) do espaço depende do sentido do movimento em relação
a orientação da trajetória:
Espaço
Pense num carro que se desloca numa estrada e cujo mo­

·�
torista, num dado momento, se depara com uma placa na qual Se o sentido do movimento coincide com a
a única inscrição é km 88.
Ele saberá que nesse ins- � orientação da trajetória teremos LI s > O, caso
contrário teremos LI s < O.
tante se encontra a 88 quilô-
,..l
··

metros do marco zero (ori- .... ol:-


� '
gem) da estrada na qual viaja. Caso o móvel partisse de B, por exemplo, se deslocasse
Essa informação, obtida pela leitura da placa, é a mes­ até D e retomasse a B, resultaria:
ma para todo e qualquer motorista que passe pelo local
considerado, independentemente do sentido do seu mo­
vimento; por outro lado, de posse apenas dessa informa­
ção, nada poderemos concluir a respeito do número de Então, essa grandeza, variação de espaço LI s, pode as­
quilômetros rodados pelo carro desde sua partida. sumir valores positivos, negativos ou mesmo nulos.
Na cinemática, para localizarmos um ponto material que
se desloca sobre uma dada trajetória conhecida, agiremos Unidades A tabela seguinte nos mostra as unidades ado­
da seguinte forma: tadas para medida de espaço:
a. Adotaremos um ponto O qualquer sobre a trajetória co­
mo origem dos espaços, a partir do qual serão feitas todas S.I. C.G.S.
(f) as medidas de distância. metro (m) centímetro (em)

z
à
Atribuiremos urna orientação positiva trajetória.
w O espaço s, num dado instante t, do ponto material
� será dado pela medida algébrica do arco de trajetória, no Função horária dos espaços
<( instante considerado, onde o sinal + ou o sinal - será atri­ Será denominada função horária toda relação do tipo s
o
z buído de acordo com a posição do ponto dado em relação = f(t) (espaço em função do tempo).
:::::>
LJ.. a O, como no exemplo da figura abaixo. É comum, dada a função horária, fazermos menção ao
(f) _,__�A sistema de unidades para o qual a mesma é válida, como
<( -40
N
w
-30 distância em metros nos exemplos seguintes:
o a) s= 2 + 3 t •(S.I.)
z b) s 4-5. t2 (C.G.S.)
<( =

0:: SA=-30m
c) s= 2 e 3'

(S.I.)
<!> s8 = -10m
se= +20m
0:: Esse tipo de relação tem por finalidade fornecer a loca­
s0 = +40 m
<( lização do móvel em sua trajetória em cada instante t.
....J sE =+50 m +30 +40
<('
u
(f) Consideremos um ponto material deslocando-se ao lon­ Tomemos a função s=2 + 3 t (S.I.); determinemos

w
go de uma trajetória previamente orientada, de tal forma a sua posição nos instantes t= 2s e t= 3s.
<(
u que num dado instante t1 ocupe o espaço s1 e, num ins·
1- tante posterior t2, seu espaço seja s2• S1 = 2 + 3 • (2) => S1 = 2 + 6 => S1 = 8m
·<(
� Chamaremos de variação de espaço do ponto material s2 ;:;; 2 + 3 • (3) = s2 2 + 9 => s2 = 11m
w
z no intervalo t1 � t2 e representaremos por L1 s à
I L1 s = s2- s1 I
u g randeza definida como sendo: A variação de espaço LI s, no intervalo de tempo consi­

=
- derado, seria:
4 L1 s = s2-s1 => LI s 1 1- 8 =>LI s = 3m
Velocidade escalar média v m vm entre t3 = 4 s e t4 6s:
Façamos agora o cálculo de =

Se alguém nos disser que durante uma viagem percor­ Vm=��


L1 l
vm= s4-s3
t4- l3 = 6-4 � Vm= -2- --
1 4 -21 -7

[ vm = - 3,5m/s i
reu, num certo trecho, a distância de 500km em 1O ho­
ras, quase que de imediato nos vem à mente o resultado
50kmlh como sendo o valor que expressa o que chama­
mos de velocidade média do movimento,que obtivemos 2. O movimento de um ponto material é regido pela equa­
ção horária:
dividindo a "distância pelo tempo".
Na cinemática definiremos velocidade escalar média vm 5+ 3 s=
(S.I.) • t
de forma análoga: Determine a sua velocidade escalar média entre os instan­
t1 t2

tes :;;;: 2s e :;;;: 6s.

� Solução

:;;;:
A partir da função horária,obtemos:

t
Notemos que, sendo L1 uma grandeza essencialmente S1 5 + 3 (2) => S1 :;;;: 5+ S1 1 1m
6 => :;;;:
s2 = s2 = s2 = 23m

positiva, vm
terá sempre o mesmo sinal de L1 s. 5+ 3 • (6) => 5+ 1 8 =>
A partir da definição de vm,
poderemos estabelecer suas Da definição de velocidade escalar média,resulta:
unidades de medida:
23-11 12
Vm = � => V m = __!�
t2 - t1
=>

6 -2
=> --
S.I. C.G.S. L1 t 4

� -
m --
em [vm = fiD/S]
[ L1 t] s s

É comum,devido ao uso diário,expressarmos a veloci­ Velocidade escalar instantânea v


dade em kmlh; podemos relacionar essa unidade com a
unidade de velocidade do Sistema Internacional, como se Muitas vezes,a pergunta a ser respondida será: qual era
segue: a velocidade do móvel no instante 4s? Ou, ainda, qual t=
1 000m km m a sua velocidade ao passar por uma dada localidade?
km
1-:;;;: =>1 :;;;: Nesses casos,devemos fornecer o valor da sua velocida­
h 3 6 00s h 3,6 s
de escalar instantânea v,
que definimos como sendo:

1 �I
Ou ainda:


1 = 3,6

Na prática, agiremos de acmdo com o esquema:

x3,6
Esta expressão deve ser lida desta forma: a velocidade (f)
escalar instantânea é dada pelo limite do quociente entre
-:- 3,6
a variação do espaço L1 s e o intervalo de tempo L1 quan­ t, i:!
t z

Q)
do L1 tende a zero. w

Embora a expressão não seja simples para o aluno
EXERCÍCIOS <!
o
de nível colegial, deve ser entendida como uma forma pe­
z
la qual podemos chegar ao valor da velocidade no instante ::::>
LI..
1. Consideremos um móvel
que se desloque de acordo
t(s) s(m ) considerado; em termos práticos,a velocidade escalar ins­
tantânea nos é dada,por exemplo,pela indicação do velo­
(f)
<!
N
com a tabela dada ao lado: o 4,0 címetro de um automóvel. w
Q
Determinar a sua velocida­ 1 6,0 z
de escalar média entre os ins­ 2 11,0 <!
tantes t1 =
1s e 4s; e t2 = 3 16,0
Aceleração escalar média y m 0::
(.!)
entre os instantes 4s e t3 = 4 21,0
t4 = 6s. 5 18,0
Considerando um ponto material em movimento de tal
forma que,num intervalo de tempo L1 sua velocidade t,
0::
<!
_J
6 14,0 tenha sofrido uma variação L1 v. <!
u

t1 :;;;: ls
Definiremos aceleração escalar média no intervalo de (f)
w
Solução

:;;;:
tempo considerado como:
()
j �J
Com o auxilio da tabela,façamos o cálculo entre �----�

e t2 4s:
rm = I­
·<!

Vm= Lls
Llt 'Vm= --
=>
21- 6 15 �
w
z
4-1 3
t
Sendo L1 uma grandeza essencialmente positiva, r m u
terá sempre o mesmo sinal de L1 v. -

Como unidades de medida de aceleração, teremos: 5


S.I. C.G.S. EXERCÍCIO
Determinar a aceleração esca­
t(s) v (cm!s)
[y mJ .� m
--
em
�-
lar média entre os instantes t
o
=

[ L1 t] sz s2 = 2 s e t 5 s para o movi­
= 2,0
mento no qual a velocidade 1 4,0
varia no decorrer do tempo 2 7,0
de acordo com a tabela ao 3 9,0
lado: 4 12,0
Aceleração escalar instantânea y
5 16, 0
Solução
A aceleração escalar instantânea é definida como: D a definição de aceleração escalar média, temos:

Ym = � => Y m = V2-V1 =}
16- 7
=> Y m = _!_
I = lim L1 t t2- 11 5 -2
y 3

Ir = I
Llt -+o
m + 3,o cm/s 2

se caso, a velocidade v e a aceleração 'Y têm mesmo sinal.


Retardado Quando o módulo da velocidade diminui no
decorrer do tempo.
CLASSIFICAÇAO DOS Nesse caso, velocidade v e acelaração 'Y terão sinais con­
MOVIMENTOS trários.
Para exemplificar as idéias apresentadas, considere as
tabelas velocidade X tempo apresentadas a seguir, onde
a aceleração será tomada como constante a fim de simpli­
Quanto a o sentido ficar a discussão.

Progressivo Quando o sentido do movimento do ponto


Tabela I Tabela II
material concordar com a orientação positiva da trajetó­
ria. É fácil verificarmos que, nesse caso, a velocidade será
v(m/s) t(s) v(m!s) t(s)
positiva (vm > 0).
10 2 -6 o
20 4 - 12 3
30 6 -18 6

A tabela I refere-se a um movimento progressivo, uma


De fato, se o móvel se desloca no mesmo sentido da tra­ vez que temos v > O; já a tabela 11 nos mostra um movi­
jetória, teremos: mento retrógrado, pois v < O. Mas em ambos os casos
=*
S7 > s1 bs. > O =* v > O temos movimentos acelerados, pois o módulo da veloci­
dade aumenta no decorrer do tempo.
Retrógrado Sempre que o móvel se deslocar em sentido Podemos ainda determinar o valor da aceleração nos dois
contrário à orientação positiva da trajetória. Nesse caso, casos:
Jv
a velocidade será negativa (v< 0). tabela I: y I = --
Ll t
30-10 =}
6-2
tz
=> y I : + 5 m/s 2
si
tt
52
<±> Ltv - 18 - ( - 6) =}
a: tabela 11: y 1 1 : --
<{
...... sentido do Jt 6-0
- 2 mls 2
<{ movimento
=
u => y 11
CJ) Se o móvel se desloca em sentido oposto ao da orienta­
UJ
ção positiva da trajetória, temos: Voltando à análise dos movimentos, percebemos que a
ê) s2<h=}b.s< O=}v<O tabela I nos apresenta um movimento no qual v > O, ou
1- seja, o movimento é progressivo, e, como v e y têm mes­
-<{
� mos sinais, o movimento é acelerado.
UJ
z A tabela 11 nos mostra que v < O, ou seja, omovimen­
Quanto à velocidade e à aceleração
u to é retrógrado e, mais ainda, como v e y têm sinais opos­
- Acelerado Todo movimento no qual o módulo da veloci­ tos, o movimento é acelerado.
6 dade aumenta no decorrer do tempo. Verificamos que, nes- Vejamos agora mais duas tabelas:
Tabela III Tabela IV De acordo com a tabela III, observamos que > O,
ou seja, o movimento é progressivo; o movimento corres­
v
v(m/s) t(s) v(mls) t(s) à
pondente tabela IV é retrógrado, pois v < O.
2 1 Repare ainda que, de acordo com a tabela III, o módu­
20 - 15
lo da velocidade diminui no decorrer do tempo; este mo­
16 4 - 12 4
vimento será, então, retardado, o mesmo ocorrendo com
12 6 - 9 7
o movimento representado pela tabela IV.

Solução
Como vimos, v :r:i tgB; assim teremos:
s(m)
30
ANÁLISE DE GRÁFICOS 20
I
I
I
I
:t(s)
Gráfico espaço X tempo 10 30

Vamos analisar um caso


particular, onde o gráfico do
tgB =
30-20
30- 10
=
=> tg 8 -
10
20
= O , 5O

espaço em função do tempo


é dado por uma reta. :.\v= + 0,50 m/s

2. Dado o gráfico ao lado


s(m)
espaço x tempo referente
ao movimento de uma par­
Agora, vamos procurar obter o valor da tangente do ân­ tícula, determine o valor da
gulo determinado pela reta com o eixo dos tempos; para sua velocidade no instante
tanto, vamos considerar o triângulo ABC assinalado. t :::: 2 S.

Solução
BC_ = s2- s1 => Sendo o gráfico s = f(t) uma reta, o valor da velocidade
tgB=
AC t2-t1 será constante e será dado por v � tg 8 .
=>tgB =
L1s
--
Neste caso, o ângulo B é
L1 t
obtuso; para obtermos o va­
ou seja: tgB = Vm lor da velocidade recorre­ (f)
t, t,
mos a uma "ajuda" da tri­ o
u
gonometria: LL
·<(
Como neste caso a velocidade é constante (o que será a:

= \ =
(.9
demonstrado no capítulo referente a movimento unifor­
I
w
me), o valor da velocidade escalar média é igual ao valor Se 8 + fl
&
180 ° => tg 8 - tg fl o
da velocidade escalar instantânea, o que nos leva a con­ w
Isto significa que o valor da tg será negativo, o que im­ (f)
cluir que no gráfico espaço x tempo:

jv�tg&j
::J
plica no fato da velocidade neste caso ser também negativa. ·<(
z
Teremos então: tg fl = _1Q_=> tg fl = 4
<(

Ou seja, o valor da velocidade escalar instantânea é nu­


Mas como tg&=- 5
tgfl, resulta que:
a:
<(
_J

=>I v = - 4 m/s I
mericamente igual ao valor da tangente do ângulo deter­
<(
minado pela reta com o eixo dos tempos. tg B =- 4 u
(f)
w
EXERCÍCIOS <(
A partir dos exemplos destes dois exercícios podemos ti­ u
s(m) 1. Considere o gráfico ao rar duas importantes conclusões: 1-
·<(
30 la,do e obtenha a partir de­ • se o gráfico s = f (t) é crescente =>v > O �
le o valor da velocidade es­ • se o gráfico s = f (t) é decrescente => v< O w
z
calar deste movimento. Estas conclusões podem ser generalizadas para situações u

7
t(s) -
nas quais o gráfico espaço x tempo não é linear, como no
10 30 exemplo que se segue:
s A O ponto A assinalado no grá­ nc Jv
tgB = ---=- :=} tgB => tgB =
fico ao lado, corresponde ao
AC Jt
que chamamos de um "pon­
to de máximo"; ele possui a
seguinte propriedade: no ins­ tgB::: y m
tante correspondente a ele no Como neste caso o valor da aceleração escalar é constante
gráfico a velocidade do móvel (conforme veremos no capítulo referente a movimento uni­
crescente decrescente · dade con-
e• nu1a. Esta propne
v> o v< 0 formemente variado), o valor da aceleração escalar média
tinua álida se o ponto A for um "ponto de mínimo", co­ é igual ao valor da aceleração escalar instantânea, o que
mo mostra a figura abaixo. nos leva a concluir que no gráfico velocidade x tempo é
s válida a propriedade:

O valor da aceleração escalar instantânea é numericamen­


te igual ao valor da tangente do ângulo determinado pela
decrescente crescente reta com o eixo dos tempos.
v<O v> O

EXERCÍCIO
EXERCÍCIO
s Baseado no gráfico que se segue, determine o valor da ace­
Classifique· o movimento leração do móvel em t = 2 s.
de um ponto material, cu­
v(m/s)
jo diagrama horário é da­
do ao lado. O que pode­
mos afirmar a respeito
desse movimento em t =
2 s e t = 4 s?
t(s)

(
t(sl

Solução
Solução Sendo a função linear, concluímos que a aceleração esca­
O ::;; t < 2 s � função crescente � v > O � movimento lar instantânea é constante. Seu valor será dado por:
progressivo
2 < t < 4 s :=} função decrescente :=} v < O � movimento I y �tgB I
retrógrado
Nesse caso, para obtermos tgB, vamos recorrer ao ân­
t > 4 s � função crescente :=} v > O => movimento
gulo a assinalado, onde:
progressivo
em t = 2 s => ponto de máximo :=} v = O
em t = 4 s :=} ponto de mínimo :=} v = O I
B + a =18 0° => tg B =- tg a I (Guarde essa idéia!)

=>I 21
(f)
o
u tg a = � =4; logo tgB =- 4 y =- 4 m/s
u._ 4
·<(
ex:
Gráfico velocidade X tempo Da mesma forma como procedemos no gráfico do espa­
(!J ço x tempo, podemos generalizar esta propriedade do grá­
w Consideremos o gráfico seguinte, que nos mostra como va­
o ria a velocidade de uma partícula no decorrer do tempo. fico velocidade x tempo da maneira como se segue:
w v • gráfico velocidade x tempo crescente => y > O
(f)
.....J • gráfico velocidade x tempo decrescente => y < O
•<(
z v
Assim teremos o gráfi­


<(
co ao lado, mesmo que o
ex: gráfico velocidade x tem­
.....J
<(
po não seja linear.
I
'<( I
' )
A seguir, vamos obter o valor da tangente do ângulo de­ Vale ainda lembrar que:
(j, decrescente i crescente
w
terminado pela reta com o eixo dos tempos. -y<O � -y> O
• ponto de máximo => y =0
t) v
B
• ponto de mínimo => y =0
1- v,
·<(

Ul EXERCÍCIO
z
u A velocidade de um móvel varia, no decorrer do tempo,
- conforme mostra o gráfico seguinte. Classifique esse mo­
8
t, t,
vimento.
v(m/s)
+30 20

+10

t(s)

Solução
O valor da velocidade média é dado por:
-30

vm = ..1 s r:: A1
[
� , onde + Az
Solução
..1t
v > O� progressivo
t função crescente � y >O� acelerado (v e
2 A2=40
A = 4• 0
O < < t1

2 �2 2 �
y mesmo sinal) b h
áreaA2= .

O gráfico velocidade x tempo apresenta ainda uma se­


gunda propriedade; para demonstrá-la, consideremos um
s = 90 + 40� L1 s = 130 m
L1

� I Vm=Bm/s I
..1s � Vm = --
v = f(t) Vm = --
movimento no qual o valor da velocidade permanece cons­ Bo
tante no decorrer do tempo. Nesse caso, o gráfico L1 t 10
seria:
Calculando o valor da área
v A do retângulo hachurado
2. A velocidade de um móvel varia no decorrer do tem­
po, de acordo com o gráfico que se segue:
teremos:
v��------�-
� = ..1t • v(m/s)

• v�A=..1t • ..1s
A=base • altura A

..1t
t,

Ou seja, no gráfico da velocidade x tempo o valor da -10


área delimitada pela curva com o eixo dos tempos é nu­

t = O t = 10
mericamente igual ao valor da variação do espaço do mó­ Determine o valor da variação do espaço deste móvel en­
vel no intervalo de tempo considerado. tre e s.
Através de elementos de v
(.f)
matemática, podemos ge­ Solução:
neralizar esta propriedade O valor de L1 s é obtido no gráico f ( pela área deli­ v = t) o
u
LI..
para um movimento no mitada pela curva com o eixo dos tempos. No caso teremos: ·<(

s]010 = L1 s ]0
0:
4
s ] �0
qual o valor da velocida­
(.!)

2 • 20
de não permanece cons­ L1 + L1 �A1 + A2 UJ

]� •h =
tante. o

2 2
B + b 4 + UJ
Continua então válida a L1 s N AI = (.f)
..1s A,
60 m ( L1 s > O, pois a área
propriedade: � área :::i
4 ·<(

f ..1 s > O
com a seguinte observação: L1 s lo + z
<(
: quando a áreaA está acima do eixo t
6 • 10
A1 está acima do eixo t)
l..1 s O quando a área A está abaixo do eixo
2 2
< :
L1 s ]1o �A
4 - 2=
b • h

lO
L1 s
14 = - 30m (/H < O, pois área A2
EXERCÍCIOS
está abaixo do eixo dos tempos)

1. A partir do gráfico da velocidade x tempo dado a Assim resulta que:


seguir e que se refere ao movimento de um ponto ma­
terial, obter o valor da sua velocidade escalar média no
intervalo de t= O t=lOs.
a
L1 s]�o 60 = + (- 30) � I L1 s]�o = 30m -
9
Gráfico aceleração X tempo 'Y(mfs2 )
4 ���----�
Vamos considerar, em primeiro lugar, uma situação -------------

na qual o valor da aceleração escalar permanece cons­


tante n o decorrer do tempo:
'Y

I
1.'
I
0
2 3 4 5 t (s)
I
I Solução
I
O valor da variação da velocidade entre t ::::: O e t = 5 s
tt t2
é obtido como se segue:
Calculando o valor da área A do retângulo hachura­
do do gráfico acima, teremos: L1 v]�� áreaA:::::
B+b
• h �A= � . 4
2 2
áre a A = base altura � A= Li t y
A= 14 � L1 v]� = + 14 m/s (área A acima .eixo t)
• •

Li v
A= -.4-+- . , ou seja:
-A+ Mas L1 v]� = V5 - V0, donde:

área A �Liv
2 . Com base no gráfico do exercício anterior, determine
o valor da aceleração média no intervalo t O s a t = 4 s. =

y(m/s')
No gráfico da aceleração x tempo o valor da área delimi­
tada pela curva com o eixo dos tempos ê numericamente
igual ao valor da variação da velocidade no intervalo de
tempo considerado.
Podemos generalizar esta propriedade para situações nas
quais o valor da aceleração não permanece constante, co­
mo se ilustra no gráfico a seguir:
Solução
LI v
O valor da aceleração média ê r m
Lit

B+b 4+1
mas Á v] � � áreaA = • h = . 4
2 2
(f)
o
=> L1 v] � = 10 m/s
u áreaA = 10
LI...
-<(
a:
(!)
Assim o resultado pedido será:
w

I
o
w Continua válido então que: L1v
-- �
(f) _ áreaA� Av rm = Ym
-I '--------------' L1t
-<(
z
<( Observe ainda que: OBSERVAÇAO:
-

a:
-I
<( [ área acima do eixo t � L1v > O
área abaixo do eixo c-� L1 v < O
gráfico tg é) áreaA
<:( v -
u s = f(t)
fB v = f(t) r As
-
r = f (t) L1v
C)
I­ EXERCÍCIOS
[
-<( Sinais:

w 1. Um ponto material desloca-se de tal forma que em t função crescente => tg > O
tg ()
[
z função decrescente � tg < O
u O tínhamos V0= 2 m/s. Conhecendo-se graficamente a
acima eixo t �A > O
=

- variação da sua velocidade no decorrer do tempo, pede-se .


areaA . .
abaixo eixo t =>A < O
10 determinar sua velocidade no instante t = 5 s.
r
MOVIMENTO UNIFORME
(M. U . ) ..,t
Chamamos de movimento uniforme a todo
aquele no qual a velocidade escalar é constante. EXERCÍCIOS

1. Um móvel se desloca segundo a equação horária


s = 10 - 2. t (S.I.)
C onsidere um móvel que se desloca ao longo da Determinar:
sua trajetória, representada a seguir, com velocida­ a) seu espaço inicial s0 e sua velocidade escalar v;
de constante v e seja S0 sua posição no instante t=O. b) a velocidade escalar média, entre t = O e t = 6 s.

Solução
t=O-
v
a) Lembrando que s = s0 + v • t, obtemos

Ç s0
-2
= +lO m
(v = m/s
Sendo sua velocidade constante no decorrer do
-.J s] 6o = s6- So
.1 s
tempo, seu valor será igual ao valor da velocidade b) Sendo vm = --

escalar média; assim, no intervalo de tempo t=O até .1t


o instante t, podemos escrever:
s0 = + 10m
s = 10 - Z t . [
� s-s s6 = 1 0 - 2. 6 = 10 - 1 2 � s6 = -2m

2
� o
= v.t
t-0
.1 s] & = s6- s0 = - - 10 -.J s]8 = - 12 m logo

Vm = �: =
-
�2 --.I Vm = - 2 m/s I
Essa expressão corresponde à função horária dos (Resultado esperado, já que num MU, v = vm)
espaços do movimento uniforme; ao montá-la fique
atento para atribuir os sinais corretos aos valores de 2. O gráfico ao lado nos
S0 e V. dá a posição s de uma par- 40
tícula, em função do tem-
Gráficos para o MU po t.
20
Obter a função horária A
Diagrama horário s = f(t) desse movimento.
Sendo s = S0 + v t uma função linear, o gráfico

5
dessa função será dado por:

s v>o Solução
Sendo a função linear, concluímos que se trata de um mo­ w

vimento uniforme, para o qual teremos: s = s0 + v t c:

::;;:

t s0 : é obtido pelo ponto onde a reta intercepta o eixo dos o


u..
.
espaços (s) · . s0 +20 m. z
Lembrando que: :::>
So
BC f2
v = tg (J 6� tg (J z
w
AB �
Lembrete: v � tg (J.
Logo: >

Is
o

I
Gráfico de v = f (t) �
Como, no movimento uniforme, a velocidade escalar é s = s0 + V • t => = 20 + 4 • t
c:
constante (v = cte.), teremos: <(
_.

v v>o v v<o 3. Dois móveis partem simultaneamente de dois pontos ()


distintos A e B, em sentidos contrários . Suas velocidades ffl
v.,_ ______
são, respectivamente, de 54 km/h e 72 km/h, constantes,
e a distância AB é igual a 700 m. ()
1-
Determinar: •<(
a) quanto tempo apos a partida se dá o encontro; �
v.,_
______
w
b) a posição do ponto de encontro. z
Gráfico de r = f (t) u
-
Se a velocidade escalar é constante, a aceleração escalar Solução
da partícula será sempre nula. Vamos basear-nos no esquema seguinte: 11
Nessa figura, orientamos po­ No instante do encontro, teremos sA = s8:
sitivamente a trajetória de A
para B e adotamos a origem
8 dos espaços coincidente com 1St= 700-20 • t => 35 • t= 700 => lte= 20s I
o ponto A.
(instante do encontro)
A situação ilustrada fazemos corresponder t =:o O.
A seguir, passamos à montagem das funções horárias de Tendo o instante do encontro , sua posição é determinada
A e B: substituindo-se o valor obtido em uma das equações ho­
[SoA = 0 rárias. Por exemplo:
vA= +54 kmlh=>vA= + 15 m/s =>
=> SA = 15 t

5A
= 5
1
te = 20s
• t
=> s = 15 • 20 I se = 300 m I
[s08 = 700 m
v8 = -72 km/h=>V8
-20 m/s =>
Ou seja, o encontro se dá a 300 m do ponto adotado como
=> s8 = 70(; - 20 t •

origem dos espaços O.

Fazendo v = v0 + y • t, resulta:

Lls= �0�� .t=>


MOVIMENTO UNIFORME­ 2

MENTE VARIADO (M.U.V.) => s-s0 v0 • l +

--T-3
Será chamado de movimento uniformemente varia­
do todo aquele no qual o valor da aceleração escalar ins­
tantânea p,ermanecer constante no decorrer do tempo.
/ �= S0 + V0 • t +

Considere uma partícula que se desloca ao longo da sua Gráficos para o MUV
o trajetória com aceleração constante e sejam s0 e v0 os va­
o
lores do espaço inicial e da sua velocidade inicial (instante
<( Gráficos de s = f(t):
0:: t = 0).
Sendo s= s0 + v0 t +
� Como a aceleração deve permanecer constante, seu va­ • uma função
UJ lor será igual ao valor da aceleração escalar média:
f- quadrática, o gráfico de s = f (t) será dado por uma pará­
2
UJ bola cujo sentido da concavidade será dado pelo sinal da
� aceleração escalar y :
UJ
� • y > O: concavidade voltada "para cima".
0::
o • y < 0: concavidade voltada "para baixo".
u..

z Av
'Y>o 'Y<o
:::> -- => y s
IH t-o

t_i
� so v >o v<o
z
UJ v-v0 = y • t => F= V0 + y •


>
o Esta expressão nos permitirá obter o valor da velocida­ I
so
I
� I

de do móvel em cada instante, uma vez conhecidos os va­ I

progressivo ;
retrógrado : progressivo retrógrado
a: lores da velocidade inicial e da aceleração. retardado 1 ac�l �ra
· do retardado 1 acelerado
<( Para obtermos a função horária dos espaços, vamos cons­
_J
Gráfico de v = f(t):
5 truir o gráfico da velocidade x tempo, lembrando que ele
A função velocidade v= v0 + y t é linear, donde se
ffi será dado por uma reta. •

Neste gráfico, o valor da v conclui que o gráfico de v= f(t) será dado por uma reta.
<(
u área hachurada é numerica- v v 'Y >o v 'Y< o

·<( mente igual a LI s, no inter­
� valo t = O a t.
UJ
Lls�A=>
z
u ___
t.
-
v + v0
t
12 2

Gráfico de r = f(t):
= f(t) S=>=S1 = t+t2 t = S1
Sendo a aceleração constante, o gráfico de r
dado por uma reta paralela ao eixo dos tempos. '
será
-1 0- 3

-}2 m
1s
- IO- 3 • I + I 2 =>
= S=4 - S1 = = � S ]i
=> � s]i 6 m
- 6 - ( -12) -6 + 1 2=>

j � vm = � 1vm = 1
t

=>
vm = "" 2 m/s
r .____
...

d) Obtemos a equação da velocidade, fazendo:


= V + t; Vn =
EXERCÍCIOS
Zl
vem:
o r . sendo - 3 m/s e r 2m/s 2, =
v = -3+ t v = O, 2 ; Com resulta:

+ t 11 = I

1 . Um ponto material desloca-se segundo a função horá­


ria: s = s0, tv0+ t 2
-1 0- 3
a) os valores de
(S.I.). Pedem-se:

e r . Classifique o movimento em
o = -3 2 • ='> I ,5 s
v(m/s)
t= O;
v= + .
b) o(s) instante(s) em que ele passa pela origem dos
e) A partir da função
- 3 2 t, obtemos o
espaços; gráfico ao lado:

= 4s;
t1 = t:2
c) sua velocidade média entre os instantes ls e
t( s)

d) o instante em que sua velocidade se anula; y = tg B = + 2 m/s 2


e) o esboço do gráficov = f(t);
f) a classificação do movimento, no geral.
v = f(t), •
f) A partir do gráfico de resulta:
-3

A aceleração escalar r é sempre positiva ( r > O).

Solução
à v, • Com relação velocidade temos:
a) A expressão s = t + 12
- 10 - 3
t [v<v
refere-se a um
MUV, podendo ser identificada com a função horária ge­

O :::; <1,5 s
0: movimento retrógrado.
e r : sinais opostos, movimento
ral desse tipo de movimento, donde:
retardado.
[ ss == So + Vo tt++ t 2 2
-10- 3

t "' ' [vv


r
-- • t > 15 s > 0: movimento progressivo.
. .
2 e r: mesmo smal, movlillento acelerado.
o
Identificando as expressões, termo a termo, temos: 2. Um móvelA parte de um dado ponto com velocidade o
<(
de 20m/s; cinco segundos após a partida de A, parte do a:
-10m
-3 m/s
mesmo ponto um móvel B com velocidade nula e acelera­
ção de 4 m/s2• Determine:

w
a) o instante em que se dá o encontro; 1-
_L_
2
= I 2
=> r = 2m/s b) a posição do encontro.
z
w

w

=>=>v v0 =t== O, 2
No instante
=
sendo r
temos:
- 3 m/s => movimento retrógrado
2m/s (constante), vemos que velocida­
(v <O) Solução
a) Quando o móvel B partir, o móvel A estará 100m
à frente de B, já queA se desloca com A 20m/s e nos v=

a:
o
LL

de e aceleração, nesse instante, têm sinais contrários, sen­ cinco segundos de vantagem que levou sobre B percorreu
z
::::>
do o movimento retardado. 1 00m. Nesse momento, na figura que se segue, faremos
b) Ao passar pela origem dos espaços teremos s = O. As­ corresponder o instante t=
O. Adotaremos como origem �
z
sim sendo, resulta: dos espaços o ponto de partida comum aos dois móveis. w

í
l ss == 3t t 2
- 10-
o
+
r
Vo=B =
O
4 m/s 2
G) >
o

3± 3± � 3 ±7 a:
t= f9-i:'4õ
2J 2
='>t= 2
vA = t = o .....J
<(

0btemos lt1 = l 5s e � _,

A: movimento uniforme:
SA = S0 + V t =>SA =
100m

100 + 20 1.
20m/s <(
u
CJ)
w
<(
u
Desprezamos a segunda solução por ela ser negativa para
• •

1-
a variável tempo.
SB =)6+ yo.1+ +·12=>SB = +,t2=>SB 12
B: movimento uniformemente variado: ·<(

vm
c) Lembrando que = 2. w
z
u
-

=> s4 s=-
onde:
= + t2 1 0- 3 1
-6 m sA = sB.
No momento do encontro, 13
1 00 + = 2t2�2r2-20. t-100 =O
20. t t, Substituindo-se o valor obtido para resulta:

tz-1or-5o = o�r IO± Vloo + 2oo


= Lls = v0 rVo) 2 _i!_-::: + _l_
2 •

r= 10± 10V �r= 5± 5\[3 c\[3 1,7) + v 2v. + võ) ( 2- Vo


2
Lls = 2

r'2,__
"K

t = 5 ± . 1,1 [�13� � �E
s

13,5
Portanto, o encontro se dá v-võ 2r. As� Gz = võ + 2. r. Llsj
s após a partida de B.
b) Para conseguirmos a posição do encontro, substituí­
=

mos o valor obtido para o instante do encontro em uma OBSERVAÇÃO


das funções horárias, como faremos a seguir: Utilize a equação de Torricelli sempre que o problema
propuser uma relação entre velocidade e espaço, sem
SA = 100 +20. l=>Se =1 00 + 20 13,5
• =>[se= 370m] à
fazer menção variável tempo.

O encontro se dá a 370 m do ponto de partida de B.


EXERCÍCIO
(Politécnica, SP). Um vagão ferroviário, deslocando-se com

Equação de Torricelli
velocidade v =30 m/s, é dcsacelerado até o repouso com
aceleração constante. O vagão percorre 100m
antes de pa­
rar. Qual é a aceleração do vagão?
O que caracteriza essa nova relação do MUV é o fato
de nos apresentar uma relação matemática entre o espaço Solução
s e a velocidade v, à
sem se referir variável tempo t.
Pode ser deduzida como se segue, partindo-se da equa­
Identificando os dados, obtemos:
[.vv0== o30 m/s
ção da velocidade do MUV:

+ r t r. t = o �t
V = Vo • => V-V =
V-V0
Lls = 100m
r Trabalhando-se com a equação de Torricelli, resulta:

LU
Vamos trabalhar agora com a função horária:
v 2 = võ 2 . As=> o = 302 + 2 r. (100)
+ r

[
• •

a:
r_
>
-'
<(
s=s0+v0.t+ 2 .t2�s-s0 =v0.t+ 2
_l_ _ .t2 200y + 900 = 0=>200r = -900=> rr== -4,5 m/s 2
o
LU
::::>
d
LU
-' lançamento vertical, deveremos imprimir ao corpo uma
<(
u
� Lançamento vertical
certa velocidade inicial
descendente.
=I= (v0 0),
no sentido ascendente ou

LU Em ambos os casos (queda livre e lançamento vertical),


> e queda livre estaremos tratando de movimentos que se dão com acele­

z
LU
ração constante (g constante= m/s = 9,8 2);
serão anali­
sados, portanto, como casos particulares de movimento
� uniformemente variado e, dessa maneira, estudados a partir
<( Já nos séculos XVI e XVII, o físico italiano Galileu Ga­

z lilei ( 1564-1642)demonstrara que qualquer corpo nas pro­
das mesmas equações.
Deveremos tomar alguns cuidados no momento em que
:5 ximidades da superfície da Terra é atraído por esta e que
a aceleração adquirida por esse corpo, qualquer que seja
fom10s atribuir sinais às grandezas envolvidas e r), (s, v
pois dependerão apenas do sentido que fixarmos para a
a: a sua massa m, será sempre a mesma, na ausência da re­
<( trajetória.
-' sistência do ar.
Como exemplo, consideremos um corpo lançado do so­
c5
(f)
Essa aceleração, de mesmo valor para todos os corpos,
lo, verticalmente para cima, com velocidade inicial v0•
é denominada aceleração da gravidade g e seu valor está
9,8
LU Duas orientações para a trajetória serão possíveis:
m/s 2• Entretanto, esse valor não é o
l l
em torno de
c5 mesmo em qualquer local da Terra, variando em função 'Y = -g 'Y= +g
1-
·<( da latitude e altitude da região considerada. Analisaremos
� com maiores detalhes essa variação na parte referente gra­ à
t t
LU
z vitação universal.
u O movimento de queda livre corresponde ao movimen­ vo>O vo <o
-
to de um corpo abandonado nas proximidades da superfí­
14 cie da Terra (velocidade inicial nula, v0 =
O); já no trajetória orientada para cima trajetóri.a orientada para baixo
[ �h
O sinal que obtivemos para a aceleração depende ape­ =
no ponto de altura máxima
nas da orientação da trajetória,irtdependentemente do fa­ vLI S max
.
to de o corpo estar subindo ou · deséend0, O = 40 2 + 2 ( - 10) • hmáx

1 hrnáx = 1

Esse tipo de movimento apresenta as seguintes pro­


� o = 1 6oo - 2o . hrnáx � 8o m
priedades:
• A velocidade do corpo no ponto mais alto da tra­ b) Para determinarmos o tempo de subida, trabalhamos
jetória (altura máxima) é zero, instantaneamente. com a equação da velocidade:
• O tempo gasto na subida é igual ao na descida
(desde que ele saia de um ponto e retorne ao v = 40 - 10 • t
mesmo ponto) .
No ponto de altura máxima, v = O, donde:
• A velocidade, num dado ponto da trajetória, tem
os mesmos valores, em módulo, na subida e na
descida.

Todas as relações citadas podem ser obtidas a partir das c) Lembrando que o tempo de queda tq é igual ao tem­
po de subida t, temos:
equações do MUV. Deixamos como exercício para o aluno.

lq = (8 = 4,0 S
ATENÇÃO: Não será necessário que o aluno se preo­
cupe em decorar fórmulas ou expressões particulares para
cada condição ou situação do lançamento vertical e queda
t totaJ = tq + ts = 4 + 4 � [1::-:s,oYJ
livre; para tanto, basta que tenha em mente que esses mo­
vimentos são casos particulares do MUV com aceleração d) Quando o móvel estiver a 60 m do solo, teremos
conhecida, g = 9,8 m/s 2 • s = 60 m .
Mas s = 40 . t - 5 . t 2•
EXERCÍCIO
Um corpo é lançado verticalmente para cima, a partir do
solo, com uma velocidade inicial de 40 m/s. Desprezando­
Fazendo-se, nessa equação, s = 60 m, resulta:

=>
se a resistência do ar e adotando-se g = lO m/s 2 , de­
terminar:
60 = 40 • t - St 2 5 t 2 - 40 • t + 60 = O

+
a) a altura máxima atingida; 8+
-� s - Vi6
b) o tempo gasto na subida; t 2 - 8 . t + l2 = 0 => t = =
c) a duração do movimento; 2 2

1 t1 1 1 I
d) quanto tempo após o lançamento estará a 8
60 m do solo; t = :!= 4 => = 2,o s e t2 = 6,o s
e) sua velocidade ao passar por esse ponto; 2
f) sua velocidade ao retornar ao chão;
s
g) os gráficos de = f(t) e v = f(t). O móvel passa duas vezes pelo ponto citado: 2,0 s após o
lançamento (na subida) e 6,0 s após o lançamento (na
Solução 0 'Y = -g descida).
O enunciado pode ser es­ e) Para determinar a velocidade do móvel 'a 60 m do so­
quematizado como ao lado. lo, trabalharemos com a equação da velocidade:
vo
v = 40 - 10 . t
o 1 � passagem: t1 2,0 s

[ v1 �
Para a montagem das equações, orientamos, por exemplo,
a trajetória para cima e adotamos a origem dos espaços O = 20 m/
no solo. Assim, obtemos:
2� passagem: t2 "" 6,0 s 'Vz 40 - 10 . 6

/ �
=

[s0
V0
= O
+ 40 m/s 'Vz = - 20 m/
r = - g = - 10 m/s 2 Obtivemos valores iguais e de sinais contrários, como era
A equação horária será: de se esperar (veja as propriedades).
f) A velocidade do móvel ao retornar ao solo será obtida
s = s0
+ v0 • t + _L_
2
t 2 =>• s = 40 • t- 5 • t2 como se segue:

j
A equação da velocidade será :
Í v = 40 - 10 • t
=> v = 40 - 10 8 • = [v = - 40 m/s
( t = 8,0 s
v = v0 + r • t => v = 40 - 10 • t
Esse resultado deveria ser esperado. Ou não?
a) A altura máxima será determinada com auxílio da g) Os gráficos pedidos serão construídos a partir das equa·
-
equação de Torricelli: ções montadas e de alguns valores obtidos na resolução do
v 2 = v õ + 2 . r • .d s exercício. 15
40
v (m/s) v = f(t)
v == 40- 10 • t
=> reta
"decrescente"( y < O)
s
s ==f(t)
40 . 5 . t 2 => parábola
t-
"boca para baixo" ( y < O)
80
s(m)

t (s)

• Módulo: no caso, de 10 m.
• Direção: no caso, de 60° com a horizontal.
• Sentido: de A para B.

VETORES Notação Quando quisermos nos referir a um vetor, nota­


remos AR ou ã .
Para nos referirmos ao seu módulo, poderemos lançar
mão dos símbolos: I ABI = I ã I ou simplesmente a .
Grandezas vetoriais

Muitas vezes, no decorrer do estudo da Física, para po­ Operações com vetores
dermos definir rigorosamente certas grandezas, além de
fazermos referência ao seu valor, será necessário que sai­ Adição vetorial
bamos definir sua direção e sentido. Consideremos os vetores ãe
Por exemplo , consideremos um indivíduo que, partin­ 75:
do de um ponto A, se desloca 10 m em linha reta. Apenas
com essa informação não podemos determinar para que
ponto se encaminhou o homem, pois teve infinitas opções
à sua disposição: +
O vetor soma spoderá ser b
obtido a partir da regra da po­
ligonal: a partir da extremi­
__
dade de a marcamos b:
+
horizontal b

P oderíamos melhorar a informação acrescentando que A s�ir, unimos a origem


seu deslocamento ocorreu nu­ de a com a extremidade
ma direção de 60° com a ho­ de 75, obte_!!do então o ve­
rizontal. Dessa maneira, tor soma s, como vemos

j s= a + bl
estamos restritos ·agora às ao lado.
h orizontal duas possibilidades ao lado.
--------�--�-

(J)
w
a:

ATENÇÃO Caso geral :
Para determinarmos o
I si * I ãI + I -,; I .
-
w
>
Para sabermos com exa­
tidão para que ponto ele se
módulo de S, chamemos
de e ao ângulo que obte­
mos unindo ã e b:
C) encaminhou, devemos de­
finir o sentido do seu mo­
1- 10 m
•<( vimento; por exemplo , de A partir da lei dos co­
� horizontal
w A para B. Assim, temos: senos, podemos escrever:

( ]
z
u A
- Sendo o deslocamento uma grandeza vetorial, para sua 2
s = i + b2 - 2 · a · b · cos B
16 definição são necessárias três informações simultâneas:
C asos particulares • módulo: I -p I = I k I · I a I
e b t êm a mesma direção e
dir ( p) - dir ( a)
[
a • direção:
sentido:
+ + + p e a de mesmo sentido se k > O
a a b • sentido:
p e a sentidos opostos se k O
+
+ <

...
b +
s Como exemplo, tomemos
o vetor ã representado ao
Nesse caso: s + b = a lado:

Í-+uv
a e b têm mesma direção e senti­
dos opostos: �2 a
Dado a, obtemos:
+
a
+
a L = -3 · a
+
b
+ + +
s b

Nesse caso: s I
a - b I
a e b são perpendiculares entre si:
+
a
Decomposição de um y
vetor em um par de eixos
+ ortogonais. Seja a um
vetor a ser decomposto em
relação ao sistema de eixos
+
Oxy:
Nesse caso : (Pitágor�) s 2 = a 2+ b2 a

;i �
o

b dois vetores: �
Subtração vetorial
Sejam â e Para obtermos as proje­
y
ções de a sobre o eixo x
( a ) e de ã sobre o eixo
+ y ( ã ), procedemos da
b .Y •

segumte mane1ra :
Se quisermos obter o vetor diferença â = a - b, basta
que procedamos de acordo com a expressão: ...�-------
--����·-------�- X

ax

â = a + c- t) O s módulos de a e a serão obtidos a partir de rela­


Nessa expressão, - 7) é um vetor de mesmo módulo, mes­ ções trigonométrica�, aplicadas ao triângulo retângulo ha­
ma direção e sentido oposto a b (vetor oposto).

�����
churado:
Assim, obtemos:
+ + sen {) cateto qmo sen (} __s_ =>
-b b = => =
hipJtenusa
+
a

cateto adjacente
cos (} = => cos (} = _5._ =>
+ hipotenusa a
b

Ou seja, pam obtermos o vetor diferença â, podemos mar­ EXERCÍCIOS


car os dois vetores a partir de um mesmo ponto; a seguir,
' 'unimos' ' as suas extremidades, como mostra a figura an-
. t erior à direita . ••• 1. Obter o módulo do vetor
soma dos vetores ã e b da­
I ãl 10

dos ao lado: I ti lO
OBSERVAÇÃO Para determinarmos o módulo do ve­ U)
LlJ
tor â, agimos da mesma forma vista para a soma de o:
vetores. �
LlJ
>
Produto de um vetor por um número real:
Definimos a operação produto de um vetor a por um nú­ +
()
mero real k como sendo o vetor p:
s
Solução r
A partir da lei dos co-senos, resulta: •<(
s 2 =2 a 2 + b 2 - 2ab cosB => :::2:
LlJ
=> s = 10 2 + 10 2 - 2 . 10 . 10 . cos 60° => z
2 o
=> 2 -
= 100 + 100-200 .
1
- - =>
= 100 + 100 - 100
p terá 17
s s
Nessa expressão, as seguintes características: 2
Sendo as direções dos deslocamentos perpendiculares en­
tre si, podemos aplicar a relação de Pitágoras:
2. Obtenha o módulo do ve­ I ãl 9
I Mi I 2 + I Bt I z lso z + 24o z
=

=
tor diferença â dos vetores I ti 12
32 4oo + 57 6oo =:) I Aê Iz
=

ã e b dados ao lado, na or ... = 9o ooo

! 1 XC I /
dem â = a- b. a
=
3oo m
...
b 4. Uma pedra é lançada do solo com uma velocidade ini­
cial v0 = 100 m/s, numa direção de 60° com a horizon­
Solução tal. Determine as componentes dessa velocidade v0
A partir da relação de Pitágoras, escrevemos: segundo as direções horizontal e vertical.
d 2 a 2 + b 2 => d 2 =
=
92+ 1 2 2 =:) d 2 81 + 144 ...

1 JIJ
=

y
Solução vo
...
d2 = 22s =:) d =
A partir das relações trigono­ voy
métricas seno e co-seno, po­
3. Um indivíduo caminha 180 m de sul para norte; a se­ demos escrever :
guir desloca-se 240 m de oeste para leste. Qual o valor do
deslocamento final desse indivíduo?
...
Solução Vo x

N
sen 60° =
v
=:)
{3
_-_l)y_ Voy = v0 • sen 60° =
100 •

c Vo 2
o L

cos 60° � => Vox = V0 COS 60° 100


I ..\B I
• •

= 1so m Vo 2

I Vox j
A

s
I Bt l = 240 m 50 m/s

---

CINEMÁTICA VETORIAL
Neste capítulo serão apresentados a você dois conceitos Exemplo 2 Quando numa corrida de Fórmula 1 um dos
físicos: velocidade vetorial e aceleração vetorial. Como já pilotos perde o controle do carro, na curva, diz-se que "o
dizem os nomes, trata-se de estudar a velocidade e a ace­ carro saiu pela tangente''.
leração de agora em diante, como sendo grandezas veto­
riais ou seja, se nós quisermos entender tudo a seu respeito
deveremos ser capazes de fornecer os seus módulos, dire­
....J
ções e sentidos .
<( Para concluir qual é o módulo da velocidade vetorial,
ã: poderíamos escolher um "caminho matemático" bastan­

w
te trabalhoso, que parte de operações não incluídas no cur­
> rículo de um aluno do 2? grau; a fim de evitar tal sistema,
() optamos por apresentar os resultados a partir da observa­
ção de situações cotidianas.
f­ A partir destes dois exemplos podemos concluir que a
·<(
:::2 Exemplo 1 Um menino amarra uma pedra na ponta de direção da velocidade vetorial deve ser tal que coincida com
w um barbante e começa a girá-la em torno de si; num de­ a direção da reta tangente à trajetória em cada ponto, uma
z
u terminado momento o fio se rompe. Verifica-se que a pe­ vez que é esta a direção que o corpo tende a seguir caso
- dra nesse instante tende a seguir uma trajetória tangente "o fio se rompa" ou caso "o piloto perca o controle do
18 à curva naquele ponto. seu carro" .
Já o sentido da velocidade vetorial coincide com o sen­ O módulo de ã;
será igual ao módulo da aceleração es­
tido do movimento, como foi visto nos exemplos citados. calar y , já que ambas as grandezas estão relacionadas ape­
Com relação ao módulo da velocidade vetorial, podemos nas com a medida da variação do valor da velocidade.
entender que ele deve estar associado à rapidez com que Percebemos, então, que ã; é característica de movi­
o móvel se desloca ao longo da sua trajetória; mas essa ra­
mentos variados.
pidez já era medida a partir de uma grandeza conhecida b) Apenas a direção de v varia, mantendo o módulo
nossa: a velocidade escalar instantânea. Concluímos en­ constante. Se a direção de v se altera, a trajetória ser:á. ne-
·

tão que o módulo da velocidade vetorial coincíde com o cessariamente düviÍÍnéa.


+
valor da velocidade escalar instantânea. Resumindo, po­ v
demos caracterizar a velocidade vetorial da seguinte forma:
• o módulo da velocidade ve-
_.

v
__.

v,
torial é igual ao módulo da
velocidade escalar ins­
tantânea .
• a direção da velocidade ve­

torial é tangente à trajetória


em cada ponto da mesma. +
a cp
• o sentido da velocidade ve­

torial coincide com o sen­ Ness.e caso, diremos que o ponto material está dotªdo
tido do movimento. �
de uma acel ra§ão se �trípeta . .ãc� que terá (ii.�eção se� ­
Nossa preocupação agora se volta para as medidas da pre perpe11d1cular à dtreção de v em cada ponto e CUJO
variação da velocidade vetorial no decorrer do tempo . Es­ senti.dó sérá se1llpre voltado para o centro da curva descrita.
se tipo de medida é feita com o auxílio da aceleração veto­ O módulo dessa aceleração será dado por:
rial, que é definida como se segue:

lim .d v
a

[ v:
=

M -+ 0 .d t

Com :
módulo de I vI.
Mas não podemos deixar de ter em vista que para nós, R: raio da curva descrita.
agora, velocidade é uma grandeza vetorial e, dessa forma,
sua variação será uma decorrência das seguintes situações:
a) varia apenas o módulo de v; b) varia apenas a direção OBSERVAÇÃO Nesse caso inexiste a aceleração
de v; c) variam, simultaneamente, o módulo e a direção tangencial ã;, pois I I
v = constante.
de v.
a) Apenas o módulo de v
varia com direção constante . . c) Variam, simultaneamente, o módulo e a direção da
Sendo a direção do movimento constante, concluímos que velocidade vetorial v.
Por variar o módulo de o mo­ v,
se trata de um movimento de trajetória retilínea. vimento apresenta aceleração tangencial ã; .
v
�trajetória
Como também varia a direção de (a trajetória será cur­
vilínea) , teremos também a presença da aceleração centrí-
peta a w
_.

Assim: VzI I
f vl I I.
Nesse caso, mediremos a variação da velocidade em v Assim, teremos:
relação ao tempo através da sua aceleração tangencial ã;,
que terá a mesma direção de v.
Para obtermos o sentido de ã;, vejamos as duas possi­
bilidades:

í I v2 · 1 > I v1 I : movimento acelerado.


l Sentido de � = sentido de v.

(.trajetória
..

A. aceleração vetorial resultante do movimento será ar.


obtida a partir da soma vetorial:
í I v2 l < I � I : movimento retardado .
C Sentido de ar será oposto ao de v.

-
É imediato que, através da relação de Pitágoras, pode­
trajetória mos escrever: 19
20 2 400
R 10 10
acp = 40 m/s 2
Resumindo, temos:
O, resulta que:

�acp = 40 m/s 2 1
Componente tangencial da aceleração ( �):
• típica de movimentos variados
• módulo: I ã, I r escalar
=

2.
[
• direção: tangente à trajetória U m ponto s e desloca sobre uma circunferência d e raio
R = 20 m, segundo a função horária:
movimento acelerado: coincide com v 2
s = 1 0 t + t (s em metros e t em segundos)
• sentido:
movimento retardado: oposto ao de v
(
Componente centrípeta da aceleração âcp):
Determine :
a) o módulo da aceleração centrípeta em t = 5,0 s;
• típica de movimentos de trajetória curvilínea

I ....acp I
b) o módulo da aceleração tangencial no mesmo instante.
v2 Solução
• módulo: = --
R
• direção: perpendicular a v a) Temos que: acp
• sentido: do ponto da curva para o centro da mesma. R
mas v = v0 + y . t, onde v0 = 10 m/s e y = 2 m/s 2•

EXERCÍCIOS Então: v = 10 + 2 • t; para t = 5,0 s vem:


v = 10 + 2 • 5 =) v = 20 m/s
1. Um ponto material descreve um movimento circular,
de raio R = 10 m, com velocidade constante de 20 m/s. � =) I'---
a
c = 20 mJS2
p"-
-' ---�
1
20
Determine o módulo da sua aceleração vetorial.
b) O módulo da aceleração tangencial é igual ao valor

a, I.- =-y-=-2-,0-m-/s---,2/
Solução da aceleração escalar:
-
Sendo a velocidade em módulo constante, = O. O mó­ a,
dulo da aceleração centrípeta é dado por:

A� B
A mesma localização
s
poderá ser fornecida a
I "'
partir da medida do ângu­
/ \ I ,
/ '

lo central t:p visto na figu­ I \ I ,


\
a: MOVIMENTO CIRCULAR ra ao lado, a partir de uma R\
\
I
/
I

<! referência OA, prefixada. , <r 1


_J
::> A medida do espaço an­ ' I
\>'
u ..
a: gular t:p poderá ser feita o
u Os movimentos de trajetórias circulares merecem aten­ a partir das unidades uti­

12
z
ção especial, pelos seguintes motivos:
• dos' movimentos de trajetórias curvilíneas, são os mais
lizadas para medidas de ângulos: graus e radianos.
Daremos preferência à unidade radiano, já que nos per­
LU
::;;!
simples: funcionam como um trampolim para a análise de mitirá relacionar, de forma simples, os valores das gran­
> outros casos; dezas espaço s, velocidade v e aceleração y com as
o • aparecerão com freqüência quando quisermos simplifi­ grandezas que apresentaremos: espaço angular t:p , velo­
::;;!
car a análise de fenômenos tais como a órbita dos planetas cidade ángular w e aceleração angular a . Assim, va
em torno do Sol (na realidade, elíptica), o movimento de mos lembrar a definição da unidade radiano(rad) :
cargas elétricas no interior de campos magnéticos unifor­ "Um radiano é a medida do ângulo cent� t:p , tal que
mes etc. determina sobre a circunferência um arco AB de compri­
Para tanto, redefiniremos algumas das grandezas já vis­ mento igual ao raio da circunferência. ' '
tas, numa adaptação que torne mais simples o estudo des­ t:p = 1 rad, se ÂB = R
s
ses movimentos.
( )
Espaço angular t:p Seja P um ponto material que se des­
Para um ângulo central t:p
qualquer, a sua medida em A B
'

loca em trajetória circular, como vemos na figura. A sua radianos será obtida por uma / '
'

localização num determi­ s


regra d�rês:
nado instante t pode ser

L____jj
t:fJ AB R
- obtida a partir do seu es­ 1 rad =) R .... � <D

20 paço s, como já vimos. /


/
'
\
t:p �· s
Desta relação resulta que a medida do ângulo central CfJ A acderação angular média é definida como sendo:
pode ser obtida dividindo-se o comprimento do arco ÂB

( cv m ) e instantânea ( cv )
pelo raio R da circunferência.
Velocidade angular: média
Seja P1 a posição de um ponto material sobre uma cir­
cunferência num certo instante t1• No instante t2, sua po­ A aceleração angular instantânea a é dada por:
sição será P2:

Sz

· - v1mos, cv = - , donde:
.
R
v
L1 cv L1 v .
Corno )a

= --- , mas L1 cv
L1 t R
a rn - --·- , ass1m:

Ll v rm
am = am =
'•AJ.< R L1 t I . R I
:Xv'·
I� , onde - = rm =>
.
c
De forma análoga, resulta que:

=
A definição de velocidade angular média cv m é a se­

E --�J
guinte:

Generalizando:

A velocidade angular instantânea cv será:


r
.
_
grandeza angu1ar = ���
deza linear
raio (R)

s
A partir da relação vista, rp =
EXERCÍCIO

R = 2,0 m, obedecendo à equação horária:


-, resulta: Um ponto material executa um movimento circular, de raio
R

L1 rp Ll s
---- ; mas L1 cp s = - 10 - 2 t + -
L1 t 2
--· , donde:
t2 (S. I.)
R

Ll s a) o seu espaço angular no instante t = 10 s;


r Determine:

L1 t
- - - - -�

b) a sua velocidade angular média entre os instantes t


: L1 s :
, -r-=-=' onde

= O e t = 4,0 s;
�At_: . R

d) a aceleração angular em t = lO s.
c) a sua velocidade angular no instante t = 3,0 s;

tz
Solução

s = - 10 - 2 . t +
a)

l 2 10 2
s = - 10 - 2 . ( 10) +
t = 10 s 2
=>

a velocidade escalar v da partícula pelo raio R da circun­ s = - 1 0 - 20 + 50 � s = 20 m


A velocidade angular cv pode ser obtida dividindo-se

s
Lembrando que rp = - , com R = 2,0 m, temos:
R
ferência.
Aceleração angular: média (a m ) e instantânea ( a ). _J

20
Sejam cv 1 e cv 2 as velocidades angulares de um ponto

rp =
<.(
material nos instantes t 1 e t2 •

2
a:


b) Sendo s = - 10 - 2 t +
UJ
2
>

2
t , resulta: <.(

0:
• ��
u
1-
• no instante t = •<.(

[s0 = - 10 - 2 . O + -
oz s0 = - 10 m

UJ
=>

- 10
z
2
rp = .!.__ rp o = � => rp o = rp o = - 5 rad
u

2
-
=> =>
R R 21
• no instante t = 4,0s: No instante t = 3,0s, teremos:

1 ,0 m/s

Mas w = v
�, donde :
R

Mas ú! m � => ú! m =
Ll t
rp 4 - rp o
4
1
-- ==> Iw 3 = 0,5 rad/s I
2

- 5 - ( - 5) d) Com v = - 2 + t, obtemos a aceleração escalar:


ú! m ==> l w m = O I
1 , 0 m/s 2 (constante)
4 =

v
y

t2
c) Sendo s = - 10 - 2 t + __ , a velocidade é da- Sendo a = _y_ , resulta:
da por:
v = v0 +
2
y • t => v = - 2 +t
R

intervalo de tempo número de voltas


T -------'!� 1
1 f
MOVIMENTO CIRCULAR
UNIFORME (M. C.U. ) ou
i �I

=

"A freqüência f é dada pelo inverso do período T. "


O movimento circular uniforme corresponde ao movimento
executado sobre uma circunferência por um ponto mate­ Unidades: Se trabalharmos com o Sistema Internacio­
rial, com velocidade escalar constante. nal de Unidades, teremos:
Mas, se a velocidade escalar v é constante, a velocidade
angular w também será, como verificamos a seguir:

v [v
[ T] = segundo (s)

J
UJ =>
= cte.
==> w =
= cte. [f) = 1 =>·[/] = = -
1 ==> [/] = hertz (Hz)
:::2: w �
R R = cte.
__

[ T] s
s
a:
o
u.... A unidade de freqüência, hertz (Hz), substitui o termo
z Sendo a velocidade angular w constante, a aceleração
r.p. s . (rotações por segundo) .
::::> angular a será nula.
a: É comum aparecer no enunciado de problemas a unida­
<(
__.
de r.p.m. (rotações por minuto), que não pertence a ne­
Função horária Como todo movimento uniforme, inde­
::::> nhum sistema de unidades.
u pendentemente da forma da trajetória, a função horária
a:
do MCU será do tipo:
EXERCÍCIO
I I
u
T de um movimento cuja freqüên­

z
s = s0 + v • t (forma linear)
Determinar o período
cia é de 120 r.p.m.
UJ
:::2: Se quisermos obter a função horária na forma angular,
> Solução
basta que dividamos ambos os membros da função horá­ 1 20
o f = 1 20 r.p.m. => f= r.p.s. ==> f = 2,0 Hz

I T = 0,5s I
� ria pelo raio R. 60
__.
<( � = � + _'l!_ • t ==> I rp = rp o + w • ti (forma angular) mas f . T = 1 ==> 2 • T = 1 =>

a: R R R
o Relação fundamental
1-
UJ
>
Período T e freqüência f O movimento circular uni­ Sendo w=� em volta completa, teremos LI rp =
j forme é um caso particular de movimento periódico: cada Ll t
1- volta é completada em intervalos de tempo sempre iguais.
·<(
� Ao tempo necessário para o móvel completar uma volta = 2 1l rad e LI t = T.
UJ chamamos de período T do movimento. Substituindo os valores, obtemos:
z
Para se obter a freqüência/do movimento, devemos cal­
l w . T = 2 rr ]
u 2 1l
- cular o número de voltas completadas num intervalo de ú! = => ú! =
22 tempo unitário, como se faz a seguir: T
ATENÇÃO b) Lembrando que:
]
Sendo o MCU um movimento curvilíneo, apresentará ace­
leração centrípeta acp' cuj o módulo será dadp por: w . T = 2 n => w . 2 2 rr => I�
w ---
rr rad/s
2
v
_v_ ,· mas w = - => v = w • R, donde: Sendo:
R R

= (w • R) 2 =
a'P => a'P
R

EXERCÍCIOS
2. i
A veloc dade escalar de
um ponto material que executa
1 . Um ponto material descreve um movimento circular um MCU é v = 20 n mls. Sendo o raio da circwlferência
uniforme de período 2,0 s e raio 10 m. Obter: R = 5,0 m, qual a freqüência desse movimento?
a) sua freqüência;
b) sua velocidade angular e escalar; Solução
c) o valor da aceleração.
v 20 rr
rp = - => W => w = 4 rr rad/s

f.
Solução R 5
a) Sendo T = 2,0 s e T = 1 => f . 2 1: w • T = 2 n => 4 rr • T = 2n => 'T = 0,5 s

l f = 0, 5 HZJ f . T = I =>f 0,5 = 1 =>


• lZ:::,:_} o H!J

da ação do remador que, ,


' B c
por ele, levaria o barco de
A para B; t-�
COMPOSIÇÃO • movimento das águas _,__ --;7· - ---
DE MOVIMENTOS
em relação às margens i
__jil>...(
--::
�J;egj�
(correnteza).
Assim, o barco em -- 'corrent eza
- I

questão se deslocaria co- ---..� �-----------


mo vemos na figura ao lado: :A
Uma técnica muito utilizada em Física para a análise de Generalizando: (f)
movimentos consiste na aplicação do princípio da indepen­ Seja A um ponto material que se desloca em relação o
dência dos movimentos, de Galileu, que se enuncia assim: a um referencial I, com velocidade ;relativa · I-
z
Mas, por sua vez, o referencial I tem movimento u.J

Princípio da indepedência dos movimentos em relação a um referencial 11 ; chamamos à veloci­ >
Todo movimento de um corpo pode ser ana­ dade de I em relação a 11 de ;arrastamento · o
lisado como sendo o resultado da superposi­ A velocidade do pontoA em relação ao referen­ �
u.J
ção de outros movimentos independentes que cial 11 ( ;absoluta ) será dada por: o
se dão simultaneamente. o
-+ � -+ ! <(
V absoluta Vrelativa + V arrastamento U·
(f)
Como exemplo, podemos analisar o movimento de um o
a_
barco, lançado no ponto A por um remador, perpendicu­ �
larmente às águas de um rio: o
EXERCÍCIOS u
'B _J

:�l
correnteza 1. Um barco é lançado perpendicularmente às águas <(
a:
____

I
, de um rio, com velocidade v1 = 8,0 m/s, em relação o
'' às águas. Sabendo-se que 1-
-;-- -�------ u.J
a velocidade da corrente é -- - -- >
-r---
v2 = 6,0 m/s, determine --
<(
v2 u
a velocidade do barco em - - 1-
:A relação às margens do rio. =- ·<(

O movimento resultante executado pelo barco é u.J
z
obtido a partir da composição dos movimentos Solução =-�--Cl----------- u
''parciais'': Vejamos o esquema da fi- -

• movimento do barco em relação às águas: resultado gura ao lado: 23


v! : velocidade do barco em relação ao rio (veloci­ a) Se não houvesse correnteza, o barco se deslocaria
dade relativa) . na direção AB, com velocidade v1 = m/s. Assim, 8,0
v2 : velocidade da correnteza (velocidade de arras­ sendo constante a velocidade do barco em relação às
tamento) . margens podemos escrever:
Compondo as velocidades vetorialmente, temos:
v=
LI s
--
AB
=> V! = ----- => 8,0 = --
80
=> �
I
0
1 SI
---- l
j
- -v - Í V 1 = 8,0 m/s
=

LI t LI t LI t _____

v = 1 + Vz Lv = 6 ,0 m/s
2
b) Com correnteza, o tempo de travessia será o
mesmo?
v: velocidade do barco Devemos entender que o movimento do barco e o
em relação às margens movimento das águas ocorrem independentemente
(velocidade absoluta) .
e que a única influência que a correnteza tem sobre
O módulo da velocidade o movimento resultante é no desvio lateral sofrido
v pode ser obtido a par­ pelo barco, mas não altera a duração do movimento .
tir da relação de Pitágoras: Dessa forma, o tempo de travessia do barco com cor­
v 2 = v t + v � => v 2 = 8,0 2 + 6, 0 2 => v2 = 64 + 36 renteza será também de 1 0 segundos.

v2 = 1 oo => E�- !o -ffii�J _ç}_ Podemos determinar o deslocamento lateral


(BC) do barco a partir da semelhança dos
2 . Retomemos o enunciado anterior. Sendo a largura triângulos:
do rio l = 80
m, determine: LI AB'C ' - .1 ABC
a) o tempo de travessia, sem correnteza;
b) o tempo de travessia, com correnteza ;
B'C' => .E.L _ 'lJz_
c ) o deslocamento d o barco, n a direção paralela à s
margens d o rio. BC BC
Solução Substituindo os valores dados, obtemos:
Vejamos o esquema da fi­
B
/
C
8 6 �-
== 6 X 80
/
BC se
gura ao lado.
/ 80 8
/
/
/
I /
I /
I + O mesmo resultado poderia ser obtido analisando-se ape­

T2t�·
/

nas o deslocamento lateral do barco, que se dá com velo­


cidade v2 6,0
m/s e cuja duração é de
= segundos. 10
VI V Assim, sendo v2 constante, podemos escrever:

v= .1 s � Vz = BC � 6,0 = BC => l-BC--:;· fil�l


(f)
UJ
A .1 t .1 t 10
1-
·UJ
J
o
a:
)�
o

z
UJ LANÇAMENTO DE - -- - - - -
:::2:
<(

PROJÉTEIS , trajetória
' , '
'
z
'
'
<(
'
_J
'
'
_J '
<(
· a: Lançamento oblíquo
o
1-
UJ Supondo-se a resistência do ar desprezível, essa pedra
>
descreverá, em relação ao solo, uma trajetória parabólica
() Estudaremos a seguir o movimento de um corpo, lança­ (arco de parábola) .
1- do com velocidade v0, nas proximidades da Terra, incli­ Como podemos determinar, por exemplo, o valor do al­
·<(
:::2: nado inicialmente em relação à Terra. cance da pedra? Ou, ainda, qual o valor da altura máxima
UJ
z
A trajetória descrita pelo corpo pode ser visualizada se atingida pela pedra durante o trajeto?
u pensarmos na trajetória descrita por uma pedra lançada · Para tanto, decomporemos o movimento resultante em
- por um menino com um estilingue, como mostra a figura dois outros: um vertical e outro horizontal.
24 seguinte. Qual a conveniência dessa decomposição?
Tornemos a olhar a figura e nela veremos a aceleração
Lançamento horizontal
da gravidade i;
lembramos, então, que sua direção é ver ­
tical, de onde afirmamos que: Neste caso teremos vay = O. O estudo e equacionamento é idên­
• em relação à horizontal, o movimento da pedra será uni­ ticoao do lançamento oblíquo (vide exercício).
forme (v = constante), já que nessa mesma direção inexis­
te aceleração.
EXERCÍCIOS
• em rélação -à vertical, a pedra executa um movimento

de aéeleração constante e de módulo igual a g; trata se, -


de - um movimento uniformemente variado (MUV); 1 . Uma pedra é lançada com velocidade v0 = 80 m/s, incli­
Consideremos, então, um corpo lançado a partir do so­ nada de 30° em relação horizontal. à
lo com velocidade. v0, com uma dada inclinação fJ em , Detennine, supmdo desprezível a resistência do ar:
relação à horizontal, conforme a figura seguinte: a) o tempo de subida;
b) a duração do movimento;
c) a altura míxima atingida H;
Y MU V
d) o alcance desse lançamento D.

/
Solução
voy -�- -­
/
Vejamos a figura seguinte:
/' r
_,
r

B
�/ I
I


y
MUV
vo y
Decompondo-se v0 nos eixos Ox e Oy, mostrados na fi­
gura, obtemos:

::x I Vox _:__���i]


j Mu
COS fJ = � = �()_ vo x ! X

D -------
sen & = � '* �oy = v0 sen- • ij Decompondo temos: Vo,
Vo
Vax = V0 COS fJ � Vax = 80 COS 30°
As equações que regem os movimentos nas direções Ox
• •

(horizontal) e Oy (vertical) serão: f3


• direção Ox - movimento uniforme:
= 80 • � � Vax = 40 f3 m/s
2
l x-
s = s0 + v . t '* x = � + Vax . t :; ' =-(v-
0- --
. -cos ) -.-
fJ- tl

t
Vay = v0 • sen fJ '* Vay = 80 • sen 30°
• direção Oy - movimento uniformemente variado :
o = Yo = O
= 80 • -
l
'* vay = 40 m/s r.J)
2 w
s = s0 + v0 • t + _1_ • t 2, onde V0 = Vay = v0 • sen (} 1-
2 a) O tempo de subida é obtido impond<rse que, no ponto -w
y = -g """")
de altura máxima, a componente· vertical da velocidade vY se o
assim: a:
anula. a_
Mas, na vertical, temos um MUV, de onde: w
= V0 + y t '* Vy = Vay -g t '* Vy = 40 - lO t
o

�, • • •

1 1
Para vy = O, resulta:
z
w
40 - w . t = o � w . t = 40 � tsubida = 4,o s �
São equações dificeis de memorizar; é mais prático e pruden­ <(
te que você satba montá-las no momento da resolução. b) O tempo total de duração do movimento será o dobro do

z
tempo de subila Gembra-se do lançamento vertical?) <(
_J

14 = 1
Propriedades do lançamento oblíquo:
• para uma dada velocidade inicial v0, o máximo _J
� = 2 r, �4 = 2 4� 8,o s <(
alcan:e é obtido Jma um ângulo de Jançamento de 45°.
• •

a:
• para uma dada velocidade inicial v0, para ângulos ·o
c) O valor da altura máxima atingida corresponde ao máximo 1-
de hnçamentos complementares, teremos alcances de w
valor da orderuda y do movimento, cuja equação horária é dada >
me&nO valor. por:
()
s = s0 + v0 • t + _1_ • t 2 � Y = Yo + Vay • t - 1_ • t1 1-
2 2 ·<(

y = 40 . t - 5 . t 1 w
z
A altura máxima é atingida em t = tsubicta = 4,0 s. u
I
-

y = 40 • 4-5 • 4 2 � H = 160 - 80 � H = 80 m i 25
d) O alcance do lançamento será dado pelo valor máxi­ Ao atingir o solo, ymotor = O; assim, resulta:
mo da abscissa x cuja equação horária será:

S = S0 + V
I
+ Vox t
I
• t�X =� •

� lqueda = 60 S

X = 40 • \(3. t
b) O alcance do movimento OB será obtido a partir do
O valor de xé máximo no instante em que o móvel re­ estudo desse movimento em relação ao eixo das abscissas
toma ao solo, o que ocorre em t = 8,0 s: Ox (MU).

2. Um avião supersônico está voando horizontalmente a No momento em que o motor toca o solo, = 60 s, donde: t
uma altitude de 1 8 km, com velocidade de 1 800 km/h,
quando um dos motores se desprende.
a) Quanto tempo leva para o motor atingir o solo? !
x = SOO . t � x = 500 . 60 => 0B = 30 000 m = 30 km l
b) Qual a distância horizontal entre o ponto em que a
queda do motor começou e o ponto em que bateu no chão? c) Em qualquer instante, o avião estará na mesma verti­
c) Qual a distância entre o motor e o avião (admitindo cal que passa pelo motor.
que este continue o vôo sem perturbações) quando aquele Dessa forma, quando o motor atingir o solo, sua distância
chega ao solo? até o avião será dada pela própria altura de vôo do avião,
d) Qual a velocidade do motor ao atingir o solo? ou seja, d = 18 km
Despreze a resistência do ar e adote g = lO m/s 2• d) No momento em que atinge o solo, a velocidade v
do motor apresenta duas componentes: uma horizontal
Solução Vox e outra vertical vy, como vemos no esquema a seguir:
Esse problema corresponde ao que chamamos de lança­ Vox = 500 m/s
mento horizontal, que esquematizamos a seguir: �
vo x
MUV
V t
T��=
� ��
I I I

1 8 km = 1 8000 m
: 1
I "*
9

(f)
1 o B X

MU

v

w Para termos o módulo de v, é necessário que obtenha­


1- mos antes o módulo de vY quando o motor toca o solo:
•W No momento em que se desprende do avião o motor tem
J
velocidade igual à dele; essa velocidade não tem compo­
o
a:: nente na direção vertical (característica de todos os movi­ V =V Y o+ t o
� Vy = V y - g . l => Vy = - 10 . t
a..
t

w mentos de lançamento horizontal) . o motor toca o solo � = 60 m/s


o v = - 10 60 => vY = - 600 m/s
Assim, resulta: Y


z
w
2
rVox = Vo 1 800 km/h 500 m/s
O sinal 8 indica que o motor se desloca em sentido
contrário ao eixo Oy.
<(

z
lvoy = O Aplicando-se a relação de Pitágoras, resulta:
<(
..J
-
..J
a) Para obtermos o tempo de queda, analisemos o mo­ V l = V �X + V � :; V l = 500 l + ( - 600) 2


vimento do motor em relação ao eixo Oy (MUV):
v2 250 000 + 360 000 :; v 2 = 6 1 o 000
� S= So + Vo . t + _L . t 2 - Y =Yo + �. t - J_ .t2
I
� 2
I
w
>
t2 v 781 m/s
ê) y = 18 000 - 5 •


•<(
2
w
z
u
-
26
"

DINAMICA

Nesta parte da mecânica que passaremos a estudar, puxar uma cadeira: enquanto você a puxa, ela anda; ao
propomo-nos a responder a uma pergunta, talvez das mais você parar de puxar, ela pára.
antigas feitas pelo homem: como se relacionam força e mo­ Entretanto, se nos prendermos a análises desse tipo, ime­
vimento? diatistas e simplórias, seremos levados a acreditar que a
Uma das respostas, dada por Aristóteles (século IV a.C.) , conclusão de Aristóteles estava certa. E essa conclusão per­
pode ser sintetizada como se segue: é impossível a um corpo durou por aproximadamente 2 000 anos, pois apenas no
se _deslocar na ausência de forças. · fim do século XVI, com Galileu, e no século XVII, com
A primeira vista, essa parece resumir de forma simples Newton, é que caíram por terra os postulados aristotéli­
um fato bem conhecido. Esse fato pode ser, por exemplo, cos do movimento.

tuação "resultante das forças nula" ( R O):=

a. O corpo permanece em repouso. Não discutiremos es­


sa idéia, por se tratar do resultado mais simples e intuiti­
LEIS DO MOVIMENTO DE vo contido na 1 � lei.
b. O corpo permanece em movimento retilíneo uniforme.
NEWTON Nessa segunda parte do enunciado, Newton contradiz Aris­
tóteles na medida em que passa a admitir a possibilidade
de movimento na "ausência de forças" ( R == ô):
Isso, co­
Então, como se relacionam força e movimento? mo vimos, era categoricamente negado por Aristóteles. Ve­
A resposta só poderá ser dada, na sua forma mais clara, jamos como podemos chegar a essa mesma conclusão,
após a apresentação das leis do movimento de Newton, através da experiência a seguir.
que passaremos a analisar a seguir. Consideremos um bloco sobre um plano horizontal. Im­
primamos ao bloco uma certa velocidade inicial V0, após z
o que ele se deslocará sobre o plano, parando após percor­ 12
1� Lei de Newton rer uma certa distância d . 5
UJ
V=O z
UJ
1 � Lei de Newton (princípio da inércia): o
quando a resultante das forças que atuam sobre um cor­
po for nula, esse corpo permanecerá em repouso ou em

z
1..1:1
movimento retilíneo uniforme (MRU) .
d �
Podemos aumentar a distância percorrida por esse blo­
>
o
co até parar, se dermos um polimento melhor na superfí­ 2
Antes de passarmos à discussão das idéias contidas nes­ cie, diminuindo o atrito entre ambos. Perceberemos que, o
se 1 ? princípio, vejamos o significado de suas palavras. o
quanto mais "lisa" se torna a superfície, maior será a dis­
A expressão "resultante das forças que atuam sobre um (f)
tância percorrida pelo bloco até parar. UJ
corpo for nula" é, para nós, sinônimo de equilíbrio. Esse .....J
Imaginemos uma situação ideal, na qual dispomos de
equilíbrio pode manifestar-se de duas formas : uma mesa infinitamente grande, perfeitamente lisa. Se em­

r
<(
purrarmos o bloco com a mesma velocidade inicial V0, u
estático : repouso �
perceberemos que ele entrará em movimento de trajetória
=>
c<(
R Ô equilíbrio
=

l dinâmico: MRU retilínea e que sua velocidade permanecerá constante


(MRU) indefinidamente e, nesse caso, a resultante das for­
z
o
-
Mas perceba que, no enunciado da lei, Newton apre­ ças que atuam sobre ele é nula ( R = Ô) .
senta, em primeira análise, dois fatos decorrentes da si- Outro exemplo, ao qual podemos recorrer, é o de um 27
um foguete que se desloca no espaço, suficientemente sará a se deslocar em movimento circular uniforme em tor­
afastado de qualquer planeta, de tal forma que não é no do pino, como vemos na figura.
atraído por nenhum deles ( R = Õ).
trajetória

+
vo

vista frontal
i nstan t e t o instante t 1

Se desligarmos os motores desse foguete, que tipo de vista de cima


movimento ele executará?
A resposta, novamente, nos é dada pelo princípio da inér­ Embora o valor da velocidade venha a permanecer cons­
cia: se a resultante das forças que atuam sobre o foguete tante, podemos perceber que
é nula, ele permanecerá no mesmo estado de movimento a direção de v é alterada de
em que se encontrava. Como já estava em movimento, con­ ponto para ponto da trajetó­
+
tinuará se deslocando com a mesma velocidade em módu­ ria, graças à ação do fio sobre v
lo, direção e sentido, ou seja, continuará em MRU. o corpo, ou seja, o fio é res­
Como deveremos agir para aumentar a velocidade desse ponsável pela presença de
foguete? uma força F que atua sobre
Se ligarmos os motores, estes serão responsáveis por uma o bloco.
determinada força F, que provocará uma alteração na ve­ Essa força F, perpendicular à direção de v, é incapaz
locidade v do foguete. de alterar o valor da velocidade, mas altera a direção da ve­
locidade v.
--+
A partir dos exemplos do foguete e do bloco, podemos
--
F
perceber que, sempre que alterarmos o estado de movi­
mento de um corpo, ou, em outras palavras, sempre que
alterarmos a velocidade vetorial v de um corpo, é neces­
sário que sobre o mesmo atue uma força F. Generalizan­
do, temos:

Nesse caso, observamos, por exemplo, que o movimen­ Força F será toda ação capaz de alterar a veloci­
to do foguete foi acelerado, já que F atuou no mesmo sen­ dade vetorial v de um corpo.
tido do movimento .
Poderemos diminuir a velocidade desse foguete acionan­
do os seus retromotores durante um certo intervalo de tem­
Essa alteração pode ser apenas do módulo da velocida­
po, como vemos a segmr.
z de , como no caso do foguete, ou apenas da direção, como
� instante t0 i nstante t 1
no caso do bloco. Na situação mais geral possível, tería­
� mos alterações tanto do módulo quanto da direção do mo­
UJ +
z vimento, como ocorre no movimento de um planeta em

UJ ' órbita do Se : .
o ����e·- Hoje em dia, sabemos que os planetas se movem em tor­

'

� no do Sol seguindo órbitas elípticas e que a velocidade dos


z + + F planetas aumenta quando se aproximam do Sol e diminui
UJ
l vt l < l vo l
� quando se afastam.
>
o +
Assim, o movimento do foguete foi retardado, pois F Vt

1/ "
o atuou em sentiàe--Bpooto ao do movimento do foguete. / __.- � - - ........_ � órbita
o Os dois últimos exemplos mostram como alterar o mó­ /
(/) --+ /
dulo da velocidade de um corpo: aplicamos ao corpo uma I \
jjj
....J força F na direção do movimento. Então temos: / F -·/ sol \

[
- 1
/
F no mesmo sentido de v: movimento acelerado + /
� /
/
- -
F no sentido oposto ao de v: movimento retardado -
-- - - --

Analisemos agora o caso de um bloco preso a um fio,


-
que está atado a um pino fixo em uma mesa horizontal e Nesse caso:
28 perfeitamente lisa. Posto em movimento, esse bloco pas- direção v, # direção v;
Isso ocorre graças à ação da força gravitacional F.
Entre as idéias até aqui expostas, vimos que força é to­
2':l Lei de Newton
da ação capaz de alterar a velocidade vetorial de um cor­ Newton conseguiu estabelecer, com sua 1 � lei, a rela­
po, onde podemos concluir que, se nenhuma força atuar ção entre força e movimento. Entretanto, ele mesmo per­
sobre o corpo, ele manterá sua velocidade vetorial inalte­ cebeu que apenas essa lei não era suficiente, pois exprimia
rada ( v= cte.) somente uma relação qualitativa entre força e movimen­
Mais do que um exercício de lógica formal, esse raciocí­ to: a força altera o estado de movimento de um corpo. Mas,
nio nos leva a uma nova idéia: inércia. com que intensidade? Como podemos relacionar matema­
Imagine-se no interior de um carro que é freado brus­ ticamente as grandezas envolvidas?
camente. Você se sentirá "jogado" para a frente. Nessa 2� lei, o princípio fundamental da dinâmica, ou
Ou, ainda, o bloco mencio­ 2? princípio, as idéias centrais são as mesmas do I ? prin­
nado num exemplo anterior cípio, só que formalizadas agora com o auxílio de uma ex­
é desligado do fio que o pren­ pressão matemática, como segue :
dia . Veremos então que ele
"sai pela tangente". 2� Lei de Newton F= m • a
Todos os fatos citados po­
dem ser explicados a partir de
uma propriedade comum a
A resultante das forças F que atuam sobre um corpo
todos os corpos: a inércia.
de massa m comunica ao mesmo uma aceleração resultan­
te â, na mesma direção e sentido de F. Esse resultado
fig. A era de se esperar, já que, como foi visto, uma força F,
ao atuar sobre um corpo, alterava sua velocidade v. Se
modifica sua velocidade v, está transmitindo ao corpo
uma determinada aceleração ã. F
Da 2 � lei podemos relacio-
nar a força resultante F e a /a+
aceleração adquirida pelo cor­
po ã, como é mostrado na fi-
gura ao lado. m : massa do corpo.
Inércia: É a propriedade apresentada por todos os cor­
pos, que se manifesta na tendência que os mesmos têm • módulo: F = m a •

de manter seu estado de repouso ou de movimento inal­ • direção: F e ã, mesma direção


terado caso nenhuma força atue sobre eles. • sentido: F e ã, mesmo sentido

Peso de um corpo P
O que ocorreu com você dentro do carro? Observe a fi­ Como já foi visto em cinemática, qualquer corpo próxi­
gura A. Estando livre, quando o carro é freado, você ten­ mo à superfície daTerra é atraído por ela e adquirirá uma
de a continuar em frente com a mesma velocidade, na aceleração cujo valor independe da massa do corpo em
mesma direção e sentido. Daí a sensação de ser "atirado" questão, denominada aceleração da gravidade g.
para a frente. A inércia do bloco explica o porquê de ele Se o corpo adquire uma
' 'sair pela tangente" (figura B) . Ao passar pelo ponto A, z
certa aceleração, isso signifi­
o fio se rompe; a resultante das forças que atuam sobre ca que sobre o mesmo atuou
m

1
ele passa a ser nula. Sua tendência será seguir em movi­ uma força. No caso, diremos
o �
UJ
mento com a mesma velocidade v (em módulo, direção que a Terra atrai o corpo e z
e sentido) que possuía no momento em que o fio se rompia. -+ UJ
chamaremos de peso P do p o
Essa propriedade, a inércia, permite-nos explicar um fato corpo à força com que ele ???�����./'??
que já vimos e que nos deixou intrigados: de uma cápsula �
é atraído pela Terra. De acordo com o 2? princípio, pode- z
espacial em órbita terrestre, a 30 000 km/h, sai um astro­ UJ
mos escrever: �
nauta que está ligado a ela por um "cordão umbilical" não
tenso (portanto, que não o está "puxando "); o astronauta
>
o
caminha ao lado da cápsula, sem a necessidade de fogue­ �
tes etc. Isso só é possível devido à inércia do astronauta. o
o
ATENÇÃO O peso P de um corpo varia de local para CJ)
local, porque o valor da aceleração da gravidade g se alte­ iii
_J
ra de local para local, mas sua massa m é a mesma em to­
dos os lugares, pois depende apenas do corpo em estudo.
()
Unidades de Força �
c<(
z
Serão apresentadas aqui três unidades utilizadas o
-
para se exprimir o valor de uma força em três dife­
rentes sistemas de unidades: o CGS , o MKS ( Siste- 29
ma Internacional de Unidades) e o MK* S (MKS 3� Lei de Newton
técnico) . A
tendência atual da ciência se concentra
na utilização do Sistema Internacional. E ssa é tam­
bém a tendência que se revela nos grandes vestibu­ 3� Lei de Newton (princípio da ação e reação}: Quan­
lares realizados no país. No quadro a seguir, do dois corpos A e B interagem, se A aplica sobre B uma
apresentamos as unidades fundamentais de cada sis­ força, esse último corpo aplicará sobre A uma outra força
tema, bem como as unidades de força de cada um de rresma "intensidade, mesma direção e sentido con­
deles. trárb.

- -
j massa -tempo
---
1
comprimento
-----� -
-
-- --
- ·
-+- -- -- ---- força -
---+---

grama segundo dina

~
FAB
I
(g) (d) (s)
__ -�
-- - - - - - - - - - - - --- - B -
----+-_
-

I. (kg)
quilograma segundo newton
(s) (N)
M K S metro unidade segundo quilograma­
(m) técnica de
massa
(s) força
kgf ou kg * )
FAB
FAB
força aplicada em B, por A
força aplicada em A, por B J =>
I F_t>,B = - FAB I
(u .t.m.)
i ATENÇÃO IÉ importante ressaltar que ação e reação nunca
se anulam, pois atuam sempre em corpos diferentes.
a
As definições de dina (d), A st:gUÍr, algumas situações analisadas a partir dessa 3 � lei de
newton (N) e quilograma-for­ Newton.
ça (kgf) derivam da 2 � lei de Exemplo 1 Um indivíduo dá um soco numa parede.
Newton, como veremos:
Um dina corresporrde à intensidade da força que, aplica­
1
da a um corpo de massa g, comunica ao mesmo uma ace­
--+ --+
1
leracão de cm/s 2 • -F F
F � m a => 1 d = I g I cm/s 2

1 g .i@ij
• •

\1 d =

Um newton é a intensidade da força que, aplicada a um A reação d a parede sobre sua mão é - F.
1
corpo de massa kg, transmite ao mesmo uma aceleração Exemplo 2 Um nadador impele a água para trás com auxilio
de 1 m/s 2 • das mãos e dos pés.

F = m a => I N = 1 kg 1 m/s 2

j 1 N 1 kg )
• •

= • m/s '

Um quilograma-força corresponde ao peso de um corpo


z de massa 1 kg num local onde g = gn = 9,8 m/s 2 •

s
w F = m a => 1 kgf = 1 kg 9 , 8 m/s 2

J
• •

z
� �

Fnadador = - Fd.gtlJ.
w
o ) 1 kgf = 9,8 kg • m/s 2
o
1- As unidades de força estão assim relacionadas:
z
A reação da água sobre o nadador Fnadador o leva para a frente.
w

>
Í1 N = lO ' d Exemplo 3 A turbina de um avião a jato em fi.mcionamento
o L1 kgf = 9,8 N
empurra o ar para trás.

o Chama-se dinamômetro todo aparelho graduado de for­
o ma a indicar a intensidade da força aplicada em um dos seus
(f) extremos.
iii
_J Internamente, o dinamômetro é dotado de uma mola que
se distende à medida que se aplica a ele uma força.
<(
u --+
� ... F
•<(
z
o No caso da figura acima, está sendo aplicada ao dinamô­
-
metro uma força de intensidade 3 N . •
30 O dinamômetro será ideal se tiver massa desprezível . A reação do ar sobre a turbina leva o avião para a frente.
Se o fio �r ideal (massa desprezível e inextensível), a força
de tração T terá o mesmo valor em todos os pontos.
O fio ideal transmite integralmente a força aplicada em um
ALGUMAS FORÇAS dos seus extremos. Na figura abaixo vemos um a.perador apli­
PARTICULARES cando uma força de intensidade 10 N, aa. puxar um bloco. O
fio, que é ideal, transmite a força integralmente ao bloco.

mão
Apresentamos a seguir algumas das forças que aparecerão com
maior freqüência nas situações que discutiremos nos exercí­
cios de dinâmica.
Força de reação normal N
Força de contato entre um corpo e a superfície na qual ele
se apóia, que se caracteriza porter direção sempre perpendi­
cular ao plano de apoio.

A figura abaixo representa um bloco que está apoiado so­
EXERCICIOS
bre uma mesa.

- -
Nhlo..:o
I . No esquema da figura abaixo, as massas dos corpos são m."'­
= - N mesa
= 2,0 kg e m8 = 3,0 kg, que deslizam sobre o plano horizon­
7\/m'"": força aplicada tal sem atrito. O fio que liga A aB é ideal e a força F indicada
�bre a mesa pelo bloco. tem intensidade F = 20 N. Determinar:

rj\""1, ---CD
Nr,10,0: reação da mesa a) a aceleração adquirida pe­
lo sistema; �
-::L:.J-
sobre o bloco.
b) a intensidade da força que
Força de tração ou tensão f traciona o fio.
Força de contato que aparecerá sempre que um corpo esti­
ver preso a um fio (corda, cabo). Solução
Caracteriza-se por ter sempre a mesma direção do fio e atuar Na figura ao lado assinalamos
no sentido em que se tracione o fio. as forças que atuam em cada
Na s�üência de figuras abaixo, representamos a força de corpo, isoladamente.
tração T que atua num fio que mantém um corpo preso ao
teto de uma sala.

"///// flf'_..;"//P
F ig. A F ig. B Fig. C

l'l/////P'rr//fi':
Tteto

Tz tio

T
[ HA: reação normal do plano em A
PA: peso de A
T: tração (fio em A)

( SB = reação normal do plano sobre B


l P = peso de B
fio (/)
UJ
ideal
8
a:
<t:

.._ T = tração (fio em B) _J

__,.
::J
T lfio T u
Em cada um dos corpos a reação normal Ne o peso P se anu­ b:
ct.

[
lam. Assim, aplicando-se o PFD a cada um deles, separada­
mente, obtemos: (/)
(D (os dois deslocam-se com a
<(

AF- T = m ,_ • a a:
Para melhor visualisarmos as forças nos extremos do fio, iso­
o
u..
ri\mesma aceleração, em módulo)
lamos o teto do fio e esse do corpo suspendo (figura B) . B T= m8 • a \V (/)
<t:

Substituindo os valores dados, nas equações 1 e 2 , temos:
Q)
:\'as figuras A, B e C, temos: ::J
[ 20 -
g
Q)
Í ["'1""': força com que o fio "puxa" o bloco T=2 • a <t:
l T1 1í,: força de tração na. extrema. da. fia.
Q) e Q), membro a membro, temos:
T= 3 . a

Thloco = Tlfio
20 = 2a 3a 5 a 20 I 4,0 m/s 2 1
Somando
Onde : -

=> =>

Substituindo o resultado obtido na equação Q) , obtemos:


+ • = a =
Í [,..,,,: força com que 0. fio "puxa" o teto
l T21í,: força de tração na. extrema. do fio
Onde: Trew = - T2fio T= 3 T = 3 4 I T = 12 N I
• a => x => 31
2. Um elevador de massa m = 2,0 toneladas (elevador O corpo B desliza sobre o pla­
+ carga) sobe em movimento retardado, com aceleração no horizontal sem atrito. De-
a = m/s 2• Considerando a aceleração da gravidade no
3,0 termine: �������1
local de módulo g = 10
m/s 2, qual a intensidade da for­ a) a aceleração adquirida pe-
ça que traciona o cabo desse elevador? lo sistema;

10 kg
b) a intensidade da força de
m,_
tração no fio.
40 kg
=

mg
Solução g = 10 m/s 2

Solução
ÍT: tração no cabo Nas figuras abaixo assinala!!}OS a�Jorças que atuam nos
(E: peso do elevador corpos A e B. Observe que Na e Pa se equilibram e que

t_l_ �TF
R : força resultante A e B se deslocarão com a
m = 2,0 t = 2 000 kg -+ mesma aceleração em módulo.
a = 3,0 mls 2 p A partir do PFD, escrevemos:
g
N
B A
Na figura acima indicamos R (força resultante) apenas
-+
para lembram10s que, se o movimento é retardado ("frean­ -+
Pg PA
do"), a força resultante atua em sentido oposto ao movi­
mento (no caso de subida) . PA - T = mA . a (f) PA = mA . g = l O . lO ::,
=> PA 100 N
0
Assim, a partir do PFD, podemos escrever: =

[
P - T = m • a, onde P = M • g = 2 l O => 000 T = m8 • a
0 000

=> P 2 N

(D
Utilizando os dados, temos :
. ' . 20 000 - T = 2 000 20 000 - 6 000
=

3 ""' T
100 ;Y= 1 O
• =

Q)
• a

---'-7_= 40
+
a
100

100 = 50 = a -�- 2,0 m/s 2 )


50
a a

0 , obtemos :

3. O arranjo representado na figura seguinte mostra dois


corpos A e B de massas mA = kg e m8 = 10 kg; o fio 40 Substituindo em
que os mantém unidos é ideal e a polia gira sem atrito. T= 40 • a => T = 40 x 2 => [r-r____:=_-8_-0-tv--J-,
__

A solução de problemas que envolvam tal tipo de mon­


tagem não irá exigir nada além do que propusemos no mé­
todo apresentado anteriormente:
• isolamento dos corpos;

MÁQUINA DE ATWOOD • análise das forças que atuam sobre cada um deles;

• equacionamento através da 2� lei de Newton (PFD) .

EXERCÍCIOS
No esquema da figura, vemos a montagem da chamada
o
o máquina de Atwood: dois corpos A e B, de massas mA e Na figura, os fios e polia são ideais. As massas dos corpos
o ma, ligados entre si por um A e B são mA = 7,0
kg e ma = kg. 3,0
� (
fio 1) ideal que passa através
'
!<(
2 Desprezando os atritos e considerando a aceleração da
p
da polia ideal P (sem atrito e gravidade no local g = �;.-:;�����
1
w
o de massa desprezível). O m/s 1 , determine:
� O conjunto está preso ao a) a aceleração do sistema;

l;
z
teto por outro fio (2), tam­ b) a intensidade da força de
:::> t
o bém ideal. tração no fio que une os
-� É evidente que, para que o blocos;

-- sistema adquira uma determi­ c) a intensidade da força de
nada aceleração ã, será necessário que mA :f= m8; nesse tração no fio que une a polia
() caso, abandonando-se o sistema, este entrará em movimen­ ao teto.
� to, de tal forma que o corpo "mais pesado" descerá, pu­
·�
z xando o "mais leve" para cima. Solução
o Sendo inextensível o fio, ambos os corpos irão deslocar­ a) Na figura acima já assinalamos as forças que atuam
-
se com acelerações de mesmo módulo, porém em senti­ sobre cada um dos corpos A e B, bem como o sentido
32 dos opostos. das suas acelerações (ã).
• T: tração no fio b) Substituindo o valor obtido na equação Q) , obtemos:
• 1\: peso de A .T- 30 ==> T -
3 a• 4 ""' T 30 = 3 • = 12 + 30
P8: peso de B

A partir do PFD, podemos escrever para cada um dos

PA - T = mA a Q)
blocos: c) Analisando a polia isolamente, temos:

Q)
A: 1
-+

B: T- P8 = 111B • a F
Onde: o peso da polia é
PA = mA • g = 7 . lO => PA = 70 N d esprezível

Q) e Q) ,
P8 = mA , g • ==>
= 3 10 P8 30 N =

Substituindo os valores obtidos nas equações


-+ -+
temos: T T

Ç 7o -7 a CD
Q)
7
l ,7- 30 = 3
= •

Estando a polia em equilíbrio, escrevemos:


• a
F = 2 T =>F = 2 • 42 ""' [F = S4 N]
-�--------- - - ---- - - �

Somando membro a membro, temos:

l(l__�-1�0 m/:2]
A intensidade da força no fio que prende a polia ao teto
40 = 1O • a ==> é o dobro da tensão no fio que passa através da polia.

que é um detalhe ampliado da figura anterior.

sen () = PT _ ==>

PLANO INCLINADO r -
_ -_-------- - - - -- �
cos () = -�]:::__ :} [ [J_,'i_�_ f
_ _
• cos ()
p
Equacionando, obtemos:
Analisemos o comportamento d e um bloco d e massa M PFD => P1 = m . a => P . sen B m.a
apoiado sobre um plano inclinado de um ângulo () em re­ 7f'. g sen () ;X a
[a�seil&J
• = .

lação à horizontal; desprezemos os atritos.


-+
N Perceba que o valor da aceleração com que o bloco des­
ce o plano independe da sua massa m.
EXERCÍCIO
Um corpo de massa m 10
kg está apoiado num plano
=

() inclinado de 30 °
em relação à horizontal , sem atrito, e é
-+
abandonado no ponto A. Supondo a aceleração da gravi­
-+
p p dade no local de módulo g m/s 2, determinar:
= 10
Conforme podemos observar na figura abaixo, as forças a) a aceleração com que o blo­
-+
qus_ atuam sobre esse corpo são:, co desce o plano; N
• P: peso do bloco; b) a intensidade da reação A
• N: relação normal do plano de apoio sobre o bloco.
Para simplificarmos a análise matemática desse tipo de
normal sobre o bloco;
c) o tempo gasto pelo bloco 10 kg; m = I o
o
<t:
problema, costumamos decompor as forças que atuam so­ para atingir o ponto B; h () = 30 ° z
.....I
bre o bloco em duas direções: d) a velocidade com que o h 2 0 m; = 1· u
• tangente: paralela ao plano inclinado; bloco atinge o ponto B. v.4 O =
t
-L_____________L��
() z
• normal : perpendicular à direção do pl�o. 8 o
�ssim, ao decompormos a força peso temos: P z
<t:
• Pr: componente tangencial do peso do corpo; respon­ Solução �
sáYf:l pela descida do bloco; Conforme a figura ao lado, as
• Pr-;: componente normal forças que atuam sobre o cor­
<t:
u
do peso; é equilibrado pela -+ po são: �
reação normal Ji
do _Qlano. PN • N: reação normal do pla­ <<t:
z
Os módulos de Pr e P� são no de apoio sobre o bloco; o
obtidos a partir das relações • P: peso do bloco. -

mostradas na figura ao lado, c B


33
[
Na figura, está indicado o peso já decomposto em PT Para obtermos o tempo de descida, façamos:
e PN, onde:
h
sen e =
pT = p • Sen e = m • g • Sen e AB
pN = p • COS e = m • g • COS e
20 20
sen 30° -- � 40 m
Equacionando, obtemos: AB 2 AB

Q)
[ P.T = m . a (D
Sendo o movimento uniformemente variado, temos:
PN = N

De Q) resulta: PT = m • a�m • g • sen e = y(. a s =�+ �. t + __ Y z z �s = 5


-- • t2
2 2

a = g • sen (} � a = 1 0 • sen 30° = 1 0 • Ao chegar em B, s = 40 m, donde:


2
Ia = 5 , 0 m/s 21 40 =
5
-- t 2- � t 2 =
80
-- = 1 6 � u---
t =�
��
CD

5
De resulta: PN = N � m . g . cos e N. 2
A velocidade com que o bloco atinge o ponto B será:
N = 10 10 cos 30° � N = 100
{3
• • •

2
v = �+ y • t�v = 5 • t; com t = 4,0 s, resulta:

v = 5 • I
4 � v = 20 m/s I

Mas a prática nos mostra que, a partir de um determi­


nado momento, o bloco passa a se deslocar no sentido da
força F . A interpretação desse fenômeno é a seguinte:
embora a intensidade da força de atrito possa aumentar
à medida que aumentamos a intensidade da força solici­
FORÇA DE ATRITO tante F, a força de atrito atinge um determinado valor
máximo; a partir desse momento, a tendência do bloco é
sair do repouso.
Já discutimos até aqui três forças comuns na análise de O valor máximo atingido pela força de atrito na fase es­
k
prob mas em Física: força de peso P, força de reação nor­ tática é diretamente proporcional à intensidade da reação
mal N e força tensora num fio T. normal N no bloco. Esse resultado, experimental, pode
Neste capítulo apresentaremos uma nova força de con­ ser expresso na forma:
tato, cujo comportamento irá exigir uma análise mais de­
talhada: a força de atrito .
Seja A u m bloco inicial­
mente em repouso sobre um Nesta expressão, f.le é o coeficiente de atrito estático
plano e apliquemos a esse entre o bloco e a superfície.
corpo a força F, como se vê Uma vez atingido o valor máximo da força de atrito, se
na figura. aumentarmos a intensidade da força F, o corpo entrará
Verificamos que, mesmo tendo sido aplicada ao corpo em movimento acelerado, no sentido de F.
uma força, esse corpo não se moverá. 7

I F � f:J
movimento: a
Se isso ocorre, concluímos que sobre o mesmo estará -
-+

w;�;;.,j;N//:rl/7////.//ff;.
agindo outra força, de mesmo módulo e em sentido opos­
to a P (figura abaixo) . A essa força denominaremos for­
ça de atrito f.,..
-+

0/7��;//l///ff;�ff//7///;M Nessa segunda fase, denominada dinãmica, a intensidade


da força de atrito permanecerá constante e de módulo.

I f..�.din = f./ d . N I
Podemos, a seguir, aumen-
tar gradativamente o valor da força F; verificaremos que
Nesta expressão, f.1 d é o coeficiente de atrito dinâmico
C) o bloco continuará em repouso.
entre o bloco e a superfície.
� Como explicar esse fato?
ATENÇAO Experimentalmente, verifica-se que
F,
•<(
z Muito simJlles: à medida que aumentamos a intensida­
f./ � f./ d l ou seja :
õ de da força a intensidade da força de atrito f., tam­
e

-
bém aumentou, de tal forma que a resultante das forças
34 atuantes no bloco continuasse nula.
Caro o examinador, ao se referir à existência de b) Agora, como F > lar. máx , o corpo se movi-
atrito entre duas superfícies, não faça referência ex­ mentará. ·

plícita ao coeficiente de atrito dínâmico ou estático, Lembre-se de que, quando houver movimento, lar.
deveremos considerar f./ = f./ e = fat . máx. = "
d. r • N.
Observemos, ainda, que o coeficiente de atrito f./
não possui unidades, pois se trata de uma relação en­ o · - llar. = 20 NI
tre os valores de duas forças:
fat. == f./ N � f./ == � A partir do PFD, escrevemos:


N
F - lar. = m • a ""' 30 - 20 ==
4 • a
Graficamente temos:
4 a = 1 0 � 1 a = 2,5 m/s 2 1
��
a ·

----
fat. m�x � f.le · N - - -- - - - 2. Dois corpos A e B de massas iguais a mA = 5,0 kg e
fat. d = lld • N --- _ _ _ .._____ 7ns = 5,0 kg são ligados por meio de um fio ideal, que
passa pela polia, também ideal. O coeficiente de atrito en­

F
tre o bloco A e o plano é I' = 0,4. Sendo g = 10 m/s 2,
determine:
fase dinâmica a) a aceleração do sistema;
( movi rr.ento) b) a intensidade da força tensora no fio.

EXERCÍCIOS

1. No esquema da figura abaixo, vemos um corpo

� '
de massa m = 4,0 kg, sujeito à ação de uma dada
(
força F, num plano hori- --+

zontal. Solução

/hkW////ff;�////;;�/7/. Conforme a figura abaixo, as forças atuantes nos cor­


pos são:
O coeficiente de atrito entre o corpo e a superfície
é f./ = 0,5 e a aceleração da gravidade no lo cal é g --+

= 1 0 m/s 2• T

Determine a intensidade da força de atrito e a acele­


ração do bloco, quando:
a) F = 10 N; b) F 30 N.
Solução
As forças que atuam sobre Nesse caso:
o corpo estão assinaladas A PA = mA . g ""' PA = 5 . 10 -=> PA = 50 N
na figura ao lado. NA = PA ""' NA = 50 N
Mas, como A se movimenta:
f.t. = I' . NA = 0,4 o 50
f.t. = 20 N
Nesse caso: B Ps = ms . g ..; P8 = 5 . to ""' PB = 5o N
A partir do PFD, escrevemos:
P = m • g = 4 • 10 � P 40 N. A: T-f.t ':._ mA . a CD
Mas: B . PB - T - ms . a Q)

[
N = P ""' N = 40 N.
Substituindo os valores conhecidos, temos:
O máximo valor da força de atrito será:
T - 20 5 Q) a

I fn I 5 0 - T == S . a @
= •

= 0 , 5 40 ""' f.t.
( +) (somando as equações)
.
max.
= f./ •
N :;, f.t.máx. •
máx.
= 20 N

--

a) Como, nesse caso, F < lar.máx. repouso. ""' 30 = 1 0 a -=> a I = 3,0 m/s 2 1
Substituindo na equação (!) , temos:
Mas, se o corpo permanece parado:

lar. = F ""' .__


I !a_
r. _I o_N
___.I T- 20 = 5 • a -=> T- 20 = 5 • 3
-

Se permanece em repouso ""' I a �----"


O I IT = 35 NI 35
3 . Um bloco de massa m desliza sobre o plano incli­ PT : componente tangencial do peso P.
nado de um ângulo (J em relação à horizontal, em
movimento acelerad o . PN : componente normal do peso P.

[
Nesse caso:

PT = P • sen 8 ... PT = m • g • sen 8 Q)


pN = p , COS /9 -. pN = m , g , COS /9

A aceleração da gravidade no local é g e o coeficien­


Mas: N = PN � N = m • g • cos 8 .
te de atrito entre o bloco e o plano é f.l . Qual o mó­
dulo d a aceleração adquirida pelo corpo?
Como o corpo se movimenta: fat. = fi • N.

Solução .·. fn. = fi • m • g • cos 8 0


Conforme figura abaixo, as forças atuantes são as se­
guinte s : A partir do PFD, podemos escrever:

PT - fat = m . a

Substituindo os valores obtidos nas relações Q) e (D ,


temos:
m . g . sen /9 - fi . m . g . cos /9 = m . a
-n:z g (sen 8 - fi cos 8 ) = -n:z . a

WS!2J
• •

r·� --= g • (sen 8 - fi •

Exemplo 2 Na figura abaixo, o mesmo carro faz a curva


esquematizada. Os valores da sua velocidade são anotados.

MOVIMENTOS DE
TRAJETÓRIA CURVILÍNEA
<(
w
z
'::i
A discussão que agora iniciamos está relacionada com
6: importante conceito do Princípio da Inércia ( 1 � Lei de
::::)
u Newton) : força - que conceituamos como "toda ação ca­
<( paz de alterar a velocidade v de um corpo ' ' .
a: Sendo velocidade uma grandeza vetorial, quando nos re­
·O
tu à
ferimos variação de velocidade .:1 v, devemos levar em
' consideração não apenas mudanças no valor da velocida­
<(
a: de (módulo), mas também eventuais alterações na direção
1-
w do movimento. Nessa segunda situação, o módulo da velocidade per­
o manece constante, enquanto a direção do movimento va­
(f) Exemplo I Na figura abaixo mostramos um carro que se ria de ponto para ponto da trajetória.

z
desloca ao longo de uma trajetória retilínea. Foram regis­ Se quisermos generalizar, basta que consideremos um
w trados os valores da velocidade desse carro em três instan­ móvel descrevendo uma trajetória curvilínea em movimen­
�· tes diferentes. to variado; nesse caso, perceberíamos alterações tanto no
6 módulo da velocidade (já que o movimento é variado)
� quanto na direção da velocidade (pelo fato de a trajetória
ser curvilínea) .
Nos casos apresentados restou uma pergunta a ser res­
pondida: como se comportou a força resultante F, res­
I ;AI = 4 0 km!h I ;si = 6 0 km!h I ;cl = 8 0 km!h ponsável pelas variações de velocidade em cada caso?
o Nesse caso, observamos que, no decorrer do tempo, foi Para responder a essa questão, vamos considerar um pon­
to material que se desloca ao longo de uma trajetória cur­
-
alterado apenas o módulo da velocidade, tendo a direção
36 permanecido constante. vilínea sob ação da força resultante F.
OBSERVAÇÃO:
sentido do
componente existe se módulo

tangencial 1", variar o módulo FT = m • y


da velocidade

centrípeta
'P,P a trajetória for
curvilínea R
A seguir, vamos decompor a força resultante F, segundo
duas direções: tangente t e normal n, como se vê na figura
abaixo.
EXERCÍCIOS

1 . Um corpo de massa m = 2,0 kg é preso à extre­


"
midade de um fio de comprimento 1 = 2,0 m. Colo­
ca-se o sistema a oscilar num plano vertical (pêndulo
simples).
Ao passar pelo ponto mais baixo da trajetória, a ve­
locidade do corpo é v = 4,0 m/s. Determine a in­
tensidade da força t ensora no fio, supondo g = 1O
m/s 2•
Solução

�-= 2,0
',,
Na figura ao lado estão repre­
m
sentadas as forças que atuam '',,,_

Obtemos então as seguintes componentes da força re­ no sistema.


sultante F: T .............. ,

t
T: tração

• F,: componente tangencial. Essa componente será res­ �cp


ponsável pelas alterações do módulo da velocidade, carac­ P: peso
terizando os chamados movimentos variados.
4
O módulo da componente tangencial será dado por: p

F, = m a, onde a, =
• r
A partir de PFD, podemos escrever:
(aceleração escalar instantânea), donde:
T- P = m • a,p, onde

P = m • g = 2 • 10� P = 20 N
<(
w
z
R '::i
O sentido de F, dependerá do movimento: 6:
[ T - 20 �T
Portanto, teremos: :::>
u
acelerado: F1 no mesmo sentido do movimento; = 2 . 8 16 + 20 <(

[T = I
retardado: F1 em sentido contrário ao movimento. ã:
-o
36 N
l:i:i
....,

• Fcp: componente centrípeta, responsável pelas even­ <(


2. Um motociclista se exibe no chamado "globo da a:
1-
tuais mudanças na direção do movimento. Aparecerá, por­ morte " . Se ja m a massa total do sistema homem­ w
tanto, sempre que o corpo descrever trajetórias curvilíneas. o
moto, R o raio da curvatura do globo e g a acelera­
CJ)
ção da gravidade no local. Qual a mínima velocida­
O módulo da componente centrípeta é dado por:
de que o motociclista deve imprimir à moto no ponto

z
w
mais alto do globo? �

r v: módulo da velocidade
Solução
Na figura ao lado, estão re­

-

(R: raio da curva presentadas as forças que


atuam sobre o sistema.

P: peso do sistema
N: reação normal do piso -

A partir do PFD, escrevemos: 37


N + P = m • ac" •N + P = m •
Solução
R As forças que atuam estão representadas na figura.
Numa situação crítica, quando é mínima a veloci­
dade da moto, esta apresentará uma tendência de se
destacar da superfície (iniciar a queda) .
Se a moto perde contato com a pista, impomos en­
tão que N = O.
Lembre-se que a força de reação normal, 11/, é

[
uma força de contato, ou seja, ela só existe quando A partir da análise das forças que atuam sobre o carro, po­
houver contato entre um corpo e uma superfície. demos escrever:
fa, = m acr = m � (PFD) (D
N �ical)
Assim, teremos:
• • ·

o
.,./+
r
vl
P = m -- • P = m --
vl = P (equilíbrio na v (D
R R
Como o enunciado nos pede a velocidade máxima do car­
ro, a força de atrito f., deverá ter intensidade máxima, ou
seja:
f., = J.l mas
f" = J.l . P = J.l . m g
N;
P, donde:
• N=
Substituindo esse resultado na equação Q) vem:
3. Um carro descrevê uma curva de raio R , situada num­
plano horizontal. O coeficiente de atrito entre as rodas e f� = m --
vl
R => J.l g = X: --

v2
R
.11('.
o carro é J.l . Sendo g a aceleração da gravidade no local,
determine a máxima velocidade com que o carro pode fa­
zer essa curva, sem derrapar. 'Z! 1 = J.l • g • R => [_vmáx. = V g R/ J.l • •

9<0 ° <
B ·< 180° => cos e < o
. · . T < O => trabalho re-
movimento �
t
O sentido do
...

TRABALHO E ENERGIA -....,.A-wt-'l----s*'11-


_

sistente
CINÉTICA •Se a força F for perpendicular ao deslocamen_io AB do­
corpo ( () =90°); o trabalho realizado pela força F será nu­
lo (cos 90° =0.).
Portanto, concluímos -que forças perpendiculares ao des­
Trabglho de uma força constante T l�amento de um corpo não realizam trabalho sobre o
Seja F uma força constante que atua sobre uma partí­ mesmo.
� cula que se desloca na direção da reta r representada na • Na expressão de definição de trabalho, o produto F •

i=
-w figura abaixo: • AB cos B pode ser interpretado de duas formas dis-

--�------ -----+------ '


z tintas:
ü
I
F •
cos () = Ft
<(
T � = F . AB . cos e .

w
z
w
A B => T �= (F • cos e ) AB --��,.,.;.�_..,i,..__+-
A ft B
w O trabalho realizado pela força F sobre o corpo, no des­ O_produto (fi cos e ) corresponde à projeção da for­
locamento AB, será, por definição, dado por:

o
ça F na direção do movimento (F, : componente tan­

��- Ir � = F . Ali • cos e I genáal).

.... ATENÇÃO
- ...T � = F . AB . cos e => T � = F . (AB cos fJ )
• O trabalho de uma força é uma grandeza escalar. O sinal
B • cos lJ � AC C

cos e f
-
dessa grandeza dependerá de como a força atua em rela­ O produto (AB •
-+

ção ao movimento: corresponde à__J2rojeção do F


-+
. deslocamento AB na direção
sentido do

.;:-·�··
e < 90° = cos fJ > o da força F.

. · . T > O trabalho motor A - . B 11 IT� = F (proj AB F)


• � I A B
Unidades de trabalho Calcule o trabalho realizado pela força F.nesse des- ·

locamento.
A unidade de trabalho em qualquer sistema será
obtida pelo produto da unidade de força pela unida- Solução
Da definição de trabalho de uma força constante,
·

de de. deslocamento.
vem:
[ T ] = [F] . [d]
T� = F . AB . cos 8
a) CGS
que podemos escrever:

l
I T ] = dina • em = erg
b) MKS
[ T ] = newton m = joule (J)
(proj AB) f"=A'B'

c) MK•s = 30 m
[ T ] = quilograma-força m ,;,. quilogrâmetro

T -� = F . (proj AB) f, onde
( kgm) F = 20 N

Relações entre as unidades: Assim, resulta:

1 J = 10 7erg r � = io • 30 =t [T � = 600 �
1 kgm = 9,8 J
3. Um corpo de massa m = 2,0 kg é lançado sobr�
a superfície horizontal de uma mesa, parando após
EXERCÍCIOS percorrer 10 m. Sendo o coeficiente de atrito entre
o corpo e a mesa f.l = 0,4, determine o trabalho rea­
1 . Uma força P, constante, de intensidade 50 N, lizado pela força de atrito sobre o corpo. Adote g =
atua sobre um ponto material como se vê na figura 1 0 m/s 2 •
-+
abaixo. Calcule o trabalho realizado por essa força N sentido do
quando a partícula se desloca de A a B, percorrendo fat
o movimento
10 m.

-+
p

• •
Solução
A B Sendo a força de atrito constante, o trabalho reali­
zado por ela será dado por:
Solução
Da definição de trabalho de uma força constante, =t T � = f.�. . AB cos 8 ,
T -� = F . AB . cos O

[ !._
temos:

onde: ·
T .� = F . AB cos O •

nesse caso: = pN
f._ = p . m . g = 0,4 . 2 . 10 =t F._ = S,O N
F = 50 N; AB = l O m; 8 = 60°
N = P = mg 5
Substituindo os valores na expressão acima, 1-­
'LU
obtemos: AB = 10 m e 8 = 1 80° z
u
1 Substituindo os valores, obtemos: <t
T � = 50 10 cos 60° = 500

I T � = 250 J I
• • •

2 cos 1 80 o
(!J
T � =f.�. . AB cos 8 =t T �=8 10 a:

, T = - 80J j (trabalho resistente)


• • •
w
z
,..
w
2. No esquema da figura abaixo, temos a trajetória T .� = 80 . ( - 1) w
descrita por um ponto material P, sujeito à ação de Propriedade gráfica: cálculo do trabalho o
uma força F, de intensidade constante e igual a 20 :I:
..J
Se dispusermos do gráfico que nos dá a intensida­
N, que atua sobre a partícula numa direção paralela
de da componente tangencial da força F, que atua �
ao eixo das abscissas e no mesmo sentido deste.
num corpo, em função do seu deslocamento, pode­ �
1--
y (metros) mos obter o valor do trabalho realizado, como mos- --
27 traremos a seguir:
I • A força é constante
Ft
5
I
I :E
I
I
I
I

5 I Nesse caso, o valor da c
I
A' I I B'
x (metros) área hachurada nos dá o J�����____,� d
-
15 45 valor do trabalho. d 39
A = base • altura A = F1 • d j A� T I dois pontos, A e B, será sempre o mesmo, qualquer que
seja a trajetória descrita pelo corpo para sair de A e alcan­
çar B.
• A força F é variável

Ft

I T X = II T X = III T l
B

Admitiremos, sem demonstrar, apenas como extrapo­


lação do resultado anterior que:

IA � T I Tais forças serão denominadas conservativas e entre elas


O valor da área A, entre a curva e o eixo dos desloca­ estão duas que irão nos interessar, particularmente em Di­
mento� é numericamente igual ao trabalho realizado pela nâmica: a força peso P e a força elástica F
em uma mo­
força r . la. Vejamos as duas separadamente:

Trabalho realizado pelo peso P


EXERCÍCIOS Consideremos um corpo de massa m, que é deslocado
no campo gravitacional terrestre de um ponto A para ou­
tro ponto B, como vemos na flgura abaixo, seguindo a tra­
F( jetória AB.
1 . O gráfico ao lado nos dá
a intensidade da força que
atua sobre um ponto mate­
rial. Sabendo que a mesma
1o atua na mesma direção e sen-
tido do movimento, determine o trabalho realizado
por ela no deslocamento de O a 10 m.

Solução
Como vimos, o valor do trabalho é dado pela área delimi­
tada p�lo gráfico com o eixo dos deslocamentos:
Sendo o peso P uma força constante, podemos obter
A � T •A = b • h = 10 • 20 • A = 200 o valor do trabalho realizado através da expressão:

I T = 200 J I T l = F . AB . cos O = T l = F . (proj . AB) ;

nesse caso:
2. Retome o enuncia­
(3 do anterior, conside­ F = P = m .g
i= - -
rando agora que a
"W
z (proj . AB) ; = AC = (hA - h8)
força varia conforme o
(J gráfico ao lado.
d (ml

C) logo:
a:

I Tl = I
w
=
z
w T l =P • AC m • g (hA - hs)
w Solução
o O valor do trabalho será dado pela área do trapézio ha­ Reparem que:
:J: churado:
...I
ç se o corpo desce: hA > h8 '* T peso > O
lá B + b
h = A=
10 + 5 40 = A = 300
<( A= • •
{_se o corpo sobe: hA < h9 =t T peso < O
a: 2 2
1-
-

(3
� Trabalho realizado pela força elástica
c<(
z Forças conservativas Quando aplicamos a uma móla uma força F, provocan­
a do na mesma uma determinada deformação x, veriflcamos
..
Algumas forças com a8 quais lidaremos apresentam com­ que a intensidade da força é diretamente proporcional à
40 portamento singular: o trabalho realizado por elas, entre deformação provocada.
Energia ·cinética de um corpo (Ec)
mola não deformada
x: deformação na mola . Consideremos um corpo m
I X
Medida a partir da de massa m, que se deslo­


-. situação sem deformação. ca com uma determinada
F

velocidade escalar v .

Defmiinos energia cinética Ec desse corpo à gran­


deza escalar dada por:

Lei de Hooke A intellsidade da força é diretamente


proporcional l deformação da mola.
F = k. X
onde ·k é a constante elástica da mola.

As unidades que expressam o valor da energia ci­


pética nos diversos sistemas de unidade são as mes­
mas de trabalho.
Para obtennos o trabalho Fel
realizado pela força elástica
Teorema da Energia Cinética (T.E.C.)
da mola, recorramos ao grá­
fico da força x deslocamento
Seja F a força resultante que atua sobre úma par­
(figura ao lado):
tícula de massa m que se desloca entre dois pontos
X
X
A e B.

Nesse caso,
A = T , mas A = � x . kx
2 2

I = �' I
T
Enunciamos esse Teorema da Energia Cinética co­
mo segue: .

Teorema da Energia Cinética


EXERCÍCIOS O trabalho realizado pela força resultante que
atua sobre um corpo é igual ã variação de energia
cinética sofrida por esse corpo.
1 . Uma pedra, de massa m = 200 g, cai de um prédio
de altura ah = 80 m.Determine o trabalho realizado pela
força peso nesse deslocamento (g = 10m/s2).
Demonstração


Solução
A partir da equação de Torricelli, podemos es­
T peso = m.g (hA - h8), onde crever:
m = 200 g = 0,2 kg
. vi = v 2A + 2 r . AB
hA = 80 m vi = v..\ + 2 • r .1 s •

hs = O
T peso = 0,2 10 (80 - O) => Ir- T_
_ _
peso 6_
=_l_0 --,
J I Se mulúplicarmos ambos os membros da expres­
são pela massa m do corpo, obtemos:

k
• •

2. Uma mola, de constante elástica = 2 . 103 mvi = mv..\ + 2m r AB ( + 2)


N/m, é comprimida 20 em. Qual o trabalho realiza­ 2
mvi ..
mv A m r AB , onde:
do pelo operador? = +
2 2

[k
Solução

T el = --
kx2 ' onde
= 2 . 103 N/m
X = 20 em = 20 . 10"2 m
=

donde:
EcA ; m • r = F, -

2
2 . 10 3• czo . w -z; 2 =>
T = Eca = EcA + F AB, com T l = F AB
2
• •

2 . 10 3 • 400 . 10 -4 Assim resulta que:


T =
2
Eca = EcA + Tl • Í l = Eca - EcA
[r � m
2. A força resultante que atua num corpo de massa
= 4,0 kg varia ao longo da sua trajetória retilínea
como mostra o gráfico abaixo.
Embora a demonstração acima seja válida apenas quan­
do a força resultante F é constante, o Teorema da Ener­ F(N)
gia Cinética será válido em quaisquer circunstâncias. 18

EXERCÍCIOS 4
x (m)
I . Um corpo de massa m = 1 O kg está sujeito à ação 10 20
de uma força resultante de intensidade F = 50 N, Sabemos ainda que a velocidade do corpo na posi­
que atua no sentido do movimento. Se, num determi­ ção x = O é nula. Determine a velocidade do corpo
nado instante, a velocidade desse corpo é de 10 m/s, na posição x = 20 m.
qual será a sua velocidade após percorrer 12,5 m?
Solução
A partir do TEC, escrevemos:
T � = L1Ec T � = EcB - Ji:A0 (J) (EcA
Solução
vA = 10 m/s v8 = ? AB =1 2,5 m =:
O, pois

vA = O) mas T � = área A1 + área A2


- F = 50 N
- F
w#/$�//###/;#//###////,./..?///ff/#,0'#/, A = J!_±_Q_ . h = -�_±_±__ . 10 => A1 = 1 10
1
2 2
A partir do TEC podemos escrever: = b.h 10 . 1 8
A2 => A2 = 90
2 2
��-

200 J

vã 4v 2 2v ã
m .
=> EcB = => EcB
2
_2"'-8_
2

Substituindo os valores na equação Q) vem:


Substituindo os valores dados, teremos:
/li
10 �
10 10 2 1250 = 10vj- 1CXX)
T � = EcB 200 = 2 . v ã => v ã = 1 00
50 . 12,5 = - =>

=>

10 . v � = 2250 => v ã = 225 => [VB = 1 5 mi] � 10 m/s /

No S i stema I nternac i onal de U n idades, teremos pa­


ra potência a u n i dade watt (W):

[Potl = _L?]_ => [P0 t 1 = j_ = W (watt)


POTÊNCIA [ L1 t ] s
Utilizam-se ainda as seguintes unidades de po-
tência:
<d::
u
• cavalo-vapor (cv) 1 cv = 735,5 W =>

.z conceito de potência de um sistema está rela­


O • horse-power (HP) => 1 HP = 746 W
<W
cionado com a rapidez com que esse sistema possa Podemos ainda obter a potência de uma força cons­
b
a.. vir a realizar um determinado trabalho. tante lembrando que:
Se, num dado intervalo de tempo L1t, o trabalho
realizado por um sistema é T , a potência será defi­ T = Ft . AB (Ft : componente tangencial)
nida como se segue:
Assim resulta que:
T F . AB
p
L1t Jt
42 Nesta expressão, o termo:
P0r = F ·. v, onde v = 72 km/h = 20 IM
AB = vm (vm: velocidade média)
I I
Assim, temos:
Ât

[ I
Portanto: r Por = 2,5 . 10 3 • 20 = 50 o 10 3 = Pot =- 50k�
Potm = Ft X 'Vm "* f Pot = Ft · 'V 4. A fórça necessária para mover um barco à veloci­
dade constante é proporcional à velocidade.
.
Pot= potê cia
.

inst�tânea Utilizam-se 20 HP para movê-lo à velocidade de 10
Potm: potencJ.a média m/s. Que potência se requer para rebocá-lo à veloci­
v: velocidade instantânea
dade de 30 m/s?
vm: velocidade média
Solução .
(D
Sendo a força proporcional à velocidade, escrc:vemos:
EXERCÍCIOS F = k . v
Mas devemos lembrar que a potência se relaciona

Q)
1 . Um homem levanta um saco de peso 300 N a uma com a força através da expressão:

Q), resulta:
altura de 1 ,2 m em 3 ,0 s com velocidade constante. POK F. v
Qual a potência motriz desenvolvida pelo homem? \!)
P01 = F . v = Pot = (k . v) . v = [kot = k . v 2 J
Substituindo-se em
Solução

[
Da definição de potência, temos:
Assim, teremos:
T v1 = 10 m/s
Por = --
..1 t "* 20 = k 10 2 13'
\2..1
Onde: T = T homem = I T peso! (corpo sobe com 'V =

[

P01 = 20 HP
1
cte); mas I T peso ! = m . g . h = P h =

0
v2 = 30 m/s

300 . 1 ,2 = 360 J. : • T homem = 360 J = P01 = k . 30 2


2
Voltando à expressão de potência, temos: Pot 2 = ?

p()t "* _I_ "* Pot =


360
3
"* I Pot = 1 20 W I Dividindo 0 por ([} , membro a membro,
..1t
témos:
Pot2 Potz
= ko 30 2
2. Um pára-quedista desce com velocidade constante ,.,. = 900
=
de 5,0 m/s. O conjunto pára-quedista e pára-quedas 20 k. 10 2 20 100

J J
_pesa 100 kgf. Determine a potência dissipada pela
resistência do ar. ... P01 = 1 80 HP
2
Solução
Se o homem desce com v = cte., a força de resistên­
cia do ar terá valor igual ao peso do homem: 5. (Cesesp, PE) Um corpo de massa m é suspenso
Far = P = 100 kgf (1 kgf = 9,8 N) por um fio de comprimento f e massa desprezível,
: . F ar = 980 N
conforme a figura dada a seguir. Ele é erguido até
a posição horizontal e depois solto.
A potência dissipada pela resistência do ar será:

P0t = Far . v = P01 = 980 . 5 = P01 = 4 900 W A ·�--- ---•
I

lf J
:
I

ot = 4,9 kW
I
o
I
I

-+
o

3. Qual a potência desenvolvida pelo motor de um +


T
carro de peso P = 5 . 1 O 3 N, ao subir uma rampa 8cp t
inclinada de 30° em relação à horizontal,com velo­
cidade constante de 72 kmlh?
-+
p
Solução
Fm = força motora A tração no fio, quando o corpo passa pela posição
mais baixa, vale: <C
PT = peso tangencial a) 2 . g . f b) m . g . f c) zero d) 3 . m . g u
z
•W
PN = peso normal e) 2 . g . f
Solução 6
Se o carro sobe com ve- -+ 0..
A partir do PFD podemos escrever, para o móvel -
locidade constante: PT
em B:

Fm = PT 'V z
Fcp = m . acp "* T- P = m (R = {)
Onde:
PT = P sen e = 5 o 10 3 • sen 30° = 5 o 1 0 3 112

<D
o o

: . Fm = 2,5 10 3 N mv 2 mvi -

o T = P .+ � ,.,. T = m . g +
Mas: f f
43
Determinamos o valor da velocidade do corpo em 6 . (CESESP, PE) Um motor quei.tna 1 kg de com­
B , através do TEC: bustível com poder de combustão de 3 1 O 3 •

kcal/kg, para elevar 5 000 kg de água a uma altura


T � = A EcJ : de 30 m. Send o a aceleração da gravidade local igual
a 10 m/s 2 e sabendo-se que o equivalente mecâni­
Mas, de A a B, a única força que realiza trabalho sobre co da caloria vale 4,18 }/cal, conclui-se que o rendi­
o corpo é o peso ""P, cujo trabalho é dado por: mento do motor é de aproximadamente:
T peso - h s), com (hA - hs) = i a) 24% b) 6% c) 18% d) 30% e) 12%
A
= m . g . (h

:. r � = m.g.f Solução
Mas: O rendimento 1f de um sistema é o quociente entre a ener­
gia utilizada Eu pelo mesmo e a energia total recebida Et :
� = ECB-tCA O (ECA = O, pois vA = O)

)'(( �v i �
r

Q)

m .g. f= � v ã = 2g . f

Q) (D , temos: Nesse caso:

vi
Substituindo em
Eu = '!motor � '!motor = m · g · h = 5 000 · 10 · 30 =

E, = 3 · 103 kcal/kg I kg � E, = 3 106 cal =


m . 2g,{.I = 15 . 105 J
T=m . g + � T = m.g + m .
e · ·

= 125 . 105 J
= m . g + 2.m.g
Portanto, teremos:

I TJ = O 1 2 I
TJ _
Eu 1 5 . 105
= = -+ = 1 2o/o
E, 125 · 1 05 . __.:___:.._
L- ' _____J_

Alternativa correta: d. Alternativa correta: e.

Ou ainda:
I E�A = 't ]N.R.
conserv. A

No caso da mecânica, vamos interessar-nos por duas for­


mas particulares de energia potencial:
ENERGIA MECÂNICA •energia potencial gravitacional, relacionada ao trabalho
da força peso;
• energia potencial elástica, associada ao trabalho das for­
Sabemos que a energia pode apresentar-se sob diversas ças elásticas (numa mola, por exemplo).
formas. Estudaremos nesta lição uma dessas formas, que Assim, quando nos referirmos à energia mecânica de um
é a energia mecânica. sistema, estaremos nos referindo à soma das suas energias
A energia mecânica pode se manifestar de duas maneiras: cinética e potencial.
Energia cinética Ec ou energia de movimento. Essa
modalidade de energia de um corpo está relacionada com
a sua velocidade em relação a um dado referencial, como
se segue: Energia potencial gravitacional

tJ Consideremos um corpo de massa m situado num pon­


z to A, a uma altura h,._ acima do solo, que adotaremos co­

L___:___j
c<( mo nosso nível de referência (NR):
u
UJ A
2
<(
(.!)
Energia potencial E ou energia de posição. Essa forma
o:
UJ P
z de energia que um corpo apresenta depende da sua posi­
UJ
--
ção em relação a um dado referencial e só pode ser defini­
da caso seja possível associar ao problema analisado o
tJ trabalho de uma força conservativa, como se vê através da
2 definição: A energia potencial gravitacional do corpo A será nu­
c<(
z "A energia potencial de um sistema, numa dada posi­ mericamente igual ao trabalho pela força peso, ao trans­
o ção A em relação a um dado referencial, é numericamente portar o corpo de A até um ponto qualquer situado no NR.
-
igual ao trabalho realizado pela força conservativa que o EPA = 't pesoJN.R.
A � EPA = m · g · (hA - ' )0
hlf.R·
44 transporta desse ponto A até o referencial adotado. "
Solução
Como vimos:

Notemos que a energia potencial gravitacional do corpo kx2


Epel = --, onde X = 20 em = 20 . 1 0"2 m
depende apenas da posição desse corpo em relação ao re­ 2
ferencial adotado e que, se mudarmos o referencial, o va­ w-2)2
Epe, - 2 · 1. 03 (20
= 103 400 4o-•
_ • ·

lor da energia potencial gravitacional também mudará,


• ·

2
podendo inclusive assumir valores negativos.
As unidades que utilizaremos para a medida de energia
potencial são as mesmas que já definimos para o cálculo
de trabalho, pois a definição de energia potencial origina­
se do conceito de trabalho.
Princípio da conservação da
EXERCÍCIO energia mecânica
Qual a energia potencial gravitacional adquirida por
um corpo de massa m = 20 kg, situado a 40 m de Na análise de algumas situações podemos perceber que co·
altura, num local onde g = 10 m/s 2? mumente ocorrem conversões de energia potencial em ci­
nética e vice-versa.
Solução É o caso de um corpo lançado no campo gravitacional
Adotando o solo como referência, temos: terrestre: à medida que vai subindo, vai perdendo veloci­
Ep = m · g · h � Ep = 20 10 40 � dade, diuiinuindo portanto sua energia cinética, mas au­

I Ep = 8,0 . 1 03 J I
· ·

mentando sua energia potencial. Observamos que na



descida ocorrerá o oposto: aumento de energia cinética e
Energia potencial elástica diminuição de energia potencial.
Temos um caso análogo a esse quando lançamos um cor­
Tomemos uma mola de constante elástica k, inicialmente po subindo um plano inclinado ou, ainda, um pêndulo sim­
na sua posição de equilibrio (x = 0), tal como se vê a seguir: ples se movimentando em tomo da sua posição de
equilíbrio.

� Se quisermno; outro exemplo, basta que lancemos um cor­

���
po animado de uma cena velocidade v0 de encontro a
situi!Ção 1 uma mola: à medida que a mola vai sendo comprimida,
a energia cinética do corpo vai diminuindo, mas irá au­
mentando a energia potencial elástica da mola.
Se não atuarem forças dissipativas, tais como força de

i�!!!E�$//.&W2W&?�
'lllllll
l! ftt\'1
l : F atrito e resistência do ar, podemos afirmar que a energia
situação 2
mecânica do sistema considerado permanecerá constante:
I � '

Aplicando-se à mola uma força F, nós a deformamos de


um certo valor x, medido a partir da posição de equilibrio. Princípio da conservação da energia me­
Para determinarmos o valor da energia potencial acu­ cânica
mulada pelo sistema na situação 2, calculemos o trabalho Num sistema conservativo, a energia mecânica
realizado pela força elástica dessa situação até a posição será sempre a mesma em qualquer instante.
de equilíbrio (situação 1).
Como já vimos, o trabalho da força elástica é dado por:
Consideremos um corpo que passa de um A ponto
para outro ponto B, na ausência de forças dissipativas.
Assim, teremos:

Epel . -
N.R.
telóst.J(sit. �
- I)

A partir do princípio da conservação da energia me­


-
cânica, podemos escrever:

EXERCÍCIO

Uma mola, de constante elástica k = 2,0 . 10 3 N/m, é


comprimida de 20 em, a partir.da posição de equilíbrio.
-
Qual a energia potencial elástica armazenada pela mola,
nessa situação? 45
Desse dltimo ICSultado, podemos concluir que as va­ Solução
riaç&:s de energia cinética e potencial num sistema Adotamos o NR no sol�. A partir do princípio da conser­
conservativo são sempre iguais, em módulo, mas se vação da energia mecânica, podemos escrever:
dão em sentidos contrários.

aumenta energia cinética • dimiaui energia potencial


diminui energia cinética • aumenta-energia potenclal
fEc,. : O, pois vA = O
(EPB - O, pois h8 = O
EXERCÍCIOS
Assim, resulta:
1. Determine a altura máxima atingida por um corpo m · v�
EPA = ECB • m · g · h = 2 •
de massa m = 2,0 kg, lançado venicalmente para cima
com velocidade inicial de 50 mls, num local onde g =

I I
10 m/s 2 • Despreze os efeitos da resistência do ar.
� 'Vs = .J2 · g · h
Solução

3 . Um corpo de massa m = 4,0 kg está preso à extremi­


dade de um fio de comprimento I = 2,0 m e pode deslocar­
se livremente na vertical (pêndulo simples), como se vê,
na figura abaixo.


m
A . o

\
\
\
'
',
..... ..... _
..... B
Como não atuam forças dissipativas �obre o..corpo, pode­
mos escrever:
Se ele- é abandonado no ponto A, qual a intensidade da
Em,. = Em8 OU: força de traç_ão no fio no ponto mais baixo da trajetória?

[
� + E.,. = EPB + E/a> onde:
[;' ,;:
Adote g � 10 m/s 2 •

EP" = m · g · hA = O (hA = O em relação à referên- Solução


cia adotada) R
' r ,_ _ _ _ _ _
,.,
Ec8 = O, pois, no ponto de altura máxima, v8 = O A .... ... ,
4
\
\
\ T
'
'
·'-..
t �q, NR
p(vi - - - - - �-==- B - ..,. - .L._
, · g · h8
-

donde: -- ../
=,
2

p
(O problema independe da massa do corpo, lembra-se?)
502 2 500
2 = -- Conforme a f�gura, em B, ponto mais baixo da trajetória,
. 10 20 podemos escrever, a partir do PFD:
<3
z
•<( I h8 = 1 25 m I P = m • acp =>
m · v2 8 Q)
1 , onde:
u
w
T - T - P =
R
::2:
P = m · g � P = 4 · IO � P = 40 N
<( 2. Um bloco de massa m é abandonado no ponto A do
C)
a:
escorregadorda figura a seguir e desliza até atingir o pon­
w to B, na base do mesmo, na ausência de forças de atrito. Para obtermos a velocidade em B,· vamos partir do prin­
z
w A aceleração da gravidade local é g. cípio da conservação da energia mecânica:
-

1--- �- ------ - - --�


--
5 A. I �g. EmA = EmB => EPA + E/Ao = E,tao + EcB
::2: m · vi
c<(
z t NR
m ·g · f=
2 => Vs = J2 · g · f :;::
c
- B
= ../2 · IO 2 => v8 = J4õ m/s
46
·

Qual a velocidade desse corpo ao atingir o ponto B?


Substituindo os valores obtidoS na equação (D temos:

T - P = m � :::. T - 40 = 4
R
· -

T - 40 = 80 :::. I T = 1 20 N I Solução
a) Sendo o sistema (corpo-mola) conservativo, a partir

m
4. Um bloco de massa = 0,80 kg desliza sobre um pla­
do princípio da conservação da energia mecânica, pode­
mos escrever:
no horizontal, sem atrito, e vai chocar-se contra uma mo­
.
la de constante elástica k -= 2 1 0 ·1 N/m, como se mostra
na figura abaixo.

Í Ec = O (corpo em repouso em A)
l EP: = O (a mola retornou a posição de equilíbrio)
:. EPA = ECB

Sabendo que a velocidade do bloco, antes do choque, é


de 20 m/s, determine a máxima compressão sofrida pela Ou seja, toda energià potencial elástica acumulada pela mo­
mola.
·

la na posição A é transferida para o corpo na forma de ener­


gia cinética em B.
Solução

Assim, teremos:
k · x2 m · vã
-----y-- = .%
A

Substituindo os valores dados, obtemos:

500 · (0,2)2 = 2 · vL � 500 · 0,04 = 2 vL


l v8 Jfõ m/s I
·

Conforme a figura, sendo o sistema (corpo-mola) conser­


vativo, podemos escrever:
v� = 10 � =

EmA = EmB
ri , com.·
E� = E� + F� b) De B para C o sistema também é conservativo, logo:

ÍEP = O (a mola está na sua posição de equilíbrio)


ri +
F�

lEc8A = O (na posição de compressão máxima, v,.rpo = O)

Logo, teremos:
Nesse trecho, toda a energia cinética do sistema em B é
convertida em energia potencial gravitacional em C, donde:

m · tTs (vÍ!Õ)2
-2- =m · g · hc ==> -- 2 = 10 · hc
C)
z
{ji X = 20 [§;FQo3
� = 20 · 2 · 10-2 5 = 10 · hc � hc = 0,5 m <<(
A .j k .j �
X = 'V u
w

I 0,40 m
Para obtermos o deslocamento do corpo na direção do pla­
::2:
X = 4D . w-z m � X = no, consideremos o triângulo da figura abaixo.
<(
(!J
a:

S. Um corpo de massa 2 kg está em contato com uma mola


w

de constante elástica k = 500 N/m, comprimida de 20 em.


z
w

Uma vez libertado o corpo, ele desliza pelo plano horizon­ C)


tal, sem atrito, atingindo o plano inclinado da figura. ::2:
c<(
Determine: z

sen l
a) a velocidade desse corpo quando se destaca da mola; o
-
b) o deslocamento do corpo sobre o plano inclinado, até 30° = CE � _!_
2 =� CD 1,0 m
__;______,
==

parar. CD CD '-
· __
47
6. Um pequeno corpo de massa m escorrega, sem atrito,
ao longo da plataforma esquematizada nâ figura a seguir.
A parte circular está conúda num plano vertical e tem raio
R. Sabendo que o corpo parte do repouso em A, qual o Este corresponde ao menor valor da velocidade que o cor­
menor valor da altura h, para que esse corpo atinja B sem po deve ter ao passar por B para não cair. Determinamos
cair? a seguir o valor de h pedido, com o auxt1io do princípio
da conservação da energia mecânica:

Substituindo-se os valores dados, resulta:


Solução
A partir do PFD, podemos escrever para o corpo em B:
g · h = g · 2R + (.,fl[7g)l
P+N= m acp
2

Mas, estando o corpo em B na iminência de cair (condição �· h = '&_ · 2R + � = h = 2R + �


para que o valor de h seja minimo), ele estar perdendo con­
tato com a pista, logo:
á
h =
N = O, donde P = m · a,P , ou ainda: I s: I

s
z
cc::(
(.)
w
:E
<(
,a
a:
w
z
w
-

5
::?!
•<(
:?:
o
-

48
DINÂMICA
Solução
.... ....
I ;= F · !lt; em módulo:
I = F . ilt -+ I = 100 X 20 = 2 000
IMPULSO E QUANTIDADE
DE MOVIMENTO I I = 2,0 . 103 N . s I
Propriedade gráfica F
....
• a força F é constante
Impulso de uma força constante N�sse caso, o gráfi_çp da
....
Seja F uma força constante, aplicada a um ponto mate-
intensidade da força F em
função do tempo nos fornece
� � �
rial, durante um certo intervalo de tempo ilt. � ::a �
t
....
uma reta paralela ao eixo dos

A árta hachurada nos dá o módulo do impulso no inter­


t
O impulso I que essa força comunicou ao corpo é dado, tempos.
por definição, pela expressão que se segue:
valo de tempo considerado.
De fato:
área A = base x altura = ilt F -.. A = F · ilt
·

A_fartir d! definição, podemos concluir:


a) I I I = I F I · ilt
4
b) direção I = direção F
--+ I área A � n::
.... -+
--+
c) sentido I = sentido F • a força F é variável F
Como extensão da situação
anterior admitiremos, sem de­
monstrar, a validade da pro­
priedade citada.

I área A � I t;
EXERCÍCIO
O vetor impulso, no in­

Y-
1
O gráfico a seguir nos dá a intensidade da força que atua
tervalo de tempo (t1, t2) se­ � � sobre um corpo, no decorrer do tempo. A partir desse gráfi­
rá dado por: r i/ F
co, calcule o impulso comunicado ao corpo entre os instan­
tes t1 = O e t2 = l Os.
Unidades
F(N)
Obtemos as unidades de impulso a partir da própria de­
finição:
[J] = [F] . ilt
CGS MKS MK*S
dina · s N ·s kgf . s

EXERCÍCIO ....
Solução
Um ponto material fica sujeito à ação de uma força F, A intensidade do impulso é dada pela área delimitada pelo

l ]b0= At + A2, onde:


constante, de módulo F = 100 N, durante 20 segundos. Qual gráfico com o eixo dos tempos, donde:
o módulo do impulso comunicado ao corpo? 49
+
4 + 2 -+
AI = -- . 20 AI = 60
2

Az =
6 . 10
--2 -+ Az = - 30 (área abaixo do eixo t) - - .F===:::1!;.-�-
- ... · -- - - - ··-====----:
a2

.". 1]�0 I I ]Õ0 =


a,

-+
a.
= A1 + Az = 60 - 30 30 N · S

Quantidade de movimento
de um corpo /
/
/

m.
Seja va velocidade vetorial de um ponto material, de mas­ /

sa Definimos sua quantidade de movimento, através da


expressão: Como poderemos relacionar as grandezas acima citadas?
Para responder a essa pergunta, lançamos mão do seguinte
teorema:

Teorema do impulso: O impulso resultante comunica­


A partir da definição, podemos concluir:
m
-+ do a um corpo, num dado intervalo de tempo, é igual à
-+
a) I Q I = I vI variação na quantidade de movimento desse corpo, no
Q
·

b) direção = direção 1! mesmo intervalo de tempo.


c) sentido Q = sentido v
A demonstração desse teorema é bastante simples, caso
OBSERVAÇÃO a força que atue sobre o ponto material seja constante, em·
• lembrando que a velocidade vetorial 1! é semprt tan­ bora sua aplicação não se restrinja a essa situação.
gente à trajetória descrita pelo corpo, concluímos que A partir da 2� Lei de Newton, podemos escrever:
-+
o vetor Q também o será. -+ -+
_. !:!.v . -+
m � F = m · a, com a = àt (po1s a = cte)
a
...,... .,. - ---· +v - ...... .......
. ' Assim, teremos:
'
r ' �trajetória
....-
/ '
/ '
/ '

• eventualmente o aluno poderá encontrar os nomes "mo­


mentum" ou ainda momento linear em lugar de quan­
tidade de movimento.
- -+ -+ -+

Unidades ATENÇAO Ao efetuar a operação ô. Q = . Qz - Q �, lçwbre-

[m]
Da definição, inferimos que: se de que essa operação é vetorial e <;le que o vetor Q 'tem
a mesma direção da velocidade (tangente à trajetória) e o mes·
[Q] = · [v]
mo sentido da velocidade.
CGS MKS MK*S Assim sendo, se o móvel Q$screve trajetória retilínea, pa­
em m ra obtermos Q.mód_v.to de ô.Q, basta que operemos com os
g · - kg · - u.t.m. · 1!!.. módulos de Qz e Q•.
s s s
-+
Q,
EXERCÍCIO
Um corpo de massa m = 200 g, desloca-se com velocida­
-+ -+ -+
de de módulo v = 30 m/s. Calcule o módulo da sua quanti­
!:!. Q = Qz - Q1; em módulo:
dade de movimento. -+ -+ -+
Solução I ô. Q I = I Qz I - I Ql I
= 200 g = 0,2 kg [m
Q = m . v, onde Se a trajetória for curvilínea, teremos:
v = 30 m/s -+ -+ -+
AQ = Qz - Qt;

l -.-7---,]
Assim, resulta que:
r------ em módulo:
-+ -+ -+
Q = 0,2 . 30 - Q = 6 ,0 k g I A Q 1 2 -+= I Q, 1 2 + I Qz 1 2
-+
- 2 I Q, I · I Qz I · cos o
·

Teorema do impulso (T.I.) (lei dos cosenos)

-+ U m ponto material, de massa m , suJeito à ação da força

F (resultante), durante um dad� intervalo de tempo l:!.t rece­


EXERCÍCIOS
be, dessa força, um impulso I. ·

A sua velocidade vetorial ?!será, evidentemente, alterada 1 . Um corpo de massa m = 2,0 kg desliza num plano hori­
por ação dessa força, como mostramos nos esquemas a seguir: zontal, sem atrito, em trajetória retilínea, com velocidade v
-
= 10 m/s, constante. Se uma força F horizontal, constante, A demonstração desse princípio se baseia no teorema do
for aplicada sobre esse corpo, no mesmo sentido do movi­ impulso:
-+ -+ 4 -+
mento, qual o módulo da velocidade após 10 s, sendo F = I = AQ -. F · At = A Q
2,0 N? --+
Solução sendo o sistema isolado, F = --+O, donde:
AQ = O --+ � - Q, = ->O -+ Ir-___.Q.,.-
L_ _2_-
=- ___.Q-,--
_,_-
A partir do teorema do im-
-------,
+ +
=_co_n_st_a_m_e_J
Vt tl
-+
pulso, podemos escrever:
v2 t2
-7
-> -> -> ->

F --+ --+ --+ -+


I=i1Q -+ F M=Q2 - -Q ,
->
ATENÇÃO Sendo a quantidade de movimento uma gran­
t?J2
r-----:
I I
F
.. I "
I
deza vetorial, se ela for constante não variam seu módulo,
·

I
mas, sendo a trajetória retilí-
direção e sentido.
·

nea vem que:


--+ --+ Muitas vezes, aplicaremos este princípio a situações nas
I � Ql I = � - Q�, donde: quais a resultante das forças externas não é necessariamente
F · 11t = Q2 - Ql F · At = mv2 - mv1 --+ --+ nula. Para tanto, consideraremos as forças internas muito
2 x 10 = 2 v2 - 2 x 10 --+ 20 = 2v2 - 20 mais intensas do que as externas. Casos típicos: disparos de
um fuzil; explosão de uma granada etc.
·

2v2 = 40 --+ I v2 = 20 mls I


EXERCÍCIOS
2. Uma partícula de massa m = 1,0 kg descreve um quarto
de uma circunferência; no início desse trecho o módulo da 1. Dois patinadores A e B, de massas mA = 60 kg e = m8

velocidade é v, = 3,0 m/s e no fim do mesmo v2 = 4,0 m/s. = 80 kg, encontram-se inicialmente em repouso sobre uma
Se o movimento dura 0,2 s, qual a intensidade média da for­ superficie plana e horizontaL O patinador A empurra B, que
ça que atua sobre essa partícula? passa a se deslocar com velocidade vB = 12 m/s. Determi­
Solução ne a velocidade de A após ó empurrão (despreze todos os
A partir do teorema do im­ atritos).
pulso, podemos escrever: Solução
:
-+ --+ --+ -+
ANTES DEPOIS
I = 11Q F · 11t = !1Q --+
I
I

i (A ) (8)
I
I em módulo:

-r � r
I
I --+ --+
I
I
I
I
I F I--+. At = I AQ I --+
I
--+ I F I . At =
····-- - - -·-

I
-.:. :

I
:- · .
- :�

8._ = I � - Q, I CD Sendo o sistema (A + B) isolado (as forças entre A e B


--+
_ _ _ _ _ _ _ _____ _

são forças internas ao sistema formado pelos dois), podemos


O módulo de 11Q é obtido como se mostra a seguir: escrever: --+ --+

Qantes = �epois
-+ --+ --+
O = � + QB
Sendo os movimentos de mesma direção, podemos mon­
tar a equação:
QA + QB = 0 mAVA + mBVB = 0 -+

Ç Q1 --+ Q, I · 3 --+ Q, 3,0 kg m/s Substituindo os dados, resulta que:


60 VA + 80 · 12 = 0 60VA = - 960
mv1 ==

( � = mv2 --+ � = 1 · 4 --+ Ql = 4,0 kg m/s


== == ·

->
·

Logo, resulta que, a partir da relação de Pitágoras:


I vA = 16 m/s l
·

A Q2 Qf + Qi = 32 + 42 --+
==
-

--+ /1Q2 = 25 AQ = 5,0 kg m/s -> LJ.J

Substituindo os valores obtidos na equação G), vem:


O sinal ( - ) nos indica que A se desloca em sentido oposto
·

o
ao de B. �
I F I . A t = I º2 - ºI I --+ F . 0,2 = 5,0 --+ I F = 25 N I 2. Uma partícula de massa m = 1,0 kg, inicialmente em re-
pouso, explode, dividindo-se em três pedaços; dois pedaços,
;:3
i=

Princípio da conservação da de massa m1 = 200 g e m2 = 400 g, adquirem velocidades z


<C
de 300 m/s e 200 m/s, respectivamente, de direções perpen- =>
o
quantidade de movimento diculares entre si. Determine o módulo, a direção e o senti- LJ.J

Chamaremos de sistema isolado a todo sistema (conjun­ do da velocidade do terceiro estilhaço. o



to de corpos) no qual a resultante das forças externas que y =>
atuam sobre o mesmo for nula.
a...

Para tais sistemas, enunciamos o seguinte princípio: �


o
()
v =
<�

c �
Princípio da conservação da quantidade de mo­ -- X
vimento:Num sistema isolado, a quantidade de movimen­ ----T --
to permanece co-nstante. Cl

51
-
Solução E m módulo, teremos: m = Q� + Qi,
A partir do princípio da conservação da quantidade de Q, = m, v1 4 Q, = 0,2 · 300 = 60 kg m/s
onde
·

movimento, escrevemos: � = m2v2 4 � = 0,4 · 200 = 80 kg m/s


---+ -+ ---+ ---+ -) �
·

Qantes = {1epois ---t O = Q, + Q2 + QJ


Logo:
ou ainda
m = 602 + 802 4
Para que a soma dos três vetores seja nula, um deles, qual­ m = 3 600 + 6 400 ill 4 = lO 000 4 � = 100 kg . m/s
quer, deve ter mesmo módulo, mesma direção e sentido opos­
Mas:
41
to à soma dos outros dois. Graficamente:
QJ = m3v3 4 100 = 0,4 · v3 v3 = 250 m/s
v
-+
Oz Direção:
º2
= 4 � 4 = _!.

1 1
tg (J tg (J = tg tJ
-------rr���-+�--� x Qí 60 3

:
a,
o = arctg

Sentido: vide figura.

CHOQUE MECÂNICO
B
antes da colisão a pós a colisão
O problema básico proposto é a determinação da veloci­ O conjunto das figuras acima ilustra um choque bidimen­
dade de dois corpos, após a colisão entre eles. Para tanto, sional ou oblíquo: as direções dos movimentos alteram-se na
a hipótese a ser considerada é a de que os corpos que coli­ colisão.
dem constituem um sistema isolado (a resultante das forças Independentemente de como se dêem os choques, pode­
externas ao sistema é nula). mos sempre escrever, baseados no princípio da conservação
Para que possamos determinar suas velocidades após o da quantidade de movimento, já que o sistema é isolado:
4 ---t
choque, deveremos conhecer:
�ntes = �epois (condição geral)
--+,
a) suas massas (ou a relação entre elas); . -t
---. -t
OU amda: mAVA + mBVB = mAVA +
,

b) suas velocidades antes do choque; mBVB


c) o tipo de choque. Se o choque é unidimensional, o cálculo matemático se
Como regra geral, trataremos da colisão entre duas par­ simplifica: mAVA + mBVB = mAVÁ + mBVB
tículas; se quisermos obter suas velocidades após o choque,
deveremos ser capazes de montar um sistema de duas equa­ Nessa última expressão percebemos explicitamente que,
ções a duas incógnitas. conhecidos mA, VAJ mB e vB, obtemos uma primeira rela­
Essas equações serão montadas a partir de condições im­ ção eqtre as nossas incógnitas VÁ e vá.
postas em função do tipo de choque analisado, como vere­ A segunda equação será obtida a partir da teoria que ex­
mos a seguir. pomos a seguir.

Classificação dos choques


Condição geral Consideremos uma colisão entre as partículas A e B.
A condição geral independe do tipo de choque. � �

Sejam A e B duas partículas de massas mA e mB, que


se deslocam com velocidade � e �. 4
·•---
A
-:.._A - - - - - - - - - - � B
antes

Após a colisão, passam a se deslocar com velocidades VÁ �


---� V
e � (incógnitas).
«)
durante

� � ""'" �

--·--- ---· o-= -ti·----10--:A �


vA vs A B
""'" �

·•---�,._A � depois
- -- _ __

A B A B
___ _ _ _ _ _ _ _ _ _
antes da colisão após a colisão A B

As figuras acima nos mostram um choque unidimensio­ Antes da colisão o sistema (A + B) apresenta energia ci­
-

52
nal ou frontal: não há mudança na direção do movimento nética Ec . Durante a fase de choque, parte dessa energia ci­
de A e B. nética é �onvertida em energia potencial de deformação. A
seguir, inicia-se a fase de restituição, na qual a energia po­ + VÉ = 12
tencial de deformação é reconvertida em energia cinética do
ç.ifÁ
sistema. Seja Ecd essa energia, após o fim do choque.
tvÉ - .uà = 12
Se Ec Ecd, o choque será denominado elástico. 2vs =24
Caso Ec• > Ecd, temos ainda duas possibilidades: e
=
• Choque parcialmente elástico:
VÉ = 1 2 m/s I VÁ = I
a

Observem que, se os corpos têm a mesma massa, num


Ec, > Ecd> mas VÁ_ #:. �' ou seja, o choque se dá com
O
perda de energia cinética, mas as partículas seguem sepa­ choque unidimensional e elástico, eles "trocam de velocida­
radas após o choque. des", após o choque.
• Choque inelástico: Ec' > Ecd e VÁ_ �' 2. Um corpo A, de massa ,0 kg, desloca-se com ve­
ou seja, as partículas seguem juntas após o choque. locidade 30 m/s e colide frontalmente com uma segun­
= mA = 2
ATENÇÃO Parte da energia cinética se perderá na forma da partícula B, de massa "" 1,0 kg, que se desloca com
vA ""
de calor, nos choques parcialmente elástico e inelástico. velocidade 10 m/s, em sentido oposto ao de A. Se o
m8
coeficiente de restituição desse choque vale 0,5, quais são
v8 =
as velocidades das partículas após a colisão?
Definimos, para choques. unidimensionais, coeficiente de
Coeficiente de restituição

restituição como se segue: Solução


G>
velocidade relativa de afastamento
depois
+
antes
� + +

velocidade relativa de aproximação


Vaf
=-
çcd
VA vs VA
e = • ..
� • ..

Podemos obter o valor de e através da expressão: Sendo o choque unidimeflsional e observando o sentido
A 8 A

positivo convencionado, obtemos:


-+ -+

mAVA + .m8v8 = mAVÁ + m8vf..


e = = {kepois
�ntes

Observamos ainda que nos choques: 2 30 + 1 ( - 10) = 2 . VÁ + 1 Vs


.

a) elástico e = 1,
b) parcialmente elástico O < e <
2VÁ + �B = 50 I CD
c) inelástico e O. A partir da definição de coeficiente de restituição, temos:
1,
=
e = -
VB - VA -+ 0' 5 = 10 (+ 30)
VÉ VÁ VÉ - VÁ
-
EXERCÍCIOS

1 . Uma partícula A de massa m desloca-se num plano hori­ I VÉ - VÁ 20 I 0 "i

zontal, sem atrito, com velocidade vA = 1 2 m/s. Sabe-se ain­ Montando o sistema de equações, obtemos:
da que ela colide com uma segunda partícula B de mesma
massa m, inicialmente em repouso. Sendo o choque unidi­ [2VÁvs +- VBvÁ == 2050 (i)® (x2)
mensional e elástico, determine suas velocidades após o
choque. 2VÁ + Vs = 50 ú)1
[2vs - 2vÁ = 40 Q)2
3'lJt3 = 90
Solução antes <:f> depois
-

VÉ = 30 m/s I, logo I VÁ = 1 0 m/s


.-------,


Podemos escrever então: 3. Um vagão de massa 30 toneladas desloca-se a 72 km/h,
A 8 A 8

-+ -+ num plano horizontal sem atrito, chocando-se com outro va·


gão de 20 toneladas, inicialmente em repouso. Após o cho·
que, ambos seguem juntos. Determine a velocidade do con­
�ntes = {kepois
junto após o choque e a perda de energia cinética.
V v = VÁ + VB
_m-mA· 12A ++..m-·m8 8 = ,m-·mA VÁ + m,m-·s VB
Ü

VÁ + VÍ3 = 1 2 I CD Solução

Sendo o choque elástico (e = 1), temos :


antes depois
+ +
v
vz -

I
- VI = o

I () I ,I o I I I
v's - v 'A -

Sendo o sistema isolado, escrevemos:


e = o ' o

Para aplicação dessa expressão, adotamos o sentido posi­


VB - VA o ' () () {)

tivo, como se vê na figura.


-+ -+

VÉ - VÁ I vB - VÁ 1 2 , Como o choque é unidimensional, resulta:


=
�ntes {kepois
- 0 1
-
r�.----------,
-+ .
-

Resolvendo o sistema 1 e 2 , obtemos: Mas, nesse caso, v; = v; = v (choque inelástico)


_2 ==

m1v1 + mzVz = m1v; + mzv;


53
m,v, + m2vz = (m, + mz) · v Sabendo que mB = 2 mA> obtenha:
30 · 72 + 0 = 50 · v
,
a) a velocidade do conjunto imediatamente após o choque;
,....-
.. ---__k_m_/h_,,
v = 4 3,2 v = 1 2 m/s
.. -------,
....- b) a altura máxima atingida após a colisão .

A Q1----T O
ou Q
Energia cinética antes do choque: (Ec ).
fixo
..

m,vi , Ç m, = 30 ton = 3 · 102 kg '

Ec, = Ec, +J{, = -


a
I

2-
'
com lv1 = 72 km/h = 20 m/s
3 · 1 04 x 202
De onde: Ec. = -+ Ec. = 6'O · 1 06 J
N.R .
2
Energia cinética após o choque: (Ec). Solução

(m , + m z) . vz
a) A velocidade do bloco A imediatamente antes do choque
E = Ec,' + Ec,' =
2
é obtida supondo-se que a energia mecânica de A se con­
serva durante a descida: Em, = Em, -+ Ep·, = Ec,
·
> com •
cd

Í (m , + mz) = 50 ton = 5 · 104 kg


l v = 12 m/s p{gf = -- -+ VA = .J2jf
mVÃ.
2
5 · 1 04 122
Assim: Ecd =
2
-+ Ecd = 3'6 · 106 J
·
A velocidade do sistema (A + B) após o choque é obtida
impondo-se a conservação da quantidade de movimento no
º" = � -+ mAvA = (m� + mB) · v, onde

A perda de energia cinética será:


!!..Ec = Ecd - Eca = 3'6 · 106 - 6,0 · 1 06
choque:
VA �-- .:2]
mB = 2mA .'. p(AVA = 3p(Av -+ V = -3- L.
I I!..Ec = - 2,4 · 106 J I 3

4 . (ITA, SP) Na figura que se segue, temos uma massa


M = 132 g, inicialmente em repouso, presa a uma mola de
b) A altura máxima atingida pelo conjunto após a colisão é
obtida impondo-se a conservação da energia mecânica do
constante elástica k = 1,6 x 1 04 N/m, podendo deslocar-se conjunto (energia cinética convertendo-se em energia po­
sem atrito sobre a mesa em que se encontra. Atira-se uma tencial gravitacional).
bala de massa m = 12 g que encontra o bloco horizontal­ B · v2
Ec = Ep -+ =�· g h'
mente, com velocidade 'v0 = 200 m/s, incrustando-se nele.

�I
. 2 •

Qual é a máxima deformação que a mola experimenta?


= h' = I I
9 9
2
_1_ X l!.t g . h'
m
6. Uma bola de aço cai de uma altura h, a partir do repou­
so. Após ter-se chocado contra uma placa colocada no solo,
sobe novamente, atingindo uma altura h ' . Determine o va­
Velocidade do sistema (bloco + bala) imedJatamente após
Solução lor do coeficiente de restituição desse choque em função de
a colisão inelástica: li
h e h'.
li_ .
�ntes = �epots
Solução antes depois

+ � = {4bala + bloco)
vo o
Qbala
:0

m · v0 = (M + m) v -+ 12 · 200 = (12 + 1 32) v


1 2 x 200 ..,.. = 2Q_
v = v
144 3
m/s
Como após o choque o sistema é conservativo, podemos afir­
Sej am v e v ' as velocidades da esfera imediatamente an­
mar que a energia cinética do conjunto (bala + bloco) se con·
verte em energia potencial elástica, na mola:
Ecin = Bel tes e após o choque com a placa. A velocidade da esfera ao
atingir o solo e a altura da queda podem ser relacionadas atra­
(M + m) . v2 kx2 vés da expressão v = .J2gfi e a velocidade após o choque
2 2 e a nova altura atingida através da expressão v ' = .j2gfl'.
x =
(M + t) · vz
-+ x = v
M: m Da definição de coeficiente de restituição e, resulta:
o

z
J J e = -
v-8 - VÁ
VB - VA
•<( Substituindo os valores, obtemos:
4X 10 Sejam vB e vÍJ as velocidades da placa no solo, antes e
= 2Q_ . - -+ X = 2Q_ 3 10-3
u
UJ

3 3 após o choque. Nesse caso, vB = vÍJ = O. Obedecendo à


'::2 X • •

I x = 0,05 em I
orientação positiva convencionada na figura, resulta que:
ou I x = 5,0 em _ - O - ( - v ') -+ e - -
e -
0 - v v
v' _

5. (Univ. de São Paulo) Um bloco B acha-se em repouso Substituindo os valores obtidos, temos:
sobre uma superficie livre de atrito. Um bloco A está preso

��� + ffl
= =
a uma extremidade de uma corda de comprimento e. Soltan­

54
do o bloco A, na posição horizontal ele colide com B. Os
dois blocos grudam-se e deslocam-se juntos após o impacto. •
"""-'

GRAVITAÇAO
As leis que regem o movimento dos corpos celestes fo­ mo Tycho Brahe.
ram estabelecidas a partir do século XVI por Kepler, que Posteriormente, Newton estabeleceu a lei da gravitação
se baseou num trabalho extremamente minucioso de obser­ universal que engloba, numa única expressão, as três leis dei­
vação desses movimentos planetários realizado pelo astrôno- xadas por Kepler.

Notemos que, para que isso seJa possível, os arcos ÂB


e êD deverão, necessariamente, ter comprimentos diferen­
tes. No caso AB > êD.
Assim, concluímos que, se o planeta percorre espaços di­
LEIS DE KEPLER ferentes num mesmo intervalo de tempo, sua velocidade es­
calar varia ao longo da órbita, sendo maior nos pontos mais
próximos do Sol e menor nos pontos mais afastados.
O ponto de maior proximidade de um planeta com o
1 �) Lei das órbitas: Os planetas executam órbitas Sol é chamado periélio e, nesse ponto, a velocidade do pla­
elípticas em torno do Sol, sendo que o Sol ocupa um dos neta é máxima.
seus focos. O ponto de maior afastamento do planeta em relação ao
Sol é denominado afélio e, nesse ponto, a velocidade do pia·
neta é mínima.
movimento
acelerado

periélio afélío
V má x . Vmín.

-
2�) Lei das áreas: O segmento que une o centro de movimento
um planeta ao centro do Sol varre áreas iguais em inter­ retardado
valos de tempos iguais.
3�) Lei dos períodos: Para corpos que orbitam em
torno de um mesmo corpo, a relação entre o cubo do
raio médio da órbita R e o quadrado do período de a:
LU
....J
translação T é uma constante. c...
LU
�t �
LU
a r=,���or::;:=::� o Analiticamente, temos:
o
(/)
LU
�t _,
ô
><(
u-
Seja L\t o tempo�sto � um planeta para percorrer os �
arcos de trajetória AB e CD. �
a:
De acordo com a segunda lei de Kepler, teremos: A partir dessa lei, percebemos que, se o raio da órbita

I
(.9
-

55
de um planeta aumentar, seu período de translação também
área A1 = área A2 aumentará.
EXERCÍCIO onde: Rx = 4 RT e rT = 1 ano
A partir da terceira lei de Kepler, escrevemos:
o

Um planeta hipotético orbita em torno do Sol e seu raio


de órbita é supostamente 4 vezes o da Terra. Qual será o R3 R3
-f- = T� ; substituindo os valores dados, temos:
período de translação desse planeta em torno do Sol? TT x

R� 64 R;-
Solução Er
= -+ --
o

Sejam: 1 pX
í RT e Rx : raios das órbitas da Terra e do planeta.
t rT e rx : períodos de translação da Terra e do planeta, T� = 64 I -+ Tx = 8 anos

I F 2,0 1020 N I
:::: o

2. Esboce graficamente a variação do módulo da força gra­


LEI DA GRAVITAÇÃO vitaciona1 F em função da distância d entre os centros dos
UNIVERSAL corpos em questão.
Solução
Sendo F inversamente proporcional ao quadrado de d, ob­
Newton, a partir das leis de Kepler, percebeu que as for­ tenws a tabela:
ças de interação entre o Sol e um planeta são uma força con­ distância força
servativa e que seu módulo é diretamente proporcional ao d F
produto das massas dos corpos e inversamente proporcional 2· d F/22 = F/4
ao quadrado da distância entre seus centros. 3·d F/32 = F/9
4·d FW = F/16
..

direção da força de atração gravitacional é a da reta que Marcando os valores obtidos num diagrama cartesiano,
A
une os centros dos corpos considerados. temos:
F
M
... m F

@-1
-F
C\ I
......t---�\V
I
I
I
I
I
I I I
d I
I
A constante de proporcionalidade que aparece na expres­ I
I
I
são da lei da gravitação universal é chamada constante de F/4 +
1
gravitação universal ou constante de Gauss ( G ).e seu valor,
----- - - -- -

I I
I

determinado experimentalmente, é,no Sistema Internacional· F/9 - - - - - +- - - - --�-- - -


t t t ----
1 I 0

F/ 1 6 ----- · - - -- -- --- ·--


d

a = 6,67 X 10-11 Nm2


d 2d 3d 4d
Kgz
VAruAÇÃO DA ACEUffiAÇÃO DA
EXERCÍCIOS GRAVIDADE(g)COM A ALTURA (h)

1 . Sendo as massas da Terra e da Lua da ordem de 6,0 l024kg Seja m a massa de um corpo situado num ponto A, a uma
e 7,3 · 1022kge a distância entre os centros da ordem de3,8·
·

altura h da superficie terrestre.


108 m, qual é o valor aproximado da força de atração gravi­ Sejam ainda M a massa da Terra e R seu raio.
tacional entre a Terra e a Lua? Dado: m

G = 6, 7 . 10-1 1 Nm2 .
Kgl
Solução
Aintensidade da força de atração gravitacional é dada por:
F= G · M· m
d1
Substituindo-se os valores dados, resulta:
F = 6,7 · 10- 1 1 • 6,0- 1024 7,3 1022 , donde:
56
o o
o

( 3,8 108)2
M
·
F
A intensidade da força com que o corpo é atraído pela a) A força de atração que a Terra exerce sobre o satélite de

P=m·g Q)
Terra é, por definição, o peso P desse corpo e vale: massa m é dada pela lei da gravitação universal.
F = G · Md·2 m fi'\
\V
(d = raio da órbita)
Essa mesma força pode ser calculada a partir da lei da
Essa força gravitacional se comporta como força centrí­
gravitação universal.
peta do movimento. Assim temos:
F = G M d2· m
·
0:' onde d=R+h · acp -+ F = m d
m v2 r:i\
Q) e @, temos:
F=
0
Igualando Q) e @, obtemos:
\V>
Igualando as expressões

pr .
g = G . (RM + h)2 . .m­
pr .:t_ = G M
d
.
d2 v2 = G · _M_
.»r' -+
d
l� l
Disso resulta: G M mas d = R + h -+ v2 = G · R M+ h
-
- ·
(R + h)2 Substituindo os valores dados, teremos:
6 O 1024
v2 = 6' 7 . l Q-1 1 • .
-+ v2 = 5'7 . 107
l
Se o corpo estiver na superficie da Terra, teremos 6 4 . 106 + o' 7 . 1 06
'
h=
Igsup lv = 7,5 · 1 03 m/s i
O, resultando então :
= G . _M_
R2 b) Para determinarmos o número de voltas que ele dá por
dia, lembremos que:
v 7 5 . 103
- -+ w
w = ' = -+ w = 1 1
. 10"3 rad/s
EXERCÍCIOS R ·
7, 1 1 06 '
21t 21t
1 . Supondo que na superficie da Terra a aceleração da gra­ mas w T 2n T · = -+ = =
w 1 , 1 w-l ·
vidade seja g= 1 O m/s2, determine o valor da aceleração da
:. T = 5,7 103 s (tempo de uma volta)
·
gravidade num ponto situado a uma distância da super­ 3R
ficie da Terra (R = raio da Terra). Lembrando que em um dia temos (24 · 3 600) s =
Solução = 8,64 x 104 s, resulta:
O módulo da aceleração da gravidade a uma altura da h 1 volta --- 5, 7 . 103 s
superficie é dado por:
g M
= G .
8>64
n
1 04
---
-+
8,64 · 104 s
(R + h)2 n =
.
·
In = 1 5 voltas/dia I
No caso, h = 3R, donde: 5,7 103

g = G M g = G . M2
.
(4R)2
-+
16R
17\
tJI
ENERGIA CINÉTICA E ENERGIA
Na superficie, temos: g8 = G R2M POTENCIAL GRAVITACIONAL
Q) e @, membro a membro, resulta:
·

Dividindo-se Na resolução do exercício anterior, encontramos o valor


.GM- v
da velocidade de um corpo em órbita em torno de um ou­
_g_ = �
-+
_g_
=
_1_ d
tro corpo, sendo o raio da órbita.
gs 1:}---M" g5 16
R'-
1
g = l6 · g5; mas g8 = 1 0 m/s2, donde:
Ec
O valor de sua energia cinética será:

g = -k; 10 -+ I g = -} m/s2 =
m · �
--- ·
' como v2 =
G · M
d ' resulta entao·.
-

IEc
2
·

2. (UFMG-MG) Para um satélite em órbita circular a


700 km da superficie da Terra, pede-se:
E, = ; . G �M -+ = G. M�
2
m
I
a) o módulo da sua velocidade;
b) o número de voltas que o satélite dá em torno da Terra A energia potencial gravitacional é dada por uma expres­
por dia. são cuja dedução foge ao conhecimento matemático exigido
Dados: raio da Terra = 6,4 106 m massa da Terra
· (R); no 2� grau. Em relação a um referencial adotado no infini­
= 6,0 X 1 0 4 kg (M).
2 to, sem valor é:
Solução

EXERCÍCIOS
1 . Determine o valor da velocidade de escape de um corpo
-

57
lançado a partir da superfície de um planeta; a seguir, deter­
mine o valor dessa velocidade para um corpo lançado a par-
tir da superficie da Terra (raio da Terra = 6 400 km; mas­ 3. (PUC-SP) Dois satélites artificiais S1 e Sz de massas iguais
sa da Terra = 6,0 · 1 024 kg).
= =
gravitam em torno da Terra, em órbitas circulares, a distân­
Solução cias respectivamente iguais a r. r e r2 3r de seu centro.
Em primeiro lugar, observemos que o termo velocidade A relação emre suas energias cinéticas E.1/E2, onde E, 'é a
de escape é utilizado para designar o valor da menor veloci­ energia cinética de S1 e E2 de S2, tem valor:
dade com que um corpo deve ser lançado para atingir um �1 �3 04 �6 �9
ponto infinitamente afastado com velocidade nula. Assim, Solução
considerando que podemos analisar a situação proposta a par­ As energias cinéticas dos satélites são iguais a:
- m I · v2I
tir do princípio da conservação da energia mecânica, teremos:
EI -
2
EmTcrra = Eminfmito e
A relação pedida será:
prj · vi
EPT + ECT = EPinf + Ecinf
M · m m · v� M 0 m · /0
- G · -- + -- = - G ·
2 � 2
+�
E1 Z E1 v1
)
2 (
E; JHí · vi E; -;:- --+ =
Nessa expressão, d = R (raio do planeta).
d �f =

· . M · 2 G · M A partir da 3 � lei de Kepler, escrevemos:


e_ = G
I
:;:

j
yr 2;?; R Jif' R R� --+ (�)3 ( )
--+ V ""

Ri
=-.__:__, e

= =
� z
R1
Se o planeta em questão for a Terra:
Tz
G = 6' 6 7 . l Q- 1 Mas R1 = r e R2 = 3r, donde vem:
'P, 11
1 Nm2

6 2
Kgz
M = ,0 · 10 4 kg e R = 6,4 · 106 m
( �)3
=
(
�J 2 � �:
=
!fi-

Substituindo esses valores, resulta:


--=-__c;:.L:=-:..C . -=--- -=- :LC:.. ::_::_
Lembrando as relações já vistas do movimento circular
2 . 6,67 10-ll . 6,0 . 1 02 4
_ , ou, ainda v
uniforme:
6,4 . 106 w · T = 2n
ve = -- -
e w =

I I v · T 2n R
R
ve = 1 1 km/s - = 2 n --+ T = --
R v
2. (ITA-SP) Um foguete lançado verticalmente da superfi­ Substituindo em @,
resulta:
cie da Terra atinge uma altura máxima igual a três vezes o .2-1( R I
raio R da Terra. Sendo M a massa da Terra e G a constante
= !I_ 1
__
) 2277
_,
v ��-
.21( R 2
gravitacional, assinale a alternativa que corresponde ao va­ e
lor da velocidade inicial do foguete.
3G·M
� v=
J 2R
� v J� � = 0 v = J�
�-
_32_ . � = {T --+ � fT
3G · M R2
' fr; =
d) v = j e) v = Jro:J.1 -./ 27 vi Jn
4R
---y- vi M<�

� = 3 .
VI
fT_,
-J 27 V1 -} 3 -l V2
--+ � = rs:.. .!2_ .[3
Q):
Solução =

A partir do princípio da conservação da energia mecâni­ Substituindo este resultado na equação


ca, podemos escrever:
Em = Emf --+ Ec + Ep = EC f + Ep f onde: = �I = 3
� E,
.E:_ (�)' E2 (Jjj'
� =
m · v7 I
l J l

Ec , = ---1 (m = massa do foguete)


E 2 v 2 E2
2
= - M · m
Alternativa correta b.
M · m
Ec , = - G · G ·
-'
4. Determinar o valor da aceleração da gravidade num ponto
R 4R situado a 1 600 km da superficie da Terra. Adotar:
<( EP r
massa da Terra = 6,0 · 1024 kg
(/)
UJ
ex:
Ec , = O (no ponto mais alto, v = O)
raio da Terra = 6,4 · 106 m
>
Teremos então:
m · v2 M · m M · m G = 6,7 · w-u unidades S.l.
z

--- ' - G · --- = G


:::::>

2 R - . 4R
o

;r( · vf G · M · )f( G · M · Jf{


><( Solução
- - -
u-

--+ ____:_ =
� v7 O valor da aceleração da gravidade num ponto situado
2 R 4R 2
_

� a uma altura H acima da superficie da Terra é dado por:


4G · m - G · M -
g - G · (R + H)z
ex:
M
4R

Vf 3G . M
<(

--+ V j - (3(T7X Nesse caso H = 1 600 km = 1,6


o
UJ

2 4R
-' 106 m.
- J�
·

o
Alternativa correta: a) No cálculo da energia potencial Substituindo os valores dados na expressão:
6,0 . 1 024
!
<(

final EP,' substituímos a distância d da e1Cpressão por 4R, g = 6, 7 · w-u · ---"---------:;-



� uma vez que ela corresponde à distância entre o corpo e o .
(6,4 1 06 + 1,6 . 106/

I
ex:

40 2 . 1013
centro da Terra. Perceba que o problema ·cita que o corpo
deve atingir uma altura máxima igual a 3R; assim sendo, sua

g = 6,3 m/s2
-

58 distância do centro da Terra passa a ser 4R.


g=
6� .1012
,

ESTA TICA

EXERCÍCIOS
EQUILÍBRIO DO 1 . (Sta. Casa - SP) No esquema que se segue, o peso P de
10v'3 N está em equilíbrio. Determine as forças de tração
PONTO MATERIAL nos fios da figura.

No início deste curso, apresentamos a idéia de ponto ma­


terial: é todo corpo cujas dimensões possam ser considera­
das desprezíveis no problema analisado; como decorrência,
só terá significado analisarmos movimentos de translação des­
�e ponto material.
Sendo o equilíbrio estático do ponto material, a situação p
estudada agora, a resposta é dada diret-amente pela primeira
lei de Newton: a resultante das forças que atuam sobre o pon­ 1� solução
to material é nula. Essa condição é necessária e suficiente Assinalando as forças que atuam no sistema, teremos:
para que o equilíbrio do ponto material seja atingido.
Assim, todos os problemas referentes ao equilíbrio de um
ponto material serão resolvidos a partir da aplicação dessa
idéia.
Conceitualmente, são problemas de fácil resolução, exi­
gindo, do aluno, porém, alguma habilidade no trabalho com
vetores.
R esumindo: seja A um ponto material sujeito ao sistema
-t -t ->
de forças F,, F2, . . . F0•

I I
Estando o corpo em questão em equilíbrio, resulta:

r, = p .... r, = l oV3 N
Como o ponto A da figura se encontra em equilíbrio,
->
temos: ---> ---> --->
T, + T2 + T3 =
O
Uma forma de se simplificar a solução matemática deste
exercício é determinar que se a resultante das três forças for
nula, a soma de duas delas quaisquer deve ser anulada pela
terceira. Assim, temos: T, + y
2
= _ y
3
Graficamente, temos:
�--- -
��
- - - - - - - - -- - - - - - - - -

T3
Se esse ponto material estiver em equilíbrio, então:

Seguem-se exercícios resolvidos que ajudarão você a re­


lembrar algumas técnicas de operação com vetores. 59
Cabe aqui uma pergunta: como o aluno descobrirá qual
a condição mais simples a ser imposta?
Apenas a prática levará você a descobrir o caminho mais T
simples.
Voltando à solução: a partir da observação do triângulo
retângulo ABC da figura, escrevemos, sempre lembrando
que T1 já é conhecido:
� T
T1 T1 lO
sen 60° = - ---> T3 = --- - -- T
T3 sen 60 ° .j3'

I
2
TJ = 20 N
Tz p
cos 60° = -- ---> Tz = TJ · cos 60° = 2 0 · _L
T3 2 [P = m · g = 50 · 10
I T2 = l O N I P = 500 N
A partir do equilíbrio do corpo suspenso, temos:
2� solução T = P ---> T = 500 N
Tendo obtido o valor de T1 = l OVJ N, uma segunda so­ Observando agora o triângulo delimitado pelos fios com
lução seria possível a partir das projeções das forças que atuam o teto, vemos que se trata de um triângulo retângulo
em A sobre um par de eixos, convenientemente escolhidos: (37° + 53° = 90°).
A partir da relação de Pitágoras, escrevemos:

v Teremos, então: P = T� + Ti

{
T
J
TJx = T3 cos 60°---> TJx = 2
T 3V � Substituindo-se os valores dados, resulta:
5002 = 3002 + T i ---> Ti = 250 000 - 90 000
I T2 = 400 N I
·

T3f3 T i = 160 000 -+


x T3y = TJ sen 60° ---> T3y = --
T Jx
·

A 2 3. (UMC - SP) No esquema da figura, temos uma corda


Do equilíbrio de A resulta: com uma extremidade fixa em A e a outra presa ao corpo
• a resultante na direção de x de peso Pz que pende na vertical. A corda passa pela gola
é nula (Rx "" 0): da polia e prende-se rigidamente nos pontos B e C do apoio.

CD
T3
Consideramos desprezíveis os pesos da corda e da polia. Além
Tz "" T3x ---> T2 =2 1 disso, no ponto D da corda é amarrado um segundo corpo
de peso P., que também pende na vertical. Sabendo que o
• a resultante na direção de y é nula (Ry "" 0): sistema está em equilíbrio, determine o valor de P1 •
Adote sen 45° = cos 45° = O, 1; cos 60° = 0,5;
T3v'3 1'1'\
sen 60° = 0,85. A
T1 = T3y -> T1 =
0 8 c
® temos:
-2-
Mas T1 = IOVJ N. Substituindo em

I T3 = 20 N I

T
lOfl = � -t

Substituindo em (D, obtemos:


--1
Tz = �3 --->
Tz =
2
� --
2 ° ---> .-
____�
Tz = l O N
Solução Pt P2 �

Assinalando as forças que atuam no sistema, teremos:


1 oo N

<(
a: 2. (UFSC-SC) É dado o sistema em equilíbrio e:
u.J
� sen 37° = 0,60 = cos 53°
� sen 53° = 0,80 = cos 37°
f2 Sabe-se que a tn:ção na corda 1 é 300 N. Qual a tração
z
o 2?
na corda (Adote g = lO m/s2.)
a..
o
o
o
a:
.m
:::!
:::::>
o
u.J

6
-�
1-"'
(f) 50 kg
u.J
-

60
Solução
Assinala!1do as forças que atuam no sistema, teremos:
Projetando as forças nos eixos x e y, obtemos: 5. No dispositivo indicado na figura, a barra e os fios têm
ÇT =
�i;
rz · COS 30° -t rzx = 0,85 · rz pesos desprezíveis. No instante t = O, o registro é aberto e
= rz · sen 30° -t rzy = 0,5 · rz começa o escoamento de água para o balde, numa vazão cons­
Lembrando que rz Pz = 100 temos: = N, tante de 5 litros por minuto. O balde vazio pesa 5 kgf. A
tração de ruptura do fio horizontal é de 20 kgf, e o peso es­
rlx = 0,85 X 100 --+ r2x 85 = N pecífico da água é de 1 kgf por litro.
rzy =
0,5 X 100 -t rzy 50 N =
[ rJx = r3 · cos 4 5 ° --+ r3x 0,7 · r3 =
rJy = r3 · sen 4 5 ° _,. rJy 0,7 · r3 = registro

= CD
Impondo-se o equilíbrio do ponto D, resulta:
=
T= @
[ r2x r3x --+ 0,7 . r3 85
=T
Q) Q),
rzy + rly 1 --+ 50 + O, 7 3 P1 ·

Substituindo em temos:

50 + 85 = pl -+ I pl = 135 N I O tempo gasto para a ruptura do fio horizontal é:


4. (Mackenzie-SP) A figura representa uma esfera de peso a) 6 minutos. d) 3 minutos.
P = 1 O� N apoiada numa superficie horizontal e presa à b) 5 minutos.
c) 4 minutos.
e) 2 minutos.
parede vertical por um fio inextensível e de massa desprezível.
Solução
-7-
F Analisando as forças que atuam no ponto A da barra,
teremos:
-7-
v
T

������������ -7-

= N
p
Sendo F 20� N, as intensidades de r e são, res-
pectivamente:
N
a) 30 e O. d) 15� N e 20� N.
N �
b) 30 e 20 N. e) nda.
--+
F:
-t
força aplicada no ponto A pela barra.
c) 20� N e 20� N. ri : tração no fio horizonta
t
Solução --+
r2: tração no fio que sustenta o balde.
Decompondo a força F agente na esfera, obtemos:
Estando o balde em equilíbrio, o valor de seu peso será igual
v
a Tz; assim, rz = Pbalde · Ainda:

rv �F
...
Fx = F· cos 4 5 ° = F fi
--
2
·
'
Fy = F · sen 45° = --
2
F V2

I
----- - - - - - -

I
Então, temos:
I Fx = Fy
l
Do equilíbrio do sistema, concluímos:
Rx = O -+ T1 = Fx
Ry = O -+ r2 = Fy

Porém, como vimos, Fx = Fy; resulta, então:


FX F · = 20�
cos 30°

· - -+ FX = 30 N r1 = rz; sendo Tz Pbalde' donde: =
T1 =
=

2 Pbalde
= F · sen 30° = 20�
_!__
Fy
2
· --+ Fy = l O� N Isso significa que o fio horizontal irá romper-se quando
Sendo nula a resultante das forças, resulta que: o peso do balde atingir o valor de 20 kgf. Contudo, o peso
Rx = O _,. F" - r = T= O -+ Fx
do balde cheio é igual a seu peso vazio mais o da água arma­
zenada por ele.
I T = 3o N I Pbalde = Pvazio + Págua -+ 20 =
5 + Págua .'. Págua 1 5 kgf =
R y = O -+ N + Fy = N 10v'3
P -t + = 10�
Sendo o peso específico da água de 1 kgf por litro, a 15 kgf
corresponderá um volume de 1 5 litros. Por outro lado, a va­

I N=o I
zão da água da torneira é de 5 litros por minuto, ou seja,
para despejar 1 5 litros no balde serão necessários minutos. 3
Assim sendo, a alternativa correta será a . Alternativa correta: d . 61
do anteriormente convencionado como positivo (horário ou
anti-horário).
EQUILÍBRIO DE UM N�caso do exemplo da figura anterior, o momento da
força F em relação a O, de acordo com a convenção adotada,
CORPO EXTENSO será positivo.
No Sistema Internacional de Unidades, a unidade de mo­
mento será:
(M] = [F] · [d] -+ [M] = N · m
Já vimos que a condição necessária e suficiente para que
um ponto material permaneça em equilíbrio é que a resul­
tante das forças que atuam sobre ele seja nula.
Um exemplo bem simples, todavia, mostra-nos que essa
CONDIÇÕES DE EQillLÍBRIO DE
condição não será suficiente se quisermos impor o equilíbrio UM CORPO EXTENSO
a um corpo extenso. Para tanto, consideremos uma barra si­
tuada sobre a mesa, conforme a figura, e apliquemos aos seus São duas as condições que devem ser satisfeitas simulta­
extremos duas forças de mesmo módulo, mesma direção e neamente para que um corpo extenso esteja em equilíbrio:
sentidos opostos. Tente você mesmo, n� prática.
1 � condição A resultante das forç.as que atuam sobre o
corpo é nula (não há translação).
2� condição A soma algébrica dos momentos em rela­
ção a um ponto qualquer é nula (não há rotação).

Centro de massa ou baricentro de um corpo


Embora a resultante das forças seja nula, a barra não per­
manecerá em equilíbrio, mas executará um movimento de Consideremos um sistema de pontos materiais de mas­
rotação em torno de um dos seus pontos. sas m,, m 2, m3, cujas coordenadas em relação a um sistema
Vemos, então, que uma nova condição deve ser imposta, de referência são (x" y ,), (x2, y2) e (x3, y3), respectivamente,
de forma que o movimento de rotação não seja possível. conforme a figura seguinte.

OBSERVAÇÃO Lembre-se: quando a resultante das for­ Chamaremos de centro de massa G do sistema um
ças é nula, o corpo não executa movimento de translação. ponto no qual toda massa do sistema está concentrada.

MOVIMENT9 DE UMA FORÇA


y

EM RELAÇAO A UM PONTO vz - - - - -- - - - - •
I
ml

I
-+ I
I

---�L----1-�
Seja F uma força cuja linha de ação é dada pela reta r; I
seja ainda O um ponto qualquer.
YG
---·I : I
I
Vt
:
o. J : 1 m3
I
I Y 3 ---�- - - - --1 - r - -- --•I
I I
I I I
o
I I I
I
I II
(f)
I I I
w
z
I
I­ d \ X
I
w
X

o \ -- - -
a.. �-� -
a:
o
--­

r_ _
.�
-
-
As coordenadas do centro de massa serão dadas por:
u
. -+
::;:;;:
:::> Defimmos momento da força F em relação ao ponto O
w através do produto: m,x, + m 2x2 + m3x3
p
o m1 + m2 + m 3
a:
_co Mo = ± F · d
::;;::!
:::>
o
!:!:!_ Nessa expressão, d representa o braço de F em relação
<(
u ao ponto 0: distância do ponto O à reta r. Lembre-se de
-�
�-"' que a distância do ponto à reta corresponde à medida do seg­
(f)
w mento de perpendicular baixado do ponto à reta. Caso trabalhemos com corpos simétricos e homogêneos,
-
O sinal + ou - será atribuído ao momento, comparando­ seus centros de massa coincidirão com seus centros geomé­
62 se o sentido de rotação imprimido pela força com um senti- tricos.
Exemplos As coordenadas dos pontos A, B, C e D são:
placa triangular pleca reúngular A (0,0); B (30,0); C (30,30); 0(0,30) .
A abscissa xa do centro de massa é dada por:

m A + ms + m e + mn
· diseo circular Substituindo os valores dados, temos:
barra prism6tica m O + 2m · 30 + 3m · 30 + 4m · O

0
xa =
·
G

m + 2m + 3m + 4m

-TQ;7 --+ �
I
I
I I
I
I
I
1 &:".,./ �
� �
xa =
1
2 1
2
f
2 2 Analogamente, a ordenada YG será obtida por:

Nos exercícios que envolvem corpos extensos, a força· mA · YA + m s · YB + m e · Yc + m n · Yn


YG =
peso deverá sempre ser localizada no centro de massa G do
corpo. O + 2m · O + 3m · 30 + 4m · 30
m
YG =
·

l
m + 2m + 3m + 4m
EXERCÍCIOS 2 1 Op(
YG = l Op( --+ Ya = 2 1 G (15,21 ). I
As coordenadas de G são

1 . Considere duas partículas A e B de massas mA = 4 kg 3. (CESESP, PE) A barra homogênea representada abaixo
--+ --+ --+
e ms = 6 kg, separadas por uma distância d = 50 em. Lo­ está sujeita ao sistema de forÇas F,, F1 e F3 . Determine o
calize a posição do centro de massa desse sistema de par­ módulo do momento resultante produzido na barra pelo
tículas. sistema de forças, em relação ao centro de gravidade G.
Solução
10 m
Nesse caso, onde temos apenas duas partículas, o centro
I
de massa estará localizado num ponto do segmento que une I :G

l t l t (f)
as duas partículas; assim, basta adotarmos um só elxo para
encontrar o centro de massa.
Sm 5m
A ---- d ---- B I
F1 = 3N
O 50cm F2 = 5 N f3 = 5 N

As coordenadas de A e B, em relação ao referencial ado­ Solução


tado, são: Calculemos, isoladamente, o momento de cada uma das
xA = O e xs = 50 em forças em relação a G, sendo positivo o sentido anti-horário.
A posição do centro de massa será dada por: Mp, = +F, · d, = + 3 10 --+ Mp1 = + 30 N · m
·

mA · xA + ms · xs Mp, = + F1 • d1 = + 5 5 -+ Mp, = + 25 N · m
·

xa = Mp. = - F3 · d3 = + 5 · 5 --+ Mp. = - 25 N · m


mA + mB
Substituindo os valores dados, temos: O momento resultante será:
0 50 X = M = Mpl + Mp, + MF.
XG = 4 X + 6 X
4 + 6
--+ G 30 em
Esse resultado significa que o centro de massa do siste·
M = 30 + 25 - 25 -+
'_____
IM = 30 N · -m...,, o
cn
z

P
ma está a 30 em da origem do referencial adotado, coinci· 4. Uma barra prismática, homogênea, está apoiada, como UJ
1-
diodo com o ponto A. se vê, na figura a seguir. Sendo seu peso = 600 N, deter· ><
w
2 . Determine a posição do centro de massa de um quadra· mine a intensidade das forças de reação dos apoios na barra. o
a..
do de lado f = 30 em, sabendo que em seus vértices estão a:
concentradas partículas de massas m, 2m, 3m e 4m, nessa o
12 m u
ordem. �
=>
Solução UJ
c
Na figura, adotamos um referencial em relação ao qual o
forneceremos a posição do centro de massa. 4I I
a:
.59
:a ....I
y :::::>
o


D C 2m 4m UJ
4m 3m
Solução
30cm Os triângulos A e B representam os chamados apoios sim­ -�
I-"'
cn
ples, que aplicam sobre a barra forças de reação do tipo nor· w
--�A�---
m 30cm 2m
---�8---� x mal, ou seja, de direção perpendicular à barra, no ponto de -

contato; na resolução deste exercício, elas são VA e VB· 63


Donde:

"'\
Vs
X · AB - P AG = O --+ X · 2 - 1 05 3 = O
· •

2 . X = 3 . 1 05 --+ I X = 1,5 . 1 05 N I
G

18
à. No esquema a seguir, a barra horizontal AB é homogê·
I
I nea, de peso P = 480 N e comprimento igual a I O m; um
2 m 4 m 2 m 4 m fio BC a prende a uma parede vertical, de forma que o ân­
p gulo 8 assinalado tenha sen e = 0,8 e cos e = 0,6. Da ex­
6 m 6 m
tremidade B, pende um fio que sustenta um corpo de peso
Q = 360 N. A barra é articulada em A. Determinar:
Impondo as condições de equilíbrio, temos: a) a tração no fio BC.
--+ --+
b) as intensidades das componentes horizontal e vertical da
<D
l� condição: R = O.
força aplicada pela articulação sobre a barra.
VA + VB = p --+ VA + VB = 600
2� condição: vamos calcular os momentos em relação c
ao ponto A e impor que sua soma seja nula.
0
EMA = O --+}t(yA + MP + MvB = O
O momento de VA em relação a A é nulo, uma vez que
a linha de ação de V� contém o ponto A.
Assim, resulta que :
- P AG + VB · AB = O
·

- 600 . 4 + VB . 6 = o --+ 6 . VB = 2 400 o

I VB = 400 N I
(D,
Solução
Voltando à equação temos: A barra está presa à parede no ponto A por meio de uma
VA + VB = 600 --+ VA + 400 = 600 articulação; esse tipo de vínculo aplica na barra uma força

I VA = 200 N I
de módulo e direção desconhecidos, e é estudada a partir de
suas componentes horizontal H e vertical V assinaladas na
figura abaixo, na qual estão marcadas todas as forças que
5. (Medicina de Jundiaí, SP) A barra BC da figura tem um atuam na barra, sendo que a tração foi decomposta em Tx
peso P de 105N, e seu comprimento é de 10 m. O centro e Ty.
de gravidade G e o ponto de apoio A da barra estão, respec·
tivamente, a 5 m e 2 m da extremidade B.
Qual é, em newtons, o peso do corpo X qu,e deve ser sus­
penso no ponto B para manter a barra em equilíbrio mecâ­
nico, na posição horizontal?
B G c

Tx = T · cos e --+ Tx = 0,8 · T


o
<F> Ty = T · sen e --+ Ty = 0,6 T ·

2
LU
Solução Sendo a resultante das forças nula:

(!)
1-
><
LU
o
Assinalemos as forças que atuam na barra. Rx = O --+ H = Tx --+ H = 0,8 · T

Q)
a_
a:
5 m
Ry = O --+ V + Ty = P + Q
o
u V + 0,6 · T = 840
::::>
::2
Impondo que a soma dos momentos em relação ao ponto
LU 1
1
' 2 m I B seja nula, temos: Mv8 + Mp8 = O
Cl I I
o I 1G
1 ------------� c (o momento das demais forças em relação a B é nulo)
a: 6�
1 --�--------�--
co
....J
I - V AB + P · GB = O --+ - V 10 + P · 5 = O
·

::::>
A
• •

2 . V = P --+ 2 . V = 480 --+ I V = 240 N I


@:
a

Substituindo na equação
t3 X
240 + 0,6 T = 840 --+ 0,6 T = 600
-� p · ·

"""'
<F> Impondo que a soma dos momentos em relação ao ponto I T = I OOO N I
LU
-
A é nula, obtemos: Voltando na equação I , resulta:
o
64 EMA = O --+ M'x + MvA + MP = O H . 0,8 . T --+ H = 0,8 . I 000 --+ I H = 800 N I
I

HIDROSTA TICA

� = ��� I p = 2,0 I
A hidrostática estuda o comportamento dos fluidos (lí·
p = � N/cm2
quidos e gases) em equilíbrio.
Vamos defmir inicialmente a pressão p, grandeza básica
Se quisermos expressar a resposta em unidades do S.I.,

[F =
para a compreensão dos fenômenos que analisaremos.
obteremos:

A = 200 cm2 = 200 · 10"4 m2


400 N
PRESSÃO

400
Substitui�do os valores na definição de pressão, temos:

� p = 2OI I
Considere�s uma superficie S da área A, sujeita à ação

200 · 10-4 . '


de uma força F, perpendicular ã mesma. p = . 1 04 N/mz
.

I p = 2,0 · 104 pascal J


� Definimos pressão média
F m sobre a superficie S à gran­ ou
P
deza escalar dada por:

I I
s

Pm
=
� DENSIDADE ABSOLUTA
(MASSA ESPECÍF1CA)
Unidades Sejam m e V a massa e o volume, respectivamente, de
F F
p = - � [pJ = - um corpo. Definimos densidade absoluta d desse corpo co ­
m A [A] mo sendo a. relação entre a massa e o volume.

S.l. C . G.S.

N/m2 d/cm2
(pascal) (bária)

[ l N = 105 dyna
Unidades
1 m2 = 104 cm2
Lembremos que: m rm l
d = - � [d] = ...J!!!J..
v [ V]
Então, temos:

= 105 ...Ê.... �
1 0 d/cm2
S.l. C.G.S.

104 cm2
IN
1N/m2 =
m2

po pode vir expressa em unidades híbridas, como: Kg/f, g/dm3


11
Eventualmente em um problema, a densidade de um cor­
Ou ainda: pascal = 1 O bária

kg =
etc.

= 106 cm3
Íl 1 03 g
Lembremos que:

Uma força de módulo F = 400 N é aplicada normalmente


U m3
kg 103 g
EXERCÍCIO

a uma superficie retangular de 1 O x 20 em.


1 06 cm3
Então, temos: 1 = o

kg kg
m3 1<(
cn

= 1 03
Determine o valor da pressão média exercida sobre a su­ --�-----. .----------�· cn
g g LU
perficie. 1 w-J __ ou 1 __

=
m3 cm3 cm3 m3
()
Solução
O valor da pressão é dado por:
Um cubo de massa m = 200 g tem aresta a = 10 em. Ex­
EXERCÍCIO -�
F �
p = ­

A = 10 · 20 � A = 200 cm2
o
A a:
presse sua densidade em unidades do S.I. e C.G.S.

F = 400 N
c
Sendo: [ Solução
:c
-

Assim, teremos: Lembrando que o volume de um cubo de aresta a é dado 65


por V = a3, temos:
V = 103 � V = 103 cm3
Assim, sua densidade será:
d = -""
,»r· R · T
� l d - p· M
R · T
I
��� I ]
M·p
d = ; �d = � d = 0,2 g/cm3 Essa última expressão mostra-nos que a densidade abso­
luta d de um gás perfeito é diretamente proporcional à pres­
No teremos:
S.I.,
d = 0,2 · 103 � d j
..--
= --___ ---,
2 00 kg/m3
] são p e inversamente proporcional à temperatura absoluta T.

DENSIDADE RELATIVA
ATENÇÃO Visto que a densidade absoluta d de um corpo
de massa m depende do volume V, devemos lembrar que al­ Dadas duas substâncias A e B, de densidades absolutas
terações de temperatura provocam variações no volume, mo­ dA e d8, respectivamente, definimos densidade da substân­
dificando dessa forma a densidade. cia A em relação à substância B (dA,B) através da relação:
O volume dos sólidos e dos líquidos pode ser alterado de


forma sensível devido a variações de temperatura, o que oca­
siona mudanças em sua densidade. No caso de gases, seu vo­
lume fid�sujeito às variações de temperatura e pressão exis­
tentes; portanto, sempre que nos referimos à densidade de Observemos que o resultado final não apresenta unida­
um gás, deveremos citar quais as condições de pressão e tem­ des, ou seja, a grandeza densidade relativa é adimensional
peratura que nos levaram ao valor obtido. e constitui uma forma de compararmos a densidade de duas
substâncias distintas.

; ; da equação de Clapeyron, vem:


Analiticamente, obtemos:
Exemplo
d =
dH,o = 1,0 glcm3
n ·R· T m · R· · T
p · V = n · R · r � V = ...:.:.....:.:.
.. � .. dFe = 7,5
g/cm3
p M·p

_:, ; substituindo a última expressão


O número de mols n é dado por: A densidade do ferro em relação à água será:
n =

sidade, temos:
na defmição de den-
dFe, H,O �
:Fe
H,O
= :'�::: -+ I
'
dFe, H,O = 7,5 t
F
p = -
A
A força F aplicada sobre a superficie de área A é numeri­
camente igual ao peso P do liquido contido no cilindro de
base A e altura h.
TEOREMA DE STEv!N P = m · g (m = massa de fluido no cilindro)

; , com
Lembremos que a densidade do fluido é dada por:

d = Vcil = A · h resulta que:

m = d · V� m = d · A · h
Ao nadar ou mergulhar, você pode perceber que a pres­ Assim, o peso do fluido contido no cilindro será:
são da água sobre seu corpo torna-se maior à medida que P = m ·g�P = d· A · h · g
aumenta a profundidade. Como podemos determinar o va­ Finalmente, obtemos a expressão para a pressão:
lor da pressão exercida pela água, por exemplo, num ponto
situado a uma profundidade h?
p = x�p =
F d ·K· h . g
x I P = d·g · h I
A resposta a essa pergunta nos é dada pelo teorema de
Stêvin, que veremos a seguir.
• Ao resultado obtido costumamos chamar de pressão efe­
z Consideremos um fluido de densidade d e um ponto M
tiva Per exercida pelo fluido no ponto considerado.
>
•LU situado a uma profundidade h . • Chamaremos de pressão absoluta Pabs no ponto M à so­
1-
(f)
Patm ma da pressão efetiva Per com a pressão atmosférica Patm
LU
Cl no local.

_L

LU

I I
a:
U-1

1
o
t:. Pabs = Patm + Pef OU Pabs = Patm + d·g·h

-�
_ _ _ _ _ _ _ _ __

'""'"
(f) M EXERCÍCIO
o
a: Determine o valor da pressão efetiva e da pressão abso­
o
::r: Ao redor de M, tomemos uma região plana de área A, luta no fundo d.e um recipiente de profundidade 20 m, sa­
-
cujos pontos estejam todos situados à mesma profundidade h . bendo que ele contém água. A seguir, esboce o gráfico da
66 A pressão exercida pela coluna de líquido em M será: pressão absoluta em função da profundidade h.
Dados: g = 1 0 mls1; Paun = 1,0 105 N/m1; dH,o = 1,0
·

· 1 ()3 kg/m3 • EXERCÍCIOS


Solução
A pressão efetiva no fundo do recipiente é dada por: 1 . No tubo da figura seguinte temos dois liquidos não­
Per = d • g · h -+ Per = 1,0 · 10 • 1 0 · 20
3
misciveis de densidades absolutas d1 = 0,6 g/cm3 e d1 =
I Per = 2,0 · 1 05 N/m1 I 0,8 g/cm3• Se a altura da coluna do liquido 1 é h1 = 40 em,
qual será a altura da coluna do líquido 2?
A pressão absoluta será:
Paba = Parm + Pef -+ Pabs = 1,0 105 + 2,0 · 105

I Pabs = I
·

3,0 · 1 05 N/m1
Como a pressão absoluta no interior de um fluido varia
linearmente com a profundidade, o gráfico pedido será re­
presentado por um segmento de reta.
pO< 105 N/m2l Solupo
3,0 A relação entre as alturas ht e h2 é dada por:
ht dl
=
2,0
-r; J;
t ,O Substituindo os valores obtidos, teremos:
jQ_ � ...., 112 = 0,6 40
=
---+----_.--� h(m� •

2() h2 o,6 ·o,s

UMA �UCAÇÃO DO TEOREMA l h2 = 30 cm j


DE STEVIN 2. Na figura seguinte estão indicados três líquidos não­
Na figura, temos um tubo em forma de U, no interior miscíveis no interior de um tubo. São conhecidos os seguin­
do qual estão dois fluidos não-misctveis de densidades tes valores:
d, = 0,6 g/cm3; d1 = 0,8 g/cm3; d3 = 1,0 g/cma
absolutas dt e d1 . [
Sejam h t e h2 as alturas das superficies livres dos líqui­ h. = 50 cm; h1 = 20 cm
dos de densidades dt e d1, respectivamente, medidas a partir Determine o valor da altura h3 do liquido.
da superficie de separação dos fluidos.
(Patml IPatml

- -.- -­
h2
_ _ j _ _ _

Solução
De acordo com o teorema de Stêvin, pontos situados à
mesma profundidade h, no interior de um mesmo fluido em Estando os líquidos em equilíbrio, as pressões nos pon­
tos A e B são iguais. Assim, escrevemos:
PA = PB
equilíbrio, estarão sujeitos à mesma pressão.
De acordo com esse teorema:
PA = Patm + dt · g · h t
Onde:
PA = PB, onde [p = p + dl . g . h2 f PA = Pt = Patm + dt ' g ' ht
atm z
l PB = P1 + Pa = Patm + d1 · g ' h2 + da · g · ha
B

Igualando as expressões, obtemos:


� + dl . g . h t = Wm + dl . g . hl
Igualando as expressões, teremos:

dl :r ht = dl ·%- hl,
w


o

� + d1 • g · h t = P/m + d2 · g h2 + d3 · g · h3 �
d1 · g · h1 = d2 · g · h1 + da · g h3
w
·

donde: a:
dt . h l = dl . hl + d3 . h3
·
o
w
t::

A partir da última expressão, concluímos que o valor


Substituindo os valores dados, obtemos ha como se segue: é)
da altura da coluna fluida h é inversamente proporcional 0,6 · 50 = 0,8 20 + 1,0
• • ha ·�
VJ
à densidade absoluta d do fluido considerado. 30 = 16 + h3 o
a:
o
ATENÇÃO Caso seja necessário trabalharmos com uma mis­ :E
tura de três ou mais fluidos, empregaremos raciocínio anã­
logo ao utilizado no caso exposto.
l h3 = 14 em -

67
A1 = 100 cm2 e A2 = 8 m2• Sobre o êmbolo A2 um carro
de peso p = 8 000 N está estacionado. Determine a intensi­
dade da força F que deve ser aplicada sobre o êmbolo AI>
para que se consiga suspender esse carro (desprezam-se os
PRINCÍPIO DE PASCAL pesos próprios dos êmbolos).
F �
W'
A pressão exercida sobre um fluido em equilíbrio é
transmitida integralmente a todos os seus pontos (inclu­
sive às paredes do recipiente que o contém). p

Consideremos um recipiente dotado de um êmbolo.


F
área A
Solução
De acordo com o princípio de Pascal, a pressão aplicada
ao fluido pelo êmbolo A1 será integralmente transmitida ao
êmbolo A2 • Assim, escrevemos: Pt = P2
Onde:
e
Se a esse êmbolo de área A aplicarmos uma força de in­
tensidade F, estaremos comunicando à superfície do fluido
- F Obtemos então:
uma pressao p =A F
- p
De acordo com o princípio de Pascal, todos os pontos do A
=-
t Az

�.
fluido apresentarão um acréscimo de pressão de mesmo va- Sendo: P = 8 000 N; At = 100 cm2
lor p = A 2 = 8 m2 •
O princípio de Pascal, que rege a transmissão de pressão Substituindo os valores, temos:
por intermédio de um fluido, apresenta várias aplicações prá­
-+
ticas, como em prensas hidráulicas, freios hidráulicos etc. F = 8 000 F= 8 000 1 00
· · 10-4
wo . w-4 8 8
EXERCÍCIO

Um elevador hidráulico apresenta êmbolos de áreas


:. I F = 10 N
....J
....J
LU
u
a:
a: Após o tubo ter sido emborcado, parte do conteúdo se
12 escoa para o recipiente; no interior do tubo, a éoluna de mer­
LU cúrio remanescente de altura H é mantida na vertical pela
o
<(
u
EXPERIÊNCIA pressão atmosférica do local da experiência.
Se essa experiência for realizada ao nível do mar, a altu­
z
•LU DE TORRICELLI ra da coluna de mercúrio será H = 76 em e a pressão atmos­
a:
LU férica no local será, por definição, de 1 atmosfera ( 1 atm).
CL.
L.U
X A partir do teorema de Stevin e tomando como base a
:::J O físico italiano Torricelli (século XVII), através de uma figura, temos: PA = PB
()
(/')
experiência bem simples, estabeleceu uma forma de se me­ Íl PA = Patm
Mas:
tE
LU
dir a pressão atmo$férica num dado local . PB = d . g . H
o
Essa experiência consiste em encher um tubo de mercú­ Se a experiência foi realizada ao nível do mar, temos:
rio (Hg) até a boca, e depois emborcá-lo no interior de um
º
9: recipiente que também contém mercúrio .
PA = Patm = 1 atm
.

u Se o fluido no tubo for mercúrio, teremos:


� dHg = 1 3,6 g/cm3 = 1 3,6 103 kg/m3

a:
·

CL. g = 9,8 m/s2


Hg
H = 76 em = 76 · 10-2 m
-� Patm H Teremos, então:



(J)
o
PA = PB -+ Patm = d g H ' ·

a: 1-----1-L
-L- �i-4-f--1...-.1.1!1-l---
.. --1--l- --
Cl B . - _:â:""-=:. : . . . 1 atm = 1 3 ,6 103 9,8 76 10-2 N/m2
· • · ·

:c
-
Hg
68 1 atm _ 1 0 1 300 N/m2 (pascal)
Para fins práticos, adotaremos: Pãgua = Patm
[d =
. onde:
1 =
=
1 atm 1 05 N/m2 d · g · H, com: 1 g/cm3 = 1 1 03 kg/m3
Págua
g = 9,8 m/s2
·

EXERCÍCIO Patm = 1,01 · 1 05 N/m2


Se na experiência de Torricelli substituíssemos o mercú­ Substituindo os valores e igualando, obtemos:
rio por água (d = 1 g/cm3), qual seria a altura H da coluna d · g · H = Patm
de água? (Adote g = 9,8 m/s2 e Patm = 1,0 1 · 1 05 N/m2. )
1 1 03 9,8 · H = 1,01 105 � H = 1,01 · 1 05
Solução · •

9,8 . 103
Como vimos, na experiência de Torricelli, a pressão da
coluna fluida é igual à pressão atmosférica. Assim, podemos H = 1 0,3 m
escrever:


• Nem s�pre a força de empuxo E equilibrará o peso do
corpo Pe; isso só acontecerá se o corpo flutuar .
Consideremos então algumas situações particulares:
PRINCÍPIO O corpo flutua parcialmente imerso
DE ARQUIMEDES Se o corpo flutua, podemos
afirmar: E = Pe
--+
E : empuxo
-+
De acordo com o princípio

Um corpo imerso (total ou parcialmente) num fluido fi­ Pc : peso do corpo
ca sujeito à ação de uma força denominada empuxo, E, apli-
de Arquimedes, temos: ....
....
�. .. "'"
·· · =
. .,d.--l
E = Pt � E = de Ve g, on- -+
cada ao corpo pelo fluido.
de: Ve =
Q)
· ·

Essa força tem as seguintes características: Vimerso Pc


• Módulo: a intensidade da força de empuxo será igual ao :. E = de · V; ,g
peso do fluido deslocado Pe.
·


� O peso do corpo pode ser escrito da seguinte forma:
Pc = m e · g, mas m e = de · Vc
[de: densidade do corpo
Mas Pt = mf g (mf: massa fluida deslocada)
0
·
com: Ve: volume total do corpo
[df: • Pe = de . Ve g
.
mr = de Ve
densidade do fluido
Vf:
_-

Onde •
volume do fluido deslocado CI>
Igualando as expressões e � temos:
E = Pe � de · V; ·% = de · Vc · /
:. Pe = df · Ve · g

1 Donde: di Vi = de · Vc
----,
Assim, resulta que: E-
1..-- - =_d
_f____
Vf__ g
{3)
Mas, como o corpo flutua parc�ente imerso, o valor
·

do volume imerso do corpo Vi será, obviamente, menor do



Direção: a força de �puxo E tem direção vertical.

• Sentido: o empuxo E é dirigido de baixo para cima.
que o do volume total do corpo V .
Assim, retomando a expressão , resulta: Q)
de · V; = de · Vc, com Vi < Vc
-+
E : empuxo
-+
� cn
u.J
Pc : peso do corpo Cl
u.J
Isto é, para que o corpo possa flutuar parcialmente ::::?!
imerso é necessário que a densidade do líquido de seja ::>
o
maior do que a densidade do corpo de- a:
<(
UJ
O corpo flutua totalmente imerso Cl
-+ o
• Q volume do líquido deslocado ( Ve) será sempre igual ao Adotando o mesmo racio­ E : empuxo
-+
.a..
volume imerso do corpo ( Vi)- cínio anterior, uma vez que Pc : peso do corpo u
z
nesse caso o corpo também flu­ a:

Q)

orpo parcial mente i merso : Corpo total mente i merso : tua, chegaremos novamente à
expressão , obtida ante­ 5
riormente: de . vi = de . vc -+ -�
Pc �
o
a:
Mas, como o corpo flutua totalmente imerso no líquido, o
o valor de seu volume imerso Vi será igual ao do volume ::J:
-
do corpo Ve.
N esse caso : V i merso
Vi merso = V corpo
Assim, teremos· 69
[
A intensidade da força de empuxo será dada por:
E = dt Vt · g, onde:
·

dt = dH o
,
=
1,0 g/cm3 =
1,0 · 103 kg/m3
V1 =
Vc = 10-3 m3 (cubo totalmente imerso)
g = 10 m/s2
Isto é, para que o corpo possa flutuar totalmente imer­
Substituindo-se esses valores, resulta:
é necessário que a densidade do líquido seja igual à
so,
densidade do corpo.
E = 1,0 · 103 • w-3 • 1 0 -+ I E = 10 NI
Como o cubo em questão se encontra em equilíbrio no
O corpo afunda interior da água, escrevemos:


E + T= Pc -+ T= Pc - E
Se o corpo afunda, o peso
E : empuxo O peso do cubo será:
� do corpo Pc será maior do que
Pc: peso do corpo
o empuxo E. Assim, temos:
Pc = me · g = 7,5 x 10 -+ Pe = 75 N
Pc > E Substituindo os valores obtidos, temos:
Onde: T= Pc - E -+ T = 75 - 10 I.-_
T _=_6_5_
N....j.,
Pc = me • g de . Vc g = 2. Um paralelepípedo reto homogêneo flutua num líquido,
!

E = dt • Vt · g = d, · Vi · g
com de sua altura imersos. Determine a densidade do pa­
Substituindo os valores, obtemos:
. ralelepípedo em relação ao líquido.
de · Ve · ,r'> dt · Vi · ,r' () Solução
Nesse caso, Vc = J.1í , donde:

� h/4
A: área da
Isto é, caso a densidade do corpo de seja maior do que
base do
a do líquido d6 o corpo não flutuará. 3h
paralelepfpedo
4

EXERCÍCIOS A

1 . Um cubo homogêneo de ferro (dFe = glcm3) 7,5 Como o corpo flutua, escrevemos: Pe = E
encontra-se totalmente imerso no interior de um vaso con­
tendo água (dH o = 1,0 g/cm3), preso por um fio ideal ao O peso do corpo será: Pe = me · g
,
teto da sala onde se faz a experiência. A aresta desse cubo Onde: m e = de · V c
mede 1 O em e a aceleração da gravidade no local é g =
10 m/s2• Determine a intensidade das forças de empuxo E O volume total do corpo Vc será: Vc = A · h
e tração no fio r.

Solução
:. Pc = me • g -+ I Pe = de . A . h .g r Q)
O empuxo é dado por: E = dt · Vt · g
Esquematizando a situação proposta, obtemos:
Onde: Vt = Vimerso

h
o volume imerso do paralelepípedo vi será:
T: tração no fio

Vi = A himersa -+ Vimerso = A·
3

�I I
4
·


E : empuxo

th
Pc: peso do corpo

:. E - d, . v, . g E - d, . A . . g
0
Igualando as expressões 1 e 2, temos:

Pc =E -+ dc ·_K ·,K·_K=
d, · _K ·
3
4
Y f'
Sendo a aresta do cubo a =
10 em, seu volume Vc será:
3
Vc = a3 = 103 cm3 -+ Vc = 103 • 10-6 cm3 de = d
4 1
Vc = w-3 m3
Lembremos que a densidade do corpo em relação ao lí­
A massa desse cubo será obtida como se vê a seguir: quido dc t é:

� -+ me = dFe · Vc
,
de
d = dc,l -
dt
- ­

Onde:
dFe = 7,5
g/cm3 = 7,5 · 103,kg/m3 Então, temos:
:. me = dFe . Ve •
= 7,5 . 103 w-l -+ me = 7,5 kg
TERMOMETRIA

Conceitos importantes serão apresentados nessa parte da cor de um sólido aquecido, o comprimento de uma barra me­
Física, entre os quais se destacam o de temperatura e o de tálica etc.
calor. Aprenderemos a usá-los em diversos estudos, como pro­
pagação e trocas de calor, dilatação térmica, gases perfeitos etc.
A termometria é a parte da Física que tem por objetivo
o estudo e a medida da temperatura. Termômetro metálico: com o
A noção de temperatura está associada às sensações de aq uecimento, a espiral bimetáli­
"quente" e "frio" que os corpos em geral causam. Mas é ca se encurva, fazendo mover o
ponteiro q ue indica a temperatura.
importante, em nosso estudo, conceituar a temperatura em
relação ao aspecto microscópico.

Temperatura de um corpo é o número que mede o


Pirômetro óptico: o ob­
estado de agitação das partículas que constituem esse
servador, através do tu­
corpo. bo T, compara a cor do
filamento da lâmpada,
alimentada pelo circui­
Assim, por qemplo, a temperatura de um gás mede o to representado, com a
estado de agitação das moléculas desse gás - quanto maior cor do objeto (forno)
a velocidade média das moléculas, maior o valor de sua tem­ p o r ele o bserva d o .
Quando a s cores forem
peratura. Também a temperatura de um sólido é a medida
iguais, o termômetro na
do estado de agitação de seus átomos, que são as partículas escala A estará marcan­
que o constituem. do a temperatura do
O termômetro é um dispositivo utilizado para medir objeto.
a temperatura. Possui uma substância dotada de uma gran­ Equação termométrica
deza que varia conforme a temperatura. Essa substância é
denominada substância termométrica e a grandeza, gran­ A cada valor assumido pela grandeza termométrica cor­
deza termométrica. responde um valor de temperatura. Assim, no termômetro
O termômetro mais popular é o de mercúrio. Sua subs­ de mercúrio, cada altura atingida na coluna corresponde a
tância termométrica é o próprio mercúrio e a grandeza ter­ um valor de temperatura. Podemos relacionar esses valores
mométrica, a altura atingida pela coluna de mercúrio. por meio de uma função matemática denominada equação
Note-se que a temperatura, medida do estado de agita­ termométrica, que geralmente é do I � grau. Vamos fazer
ção das partículas do corpo, é determinada indiretamente por alguns exercícios para aprender a relacionar esses dois ele­
meio da grandeza termométrica - quanto maior a altura da mentos.
coluna de mercúrio, mais elevada é a temperatura.

EXERCÍCIOS
haste
Termômetro de mercúrio
• substância termométrica: 1 . Encontre a equação termométrica de um termômetro de
mercúrio mercúrio, sabendo que, quando a altura da coluna assume
substância • grandeza termométrica: altu­ os valores 10 em e 20 em, atribuem-se as temperaturas de
termométrica ra da coluna de mercúrio 1 5 graus e 35 graus, respectivamente.
bulbo

Solução
Existem diversas outras grandezas termométricas utiliza­ Considerando a equação termométrica do 1 � grau, pode­
-
das na construção de termômetros, como, por exemplo, a mos utilizar uma proporção entre as variações das alturas e
pressão de um gás, a resistência elétrica de um condutor, a das temperaturas. 71
altura temperatura Conversões entre as escalas

20
(em)
----
-
(graus)
-
As escalas termométricas podem ser relacionadas através

oc K
35 h: altura qualq uer
da coluna
dos valores indicados para os pontos fixos .

h ------ e } e: temperatura

{, 0
correspondente

15
{ e�------ -
e�- - - - - - r

h: uma altura qualquer da coluna


e: a temperatura correspondente
l .o PF - - - - - - - 0- - - - - - - 32 _ _ _ _ _ 273

h - 10 e - 15 h - 10 e - 15 CELSIUS F A H R E N H E IT KEL V IN
20 - 10 35 - 1 5 => --:-1-:-0- 20
j
Podemos utilizar a proporção entre as variações de tem­
=> h - 1o =
2
e - 15
=>
J
e = 2h - 5 (graus, em)
peratura:
ec - O aF - 32 T - 273
---- =>
2 . Utilizando a equação termomêtrica do, exercício anterior, 100 - o 2 1 2 - 32 373 - 273
encontre o valor da temperatura e quando a coluna de mer­ Ele aF - 32 T - 273
cúrio estiver a uma altura de 3 5 em. =>
-- =
100 180 100
Solução e, simplificando, obtemos a equação de conversão:

I� I
e = 2 h - 5 => e = 2 (35) - 5 e = 65 graus
T-
·
32
·
73
Escalas termométricas
É um conjunto de valores de temperaturas corresponden­
" 9p � " /
tes a certos estados têrmicos preestabelecidos, denominados ATENÇÃO Uma mesma temperatura pode apresentar "nú­
pontos fixos da escala. Esses estados térmicos são, em geral, meros diferentes" se medida em escalas diferentes. Por exem­
sob pressão normal, o ponto de fusão do gelo e o de ebulição plo, a temperatura da água em ebulição, sob pressão normal,
da água. é única, embora possua "números diferentes" nas diferen­
ATENÇÃO Assim, sob pressão normal, temos: tes escalas. Assim, 100°C representam a mesma temperatu­
• 1� ponto ftxo (1 � PF) ou ponto do gelo: fusão do gelo ra que 2 12°F ou 373 K.
• 2� ponto fixo (2� PF) ou ponto de vapor: ebulição da água. A equação de conversão dada acima permite descobrir o
número da temperatura de uma escala a partir do número
Escala Celsius da mesma temperatura de outra escala.
A escala Celsius, antigamente chamada de escala centí­
grada, atribui os valores 0°C (zero grau Celslus) e 100°C
(cem graus Celsius) para o 1? PF, ponto do gelo, e para o EXERCÍCIOS
2� PF, ponto de vapor, respectivamente.
Escala Fahrenheit 1 . Numa estação meteorológica, foi registrada uma tempe­
O uso dessa escala se restringe basicamente aos países onde ratura máxima de 25°C. Qual é a indicação da máxima na
a língua oficial ê o inglês. Ela vem, gradativamente, sendo escala Fahrenheit?
substituída pela escala Celsius. As temperaturas dos pontos
fixos para o ponto do gelo e o ponto de vapor são, respecti­ Solução
vamente, 32°F e 2 12°F. A rclação entre as escalas Celsius e Fahrenheit é:
Escala Kelvin �= eF - 32
Essa escala é a que relaciona o conceito de temperatura 5 9
U)
(medida do estado de agitação das partículas) com o valor 25 aF - 32
<5 numérico que a representa. O zero Kelvin (OK) chamado de Substituindo Ge = 25°C, temos -5- =
"zero absoluto", é um valor obtido teoricamente e corres­ 9

I I
:2
a:
•LU ponde ao mais baixo nível térmico, isto é, àquele no qual

a agitação das partículas se reduziria a zero. eF = 5 . 9 + 32 => e F = 77°F
U)
_J
.<( Na escala Kelvin, os pontos do gelo e do vapor são, res­
pectivamente, 273 K e 373 K, aproximadamente. A indica­ 2 . Qual é o valor da temperatura cuja indicação na escala
<5
U) Fahrenheit supera em 64 unidades a indicação na escala
LU ção °K (grau Kelvin) foi abolida há algum tempo por ser
:::( redundante, uma vez que se entende K (Kelvin) como uni­ Celsius?
a: Solução
l­ dade de grandeza fisica.
LU
:2 Pelo enunciado escrevemos: 9F = Ele + 64 .
OBSERVAÇÃO Uma escala é absoluta quando seu va­ eF - 32
o
Gc
. . do na expressão - =
:2
a:
LU lor zero de temperatura coincide com o zero absoluto. A Su bsutum , vem:
t- 5 9
-
escala Kelvin é absoluta, enquanto as escalas Celsius e 8e + 64 - 32
Fahrenheit são relativas. => 9 Ele = 5 Ele + 1 60
72
· ·

5 9
j = 40°C J ou como =
9c 9p + 64 I 9p = 104°F j
9c
Solução
Analisando o gráfico fornecido, podemos construir o esque·
3. A quantos graus Celsius corresponde o zero absoluto? ma, que nos permitirá estabelecer a equação de conversão
entre as duas escalas
Solução Tb -_
Ta - (- 20) __;:... 0
A relação entre Celsius e Kelvin é -f = r -5 273
__;:_-�---� = a b
e (
o - -20) 40 o ._
0°A - - - - - - - - - 4 0°8

---20 = -40 � +20=22


-

ri- 273 1
T11 + 20 Tb T,
T
logo: 9c =' a

� = 2T8 + 40, que é


.

O zero absoluto equivale a T = O K. Substituindo na


Tb

equação acima, obtemos: I 9c = - 273°C j


a equação de conversão entre 0°8

Ta = 30°A na equação acima, teremos: = 2


as duas escalas. Fazendo
Tb · 30 + 40
Variação de temperatura e as escalas termométricas
Aprendemos a converter uma dada temperatura expres· J rb = 10oos I
sa numa escala para o correspondente valor de outra escala. 3. A escala Reaumur adota para os pontos ftxos do gelo e
É importante, agora, saber também expressar a variação de
temperatura á9 nas diferentes escalas. do vapor os valores 0°R e 80°R. Encontre a equação de con­
versão entre as escalas Reaumur e Celsius.
K
Solução

-=- -:-Io-=-'=o----o -=- �


=
- 0 9c - 0
_9Rs...;.o---o OR
80 - - -- - - - - 1 00
oc

�- 80 = --
9R 9c
100
Simplificando·

1Um termômetro
� · � mal1 graduado assinala - 2°C e 108°C
CELSIUS FAHRENHEIT KELV IN

Usando a proporcionalidade: REAUMUR CELSIUS

--
100 = --
á9c
180 = --
á9p
100
áT
4.
para o ponto do gelo e para o ponto de vapor, respectiva·
mente. Determine:
a) a equação de correção para esse termômetro;
EXERCÍCIOS b) a indicação correta, quando o termômetro mal graduado
assinala 53°C;
1 . Durante um dia, a temperatura ambiente variou de 20°C. c) a que temperatura o termômetro mal graduado assinala
A quanto corresponde essa variação expressa em: um valor correto.
a) graus Fahrenheit b) Kelvin Solução
Solução a) No esquema, 9E corresponde aos valores do termô­
a) Muito cuidado! A questão fala em variação de tempera· metro errado e 9c aos valores do termômetro correto.
tura á9, daí: -----'- --- errado
108-(-2) = 100-0
9E - ( - 2) 9c - O correto
á9c
= á9p
� � = á9p � I á9p = 36oF I
(OC) ( OC J

100 180 100 180


l j � eE + 2 = -- 9c 1 08 - ---- 1 00
100 = 100 � . A9c = á T
b) --
-
. .

110 100
---

á9c áT
--

Note que as variações de temperatura nas escalas Celsius Simplificando: - - -


- -2
6e 6c

11 = 10
- - -- - -

e Kelvin são numericamente iguais. Se a temperatura aumen· eE + 2 9c


tou 20°C, então aumentou 20 K. - - - - - - ---
o

I áT = 20 K I b) Substituindo eE = 53°C na equação de rerreção:


2. O diagrama seguinte fornece-nos a relação entre as tem· ---
53 + 2 = -
11 10 � -
ec 55 = -
11 10 �
9c

peraturas Ta e Tb de duas escalas termométricas a e b. Qual


é a temperatura correspondente a 30°A na escala b? � s = �� � 1 = sooc 1
c) Nesse caso, = e na equação de correção fica:
ac
eE 9c,
+ 2 = lo � 11 = 1 O + 20 �
ec 9c
9c 9c
11 • ·

� j 2ooc ec =
73
DILATAÇÃO TÉRMICA

As dimensões de um corpo sofrem variações quando al­ porcional a Lo e a AO, permitindo escrever:
teramos sua temperatura. Na grande maioria dos casos, uma
elevação da temperatura acarreta um aumento nas dimen­
sões do corpo, enquanto uma diminuição da temperatura pro­
duz uma contração. onde a, constante de proporcionalidade, é chamada de coe­
Entendemos esse comportamento lembrando que a tem­ frciente de dilatação linear, e o seu valor depende unicamente
peratura mede o estado de vibração das partículas que cons­ do material com que a barra é feita.
tituem o corpo. Ao elevarmos a temperatura, estaremos au­ Se queremos determinar o comprimento final da barra,
mentando a vibração dessas panículas, causando um aumento bàsta considerar:

I , já
da distância entre elas e, conseqüentemente, um aumento
no tamanho do corpo. IL = L0 + AL que AL = L - L0

Como: L = Lo + Lo · Ae, j á que


DILATAÇÃO DOS SÓUDOS AL = Lo · a ·AO, obtemos:
a

I
Ao se dilatar, um sólido altera suas dimensões em todas
as direções, simultaneamente. Assim, por exemplo, um sóli­ I L = Lo(1 + a Ae)

__ _ �-•q,.dmeoto - - -q -
·

do cúbico, ao se dilatar, sofre modificações em seu compri­


mento, largura e altura. A tabela seguinte apresenta os valores dos coeficientes de dilatação
linear para alguns materiais.

Lt=J!/ L�.
material
_
_ __
chumbo 21 · w-6
I
/�/
I
/
I I
,' alumínio 22 w-ó ·

A dilatação ocorre simultaneamente em todas as direções.


cobre 1 1 · w-ó
vidro comum 9 . w-6
Dilatação linear
Vamos iniciar o estudo da dilatação de um sólido consi­

I
CJ)
o derando apenas uma direção. A -esse estudo denominamos
Cl
...... dilatação linear. Por exemplo, podemos querer analisar a di­ EXERCÍCIOS
o
CJ) latação do comprimento de uma barra, embora saibamos que
CJ) o fenômeno ocorreu em todas as direções.
o
Cl
1 . Um fio de alumínio mede 100 em à temperatura de 0°C.
Seja Lo o comprimento da Sabendo que o coeficiente de dilatação linear do alumínio
o
'(). barra quando a temperatura é é 22.10"6 oc·t, determine a dilatação sofrida pela fio ao se
� eo e L o comprimento na tem­ aquecê-lo até 1 00°C.
:::5 peratura e.
� A dilatação AL do compri; Solução

9
mento da barra é dada por: Do enunciado temos:

I AL = L - Lo I

a:
•u.J
Lo = 100 em; a = 22. 10"6 °C"1; 9o = ô e
l- e = 100°C (Ae = 100°C)
o
'CS­ Aplicando a equação AL = Lo a Ae, temos:
a vJU;iaÇão da temperatura Ae é:
· ·

E
AL = (100 em) · (22. 10-6 o c-1) (100°C)
l L\e = e - ao 1

<:(

== AL = 22. 10"2 em
Cl
-
AL
74
= 0,22 em
Experimentalmente encontramos que AL é diretamente pro-
2. O comprimento de uma trena de aço é de 2 m, a 0°C. Considerando o triângulo hachurado, podemos escrever:
A que temperatura deverá encontrar-se a trena para que seu
0, = .1L
L\0tg ô

0°C? 5 o
comprimento seja mm maior que o comprimento que ela
possuía a Lembrando que .1L = Lo a .1e, resulta: ·

a = 10-s c-1 I
·

Dado
tg & = Lo · �
· .1e I tg & = Lo · a :::)
Solução e
Temos como dados do enunciado: 6. Na temperatura inicial Oo, uma barra metálica possui A
.1L=0,5 mm; L0=2 m=2.l03 mm; 6o= ooc
a=I0 - 5 o c - 1; maior comprimento do que outra barra metálica B.
Como .1L = Lo a · .1e, e .10 = O - Oo, então podemos
· Esboce o gráfico dos comprimentos das barras e B, du­ A
escrever .1L = Lo a · (O - eo)·
rante um aquecimento, em função da temperatura, sabendo-se
que elas são feitas de um mesmo metal.
0 5�
o, s = 2 . 1 o3 • s
2 . 1:..z:'0"2
1 o - • ( e - o ) :::) e = -o---= Solução
Os comprimentos iniciais, LoA e Los, das barras A e B são
I e = 25 °C I tais que: LoA LoB ·
>
As barras possuem o mesmo coeficiente de dilatação li­
3. Qual é o coeficiente de dilatação linear de uma barra me­ near a,pois são feitas do mesmo metal. E, lembrando que
tálica que sofre um aumento de 0,1 o/o
de seu comprimento no gráfico L vs. e,a inclinação da reta é:
inicial, para uma variação de 100°C? tg ô = Lo · a,
Solução
A
concluímos que a barra (maior comprimento inicial) terá,
para seu gráfico, a maior inclinação ô.
A barra metálica sofre um aumento de 0,1 o/o em seu compri-
.1L = fo� Lo
L A
mento inicial Lo, ou seja:

Foi dado ainda .10 = 100°C. B

Aplicando .1L = Lo · a · .19, temos:

fo� . Lo = Lo . a . 100 •

--+-------�--� e

a = 1020,• 1 102 :::) I. a = 10-5 o c-1 Dilatação superfidal


Agora vamos estudar a dilatação térmica de uma superfi­
4. O comprimento de uma barra de ferro é de 100 em quan­ cie; para isso, consideremos uma placa retangular de lados
do sua temperatura é de 0°C. Sabendo que o coeficiente de
dilatação do ferro vale 12.10"6 o c·t, qual é comprimento da
0
a0 e b à temperatura de e0• Ao ser aquecida à temperatura
de O, a placa sofrerá uma dilatação e seus lados passam a medir
barra a 100°C? a e b.
Solução
Do enunciado temos:
Lo = 100 eo = 0; 9 = 100°C; a = 12.10"6 °C"1
em; aquecimento
Aplicando L (1 + a · .1e), vem:
= Lo
L = 100 (1 + 12.10-6 • 100) :::) L = 100 (1 + 12.10-4)
L = 100 (1 + 0,0012) :::) L = 100 + 0,12 a

I L = 100,12 em I .10 = e - Oo -+ variação de temperatura


Ao = ao · bo -+ área inicial da superficie
5 . O gráfico dado representa o comprimento L de uma bar­ A = a · b -+ área final da superficie.
ra metálica em função da temperatura e. Usando o que aprendemos na dilatação linear, podemos
escrever:
L,
L
a = ao · (1 a .1El)
+ · e b bo + = · (1 a · .1e)
Assim:
A = ao · bo ( l + a .1ey :::) A = Ao· (1 + 2a.1e + a2 • .1e2)
·

Como o coeficiente linear a, em oc-1, é da ordem de 1 o-s,


--�----�------� e
eo e, o
resulta que a2, em c-2, é da ordem de 10"1 0, ou seja, o ter­
Mostre que o coeficiente angular dessa reta é dado por mo a2 • .192 pode ser desprezado.
Lo a, onde a
é o coeficiente de dilatação linear da barra. Daí resulta que :::) A = Ao · (1 + 2a · .1El).
A constante 2a é chamada de coeficiente de dilatação su­
·

Solução
O coeficiente angular é a tangente do ângulo de inclinação perficial e será representada pela letra �.
da reta {tg &).
L

Assim:

A = Ao (1 + � .19) I, donde vem:


-

75
· ·

e,
A = Ao + Ao · P �e ·
É interessante observar que o risco do copo se trincar é
maior quando estã parcialmente preenchido pelo líquido a.r,
Sendo �A a dilatação superficial e lembrando que que quando estã totalmente preenchido, pois, no primeiro
�A = A - A0, concluímos que: caso, mais partes do copo estarão sujeitas a dilatações dife­
rentes.
b) Porque o vidro pirex possui menor coeficiente de dilata­
ção que o vidro comum.
Dilatação volumétrica
EXERCÍCIOS O estúdo da dilatação volumétrica ou dilatação cúbica dos
sólidos segue um raciocínio análogo ao que fizemos ante­
1 . Uma moeda, fabricada com níquel puro, encontra-se à riormente.
temperatura ambiente de 20°C. Ao ser levada a um forno,
ela sofre um acréscimo de 1 OJo em sua superficie. Qual a tem­
peratura do forno? Dado ClNi = 12,5 . 10"6 oc-1 •
aquecimento

Solução
Como a moeda sofre um acréscimo �A de 1 o/o em sua su­
perficie inicial podemos escrever:
1 . �e = e - 9o -+ variação da temperatura
�A =
1 00 Ao Vo -+ volume inicial do sólido
Substituindo os valores: eo = 20°C; p = 25. 1 0"6 o c- 1 pois V -+ volume final do sólido
P = 2a, na equação �A = Ao P �a teremos:
· Obteremos facilmente expressões semelhantes às obtidas

= a - 20
·

anteriormente:
.A<í _ ) � I
I V = Vo · (1 + y · �9) I
- .Aó · 25 . 10-fi (e - 20
1 oo Ioo . 25 . 10-6

a - 20 = ��4 � a=

1 0 00
2
+ 20 :. je= 420°C j
2. Recortamos um disco circular de uma folha de alumínio.
I �V = Vo · r · �9 I
l r =3 ·a
l
Onde y é o coeficiente de dilatação cúbica ou volumétrica
do material.

O que ocorrerã com os diâmetros do disco e do orificio EXERCÍCIO


da folha ao aquecê-los igualmente?
Um cubo de ferro (aFe = 12. 1 0-6 o c-l) tem aresta igual
Solução a 20 em a l 0°C. Se a temperatura for elevada para 350°C,
Os diâmetros do disco e do orificio aumentarão igualmente. determine:
Podemos afirmar que o orificio sofre dilatação como se fos­ a) a variação do comprimento da aresta;
se feito do mesmo material da folha em que se encontra. h) a variação da superficie de qualquer uma de suas faces;
O encaixe firme de um eixo num orificio pode ser conse­ c) a variação de seu volume.
guido usando esse fato. O orificio com diâmetro menor que
o do eixo é aquecido, sofrendo dilatação, permitindo assim Solução
o seu encaixe. Ao se esfriar, o orificio se contrai, prendendo-se
firmemente ao eixo. a) A dilatação da aresta é linear, portanto:

I
Esse fato também justifica o aumento da capacidade vo­ AL = Lo · a · A 9
AL = 20 12. 1 0 -6 • 340 -+
lumétrica quando aquecemos um recipiente. O volume in­ ·
AL :::; 0,08 em
terno aumenta como se fosse feito do mesmo material do re­ AL = 8,16 · I0 - 2 .
cipiente. h) A dilatação da face é superficial. Como a área da face é
3. Responda as perguntas seguintes. Ao = 202 = 400 = 4. 1 02 c�2 e
a) Por que um copo de vidro comum trinca quando nele co­ p = 2a = 2. 12. 1 0-6 = 24. 1 0-fi o c-1, teremos:
locamos um liquido muito quente?
,....,----,
�A = Ao p �.9 ·
-+
b) Em relação à pergunta anterior, por que é mais dificil o /:iA = 3,26 cm2

AA = 4 · 1Q2 24 . 10 -6 . 340

c) O volume do cubo é V0 = 203 = 8 000 = 8. 1 03 cm3 e


copo trincar se ele for de vidro pirex?


Solução
a) O copo de vidro trinca porque os seus lados, interno e o coeficiente de dilatação volumétrica é y = 3a =
= 3 . 1 2 . 1 0-6 = 36. 1 0-'; como �V = V o y · �e,
I
externos, sofrem dilatações diferentes. O lado interno, por
.

��� �
o:
estar em contacto direto com o líquido quente, dilata-se
mais do que o lado. externo. .l0� 36. 10 -6 340 -+ �V = 98 cm Il
DILATAÇÃO DOS LÍQUIDOS EXERCÍCIOS
O estudo da dilatação dos líquidos leva às mesmas expres­ 1 . Um caminhão-tanque, com capacidade para 10 000 f, está
sões que encontramos na dilatação volumétrica dos sólidos. cheio de gasolina, a uma temperatura de l0°C. Qual o au­
Contudo, há uma dificuldade adicional, pois deve-se consi­ mento de volume sofrido pela gasolina ao ser retirada à tem­
derar o recipiente no qual o liquido está contido. De fato, peratura de 30°C? Dado: y(gasolina) = 9,6.10"4 oc-1.
quando aquecemos um liquido, estamos ao mesmo tempo
aquecendo seu recipiente, ocorrendo então a dilatação de
Solução
ambos. Do enunciado temos: 90 = l0°C e a = 30°C
Vamos considerar um recipiente preenchido totalmente Vo = 10 000 f y = 9,6.10"4 o c-1
por um líquido, os dois à temperatura de ao.
!:i V = 10 000. 9, 6.10-4 20
Aquecendo o conjunto ã tem­ !:i V = 1 92

litros
peratura e, o recipiente e o !:i v 1 04 9,6. 1 0"4 20
_ r:
r=.:;-•
== • •

__
liquido
liquido irão se dilatar. Supon· 2. Um béquer de vidro, cujo volume é 1 .000 cm3, está com­
do que o liquido se dilate mais pletamente cheio de mercúrio, a 20°C. Determine o volu­
que o recipiente, como ocorre me de mercúrio que irá transbordar quando o sistema for
__
t------ recipiente geralmente, haverá um trans­ aquecido a 1 20°C.
bordamento. Dados: YHg = 180. 10"6 o c-l
ATENÇÃO Aqui, como em qualquer estudo de dilatação 'Y(vidro) ;;; 27. 1 0-6 oc-1
térmica dos liquidos, supomos que não ocorre mudança de Solução
estado físico. O líquido não se transforma em vapor.
Seja !:iVREC a dilatação volumétrica do recipiente e !:iVR O volume transbordado representa a dilatação aparente, que
a dilatação real do líquido. Assim o volume do líquido trans­ é dada por:
bordado !:iVTRANSB será dado por: !:iVAP "' VoL • YAP • !:i9

I !:iVTRANSB = !:i VR - !:iVREC I !:iVAP = Vo L • (YR - 'YREd • /:i a


!:i vAP "' 1 ooo · (180 · 1 0·6 - 21 · w-6) • (120 - 20)
Se, por exemplo, o recipiente dilatou !:iVREC = 5 cm3 e !:i vAP = 103 , 1 53 w-ó 1oz

I
· ·

o líquido !:i VR = 8 cm3, então o volume transbordado foi


de !:iVTRANSB = 3 cm3•
I !:i VAP = 1 5, 3 cm3
O volume 'transbordado não representa o quanto de fato
o líquido se dilatou, uma vez que também ocorreu a dilata· Dilatação anômala da água
ção do recipiente. O volume transbordado !:i VTRANSB cor­ Em geral, quando se aquece um líquido, seu volume au­
responde à dilatação aparente do líquido !:iVAP· . menta. A ágtía constitui uma exceção, pois ao ser aquecida

I !:i vTRANSB = !:i vAP I de 0°C a 4°C seu volume diminui (embora acima de 4°C
se compone como os outros liquidos). Assim, podemos es­

I Q)
boçar o gráfico do volume de cena massa de água em função
Assim podemos escrever: I !:ivAP = !:ivR _ !:ivREC de sua temperatura.

E como: I L\VRE C = VoREC · YREC · M I e


v

I !:iVR = VoL · YR . !:ia j cn


o
c
Onde VoREC e VoL são os volumes iniciais do recipiente ::::>
o
e do líquido, simultaneamente. '::i
-�--L-----------. e ( ° C ) cn
'YREC é o coeficiente de dilatação cúbica do recipiente. o 4 o
'YR é o coeficiente de dilatação real do líquido.
c
o
Teremos: EXERCÍCIO 'C).
!:i VAP = VoL 'YR • !:ia - VoREC • 'YREC • .1 a

Os lagos congelam primeiro em sua parte superior em �
-I
<
mas no caso VoREC = Vou logo decorrência da variação anômala de sua densidade em rela­
e
ção ã temperatura. Explique essa variação.
!:i VAP = Vod'YR - 'YREd /:i a ()

I

:E
I !:iVAP = VoL • 'YAP · !:ia
Solução
Quando o volume da água diminui, sua densidade aumen-
a::
•W
l-
o
ta, pois: d = m!V. '
().
Onde yAP é o chamado coeficiente de dilatação aparente .
do líquido e definido como
A medida que a temperatura da água na superfic1e do la­ �
go diminui de 4°C a 0°C, o volume aumenta e a densidade �
I
...-- -------,
'YAP = 'YR - 'YREC
diminui; assim a água gelada permanece em cima do lago até
a sua solidificação, e essa camada de gelo que se forma na
superficie isola termicamente a água das camadas inferiores.
c
-

77
CALORIMETRIA

Matematicamente: Q=m·c·M
CALOR Q:m: quantidade
Onde:
de calor sensível
massa do corpo
c:constante de proporcionalidade característica do material
de que é feito o corpo. Essa constante é chamada de calor
específico.
Considere um corpo inicialmente aquecido à temperatu­ �e = (e - 9o): variação de temperatura, sendo eo a tempe­
ra de eo e que agora, exposto ao ambiente, está esfriando, ratura inicial e e a temperatura final.
isto é, está diminuindo sua temperatura, procurando atingir
a mesma temperatura e do ambiente. Unidades de medida
Lembramos que temperatura é a medida do estado de agi­ Sendo calor uma forma de energia, sua unidade de medi­
tação das partículas que constituem o corpo, ou da energia da é o J (Joule), embora seja mais usual medir o calor utili­
de agitação dessas partículas, ou ainda da energia térmica zando a unidade cal (caloria).
do corpo.
Se o corpo está diminuindo sua temperatura, então sig­
nifica que está reduzindo a energia de agitação de suas par­
A relação entre cal e J é 1 cal = 4, 1 8 J.
tículas, isto é, perdendo energia térmica. De fato, a energia
térmica do corpo se transfere para o ambiente. EXERCÍCIO
Denomina-se calor a energia térmica que se transfere. E,
Um bloco de ferro de massa 1 00 g recebe 880 calorias
espontaneamente, o calor flui de pontos de maior tempera­
e sofre um aquecimento de 80°C. Qual é o valor do calor
tura para os de menor temperatura.
específico do ferro?
Calor é energia térmica em trânsito.

Q = m · c · �e, temos:
Solução
Utilizando a equação

esfria n� perde calor c = m QM =>


c = 100880g cal80°C
I
·

� 90>9
·

....---....__
�cL = O ll g cal.
, oc .

Esse resultado significa que cada O, 1 1 cal que fornece­


E , de modo análogo, em um aquecimento o corpo estará
ganhando calor.
mos a 1 g de ferro provoca um aquecimento de 1 °C.

aquece 8
�� ganha calor Capacidade térmica

�---- 9 >90
Calor sensível
Q
Capacidade térmica C de um corpo é o quociente en­
tre a quantidade de calor recebido e a correspondente
variação de temperatura MJ.


Calor sensível é o calor que provoca no corpo uma varia­
ção de temperatura. Assim:

-
A quantidade de calor sensível é diretamente pro­ ou Q =C·M
porcional à massa do corpo e à variação de temperatura.
78
Comparando com Q = m ·'C , Ae, vem que: A constante de proporcionalidade L é chamada de calor

I C= m :c J '
especifico latente ou, simplesmente, calord latente L e depende
;

da substância e do tipo de mudança e estado.


ATENÇÃO Durante a mudança de estado de uma subs- ·

tância pura a temperatura se mantém constante.


EXERCÍCIO Assim, sob pressão normal, temos:
Um corpo a 10°.C recelre500 cal, elevando a temperatu­
ra até 60°C. Qual ê .a capacidaae térmica do corpo?
• Calor latente de fusão do gelo: LF =
80 cal
g
Solução • calor latente de solidificaçâo da água: Ls = - 80 cal/g
Do enunciado temos: • calor latente de vaporização da água: L v = 540 cal/g
Q = 500 cai � t:\6 = (60°C) - (10°C) = 50°C
.
Da1: C=�
ãe
= n 500 cal
soo c . I C=
1 0 cali°C
.
I • calor latente de liquefação do vapor d'água: LL =
= - 540 cal/g

Esse resultado significa que cada 1 O cal que o corpo re­ Se o calor específico latente for positivo
cebe eleva a temperatura em 1 °C. (ATENÇÃO
L > 0), a substância recebe calor para que ocorra a mudan­
Mudança de estados fisicos da matéria ça de estado. Se for negativo (L < 0), a substância cede calor.
Os estados fisicos da matéria são: sólido, líquido e gaso­
so. Uma substância poderá passar de um estado a outro, ao EXERCÍCIOS
receber ou perder calor.
O esquema abaixo indica os nomes dos estados fisicos da 1 . Um bloco de 20 g de gelo em fusão, ao receber calor de
matéria e os das mudanças entre esses estados. uma fonte, derrete completamente. Qual é a quantidade de
calor fornecido pela fonte?
<:>�--------------�C�E=D�E�C�A�L�O�R ____________________ Dado: calor latente de fusão do gelo LF
= 80 cal/g
Solução
FUSÃO VAPORIZAÇÃO
_____
I SÓLIDO I ! LiQUIDO I IGAsosol O calor recebido pelo gelo provoca a mudança de estado,
já que o gelo se encontra a 0°C, ou seja, em fusão.
SOLIDIFICAÇÃO LIQUEFAÇÃO Assim, a quantidade de calor latente é:
-----------------------

RECEBE CALOR
----------------- •1 �
\;V Q =m·L = ·
Q (20 g) (80 callg)

O esquema também mostra que, do estado sólido para


o líquido e do estado líquido para o gasoso, a substância re­
I Q = I 600 cal I
cebe calor, ocorrendo, portanto, uma transformação endo­ 2. Um bloco de 50 g de gelo, inicialmente a - 10°C, rece­
térmica. E, no sentido contrário, as trf!nsformações são exo­ be calor de uma fonte até sua fusão total.
térmicas, isto é, a sub!hância cede calor. a) Qual é a quantidade de calor fornecida no processo?
ATENÇÃO A mudança de estado fisico ocorre em uma b) Esboce um gráfico da temperatura em função da quanti­
determinada temperatura, que só depende da substância e dade de calor recebida pelo gelo.
da pressão à qual ela está submetida. Dado: L = 80 cal!g;
A tabela que se segue apresenta as temperaturas d� fusão c(ãgua) = 1,0 cal!g°C; c(gelo) = 0,5 cal!g° C
e ebulição, sob pressão normal de algumas substâncias. A Solução
ebulição é um processo contínuo e acelerado de vaporização. a) O gelo inicialmente deverá sofrer um aquecimento de
Substância eFUSÃO 8 EBULIÇÃO - l 0°C até 0°C, para então, a partir daí, iniciar a mudança
de estado.
água 0°C 100°C Sendo que • aquecimento I calor sensível
álcool - l l4°C ,78°C erusão = Bsolidificação Q m= ·c· Ae
mercúrio - 39°C 357°C Bebulição = eliqueração Q, = ·
50 0, 5 (O - ( - 1 0)) = Q , = 250 cal
zinco 420°C 907°C • mudança de estado I calor latente

alumínio 660°C 2.330°C Q = m · L


{b = · =
50 80 Q2 4 000 cal
Calor latente • quantidade total de calor fornecido no processo
º = Q. + º2
a:
Calor latente é o calor que provoca no corpo uma mu­ g
Q = 250 + 4 000
Q = 4 250 cal
dança de estado fisico. �
<(
Experimentalmente obtém-se que a quantidade de calor b) a:
latente Q é diretamente proporcional à massa da subs­ m WC)
w
1-

tância. Ou seja: O r-------.� o (cal) a:
250 4250 g
Q =m·L - 10
()
-

79
3. Um corpo de massa 200 g, inicialmente em estado sóli­
do, recebe calor de uma fonte térmica de potência constante
igual a 100 cal/min. A temperatura do corpo varia com o tem­
po conforme o gráfico abaixo:
(l(OCI • durante o contato

� (':--)
{)A : di m


�6g: aumenta
�0
:+---�=-------"":"
32 1� o-----... t( mi n l
2-=-
• finalmente ..,. 9A = 9B = 9: temperatura final de equi·
Determine:
a) o calor específico do corpo sólido; líbrio térmico.
b) o calor específico latente de fusão.
Solução
a) Pelo gráfico dado, notamos que nos primeiros 32 minu­
tos o corpo sólido recebeu calor para se aquecer de l 0°C
a 90°C.
A quantidade de calor sensível recebida nesse intervalo Nesse processo, pela conservação da energia, podemos
de tempo foi de: afirmar que a quantidade de calor cedido � por um corpo
representa a quantidade de calor recebido Qs pelo outro.
100 cal -+ 1 min
Q - 32 min I � I = I Qs l
Mas como por convenção a quantidade de calor recebido
Q = 3.200 cal

l
é positiva e a de calor cedido é negativa, podemos afirmar que:
Sendo Q = m e .6.9, temos:
c= Q 3.200 . � + QB = O J equação da troca de calor
=
m · .6.9 200 (90 - 10) Por exemplo, um dos corpos cedeu 500 cal e o outro re·

I o,2o g �a!c l
·

cebeu essas 500 cal. Assim:


c = � = - 500 cal e Q8 = + 500 cal, fazendo com que a
soma algébrica entre � e Qs resulte zero.
b) Entre os instantes 32 min e 120 min, a temperatura se ATENÇAO A equação da troca de calor é válida também
manteve constante, o que indica a ocorrência de mudança no caso em que ocorre mudança de estado fisico em um ou
de estado. Entre esses instantes, o intervalo de tempo decor­ nos dois corpos em contato.
rido é àt = 120 - 32 = 88 min, no qual o corpo recebeu Assim, por exemplo, se uma moeda aquecida for coloca·
para a sua fusão uma quantidade de calor lantente igual a: da junto de um grande bloco de gelo a 0°C, ocorrerá a fusão
1 00 cal -+ 1 min de uma parte do gelo à custa do calor cedido pela moeda.
Q - 88 min E será válido escrever:
Q .,.. 8.800 cal � + Qs = O
E o calor latente de fusão Lp é: Onde � é a quantidade de calor sensível cedida pela
- 8.800 cal moeda e Qs é a quantidade de calor latente recebida pela
Q = m . L LF - Lp = 44 cal/g massa de gelo que derreteu.
200 g
É importante ressaltar ainda que poderíamos ter mais de
Sistema termicamente isolado dois corpos em contato e, a partir daí, generalizar a equação
da troca de calor.
Um sistema é termicamente isolado quando os corpos em
seu interior não trocam calor com o meio externo. Na reali­ Q, + � + � + ... + � = O
dade, não existe um sistema termicamente isolado ideal, is­
to é, livre de toda e qualquer influência térmica do meio am­ Quando se colocam em contato dois ou mais corpos, ini­
biente. Contudo, na prática, os corpos que trocam calor po­ cialmente a temperaturas diferentes, ocorrem trocas de ca­
dem ser colocados em recipientes denominados caloríme· lor até que eles alcancem o equíbrio térmico, ou seja, até que
tros e ser considerados, aproximadamente, um sistema ter­ estejam na mesma temperatura. E aí, a soma algébrica das
micamente isolado. quantidades de calor trocadas pelos corpos é igual a zero.
Trocas de calor num sistema termicamente isolado
Considere dois corpos A e B termicamente isolados, de EXERCÍCIOS
temperaturas eA e eB. Postos em contato, fluirá calor do
mais quente, o de maior temperatura, para o mais frio, o de 1 . Misturam-se 80 g de água, inicialmente a 20°C, com 40 g
menor temperatura. Assim, o mais quente, perdendo ener· de água a 80°C. Determine a. temperatura final da mistura.
gia térmica, irá esfriando e o mais frio, ganhando energia Dado: c (água) = 1 callg °C ·

térmica, irá aquecendo, até o momento em que os dois atin­ Solução


jam a mesma temperatura 9, cessando o fluxo de calor. Nes­ Considerando as trocas de calor somente entre as duas mas­
se momento, diz,.se que os corpos atingiram o equilíbrio sas de água (sistema termicamente isolado1 podemos escrever:
térmico. Q. + Qz = O Onde:
• inicialmente � 9A > 9B • água fria: Q, = m . c . .6.9 = 80 1 (9 - 20)
· ·
• água quente: Q2 = m . c . ô.6 = 40 · 1 · (6 - 80) Como Lp = 80 cal/g, temos para a solidificação: Ls =
Então: - 80 cal/g.
80 . (6 - 20) + 40 . (6 - 80) = o • solidificação da água
___ _ __
1 6 = 40 0 C,___,
Resolvendo, encontramos: .... Q, = m, · Ls = m, · ( - 80) = - 80 · m,
2. Um recipiente com capacidade térmica igual a 30 cal/°C Essa quantidade de calor cedida pela solidificação da água
contém 70 g de água a l 0°C. Nele introduz-se uma esfera será recebida pelo gelo, cuja temperatura de - 10°C sobe
de bronze a 200°C, com 1 50 g de massa . Determine a tem­ para ooc.

c
peratura final de equilíbrio térmico.
• aquecimento do gelo
Dados: c (água) = 1 cal/g · °C
. oc Q2 = m2 c · ô.6 = m2 0,5 · (O - ( - 10)) = 5 · m2
(bronze) = 0,09 cal/g
·

Usando a equação das trocas de calor:


Solução
Q, + º2 = o
Participam das trocas de calor o recipiente, a água e a esfera m, + 5 m2 = O
- 80 · ·

de bronze.
• recipiente 'resulta que a razão entre as massas de gelo e água é:
Na situação inici:ll, dentro do recipiente há água a 10°C;
l�go, o recipiente também está a 10°C.
Q, = m · c · M = C ô.6 = 30 · (6 - 10) ·

• água
Q2 = m · c · ô.6 = 70 · 1 · (6 - 10) S. Um corpo sólido, cuja capacidade térmica é 25 cal / °C, ini­
cialmente à temperatura t, é colocado em contato com 50 g
• esfera de bronze de gelo a 0°C, alcançando a mistura a temperatura final de
Q3 = m · c · ô.6 = 1 50 · 0,09 · (6 - 200) equilíbrio térmico de 20°C.
Usando a equação das trocas de calor Dados: (gelo) Lp = 80 cal/g ca = 1 cal/g°C

Q, + Q2 + Q3 = O, temos: a) Determine a temperatura inicial do sólido;


30 . (6 - 10) + 70 . (6 - 10) + 1 50 . 0,09 . (6 - 200) = o b) esboce um gráfico das temperaturas em função das quan­
100 (6 - 10) + 1 3,5 (O - 200) = O
· · tidades de calor trocadas .
1 1 3,5 e = 31oo
·

Solução
a) Tendo em vista a temperatura final de equilíbrio, 20°C,
3. Uma moeda de cobre a 1 50°C, com 50 g de massa, é posta concfuímos que o gelo recebeu calor para a fusão e para o
conseqüente aquecimento da água proveniente da fusão.
em contato com um bloco de gelo a 0°C. Calcule a massa
• fusão do gelo
de gelo que se funde.
Dados: c (cobre) = 0,09 cal/g · °C Q, = m · L = 50 · 80 :. Q, = 4000 cal
Lp = 80 cal/g • aquecimento da água proveniente da fusão do gelo

Solução Q2 = m · c · ô.O = 50 · 1 · (20 - O) : . Qz = 1 .000 cal

No final, a moeda, a água proveniente do derretimento Essas quantidades de calor foram cedidas pelo resfriamento
do gelo e o restante dele estarão em equilíbrio a 0°C. do sólido.
• sólido
• esfriamento da moeda
Q3 = m · c · M = C M = 25 (20 t)
m · c ·
-
Q1 = M = 50 · 0,09 (O · - 1 50) = -675 cal
· ·

• derretimento da massa m de gelo A equação das trocas de calor fornece:

Qz = m · Lp = m · 80 Q, + º2 + º3 = o
4.000 + 1 . 000 + 25 . (20 - t) = o
Da equação Q, + Q2 = O, temos: 5 . 000 + 500 - 25 . t = o
- 675 + m 80 = O O que resulta : I m = 8,4 g
I I
·

5.500
t = ==> t = 2 2o o c
25
4. Massas de água líquida a 0°C e gelo a - 10°C são pos­
a:
tos em contato. Dados:
b) Gráfico das temperaturas em função de Q. 9
calor específico da água Ca = 1 cal/g · °C;
calor específico do gelo Cg = 0,5 cal/g · °Ci �
resfriamento do sólido �
calor latente de fusão do gelo Lp = 80 cal/g. a:
t = 220 . . . . ./' 1-
UJ
Determine a razão entre as massas de gelo e água, sabendo · ·
· ·
· .

... .
· ·
::2:
.�
· ·
· ·

que no equilíbrio térmico só existe gelo a 0°C. . . .. a:


���
20 ---
- ------ - ----- - --
9
Solução <{
fusão do gelo u
-
A água líquida a 0°C irá se solidificar, pois em contato
com o gelo estará perdendo calor. o 4000 5000 81
Equivalente em água
Equivalente em água (E) de um corpo é a massa de água
. ·. =
Q4 100 cal
A água contida no calorímetro também recebe calor para

=.m · c · = =
que possui a mesma capacidade térmica do corpo. seu aquecimento.
Vamos entender essa definição através de um exercício. • aquecimento da água

cc = = =
Q5 A9 600 · 1 (22 - 20) : Qs 1.200 cal

I
· .

EXERCÍCIOS Usando a equação das trocas de calor, obtemos:


Q , + {b + {b . + Q4 + Qs O
- 75600 . + 800 + 220 + 100 + 1200

J =
1 . Qual é o equivalente em água de um corpo cuja capaci­ o
dade térmica vale 20 cali°C? - 75600 . - 2320

= m · c-+ = m · c =
Solução =>
- 2320
c - c 0,031 cal/g°C
Pela definição de equivalente em água, devemos calcular a 75600

c(ãgua) = · =
massa de água cuja capacidade térmica seja C 20 cal/°C. 4. Num calorímetro de capacidade térmica desprezível, mis

c= =m· · m=
C 20 cal/°C turamos 200 g de água a 0°C com 10 g de gelo fundente.
Substituindo o valor do calor específico da água, que é Dados: 1 callg °C e Lp 80 cal/g.
1 cal/g · °C, teremos: Determine a temperatura de equilíbrio térmico.
20 cal/°C 1 callg °C 20 g Solução
Então 20 g de água tem a mesma capacidade térmica do
corpo; portanto o equivalente em água do corpo vale 20 g. E Nesse sistema termicamente isolado, a água a 0°C e o gelo
também a 0°C já se encontram em equilíbrio térmico, não
ATENÇÃO Quando a unidade da capacidade térmica é h:wendo, pois, trocas de calor. A mistura continuará com

E
cal/°C e a do equivalente em água é g, podemos afirmar que
e C são numericamente iguais.
200 g de água e 1 0 g de gelo.
5. Num calorímetro ideal de capacidade térmica desprezí­
/ E � cJ vel é colocado um corpo a 200°C, juntamente com uma mis­
tura de 100 g de água e gelo. O gráfico abaixo representa
2 . O equivalente em água de um calorímetro é igual a 100 g. essa situação até o equilíbrio térmico.
Determine sua capacidade térmica em: t(oC)
a) cal/°C b) WC.
Dado: 1 cal = 4,2 ].

= 1
Solução

E � C _1 C
a) Como

b) Como 1 cal ___. 4, 2 J


então 1 00 cal ___. x
=>

==
100 cal/°C

Dados:
Determine:
C(água) = 800
1 cal · g·l . oc-l
Lp (água) =
4800
80 cal . g·l

a) as massas de água e gelo da mistura inicial;


Assim C =100 cal/°C � C = 420 ]lOC
b) a temperatura T do equilíbrio térmico;
3. Um calorímetro de eqmva ente em agua igual a 50 g con­

c(ãgua) =
c) a capacidade térmica do corpo.

=
tém 600 g de água a 20°C. Introduzindo-se 10 g de gelo a
Solução
0°C e um corpo de 200 g à temperatura de 400°C, o equilí­
a) Examinemos o gráfico dado.
brio térmico se estabelece a 22°C. Dados: Lp 80 cal/g e
t( ° C)
1 cal . g·l . o c- 1 . resfriamento do corpo

Determine o calor especifico do material que constitui


o corpo. T
Solucão
Tem�s de considerar o calorímetro, o gelo, o corpo e a água
que já estava dentro do calorímetro. Examinando as tempe­

== m c · c ·
raturas dadas, observamos que o corpo cederá calor.
• resfriamento do corpo Notamos que foram necessárias 800 cal para a fusão do

=m· =m· m=
Q1 · .M = 200
· (22 - 400) gelo presente na mistura inicial (água + gelo).
. • fusão do gelo
Ql - 75600 c
Q L => 800 80 => 10 g
O gelo recebe calor para derreter e para elevar a tempe­

=m =
Havia então 10 g de gelo na mistura inicial. Como ela

m(gelo) = m(ãgua) =
ratura da água resultante da fusão.
• fusão do gelo
possuía um total de 1 00 g, conclui-se que havia 90 g de água.
a:
10 80 => {b = 800 cal Assim, na mistura inicial de água e gelo:

=m·c = = =
Qz · L
g 10 g e 90 g
·

u
• aq ecimento da água resultante da fusão
� b) Com a fusão do gelo, ficamos com 100 g de água. Conti­
<( � A9 10 1 (22 - O) � 220 cal nuando a observar o gráfico, nota-se que foram necessárias

=
·
a:
· ·

tü 4000 cal para aquecer esses 100 g de água, de 0°C até a tem­

=m·c· =
O calorímetro, cuja capacidade térmica vale C
:2 peratura final T.
a: 50 cali0C(C � E ),estava inicialmente a 20°C (mesma tem­ • aquecimento da água

=
g peratura da água nele contida). A9 => 4000

· ·
Q

=m
100 1 · ( T - 0) =>
C)
I I
·

82
- • aquecimento do calorímetro
=> T 40°C
Q4 • c · A9 = C A9 = 50 (22 - 20)
c) O corpo diminui sua temperatura de 200°C para Usando a equação das trocas de calor:
T = 40°C e, para isso, cedeu 4800 cal. Q. + � = o
• resfriamento do corpo 20400 + 100 · L = O
Q = m · c · A 9 � Q = C · A 9 � - 4800 Resulta para o calor latente de condensação do álcool:
= c . (40 - 200)
c 4800 ===>
I L = - 204 cal/g I
= 8. Classifique, justificando, as afirmações abaixo como cer­
1 60
tas ou erradas.
6. Pedaços de alumínio, com 100 g cada, são retirados de I. A quantidade de calor necessária para aquecer uma certa
um forno a 500°C e colocados em contato com um bloco massa de água de 0°C a 5°C é igual à quantidade de calor
de 5 kg de gelo a 0°C. Quantos pedaços de alumínio serão para elevar a temperatura de uma mesma massa de gelo de
necessários para derreter totalmente o gelo? 0°C a 5°C.
Dados: (calor específico do alumínio) = 0,20 cal/g °C· II. Massas iguais de água e alumínio ao receberem a mesma
(calor latente de fusão do gelo) = 80 callg quantidade de calor sofrerão a mesma variação de tempe­
Solução ratura.
• Calor recebido pelo gelo III . Misturando-se água a 10°C com gelo a 0°C, a tempera­
Q = m · L tura final de equilíbrio térmico será sempre menor que 1 0°C
Q. = 5000 g · 80 cal ==>
e maior que 0°C.
Q. = 400 000 cal
g IV . O calor específico de uma substância é sempre uma
• Calor cedido pelo alumínio constante.
V. O equivalente em água de um calorímetro é a massa de
Q = m · c · AO
água contida em seu interior\
� = 100 · 0,20 (O - 500)
·
VI. Um grama de água necessita de uma caloria para elevar
� = - 10 000 cal (para cada pedaço)
sua temperatura de um grau Celsius.
� = n 1 O 000 cal (para n pedaço�)
Solução
- ·

Usemos a equação das trocas de calor I: ERRADA


Q. + � = o O gelo deverá receber maior quantidade de calor pois,

1r-----,
400 000 - n 10 000 = O
·
antes de realizar seu aquecimento, deverá receber calor para
=
400 ooo
1 0 000 ==>
n = 40 pedaços a sua fusão.
n II: ERRADA
7. A temperatura de ebulição do álcool é 78,0°C, sob pres· A água e o alumínio possuem calores específicos diferen­
são normal. Determine o calor latente de condensação do ál­ tes. A água que possui maior calor ,específico sofrerá a me­
cool sabendo-se que ao passar 1 00 g de seu vapor a 78,0°C nor variação de temperatura.
Q
por uma serpentina de capacidade térmica desprezível, mer­ Q = m • c · AO ==> AO � =
m · ct
gulhada em . 4 kg de água a 20°C, o vapor se conden­ III: ERRADA
sou e foi recolhido no estado líquido a 78°C, sendo que Pois, dependendo das massas de água e gelo, há a possi-
a água elevou-se a 25,1 °C. bilidade da temperatura final ser igual a 0°C.
Solução IV: ERRADA
O calor específico de uma substância depende de certos
• Calor recebido pela água
fatores, tais como os de temperatura e de estado fisico.
Q = m · c · AO V: ERRADA
Q. = 4000 . 1 . (25,1 - 20,0' O equivalente em água de um calorímetro é a massa de
Q. = 20400 cal água que possui a mesma capacidade térmica desse calo­
• Calor cedido pelo vapor rímetro.
Q = m · L VI: CERTA
{b = 1 00 · L Por definição de caloria.
a:
g

UJ
tremidade de maior temperatura para a de menor tempera­ o
tura, em busca do equilíbrio térmico. o
'6
f r A: área de uma <(
(!)
PROPAGAÇÃO DE CALOR

isolante secção reta (!t
o
a:
· ·.·.·. .·.·.·.·.·.·.·.·.·.·.·.·.·.·.·.·.·.·.·.·:·.·:·:·: :-:-:-:-:-:·:·:·· ·:·:·:·:····-·.·.·.·.·.·.•.·.·.·.·.·. a..
flu xo de :;:c
a:
====: 1-
O calor pode ser transmitido de uma região para outra UJ
:::2:
de três modos diferentes: condução, convecção e irradiação. calor "&::; ã:

CONDUÇÃO
-:·:·:-:-:-:-:-:-:-:-:-:·:·:·:·:·:·:·:·:·:·:.·:·:·:·:·:·:-:·:·:·:·:·:·:·:·:·:·:·:·:·:·:·:·:·:·:·:·:·:·:·:·:·:·:·:·
g
1----- L -------l
......._ _.
cS
82 > 8 1 -
_

Quando as extremidades de uma barra possuem tempe­


raturas diferentes, haverá uma transferência de calor da ex- 83
Na extremidade de maior temperatura, as partículas pos­
suem uma maior energia de agitação, que se transfere de par­
2 Kcal
·1

- m •
32 0 (120°C - 20°C)
m· °C
tícula a partícula até a extremidade oposta . Esse tipo de pro­
--

<11 = ----------------
0,005 m
pagação de calor denomina-se condução. 320 ·_!__:_ 100 Kcal · m2 · ° C =>
h · m · °C · m
<11 "'

Condução é a forma de transmissão de calor através


0,005
da transferência de vibração das partículas do meio .
<11 =
6' 4 .
106 Kcal
h
Fluxo de calor
É a quantidade de calor Q que atravessa perpendicular­
<11

b) Da definição de fluxo de calor:


mente uma secção reta, dividida pelo intervalo de tempo Ll t
correspondente . Q :... <11 At Q=
9 cal
10 m .m .
<11 = - Q = • 6,4· 10 �
h
At
·

Q = 6' 4 · 109 .f& · lQ_ h Q = 1,1 · I09 cal


h 60
Quando o fluxo de calor através da barra for constante,
a temperatura em cada ponto não varia com o tempo, e diz­ CONVECÇÃO
se que a barra está em regime estacionário de condução .
A convecção é uma forma de transmissão de calor que

"'I
Nessa situação vale a expressão:
ocorre em fluidos, ou seja, em líquidos ou gases, porém,
:_e· -
I
� K · A · e ,) juntamente com transporte de matéria.

Considere a seguinte situação: ao colocarmos uma barra


Onde K é uma constante que caracteriza o material de de gelo sobre um barril de chope, a fim de resfriá-lo, o cho­
que a barra é feita e denomina-se coeficiente de condutibili­ pe da parte de cima, por estar perto do gelo, esfria mais que
dade térmica. o de baixo . O chope mais frio
por ser mais denso, se deslo­
ATENÇÃO Se o valor K é elevado, o material é bom con­ gelo
ca para a parte inferior do bar­
dutor de calor. Se o valor K é baixo o material é bom isolan­
ril . Por outro lado, o líquido
m a i s frio
te de calor .
menos frio caminha para a par-

(
barril
te superior. Esse movimento
MATERIAL
( )
corrente d e

K s · m · oc convecção
contínuo de massas denomina-
prata 4,0 · I Oi
condutores
j cobre
alumínio

isopor
3,9 . 1 02
2, 1 . 1 02

0,04
isolantes
j lã
ar
0,04
0,025

É importante observar na tabela que os metais são bons


refrigerador

condutores de calor (em Eletricidade aprenderemos que eles


também são bons condutores elétricos). Verifica-se ainda que
o ar é bom isolante térmico, quando parado . De fato, mate­
riais como cortiça, lã e isopor são bons isolantes térmicos
porque também conservam ar em suas cavidades . Note, por
a: exemplo, que em dias de frio os pássaros eriçam as penas

g para que o ar entre elas sirva de isolante térmico.


<)
LU
o EXERCÍCIO
.� Uma chapa de cobre de 5 mm de espessura e 1 m2 de área
�- tem suas faces mantidas a l 20°C e 20°C. Sabendo que a con-
� dutibilidade térmica do cobre é 320
Kcal
h- · m · o c '
determine: IRRADIAÇÃO
a) o fluxo de calor;
o
a:

Irradiação ou radiação é uma forma de transmissão de


0...
:;:c b) a quantidade de calor que atravessa a chapa em 1 0
minutos. calor através de ondas eletromagnéticas.
a:
LU

:2:
gj Solução
___J As ondas eletromagnéticas diferenciam-se entre si pela fre­
<) a) Vamos usar a expressão <11 =
qüência de vibração . São exemplos de ondas eletromagnéti­
-
cas: a luz, o raio X, o raio laser, as ondas de rádio e TV,
84 teremos: o ultravioleta, o infravermelho etc.
Quando uma onda eletromagnética incide numa superfi­ zer outras conseqüências drásticas, provocará um aumento
cie, dependendo de sua freqüência e da superficie atingida, da temperatura média da Terra, que hoje está em torno de
poderá ser refletida, absorvida ou transmitida. Esses fenô­ l 8°C . Tal aquecimento poderá provocar o derretimento de
menos não ocorrem isoladamente, porém um deles poderá parte do gelo acumulado nos pólos e elevar o nível do mar
predominar sobre os outros. Assim, por exemplo, o vidro em algumas dezenas de metros.
transmite com maior intensidade a radiação luminosa, o metal
hoje sécu l o X X I ( 7 )
polido reflete bem as radiações em geral e os alimentos ab­
sorvem mais a microonda.
Um corpo se aquece quando absorve radiação e se resfria
ao emiti-la. Se o corpo está em equilíbrio térmico com o meio
externo, a energia radiante emitida por ele é igual à absorvida.
A radiação do infravermelho é conhecida como ondas
de calor. Qualquer objeto emite radiação do infravermelho
e, quando sua temperatura estiver acima de aproximadamente
450°C, passa a emitir também radiação luminosa.
EXERCÍCIOS
Se deixarmos um objeto exposto ao sol, ele se aquecerá
devido à absorção da energia radiante. (Objetos de cor escu­
1 . Mostre por que uma garrafa térmica pode ser considera­
da um sistema termicamente isolado.
ra possuem maior poder de absorção.) Se esse objeto for le­
vado à sombra, ele se resfriará pela emissão de radiação do
Solução
infravermelho.
A garrafa térmica, ou "vaso de Dewar", aproxima-se bem
ATENÇÃO Dos processos de transmissão de calor (condu­ de um sistema termicamente isolado, pois evita as trocas de
ção, convecção e irradiação), a irradiação é o único que pode calor com o meio externo pelos' três processos: condução, con­
ocorrer no vácuo. vecção e irradiação.

Estufa parede dupla de


vidro espelhado

líquido em
tem peratura
rad i açã o do d i ferente do
infrave r m e l h o meio ex�er n o

A condução é evitada pelas paredes de vidro, cujo coefi­


Numa estufa, a radiação luminosa do sol atravessa o vi­ ciente de condutibilidade térmica é bem pequeno, e pelo vá­
dro e é absorvida pelos objetos que estão no interior, cuo existente entre elas. Já a convecção é evitada pelo vácuo
aquecendo-os. Em seguida, os objetos emitem radiação do entre as paredes e pela manutenção da garrafa térmica fe­
infravermelho, mas este é barrado pelo vidro. Assim, é pelo chada (daí a vantagem de as garrafas térmicas domésticas te­
fato de o vidro ser transparente à radiação luminosa e opaco rem tampa regulável). E a irradiação, finalmente, pode ser
ao infravermelho que as estufas conservam uma temperatu­ evitada porque as paredes de vidro são espelhadas. (As on­
ra superior à do meio externo. (O mesmo fenômeno ocorre das eletromagnéticas são refletidas no espelho.) Note-se que
quando um automóvel, com os vidros fechados, fica exposto o vácuo não impede a radiação.
ao sol.)
2. Por que, ao encostarmos a mão num metal e num peda­
Efeito estufa ço de madeira, temos a sensação de o metal estar mais frio
De dia a radiação solar aquece a Terra, que, à noite, é que a madeira, embora os dois estejam no mesmo ambiente
resfriada pela emissão da radiação do infravermelho. Esse e sob a mesma temperatura?
a:
resfriamento é prejudicado quando há excesso de gás carbô­ g
nico (C02) na atmosfera, pois o C02 é transparente à luz, Solução
<:5
mas opaco ao infravermelho. Consideremos a temperatura do corpo humano a 36 °C e os UJ
o
Nos últimos trinta anos, a quantidade de gás carbônico objetos a uns 20° C (temperatura ambiente). Como haverá o
I<{
na atmosfera aumentou consideravelmente em razão da quei­ fluxo de calor da mão para os objetos, estaremos perdendo U·
<{
ma de combustíveis fósseis (petróleo e carvão). Se essa de­ calor, e por isso teremos a sensação de frio. E, como o metal (!J
manda continuar crescendo no ritmo atual, em meados do é melhor condutor que a madeira, perderemos para ele mais �
século XXI a quantidade de C02 na atmosfera, além de tra- calor, tendo, portanto, uma sensação de frio maior. o
a:
Q,
<{
a:
1-
UJ

a:
g
<:5
-

85
Gases perfeitos

. . ,.;. ....
I·. \ ·....:. ·'\; ' . ..

1: gils:,;
. .

vácuo
...:. ..\\ . . . .; ..,. ....
,
" .
. ..... .. . .. ·, ..... .. ;,­
TEORIA CINÉTICA DOS or:.::. : :\: -·

GASES PERFEITOS Se retirarmos a parede divisória, todas as moléculas que


colidiam com ela passarão para o outro lado, até que, após
algum tempo, a massa gasosa ficará uniformemente distri­
buída, ocupando todo o volume do recipiente.
As medidas macroscópicas efetuadas para um gás, tais co­
mo a pressão, o volume e a temperatura, resultam do com­ Temperatura de u� gâs
portamento microscópico das moléculas do gás. Teremos uma
melhor compreensão das medidas efetuadas se conhecermos A temperatura de um gás é a medida do estado de vi­
mais profundamente o comportamento molecular. Devemos bração molecular.
então construir um modelo desse comportamento por meio
de algumas hipóteses .
• Uma massa gasosa é constituída por um número muito A temperatura de um gás está associada à velocidade das
grande de partículas, denominadas moléculas, que estão moléculas: quanto maior for a temperatura, maior será a ve­
em movimento contínuo e desordenado (caos molecular) locidade média das moléculas.
e que colidem umas com as outras e com as paredes do No estudo dos gases usaremos a escala termométrica ab­
recipiente. soluta Kelvin. Lembremos que:

I
• As colisões das moléculas são em média perfeitamente

cn
elásticas.
• A soma dos volumes de todas as moléculas de um gás é
I T = ec + 2 7 3

� desprezível frente ao volume ocupado pelo gás. Isto signi­


LU
LL. fica que o tamanho de cada molécula é desprezível em re­ Onde T e ec são as indicações nas escalas Kelvin e Cel­
a: sius, respectivamente .
LU
a...
lação à distância média entre elas.
cn • As forças intermoleculares são desprezíveis, a não ser as
repulsivas, que ocorrem durante as colisões. É possível en­
LU Pressjo de um gâs
cn
<(
(.9 tão afirmar que entre duas colisões consecutivas cada mo­
cn lécula realiza movimento retilíneo e uniforme (MRU).
o A pressão de um gás é resultante das inúmeras coli­
Cl Um gás que se comporta de acordo com essas hipóteses sões das moléculas contra as paredes do recipiente .
<(
u é chamado de gâs perfeito ou gâs ideal. Um gás submeti­
I-
•LU
do a baixa pressão e alta temperatura, gâs rarefeito, pode
z
ser considerado um gás perfeito.
u A partir das hipóteses que fundamentam um gâs per­
<( feito, e lançando mão da fisica das colisões, obtemos a equa­
a:
o
LU
ção da pressão:
Volume
!::::
cn
� O volume de uma massa gasosa será sempre igual ao
LU
LL.
a:
LU
volume do recipiente que o contém.
a...
cn
LU
cn Onde: P é a pressão do gás
<.(
(.9 Suponha um recipiente dividido em dois compartimen­ m é a massa do gás
- tos por uma parede divisória. Um dos compartimentos é ocu­ V é o volume ocupado pelo gás
86 pado por uma massa gasosa e o outro está vazio (vácuo). v é a velocidade média das moléculas
= �, podemos
+ I
Como a densidade d do gás é dada por d EXERCÍCIO
O que aconteceria com a pressão do gás contido num reci­

eocreve · +·d·� piente se a velocidade média de suas moléculas dobrasse de


valor?
Solução
As unidades usuais para se medir pressão, no estudo dos
Seja P a pressão do gás quando a velocidade média das mo-
gases, são:
• atm (atmosfera)
léculas vale v. p = 3 v v2
1... !!L .
• mmHg (milímetros de mercúrio) Seja P' a pressão do gás quando a velocidade média das
• N/m2 (newtons por metro quadrado) moléculas vale v' = 2 · v.
Sendo que:
1 atm =pressão do ar ao nível do mar
P' = 1...3 !!Lv · v'2 -+ P' = 1...3 !!Lv (2v)2 = 4 1...3 · !!Lv · v2·

=
1 mmHg pressão exercida por uma coluna de mm de 1 I P' = 4 . p I
mercúrio .----------------,
Sabe-se que: !1
atm = 760
mmHg N/m2 = 105 A pressão do gás iria se quadruplicar.

T = 273 K (0°C) e P = 1 atm.


Utilizando a equação de Clapeyron, resulta:

v=
1 . 0,0�2 . 273 I v = 22,4 e I
EQUAÇÃO DE CLAPEYRON Portanto, um mol de gás nas CNTP ocupa um volume
de 22,4litros.
2 . Sessenta e seis gramas de gás carbônico (C02) estão sob
O estado de um gás perfeito é macroscopicamente defi­ 3
pressão de atm e ocupam um volume de litros. Dados: 12
nido pelas grandezas: pressão P,
volume e temperatura V R = 0,082 atm 1
mol·' ·• K-1 e M(co,) g = 44
T.
· ·

Com base em leis experimentais, essas grandezas Determine:


relacionam-se pela chamada equação de Clapeyron: a) o número de mols de C02;
b) a temperatura do gás .
IP· V= n · R · TI Solução

Onde: a) n = � = �� -+ I n = 1,5 moi


R
• é a constante universal dos gases perfeitos, cujo valor
b) Aplicando: P · V = n R T, vem: · ·

só depende das unidades de medida.


3 · 12
I
�- 2 T=� n · R = 1,5 · 0,082
L
co!

I T 29 3 K I
mol · K
. =

R = O'082 atm . e 3. Dez mols de gás hélio à temperatura de 273 K e a uma


mol K · pressão de 2 atm ocupam o mesmo volume que mols de x

• n é o número de mols contido no gás. gás neônio à temperatura de 546 K e à pressão de 4 atm .
Se m é a massa do gás e M a massa molecular, temos que: Determine x. z:
o
Solução a:

LU
• gás hélio c..
:5
p . V = n . R . T -+ V = 1 O R2 273 • · u
LU
o
ATENÇÃO Lembre-se de que T é a temperatura medida o
1<(
na escala Kelvin. • gás neônio U·
<(

p . V = n . R . T -+ V = x . R . 546 ::::>
LU
o
--.
EXERCÍCIOS 4 cn

Como ocupam o mesmo volume, podemos escrever: �


LU
LL
1
1 . Qual é o volume ocupado por mol de gás nas condi­ 10 . j( . 273 = X . j( . 546 I X = 10 I =>
a:
LU
c..
ções normais de temperatura e pressão? 2 4 cn
LU
4. Um gás perfeito contido num recipiente de volume cons­ cn

tante encontra-se a uma temperatura T. Aquece-se o gás à


Solução <(
(!J
As condições normais de temperatura e pressão (CNTP) cor­ temperatura 2 T e deixa-se escapar 20o/o da massa gasosa .
·
-

respondem a: O que ocorrerá com a pressão do gás? 87


Solução Daí:

Q)
• Na situação inicial, podemos escrever: P · V = _l_ · m · v2
P · V = n · R · T 3
• Na situação final teremos: Como:
r = 2 · r P · V = n · R · T
n' = 80o/o · n = 0,80 · n,
já que, escapando 20o/o do gás, m
e n = -
restará 80o/o do número inicial de mols. M

0
Então escrevemos:

Q) (D
Vem que:
P' · V = n' · R · T ' P' · V = 0,80 · n R · 2 · T ·

Dividindo-se as equações e , membro a membro, .JK' . R . T = _l_ fi'(· vl


M 3

1
resulta:
LJ:"_
P · V
=
0,80 . n . R . 2 . T
n · R · T
P '
_E_ = 1 6 P' = 1 6
'
p I
.

I
Podemos dar a resposta de outra maneira, pois
P' = 1 , 6 p __. P' = 1 p + 0,6 p I P' = p + 60o/o o p
Energia interna de um gás
A pressão aumentou 60o/o em relação ao. seu valor inicial.
5. A figura abaixo representa dois gases ideais A e B conti­ A energia interna U de um gás perfeito corresponde
dos em dois compartimentos separados por uma parede mó­ à energia cinética total média Ec de suas moléculas.
vel e termicamente isolados .

I:. ;.:·� 1 / ><:·> :- · . .:': :.·:�·) . . \ :· ·:/ :::·· : 1


· ·
. : Lembrando que:

· .
. ·.
. ·: �· :: ::
·
: : : ... . .. .. : . m . vl m . vl
,... .. , I Ec = -- U = -2-
L 3L 2
Sabendo que a parede móvel está em equilíbrio e que as E como
temperaturas dos gases A e B são, respectivamente, 2 7 ° C
e 327 °C, calcule o número de moles do gás A quando tiver­ 1 M 3 · R · T
T = . . vl __. vl =
3 R M
_ _

mos 3,0 moles de gás B .


Solução Então
• Como a parede móvel está em equilíbrio e possui faces de U = !!!:_ · 3 · R · T
mesma área, as pressões de um lado e do outro são iguais: 2 M
m
' logo:

Ir- 1
PA = PB mas n =
M


-
• Pelas medidas apresentadas na figura, a relação entre os
U-
- =---.-n · - T--.,
R ·-
volumes é:
VB = 3 . VA

• As temperaturas dos gases A e B possuem na escala Kel­ EXERCÍCIO


vin os valores:
Gás oxigênio e gás hidrogênio estão à mesma temperatura.
TA = 27 + 273 __. TA = 300 K Dados: M(02) = 32 g e M(H2) = 2 g. Determine :
TB = 327 + 2 7 3 __. TB = 600 K a) a relação entre as velocidades médias das moléculas de
Assim d� acordo com a equação de Clapeyron temos:
· Q)
02 e H2;
b) a relação entre as energias cinéticas das moléculas dos

0
PA · VA = nA · R · TA --> PA · VA = nA · R 300 gases.
:z: PB · VB = n B · R · TB -> PA J 3 VA = nB · R · 600 Solução

Q) e G) ,membro a membro,
o
a: a) A velocidade média das moléculas é dada por:

UJ
Cl... E dividindo as equações · R · T
_J
<(
obtemos: M
u
UJ Assim temos:
Cl

J .:0'·
3 · R · T
(f)
UJ
•O
vo,

_
{E;
u-
E, para nB = 3,0 moles, resulta: =
· :3
; __. , ) J J
o 3 T Mo,
UJ
Mu,

/
(jj nA = · 3,0 nA = 2,0
:2 vo, )2 [1 1
u..
Lü = = = 4 = 4 . vo,
a:
UJ Relação entre a temperatura de um gás e a velocida· vH, J 32 Fl6 .... vH,
Cl...


(f)
de média das moléculas b) A energia cinética é dada por:
UJ
Cf} Vimos anteriormente que a pressão de um gás e a veloci­ Ec = n · R · T
<(
(.9 dade média das moléculas relacionam-se pela expressão: ·

-
2 Como os gases estão à mesma temperatura, conclui­
P = l. . !!!_ . v
88 3 v se que:
Podemos concluir que a energia cinética das moléculas
· depende apenas da temperatura do gás e não do "tipo de gás".

O gráfico de uma transformação isobárica (volume x


temperatura absoluta) corresponde a uma reta que passa
pela origem. Pois V= T
(constante) e é uma função do tipo
TRANSFORMAÇÕES y = ·a x.
GASOSAS v
T
= (constante)
Como já vimos, a pressão P, o volume V e a temperatura
T caracterizam o estado no qual o gás se encontra. Se uma
dessas três grandezas sofrer variação, pelo menos uma das
�T
[[E
duas outras também sofrerá variação, e então diremos que Transformação isométrica
ocorreu uma transformação gasosa. Denomina-se transformação isométrica, ou isovolumétrica
Vamos agora analisar algumas transformações gasosas par­ ou ainda isocórica a transformação de um gás a volume
ticulares. constante.
A equação de Clapeyron fornece:
Transformação isotérmica
Denomina-se transformação isotérmica de um gás a trans­
constante. P V = n · R · T P = •_::n:__�RV_·--'=­T
· -+

-+ I P = (constante) · T I
formação na qual a temperatura é mantida De acor­
do com equação de Clapeyron temos:

P · V = n · R · T P V = (constante)
·
E essa expressão representa a Lei de Charles.

ou P = (constante)
v Mantendo o volume constante na transformação de
certa massa gasosa, a pressão e a temperatura absoluta
Essa expressão define a Lei de Boyle-Mariott, cujo enun­ são grandezas diretamente proporcionais.
ciado é o seguinte:

Mantendo constante a temperatura de uma massa ga­ O gráfico de uma transformação isométrica (pressão x
P V
sosa, a pressão e o volume são grandezas inversa­ temperatura absoluta) corresponde a uma reta que passa
pela origem.
mente proporcionais.
p
Se construirmos um gráfico da transformação isotérmica
(pressão x volume), obteremos uma hipérbole equilátera.
p
T
= (constante)
PV = (constante) �
p

I P, v, = P2 V2 I
à medida que V aumenta P :: _}- t�
_
I
'
T
� cn
<(
cn
EXERCÍCIO
' '
o
diminui v cn
<(
(!)
Transformação isobárica Um gás perfeito sofre as transformações indicadas no dia­ cn
grama a seguir. Classifique-as. u.J
•O

0
Denomina-se transformação isobárica ou isopiézica de um U·
p <(
gás a transformação realizada sob pressão constante. �

r-J (:;\ ramo de hipérbole


a:
Então, da equação de Clapeyron, resulta que: o

G)� eq üõlátera
u...

P · V = n · R · T V = n · Rp · T cn
z
ex:
<(
.-------� -+-=-- - -v !:::::.
V = (constante) · T
---- -

cn

Solução u.J
u...
Esse resultado representa a chamada Lei de Gay-Lussac, a:
• Trecho 1 : a hipérbole equilátera representa uma transfor­ u.J
cujo enunciado é o seguinte: c..
mação isotérmica. cn

Numa transformação de uma dada massa gasosa, sob V


• Trecho 2: o volume é constante para qualquer P,
por­
u.J
cn
<(
pressão constante, o volume é diretamente proporcional tanto temos uma transformação isocórica. (!)
-
• Trecho 3: a pressão P é constante, portanto a transforma­
à temperatura absoluta.
ção · é isobárica. 89
2. Um gás perfeito sofre a transformação AB indicada no
diagrama abaixo.

LEI GERAL DOS GASES 5 --- ��


P