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Formadora: Magda Vasconcelos


25horas

Enquadramento
legal na proteção
de crianças e jovens
MAUS TRATOS NA INFÂNCIA

https://sicnoticias.pt/pais/2021-04-01-Maus-tratos-na-infancia.-
Maioria-das-criancas-acompanhadas-tem-ate-tres-anos-632fddbe
MAUS TRATOS NA
INFÂNCIA

Importância dos primeiros 1000 dias de vida;

35 mil crianças a serem acompanhadas por


sofrerem de maus tratos;

Mais de metade tem, no máximo, três anos


de idade.

18 mil crianças com menos de três anos em


situação de perigo, acompanhadas pela
comissão de proteção de crianças e jovens.
• A pandemia agravou o problema dos maus tratos na infância até
porque, agora, muitas das situações nem sequer são conhecidas.

• Todos os comportamentos moldam a vida das crianças,


principalmente nos primeiros mil dias de vida.

• São vários os estudos que apontam este período como fundamental


para a formação física, mental e emocional.

• Os maus tratos afetam este desenvolvimento.


Contribuir para a prevenção e intervenção, na tarefa
OBJETIVO DA de responder às crianças que estão a ser vítimas de
FORMAÇÃO alguma situação de maus tratos (negligência) ou
outras situações de perigo.

A imagem Esta Fotografia de Autor Desconhecido está licenciada ao abrigo da CC BY-SA-NC


OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Facultar um quadro legislativo enquadrador da sua ação no contexto da
proteção à infância;

Disponibilizar orientações gerais relativas a procedimentos que promovam e


facilitem atuações homogéneas, objetivas e eficazes que garantam o princípio
da legalidade e da legitimidade;

Facultar um quadro teórico sobre os maus tratos e indicadores sobre as


caraterísticas da criança, dos pais ou do ambiente familiar, a fim de facilitar a
deteção atempada de situações de maus tratos ou outras situações de perigo.
Questões a apresentar às entidades responsáveis

TRABALHO PJ
PRÁTICO 1 GNR OU PSP
CPCJ

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LEGISLAÇÃO EM MATÉRIA DE PROTEÇÃO DE
CRIANÇAS EM RISCO
Lei n.º 147/99, de 01 de Setembro

http://www.pgdlisboa.pt/leis/lei_mostra_articulado.php?nid=545&tab
ela=leis

TRABALHO PRÁTICO 2 – LEITURA DE 1 ARTIGO (À ESCOLHA) DO


DECRETO-LEI, NA SESSÃO PRESENCIAL.
Na nossa sociedade, a maior parte
das crianças encontra nos seus
contextos relacionais a proteção e os
cuidados de que necessitam para se
desenvolverem adequadamente.
PROTEÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS –
O PAPEL DA FAMÍLIA
Família – agente de socialização primária

Eixo fundamental na proteção de crianças

Responde às necessidades físicas,


psicológicas, afetivas e sociais dos seus filhos
PROTEÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS –
O PAPEL DA FAMÍLIA

Normalmente, Formação
os pais integral

permite que as
crianças Relações
securizantes

desenvolvam…
Visão positiva de si
mesma
PROTEÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS –
O PAPEL DA FAMÍLIA (CONT.)
O que permite…

CONFIANÇA COMPETÊNCIA CIDADANIA


DIREITOS E NECESSIDADES DAS CRIANÇAS

Importância de ser dada especial atenção às necessidades das crianças, adotando um papel mais
responsável e de defesa do bem-estar e segurança das mesmas.
Direitos fundamentais:
1)Integridade física e emocional das crianças
2)Participação e audição em tudo o que lhe diga respeito
3)Direito e inclusão numa família que lhe proporcione afetos, segurança
e cuidados adequados
DIREITOS E NECESSIDADES DAS CRIANÇAS

A proteção à infância e juventude consiste em garantir os direitos das crianças, a satisfação


das suas necessidades básicas e a promoção da sua integração nos grupos naturais de
convivência, em condições que possibilitem a sua participação na vida familiar, social e
cultural e o seu desenvolvimento como indivíduos.
DIREITOS E
NECESSIDADES
DAS CRIANÇAS
CRITÉRIOS DE REFERÊNCIA PARA
TODOS OS PROFISSIONAIS
Qualquer intervenção ao nível da proteção deve ser
orientada por um conjunto de critérios que sirvam de
referência a todos os profissionais dos vários setores,
nomeadamente: educação, saúde, justiça, ação social,
forças de segurança.

Os profissionais devem partilhar conceitos básicos,


que os ajudem a identificar situações de perigo que
possam comprometer o desenvolvimento integral e
harmonioso das crianças.
Articulação e
colaboração entre Critérios ou pilares
diferentes conceptuais
profissionais
Princípios e critérios de atuação na proteção
de crianças

i. Primazia do interesse superior da criança sobre qualquer outro interesse


digno de proteção
ii. Audição obrigatória e participação da criança em todos os atos que lhe
dizem respeito
iii. Respeito pelos direitos reconhecidos às crianças na Lei e nos Tratados de
Convenções Internacionais
iv. Prevenção como critério de atuação, em situação de risco ou perigo
Princípios e critérios de atuação na proteção
de crianças

v. Prevenção como critério de atuação, em situação de risco ou perigo


vi. Intervenção precoce e mínima
vii. Intervenção familiar e responsabilidade parental
viii. Subsidiariedade na intervenção e na adoção de medidas.
Destinatários das orientações de proteção de crianças
Todos os cidadãos que detetem uma situação de maus tratos ou outras situações de perigo para
uma criança, têm o dever de lhe prestar auxílio imediato e/ou comunicar o facto às entidades
competentes de primeira linha ou às Comissões de Proteção de Crianças e Jovens.
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DIREITOS E NECESSIDADES DAS CRIANÇAS
O conhecimento dos direitos e das necessidades das crianças determina o que é necessário proteger
e permite avaliar as condições mínimas a serem cumpridas pelos adultos.
DIREITOS E NECESSIDADES DAS CRIANÇAS

As crianças encontram-se num processo de desenvolvimento em que vão


adquirindo competências cada vez mais complexas. Esta aquisição processa-
se, entre outros aspetos, em função das condições e dos modos, como são
satisfeitas as suas necessidades fundamentais.
DIREITOS E NECESSIDADES DAS CRIANÇAS

As condições para a proteção da criança na primeira infância (0 aos 36 meses)


implicam um contacto quase permanente com os adultos que cuidam dela.

A avaliação das necessidades e das condições mínimas e elementares a serem


cumpridas pelos diferentes contextos que as crianças integram (família, escola,
comunidade…) permitem identificar situações de risco ou perigo.
Direitos e necessidades das crianças

Necessidades humanas

Maslow (1954)
NECESSIDADES DAS CRIANÇAS

✓ Necessidades físico-biológicas: alimentação, vestuário, higiene, sono, atividade física, proteção


de riscos reais, saúde.
✓ Necessidades cognitivas: estimulação sensorial e física; estimulação física e socialização;
compreensão da realidade física e social

O papel da creche e do infantário - contribui para o desenvolvimento de:


Atenção, concentração, memória, raciocínio, capacidades linguísticas e desenvolvimento
psicomotor
NECESSIDADES DAS CRIANÇAS

As crianças nascem com uma Ps: rever formação


série de capacidades A satisfação dessas “desenvolvimento da criança
Necessidades cognitivas sensoriais, uma grande necessidades contribui para ” (vídeo ciência dos bebés,
(cont.) curiosidade e uma o pleno desenvolvimento estádio sensório-motor de
necessidade inata de cognitivo da criança Piaget, desenvolvimento dos
compreender a realidade. 0-2 meses).
NECESSIDADES DAS CRIANÇAS

✓ Necessidades socio emocionais: segurança emocional; expressão emocional; relações sociais;


autonomia progressiva; interação.

Necessidade de se sentirem amadas, protegidas, apoiadas, aceites e de estabelecerem relações


de confiança com os cuidadores.

Autoestima Autoconceito Autocontrolo


DEFINIÇÃO DE MAUS TRATOS

“Qualquer forma de tratamento físico e (ou) emocional, não acidental e inadequado, resultante de disfunções
e (ou) carências nas relações entre crianças ou jovens e pessoas mais velhas, num contexto de uma relação de
responsabilidade, confiança e (ou) poder. Podem manifestar-se através de comportamentos ativos (físicos,
emocionais ou sexuais) ou passivos (omissão ou negligência nos cuidados e (ou) afetos). Pela maneira
reiterada como geralmente acontecem, privam a criança dos seus direitos e liberdades, afetando, de forma
concreta ou potencial, a sua saúde, desenvolvimento (físico, psicológico e social) e (ou) dignidade.”
(Magalhães, 2002, p.33)
DEFINIÇÃO DE MAUS TRATOS

“Os maus tratos constituem um fenómeno complexo e multifacetado que se desenrola de


forma dramática ou insidiosa, em particular nas crianças e nos jovens, mas sempre com
repercussões negativas no crescimento, desenvolvimento, saúde, bem-estar, segurança,
autonomia e dignidade dos indivíduos. Pode causar sequelas (neurológicas e outras),
cognitivas, afetivas e sociais, irreversíveis, a médio e longo prazo ou, mesmo, provocar a
morte.” Despacho nº 31292/2008 de 5 de dezembro – Ministério da Saúde
DEFINIÇÃO DE MAUS TRATOS
Duas grandes formas de mau trato

Por ação – quando se trata de algum tipo de abuso

Por omissão – quando a criança é vítima de


negligência
Mau trato físico e psicológico
Negligência física e psicológica
Abuso sexual

O mau trato propõe uma ação,


enquanto a negligência pressupõe
uma omissão
ASPETOS ALVO DE
AVALIAÇÃO NA DETEÇÃO
DOS MAUS TRATOS

a) Caráter acidental ou não


acidental
b) Caráter intencional ou não
intencional
c) Contexto em que os maus
tratos são infligidos
d) Caraterísticas da criança –
idade, estado de saúde…
SINAIS E SINTOMAS INDICADORES DE
NEGLIGÊNCIA
• Carência de higiene (tendo em conta as normas culturais e o meio
familiar);
• Vestuário desadequado em relação à estação do ano e lesões
consequentes de exposições climáticas adversas;
• Inexistência de rotinas (nomeadamente, alimentação e ciclo sono/vigília);
• Hematomas ou outras lesões inexplicadas e acidentes frequentes por falta
de supervisão de situações perigosas;
• Perturbações no desenvolvimento e nas aquisições sociais (linguagem,
motricidade, socialização) que não estejam a ser devidamente
acompanhadas;
SINAIS E SINTOMAS
INDICADORES DE
NEGLIGÊNCIA
• Incumprimento do Programa-Tipo de
Atuação em Saúde Infantil e Juvenil e/ou
do Programa Nacional de Vacinação;
• Doença crónica sem cuidados
adequados (falta de adesão a vigilância
e terapêutica programadas);
• Intoxicações e acidentes de repetição.
SINAIS E SINTOMAS INDICADORES DE
MAUS-TRATOS A NÍVEL FÍSICO
• Equimoses, hematomas, escoriações, queimaduras, cortes e
mordeduras em locais pouco comuns aos traumatismos de tipo
acidental (face, peri ocular, orelhas, boca e pescoço ou na parte
proximal das extremidades, genitais e nádegas);
• Síndroma da criança abanada (sacudida ou chocalhada);
• Alopecia traumática e/ou por postura prolongada com deformação do
crânio;
• Lesões provocadas que deixam marca(s) (por exemplo, de fivela,
corda, mãos, chicote, régua…);
SINAIS E SINTOMAS INDICADORES DE
MAUS-TRATOS A NÍVEL FÍSICO
• Sequelas de traumatismo antigo (calos ósseos resultantes de fratura);
• Fraturas das costelas e corpos vertebrais, fratura de metáfise;
• Demora ou ausência na procura de cuidados médicos;
• História inadequada ou recusa em explicar o mecanismo da lesão pela
criança ou pelos diferentes cuidadores;
• Perturbações do desenvolvimento (peso, estatura, linguagem, …);
• Alterações graves do estado nutricional.
SINAIS E SINTOMAS INDICADORES DE
MAU TRATO A NÍVEL PSICOLÓGICO/ EMOCIONAL
• Episódios de urgência repetidos por cefaleias, dores musculares e
abdominais sem causa orgânica aparente;
• Comportamentos agressivos (autoagressividade e/ou
heteroagressividade) e/ou auto-mutilação;
• Excessiva ansiedade ou dificuldade nas relações afetivas
interpessoais;
• Perturbações do comportamento alimentar;
SINAIS E SINTOMAS
INDICADORES DE
MAUS-TRATOS

• Alterações do controlo dos


esfíncteres (enurese,
encoprese);
• Choro incontrolável no
primeiro ano de vida;
• Comportamento ou ideação
suicida.
SINAIS E SINTOMAS INDICADORES DE
MAUS -TRATOS
• Lesões externas nos órgãos genitais (eritema, edema, laceração,
fissuras, erosão, infeção);

• Presença de esperma no corpo da criança/jovem;

• Lassidão anormal do esfíncter anal ou do hímen, fissuras anais;

• Leucorreia persistente ou recorrente;

• Prurido, dor ou edema na região vaginal ou anal;


SINAIS E SINTOMAS
INDICADORES DE
MAUS-TRATOS

• Lesões no pénis ou região escrotal;

• Equimoses e/ou petéquias na mucosa oral


e/ou laceração do freio dos lábios;

• Laceração do hímen;

• Infeções de transmissão sexual;

• Gravidez (adolescentes)
ASPETOS ALVO DE
AVALIAÇÃO NA DETEÇÃO
DOS MAUS TRATOS

A MAIOR PARTE DAS CRIANÇAS


SOFRE OS MAUS TRATOS NO
SEIO DA PRÓPRIA FAMÍLIA DE
ORIGEM, NO ENTANTO, HÁ
QUE TER PRESENTE QUE OS
AUTORES PODEM SER PESSOAS
ALHEIAS AO CONTEXTO
FAMILIAR.
SINAIS DE ABUSO

Mudanças de comportamento
injustificadas
Medo de algo que antes não tinha
Aproximação incomum de algum adulto
Regressão
Questões de sexualidade
Marcas físicas
Tristeza
Isolamento
Automutilação
• Os pais desejam o melhor para os
seus filhos e os programas de
suporte parental podem ajudá-los
a otimizar a sua capacidade e a
alcançar o seu objetivo.
AÇÕES A DESENVOLVER
Os programas de suporte parental podem melhorar as interações entre pais e filhos
ajudando os pais a melhor antecipar as mudanças desenvolvimentais dos seus filhos, a
assumir suas responsabilidades parentais e propor atividades de aprendizagem.

• abordam diversos fatores, como os cuidados regulares, a disciplina positiva e o bem-


estar parental;

• tratam de alguns tipos de comportamento da criança ou focam-se em algumas transições


desenvolvimentais.
As entidades com competência em matéria de infância e juventude, ou
as entidades policiais, procedem ao estudo sumário da situação e
proporcionam a proteção compatível com as suas atribuições.

Sempre que não possam, no âmbito das suas competências, garantir a


proteção suficiente, e a solução da situação passe, também, pela
aplicação de uma medida de promoção e proteção, comunicam às CPCJ
as situações de perigo ou maus tratos.
LEGISLAÇÃO NA PROTEÇÃO DE CRIANÇAS E
JOVENS
Nos termos da Lei, qualquer pessoa que tenha conhecimento duma criança em situação de perigo
pode e deve comunicá-la às:

1.EPL, com competência em matéria de infância ou juventude, e, por vezes, as que têm,
especificamente, intervenção no âmbito social (AS).

2.Entidades policiais (PSP e GNR).

3.Comissões de proteção de crianças e jovens (CPCJ).

4. Autoridades judiciárias.
NEGLIGÊNCIA
Professores/Educadores

CPCJ

Psicóloga Apoio à família* Segurança Social Ministério Público


COMPETÊNCIA CPCJ
PARA A
APLICAÇÃO
DAS MEDIDAS TRIBUNAIS
A comunicação pode ser dirigida às entidades
com competência em matéria de infância e
juventude, às entidades policiais, às CPCJ ou
as autoridades judiciárias. (art. 66º nº1)
• No recrutamento para profissões, empregos, funções ou atividades,
públicas ou privadas, ainda que não remuneradas, cujo exercício
envolva contacto regular com crianças, a entidade recrutadora está
obrigada a pedir ao candidato a apresentação de certificado de registo
criminal e a ponderar a informação constante do certificado na aferição
da idoneidade do candidato para o exercício das funções.
Tribunais

Comissão de Proteção de
Crianças e Jovens

Entidades com competência em matéria de


infância e juventude (saúde, educação,
segurança social, entidades policiais,
autarquias, IPSS, ONG, entre outras.
FATORES DE RISCO Famílias onde se verifica:
PARA SITUAÇÕES violência familiar,
DE PERIGO OU
MAUS TRATOS exclusão social,

iliteracia,

doença mental,

dependências físicas e ou psicológicas de


substâncias (e.g. alcoolismo)
Situações de
Estar abandonada ou viver entregue
Perigo Tipificadas a si própria;
na LPCJP Sofrer maus tratos físicos ou
psíquicos;

Ser vítima de abusos sexuais;

Não receber os cuidados adequados


à sua idade e situação pessoal;
Situações de
Perigo Tipificadas Ser obrigada a atividades ou trabalhos
excessivos /inadequados à sua idade,
dignidade e situação pessoal ou prejudiciais
na LPCJP à sua formação ou desenvolvimento;

Estar sujeita, de forma direta ou indireta, a


comportamentos que afetam gravemente a
sua saúde, segurança, formação, educação
ou desenvolvimento sem que os pais, o
representante legal ou quem tenha a guarda
de facto se lhe oponham de modo adequado
a remover essa situação.
A denúncia de uma suspeita de
maus tratos a uma criança é uma
tentativa responsável e um
exercício de cidadania para
proteger essa criança! De salientar
que, para além de um dever cívico,
a comunicação destas situações
que ponham em risco a vida , a
integridade física ou psíquica da
criança, constitui uma obrigação
para qualquer pessoa. (art. 66º nº2
LPCJP)
• Entidades policiais
UM • Autoridades judiciárias
• Entidades com competências em matéria de
COMPROMISSO infância e juventude (infantários; creches;
DE TODOS NA escolas; instituições de saúde; serviços de
ação social)
PROTEÇÃO DAS • Qualquer pessoa que tenha conhecimento
CRIANÇAS de crianças ou jovens em situação de perigo.
• As próprias crianças e jovens.
COMISSÃO • Intervêm no sentido da promoção dos
direitos da proteção da criança e do jovem
DE quando está em risco a sua segurança,
PROTEÇÃO saúde, formação, educação ou
desenvolvimento integral, por exemplo em
DE CRIANÇAS caso de abandono, maus tratos físicos ou
psíquicos, abuso sexual, trabalho infantil,
E JOVENS EM comportamentos, atividades ou consumos
RISCO - CPCJ que prejudiquem a criança ou jovem.
COMISSÃO • As instalações e os meios materiais de apoio,
nomeadamente um fundo de maneio,
DE necessários ao funcionamento da CPCJ são
PROTEÇÃO assegurados pelo município, podendo, para
DE CRIANÇAS o efeito, ser celebrados protocolos de
cooperação com os serviços do Estado
E JOVENS EM representados na Comissão Nacional de
RISCO - CPCJ Proteção de Crianças e Jovens em Risco.
AS CPCJ funcionam em modalidade restrita e
alargada:
• Na modalidade restrita, são compostas por
um número ímpar, nunca inferior a cinco,
dos membros da comissão alargada.
CPCJ • Na comissão alargada, estão representantes
da autarquia, da segurança social, da área da
saúde, das IPSS e associações de pais, das
associações de jovens, das forças de
segurança e técnicos cooptado ou cidadãos
com especial interesse pelos problemas da
infância e juventude.
• São membros por inerência das CPCJ (comissão
restrita) o Presidente da comissão e os
representantes do município ou das freguesias
(se houver mais do que uma CPCJ no município)
CPCJ e da segurança social, quando esta não exerça a
presidência.

• O presidente é eleito pelo plenário da comissão


alargada de entre todos os seus membros.
CPCJ
Para Quem?

Crianças e jovens com menos de 18 anos, podendo ir


até aos 21 anos nos casos de jovens que tenham
solicitado a continuação da intervenção antes de
atingirem a maioridade.
O que faz?
Aplicação de medidas de promoção e
proteção previstas na lei prestando:
CPCJ • Apoio junto dos pais, outro familiar ou
pessoa idónea
• Apoio para a autonomia de vida
• Acolhimento familiar ou acolhimento
residencial.
Obtido o consentimento dos pais ou
responsáveis pela criança e/ou jovem e, pela
própria criança ou jovem com idade igual ou
superior a 12 anos, a CPCJ desenvolve a
avaliação diagnóstica que permitirá elaborar
CPCJ um acordo de proteção e promoção adequado
à situação em causa, nele definindo as ações
necessárias a desenvolver, ou proceder ao
arquivamento do processo quando a situação
de perigo não se confirma ou já não subsiste.
Sempre que se verifique a oposição dos
responsáveis (ou da própria criança ou jovem)
CPCJ
à intervenção desenvolvida pela Comissão, a
situação é remetida para o Ministério Público.
Como sinalizar?
• Diretamente à Comissão existente na área
de residência da criança ou do jovem, por
carta ou fax, bem como pessoalmente ou
por telefone.
CPCJ • A Comissão só atua quando não é possível
às entidades e serviços com competência
em matéria de infância e juventude intervir
de forma adequada e suficiente a remover
o risco em que a criança ou jovem se
encontra.
Dados a reter na sinalização:
• Identificação correta da criança ou jovem
• Identificação da família ou das pessoas com quem
coabita
• Morada, telefone
• Relatórios e avaliações efetuadas
CPCJ • Outros elementos considerados relevantes para o
caso
• À Comissão Nacional de Proteção de Crianças e
Jovens em Risco cabe verificar a intervenção do
Estado, bem como a coordenação,
acompanhamento e avaliação da ação dos
organismos públicos e da comunidade, em matéria
de proteção de crianças e jovens em risco.

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