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INFORMÁTICA EDUCATIVA

Ao longo das últimas décadas no Brasil, as tecnologias digitais da


informação e comunicação, também conhecidas por TDICs, têm alterado
nossas formas de trabalhar, de se comunicar, de se relacionar e de aprender.
Na educação, as TDICs têm sido incorporadas às práticas docentes como meio
para promover aprendizagens mais significativas, objetivando-se apoiar os
professores na implementação de metodologias de ensino ativas, alinhando o
processo de ensino-aprendizagem à realidade dos estudantes e despertando
maior interesse e engajamento dos alunos em todas as etapas da Educação
Básica.
Nesse contexto, a Educação, através da Base Nacional Comum
Curricular (BNCC) esteve presente nas maiores discussões sobre educação
nos últimos anos, buscando um modelo educacional que contemplasse ao
estudante a apropriação global desse mundo digital. O documento de caráter
normativo, já homologado pelo Ministério da Educação (MEC), determina as
aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo da
Educação Básica. Entre as orientações, a BNCC define e apresenta o uso da
tecnologia nos diversas campos de conhecimento, com maior protagonismo do
aluno no processo de ensino-aprendizagem, assim como maior engajamento
do docente em implementar tais recursos nas aulas.

BNCC E A TECNOLOGIA (Informática Educativa),

Um dos propósitos da Base Nacional Comum Curricular é formar


estudantes com conhecimentos e habilidades considerados essenciais para o
século XXI. A BNCC na prática incentiva a modernização dos recursos e
práticas pedagógicas, com o uso da tecnologia, mediada pelos recursos e
potencialidades da Informática.
Diante desse pressuposto, a tecnologia permeia a Base Nacional
Comum Curricular de forma interdisciplinar, conforme especifica este
documento nas Competências Gerais 4 e 5, trazendo orientações, detalhes,
aplicabilidade desses recursos tecnológicos na prática, mediado pela esfera do
mundo digital, fruto do advento da Informática, visando desenvolver no discente
competências e habilidades, objetivando ainda, que o aluno aproprie-se da
linguagem digital, compreendendo conceitos, utilizando e criando tecnologias
digitais de informação e comunicação, de forma crítica, significativa, reflexiva
nas diversas práticas sociais de comunicação, assim como tornar-se
protagonista da própria aprendizagem, conforme ratificado a BNCC abaixo:
“Competência 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-
motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –,
bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e
científica, para se expressar e partilhar informações, experiências,
ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que
levem ao entendimento mútuo.” (Base Nacional Comum Curricular)

“Competência 5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de


informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e
ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se
comunicar, acessar e disseminar informações, produzir
conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria
na vida pessoal e coletiva.” (Base Nacional Comum Curricular)

BNCC NA PRÁTICA – EDUCAÇÃO INFANTIL


Na Educação Infantil, a Base Nacional Comum Curricular propõe a
inserção da tecnologia nos processos de aprendizagem e
desenvolvimento. Entre os saberes culturais, uma das modalidades que devem
ser exploradas é a tecnologia. Isso é orientado em um dos itens da seção de
Direitos de Aprendizagem e Desenvolvimento na Educação Infantil da BNCC:

“Explorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores,


palavras, emoções, transformações, relacionamentos, histórias,
objetos, elementos da natureza, na escola e fora dela, ampliando
seus saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as
artes, a escrita, a ciência e a tecnologia.” (Base Nacional Comum
Curricular)

BNCC NA PRÁTICA – ENSINO FUNDAMENTAL 


No Ensino Fundamental, orienta-se o uso da tecnologia de forma crítica,
consciente e responsável em todas as áreas, primando-se pela
interdisciplinaridade. A proposta de aplicação e implementação da BNCC nesta
modalidade de ensino, em cada componente curricular, preconiza-se a
utilização dos meios digitais no ensino dos alunos, dividindo-as entre as áreas
do conhecimento e disciplinas, conforme especificado abaixo:
1. Linguagens
 Arte: Relacionar as linguagens da Arte e suas práticas integradas que
podem ser possibilitadas pelo uso das novas tecnologias (informação,
comunicação, cinema e audiovisual);
 Língua Portuguesa: Utilizar as tecnologias digitais crítica e eticamente nas
práticas sociais;
 Língua Inglesa: Utilizar as novas tecnologias para a prática de letramento
na língua inglesa;
2. Matemática: Utilizar processos, ferramentas matemáticas e tecnologias
digitais disponíveis para compreender e resolver problemas.
3. Ciências da Natureza
 Avaliar as aplicações e implicações da ciência e suas tecnologias de forma
a propor alternativas aos desafios do mundo atual;
 Utilizar as tecnologias digitais para se comunicar, produzir conhecimentos e
resolver questionamentos das Ciências da Natureza de forma crítica e ética;
 Recorrer aos aprendizados das Ciências da Natureza e suas tecnologias
para compreender a diversidade humana.
4. Ciências Humanas
GEOGRAFIA
 Desenvolver o pensamento espacial para resolver problemas, utilizando as
linguagens cartográficas e iconográficas de diferentes gêneros textuais e
das geotecnologias;
HISTÓRIA
 Produzir e utilizar as tecnologias digitais de forma crítica, ética e
responsável, compreendendo seus significados para diferentes grupos ou
estratos sociais.

BNCC na prática – Ensino Médio

A Base Nacional Comum Curricular divide o currículo do Ensino Médio em


cinco diferentes itinerários formativos. São eles:

 Linguagens e suas tecnologias;


 Matemática e suas tecnologias;
 Ciências da natureza e suas tecnologias;
 Ciências humanas e sociais aplicadas;
 Formação técnica e profissional. 
Nessa fase, acredita-se que o estudante tenha papel mais proativo no
processo de aprendizagem e também no uso das tecnologias. Assim, a
BNCC prevê que a escola possibilite aos estudantes apropriar-se das
linguagens das tecnologias digitais e tornar-se fluentes em sua utilização.

Deve acontecer, também, a consolidação da aplicação dos recursos


tecnológicos em cada disciplina, conforme explicitada nas orientações para o
Ensino Fundamental. Além disso, o documento prevê garantir a
contextualização dos conhecimentos gerais, articulando as dimensões do
trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura.

BNCC na prática – Como aplicar tecnologia no ensino?

Para aplicar a BNCC na prática é preciso implementar a tecnologia no dia-a-


dia da educação dos estudantes. Ela pode, inclusive, melhorar o desempenho
de seus alunos.

Diante dessa nova normatização, o investimento em tecnologia


educacional torna-se ainda mais essencial. Além de se adequar à BNCC,
isso aproxima a educação da realidade dos alunos. Os formatos digitais
também aumentam os recursos disponíveis para os professores
ensinarem. Consequentemente, expandem as possibilidades de
compreensão e aprendizado dos jovens.

Por que continuar investindo em tecnologia na escola após a pandemia?

Veja 6 maneiras de adotar a tecnologia na BNCC na prática:

 Interação em ambientes virtuais

Desde pequenas, as crianças lidam diariamente com ambientes virtuais, seja


no contato com videogames, celulares ou tablets. Por saberem se comunicar
muito bem nesses ambientes, cabe aos professores explorarem esse
conhecimento, também, na educação formal.

+ Professor 2.0 e o seu papel na BNCC

A recomendação para os professores é identificar atividades que possam ser


transpostas ou repensadas para os meios digitais. As ferramentas são muitas:
desde criar grupos em redes sociais com discussões temáticas, ou até mesmo
utilizar um ambiente virtual de aprendizagem.

 Textos em formato digital

Outra alternativa para incentivar o uso da tecnologia em todas as disciplinas e


ajudar a implementar a BNCC na prática é a indicação de textos no formato
digital. A diferença deste formato é que o consumo é realizado com base na
linguagem hipertextual, não linear. Isso significa uma possibilidade de
expansão de conhecimento sobre um tema específico, ajudando a esclarecer
conceitos, vocabulários e contextualização histórica em meio à leitura. Ou
seja, a leitura passa a ser mais ativa e interativa do que quando feita em um
papel.

Muitos materiais didáticos possuem versão digital, que podem ser usada como
um recurso. O uso do livro digital, e-books e textos de portais de notícias
também são uma ótima alternativa para incentivar esse tipo de leitura e
protagonismo do aluno.

 Produção de conteúdo virtual

Uma vantagem do meio virtual é a possibilidade de produção de conteúdo em


diversos formatos. A experiência enriquece o aprendizado dos estudantes na
produção de trabalhos para a escola.

O meio virtual possibilita, também, a produção de conteúdos de forma


colaborativa. Há ferramentas que permitem que os alunos construam textos
dessa maneira, com edições, comentários e feedbacks em tempo real. Mas
outra opção, que vai além na interatividade, é a criação de um blog da turma.
As vantagens são inúmeras como: 

 A criação de projetos interdisciplinares; 


 A colaboratividade por meio de comentários;
 A disponibilidade de um repositório de conteúdos multimídia para
serem consultados

 Aulas em formato multimídia

Os recursos tecnológicos também devem ser aplicados ao plano de aula dos


professores. Para isso, vale usar diferentes formatos na transmissão do
conteúdo para os alunos, como apresentação em slides, vídeos ou mapas
mentais. Esta variedade colabora para o engajamento da turma nas aulas. 

Algumas ferramentas gratuitas podem ajudar nessa função:

 Google Slides – apresentação de slides


 Prezi – apresentação em formato de mapas mentais
 YouTube – edição e compartilhamento de vídeos
 PowToon – produção de vídeos e animações

Além destes, há diversos aplicativos e softwares educacionais que ajudam a


elaborar os planos de aula com mais tecnologia. Inclusive há jogos educativos
nos celulares e tablets que também podem ser aproveitados dentro de sala de
aula

 Avaliação em formatos diferentes


Também é possível para os professores experimentarem a avaliação dos
alunos em formatos além da prova em papel e caneta, explorando os meios
digitais. 

Caso a escola adote um sistema de ensino, é interessante verificar se há


avaliações e atividades extras disponíveis online. Mas também é possível
desenvolver pesquisas, avaliações e questionários por meio de ferramentas
gratuitas, incrementando a avaliação tradicional.

Veja nosso webinário sobre avaliações on-line

 Atualização de materiais didáticos

Atualizar materiais didáticos é mais uma ação que ajuda a escola a se


aproximar mais da realidade dos alunos, gerando mais interesse. O material
atualizado anualmente ajuda a inserir a tecnologia em seus temas e meios de
aprendizado. 

Outra vantagem é a otimização do planejamento de aulas do professor. A


atualização constante dos materiais usados em aulas pode ser obtido em
parceria com um sistema de ensino.

Veja como o SAE Digital de tornou o sistema de ensino que mais cresce no
Brasil.

Quer saber mais sobre como aplicar a tecnologia em diversas áreas de sua
escola? Confira mais materiais do SAE Digital

É impossível negar o desenvolvimento tecnológico que estamos


vivenciando, assim como, não podemos rejeitar que a tecnologia se faz
presente nos mais variados setores, conforme especula (KENSKI, 2008).

Aliar a tecnologia educacional à prática pedagógica é uma ambição das


melhores e mais modernas instituições de ensino, no Brasil e no mundo. O
SAE Digital oferece soluções que auxiliam desde o professor e o gestor
escolar, até o aluno e a sua família.

Transitando entre diversos papeis e tarefas na escola, o gestor necessita de


soluções que otimizem o seu tempo e o auxiliem na formação continuada da
equipe . Para o professor, os benefícios giram em torno da dinamização da
prática em sala de aula. Recursos como o Portal SAE, a Plataforma Adaptativa
ou o Livro Digital facilitam o planejamento e contribuem para o engajamento
dos alunos.

A tecnologia educacional fala a linguagem das novas gerações, por isso


contribui para encantar os alunos e as famílias, que se tornam cada vez mais
envolvidos com o processo educacional. Realidade Aumentada, SAE Notifica,
Simulados, Avaliações Diagnósticas… Os recursos digitais integrados aos
materiais impressos, desenvolvidos com intencionalidade pedagógica e
dinâmica atrativa e eficiente, cumprem um papel efetivo no letramento digital e
na aprendizagem como um todo.

A melhor parte? As tecnologias educacionais do SAE Digital são totalmente


integradas ao material impresso, contribuindo para um aprendizado relevante,
dinâmico e interativo!

Dentro da área educacional, essas tec

Em um mundo novo, complexo e multicultural, o SAE Digital é o Sistema de Ensino


que se conecta com escolas interessadas em um ensino de qualidade e com
metodologias inovadoras. Da gestão escolar ao complexo processo de ensino e
aprendizagem, os produtos e soluções do SAE Digital atendem às necessidades
educacionais de gestores, professores e estudantes. Centenas de escolas em todas
as regiões do país já escolheram fazer parte desta transformação.

(Síntese:

Educação e Informática – Reflexões Básicas


Profª. Edla Maria Faust Ramos

O mundo atualmente está passando por uma revolução que está pregando o uso das
Tecnologias de Informação no dia-a-dia das pessoas e organizações como forma das mesmas
serem mais eficientes no desenvolvimento de suas especificidades. Algumas áreas da
sociedade assimilaram mais facilmente o uso destas tecnologias que outras, como a Medicina,
por exemplo. Cabe-nos então, fazer uma reflexão sobre o uso das Tecnologias da Informação,
mais especificamente a Informática, nos ambientes educacionais.

A introdução de novas tecnologias na sociedade provoca, em sua comunidade, três posições


distintas: a indiferença, o ceticismo e o otimismo. Os indiferentes geralmente aguardam a
tendência que o curso de tal tecnologia pode tomar para então se decidir quanto à sua
utilização ou não. Os céticos possuem diversos argumentos para serem contrários à sua
utilização e, especificamente em relação à Informática na Educação, os mesmos possuem
como argumentos contrários à sua introdução a pobreza do sistema educacional, a
possibilidade do computador substituir a parte humana da educação e a robotização ou
desumanização dos alunos, entre outros fatores. Por outro lado, os otimistas argumentam que
o computador fará parte da nossa vida e será um ótimo instrumento didático-pedagógico para
democratizar o ambiente de sala de aula, motivando o despertando o interesse dos alunos a
medida que possibilita o desenvolvimento do raciocínio dos mesmos, facilitando situações para
a resolução de problemas. Nos dias de hoje, todos os argumentos defendidos pelos céticos
quanto à utilização da informática na Educação já foram largamente questionados e a
debilidade dos mesmos foi demonstrada. Desta forma, deve-se questionar não mais a
introdução destas tecnologias na educação mais sim porquê e como isto deve se dar.

Como citado anteriormente, a tecnologia está invadindo nossos lares, ambientes de trabalho e
os setores de serviço dos quais nos utilizamos. Por trás da utilização da informática na
Educação, obviamente, existem aspectos políticos, econômicos e sociais, além dos aspectos
pedagógicos. A informática é um mercado altamente competitivo e a área educacional um
grande nicho de mercado para os produtores e vendedores de equipamentos de hardware e
software. Desta forma, é lógico esperar uma certa pressão do poder econômico em busca
deste novo mercado consumidor. Também estão envolvidos aspectos políticos e sociais
objetivando a manutenção do domínio de classes e o controle sobre os meios de produção. Do
ponto de vista pedagógico a informática possui potencial para implementar um novo paradigma
pedagógico no qual os alunos passarão a atores no seu processo de aprendizagem, sendo os
professores, gerenciadores e facilitadores deste processo. Além disso, ela é uma ferramenta
propícia para buscar o aprendizado da autonomia e da cooperação e provocar processos
reflexivos e de inteligência, visando a formação de pessoas autônomas e críticas, aumentando
a sua possibilidade de compreender o mundo e nele intervir.

A despeito de possuir potencial para enriquecer o processo de ensino-aprendizado, a


introdução da informática na educação deve ser acompanhada de uma reflexão sobre a prática
pedagógica dos professores. Não adianta travestir práticas pedagógicas autoritárias, proibitivas
e centradas na fala do professor e na passividade dos alunos com uma nova roupagem para se
consiga uma melhoria do processo de ensino-aprendizado. Tais práticas devem privilegiar mais
o aprender em vez do ensinar, onde o aprender é visto não como saber a resposta, mas sim,
onde achá-la e como aplicá-la através de analogias e reflexões. Para tanto, estas práticas
devem vislumbrar o cérebro como uma ferramenta de raciocínio e interpretação e não como
uma forma de armazenar dados, coisa que os computadores fazem muito melhor que os seres
humanos. Assim sendo, a Informática tanto pode ser uma contribuição positiva quanto negativa
ao processo de ensino-aprendizado, dependendo da forma como for utilizada, sendo esta,
determinada diretamente pela pedagogia do professor.

Com ferramenta de enriquecimento do processo de ensino-aprendizado, a informática e mais


especificamente os computadores podem ser usados basicamente dentro de um enfoque
algoritmo ou heurístico. Dentro do enfoque algorítmico, o computador é visto como uma
máquina de ensinar, adotando um paradigma instrucional, onde o conteúdo é dividido em
pequenas doses e permeado de atividades que exijam uma resposta do aluno. Neste enfoque,
os computadores são considerados como versões computadorizadas dos métodos tradicionais
de ensino, utilizando Programas Tutoriais ou Instrução Assistida por Computador ( CAI ),
Programas de Exercício e Prática, Jogos e Simulações. Os defensores deste tipo de enfoque
para o uso do computador na educação indicam uma evolução do mesmo com a introdução de
técnicas de inteligência artificial e a utilização de hipertexto e hipermídia. A utilização dos
computadores no processo de ensino-aprendizado com esta modalidade se por um lado
permitem a introdução do mesmo sem que haja grandes mudanças, por outro lado limitam-se
por não se propor a questionar e implementar novos métodos de ensino-aprendizado. Dentro
de um enfoque heurístico, o computador não é mais visto como um instrumento ou máquina
que ensina, mas como um alicerce que permite ao aluno criar e desenvolver seu próprio
conhecimento e habilidades. Desta forma, as possibilidades de uso do computador expandem-
se significativamente, substituindo o paradigma instrucional por um aprendizado centrado na
investigação e produção própria. Um exemplo de software que adota o paradigma heurístico é
o LOGO, onde o usuário interage com um ambiente gráfico através do qual ele poderá construir
e testar conceitos geométricos através de um processo experimental, sendo o aluno, o principal
agente do seu processo de aprendizado.

A informática também permitirá a disseminação de técnicas não convencionais de educação,


como a Educação a Distância que é caracterizada pela separação professor e do aluno no
espaço e/ou tempo e uma aprendizagem independente e flexível através da comunicação
bidirecional. Tal sistema de educação possibilitará uma democratização do acesso à Educação
e servirá de incentivo e de ferramenta de suporte à educação continuada, permanente e
autônoma. Da mesma forma que a simples introdução de computadores no processo de
ensino-aprendizado não é garantia de melhoria do mesmo, a disseminação da Educação a
Distância deverá ser acompanhada de uma mudança de postura dos professores, das práticas
e políticas pedagógicas e da própria confecção de materiais de apoio para que os benefícios da
mesma possam ser sentidos na sociedade.

Dentro deste novo contexto educacional, os professores deverão estar aptos a assimilar e
utilizar esta tecnologia como forma de repensar e melhorar sua prática. Eles terão que passar
de meros transmissores de conteúdos e conhecimentos para orientadores dos alunos na busca
e análise das informações visando a construção do conhecimento dos mesmos, usando para
tal, a tecnologia da informática. Deve-se salientar que o professor não perderá seu lugar para o
computador, mas sim para outro professor que utilize de forma mais efetiva as tecnologias para
melhorar a sua ação em sala de aula.

Finalmente, cabe-nos concluir que a sociedade atual tem passado por transformações nunca
vista antes e a Escola, inserida que está neste meio, precisa também tornar-se um local mais
agradável e motivador para os alunos e professores. Para tanto, a introdução das Tecnologias
da Informação podem auxiliar a enriquecer o processo de ensino-aprendizado com ferramentas
não convencionais de educação. Cabe ressaltar, entretanto, que a utilização de tecnlogias por
si só, não será capaz de resolver os problemas educacionais encontrados atualmente. A
utilização das mesmas só terá validade a medida em que cause um repensar da ação
pedagógica, privilegiando ambientes educacionais menos autoritários e centrados na pesquisa
e investigação, tornando os alunos atores do seu processo de ensino-aprendizado, procurando
desenvolver nos mesmos habilidades para o gerenciamento e resolução de conflitos,
relacionamento interpessoal, aquisição e processamento de informações, autodidatismo
educacional e espírito investigativo, características estas desejadas dos cidadãos da Era do
Conhecimento.

Bibliografia:

CHAVES, Eduardo. Tecnologia e Educação: O futuro da Escola na Sociedade da


Informação. Campinas : Mindware Editora, 1998.

CYSNEIROS, Paulo Gileno. Professores e Máquinas: Uma concepção de Informática na


Educação. Texto indicado pelo Prof. Eduardo Chaves na disciplina Educação, Ciência e
Tecnologia no curso de Mestrado em Educação da UNICAMP/UnC.

HASSE, Simone Hedwig. A Informática na Educação: Mito ou Realidade? In Pesquisa e


Educação: História, Filosofia e Temas Transversais. Campinas, SP: Editora Autores
Associados, (p. 123-139), 1999.

RAMOS, Edla. Educação e informática - reflexões básicas. GRAF&TEC, (p.11-26).


Florianópolis, setembro de 1996.

RODRIGUES, Elisandra. Ensino Tradicional & Ensino Informatizado. Trabalho de


Conclusão de Curso defendido junto ao Curso Superior de Tecnologia em Processamento de
Dados da UnC-Caçador, 1995.

RUDÁ, Ricci. O Perfil do Educador do Século XXI: de Boi de Coice à Boi de


Cambão. Texto indicado pelo Prof. Eduardo Chaves na disciplina Educação, Ciência e
Tecnologia no curso de Mestrado em Educação da UNICAMP/UnC.

SEABRA, Carlos. Uma Nova Educação para uma Nova Era. Texto indicado pelo Prof.
Eduardo Chaves na disciplina Educação, Ciência e Tecnologia no curso de Mestrado em
Educação da UNICAMP/UnC.

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