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O problema da definição da arte

A palavra estética remete para o plano da sensibilidade e significa


compreensão pelos sentidos. Na verdade, é porque todos nós temos
sensibilidade estética que nos deixamos impressionar emocionalmente por
certos objetos, que designamos de objetos estéticos.
O ser humano é afetado por uma multiplicidade de estímulos que seleciona,
descodifica e configura de diferentes formas. Assim, enquanto muitos lhe
passam despercebidos, outros há que, pela sua beleza e elevação, fazem nascer
essa dimensão vivencial que designamos de experiência estética.
Trata-se, pois, de contemplar o que os sentidos registam e descobrir o que de
novo e insubstituível a realidade oferece.
Um sujeito pode ter uma experiência estética quando contempla objetos
naturais (uma paisagem, o pôr do sol, um gesto), objetos artísticos (pintura,
escultura, poema) ou durante o processo solitário de criação artística. Não
podemos reduzir o objeto estético à obra de arte. Daí decorre, também, que um
objeto se torna estético a partir do momento que é percebido pelo sujeito como
belo., O belo é, pois, a propriedade ou o valor que confere aos objetos uma
dimensão estética.
A experiência estética não remete para o plano da compreensão lógica, mas para
o da vivência individual das afeções, preferências e rejeições de cada um. E, por
isso, o que caracteriza este tipo de experiência é o prazer desinteressado e
não a utilidade que esta pessoa proporcionar.
Embora este tipo de experiência tenha uma marca afetivo-emocional, a
apreciação da beleza envolve a formulação de um juízo que, por isso
mesmo, reflete a forma como o ser humano percebe o belo – o feio, o
sublime e o horrível -, quer nos objetos naturais, quer nos que se
consideram arte.
“O que é a arte?” - a resposta não é consensual entre os filósofos. Por um lado,
o universo da arte inclui uma grande variedade, tanto de manifestações, como
de produções artísticas; por outro, o termo em questão conhece tantas aceções
quantos os momentos e as teorias de arte que surgiram ao longo da história.
A dificuldade que o problema encerra prende-se com o facto de hoje existirem
objetos e formas de arte de tal modo díspares que transformaram a questão da
definição de arte numa missão impossível, já que parece termos chegado a
um ponto em que qualquer coisa pode ser arte.

Se é um facto que nem tudo é arte, há, então, que aferir critérios de
validação. Ora, fazê-lo, inevitavelmente, é excluir dessa denominação tudo o
que não os respeite ou os ultrapasse. Mas a verdade é que o impulso criador (e
criativo) do artista, desafia-o a libertar-se dos cânones e a produzir algo
inovador e transgressor. E a arte caracteriza-se por este dinamismo. Por isso, a
sua definição encerra em si mesma uma contradição, pois visa encontrar os
limites de um conceito que, em si mesmo, é aberto.
A resposta à questão continua a ser objeto de reflexão da Filosofia. Na
realidade, o que se pretende saber é se existem elementos ou marcas comuns
às diferentes formas de arte ou critérios que nos permitam distinguir os
objetos artísticos de quaisquer outros objetos.
O ser humano mobiliza os conhecimentos e as técnicas para que possa
responder à necessidade que sente de traduzir as experiências e emoções que o
mundo lhe oferece. De cada vez que o faz de um modo novo, único e
original, recriando sentidos, produz arte. É pela arte que o ser humano cria
um espaço de transfiguração da realidade e descobre uma nova dimensão de
possíveis deixando a sua marca no mundo.
A arte traduz a necessidade humana de compreender e dar novos sentidos
à realidade e de expressar vivências, sentimentos e desejos que nascem de
uma forma peculiar de ser, ver e estar no mundo. São inúmeras as produções
que ao longo da história foram consideradas arte. Tê-lo-ão sido justamente? E
segundo que preceitos?
Durante muito tempo designaram-se arte as criações que se diferenciavam dos
restantes objetos pelas suas propriedades intrínsecas. Foi com base neste
critério que as diferentes teorias essencialistas definiram a arte como imitação,
expressão ou forma significante. Esta abordagem foi alvo de contestação por
parte de diversos pensadores: quer dos que consideraram a arte um conceito
indefinível, quer dos que recorreram a elementos extrínsecos à obra (contexto
institucional ou a história da arte) para a classificar como arte.
As teorias essencialistas distinguem-se das não essencialistas por designarem
como arte as criações que, pelas suas capacidades essenciais (imitação,
expressão de sentimentos ou forma significante) se diferenciam dos restantes
objetos.
Teorias essencialistas da arte

A arte como representação


Uma obra é arte se, e só se, é produzida pelo homem e imita algo.

- Antiguidade Clássica
- Imitação foi o critério mais usado para classificar a arte
- Aplicava-se sempre que, através de uma criação, um artista reproduzia a
realidade
- Se ele não a retratasse adequadamente, a sua obra não seria considerada
artística
- Era condição necessária da arte que ela imitasse/copiasse numa tela ou
num bloco de mármore aquilo que a realidade sugeria
- Apesar de atualmente sabermos que este critério não é linear, muitas
obras de arte imitam efetivamente alguma coisa
- Muitas vezes, perante uma obra de arte, procuramos encontrar-lhe o
sentido e avaliamos a mestria do artista em função da realidade que
reproduziu.
Mas poder-se-á considerar que é arte tudo o que imita alguma coisa?
A resposta é não. Há imitações que, mesmo realizadas na perfeição, jamais
poderão ser consideradas arte. Tal acontece, por exemplo, quando, numa
situação social, alguém imita um comportamento exemplar ou condenável de
outrem. Neste caso estamos certos de que ele não é arte e de que o seu autor não
é artista. Não basta imitar para ser arte.
- Conceber a arte como imitação significa reduzir a atividade criativa a
uma técnica de reprodução neutra
- Porque o que se quer transpor para a obra se submete ao olhar do artista, a
arte seria incapaz de abarcar a complexidade inerente à própria realidade,
tornando difícil a sua captação tal qual é
Se a arte fosse mera imitação, poderia a música ser considerada arte? Não.
Coloca-se, ainda, a questão de saber como aceder à realidade original que
motivou a obra, a fim de determinar a exatidão e perfeição da cópia. Tal
não parece possível, quer pelo hiato temporal que separa o momento da criação
do da contemplação, quer pela dificuldade em aceder ou recuperar o objeto
original.
Foi para dar respostas a estas objeções que alguns autores propuseram que se
utilizasse a designação de “arte como representação”. Deste modo torna-se
possível classificar como arte não apenas o que imita, mas também o que
representa/simboliza e que requer uma interpretação.
No entanto, esta abordagem não está isenta de críticas, pois continua a haver
obras que nada representam que não são concebidas para representar
nada, mas para criarem efeitos visuais interessantes e que recebem a
denominação de arte.

Tese principal: Uma obra é arte se, e só se, é produzida pelo homem e imita
algo.
Característica própria da teoria: Uma obra para ser arte tem de imitar algo.
Para Platão e Aristóteles, a arte era uma forma de imitação da natureza. Platão
desprezou-a, mas Aristóteles reconheceu-lhe uma função pedagógica. O
desprezo de Platão resulta das suas conceções filosóficas acerca da realidade e
do conhecimento. Para ele, as realidades que percebemos no mundo sensível
são meras cópias imperfeitas das ideias e um artista apenas imita essas cópias. A
arte resume-se à cópia de uma cópia. Aristóteles considera que todas as suas
formas são imitações que se distinguem entre si pelos meios que utilizam e pelo
que retratam.
Pontos fortes da teoria:
- Adequa-se ao facto incontestável de muitas pinturas, esculturas e outras
obras de arte imitarem algo da natureza
- Oferece um critério de classificação das obras de arte bastante rigoroso, o
que nos permite distinguir com facilidade um objeto que é uma obra de
arte de outro que o não é.
Críticas:
- Encontramos obras de arte que não imitam nada por exemplo na pintura
ou na escultura e de forma ainda mais notória na literatura ou música.
- (A perspetiva é redutora, tanto em termos de conceção de objeto estético,
como no que respeita à perceção da complexidade do ato criativo, pois há
obras que embora nada imitem são consideradas arte)
- Se o critério de validação da arte fosse a imitação, aplicar-se-ia a um
número reduzido de produções e seria impossível determinar o valor
estético pela dificuldade de aceder às realidades que a motivaram.

A arte como expressão

Uma obra é arte se, e só se, exprime sentimentos e emoções do artista.


A partir do séc. XIX, a resposta dada à questão “O que é a arte?” passou a
assentar no ponto de vista do sujeito criador que, pela arte, exprime o seu
mundo interior.
De acordo com a arte expressivista:
- Só a produção humana capaz de expressar e comunicar as emoções e
sentimentos vividos pelo artista aquando da criação da obra pode ser
considerada arte
- A obra de arte deve ser capaz de despertar no espectador as mesmas
emoções sentidas pelo artista no momento da criação
O critério que permite distinguir a arte da não arte, não é o que se imita ou
representa, mas as emoções e os sentimentos que determinada obra expressa.
Quando o artista expõe numa obra um objeto ou uma paisagem, ele não está a
reproduzir ou imitar o exterior, mas a imprimir na obra a sua vivência
emocional.
O valor estético da obra depende da capacidade que ela tem de comunicar a
intenção do criador.
Tolstói:
- No momento em que cria, o artista tem o propósito de transmitir às outras
pessoas um sentimento que ele experimentou certa vez, pelo que, no ato
da criação, procura evocá-lo de novo e expressá-lo por certos sinais
exteriores.
- Defende que o artista deve ser capaz de fazer o espectador reviver os
mesmos sentimentos que experimentou e de o contagiar com as mesmas
emoções.
- A obra de arte é um veículo de transmissão de emoções.

Collingwood:
- Antes de produzir a obra, o artista desconhece a natureza das suas
emoções, pois possui apenas um conjunto difuso e indefinido de
sentimentos.
- É somente ao usar a imaginação e o pensamento para preparar a sua obra
que essa excitação emocional vai sendo clarificada para ser depois
articulada com os objetos que o artista produz.
- A experiência estética do espectador deve proporcionar-lhe o acesso aos
sentimentos e emoções individuais do autor da obra.

Críticas:
- Para ser considerada arte, uma obra tem de ser a expressão clarificadora e
intencional das emoções individuais que o artista partilha com o
espectador. Porém, nem sempre a arte realiza este propósito pois há obras
reconhecidas como arte que não exprimem qualquer emoção e porque há
formas de arte, como o teatro ou cinema, nas quais o artista não expressa
as suas emoções, mas representa/finge as da personagem que interpreta.
- Nem sempre é possível conhecer as emoções que o artista quis transmitir
no momento da criação, nem garantir que este tenha tido intenção de
expressar emoções.

Critério valorativo: uma obra é tanto melhor quanto melhor conseguir


exprimir os sentimentos do artista que a criou.
A arte como forma significante

Uma obra é arte se, e só se, provocar emoções estéticas, sendo que estas
resultam da relação que o observador estabelece com a obra de arte.
Algumas das principais dificuldades levantadas pelas teorias da arte como
imitação e expressivista ligavam-se ao facto de elas não oferecerem um
critério de classificação suficientemente abrangente, acabando por destituir
de valor artístico muitas obras que são consideradas arte. A questão
mantém-se: o que separa a arte da não arte?
Clive Bell:
- Ponto de partida para a sua reflexão: crença de que a arte tem uma
essência e de que a existência de uma definição rigorosa deste
conceito seria fundamental não só para identificar, mas também para
apreciar a arte
- Considera que a sensibilidade estética de um sujeito (capacidade de se
emocionar perante uma obra de arte) e a sua capacidade de raciocínio
(proporcionada por um pensamento organizado e lógico) são as condições
necessárias para a elaboração de uma teoria que formalize, a partir das
qualidades essenciais comuns a todas as obras, o conceito de arte.
- A característica de provocar emoções estéticas constitui a condição
necessária e suficiente para que um objeto seja uma obra de arte.

Teoria formalista de Bell: considera que é a capacidade de provocar emoções


estéticas nos expectadores que permite demarcar a arte da não arte. É o sujeito
que tem a capacidade de descobrir a arte, a partir da emoção estética que ela lhe
desperta.
O reconhecimento do valor de uma obra depende, ainda, da existência de
atributos estruturais (forma significante) inerentes aos objetos sujeitos a
apreciação.
Bell diz-nos que existe uma característica comum a todas as obras: a forma
significante. Tal qualidade requer da parte do crítico ou espectador uma certa
sensibilidade, para que a possa captar.

Não se trata de afirmar, como na expressivista, que uma obra exprime emoções,
mas de reconhecer numa obra a capacidade de as despertar. Assim, é a
presença ou ausência da forma significante numa obra que determinará o seu
estatuto artístico.
Para Bell, a arte é um conceito valorativo, o que significa que, para que uma
obra seja reconhecida como arte, não basta ter sido classificada como tal, é
necessário haver alguém que lhe atribua valor e lhe reconheça um estatuto.

Críticas:
- Nem todos os espectadores são capazes de reconhecer uma obra de arte
por não perceberem a sua forma significante ou por não experimentarem
qualquer emoção estética.
- Bell não clarifica os conceitos que funda a sua teoria, incorrendo uma
circularidade: a emoção estética é o que decorre da forma significante e
esta é o que torna possível a emoção estética.
- Torna-se impossível refutar esta teoria pois, fazê-lo, implicaria pressupor
o mesmo que a teoria pretende demonstrar: que a fruição de uma obra de
arte genuína produz, no observador sensível, uma emoção estética.

Teorias não essencialistas

Teoria institucional da arte


George Dickie começou por distinguir entre o que é estético e o que é artístico,
remetendo o primeiro para o plano de uma experiência individual e o segundo
para uma prática social coletiva. É nesta segunda vertente que Dickie
compreende a arte: como uma prática institucionalizada e sistémica que
pressupõe uma relação entre público e artistas.
Para Dickie, é o contexto cultural em que uma obra se desenvolve e apresenta
que fazem com que seja reconhecida como arte. Ao contrário do que defendia
Bell, para Dickie, o conceito de arte não tem um sentido valorativo, mas
classificativo. Ou seja, não se trata de avaliar se uma determinada obra é boa ou
má, mas de encontrar os critérios que permitam separar a arte da não arte.
A teoria proposta por Dickie é uma tentativa de definir a arte não pelas
propriedades específicas que apresenta, mas pelo modo como é produzida.
Por isso, mais do que avaliar a qualidade das obras, interessa saber o que lhes
confere o estatuto de arte.
É perfeitamente aceitável que um objeto seja considerado arte sem que tenha
qualquer valor associado. Tal significa que o que faz de algo uma obra de arte é
a satisfação de determinadas condições que a permitam classificar como tal.
Condições:
- Ser um artefacto é a primeira condição para algo ser arte. Acontece que
esse conceito é demasiado amplo, pois inclui tudo o que foi manipulado –
total ou parcialmente – pelo ser humano. Apenas são arte os artefactos
que adquiriram um estatuto no interior de um enquadramento
institucional.
- O termo “mundo da arte” é usado pelo autor para se referir à natureza
da arte e ao contexto institucional em que as práticas artísticas se
desenvolvem e preparam uma apresentação para o público. É o modo
como é feita essa inserção no mundo que faz de algo arte. Não é um
corpo de autoridades formalmente organizado que determina o que é arte,
mas o todo que serve de pano de fundo aos artistas nos momentos de
criação.

Para Dickie, não existe nenhum momento solene em que uma obra seja
oficialmente denominada como obra de arte. Para ser arte, é apenas
necessário que o artefacto seja tratado como tal, isto é, colocado numa
galeria, publicado, representado ou produzido, de modo a que possa ser
apreciado.

Críticas:
- Incapacidade para distinguir a boa da má arte pois a teoria de Dickie só
classifica um objeto como sendo ou não arte, abstendo-se de a avaliar. Há
quem a considere uma teoria pobre, pois, ao escusar-se esta avaliação,
acaba por legitimar que qualquer objeto desde que integrado no contexto
adequado possa ser reconhecido como arte.
- Ao afirmar que é arte o que o “mundo da arte” denomina como tal, sem
indicar as razões pelas quais se atribui esse estatuto a um artefacto e não a
outro, a teoria institucional da arte parece tornar-se circular e vazia.
- Fragilidade de não reconhecer como artistas aqueles que criam as suas
obras à margem dos circuitos institucionais.

Teoria histórica da arte


Levinson procurará clarificar o conceito de arte a partir do enquadramento de
uma dada obra na história da arte. Para Levinson, a arte é um fenómeno
absolutamente dependente da sua história, pelo que, enquanto atividade
humana, ela não pode ser encarada como uma mera sucessão de eventos
apresentados ou reconhecidos em contextos específicos.
O que faz de um objeto arte não é o contexto histórico em que ocorre, mas a
ligação específica que estabelece com outras obras do passado. Cabe ao
artista fazer essa ponte, pelo que é essa a intenção de se encontrar com o
passado (com o que ao longo da história tem sido considerado arte) que confere
a um objeto um tal estatuto.
Numa clara oposição à teoria institucional, Levinson defende que a arte é
necessariamente retrospetiva, pois não basta que um objeto seja candidato
à apreciação no mundo da arte para merecer essa designação. É preciso que
estejam reunidas as condições que o tornem, historicamente, passível de ser
reconhecida como tal.
Condições:
- O artista deve possuir a propriedade apropriada (direito de
propriedade) sobre o objeto em análise ou estar devidamente autorizado
pelo seu proprietário a agir sobre ela. Um artista apenas pode designar
como sua uma obra produzida a partir dos seus materiais e recursos ou
dos que usou com a autorização explícita do seu proprietário. Não é
possível que alguém transforme em arte um objeto que não é seu.
- A arte não pode surgir de um impulso momentâneo. Para Levinson, só
há arte se houver, por parte do autor, uma intenção não passageira de
relacionar a arte do represente (a sua obra) com a do passado (a que
já assim foi reconhecida). Tal implica que o artista faça uso dos seus
conhecimentos de história da arte ou que saiba o suficiente acerca dos
objetos e dos auditórios para poder fazer referência àquilo que a arte já
foi. O propósito do artista é que a sua obra seja historicamente
perspetivada como arte, tal como o foram ou são as obras do passado.

Mesmo que o artista não conheça a história da arte, o facto é que ela existe e
que foi sempre sob a sua luz e orientação que as obras foram perspetivadas
como arte. Para o autor, somente a ligação ao passado torna possível
reconhecer uma obra como arte.

Críticas:
- Levinson deixa-nos sem saber o que muda num objeto quando ele se
transforma em obra de arte.
- Faz do direito de propriedade uma condição necessária para que haja arte,
- Supõe como condição para a arte a existência de uma intenção por parte
de um autor. Há obras que foram publicadas sem que para isso tenha
havido uma intenção clara do seu autor.
- Não clarificou de que modo se terão afirmado como arte as primeiras
obras. Se só é arte o que se relaciona com a história, como podem as
obras primordiais ser arte se, antes delas, não há arte com que possam ser
relacionadas? Se as obras primordiais não forem arte, será possível que as
subsequentes o possam ser?

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