UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

UNESP – Bauru/SP

FACULDADE DE ENGENHARIA
Departamento de Engenharia Civil

Disciplina: 1288 - ESTRUTURAS DE CONCRETO I
NOTAS DE AULA

LAJES DE CONCRETO

Prof. Dr. PAULO SÉRGIO DOS SANTOS BASTOS
(wwwp.feb.unesp.br/pbastos)

Bauru/SP Novembro/2005

APRESENTAÇÃO

Esta

apostila

tem

o

objetivo

de

servir

como

notas

de

aula

na

disciplina

1288 – Estruturas de Concreto I, do curso de Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia, da Universidade Estadual Paulista – UNESP, Campus de Bauru/SP. O texto apresentado está conforme as novas prescrições contidas na NBR 6118/2003 (“Projeto de estruturas de concreto – Procedimento” – versão corrigida de março/2004) para o projeto e dimensionamento das lajes de concreto armado. A apostila apresenta o estudo das lajes maciças, das lajes nervuradas e lajes pré-fabricadas. Os esforços nas lajes são determinados pela Teoria das Placas. Quaisquer críticas e sugestões serão muito bem-vindas, pois assim a apostila poderá ser melhorada. O autor agradece ao técnico Éderson dos Santos Martins, pela confecção dos desenhos.

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 2. DEFINIÇÃO .......................................................................................................... 3. LAJES MACIÇAS DE CONCRETO .................................................................... 3.1 Classificação Quanto à Direção ......................................................................... 3.2 Vão Efetivo ........................................................................................................ 3.3 Vinculação nas Bordas ......................................................................................... 3.4 Ações a Considerar ............................................................................................. 3.4.1 Peso Próprio ................................................................................................. 3.4.2 Contrapiso ................................................................................................... 3.4.3 Revestimento do Teto .................................................................................. 3.4.4 Piso ............................................................................................................... 3.4.5 Paredes ........................................................................................................ 3.4.5.1 Laje Armada em Duas Direções ........................................................... 3.4.5.2 Laje Armada em Uma Direção ............................................................ 3.4.6 Ações Variáveis ........................................................................................... 3.5 Espessura Mínima ............................................................................................ 3.6 Cobrimentos Mínimos ..................................................................................... 3.7 Estimativa da Altura da Laje ............................................................................ 3.8 Momentos Fletores Solicitantes ............................................................................ 3.8.1 Laje Armada em Uma Direção .................................................................... 3.8.2 Laje Armada em Duas Direções .................................................................. 3.9 Reações de Apoio ............................................................................................ 3.10 Flechas ........................................................................................................... 3.10.1 Verificação do Estádio ................................................................................ 3.10.2 Flecha Imediata .................................................................................... 3.10.3 Flecha Diferida no Tempo ................................................................... 3.10.4 Flechas Máximas Admitidas ............................................................... 3.10.5 Flecha Imediata .......................................................................................... 3.10.5.1 Laje Armada em Duas Direções ............................................................. 3.10.5.2 Laje Armada em Uma Direção ............................................................... 3.11 Dimensionamento .......................................................................................... 3.11.1 Flexão ................................................................................................... 3.11.2 Esforço Cortante ................................................................................... 3.11.2.1 Lajes sem Armadura para Força Cortante .................................. 3.11.2.2 Lajes com Armadura para Força Cortante ................................. 3.12 Detalhamento das Armaduras .............................................................................. 3.12.1 Armaduras Longitudinais Máximas e Mínimas ........................................ 3.12.2 Diâmetro Máximo .........................................................................................

Pág. 1 1 1 2 3 3 7 8 8 8 9 9 9 10 11 12 12 14 14 15 18 20 21 22 23 24 25 27 27 28 28 30 30 30 32 32 32 33

...............................7 Exemplo ............................................................. 4................................5 Momentos Fletores e Dimensionamento das Armaduras Longitudinais de Flexão .................................5 Momentos Fletores e Dimensionamento . 3.......................................... 3.................4 Reações de Apoio nas Vigas de Borda ........................................................................................ Cálculo Simplificado ....... 4.... 3......... Tipos .. 4......2 Cálculo das Ações .................................6......................... 3...................12........3 Verificação das Flechas ................2 Pré-Dimensionamento da Altura das Lajes ..................................... 3. 4........ 3......................16...................................... 3...........................................................................18................................................. 4...................1 Vãos Efetivos e Vinculação nas Bordas .............................................18......... 3.........17............ L0 < 65 cm .....................................................................18 Exemplo de Cálculo de Lajes Maciças do Pavimento de um Edifício ..............................12.......................15 Tabelas das Armaduras .1 Lajes com Três Bordas Apoiadas ................................................3 Cálculo das Ações Atuantes .......................16 Cálculo Prático ........18.................................7......................................................17 Laje Maciça Retangular com Uma Borda Livre ...........................6 Dimensionamento .......2 Flecha na Laje L1 ..........................................................1......18...................................................................................8 Detalhamentos das Armaduras Longitudinais ..... 3.......................... 3.... 3...4 Comprimento da Armadura Negativa nos Apoios com Continuidade de Lajes ........... 3.. 3............................. 3.....4 Reações nas Vigas ...........13 Compatibilização dos Momentos Fletores ..........2............1 Laje em Cruz (nervuras nas duas direções)...................................5 Comprimento da Armadura Positiva ....................................... 3............................................................2 Esforço Cortante ................................ 3... 3................... 3...........................................................................17........18..........................18............................................................................................................................... 3....12.......1..............................16...........................................2 Lajes com Três Bordas Engastadas ...... 3.............5 Momentos Fletores nos Apoios Intermediários ......................... 4.............................................................1................... 3..........................18........14 Momentos Volventes ........ 4...7 Armaduras Complementares .6.............3 Flecha na Laje L4 ..............1 Detalhamento das Armaduras .....2 Exemplo Numérico de Aplicação ............................ 3............................. LAJES NERVURADAS ...........................................1 Flexão nas Nervuras ..........4 Ações ................18....................12...3.................... 4.....6 Furos em Lajes ... 3....................................................... 3..................................3.....................................................16....................................... 4......17.18.....................................................12................................................................................................................................7 Verificação do Esforço Cortante ............. 3...............18............... Definição ......................1 Pré-Dimensionamento da Altura da Laje .............16............... 33 34 36 37 38 39 40 41 41 42 42 42 42 42 43 45 45 47 48 50 52 53 53 55 59 62 63 65 67 69 69 72 72 74 75 76 77 78 79 79 79 79 ......................6....... 3....................................1 Flecha na Laje L2 ........3 Espaçamento Máximo e Mínimo ................6. 3...........................................................18. 3..... 4.....................................6 Verificação das Flechas ............ 4............ 3......16...............................17.....6...................... 3.................................

................................... 5...................... 5.................................3...............................................3 Armadura de Distribuição ..............................................................................................................................3.... 5............................................. 5................................................4 Escolha da Laje ................2........2 Laje Treliça .....2...........................2 Armadura Complementar ..............................5 Exemplos ............................ LAJES PRÉ-FABRICADAS ............................. 5..... 5.....................2....................1 Nervura Transversal ...........2........................................................................................................................................ TABELAS ANEXAS ............ 5...... 5............................................................................................................. 5.2............................................................................................................... 83 84 84 85 87 88 89 89 90 92 93 96 97 99 99 101 ................................................................... 5..............................................................................................3 Laje Pré-Fabricada Convencional ............ 5...........1 Detalhes Construtivos ..................................................................................4............................8 Exercício ............2 Paredes Sobre Laje ......................... REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............3..............1 Definições ...........3......... 5................................ 5...............4 Dimensionamento .........................................3 Concretagem ..

escadas. hospitais. INTRODUÇÃO Neste texto serão estudadas as lajes maciças e as lajes nervuradas. pois nesses tipos de . As lajes com uma ou duas bordas livres. serão também estudadas. possível de ser executado manualmente sem auxílio de computadores. o comprimento e a largura. Neste processo as lajes têm os esforços de flexão e as flechas determinadas segundo a Teoria das Placas. As lajes são também chamados elementos de superfície ou placas. embora bem menos comuns na prática. Por uma questão de tradição no Brasil é costume de se chamar as lajes apoiadas nas bordas como “lajes maciças”. quando são chamadas lajes lisas. LAJES MACIÇAS DE CONCRETO Lajes maciças são aquelas onde toda a espessura é composta por concreto. demonstrada por centenas de construções já executadas. Destinam-se a receber a maior parte das ações aplicadas numa construção. nessas lajes as cargas e outras ações são transferidas diretamente aos pilares. contendo armaduras longitudinais de flexão e eventualmente armaduras transversais. DEFINIÇÃO As lajes são classificadas como elementos planos bidimensionais. 3. porém. comerciais. distribuídas linearmente ou forças concentradas. como edifícios de múltiplos pavimentos (residenciais. As lajes lisas e as lajes cogumelo. O processo de cálculo das lajes demonstrado nesta apostila será aquele já desenvolvido há muitos anos. Tem o aval da NBR 6118/03 e aplicação segura. normalmente aplicados nas bordas das lajes. e apoiadas em vigas ou paredes ao longo das bordas. mas eventualmente também podem ser transmitidas diretamente aos pilares. paredes. As lajes maciças de forma retangular apoiadas sobre as quatro bordas são as lajes mais comuns nas construções correntes de concreto armado. que são aqueles onde duas dimensões. como definidas na apostila “Fundamentos do Concreto Armado” (BASTOS.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 1 LAJES DE CONCRETO 1. moldadas no local e também aquelas com partes pré-fabricadas. sem intermédio de apoios nas bordas. são também lajes maciças de concreto. As ações são normalmente transmitidas para as vigas de apoio nas bordas da laje. etc. etc.). indústrias. também chamadas lajes mistas. e os mais variados tipos de carga que podem existir em função da finalidade arquitetônica do espaço que a laje faz parte. reservatórios. normalmente de pessoas. muros de arrimo. Nas pontes e edifícios de múltiplos pavimentos e em construções de grande porte. nesta apostila são apresentadas apenas as lajes maciças retangulares ou quadradas de Concreto Armado. as lajes maciças são as mais comuns entre os diferentes tipos de laje existentes. As ações são comumente perpendiculares ao plano da laje. com espessuras que normalmente variam de 7 cm a 15 cm. 2. As lajes maciças de concreto. Embora menos comuns. são projetadas para os mais variados tipos de construção. As lajes maciças podem ser de concreto armado ou de concreto protendido. móveis. não são aplicadas em construções residenciais e outras construções de pequeno porte. pisos. Lajes com bordas livres são casos particulares das lajes apoiadas nas bordas. como escolas. De modo geral. também podem ocorrer ações externas na forma de momentos fletores. com base na teoria matemática da elasticidade. podendo ser divididas em distribuídas na área.UNESP(Bauru/SP) 1288 . 2005). pontes de grandes vãos. são da mesma ordem de grandeza e muito maiores que a terceira dimensão (espessura). construções de grande porte.

Hoje em dia.1 CLASSIFICAÇÃO QUANTO À DIREÇÃO As lajes maciças podem ser classificadas segundo diferentes critérios.UNESP(Bauru/SP) 1288 . Os esforços solicitantes de maior magnitude ocorrem segundo a direção do menor vão. chamada direção principal. Uma classificação muito importante das lajes é aquela referente à direção ou direções da armadura principal. havendo dois casos: laje armada em uma direção e laje armada em duas direções. as lajes podem ser facilmente calculadas e dimensionadas. com relação entre o lado maior e o lado menor superior a dois: λ= com: ly lx >2 (Eq. segundo a direção principal da laje. lx ly Figura 1 – Vãos da laje retangular armada em uma direção. quanto à direção. chamada secundária. por isso.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 2 construção as lajes nervuradas pré-fabricadas apresentam vantagens nos aspectos custo e facilidade de construção. os esforços solicitantes são bem menores e. ly = lado maior. como se verá adiante. segundo quaisquer formas geométricas e carregamentos que tiverem. A relação entre os lados é menor que dois. 1) lx = lado menor (Figura 1). Os esforços solicitantes e as flechas são calculados supondo-se a laje como uma viga com largura de 1 m. porém. tal que: . etc. b) Laje armada em duas direções (ou em cruz) Nas lajes armadas em duas direções os esforços solicitantes são importantes segundo as duas direções principais da laje. a forma retangular é a grande maioria dos casos da prática. como de concreto armado ou concreto protendido. As formas geométricas podem ter as mais variadas formas possíveis. com os avançados programas computacionais existentes no Brasil. a) Laje armada em uma direção Nas lajes armadas em uma direção a laje é bem retangular. Na outra direção. 3. são comumente desprezados nos cálculos. tipos de apoios e de armação. em relação à forma geométrica.

as vigas nas bordas são o tipo de apoio mais comuns nas construções.4). 3. deve ser calculado pela expressão: l ef = l 0 + a 1 + a 2 com: ⎧t / 2 a1 ≤ ⎨ 1 ⎩0. 3) ⎧t / 2 a2 ≤ ⎨ 2 ⎩0. vigas ou pilares de concreto. 4) As dimensões l 0 .3 h (Eq.UNESP(Bauru/SP) 1288 . t2 e h estão indicadas na Figura 3. Dentre eles.3 h e (Eq. h t1 l0 t2 Figura 3 – Dimensões consideradas no cálculo do vão efetivo das lajes.3 VINCULAÇÃO NAS BORDAS De modo geral são três os tipos de apoio das lajes: paredes de alvenaria ou de concreto. . considerando que os apoios são suficientemente rígidos na direção vertical.2.2 VÃO EFETIVO Os vãos efetivos das lajes nas direções principais (NBR 6118/03.6. item 14. t1. ly = lado maior. 3.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 3 λ= com: ly lx ≤2 (Eq. 2) lx = lado menor (Figura 2). lx ly Figura 2 – Vãos da laje retangular armada em duas direções.

nas lajes correntes dos edifícios. No caso de vigas de concreto de dimensões correntes. a) bordas simplesmente apoiadas O apoio simples surge nas bordas onde não existe ou não se admite a continuidade da laje com outras lajes vizinhas.UNESP(Bauru/SP) 1288 . não superando os 10 %. geralmente negativa. segundo CUNHA & SOUZA (1994). a rigidez da viga à torção é pequena. (Figura 5).Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 4 Para o cálculo dos esforços solicitantes e das deformações nas lajes torna-se necessário estabelecer os vínculos da laje com os apoios. de modo que a viga gira e deforma-se. Os esforços de torção daí decorrentes devem ser obrigatoriamente considerados no projeto da viga de borda. É considerado também nas bordas onde há continuidade entre duas lajes vizinhas. o erro cometido é pequeno. Pode ser mais adequado engastar perfeitamente a laje na viga. de modo a possibilitar o cálculo manual que será desenvolvido. Figura 5 – Laje em balanço engastada na viga de apoio. engaste perfeito e apoios pontuais. acompanhando as pequenas rotações da laje. sejam eles pontuais como os pilares. Como as tabelas usuais para cálculo das lajes só admitem apoios simples. como marquises. etc. varandas. . No entanto. b) engaste perfeito O engaste perfeito surge no caso de lajes em balanço. 10 50 20 Figura 4 – Viga de borda como apoio simples para a laje. a vinculação nas bordas deve se resumir apenas a esses três tipos. Os três tipos comuns de vínculo das lajes são o apoio simples. dispondo-se uma armadura. na ligação com a viga. ou lineares como as vigas de borda. o engaste perfeito e o engaste elástico. raramente ocorre na realidade. Cuidado especial há de se tomar na ligação de lajes com vigas de alta rigidez à torção. Com a utilização de programas computacionais é possível admitir também o engaste elástico. A idealização teórica de apoio simples ou engaste perfeito. O apoio pode ser uma parede de alvenaria ou uma viga de concreto. o que acaba garantindo a concepção teórica do apoio simples (Figura 4). Devido à complexidade do problema devem ser feitas algumas simplificações.

5) Em qualquer dos casos.UNESP(Bauru/SP) 1288 . pode ser mais adequado considerar a laje de menor espessura (L2) engastada na de maior espessura (L1). No caso onde as lajes não têm continuidade ao longo de toda a borda comum.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 5 Quando duas lajes contínuas têm espessuras muito diferentes. (Eq. o critério simplificado para se considerar a vinculação é o seguinte (Figura 7): 2 se a ≥ L → a laje L1 pode ser considerada com a borda engastada na laje L2.Lajes adjacentes com espessuras muito diferentes. L1 h1 h1 >> h2 L2 h2 Figura 6 . mas a laje com maior espessura pode ser considerada apenas apoiada na borda comum as duas lajes. como mostrado na Figura 6. a L1 L2 L Figura 7 . a laje L2 tem a borda engastada na laje L1. 3 se a < 2 L 3 → a laje L1 fica com a borda simplesmente apoiada (apoio simples).Lajes parcialmente contínuas. .

apoio simples e borda livre. L1 L2 M L1 - M L2 Figura 8 – Engastamento elástico na continuidade das lajes decorrente dos momentos fletores negativos diferentes. como mostrado na Figura 9. a convenção de vinculação é feita com diferentes estilos de linhas. para efeito de cálculo inicial dos momentos fletores ML1 e ML2 . Em função das várias combinações possíveis de vínculos nas quatro bordas das lajes retangulares. .UNESP(Bauru/SP) 1288 . Conforme as tabelas de BARÉS que serão utilizadas neste curso (Anexas ao final da apostila) para cálculo das lajes maciças retangulares. como indicados na Figura 10. No entanto. engaste perfeito apoio simples livre Figura 9 – Convenção de estilo de linha para os vínculos engaste perfeito. as lajes recebem números que diferenciam as combinações de vínculos nas bordas. as lajes que apresentam continuidade devem ser consideradas perfeitamente engastadas nos apoios intermediários. A ponderação feita entre os diferentes valores dos momentos fletores que surgem nesses apoios conduz ao engastamento elástico (Figura 8).Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 6 c) engaste elástico No caso de apoios intermediários de lajes contínuas surgem momentos fletores negativos devido à continuidade das lajes.

núcleos de rigidez.).4 AÇÕES A CONSIDERAR As ações ou carregamentos a se considerar nas lajes são os mais variados. etc. 3. Se as normas brasileiras não tratarem de cargas específicas. equipamentos fixos ou móveis. podese recorrer a normas estrangeiras. paredes. Nas construções de edifícios correntes. . solo. Para determinação das ações atuantes nas lajes deve-se recorrer às normas NBR 6118/03. chamadas pela norma de carga acidental. Nos edifícios as lajes ainda têm a função de atuarem como diafragmas rígidos (elemento de rigidez infinita no seu próprio plano). com os fabricantes de equipamentos mecânicos. divisórias. entre outras pertinentes.UNESP(Bauru/SP) 1288 . água. paredes. As lajes atuam recebendo as cargas de utilização e transmitindo-as para os apoios. NBR 8681/03 e NBR 6120/80. responsáveis pela estabilidade global dos edifícios. As ações peculiares das lajes de cada obra também devem ser cuidadosamente avaliadas. na bibliografia especializada. etc.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 7 1 2A 2B 3 4A 4B 5A 5B 6 7 8 9 10 Figura 10 . geralmente vigas nas bordas. termo esse inadequado. geralmente as ações principais a serem consideradas são as ações permanentes (g) e as ações variáveis (q).Tipos de lajes em função dos vínculos nas bordas. distribuindo os esforços horizontais do vento para as estruturas de contraventamento (pórticos. etc. desde pessoas até móveis. de máquinas.

h = altura da laje (m). 8) . 3. sobreposta à camada fina de chapisco. preparando-a para receber o revestimento de piso final. A ação permanente do contrapiso é função da espessura (e) do contrapiso: gcontr = γcontr . Para essa argamassa. e para um metro quadrado de laje (Figura 11) pode ser calculado como: gpp = γconc .1 Peso Próprio O peso próprio da laje é o peso do concreto armado que forma a laje maciça. Para o peso específico do concreto armado (γconc) a NBR 6118/03 indica o valor de 25 kN/m3. Recomenda-se adotar espessura não inferior a 3 cm.4. h com: gpp = peso próprio da laje (kN/m2). pode-se considerar o peso específico (γrev) de 19 kN/m3. sendo considerado o peso específico (γcontr) de 21 kN/m3.4. De modo geral. menos rica em cimento. este revestimento tem pequena espessura.Peso próprio calculado para 1 m2 de laje. A espessura do contrapiso deve ser cuidadosamente avaliada. mas recomenda-se adotar espessura não inferior a 1. 7) 3.2 Contrapiso A camada de argamassa colocada logo acima do concreto da superfície superior das lajes recebe o nome de contrapiso ou argamassa de regularização. (Eq. Para o revestimento de teto a ação permanente é: com: grev. (Eq. 3.UNESP(Bauru/SP) 1288 . teto = γrev . teto = carga permanente do revestimento do teto (kN/m2). e = 19 . e = espessura do contrapiso (m). (Eq.5 ou 2 cm. A argamassa do contrapiso tem comumente o traço 1:3 (em volume). e = 21 . e grev. A sua função é de nivelar e diminuir a rugosidade da laje. 6) 1m h 1m Figura 11 . e = espessura do revestimento (m).Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 8 As principais ações permanentes diretas que devem ser verificadas e determinadas são as apresentadas a seguir.3 Revestimento do Teto Na superfície inferior das lajes (teto do pavimento inferior) é padrão executar-se uma camada de revestimento de argamassa.4. O peso próprio para lajes com espessura constante é uniformemente distribuído na área da laje. h = 25 . e com: gcontr = carga permanente do contrapiso (kN/m2).

Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 9 3. calculando-se a carga da parede por metro quadrado de área: γpar = γalv . (Eq.4 Piso O piso é o revestimento final na superfície superior da laje. como granito e mármore. h . gpar = carga uniforme da parede (kN/m2). l = comprimento da parede sobre a laje (m). ou pelos pesos específicos individuais dos materiais que a compõe. ealv + γarg . bem como a sua disposição e extensão sobre a laje. bloco. l A laje (Eq.4. ly Para blocos cerâmicos furados a NBR 6120/80 recomenda o peso específico (γalv) de 13 kN/m3 e para tijolos maciços cerâmicos 18 kN/m3. o que normalmente é feito com auxílio do projeto arquitetônico. isto é: g par = Ppar A laje = γ alv . Não se conhecendo o peso específico global da parede pode-se determinar a sua carga com os pesos específicos individuais da parede. earg com: γpar = peso específico da parede (kN/m2). O peso específico da parede pode ser dado em função do peso total da parede. e = espessura total da parede (m). composta pela unidade de alvenaria e pelas argamassas de assentamento e de revestimento. Ao se considerar o peso específico da unidade de alvenaria para toda a parede está se cometendo um erro. a espessura e a altura da parede. que compõe a parede. de cerâmica. 9) com: γalv = peso específico da unidade de alvenaria que compõe a parede (kN/m3). Para a argamassa de revestimento pode-se considerar o peso específico de 19 kN/m3. e .5. ou o peso específico da parede.4.UNESP(Bauru/SP) 1288 .). etc.1 Laje Armada em Duas Direções Para as lajes armadas em duas direções considera-se simplificadamente a carga da parede uniformemente distribuída na área da laje. ealv = espessura da unidade de alvenaria que resulta na espessura da parede (m). É necessário conhecer o tipo de unidade de alvenaria (tijolo. carpetes ou forrações. Os tipos mais comuns são os de madeira. 3. A Tabela 1 da NBR 6120/80 fornece os pesos específicos de diversos materiais. Para a sua correta quantificação é necessário definir o tipo ou material do qual o piso é composto. Alaje = área da laje (m2) = lx . valores estes que auxiliam no cálculo da carga do piso por metro quadrado de área de laje.5 Paredes A carga das paredes sobre as lajes maciças deve ser determinada em função da laje ser armada em uma ou em duas direções. e de rochas. 10) . de forma que a carga é o peso total da parede dividido pela área da laje. que define o tipo de piso de cada ambiente da construção. assentado sobre a argamassa de regularização.4. h = altura da parede (m). γalv = peso específico da unidade de alvenaria (kN/m3). pois os pesos específicos das argamassas de revestimento e de assentamento são diferentes do peso específico da unidade de alvenaria. O peso específico das paredes correto pode ser calculado considerando-se os pesos específicos dos materiais individualmente. 3.

Para o caso de parede com direção paralela à direção principal da laje (direção do menor vão). 2/3 lx I II I lx ly Figura 12 . como mostrado na Figura 12. A carga uniformemente distribuída devida à parede. ly Para a espessura média dos revestimentos das paredes recomenda-se o valor de 2 cm. A carga da parede sobre a laje é: g par = γ par .5. A laje fica com duas regiões com carregamentos diferentes. 3. h . para as regiões I e II. 11) com: gpar = carga uniforme da parede (kN/m2). na faixa 2/3 lx é: . considera-se simplificadamente a carga da parede distribuída uniformemente numa área da laje adjacente à parede. em função da disposição da parede sobre a laje. Nas regiões I não ocorre a carga da parede. dois cálculos de esforços solicitantes necessitam serem feitos. l A laje (Eq. que fica limitada apenas à região II. Alaje = área da laje (m2) = lx .Parede paralela à direção principal da laje armada em uma direção. Portanto.2 Laje Armada em Uma Direção Para laje armada em uma direção há dois casos a serem analisados. nos dois lados da parede.UNESP(Bauru/SP) 1288 . earg = espessura do revestimento considerando os dois lados da parede (m).4. com largura de 2/3 lx. h = altura da parede (m). l = comprimento da parede sobre a laje (m).Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 10 γarg = peso específico da argamassa do revestimento (kN/m3).

2) como “carga acidental”. representativo da carga da parede. No caso de parede com direção perpendicular à direção principal. h . e .6 Ações Variáveis A ação variável nas lajes é tratada pela NBR 6120/80 (item 2. 12) com: gpar = carga uniforme da parede na laje (kN/m2). . e são supostas uniformemente distribuídas. com os valores mínimos indicados na Tabela 2”. é: P = γ alv . h = altura da parede (m). além das que se aplicam em caráter especial.UNESP(Bauru/SP) 1288 . como mostrado na Figura 13. Na prática costumam chamar também de “sobrecarga”. O valor da força concentrada P. móveis.Parede perpendicular à direção principal da laje armada em uma direção. veículos. lx = menor vão da laje (m). e = espessura da parede (m). materiais diversos. e . 13) 1m P lx ly Figura 13 . (Eq. referem-se a carregamentos devidos a pessoas. 1 P = γ alv . h com: P = força concentrada representativa da parede (kN).). As cargas verticais que se consideram atuando nos pisos de edificações. a carga da parede deve ser considerada como uma força concentrada na viga que representa a laje. γalv = peso específico da parede (kN/m3).4. móveis. utensílios materiais diversos e veículos. A carga acidental é definida pela NBR 6120 como “toda aquela que pode atuar sobre a estrutura de edificações em função do seu uso (pessoas. etc. Ppar = peso da parede (kN).Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 11 g par = Ppar 2 lx . 3.lx 3 = 3 Ppar 2 l x2 (Eq.

Figura 14. 3. 14) c nom = c mín + ∆c Nas obras correntes o valor de ∆c deve ser maior ou igual a 10 mm. banheiros. ou regiões onde chove raramente.UNESP(Bauru/SP) 1288 . a agressividade ambiental deve ser classificada de acordo com o apresentado na Tabela 1 e pode ser avaliada.1) estabelece que a espessura mínima para as lajes maciças deve respeitar: a) 5 cm para lajes de cobertura não em balanço. Para garantir o cobrimento mínimo (cmín) o projeto e a execução devem considerar o cobrimento nominal (cnom).7) estabelece os valores a serem prescritos para o cobrimento nominal das armaduras das lajes. que é o cobrimento mínimo acrescido da tolerância de execução (∆c). armazéns de fertilizantes. 2) Pequeno 1) Marinha III Forte Grande Industrial1).Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 12 3. 2) Pode-se admitir uma classe de agressividade um nível mais branda em: obras em regiões de clima seco. Esse valor pode ser reduzido para 5 mm quando houver um adequado controle de qualidade e rígidos limites de tolerância da variabilidade das medidas durante a execução das estruturas de concreto. (Eq. simplificadamente. branqueamento em indústrias de celulose e papel. l/42 para lajes de piso biapoiadas e l/50 para lajes de piso contínuas. b) 7 cm para lajes de piso ou de cobertura em balanço. cozinhas e áreas de serviço de apartamentos residenciais e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura). Nos projetos das estruturas correntes. Classe de Classificação geral do Risco de deterioração Agressividade agressividade tipo de ambiente da estrutura ambiental para efeito de Projeto Rural I Fraca Insignificante Submersa II Moderada Urbana1). Tabela 1 . f) 16 cm para lajes lisas e 14 para lajes-cogumelo. dormitórios. 3) Ambientes quimicamente agressivos. galvanoplastia. 3) Elevado IV Muito forte Respingos de maré NOTAS: 1) Pode-se admitir um micro-clima com classe de agressividade um nível mais branda para ambientes internos secos (salas. tanques industriais. com umidade relativa do ar menor ou igual a 65%.5 ESPESSURA MÍNIMA A NBR 6118/03 (item 13. e) 15 cm para lajes com protensão apoiada em vigas. partes da estrutura protegidas de chuva em ambientes predominantemente secos.4. d) 12 cm para lajes que suportem veículos de peso total maior que 30 kN. segundo as condições de exposição da estrutura ou de suas partes. indústrias químicas. 2) Industrial1). c) 10 cm para lajes que suportem veículos de peso total menor ou igual a 30 kN.Classes de agressividade ambiental (NBR 6118/03).4.6 COBRIMENTOS MÍNIMOS A NBR 6118/03 (item 7.2. o cobrimento nominal de uma determinada barra deve ser: . Em geral.

1 e pode ser avaliada. canaletas de efluentes e outras obras em ambientes química e intensamente agressivos. em função da classe de agressividade ambiental. simplificadamente. “Nos projetos das estruturas correntes. 7. 15) c h c Figura 14 – Cobrimento da armadura. com revestimentos finais secos tipo carpete e madeira. Componente Tipo de estrutura ou Elemento Concreto Armado Laje1) Viga/Pilar Classe de agressividade ambiental I 20 25 II 25 30 III 35 40 IV2) 45 50 Cobrimento nominal (mm) Notas: 1) Para a face superior de lajes e vigas que serão revestidas com argamassa de contrapiso.4.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 13 c nom ≥ φ barra c nom ≥ φ feixe = φ n = φ n Armaduras longitudinais (Eq. pisos asfálticos e outros tantos. 2) Nas faces inferiores de lajes e vigas de reservatórios.2 na NBR 6118) mostra os valores para o cobrimento nominal de lajes. ou seja: d máx ≤ 1. 16) Para determinar a espessura do cobrimento é necessário antes definir a classe de agressividade ambiental a qual a estrutura está inserida.2). condutos de esgoto. Conforme a laje maciça mostrada na Figura 15. A dimensão máxima característica do agregado graúdo (dmáx) utilizado no concreto não pode superar em 20 % a espessura nominal do cobrimento. vigas e pilares. estações de tratamento de água e esgoto. pisos cerâmicos.UNESP(Bauru/SP) 1288 . as exigências desta tabela podem ser substituídas pelo cobrimento nominal dado na Eq.2 c nom (Eq.Correspondência entre classe de agressividade ambiental e cobrimento nominal para ∆c = 10 mm (NBR 6118/03). de modo geral a altura útil é dada pela relação: . que é a distância entre o centro de gravidade da armadura tracionada e a face comprimida da seção. A altura útil d. a agressividade ambiental deve ser classificada de acordo com o apresentado na Tabela 6. A Tabela 2 (Tabela 7. Segundo a NBR 6118/03 (item 6. segundo as condições de exposição da estrutura ou de suas partes”. a armadura deve ter cobrimento nominal ≥ 45 mm. depende principalmente do cobrimento da armadura. para a tolerância de execução (∆c) de 10 mm. com argamassa de revestimento e acabamento tais como pisos de elevado desempenho. Tabela 2 . respeitado um cobrimento nominal ≥ 15 mm.

20) Como não se conhece inicialmente o diâmetro φl da barra longitudinal da laje. lx e ly em metro.Altura útil d para as lajes maciças. o diâmetro deve ser estimado. que deverá ser calculada. O cobrimento c deve ser determinado conforme a Tabela 2. o diâmetro varia de 5 mm a 8 mm. como a Teoria da Elasticidade e a das Charneiras Plásticas. 3. l* = dimensão da laje assumida da seguinte forma: ⎧l x l* ≤ ⎨ ⎩0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 14 d = h .φl /2 Para φl pode-se estimar inicialmente a barra com diâmetro de 10 mm. (Eq.c . (Eq. . As lajes armadas em uma direção são calculadas como vigas segundo a direção principal e as lajes armadas em duas direções podem ser aplicadas diferentes teorias.7 ESTIMATIVA DA ALTURA DA LAJE Para o cálculo das lajes é necessário estimar inicialmente a sua altura. 19) A estimativa da altura com a Eq. Existem vários e diferentes processos para essa estimativa. 17) h c φl d Figura 15 . Normalmente.5 − 0. n = número de bordas engastadas da laje.8 MOMENTOS FLETORES SOLICITANTES Os momentos fletores e as flechas nas lajes maciças são determinadas conforme a laje é armada em uma ou em duas direções. sendo um deles dado pela equação seguinte: d ≅ (2. 18) (Eq. 18 não dispensa a verificação da flecha que existirá na laje. como será visto no item 14.UNESP(Bauru/SP) 1288 . Com a altura útil calculada fica simples determinar a altura h da laje: h = d + φl/2 + c (Eq. para as lajes correntes. 3.7l y com lx ≤ ly e l*.1 n ) l * onde: d = altura útil da laje (cm).

Laje armada em uma direção sobre apoios simples e com carregamento uniforme. Na direção secundária desprezam-se os momentos fletores existentes. 1m Figura 16 – Momentos fletores em laje armada em uma direção. segundo a direção principal da laje. 18 e 19 mostram os casos de vinculação possíveis de existirem quando se consideram apenas apoios simples e engastes perfeitos. momentos fletores máximos e flechas imediatas. . p l pl 2 Flecha: 5 p l4 ai = 384 EI 2 Mmáx = p8l pl 2 Figura 17 .UNESP(Bauru/SP) 1288 .1 Laje Armada em Uma Direção No caso das lajes armadas em uma direção considera-se simplificadamente que a flexão na direção do menor vão da laje é preponderante à da outra direção. As Figuras 17. como mostrado na Figura 16. Para outros tipos de carregamentos devem ser consultadas as tabelas fornecidas para cópia.8. Estão indicadas as equações para cálculo das reações de apoio. de modo que a laje será suposta como uma viga com largura constante de um metro (100 cm).Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 15 3. para carregamentos uniformemente distribuídos.

Laje armada em uma direção biengastada com carregamento uniforme.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 16 p l 5 pl 8 Flecha: ai = 1 p l4 185 EI pl 8 2 3 pl 8 Mmáx = 14. que devem ser calculadas como viga segundo a direção do menor vão (Figura 20).UNESP(Bauru/SP) 1288 .Laje armada em uma direção sobre apoio simples e engaste perfeito com carregamento uniforme. As lajes em balanço. . são também casos típicos de lajes armadas em uma direção. como as lajes de marquises e varandas.22 Figura 18 . pl 2 p l pl 2 Flecha: 1 p l4 ai = 384 EI pl 12 2 pl 2 pl 12 2 2 Mmáx = p l 24 Figura 19 .

Laje Viga com B = 1m 1m Viga de apoio Figura 21 – Lajes contínuas armadas em uma direção. como mostrado na Figura 21. Os esforços solicitantes máximos podem ser obtidos aplicando-se os carregamentos nas lajes separadamente.UNESP(Bauru/SP) 1288 . na direção dos vãos dos apoios. Para a obtenção dos esforços e flechas máximas nas lajes deve-se decompor o carregamento total em carregamento permanente e carregamento variável. o cálculo pode ser feito supondo viga contínua com largura de um metro. No caso de lajes contínuas armadas em uma direção. e em seguida o carregamento variável. Os esforços finais são somados. obtendo-se assim os esforços desfavoráveis máximos. sendo o primeiro o carregamento permanente. com duas bordas livres.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 17 Laje em balanço Planta de fôrma M Esquema estático e diagrama de M Figura 20 – Laje em balanço armada em uma direção. .

e positivos na direção perpendicular à diagonal. Sob a ação do carregamento a laje apóia-se no trecho central dos apoios e os cantos se levantam dos apoios. que causam tração no lado inferior da laje.5 ly ly / lx =2 Figura 23 – Direção dos momentos fletores principais em lajes armadas em duas direções sob bordas de apoio simples (LEONHARDT & MÖNNIG.8. os momentos principais desviam-se por influência dos momentos volventes. 1982). No centro da laje os momentos principais desenvolvem-se perpendicularmente às bordas e nos cantos com ângulos de 45°. 1982). Com sobrecarga no canto Sem ancoragem de canto ou sem sobrecarga M 1 (-) M 2 (+) Com ancoragem de canto Linhas de apoio Figura 22 . .2 Laje Armada em Duas Direções O comportamento das lajes armadas em duas direções. que causam tração no lado superior da laje na direção da diagonal. é bem diferente das lajes armadas em uma direção. Se a laje estiver ligada a vigas de concreto ou se existirem pilares nos cantos. negativos. Nos cantos. e recebem a notação de Mxy.Laje retangular com apoios simples nos quatro lados (LEONHARDT & MÖNNIG. ly / lx lx =1 ly / lx = 1. o que faz surgir momentos fletores nos cantos. como mostrado na Figura 22. Os momentos nos cantos são chamados momentos volventes ou momentos de torção. de modo que o seu cálculo é bem mais complexo se comparado ao das lajes armadas em uma direção.UNESP(Bauru/SP) 1288 . A direção dos momentos principais M1 e M2 principais está mostrada na Figura 23. apoiadas nos quatro lados.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 18 3. o levantamento da laje fica impedido.

de Contorno. dada por: D= E h3 12 1 − ν 2 (Eq. obtida por Lagrange em 1811. não homogênea). podem ser determinados os esforços e as flechas em qualquer ponto da laje. circulares. que relaciona a deformada elástica w da placa com a carga p unitária. com coeficientes que proporcionam o cálculo dos momentos fletores e das flechas para casos específicos de apoios e carregamentos. Há diversas tabelas de autores como: Czerny. Conforme as tabelas de Barés. Marcus. Bares. sob carregamento uniforme e triangular. De modo geral abrangem os casos de lajes retangulares. proporciona a equação geral das placas (equação diferencial de quarta ordem. como o dos Elementos Finitos. são calculados pela expressão: M=µ p l x2 100 (Eq. µ = coeficiente tabelado. os momentos fletores. A equação tem a forma: ∂4w ∂4w ∂4w p +2 2 2 + 4 = D ∂x 4 ∂x ∂y ∂y com: w = deslocamento vertical da placa. c) Método da Linhas de Ruptura ou das Charneiras Plásticas. As tabelas servem para o cálculo dos momentos fletores em lajes retangulares com apoios nas quatro bordas. p = carregamento na placa. de diferentes origens e autores. 21) ( ) (Eq. homogêneo e isótropo. No caso desta apostila serão utilizadas as Tabelas A-8 a A-17 apresentadas no Anexo. etc. . etc. com bordas livres. sendo: µx e µy = coeficientes para cálculo dos momentos fletores positivos atuantes nas direções paralelas a lx e ly. A Teoria das Placas.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 19 Os esforços solicitantes e as deformações nas lajes armadas em duas direções podem ser determinados por diferentes teorias. Stiglat/Wippel. desenvolvidas por Barés e adaptadas por PINHEIRO (1994). negativos ou positivos. de acordo com cada tipo de laje e em função de λ = ly / lx. d) Métodos Numéricos. sendo as mais importantes as seguintes: a) Teoria das Placas: desenvolvida com base na Teoria da Elasticidade. respectivamente. triangulares. b) Processos aproximados. etc.. 23) onde: M = momento fletor (kN. lx = menor vão da laje (m). onde o material é elástico linear (vale a Lei de Hooke). Szilard. D = rigidez da placa à flexão. As Tabelas A-8 a A-12 são para lajes com carregamento uniformemente distribuído na área da laje e as Tabelas A-13 a A-17 são para carregamento triangular. µ’x e µ’y = coeficientes para cálculo dos momentos fletores negativos atuantes nas bordas perpendiculares às direções lx e ly.m/m). desenvolvida com base na teoria matemática da elasticidade. o que motivou o surgimento de diversas tabelas. apoiadas em pilares. respectivamente. conforme os desenhos mostrados nessas tabelas.UNESP(Bauru/SP) 1288 . uniformemente distribuída na área da placa. 22) A solução da equação geral das placas é tarefa muito complexa. p = valor da carga uniforme ou triangular atuante na laje (kN/m2).

6. Considera-se que as cargas na laje caminhem para as vigas nas bordas perpendiculares à direção principal da laje. obtidos com o traçado em planta.8. No caso das lajes armadas em uma direção. A Figura 25 mostra o esquema prescrito pela norma.15 p l x com: Vviga = carga da laje na viga (kN/m). 24) Para as lajes retangulares armadas em duas direções com carga uniformemente distribuída. caso existirem. A carga linear da laje na viga. pode-se considerar. a partir dos vértices da laje.UNESP(Bauru/SP) 1288 . prescreve que as reações nos apoios sejam calculadas segundo triângulos ou trapézios. no cálculo das reações da laje nas bordas. as reações de apoio são provenientes do cálculo da viga suposta.1.1). a NBR 6118/03 (item 14. como mostrado na Figura 24. determinados por meio das charneiras plásticas. em função da área do triângulo. como visto no item 3. uma carga referente à área do triângulo adjacente à viga.60° a partir do apoio considerado engaste perfeito. 60° Viga de borda 30° 30° Direção principal Área do triângulo lx 60° ly Figura 24 – Carga nas vigas paralelas à direção principal da laje armada em uma direção sob carregamento uniformemente distribuído. pode ser considerada como: Vviga = 0. a favor da segurança.7. . as lajes serão analisadas em função de serem armadas em uma ou em duas direções. . de retas inclinadas como: .45° entre dois apoios de mesmo tipo.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 20 3. lx = menor vão da laje (m). (Eq. Nas outras vigas. se o outro for considerado simplesmente apoiado.9 REAÇÕES DE APOIO Assim como no cálculo dos momentos fletores solicitantes e das flechas. onde cada viga de apoio da laje receberá a carga que estiver nos triângulos ou trapézios a ela relacionada.

ν = coeficiente tabelado em função de λ = ly / lx .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 21 45° 30° 60° 45° 45° 45° 45° 45° 60° 30° 45° 45° Figura 25 – Definição das áreas de influência de carga para cálculo das reações de apoio nas vigas de borda das lajes armadas em duas direções. 3.3.4) como o “Estado em que as deformações atingem os limites estabelecidos para a utilização normal dados em 13. lx = menor vão da laje (m). considerando a possibilidade de fissuração (estádio II).2 para a deformação da estrutura. νy = reação nos apoios simples perpendiculares à direção de ly. levem em consideração a presença da armadura. A deformação real da estrutura depende também do processo construtivo. onde: νx = reação nos apoios simples perpendiculares à direção de lx.3”. a existência de fissuras no concreto ao longo dessa armadura e as deformações diferidas no tempo. p = valor da carga uniforme atuante na laje (kN/m2).10 FLECHAS Assim como nas vigas.2. o “Estado limite de deformações excessivas (ELS-DEF). deve ser também verificado no caso das lajes de concreto.1 a NBR 6118/03 recomenda que sejam usados os critérios propostos no item 17. assim como das propriedades dos materiais (principalmente do módulo de elasticidade e da resistência à tração) no . mais propriamente rotações e deslocamentos em elementos estruturais lineares.UNESP(Bauru/SP) 1288 . com coeficientes que auxiliam o cálculo das reações de apoio para lajes armadas em duas direções. analisados isoladamente e submetidos à combinação de ações conforme seção 11. definido pela NBR 6118/03 (item 3. ou seja. ν’y = reação nos apoios engastados perpendiculares à direção de ly. No Anexo estão apresentadas as Tabelas A-5 a A-7. As reações são calculadas pela equação: V=ν p lx 10 (Eq. 25) onde: V = reação de apoio (kN/m).2. ν’x = reação nos apoios engastados perpendiculares à direção de lx. O texto do item 17.3. deve ser realizada através de modelos que considerem a rigidez efetiva das seções do elemento estrutural estrutural.3. As prescrições contidas no item 17.2 tratam dos deslocamentos (flechas) nas vigas de concreto armado. o que implica que a norma recomenda que as flechas nas lajes sejam tratadas do mesmo modo como nas vigas. No item 19.2 (Estado Limite de Deformação) é o seguinte: “A verificação dos valores limites estabelecidos na tabela 13.3. com carregamento uniformemente distribuído.

segundo o item 17.m). a ser comparado com o momento fletor de fissuração. Neste caso deve-se considerar o módulo de elasticidade secante (Ecs) e a posição da linha neutra deve ser calculada no estádio II. Para o momento fletor na laje. Na combinação rara as cargas “ocorrem algumas vezes durante o período de vida da estrutura e sua consideração pode ser necessária na verificação do estado limite de formação de fissuras. está fissurada. fct = resistência à tração direta do concreto. sendo obrigatória a consideração do efeito da fluência.1). ou seja. Segundo a NBR 6118/03 (item 17.” 3.3 a NBR 6118/03 trata das combinações de serviço. classificadas em quase permanentes. As deformações podem ser determinadas no estádio I. Deve ser utilizado no cálculo o valor do módulo de elasticidade secante Ecs definido na seção 8. yt = distância do centro de gravidade da seção à fibra mais tracionada.3. Ic = momento de inércia da seção bruta de concreto. 30). α = 1. e no estádio II.2. em caso contrário.” . Esse momento pode ser calculado pela seguinte expressão aproximada: Mr = α f ct I c yt (Eq. A resistência média à tração direta (fct.5 para seções retangulares.UNESP(Bauru/SP) 1288 . Por outro lado. freqüentes e raras. Não se pode esperar. no caso do momento fletor solicitante na laje ser menor que o momento fletor de fissuração.1 Verificação do Estádio Para o cálculo da flecha é necessário conhecer o estádio de cálculo da seção crítica considerada. com o momento de inércia da seção bruta de concreto (Ic – ver Eq. a seção estará no estádio II. de modo que as seções ao longo do elemento estrutural possam ter as deformações específicas determinadas no estádio I. existe uma grande variabilidade das deformações reais. “Nos estados limites de serviço as estruturas trabalham parcialmente no estádio I e parcialmente no estádio II. a seção estará no estádio I.3 3 f ck 2 com fck em MPa. Em face da grande variabilidade dos parâmetros citados. deve ser considerada a combinação rara. grande precisão nas previsões de deslocamentos dadas pelos processos analíticos a seguir prescritos.1.3. Para determinação do momento fletor de fissuração deve ser usado o fctk. 27) Se o momento fletor solicitante de uma seção na laje for maior que o momento fletor de fissuração. 26) sendo: α = 1. ou seja.10. A separação entre essas duas partes é definida pelo momento de fissuração. não está fissurada. com o quantil apropriado a cada verificação particular. onde: α = fator que correlaciona aproximadamente a resistência à tração na flexão com a resistência à tração direta.2 para seções T ou duplo T. a ser utilizada no cálculo das flechas.m no estado limite de deformação excessiva.inf no estado limite de formação de fissura e o fct.8.m = 0. pode ser determinada pela equação: f ct . desde que os esforços não superem aqueles que dão início à fissuração. (Eq. “O modelo de comportamento da estrutura pode admitir o concreto e o aço como materiais de comportamento elástico e linear. no item 11.” A avaliação da flecha nas vigas e lajes é feita de maneira aproximada.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 22 momento de sua efetiva solicitação. A esse respeito. portanto. onde.

Fq1k = ação variável característica principal. pode-se utilizar a expressão de rigidez equivalente dada a seguir:” ⎧ ⎪⎛ E cs ⎪⎜ M r ⎨ ⎪⎜ M a ⎝ ⎪ ⎩ 3 ⎞ ⎟ I + ⎟ c ⎠ (EI) eq = ⎡ ⎛M ⎢1 − ⎜ r ⎢ ⎜ Ma ⎣ ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3⎤ ⎥ ⎥ ⎦ ⎫ ⎪ III ⎪ ⎬ ⎪ ⎪ ⎭ ≤ E cs I c (Eq. 3. a carga acidental. calculado com: αe = Es E cs (Eq.UNESP(Bauru/SP) 1288 . A NBR 6118/03 (item 17. Nas lajes de construções residenciais correntes.4 da NBR 6118. 28.2 da NBR 6118/03 ou Tabela 5 da apostila de “Fundamentos do Concreto Armado”. conforme definida pela NBR 6120/80. momento máximo no vão para vigas biapoiadas ou contínuas e momento no apoio para balanços. existe apenas uma ação variável. a ação variável principal é tomada com seu valor característico Fq1k e todas as demais ações variáveis são consideradas com seus valores freqüentes ψ1 Fqk .3.1) prescreve que “Para uma avaliação aproximada da flecha imediata em vigas. 28) onde: Fg = ações permanentes características. Para cálculo do momento fletor Ma deve ser considerada a combinação rara. de modo que a Eq. (Eq. 31) Mr = momento de fissuração do elemento estrutural. 2004. para a combinação de ações considerada nessa avaliação.2. de modo geral.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 23 A combinação rara de serviço.85 . Fqjk = demais ações variáveis características. 32) Ma = momento fletor na seção crítica do vão considerado. de BASTOS. 29) onde: Ic = momento de inércia da seção bruta de concreto: Ic = b h3 12 (Eq. conforme mostrada na Tabela 11. . que não leva em conta os efeitos da deformação lenta. 28 fica reduzida aos dois primeiros termos.10. Ecs = módulo de elasticidade secante do concreto: E cs = 0. cujo valor deve ser reduzido à metade no caso de utilização de barras lisas.ser = Σ Fgik + Fq1k + Σ ψ1j Fqjk (Eq.2 Flecha Imediata A flecha imediata é aquela que ocorre quando é aplicado o primeiro carregamento na peça. 30) III = momento de inércia da seção fissurada de concreto no estádio II. com a ação definida na Eq. O cálculo da ação de serviço é feito segundo a equação: Fd. 5600 f ck com fck em MPa.1. ψ1 = fator de redução de combinação freqüente para ELS (ver Tabela 11.

causando a sua deformação lenta ou fluência.3. se existir. ρ′ = (Eq. 35) onde: A' s bd A’s = área da armadura comprimida. Segundo a NBR 6118/03 (item 17. xII tem a equação: x II 2 b + α e A′ (x II − d′) − α e A s (d − x II ) = 0 s 2 x II 2 + 2 αe (A s + A′s ) x II − 2 α e (A s d + A′s d′) = 0 b b se A’s = 0 a equação torna-se: x II 2 + 2 As αe 2 As d αe =0 x II − b b (Eq. que pode ser obtido diretamente na Tabela 3 ou ser calculado pelas expressões seguintes: . “A flecha adicional diferida. pode ser calculada de maneira aproximada pela multiplicação da flecha imediata pelo fator αf dado pela expressão:” αf = ∆ξ 1 + 50ρ′ (Eq. decorrente das cargas de longa duração em função da fluência. 36) ξ = coeficiente função do tempo.2.2).1. 33) com b = 1 m = 100 cm no caso das lajes maciças. O momento de inércia no estádio II será: b x II 3 ⎛x ⎞ I II = + bx II ⎜ II ⎟ + α e A′ (x II − d ′)2 + α e A s (d − x II )2 s 12 ⎝ 2 ⎠ se A’s = 0 a equação torna-se: b x II 3 ⎛x ⎞ + b x II ⎜ II ⎟ + α e A s (d − x II )2 12 ⎝ 2 ⎠ 2 2 I II = (Eq. d = altura útil. b = largura da seção transversal.10.UNESP(Bauru/SP) 1288 .3 Flecha Diferida no Tempo A flecha diferida no tempo é aquela que leva em conta o fato do carregamento atuar na estrutura ao longo do tempo. Como a linha neutra passa pelo centro de gravidade da seção homogeneizada. 34) 3.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 24 Para o cálculo do momento de inércia no estádio II é necessário conhecer a posição da linha neutra neste estádio.

seus efeitos sobre as tensões ou sobre a estabilidade da estrutura devem ser considerados. 3. Tempo (t) 0 0. deve ser realizada como estabelecido na seção 23. em meses. “são valores práticos utilizados para verificação em serviço do estado limite de deformações excessivas da estrutura. t0 = idade.68 (0.5 1 2 3 4 5 10 20 40 meses Coeficiente 0 0.89 ξ (t) ≥ 70 2 sendo: t = tempo.68 0. 37) para t ≤ 70 meses (Eq. b) efeitos específicos: os deslocamentos podem impedir a utilização adequada da construção.996t )t 0. relativa à data de aplicação da carga de longa duração.4 Flechas Máximas Admitidas As flechas máximas ou deslocamentos limites como definido pela norma (item 13.32 ξ(t) = 2 para t > 70 meses Tabela 3 – Valores do coeficiente ξ em função do tempo (NBR 6118/03).12 1. No caso de parcelas da carga de longa duração serem aplicadas em idades diferentes. O valor da flecha total deve ser obtido multiplicando a flecha imediata por (1 + αf). provocando afastamento em relação às hipóteses de cálculo adotadas.84 0. 39) ξ(t) = 0.3). Os deslocamentos limites devem obedecer aos limites estabelecidos na Tabela 4.95 1. pode-se tomar para t0 o valor ponderado a seguir: t0 = ΣPi t 0 i ΣPi (Eq. quando se deseja o valor da flecha diferida. em meses.10.UNESP(Bauru/SP) 1288 .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 25 ∆ξ = ξ( t ) − ξ( t 0 ) (Eq. Se os deslocamentos forem relevantes para o elemento considerado. em meses.64 1. incorporando-as ao modelo estrutural adotado. em situações especiais de utilização. 38) (Eq.04 1.36 1. 40) onde: Pi = parcelas de carga. estão a ela ligados.54 0. t0i = idade em que se aplicou cada parcela Pi. d) efeitos em elementos estruturais: os deslocamentos podem afetar o comportamento do elemento estrutural. c) efeitos em elementos não estruturais: deslocamentos estruturais podem ocasionar o mau funcionamento de elementos que.” Os deslocamentos limites são classificados em quatro grupos básicos. A limitação da flecha para prevenir essas vibrações. apesar de não fazerem parte da estrutura. . relacionados a seguir: a) aceitabilidade sensorial: o limite é caracterizado por vibrações indesejáveis ou efeito visual desagradável.

caixilhos e Após a construção da revestimentos parede Divisórias leves e caixilhos telescópicos Movimento lateral de edifícios Movimentos térmicos verticais Movimentos térmicos horizontais Revestimentos colados Revestimentos pendurados ou com juntas Pontes rolantes Efeitos em elementos estruturais Afastamento em relação às hipóteses de cálculo adotadas Desalinhamento de trilhos Ocorrido após a instalação da divisória Provocado pela ação do vento para combinação freqüente (ψ1=0. seus efeitos sobre as tensões ou sobre a estabilidade da estrutura devem ser considerados.0017 rad4) l/2503) ou 25 mm H/1700 ou Hi/8505) entre pavimentos6) l/4007) ou 15 mm Hi/500 l/350 l/175 Deslocamentos visíveis Total em elementos estruturais Vibrações sentidas no Devido a cargas Outro piso acidentais Superfícies que Coberturas e varandas devem drenar Total água Pavimentos que Ginásios e pistas de Total Efeitos boliche devem estruturais em permanecer Ocorrido após a serviço planos construção do piso Ocorrido após Elementos que nivelamento do suportam Laboratórios equipamento equipamentos sensíveis Alvenaria. Tipo de efeito Aceitabilidade sensorial Razão da limitação Visual Exemplo Deslocamento a considerar Deslocamento limite l/250 l/350 l/2501) l/350 + contraflecha2) l/600 De acordo com recomendação do fabricante do equipamento l/5003) ou 10 mm ou θ = 0.30) Provocado por diferença de temperatura Provocado por diferença de temperatura Ocorrido após construção do forro Deslocamento ocorrido após construção do forro Paredes Efeitos em elementos não estruturais Forros Deslocamento H/400 provocado pelas ações decorrentes da frenação Se os deslocamentos forem relevantes para o elemento considerado.UNESP(Bauru/SP) 1288 . incorporando-os ao modelo estrutural adotado.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 26 Tabela 4 . .Limites para deslocamentos (NBR 6118/03).

7) O valor l refere-se à distância entre o pilar externo e o primeiro pilar interno.5. c) O deslocamento total deve ser obtido a partir da combinação das ações características ponderadas pelos coeficientes definidos na seção 11. 1) 3.5 Flecha Imediata 3. 41) 1200 EI Considerando a largura b igual a 100 cm para as lajes a Eq. EI = rigidez da laje à flexão: No item 11. Não devem ser incluídos os deslocamentos devidos a deformações axiais nos pilares. Usa-se a equação: 4 α b p lx ai = (Eq.8. a atuação isolada da contraflecha não pode ocasionar um desvio do plano maior que l/350. b) Para o caso de elementos de superfície. 41 torna-se: ai = 4 α p lx 12 EI (Eq.UNESP(Bauru/SP) 1288 . 4) Rotação nos elementos que suportam paredes. p = valor do carregamento na laje considerando a combinação quase permanente. de modo a não se ter acúmulo de água. α = coeficiente tabelado em função de λ ou γ (ver Tabelas A-1 a A-4 anexas). 2) Os deslocamentos podem ser parcialmente compensados pela especificação de contraflechas.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 27 Tabela 4 .continuação As superfícies devem ser suficientemente inclinadas ou o deslocamento previsto compensado por contraflechas. Entretanto.10. 6) Este limite aplica-se ao deslocamento lateral entre dois pavimentos consecutivos devido à atuação de ações horizontais. Na combinação quase permanente as cargas “podem atuar durante grande parte do período de vida da estrutura e sua consideração pode ser necessária na verificação do estado limite de deformações excessivas. limitando-se esse valor a duas vezes o vão menor.3 a NBR 6118/03 trata das combinações de serviço. classificadas em quase permanentes. onde interessa a direção na qual a parede ou divisória se desenvolve. Quando se tratar de balanços.10. quando Hi representa o comprimento do lintel.” . o vão equivalente a ser considerado deve ser o dobro do comprimento do balanço. os limites prescritos consideram que o valor l é o menor vão. b = largura unitária da laje. 3) O vão l deve ser tomado na direção na qual a parede ou a divisória se desenvolve.1 Laje Armada em Duas Direções Para as lajes armadas em duas direções a flecha imediata pode ser calculada com auxílio dos coeficientes constantes das Tabelas A-1 a A-4. lx = menor vão. freqüentes e raras. 5) H é a altura total do edifício e Hi o desnível entre dois pavimentos vizinhos. 42) onde: ai = flecha imediata. d) Deslocamentos excessivos podem ser parcialmente compensados por contraflechas. O limite também se aplica para o deslocamento vertical relativo das extremidades de lintéis conectados a duas paredes de contraventamento. NOTAS: a) Todos os valores limites de deslocamentos supõem elementos de vão l suportados em ambas as extremidades por apoios que não se movem. para carregamentos uniformes e triangulares. exceto em casos de verificação de paredes e divisórias.

2004.10. Se Ma > Mr Se Ma < Mr com: E cs I = 0. conforme mostrada na Tabela 11.2. já estudada. Segundo a NBR 6118/03. em faixas suficientemente estreitas.ser = Σ Fgik + Σ ψ2j Fqjk (Eq. 46) Assim como a armadura longitudinal. Como os domínios de deformação são muito importantes no dimensionamento das seções. As equações mostradas nas Figuras 17. Fqjk = ações variáveis características. o cálculo das flechas nas lajes armadas em uma direção se faz supondo viga com largura de um metro. 18 e 19 fornecem o valor da flecha imediata. 45) → → EI = (EI)eq EI = Ecs . ψ2j = fator de redução de combinação quase permanente para ELS (ver Tabela 11.2. 46. A NBR 6118/03 (item 14. 3.1 a 17.7) estabelece duas hipóteses básicas para a análise das placas (lajes): a) manutenção da seção plana após a deformação.11 DIMENSIONAMENTO No item 19. 44) A flecha total é obtida multiplicando a flecha imediata por 1 + αf : at = ai (1 + αf) 3. O valor da ação de serviço na combinação quase permanente é dado pela equação: Fd.2 Laje Armada em Uma Direção (Eq.2.3. Ic (Eq.” . 2004.3 trata da questão de garantir a necessária ductilidade.2. ele está apresentado na Figura 26. de BASTOS.5. todas as ações variáveis são consideradas com seus valores quase permanentes ψ2 Fqk . como indicada na Eq.UNESP(Bauru/SP) 1288 .7 b h 3 f ck 12 (fck em MPa).” No item 17.1 a norma fixa as hipóteses a serem consideradas na análise dos esforços resistentes de uma seção transversal.4 da NBR 6118. com a posição adequada para a linha neutra. 5600 f ck b h3 = 396. como já apresentados na apostila “Flexão Normal Simples – Vigas”. A flecha total é obtida multiplicando a flecha imediata por 1 + αf .85 . 43) onde: Fgik = ações permanentes características.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 28 Na combinação quase permanente de serviço.2 da NBR 6118/03 ou Tabela 5 da apostila de “Fundamentos do Concreto Armado”.2 a NBR 6118/03 especifica que “Na determinação dos esforços resistentes das seções de lajes submetidas a esforços normais e momentos fletores devem ser usados os mesmos princípios estabelecidos nos itens 17. O item 17. b) representação dos elementos por seu plano médio. e os diagramas de domínios. de BASTOS. “o estado limite último é caracterizado quando a distribuição das deformações na seção transversal pertencer a um dos domínios. (Eq.

sem compressão. A análise linear com ou sem redistribuição “Aplica-se às estruturas de placas métodos baseados na teoria da elasticidade.3 trata da “Análise Linear com Redistribuição”. A ruptura por esmagamento do concreto comprimido pode ocorrer nos domínios: a) Domínio 3 – flexão simples ou composta com ruptura à compressão do concreto e com escoamento do aço (εs ≥ εyd).2 trata da análise estrutural segundo uma “Análise Linear”.7.4.3 e as condições específicas apresentadas em 14.7.3. c) Domínio 4a – flexão composta com armaduras comprimidas.3). b) Domínio 4 – flexão simples (seção superarmada) ou composta com ruptura à compressão do concreto e aço tracionado sem escoamento (εs < εyd). As análises plástica e não-linear não serão aqui consideradas. b) Domínio 1 – tração não uniforme.2 da NBR 6118/03 informa que: “Quando for efetuada uma redistribuição. A deformação plástica por alongamento excessivo pode ser alcançada nos seguintes domínios: a) Reta a – tração uniforme.5 ‰ e com o máximo alongamento permitido). Para verificação do estado limite de deformação excessiva podem ser utilizados valores de rigidez do Estádio I. a relação entre o coeficiente δ (conforme 14. e) Reta b – compressão uniforme.7.5. sem tração.5.1 e 14.2.7.5). O item 14.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 29 0 2‰ 3.3) e a posição da linha neutra é dada por: Reta b 2 3 . “Análise plástica” (item 14. d) Domínio 5 – compressão não uniforme. Já o item 14.3. desde que os momentos fletores sejam menores que o de fissuração.UNESP(Bauru/SP) 1288 . A análise das lajes pode ser feita segundo a “Análise linear com ou sem redistribuição” (item 14.7. onde se admite o comportamento elástico-linear para os materiais. Os eventuais efeitos de fissuração e deformação lenta devem ser considerados de forma análoga aos procedimentos expostos na seção 17.” O item 14.2 e 14.3.5.2. considerando o módulo de elasticidade secante do concreto.5 ‰ d' x2lim Reta a B 3 7 h h d 1 C x3lim 4 4a 5 A 10 ‰ ε yd Alongamento 0 Encurtamento Figura 26 – Domínios de estado limite último de uma seção transversal.7. c) Domínio 2 – flexão simples ou composta sem ruptura à compressão do concreto (εc < 3.5.6.4) ou “Análise não-linear” (item 14. com coeficiente de Poisson igual a 0. Devem ser atendidas as condições gerais expressas em 14.

que são os seguintes: a) x/d ≤ 0. em cm2/m.6.UNESP(Bauru/SP) 1288 . dados na Eq. A norma especifica os mesmos limites das vigas (item 14.1 Lajes sem Armadura para Força Cortante “As lajes podem prescindir de armadura transversal para resistir aos esforços de tração oriundos da força cortante. 3. é: As = Ks Md d (Eq. 52) .1 Flexão (Eq. 50) (Eq. 2004). A norma faz distinção entre laje sem e com armadura transversal para o esforço cortante.2 + 40ρ1 ) + 0. A área de armadura. 3.4 da NBR 6118/03. O coeficiente de redistribuição deve. obedecer ao limite δ ≥ 0. determinam-se o coeficiente Ks e o domínio. Os limites para a posição da linha neutra. 51) [ ] (Eq. ainda. 49) Na Tabela A-18 Anexa encontra-se a área de aço em cm2/m correspondente ao diâmetro e o espaçamento de algumas barras facilmente encontradas no comércio.56 + 1.40 para concretos acima do C35.15 σ cp b w d (Eq.3) para a posição da linha neutra das lajes. 48) Com a Tabela 1 do Anexo da apostila de “Flexão Normal Simples – Vigas (BASTOS.2.25 x/d para concretos com fck ≤ 35 MPa. assim pode-se calcular o coeficiente tabelado Kc: Kc = 100 d 2 Md (Eq.44 + 1. b) x/d ≤ 0. 47) Após calculados os momentos fletores máximos nas lajes. quando a tensão convencional de cisalhamento obedecer à expressão: VSd ≤ VRd1 onde VSd é a força cortante de cálculo e a força cortante máxima VRd1 é: VRd1 = τ Rd k (1.75. que podem ser escolhidas para a armadura da laje.4. o dimensionamento à flexão normal simples é feito de modo semelhante às vigas. fazendo a largura bw igual a um metro (100 cm).11. b) δ ≥ 0.2 Esforço Cortante A força cortante em lajes e elementos lineares com bw ≥ 5d é verificada no item 19.25 x/d para concretos com fck > 35 MPa.11.11.50 para concretos até e inclusive o C35.2). 43 devem ser verificados.” 3. “Nas regiões de apoio das lajes devem ser garantidas boas condições de ductilidade” (item 19.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 30 a) δ ≥ 0.

Não existindo a protensão ou força normal que cause a compressão. para os demais casos: k = |1. 58) onde: α1 = 1.7 . α1 = 0.nec definido como: l b. com cobrimento no plano normal ao gancho ≥ 3 φ . mín (Eq.02| bw d (Eq. 57) k = coeficiente que tem os seguintes valores: para elementos onde 50 % da armadura inferior não chega até o apoio: k = |1|.25 fctd fctd = fctk.mín ⎧0.para barras tracionadas com gancho. com lb. calc A s.UNESP(Bauru/SP) 1288 . . ef ≥ l b.inf / γc ρ1 = A s1 . 53) NSd = força longitudinal na seção devida à protensão ou carregamento (compressão positiva). nec = α1 l b A s. não maior que |0. 54) (Eq. As.ef = área da armadura efetiva. 59) bw = largura mínima da seção ao longo da altura útil d.2 + 40ρ1 )] b w d τRd = 0.0 . As. 52 torna-se: VRd1 = [τ Rd k (1. do l b.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 31 onde: σ cp = N Sd Ac (Eq. 55) (Eq.calc = área da armadura calculada. a Eq. As1 = área da armadura de tração que se estende até não menos que d + lb. não menor que |1|. 56) (Eq. lb = comprimento de ancoragem básico.para barras sem gancho. onde: τRd = tensão resistente de cálculo do concreto ao esforço cortante.6 – d|. mostrado nas Tabelas A-19 e A-20 anexas.3 l b ⎪ ≥ ⎨10 φ ⎪100 mm ⎩ (Eq.nec além da seção considerada. com d em metros.

no próximo semestre.3 da NBR 6118/03. a NBR 6118/03 recomenda que sejam seguidos os critérios apresentados no item 17. “Os princípios básicos para o estabelecimento de armaduras máximas e mínimas são os dados no item 17. dados na Tabela 5.3.1. Os valores de ρmín encontram-se mostrados na Tabela 6. Essa armadura deve ser constituída preferencialmente por barras com alta aderência ou por telas soldadas. os valores mínimos das armaduras positivas são reduzidos em relação aos dados para elementos estruturais lineares. assim como controlar a fissuração.2 Lajes com Armadura para Força Cortante No caso de se projetar a laje com armadura transversal para a força cortante. . que trata do dimensionamento das vigas ao esforço cortante. nec 45° Asl Asl Figura 27 – Comprimento de ancoragem necessário para as armaduras nos apoios.1 Armaduras Longitudinais Máximas e Mínimas As armaduras longitudinais máximas e mínimas estão apresentadas no item 19.nec l b. que será estudado na disciplina Estruturas de Concreto II.5. nec d Vsd 45° l b.UNESP(Bauru/SP) 1288 .2.” O valor máximo da armadura de flexão deve respeitar o seguinte limite: As + A’s = 4 % Ac (Eq.12 DETALHAMENTO DAS ARMADURAS 3.4.2. 3. Como as lajes armadas nas duas direções têm outros mecanismos resistentes possíveis.12. 3.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 32 Asl 45° Seção considerada d Vsd lb.3.11. são necessários valores mínimos de armadura passiva. 60) Para melhorar o desempenho e a ductilidade à flexão e à punção.

γc = 1. o espaçamento entre as barras da armadura secundária de flexão deve ser de no máximo 33 cm (três barras por metro). 3.Taxas mínimas (1) ( ρ mín . pode-se adotar o valor recomendado para as barras de numa mesma camada horizontal das armaduras longitudinais das vigas: .%) de armadura de flexão para seção retangular.12.288 Nota: (1) Os valores de ρmín estabelecidos nesta tabela pressupõem o uso de aço CA-50.: “As armaduras devem ser dispostas de forma que se possa garantir o seu posicionamento durante a concretagem. Caso esses fatores sejam diferentes.173 35 0.4 e γs = 1. 3.230 45 0. ρs ≥ ρmín ρs ≥ 0. 61) ⎩20 cm Obs.” Nas lajes armadas em uma direção. Armadura Elementos estruturais sem armaduras ativas Armaduras negativas Armaduras positivas de lajes armadas nas duas direções Armadura positiva (principal) de lajes armadas em uma direção Armadura positiva (secundária) de lajes armadas em uma direção ρs = As/bwd Os valores de ρmín constam da Tabela 6. A rigor.15. prevalecendo o menor desses dois valores na região dos maiores momentos fletores.150 25 0.150 30 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 33 Tabela 5 .9 cm2/m ρs ≥ 0. A norma não especifica valores para o espaçamento mínimo.Valores mínimos para armaduras passivas aderentes.67ρmín ρs ≥ ρmín ρs ≥ 20 % da armadura principal ρs ≥ 0.201 40 0. ρmín deve ser recalculado com base no valor de ωmín de 0.3 Espaçamento Máximo e Mínimo As barras da armadura principal de flexão devem apresentar espaçamento no máximo igual a 2h ou 20 cm.259 50 0. fck (MPa) 20 0. A emenda dessas barras deve respeitar os mesmos critérios de emenda das barras da armadura principal.UNESP(Bauru/SP) 1288 .12. ou seja: ⎧2h ≤⎨ (Eq.5 ρmín Tabela 6 .2 Diâmetro Máximo Qualquer barra da armadura de flexão deve ter diâmetro no máximo igual a h/8.035.

isto é: ⎧l x1 ⎪ (Eq. De modo geral. Por este motivo será adotado o critério recomendado na versão anterior da norma. 62) Deve-se considerar também que o espaçamento mínimo deve ser aquele que não dificulte a disposição e amarração das barras da armadura e o correto preenchimento do concreto na peça.25 ≥ ⎨ ⎪l ⎩ x2 Na Figura 28 estão mostrados três arranjos diferentes para as barras da armadura negativa. na prática adotam-se espaçamentos superiores a 7 ou 8 cm. o arranjo 3 tem a preferência porque as barras são idênticas. A base do triângulo é tomada como 0. de modo geral. Portanto.2 d máx. A norma também não especifica o diâmetro mínimo para a armadura negativa das lajes.4 Comprimento da Armadura Negativa nos Apoios com Continuidade de Lajes A NBR 6118/03 não especifica o comprimento das barras da armadura negativa.25 multiplicado pelo maior dos menores vãos das lajes. . 3. O arranjo de número 1 é o mais simples.12. a fim de evitar que a barra possa se deformar durante as atividades de execução da laje.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 34 e h .agr ⎩ (Eq. 63) 0. normalmente considera-se que o diâmetro deva ser de no mínimo 6. barras com diâmetros de 8 e 10 mm são mais indicadas. variando-se apenas o ponto de início da barra. Barras de diâmetros maiores ficam menos sujeitas a entortamentos. No entanto. Na prática. porém. e os arranjos 2 e 3 são mais econômicos. A armadura deverá estender-se de acordo com o diagrama triangular de momentos fletores mostrado na Figura 28.UNESP(Bauru/SP) 1288 . conduz ao maior consumo de aço.3 mm.mín ⎧2 cm ⎪ ≥ ⎨φ l ⎪1. além de levarem a espaçamentos maiores sobre as vigas.

Extensão da armadura negativa nos apoios com continuidade entre lajes.25 lx 0.UNESP(Bauru/SP) 1288 . (Eq.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 35 lx1 ly2 ly1 L1 L2 lx 2 0. O comprimento de ancoragem deve ser considerado com gancho na extremidade da barra.25 l x As lb lb (1) (2) (3) Figura 28 .5 (0. lb = comprimento de ancoragem básico (ver Tabelas A-19 e A-20). 64) Nas Tabelas A-19 e A-20 anexas encontram-se os comprimentos de ancoragem para os aços CA-50 e CA-60 e diversas classes de concreto. 65) .25l x + l b ) + l ganchos onde: lx = menor lado conforme definido na Eq. O comprimento de ancoragem básico (lb) pode ser calculado pela expressão: lb = φ f yd 4 f bd (Eq. lganchos = comprimento dos ganchos nas extremidades da barra. O comprimento total para a barra negativa do arranjo 3 é dado por: c = 1. 63.

85 ly ly ly lx Figura 30 . 30.85 lx lx Figura 29 .12.Comprimento mínimo das barras da armadura positiva entre uma borda apoiada e outra engastada.75 lx 0.Comprimento mínimo das barras da armadura positiva entre duas bordas apoiadas.85 lx 0. os comprimentos mínimos necessários encontram-se indicados nas Figuras 29. 0. e 31. .UNESP(Bauru/SP) 1288 .5 Comprimento da Armadura Positiva Na falta de uma indicação clara da norma para o comprimento da armadura positiva das lajes maciças apoiadas nas quatro bordas.85 ly 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 36 3. 0.

12.2. na direção considerada.” ly Furo lx ax ay 1 ≥ 4 ly 1 ≥ 4 lx a x < l x /10 a y < l x /10 Figura 32 .2) prescreve que “Em lajes lisas ou lajes-cogumelo a verificação de resistência e deformação previstas em 13. b) a distância entre a face de uma abertura e uma borda livre da laje deve ser igual ou maior que 1/4 do vão. 3. e c) a distância entre faces de aberturas adjacentes deve ser maior que a metade do menor vão.Comprimento mínimo das barras da armadura positiva entre duas bordas engastadas.Dimensões limites para aberturas de lajes com dispensa de verificação. devendo ser armadas em duas direções e verificadas.2.UNESP(Bauru/SP) 1288 .7 lx 0. simultaneamente.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 37 ly 0.7 ly lx Figura 31 .6 Furos em Lajes A NBR 6118/03 (item 13. Outros tipos de laje podem ser dispensadas dessa verificação. . as seguintes condições: a) as dimensões da abertura devem corresponder no máximo a 1/10 do vão menor (lx) (ver Figura 10).5.5 deve sempre ser realizada.

: Ø 6.Detalhe da armadura para apoio externo. b) Armadura construtiva entre laje e viga de apoio para diminuir as fissuras na ligação.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 38 3.Armadura Construtiva na ligação laje viga. c) Apoio paralelo à direção do vão. Malha construtiva contra fissuras Comprim.7 Armaduras Complementares Em LENHARD & MÖNNIG (1982) encontram-se alguns detalhes construtivos de armaduras de lajes.15 l ( l = vão ) Figura 33 .2 l Armadura construtiva Ex. ≥ 0. ~ 0. descritos a seguir.12.UNESP(Bauru/SP) 1288 .3 c/ 20 ou Figura 34 . não considerado estaticamente . a) Lajes apoiadas em uma só direção.

Há muitos anos consolidou-se na prática um método de compatibilização onde o momento fletor negativo de duas lajes adjacentes é tomado como: .13 COMPATIBILIZAÇÃO DOS MOMENTOS FLETORES Ao se considerar as lajes de um pavimento isoladas umas das outras.6.7.” A compatibilização dos momentos positivos e negativos deve ser feita nas duas direções da laje.UNESP(Bauru/SP) 1288 .Armadura de distribuição positiva. Permite-se.2) que seja feita uma compatibilização dos momentos fletores negativos: “Quando houver predominância de cargas permanentes. conforme a Figura 37. a adoção do maior valor de momento negativo ao invés de equilibrar os momentos de lajes diferentes sobre uma borda comum. 3. simplificadamente. realizando-se compatibilização dos momentos sobre os apoios de forma aproximada.2 A sx ≥ 0. as lajes vizinhas podem ser consideradas como isoladas. distribuição ( corrida ) A sy = 0. A s = A sx lx ≥ lx 4 ≥ lx 4 Figura 36 – Armadura negativa no apoio não considerado. A norma permite (item 14.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 39 Arm. os momentos fletores negativos numa borda comuns às duas lajes são geralmente diferentes (ver Figura 37).9 cm²/m Viga de apoio Figura 35 .

.UNESP(Bauru/SP) 1288 .XB M3 + 2 Figura 37 . ou seja. Os momentos nos cantos são chamados momentos volventes ou momentos de torção. são desprezados. e positivos na direção perpendicular à diagonal.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 40 ⎧0. Para os momentos volventes devem ser dispostas armaduras convenientemente calculadas.8 X1 ⎪ X ≥ ⎨ X1 + X 2 ⎪ 2 ⎩ (Eq. Os alívios que ocorrerem nos momentos fletores positivos não são considerados.6. que causam tração no lado superior da laje na direção da diagonal. que causam tração no lado inferior da laje. 66) M1 X1 X 2 M2 X2 X 3 M3 Momentos fletores não compatibilizados M1 X1 X2 M2 X2 X3 M3 M Momentos fletores compatibilizados ≥ XA { 0.2. As armaduras podem ser dispostas como mostrado na Figura 38. e recebem a notação de Mxy.8 X 3 X2 + X 3 2 M X1 .XA M1 + 2 M2 X 3 .8 X1 X1 + X 2 2 XB ≥ { 0.Compatibilização dos momentos fletores negativos e positivos.14 MOMENTOS VOLVENTES Como apresentado no item 3. nos cantos das lajes com bordas apoiadas surgem momentos fletores negativos. 3.

as armaduras positivas e negativas devem ser desenhadas em plantas de fôrma diferentes. Resumo CA-50 φ Massa (kg/m) Comprim. (cm) Total (m) Nº O consumo de aço mostrado em cada prancha de desenho é resumido como mostrado na Tabela 8. Tabela 8 .16 CÁLCULO PRÁTICO Neste item. positivas. a fim de não sobrecarregar o desenho e causar confusões.25 l x Ancorar com segurança 0. No prancha das armaduras.Armadura para os momentos volventes nos cantos.. total (m) Massa total (kg) TOTAL 3.25 l x Embaixo Em cima Figura 38 . Na planta. Comprimento Quant. pretende-se apresentar um roteiro prático para a organização e cálculo das lajes maciças de um edifício. 3. conforme mostrado na Tabela 7: Tabela 7 . φ Unit. Para maior clareza.Resumos dos aços.Especificação das barras.15 TABELAS DAS ARMADURAS Todas as armaduras.UNESP(Bauru/SP) 1288 . negativas. em função do diâmetro das barras e da classe do aço. as barras devem ser agrupadas. etc. devem ser convenientemente desenhadas para a sua correta execução.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 41 Em cima e em baixo como alternativa 0. construtivas. . as barras são numeradas da esquerda para a direita e de cima para baixo.

16.16. piso Paredes Perman. Laje Tipo lx (m) λ p (kN/m2) Vx V’x Vy V’y As reações das lajes sobre as vigas devem ser colocadas num desenho esquemático da planta de fôrma da estrutura.UNESP(Bauru/SP) 1288 .3 VERIFICAÇÃO DAS FLECHAS Tabela 11 . Laje lx (m) ly (m) λ 0. forro Revest. total Variável Total 3.16. .Estimativa de h. Laje Tipo λ h (cm) lx (cm) (kN/m2) (kN/m2) aq (cm) aq (cm) ag + q (cm) ag + q (cm) 3.2 CÁLCULO DAS AÇÕES Tabela 10 .7 ly (m) l* (m) n d (cm) h (cm) 3.Cálculo das flechas.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 42 3.16. Laje h (cm) gpp Revest.1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO DA ALTURA DA LAJE A Tabela 9 fornece a estimativa das espessuras das lajes para fins de cálculo do peso próprio. Tabela 9 .4 REAÇÕES NAS VIGAS Tabela 12 .Ações nas lajes (kN/m2).Reações nas vigas (kN/m).

UNESP(Bauru/SP) 1288 . Em seguida. mx mx mx my m'y m'y my my mx my m'y mx my L1 L2 L3 L4 m'x m'x m'x m'x L7 L5 mx my L6 mx my m'y m'y Figura 39 . faz-se a compatibilização dos momentos positivos e negativos.Esquema de plotagem dos momentos fletores. Com os resultados dos momentos finais. Em seguida. faz-se o dimensionamento das armaduras positivas e negativas. 3. estes devem ser plotados num desenho esquemático da planta de fôrma (Figura 39).17 LAJE MACIÇA RETANGULAR COM UMA BORDA LIVRE As lajes maciças retangulares com uma borda livre são particularmente importantes no projeto das escadas. sob a ação de carga uniformemente distribuída. As armaduras calculadas (As) são plotadas junto aos momentos finais.Cálculo dos momentos fletores (kN. o próximo passo é detalhar as armaduras na planta de fôrma. Os resultados finais dos momentos devem ser plotados num outro desenho da planta de fôrma.cm). marquises e outros casos.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 43 3.5 MOMENTOS FLETORES E DIMENSIONAMENTO Tabela 13 . .16. Laje Tipo lx (m) λ p (kN/m2) Mx M’x My M’y Calculados os momentos. A Figura 40 mostra as direções dos momentos principais (m1 e m2) atuantes em lajes retangulares apoiadas em três lados com uma borda livre.

. para alguns casos de vinculação. Para relações entre lados ly/lx < 0. que não abrangem todos os casos possíveis. e a borda livre deve ser protegida com uma armadura em forma de estribo (conforme a Figura .5 Figura 40 . 67) .UNESP(Bauru/SP) 1288 .Momentos principais nas lajes apoiadas em três lados com uma borda livre. nas direções x e y respectivamente. No Anexo ao final da apostila encontram-se as Tabelas A-11. Na borda livre. deve ser disposta uma armadura de canto suficiente e uma ancoragem segura contra a força que tende a levantar o canto. A Tabela A-27 possibilita o cálculo das reações de apoio somente para o caso de carregamento uniforme. A-12.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 44 lx x lx y ly ly / lx = 1 ly lx ly ly /lx = 0.momento positivo no centro da borda livre.5 . Os valores de P são os seguintes: a) carga uniforme na área: P = F lx ly (Eq.5. As Tabelas A-21 a A-26. na região y > lx. como se pode verificar na Figura 40. podem ser consideradas como apoiadas em uma direção. A notação para os momentos fletores é a seguinte: Mx e My . são maiores que o momento no meio da borda livre (Mr). . a armadura inferior deve ter um espaçamento menor que no resto do vão.momentos positivos no centro. Nessas lajes.). ly / lx = 2 As direções dos momentos principais dependem muito da relação ly/lx . A-16 e A-17 para cálculo dos momentos fletores em lajes com uma borda livre. Xr Mxy . . Mr Xx e Xy . Lajes com ly/lx > 1. nas direções x e y respectivamente. os momentos volventes (Mxy) (também chamados momentos de torção). portanto. na direção x. extraídas de ROCHA (1987) e de HAHN (1966).momento negativo no extremo da borda livre na direção x. possibilitam o cálculo das flechas e dos momentos fletores com carga uniforme e carga triangular.momentos negativos no centro da borda engastada.momento volvente nos cantos. As equações a empregar estão indicadas nas Tabelas A-21 a A-26.

como comentado. lx = vão paralelo à borda livre. 70) Nos cantos.1. A Tabela A-27. As posições das reações estão indicadas nos esquemas das lajes. 3.10. itens 2.5 e 2.17. 3.10. que tendem a levantar os cantos A e B. F1 = carga concentrada uniforme aplicada na borda livre (kN/m). A reação negativa nos cantos vale: R = 2 Mxy (Eq. os vários tipos são classificados de A-21 a A-26.6 encontram-se exemplos resolvidos. Em função das vinculações.m). R Vy 2Vy R Vy Vx Vx ly ~ 2Vx lx ~ 2Vx Figura 41 .UNESP(Bauru/SP) 1288 . encontram-se os detalhamentos das armaduras das lajes com uma borda livre. As fórmulas também estão indicadas. 69) F = carga uniforme distribuída na área da laje (kN/m2) ou valor máximo da carga triangular. sendo p o valor da carga uniforme distribuída na área da laje. negativas. Em ROCHA (1987). deve haver garantia contra o seu levantamento. Como uma alternativa para .1 Lajes com Três Bordas Apoiadas As Figuras 42 e 43 ilustram as armaduras a serem dispostas nessas lajes. serve para cálculo das reações de apoio para carga distribuída uniforme na área da laje. ou se houver pilares nos cantos A e B.1 Detalhamento das Armaduras Em LEONHARDT & MÖNNIG (1982). ela estará suficientemente ancorada. 68) (Eq. A Figura 41 mostra a forma como se distribuem as reações. Se a laje estiver ligada a vigas.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 45 b) carga concentrada uniforme na borda livre: P = F1 lx c) momento T uniforme na borda livre: P = T onde: (Eq.Reações da laje sobre três apoios.17. Nos cantos da laje devem ser dimensionadas armaduras para o momento volvente Mxy . em função do tipo de vinculação nos apoios. notando-se a existência das reações concentradas R. T = momento fletor na borda livre (kN.

≥ [l 2h b h Figura 44 – Detalhe da armadura na borda livre. Nas bordas livres deve ser feito o detalhamento indicado na Figura 44.UNESP(Bauru/SP) 1288 . lx A sx para M x ly 2 a A sx para M r ly M y máx >2h > Lb1 ly 2 0. .4 ly a Seção a-a 1 A sy 2 A sy para Mymax 1 A sy 2 Figura 42 . Em cima e em baixo como alternativa 0.25 l x Ancorar com segurança 0.Armadura de lajes retangulares com apoios simples em três lados para carga uniforme.Armadura para os momentos volventes nos cantos.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 46 simplificar a armadura de canto pode ser feita a simplificação indicada na Figura 42.25 l x Embaixo Em cima Figura 43 .

25 l x 0. Armadura mínima A sy mín b 0.Armadura superior de laje retangular apoiada em três lados engastados com carga uniforme. Na borda livre. A armadura de engastamento deve ser prolongada ao vão adjacente ou ser ancorada com segurança 0.Armadura inferior de laje retangular apoiada em três lados engastados com carga uniforme. As armaduras positivas ao longo do vão (Figura 45) e negativas das bordas engastadas (Figura 46) são dispostas de modo semelhante ao das lajes apoiadas em todo contorno.25 l x f x para mxerm 0.25 lx Seção a-a lx A sx Não é usual Figura 45 .UNESP(Bauru/SP) 1288 . conforme mostrado na Figura 44.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 47 3. ambas as armaduras devem ser reforçadas.1. 1/2 f ey f ey para myerm 1/2 f ey Figura 46 .17.25 l y Seção b-b A sx para M x a A sx para M r a A sy b ≥ 0. são pequenos os momentos volventes nos cantos.2 Lajes com Três Bordas Engastadas Nesse caso.25 ly 1/2 l y f ex para mxere .

0 . l x .0 =− = −7. 3.0 = = 0.cm m y 130 P 81.m = 360 kN. ly = 4.5 3. para a carga 1 (uniforme na área) tem-se os coeficientes: mr = 22. Dado: F = 6.cm m r 22.5 = 1.m = 293 kN.5 m lx = 3.m = 62 kN.0 = = 3.nr = 11.2 my = 130 .60 kN.5 P 81.0 .62 kN.0 kN Mr = P 81.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 48 3.17.2 .0 kN/m2 (carga uniformemente distribuída na área). Calcular os esforços solicitantes.0 m Figura 47 .m = . RESOLUÇÃO λ= ly lx = 4.5 = 81.0 = = 2.cm m x 27.0 Da Tabela A-25.6 a) Cálculo dos momentos fletores P = F .Dimensões e vinculações da laje.nx = 14.ny = 19.5 mx = 27.UNESP(Bauru/SP) 1288 .1 .6 P 81.cm nr 11. 4.723 kN.93 kN. l y = 6.23 kN.2 Exemplo Numérico de Aplicação Seja a laje da Figura 47.3 Mx = My = Xr = − .

3 Xy = − Devido aos lados engastados.0 =− = −4.50 As reações são: R x1 = pL x Vx1 = 6. 4.22 = 5.0 . .50 = 9.1 P 81.m = . 3.420 kN.9 kN/m A Figura 49 apresenta as reações de apoio plotadas no desenho da laje. o momento volvente Mxy é pequeno nesta laje e não precisa ser considerado.cm nx 14. 3.574 Figura 48 .20 kN.UNESP(Bauru/SP) 1288 .9 9.22 R y = pL y Vy = 6.5 .0 =− = −5. Os coeficientes tabelados são: Vx1 = 0.74 kN.420 62 .0 5. tem-se o caso A-25 de vinculação.0 kN/m Vx2 = 0. 5.m = .723 360 .Momentos fletores.0 .0 m . b) Reações de apoio Conforme a Tabela A-27.5 m 293 lx = 3.0 .28 Vy = 0. A Figura 48 mostra os momentos fletores plotados na laje. 0. 0.0 kN/m R x 2 = pL x Vx 2 = 6. 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 49 Xx = − P 81.28 = 5.cm ny 19. ly = 4.Reações de apoio.0 .0 Figura 49 .0 .574 kN.

os valores são: Rx1 = 9.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 50 Verificação: Result = (5.0 kN Se o cálculo for feito conforme indica a NB1/78 (por áreas de influência).7 kN ∼ 81. Na Figura 51 está mostrada a planta de fôrma da estrutura do mesmo pavimento.0 + 9.0) . . com disposição das paredes divisórias.0 kN Rx2 = 5. 282 282 140 400 150 417 Figura 50 – Planta arquitetônica do pavimento.18 EXEMPLO DE CÁLCULO DAS LAJES MACIÇAS DO PAVIMENTO DE UMA CONSTRUÇÃO Na Figura 50 está mostrada a planta de arquitetura do apartamento de um pavimento.5 + 5. Quarto Quarto Banh. O objetivo deste exemplo é ilustrar os cálculos que devem ser feitos para o dimensionamento das lajes maciças do pavimento.2 kN Ry = 5. 600 Escada 450 Banheiro 170 402 365 397 Quarto 417 567 Sala Estar/Jantar Suíte Hall 650 Cozinha 385 Sala Íntima 550 452 382 382 Área Serviço Banh. 3. 4.9 .7 kN 3.0 = 80.UNESP(Bauru/SP) 1288 .

aços CA-50 e CA-60. laje L1 com acesso ao público (q = 2.15.0 kN/m2). todas as vigas com largura de 20 cm. com peso específico de 13 kN/m3. demais lajes ver Tabela 2 da NBR 6120/80. considerado revestimento com piso cerâmico de 0. Para o projeto das lajes maciças as seguintes informações devem ser consideradas: - - espessura média do contrapiso ou camada de regularização com 3 cm. .0 cm. concreto C25. espessura média do revestimento da face inferior das lajes com 2 cm. coeficientes de segurança γc = γf = 1. parede de bloco cerâmico com espessura de 9 cm x 19 cm x 19 cm. altura da parede de 2. Todas as paredes externas com espessura final de 23 cm e todas as paredes internas com espessura final de 13 cm. e peso específico da argamassa de 21 kN/m3.4 . e peso específico da argamassa de 19 kN/m3.15 kN/m2 em toda a área útil do apartamento.UNESP(Bauru/SP) 1288 . γs = 1. espessura mínima do cobrimento c = 2. classe I de agressividade ambiental.8 m.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 51 600 L1 170 400 L2 L3 600 180 200 620 670 L4 L5 L6 L7 500 800 300 500 270 400 L8 L9 L10 300 300 500 270 400 Figura 51 – Planta de fôrma simplificada da estrutura do pavimento.

Admite-se dois tipos de vínculos das lajes nas bordas: apoio simples ou engaste perfeito. Considerando que a largura das vigas de apoio é de 20 cm. 18. 3 e 4) nas duas direções das lajes serão os vãos livres acrescidos dos valores: ⎧t / 2 = 20 / 2 = 10 cm a1 = a 2 ≤ ⎨ 1 ⎩0.1 Vãos Efetivos e Vinculação nas Bordas Para cálculo dos vãos efetivos é necessário conhecer a altura das lajes. bem como a relação λ entre os lados e o tipo de laje. Os vínculos nas bordas e o tipo de laje para as dez lajes do pavimento estão mostrados na Figura 52. A laje L1. conforme a Eq.3 . . é preciso conhecer os vãos efetivos das lajes.UNESP(Bauru/SP) 1288 . 10 = 3 cm l ef = l 0 + a1 + a 2 = l 0 + 6 cm Os vãos efetivos de todas as lajes estão mostrados na Tabela 14.3 h = 0. Para resolver o problema será adotada uma altura comum a todas as lajes. Por outro lado.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 52 3. ou seja. as lajes podem ser consideradas contínuas umas com as outras. os vãos efetivos (Eq. em balanço. de 10 cm. para estimativa da altura das lajes.18. L1 L4 L2 tipo 3 n=2 L3 tipo 3 n=2 Laje armada em 1 direção n=2 L5 tipo 6 n=4 L6 tipo 6 n=4 L7 L8 tipo 5A n=3 tipo 5A n=3 L9 tipo 5B n=3 L10 tipo 3 n=2 Figura 52 – Vínculos das lajes nas vigas de borda. o vão livre nas duas direções e a largura das vigas de apoio. está engastada na laje L2. No caso do pavimento deste exemplo todas as lajes encontram-se ligadas às vigas nas sua borda superior e nenhuma das lajes está rebaixada.

12 5B 386 1.40 3 486 1.70 340 2. a laje L1 não tem a altura estimada pela Eq. ly Tipo Observação λ (cm) 600 3.12 3 786 2.70 2 Laje L2 L3 L4 L5 L6 L7 L8 L9 L10 lx (cm) 586 586 286 486 256 386 286 256 286 d (cm) 9. .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 53 Laje L1 L2 L3 L4 L5 L6 L7 L8 L9 L10 lx (cm) 163 586 586 286 486 256 386 286 256 286 Tabela 14 – Vãos efetivos das lajes.2 Pré-Dimensionamento da Altura das Lajes A estimativa da altura das lajes pode ser feita com a Eq.4 6.90 6 486 1.3 4.24 2 656 1.4 7. ao contrário. Por se tratar de laje em balanço (calculada como viga). 3.03 3 656 1.00 340 3.56 4 486 1. ações variáveis e todas aquelas existentes.75 Laje armada em uma direção 486 1. a laje L1 deve obrigatoriamente estar engastada na laje L2.59 2 786 2.75 550 2.12 200 2.6 6. a sua altura será adotada igual a 10 cm.1 5. b) a laje L2 não pode ser considerada engastada na laje em balanço L1. sem o hall de entrada. Tabela 15 – Pré-dimensionamento da altura das lajes.40 4 486 1. O valor foi arredondado para o inteiro mais próximo. Assim pode ser feito porque o hall tem uma área muito pequena se comparada ao restante da laje.6 7.1 n ) l * ]. revestimento do lado inferior da laje.70 5A 286 1. No lado adjacente ao da escada não ocorre continuidade da laje com a escada.03 424 4.5 6. contrapiso.35 270 2.5 − 0.0/2 = d + 2.68 Laje armada em uma direção 606 1. ly 0.3 Cálculo das Ações Atuantes O cálculo das ações atuantes nas lajes fica facilitado com o auxílio da Tabela 16. como mostrado na Figura 52.26 5A 486 1.2 h (cm) 12 13 9 10 8 10 9 7 9 NOTAS: a) a laje L2 foi simplificada e considerada com forma retangular.12 459 4. A Tabela 15 facilita os cálculos a serem feitos.UNESP(Bauru/SP) 1288 . 18 [ d ≅ (2. Para laje de piso a altura mínima é de 7 cm. pois isso é possível devido à continuidade existente entre as duas lajes.26 340 3. paredes.7 ly l* n λ (cm) (cm) (m) 606 1. 18. de modo que o número de bordas engastadas (n) é 2.0 + 1.8 10.5 cm.00 3 386 1.35 3 3. Para o carregamento total nas lajes devem ser consideradas todas as ações possíveis.86 3 286 1.18. como: peso próprio.00 6 486 1.90 340 2.86 2 486 1.18. c) as alturas das lajes foram calculadas fazendo: h = d + c + φl /2 = d + 2.

conforme item 2. 600 L1 170 Escada L2 567 L3 600 400 180 200 620 670 L4 L5 L6 L7 500 800 L8 L9 L10 300 500 270 400 Figura 53 – Paredes sobrepostas na planta de fôrma da estrutura. Laje h (cm) L1(3) L2 L3 L4 L5 L6 L7 L8 L9 L10 12 12 13 9 10 8 10 9 7 9 gpp 3.08 3.38 0.06 5.5 2.38 0.65 1.5 1.5 da NBR 6120/80.90 6. forro 0.0(2) 2.38 0.58 0.25 1. (3) na laje em balanço L1 deve ser suposta uma carga uniformemente distribuída vertical de 2.61 3.38 0.38 6.58 5. respectivamente.0 1.70 - Perman.16 4. . o que auxilia na visualização e no cálculo da carga das paredes sobre as lajes.5 1.78 0.78 Paredes 0.75 2. (2) a laje L4 compõe a cozinha e a área de serviço.25 2. (4) a laje L4 foi dividida em duas regiões.78 0.50 2.78 0.97 0. com ações variáveis de 1.5 1.38 0.Ações nas lajes (kN/m2).88 8.87 6.1.21 0.00 3.00 3.40 4.24 6.78 0.63 4.97 3.41 5.25 2.78 0.38 0.91 Observações: (1) piso mais contrapiso.37 5.11 4.25 Revest.74 4.5 1.41 7.41 Variável 2. Como uma simplificação a favor da segurança foi adotado o valor de 2.5 1.5 1.06 6.38 0.00 2.78 0.2.78 0.5 kN/m2 e 2. Piso(1) 0.0(2) 1.38 0. A Figura 53 mostra a planta arquitetônica sobreposta à planta de fôrma da estrutura.UNESP(Bauru/SP) 1288 .74 1.0 kN/m2 para toda a área da laje.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 54 Tabela 16 .50 2.38 Revest. total 4.78 0.0 kN/m2.16 5.78 0.38 0.5 Total 6.13 5. uma com carga de parede e outra sem carga de parede.67 1.0 kN/m na extremidade da laje.

4.86 . 1.18. 2.13 .86 = 0.13 .80 .86 13 . para as lajes armadas em duas direções.56 . 0.86 13 .70 kN/m2 2. 2.56 . 4.86 13 . 2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 55 A seguir são descritos os cálculos efetuados para determinar as cargas das paredes sobre as lajes.80 . 2.90) = 1.45 = 0. 2. 5.13 .4 Reações de Apoio nas Vigas de Borda As reações de apoio das lajes armadas em duas direções nas vigas de borda estão calculadas e mostradas na Tabela 17.80 . 2. 0.86 . 0.86 3 (13 . 2. 5.15 = 1. 4. 2. 0. 0. 2.80 . 0. 3. 5.97 kN/m2 3.13 . 25. 4.70 = 1. .86 3.80 .80 . 0.72 = 3.21 kN/m2 6. 2.86 .86 = 0.97 kN/m2 2.13 .86 13 .58 kN/m2 2.67 kN/m2 6.65 kN/m2 2 2 .80 . 4.86 c) Região da parede da Laje L4 g par = d) Laje L5 g par = e) Laje L6 g par = f) Laje L7 g par = g) Laje L8 g par = 13 .86 h) Laje L9 g par = 13 . a) Laje L2 g par = b) Laje L3 g par = 13 .90 = 0. O cálculo das reações foi feito com aplicação da Eq.13 . 0.06 . 8.74 kN/m2 4.13 . 0.UNESP(Bauru/SP) 1288 .80 . 2. 5.56 .13 .

50 5.90 1.46 2.72 2.33 5.88 7.13 2.55 3.46 8. .16 KN/m 2 KN 163 12.68 3.58 6. as reações de apoio devem ser calculadas supondo as lajes com vigas segundo a direção do vão principal.Reações de apoio nas vigas de borda das lajes armadas em duas direções (kN/m).98 3.21 3.17 3.1. Laje Tipo L2 3 L3 3 L5 6 L6 6 L7 5A L8 5A L9 5B L10 3 lx (m) λ 1.04 2.86 5.38 5.17 ν’y 3.03 1. estão indicados nas Figuras 56 e 57.70 1. 56 e 57.86 2.56 2.71 2. O posicionamento e o comprimento da parede está indicado na Figura 55. carregamento e esforços solicitantes característicos na laje L1. Observa-se que o trecho correspondente à porta não foi considerado com carga. os esforços solicitantes na laje L4.41 6. A carga vertical total distribuída na área da laje é de 6.00 Vk (KN) 11.66 5. As reações de apoio nas lajes LI e L4 estão mostradas na Figura 54.12 1.44 - Mk (KN.57 3.88 8.34 8.17 2.11 4.37 3. conforme a NBR 6120/80 (item 2.99 7.38 3.42 13. uma sem carga de parede e outra com carga de parede.45 5.50 3.10 5.50 3.05 V’y 10.00 1.27 2.69 6.86 2. conforme indicado na Tabela 16.UNESP(Bauru/SP) 1288 .9 6.16 kN/m2.35 p (kN/m2) 5.12 1.17 Vx 7.56 3.17 2.90 12.81 9.2.91 νx 2.99 νy 2. A laje L4 deve ser dividida em duas regiões.5).17 2.32 3. A laje L1 está em balanço e em sua extremidade livre deve ser considerada uma carga linear vertical de 2 kN/m.50 2. como mostrado na Figura 54.17 3.04 4.60 Vy 7.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 56 Tabela 17 . Considerando o carregamento total nas regiões I e II da laje.86 4.83 V’x 11. 2 KN/m L1 163 600 6.73 ν’x 3.86 2.22 8.50 3.36 2.26 1.m) Figura 54 – Esquema estático.13 5.13 3. conforme mostrado na Tabela 16.19 4.17 1.86 No caso das lajes armadas em uma direção (L1 e L4).24 6. nas regiões I e II.87 6.

UNESP(Bauru/SP) 1288 - Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto

57

A região II tem a largura determinada como:
l=

2 2 l x = 2,86 = 1,91 m 3 3

(I )
3,10 4,06

(II)
7,86 m 1,91

(I )
3,80 2,85

2,86 m

Figura 55 – Divisão da laje L4 em regiões com carga de parede e sem carga de parede.

5,41 KN/m

2,86 m

5,80 9,67 Vk (KN)

3,11

-

5,53 M k (KN.m)

+

Figura 56 – Esquema estático, carregamento e esforços solicitantes na região I da laje L4.

UNESP(Bauru/SP) 1288 - Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto

58

7,15 KN/m

2,86 m

7,67

12,78 Vk (KN)

4,11

-

7,31 M k (KN.m)

+

Figura 57 – Esquema estático, carregamento e esforços solicitantes na região II da laje L4.

As reações de apoio das lajes do pavimento devem ser indicadas num desenho esquemático da planta de fôrma da estrutura, como mostrado na Figura 58.

L1 12,04 L2 7,46 x 10,90 12,22 x 8,37 7,81 L3 9,10

11,42 L4 3,10 5,80 9,67 L5 8,38 L6 3,99

13,34 L7 7,50

8,38 12,78 1,91 7,67

8,38 5,88 x 8,38

5,88 7,41 x 7,50 L10 4,45 5,60 x 3,83

5,04

3,99 L9 5,19 x 5,33 6,66 6,66 3,55

L8 5,80 2,85 9,67 5,33

6,69 x 4,57

3,05

Figura 58 – Reações de apoio (kN/m) das lajes nas vigas de borda.

UNESP(Bauru/SP) 1288 - Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto

59

3.18.5 Momentos Fletores e Dimensionamento das Armaduras Longitudinais de Flexão

Os momentos fletores solicitantes nas lajes armadas em duas direções podem ser facilmente calculadas com auxílio de uma planilha eletrônica. No caso das lajes armadas em uma direção, como as lajes L1 e L4, os cálculos devem ser feitos separadamente, em função do esquema estático e do carregamento nessas lajes, como indicados nas Figura 55, 56 e 57. Os momentos fletores das lajes armadas em duas direções foram calculados conforme a Eq. 23, e encontram-se mostrados na Tabela 18.
Tabela 18 - Momentos fletores solicitantes nas lajes armadas em duas direções (kN.m).

Laje Tipo L2 3 L3 3 L5 6 L6 6 L7 5A L8 5A L9 5B L10 3

lx (m)

λ 1,03 1,12 1,00 1,90 1,26 1,70 1,12 1,35

p (kN/m2) 5,87 6,58 6,9 6,24 6,13 5,88 8,11 4,91

µx 2,94 3,19 2,02 3,99 3,23 4,84 2,87 4,24

µ’x 7,43 7,87 5,15 8,24 8,81 10,34 6,76 9,65

µy 2,68 2,67 2,02 1,01 2,64 2,22 1,91 2,45

µ’y 7,18 7,36 5,15 5,72 7,36 8,10 5,65 7,88

Mx 5,93 7,21 3,29 1,63 2,95 2,33 1,53 1,70

M’x 14,98 17,78 8,39 3,37 8,05 4,97 3,59 3,88

My 5,40 6,03 3,29 0,41 2,41 1,07 1,02 0,98

M’y 14,47 16,63 8,39 2,34 6,72 3,90 3,00 3,16

5,86 5,86 4,86 2,56 3,86 2,86 2,56 2,86

Os momentos fletores solicitantes característicos e não compatibilizados estão plotados na Figura 59, conforme os valores contidos na Tabela 18. Na Figura 60 estão plotados os momentos fletores compatibilizados. A compatibilização dos momentos fletores foi feita conforme a regra estabelecida no item 3.13. A verificação do coeficiente ϕ de redução dos momentos fletores nos apoios, apresentada na Eq. 47, não foi considerada. A Figura 59 mostra que a laje L2 não deve ser considerada engastada na laje L1 em balanço. A plotagem dos momentos fletores nas lajes deve ser feita com muito cuidado, para evitar erros no posicionamento das armaduras.

cm/m) solicitantes característicos não compatibilizados.91 411 731 839 163 x 672 L10 359 316 388 x 839 497 x L8 2.UNESP(Bauru/SP) 1288 .10 311 696 L5 1422 413 41 484 672 644 308 L10 170 376 1.85 553 352 164 338 98 Figura 60 .Momentos fletores (kN. L1 1144 L2 L3 743 1555 899 1422 L7 L6 540 657 1198 L4 3.cm/m) solicitantes característicos compatibilizados. .50 L6 x 329 329 839 337 41 337 805 241 295 x 1.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 60 L1 1144 L2 x - L3 x 593 x 1447 540 1663 721 1778 234 L7 603 1498 L4 3.Momentos fletores (kN.91 411 785 163 267 538 671 L8 L9 233 375 115 119 2.10 311 L5 553 839 839 1778 7.85 311 553 390 234 L9 300 390 359 233 102 170 107 153 x 98 Figura 59 .

conforme os valores constantes na Tabela 2.6 Md 2177 ⇒ Ks = 0.025 As = Ks Md 2177 = 0.cm. Neste caso. As armaduras negativas.025 = 5. o que significa que faltaria um pouco de armadura para a laje com altura d menor. 10 2 = = 4. o que significa que a armadura fica maior e a favor da segurança para a laje com o maior d. d = h – 2.15 d (cm2/m) Para as lajes armadas em duas direções. para classe de agressividade II e ∆c de 5 mm. a armadura mínima positiva deve ser multiplicada pelo fator 0.0 cm e para as armaduras negativas o cobrimento foi de 1. devem atender a flexão em duas lajes adjacentes. tal que: As. Para as armaduras positivas foi considerado o cobrimento de 2. o critério mais comumente utilizado na prática é considerar o menor d entre os dois existentes. e considerando d = 10 cm (o menor) resulta a seguinte área de armadura: Kc = b w d 2 100 . No cálculo das armaduras das lajes foram utilizados os seguintes valores para a altura útil d: - d = h – 2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 61 Na Figura 61 estão plotados os momentos fletores de cálculo compatibilizados e as áreas de armadura calculadas para esses momentos fletores. 0. determinadas segundo as equações acima.mín = 0. as armaduras mínimas negativas e positivas das lajes armadas em uma direção devem ser: ρs ≥ ρmín Para o concreto C25 a taxa de armadura mínima (Tabela 6) é: ρ mín = As = 0.UNESP(Bauru/SP) 1288 . Quando as alturas das lajes são diferentes. ou seja. resultam alturas úteis d também diferentes. Por exemplo. De acordo com a Tabela 5.44 cm2/m 10 d .67 . com exceção da laje L1.mín = 0.15 % bw d Fazendo bw = 100 cm a armadura mínima resulta: As.10 d (cm2/m) As áreas de armadura mostradas na Figura 61 levam em conta as armaduras mínimas. são comuns a duas lajes.177 kN. Outro critério seria adotar a média entre os valores de d.67.0 cm para os momentos fletores negativos.15 d = 0.5 cm. entre as lajes L2 (d = 10 cm) e L3 (d = 11 cm) existe o momento fletor compatibilizado de cálculo de 2.5 cm para os momentos fletores positivos.

92 57 0.1. e por meio da Eq. adotado igual a 0.3.10 d = 7 .cm/m) de cálculo compatibilizados e áreas de armaduras (cm2/m).88 1991 d = 6 .61 974 3.48 578 1.10 d = 8 .80 d = 7 .01 L3 ( h = 13 cm) 2177 5.47 d = 8 . p = g + ψ2 q = carregamento total na laje.UNESP(Bauru/SP) 1288 .18.3. As variáveis contidas na Tabela 19 indicam: g = carregamento permanente total na laje. 42.24 d = 7 .89 L8 ( h = 9 cm) d = 7 .12 493 1.2.85 902 753 .20 374 L9 ( h = 7 cm) 167 0.27 L10 ( h = 9 cm) d = 5 .91 d = 7 .58 939 d=5 326 1.2. 18 e 19.6. 3.35 d = 5 .5.17 941 3.76 1040 2.51 2. encontrado nas Tabelas A-1 a A-4. 473 431 1.4.23 Figura 61 .99 1099 575 2. supondo as lajes como vigas. considerando o carregamento permanente acrescido do carregamento variável corrigido pelo fator de redução para combinação quase permanente.63 661 161 0.3 ou 0.6 Verificação das Flechas Na Tabela 19 encontram-se os valores calculados para as flechas totais nas lajes.5. L1 ( h = 10 cm) 1602 L2 ( h = 12 cm) d = 8 .63 920 2.93 678 2. conforme a Tabela 5 da apostila de Fundamentos do Concreto Armado.82 1.3. Já nas lajes armadas em uma direção (L1 e L4) as flechas foram calculadas com as equações contidas nas Figuras 17.68 435 1. As flechas nas lajes armadas em duas direções foram calculadas com auxílio do coeficiente α.85 525 2.68 1677 d=7 L4 ( h = 9 cm) 1677 L5 ( h = 10 cm) d=6 1991 L7 ( h = 10 cm) L6 ( h = 8 cm) 3. q = ação variável (carga acidental).59 230 1.7.37 238 0.Momentos fletores (kN. ψ2 = fator de redução de combinação quase permanente para o estado limite de serviço.44 (d = 10 cm) 756 1.24 228 0.2.91 1259 2.38 526 1.88 137 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 62 As áreas das armaduras negativas e positivas de todas as lajes estão indicadas na Figura 61.

A fim de facilitar o entendimento dos cálculos feitos com auxílio de uma planilha eletrônica e mostrados na Tabela 19.286 5.47 0.26 4.5 0. Tabela 19 .06 2.5 (kN/m2).37 kN/m2. o seu menor vão lx é de 586 cm.16 2.06 0.14 0.12 5.37 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 63 Mr = momento fletor de fissuração da laje. L2 e L4 estão demonstrados na seqüência.5 0.45 3. que é aquele correspondente ao surgimento da primeira fissura na laje.45 4. considerando a deformação lenta no concreto.70 4.60 5.400 cm4 12 12 O fator α deve ser adotado igual a 1.49 2.63 1.05 0.90 4.00 5.19 8 410 163 L7 5A 386 1.0 L1 . a ação variável (carga acidental) é de 1.2565 kN/cm2 Momento de inércia da laje considerando seção homogênea não fissurada (Eq.90 3.06 7 314 164 L10 3 286 1.83 0. O momento fletor de fissuração fica: .5 0. 26: Mr = α f ct I c yt A resistência do concreto à tração direta (fct) pode ser calculada em função da resistência característica do concreto à compressão.00 4.18.5 0. 30): Ic = b h 3 100 . at = flecha total na laje. EI = rigidez à flexão da laje.80 4.45 5. p= g h Mr q Ma ψ2 q g+ Laje Tipo lx λ (kN/m2) (kN/m2) (kN/m2) (cm) (kNcm) (kNcm) (cm) ψ2 q 4. O momento fletor de fissuração.45 5.45 5.m = 0.41 1.5 para seções retangulares.5 0.3 3 25 2 = 2. com λ = 1.45 7.3 3 f ck 2 = 0.36 0.38 1.03 4.18 0. ai = flecha imediata. Ma = momento fletor na laje com carregamento correspondente à combinação rara. 27): f ct = f ct .20 0.38 0.08 0.83 9 519 233 L9 5B 256 1.61 1.6.0 0.09 0.cm2) (cm) (cm) 12244853 34272000 43573833 14458500 19833333 10154667 19833333 14458500 6802833 14458500 0.4 1.5 0.08 10 641 376 L8 5A 286 1.14 3. pode ser calculado com a Eq.35 3.66 9 519 411 L5 6 486 1.1 Flecha na Laje L2 A laje L2.5 0.86 9 519 170 α 2.72 2.99 ai EI at (kN.5 0. a flecha nas lajes L1. o carregamento total permanente (g) é de 4.96 10 641 818 L2 3 586 1. A altura da laje é de 12 cm.12 0.565 MPa = 0.32 0.163 0.86 0.UNESP(Bauru/SP) 1288 . como a resistência média à tração direta (fct. α = coeficiente tabelado encontrado nas Tabelas A-1 a A-4.74 1.m – Eq.Cálculo das flechas.45 5.82 12 923 743 L3 3 586 1.08 3.37 1. é uma laje armada em duas direções.33 0.14 0.45 4.53 13 1083 899 L4 .85 10 641 484 L6 6 256 1.08 1.12 6.96 1.59 2. A distância yt entre o centro de gravidade da seção e a fibra mais tracionada é igual a h/2.03.20 0. 12 3 = = 14.87 0.

que leva em conta a deformação lenta do concreto da laje.3 . 586 4 = 0.cm. dada pela Eq. 35 como: αf = ∆ξ 1 + 50ρ′ . Observa-se que Ma = 743 kN. 5600 25 1 100 .cm2 10 12 Para o carregamento p deve ser adotada a combinação quase permanente.72 para laje do tipo 3 e carregamento uniformemente distribuído na área da laje. 42: 4 α p lx ai = 12 EI Com a Tabela A-1 Anexa determina-se o fator α = 2.ser = Σ Fgik + Fq1k + Σ ψ1j Fqjk A laje L2 tem apenas uma ação variável importante que deve ser considerada. para Ma deve-se considerar o maior momento fletor compatibilizado. é dada pela Eq. Portanto.cm é menor que o momento fletor de fissuração.000 kN.000482 .cm 6 Agora é necessário calcular o momento fletor atuante na laje. como comumente ocorre com as lajes maciças dimensionadas segundo a Teoria das Placas. 43. 14400 = 923. que é a carga acidental de 1. O módulo de elasticidade multiplicado pelo momento de inércia fornece a rigidez à flexão da laje: EI = 0. A flecha imediata na laje armada em duas direções pode ser calculada pela Eq. O fator de redução de carga ψ2 para combinação quase permanente. conforme a Tabela 5 da apostila de Fundamentos do Concreto Armado.ser = Σ Fgik + Σ ψ2j Fqjk = 4.72 0.82 kN/m2 A flecha imediata na laje será: ai = 2.87 kN/m2. mostrado na Tabela 16.3 (locais em que não há predominância de pesos de equipamentos que permanecem fixos por longos períodos de tempo.cm.2565 .87 kN/m2. A combinação rara de serviço é avaliada pela Eq. o que significa que a laje L2 não estará fissurada quando submetida ao carregamento total de 5. a laje estará no estádio I em serviço. de 743 kN.UNESP(Bauru/SP) 1288 .85 . correspondente à combinação rara. 1.4 kN.272.5 kN/m2.37 + 0.5 . 123 = 34. Mr = 923. não compatibilizados conforme mostrados na Figura 59. isto é.38 cm 12 34272000 A flecha total.ser coincide com o carregamento total na laje. mostrado na Figura 60. 0. de modo que Fd. pode ser adotado igual a 0. nem de elevadas concentrações de pessoas (edifícios residenciais).4 kN.5 = 4. 28: Fd. de 5. Fd.cm. Para esse carregamento os momentos fletores positivos na área central da laje resultaram os valores de 593 e 540 kN. 46: at = ai (1 + αf) O fator αf é dado pela Eq.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 64 Mr = 1.

2 Flecha na Laje L1 A laje L1 é uma laje em balanço. Assumindo que a carga de longa duração atuará na laje a partir de um mês após executada (valor conservador neste caso). é muito menor que a flecha máxima permitida. o carregamento total permanente (g) é de 4. engastada na laje L2. 28: Fd. A flecha resultante. Resulta para ∆ξ o valor: ∆ξ = 2.88 cm. 5 100 . o que significa que a laje L2 poderia ter uma altura um pouco menor. de 6. portanto. pode-se considerar a “Aceitabilidade sensorial” – deslocamentos visíveis em elementos estruturais. conforme a Tabela 4. 39).0 (kN/m2). A altura da laje é de 10 cm. na Tabela 3 encontra-se: ξ(t0) = 0.ser = Σ Fgik + Fq1k + Σ ψ1j Fqjk A laje L1 tem apenas uma ação variável importante que deve ser considerada. 3.16 kN/m2. A carga de 2. correspondente à combinação rara. como 10 ou 11 cm. o seu vão lx é de 163 cm. de 0.6.16 kN/m2. A distância yt entre o centro de gravidade da seção e a fibra mais tracionada é igual a h/2.UNESP(Bauru/SP) 1288 .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 65 onde ρ’ é igual a zero porque na laje em questão não existe armadura comprimida A’s .5 para seções retangulares.00 − 0. pode ser calculado com a Eq. determinar ∆ξ. 37: ∆ξ = ξ( t ) − ξ( t 0 ) ξ(t) será adotado igual a 2 para o tempo t superior a 70 meses (Eq.0 kN/m2. de modo que Fd.18.5 .88 cm Para a flecha máxima permitida na laje L2. a ação variável (carga acidental) é de 2.ser coincide com o carregamento total na laje.32 A flecha total na laje será: at = 0. O momento fletor de fissuração.68.68 = 1. 26: Mr = α f ct I c yt O fator α deve ser adotado igual a 1. que é a carga acidental de 2. Para esse carregamento o momento fletor no engastamento da laje resulta o valor de: . que é dado pela Eq. onde o valor limite é l/250 = 586/250 = 2. visando impedir o surgimento de vibrações indesejáveis nas lajes. e deve ser calculada como uma viga em balanço.38 (1 + 1.0 kN/m na extremidade da laje não precisa ser considerada na verificação da flecha.34 cm. A combinação rara de serviço é avaliada pela Eq. mostrado na Tabela 16.32) = 0. Porém.2565 .cm Agora é necessário calcular o momento fletor atuante na laje. que é aquele correspondente ao surgimento da primeira fissura na laje. 103 12 = 641 kN. deve-se evitar a ocorrência de flechas exageradas. 0. Basta. O momento fletor de fissuração fica: Mr = 1.

5600 25 = 23. 30): 100 .82 =0 x II − 100 100 x II 2 + ⇒ xII = 2. 44.18 kN.47 ⎞ 2 4 + 100 . isto é.25 (8 − 2.82 .47 ⎜ ⎟ + 8. de acordo com a Eq.16 kN/m2. 103 = 8. 32: E cs = 0. conforme a Eq.82 2 .: x II 2 + 2 As αe 2 As d αe x II − =0 b b 2 . 34 é: I II = b x II 3 ⎛x ⎞ + b x II ⎜ II ⎟ + α e A s (d − x II )2 12 ⎝ 2 ⎠ 2 2 I II = 100 . 6. conforme a Eq. 8.25 .333 cm4 Ic = 12 A razão modular entre os módulos dos materiais. de 5.cm é maior que o momento fletor de fissuração. deve ser considerada a rigidez equivalente.632 = 8. 6. 2. dado pela Eq. 31 é: αe = Es 21000 = = 8. 33 calcula-se a posição da linha neutra no estádio II (xII).47 cm O momento de inércia da seção fissurada de concreto no estádio II. o que significa que a laje L1 estará fissurada quando submetida ao carregamento total de 6.47 ) = 2.47 3 ⎛ 2. 1.82 E cs 2380 Com a Eq.380 kN/cm2 O momento de inércia da seção bruta sem armadura é (Eq.cm. o que atende com folga à área de armadura calculada.16 . 2.800 MPa = 2. 29: ⎧ ⎪⎛ E cs ⎪⎜ Mr ⎨ ⎪⎜ M a ⎝ ⎪ ⎩ (EI) eq = 3 ⎞ ⎟ I + ⎟ c ⎠ ⎡ ⎛M ⎢1 − ⎜ r ⎢ ⎜ Ma ⎣ ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3⎤ ⎥ ⎥ ⎦ ⎫ ⎪ III ⎪ ⎬ ⎪ ⎪ ⎭ ≤ E cs I c Para cálculo de (EI)eq devem ser calculados vários valores. dada pela Eq. considerando a altura útil d de 8 cm e a área de armadura negativa da laje (composta por φ 8 mm c/ 8 cm = 6.188 cm 12 ⎝ 2 ⎠ .01 cm2/m.UNESP(Bauru/SP) 1288 . 6.25 . 8. Mr = 641 kN. Portanto. 8 .85 .m 2 Observa-se que Ma = 818 kN. entre eles o módulo de elasticidade secante. na seção de engaste a laje em serviço estará no estádio II.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 66 M = Ma = 6.25 cm2).

estações e edifícios públicos).832. sem armadura.cm. 2. O momento de inércia da seção bruta. ou de elevada concentração de pessoas (edifícios comerciais. 30): .244.32) = 0.96 kN/m2 Esta carga deve ser multiplicada pela largura da viga.96 kN/m. Neste caso pode ser considerado o momento de inércia da seção bruta de concreto. conforme a Tabela 4. 1634 = 0. o carregamento total permanente (g) no trecho com parede é de 5.83 cm A flecha máxima permitida. de 1 m.30 cm. 8333 ≤ 19. e o momento fletor Ma é de 411 kN.36 cm 8 12244853 A flecha total.4 .853 kN.cm ⎪ ⎢ ⎝ 818 ⎠ ⎥ ⎪ ⎣ ⎦ ⎭ ⎫ (EI)eq = 12. 3.244.0496 .18.32 é: at = ai (1 + αf) = 0. pode ser considerada como l/250.cm. A flecha resultante total de 0. neste caso deve ser adotado igual a 0. de 1. o que significa que a laje não está no estádio I em serviço (não fissurada). dada pela Eq. o que leva à carga de 4. A altura da laje é de 9 cm.6.0 (kN/m2). O fator de redução de carga ψ2 para combinação quase permanente. A flecha imediata na laje será: ai = 1 0.3 Flecha na Laje L4 A laje L4 é uma laje armada em uma direção e deve ser calculada como uma viga segundo a direção principal. calculado de forma análoga aos dois itens anteriores é de 519 kN.06 kN/m2 e a ação variável (carga acidental) é de 2.cm2 A flecha imediata na laje em balanço pode ser calculada pela equação: ai = 4 1 p lx 8 EI Para o carregamento p deve ser adotada a combinação quase permanente. de escritórios.540 kN.30 cm.4 (locais em que há predominância de pesos de equipamentos que permanecem fixos por longos períodos de tempo.0 = 4.cm2 ≤ Ecs Ic ≤ 2380 .UNESP(Bauru/SP) 1288 . considerando o valor já calculado para αf de 1. O momento fletor de fissuração. o seu vão lx é de 286 cm.853 kN.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 67 A rigidez equivalente será: (EI) eq = 2380 ⎧ 3 ⎪ ⎪⎛ 641 ⎞ ⎟ 8333 + ⎨⎜ ⎪⎜ 818 ⎟ ⎝ ⎠ ⎪ ⎩ ⎡ ⎛ 641 ⎞ 3 ⎤ ⎪ ⎪ 2 ⎢1 − ⎜ ⎟ ⎥ 2188 ⎬ = 12. O vão l deve ser multiplicado por dois quando se tratar de balanço. portanto l/250 = 2 . 43. Fd.16 + 0. 163/250 = 1.83 cm é menor que a flecha máxima permitida. que leva em conta a deformação lenta do concreto da laje.36 (1 + 1.ser = Σ Fgik + Σ ψ2j Fqjk = 4. é (Eq. por questão de segurança. conforme a Tabela 5 da apostila de Fundamentos do Concreto Armado.

conforme a Tabela 4.14 cm .l/500 = 486/500 = 0. 286 4 = 0.075 cm4 12 A rigidez da laje à flexão é: EcsIc = 2380 . neste caso deve ser adotado igual a 0.l/500 = 656/500 = 1.12 cm .L8 .47 cm .L6 .0566 . at = 0.l/500 = 286/500 = 0.14 (1 + 1.l/500 = 286/500 = 0.97 cm .0 = 5.L7 . at = 0.L10 . As flechas limites consideradas para as demais lajes são as seguintes: .06 + 0.32 cm.32) = 0. dada pela Eq. considerando o valor já calculado para αf de 1.57 cm .32 é: at = ai (1 + αf) = 0. pode ser considerada como l/500.l/250 = 286/250 = 1.32 cm A flecha limite neste caso.18 cm . é menor que a flecha limite (0.500 cm4 A flecha imediata na laje em balanço pode ser calculada pela equação mostrada na Figura 18: 4 1 p lx ai = 185 EI Para o carregamento p deve ser adotada a combinação quase permanente.l/500 = 486/500 = 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 68 Ic = 100 . por questão de segurança.458. Fd. 93 = 6. at = 0. como a laje tem parede nela apoiada.33 cm .20 cm .66 kN/m2 A flecha imediata na laje será: 1 0.14 cm ai = 185 14458500 A flecha total.57 cm).L9 .ser = Σ Fgik + Σ ψ2j Fqjk = 5.L5 .97 cm .57 cm A flecha calculada.14 cm ∴ at < amáx ∴ at < amáx ∴ at < amáx ∴ at < amáx ∴ at < amáx ∴ at < amáx ∴ at < amáx . at = 0. a altura da laje deveria ser aumentada. O fator de redução de carga ψ2 para combinação quase permanente.3 . at = 0. que leva em conta a deformação lenta do concreto da laje.l/500 = 386/500 = 0. 6075 = 14.3 (locais em que não há predominância de pesos de equipamentos fixos nem de concentração de pessoas (edifícios residenciais).L3 .31 cm . de 0.57 cm .77 cm . at = 0. 43. com o vão l na direção da parede: l/500 = 286/500 = 0. 2. at = 0.UNESP(Bauru/SP) 1288 .86 cm . Caso resultasse o contrário.

04 kN/m. . 8 ρ1 = Fazendo k = 1.3 3 25 2 ⎞ ⎟ = 0. 8 = 38.18. Os critérios aplicados para determinação do comprimento das barras foram apresentados no item 3. a sua altura deveria ser aumentada.03206 . Para não ser necessária a armadura transversal deve-se ter (Eq.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 69 Verifica-se que todas as flechas calculadas resultaram menores que as máximas permitidas.02 100 . 3.3206 MPa = 0. Caso alguma laje apresentasse flecha maior que o valor limite.0078)]100 . o que significa que não é necessário dispor armadura transversal na laje L1.7 . 12.4 .inf / γc = 0.2 + 4 .7 Verificação do Esforço Cortante Raramente as lajes maciças de edifícios residenciais necessitam de armadura transversal para resistir aos esforços cortantes.0078 ≤ 0.8 Detalhamentos das Armaduras Longitudinais As Figuras 62 e 63 mostram o detalhamento das armaduras longitudinais positivas e negativas das lajes. 3.04 = 16.25 = 0. Nas demais lajes deve ocorrer a mesma situação.03206 kN/cm2 τRd = 0. 54) é: VRd1 = [τ Rd k (1.4 ⎝ ⎠ ρ1 = A s1 ≤ 0.8 kN Portanto. 51): VSd ≤ VRd1 VSd = 1.12. 1 (1.UNESP(Bauru/SP) 1288 . VRd1 será: VRd1 = [0.25 fctd = fctk.02 bw d 6.25 ⎜ ⎜ ⎟ 1.8 kN. 0. A título de exemplo a verificação será feita para a laje L1 em balanço.2 + 40ρ1 )] b w d ⎛ 0. 0.18.9 kN < VRd1 = 38. onde a reação de apoio característica resultou 12. VSd = 16.9 kN A força cortante máxima VRd1 (Eq.

59 c/11 L3 N12-15 Ø 6.15 c/12 N1 .59 Ø 4.44 c/11 N6 .3 C = 510 N11 .2 C=255 N15 .19 Ø 4.59 Ø 6.2 C = 816 N4 .34 c/14 N16 .50 Ø 6.11 Ø 6.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 70 N1 .3 C = 527 N3 .2 C=350 N10-19 c/15 N4 -25 c/12 N5 .19 c/15 N14 .2 C=350 N7 .21 c/9 N4-25 c/11 N14 .27 c/14 N17 .3 C=510 .40 c/12 N15 .40 Ø 5 C=340 N9 .71 Ø 5 C=316 N5 .25 c/16 L2 N3 .19 Ø 4.25 c/11 N4 .15 Ø 4.25 Ø 6.3 C=216 N12 .39 Ø 6.11 c/16 N10 .15 c/17 N8 .75 Ø 5 C=350 N16 .2 C=340 Figura 62 – Detalhamento da armadura longitudinal positiva.2 C=190 N8 .39 c/15 N17 .34 Ø 6. N9 .18 c/14 N14 .40 c/15 N11 .UNESP(Bauru/SP) 1288 .3 C = 813 N13-40 Ø 5 C=176 N2 .34 c/14 N15 .19 Ø 4.3 C=350 N6 .48 c/10 N7 .50 c/12 N2 .19 c/15 N7 .25 c/15 N14 .87 Ø 4.3 C = 570 L1 N13 .

21 c/14 N5 .15 Ø 6.5 6 N7 .32 c/12 7 N7 .10 c/15 L2 N1 . 76 140 70 N8 .82 Ø 6.60 Ø 6.82 Ø 8 C=270 N9 .5 85 170 9 N13 .38 Ø 8 C=270 170 10 N11 .51 Ø 8 C=274 85 7 85 5 N8 .UNESP(Bauru/SP) 1288 .3 C=145 N5 .60 c/8 N4 .50 c/8 N2 .3 C=144 4 45 90 5 N10 .5 N3 .3 C=223 N9 .10 c/15 9 170 N10 .81 Ø 6.3 C=145 Figura 63 – Detalhamento da armadura longitudinal negativa.22 c/13 N3 .38 c/6.64 Ø 8 C=274 167 N12 .10 Ø 5 C=170 10 N13 .3 C=222 6 70 140 7 70 140 5 4 4 45 90 6 N4 .60 c/8 N11 .23 c/12 6 N3 .10 Ø 5 C=170 N2 .78 Ø 6.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 71 9 85 170 10 N1 .3 C=222 6 45 90 N6 .51 c/7.50 c/9.64 c/9 L3 N12 .82 c/9.23 Ø 6.56 c/8.15 c/17 N7 .5 N6 .50 Ø 8 C=350 L1 167 7 .5 N6 .

UNESP(Bauru/SP) 1288 . A Figura 65 ilustra uma planta de fôrma onde uma laje nervurada com nervuras nas duas direções vence grandes vãos.7. São as nervuras. ou seja.” As lajes nervuradas podem ser armadas em uma (unidirecional) ou em duas direções (em cruz ou bidirecional). h f ≥ 3 ou 4 h f ≥ L0 15 bf mesa arm. DEFINIÇÃO A NBR6118/03 (item 14. LAJES NERVURADAS 4.2. d) nervuras com espessura menor que 8 cm não devem conter armadura de compressão.5 mm. .7) define laje nervurada como “as lajes moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas. da mesa h d b w≥ 5 L0 nervura b w≥ 5 armaduras principais Figura 64 .2) apresenta as seguintes especificações para as dimensões das lajes nervuradas: a) “a espessura da mesa. quando não houver tubulações horizontais embutidas. a NBR 6118/03 (item 13. b) o valor mínimo absoluto deve ser 4 cm. Conforme o desenho em corte da laje mostrado na Figura 64. quando existirem tubulações embutidas de diâmetro máximo 12. em função da existência de nervuras em apenas uma ou nas duas direções.Seção transversal de uma laje nervurada. que proporcionam a necessária resistência e rigidez.4.1. unidas e solidarizadas pela mesa (ou capa). c) a espessura das nervuras não deve ser inferior a 5 cm.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 72 4. A resistência do material de enchimento (materiais inertes) não é considerada. deve ser maior ou igual a 1/15 da distância entre nervuras e não menor que 3 cm. A laje nervurada é particularmente indicada quando há necessidade de se vencer grandes vãos ou resistir a altas ações verticais. as quantidades de pilares e vigas resultam menores. Ao vencer grandes vãos. não contribui para aumentar a resistência da laje nervurada. cuja zona de tração para momentos positivos está localizada nas nervuras entre as quais pode ser colocado material inerte” (Figura 64).

bloco de concreto.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 73 Figura 65 . isopor. Figura 66 . 2001).Enchimento com concreto celular autoclavado ( SICAL. As nervuras podem também ficar expostas ou aparentes quando não são colocados materiais inertes entre elas (Figura 67). . bloco de concreto celular autoclavado (Figura 66). etc. Os materiais de enchimento podem ser constituídos por bloco cerâmico furado.Laje nervurada em cruz ou bi-direcional (CÓDIGO ENGENHARIA.UNESP(Bauru/SP) 1288 . 2001).

conforme indicado nas Figura 68. • maior capacidade de vencer grandes vãos. como nos balanços. As lajes nervuradas apresentam as seguintes vantagens em relação às lajes maciças de concreto: • menor peso próprio. 2001). O esquema b.Laje com nervuras aparentes (LATEX.2. • menor consumo de concreto. TIPOS Em função da forma e disposição do material de enchimento. . • redução de fôrmas. devido à sua facilidade de execução. há diversas possibilidades para a execução das lajes nervuradas. embora possíveis.UNESP(Bauru/SP) 1288 . 4. não são comuns na prática. • maiores planos lisos (sem vigas).Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 74 Figura 67 . O esquema indicado na Figura 68a é o mais comum encontrado na prática. Os esquemas de b a h. é indicado para proporcionar maior resistência aos momentos negativos. com a mesa no lado inferior.

Neste caso de cálculo como laje maciça o cálculo é chamado simplificado. desde que certas condições sejam obedecidas.4.3. permite-se a consideração dos critérios de laje. exige-se a verificação da flexão da mesa e as nervuras devem ser verificadas ao cisalhamento como vigas. isto é: ⎧não é necessário fazer verificação da mesa à flexão. O comportamento estático é intermediário entre o de uma grelha e o de uma laje maciça.Várias disposições possíveis para as lajes nervuradas (ANDRADE.2) permite o cálculo como placa (laje) no regime elástico. 1982). solidarizadas pela mesa ou capa de concreto.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 75 a) hf b) c) hf Fôrma "perdida" Junta seca d) Placa pré-moldada hf Não estrutural hf e) hf Fôrma "perdida" f) Fôrma "perdida" Não estrutural hf g) hf h) hf ~ < 60 bw bw hf Figura 68 . isto é: ⎧é necessário fazer a verificação da mesa à flexão.UNESP(Bauru/SP) 1288 . pode ser dispensada a verificação da flexão da mesa.65 cm ≤ l 0 ≤ 110 cm ⎨ ⎩esforço cortante nas nervuras verificado como nas vigas.l 0 ≤ 65 cm ⎨ ⎩esforço cortante nas nervuras verificado como nas lajes maciças. . b) para lajes com espaçamento entre eixos de nervuras entre 65 cm e 110 cm. “Para o projeto das lajes nervuradas devem ser obedecidas as seguintes condições: a) para lajes com espaçamento entre eixos de nervuras menor ou igual a 65 cm. . . 4.2. A NBR6118/03 (item 13. CÁLCULO SIMPLIFICADO A laje nervurada pode ser entendida como um elemento estrutural constituído por vigas (em uma ou em duas direções ortogonais ou não). permite-se essa verificação como lajes se o espaçamento entre eixos de nervuras for até 90 cm e a largura média das nervuras for maior que 12 cm. e para a verificação do cisalhamento da região das nervuras.

7. etc.. .7: “Quando essas hipóteses não forem verificadas. A NBR 6118/03 (item 14.” A versão anterior da NBR 6118 previa que nas lajes nervuradas armadas em uma direção (unidirecionais) deveriam ser dispostas nervuras transversais sempre que houvesse cargas concentradas a distribuir na laje e sempre que o vão principal ultrapassasse 4 m. 4. As ações variáveis (“cargas acidentais”) devem ser consultadas na NBR 6120/80.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 76 l 0 ≤ 90 cm e b w ..” isto é: l 0 > 110 cm { mesa calculada como laje maciça apoiada nas nervuras. no Brasil. As demais cargas permanentes devem ser consideradas como apresentadas no item .UNESP(Bauru/SP) 1288 . como previsto nas normas NBR 6118/03 (item 11) e NBR 8681/03.4 AÇÕES As ações nas lajes nervuradas podem ter várias e diferentes causas. Uma forma de cálculo consiste em separar uma área da laje. correspondente à área delimitada da laje. O cálculo simplificado consiste em determinar os esforços solicitantes (momentos fletores e reações de apoio) e deslocamentos (flechas) de acordo com as tabelas desenvolvidas para as lajes maciças segundo a teoria da elasticidade (tabelas de Bares. o que é ainda mais refinado. Na Figura 69 está mostrada a área de uma laje com nervuras nas duas direções. considerar o método dos Elementos Finitos. que permitem o cálculo por grelhas e pelo método dos Elementos Finitos. Quando for necessário o projeto de uma laje nervurada de modo mais refinado que aquele proporcionado pelo “cálculo simplificado”.nerv > 12 cm {esforço cortante nas nervuras verificado como nas lajes maciças. O procedimento consiste em determinar os volumes de concreto e as espessuras médias de concreto e de enchimento. como lajes maciças. c) para lajes nervuradas com espaçamento entre eixos de nervuras maior que 110 cm. além de conduzir a resultados precisos e confiáveis.7. como apresentados no item 3. sendo as mais importantes as ações permanentes e as ações variáveis. Considerando que a altura total da laje seja de 24 cm e a altura da capa seja de 4 cm. igualmente espaçadas. Atualmente. As lajes nervuradas bidirecionais (conforme ABNT NBR 14859-2) podem ser calculadas. deve-se calcular os esforços solicitantes e os deslocamentos considerando-se a laje como uma grelha. apoiada na grelha de vigas. dispondo-se nervuras transversais a cada 2 m. cujo centro coincide com o cruzamento de duas nervuras. As cargas de paredes apoiadas na laje podem ser determinadas segundo os mesmos critérios de cálculo especificados para as lajes maciças.4. O peso próprio das lajes nervuradas pode ser calculado por metro quadrado de área. respeitando-se os seus limites mínimos de espessura. para efeito de esforços solicitantes. ou. com lados de dimensões iguais à distância entre os eixos das nervuras. O cálculo da laje como uma grelha é simples e fácil de ser implementado.7) especifica que as lajes nervuradas unidirecionais “devem ser calculadas segundo a direção das nervuras desprezadas a rigidez transversal e a rigidez à torção. conta-se com alguns programas computacionais comerciais para o projeto das lajes nervuradas. Esta recomendação é reforçada pelo texto do item 14. deve-se analisar a laje nervurada considerando a capa como laje maciça apoiada em grelha de vigas”.). a mesa deve ser projetada como laje maciça. Czerny.

11 = 13. mas com uma borda de apoio (viga) comum.36 “ 4.UNESP(Bauru/SP) 1288 .1011 x 25 = 2. surgem momentos fletores negativos que solicitam a laje na região do apoio (Figura 70).53 kN/m2 enchimento = 0. A espessura média do material de enchimento é a diferença entre a altura total da laje e a espessura média de enchimento: eench = h − ec = 24 − 10.0 = 0.5 MOMENTOS FLETORES NOS APOIOS INTERMEDIÁRIOS Considere duas lajes nervuradas independentes.Área da laje considerada no cálculo do peso próprio.89 cm O peso próprio total da laje será: concreto = 0.296 cm3 (capa) (nervura) (nervura) A espessura média de concreto pode então ser determinada: ec = Vc 23296 = = 10.11 cm Area 48 .1389 x 6. Existindo a continuidade das nervuras sobre a viga de apoio. 48 20 8 20 20 8 20 Figura 69 .83 “ Total = 3.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 77 O volume de concreto para a área resulta: Vc = (48 x 48 x 4) + (48 x 8 x 20) + (20 x 8 x 20) 2 = 23. . com nervuras contínuas sobre esta viga de apoio.

é suficiente para suportar o momento fletor negativo. O projeto da laje nervurada quanto a esses momentos fletores negativos. como por exemplo φ 6. M’x (ou Xx) e M’y (ou Xy) são momentos atuantes em faixas de largura unitária (1 m por exemplo). Esta é a solução que leva à maior resistência aos momentos negativos. Neste caso. 4. Este momento fletor seria imposto à laje na seção sobre a viga de apoio.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 78 Nervuras X M M Apoio Intermediário Figura 70 . desde que bw ≥ 8 cm.UNESP(Bauru/SP) 1288 . Uma outra solução. c) a seção da nervura é insuficiente. b) se a seção da nervura é insuficiente com armadura simples.3 mm cada 15 ou 20 cm. pode ser feito admitindo-se uma das seguintes hipóteses: a) a seção da nervura (seção retangular). mas pode-se aumentar a seção (normalmente a altura).6 DIMENSIONAMENTO No caso das lajes nervuradas com nervuras nas duas direções (bidirecionais) os momentos fletores determinados de acordo com a Teoria das Placas. d) eliminar a continuidade. e então se determinar o momento fletor resistente proporcionado pelas nervuras. mais exata. pode-se utilizar armadura dupla. com armadura simples (negativa). a fim de evitar fissuras. considerar as lajes isoladas e totalmente independentes. visando garantir a necessária ductilidade. com a garantia da seção no apoio estar corretamente verificada. My . Uma solução menos usual na prática. consiste em fazer a laje nervurada com mesa dupla na extensão dos momentos negativos. o que pode ser feito facilmente por meio de engastes elásticos. Nesse cálculo os limites impostos para a posição da linha neutra devem ser obedecidos. isto é. o que significa dizer que estará se considerando o momento fletor negativo igual a zero. Os esforços e deformações calculadas para a laje nervurada seriam função do momento fletor negativo aplicado na borda. com a desvantagem da execução da laje ser mais trabalhosa. consiste em se impor uma armadura negativa nas nervuras. que são Mx . considerando a capa no lado superior das nervuras. É necessário . deve-se colocar uma armadura negativa construtiva.Laje nervurada dupla na região dos momentos negativos. conforme indicados na Figura 70.

6.UNESP(Bauru/SP) 1288 . h). 4. o cálculo é como seção T (bf . e ao longo de todo o comprimento da nervura.7 EXEMPLO 4. para isto. Quando a mesa está tracionada.Planta de fôrma com detalhe das nervuras. L0 < 65 cm A planta de fôrma com o detalhe das nervuras nas duas direções está mostrado na Figura 71. Devem ainda serem observados: . no cálculo da armadura de flexão (As) pode-se considerar a contribuição da mesa.1 Flexão nas Nervuras Quando a mesa está comprimida.fissuração.taxas mínimas de armadura. 20 19 8 8 38 46 8 19 600 8 89 9 9 989 9 9 98 44 44 20 700 20 20 Figura 71 .a extensão da armadura longitudinal (cobrimento do diagrama de momentos fletores). o que será estudado na disciplina Estruturas de Concreto II.11. Quando o espaçamento livre entre as nervuras é menor que 65 cm o esforço cortante deve ser verificado de forma análoga ao das lajes maciças. 4. mesmo que mínima. o que.2 Esforço Cortante O dimensionamento das lajes nervuradas ao esforço cortante é feito em função do espaçamento entre as nervuras.7. Neste caso. etc. em cada direção.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 79 determinar o valor do momento fletor atuante em cada nervura. . . basta multiplicar o momento fletor atuante na faixa unitária por bf (a + bw). h).6. Neste caso. como apresentado no item 3. 4.1 Laje em Cruz (nervuras nas duas direções).2. o esforço cortante nas nervuras deve ser verificado como nas vigas de concreto armado. Quando o espaçamento livre entre as nervuras é superior a 65 cm e menor que 110 cm. . o cálculo é como seção retangular (bw . 19 4 .ancoragem da armadura longitudinal nos apoios. sempre haverá uma armadura transversal nas nervuras.

UNESP(Bauru/SP) 1288 - Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto

80

São conhecidos: C20 CA-50 γbloco baiano = 13 kN/m3 γrevest = 19 kN/m3 ação variável qk = 2,0 kN/m2
RESOLUÇÃO 1º) Cálculo das Cargas (Figura 72)
18 8 18

c = 2,0 cm brita 1 γconc = 25 kN/m3 γcontrap = 21 kN/m3 γpiso = 0,15 kN/m2

19

19

44

Figura 72 - Área da laje a ser considerada para cálculo do peso próprio.

Volume de concreto: Vc = (46 x 44 x 4) + (46 x 8 x 19) + (18 x 8 x 19) 2 = 20560 cm3 Espessura média equivalente de concreto: ec = Vc 20560 = = 10,16 cm area 46 . 44

Espessura média do material de enchimento: eench = h − ec = 23 − 10,16 = 12,84 cm Carga total atuante na laje: concreto = 0,1016 . 25 = 2,54 kN/m2 enchimento = 0,1284 . 16 = 1,67 “ revestimento teto = 0,02 . 19 = 0,38 “ contrapiso = 0,03 . 21 = 0,63 “ piso = 0,15 “ ação variável = 2,0 “ Total (p) = 7,37 “

46

8

UNESP(Bauru/SP) 1288 - Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto

81

2º) Esforços Solicitantes

a) Momentos Fletores Laje tipo 1 → apoiada nos 4 lados. λ= 700 = 1,17 600 → Tabela A-8: µx = 5,53 ; µy = 4,22

7,37 . 6 2 M x = 5,53 = 14,67 kN.m = 1467 kN.cm/m 100 M y = 4,22 7,37 . 6 2 = 11,20 kN.m = 1120 kN.cm/m 100

b) Reações de Apoio são: Na Tabela A-5 encontram-se: νx = 2,87 e νy = 2,50. As reações nas vigas de apoio da laje 7,37 . 6 = 12,69 kN/m 10 7,37 . 6 = 11,06 kN/m 10

Vx = 2,87 Vy = 2,50

c) Esforços Solicitantes por Nervura Os esforços por nervura são obtidos multiplicando-se os esforços por metro pela distância entre os eixos das nervuras, tal que: Mx,nerv My,nerv Vx,nerv Vy,nerv = 1467 . 0,44 = 645 kN.cm = 1120 . 0,46 = 515 “ = 112,69 . 0,44 = 5,58kN/m = 11,06 . 0,46 = 5,09 “

3º) Dimensionamento à Flexão

a) Direção x Md = 645 x 1,4 = 903 kN.cm Kc = 44 . 20,5 2 = 20,5 903 → βx = 0,05 → x = 1,05 < hf

A sx = 0,024 A s,mín =

903 = 1,06 cm2/nervura 20,5

→ 2 φ 8 mm = 1,00 cm2

0,15 8 . 23 = 0,28 cm2/nervura 100

UNESP(Bauru/SP) 1288 - Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto

82

b) Direção y Md = 515 x 1,4 = 721 kN.cm kc = 46 . 20 2 = 25,5 721 721 = 0,83 cm2/nervura → 20 2 φ 8 mm = 1,00 cm2

A sy = 0,023

O detalhamento das armaduras nas duas direções está mostrado na Figura 73.

A sy

2,5

2 Ø 8 (A sx )

Figura 73 - Detalhamento da armadura da nervura.

4º) Verificações

A verificação da resistência da mesa à flexão não é necessária, pois L0 < 65 cm (nas duas direções) e não há força concentrada. É necessário verificar a laje ao esforço cortante, e como L0 é menor que 65 cm, esta verificação pode ser feita como laje maciça. De modo geral, as lajes nervuradas não necessitam de armadura transversal nas nervuras.
5º) Detalhamento Final

O detalhamento das armaduras longitudinais das nervuras nas duas direções está mostrado na Figura 74.

15 x 2 Ø 8 N2 .8 EXERCÍCIO Para a planta de fôrma da Figura 75.5 3 brita 1 γconcr = 25k N/m γrevest = 19 “ ação variável (laje de cobertura) qk = 0. a mesa da laje nervurada deve ficar na parte superior das nervuras. São dados: C25 CA-50 c = 2. Para uma maior facilidade de execução. A posição dos pilares é aproximada e pode ser ajustada em função do projeto estrutural. Trata-se de uma laje de cobertura. 4. ? ? ? ? Viga invertida 10 Viga invertida ? 1500 Figura 75 .Dimensões da laje nervurada a ser projetada. onde a face inferior da laje deve ser lisa (sem o aparecimento ou visualização das vigas).12 x 2 Ø 8 20 Figura 74 .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 83 10 N1 .24 Ø 8 c= 755 10 10 20 N2 .30 Ø 8 c= 655 20 20 N1 .5 kN/m2 Utilizar bloco de concreto celular autoclavado (γ = 500 kg/m3) para diminuir o peso próprio da laje.UNESP(Bauru/SP) 1288 .Detalhamento das armaduras da laje. 1000 ? . deve-se projetar uma laje nervurada.

São muito comuns tanto para laje de piso como para laje de forro. . e as placas podem ser de concreto armado ou de concreto protendido. integrando a seção de concreto da nervura. NBR 14860-2 (2002) e NBR 14861 (2002) apresentam as características exegíveis para alguns tipos de lajes pré-fabricadas. ou mesmo em canteiros de obra. São aplicadas tanto nas construções de pequeno porte como também nas de grande porte. Podem ser empregadas algumas nervuras transversais. d) laje alveolar protendida: conjunto formado por painéis alveolares protendidos pré-fabricados. NBR 14860-1 (2002).Laje pré-fabricada do tipo treliçada (FAULIM. executadas industrialmente fora do local de utilização definitivo da estrutura. constituídas por concreto estrutural. montados por justaposição lateral. NBR 14859-2 (2002). As pré-lajes podem ser unidirecionais ou bidirecionais. 1998). A seguir são apresentadas as principais características desses dois tipos de laje pré-fabricada. c) pré-laje: são placas com espessura de 3 cm a 5 cm e larguras padronizadas. 5.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 84 5. LAJES PRÉ-FABRICADAS As normas brasileiras NBR 14859-1 (2002). As lajes pré-fabricadas são constituídas por nervuras (também chamadas vigotas ou trilhos) de concreto e armadura. as seguintes lajes pré-fabricadas podem ser assim definidas: a) laje pré-fabricada unidirecional: são as lajes constituídas por nervuras principais longitudinais. dispostas em uma única direção. b) laje pré-fabricada bidirecional: laje nervurada. blocos de enchimento e capeamento superior de concreto (Figura 76). Em função da armadura e da forma da vigota as lajes pré-fabricadas são hoje comumente encontradas segundo dois tipos diferentes: laje treliça (Figura 77) e laje convencional (Figura 78). constituída por nervuras principais nas duas direções. Define-se como laje pré-fabricada ou pré-moldada a laje que tem suas partes constituintes fabricadas em escala industrial no canteiro de uma fábrica. perpendiculares às nervuras principais.1 DEFINIÇÕES Conforme as várias normas citadas no item anterior. eventual capa de concreto estrutural e material de rejuntamento. Neste texto se dará ênfase às lajes pré-fabricadas para as construções de pequeno porte. Figura 76 . Pode ser de concreto armado ou de concreto protendido.UNESP(Bauru/SP) 1288 . Englobam total ou parcialmente a armadura inferior de tração.

soldadas por eletrofusão.UNESP(Bauru/SP) 1288 . Figura 78 – Laje pré-fabricada do tipo convencional. Na laje treliça a armadura das nervuras tem a forma de uma treliça espacial (Figura 79).Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 85 Figura 77 . .Laje pré-fabricada do tipo treliçada (FAULIM. sendo utilizada em vários países do mundo. melhoram o transporte e manuseio das vigotas já prontas e aumentam a resistência aos esforços cortantes.2 LAJE TRELIÇA A laje treliça surgiu na Europa com o propósito de ser uma opção mais econômica que as lajes maciças de concreto. Proporcionam rigidez ao conjunto. 5. 1998). Os banzos inferior e superior são unidos por barras diagonais inclinadas (em sinusóide). O banzo inferior é constituído por duas barras e o banzo superior por uma barra. Possibilitam vencer grandes vãos com menor peso próprio e redução de mão-de-obra durante sua execução.

Nervura da laje treliça (FAULIM. em conjunto com a capa de concreto (ou mesa). sendo mais comuns os de material cerâmico. atuando para resistir aos momentos fletores e às forças cortantes. Os materiais de enchimento devem ser preferencialmente leves e de custo baixo. Outros materiais são o concreto celular autoclavado e o EPS. principalmente para as construções de pequeno porte. dando forma às nervuras e à capa. como mostrado na Figura 80.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 86 Figura 79 . As vigotas. Os blocos de enchimento exercem a função de dar forma ao concreto (Figura 81). As vigotas ou trilhos são constituídas pela armação treliçada com as barras do banzo inferior envolvidas por concreto. As vigotas podem conter barras longitudinais adicionais. que proporcionam maior resistência à flexão possibilitando vencer vãos maiores.UNESP(Bauru/SP) 1288 . Figura 80 . além de proporcionarem superfícies inferiores lisas.Armação em forma de treliça espacial (FAULIM. . 1998). em forma de uma placa fina. As vigotas treliçadas constituem as nervuras principais (vigas) da laje treliça. 1998). Servem de apoio também aos blocos cerâmicos ou de isopor (EPS). fornecem a resistência necessária à laje.

1998).8 30 20 5.8 30 20 4.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 87 Por serem elementos vazados e constituídos de material mais leve que o concreto.2 5. . Figura 81 .3 30 20 3.2. Designação Altura H (cm) Largura L (cm) Comprimento c (cm) Massa Unitária (kg/peça) H 7/25/20 H 7/30/20 H 10/30/20 H 12/30/20 H 16/30/20 H 20/30/20 7 7 12 16 20 10 25 20 2. a cada dois metros. 1998). conforme o fabricante (Tabela 20). São construídas entre os blocos. reduzem o peso próprio das lajes. Tabela 20 .0 30 20 2.0 30 20 3. afastados entre si para permitir a penetração do concreto e a colocação de armadura longitudinal.Bloco cerâmico de enchimento (FAULIM. São normalmente fornecidos pelo fabricante em conjunto com as vigotas da laje treliça. como indicado na Figura 82.UNESP(Bauru/SP) 1288 . Os blocos cerâmicos são produzidos segundo diversas e diferentes dimensões.1 Nervura Transversal As nervuras transversais devem ser dispostas na direção perpendicular às nervuras principais.Dimensões dos blocos cerâmicos de enchimento (FAULIM.

2 Armadura Complementar A armadura complementar tem a função de aumentar a resistência das lajes aos momentos fletores positivos e negativos.2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 88 As nervuras transversais exercem a função de travamento lateral das nervuras principais. 1998). A armadura positiva é composta por barras de aço dispostas ao longo do comprimento das nervuras. . Pode estar situada dentro da placa de concreto ou sobre ela. levando a uma melhor uniformidade do comportamento estrutural das nervuras. como indicado na Figura 83. e tem o objetivo de aumentar a resistência da laje aos momentos negativos.Nervura transversal (FAULIM. A armadura longitudinal negativa é posicionada próxima à face superior da capa (Figura 84). contribuindo na redistribuição dos esforços solicitantes. 5.UNESP(Bauru/SP) 1288 . Figura 82 . as quais se somam às duas barras do banzo inferior.

. Figura 85 . 1998). 5. Figura 84 .UNESP(Bauru/SP) 1288 . 5.3 Armadura de Distribuição É a armadura que fica posicionada transversalmente às nervuras e sobre a barra do banzo superior da treliça (Figura 85). 1998). os principais parâmetros de entrada são os seguintes: .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 89 Figura 83 .vãos efetivos. .Armadura complementar positiva (FAULIM.vinculação nos apoios.4 Escolha da Laje Para a escolha das dimensões da laje. fazer as nervuras trabalharem mais conjuntamente e melhorar a ligação entre a mesa e as nervuras a fim de criar a seção T.2.Armadura complementar na capa (FAULIM.ações. Esta armadura tem algumas funções: aumentar a resistência da mesa à flexão e à força cortante.Armadura complementar negativa (FAULIM.2. 1998). abrangendo os carregamentos permanentes e variáveis. .tipo de utilização. .

20 m. enchimentos. Incidência de divisórias leves. na tabela I . piscinas. 1) Laje de forro de uma residência.UNESP(Bauru/SP) 1288 .apoios simples. 5. . salas de aula.valores em amarelo Situação Verde Amarela ⇒ ⇒ tranqüilidade atenção Natureza do carregamento Incidência de alvenarias. Deve-se ter atenção especial com relação à flecha resultante. Nas tabelas aqui fornecidas como exemplo. De modo geral os fabricantes definem a soma das ações permanentes (exceto o peso próprio) com as variáveis como sobrecarga.20 m .2 c/20.5 kN/m2 = 50 kgf/m2.0 m.vão efetivo = 4.situação amarela. tem-se ainda: . na tabela I . revestimento. escritórios. largura da nervura = 10 cm. etc. etc. salas para ginástica. apoios simples) Complementando a escolha das dimensões da laje. etc. Como uma primeira opção.LT 10 (7 + 3) encontra-se: . .bloco H 7/30/20 → 2 φ 6 mm para armadura complementar positiva.10 m .Espaçamento médio entre linhas de escora: 1. . musculação.Nervuras transversais: 1 NT com 2 φ 6. escadas. salas de leitura ou similares. apoios simples) Como uma segunda opção.bloco H 7/30/20 → 2 φ 6 mm para armadura complementar positiva.situação amarela. arquibancadas. normalmente fornecidas pelo fabricante.3.valores em verde . reservatórios. onde: . pode-se determinar a altura da laje e a necessidade ou não de armadura complementar positiva ou negativa.LT 11 (7 + 4) encontra-se: .2. . (vão de 4. toma-se como referência as tabelas constantes do manual produzido pelo fabricante FAULIM (2004). alvenarias. utilização residencial. As ações variáveis para a utilização da laje devem ser consultadas na NBR 6120/80. Como carregamentos permanentes pode-se citar: contrapiso. (vão de 4.Armadura de distribuição: φ 4. forros. o fabricante fornece um indicativo da situação das lajes em relação à flecha.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 90 Com o auxílio de tabelas.ação variável q = 0.sobrecarga = 50 + 50 (telhado) + 38 (revestimento) = 138 kgf/m2 ≈ 150 kgf/m2. . . sendo conhecidos: . Como ação a ser considerada na laje deve-se somar as ações permanentes e variáveis.5 Exemplos Nos exemplos seguintes.

2 c/20 cm.bloco H 20/30/20 → 2 φ 9. para o vão de 4.situação verde) Alternativamente.) + 63 (contrap. a armadura de distribuição poderia ser suprimida.Contraflecha: 450 l = = 1. Neste caso.apoios simples. sendo conhecidos: .sobrecarga = 150 + 38 (revest.ação variável q = 5. no entanto. .ação variável q = 1. .70 m .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 91 . largura da nervura = 10 cm. Na tabela I LT 25 (20 + 5) encontra-se: . Também neste caso. .30 m. pode evitar ou diminuir fissuras que aparecem paralelas às nervuras. 300 300 Por se tratar de laje de forro.vão efetivo = 6.) + 63 (contrapiso) + 10 (piso cerâmico) = 261 kgf/m2 ≈ 300 kgf/m2.5 kN/m2 = 150 kgf/m2. sendo conhecidos: .vão efetivo = 4.1 cm.Armadura de distribuição: φ 4. (vão de 4. inf.UNESP(Bauru/SP) 1288 . .85 m .5 m. na ligação com os blocos cerâmicos.5 mm para armadura complementar positiva.) + 10 (piso) = 611 kgf/m2. 400 400 3) Laje para sala de ginástica.sobrecarga = 500 + 38 (rev. . (vão de 5. . Na tabela I LT 16 (12 + 4) encontra-se: .50 m (situação verde) e para a sobrecarga de 250 kgf/m2.3 cm. recomenda-se a situação verde. .situação verde) Como uma segunda opção tem-se a laje que utiliza EPS (isopor) como enchimento: . Esta armadura. sem prejuízos estruturais à laje.Espaçamento médio entre linhas de escora: 1.Contraflecha: l 400 = = 1.apoios simples. 2) Laje do piso superior de um sobrado. .Nervuras transversais: 2 NT com 2 φ 8. poderia ser escolhido 2 φ 6 mm para armadura complementar positiva. .finalidade: sala de TV e de circulação. recomenda-se neste caso a situação verde. . a fim de diminuir possíveis vibrações.0 m.bloco H 12/30/20 → 2 φ 7 mm para armadura complementar positiva. . para não se ter vibrações excessivas.0 kN/m2 = 500 kgf/m2.

Laje pré-fabricada convencional (SOUZA & CUNHA. . H 7/30/20 → 2 φ 9.situação verde) Deve-se dar preferência à laje LT 30 porque resultará numa laje mais rígida e. 1994).Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 92 Tabela I LT 30 (7 + 17 + 6): . Nervuras transversais: 3 NT (conforme indicado pelo fabricante).6 m.UNESP(Bauru/SP) 1288 . Armadura de distribuição: φ 5 mm c/25 cm. Atualmente e após o surgimento das lajes treliça.5 mm para armadura complementar positiva. 400 400 5. largura da nervura = 10 cm.lajota cer. Também é formada pelas nervuras (vigotas). (vão de 6. As Tabelas 21 e 22 fornecem indicações das dimensões. conseqüentemente. com 2 φ 10. conforme indicado na Figura 86. peso próprio e vãos livres máximos para as lajes convencionais. Figura 86 .5 cm. Contraflecha: 600 l = = 1.3 LAJE PRÉ-FABRICADA CONVENCIONAL É chamada laje pré-fabricada convencional aquela laje constituída por nervuras na forma de um T invertido.40 m . com menor possibilidade de vibração. capa e material de enchimento. Espaçamento médio entre linhas de escora: 1. as lajes convencionais têm sido utilizadas quase que exclusivamente como lajes de forro.

20 7.00 8.30 2.30 7.0 2. Tipo B10 B11 B12 B15 B16 B20 B25 B30 B35 0.50 6.60 10.20 5.10 6.15 1.60 5.00 4. 1994). (SOUZA & CUNHA.40 4.30 7.00 5.95 2.50 8.50 Ação Variável q (kN/m2) 2.10 5.20 6.Vãos livres máximos para laje isolada com intereixo de 33 cm.80 8.00 4.05 2.90 8.75 3.20 7.5 4.30 5.30 7. (SOUZA & CUNHA.0 4.60 50 1.50 3.5 4.40 6.70 6.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 93 Tabela 21 .50 8.70 1.00 4.10 5.0 3.50 8.80 5.30 5.70 5.1 Detalhes Construtivos Embora não estritamente necessário.80 5.00 5.45 1.3. .70 7.80 6.85 1.10 6.50 1.50 8. Tipo de Laje Altura Total Altura dos Capeamento (cm) Blocos (cm) (cm) 33 1. 1994).0 4.70 4.5 4.90 5.Dimensões e peso próprio das lajes pré-fabricadas convencionais.70 8.95 2.60 1.70 6.90 8.70 6.UNESP(Bauru/SP) 1288 .50 8.20 6.30 Peso Próprio (kN/m2) Intereixo (cm) 40 1.20 2.35 1.0 3. convém iniciar a montagem da laje colocando-se uma linha de blocos apoiados sobre a viga ou parede de apoio (Figura 87).40 4.50 8.40 - B10 B11 B12 B15 B16 B20 B25 B30 B35 10 11 12 15 16 20 25 30 35 8 8 8 12 12 16 20 25 30 2 3 4 3 4 4 5 5 5 Tabela 22 .

Figura 88 . 1994). . As nervuras devem prolongar-se sobre o apoio por no mínimo 5 cm e.Início da montagem da laje (LAJES ALMEIDA E VOLTERRANA). no caso de lajes apoiadas em paredes. Figura 89a .Apoio das nervuras (SOUZA & CUNHA.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 94 Figura 87 .Beiral com a laje pré-fabricada (LAJES ALMEIDA). O apoio das nervuras sobre vigas ou paredes é feito como indicado na Figura 89. Pequenos balanços como um beiral pode ser construído colocando-se armaduras negativas como indicado na Figura 88.UNESP(Bauru/SP) 1288 . sua armadura deve estar sobre as barras de aço da cinta de amarração no respaldo da parede.

Em lajes consideradas estaticamente com apoios simples é indicado dispor uma armadura negativa construtiva na continuidade das lajes (Figura 90). é importante que as barras das nervuras sejam ancoradas passando sobre as barras da armadura positiva da viga de apoio. Neste caso. .Detalhes da armadura negativa (LAJES ALMEIDA). 1994). Em lajes consideradas engastadas tornase necessário calcular a armadura negativa. Figura 90 .Apoio das nervuras (SOUZA & CUNHA. a qual leva em conta a existência do concreto comprimido apenas nas nervuras.UNESP(Bauru/SP) 1288 . já que a capa encontra-se tracionada.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 95 Figura 89b . A Figura 91 mostra a laje apoiada em vigas invertidas.

UNESP(Bauru/SP) 1288 - Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto

96

Figura 91 - Lajes sobre vigas invertidas (SOUZA & CUNHA, 1994).

5.3.2 Paredes Sobre Laje

Paredes paralelas às nervuras podem ser sustentadas pela associação de duas ou mais nervuras, ou por uma viga de concreto, moldada no local, com a altura da laje (Figura 92). Ambas as soluções requerem um cálculo de verificação ou dimensionamento, a fim de evitar fissuras e/ou flechas indesejáveis. A Figura 93 mostra uma laje com uma nervura transversal às nervuras principais. Essa nervura tem a função de solidarizar as nervuras principais, de modo a fazê-las trabalhar mais conjuntamente.

Figura 92 - Parede sobre a laje (SOUZA & CUNHA, 1994).

UNESP(Bauru/SP) 1288 - Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto

97

Figura 93 - Nervura de travamento (LAJES ALMEIDA).

5.3.3 Concretagem

Antes da concretagem, a laje deve ser molhada para evitar que os blocos cerâmicos retirem água do concreto (Figura 94).

Figura 94 - Molhagem da laje pré-concretagem (SOUZA & CUNHA, 1994).

As nervuras devem ser movimentadas na posição vertical, como mostrado na Figura 95. A Figura 96 mostra como normalmente é feito o escoramento deste tipo de laje e a Figura 97 mostra etapas da concretagem.

UNESP(Bauru/SP) 1288 - Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto

98

Figura 95 - Manuseio das nervuras (LAJES VOLTERRANA).

Figura 96 - Escoramento da laje (LAJES VOLTERRANA).

A armadura de flexão. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. é distribuída às nervuras em função da distância entre elas. porém. Laje pré-fabricada – Painel alveolar de concreto protendido . Rio de Janeiro. 2002. ABNT. 6p. ABNT. ABNT. 5. Rio de Janeiro. 2002. Projeto de estruturas de concreto – Procedimento. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. NBR 8681. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 2002. Rio de Janeiro. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Rio de Janeiro. Laje pré-fabricada – Requisitos – Parte 1: Lajes bidirecionais.3. Ações e segurança nas estruturas – Procedimento. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 221p. Laje pré-fabricada – Pré-laje – Requisitos . de que a linha neutra fique posicionada na altura do capeamento de concreto. NBR 14859-1.UNESP(Bauru/SP) 1288 . ABNT. 18p.4 Dimensionamento O dimensionamento à flexão é semelhante ao das lajes maciças de concreto. NBR 6118.Requisitos. 2003. NBR 14860-1. 2002. Cargas para o cálculo das edificações. 2003. 2p. Rio de Janeiro. NBR 14860-1. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. 1980. ABNT. 3p. Laje pré-fabricada – Pré-laje – Requisitos . ABNT. NBR 14860-2. Rio de Janeiro.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 99 Figura 97 . calculada por metro de largura de laje. Laje pré-fabricada – Requisitos – Parte 1: Lajes unidirecionais. . 15p. com a necessidade.Concretagem da laje (LAJES VOLTERRANA). 2002.Parte 1: Lajes bidirecionais. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 5p. A verificação da necessidade ou não de armadura transversal é feita também como no caso das lajes maciças.Parte 1: Lajes unidirecionais. NBR 6120. 8p. desde que a distância livre entre as nervuras não supere 65 cm. NBR 14859-2.

Manual.).. Catálogos. LAJES VOLTERRANA (s. . SICAL. Lajes em Concreto Armado e Protendido. Gustavo Gili. Rio de Janeiro. São Paulo. 3.UNESP(Bauru/SP) 1288 .d. ROCHA. Construções de concreto .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 100 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. porticos. 1994.Princípios básicos sobre a armação de estruturas de concreto armado.C. São Carlos. Manual. LATEX. placas y vigas flotantes sobre lecho elastico. A. NBR 14862. J. . L. PINHEIRO. 580p. Niterói.USP. 2002. MÖNNIG. Ed. M. Vigas continuas. LAJES ALMEIDA (s. M. Armaduras treliçadas eletrossoldadas – Requisitos. Rio de Janeiro.d. Concreto armado: tabelas e ábacos. LAJES FAULIM (1998). (1994). da Universidade Federal Fluminense. ABNT. Escola de Engenharia de São Carlos . Ed.P. Ed. SOUZA. Ed. E. Barcelona. Manual. A. 1987. CUNHA. 1984. HAHN.J. F. (2001). Interciência. Concreto armado.). Nobel. (2001). Catálogos. 10p. V. 1972. 1/3. Departamento de Engenharia de Estruturas.M. LEONHARDT. vol. vol.

61 1.00 3.73 7.95 5.UNESP(Bauru/SP) 1288 .75 10.58 3.25 7.63 6.62 9.65 10.92 2.66 2.61 2.96 2.43 3.90 11.26 2.91 9.86 7.82 2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 101 TABELAS ANEXAS TABELA A-1 FLECHAS EM LAJES COM CARGA UNIFORME – VALORES DE α Tipo de Laje λ= ly lx 1 2A 2B 3 4A 4B 5A 1.55 9.26 3.17 5.54 2.97 2.74 4.56 2.61 6.00 4.94 1.80 1.13 1.89 3.77 2.45 8.18 3.77 3.06 8.68 2.93 1.09 3.85 11.14 4.84 4.83 2.22 4.08 2.15 6.01 2.73 4.49 5.15 4.04 8.24 2.83 2.45 1.41 2.60 9.44 4.53 1.92 1.50 6.53 2.91 1.77 1.94 1.58 2.25 2.58 2.20 6.55 3.80 10.69 5.99 5.30 4.26 3.63 15.78 2.71 8.28 2.96 3.00 5.65 10.96 ∞ 15.59 4.35 2.36 5.81 2.90 6.15 5.41 10.76 3.18 4.35 1.10 5.89 1.18 2.68 5.95 1.00 11.90 2.63 1.35 7.63 3.90 2.73 2.03 7.94 2.74 2.13 6 1.42 3.87 5.20 4.85 1.22 3.37 2.46 5.92 1.98 4.13 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) ai = α p lx 12 EI 4 p = carga uniforme Ec = módulo elasticidade lx = menor vão h = altura da laje ly = maior vão .46 2.26 3.08 5.31 2.84 2.87 4.74 1.77 1.41 2.48 2.46 6.68 3.85 2.60 2.80 4.46 2.00 4.96 5.93 2.49 9.16 8.02 2.89 10.70 10.68 1.56 2.88 2.40 8.88 2.93 2.34 2.08 2.21 2.50 9.41 9.67 2.96 2.25 2.06 2.26 4.07 5.32 5.30 7.88 4.62 3.25 2.32 4.31 5.60 5.73 2.25 1.80 3.05 5.29 6.97 7.11 3.36 5.49 2.84 1.29 5.90 2.09 4.53 5.40 3.95 2.70 2.49 1.25 8.64 5.72 2.01 4.95 11.93 1.84 2.55 5.62 2.33 9.14 2.76 5.86 2.61 4.68 5.39 7.34 9.50 15.84 2.14 2.96 3.90 2.28 6.03 5.16 10.50 5B 1.71 4.67 7.45 4.74 4.46 2.58 5.

49 3.87 15.73 71.35 11.46 13.03 16.50 11.73 11.72 3.04 2.09 42.89 14.75 3.80 17.75 1.60 2.64 7.81 3.92 16.13 34.88 15.31 8.15 1.52 7.30 215.00 3.86 3.63 69.09 2.79 26.53 0.50 1.35 0.82 3.08 7.01 15.00 13.02 37.71 4.10 9.47 16.85 15.23 23.15 4.33 4.15 10.14 35.99 41.33 9.00 9.45 11.12 51.90 13.82 6.34 10.42 15.58 45.46 2.42 3.10 15.30 0.26 3.10 1.95 10.70 12.18 15.07 18.86 3.32 9.70 2.85 0.11 32.36 1.01 3.02 3.34 1.74 2.72 2.82 0.86 4.19 2.48 3.84 3.35 163.35 1.71 19.55 52.68 3.45 0.00 0.63 16.30 53.60 12.01 3.50 0.33 0.35 10.09 0.71 3.96 92.76 3.35 11.36 2.11 0.66 3.14 15.80 12.79 3.71 5.64 231.40 11.75 27.90 8.80 2.64 2.96 0.34 1.31 8.35 29.00 2.76 2.00 8.69 14.32 1.31 15.79 15.65 1.85 12.66 15.35 1.25 10.80 37.71 3.04 3.27 1.45 1.00 53.89 46.94 3.03 3.13 150.95 2.54 4.31 19.25 3.30 10.13 150.28 7.25 1.14 59.88 3.59 25.30 0.26 1.83 3.95 3.55 3.63 9.61 3.04 15.45 14.98 83.88 3.36 11.64 3.37 25.44 15.29 2.13 13.04 3.55 12.90 12.70 31.57 3.71 412.01 2.40 122.75 0.85 2.05 1.00 3.60 1.29 1.50 2.50 11.46 13.99 3.36 12.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 102 TABELA A-2 FLECHAS EM LAJES COM CARGA UNIFORME – VALORES DE α e αB Tipo y y y y γ= la lb α 7 lb x 8 lb x 9 lb x 10 lb x γ= la lb la αB α la αB α la αB α la αB < 0.05 9.65 12.55 1.74 12.85 1.05 0.59 55.55 0.67 5.36 12.63 41.13 13.33 9.48 96.29 115.04 0.58 2.59 95.49 13.78 3.59 15.35 12.00 3.31 1.71 0.50 31.40 0.35 11.13 3.13 14.19 0.00 3.61 3.57 15.35 1.00 < 0.34 1.91 12.95 13.22 206.03 3.85 3.65 0.58 56.30 1.79 14.98 110.84 6.11 2.52 43.26 164.35 34.35 15.60 0.81 0.36 ∞ Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) 4 p = carga uniforme l = menor valor entre la e lb α p lx ai = h = altura da laje 12 EI α = coeficiente centro da laje αb = coeficiente centro da borda livre Ec = módulo de elasticidade .60 2.48 2.77 2.07 0.32 12.97 309.40 15.38 2.32 9.35 1.59 134.83 3.08 22.73 15.29 7.90 2.96 2.66 3.26 6.44 2.63 16.00 3.23 15.20 10.76 160.34 10.38 22.87 3.37 3.80 1.89 3.70 26.84 0.66 15.30 1.93 14.53 15.24 1.65 59.70 0.16 3.42 13.78 7.20 1.06 71.11 23.37 37.01 6.28 16.03 12.34 10.65 33.00 15.56 9.60 40.19 2.35 11.50 65.33 1.22 27.31 1.00 ∞ 15.32 16.40 1.46 14.85 16.90 0.26 4.45 15.91 2.80 3.13 3.80 14.39 27.35 1.90 15.80 13.61 20.31 12.75 12.34 3.90 3.18 15.48 12.UNESP(Bauru/SP) 1288 .70 1.35 1.33 1.23 2.30 8.13 14.12 14.45 88.36 15.75 22.65 78.41 10.99 2.93 3.50 3.00 1.36 1.17 2.80 0.78 19.95 1.97 2.72 13.88 97.02 3.40 21.98 10.64 97.39 2.97 3.31 2.25 6.16 19.81 3.78 3.90 1.

58 3.84 2.57 1.36 1.50 5.30 3.53 1.59 1.43 1.30 1.93 0.21 1.88 1.79 1.55 5.26 5.36 1.15 1.36 2.60 5.55 5.32 1.75 3.38 1.87 1.09 1.98 5.75 5.07 0.74 4.74 1.08 1.92 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) 4 p = carga máxima α p lx ai = h = altura da laje lb lb lb lb lb lb lb 2.82 0.15 2.05 4.68 1.64 3.08 4.56 160 12 EI l = menor valor entre la e lb Ec = módulo de elasticidade α = coeficiente da flecha máxima .72 1.67 2.37 1.23 1.71 4.54 1.15 3.71 2.95 6.22 1.62 1.18 1.34 2.68 3.40 1.57 1.11 1.66 3.59 2.69 5.52 1.86 1.38 1.54 1.64 1.52 0.10 2.51 1.76 3.06 0.50 1.34 1.24 1.53 4.90 2.61 1.12 6.69 1.90 1.89 1.70 5.37 0.03 1.13 1.55 1.60 1.21 1.27 1.67 1.90 6.63 2.38 1.62 1.95 2.05 2.65 4.24 1.94 0.14 1.28 1.78 1.25 1.75 0.62 2.43 1.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 103 TABELA A-3 FLECHAS EM LAJES COM CARGA TRIANGULAR – VALORES DE α Tipo γ= la lb x x x x x x x x 11 p la y 12 p la y 13 p la y 14 p la y 15 p la y 16 p la y 17 p la y 18 p la y lb < 0.51 1.48 3.43 1.87 2.76 1.60 5.88 1.41 5.23 1.01 3.44 3.75 1.64 1.82 1.17 2.00 2.50 7.35 1.23 4.26 1.31 1.93 2.99 0.68 1.02 1.17 1.33 4.51 4.11 1.34 2.70 1.83 5.61 1.86 2.02 1.UNESP(Bauru/SP) 1288 .49 1.05 1.28 2.28 3.91 4.85 2.30 0.21 2.07 2.08 1.66 1.05 1.40 4.54 4.47 3.15 1.98 0.22 1.12 1.37 1.39 2.74 2.57 7.92 1.91 1.26 2.70 4.34 1.95 2.09 2.72 4.35 2.70 1.82 2.11 1.20 3.89 2.62 1.82 3.36 4.05 3.48 1.23 4.14 1.11 2.46 3.06 2.55 1.55 4.43 1.38 2.80 3.59 2.68 1.74 3.60 1.94 3.70 1.48 3.38 3.87 0.88 4.34 1.75 1.99 1.47 1.96 1.31 1.85 5.96 1.28 1.79 0.74 1.90 0.29 1.80 0.48 1.57 4.90 0.71 1.81 2.50 1.47 1.38 2.03 2.09 2.40 5.72 1.06 1.16 1.54 1.25 3.30 1.30 1.29 1.30 1.42 1.48 1.00 6.14 3.50 2.24 1.65 1.45 4.44 1.65 5.80 5.87 3.85 1.19 4.83 0.56 1.82 0.87 1.32 1.54 4.10 4.44 0.50 4.65 1.19 1.19 1.80 0.40 4.07 1.35 4.92 2.91 4.13 2.57 1.47 1.62 1.37 1.22 1.30 1.11 0.58 1.46 1.26 1.85 3.90 2.66 1.94 1.54 3.87 3.41 2.25 3.

55 0.45 11.70 5.28 2.25 1.90 6.80 5.33 13.36 1.88 16.34 3.75 8.20 4.27 3.02 0.54 1.34 1.00 6.87 1.41 0.62 1.34 5.45 1.35 2.25 0.40 4.96 3.06 14.17 6.62 1.50 1.49 1.34 3.92 1.90 10.60 1.66 3.48 3.41 0.80 0.32 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) 4 p = carga máxima l = menor valor entre la e lb α p lx ai = h = altura da laje Ec = módulo de elasticidade < 0.03 3.46 3.34 0.85 0.98 1.00 12 EI α = coeficiente centro da laje αb = coeficiente centro da borda livre .50 1.27 1.36 0.18 2.13 1.66 3.45 1.71 1.75 0.35 1.69 0.05 0.52 3.45 1.42 9.96 1.42 1.98 1.93 0.07 7.01 0.71 0.43 0.04 8.23 0.35 5.11 6.03 3.20 1.46 1.75 19.40 1.44 0.32 4.65 33.53 11.20 0.37 4.19 5.29 7.36 4.30 53.30 1.45 1.38 30.10 1.22 1.45 1.92 8.40 11.68 3.36 1.78 5.20 3.26 0.17 1.16 1.41 1.21 3.37 1.83 123.07 3.30 0.82 3.44 7.16 0.02 1.49 0.42 0.24 52.59 2.76 3.58 5.30 15.08 0.32 3.47 1.35 1.95 1.28 13.38 0.25 4.65 0.25 20.55 19.17 3.31 40.09 4.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 104 TABELA A-4 FLECHAS EM LAJES COM CARGA UNIFORME – VALORES DE α e αB Tipo x x x x γ= la lb 19 p la y p 20 la y 21 p la y p 22 la y γ= la lb α lb lb αB α αB α lb αB α lb αB < 0.06 0.43 1.40 1.62 2.83 3.36 0.53 3.95 6.39 4.65 12.08 5.41 4.48 3.50 0.17 2.14 0.01 11.65 3.23 0.85 6.33 21.50 5.35 5.15 4.26 0.80 1.44 0.UNESP(Bauru/SP) 1288 .14 3.42 3.39 1.35 0.93 3.00 0.51 14.38 0.43 0.95 0.90 1.43 0.55 5.96 3.74 0.29 0.45 0.56 3.44 0.36 1.42 7.62 3.55 1.44 0.42 0.93 22.91 4.32 5.38 5.05 1.00 15.45 32.67 1.60 5.42 0.47 10.75 1.33 26.01 7.66 7.77 9.95 2.05 46.46 1.56 1.41 0.86 1.25 1.75 1.53 5.34 3.93 8.00 5.40 0.20 4.45 18.18 0.43 0.20 1.86 3.70 1.00 1.40 0.04 3.62 3.31 3.35 1.82 1.90 5.15 29.80 3.67 2.33 0.60 1.51 3.03 30.38 4.76 1.60 3.15 1.32 1.30 0.30 95.65 3.12 3.83 3.61 0.31 0.44 1.44 1.76 3.28 0.64 2.65 5.43 4.31 3.75 5.62 22.02 3.62 1.05 3.85 1.84 1.45 5.79 8.10 4.95 1.02 4.60 14.50 23.33 2.13 4.35 4.35 57.14 0.39 0.60 0.30 73.38 6.46 19.33 75.58 2.28 2.31 40.24 6.52 10.30 4.80 1.37 4.38 4.52 1.34 1.95 4.27 1.24 11.96 13.73 3.90 0.40 4.24 3.98 1.83 37.51 3.67 1.54 1.42 0.45 1.58 24.33 5.94 3.91 1.00 0.55 3.37 0.32 1.94 3.39 1.38 0.08 15.43 0.85 5.69 8.46 3.80 6.90 3.00 1.43 0.43 0.38 1.64 2.93 2.40 40.58 1.15 3.70 9.37 1.40 1.77 1.97 4.65 1.70 0.79 2.35 0.77 68.94 1.39 0.30 1.26 1.52 3.31 0.58 1.31 0.18 3.00 3.

50 3.33 3.61 2.60 1.50 2.50 5.23 1.05 2.32 3.48 1.15 2.79 1.83 1.00 2.10 2.54 5.96 4.97 1.87 2.83 1.93 1.68 1.45 5.42 5.83 2.83 2.32 1.25 1.50 2.33 3.96 4.15 1.85 3.96 4.50 2.09 1.33 3.33 2.16 4.29 2.88 4.96 4.83 1.40 3.00 1.20 1.35 1.22 2.50 5.33 3.00 2.68 2.10 2.83 1.01 1.55 3.50 3.83 1.70 3.33 4.00 2.96 4.75 3.65 1.50 1.28 2.90 1.95 3.33 3.33 3.50 2.94 4.33 3.20 2.83 1.45 3.40 1.11 4.99 2.33 3.91 4.64 2.50 3.24 4.83 1.75 2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 105 TABELA A-5 REAÇOES DE APOIO EM LAJES COM CARGA UNIFORME Tipo y lx 1 νx y x y lx 2B λ= ly lx ly x 2A νx νy ly x ly x λ= ly lx νy ν’y νx ν’x νy 1.75 1. .62 2.83 1.50 2.83 1. p lx V=ν p = carga uniforme lx = menor vão 10 (*) os alívios foram considerados pela metade.89 1.85 4.83 2.27 3.84 1.37 4.75 4.57 2.33 3.50 3.34 4.31 4.21 2.96 4.74 1.50 3.50 2.50 2.15 1. prevendo a possibilidade de engastes parciais.83 1.00 5.47 2.33 3.50 2.33 3.95 4.90 3.80 4.00 > 2.40 4.83 1.05 1.62 1.17 2.50 2.30 1.92 2.80 1.50 1.05 2.01 2.27 4.30 3.UNESP(Bauru/SP) 1288 .92 2.83 1.89 4.65 2.29 2.33 3.00 3.52 5.50 1.44 2.35 3.80 2.96 4.47 5.12 1.83 1.25 1.96 4.20 2.96 4.96 4.83 1.95 2.83 1.02 1.41 1.50 2.80 3.93 2.18 1.10 1.39 2.50 2.50 2.65 3.75 4.45 1.00 Tabela elaborada por PINHEIRO (1994) conforme NBR 6118/03.02 2.70 1.82 4.05 1.56 2.72 2.83 1.01 4.73 2.33 3.06 4.25 2.83 1.15 2.25 3.96 4.00 2.10 2.60 3.50 2.83 > 2.48 2.96 4.20 4.15 2.13 1.53 2.85 1.96 4.10 2.83 1.20 2.38 2.96 4.83 1.50 3.95 4.50 3.55 1.72 2.38 6.55 1.08 2.50 2.96 4.30 3.83 1.33 3.

44 1.85 3.05 2.44 1.50 2.00 1.90 2.30 1.40 2.17 3.17 1.17 3.85 1.45 3.63 3.17 3.17 1.17 3.35 2.98 4.95 2.00 1.59 4.18 1.44 1.66 3.45 4.04 1.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 106 TABELA A-6 REAÇOES DE APOIO EM LAJES COM CARGA UNIFORME Tipo y x y x y lx 4B ν’x λ= ly lx νx 3 ν’x ly x 4A ν’y νx ly x ly x λ= ly lx νy ν’y νy 1.00 4.60 2.44 1.80 1.84 3.17 1.44 1.17 2.17 1.70 3.74 1.17 3.20 1.25 4.97 1.17 2.53 2.44 1.33 4.75 3.33 4.38 6.72 4.20 1.17 3.50 1.17 3.66 3.17 3.17 2.65 3.00 2.UNESP(Bauru/SP) 1288 .17 1.17 1.92 3.05 1.16 4.70 2.44 1. prevendo a possibilidade de engastes parciais.99 2.55 2.89 4.93 1.52 3.27 3.17 2.28 4.60 3.60 1.00 Tabela elaborada por PINHEIRO (1994) conforme NBR 6118/03.17 1.69 1.44 1.19 4.17 2.44 1.73 3.71 2.17 2.33 4.13 4.75 1.24 4.13 1.44 3.36 3.44 1.80 3.10 1.80 3.75 2.00 > 2.17 3.30 2.85 1.17 1.15 2.17 2.17 5.70 1.33 4.26 1.88 4.44 1.44 > 2.25 1.33 5.17 2.20 2.17 3. .24 1.99 3.46 2.22 4.44 2.44 1.12 3.58 2.33 4.90 3.23 2.89 1.00 1.75 3.31 4.17 2.17 2.58 2.02 4.73 3.17 3.29 2.17 3.44 1.25 4.44 1.17 2.17 2.33 4.78 4.63 2.53 4.40 1.67 2.30 4.17 3.09 4.83 4.38 4.17 3.80 2.32 2.42 2.07 1.17 3.45 2.35 1.17 3.15 2.17 2.84 4. p lx V=ν p = carga uniforme lx = menor vão 10 (*) os alívios foram considerados pela metade.36 2.17 3.44 1.45 1.02 4.22 1.15 1.53 3.06 4.44 1.10 1.48 2.80 1.33 4.00 3.95 4.44 1.25 2.22 4.17 2.09 4.65 1.56 3.25 2.28 1.44 1.59 3.17 3.44 1.78 4.63 4.32 4.17 3.06 3.17 3.15 1.17 4.17 3.55 1.63 1.95 3.10 2.08 2.56 1.17 3.00 4.44 1.93 4.17 3.90 1.17 3.

61 2.50 1.71 2.70 2.76 4.50 3.50 3.05 3.17 3.20 1.50 3.50 1.50 1.50 1.50 1.66 3.00 4.08 2.12 1.30 2.21 2.90 1.08 3.20 2.50 3.98 3.85 4.01 1.80 4.50 1.50 1.50 3.71 2.67 3.77 1.81 1.04 3.83 2.42 1.65 2.71 2.50 3. prevendo a possibilidade de engastes parciais.70 1.00 1.50 1.80 1.50 1.71 2.57 2.71 2.03 1.50 2.17 3.45 2.05 1.95 2.93 1.17 3.17 3.11 3.75 2.17 3.71 2.44 2.22 3. .40 1.50 3.50 1.35 2.50 1.10 1.92 4.50 1.89 4.48 2.50 5.21 1.71 2.50 2.73 1.85 2.37 3. p lx V=ν p = carga uniforme lx = menor vão 10 (*) os alívios foram considerados pela metade.25 3.50 1.63 3.44 3.69 1.96 1.50 3.73 2.60 1.65 1.50 2.60 2.10 1.71 2.71 2.71 2.15 1.90 2.50 3.71 2.28 3.72 3.71 2.17 3.15 1.50 2.00 3.50 > 2.96 2.00 1.00 1.55 2.50 3.71 2.29 1.50 3.50 2.00 2.53 2.25 1.35 1.36 1.30 1.25 3.00 > 2.17 3.50 3.68 2.13 3.75 1.36 3.03 3.00 2.50 1.88 2.65 2.75 2.13 3.92 2.96 4.85 1.UNESP(Bauru/SP) 1288 .50 3.25 2.62 2.48 1.95 2.50 2.50 3.50 1.50 1.17 3.30 3.40 2.50 2.90 3.71 2.99 1.88 3.17 3.75 3.50 1.79 2.17 3.50 1.71 2.05 1.90 1.17 3.71 2.57 3.87 1.17 5.71 2.50 3.15 2.71 2.17 3.50 3.45 1.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 107 TABELA A-7 REAÇOES DE APOIO EM LAJES COM CARGA UNIFORME Tipo y lx 5A y lx 5B y lx λ= ly lx λ= ly lx νx ly x ly x 6 ν’y ν’x ly x ν’x ν’y ν’x νy ν’y 1.56 3.50 3.28 2.64 1.84 1.50 3.54 1.75 3.00 Tabela elaborada por PINHEIRO (1994) conforme NBR 6118/03.59 1.83 3.50 1.39 2.11 3.17 3.00 2.55 1.16 3.61 3.71 2.47 3.17 3.72 2.71 2.17 3.33 2.50 1.22 3.50 1.14 3.17 4.38 6.71 2.33 3.17 3.80 2.71 2.71 2.50 2.

54 1.53 1.96 5.40 8.34 1.16 3.74 1.23 11.99 3.50 3.05 5.28 3.89 6.88 5.14 5.10 4.60 1.09 11.64 8.45 3.92 11.70 1.71 1.86 9.17 4.08 12.25 3.50 7.86 5.20 1.79 1.05 5.16 9.84 11.40 3.30 6.95 9.76 3.40 1.35 3.36 11.88 11.58 12.95 6.18 3.12 2.12 1.29 8.75 1.91 3.17 5.94 > 2.00 5.45 7.44 4.60 8.41 4.20 5.00 > 2.88 4.92 10.53 3.48 11.77 1.63 3.80 9.66 7.13 12.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 108 TABELA A-8 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA UNIFORME y lx 1 y lx 2A y lx 2B Tipo ly x ly x ly x Tipo λ= ly lx µx µy µx µy µ’y µx µ’x µy λ= ly lx 1.74 3.85 11.35 3.95 1.55 1.42 2.17 9.90 9.80 9.70 8.98 3.05 1.75 8.74 9.60 11.75 4.44 1.35 1.94 10.50 1.22 4.07 3.68 1.80 1.38 4.34 2.55 1.86 3.84 2.08 3.75 1.UNESP(Bauru/SP) 1288 .67 5.75 10.48 1.85 9.54 10.23 4.12 3.72 3.00 4.03 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994).99 1.74 7.26 3.50 3.50 2.05 4.58 7.44 3.16 12.94 12.41 3.16 4.30 1.06 5.72 3.59 1.82 6.32 10.23 5.78 11.40 7.06 10.09 3.38 1.79 3.03 12.54 3.25 3.49 3.59 2.10 1.10 5.49 9.15 1.87 1.39 5.85 1.81 1.51 2.19 2.27 3.77 4.10 4.56 3.91 11.54 1.80 10.53 4.45 12.79 9.55 7.89 10.36 12.38 8.45 1.68 2.64 4.23 2.10 3.24 1.91 3.04 1.61 1. 2 p lx p = carga uniforme lx = menor vão M=µ 100 8.65 8.00 .65 1.53 7.69 11.12 5.73 3.76 2.72 11.35 6.00 9.25 1.74 11.15 5.90 2.95 3.81 11.00 4.00 12.86 1.67 1.50 3.48 1.86 1.53 12.23 8.20 5.25 6.47 7.61 3.68 1.55 5.63 11.20 7.62 4.00 1.79 5.36 12.95 2.91 2.93 10.90 1.26 3.79 3.19 1.25 2.54 8.00 1.

56 1.36 2.95 5.12 4.70 3.65 1.30 4.85 11.08 1.07 4.25 8.73 10.99 7.55 1.67 11.10 4.00 1.95 2.82 7.13 8.37 3.66 8.33 1.10 3.21 11.86 9.18 2.03 12.10 1.70 5.04 4.83 2.03 2.91 8.33 8.92 1.41 1.65 7.65 1.72 3.22 3.73 1.09 6.97 3.18 7.25 1.00 5.07 8.22 3.72 8.20 3.68 7.89 10.93 2.55 1.36 7.95 0.20 12.32 3.63 11.60 4.49 1.06 9.80 0.88 > 2.11 8.83 1.70 1.06 5.16 4.12 6.93 8.50 1.72 9.01 1.50 3.35 1.52 11.16 8.00 1.25 3.99 1.82 2.17 7.33 1.41 2.96 4.77 1.70 7.86 10.45 1.33 2.05 1.03 0.34 3.62 2.45 4.64 9.55 4.49 1.60 1.81 11.43 1.91 0.72 11.27 3.19 8.65 1.03 3.99 3.94 4.56 8.37 2.16 1.60 8.15 6.33 8.85 5.91 3.19 1.03 3.20 8.14 4.69 6.60 11.39 7.17 2.99 1.82 3.91 1.99 10.90 1.42 9.20 8.UNESP(Bauru/SP) 1288 .69 3.50 1.85 1.20 7.33 8.09 3.33 8.93 3.35 4.02 8.17 7.67 7.24 1.39 1.15 8.01 3.16 6.16 4.83 0.87 1.40 4.62 7.85 8.76 0.35 3.26 1.80 3.05 2.48 11.50 2.56 7.86 10.17 4.89 1.81 3.69 1.63 3.75 1.82 10.46 3.70 1.30 1.76 11.75 5. 2 p lx p = carga uniforme lx = menor vão M=µ 100 3.00 2.56 7.57 3.00 .09 5.30 1.31 11.87 0.63 1.14 6.24 9.15 1.32 8.77 9.42 8.70 11.88 4.99 2.74 3.53 1.23 7.15 4.78 8.90 5.41 7.87 2.17 6.00 7.25 1.67 3.80 5.14 1.09 3.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 109 TABELA A-9 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA UNIFORME y lx 3 y lx 4A y lx 4B Tipo ly x ly x ly x Tipo λ= ly lx µx µ’x µy µ’y µx µy µ’y µx µ’x µy λ= ly lx 1.35 3.80 1.99 2.66 3.26 1.79 11.65 8.19 7.86 3.28 2.50 7.28 8.63 8.90 10.88 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994).69 2.43 2.56 11.67 1.90 10.76 1.60 8.69 6.58 10.35 3.10 10.99 8.03 1.94 7.20 1.98 0.45 7.46 8.43 1.40 1.63 3.30 8.63 3.78 1.15 3.50 4.00 4.65 2.25 8.32 8.65 5.31 8.08 1.52 11.00 5.40 11.00 > 2.55 3.

80 8.00 1.34 8.99 1.72 5.46 2.29 1.47 5.97 10.91 8.79 7.57 1.69 5.10 2.88 2.82 1.91 2.56 3.96 1.20 1.97 8.30 1.45 4.70 1.90 5.84 10.13 5.39 9.46 2.19 3.10 8.45 8.34 1.05 > 2.61 1.55 5.07 1.17 8.87 6.35 3.40 11.70 5.72 5.72 1.76 7.50 7.55 4.42 1.94 5.17 2.88 7.48 7.84 5.15 5.62 5.95 5.40 7.57 7.16 4.65 1.20 10.59 2.13 4.35 1.72 5.22 1.21 1.98 3.02 8.91 1.16 7.50 1.00 .71 1.15 2.95 8.88 5.99 0.30 3.15 1.56 6.23 5.18 5.88 1.86 8.71 2.13 1.14 1.50 2.65 4.54 3.17 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994).70 6.88 5.08 8.05 2.80 1.UNESP(Bauru/SP) 1288 .28 7.43 5. 2 p lx p = carga uniforme lx = menor vão M=µ 100 5.91 5.24 8.15 5.47 1.23 9.19 1.75 2.42 0.22 8.91 5.17 4.12 8.44 2.50 5.28 8.36 3.76 1.81 2.72 5.30 1.60 6.83 3.00 5.02 2.02 8.40 1.69 1.68 2.35 5.10 3.73 3.80 8.05 1.70 10.10 10.57 1.64 4.94 1.99 8.43 1.20 1.67 7.50 11.32 1.63 3.33 8.12 4.51 5.20 1.40 1.50 4.45 0.45 1.70 5.97 5.80 5.95 2.00 > 2.83 1.43 7.55 3.96 0.23 8.17 1.46 2.29 8.64 5.59 7.71 5.50 1.04 1.85 6.14 6.02 1.12 8.07 5.61 7.85 5.72 5.38 0.65 2.33 2.02 2.36 1.03 3.91 3.67 6.22 1.72 5.55 9.70 1.27 5.52 6.53 1.00 7.00 1.98 1.25 3.75 2.69 3.39 7.16 2.65 7.59 5.06 1.53 7.76 1.88 2.58 3.72 3.25 1.70 2.96 5.34 2.70 4.74 2.08 8.09 7.52 6.15 8.60 1.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 110 TABELA A-10 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA UNIFORME y lx 5A y lx 5B y lx Tipo Tipo ly x ly x 6 ly x λ= ly lx µx µ’x µy µ’y µx µ’x µy µ’y µx µ’x µy µ’y λ= ly lx 1.29 5.92 1.80 8.64 7.53 2.29 5.62 3.74 8.63 6.65 1.14 4.11 2.35 1.28 7.90 7.88 8.72 5.64 4.72 2.96 8.00 2.13 2.07 1.56 2.10 1.97 1.60 4.75 1.72 5.75 3.52 6.01 0.99 1.72 5.68 5.00 5.86 8.43 1.60 4.72 5.77 5.74 3.00 1.57 7.56 3.66 8.89 1.05 8.05 8.40 3.17 2.02 6.02 5.77 1.02 5.97 3.74 3.03 12.25 1.05 9.49 1.83 1.98 2.65 1.87 1.43 6.43 7.33 0.13 3.97 5.20 3.00 7.85 1.90 1.41 5.75 2.55 1.18 8.51 3.68 7.12 4.66 3.76 3.72 5.30 11.75 4.02 3.47 0.

65 2.47 8.49 8.42 11.06 0.52 12.80 1.75 5.52 11.90 0.93 4.08 4.84 10.95 0.50 8.22 10.71 3.69 62.19 17.24 8.04 12.01 4.61 1.01 12.48 1.85 4.10 3.50 19.61 5.97 8.10 8.45 > 2.50 8.80 8.22 25.59 18.16 4.32 8.23 3.50 0.14 4.74 12.56 11.43 0.94 0.12 4.63 12.00 5.65 1.68 4.06 3.60 6.09 13.45 1.44 10.45 7.95 2.16 9.95 1.45 1.40 1.50 8.46 1.20 1.50 8.38 12.19 12.06 8.74 4.85 2.41 2.31 25.20 8.65 6.13 4.45 1.00 > 2.06 8.23 4.96 8.53 11.84 4.80 4.24 15.49 0.15 10.94 7.54 7.09 4.92 17.46 1.31 2.80 4.60 2.33 8.64 23.86 22.95 2.00 0.26 3.13 4.19 29.33 0.39 16.55 2.25 1.86 2.31 1.15 3.60 1.37 35.46 9.89 41.48 8.49 8.46 1.90 3.30 8.45 7.11 3.10 1.25 11.46 6.09 8.91 9.55 1.94 15.90 1.47 8.12 11.48 8.76 4.78 4.80 0.49 8.86 4.30 11.48 1.40 2.35 1.45 1.56 4.36 0.56 12.63 10.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 111 TABELA A-11 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA UNIFORME y la 7 y la Tipo Tipo lb x 8 µyb µx µy µyb lb x l γ= a lb µx µy µ’y µ’yb γ= la lb 0.30 0.30 8.45 1.45 1.70 10.12 3.92 4.45 9.45 9.94 1.00 3.46 7.67 0.49 8.69 0.45 0.58 12.49 8.43 0.88 8.33 15.21 11.39 8.16 12.59 10.54 0.50 2.95 3.92 12.00 2.05 1.00 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p l2 M=µ p = carga uniforme l = menor valor entre la e lb 100 Mb = momento ao longo da borda livre .46 1.65 12.50 1.00 2.65 0.19 8.55 0.47 1.28 15.51 17.68 4.70 5.78 1.72 4.05 7.50 13.46 1.15 4.77 10.80 2.50 48.75 2.55 14.31 5.89 28.17 4.11 0.31 8.25 3.65 6.35 2.05 7.45 1.74 4.86 4.59 9.80 0.90 2.49 8.35 12.47 7.77 12.63 15.14 13.88 9.32 13.97 4.45 1.20 9.66 10.59 10.74 0.03 3.98 6.40 9.05 8.55 7.98 6.75 0.33 8.55 1.45 2.94 11.82 4.02 13.33 1.12 1.76 0.UNESP(Bauru/SP) 1288 .97 4.05 3.09 10.24 11.50 8.49 0.30 1.33 8.88 4.81 10.45 1.29 8.31 8.90 4.17 4.19 3.50 8.09 3.47 8.26 20.72 4.90 4.85 12.00 0.45 1.60 27.07 8.94 7.60 0.62 4.80 1.01 1.89 77.83 12.75 1.73 8.90 13.10 4.99 4.11 4.45 1.20 3.16 3.96 4.71 8.88 0.05 4.85 0.57 8.44 14.94 9.15 1.50 8.00 9.85 0.84 0.00 1.97 9.76 9.70 1.28 8.13 8.70 2.96 4.22 1.19 10.16 0.14 11.94 15.45 2.47 6.90 0.47 3.41 12.35 0.82 25.84 11.28 33.64 28.70 0.83 12.38 0.64 0.30 3.32 8.69 13.80 4.55 0.64 11.40 0.25 20.05 13.13 14.29 12.16 0.29 8.48 24.95 21.08 1.28 14.53 12.82 19.85 1.77 13.91 0.74 10.44 22.50 8.45 1.17 8.35 10.03 9.00 23.45 1.55 41.

97 8.44 8.33 2.41 12.06 18.87 3.25 10.40 6.91 5.74 4.56 30.64 1.45 8.46 7.57 3.92 0.57 3.83 8.36 8.67 12.12 1.62 17.56 4.53 15.30 -12.24 11.02 5.80 10.46 8.00 14.50 7.00 2.85 2.57 3.99 0.90 11.23 8.25 12.95 4.24 5.93 5.50 0.20 7.72 11.08 8.22 7.90 1.50 0.76 12.01 5.60 2.UNESP(Bauru/SP) 1288 .04 4.49 1.26 15.17 4.25 1.35 8.98 4.88 4.55 1.90 5.34 8.55 11.58 3.15 8.12 9.51 6.90 2.48 10.54 8.91 3.06 14.17 10.32 20.05 1.62 11.60 10.64 12.14 5.46 8.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 112 TABELA A-12 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA UNIFORME y la 9 y la 10 Tipo lb x lb x Tipo l γ= a lb µx µ’x µy µyb µx µ’x µy µyb µ’y µ’yb γ= la lb 50.57 33.53 10.08 10.15 1.41 4.49 1.05 1.25 28.17 39.26 11.00 2.14 7.81 1.50 12.77 4.47 10.82 5.08 3.30 1.20 1.48 10.06 5.35 1.56 22.48 12.61 11.66 5.44 1.40 -3.49 12.57 3.64 8.57 3.64 7.82 1.00 2.58 3.08 6.12 8.58 12.45 0.50 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p l2 p = carga uniforme l = menor valor entre la e lb M=µ 100 Mb = momento ao longo da borda livre < 0.11 4.17 6.82 9.67 12.89 3.75 1.10 1.47 7.13 5.95 1.34 4.85 2.59 12.65 2.50 > 2.68 8.43 7.45 -1.47 7.33 43.78 3.09 11.19 8.58 3.30 8.91 5.00 9.48 7.58 3.72 0.94 12.44 10.58 3.80 10.20 1.86 5.50 1.88 4.91 4.66 11.30 0.58 3.78 6.36 12.41 1.80 2.37 1.49 1.50 50.99 8.47 7.84 35.95 5.22 12.06 4.59 12.50 13.26 0.35 1.15 2.17 8.04 12.84 5.26 31.75 0.17 6.45 .65 3.35 2.49 4.56 4.50 2.11 8.49 1.12 1.74 0.65 1.65 1.00 > 2.42 9.45 8.23 17.26 8.27 4.62 10.42 1.50 1.64 8.25 5.48 1.30 2.67 0.40 1.63 4.29 1.22 -4.59 5.55 0.65 12.56 12.25 8.81 1.93 8.25 27.46 7.30 0.86 9.61 0.45 12.33 11.25 3.00 36.90 0.00 8.72 9.99 5.22 12.50 1.70 2.04 8.42 15.08 0.21 13.55 2.59 5.92 9.08 0.98 1.55 1.30 -7.56 37.35 0.11 8.08 0.27 1.83 4.57 12.00 0.25 5.50 6.04 5.00 12.81 4.00 1.77 0.05 2.45 1.69 12.50 6.78 6.85 0.81 0.62 1.59 1.45 8.22 14.50 1.25 0.91 12.89 7.11 1.28 7.00 14.86 4.44 9.92 4.33 5.60 1.80 2.80 1.57 12.09 5.41 9.45 2.73 8.84 5.00 < 0.20 2.33 8.94 4.88 5.24 5.25 2.86 0.57 3.52 1.97 5.49 7.46 8.68 12.48 7.24 5.13 13.88 20.54 12.86 12.99 4.21 11.39 1.00 0.98 1.25 12.19 11.85 1.75 2.84 0.60 0.00 2.56 4.08 4.95 2.60 10.35 -5.63 10.47 22.55 0.45 8.40 0.61 12.06 4.56 4.45 1.85 1.62 12.50 1.46 8.59 2.25 7.81 19.39 9.80 0.50 -0.33 8.38 9.68 0.91 1.65 0.18 4.77 13.75 2.78 33.72 12.59 12.28 14.87 7.72 12.13 34.54 23.63 12.70 1.86 6.76 4.70 12.57 3.06 25.40 2.40 28.89 38.07 1.55 0.45 0.02 4.17 5.49 1.93 11.59 2.56 -0.70 4.43 1.02 4.84 0.46 1.76 0.11 5.99 5.89 -2.10 2.54 0.58 3.18 9.50 1.53 0.31 13.45 9.16 5.90 2.56 37.50 2.60 1.95 2.54 6.00 6.70 1.92 14.45 1.70 0.15 0.37 11.45 8.68 12.49 7.36 9.91 4.40 4.31 8.67 12.08 9.56 3.73 8.37 1.20 5.57 3.48 25.07 1.82 8.84 5.46 8.95 2.47 1.84 4.57 3.06 17.

15 0.84 4.60 1.75 2.50 5.02 4.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 113 TABELA A-13 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA TRIANGULAR x x x lb lb lb Tipo p 11 la y p 12 la y p 13 la y Tipo l γ= a lb µx µy µx µ’x µy µx µ’x µy γ= la lb < 0.12 4.32 0.17 4.85 4.84 4.10 6.60 5.55 1.31 5.23 1.97 3.97 1.99 3.06 4.66 0.92 2.92 4.64 3.32 < 0.50 2.94 1.95 2.50 0.45 1.85 4.00 1.92 3.13 2.28 1.26 2.08 4.34 4.51 2.09 4.16 3.76 1.40 2.80 0.25 7.17 7.84 5.55 1.27 2.23 7.73 1.59 1.98 6.12 4.75 2.83 5.UNESP(Bauru/SP) 1288 .13 2.37 2.60 4.75 3.50 6.33 1.50 1.75 3.15 1.68 4.16 4.01 3.95 2.45 1.97 2.12 1.67 0.00 .60 2.46 4.55 2.05 4.71 1.89 5.40 1.23 2.92 2.79 1.61 1.41 2.50 0.09 1.53 0.00 2.25 1.46 4.06 3.70 3.66 3.53 1.60 1.66 3.19 5.95 1.18 4.03 5.83 5.10 2.55 2.86 1.28 1.30 8.73 3.60 0.29 4.18 5.85 3.09 2.94 0.98 0.39 1.20 2.35 1.96 4.72 2.48 2.88 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p l2 M=µ 100 l = menor valor entre la e lb 5.05 2.92 2.10 1.75 0.56 2.43 2.17 3.94 5.98 2.84 5.00 2.63 1.86 3.65 6.11 2.05 2.38 3.64 2.75 1.21 1.80 2.55 4.52 3.70 1.70 2.76 2.52 1.14 6.07 4.36 1.78 5.41 0.14 4.92 3.83 1.49 0.05 2.58 2.14 1.96 1.90 1.37 3.23 0.90 5.80 5.90 2.35 8.93 1.07 5.70 0.80 3.79 1.74 3.13 1.35 2.96 3.35 2.11 2.67 0.68 2.33 8.34 2.21 3.41 1.95 2.70 1.44 1.10 2.25 7.20 3.13 1.51 1.42 1.28 2.85 2.55 0.00 2.47 2.87 4.24 2.36 2.79 3.60 4.73 6.92 4.21 7.90 2.00 2.23 2.36 2.89 1.34 8.24 2.55 3.98 1.97 1.40 4.77 3.31 5.28 2.40 2.80 1.70 3.81 6.80 0.85 1.83 1.00 6.17 4.83 4.12 3.90 0.72 2.65 2.29 1.59 2.23 2.46 5.97 1.30 2.65 0.32 8.96 1.31 2.60 2.86 2.68 1.11 2.72 4.02 3.90 2.95 1.90 1.81 2.63 2.09 4.80 2.07 3.27 7.46 2.20 1.50 1.25 7.43 5.92 2.85 2.64 2.27 4.32 1.64 2.12 2.20 1.45 2.81 3.98 2.44 1.06 6.52 1.58 2.84 4.56 3.78 5.85 0.72 2.95 1.14 1.67 1.53 2.83 0.30 1.96 5.87 2.76 3.85 2.34 2.90 4.92 2.05 1.65 1.87 3.59 2.76 3.54 6.15 2.74 4.25 2.39 2.12 2.83 2.68 1.11 4.95 1.65 4.31 1.08 2.60 2.24 4.

95 2.05 1.58 3.57 1.92 5.75 3.67 1.34 1.17 3.20 1.42 1.83 3.16 1.60 1.08 1.90 1.73 1.28 4.40 3.18 2.73 3.49 1.21 3.96 2.75 1.43 3.97 1.04 5.64 2.65 0.17 3.85 1.50 1.18 1.35 1.33 1.13 3.78 1.38 3.95 1.29 8.05 1.90 0.78 3.47 1.77 3.40 1.09 3.44 5.45 2.60 2.00 3.63 3.10 4.20 1.68 4.94 3.11 5.00 1.84 1.24 1.44 2.48 1.55 1.54 1.22 1.06 2.98 < 0.17 4.89 4.44 2.39 2.49 1.74 4.59 3.82 3.22 3.88 1.06 6.08 2.55 2.57 1.22 4.70 1.96 5.25 4.92 4.18 3.48 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p l2 M=µ 100 l = menor valor entre la e lb 0.96 0.12 2.55 1.15 3.72 3.44 1.23 2.41 1.90 1.65 2.55 0.55 4.18 6.10 1.94 1.75 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 114 TABELA A-14 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA TRIANGULAR x x x lb lb lb Tipo 14 p la y p 15 la y 16 p la y Tipo γ= la lb µx µ’xi µ’xs µy µx µy µ’y µx µ’x µy µ’y γ= la lb < 0.83 3.31 8.06 3.27 7.90 0.65 0.54 5.80 6.15 6.56 1.51 1.93 4.90 1.24 1.85 1.37 2.70 1.41 1.00 2.86 4.33 2.94 1.69 3.30 8.20 1.36 0.12 2.46 4.80 6.21 1.49 3.15 3.25 2.74 4.94 4.67 4.97 4.06 1.78 1.50 2.90 2.23 4.92 4.80 2.78 3.85 3.61 3.47 0.52 1.51 1.98 6.13 5.59 6.11 6.80 1.24 4.32 3.38 1.35 0.23 7.11 3.38 1.09 0.45 4.60 3.27 1.67 0.75 4.52 1.14 0.81 1.64 3.UNESP(Bauru/SP) 1288 .52 1.00 0.72 1.62 3.66 1.95 2.40 1.15 1.49 5.47 5.23 3.51 2.46 1.45 1.84 1.94 5.26 1.02 5.67 1.99 1.24 0.26 4.30 1.60 3.65 2.99 4.12 2.60 3.43 5.56 2.17 2.36 4.57 4.32 1.60 0.15 1.50 2.19 4.10 1.74 3.05 0.21 1.50 3.26 4.80 0.40 2.33 3.56 1.77 4.20 3.23 2.21 7.27 4.23 1.29 0.13 2.25 1.67 1.33 2.35 2.95 1.75 4.47 2.96 2.05 3.79 1.22 1.84 1.87 2.18 1.23 4.51 3.68 3.61 3.03 3.16 3.23 1.86 1.38 2.03 1.04 4.87 4.14 1.00 .26 4.33 0.81 1.45 2.00 1.81 4.28 3.81 4.51 5.22 7.69 1.58 5.31 2.30 2.33 0.50 2.51 1.30 2.32 4.97 2.05 1.89 0.64 3.10 5.12 3.37 3.85 2.22 7.79 1.87 5.61 2.22 7.85 0.53 5.93 0.10 1.61 1.50 0.65 1.50 0.20 4.99 1.53 2.82 1.75 1.54 1.93 3.95 2.19 1.70 4.21 1.39 1.35 0.92 2.02 2.60 1.15 5.75 0.53 3.83 4.23 3.00 1.08 5.72 4.60 2.55 2.35 2.25 1.50 2.56 2.23 1.15 1.32 2.87 5.00 3.23 4.75 1.72 3.46 2.15 1.66 3.56 5.69 4.89 1.02 1.99 1.04 3.80 1.05 4.25 4.90 0.11 1.03 1.75 1.26 2.75 3.03 1.40 5.65 1.16 4.69 1.21 4.23 1.36 3.33 3.31 2.63 4.41 2.79 4.52 2.02 1.65 1.15 1.73 3.17 0.24 7.37 1.29 1.30 1.94 1.98 5.50 2.75 2.88 2.89 1.94 5.75 1.08 3.28 8.45 0.95 1.28 2.70 0.72 1.50 1.23 4.36 4.42 2.42 2.96 0.99 1.60 4.27 5.70 2.96 2.67 1.47 3.01 1.89 4.16 3.38 1.26 1.51 1.81 4.68 6.

93 2.70 1.40 1.64 2.60 3.30 1.75 2.49 3.92 0.26 4.11 1.08 2.83 1.62 5.61 1.59 0.17 4.25 1.33 1.33 1.18 1.38 4.10 1.75 1.75 1.55 4.99 1.12 1.61 1.90 1.88 2.88 4.53 1.86 1.98 1.90 4.33 2.85 1.81 4.56 4.36 1.91 4.89 1.14 3.25 1.43 2.70 4.95 1.92 1.58 2.54 3.30 1.67 3.69 2.55 1.63 5.50 1.45 1.00 1.82 1.57 1.25 1.08 1.21 2.80 0.70 1.33 2.30 1.75 1.78 0.24 3.26 3.34 3.40 1.65 2.89 0.44 1.38 2.50 0.79 0.35 1.60 1.61 1.12 2.56 1.76 1.09 3.16 3.75 1.13 2.47 1.95 2.97 1.07 2.76 1.67 1.56 4.65 1.19 1.84 0.38 1.49 2.55 0.45 2.95 2.93 1.58 5.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 115 TABELA A-15 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA TRIANGULAR x x lb lb Tipo 17 p la y p 18 la y Tipo γ= la lb µx µ’x µy µ’y µx µ’xi µ’xs µy µ’y γ= la lb < 0.73 1.90 3.74 3.00 0.24 4.18 1.03 1.58 1.55 1.87 1.26 4.08 0.80 4.16 4.48 1.75 1.26 2.15 1.44 3.22 3.15 1.05 4.80 1.21 3.48 1.56 5.73 1.81 1.65 1.80 0.83 1.66 1.80 2.UNESP(Bauru/SP) 1288 .44 0.08 2.88 1.60 1.48 4.20 4.73 1.55 3.18 1.31 2.85 2.82 1.04 1.30 1.26 1.55 1.19 4.53 1.48 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p l2 M=µ 100 l = menor valor entre la e lb 3.60 1.05 1.51 1.56 1.86 2.82 0.25 4.21 4.42 1.94 5.71 4.70 0.66 1.72 2.87 0.26 4.40 1.64 2.23 4.65 4.51 5.95 1.05 1.92 2.53 4.54 1.59 1.69 1.50 2.90 1.30 2.50 1.78 2.47 4.49 5.58 1.71 3.95 2.47 1.92 2.23 2.31 4.08 0.25 4.18 1.89 2.10 1.00 1.01 1.23 1.65 0.80 1.28 2.20 1.73 1.15 1.05 1.63 2.44 5.14 1.90 0.98 1.32 1.17 2.55 1.00 1.80 0.60 1.83 4.23 4.02 1.94 0.05 4.23 3.11 1.45 1.90 1.37 2.54 2.47 3.53 1.43 3.95 1.00 .55 1.25 2.13 4.50 0.85 0.50 3.23 5.17 2.60 3.17 3.22 4.56 1.91 2.15 5.78 2.27 3.60 0.97 2.22 4.49 1.53 1.33 1.94 2.50 1.34 1.52 4.27 1.51 1.20 3.16 4.99 4.39 4.80 1.46 1.26 0.55 1.61 5.35 5.59 3.85 1.90 4.13 1.25 4.28 4.03 1.55 1.44 1.77 4.90 1.83 1.52 1.21 3.75 1.70 2.62 2.28 1.40 1.40 5.76 2.80 0.23 4.63 1.23 4.84 1.74 0.38 4.62 4.43 1.58 1.55 2.33 3.30 4.02 1.75 0.59 1.22 3.30 1.52 3.85 1.53 5.98 2.00 < 0.48 1.38 1.55 1.74 1.20 3.22 1.70 2.50 4.91 1.45 1.30 1.35 1.70 0.55 1.07 4.98 2.56 1.94 1.98 4.53 1.01 2.89 4.12 4.20 1.29 2.64 1.35 1.

43 3.41 2.30 8.79 1.55 3.80 2.24 0.64 3.75 2.00 4.65 3.00 1.74 0.65 9.61 2.25 3.15 0.30 5.21 0.80 1.63 3.54 6.48 3.02 0.85 1.09 0.63 4.64 4.56 3.90 1.58 0.54 4.72 4.77 3.72 2.48 11.77 3.66 7.92 0.87 14.40 5.29 0.98 0.25 1.37 5.04 4.88 2.49 1.64 1.62 1.15 4.70 1.UNESP(Bauru/SP) 1288 .05 1.77 3.14 4.39 4.92 0.55 2.59 4.45 1.35 1.46 1.28 6.16 3.63 0.63 2.51 1.70 1.60 3.90 1.97 0.06 0.72 2.90 2.50 1.80 2.67 9.87 0.55 4.23 4.13 3.86 0.42 2.21 4.82 3.10 1.78 9.85 0.56 8.82 0.65 0.71 1.79 3.06 0.10 3.97 7.25 3.60 0.55 1.07 4.72 0.74 1.03 2.75 1.09 0.85 1.27 0.80 1.18 4.63 4.45 1.54 0.11 4.05 1.64 1.51 0.31 0.35 5.25 1.20 4.05 0.50 1.46 0.79 3.53 1.40 3.07 1.13 1.33 13.55 1.78 3.76 1.95 1.75 3.70 4.69 4.46 2.01 5.59 2.74 1.45 4.70 3.87 0.12 2.31 2.48 2.70 3.58 3.86 1.75 0.50 2.67 1.03 1.63 10.06 3.65 1.80 0.00 1.61 4.63 1.95 0.09 3.79 1.27 3.83 1.55 1.60 1.48 0.56 18.34 0.56 0.10 0.02 2.80 5.61 4.39 0.77 0.57 1.67 0.30 1.98 0.87 1.22 4.11 4.09 5.31 6.27 0.32 4.91 0.36 3.94 2.50 0.81 0.83 4.90 1.60 1.40 1.03 0.50 2.56 3.00 1.17 0.35 1.53 1.05 4.75 0.00 8.40 5.19 11.95 2.93 3.35 0.08 4.61 3.95 1.17 4.19 5.65 3.05 0.12 7.85 2.26 3.40 1.05 3.86 1.12 1.44 5.96 2.09 1.65 0.83 0.25 1.04 2.70 0.62 3.00 0.64 6.60 0.40 3.75 4.10 1.04 0.17 3.74 4.08 0.84 1.11 0.66 1.30 1.16 4.53 2.70 0.57 1.47 5.08 0.25 23.44 2.90 0.35 9.51 4.86 3.40 0.32 0.20 1.56 5.95 3.04 7.40 2.00 5.22 1.42 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p l2 M=µ 100 l = menor valor entre la e lb 15.05 3.15 1.77 1.70 1.95 0.88 0.69 1.07 0.50 5.28 2.60 4.31 0.60 1.96 1.42 2.50 4.89 5.77 0.56 4.50 2.68 0.66 4.76 3.96 5.44 2.33 3.31 0.00 1.20 2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 116 TABELA A-16 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA TRIANGULAR x x lb lb Tipo p 19 la y 20 p la y Tipo γ= la lb µx µy µyb µx µy µyb µ’y µ’yb γ= la lb 0.14 0.19 0.95 1.69 4.75 1.49 5.15 1.60 3.14 1.80 1.89 6.60 0.00 .24 4.65 1.95 0.79 0.83 4.91 1.90 0.95 3.72 3.93 1.93 3.04 0.38 1.64 4.53 0.41 0.08 1.55 0.52 5.45 0.85 0.16 7.08 8.03 4.03 0.82 1.77 0.30 0.97 4.31 0.18 5.07 0.78 5.59 2.82 2.20 1.57 2.

80 9.65 0.15 2.81 1.78 0.15 1.28 0.91 3.90 1.17 16.33 5.62 4.55 1.05 1.64 3.45 0.16 4.47 1.36 3.50 0.90 0.58 1.88 3.12 2.58 3.38 1.75 0.71 0.27 4.52 4.24 2.60 8.96 0.70 1.76 3.75 1.05 1.67 0.67 7.64 1.71 4.19 7.66 7.88 0.94 3.40 1.95 1.75 1.45 8.60 0.54 0.70 1.96 3.75 1.05 2.30 1.40 1.75 0.11 3.78 2.80 1.97 2.48 0.35 2.12 -0.65 2.30 0.41 2.34 1.35 1.18 3.47 7.80 1.67 0.80 1.73 0.30 -1.04 0.43 6.60 0.50 0.54 4.40 5.00 0.88 3.52 1.55 1.22 1.63 0.22 8.54 0.65 2.19 1.UNESP(Bauru/SP) 1288 .47 0.64 1.65 3.92 11.55 0.33 1.22 1.71 1.25 1.23 5.85 1.30 1.49 0.66 1.90 1.00 1.93 2.51 2.00 1.03 1.54 2.31 2.70 1.50 4.00 4.52 0.21 1.70 1.20 1.50 1.22 9.95 1.63 2.80 1.53 3.23 0.89 0.30 2.82 3.00 2.67 1.70 0.12 9.86 0.43 3.85 3.65 0.83 3.17 16.25 6.72 2.88 0.56 0.43 1.52 1.89 2.31 1.91 3.80 0.30 0.12 3.82 0.88 0.97 4.86 2.13 3.09 0.66 4.58 4.34 1.85 1.90 0.43 0.65 1.24 3.10 2.62 8.48 1.08 0.33 5.59 1.82 1.55 1.77 3.40 0.74 1.67 2.61 0.27 3.70 0.25 1.48 4.54 6.87 1.61 3.79 0.18 6.32 12.22 0.50 0.31 1.98 3.28 4.00 1.82 0.57 0.05 1.49 6.49 2.28 10.46 2.90 1.86 3.50 1.81 4.14 7.06 4.10 1.67 -4.01 3.74 3.14 2.38 4.65 2.47 4.15 1.67 2.98 1.06 4.85 0.86 3.63 0.35 1.13 1.25 1.74 3.74 1.24 0.48 4.91 0.49 12.88 1.80 0.82 0.51 0.47 3.88 0.69 0.47 0.66 7.88 0.64 2.68 4.57 6.77 3.60 1.55 1.16 4.65 1.84 1.14 1.05 1.53 0.83 0.19 2.62 1.39 2.95 2.61 6.20 1.90 3.83 1.39 1.65 1.88 0.91 2.76 0.40 0.92 1.37 9.25 11.67 15.78 0.37 1.00 2.09 1.01 3.71 8.30 -4.89 3.60 0.80 1.50 1.69 7.01 3.33 1.94 3.29 1.48 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p l2 M=µ 100 l = menor valor entre la e lb 0.44 2.85 3.39 1.87 2.98 1.78 1.36 3.55 1.81 14.29 1.94 4.68 1.45 0.35 5.45 6.45 1.68 0.65 1.30 2.56 0.95 2.56 4.01 2.14 4.10 1.67 0.46 < 0.68 7.64 7.75 1.72 1.09 2.73 0.45 0.10 1.22 0.60 1.65 7.52 0.97 8.64 1.60 4.44 4.79 0.10 10.17 1.64 4.17 2.10 1.41 5.61 8.55 2.58 1.16 0.56 3.70 3.59 3.40 3.56 4.40 1.22 5.95 0.69 0.33 1.67 1.39 1.85 1.42 1.95 4.80 2.53 10.60 1.45 1.03 4.89 1.00 .48 2.65 1.03 2.69 1.06 13.68 4.07 1.95 1.87 0.63 1.32 0.50 1.35 0.94 2.45 1.78 0.88 0.67 -0.10 3.44 2.59 6.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 117 TABELA A-17 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA TRIANGULAR x x lb lb Tipo p 21 la y p 22 la y Tipo γ= la lb µx µ’x µy µyb µx µ’x µy µyb µ’y µ’yb γ= la lb < 0.69 0.58 0.89 13.98 2.85 0.04 1.78 1.86 1.64 7.75 3.53 3.76 2.09 4.74 0.83 3.66 0.35 1.50 7.64 8.55 1.05 2.71 0.52 2.22 4.42 0.76 1.80 3.22 5.35 -0.66 0.92 0.45 1.39 6.96 3.07 3.48 8.63 8.84 0.31 2.13 1.52 1.09 0.59 0.

13 1.05 20 0.26 1.5 1.14 6.46 4.5 1.30 10.33 12.52 3.67 33 0.67 2.46 2.27 1.31 2.00 14.42 12.23 17.42 3.33 5.16 12.93 8.67 0.86 4.27 6.00 22.75 2.57 2.42 0.67 15.11 10 1.73 2.17 3.67 3.33 3.00 2.08 2.71 13.85 7.43 2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 118 TABELA A-18 ÁREA DE ARMADURA POR METRO DE LARGURA (cm2/m) Espaçamento (cm) 4.31 11.85 2.00 5.36 10.50 7.41 8.5 2.40 6.UNESP(Bauru/SP) 1288 .08 7 1.64 6 2.43 15 0.79 .83 25 0.33 16 0.86 2.80 26 0.98 2.14 18 0.00 2.88 3.00 11 1.61 Elaborada por PINHEIRO (1994) Diâmetros especificados pela NBR 7480.20 3.77 1.43 10.00 3.67 10.21 1.25 5.54 14 0.78 1.5 1.99 1.2 5 5 2.94 6.62 8.33 6.89 13.71 5.62 4.67 6.73 20.5 25.67 12.60 13 1.69 1.71 4.79 1.81 7.94 6.81 1.58 6.97 3.52 4.71 30 0.00 22 0.77 28 0.54 2.50 11.18 17.73 9.33 4.32 5.15 5.49 0.5 2.68 5.14 4.77 4.91 24 0.50 8.63 0.83 19.63 2.89 8.63 1.85 2.71 5.20 6.10 3.55 2.39 2.58 0.66 2.3 8 6.15 5.46 0.31 3.25 17 0.94 1.81 4.00 4.15 1.95 1.63 14.92 1.55 13.57 4.35 9 1.52 10 16.82 12 1.69 4.00 7.87 1.26 2.26 3.11 19 0.00 9.92 1.50 5.08 1.25 3.58 2. Diâmetro Nominal (mm) 6.55 0.86 16.25 8.56 3.64 3.5 0.85 2.53 0.67 8 1.73 1.79 1.00 1.50 1.07 1.22 9.25 3.12 1.80 2.21 5.09 5.21 4.44 4.00 5.00 4.42 10.5 1.33 7.00 9.13 3.86 7.11 1.35 7.86 1.33 1.05 1.42 8.17 2.

5 66 46 55 38 47 33 42 29 38 26 34 24 32 22 30 21 121 85 100 70 86 60 76 53 69 48 63 44 58 41 54 38 16 85 59 70 49 60 42 53 37 48 34 44 31 41 29 38 27 151 106 125 87 108 75 95 67 86 60 79 55 73 51 68 47 20 106 74 87 61 75 53 67 47 60 42 55 39 51 36 47 33 170 119 141 98 121 85 107 75 97 68 89 62 82 57 76 53 22.mín γc = 1. γs = 1.calc CA-50 nervurado ⎧0.5 119 83 98 69 85 59 75 53 68 47 62 43 57 40 53 37 189 132 156 109 135 94 119 83 108 75 98 69 91 64 85 59 25 132 93 109 76 94 66 83 58 75 53 69 48 64 45 59 42 242 169 200 140 172 121 152 107 138 96 126 88 116 81 108 76 32 169 119 140 98 121 84 107 75 96 67 88 62 81 57 76 53 303 212 250 175 215 151 191 133 172 120 157 110 145 102 136 95 40 212 148 175 122 151 105 133 93 120 84 110 77 102 71 95 66 Valores de acordo com a NBR 6118/03 No Superior: Má Aderência .3 l b ⎪ ≥ ⎨10 φ ⎪100 mm ⎩ .ef = área de armadura efetiva .3 33 23 28 19 24 17 21 15 19 13 17 12 16 11 15 10 61 42 50 35 43 30 38 27 34 24 31 22 29 20 27 19 8 42 30 35 24 30 21 27 19 24 17 22 15 20 14 19 13 76 53 62 44 54 38 48 33 43 30 39 28 36 25 34 24 10 53 37 44 31 38 26 33 23 30 21 28 19 25 18 24 17 95 66 78 55 67 47 60 42 54 38 49 34 45 32 42 30 12.calc = área de armadura calculada O comprimento de ancoragem deve ser maior do que o comprimento mínimo: l b .15 TABELA A-19 COMPRIMENTO DE ANCORAGEM lb (cm) PARA As.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 119 φ (mm) Concreto C15 C20 C25 C30 C35 C40 C45 C50 Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com 48 33 39 28 34 24 30 21 27 19 25 17 23 16 21 15 6.ef = As. As. No Inferior: Boa Aderência lb Sem e Com ganchos nas extremidades As.4 .UNESP(Bauru/SP) 1288 .

5 139 97 97 68 80 56 69 48 61 43 55 39 50 35 47 33 43 30 Valores de acordo com a NBR 6118/03 No Superior: Má Aderência .ef = As.UNESP(Bauru/SP) 1288 .calc CA-60 entalhado ⎧0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 120 Concreto C15 C20 C25 C30 C35 C40 C45 C50 Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com 35 41 29 35 25 31 22 28 20 26 18 24 17 22 16 3. γs = 1. No Inferior: Boa Aderência lb Sem e Com ganchos nas extremidades As.2 43 30 35 25 31 21 27 19 24 17 22 16 21 14 19 13 73 51 60 42 52 36 46 32 41 29 38 27 35 25 33 23 5 51 36 42 30 36 25 32 23 29 20 27 19 25 17 23 16 88 61 72 51 62 44 55 39 50 35 46 32 42 29 39 27 6 61 43 51 35 44 31 39 27 35 24 32 22 29 21 27 19 84 59 73 51 64 45 58 41 53 37 49 34 46 32 7 102 71 71 50 59 41 51 36 45 32 41 28 37 26 34 24 32 22 96 67 83 58 74 51 66 46 61 42 56 39 52 37 8 117 82 82 57 67 47 58 41 51 36 46 33 42 30 39 27 37 26 114 80 99 69 87 61 79 55 72 50 67 47 62 43 9.mín γc = 1.3 l b ⎪ ≥ ⎨10 φ ⎪100 mm ⎩ .15 TABELA A-20 COMPRIMENTO DE ANCORAGEM lb (cm) PARA As.4 50 35 24 29 20 25 17 22 15 20 14 18 13 17 12 16 11 61 43 51 35 44 31 39 27 35 24 32 22 29 21 27 19 4.4 .calc = área de armadura calculada φ (mm) O comprimento de ancoragem deve ser maior do que o comprimento mínimo: l b . As.ef = área de armadura efetiva .

2 9.2 2.4 86.4 3.0 1.00 .9 31.9 10.7 52.5 1.7 8.9 9.0 7.7 41.0 15.1 7.0 60.1 25.0 19.74 30.0 My = P my 0.2 12.6 29.0 51.4 1.4 11.3 39.2 65.8 22.1 15.2 16.5 -23.8 9.1 1.8 91.6 11.08 4.2 27.45 2.8 35.2 10. ly P = F1 lx P=T Mr P = F lx .3 6. lx ly My Mx Carregamento 1 Carregamento 2 F Carregamento 3 Carregamento 4 F (kN/m2) F1 (kN/m) P = 0.94 2.4 15.4 22.5 38.8 -20.6 18.0 8.1 18.1 13.3 -150 4.6 15.35 5.8 9.0 Mr = P mr 1.4 24.8 40.1 33.2 1.70 2.4 13.35 2.20 2.4 -18.1 14.78 0.9 25.8 26.6 33.0 29.0 49.0 4.4 10.7 8.4 16.3 14.65 14.4 8.1 63.9 161 8.1 -263 4.80 17.9 58.5 1.54 0.93 2.40 14.5 28.6 0.29 4.1 47.6 37.3 9.8 45.1 14.3 29.5 9.1 -133 4.0 21.2 26.9 14.3 220 8.90 0.2 13.3 ∞ 4.0 5.2 17.7 2.6 11.0 23.2 17.2 19.0 7.8 4.3 7.5 -930 4.5 33.3 62.5 1.1 13.91 2.my mxy ωr mr mx .2 27.1 10.1 16.UNESP(Bauru/SP) 1288 .4 21.36 1 2 3 4 9.0 4.5 -134 4.35 14.6 2.85 M xy = P m xy 0.8 8.4 4.8 22.4 20. ly λ= Carregamento ly lx λ mr mx my mxy2 mxy1 ωr mr mx my mxy2 Mxy1 mr mx .5 54.1 200 5.95 2.3 30.10 2.4 121 4.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 121 Tabela A-21 – Momentos fletores e flechas em lajes com três bordas apoiadas e uma livre.0 25.1 30.4 11.63 a r = ωr K lx Ec h3 2 1.5F lx .8 18.1 22.2 29.7 26.3 9.3 3.0 3.9 27.9 12.2 5.my ωr 1.4 12.6 40.4 18.0 32.35 14.00 2.5 28.2 12.75 2.8 1.5 6.85 -69.8 7.0 27.2 16.8 17.1 11.90 20.2 3.7 23.2 32.0 1.3 15.0 36.3 13.6 10.9 64.49 30.4 Mx = P mx 1.9 349 4.1 14.5 16.8 33.1 50.5 7.25 16.3 12.6 2.80 105.2 -18.0 17.4 14.2 12.9 7.90 -18.0 3.60 16.4 32.50 7.70 22.7 4.1 10.9 11.6 15.7 14.2 15.2 31.125 16.9 47.0 17.60 24.70 >40 >70 >60 14.9 13.2 13.7 118 7.92 2.1 1.7 -179 4.1 20.5 9.9 9.1 500 4.9 8.05 2.8 12.7 17.05 2.35 20.9 17.10 24.0 2.95 0.25 0.3 412 9.8 10.1 17.0 29.3 5.0 32.05 19.10 2.1 22.6 13.1 16.45 15.6 3.5 12.5 13.5 12.9 23.0 6.0 20.6 9.2 20.5 3.65 12.9 2.5 17.2 -31.3 32.7 15.8 13.7 17.71 0.9 27.1 1.1 10.8 9.9 16.7 28.7 9.6 7.9 3.4 12.1 29.4 10.3 11.6 300 8.9 -138 4.

0 46 8.9 6.4 19. 1 2 3 1.5 18.4 6.5 21.0 22.6 13.8 26 35.2 -282 4.7 35.4 79.5 75 6.6 0.3 12.1 8.3 6.2 12. ly P = F1 lx P = F lx .9 48 21.2 80.9 6.8 -187 4.7 24.8 12.8 12.3 27.5 19.6 43 8.4 0.3 7.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 122 Tabela A-22 – Momentos fletores em lajes com uma borda livre.0 30.2 174 107 8.3 195 25.8 23.1 84 12.3 64 9.4 29.4 161 5.7 .2 74 26 70 11.8 35.1 4.3 1.5 42.2 27.0 52 7.5 32.6 20.2 11.0 1.8 59 11.6 25.0 35 189 504 132 13.7 39.6 55.5 4.1 18.3 48 10.5 146 23.0 85 7.3 7.7 13.4 40 21.7 13.5 10.5 0.5F lx .1 16.6 1.9 -510 4.5 68 8.8 4.2 34.8 35.5 10.5 Mr = P mr Mx = P mx My = P my M xy = P m xy Xy = P ny Carregam.3 54 7.ny mxy1 mr mx .7 46 9.6 33 12.5 18.7 55 8.1 30 110 307 112 11.1 33 23.3 17.3 22.6 5.4 12.25 105 293 124 9.0 27.5 -215 4.7 18.1 26 53.3 21.1 70 10.5 6.1 6.1 0.8 110 22.8 1.0 12.4 22. ly λ= ly lx λ mr mx my ny mxy1 mr mx my .1 262 27.5 22.0 11.5 6.2 7.3 15.3 50 8.3 19.5 4.ny mxy 1.4 16. lx Carregamento 1 Xy F F (kN/m2) Carregamento 2 Carregamento 3 ly Mr + My F1 (kN/m) P = 0.8 29 27.5 137 85 9.4 0.9 63 8.5 44 8.UNESP(Bauru/SP) 1288 .9 11.4 101 5.4 14.6 15.6 24.7 ∞ 4.4 0.8 0.3 60.9 7.0 23.5 21.6 16.3 9.5 43 8.my .0 57 8.3 45 9.8 7.5 18.2 68 6.4 48.1 11.3 44 9.5 13.1 77 11.0 6.0 57 7.0 72 6.7 29.5 0.2 5.8 59 9.2 29.5 64 21.1 -174 4.2 14.1 84 21.5 65 21 52 11.5 343 4.1 18.

4 5.3 10.2 17.3 13.1 60 23 1.0 5.9 71 10.8 16.6 31.9 18.8 5.0 9.6 16.5 8. 1 2 1.4 20.1 25 1.6 20.4 34 5.3 20.1 16.6 21.8 21.4 5.6 9.9 14.nx mxy mr mx .8 22 1.7 134 1.2 24.2 25.8 208 1.4 19.1 29.7 0.3 25.9 6.7 38 1.9 8.5 30 4.3 8.nx Mr = P mr Mx = P mx My = P my M xy = P m xy Xr = P nr Xx = P nx Carregam.0 22.9 9.3 8.1 8.3 14.3 72 2.8 22.2 11.0 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 123 Tabela A-23 – Momentos fletores em lajes com uma borda livre.1 10.7 9.8 29 0.9 57 8.0 138 2.5 11.4 31.2 76 11.7 22 1.8 7.3 19.8 7.1 7.8 8.0 5.4 49 6.2 .4 5.4 7.8 11.5 43 1.4 18.0 15.7 18.5 6.0 24 1.2 34.3 0.9 5.6 11.5 21.9 43 6.4 5.nr .6 31 4.1 46 22 1.0 24 1.7 83 1.6 12.6 14.6 5.4 0.nr .4 11.8 12.8 9.7 21.UNESP(Bauru/SP) 1288 .3 0.7 8.3 0.8 23 1.6 31 5.1 78 24 1.8 12.6 5.4 23.7 23 1.25 16.7 37 5.8 35 3.0 7.6 32 3.7 11.5 26.5 21.8 66 9.4 8. ly P = F1 lx λ= ly lx λ mr mx my .7 56 1.2 12.9 18.3 20.9 30 1.my .3 19.8 61 9.6 27.7 12.0 10.6 11. lx ly Xx Carregamento 1 F (kN/m2) Carregamento 2 My + My F1 (kN/m) - Mr P = F lx .0 8.1 53 7.6 17.2 0.2 5.0 5.

3 96 14.9 0.5 24.0 5.0 0.3 8. ly P = F1 lx λ= ly lx λ mr mx my .1 0.5 7.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 124 Tabela A-24 – Momentos fletores em lajes com uma borda livre.2 4.8 38.2 32.4 5.4 26.5 24.6 10.4 14.8 48 6.2 14 35 2.6 0.5 28.0 7.5 7.6 0.9 83 12.3 37.4 76 11.4 33.6 7.1 27 20 2.3 30.1 6.8 14 65 2.3 0.8 15 120 2.5 9.9 29.2 18.4 7.2 33 20 2.4 90 13.25 17.UNESP(Bauru/SP) 1288 .6 14.8 11.2 77 20 2.0 23.2 46.0 23.2 34.1 7.3 17.1 102 16.5 9.3 275 1.2 7.8 23.1 17 20 2.1 108 17.6 7.2 37.2 7.3 174 1.7 33.7 17.1 35.0 11.1 1.8 42.3 37.5 35.2 31.6 16.1 13.2 105 20 2.8 7.my .9 21.8 8.2 42 20 2.0 16.7 53 7.4 28.5 0.0 14 26 2.1 10.3 25.7 7.1 8.2 140 20 2.nr .3 15.2 56 20 2.nx mr mx .9 68 10.1 5.1 7.5 14.2 25.2 12.5 7.3 8.8 19.3 70 1.8 15.5 7.1 25.2 .nr .0 15 22 2. lx ly Xx Xx Carregamento 1 Carregamento 2 F (kN/m2) + My F1 (kN/m) - My Mr P = F lx .3 0. 1 2 1.7 60 8.3 106 1.2 28.5 4.5 4.4 13.1 21 20 2.nx Mr = P mr Mx = P mx My = P my M xy = P m xy Xr = P nr Xx = P nx Carregam.

5 73 7.6 62.5 61 62.3 24 5.5F lx .1 1.9 18.3 301 1.1 19.2 2.1 30.0 22.8 152 1.0 118 247 6.3 28.4 11.4 16.2 40.4 12.4 4.6 20.0 80 5.4 30.2 70 1.1 0.0 11.9 22.5 24.8 2.0 13.6 15.8 20.5 27.1 5.2 5.3 8.8 18.5 15.1 1 2 3 5.2 14.8 15.6 16.9 71 6.3 137 11.6 26.5 2.3 19.8 3.0 83 7.9 15.3 95 38 77 44.8 31.0 36.6 14.6 230 5.5 20.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 125 Tabela A-25 – Momentos fletores em lajes com uma borda livre.8 6.2 62.8 2.1 27.5 13.4 2.0 17.6 63 1.0 123 10.9 14. ly P = F1 lx Mr P = F lx .5 0.3 75.9 72 34.9 9.5 73 73.4 10.8 5.9 32.6 15.8 26.0 16.0 45 11.3 10.1 22.0 106 9.2 11.8 29.5 56.6 55 22.0 9.4 14.2 15.2 12.6 5.1 9.1 12.9 25.5 14. lx Carregamento 1 Xy F F (kN/m2) Carregamento 2 Carregamento 3 ly Xx + My F1 (kN/m) P = 0.1 16.8 12.2 0.4 30.6 81 1.6 105 16.9 48.0 16.6 13.5 22.0 2.7 15.6 26.9 30.4 2.2 38.7 1.1 48 34 5.6 16.9 15.5 115 9.6 55.1 20.6 26.4 25.6 47.7 5.3 14.6 34.9 67 6.2 201 14.6 47 23.2 .4 7.0 27.2 23.4 7.0 5.5 49 51.3 16.4 7.4 67.4 2.3 19.6 8.3 2.5 19.3 1.0 196 550 7.5 105 6.8 17.3 11.3 13.2 18.8 2.3 195 13.2 14.1 14.6 0.7 17.0 11.1 18.6 32 24.1 0.9 11.4 10.0 30.5 2.UNESP(Bauru/SP) 1288 .7 12. ly λ= ly lx Mr = P mr Mx = P mx My = P my Xr = P nr Xx = P nx Xy = P ny Carregamento λ mr mx my -nr -nx -ny mr mx my -nr -nx -ny mr mx -my -nr -nx -ny 2.5 66 6.3 0.3 10.8 24.8 26.1 101 165 178 14.1 33.3 18.8 23.2 6.3 18.3 33.0 0.9 95 8.2 13.1 39.4 54.4 21.7 73.4 2.6 31.3 12.2 63.1 17.0 45.4 18.5 5.0 2.4 37.8 27.8 5.6 23.1 12.25 41.2 11.5 58 11.0 12.3 17.4 52.5 0.7 5.6 39 23.7 27.8 5.2 14.3 10.8 5.7 26 21 23.7 66 75 11.4 25.1 2.1 44.7 30.6 51.7 19.9 10.4 26.1 14.6 130 11.6 13.9 10.6 89 98 11.6 14.0 34.1 8.3 17.3 22.2 2.

4 34.1 15.6 33.8 15.0 13.1 9.3 28.6 17. lx Carregamento 1 Xy F (kN/m2) Carregamento 2 + My F1 (kN/m) P = F1 lx My ly Xx Mr P = F lx .5 22 2.2 27.2 .1 21 2.6 5.6 19.25 77.4 34.0 21 2.5 35 0.nx .1 16.2 9.ny mr mx .2 12.3 19 2.5 35.8 18.6 0.1 15.0 22.0 99.8 9.0 24.0 228 417 8.8 20 0.1 7.4 8.2 47.UNESP(Bauru/SP) 1288 .9 0.2 54 13 3.2 68 - 1.0 112 22 2.0 17. ly λ= ly lx λ mr mx my .3 165 - 1.8 15.1 8.3 31.nr .3 45.4 7.1 63 22 2.3 14.5 21.6 23.6 19.8 63.1 17 2.4 22.1 20.4 14.4 23.0 143 22 2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 126 Tabela A-26 – Momentos fletores em lajes com uma borda livre.3 91.3 0.8 20.4 26.3 109 11.9 34.9 35.2 35.6 83.4 0.5 5.3 7.3 262 ∞ 1.nx .9 22.3 46.0 7.8 39.0 9.2 7.9 119 12.ny Mr = P mr Mx = P mx My = P my Xr = P nr Xx = P nx Xy = P ny Carregam.6 12.5 15.2 12.5 10.3 24.0 34.nr .1 26.6 15.4 38.9 5.8 163 17.6 7.2 13.3 102 - 1.6 27.2 21.3 14.my .3 13.1 27.8 120 0.0 37.8 18.8 130 14.3 34.1 250 1.2 28.8 7.4 126 208 7.5 22 2.2 14.2 22 2.1 85 22 2.2 35.3 152 16.8 38.0 59 0.6 35.3 15 2.8 24.8 9.6 80. 1 2 1.5 84 12 4.0 141 15.0 9.3 17.1 7.6 108 6.4 6.8 7.6 7.7 26.6 83.7 19.4 14.7 11.6 7.9 23.2 12.2 47.0 21.

54 0.62 0.12 0.26 0.10 0.59 0.48 0.50 0.43 0.12 0.3 0.23 0.46 0.66 .51 0.20 0.66 0.32 0.24 0.53 0.37 0.56 0.3 0.15 0.30 0.23 0.18 0.28 0.43 0.30 0.0 0.49 0.25 0.38 0.43 0.51 0.8 0.2 0.18 0.27 0.26 0.14 0.42 0.45 0.15 0.1 0.20 0.9 0.27 0.54 0.34 0.22 0.28 0.57 0.68 0.42 0.22 0.18 0.20 1.32 0.35 0.37 0.16 R x = p l x vx R x1 = p l x v x1 R x2 = p l x vx2 R y = p l y v y Caso A-21 A-22 A-23 A-24 A-25 A-26 λ Vx Vy Vx Vy Vx1 Vx2 Vy Vx Vy Vx1 Vx2 Vy Vx Vy 1.56 0.21 0.32 0.21 0.53 0.15 0.42 0.35 0.22 0.4 0.19 0.39 0.44 0.18 0.45 0.30 0.48 0.13 0.63 0.23 0.35 0.32 0.47 0.24 1.21 0.64 0.23 0.27 0.42 0.51 0.38 0.40 0.26 0.40 0.50 0.34 0.24 0.20 0.16 0.36 0.34 0.52 0.26 0.34 0.6 0.54 0.26 0.35 0.41 0.46 0.34 0.36 0.16 0.7 0.29 0.38 0.38 0.28 0.27 0.21 0.80 0.42 0.52 0.42 0. Vy Vy Vy Vy Vy Vy Vx Vx Vx Vx Vx1 Vx2 Vx Vx Vx1 Vx2 Vx Vx A-21 A-22 A-23 A-24 A-25 A-26 λ= ly lx 1.20 0.29 0.44 0.23 0.16 0.45 0.50 0.41 0.38 0.18 0.37 0.28 0.39 0.35 0.16 1.36 0.42 0.36 0.84 0.10 0.40 0.23 0.31 0.50 0.51 0.17 0.25 0.32 0.32 0.4 0.44 0.14 0.5 0.33 0.46 0.UNESP(Bauru/SP) 1288 .24 0.41 0.48 0.27 0.46 0.22 0.28 0.40 0.42 0.32 0.24 0.35 0.30 0.39 0.26 0.39 0.34 0.62 0.41 0.34 0.41 0.72 0.10 0.29 0.14 0.40 0.15 0.49 0.22 1.26 0.45 0.32 0.37 0.36 0.34 0.46 0.30 0.36 0.18 0.31 0.40 0.19 0.54 0.18 0.5 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 127 Tabela A-27 – Reações de apoio das lajes com uma borda livre – Carregamento uniforme.28 0.40 0.24 0.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful