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Introdução à avaliação

psicológica

Luís Anunciação
Psicometria
CRP 5/37969

www.anovabr.com

2017
Avaliação psicológica: conceitos
básicos

 Aspectos históricos

 Cenário legislativo (interno e externo)

 Avaliação psicológica

 Testagem psicológica

 Psicometria (como ciência básica)

 Documentos e suas finalidades


Avaliação por que ?
ANCONA-LOPEZ, M. Considerações sobre as diretrizes curriculares nacionais para os cursos de psicologia.
In: MELO-SILVA, L. L.; SANTOS, M. A. dos; SIMON, C. P. e cols. Formação em Psicologia –
Serviços-escola em debate. São Paulo: Vetor Editora, 2005. p. 83-116.

Hospitalar
Desportiva

Áreas
Forense
Neuropsicologia
Trânsito (etc)

Organizacional

Escolar

Estatística
Psicometria
Avaliação Psicológica
Psicometria
Mentalismo francês
Alfred
Binet
Psicofísica
Fechner

Stevens
Weber

Thursto
ne
Empirismo inglês
Competências

 1. Conhecer os aspectos históricos da avaliação psicológica em


âmbito nacional e internacional;

 2. Conhecer a legislação pertinente à avaliação psicológica


(Resoluções do CFP, Código de Ética Profissional do Psicólogo, histórico
do Sistema de Avaliação dos Testes Psicológicos- SATEPSI - e as políticas
do Conselho Federal de Psicologia para a Avaliação Psicológica);

 3. Considerar os aspectos éticos na realização da avaliação


psicológica;

 4. Analisar se há condições de espaço físico adequadas para a


avaliação e estabelecer condições suficientes para tal;

 5. Ser capaz de compreender a Avaliação Psicológica enquanto


processo, aliando seus conceitos às técnicas de avaliação;
Competências

 6. Ter conhecimento sobre funções, origem, natureza e uso


dos testes na avaliação psicológica;

 7. Ter conhecimento sobre o processo de construção de


instrumentos psicológicos;

 8. Ter conhecimento sobre validade, precisão,


normatização e padronização de instrumentos
psicológicos;

 9. Escolher e interpretar tabelas normativas dos manuais de


testes psicológicos;

 10. Ter capacidade crítica para refletir sobre as


consequências sociais da avaliação psicológica;
Competências

 16. Saber planejar uma avaliação psicológica de acordo com objetivo, público
alvo e contexto;

 17. Planejar processos avaliativos e agir de forma coerente com os referenciais


teóricos adotados;

 18. Identificar e conhecer peculiaridades de diferentes contextos de aplicação


da avaliação psicológica;

 19. Saber estabelecer rapport no momento da avaliação;

 20. Conhecer teorias sobre entrevista psicológica e conduzi-las com propriedade;

 21. Conhecer teorias sobre observação do comportamento e conduzi-las


adequadamente;

 22. Identificar as possibilidades de uso e limitações de diferentes técnicas de


avaliação psicológica, analisando-as de forma crítica;
Competências

 23. Comparar e integrar informações de diferentes fontes obtidas


na avaliação psicológica;

 24. Fundamentar teoricamente os resultados decorrentes da


avaliação psicológica;

 25. Elaborar laudos e documentos psicológicos, bem como ajustar


sua linguagem e conteúdo de acordo com destinatário e
contexto;

 26. Comunicar resultados decorrentes da avaliação psicológica


aos envolvidos no processo, por meio de devolutiva verbal;

 27. Realizar encaminhamentos ou sugerir intervenções de acordo


com os resultados obtidos no processo de avaliação psicológica.
SATEPSI
Testes

Psicometria Um número expressa algo


•Funções psicológicas diversas
•Personalidade, Atenção, Memória, Inteligência e tipos de raciocínio,
Pensamento, Linguagem, Humor, Orientação, Pragmatismo (etc)

Impressionistas Resultados passam por números e viram frases


•Avaliam a Personalidade
•Expressivo: Palográfico
•Projetivo: HTP, DFH, TAT, CAT, Rorschach, Zulliger, Pirâmides Coloridas de Pfister
Perfil Profissiográfico – Res 01/2002
 Art. 2º - Para alcançar os objetivos referidos no artigo anterior, o psicólogo
deverá:

 I - utilizar testes definidos com base no perfil profissiográfico do cargo


pretendido;

 II – incluir, nos instrumentos de avaliação, técnicas capazes, minimamente,


de aferir características tais como inteligência, funções cognitivas,
habilidades específicas e personalidade;

 III - à luz dos resultados de cada instrumento, proceder à análise conjunta


de todas as técnicas utilizadas, relacionando-as ao perfil do cargo e aos
fatores restritivos para a profissão, considerando a capacidade do
candidato para utilizar as funções psicológicas necessárias ao desempenho
do cargo;

 IV - seguir sempre a recomendação atualizada dos manuais técnicos


adotados a respeito dos procedimentos de aplicação e avaliação
quantitativa e qualitativa.
Perfil Profissiográfico – Res 01/2002

 Art. 6º - A publicação do resultado da avaliação psicológica será


feita por meio de relação nominal, constando os candidatos
indicados.

 § 1º - O sigilo sobre os resultados obtidos na avaliação psicológica


deverá ser mantido pelo psicólogo, na forma prevista pelo código
de ética da categoria profissional.

 § 2º - Será facultado ao candidato, e somente a este, conhecer o


resultado da avaliação por meio de entrevista devolutiva.

 Art. 7º – Na hipótese de recurso à instância competente, o


candidato poderá ser assessorado ou representado por psicólogo
que não tenha feito parte da comissão avaliadora, que
fundamentará o pedido e a revisão do processo de avaliação do
recorrente, com base nas provas realizadas.
Perfil Profissiográfico – Res 01/2002

 Art. 8º - Tanto para a entrevista de devolução quanto para a


apresentação do recurso, não será admitida a remoção dos testes
do candidato do seu local de arquivamento público, devendo o
psicólogo contratado fazer seu trabalho na presença de um
psicólogo da comissão examinadora, salvo determinação judicial.

 Art. 9º - A avaliação psicológica em concurso público ou processo


seletivo da mesma natureza terá sua validade de acordo com a
Resolução CFP n.º 25/2001.
Parágrafo Único – Caso o candidato possua aprovação em concurso
público e o exame psicológico esteja fora do prazo de validade, a
admissão do candidato estará sujeita a nova avaliação psicológica.

 Art. 10 - O laudo psicológico deverá ser assinado, ao menos, pelo


responsável técnico da avaliação.
Documentos – Res 07/2003
 Art. 2º - O Manual de Elaboração de Documentos Escritos,
referido no artigo

 anterior, dispõe sobre os seguintes itens:

 I. Princípios norteadores;

 II. Modalidades de documentos;

 III. Conceito / finalidade / estrutura;

 IV. Validade dos documentos;

 V. Guarda dos documentos.

Estratégia DALP
Perícia jurídica – Res 08/2010
 CAPÍTULO IV

 O PSICÓLOGO QUE ATUA COMO PSICOTERAPEUTA DAS PARTES

 Art. 10 - Com intuito de preservar o direito à intimidade e equidade


de condições, é vedado ao psicólogo que esteja atuando como
psicoterapeuta das partes envolvidas em um litígio:

 I - Atuar como perito ou assistente técnico de pessoas atendidas


por ele e/ou de terceiros envolvidos na mesma situação litigiosa;

 II - Produzir documentos advindos do processo psicoterápico com


a finalidade de fornecer informações à instância judicial acerca
das pessoas atendidas, sem o consentimento formal destas
últimas, à exceção de Declarações, conforme a Resolução CFP Nº
07/2003.

 Parágrafo único - Quando a pessoa atendida for criança,


adolescente ou interdito, o consentimento formal referido no
caput deve ser dado por pelo menos um dos responsáveis legais.
Perícia geral – Res 17/2012

 Art.2º – O Psicólogo Perito deve evitar qualquer tipo de


interferência durante a avaliação que possa prejudicar
o princípio da autonomia teórico-técnica e ético-
profissional, e que possa constranger o periciando
durante o atendimento.

 Art.10 – A devolutiva do processo de avaliação deve


direcionar-se para os resultados dos instrumentos e
técnicas utilizados.
Porte de arma – Res 10/2009

 Art.1º – Para atuar na área de avaliação psicológica


para a concessão de registro e/ou porte de arma de
fogo, é indispensável que o psicólogo esteja inscrito no
Conselho Regional de Psicologia de sua região e
credenciado pela Polícia Federal. Ao psicólogo inscrito
no Conselho Regional de Psicologia não será exigido o
credenciamento na Polícia Federal nos casos previstos
em Lei, em especial na Lei nº 10.826/03

 Art. 5º - Aos psicólogos responsáveis pela avaliação


psicológica fica vedado estabelecer qualquer vínculo
com os Centros de Formação de Vigilantes, Empresas de
Segurança Privada, Escolas de Formação ou outras
empresas e instituições que possa gerar conflitos de
interesse em relação aos serviços prestados.
Perfil Profissiográfico – Res 02/2016

 Art. 1º -A avaliação psicológica para fins de seleção


de candidatos(as)é um processosistemático,de
levantamento e síntese de informações,com base
em procedimentos científicosque permitem
identificar aspectos psicológicos
do(a)candidato(a)compatíveis com o desempenho das
atividades e profissiografia do cargo.
Perfil Profissiográfico – Res 02/2016

 § 1º -Para proceder à avaliação referida no


caputdeste artigo, o(a)psicólogo(a)deverá utilizar
métodos e técnicas psicológicas que possuam
características e normas reconhecidas pela
comunidade científica como adequadas para
recursos dessa natureza, com evidências de validade
para a descrição e/ou predição dos aspectos
psicológicos compatíveis com o desempenho do
candidato em relação às atividades e tarefas do cargo
Perfil Profissiográfico – Res 02/2016

 § 2º - Optando pelo uso de testes psicológicos,


o(a)psicólogo(a)deverá utilizar testes aprovados pelo
CFP,de acordo comas Resoluções CFP nº 002/2003 e nº
05/2012, ouresoluções que venham a substituí-las ou
alterá-las.
Instrução Normativa – 78/2014
 Art. 2º A aptidão psicológica para o manuseio de arma
de fogo, de que trata o artigo 4º, inciso III, da Lei nº
10.826/2003 e os artigos 12, inciso VII, 36, 37 e 43, todos
do Decreto nº 5.123/2004, deverá ser atestada em laudo
psicológico conclusivo, conforme modelo do Anexo II,
emitido por psicólogo da Polícia Federal ou por esta
credenciado.

 § 1º A comprovação da aptidão psicológica será


exigida nos procedimentos de aquisição, registro,
renovação de registro, transferência, porte de arma de
fogo, credenciamento de armeiros e instrutores de
armamento e tiro.
Instrução Normativa – 78/2014
 § 2º A avaliação para a aptidão psicológica deverá ter
sido realizada em período não superior a 01 (um) ano do
respectivo requerimento.

 § 3º O laudo de que trata o caput deverá considerar o


interessado como APTO ou INAPTO para o manuseio de
arma de fogo, sem mencionar os nomes dos
instrumentos psicológicos utilizados e as características
de personalidade aferidas.

 § 4º Quando o interessado for considerado INAPTO, o


psicólogo credenciado deverá remeter cópia do laudo
psicológico em envelope lacrado para a unidade da
Polícia Federal com atribuição na circunscrição.
Instrução Normativa – 78/2014
 § 5º Em caso de inaptidão psicológica, o interessado
poderá ser submetido a novo teste em período não
inferior a 30 (trinta) dias.

 Art. 3º Para o exercício da profissão de vigilante, o


interessado deverá ser considerado APTO em exame de
aptidão psicológica aplicado por psicólogo
credenciado pela Polícia Federal.

 Art. 4º Os psicólogos observarão as características de


personalidade definidas para o usuário de arma de fogo
e para o vigilante, conforme os Anexos V e VI.
Instrução Normativa – 78/2014
 Art. 5º A bateria de instrumentos de avaliação psicológica utilizados na
aferição das características de personalidade e habilidades
específicas dos usuários de arma de fogo e dos vigilantes deverá
contar com, no mínimo:

 I - 01 teste projetivo;

 II - 01 teste expressivo;

 III - 01 teste de memória;

 IV - 01 teste de atenção difusa e concentrada; e

 V - 01 entrevista semi-estruturada.

 Art. 6º Para realização do exame de aptidão, o psicológico


credenciado não poderá cobrar valor que exceda o valor médio dos
honorários profissionais cobrados para realização de avaliação
psicológica para o manuseio de arma de fogo constante da tabela do
Conselho Federal de Psicologia, conforme §1º do art. 11-A da Lei nº
10.826/2003.
Escrita de documentos
 Resolução 02/2016
 Resolução 02/2003 / Alterada pela 05/2012
 Resolução 07/2003 (Norte)
 Resolução 17/2012 (Perícia)
 Resolução 10/2005 (Ética)
Laudo dado pela IN 78/2014

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