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UNIVERSIDADE LÚRIO

Faculdade de Ciências de Saúde


Curso de Licenciatura em Farmácia. 1o Nível; Semestre I
Cadeira de Introdução à Metodologia de Investigação Científica (IMIC)

Título: A PERSONALIDADE DO INVESTIGADOR


Características & Desafios

Discentes (4º grupo):


Argentina Maria Ramos do Rosário
Hermenigildo Francisco Macalane
Masoka Numbe
Docentes:
Prof. Dr. Anifo Martinho
&
dr. Neivaldo Murrubi (Farmacêutico)

Nampula, Março de 2021


Discentes (4º grupo):

Argentina Maria Ramos do Rosário


Hermenigildo Francisco Macalane
Masoka Numbe

Título: A PERSONALIDADE DO INVESTIGADOR

Características & Desafios

Trabalho de Pesquisa Bibliográfica,


solicitado pelo corpo do docente referente
cadeira de Metodologias de Investigação
Científica (IMIC), levado a cabo para fins
avaliativos.

Docentes:

___________________________ ________________________________
Prof. Dr. Anifo Martinho dr. Neivaldo Murrubi (Farmacêutico)
SUMÁRIO:

I. INTRODUÇÃO _____________________________________________________________ iii

1.1. Contextualização ________________________________________________________ iii

1.2. Objectivos ______________________________________________________________ iii

1.2.1. Gerais ______________________________________________________________ iii

1.2.2. Específicos __________________________________________________________ iii

II. REVISÃO DE LITERATURAS ________________________________________________ 4

2.1. PERSONALIDADE DO INVESTIGADOR ___________________________________ 4

2.1.1. Primazias & Conceitos _________________________________________________ 4

2.1.2. CAPÍTULO I: Qualidades pessoais do pesquisador __________________________ 6

2.1.3. CAPÍTULO II: Desafios do pesquisador ___________________________________ 8

2.1.3.1. Primeiro desafio: Recursos humanos, materiais e financeiros ______________ 8

2.1.3.2. Segundo desafio: Rigor científico____________________________________ 9

2.1.3.2.1. Emprego das habilidades em práctica _____________________________ 9

III. CONCLUSÃO & RECOMENDAÇÕES _________________________________________ 13

IV. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ___________________________________________ 14

ii
I. INTRODUÇÃO
1.1. Contextualização

O trabalho que agora se apresenta reflete o fruto da Pesquisa Bibliográfica, na qual propomos,
como núcleo primordial desta reflexão, o título-chave: “A Personalidade do Investigador”.
Uma pergunta muito pertinente a realçar, quando se trata da personalidade do
investigador/pesquisador e, a mesma o célebre autor Baptista3 reflete é, “Até que ponto a
hereditariedade exerce fortes influências sobre a personalidade?” De facto, costumamos pensar que a
raça branca, os Alemães, os Franceses até mesmo os Asiáticos são mais capazes e inteligente pelo
facto da sua genética, ou seja, a raça determina as qualidades intelectuais, será? “Para Hitler não,
apenas pensava brutalmente na raça Ariana” ah…cómico! o estudo convista a responder estas
inquietação foi dado por Loehlin & Nichols, apud Baptista3 muito resumidamente, cerca de 40% das
diferenças individuais referem-se a influências genéticas e que 60% se referem a influências do
ambiente. É inegável o facto genético, nem mesmo porisso devemos culpar os nossos progenitores
dos nossos fracassos estudantis não é verdade, pôs ainda temos uma chance de se sujeitar a preencher
éstes 60% do ambiente com coisas úteis e admirável, uma delas são as qualidades pessoais que a
ciência aprecia pôs éstas serão necessárias para alcançar os seus objectivos através de desafios em
prol da pesquisa.
O conteúdo está repartido sob dois capítulos essenciais, primeiro as “Qualidades de Pessoais do
Pesquisador” e, segundo os “Desafios do Pesquisadores”. Mais a diante em feito de conclusão temos
a respostas das metas estabelecidas e recomendações e, por fim, suas respectivas referências
bibliográficas que se pode outorgar as fontes referidas.
1.2. Objectivos

1.2.1. Gerais

◁ Reproduzir a personalidade característica e desafios do investigador (pesquisador).


1.2.2. Específicos

▷ Listar os principais desafios cujo calouro se depara na elaboração de pesquisa-trabalhos académico;


▷ Relacionar as qualidades do pesquisador com seus desafios;
▷ Indicar a importância das qualidades pessoais do pesquisador para o alcance de objectivos afim.

iii
II. REVISÃO DE LITERATURAS
2.1. PERSONALIDADE DO INVESTIGADOR
2.1.1. Primazias & Conceitos

Seria incongruente se principiasse ésta jornada sem antes ilustrar o imago real do que é a
personalidade, existem vários conceitos conforme as várias perspectivas existentes, dessas,
selecionou-se duas perspectivas das quais são sob julgados do ponto de vista como a mais comum e
fácil de comtemplar:
PERSPECTIVA HUMANISTA: começando com Rogersa1apud Baptista3, considera a
personalidade do sujeito na sua totalidade, atribuindo a sua grande importância à criatividade,
intencionalidade, livre-arbítrio e espontaneidade. Rogers concede um lugar importante à noção de
“si”, e define o modo como as experiências são vividas e a forma como se apreende o mundo. Tendo
isto como base, criou um teste intitulando-se Q-sort, e segundo o autor, a personalidade desenvolve-
se se no ambiente constar 3 factores primordiais: a empatia, a visão positiva e as relações congruentes.

Maslowa apud Baptista3 considerava os indivíduos como fundamentalmente bons,


racionais e conscientes. E que estes eram os actores dos seus próprios destinos e
evolução. Para além disso, considerava que existiam factores motivacionais que
sustentam a personalidade. E tendo isto como base, Maslow elaborou uma hierarquia
das necessidades, que são organizadas em função da sua importância.

PERSPECTIVA PSICANALÍTICA: A perspectiva psicanalítica é única, cujo seu autor é Freud.


Os elementos mais importantes desta teoria são: a personalidade é um conjunto dinâmico constituído
por componentes em conflito, dominadas por forças inconscientes e a sexualidade tem um papel
crucial nesta teoria3. Segundo Freud apud Hansennea, existem 5 fases no desenvolvimento da
personalidade, sendo estas a oral, a anal, a fálica, o período de latência e a fase genital3.

Na opinião de Batista3 uma pergunta muito pertinente é, será “Até que ponto a hereditariedade
exerce fortes influências sobre a personalidade?”. De facto, costumamos pensar que a raça branca, os
Alemães, os Franceses até mesmo os Asiáticos são mais capazes e inteligente pelo facto da sua
genética, ou seja, a raça determina as qualidades intelectuais, será? “O Nazista como o Adolfo Hitler

1a
. Hansenne, M. (2003). Psicologia da Personalidade. Lisboa Climepsi. Apud Batista.
4
achavam que sim, o seu regime fascista estava brutalmente obcecado apenas na raça Ariana, como se
ele fosse Ariano” ah…cómico! Um estudo convista a responder éstas inquietação, foi levado a cabo
por Loehlin & Nichols, Hansennea apud Baptista3:
“a grande maioria das obras acerca da genética da personalidade recorre a
questionários de avaliação aplicados a adultos e a crianças, muito resumidamente, hoje
em dia pensa-se que cerca de 40% das diferenças individuais referem-se a influências
genéticas e que 60% se referem a influências do ambiente3.

É inegável o facto genético a ser relacionado com na evolução estudantil, é frequente ver culpas
sobre caindo aos coitados dos progenitores dos seus fracassos estudantis não é verdade? Dentro de
tudo isto, 60% do ambiente foi de certeza uma parcela suficiente para inspirar o homem no seu avanço
científico consequentemente gerou evoluções e revoluções marcado na história.
No pensar Santosb2apud Rodrigues13 cada avanço científico é um pequeno pedaço da história de
uma necessidade humana, dividida e reconhecida por meio de diferentes nomes que se identificam as
diversas ciências. Neste sentido, capta-se a magna transformação evolutiva do conhecimento desde os
postulados, teorias ate nas leis elaboradas para justificar a ascensão do homem da pedra lascada até o
de fato gravata (ser racional e de autocritica), esta ascensão quebrou tabus e limites do conhecimento
místico, e foi simbolizada pela génese do termo “conhecimento científico”. E foi a Génese do livro
Sagrado uma ordem directa do próprio Deus sobre o homem, capítulo 1 do verso 28 “E Deus os
abençoou, e Deus lhes disse: frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre
os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo animal que se move sobre a terra”4.

E foi a bênção do Deus de facto, permitiu que do modo radical do termo “dominar” Fonseca8,
relaciona-se com o conhecimento científico, ele justifica que, surge de a necessidade do homem
compreender os fenômenos de forma clara, a mais próxima da verdade. Ele sai de uma posição
meramente passiva.
Foi mais do que tudo o capítulo e o verso sagrado João 8:32 “E conhecereis a verdade, e a verdade
vos libertara”4 de facto libertou, conscientemente das possibilidades da busca pela verdade e domínio
sobre as coisas, Köche12 expressa, cabe ao homem, otimizando o uso da sua racionalidade, propor
uma forma sistemática, metódica e critica da sua função de desvelar o mundo, compreende-lo, explica-

2 b
. Santos G. C. Manual de organização de referências e citações bibliográficas para documentos impressos e
eletrônicos. Campinas: Autores Associados; 2000.
5
lo e domina-lo. Pois bem, é unanime dizer que todo conhecimento científico é o resultado de buscas
incansável pela incompreensão que atormentam a felicidade, barreiras ou busca de uma solução das
necessidades do homem, e éste avanço de aquisição do conhecimento científico é o fruto da raiz
principal da arvore do conhecimento, “A PESQUISA”.

A pesquisa é uma actividade voltada para a solução de problemas. Assim,


ela parte de uma dúvida ou de um problema, buscando uma resposta ou uma
solução, com o uso do método científico. Pesquisa também é uma forma de
obtenção de conhecimentos e descobertas acerca de um determinado assunto ou
fato8.

“Pesquisa científica é a realização concreta de uma investigação planejada, desenvolvida e


redigida de acordo com as normas da metodologia consagradas pela ciência”14.

2.1.2. CAPÍTULO I: Qualidades pessoais do pesquisador


“O êxito de uma pesquisa depende fundamentalmente de certas qualidades intelectuais e sociais
do pesquisador, entre as quais são: conhecimento do assunto a ser pesquisado; curiosidade;
criatividade; integridade intelectual; atitude autocorretiva; sensibilidade social; imaginação
disciplinada; perseverança e paciência; confiança na experiência”10.

Das qualidades supracitadas muitos atentam-nos como os determinantes do sucesso ou fracasso


duma pesquisa, pôs dão a ideia da perspicácia do pesquisador, bem como a forma pilotada na pesquisa.
Pode se até chamá-los de “a caixa preta” bom, vamos olhar dentro da caixa:

ESPÍRITO CIENTÍFICO: “o pesquisador deve ter disposição e maturidade para analisar,


questionar, julgar a validade e fundamentação das soluções estabelecidas. Esta postura crítica e de
“humildade científica” assegura a evolução das ciências e de cada ser humano em particular”1;
RACIOCÍNIO LÓGICO: “trabalho científico exige uma inteligência logicamente desenvolvida,
objetiva, capaz de confrontar informações, analisando-as e inter-relacionando-as em busca de
evidências, de conclusões possíveis” 1;
ESPÍRITO CRIATIVO: “Capacidade criadora, engenho, inventividade. É exigida em todo
trabalho científico, como na elaboração de hipóteses, de instrumentos e de processos de pesquisa7,1;

6
VONTADE DISCIPLINADA: a investigação científica exige um trabalho sério e dedicado,
devendo-se repetir atividades planejadas tantas vezes quantas necessárias ao alcance dos objetivos1.
PACIÊNCIA E PERSEVERANÇA: Virtude que consiste em suportar as dores, incómodos, etc…
sem queixas e com resignação. Firmeza, pertinaz. Portanto, é fundamental saber trabalhar com
paciência, tendo em mente que nem tudo sairá como planejado desde o primeiro momento. E isso não
é motivo de vergonha. Pelo contrário: é algo natural nesse universo7,11.
SENSIBILIDADE SOCIAL: juntando os conceitos (Sensibilidade) “faculdade de experimentar
sentimentos de humanidade, ternura, simpatia, compaixão”. E (Social) que se refere “próprio dos
sócios de uma sociedade, comunidade ou agremiação”7.
Existem vários casos que o pesquisador deve se sujeitar a si rebaixar convista sentir na pele o que
outros sentem, viver o problema que se pretende resolver, em outra palavras, empatia, sempre que
possível passar por um período juntos, comendo a mesma comida, entre outras coisas que possam
fazer junto deles que faca, pôs melhora percepção do caso ou mesmo para conquistar confiança do
lado mais recôndito da verdade, isto garante um viés mais exacto e não hipotético.
ATITUDE AUTOCORRECTIVA: procedimento que permite a um individuo ou a um mecanismo
de controlar e corrigir os seus erros.c3A inscrição poderia assumir um significado ainda mais amplo,
assim seria, assumir seus erros e não atirar ao outrem, se te chateaste sem motivos, que corrija seus
erros sem que alguém te recorde ou convença para fazer, deixe de lado a vergonha, porque assumir
seus erros não é sinonimo de fraqueza como se pensa, mas sim de humildade e maturidade. Pôs será
uma vergonha em escala inimaginável que ira manchar toda sua credibilidade.
INTEGRIDADE INTELECTUAL: Segundo Gagliano9 refere-se aos atributos da sua integridade
como individuo psíquico atuante, de livre pensamento, autoria de criação intelectual invenção. Sem
as suas devidas menções ou autorização. Sem mais rodeios, expor seus conhecimentos de forma
intelectual ou citar de forma adequada se a ideia não é originada de ti.
SABER MANTER SEGREDO: Um investigador ou detetive particular fica sabendo de inúmeras
informações pelo próprio contratante, pois é preciso se inteirar de cada detalhe para conseguir realizar
um trabalho de qualidade. Mas isso não significa, em hipótese alguma, que ele tem o direito de
espalhar as confissões feitas11.

c3
.https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-
brasileiro/autocorrecao#:~:text=1%20Procedimento%20que%20permite%20a,voc%20comp%20do%20gr%20aut%C3%
B3s%2Bcorre%C3%A7%C3%A3o.
7
O ideal é manter sempre o sigilo, utilizando os dados apenas para concluir com maestria o serviço
pelo qual foi contratado. Ao descobrir segredos, portanto, jamais passe-os para frente nem mesmo
comente com os familiares11.

2.1.3. CAPÍTULO II: Desafios do pesquisador


Uma das acções que se teve antes da realização deste trabalho obviamente foi a busca de registros
bibliográficos, de facto, quase em 10 manuais de MIC buscou-se sobre os “Desafios do
Pesquisadores” em particular, o mais incrível que pareça revelou-se tão pouco a prioridade dos autores
abordarem ricamente sobre este aspecto, uma série de artigos e registros científicos educacional
garantiram deste um resultado esplêndido. Na verdade, falava-se tão pouco disto que decidiu-se
desistir dela, deve-se assumir que recorreu-se ao professor regente da cadeira na expectativa que
trocasse do tema, mas a resposta soava da sua voz autoritária “vocês já estão passando por um desafio
dum pesquisador” já pode-se imaginar a resposta negativa dada, éstas palavras proferidas foi tanto
uma pista real assim como um longo caminho para fazer uma pergunta simples, o que é desafio?

Um conceito de uma forma generalizada do termo Desafio é considerada


como “Acão de incentivar alguma pessoa a fazer alguma coisa, geralmente algo
que fica alem de suas aptidões ou destrezas. Situação de grande bloqueio que
se deve superar”6.

Podemos ouvir dizer na vida cotidiana que é preciso superar os desafios afim de descrever a
superação de barreiras afim de ter um crescimento ou evolução pessoal ou profissional. Ainda neste
sentido, os desafios acabam se tornando objectivos e estimulam uma pessoa a crescer na sua área de
actuação ou mesmo no ambiente pessoal também. Nisso, essa pessoa a cada dia se torna melhor,
adquirindo mais conhecimento e experiência5.

2.1.3.1. Primeiro desafio: Recursos humanos, materiais e financeiros

Não há como deixar de considerar o papel capital das qualidades pessoais do pesquisador no
processo de criação científica, mas é também muito importante o papel desempenhado pelos recursos
de que dispõe o pesquisador no desenvolvimento e na qualidade dos resultados da pesquisa. Ninguém
duvida de que uma organização com amplos recursos tem maior probabilidade de ser bem-sucedida
8
num empreendimento de pesquisa que outra cujos recursos sejam deficientes. Por essa razão, qualquer
empreendimento de pesquisa, para ser bem-sucedido, deverá levar em consideração o problema dos
recursos disponíveis10.

✓ O pesquisador deve ter noção do tempo a ser utilizado na pesquisa e valorizá-lo em termos
pecuniários;
✓ Deve prover-se dos equipamentos e materiais necessários ao desenvolvimento da pesquisa;
✓ Deve estar também atento aos gastos decorrentes da remuneração dos serviços prestados por
outras pessoas. Em outras palavras, isso significa que qualquer empreendimento de pesquisa
deve considerar os recursos humanos, materiais e financeiros necessários à sua efetivação.
Para fazer frente a essas necessidades, o pesquisador precisa elaborar um orçamento adequado.
De certa forma, isso implica atribuir ao pesquisador certas funções administrativas. Pode ser
que isso cause certo constrangimento a alguns pesquisadores. No entanto, a consideração
destes aspectos "extracientíficos" é fundamental para que o trabalho de pesquisa não sofra
solução de continuidade10.

2.1.3.2. Segundo desafio: Rigor científico

“Rigor científico refere-se à qualidade que envolve o respeito pela ciência e emprego de
metodologias padronizadas, na busca constante do melhor método e das melhores condições de coleta
de dados. Envolve também cuidado (rigor) com o tratamento e análise dos dados, e com a apresentação
dos resultados da pesquisa”1.
Outros autores Vasconcelos, Arcoverde15 consideram o Rigor científico “à fidelidade e à validade
dos resultados obtidos, precisão dos dados, para se tornar possível o compartilhamento produtivo de
seus procedimentos e resultados
O rigor científico torna se uma ferramenta linguística da ciência que o pesquisador deve travar
para aprender assim como em si uma língua a se construir (metodologias).

2.1.3.2.1. Emprego das habilidades em práctica


No singelo olhar da professora Andre2 as habilidades necessárias à realização de uma pesquisa,
requer ter como ponto de partida uma problemática, o que vai requerer a aprendizagem da

9
problematização; aprender a localizar fontes de consulta e a selecioná-las; a formular questões
orientadoras; a conhecer procedimentos metodológicos como observação, entrevista, análise
documental, registro de áudio e vídeo; a construir instrumentos de coleta de dados; a analisar dados e
relatar a pesquisa. São de certeza grandes desafios a superar.
DO TEMA AO PROBLEMA DE PESQUISA – nesta unidade temática utilizo um recurso que
tem se mostrado muito positivo: peço aos alunos que façam um registro reflexivo com o seguinte
título: Minha relação com o tema da pesquisa. Espero que indiquem as origens do problema,
respondendo às seguintes questões: Quem sou eu? De onde vem meu interesse de pesquisa? Quais
aspectos da realidade profissional me incomodam? O que quero descobrir? É preciso que cada um
encontre em sua história de vida e em sua trajetória profissional, algo que o mobilize, que o instigue
a querer compreender, a saber mais2.

A problematização é construída com base na teoria ou em referentes teóricos


e visa “evidenciar realidades a partir de uma perspectiva teórica dada, validar
teorias, criar novo ramo explicativo, levantar lacunas na teoria, propor outra
ótica explicativa”. A problematização tem origem em impasses educacionais
concretos e visa “evidenciar fatos específicos, pela compreensão de situações
localizadas, buscando soluções e propondo alternativas” 2.

A professora ainda diz sobre manutenção do equilíbrio entre querer contar a história de vida desde
o dia do nascimento e escolher, na sua trajetória pessoal, aspectos relevantes para a definição do foco
de estudo. Argumenta que nessa fase, defrontou com o seguinte desafio: como ensinar a problematizar
a realidade, como a argumentar?
Para essa difícil tarefa, parece-me fundamental que os pós-graduandos leiam, leiam muito, tanto
artigos e relatos de pesquisas como livros, capítulos de livros, resenhas, revisões de literatura, e que
consultem bancos de dados2.
REVISÃO DA LITERATURA – Como diz Kaufmannd4 apud Andre2 “não existe pesquisa sem
leitura. Pois nenhum tema é radicalmente novo e nenhum pesquisador pode pretender avançar sem o
capital dos conhecimentos adquiridos em determinada área”. É preciso fazer um levantamento do

4d
. Kaufmann, JC. A Entrevista Compreensiva – um Guia para Pesquisa de Campo. Petrópolis, Vozes/ Edufal, 2011.
10
estado do conhecimento a respeito do tema escolhido para que o pesquisador não repita o que já foi
feito e possa fazer avançar o conhecimento.
Ainda com Andre2 é preciso ensinar a ler... começando por: como localizar fontes, quais selecionar,
que banco de dados consultar; depois: como registrar, fazer fichamentos, organizar os dados; e ainda:
como apresentar um texto, relacionando as fontes consultadas, mostrando pontos comuns e diferenças.
Uma boa ajuda nessa tarefa é faze-los identificar quais são suas palavras-chave e a partir delas fazer
o levantamento bibliográfico. Esse exercício deve culminar na produção de um texto que
minimamente articule os estudos revistos.
A FORMULAÇÃO DO PROBLEMA DA PESQUISA – Feitas as leituras iniciais, que não
abrangem só as pesquisas correlatas, mas também autores e conceitos relacionados ao tema, o pós-
graduando pode retomar a tarefa de formulação do problema de pesquisa. Se ele fez um mapeamento
do que já foi pesquisado sobre o assunto, pode identificar as lacunas do conhecimento, argumentar
em que o estudo proposto tem algo a acrescentar, qual sua relevância. Se já encontrou autores que
trataram do tema escolhido, pode utilizá-los como referência para fortalecer seus pontos de vista e
para mostrar quais os aspectos que ainda precisam de maior elucidação. Deve nascer daí a formulação
do problema que não pode ser confundido com uma pergunta2.
Como diz Savianie5 apud Andre2, ter uma questão não significa ter uma situação problemática, pois
não é a questão que caracteriza um problema, nem mesmo quando se desconhece a resposta, o
problema existe quando se ignora uma coisa que se precisa saber, assim como uma dúvida que precisa
ser esclarecida, uma dificuldade que precisa ser superada.
A DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS – Costuma-se dizer que uma vez definido o problema, a
pesquisa está bem encaminhada. Sim, porque do problema são derivados os objetivos a serem
alcançados e apontado o caminho metodológico da pesquisa. Redigir objetivos, porém, não é tarefa
fácil. Eles devem reproduzir a problemática de pesquisa em forma de linhas de ação, de metas a
alcançar. A especificação dos objetivos gerais e específicos dá origem a várias dúvidas2:

✓ Que verbos utilizar?


✓ Escrevo sob forma de perguntas ou não?
✓ Quantos objetivos é o ideal?

5e
. Saviani, D. Do Senso Comum à Consciência Filosófica. Ed. Cortez e Autores Associados, 2009.
11
Fonte: Adaptado de Andre (sd)
São perguntas que não têm resposta simples, as orientações vão depender do problema, do
conhecimento disponível, do âmbito de abrangência da pesquisa. Uma estratégia muito positiva é
socializar esse exercício no coletivo, discutir os objetivos elaborados com os colegas, ouvir sugestões
e críticas2.
CONHECENDO OS TIPOS DE PESQUISA – Essa unidade didática é mais informativa: discutir
os fundamentos das abordagens qualitativas e mostrar aos pós-graduandos os tipos de pesquisa mais
conhecidos, tais como: os estudos autobiográficos, o estudo do tipo etnográfico, o estudo de caso, o
survey, a pesquisaação e suas várias modalidades, incluindo a pesquisa ação colaborativa. Trazer
convidados para expor suas pesquisas tem sido uma prática muito bem recebida e elogiada pelos pós-
graduandos. Para escolher os convidados, tentamos associar o conhecimento de uma nova
metodologia com o tema relacionado à prática pedagógica2.
PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS – esse tópico é abordado por meio de oficinas,
seminários, exercícios práticos. As temáticas são: observação, entrevista, grupo focal/ discussão,
questionário, análise documental. Considero importante que os alunos não apenas examinem
exemplos de roteiros, mas também façam pequenos ensaios de elaboração de instrumentos de coleta
de dados2.
ANÁLISE DE DADOS – pequenos exercícios de análise de dados quantitativos e qualitativos.
Eles precisam aprender a tratar dados do tipo censitários, como os de caracterização dos sujeitos e
respostas de questões fechadas, assim como analisar o conteúdo de entrevistas, relatos de observação,
de documentos2.

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III. CONCLUSÃO & RECOMENDAÇÕES

Mesmo sem uma pesquisa adequadamente quantitativa e qualitativa nota-se à partir do fruto de
trabalho de calouros que um dos seus desafios na elaboração de pesquisa-trabalhos académico é atingir
a maturidade acadêmica, muitos deles ao entrarem para a faculdade passam por uma tremenda
conversão de aluno à estudante, novas experiências: regras, metodologias, domínio da informática é
são grandes desafios a dominar, outro desafio importante é conhecer como se faz a pesquisar: onde
buscar, sintetizar, e apresentar são das quais poucos sabem e, muitas das vezes não são ensinadas,
neste caso o estudante deve ensinar a si mesmo, é viável afirmar que a forma como os desafios serão
encarrados entre um pesquisador sem as qualidades patentes, e outro com as qualidades, de certeza
para primeiro caso seria desastroso ou sem credibilidade repletas de maracutaia. Quer-se dizer que as
qualidades facilitam o pesquisador a encarrar os desafios de forma suave e natural, sendo mais
específico, se o pesquisador ao mínimo tem curiosidade, criatividade, atitude autocorretiva,
sensibilidade social, imaginação disciplinada, paciência, de certeza que a criatividade fará do
pesquisador um inovador afim de trazer uma solução do qualquer problema, se tiver autocorrecção,
saibará analisar os dados e evitaria cair no erro facilmente, tiver a sensibilidade social fará uma colecta
selectivamente e correcta, se detém a imaginação disciplinada saibará trabalhar a sério e buscará
literaturas adequada que possam ajudar a guiar sua pesquisa, paciência é o segredo de tudo, todo
processo de pesquisa requer paciência, a paciência para colectar informação, analisar, separar, incluir,
relêr, se for um experimento a longo prazo deve esperar o tempo necessário para que os dados venham
a ser colhidos e analisados, e se as coisas não derem certo como o imaginado a paciência ajuda a
sustentar novamente a busca, a analise das falhas cometida, , junto com o raciocínio logico e espirito
cientifico novamente atitude autocorretiva é essencial, repetir o experimento logo tocasse a ter
confiança na experiência. Obviamente que as qualidades pessoais estão sincronizadas com os desafios
que este mesmo individuo enfrenta, as qualidades pessoais determinam a habilidade com os desafios.
Há uma grande importância das qualidades pessoais do pesquisador para o alcance de objectivos, vai
desde a suas facilidades de pensar, criatividade de inventar, flexibilidade de agir, credibilidade de
aplicar. É recomendada um estudo mais aprofundado capaz de averiguar com essência os reais
desafios que os calouros passam na elaboração de trabalho académico, para valorizar o tema visto que
não é muito retratado nas obras dos mais acessíveis e renomados autores da praça. Além do mais
temos a fé que as qualidades pessoais de hoje serão esperança dum Moçambique melhor amanhã.

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IV. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. André, M. (19 de Maio de 2016). Estudo de Caso como metodologia de pesquisa aplicada.
Obtido em 27 de Fevereiro de 2021. disponível em:
http://gestaouniversitaria.com.br/artigos/estudo-de-caso-como-metodologia-de-pesquisa-
aplicada
2. Andre, M. (s.d.). Desafios na Formação do Pesquisador da Prática Pedagógica. Didática e
Prática de Ensino: diálogos sobre a Escola, a Formação de Professores e a Sociedade; 00148.
Obtido em 27 de Fevereiro de 2021, disponível em: http://www.uece.br
3. Baptista, N. J.. Teorias da Personalidade; 2008. Obtido em 02 de Março de 2021; disponível em:
http://www.psicologia.com.pt/
4. Bíblia, A. T. Bíblia Sagrada.Versão da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. EUA:
(T. a. 3/15, Trad.); 2015. Génese 1:28 e João 8:32.
5. ______. Conceito de desafio; 2020. Obtido em 27 de Fevereiro de 2021, de CONCEITO DE;
disponível em: http://conceito.de/desafio
6. ______. Desafio; 29/10/2009. Obtido em 27 de Fevereiro de 2021; de Lexico Dicionario de
Português Online. disponível em: http://www.lexico.pt/desafio/
7. Ferreira, A. B. Novo Dicionário Electronico Aurélio (5ª ed.). Editora POSITIVO; 2010.
8. Fonseca, R. C. Metodologia do Trabalho Científico (1ª Revisada ed.). Curitiba, Brasil: IESDE;
2012. doi: ISBN 978-85-387-3140-5.
9. Gagliano P. S., Filho, R. P. Novo Curso de Direito Civil. Saraiva Editora; 2010.

10. Gomez, L. Conheças 6 características essenciais de um investigador; 13/07/2017. Obtido em


4/3/2021 disponível em: de http://meucarowatson.com.
11. Gil, A. C. Como elaborar projectos de pesquisa (4ª ed.). São Paulo, Brasil: Atlas Editora S.A.
2002. doi:ISBN 85-224-3169-8.
12. Köche, J. C. Fundamentos de Metodologia Científica: teoria daciencia e pratica da pesquisa.
Petrópolis: Vozes Editora; 1997.
13. Rodrigues, J. G. Como referenciar e citar segundo o Estilo Vancouver. Rio de Janeiro, Brasil:
Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde; 2008.
14. Ruiz, Á. J. Metodologia Científica: guia para eficiência nos estudos (5ª ed.). São Paulo, Brasil:
Atlas Editores; 2002.
15. Vasconcelos, A. L., & Arcoverde, A. C. O Rigor Científico em pesquisa quanto à fidelidade e
à validade dos resultados obtidos: Uma Experiência da Utilização da Técnica Qualitativa na
Prática Avaliativa. Revista Eletrônica de Ciência Administrativa; 11/2007; doi:1677-7387.

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