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SISTEMAS INTEGRADOS

DE GESTÃO

1
I
S N
I QUALIDADE HACCP T
S ISO 9001:2015 ISO 22000:2018 E
T G
E R
HIGIENE
M SAÚDE, E A
AMBIENTE
A ISO 14001:2018
SEGURANÇA
D
S NO TRABALHO
ISSO 45001:2019 O
S
2
VANTAGENS

 Abordagem global e integrada da


organização;
 Ganhos significativos de produtividade;
 Optimização dos recursos;
 Aplicação do princípio da coerência;
 Redução dos custos com certificação;
 Aplicação das ferramentas da Qualidade a
outras disciplinas;
 Satisfação do cliente, sociedade e
colaboradores; 3
VANTAGENS

 Melhoria da imagem e credibilidade da


empresa;
 Cumprimento dos requisitos legais;
 Direccionar toda a organização no mesmo
caminho;
 Avaliação de desvios e actuação atempada;
 Diminui o tempo das auditorias;
 Acompanhamento sistemático do
desempenho das diferentes áreas.
4
VANTAGENS

5
OBJECTIVOS DO SGI

6
RISCOS DO SGI

 apesar de diminuir o volume de


documentos de suporte, poderá levar ao
aumento da sua complexidade;
 aumenta a probabilidade de um problema
de uma parte do sistema afectar a
totalidade do sistema de gestão;
 maior distanciamento do gestor do sistema
dos aspectos técnicos do mesmo. 7
SGI

1. Pré requisitos
2. Funções, organização e coordenação
3. Integração e estruturas possíveis
4. Abordagem por processos
5. Consideração dos valores
6. Política e planeamento
7. Implementação e funcionamento
8. Avaliação do desempenho
9. Melhoria
8
1. Pré requisitos

 Decisão política ao mais elevado nível da


organização;
 Compromisso e envolvimento do líder,
como responsável pelo SGI;
 Visão global da organização e dos seus
factores chave de sucesso;
 Concertação estreita com os
colaboradores;

9
1. Pré requisitos

EVITAR:

 Compromisso de “fachada”;
 Procura da certificação a “qualquer preço”,
a curto prazo, em detrimento de um
verdadeiro esforço de melhoria contínua.

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2. Funções, organização e
coordenação

RECURSOS HUMANOS
 Gestão de topo – ajuda a construir e
desenvolver o SGI;
 Director do SGI;
 Responsáveis QAS;
 Auditor(es) interno(s);
 Colaboradores e seus representantes

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3. Integração e estruturas
possíveis

INTEGRAÇÃO PROGRESSIVA E EVOLUTIVA:

 Começar com a certificação de Qualidade;


 Integrar os domínios do HACCP;
 Integrar os domínios de segurança e
ambiente;
 Integrar outros domínios de gestão
(responsabilidade social, gestão de recursos
humanos, ...)
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3. Integração e estruturas
possíveis

ESTRUTURAS:

 Apoio em referenciais existentes;


 Criação de um único referencial concebido
pela organização.

13
REQUISITOS COMUNS

 Política
 Requisitos legais e outros
 Planeamento
 Estrutura, responsabilidades e autoridades
 Documentação
 Comunicação
 Competências, formação e sensibilização
 Monitorização e medição

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REQUISITOS COMUNS

 Auditorias internas
 Disfunções
 Não conformidades, acções correctivas e
preventivas
 Revisão pela gestão

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REQUISITOS COMUNS

 Politica

 Orientação geral da organização


relativamente à qualidade, ambiente e
segurança. Poderá ser definida uma
política integrada (englobando os
elementos de todos os sistemas) ou
políticas específicas para cada sistema.
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REQUISITOS COMUNS

 Planeamento

 Estabelecimento de objectivos a atingir e


respectivo programa de gestão.
 O programa de gestão consiste na
definição de medidas, responsáveis,
prazos a cumprir e recursos associados
às diversas medidas, que permitam a
concretização dos objectivos
estabelecidos. 17
REQUISITOS COMUNS

 Formação e sensibilização
 Garantir que os colaboradores têm a formação
adequada para o desempenho da sua função,
incluindo a necessária para ter uma actuação
segura e que respeite o ambiente.
 Pretende-se ainda que cada colaborador esteja
consciente da importância do cumprimento das
regras estabelecidas, e do seu contributo para
a concretização das políticas e objectivos da
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organização.
REQUISITOS COMUNS

 Implementação e funcionamento
 Estabelecimento de regras operacionais e
atribuição de responsabilidades para a sua
execução que permitam garantir que o
funcionamento da organização é efetuado
de forma controlada.
 Estas regras deverão abranger a
generalidade das actividades com
influência na qualidade (do produto ou 19

serviço), ambiente e segurança.


REQUISITOS COMUNS

 Medição, análise e melhoria

 A organização deverá recolher dados


que permitam avaliar o desempenho do
sistema e tomar medidas que fomentem
a melhoria contínua.
 A informação a recolher e tratar inclui:

• informação sobre satisfação dos


clientes, 20
REQUISITOS COMUNS

 Medição, análise e melhoria

 A informação a recolher e tratar inclui:

• problemas da qualidade (internos ou


externos),
• acidentes de segurança e ambientais,
• resultados de auditorias internas e
externas,
21
REQUISITOS COMUNS

 Medição, análise e melhoria

 A informação a recolher e tratar inclui:

• resultados de monitorização (produto,


ambiente de trabalho, emissões para o
exterior)

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REQUISITOS COMUNS

 Revisão pela Gestão de topo

 Gestão de topo deverá analisar o sistema


de gestão integrado de modo a assegurar-
se que este se mantém adequado e eficaz.
 Para tal serão recolhidos dados suficientes
sobre o desempenho dos diversos
processos da empresa nomeadamente
quanto ao grau de cumprimento dos
objectivos traçados. 23
REQUISITOS COMUNS

24
REQUISITOS COMUNS

MAS COM TRATAMENTO DIFERENCIADO:

 Gestão de fornecedores;
 Controlo de equipamentos de medição e
monitorização;
 Manutenção de equipamentos.

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REQUISITOS ESPECIFICOS

 Identificação de aspectos e avaliação de


impactes ambientais (ISO 14001);
 Identificação de perigos e avaliação de
riscos (ISO 45001);
 Prevenção e capacidade de resposta a
emergências (ISO 14001 e ISO45001);
 Incidentes e Acidentes (ISO 45001).

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4. Abordagem por processos

27
P POLÍTICA E P
A ESTRATÉGIA A
R
T
P R
T
E
S
INFORMAÇÃO
R E
S

I
MATÉRIA PRIMA O REFEIÇÕES
I
N
T
ENERGIA C SERVIÇOS
N
T
E
R
ÁGUA E RISCOS SA
E
R
E
S EQUIPAMENTO
S RISCOS SST
E
S
S
A
S S
A
RESÍDUOS
D
A
O D
A
S ÁGUAS RESIDUAIS S
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4. Abordagem por processos

 Gestor do processo – Elemento que


acompanha os resultados atingidos pelo
processo e que deverá zelar pela sua
melhoria contínua.

 Entradas – Correspondem aos estímulos


que vão desencadear o processo e os
meios necessários à execução do
mesmo.
29
4. Abordagem por processos

 Saídas – Resultados do processo.

 Indicadores – Permitem a monitorização


do processo na sua globalidade. Aos
indicadores estão associados objectivos,
que constituem as metas a atingir pelo
processo, num determinado período de
tempo.

30
4. Abordagem por processos

 Interligação dos processos – Fluxo de


elementos ao longo dos diversos processos.
É necessária a identificação da origem de
cada entrada e do destino de cada saída.

 Elementos constituintes – Definição dos


sub-processos, actividades e tarefas
associadas ao processo, bem como os
respectivos responsáveis.
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LEVANTAMENTO INICIAL

 Análise dos requisitos legais aplicáveis


 Identificação dos requisitos do produto ou
serviço
 Pré-requisitos ao sistema HACCP
 Levantamento dos aspectos ambientais
significativos
 Identificação e avaliação dos riscos

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REQUISITOS LEGAIS

 Contrato com uma empresa especializada


para tratamento e difusão de legislação
 Assinatura do Diário da República
 Pesquisa na Internet:
www.act.pt
www.aap.pt/legislacao/legislacao/asp
www.ia.pt
http://europa.eu.int/eur-lex/pt/index.html
www.dr.incm.pt/dr

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REQUISITOS DO PRODUTO
OU SERVIÇO

 Nutricionais
 Sensoriais
 Sanitários
 Contratuais
 …

34
PRÉ-REQUISITOS AO
SISTEMA HACCP

 Instalações, equipamentos e
utensílios
 Transporte e armazenamento
 Pessoal
 Higienização e controlo de pragas
 Recolha do produto do mercado

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LEVANTAMENTO DOS AAS

 Emissões atmosféricas
 Descargas em meio hídrico
 Descargas no solo
 Utilização de matérias primas e recursos
naturais
 Utilização de energia
 Energia emitida (calor, radiação,
vibração)
 Resíduos e subprodutos 36
IDENTIFICAÇÃO E
AVALIAÇÃO DOS RISCOS

 Ruído e vibrações
 Substâncias químicas
 Ambiente térmico
 Iluminação e ventilação
 Manipulação de máquinas
 Riscos eléctricos e Incêndios
 Riscos biológicos
 Manipulação de máquinas
 Elevação e transporte manual de cargas
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AQUISIÇÃO RECEPÇÃO

ARMAZENAGEM

PREPARAÇÃO

CONFECÇÃO

ARREFECIMENTO ESPERA A QUENTE

REGENERAÇÃO

DISTRIBUIÇÃO
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Segurança
Alimentar C C
L
C
O Alimentos
O I
E
L
A Electricidade
N Refeições
N
T
B
O
F E
Gás
R
A
E Águas residuais
E
D
O
Água
C Derrame
U
T
R
E
Bloco de confecção Ç Resíduos
E
N
S Ã Incêndio T
E
O Queimaduras
39
5. Consideração dos valores

 Exemplos:

 Escutar, compreender e satisfazer os clientes;


 Comunicar, respeitar os colaboradores e
parceiros da organização;
 Respeitar os valores sociais e éticos
 …

40
6. Política e planeamento

 Escuta das partes interessadas (internas


ou externas)
 Estabelecer políticas e objectivos
 Elaborar cronogramas
 Definir funções e responsabilidades

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POLÍTICA SGI

 Qualidade
 HACCP
 Ambiente
 Saúde e Segurança no
Trabalho

42
ISO 9001: ISO 22000:2005:
• Assegurada pela Gestão de topo; • Definida pela Gestão de topo;
• Apropriada ao propósito da • Apropriada ao papel da organização na
organização; cadeia alimentar;
• Compromisso de cumprimento dos • Conforme com os requisitos;
requisitos e melhoria contínua da • Comunicada, implementada e mantida a
eficácia do SGQ; todos os níveis da organização;
• Enquadramento dos objectivos; • Revista para se manter apropriada;
• Comunicada e entendida dentro da • Contempla a comunicação adequada;
organização; • Suportada por objectivos mensuráveis.

ISO 14001: ISO45001:


• Definida pela Gestão de topo; • Autorizada pela Gestão de topo;
• Adequada à natureza, escala, impactes
ambientais das actividades, produtos HIGIENE
• Adequada natureza e escala dos riscos;
• Compromisso de cumprimento dos
ou serviços;
• Compromisso de cumprimento dos SAÚDE, E
requisitos legais de melhoria contínua;
• Enquadramento dos objectivos globais;
requisitos legais, melhoria contínua e
prevenção da poluição; SEGURANÇA
• Comunicada e entendida dentro da
organização e por todas as pessoas que
• Enquadramento dos objectivos e metas
ambientais; NO TRABALHO
trabalham em seu nome;
• Disponível;
• Comunicada e entendida dentro da • Documentada, implementada e
organização e por todas as pessoas que periodicamente revista.
trabalham em seu nome;
• Disponível ao público; 43

• Documentada, implementada e mantida.


7. Implementação e
funcionamento

 Controlo operacional
 Sistema documental
 Comunicação e consulta
 Gestão de recursos humanos
 Gestão da informação
 Gestão dos outros recursos
 Parceria e relação com o exterior

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DOCUMENTAÇÃO DO SGI

 Manual de gestão
 Procedimentos
 Processos
 Manuais de apoio
 Instruções de trabalho
 Registos

45
FAMÍLIA ISO 9001:2015

 Avalia riscos e oportunidades – GESTÃO


DE RISCO
 Unificar o sistema de gestão
 Facilita á empresa aplicar outras
componentes de outras normas: ISO
14001:2015; ISO 55001; ISO 45001

46
FAMÍLIA ISO 9001:2015

 Actualizar a norma ISO 9001,refletindo sobre


as práticas empresariais modernas, assim
como as mudanças no ambiente empresarial e
tecnológico;
 Enfatizar com mais intensidade a abordagem
dos processos e análises dos objectivos;
 Incorporar mudanças nas práticas e tecnologia
de SGQ a partir da última revisão em 2000;
47
FAMÍLIA ISO 9001:2015

 Destacar a obtenção de conformidades dos


produtos;
 Aperfeiçoar a compatibilidade com outros
sistemas de gestão;
 Eliminar o manual de qualidade e um
representante de administração;

48
FAMÍLIA ISO 9001:2015

 Papel do Representante da Direção (RD):


Dar-se-á mais poder de decisão às
lideranças, embora as actividades do RD se
apresentem mais descentralizadas e
atribuindo aos gestores das áreas mais
responsabilidade;

49
FAMÍLIA ISO 9001:2015

 Manual da Qualidade: As empresas não são


mais obrigadas a terem um manual de
qualidade, embora o documento continue
existindo. Sugere-se que o termo “Manual”
seja mudado para “Directrizes
organizacionais”;
 Documentar um sistema mais flexível;
50
FAMÍLIA ISO 9001:2015

 Treinamento: A expressão “Treinamento”


será excluída, mas não a acção. O termo a
ser usado será “Conhecimento”, exigindo
que se tenha conhecimento organizacional
da empresa;
 Controle de Documentos e Controle de
Registos: Os termos serão substituídos por
“Informação Documentada” e “Controle de
Informação Documentada”; 51
FAMÍLIA ISO 9001:2015

 Termo “Contínua”: Usar-se-á apenas o


termo “Melhoria”;
 Acção Preventiva: Na nova ISO, tanto o
termo - acção preventiva - quanto a acção
serão excluídas;
 Proporcionar um quadro estável de
requisitos para os próximos dez anos;

52
FAMÍLIA ISO 9001:2015

 Ser suficientemente genérica, mas relevante


para todos os tipos de organizações,
independentemente do sector de actividade;
 Simplificar a implementação nas organizações;
 Utilizar frases simples de modo a garantir o
entendimento comum e interpretação uniforme
dos requisitos;
53
FAMÍLIA ISO 9001:2015

54
Links úteis

www.ipq.pt
www.isotc.iso.org
www.apcer.pt
www.aeportugal.pt

55
ISO 22000:2005

 Programa de PPR’s
 Etapas preliminares à análise
de perigos
 Análise de perigos
 Estabelecimento do programa
de pré-requisitos operacionais
 Estabelecimento do plano
HACCP
 Actualização da inf. Perliminar
56
+ PPR’s e plano HACCP
ISO 22000:2005

 Planeamento da verificação
 Sistema de rastreabilidade
 Controlo da não conformidade

57
Links úteis

www.who.int/search/eu
www.fda.gov
www.fsai.ie
www.efsa.eu.int
www.codexalimentarius.net/

58
ISO 14001:2015

 Aspectos ambientais
 Objectivos, metas e
programas
 Preparação e capacidade de
resposta a emergências
 Avaliação da conformidade
com requisitos legais e
outros

59
EMAS – Reg. (CE) N.º 1221/2009

 Sistema comunitário de
ecogestão e auditoria;
 Promoção da melhoria
contínua do comportamento
ambiental das organizações;
 Declaração ambiental
 Participação activa dos
colaboradores

60
Links úteis

www.inresiduos.pt/portal/page
www.apambiente.pt
www.pontoverde.pt
www.aventuradareciclagem.co
m/homepage

61
ISO45001:2018

 Identificação e avaliação
dos riscos
 Acidentes, incidentes e não
conformidades
 Higiene e Saúde no
Trabalho

62
Links úteis

www.act.gov.pt
http://agency.osha.eu.int
Manual de
Prevenção www.snbpc.pt
“Hotelaria e
Restauração”

UNISHNOR

63
8. Avaliação do desempenho

 Monitorização e medição
 Medida do desempenho do sistema
 Auditorias internas
 Disfunções: acidentes e incidentes; acções
correctivas e preventivas
 Análise de dados

64
8. Avaliação do desempenho

 Indicadores

 Identificar desvios face ao desempenho


habitual, que poderão significar custos
acrescidos.
 Identificar oportunidades de melhoria,
fomentando boas práticas;
 Avaliar a eficácia de acções
desencadeadas; 65
8. Avaliação do desempenho

 Indicadores

 Evidenciar os esforços da organização


no sentido de melhorar o seu
desempenho.

66
8. Avaliação do desempenho

67
9. Melhoria

 Prevenção das situações de emergência


 Melhoria contínua (acções de melhoria)
 Revisão pela direcção

68
Política do SGI

PLANEAR

MELHORIA
REVER FAZER
CONTÍNUA

VERIFICAR

69
IMPLEMENTAÇÃO E
CERTIFICAÇÃO

70

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