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UNIVERSIDADE ZAMBEZE

Faculdade de Ciências Sociais e Humanidades


Curso de Direito Pós-laboral
4o Ano
Direito Das Autarquias Locais

Primeira Aula (dia 05/04/2022)

Autarquias Locais

Conceito e elementos

Descentralização e Desconcentração

A descentralização é uma modalidade da centralização. Designa-se desconcentração


transferir para um agente local do Estado para agente local do Estado de um poder de decisão
até aqui exercido. É um processo de ordenamento interno do Estado, ou seja, é sempre o
Estado que decide no local e não a nível central.

Segundo Gil Cistac é o mesmo martelo que bate, mas encurte o colo. Assim
distinguimos as diferenças entre a descentralização e a desconcentração como mecanismos de
delegação de competências no âmbito de uma pessoa colectiva do Direito Público.

As descentralização é fundamentalmente uma organização do Estado. Na


descentralização a decisão sempre tomada em Estado por um dos seus órgãos ou agentes so a
substituição do chefe da hierarquia de um agente local (Governador ou administrador local).

Na descentralização a decisão já não é tomada em nome do estado, é tomada em nome


de uma autarquia local ou de um órgão que emane dela. A descentralização não se impõem. A
primeira pode constituir uma útil preparação para a segunda se deste o princípio o objectivo
da administração descentralizada foi claramente kkkkk. A descentralização pode aparecer
como uma fase de transição útil para ser países preocupados em reconstruir um sistema
democrático (Moçambique) .

Segunda Aula ( 18/04/2022)

As Autarquias Locais Como Pessoa Colectiva de População e Território

Apriori é necessário definir o que são pessoas colectivas e em particular as pessoas


colectivas públicas.

A personalidade colectiva segundo Manuel Andrade é a personalidade jurídica


atribuída a pessoas colectivas, mais ainda acrescenta que são organizações constituídas por
agrupamento de pessoas ou por um complexo patrimonial, massa de bens tendo em vista a
prossecução do interesse comum determinado e as quais a ordem jurídica atribui a qualidade
de sujeitos ou seja reconhece como sendo autônomos de relações jurídicas, a qualidade de
pessoa jurídica colectiva atribuída a um determinado grupo ou comunidade e exercer direitos
e contrais obrigações.

Pelo patrimônio, agentes de execução e orçamento próprio, ou seja, sendo sujeito de


relação jurídica, o que atribui a essência jurídica das pessoas colectivas do direito público não
é, nem a noção de interesse, nem a noção de patrimônio, mas a dimensão.

Uma colectividade publica é um centro de fornecimento de prestação e de exercício


de competência, ou seja, um centro de desempenho de missões. Para Marcelo Caetano são
pessoas colectivas do direito público, para além do estado, aqueles que sendo criadas por um
acto do poder público existem para a persecução de interesses públicos e exercem em nome
próprio poderes de autoridade.

As pessoas colectivas do direito público classificam-se me três categorias

 Pessoas colectivas e território e população; que são grupos humanos ligados pela vida
em comum no mesmo solo, exemplo de município ou povoação.
 Pessoas colectivas de tipo institucional; exemplo de institutos públicos
 Pessoas colectivas de tipo associativo: exemplo de associações públicas.
As autarquias como pessoa colectiva de população e território: é através da sua
população e do seu território e a autarquia local vai constituir a sua própria identidade o que
distingue as autarquias locais e outras pessoas colectivas é a existência de uma base territorial
e uma população.

A população de autarquia local

É constituída pela população residente no território respectivo, e constituído pelos


moçambicanos, presidentes no respectivo território, não e a nacionalidade que confere a
qualidade de membro de uma autarquia local a uma pessoa com direitos de natureza jurídica,
daí decorrentes, mas a nacionalidade e a residência.

A necessidade deve ser habitual na área de autarquia de modo a permitir a inscrição do


processo eleitoral. A residência ou local de trabalho não confere os direitos de pertença a uma
autarquia local.

Território; como pessoas colectivas territoriais as autarquias assentam sobre uma


fracção de território nacional que chamamos de circunscrição territorial, elas definem-se em
função de uma parcela de território.

As autarquias locais são dotadas de órgão representativos próprios: cada


autarquia local é organizada nos termos da Constituição da República segundo o princípio
representatividade que tem os fundamentos na eleição por sufrágio universal, direito igual,
secreto e pessoal. Os cidadãos eleitores na circunscrição territorial da autarquia da assembleia
com poderes deliberativos e do presidente do órgão executivo da autarquia, o sufrágio
universal é assim consagrado fonte do poder local.

Terceira Aula (26/04/2022)

Sufrágio Universal

O artigo 73.˚, n.2 da Constituição da República estabelece que os cidadãos maiores


de 18 anos tem o direito de votos a ser eleitos com excepção dos legalmente privado desse
direito. As descriminações sobre sexo, raça são prioridade e o sufrágio universal que estipula
o direito de voto a todos os cidadãos com bases no princípio da igualdade entre os homens.
A nacionalidade e a idade determinam a capacidade eleitoral activa, art. 73.˚ da
CRM. Tem incapacidade eleitoral os interditos por sentença transitado em julgado, os
dementes ainda que não sejam interditos por sentença transitada em julgado quando
internados em estabelecimentos psiquiátricos ou como tais declarados com uma junta medica,
os definitivamente condenados a prisão doloso e delito comum e os que se encontram
judicialmente privados dos seus direitos políticos e os cidadãos sob prisão preventiva ou
decisão judicial.

As inscrições eleitoral feitas pelas incapacidades devem ser eliminadas dos cadernos e
recenseamento eleitoral. Ninguém nasce eleitor, mas sim torna-se eleitor, por outras palavras,
não basta ter a capacidade eleitoral activa para exercer um direito de sufrágio é necessário
também ser inscrito nos cadernos de recenseamento eleitoral, está inscrição concretiza-se pela
ligação territorial entre o eleitor e o município ou a povoação.

O recenseamento é obrigatório, os cidadãos devem inscrever-se no local de


funcionamento da entidade da licenciadora, na unidade geográfica da sua residência,
ninguém pode estar inserido mais do que uma vez no recenciamento eleitoral. O período da
atualização é estabelecido pelo conselho de Ministros. O recenseamento eleitoral é feito pelo
secretariado técnico da administração eleitoral sob proposta da direção da comissão
nacional da eleição.

As autarquias locais são marcadas pelo decreto de conselho de ministros com


antecedência mínima de 120 dias relativamente ao termo do mandato. As eleições para o
presidente do conselho autárquico ou povoação e para o membros da assembleia municipal ou
povoação são feitos em simultâneo.

As áreas territoriais dos munícipes ou das povoações constituem as circunscrição


eleitoral feitas com a eleição dos membros das assembléia municipais ou de povoação e dos
presidentes dos conselhos autárquicos ou de povoação. Assim os residentes dessa zona que
tem a capacidade eleitoral activa voltam para escolher os seus representantes,

A eleição do presidente do conselho autárquico é feito por cabeça lista do partido


político com ligação de partidos políticos ou grupos de cidadãos eleitorais que obtiver maior
números de votos na eleições. Art. 56.˚ da Lei 6/2018 de 03 de Agosto.
Próxima aula

Organização das Autarquias Locais

Categorias das autarquias locais

Instrutura das autarquias locais

Órgãos das autarquias locais

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