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Qualidades de um texto

A coerência - Ser coerente é não se contradizer. É sustentar o ponto de vista,


por meio de argumentos, de forma a não ir contra o que nós mesmos já
dissemos.
A concisão/coesão - Ser conciso é ser preciso, exato, eliminando do texto
tudo aquilo que é desnecessário; é ser objetivo.
A correção - A linguagem do texto deve obedecer ao padrão formal, isto é,
deve estar de acordo com as regras gramaticais.
A clareza - A idéia deve ser compreendida pelo leitor rapidamente. Por isso é
preciso ser coerente e ter cuidado para não se contradizer.
Como ser claro? Simples: obedecendo às normas gramaticais, evitando frases
longas e vocabulário rebuscado (sem uso comum, de difícil compreensão).
A elegância - A elegância consiste em tornar agradável a leitura do texto.
Como? Respeitando as qualidades já citadas, sendo criativo e original (ou
seja, sem ficar repetindo o que todos ouvimos sempre).
A elegância do texto também tem uma relação direta com a estética
propriamente dita. Ou seja, letra ilegível, rasuras e borrões são considerados
“inimigos” dos que buscam uma boa nota por sua produção textual. Outro
aspecto que também vai de encontro à elegância é o desrespeito à margem,
distância que sempre deve ser observada.
 
Os defeitos de um texto
É óbvio que os defeitos são exatamente o contrário do que citamos como
qualidades. Contudo vale ressaltar que um texto, para ser realmente bom, pode
até mesmo não ter todas as qualidades recomendadas, mas o essencial é não
apresentar nenhum dos defeitos a serem trabalhados a seguir. Pois a presença
de um deles pode empobrecer e muito a produção textual. Então, esteja
sempre atento!
Ambigüidade - Uma frase ambígua é aquela que apresenta mais de um
sentido.
Veja: “Em época de pleito* é comum ouvirmos candidatos dizendo ao povo
que se preocupam com o seu bem-estar”.
*Ortografia/Semântica: pleito = eleição; preito = homenagem
Analisando: “bem-estar” de quem? Do próprio candidato? Do povo?
Percebe-se que o pronome possessivo (seu) não foi bem-empregado.
Obscuridade - A obscuridade é ainda pior que o a ambigüidade, pois, quando
se é ambíguo, pode-se ter duas interpretações, enquanto que na obscuridade,
muitas vezes, não podemos nem mesmo imaginar do que se trata. É uma falta
total de clareza.
Normalmente a obscuridade é causada por fases longas, má pontuação,
desrespeito à normas gramaticais e linguagem rebuscada.
Analise um trecho retirado da Folha de São Paulo já há algum tempo:
“As videolocadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo
explícito. A decisão atende a uma portaria de Dezembro de 1991, do Juizado
de Menores, que proíbe que as casas de vídeo aluguem, exponham e vendam
fitas pornográficas a menores de dezoito anos. A portaria proíbe ainda os
menores de dezoito anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou
autorização dos pais.” Fica a pergunta: então, se estiverem acompanhados
dos pais, os menores poderão ir a motéis?
 
Pleonasmo - É uma espécie de redundância; é repetir o que já foi dito.
No Ensino Médio estudamos que Pleonasmo faz parte dos Vícios de
Linguagem e nos são passados exemplos de expressões que devemos evitar,
tais como “subir para cima”, “descer para baixo”, “entrar para dentro” e “sair
para fora”. Contudo não são apenas esses os pleonasmos existentes.
Veja outros casos: matinal da manhã, noturno à noite, hemorragia de sangue,
dois irmãos gêmeos, há tanto tempo atrás, ganhou de graça.
No entanto, quando usado de maneira poética, o Pleonasmo não constitui um
erro.
Exemplos:
“E rir meu riso e derramar meu pranto.” (Vinícius de Moraes)
“Os sonhos mais lindos, sonhei...” ( F. D. Marchetti e M. de Feraudy, versão
de Armando Louzada).
Cacofonia - É um som desagradável (às vezes, obsceno), resultante da
proximidade de determinadas sílabas.
Por exemplo: lá tinha, da vez passada, mande-me já.
Eco - É a repetição de palavras terminadas pelo mesmo som.
Observe: A decis ão causou comoção na população.
Corrigindo: A decisão fez com que o povo se comovesse.
Prolixidade - A prolixidade é o oposto da concisão. Consiste, portanto, em
utilizarmos mais palavras do que o necessário, tornando a leitura cansativa e
de difícil compreensão.
O uso de cacoetes lingüísticos (expressões que não acrescentam nada ao texto,
as quais só falamos porque estamos acostumados a ouvir) deve ser evitado.
Por exemplo, não devemos introduzir um texto com expressões do tipo “antes
de mais nada” ou “inicialmente”, pois, se estamos iniciando, é óbvio que é
“inicialmente”.
Outros casos: pelo contrário, por outro lado, por sua vez.
Na prolixidade (lembre-se: ser prolixo é “enrolar”; é não ser objetivo) também
encontramos o uso dos chavões.
Os chavões são frases ou expressões “feitas” as quais só empobrecem o texto.
Veja alguns exemplos: inflação galopante, caloroso abraço, caixinha de
surpresas, vitória esmagadora e outros.
Incoerência - Ser incoerente é se contradizer. Por isso, tome muito cuidado e
releia mais de uma vez seu texto, analisando-o, principalmente para que a
conclusão não “destoe” do restante do texto.
O desrespeito às regras gramaticais pode causar incoerência. Portanto tenha
muita atenção com as regras de concordância, de regência, de acentuação e até
mesmo com a ortografia.
Veja:
RETIFICAR = corrigir
RATIFICAR = confirmar
IR DE ENCONTRO = chocar-se; idéias contrárias
IR AO ENCONTRO = lado a lado; idéias afins, semelhantes
http://www.prevestibular.ufsc.br/arquivos/DicasdeRedacao_%20prof_joseana.
pdf
 
“Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha
lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade
perdida.” (Provérbio chinês)
 

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