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Art.

1º Constitui crime de tortura:

I - constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça,


causando-lhe sofrimento físico ou mental:

a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de


terceira pessoa; tortura-prova

b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa; ( obs,


precisar ser crime) contravenção não!!! Ex: coação moral irresistível)

c) em razão de discriminação racial ou religiosa;

II - submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com


emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou
mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter
preventivo. ( esposa não)

Pena - reclusão, de dois a oito anos.

§ 1º Na mesma pena incorre quem submete pessoa presa ou sujeita a


medida de segurança a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática
de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal. (cuidado)

§ 2º Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever


de evitá-las ou apurá-las, incorre na pena de detenção de um a quatro anos.

Obs: preste atenção que a pena é de detenção e pela metade quando


tem omissão.

Obs: tem que ter o dever de evitar ou apurar

§ 3º Se resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, a pena é


de reclusão de quatro a dez anos; se resulta morte, a reclusão é de oito a
dezesseis anos. QUALIFICADORA

§ 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um terço: 1/6 a 1/3

Obs: não são qualificadoras

I - se o crime é cometido por agente público;

II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência,


adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos.

III - se o crime é cometido mediante seqüestro.

§ 5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego


público e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena
aplicada. CAII
§ 6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.

§ 7º O condenado por crime previsto nesta Lei, salvo a hipótese do §


2º, ( § 2º Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou
apurá-las, incorre na pena de detenção de um a quatro anos). iniciará o cumprimento
da pena em regime fechado.

Art. 2º O disposto nesta Lei aplica-se ainda quando o crime não tenha
sido cometido em território nacional, sendo a vítima brasileira ou
encontrando-se o agente em local sob jurisdição brasileira.
(Extraterritorialidade Incondicionada )

OBS; DAR COBERTURA RESPONDE PELO MESMO CRIME, CUIDADO! NÃO É OMISSÃO NÃO.

A submissão de pessoa presa a sofrimento físico ou mental por funcionário público


que pratique atos não previstos em lei exige NÃO o dolo específico.

"Pune-se a submissão de pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a sofrimento


físico ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não
resultante de medida legal. Aqui o tipo subjetivo se contenta com o dolo, não
exigindo finalidade especial animando o agente.

A legislação brasileira define tortura como constrangimento com emprego de violência


ou grave ameaça, de modo a causar sofrimento, para se obter informação, ou para
provocar ação ou omissão, com o objetivo de discriminação racial, religiosa ou ainda
como forma de castigo.

NÃO EXISTE CRIME DE TORTURA NA MODALIDADE CULPOSA

Para que um cidadão seja processado e julgado por crime de tortura, é prescindível
que esse crime deixe vestígios de ordem física.

São circunstâncias que sempre atenuam a pena: 

        I - ser o agente menor de 21 (vinte e um), na data do fato, ou maior de 70


(setenta) anos, na data da sentença; 

       II - o desconhecimento da lei; 

O policial condenado por induzir, por meio de tortura praticada nas dependências do
distrito policial, um acusado de tráfico de drogas a confessar a prática do crime
perderá automaticamente o seu cargo, sendo desnecessário, nessa situação, que o juiz
sentenciante motive a perda do cargo.
Importante!!! Cai muito
No crime de tortura em que a pessoa presa ou sujeita a medida de segurança é
submetida a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não
previsto em lei ou não resultante de medida legal, não é exigido, para seu
aperfeiçoamento, especial fim de agir por parte do agente, bastando, portanto,
para a configuração do crime, o dolo de praticar a conduta descrita no tipo objetivo.

Daniel, delegado de polícia, estava em sua sala, quando percebeu a chegada dos
agentes de polícia Irineu e Osvaldo, acompanhados por uma pessoa que havia sido
detida, sob a acusação de porte de arma e de entorpecentes. O delegado permaneceu
em sua sala, elaborando um relatório, antes de lavrar o auto de prisão em flagrante.
Durante esse período, ouviu ruídos de tapas, bem como de gritos, vindos da sala onde
se encontravam os agentes e a pessoa detida, percebendo que os agentes
determinavam ao detido que ele confessasse quem era o verdadeiro proprietário da
droga. Quando foi lavrar a prisão em flagrante, o delegado notou que o detido
apresentava equimoses avermelhadas no rosto, tendo declinado que havia guardado
a droga para um conhecido traficante da região. O delegado, contudo, mesmo
constatando as lesões, resolveu nada fazer em relação aos seus agentes, uma vez que
os considerava excelentes policiais. Nessa situação, o delegado praticou o crime de
tortura, de forma que, sendo proferida sentença condenatória, ocorrerá,
automaticamente, a perda do cargo.

Certo ( tortura IMPRÓPRIA)

A denominada tortura para a prática de crime ocorre quando o agente usa de


violência ou grave ameaça para obrigar a vítima a realizar ação ou omissão de
natureza criminosa. Assim, essa forma de tortura não abrange a provocação de
ação contravencional.

O agente penitenciário que detém a guarda de um sentenciado e, como forma de


aplicar-lhe um castigo, o ameaça de morte e o submete a intenso sofrimento físico
com o emprego de choques elétricos e submersão em água para asfixia parcial,
causando-lhe lesões corporais simples, responde pelo crime de tortura, que absorve
os de ameaça e de lesões corporais.

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