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INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTANCIA

Departamento de Ciências de Educação


Curso de Licenciatura em Ensino de Português

A IMPORTÂNCIA DE METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO CIENTIFICA


PARA ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS

Saibo Saibo Mussa - 91210225


Pemba, Março, 2021
INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTANCIA

Departamento de Ciências de Educação


Curso de Licenciatura em Ensino de Português

A IMPORTÂNCIA DE METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO CIENTIFICA PARA


ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS

Trabalho de campo a ser submetido na


coordenacao do curso de Licenciatura
em Ensino de Portugues do ISCED.

Tutor: Olga Nhacarize

Saibo Saibo Mussa


Pemba, Março, 2021

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Índice
Introdução................................................................................................................................3

Objectivos:..............................................................................................................................3

Objectivo Geral.......................................................................................................................3

Objectivo Especifico...............................................................................................................3

Metodologia Cientifica............................................................................................................4

Importância de Metodologia de Investigação Cientifica para Estudante Universitários........5

A Missão do Estudante num Contexto Universitário..............................................................7

Conclusão................................................................................................................................9

Referências Bibliográficas....................................................................................................10

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Introdução
Os métodos de investigação científica ou o próprio conhecimento científico, tem como
finalidade conhecer o objecto estudado pelo homem através de um espírito científico, com
uma mente crítica, objectiva e racional, para que possa obter um conhecimento em que o
homem penetra nas diversas áreas da realidade para dela tomar posse, conforme mencionam
Cervo e Bervian (2005), e com isto trazer a capacidade de criação de meios que possam
auxiliá-lo em seus exercícios.

A metodologia científica é o estudo dos métodos sendo importante disciplina que aborda
informações, ajuda mostrar os caminhos, os instrumentos quanto aos procedimentos têm que
ser adoptados ao fazer um trabalho científico. Só se amplia conhecimento edificando o saber
pela busca do aprendizado pela investigação tanto ao docente como o académico. Esse
processo de saber identificar os caminhos que se devem percorrer ao produzir conhecimento e
poder colocar em prática aquilo que aprendeu é muito significativo, envolvente e cativante. O
docente necessita do estudo da pesquisa objectivando resultados eficazes onde o académico
aprenda praticar o que aprendeu e desenvolver as aptidões de raciocínio, observação,
formulação e testagem de hipóteses que são pré-requisitos na pesquisa oportunizando o
académico adquira novos conhecimentos, (SEVERINO, 2000).

Objectivos:
Objectivo Geral
Conhecer e descrever a importância de métodos de investigação científica.

Objectivo Especifico
Compreender a importância de Metodologia de Investigação Científica no ensino superior:
ensino, pesquisa e extensão;

Diferenciar o paradigma padrão e reflexivo no processo educativo no ensino superior;

Diferenciar a universidade de outros níveis de ensino.

Método de elaboração deste trabalho

Para a elaboração deste trabalho resulta basicamente de pesquisas bibliográficas e consultas


de sites na Internet. Em termos de estrutura, o trabalho conta com três partes principais, sendo

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a primeira, a presente introdução, a segunda parte é do desenvolvimento do tema, na terceira
parte e por fim apresentamos as referências bibliográficas.

Metodologia Cientifica
A Metodologia Científica significa estudo dos métodos ou da forma, ou dos instrumentos
necessários para a construção de uma pesquisa científica, é uma disciplina a serviço da
Ciência. Metodologia é a parte onde será indicado o tipo de pesquisa que será empregado, as
etapas a serem realizadas. O conhecimento dos métodos que auxiliam na elaboração do
trabalho científico.

Severino (2000, p.18) define Metodologia como

[...] um instrumental extremamente útil e seguro para a gestação de uma


postura amadurecida frente aos problemas científicos, políticos e filosóficos que nossa
educação universitária enfrenta. [...] São instrumentos operacionais, sejam eles
técnicos ou lógicos, mediante os quais os estudantes podem conseguir maior
aprofundamento na ciência, nas artes ou na filosofia, o que, afinal, é o objectivo
intrínseco do ensino e da aprendizagem universitária.

No mundo acadêmico, fazer ciência é importante para todos porque é por meio dela que se
descobre e se inventa, e o método representa, portanto, uma forma de pensar para se chegar à
natureza de um determinado problema, quer seja para estudá-lo, quer seja para explicá-lo.

De acordo com, Libânio (2001, p. 39): O primeiro objectivo da disciplina de Metodologia


Científica é resgatar em nossos estudantes a capacidade de pensar. Pensar significa passar de
um nível espontâneo, primeiro e imediato a um nível reflexivo, segundo, mediado. O
pensamento pensa o próprio pensamento, para melhor captá-lo, distinguir a verdade do erro.
Aprende-se a pensar à medida que se souber fazer perguntas sobre o que se pensa.

A Metodologia Científica irá abordar as principais regras da produção científica para alunos
dos cursos de graduação, fornecendo uma melhor compreensão sobre a sua natureza e
objectivos, podendo auxiliar para melhorar a produtividade dos alunos e a qualidade das suas
produções.

Neste sentido Libânio (2002, p. 43-47 apud PINTO, 2009, p. 3) descreve que existe um
terceiro ponto que norteia o ensino da Metodologia que é:

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Aprender a fazer, que significa colocar-se num movimento histórico em que o presente
assume continuamente uma instância crítica em relação ao passado. Aprender a fazer
captando o lado ético de todo agir humano implica um senso de responsabilidade pois quanto
mais cuidamos de vislumbrar o futuro nos actos presentes, mais aprendemos a fazer.
Aprender a fazer e a pensar não é privilégio de inteligências. Grandes génios se perderam no
encurralamento de seu saber fragmentado e hiperespecializado, desenvolvendo experiências
que terminaram em produtos nefastos para a humanidade. Não se pode entender o
investimento de inteligências na pesquisa de armamentos de morte, a não ser porque essas
pessoas nunca aprenderam a pensar e a fazer.

Importância de Metodologia de Investigação Cientifica para Estudante Universitários


O saber académico amparado pela metodologia e suas regras faz o aluno pensar, criar e
entender a pesquisa. E pela pesquisa que se consegue repassar a conexão entre técnicas e
conhecimentos de forma criativa, e fazer da criatividade a base de desenvolvimento da
educação universitária em sua plenitude. Uma Universidade destituída de emulações criativas
limita-se à condição de mera repetidora daquilo que outros centros já elaboraram.
(BORNHEIM, 1993).

A MIC como disciplina na universidade se faz necessária, pois, a universidade é uma


instituição comprometida em ampliar o saber do sujeito, bem como da sociedade e da
Humanidade. A metodologia auxilia e orienta o universitário nas normas de investigação para
tomar decisões oportunas na busca do saber e na formação crítica e hábitos necessários a
investigação científica. O uso de processos metodológicos permitirá ao estudante desenvolver
o silogismo e criatividade (CERVO & BERVIAN, 2002). A metodologia científica fornece
aos discentes um instrumento indispensável para que sejam capazes de atingir os objectivos
da academia, que são o estudo e a pesquisa em qualquer área.

A metodologia nos possibilita escolher o melhor caminho, tornando o trabalho/estudo mais


prático e mais científico, além de resgatar nos alunos o pensar. Pensar significa passar de um
nível espontâneo, primeiro e imediato a um nível reflexivo, segundo mediado. O pensamento
pensa o próprio pensamento, para melhor captá-lo, distinguir a efectividade do erro. Aprende-
se a pensar quando se souber fazer perguntas daquilo que é reflectido. (LIBANEO 2001).

A prática reflexiva é bastante difundida no campo das discussões, e incorporada a textos e


documentos de forma quase integral e totalizadora (CAMPOS, DINIZ, 2004). Em meio às

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mudanças educacionais o processo formativo de professores reflexivos pode ser caracterizado
de duas formas: pedagógica e académica, que correspondem respectivamente a processos que
conduzem ao exercício profissional, e a estudos específicos a nível científico sobre um tema.
(MIARALET, 1991).

Nesse contexto, a pesquisa assume papel importante, pois tanto docente, quanto o estudante
fará uso da pesquisa para aprimorar, pôr em prática e construir conhecimento de maneira
significativa. Severino (2000, p. 25 - 26) diz que o “professor precisa da prática da pesquisa
para ensinar eficaz mente; o aluno precisa dela para aprender eficaz e

Pinto (2009, p. 4) descreve que:

O método, quando incorporado a uma forma de trabalho ou de pensamento,


leva o indivíduo a adquirir hábitos e posturas diante de si mesmo, do outro e do
mundo que só têm a beneficiar a sua vida tanto profissional quanto social, afectiva,
económica e cultural. Por método entendemos caminho que se trilha para alcançar um
determinado fim, a tingir-se um objetivo; para os filósofos gregos metodologia era arte
de dirigir o espírito na investigação da verdade. Ora, as regras e passos metodológicos
que são ensinados na universidade, visando à inserção do estudante no mundo
académico - científico - que são pertinentes e necessárias - objectivam também, e,
sobretudo, a criar hábitos que o acompanharão por toda a sua vida, como o gosto pela
leitura, a compreensão dos diferentes interlocutores, um espírito crítico maduro e
responsável, o diálogo claro e profundo com os outros e com o mundo, a
autodisciplina, o respeito à alteridade e ao diferente, uma postura de humildade diante
do pouco que se sabe e da infinidade de saberes existentes, o exercício da ética e do
respeito a quem pensa diferente, a ousadia/coragem de expor o próprio pensar.

Ainda Pinto (2009) afirma que “o papel da disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica
nas unidades de ensino académico deve ajudar os estudantes na experiência de sentirem-se
cidadãos, livres e responsáveis, a administrar suas emoções e exercitar o bom senso e a
equidade”.

Observa-se que ao aplicar-se esta disciplina o professor/orientador deve ter bem evidente tal
papel, pois este lhe dará uma sustentabilidade maior para arguir com seu aluno sobre a
importância deste em sua formação académica.

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Pois Libânio (2002, p. 58 apud PINTO, 2009, p. 05) enfatiza que:

O mundo académico-científico é uma cartilha - um pouco mais elaborada - para aprender a


arte de com viver. E viver-com é a arte de ser. Quando assimilarmos no quotidiano da vida,
não apenas as regras metodológicas da ABNT e suas infinitas excepções e peculiaridades,
com o objectivo de elaborar um trabalho científico de excelência, mas avançarmos,
transformando as mesmas regras frias e intelectuais em hábitos que integralizam a pessoa,
então estaremos, também, aprendendo a ser. Entrar nesse processo significa superarmos a
tentação de medir tudo em termos de eficiência e de interesses e substituirmos esses critérios
quantitativos por intensidade da comunicação, pela difusão dos conhecimentos e das culturas,
pelo serviço recíproco e a boa harmonia para levar adiante uma tarefa comum.

Portanto, esta maneira de enxergar e aprender esta disciplina talvez possa a vir contribuir para
uma maior actuação, ou seja, um desempenho dos professores/orientadores que se
responsabilizam pelo seu ensino, uma melhor aceitação da matéria por parte dos académicos,
nem sempre muito receptiva, proporcionando a estes um ensino eficaz e integrador.

A Missão do Estudante num Contexto Universitário


Ao ingressar na universidade o estudante depara-se com situações pouco comuns a sua
realidade, até então. A partir disso, é necessária uma adequação, por parte do estudante, ao
novo ambiente. Para Severino (2007, p. 37):

No ensino superior, os bons resultados do ensino e da aprendizagem vão depender em muito


do empenho pessoal do aluno no cumprimento das atividades académicas, aproveitando bem
os subsídios trazidos seja pela intervenção dos professores, seja pela disponibilidade de
recursos pedagógicos fornecidos pela instituição de ensino.

Como Afirma Teixeira (2010), ao mencionar sobre as competências transversais do ofício do


aluno, diz que o estudante precisa desenvolver três actos académicos: os hábitos de estudar,
ler e escrever textos para torna-se actuante na sociedade. Isso servirá como requisito para que
o estudante torne-se um pesquisador.

O ato ou hábito de estudar está directamente ligado ao de aprender através de boas práticas de
leitura e atenção às aulas, dando ao aluno a possibilidade de participar, interpretar e envolver-
se no desenvolvimento de tais práticas. Sendo assim, deve-se aproveitar ao máximo as aulas
em sala, pois “esse material didáctico científico deve ser considerado e tratado pelo estudante

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como base para seu estudo pessoal, que complementará os dados adquiridos através das
actividades de classe” (SEVERINO, 2007, p. 43), além das leituras de bons livros que
possibilitem actuação e/ou reflexão do estudante.

Segundo Teixeira (2010), o académico só se torna um pesquisador se estiver em constante


actualização e isto exige novas leituras sobre temas os mais diversos e principalmente sobre o
assunto que vai pesquisar. O afunilamento das ideias e a conclusões sobre as mesmas só se dá
diante de um factor primordial, a curiosidade, a vontade de buscar opiniões diversas para a
mesma problemática, e a partir disto, ser capaz de ter uma reflexão clara sobre o tema
proposto a ser pesquisado, não com a pretensão de chegar a conclusão, mas sim de ter a
capacidade de acrescentar mas questionamentos.

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Conclusão
Após a nossa pesquisa podemos concluir que a disciplina de Metodologia e Investigação
Científica, é importante para estudantes universitários, porque a metodologia nos possibilita
escolher o melhor caminho, tornando o trabalho/estudo mais prático e mais científico, além de
resgatar nos alunos o pensar. Pensar significa passar de um nível espontâneo, primeiro e
imediato a um nível reflexivo, segundo mediado. O pensamento pensa o próprio pensamento,
para melhor captá-lo, distinguir a efectividade do erro. Aprende-se a pensar quando se souber
fazer perguntas daquilo que é reflectido. (LIBANEO 2001).

De acordo com Teixeira (2010), ao mencionar sobre as competências transversais do ofício do


aluno, diz que o estudante precisa desenvolver três actos académicos: os hábitos de estudar,
ler e escrever textos para torna-se actuante na sociedade. Isso servirá como requisito para que
o estudante torne-se um pesquisador.

Por tanto a MIC, nos facilita como estruturar um trabalho de investigação científica, fases do
processo da investigação, citações e referências em trabalhos de pesquisa, ética na pesquisa a
e escolha do método de pesquisa. Algo muito importante para um estudante universitário
poder saber.

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Referências Bibliográficas
PINTO, M. J. F. A Metodologia da Pesquisa Científica como ferramenta na Comunicação
Empresarial. Artigo, 2009. Disponível em: . Acesso em: 05 de abr. 2011.

LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Pesquisa. In: LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A.


Técnica de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2001.

SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez, 2000.

CIECHOWICZ, Marlene Perkoski. CIECHOWICZ, Franciele Cristina. A importância da


disciplina metodologia da pesquisa no curso de pedagogia: um estudo de caso. Revista
Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 09, Vol. 04, pp. 05-25.
Setembro de 2019.

CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Pearson Prentice
Hall, 2002.

SEVERINO, António Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. Ed. rev. e atual. São
Paulo, SP: Cortez, 2007.

TEIXEIRA, Elizabeth. As três metodologias: académica, da ciência e da pesquisa.7. ed.


Petrópolis, RJ: Vozes, 2010.

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