Você está na página 1de 2

Se admitirmos as duas proposicoes, teremos de aceitar logicamente a terceira, desde que o

tempo de trabalho necessario para produzir o valor encarnado no salario seja inferior a duracao
total do trabalho.

Max afirma pura e simplesmente, a existencia dessa diferencça entre a jornada de trabalho e o
trabalho necessario. Esta convecido de que a jornada de trabalho do seu tempo, que era de 10
horas, as vezes 12 horas, era muito superior a duraçao do trabalho necessario, isto e, do
trabalho necessario para criar o valor encarnado no proprio salario.

A partir desse ponto, Mark desenvolve uma casuistica da luta pea duraçao do trabalho. Invoca
um grande numero de fenomenos do seu tempo, em partidcular o fato de que os empresarios
pretendiam so ter lucro com a ultima ou as duas ultimas horas de trabalho. Sabe se, alias que ha
um seculo que os empresarios protestam cada vez que se reduz a jornada de trabalho. Em
1919, alegavam que uma jornada que com uma jornada de 8 horas nao conseguiriam equilibrar
se.

Segundo marxismo, nada existe alem da natureza e dos homens. Contudo, nenhum desses
elementos, tomados separadamente, pode explicar o desenvolvimento das sociedades.
Somente sua unidade dialetica pode fornecer a resposta adequada, e sua unidade dialetica e o
trabalho, e a produçao. Sem o trabalho nao e uma maldiçao divina, e a condiçao objetiva da
existencia humana.

Ha muitos modos, porem, de a sociedade conseguir os meios de existencia que lhe sao
necessarios:pode faze lo, por exemplo, utilizando instrumentos de artesao ou servindo se de
maquinas, usando animais ou escravos, etc. E preciso, portanto, estudar de perto a maneira
pela qual se efectua a produçao, estudar o modo de produçao.

Forças Produtivas
Para viver, necessitamos de alimento, vestuario, calçados, alojamento, combustiveis, etc. Para
termos esses bens materiais e necessario que a sociedade os produza. Para produzir e preciso
instrumentos aprpriados. E preciso saber fabricar estes instrumentos e saber usa los.

Mas o desenvolvimento das forças produtivas esta condicionado pelo desenvolvimento dos
instrumentos de produçao. Primeiro, os grosseiros e primitivos instrumentos de pedra. Depois,
arcos e flechas, que possibilitaram a passagem da caça a domesticaçao dos animais e a pecuaria
primitiva. A esse estagio seguiu se o dos instrumentos de metal, que permitiram a passagem
para a agricultura. Posteriormente, novos aperfeiçoamentos possibilitaram a utilizaçao de novos
materias.
Esse desenvolvimento constitui a base da divisao do trabalho, particularmente da primeira
grande divisao do trabalho:entre pescadores e caçadores primitivos.

Max afirmou que existem dois procedimetos fundamentais para aumentar a mais valia a cusra
dos assalariados, isto e, para levar a taxa de exploraçao. Um consiste em prolongar a duraçao do
trabalho; outro, em reduzir o mais possivel o trabalho e aumentar a produtividade, isto e,
produzir o valor igual ao do salario a num tempo mais curto. Isso explica o mecanismo da
tendencia pela qual a economia capitalista procura aumentar constantemente a produtividade
do trabalho. O aumento dessa produtividade do trabalho proporciona automaticamente uma
reduçao do trabalho necessario e, em consequencia, uma evoluçao da taxa de mais valia se for
mantido o nivel dos salarios nominais.

Quando se verifica que a realidade contradiz uma teoria, pode se evidentemente conciliar a
teoria com a realidade fazendo intervir um certo numero de hipoteses suplementares. Ha ,
porem outra soluçao, mais logica, que consiste em reconhecer que o esquematsimo teorico foi
mal contruido.

A resposta de Marx e a seguinte: o capitalismo nao poderia funcionar se a taxa de lucro fosse
prporcional a mais valia, e nao ao conjunto do capital. Ha assim uma taxa de lucro media em
cada economia. Essa taxa de lucro media e formada pela concorrencia força o lucro com relaçao
a mais valia em cada empresa ou setor, mas o conjunto da mais valia constitui no conjunto da
economia um montante global que distribui entre os varios setores em proporçao ao capital
total, constante e variavel, investindo em cada setor.

O ponto de partida de Marx foi uma constataçao que todosos economistas do seu tempo faziam
ou pensavam fazer, a saber, que existe uma tendencia secular para a baixa da taxa de lucro.
Marx, sempre desejoso de explicar aos economistas ingleses ate que ponto ele, graças ao seu
metodo, lhes era superior, pensou ter descoberto, no seu esqueamatismo, a explicaçao historica
da tendencia para a baixa da taxa de lucro.

Você também pode gostar