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Capítulo2

Pedagogia
e na Colónia e no Império
Educação

1.Jesuítas e Pombal

OBrasil foi colónia de Portugal entre 1500 e 1822. Da chegada das cara.
velas de Pedro Alvares Cabral em nossa terra até a declaração de independèn-
cia política por D. Pedro I, nosso povo viveu sob o chamado regime colonial. A
partir da Independência, iniciamos nossa vida sob o Império, que terminou
com a proclamação de nossa República pelo Marechal Deodoro da Fonsexa
em 1889.

A educaçãoescolar no período colonial, ou seja, a educação regular e


mais ou menos
institucional de tal época, tevetres fases: a de predomínio dos
jesuitas; a das reformas do Marquês de Pombal, principalmente a partir dà
expulsão dos jesuítas do Brasil e de Portugal em 1759; e a do período em qw
D.João V, então rei de Portugal, trouxe a Côrte para o Brasil
(18OS-1821).
A educação brasileira teve seu
início propriamente dito com o fim
regime de a
capitanias. O Brasil ficou sob
regime de capitanias hereditare
o
entre 1532 e 1549. Tal
Geral. Na
regime terminou quando D. João Ill criou o GoVer
primeira administração deste, com Tomé de Souza,
o Padre
Manoel da Nóbrega e dois aportaram aaqu
ros professores. outros jesuítas. Eles foram nOSSOs m er
P
Manoel da
Nóbrega nasceu no ano de 1517. Era da região do en
ortugal. Sua formação foi nas universidades Minho,
spanha) e
Coimbra de Salamanca
(Portugal). Optou pela Companhia de
matura, em
(EsP tro r
1544. No
Brasil, Jesus très anos
ap
sua

ao P'aulo. esteve na Bahia e, ao par


Fundou o deixá-la em 15>- *
Clal da
futura cidade Colégio São Paulo na aldeia de n
de São Paulo.
Faleceu no Rio de
Piratininga,a, o marco

Janeiro en i
S R A A ELUA AU SRASILEIRA

25
S tralalho nducador toi de inerivel
como
truae a pioneirismo. Instituiu
rateqese dos indigenas. Mais tarde, outros a ins-
r O Bras1l grupos de jesuítas che
se
ntegraram d s seus
projetos educativos.
ma vez aqui, OS jesuitas
começaram a pensar em formar outros
&rtir da populagao local. Desenvolveram as padres,
escolas de ordenação e,
las. dlguma unstruçao chegou graças
ate aos tilhos dos colonos brancos e aos mes

Manoel da Nobrnga torjOu um planode ensino adaptado ao nosso


pais,
gundooque ele entendia
que era a sua misso. O plano de estudos de
Nóbrega
ontinha o ensinO do portugues, a doutrina crist e a "escola de ler e escrever"
-

isso Como patamar basico. Após essa fase, o aluno


musica instrumental e
ingressava no estudo da
do canto orfednico. Terminada tal
fase, o aluno poderia
ou tinalizar os estudos
aprendizado profissional ligado à agricultura ou
com o
eguir mais adiante com aulas de gramática e, entào, completar sua tormaçad
na Europa.
Aos jesuitas coube, praticamente, o monopólio do ensino escolar no Bra-
sil durante um tempo razoável. Algo em torno de duzentos anos. Durante esse
tempo, eles fundaram vários colégios com vistas à formação de religiosos. Ainda
que os tilhos da elite da colônia não quisessem, todos eles, se tornar padres,
tinham de se submeter a tal ensino. Eram os únicos colégios existentes.
A pedagogia aplicada nesses colégios evoluiu do plano de Nobrega para
a adoção do sistema do Ratio Studiorum, o plano de estudos da Companhia de
Jesus. O que era essa Companhia e como era seu ensino?
A Companhia de Jesus foi oficializada pela lgreja em 1540. Nasceu em
uma época caracterizada por conflitos e divisões dentro da Igreja, sendo a
Reforma Protestante o principal deles. Era também a época da expansão das
fronteiras geográficas, com a descoberta da América e a abertura de novas
rotas comerciais na Ásia, e das mudanças radicais no campo das ciências e das
letras. A Companhia tentou dar uma resposta positiva a esses desafios, atuan-
do em três campos: defesa e promoção da té crist; propagação da fé nos terri-
tórios coloniais; educação da juventude. A atividade educativa tornou-se a
do ensino da Companhia tavoreceu
principal tarefa dos jesuítas. A gratuidade
a expansão dos seus colégios. Em 1556, quando da morte de Santo Inácio,o
controle. No final do século
Companhia, havia 46 colégios sob
seu
criador da
XVI o número de Colégios era de 372.
sintetizou-se em um conjunto de
experiência pedagógica dos jesuitas
A
Studiorum (Ordem dos Estudos). O
normas e estratégias chamado de Ratio
do homem cristão, de acordo
Objetivo dessa Ordem era o de "formaçào integral
estudos articulava um curso
Com a fé e a cultura daquele tempo. Esse plano de
P. GHIRALDELLI JR
2
básicode humanidades COm uim de tilosotia Seguido por um de teolori.A
formaçåo culminava con uma Vlagem de tinalização de estudos na Furoopa
ocorreu foi que o ensino das prime
Sob os jesuitas, na pratica, o
que
das familias, na s u a maior parte. As familiacs
neiras
letras ficou sob o encargO mais
um preceptor ou por colocar o ensino do suas
ricas optaram ou por pagar
um parente mais letrado, de modo que o s cact-1
crianças sob
os auspicios de be-
ao atendimento dos brancos e não muito
lecimentos dos jesuítas, quanto po
menos na educação intantil que na educacão de inu ens
bres, se especializaram
a basicamente instruídos.

influenCia sobre a sociedade e sohr


Os colégios jesuítas tiveram grande bre
diante das necessidades da populac
a elite brasileira. Não foram muitos,
Todavia, foram suficientes para gerar uma relação de respeito entre os e

donos das terras e os que eram os donos das almas. Quando os iesini.
eram os
de Portugal e, portanto, de suas colônias, em 1759, tínha-
tas foram expulsos
nosso país mais de cem estabelecimentos de ensino, considerando os
mos em
os seminários e as "escolas de ler e escre
colégios, as residências, as missões,
ver", sob a administração direta dos jesuítas.
de Jesus foi expulsa de Portugal e do Brasil
quandoo Mar-
A Companhia
ques de Pombal,' então Ministro de Estado em Portugal, empreendeu uma
série de reformas no sentido de adaptar aquele país e suas colônias às trans-
culturais que ocorriam na Europa. No cam-
formações econômicas, políticas e

que se queria era a implementaço em Portugal de


cultural, o idéias mais
po
ou menos próximas do Iluminismo. O que foi o Iluminismo?
O luminismo ou, mais exatamente, a Ilustração, corresponde ao período
amento europeu caracterizado pela entase na experiëncia e na razao,
pela desconfiança em relação à religião e às autoridades tradicionais, e pela
emergéncia gradual do ideal das sociedades liberais, seculares e democráticas.
Na Inglaterra do século XVII, o movimento já podia ser apreciado nos textos
de Francis Bacon (1561-1626) e de Thomas Hobbes (1588-1679). Na França, nos
de Renné Descartes, através da nova ênfase
deste em relação à independencla
da razão. No século XVIII tal movimento alcançou seu ápice na França, com a
edição da Enciclopédia, na Escócia com David Hume (1711-1776), Adam Smitn
1723-1790) e outros e, enfim, na Alemanha, com uma
conotação filosófica cO
plexa através dos trabalhos de Immanuel Kant
(1724-1804). Apesar de não vet
1.
SebastiãoJoséde Carvalho e
Melo, Conde de
foi
primeiro ministro de D. José l. Marcou século Oeiraso Marquês de Pombal (1699-1782),
política de concentração de XVIll e o absolutismo
o uma

poder com
régio atraves ae tir.
forte o
objetivo
dependência desta em relação à Inglaterra.
de restabelecer a
economia nacional e re
HISTORIA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA 27

mos com facilidade doutrinas positivas comuns a todos esses pensadores, pode-
mos apontar para alguns pontos relevantes que se repetiram: o lluminismo está
associado a uma concepção materialista dos seres humanos, a um otimismo
quanto ao seu progresso por meio da educação e a uma perspectiva em geral
utilitarista da sociedade e da ética. Em Portugal, no entanto, o Iluminismo, ape-
duramente Companhia de Jesus, não efetivou no sentido de
sar de atingir a se

uma liberalização geral das obras dos muitos escritores do periodo, sendo que
vários autores, mesmo os do século XVII, foram censurados na Universidade.
Com a expulsão dos jesuítas de Portugal e Brasil a mão-de-obra para o

ensino Começou a ser alterada. Ainda que osprofessores continuassem, du-


rante bom tempo, a serem os que haviam sido formados pelos padres da Com-
formato do ensino, ao menos em
panhia de Jesus, houve relativa mudança no

chamar de ensi-
Portugal. Nasceu naquele país o que, de certo modo, pode-se
e voltado para a cidadania
no público; ou seja, u m ensino mantido pelo Estado
o Iluminismo, requisitava do
indivíduo a
uma noção que, forjada segundo
sociedade que passava a exi-
compreensão de seus direitos e deveres em uma
e discurso.
gir das pessoas u m a gradual independência de pensamento
A partir de 1759, o Estado assumiu a educação em Portugal. Apareceram
análise da literatura destinada às escolas (isso in-
os concursos públicos e a

cluía a censura, pois o Iluminismo implicou uma liberalização


português não
No Brasil, desapareceu o curso de hu-
completa dos autores do movimento).
"aulas régias". Eram aulas avulsas de
manidades, ficando em seu lugar as
os professores, por eles mesmos,
or-
latim, grego, filosofia e retórica. Cu seja:
colocado a "escola" para
ganizavam locais de trabalho e, uma vez tendo
os
trabalho do ensino.
funcionar, requisitavam do governo pagamento pelo
o

medidas tenham desarticulado o inci


De u m modo geral, ainda que tais
esse período foi rico na formação de
piente, mas único, sistema de educação,
Eles continuaram, como antes, a con-
intelectuais importantes, em nosso pais.
sob a influência do Iluminismo. Uma
cluir seus estudos na Europa, mas agora
e x e r c e r a m papéis que
colaboraram na diferenciação de
vez de volta ao Brasil,
deles foram fundadores de institui-
Alguns
pensamentos em n o s s a sociedade.

vieram a ser bastante conhecidas. Foi o caso de José Joaquim


ções e escolas que 1800.
Seminário de Olinda em
de Azeredo Coutinho, que fundou o

Olinda entre 1779 e 1802. Estudou na


Azeredo Coutinho foi bispo de
reforma de
esta já havia passado por uma
Universidade de Coimbra quando
iluminismo brando. Foi um intelectual
desta-
cunho iluminista, ainda que um
o Brasil.
e s c r e v e u uma série
de estudos em economia voltados para
cado, que livro O verda-
colocou o Seminário de Olinda sob as n o r m a s do
Em pedagogia,
ins-
Luiz Antonio Verney, que por sua vez foi
deiro método de estudar, do Padre
P. GHIRA DELLI JR

irnteressante notar que Lohn


(16.32-1704). E
filosoto ingles John Locke este deveria aband
pirado o insistiu que mar
talar da educaçdo do gentlean, eloqucnc1a, a
virtude e a sabe-
lhe ao a
e s t a ordem,
priorizasse, nesta ordem, a virtudo
uma ed1caçav que , a
priorizasse,
de uma cducaçåo que posicionou cllara
dona m faro conhecimento. Com isto,
Locke se

e o
"cultura de
sabedoria. a educaçào afeito à
Ver
t
mais

de humanismo vigente,
m e n t e vontra
certo tipo
utilidade.
n12 que à

2. As escolas do Império
o Bras1l, em 1808, que o ensin
Foi vinda da Côrte portuguesa para
com a
O Brasil, com D. João VI
a se alterar mais profundamente.
realmente começou
a ser a sede do
reino portugues. Com isto, uma série
no Rio de Janeiro, passou
como e m nivel superior.
em nível médio
de cursos, tanto protissionalizantes realmente parecido
criados para tornar o ambiente
bem c o m o militares, foram
o comércio
Côrte. Houve a abertura dos portos para
com o que teria de ser a
do Jardim Bo-
nascimento da imprensa régia e a criação
com países amigos, o
Curso de Cirurgia na Bahia eo
tânico do Rio de Janeiro. Em 1808 nasceu o
No decorrer, nasceu o Curso
Curso de Cirurgia e Anatomia no Rio de Janeiro.
a Academia Real Mili-
de Medicina no Rio de Janeiro e, em seguida, em 1910,
tar (que mais tarde tornou-se a Escola Nacional de Engenharia).
O ensino no Império foi estruturado em três níveis: primário, secundário
e superior. O primário era a "escola de ler e escrever", que ganhou um incen-
tivo da Corte e aumentou suas disciplinas consideravelmente. O secundário
se manteve dentro do esquema das "aulas régias", mas ganhou uma divisão
em disciplinas, principalmente nas cidades de Pernambuco, Minas Gerais e
Rio de Janeiro.
Em 1821 a Côrte voltou para Portugal e, um ano depois, D. Pedro I lide-
a Independéncia,
rOu outorgando em seguida a nossa primeira Constituição, a
de 1824. Essa carta constitucional continha um
tópico específico em relaçao
educação. Ela inspirava a idéia de um sistema nacional de educação. Segunuo
ela, o império deveria possuir escolas
primárias, ginásios e universidaue
Todavia, no plano prático, manteve-se o
descompasso entre as
necessidaue
Os
objetivos propOstos. Um sintoma disso foi a
adoção do "método ste
riano de ensino"/ pela Lei de outubro de 1827. lan
Por tal método, o ensino a

2. Osistema de ensino mútuo ou sistema India


monitorial foi uma prática que
pelo pastor protestante Andrew Bell se iniCiou
Lancaster Em (1753-1832). 1798, por falta de eph
(1778-1838) o recriou na
lnglaterra, obtendo certo éxito.
recursos, um
qiuaktt,
29
HISTÓRIA DA EDUCAÇAO BRASILEIRA

e alunos menos adian-


tecia por "ajuda mútua" entre alunos mais adiantados
alunos-
tados. Os alunos menos adiantados ficavam sob o comando de
monitores, e estes, por sua vez, eram chefiados por um inspetor de alunos
(não necessariamente alguém com qualquer experiència com o magistério) que
se mantinha em Contato com o professor. Tal situação revelava, então, o núme-
ro insuficiente de professores e de escolas e, é claro, a falta de uma organização
mínima para a educação nacional.
O Império só se consolidou realmente em 1850, quando as divisões inter-
nas diminuíram e quando a economia cafeeira deu ao país um novo rumo,

após a decadência da mineraço. A década de 1850 ficou marcada por uma


série de realizações importantes para a educação institucional. Em 1854 criou-
se a Inspetoria Geral da Instrução Primária e Secundária do Municipio da Côrte,
cujo trabalho era orientar e supervisionar o ensino, tanto o publico quanto o

particular. Tal órgão ficou incumbido do estabelecimento de regras para o exer-

cício da liberdade de ensino e para a preparação dos professores primários,


além de ser autorizado a reformular os estatutos de colégios preparatórios no
sentido de colocá-los sob o padrão dos livros usados nas escolas oficiais. Tam-
bém coube à Inspetoria Geral reformular os estatutos da Academia de Belas
Artes, organizar de modo novo o Conservatório de Música e refazer os estatu-
tos da Aula de Comércio da Côrte.
Duas características básicas marcaram o ensino dessa época: o aparato
institucional de ensino existente era carente de vínculos mais efetivos com o
mundo prático e/ou com a formação cientifica; e era um ensino mais voltado
para os jovens que para as crianças.
No campo do ensino superior, quem quisesse uma boa escola deveria se
deslocar para os cursos jurídicos de São Paulo e Olinda. Quem desejasse se-
guir a carreira médica deveria se contentar com a Bahia e o Rio de Janeiro. A
engenharia estava restrita, de certo modo, à Escola Politécnica do Rio de Janei
ro. Havia ainda os cursos militares do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro e
de Fortaleza. Existia tambémo curso da Marinha, no Rio de Janeiro. O Rio de
Janeiro detinha, ainda, escola para o ensino artístico e mais seis seminários
para o ensino religioso. Não existia uma política integrada entre o governo
central e o que se fazia nas províncias, o que nutria não só um caráter hetero
geneo para a educação brasileira da época como também mostrava, para qual-
quer viajante, uma imensa alteração de qualidade da educação quando este
fosse caminhando de para província.
província
Um elemento de destaque da época imperial foi, sem dúvida, a criação
do Colégio Pedro II, em 1838. Seu destino era servir como modelo de institui-
ção do ensino secundário. Mas ele nunca se efetivou realmente como modelo
para tal nível, tomado em si mesmo, e vingou como uma instituição prepara-
P

30

sotreu várias reformas


longo do Imperio,
superiores. Ao
tória aos cursos
entre a acentuaçào da tormação literi.
rária
r e t o r m a s 0scilaram
riculares. Tais inversO, a acentuacãod.
e o
em detrimento
da formação cientifica
dos alunos oscilacÇa
das humanidades., Tal
d e t r i m e n t o do cultivo
cientifica e m
o ideal humanista de heran
tormação

deveu às disputas do ideário positivista contra


se
levava vantagem, na
medida em a
ideário positivista
a jesuitica. Quando o
Pedro II passava
intelectuais da época, o Colégio
graças dos gostos
caia nas
cientificas. Quando os positivistas perdiam terre
incorporar
mais disciplinas literário. O que era o
curricular de cunho mais
no, voltava-se para uma grade
positivismo, aplicado ao ensino daquela época?
da doutrina de Auguste Comte
O positivismo, n o caso, era o que vinha
o u a mais eleva-
Sustentava que a única forma de conhecimento,
(1798-1857). sentidos.
da, era a gerada a descrição de fenômenos captáveis pelos
partir da
nas crenças
humanas: o teológico, o
Comte afirmava que existiam três estágios
limitar a o que é positi-
assim chamado por se
metafísico e, por fim, o positivo, doutrina
especulação. O ensino que seguia a
vamente dado, sem qualquer maior cuida-
O

levaria o estudante a u m
Comtiana era, em princípio, aquele que
tratados a respeito
da literatura e, sim, com os
do não com as grandes obras
das ciências experimentais.
ensino n o Impé-
outro elemento marcante do
Além do Colégio Pedro II, Ministro
Reforma Leôncio de Carvalho,
de 1879. Leôncio de Carvalho,
rio foi a
da Faculdade de Direito de São Paulo, promulgou o
do Império professor e
com isto instituiu a
liberdade do
Decreto 7.247, ad referendum da Assembléia, e
liberdade do ensino
ensino primário e secundário no município da Côrte e a

Por liberdade de ensino a nova lei entendia que todos


superior em todoo país.
julgamento próprio, capacitados
a ensinar, poderiam
os que se achassem, por
conviessem. A nova lei tam-
suas idéias e adotar os métodos que Ihes
expor trabalho
incompatível com o
bém entendia que o trabalho do magistério era

secundários e
em cargos públicos e administrativos. A freqüência aos cursos

tornou-se livre, de modo que o aluno poderia aprender com quem


superiores
Ihe conviesse e, no final, deveria se submeter aos exames de seus estabelec
modo que o
mentos. Com instituições se organizaram por matérias, de
iss0, as
aluno pudesse escolher quais as que ele cursaria e quais ele julgava que eran
escolas,
desnecessárias diante do exame final. Enfim, aconselhava-se que as
no final, fossem rigorosas nos exames. O Império, assinm fazendo, tornou
ensino brasileiro menos um projeto educacional público e mais um sistema
de exames, característica esta que mutatis mutandis permaneceu durante a rt
meira República e deixou vestígios até a atualidade, como o caso da incapa
1o
dade que temos de fazer o ensino secundário funcionar sem o parâmetro da
pelos exames vestibulares.

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