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Sucesso Profissional

A era da inovação

Sucesso Profissional A era da inovação César Santos Bacharel em Administração Consultoria para Educação Emocional twitter.com/rmdcesar

César Santos

Bacharel em Administração Consultoria para Educação Emocional

twitter.com/rmdcesar

O dia a dia no trabalho pode ser algo prazeroso ou extremamente difícil para um profissional, dependendo da forma como ele encara suas responsabilidades dentro da organização. Executar tarefas pré-determinadas, preencher relatórios, participar de reuniões e apresentar resultados, por exemplo, é a rotina da grande maioria, mas ir além disso pode ser uma maneira diferente, eficaz e muito melhor de se trabalhar.

Inovar é a palavra-chave para o sucesso profissional. O colaborador que se desprende de meramente cumprir suas obrigações, consegue ir muito além e desenvolver habilidades que antes desconhecia. Pensar no local onde atuamos como algo próprio se tornou fundamental para um trabalho bem realizado e para uma rotina menos estressante. Quando o profissional começa a se preocupar de verdade com o andamento da organização e traz novas idéias e sugestões de melhoria, isso mostra dedicação e satisfação pelo que faz, o que é muito considerado por gestores e líderes do mundo corporativo.

Pensar no futuro e fazer um planejamento pode ser uma das formas de se livrar do peso da rotina, afirma Alberto Paschoal Trez, consultor organizacional e capacitador em cursos para executivos, líderes e outros profissionais. “Seja qual for a categoria, ou a forma de atuar, muitos, infelizmente, consideram a sua rotina de trabalho, de fato, algo ‘massante`, ou seja, difícil de tolerar. A condição que remete a este tipo de percepção está justamente na maneira como cada profissional vê a vida, avalia o futuro e percebe os movimentos à sua volta”, explica. “Logo, a visão de futuro deve ser uma condição básica para se enfrentar o presente no trabalho. Se não se pensa no futuro, se não há objetivos de longo prazo e nem mesmo planejamento, não há sentido na rotina organizacional. Trabalha-se apenas pelo salário, pelas pressões sociais”, completa.

Para Clovis Bergamo Filho, diretor executivo da Six Sigma Brasil, outro ponto que deve ser levado em consideração é a percepção do profissional quanto a sua importância na empresa. A partir do momento que ele percebe o quanto contribui para o resultado final, e que suas atividades vão muito além do 'cumprimento de metas', ele também começa a criar novas visões de trabalho. “O que faz a diferença também é o profissional ter uma visão de sua colaboração nos objetivos da empresa, ou seja, notar que mesmo atividades e ideias simples têm sua importância. Ao perguntar para o funcionário da portaria da NASA, por exemplo, qual é a sua função, ele responde: estou colaborando

na conquista do

espaço. Esse é

seguido”, exemplifica.

um case que podemos destacar e que deveria

ser

As inovações podem contribuir tanto para o próprio profissional, quanto para o trabalho de outros colaboradores e equipes. Inovar não é apenas pensar o que pode melhorar em sua própria rotina, mas sim o que será benéfico para o andamento da empresa, para otimização das atividades e para o bem-estar dos demais funcionários. Um profissional pró-ativo, com visão macro, é sempre bem quisto pela empresa, diferente daqueles que se conformam apenas com o “operacional” e com o cumprimento de suas obrigações.

“Ideias inovadoras podem trazer diversos benefícios ao trabalho em equipe de modo geral, como por exemplo, aumentar a eficiência dos processos ou reduzir custos. Muitas iniciativas empresariais possuem um pano de fundo financeiro, o que facilita a comprovação do que mudou e dos resultados alcançados”, comenta Guilherme Françoso, gerente de planejamento estratégico da Proativa RH e diretor de inovação e tecnologia da AAPSA

Para Guilherme, o mais importante na hora de apresentar idéias é convencer os superiores dos impactos positivos que determinada mudança trará à empresa. “Já trabalhei em empresas que consideravam a inovação uma competência corporativa essencial e em outras em que fazer diferente, ou sugerir alternativas, é sinônimo de insubordinação. Seja qual for a cultura da empresa, a forma mais eficiente de conduzir uma mudança é convencendo seu superior imediato de que sua idéia é valida. Existem formas de fazer isso e uma delas é demonstrar qual o impacto da mudança na sua própria rotina e na do departamento”, sugere.

Inovar ou Executar?

Além de apresentar novas ideias, o profissional também deve se preparar para executar essas inovações ou, ao menos, tentar contribuir para toda teoria a ser coloca em prática, seguindo os objetivos da empresa. De nada adianta existir a sugestão ou a vontade, se não há coragem para arriscar e investir em mudanças que muitas vezes trazem uma nova motivação e mostram novos caminhos.

“As idéias simplesmente novas, não são suficientes para tornar ninguém um profissional de destaque, isto porque, as idéias devem estar associadas as expectativas da empresa e das pessoas, de forma a contribuir com os resultados planejados”, complementa Clovis. “Ser empreendedor, não significa apenas abrir um negócio próprio, portanto, é possível ser empreendedor dentro das organizações e se a empresa estimular esse empreendedorismo em seus colaboradores, o profissional que contribui com melhorias, se dará muito bem e será visto de forma positiva, com certeza.”

“Um profissional que simplesmente gere idéias ou outro que seja apenas cumpridor de suas obrigações não promovem a empresa de uma patamar de desenvolvimento para outro. A empresa não vai caminhar, isto é, não vai evoluir. Profissionais preparados e que sejam ao mesmo tempo inovadores, são preciosos para qualquer organização. Mas, tudo depende da postura estratégica da empresa com relação ao desenvolvimento e às atitudes dos seus colaboradores. Muitas empresas médias e pequenas e, principalmente, as familiares, têm dificuldade para aceitar profissionais criativos e com ideias

inovadoras. Logo, tanto as empresas quanto os profissionais precisam preparar-se para um comportamento voltado para a inovação”, esclarece Alberto.

Para Guilherme, os dois perfis são importantes e contribuem para o desenvolvimento da empresa, já que cada profissional tem seu papel e sua relevância. Ele acredita que cada um possua habilidades e características fundamentais para o bom andamento de uma organização. “Todas as empresas necessitam dos dois perfis. Precisamos de profissionais capazes de criar e inovar, mas também precisamos dos profissionais que executam estas idéias e as transformam em realidade”, explica. “Tomemos como metáfora um time de futebol. Ele é composto de centroavantes, laterais, atacantes e goleiros, entre outras funções. Se todos tentarem ser artilheiros, haverá problemas sérios na performance da equipe. Portanto, em minha opinião, um time bem construído leva em consideração as diferentes habilidades, vocações e propósitos de cada uma dos colaboradores para compor uma equipe harmônica e que se complemente uns aos outros”.

“Acredito na inovação como forma de tornar o trabalho mais agradável e desafiador. Certa vez ouvi um destes profissionais considerados gurus de RH dizer que se fizermos tudo sempre da mesma forma, conseguiremos resultados sempre iguais. Ele está certo. Sendo assim, entendo que não há outra forma de criar, otimizar ou incrementar as nossas tarefas senão através do conhecimento acumulado. A competência é amplamente comunicada como sendo a composição de três fatores chaves: conhecimento (que é o saber o que fazer), a habilidade (que está saber como fazer) e a atitude (que está em querer fazer). Portanto, ao incrementar o conhecimento, você alavanca os outros dois pilares da competência e incrementa sua eficiência”.

Por: Maiara Tortorette