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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS – UFAL INSTITUTO DE FÍSICA – IF LICENCIATURA EM FÍSICA – MODALIDADE

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS – UFAL

INSTITUTO DE FÍSICA – IF LICENCIATURA EM FÍSICA – MODALIDADE A DISTÂNCIA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS – UFAL INSTITUTO DE FÍSICA – IF LICENCIATURA EM FÍSICA – MODALIDADE

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RELATÓRIO DA AULA PRÁTICA SOBRE

REFLEXÃO INTERNA TOTAL

ALUNOS: JOELSON ALVES FERREIRA

Professora MS. Maria do Socorro Seixas Pereira

Maceió, MAIO 2011

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS – UFAL INSTITUTO DE FÍSICA – IF LICENCIATURA EM FÍSICA –

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS – UFAL

INSTITUTO DE FÍSICA – IF LICENCIATURA EM FÍSICA – MODALIDADE A DISTÂNCIA

1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS – UFAL INSTITUTO DE FÍSICA – IF LICENCIATURA EM FÍSICA –

RELATÓRIO DA AULA PRÁTICA SOBRE

REFLEXÃO INTERNA TOTAL

Relatório

do

experimento acima citado

realizado no laboratório de Física, sob orientação da professora MS Maria do Socorro Seixas Pereira, como requisito

para

avaliação

da

disciplina

Física Experimental 4.

Maceió, MAIO 2011

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2

SUMÁRIO

Experimento I – REFLEXÃO INTERNA TOTAL Objetivo

............................................................................................................................................. Material Utilizado

.............................................................................................................................

3

4

Introdução Teórica

............................................................................................................................

5

Notas Históricas

  • 1. .........................................................................................................................

5

  • 2. Leis da Refração

..........................................................................................................................

Ângulo Limite

  • 3. .............................................................................................................................

6

7

Procedimentos Experimentais

.........................................................................................................

8

Resultados e Analises Conclusão

.....................................................................................................................

.......................................................................................................................................

11

12

Referências Bibliográficas

..........................................................................................................................

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OBJETIVO

Entender o princípio de reflexão interna total, além disso, pretende-se determinar o índice de refração de alguns meios.

4

MATERIAL UTILIZADO

01 Prisma de vidro.

01 Prisma de acrílico.

01 Laser He-Ne IDÉIA: Mediremos as reflexões do feixe laser.

01 Cuba

50ml de água IDÉIA: Será nosso meio de referência (índice de refração conhecido).

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INTRODUÇÃO TEÓRICA

  • 1. Notas Históricas:

Por volta do século XVII, o holandês Willebrord van Royen Snell experi mentalmente descobriu o

que hoje chamamos de 2ª lei da ref ração, que foi deduzida mais tarde por René

Descartes, que partiu da

teoria corpuscular da luz, cujo e nunciado é: “os senos dos ângulos de in cidência e refração são

diretamente proporcionais às veloci dades das ondas nos respectivos meios”. Ou seja:

5 INTRODUÇÃO TEÓRICA 1. Notas Históricas: Por volta do século XVII, o holandês Willebrord van Royen

Onde:

n A = certo tipo de meio por onde a l uz é incidida. n B = outro tipo de meio por onde a l uz é refratada. θ = ângulo de incidência, reflexão o u refração com a normal.

5 INTRODUÇÃO TEÓRICA 1. Notas Históricas: Por volta do século XVII, o holandês Willebrord van Royen

(Figura 1: experiência com uma caneta, quando esta passa de um meio para outro, ond e ocorre a refração).

Lei de Snell-Descartes, ta mbém conhecida como lei de Snell ou lei

de Descartes ou ainda,

simplesmente, lei de refração, se re sume a uma expressão que dá o desvio angu lar sofrido por um raio de

luz ao passar para um meio com ín dice de refração diferente do qual ele estav a percorrendo. Em outras palavras, descreve a relação entre o s ângulos de incidência e refração, quando se referindo a luz ou outras ondas passando através de uma fr onteira (interface) entre dois diferentes mei os isotrópicos, tais como água e vidro.

Normal

 
θ 1
θ 1

Meio 1

 
Normal θ 1 Meio 1

θ 2

Raio incidente

Meio 2 Raio refratad o

(Figura 2: esque ma que demonstra a aplicação da lei de Snell-Descart es).

6

Dessa forma, a depender do índice de refração do meio onde o raio incid e, o raio refratado poderá se aproximar ou se afastar da reta n ormal. Então, Quando o meio 2 for mais refr ingente que o meio 1, ou seja, quando o índice de refração d o meio 2, n 2 , for maior que o índice de refra ção do meio 1, n 1 , vamos ver o que acontece com o raio refra tado. O modo análogo serve para quando o í ndice de refração do meio 2 for menor que o meio 1, logo o rai o refratado se afastará da normal.

2. Leis da Refração:

Podemos dizer que a refra ção é o fenômeno que ocorre quando a lu z incide sobre um meio

diferente da qual está percorrendo, logicamente possuindo este meio um índice

de refração diferente do

anterior, o que possibilita que a v elocidade da luz seja modificada, assim co mo a direção da mesma

também pode haver mudança. Para tanto podemos conce ituar o índice de refração como sendo a velocidade da luz no vácuo pela vel ocidade da luz no meio. Ou seja:

razão adimensional da

Onde:

n > índice de refração do meio

  • c > velocidade da luz no vácuo (apr oximadamente 3,0 x 10 8 m/s)

  • v > velocidade da luz no meio. As cores, por ordem crescen te de freqüências, são: vermelho, laranja, am arelo, verde, azul, índigo (anil) e violeta. A experiência mostr a que, em cada meio material, a velocidade d iminui com a freqüência, isto é, quanto "maior" a freqüência, "menor" a velocidade.

6 Dessa forma, a depender do índice de refração do meio onde o raio incid e,

Portanto como , conclu ímos que o índice de refração aumenta com a frequência. Quanto

"maior" a freqüência, "maior" o índi ce de refração. Também podemos definir o índice de refração relativo quando uma lu z passa de um meio para outro, com índices de refração dife rentes, assim, se n1 n2, então, o índice d e refração do meio 1 em relação ao meio 2 será:

[1]

Dessa forma, podemos desta car as principais leis da refração:

Consideremos dois meios tr ansparentes A e B e um feixe estreito de lu z monocromática, que se propaga inicialmente no meio A, di rigindo-se para o meio B. Suponhamos, ain da, que uma parte da luz consiga penetrar no meio B e que a luz tenha velocidades diferentes nos dois m eios. Nesse caso, diremos que houve Refração. O raio que ap resenta o feixe incidente é o raio incidente (i), e o raio que apresenta o feixe refratado é o raio refratado (r).

A primeira lei da Refração [2]

O raio incidente, o raio re fratado e a normal, no ponto de incidên cia, estão contidos num mesmo plano.

A normal é uma reta perpen dicular à superfície no ponto de incidência, θ A é denominado ângulo de incidência entre o raio e a norma l e θ B , ângulo de refração entre o raio e a nor mal.

A segunda lei da Refração

Os senos dos ângulos de in cidência e refração são diretamente prop orcionais às velocidades da onda nos respectivos meios.

Ou seja:

7

I

7 I Dessa igualdade tiramos: II A Segunda Lei da Refraçã o foi descoberta experimentalmente pelo

Dessa igualdade tiramos:

II

7 I Dessa igualdade tiramos: II A Segunda Lei da Refraçã o foi descoberta experimentalmente pelo

A Segunda Lei da Refraçã o foi descoberta experimentalmente pelo

holandês Willebrord van

Royen Snell (1591-1626) e mais tar de deduzida por René Descartes, a partir de sua teoria corpuscular da

luz. Nos Estados Unidos, ela é cham ada de Lei de Snell e na França, de Lei de Descartes; em Portugal e no Brasil é costume chamá-la de Le i de Snell-Descartes.

Inicialmente a Segunda Lei

foi apresentada na forma da equação II; no e ntanto, ela e mais fácil de

ser aplicada na forma da equação I. Observando a equação I, c oncluímos que, onde o ângulo for meno r, o índice de refração

7 I Dessa igualdade tiramos: II A Segunda Lei da Refraçã o foi descoberta experimentalmente pelo

será maior. Explicando mel hor: se

senos,

7 I Dessa igualdade tiramos: II A Segunda Lei da Refraçã o foi descoberta experimentalmente pelo

, ; log o, para manter a igualdade da equação I,

o

mesmo

ocorre

com

7 I Dessa igualdade tiramos: II A Segunda Lei da Refraçã o foi descoberta experimentalmente pelo

.

Ou

seus

seja,

o

menor ângulo θ B ocorre no meio ma is refringente, n B . Pelo princípio da reversibil idade, se a luz faz determinado percurso, e la pode fazer o percurso inverso. Assim, se ela faz o percurs o XPY, ela pode fazer o percurso YPX. Mas, tanto num caso como no outro, teremos:

Quando

a

incidência

for

normal, não haverá desvio e
normal,
não
haverá
desvio
e

teremos

7 I Dessa igualdade tiramos: II A Segunda Lei da Refraçã o foi descoberta experimentalmente pelo

portanto, forma da equação I:

, de modo que a Segunda Lei também

7 I Dessa igualdade tiramos: II A Segunda Lei da Refraçã o foi descoberta experimentalmente pelo

e,

, é válida nesse caso, na

7 I Dessa igualdade tiramos: II A Segunda Lei da Refraçã o foi descoberta experimentalmente pelo

3. Ângulo Limite [3]

Quando o

ângulo de incidê ncia (ou de refração) for igual a 90º,

o ân gulo de refração

(ou de

incidência) será igual ao ângulo li mite (L). O ângulo limite (L) é o maior

ângulo (de incidência ou

refração) para que ocorra o fenôm eno da refração e corresponde a um ângu lo (de incidência ou de

refração) igual a 90º. Observe que o ângulo limite (L) ocorre sempre no meio ma is refringente.

Normal Meio 1 L θ 2
Normal
Meio 1
L
θ 2

Raio incidente

Meio 2 Raio refra tado

(Figura 3: esquema que rep resenta a reflexão total, quando o raio incide sobre o ângulo limite).

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PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS

Parte I – Cálculo do índice de refração do Acrílico conhecendo-se o índice de refração do ar.

Primeiramente, considerou-se o caso em que a luz se propagava no sentido de um meio mais refringente para um meio menos refringente, para que houvesse a reflexão total. Ou seja, neste momento era perceptível que a luz incidente atingiu um ângulo limite, de tal maneira que a luz refratada fizesse com a normal um ângulo reto, isto é, 90º. No experimento, usamos o prisma de acrílico, uma vez que o mesmo possui índice de refração maior que o ar, teoricamente, e que desejávamos comprovar isso na prática. Note que, o objeto de estudo estava focado nos raios que passavam do acrílico para o ar, no maior lado do prisma, em forma de um triângulo retângulo eqüilátero, conforme mostra a figura abaixo:

8 PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS Parte I – Cálculo do índice de refração do Acrílico conhecendo-se o índice

(Figura 4: foto que demonstra o ângulo limite de um feixe de raio incidindo sobre um prisma de acrílico).

Note que com o máximo valor do ângulo de incidência ‘i’, para o qual ocorre a refração, correspondia à luz emergindo rasante à superfície, isto é, 90º com a reta normal. Nesse caso, o ângulo de incidência ‘i’ foi denominado de ângulo limite, o qual foi indicado pela letra L. Aplicou-se a lei de Snell-Descartes para a situação esquematizada na figura abaixo, a qual se pode calcular o seno do ângulo limite L:

Raio

refletido

Meio 1: Acrílico r Fonte de Luz Meio 2: Raio i Ar Incidente Reta
Meio 1:
Acrílico
r
Fonte de Luz
Meio 2:
Raio
i
Ar
Incidente
Reta

Normal: N

(Figura 5: esquema para medir o ângulo limite de um feixe de raio incidindo sobre um prisma de acrílico).

9

Logo, através da lei de Snell, temos que:

. .

90

- Como o seno de 90º = 1, então temos:

III

Com ajuda de régua e transferidor, mediu-se o valor do ângulo Limite ‘L’ e aplicou-se a equação III, que com ajuda de uma calculadora encontramos o valor do índice de refração do acrílico, que se nesse caso é o índice do meio 1, ou seja, n 1 .

Parte II – Cálculo do índice de refração do Quartzo conhecendo-se o índice de refração do ar.

Semelhantemente ao experimento feito com o prisma de acrílico, ajustamos a fonte de luz, de maneira que o raio incida sobre o prisma até que na face de maior medida do prisma, o raio refletido fique na eminência da reflexão total, dessa forma, o ângulo de incidência será denominado de ângulo limite.

Raio

refletido

Meio 1: Quartzo r Fonte de Luz Meio 2: Raio i Ar Incidente Reta
Meio 1:
Quartzo
r
Fonte de Luz
Meio 2:
Raio
i
Ar
Incidente
Reta

Normal: N

(Figura 6: esquema para medir o ângulo limite de um feixe de raio incidindo sobre um prisma de quartzo).

Parte III – Cálculo do índice de refração da Água conhecendo-se o índice de refração do vidro.

Para essa parte do experimento, utilizou-se uma cuba com água sobre o banco óptico, e introduziu-se um prisma de vidro dentro da mesma, em seguida, posicionou-se a fonte de luz de maneira que o raio incidente recaísse sobre o prisma de vidro, a obter um ângulo limite, cujo raio refletido ficasse na eminência da reflexão total, conforme mostra a figura abaixo:

9 Logo, através da lei de Snell, temos que: . . 90 - Como o seno

(Figura 7: foto que demonstra um feixe de raio incidindo sobre um prisma de vidro mergulhado em uma cuba d’água).

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Dessa forma, veja abaixo o esquema de como ficou o experimento após a definição do ângulo limite da eminência do raio refletido.

Raio Meio 1: refletido Vidro r Meio 2: Raio i Água Incidente Reta Normal: N
Raio
Meio 1:
refletido
Vidro
r
Meio 2:
Raio
i
Água
Incidente
Reta
Normal: N

Fonte de Luz

(Figura 8: esquema para medir o ângulo limite de um feixe de raio incidindo sobre um prisma de vidro mergulhado em uma cuba d’água).

É interessante notar que aqui o meio 1 é mais refringente que o meio 2, daí a reflexão total e o ângulo limite, se deram na passagem do raio quando saiu do vidro para a água. Logo, através da lei de Snell, temos que:

. .

90

- Como o seno de 90º = 1, então temos:

III

Com ajuda de régua e transferidor, mediu-se o valor do ângulo Limite ‘L’ e aplicou-se a equação III, como já era conhecido o valor do índice de refração do vidro, conforme foi determinado com ajuda da Parte II deste experimento, que com ajuda de uma calculadora encontramos o valor do índice de refração da água, que nesse caso é o índice do meio 2, ou seja, n 2 .

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RESULTADOS E ANÁLISES

De acordo com as medições feitas na parte I deste experimento, e com ajuda de uma calculadora cientifica, encontramos o ângulo limite, na incidência de um feixe de luz em prisma de acrílico, quando este está imerso no ar. Desta forma, obteve L = 42º, daí de acordo com a equação III, pode-se encontrar o índice de refração do meio 1 (acrílico), que neste caso denominamos de n 1 :

 

1

42º

 

1

0,67

 

1

0,67 1,49

De modo análogo, ao se fazer a medição na parte II deste experimento, encontrou-se o valor do ângulo limite de 44º, assim, aplicando-se a equação III, pode-se encontrar o índice de refração do meio 1 (quartzo), que neste caso denominamos de n 1* :

 

1

44º

 

1

0,69

 

1

0,69 1,44

* O asterisco é apenas para diferenciar o índice de refração do acrílico com o quarto, uma vez que ambos indicam apenas que utilizamos a mesma expressão, devido os meios utilizados possuírem índices de refringência maior que o ar. Para o cálculo do índice de refringência da água, também utilizamos a expressão III, só que com uma pequena diferença, á água passa a ser o índice de menor refringência, portanto, esta passará a ser o numerador da expressão, ou seja, o valor de n 2 , enquanto que o vidro passa a ser o valor de n 1 , o qual foi determinado anteriormente, ou seja, possui o valor aproximado de 1,44. Com a ajuda de transferidor e régua, encontramos o ângulo limite de 65º, sendo assim:

65º

1,44

0,91 1,44 1,31

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CONCLUSÃO

Dessa forma, com base nos resultados encontrados, podemos dizer que a experiência foi satisfatória, uma vez que nas comparações com outros meios, os índices de refrações encontrados, a partir da medição do ângulo limite de incidência, são bem próximos daqueles utilizados corriqueiramente no ensino da física, tanto encontrados em tabelas nos livros didáticos, quanto nos diversos sites da internet. Além disso, com esse experimento pode-se comprovar a lei de Snell-Descartes, com a vasta aplicabilidade da relação entre o produto dos senos dos ângulos e seus ângulos de incidência e refringência, respectivamente. Outrossim, dada a dificuldade de medição visual dos ângulos através do transferidor, e também da falta de esquadro adequado para traçar as retas que determinavam o ângulo limite sobre as semi-retas marcadas no prisma, podemos dizer que a experiência serviu de base para o aperfeiçoamento tanto dos alunos, quanto para possíveis aplicações futuras em sala de aula para o ensino da física, em laboratório.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] – David Halliday, Robert Resnick e Jearl Walker. Fundamentos de Física. Volume 4. 4ª Edição. Editora de Livros Técnicos e Científicos (LTC).

[2] – Raymond A. Serway e John W. Jewett Jr. Princípios de Física. Volume 4 – Óptica e Física Moderna. 3ª Edição. Editora Thomson.

[3] – Sears & Zemansky. Física IV – Óptica e Física Moderna. 12ª Edição. Editora Pearson – Addison Wesley.