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1.Introdução

Uma das características que marca o mundo contemporâneo e o crescimento de movimento


de reafirmação de identidades culturais e o ressurgimento religioso. Esses factos tem
influenciado a política internacional e o relacionamento entre os Estados. A questão de
choque civilizacional passa a ser objectp te analise de vários estudiosos e intelectuais que
tentam buscar uma explicação para esse fenómeno e, mais ainda, entender a dinâmica do
sistema internacional no pós-guerra- Fria.

O trabalho agora em vista, visa culminar os aspectos relacionados com o tema Choque de
Civilização-cruzada terrorismo.

A teoria de Huntigton que apareceu pela primeira vez em 1993, com a aplicação do artigo O̎
Choque de Civilizações?̎. Sua tese central recai na ideia de que a política mundial no pós
Guerra Fria tem sido configurada por factores de natureza cultural, diferentemente do que
ocorria em anos anteriores quando aspectos ideológicos económicos e que caracterizavam os
conflitos internacionais. Segundo Huntigton, a política mundial estava entrando em uma nova
fase, orientadas pelas diferenças culturais entre as civilizações.

Neste trabalho, esperamos nós que o leitor seja capaz de sanar as suas dúvidas em relação ao
tema.

Quanto a organização, o trabalho contem como organização central introdução,


desenvolvimento (conteúdo a ser abordado), conclusão e sua respetiva bibliografia. Desta
feita, segue-se a apresentação.
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1. Choque de Civilização – cruzada terrorismo

O terrorismo ganhou uma dimensão inédita neste início de seculo, antes restrito e regiões ou
países com cismas sociais, económicos, culturais, éticos ou religiosos. Porém, o acto
terrorista muitas vezes tem sido confundido, de modo incauto ou premeditado, com ações de
luta armada, movidas por ideias legítimos e como reação e resistência a repreensão do
agressor.

Para Larousse, é o “conjunto de actos de violência cometidos por grupos políticos ou


criminosos para combater o poder estabelecido ou praticar atos ilegais” e também, “regime de
violência instituído por um governo”. Para Delta Universal, o “terrorismo é o uso ou ameaçar
de violência, co objetivo de aterrorizar um povo, enfraquecer sua resistência” e também
exemplifica a ação terrorista: “entre os atos mais comuns no terrorismo esta o assassinato,
bombardeio e o sequestro”.

Recorrendo ao dicionário comum, para um rápido exame etimológico, o Novo Aurélio diz:
“Modo de coagir ameaçar ou influencia outras pessoas ou impor-lhes a vontade pelo uso
sistemático do terror” e, em uma segunda definição, se aproxima das anteriores: “forma de
ação politica que combate o poder estabelecido mediante o emprego da violência”

Para uma definição mais específica, o Dicionário do Pensamento Social do Seculo XX


(OUTHWAIT e BOTTMORE, 1996) classifica o terrorismo em dois tipos principais. No
primeiro, o agente usa um método para atingir objetivos precisos. Para este caso, a violência
aplicada é pragmática, mais ou menos sob controlo do agente que, pode mudar de estratégia,
não necessariamente com uso de violência. Mo segundo tipo, o terrorismo pode ser uma
logica de ação. Nesse caso, os fins justificam os meios, e o agente apresenta uma ação
sistemática e em cadeia, muitas vezes só interrompida pelo uso da força, através da
depressão, prisão ou morte. Ainda segundo a obra existe uma tese corrente inspirada no
funcionalismo, na qual, o terrorismo surge quando existe uma crise, principalmente uma crise
politica.

Os objetivos precisos de uma acção terrorista também apresenta uma deliberação bastante
vaga. Operações que procuram atingir alvos militares do poder estabelecido são apontadas
como exemplo. No caso do Isaque ocupado, as ações contra forças norte-americanas
poderiam ser classificadas neste modelo. Porem, visto de outro angulo, essas ações seriam
caracterizadas como resistência contra potência invasora. Alem disso, essas ações podem
extrapolar os objetivos preciso quando aumentam em demasia e magnitude de suas
operações. O ataque deferido pelo Hezbollah em 1983 ao quartel-general da marinha dos
EUA em Beirute, onde morrem 241 fuzileiros com a explosão de um carro-bomba, causou tal
impacto na politica e na opinião publica mundial, que já mais poderia ser classificado como
objetivo preciso.

Quando a ação terrorista é encarada como uma logica de ação, os alvos são selecionados sem
um direcionamento ou exclusão prévia. Qualquer segmento social ou instituição do inimigo
se torna um alvo em potencial. Os atentados de autoria do Hamas e Jihab Islâmica contra
civis israelenses, inclusive crianças, poderiam ser incluídos nesses tipos de ação.
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Os atentados atribuídos a Al Qaida, apresentados como exemplos típicos de terror em escala


global, chegaram a um limite inimaginável antes do 11 de Setembro. O maior atentado
terrorista da história apresentou as duas características anteriores ao mesmo tempo. Atingiu
alvos objetivos precisos: o pentágono como representante do poder militar; o World Trade
Center como representante do poder económico e, a tentativa de atingir a casa branca,
representado o poder político do inimigo. No entanto, no bojo desses alvos específicos,
pareceram milhares de vitima inocentes, facto que aproxima essa ação aquelas que tentam
contra alvos indiscriminados, procurando aumentar o impacto e repercução de suas ações.

Fazendo um breve retrospeto histórico verifica-se que os actos de terror, estão presentes
desde o início da civilização. O facto mais surpreendendo é que o agente mais letais nas
ações do terror foi o próprio poder estabelecido, ora contra Nações Unidas, ora contra seus
próprios povos como forma de repressão. Para Carr (2002), o império romano utilizou táticas
de terrorismo contra os povos dominados, com a finalidade de baixar o moral e enfraquecer a
resistência das tropas inimigas. O ator salienta que a expressão utilizada na época era “guerra
punitiva” que, mais tarde, foi substituída por “guerra destrutiva”. Entre os atos inomináveis
praticados pela legiões romanas estava os estupros e saques, como forma de recompensa os
soldados, já que eram extremamente mal remunerados. Naturalmente, completa a o autor, os
ramos também sabiam gerenciar a paz romana, pois não conseguiram manter um império
apenas com atos de violência, então o chamado “terrorismo de estado”, tem raízes históricas e
esta apresenta ate os dias atuais, embora nenhum poder estabelecido reconhecer oficialmente
a utilização desses, métodos científicos como recurso estratégico sem dúvida de um tema
polémico pois é mais fácil atribuir ou reconhecer o ato terrorista em um individuo ou numa
organização clandestina.

As cruzadas, ocorridas nos Seculos XII e XIII, constituíram campanhas militares


desenvolvidas pelos cristãos da Europo Ocidental, com o objetivo de libertar os cristãos do
Oriente e os lugares santos do demónio “infiel” muçulmanos. Mas, logo abandonaram os
ideais religiosos da paz dominós, concentrando-se mais nos fins políticos e económicos não
foram os poucos os massacres praticados tantos por cristãos como por muçulmanos, cujas as
principais vítimas eram as populações civis das cidades conquistadas e reconquistadas.

2.1. O choque das civilizações e o 11 de Setembro

O 11 de Setembro e o fim do Pós-guerra Fria

A partir deste momento, o argumento de Huntigton torna-se mais polémico e problemático. O


primeiro ponto que nos deve intrigar leva-nos a seguinte questão: se as civilizações são
entidades antiquíssimas, algumas são mesmo milenares (pp. 48-52), porque razão e que só
agora dominam as relações internacionais? Huntigton não deixa dúvidas. O seu objectivo e de
desenvolver um paradigma que explique os processos dos conflitos e cooperação da politica
mundial apos o fim da guerra fria. O que de notável e extraordinário aconteceu então com o
fim da Guerra Fria que exige um novo paradigma?

Aconteceram duas coisas, por um lado a validade universal dos valores ocidental foi rejeitada
por muitos; e, por outro lado, o ocidente iniciou um processo lento mas firme, de declínio.
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Estes processos refletem o processo da universalização da civilização ocidental, cuja tentativa


conheceu o seu ponto alto durante a segunda metade do seculo xx, quando a maioria das
antigas colonias adoptaram modelos ocidentais para se modernizarem politica e
economicamente (pp. 56-66). Ao mesmo tempo, o declínio do Ocidente leva a uma
transformação profunda na estrutura de poder do sistema internacional. Quando os ataques de
11 de Setembro demostram as vulnerabilidades dos Estados Unidos e o odio de muitas
sociedades aos princípios liberais.

Alem disso, como admite o próprio Huntington, não existe nenhum estado islâmico para
exercer uma liderança efetiva numa esfera de influência muçulmana. Pelo contrário, as
relações entre as principais potenciais islâmicas são marcadas por rivalidades e conflitos o
que de resto questiona a validade do argumento de Huntington. Alem do concerto das
grandes potencias, para que haja estabilidade na politica mundial, é igualmente vital que as
situações centrais das sociedades internacionais continuem a funcionar. Os pressupostos de
uma sociedade internacional multicultural são brevemente, aliás de um modo excessivamente
breve, discutidos por Huntington nas últimas três páginas do livro, Estas três páginas do livro
levaram alguns a começar pelo próprio Huntington, afirmar que a guerra entre as civilizações
não é inevitável. Huntington é, no entanto, muito vago, e limita-se a apelar, quase num acto
de contrição, depois de passar mais de 300 paginas a explicar tudo que separa, a necessidade
de procurar pontos comuns entre as civilizações. Se Huntington acreditasse mesmo nas
possibilidades das diferentes civilizações cooperaram, o seu livro teria um título diferente.
Por exemplo, <<dialogo das civilizações>>, ou <<a coexistência das civilizações>>, um
autor experiente como Huntington sabe muito bem que o titulo de um livro tem uma
importância fundamental (a maioria das pessoas que discutem o livro de Huntington limitou-
se a ler o título). Todavia, a razão pela qual Huntington nunca considera de um modo
profundo e sistemática a questão da colaboração intercivilizacional resulta de uma
responsabilidade politica, como sugere Piere Hassner21. O teste do “choque” não resulta
apenas da adoção de uma determinada posição política, nem constitui uma profecia perigosa.
E antes o futuro de um grande problema conceptual que marca todo o livro: a sua conceção
de civilização.

1.2. O terrorista pobre e o terrorista rico

É impossível dissociar este avanço ocidental, alicerçado ao capitalismo e ao individualismo


de “graves problemas económicos e políticos que aceitam as sociedades muçulmanas”
(Almeida, s.d).

A ONU reconheceu que existe de fato uma relação entre o terrorismo e pobreza (Maria
Regina Mogiarde, 2004: 421) e o próprio discurso de Osama Bin Laden parecia mais dirigido
com pessoas com recursos do que as elites intelectuais árabes, empenhadas em procurar
alternativas sociopolíticas de circunstâncias (Carmo e Monteiro 2001: 26). Embora esta
relação não seja linear é certo que um terrorismo, mormente quando aliado ao crime
organizado, surge como a única via para muitas populações pobres sem alternativas, ou
melhor, sem o conhecimento de alternativas como é o caso de vários povos da zona do sache.
O rancor alimentado durante longos anos relativamente aos ricos indiferentes e egoístas,
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alguma ignorância e um crescente desespero, por vezes, direcionam as pessoas para o


terrorismo, especialmente quando os jihadistas lhes intendem numa passadeira vermelha e
lhes prometem uma sociedade justa. O terrorismo dissemina-se com maior facilidade nas
zonas sem lei nem dono, isto é, nos estados folhados, como a Somália, e é ali que encontra
mais aliados na senda do crime, qualquer que seja. Aliás, basta pensar em termos de modo de
atuação para perceber que o terrorismo, em particulares os ataques suicidas, são uma arma
adequada aos pobre impedidos de revelar o seu armamento com as armas high-tech dos
países ricos. Todavia, é preciso ter em atenção que o fervor religioso entre estes pobres pode
facilmente desaparecer perante uma boa quantia de dinheiro, ou seja, os serviços de
segurança tem mais facilidades de obter aliados entre eles do que entre os jihadistas movidos
por causas puramente religiosas.

Alain Bauer e Xavier Raufer (2002:81) referem, contudo, que “centenas de estados
científicos” se tem demostrados que no domínio do crime na existe miséria, mas ninguém se
importa com isto.

Efectivamente, também o terrorismo tem crescido fora das zonas próprias, não raras vezes,
entre pessoas com elevado grau de instrução. Isto acontece sobretudo nos países ocidentais
em particular na Europa, como veremos adiante. Em causa estão problemas como
discriminação, marginalização, estereotipação, emprego, xenofobia, falta de sentido de
pertença mais importante do que tudo, pouca confiança no sistema politico. Quando não há
reformas, esperança, os movimentos islâmicos moderados fracassam os protestos nas ruas de
nada serve, a revolta é canalizada para o extremismo violento, explica Jason Burk.

Nesse novo mundo, países que possuem uma mesma cultura, ainda que com ideologias
diferentes, tenderiam a associar-se e a cooperar entre si. Já os países culturalmente diversos,
mesmo que unidos pela ideologia, se distanciariam, como ocorreu com as repúblicas da
extinta União Soviética.

Huntington, a princípio, se utiliza da teoria realista para analisar as relações internacionais do


mundo pós Guerra Fria.

2. Princípais civilizações contemporâneas

Há divergências entre os estudiosos quanto ao número de civilizações existentes no


mundo moderno. Depois de analisar vários autores, Huntington apresenta seu
entendimento sobre quais seriam as principais civilizações contemporâneas,
reconhecendo oito, a seguir especificadas:

 Sínica: descreve a cultura comum da China e das comunidades do Sudeste Asiático,


bem como a da coreia e do Vietnã.
 Japonesa: apesar de ter derivado da cultura chinesa, e distinta e autónoma,
correspondendo a um único Estado-núcleo, Japão.
 Hindu: como a sínica, o nome ̎hindu ̎ separa o nome da civilização do nome do seu
Estado- núcleo, pois a cultura se estende para além da índia, abrangindo, por exemplo,
o Camboja.
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 Islâmica: originou-se da Península Ibérica, Asia, Asia Central e Sudeste Asiático,


abrangindo culturas distintas, como árabe, a turca, a persa e a malaia.
 Ortodoxa: tem como Estado-núcleo a Rússia, separada da cristandade Ocidental por
sua ascendência no Imperio Bizantino, o Romano do Oriente, que depois passou a ter
uma especificidade toda própria. A exposição limitada ao Renascimento, ao
iluminismo e a influência do domínio tártaro, produziram uma realidade muito
distinta da ocidental.
 Latino-americana: produto da civilização europeia, incorpora também culturas
indígenas. Pode ser considerada uma subcivilazação dentro da civilização ocidental.
 Ocidental: é dada como tendo surgido por volta de 700 ou 800 d.C. e compreende a
Europa, a América do Norte, alem dos países de colonização europeia, como
Austrália e Nova Zelândia.
 Africana (possivelmente): Huntigton reconhece a Africa como uma possível
civilização emergente, sendo que o norte e o leste de Africa pertencem a civilização
Islâmica e a Africa subsaariana recebeu grande influência dos colonizadores
europeus. Contudo, os africanos estão cada vez mais desenvolvendo uma noção de
identidade africana e a Africa do Sul seria o Estado-núcleo dessa civilização.

A civilização ocidental é a única identificada por uma direcção da bussola e não pelo nome
ou região.

3. A ̎Irá Muçulmana ̎ de Bernard Lewis e algumas critica ao paradigma


civilizacional de Huntington

Bernard Lewis, orientalista britânico de origem judaica, orientalista britânico de origem


judaica que em 1990, escreveu o ensaio ̎ The Roots of Muslim Rage ̎ ou A ̎ s raízes da Ira
Muçulmana, ̎no qual ele explica a razão do ressentimento do Islã pelo Ocidente e o mundo
islâmico que surgiu a expressão ̎ choque de civilizações, dando respaldo à obra de
Huntington.

Para sustentar a sua percepção da ira muçulmana contra ocidente, Lewis faz algumas
afirmações de caracter histórico as quais ele atribui a origem da rivalidade entre o ocidente e
o mundo islâmico. Uma primeira razão para existência de divergências entre essas
civilizações seria o facto de que, desde o advento do Islã no sec. VII, a Crisntadade nesse
momento identificada com a Europa é reconhecida como um genuíno rival. A luta entre as
duas civilizações consistia em longas series de ataques e contra ataques, jhads e cruzadas,
conquistas e reconquistas. Nos primeiros tempos, o Islã estava avançado e conquistando
terras cristas na Europa e norte de Africa. No entanto, há mais ou menos três seculos, o Islã
tem estado na defensiva, e a civilização crista ocidental tem mantido o mundo, inclusive o
islã, sob sua orbita.

Outra razão para a onda de revolta contra o Ocidente seria a perda de autoridade do Islã nos
seus próprios territórios, mediante a invasão de ideias estrangeiras, leis e modos de vida
estranhos ao islamismo. Todos esses factores estriam desorganizando a sociedade islâmica e
violando seus valores dentro de sua própria civilização, provocando o sentimento muçulmano
antiocidental.
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Lewis afirma que as sociedades islâmicas atribuem as mudanças drásticas de suas sociedades
ao domínio e a influência ocidentais, causando o aumento do repudio islâmico aos valores
ocidentais, o que poderia causar uma nova era de guerras religiosas.

Edward Said, cristão de raízes palestinas, é um dos críticos mais vigorosos do paradigma
civilizacional e definiu Huntimgton como ousado e visionário.

Para Said, Huntigton falha ao não considerar a dinâmica interna e a pluralidade de cada
civilização, pressupondo falar por toda uma civilização ou religião. Ele afirma que é muito
mais simples mobilizar paixões colectivas por meio de um discurso belicioso do que refletir,
examinar, resolver a questão que enfrentamos na realidade, ou seja, a interconexão de
inúmeras vidas.

Richard Rosecrane, economista e cientista político americano, faz uma análise crítica sobre a
forca civilizacional face ao poder da economia global. Ele nos desafia a refletir sobre quão
dominante é essa forca, apesar de concordar com Lewis e com Huntigton quando afirma que
as diferenças culturais não podem ser ignoradas.

Todavia, contemporaneamente, o choque de civilizações é superado muito mais pelo poder da


economia global, mais sedutor e difícil de resistir, do que pela forca militar. As diferenças
culturais em uma mesma civilização são tao poderosas, as forcas que as unem militarmente e
economicamente também o são.

o impacto do choque de civilizações nas sociedades contemporâneas é muito significativo e


instiga reflexões sobre a intransigência dos povos e suas varias manifestações. Tome-se como
exemplo o caso da Turquia que em, 1999, obteve seu status de candidata à adesão na União
Europeia. Ate os dias de hoje, entretanto, enfrenta dificuldades para concretizar esse objetivo.
Além de problemas de ordem económica e social, as diferenças culturais exercem um peso
significativo, o que tem impedido seu ingresso no clube das acções europeias.

4. O impacto económico nas relações internacionais

O processo de globalização nos últimos tempos esta associado a uma serie de transformações
do sistema internacional. Por outro lado, o aprofundamento da interdependência dos Estados
cria novos temas na agenda global, como direitos humanos, terrorismo, migração,
desenvolvimento sustentável, entre outros.

O choque de civilizações fornece uma convincente explicação para grande parte dos outros
conflitos actuais. Nesse sentido, não e difícil mencionar alguns choques civilizacional que
ocorreram nos últimos tempos, alguns deles ainda em andamento, a começar pela questão
turca discutida no capítulo anterior, os ataques de 11 de Setembro, efectivados por
fundamentalistas islâmicos nitidamente em oposição à hegemonia norte-americana, a
violência incessante entre judeus e palestinos, os conflitos nos Balcãs que desencadearam a
recente declaração de independência de Kosovo, a turbulência que tem ocorrido no Tibete
nos últimos dias. Porem, diante da complexidade dos fenómenos que vem acontecendo desde
o final da Guerra Fria, o paradigma civilizacional me parece limitado para responder as
questões que apresentam na política internacional.
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Conclusão

Após a abordagem do tema conclui-se que para alguns autores, a Civilização não se
transmite, o que se transmite é a cultura.

O choque de civilizações é resultado da deficiência dos Estados em suprir os indivíduos com


as condições sociais e políticas fundamentais para uma vida digna. Ele e uma resposta a
desigualdade social e a ma governabilidade incapaz de satisfazer as necessidades básicas da
humanidade.
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Bibliografia

CaSCUDO, Luís da Câmara. Civilização e cultura: pesquisas e notas de etnografia geral. Rio
de Janeiro: Livraria José Olympio Editora; Brasília: Instituto Nacional do Livro _ Ministério
da Educação e Cultura, 1973, 766p., 2v.

HUNTIGTON, Samuel P. The Clash of civilizations? In: Forein Affairs, vol 72, no. 3, 1993,
p. 22-49.

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