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Índice

Introdução....................................................................................................................................3

1. Rochas Cristalinas................................................................................................................4

2. Rochas Metamórficas...........................................................................................................4

2.1. Estruturas das Rochas Metamórficas................................................................................4

2.2. Foliação ....................................................................................................................4

2.3. Xistosidade ...............................................................................................................5

2.4. Lineação ...................................................................................................................5

2.5. Gnaissificação ..........................................................................................................5

2.6. Clivagem Ardosiana..........................................................................................................5

2.7. Clivagem de crenulação....................................................................................................5

2.8. Maciça ou Granulosa ...............................................................................................6

3. Rochas Ígneas ou Magmaticas..............................................................................................6

4. Cristalização dos Magmas....................................................................................................6

5. Estágios de cristalização dos magmas..................................................................................7

5.1. Estágio Ortomagmático.....................................................................................................7

5.2. Estágio Pegmatítico...........................................................................................................7

5.3. Estágio pneumatolítico......................................................................................................7

5.4. Estágio Hidrotermal..........................................................................................................8


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6. CARACTERÍSTICAS DOS MAGMAS..............................................................................8

7. Cristalização Fracionada.......................................................................................................9

8. Rochas Ígneas e os Minerais mais Comuns..........................................................................9

9. Principais Rochas Ígneas....................................................................................................10

9.1. Rochas Plutônicas...........................................................................................................10

10. Ocorrência de água em Rochas Cristalinas.....................................................................11

11. Ocorrência da água subterrânea......................................................................................11

11.1. Porosidade do Solo......................................................................................................11

11.2. Declividade..................................................................................................................12

11.3. Presença de Vegetação................................................................................................12

11.4. Velocidade de Queda da Chuva..................................................................................12

12. Importancias dos Aquiferos em Rochas Cristalinas.......................................................12

13. Vantagens da utilização de água Subterrânea.................................................................13

14. Água subterrânea em sedimentos inconsolidados...........................................................13

14.1. Arenitos.......................................................................................................................14

Conclusão...................................................................................................................................15

Bibliografia................................................................................................................................16
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Introdução

O presente trabalho que tem como tema” Estruturas de Rochas Cristalinas”. É de salientar que
as rochas cristalinas são rochas constituídas por minerais cristalinos. É importante referir que
armazenamento e a exploração de água subterrânea nas rochas cristalinas fraturadas enfrentam
dificuldades devido à complexidade das propriedades hidrológicas das mesmas.

Portanto, rocha pode ser definida como sendo um agregado natural de minerais, material vítreo
ou orgânico, que forma uma parte essencial da crosta terrestre e tem características químicas e
mineralógicas específicas, distintas dos agregados mineralógicos adjacentes.

Assim, é de salientar que O armazenamento de água ocorre nos locais onde há grande interseção
das fraturas, bem como, nas zonas de cisalhamento.

Contudo os Planos de fraturas ou de contatos litológicos sub-horizontais são essenciais para


captação e armazenamento da água de infiltração, como também, para recarga dos poços de
produção.
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1. Rochas Cristalinas

Rochas cristalinas são rochas constituídas por minerais cristalinos, sendo um termo geral e
inexato aplicado a rochas ígneas e metamórficas.

2. Rochas Metamórficas

As rochas metamórficas têm sua origem na transformação de outras rochas (magmáticas e


sedimentares), quando submetidas a certas condições de umidade, calor e pressão no interior da
Terra.

A rocha transformada adquire novas características e tem sua composição alterada.

São exemplos de rochas metamórficas:

 O mármore - que é bastante utilizado na construção e na criação de monumentos;


 O quartzito - utilizado para fins ornamentais, é uma rocha parecida com o mármore,
porém, mais resistente.
 O gnaisse-além de ser utilizada na ornamentação, é utilizada também na construção civil.

2.1. Estruturas das Rochas Metamórficas


Assim como as rochas ígneas, as rochas metamórficas podem apresentar diversas estruturas,
classificadas de diferentes formas por vários autores.

2.2. Foliação

É um termo relacionado com estruturas planares não só para rochas metamórficas como também
para as rochas magmáticas, devido ao arranjo paralelo dos minerais. Sob este aspecto,
xistosidade e gnaissificação são foliações típicas. Alguns autores utilizam o termo como
sinônimo de bandamento composicional dos gnaisses (alternância de bandas claras e escuras).
Outros utilizam o termo superfícies - S designando qualquer estrutura plana, independente de
qual seja sua origem. Incluem-se juntos nessa classificação xistosidade, clivagem ardosiana e
acamamento, por exemplo.
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2.3. Xistosidade

Essa estrutura é representada pelo desenvolvimento de minerais placóides e/ou


tabulares/prismáticos. A figura ao lado mostra uma estrutura xistosa em xisto.

2.4. Lineação

Essa estrutura é reconhecida quando há uma direção preferencial dentro do plano de xistosidade.
Pode ser tanto microscópica como macroscópica, a fotografia ao lado (Seer, 1999) mostra
lineação de estiramento em quartzito micáceo.

2.5. Gnaissificação

É a estrutura típica dos gnaisses, rochas em que os feldspatos perfazem mais de 20% do volume.
Essa estrutura normalmente é caracterizada por bandamento composicional. Bandas claras, mais
ricas em quartzo e feldspato alternadas com bandas mais escuras, por conter maior teor de
minerais máficos. A figura ao lado mostra uma estrutura gnáissica com bandas claras
(leucossoma) e escuras (melanossoma), em migmatito.

2.6. Clivagem Ardosiana

Estrutura típica das ardósias e filitos caracterizados predominantemente pela iso-orientação de


filossilicatos microcristalinos. Macroscópicamente é caracterizada pela quebra das rochas em
planos paralelos e regulares. A figura ao lado mostra uma ardósia, na qual a quebra é plano
paralela devido à clivagem.

2.7. Clivagem de crenulação

 É uma segunda foliação gerada sobre rocha metamórfica, normalmente rica em filossilicatos
(micas), em decorrência de dobramento com pequeno comprimento de onda e amplitude
(microdobras). Essa segunda foliação é paralela ao plano axial dessas dobras e quanto mais
apertadas forem essas microdobras, melhor será o desenvolvimento da clivagem. A
fotomicrografia ao lado mostra estágio inicial do desenvolvimento de clivagem de crenulação em
grafita xisto, aumento 20x, nicóis paralelos.
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2.8. Maciça ou Granulosa

Há ausência de elementos planares ou lineares na rocha, que exibe aspecto compacto, maciço.
Exemplos típicos são mármores, quartzitos e hornfels.

3. Rochas Ígneas ou Magmaticas

Rochas ígneas são agregados de minerais produzidas pelo resfriamento e solidificação de um


material fundido que é gerado profundamente no manto ou na crosta inferior da Terra. O calor
requerido para gerar este material fundido vem do interior da Terra. De acordo com o grau
geotérmico, a uma profundidade de 35 km a temperatura é suficiente para fundir uma rocha. O
material fundido, magma, é uma solução complexa de silicatos mais água e gases, apresentando
as vezes alguns cristais já solidificados.

A composição de um dado magma depende da percentagem de fusão e composição da rocha que


foi fundida para formá-lo. Uma vez ocorrida a fusão, o magma por apresentar baixa densidade
tende a ascender em direção a superfície da Terra.

A pressão exercida pelas rochas sobrejacentes espreme a fração líquida para zonas de menor
pressão; a fluidez do magma facilita a mobilidade. A medida que ele sobe, começa o esfriamento
e a cristalização, ultimando com a solidificação de toda a massa fundida em uma rocha sólida.

O tipo de rocha ígnea formado depende de um número de fatores, incluindo a composição inicial
da fusão, a taxa de esfriamento e as reações que se operaram dentro do magma a medida que o
esfriamento se processou.

4. Cristalização dos Magmas

No processo de cristalização, o resfriamento inverte os eventos da fusão. A medida que a


temperatura do líquido cai, os íons ficam mais próximos e começam a perder sua liberdade de
movimento. Quando o esfriamento é suficiente, as forças de ligação química confinarão
novamente os átomos a um arranjo cristalino ordenado. Normalmente, todo o material fundido
não solidifica no mesmo tempo. Ao contrário, a medida que o magma esfria, numerosos
embriões de cristais se desenvolvem.
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A taxa de esfriamento fortemente influencia o processo de cristalização, em particular o tamanho


dos cristais. Quando o magma esfria muito lentamente, se desenvolvem, relativamente poucos
centros de crescimento de cristal. Esfriamento lento também permite íons migrar distâncias
relativamente grandes. Conseqüentemente, esfriamento lento resulta na formação de cristais
grandes.

Por outro lado, quando o esfriamento ocorre bastante rapidamente, os íons significativamente
reduzem seu movimento e velozmente se combinam. Isto resulta na formação de grande número
de núcleos os quais competem pelos íons disponíveis. O resultado é uma massa sólida por
intercrescimentos de cristais muito pequenos. Quando o material fundido é esfriado quase
instantaneamente, não há tempo suficiente para os íons se arranjarem em um retículo cristalino.

5. Estágios de cristalização dos magmas

5.1. Estágio Ortomagmático

 (T >800 oC) que compreende a separação dos minerais pirogenéticos e, no caso de uma
rocha básica, envolve a cristalização minerais anídricos e a maioria dos minerais
membros iniciais da séries de reações de Bowen. Pouca interferência de elementos
voláteis.
5.2. Estágio Pegmatítico

 (800 a 600 oC). Segue-se um estágio durante o qual a porção ainda fluida. Cristalização
dos silicatos de baixa temperatura. Três fases ocorrem simultaneamente no magma, as

quais são gases, fusão e sólidos. Quando a temperatura alcança cerca de 700 oC, a
intervenção de voláteis torna-se significativa, formando-se cristais bastante grandes
(Pegmatitos).
5.3. Estágio pneumatolítico.

 (600 a 400 oC). Possui viscosidade extremamente baixa devido à crescente concentração
dos constituintes voláteis, soluções ricas em H 2O e SiO2 ocorrendo penetração nas

rochas encaixantes que podem ser mineralizadas por minerais metálicos. Certos minerais,
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notadamente turmalina, topázio e fluorita, são especialmente característicos de tais


condições gasosas ou Pneumatolíticas.

Os produtos do estágio pneumatolítico segregam-se geralmente sob a forma de veios e diques


formando então rochas muito características.

5.4. Estágio Hidrotermal

 (400 a 100 oC). Soluções hidrotermais, praticamente água e metais em solução. Ocorre
equilíbrio entre as fases gasosas, líquidas e sólidas. Dividem-se em várias categorias,
precipitando alguns metais conforme a redução da temperatura.:

a). Hipotermais  Au, Se, As, Co, Fe e Cu

b). Mesotermais  Zn, Pb, Ag

c). Epitermais  Hg, Sb

d). Teletermais  Carbonatos complexos

6. CARACTERÍSTICAS DOS MAGMAS

Propriedades Basáltico Andesítico Granítico

Relativas

Conteúdo de Sílica Pouco, cerca de Médio, cerca de Muito, cerca de


50% 60% 70%

Minerais típicos Feldspatos Cálcicos Feldspatos Sódicos Feldspatos


Alcalinos

Viscosidade Baixa Intermediária Alta

Tendência a formar Muito Alta Intermediária Muito Baixa


lavas

Tendência formar Muito Baixa Intermediária Muito Alta


piroclastos
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Densidade Muito Alta Intermediária Muito Baixa

Ponto de Fusão Muito Alto Intermediário Muito Baixo

7. Cristalização Fracionada

Cristalização fracionada é uma maneira na qual a composição da fusão pode ser mudada. Neste
processo, cristais recem-formados são fisicamente removidos do magma remanescente e assim
impedidos de reagir com ele.

Uma maneira disto acontecer é se os cristais assentarem gravitacionalmente no fundo da câmara


magmática e forem isolados da fusão por outros cristais assentados acima deles ou grudarem no
topo e paredes da câmara magmática.

A fusão remanescente pode mesmo deslocar-se através de zonas de fraqueza nas rochas
encaixantes, deixando os cristais para trás. O resultado é que a composição média da fusão,
menos os minerais com baixo teor de sílica, desloca-se para uma composição mais rica em sílica
e pobre em ferro e magnésio.

Este magma pode então seguir a seqüência de cristalização com a formação de minerais mais
silicosos.

8. Rochas Ígneas e os Minerais mais Comuns

GRANITO ANDESÍTICO BASÁLTICO ULTRAMÁFICO


INTRUSIVA GRANITO DIORITO GABRO PERIDOTITO
EXTRUSIVA RIOLITO ANDESITO BASALTO
Quartzo Anfibólio Feldspato
COMPOSIÇÃO Feldspato Plagioclásio Cálcico Olivina
Potássico
MINERAL Feldspato Intermediário Piroxênio Piroxênio
Sódico
Biotita
CONSTITUINTES Muscovita Olivina
Biotita Piroxênio Feldapato
MINERAIS Amfibólio Amfibólio cálcico
MENORES
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9. Principais Rochas Ígneas

9.1. Rochas Plutônicas

a) Granito - É a rocha ígnea mais comum que se conhece. Contém feldspatos, quartzo e
mica como minerais importantes, ocorrendo zirconita, turmalina, apatita, rutilo, como
minerais acessórios. Os granitos possuem textura fanerítica maciça. Entretanto o
ortoclásio pode constituir fenocristais caso em que denominamos granito porfirítico. Os
fenocristais geralmente aparecem com o contorno cristalino bem nítido, podendo alcançar
centímetros de aresta. A densidade dos granitos vai de 2,7 a 2,75.

b) Dioritos - São rochas compostas de hornblenda e feldspato, não sendo comum a biotita.
A hornblenda é geralmente preta ou verde escura, e como é abundante nestas rochas, têm
cor sempre mais escura do que a dos granitos.

c) Gabros - São rochas constituídas essencialmente por plagioclásios e minerais


ferromagnesianos com excesso destes sobre aqueles, Os minerais ferromagnesianos mais
comuns são augita e a hornblenda, que ocorrem juntos ou separados, frequentemente
com alguma biotita e em certos casos, com olivina, mais ou abundante.

A cor usual dos gabros é o cinza escuro ou negro, com tonalidade esverdeada. A textura é
granular, muito embora o alongamento dos feldspatos possa dar uma falsa impressão de textura
porfirítica.

Os gabros podem ter grande importância econômica, pois os seus silicatos podem estar
intimamente misturados com óxidos de ferro ou com sulfetos, o que da lugar a verdadeiras
jazidas de minério de ferro ou de metais sulfurados (níquel e cobre).

É facilmente confundida com diabásio que geralmente possui granulação milimétrica e o gabro
maior que milimétrica.
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10. Ocorrência de água em Rochas Cristalinas

Em Geologia considera-se água subterrânea toda aquela água que ocupa todos os espaços
vazios de uma formação geológica, os chamados aquíferos. Ou seja, as águas Subterrâneas
referem-se a toda e qualquer quantidade de água presente abaixo da superfície terrestre.

Em geral as águas subterrâneas são armazenadas ou em rochas sedimentares porosas e


permeáveis, ou em rochas não porosas, mas nas fracturadas. Essas águas posicionam-se nos
poros, fracturas e falhas das rochas ou ate em espaços maiores, tais como cavernas subterrâneas.

Na região Nordeste do Brasil, desde o inicio do século passado, as rochas cristalinas vem sendo
utilizada como alternativa para o abastecimento de água de pequenas comunidades e rebanhos.

No Nordeste do Brasil, a Província da Borborema ocupa uma área de cerca de 380.000 km2,
sendo que a região pesquisada encontra-se inserida no contexto das rochas cristalinas, onde o
armazenamento e a exploração da água subterrânea enfrentam muitas dificuldades devido à
diversificação de características e a complexidade nas propriedades hidrológicas apresentadas
pelas referidas rochas.

Apesar dos altos custos e das dificuldades para se detectar tais propriedades no subsolo, as
fracturas encontradas nessas rochas proporcionam condições para que estas possam vir a se
constituírem em aquíferos substanciais.

11. Ocorrência da água subterrânea

Obviamente, quanto maior for o nível de infiltração da água no solo, maiores deverão ser as
reservas subterrâneas hídricas. Contudo a quantidade de infiltração dependera de alguns factores
básicos:

11.1. Porosidade do Solo


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Solos permeáveis ou menos porosos apresentam dificuldades para a infiltração de água. Em


rochas argilosas, por exemplo, essa porosidade é menor, aumentando assim o nível de
permeabilidade.

11.2. Declividade

Terrenos mais planos ou com baixíssimo nível de declividade apresentam uma maior tendência ã
infiltração, pois a água ficara mais tempo sobre o solo. Consequentemente, áreas mais íngremes
apresentam um nível de escoamento maior e também maior actuação de processos erosivos.

11.3. Presença de Vegetação

Deixa o solo mais sustentável ao recebimento da carga de água e também ajuda na contenção da
velocidade de queda das gotas de chuva, favorecendo assim, a infiltração e o abastecimento dos
lençóis freáticos.

11.4. Velocidade de Queda da Chuva

Chuvas mais fortes e rápidas apresentam um nível maior de escoamento da água, ao contrario da
chuva mais lenta e fraca, em que a água cai em menor quantidade e tem mais tempo para
infiltrar-se na superfície, pois solo leva mais tempo para ficar saturado.

12. Importancias dos Aquiferos em Rochas Cristalinas

A s rochas Cristalinas formam amplos cinturões pré-cambrianos em diferentes partes do mundo,


principalmente no Canada, India, China Australia Russia e em diverso paises Africanos.

A atençao voltada para água subteranea em rochas racturadas é relactivamente recente. Sua baixa
permeabilidade e as dificuldades n perfuraçao dos poços fizeram com que o potencial desses
quiferos fosse, por muito tempo menosprezado.

O manto proveniente do intemperismo das rochas cristalinas pode formar um aquifero de baixa
produtividade, mis muito importante em paises com indices de pobreza. As camadas espessas e
de grande extensao formam um aquifero potencial e , existir uma fonte de recarga perene ate
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mesmo uma camada de 5 a 7 metros de espessura pode ser uma boa fonte para abastecimento de
agua.

Enquanto as águas superficiais se renovam em períodos muito curtos, as águas subterrâneas são
águas armazenadas que se acumularam ao longo de milhares de anos esse encontram, em
condições naturais, numa situação de quase equilíbrio, o seu movimento é muito lento,
implicando em tempo de trânsito muito longo.

13. Vantagens da utilização de água Subterrânea


 Geralmente dispensa tratamento
 Menor risco sanitário
 O custo de construção de poços é geralmente menor que o custo das obras de captação de
água superficial
 Em geral, a água subterrânea não apresenta maiores problemas de contaminação física ou
biológica.

As fracturas criam uma porosidade secundária, responsável pelo armazenamento e uma


permeabilidade que também se expressa como uma condutividade hidráulica (m/s), responsável
pela circulação da água subterrânea;

14. Água subterrânea em sedimentos inconsolidados

A ocorrência de água subterrânea em sedeimentos pouco consolidados apresenta muitas


vantagens do ponto de vista do aproveitamento. Dentre as razões desta afirmação, temos:

 São fáceis de escavar ou perfurar, o que torna a investigação rápida e menos onerosas.
 São geralmente encontrado em vales e em áreas onde os níveis da água subterrânea se
apresentam pouco profundos, possibilitando o bombeamento com pequenos
recalques.
 Situam-se, frequentemente, em locais favoráveis à recarga a partir de rios, riachos e
lagoas e até mesmo da infiltração directa das chuvas.
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14.1. Arenitos

Á nível global, os arenitos formam aquíferos regionais que armazenam grandes quantidade
de água potável. As formações areníticas de maior expressão hidrogeológicas possuem
origens em ambientes fluviais, eólicos, deltaicos e marinho;

Apresentam porosidade mais baixas do que as areias pouco consolidadas, devido a


compactação e cimentação de parte dos vazios existentes entre os grãos (+-1%). A tendência
dos grandes valores de condutividade ocorrerem na direção horizontal e é substituída por
uma maior condutividade de fraturas ao longo da vertical.
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Conclusão

Depois de tanta pesquisa e tendo efectuado a leitura do trabalho acima representado conclui-se
que o armazenamento de água ocorre nos locais onde há grande interseção das fraturas, bem
como, nas zonas de cisalhamento.

Assim os planos de fraturas ou de contatos litológicos sub-horizontais são essenciais para


captação e armazenamento da água de infiltração, como também, para recarga dos poços de
produção.

Em suma, é importante referir que Na região Nordeste do Brasil, desde o inicio do século
passado, as rochas cristalinas vem sendo utilizadas como alternativa para o abastecimento de
água de pequenas comunidades e rebanhos.

No Nordeste do Brasil, a Província da Borborema ocupa uma área de cerca de 380.000 km2,
sendo que a região pesquisada encontra-se inserida no contexto das rochas cristalinas, onde o
armazenamento e a exploração da água subterrânea enfrentam muitas dificuldades devido à
diversificação de características e a complexidade nas propriedades hidrológicas apresentadas
pelas referidas rochas.

Contudo, apesar dos altos custos e das dificuldades para se detectar tais propriedades no subsolo,
as fracturas encontradas nessas rochas proporcionam condições para que estas possam vir a se
constituírem em aquíferos substanciais.
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Bibliografia

 Costa, W.D & Silva, A.B. 1997. Hidrogeologia dos meios anisotrópicos. em
Hidrogeologia - Conceitos e Aplicações (Ed. Feitosa, A.C & Manoel Filho, J.), CPRM,
133 –174.

 Dantas, J.R.A.; Caúla, J.A.L.; Brito Neves, B.B. 1982. Mapa Geológico do Estado da
Paraíba. Texto explicativo. Campina Grande: CDRM, 1982. 133 p.

 Doughty, C. & Karasaki, K. 2002. Flow and transport in hierarchically fractured rock.
Journal of Hydrology, v.263, No.1-4, p. 1-22.

 Gudmundsson, G. 2000. Fracture dimensions, displacements and fluid transport. Journal


of Structural Geology, v.22, p. 1221-123.

 Manoel Filho, J. 1997. Ocorrências das águas subterrâneas. em Hidrogeologia -


Conceitos e Aplicações (Ed. Feitosa, A.C & Manoel Filho, J.), CPRM, 13 –33.

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