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Índice

introdução..........................................................................................................................3
1. Geomorfologia dos oceanos.......................................................................................4
2. Diferentes formas de relevo oceânico........................................................................5
2.1 plataforma continental.................................................................................................5
2.2 talude continental.........................................................................................................5
2.3 planícies abissais.........................................................................................................5
2.4 dorsal médio-oceânica ou cristas médio-oceânicas.....................................................5
2.5 cordilheira oceânica.....................................................................................................6
2.6 fossas oceânicas...........................................................................................................6
3. Recifes de corais........................................................................................................7
3.3 atóis..............................................................................................................................8
conclusão.........................................................................................................................10
bibliografia......................................................................................................................11
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Introdução

O fundo dos oceanos era um lugar desconhecido até há bem pouco tempo. Mas é
no fundo dos oceanos que as placas oceânicas “crescem”, destroem-se e onde existem as
maiores cadeias montanhosas do mundo. É importante conhecer o relevo oceânico para
se poder compreender a dinâmica do planeta, ou seja a formação e a destruição de
placas litosféricas e a formação de ilhas. O relevo oceânico como referido acima, está
em constante transformação e movimentação. É considerado relevo oceânico a parte da
crosta que está submersa pelos oceanos e é denominada de crosta oceânica. O relevo
oceânico é uma parte importante para os nossos oceanos e para a sua dinâmica
Durante a Segunda Guerra Mundial, com a necessidade de se desenvolverem
equipamentos para vasculhar o fundo dos oceanos em busca de submarinos, houve um
avanço no estudo do relevo do fundo dos mares.
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1. Geomorfologia dos oceanos


Os fundos dos oceanos apresentam uma variedade de formas, assim como o
relevo terrestre: são montanhas, áreas planas, depressões que não podemos visualizar,
mas que também precisam de classificação e análise. É recoberta por sedimentos de
origem continental trazidos pelos rios, ventos, enxurradas e geleiras, o que implica a
existência de grandes concentrações de recursos minerais;
Grande parte das erupções vulcânicas acontece perto dos limites das placas
tectónicas, principalmente dos limites divergentes ou seja zona de Rift. Mas existem
excepções de ilhas que são na sua totalidade de origem vulcânica e formaram-se e
situam-se no meio do oceano, afastado dos limites de placas. Então a pergunta que surge
é, como é que estas ilhas e outros vulcões que se formam nos interiores das placas
surgem? Em 1963, o geofísico canadiano J. Tuzo Wilson (autor do conceito falha
transformante) apresentou uma teoria, a teoria dos hot spots (pontos quentes). Esta
teoria propõe que o magma tem origem em zonas mais profundas do manto, nas
proximidades da fronteira com o núcleo. O material rochoso do manto, sobreaquecido
por transferências de calor do núcleo, ascende sob a forma de colunas que são
designadas de plumas térmicas. Durante a sua ascensão, a rocha sobreaquecida pode
fundir, originando magma. Na superfície, o local onde se encontram estas plumas é
chamado de hot spots e são locais de grande actividade vulcânica. Nestas zonas é
sempre normal encontrar um arquipélago de ilhas ou uma cadeia montanhosa de vulcões
extintos. Estes devêm-se ao movimento das placas tectónicas; as plumas são fixas e vão
libertando lava continuamente formando assim uma ilha, as placas vão movimentando-
se e a ilha vai afastando-se do hot spot e a actividade vulcânica nessa ilha acaba. No
lugar do hot spot vai-se formar outra ilha e assim sucessivamente formando o
arquipélago.
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2. Diferentes formas de relevo oceânico


O relevo oceânico tem várias formas, e cada uma destas tem diferentes
características que iremos mencionar:

2.1 Plataforma Continental


É uma porção de terra que prolonga os continentes sob os oceanos. Tem uma
profundidade que não ultrapassa os 200m, o seu declive é entre 3 a 6 graus e a sua
largura é variável, variando entre os 10 km e os 65 km mas há excepções onde pode
chegar aos 650 km. É coberto por sedimentos que provêm dos rios e dos glaciares. De
uma maneira geral as plataformas do Oceano Atlântico são mais largas que as
plataformas do Oceano Pacífico.

2.2 Talude Continental

É o local onde há a transição entre continentes e oceanos. São zonas onde o


declive é bastante acentuado e podia ir até zonas mais profundas dos oceanos e
ultrapassar os 4000m. Nos taludes podem ocorrer depressões profundas, em forma de
desfiladeiros ou vales que desaguam no fundo dos oceanos. São estas estruturas que
permitem o transporte violento, dos sedimentos que não são consolidados.

2.3 Planícies Abissais

Estas planícies surgem a seguir aos taludes e terminam nas dorsais médio-
oceânicas (Rift). Encontram-se entre os 4000m e os 6000m de profundidade,
dependendo do talude. São regiões planas e estendem-se entre 200km a 2000km, mas
por vezes podem ser rompidas por montes ou montanhas submarinas. Nas planícies
ocorre a deposição de grande quantidade de sedimentos finos e matéria orgânica de
origem marinha. No oceano Pacífico estas planícies são raras e estão localizadas
essencialmente na parte oriental do Pacífico Norte.

2.4 Dorsal médio-oceânica ou cristas médio-oceânicas

Desenvolvem-se ao longo de 65 000 km de comprimento e 1000 km de largura


em média. Nas dorsais podemos distinguir diversas zonas como um vale de Rift
profundo com 25 km a 50 km de largura; cumes muito acidentados que são paralelos ao
Rift com declives suaves para as zonas que estão perto da planície abissal mas perto do
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Rift são declives mais acentuados; e fracturas muito longas, designadas falhas
geológicas transformantes que recortam perpendicularmente todas as estruturas
existentes na dorsal crista médio-oceânica. As dorsais médio-oceânicas são zonas de
limites de placas divergentes pois nesta zona há libertação de magma e formação de
nova crosta oceânica. Sendo assim existe um afastamento das placas.

2.5 Cordilheira oceânica

São elevações que ocorrem de forma regular ao longo dos oceanos. Estendem-se
por 84 mil quilômetros no total, com uma largura por volta dos mil quilômetros. Nessa
área encontramos intensa atividade sísmica (tremores) e vulcânica. A cordilheira
oceânica divide a crosta submarina em duas partes, representado uma ruptura ou cicatriz
produzida durante a separação dos continentes
No oceano Atlântico, a cordilheira oceânica é chamada de meso-atlântica, porque
ocupa a parte central deste oceano, na Islândia a cordilheira emerge na forma de ilha e a
área é constantemente abalada pelos fenômenos já citados. Nos oceanos Pacífico e
Índico, as cordilheiras áreas mais laterais (marginais) mais próximas dos continentes.

2.6 Fossas Oceânicas

As fossas oceânicas encontram-se a profundidades que variam entre os 2000m e


os 4000m, mas pode haver excepções, abaixo do restante leito oceânico. Os declives
destas regiões são acentuados, com cerca de 45graus. Localizam-se perto da base do
talude continental, nas proximidades de cadeias montanhosas que ocorrem nas margens
continentais ou perto de uma planície abissal. A fossa dos Andes situa-se perto de uma
cadeia montanhosa, a fossa das Marianas situa-se perto de uma planície abissal. As
fossas oceânicas são zonas se subducção, ou seja, nestas zonas há destruição de crosta
oceânica e são limites convergentes. Nesta zona a placa mais densa “mergulha” debaixo
da outra fundindo-se com o magma. Das 20 maiores fossas oceânicas do planeta, 17
encontram-se no Oceano Pacífico.
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Fonte: https://educacao.uol.com.br

3. Recifes de corais
Os recifes de corais são formações construídas a partir da deposição de
carbonato de cálcio por diversos organismos marinhos, principalmente por corais, mas
outros organismos, como algas calcárias e moluscos, também contribuem para a
formação de substratos recifais. Os corais são animais cnidários da classe Anthozoa
pequenos e muito frágeis que utilizam carbonato de cálcio da água para construir um
exosqueleto duro. Podem ser solitários, mas são principalmente coloniais e cada
indivíduo em uma colônia de coral é chamado de pólipo. Um recife de corais é coberto
por milhares de pólipos de coral.

Recifes de corais. Foto: Andrey_Kuzmin / Shutterstock.com


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Quando os pólipos morrem, novos pólipos crescem por cima dos esqueletos que
ficam. Por isso, um recife de coral é composto por camadas muito finas de carbonato de
cálcio resultante da sobreposição dos esqueletos das sucessivas gerações de pólipos.
Assim, quando vemos um recife de corais, apenas a fina camada superficial é que é
constituída por pólipos vivos.
Uma associação extremamente importante para os recifes de corais é a simbiose
que ocorre entre as espécies de corais e microalgas conhecidas como zooxantelas. Essas
algas vivem no interior dos tecidos dos corais, realizando fotossíntese e liberando para
os corais compostos orgânicos. Em troca, as zooxantelas sobrevivem e crescem
utilizando os produtos gerados pelo metabolismo dos corais. Elas também estão
envolvidas na formação dos esqueletos e são responsáveis pelas cores dos corais.
Existem três tipos básicos de recifes de corais:
 Recifes em franja – são os mais comuns, crescem perto da costa ao redor de ilhas e
continentes e são separados da costa por lagoas estreitas e rasas;
 Recifes em barreira – também são paralelos à costa, mas separados por lagoas
profundas e largas;
 Atóis – são recifes em forma de círculo, no centro do qual se forma uma lagoa. Os atóis
se localizam no meio dos oceanos e geralmente se formam quando topos de ilhas
(geralmente topos de vulcões submersos) rodeados por recifes em franja afundam no
mar.
Os recifes de corais ocorrem principalmente em regiões com águas
permanentemente quentes, claras e rasas, mas nas últimas décadas também foram
registrados em águas profundas.

3.3 Atóis
Um atol é uma ilha oceânica em forma de anel com estrutura coralínea e de
outros invertebrados, constituindo em seu interior uma lagoa, sem nenhuma aparente
conexão com as rochas da Crosta.

Um atol começa pela formação de um recife costeiro de corais ao redor de uma


ilha vulcânica. À medida que esta ilha vai afundando o recife vai se acumulando e
crescendo para fora em busca de águas mais ricas em nutrientes e transformando-se
num recife de barreira. A parte central, com menor circulação de água fica preservada
como uma laguna interior.
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Atóis são ilhas oceânicas com formato de lagunas circulares que se formam a
partir de vulcões soerguidos no assoalho oceânico.

Fonte http://herdeirodeaecio.blogspot.com
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Conclusão

Concluímos que o relevo oceânico apresente altitudes e depressões


comparativamente com o relevo terrestre, nota-se que a primeira forma geomorfologia
do oceano é a plataforma continental é considerada a área mais importante do relevo
submarino, pois é nessa região que a luz do sol atinge praticamente o fundo oceânico,
permitindo a ocorrência de fotossíntese e o crescimento do plâncton, neste último,
indispensável para a alimentação de peixes e animais marinhos. Por isso, ficam aí as
maiores regiões pesqueiras e também as bacias petrolíferas.
O oceano Pacífico é o maior dos oceanos, possui diversos cordões de ilhas,
devido atividade vulcânica proveniente da colisão das placas tectônicas no fundo desse
oceano. Já o oceano Atlântico é drenado por muitos rios de grande porte como o
Amazonas, Nilo, Congo e Mississípi, além de ter muitos mares marginais, como o
Golfo do México, Mediterrâneo e Báltico.
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Bibliografia

CLAPHAM, Frances M; et al. (1980). Resposta a tudo. [S.l.]: Círculo de Leitores.

Ferreira, B. P.; Maida, M. Monitoramento dos Recifes de Coral do Brasil: situação atual
e perspectivas. Brasília, DF: MMA, 2006. 120 p. (Série Biodiversidade, 18).

Ministério do Meio Ambiente. Conduta consciente em ambientes recifais. Brasília, DF:


MMA, 2011.

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