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Edson Manuel Zaqueu

Ernestino José

Ernestina Júlia Ramos Ramalho

Dulce da Irene

Graciete Da Fátima Hermínio

José da Conceição Sobral Bata

Manuel Elias Júnior

Muanacha Mesquita

Muansumo Mustafa Mussenga

Milton Johane Maguaze


Mostalifa Carlos

Natalio Alexandre

Victó Wassiquete

Reacções metamórficas em soluções sólidas caso rochas pelíticas caso (AFM)

Universidade Rovuma

Nampula

2019
1

Edson Manuel Zaqueu

Ernestino José

Ernestina Júlia ramos ramalho

Dulce da Irene

Graciete Da Fátima Hermínio

José da Conceição Sobral Bata

Manuel Elias Júnior

Muanacha Mesquita

Muansumo Mustafa Mussenga

Milton Johane Maguaze


Mostalifa Carlos

Natalio Alexandre

Victó Wassiquete

Reacções metamórficas em soluções sólidas caso rochas pelíticas caso (AFM)

Departamento de ciências de Terra Ambiente.


Trabalho de carácter avaliativo do V grupo a ser
apresentado ao Docente da cadeira de Petrologia de
rochas ignias e metamórfica dr. Sumalgi Muthela,

Universidade Rovuma

Nampula
2

2019
3

Conteúdo
Introdução...................................................................................................................................3
Objectivos...................................................................................................................................3
Gerais..........................................................................................................................................3
Específicos..................................................................................................................................3
Conceitos.....................................................................................................................................4
Composição química dos metapelitos.........................................................................................4
Regras para projecção do diagrama AFM..................................................................................5
Como Projector um Ponto no diagrama AFM............................................................................7
VARIANÇA EM ASSOCIACOES DE MINERAIS EM ROCHAS PELITICAS....................8
Usos das projecções do AFM:..................................................................................................10
ISOGRADAS EM ROCHAS PELÍTICAS..............................................................................10
Reacções descontínuas..............................................................................................................10
Reacções contínuas...................................................................................................................11
Conclusão..................................................................................................................................12
Bibliografia...............................................................................................................................13
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Introdução

O presente trabalho científico de pesquisa de informações, ligada reacções metamórficas em


soluções sólidas caso rochas pelíticas caso (AFM) contínuas e descontinuas é de carácter
avaliativo da cadeira de petrologia de rochas ígneas e metamórfica.
O trabalho a ser apresentado terá como estrutura título, subtítulo, referindo assim do
desenvolvimento, conclusão e algumas referências bibliográficas. O mesmo si tornou uma
realidade graças aos esforços empreendido pelos estudantes do grupo e algumas fontes
bibliográficas que serviram como suporte.

Objectivos

Gerais

 Saber projectar diagramas AFM em rochas Metamórficas.


Específicos

 Saber o componentes a se representados no diagrama;


 Descrever a utilidade do diagrama AFM;
 Saber a reacções contínuas e descontínuas;

Metodologia

Para o presente trabalho foi baseado numa pesquisa bibliográfica acerca do tema proposto’ em
trabalhos anteriores como:, revistas, artigos publicados, periódicos e livros texto.
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Conceitos

Rochas pelíticas – são as rochas sedimentares mais comuns. Quando metamorfisadas são
bastante ricas em minerais diagnósticos e forma metapelitos, xistos e gneisses.

A sua composição pode ser expressa em termos de SiO2-Al2O3-Mgo; FeOt, K20, CaO,
Na2O-H2O

Composição química dos metapelitos

Principais components: SiO2, Al2O3, FeO, MgO, K2O, H2O

Componentes menores: Na2O, CaO, TiO2, MnO, Fe2O3

Alto conteúdo de água: água liberada durante o metamorfismo ajuda a manter o equilíbrio
químico

No início do metamorfismo as rochas estão em seu estado mais hidratado.

Projecção AFM de J. B. Thompson (1957) – baseia- -se no fato de se no fato de que a maioria
do metapelitos contém moscovita e envolve a e envolve a projecção da biotita na face Al2O3
- FeO - MgO, a partir da, a partir da moscovita.

Muitos metapelitos são xistos com moscovita e quartzo, e contêm três fases mineralógicas
essenciais adicionais. Obviamente um número elevado de componentes é essencial para
descrever estas fases.
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Por isso é necessária a redução de número de componentes para um número fácil de se


manipular e trabalhar, mantendo somente aquelas que influenciam significativamente a
composição mineralógica.

Regras para projecção do diagrama AFM

Quais são os componentes que devem ser projectados e quais que são os que podem
ser ignorados.

Projectam-se todos aqueles componentes cujas variações implicam mudanças na composição


mineralógica; aqueles componentes que não causam mudanças na composição mineralógica
podem ser ignorados.

Quatro regras podem ser aplicadas para distinção de componentes a projector dos ignoráveis
(Thompson 1857)

Regra 1 – componentes que ocorrem em fases puras como: SiO2 no quartzo, TiO2 no rutilo,
Fe2O3 na hematite não precisam ser projectados.

Uma rocha é considerada saturada em todas as fases puras, e porque a variação da sua
quantidade relativa não afecta a estabilidade das associações mineralógicas eles podem não
ser projectados.

Regra 2 - componentes cujo potencial químico é controlado por factores exteriores ao


sistema podem ser ignorados i.e. podem não ser projectados.
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Esta regra aplica-se principalmente aos componentes que aparecem na fase fluida, tais como
H2O e CO2, mas também pode ser aplicada aos outros componentes desde que
suficientemente moveis.

Nestes casos é comum expressar-se a água ou dióxido de carbono em termos de actividade.

Partindo do pressuposto que a fase fluida metamórfica pode ser composto de mais de um
componente, cada um destes pode ser expresso em termos de actividade; por exemplo, se o
fluido e constituído somente de água, então a actividade de água é 1; se por outro lado o
fluido é composto de H2O e CO2 em proporções iguais, as suas actividades respectivas são
iguais a 0.5.

Note que embora a H2O não seja tratada como um componente se a actividade do fluido é
controlada por factores externos (em analogia ao efeito tampão), deve-se ter sempre em mente
que a representação gráfica será feita para uma certa actividade de água

Regra 3 - componentes que ocorrem numa única fase não precisam ser projectados se as fases
onde ocorrem forem ignoradas.

Alguns componentes ocorrem somente numa única fase; por exemplo, ZrO 2 no zircão, Na2O
na albite, CaO na plagioclase, e P2O5 na apatite. Cada uma destas fases e descrita por uma
equação, mas só introduz uma única variável referente ao potencial químico. Assim, sob o
ponto de vista o efeito destes componentes é nulo.

A regra numero três deve ser considerada com cautelas, pois um componente pode ser
reduzido erradamente. Antes de se reduzir qualquer componente e necessário verificar-se se
este componente ocorre somente numa fase. Ora vejamos: Na2O pode ocorrer também na
paragonite que e uma variedade de moscovita difícil de ser detectada; CaO pode ocorrer na
plagioclase e no epidoto. Se estas fases existem na rocha, a eliminação de tais componentes
pode resultar numa associação que viola a regra de fases.

Regra 4 - componentes que não são suficientemente abundantes não precisam ser projectados

Estes elementos normalmente estão presentes em concentrações bastante reduzidas que não
afectam a estabilidade de outras fases. Contudo deve-se estar atento aos casos em que tais
elementos em traço podem ocorrem em quantidades suficientemente elevadas para afectar a
estabilidade de outras fases.
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Regra 5 - se um componente ocorre em uma ou mais fases, e uma dessas fases é comum para
todas as associações, projecte as composições de todas as fases com este componente a partir
da composição da fase que é comum para uma face do tetraedro ou outro plano conveniente

Como Projector um Ponto no diagrama AFM

Para calcular os parâmetros do dia diagram AFM aplica-se:

A = [Al2O3 - 3 K2O]

F = [FeO]

M = [MgO]
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VARIANÇA EM ASSOCIACOES DE MINERAIS EM ROCHAS PELITICAS

A Figura uma diagrama de fácies AFM tipico de xistos pelíticos. Note que devido as Regras 1
a 5, o diagrama é valido dadas T, P e actividade de H2O, e todas as associações es
mineralógicas devem coexistir com quartzo e muscovite.

Este diagrama e diferente dos diagramas ACF e AKF porque muitos minerais exibem solução
sólida.

Nesta secção vamos considerar o efeito da solução sólida sobre a variância ou graus de
liberdade.

Se as associações mineralógicas mostradas na figura 17.4 ocorrem em rochas numa extensa


área geográfica, o diagrama de fácies pode ser considerado válido para um determinado
intervalo de P, T e aH20. Sob ponto de vista da regra de fases ( φ + f = c + 3, o numero 3
refere-se a T, P e aH2O), três variáveis intensivas puderam variar sem causar mudanças na
associação mineralógica. O número de componentes e 3 porque os outros foram
eliminados de acordo com as regras 1 a 4. Consequentemente, a variância será f = 6 – φ.

A variância da rocha contendo 3 minerais num diagrama AFM (mais quartzo e musvovite) é
3. Contudo, os 3 graus de liberdade são necessários para definir a T, P e aH2O do diagrama,
deixando nenhuma grau de liberdade para se variar a composição dos minerais. Assim, para
qualquer associação de 3 minerais tal como cloritoide + granada + clorite, a composição de
cada mineral é fixada por T, P e aH2O.
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Neste caso, variações da composição da rocha resultam somente na variação da proporção dos
minerais e não na composição dos minerais.

Note que alguns minerais do diagrama AFM têm composições fixas (e.g. distena).

Outros minerais formam soluções sólidas, e embora as suas composições estejam fixadas por
T, P e aH2O, sob condições ambientais diferentes as suas composições tomam valores
diferentes. Isto permite que composições de alguns minerais compondo as associações de três
minerais possam ser aplicadas como geobarómetros e geotermómetros.

Se somente 2 minerais estiverem presentes num diagrama AFM, a variância e 4.

Aqui também, 3 graus de liberdade são necessários para especificar a T, P e a H2O deixando um
grau de liberdade para a composição. Se por exemplo, os 2 minerais forem a cloritoide e a
clorite, que pertencem a solução Fe – Mg ( e clorite também mostra variação em Al).

Contudo, somente um grau de liberdade existe entre estas composições variáveis. Clorite
coexistente com cloritoide deve conter o máximo de Al; isto é deve-se projectar no lado de
Al do campo da clorite.

Se um grau de liberdade está disponível, este é usado para especificar a razão a Fe/Mg da
clorite, a composição da cloritoide coexistente é então determinada pela linha que parte da
composição da clorite até a extremidade da cloritoide, passando pela composição da rocha.

As associações mineralógicas dividem o diagrama AFM em regiões triangulares com três


fases; regiões com duas fases ligadas por linhas de ligação, e regiões com uma fase.

As associações com três fases têm menor número de variância e por isso guardam mais
informação sobre condições de metamorfismo.

As regiões de duas fases do diagrama AFM são regidas por duas linhas indicando a
composição das duas fases coexistentes. Repare que se uma das fases tem composição fixa
(e.g.. distena) a composição de outra fase não se pode mudar independentemente.

Neste caso, a composição da rocha determina a composição de outra fase; i.e., as linhas de
ligação radiando a partir da fase fixa, passando pela composição da rocha, define a
composição de outra fase.
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Usos das projecções do AFM:

1- Mostrando a relação entre a composição da rocha a granel e a assembleia mineral.


Diferentes rochas metapelíticas que ocorrem na mesma zona metamórfica, mas com
diferentes composições a granel, podem ter diferentes conjuntos minerais.

2- Previsão de reacções metamórficas entre rochas pertencentes a diferentes zonas


metamórficas. Por exemplo, muitas das reacções responsáveis pela "sequência Barroviana"
podem ser previstas a partir dos diagramas .

3- Monitoramento da partição Fe / Mg entre fases ferromagnesianas em função do grau


metamórfico. Isto é ilustrado nas Figs. 5 e 6, que, por exemplo, mostram que o clorito e a
biotita tornam-se progressivamente enriquecidos em Mg com o aumento do grau
metamórfico.

Ao traçar as composições de minerais naturais coexistindo em equilíbrio nos metapelitos


nesses diagramas de AFM, Thompson (1976) previu que o XMg (razão Mg / (Mg + Fe + 2))
diminuísse na ordem:

Crd> Chl> Bt> Opx> Ctd * St> Gt.

Essas informações sobre a partição de Fe e Mg entre essas fases são extremamente


importantes.

ISOGRADAS EM ROCHAS PELÍTICAS

Reacções descontínuas - Uma reacção descontínua provoca mudanças na topologia do


diagrama de fácies.

Isto pode resultar do aparecimento ou desaparecimento de um mineral. Tais reacções são


designadas de terminais em relação aquele mineral particular.

A topologia também pode ser mudada pela mudança das linhas de ligação; estas reacções são
não-terminais, porque esses minerais particulares quando separados tem estabilidade acima e
abaixo da reacção.
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Considere a reacção: Almandinass + clorites + distena = estaurolites + quartzo + H2O ......


(17.3)

Almandinass + cloritess + muscovite = estaurolitess + biotitess + quartzo + H2O ... (17.4)

Reacções contínuas

Reacções contínuas ocorrem quando os reagentes e produtos envolvem soluções sólidas.


Consideremos a reacção:

Distena + cloritess = estaurolitess + quartzo + H2O

A clorite e a estaurolite são soluções sólidas, e sem se especificar a razão Mg/Fe de um dos
minerais a reacção não fica completamente definida.

No diagrama P-T a reacção não ocorre ao longo de uma linha, mas sim numa faixa

A reacção começa com a Fe-Clorite a reagir com a distena para formar a estaurolite rica em
Fe. Com o aumento da temperatura, a clorite e a estaurolite ficam enriquecidas em Mg.

Isto causa a deslocação do triângulo distena + cloritess + estaurolitess para o extremo de Mg


(Fig. 17.7b).
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Estas mudanças de composição podem-se perceber melhor na projecção T-XMg (Fig. 17-7c)
ou AFM (Fig 17.7
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Conclusão

Findo a realização do trabalho o grupo conclui que reacções metamórficas em soluções


sólidas caso rochas pelíticas caso (AFM) desempenham um papel importante nas rochas
metamórficas uma fez que ele podem indicamos Previsão de reacções metamórficas entre
rochas pertencentes a diferentes zonas metamórficas etc .
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Bibliografia

Thompson, J. B. J. (1857). "The graphical analysis of mineral assemblage in pelitic schists."


American mineralogist 42: 852-858.

Winter, J.D., 2010. Principles of Igneous and Metamorphic Petrology, second edition.

Prentice Hall. 702 p. Yardley, B.W.D., 2004. Introdução à Petrologia Metamórfica, 2ª edição,
revista. Editora UnB. 434 p.

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