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2.

A estrutura de halite, NaCl (F4/m-32/m=Fm3m), com iões dispostos numa malha cúbica
de faces centradas (F). Tanto Na+ e Cl- estão em coordenação [6] um com o outro. O poliedro
de coordenação é um octaedro.

A estrutura de fluorite, CaF2 (Fm3m), com os iões Ca2+ dispostos numa malha cúbica de faces
centradas (F). F- está coordenado a quatro Ca2+ [N.C.=4], esta é tetraédrica. Cada Ca 2+ tem
oito F- vizinhos, em forma cúbica.

3. As grandes divisões da classificação em mineralogia sistemática são:


Elementos Nativos. Ex: (cobre, ouro, Diamante, grafite, ferro e níquel, enxofre)
Sulfuretos & Sulfossais Ex: (Pirite, Calcopirite, Bornite, Calcocite, Molibdonite, Galena
Esfalarite e Cobaltite)

Óxidos (Simples e Múltiplos) & Hidróxidos Ex (cuprite, Zincite, Corúndo, Hematite,


Rútilo, Brucite, Diasporo).

Halogenetos Ex (Halite, Silvite, Fluorite, cloroargirite)

Nitratos & Boratos Ex: Nitro (KNO3 ) e dos segundos ao Bórax (Na2B4O5(OH)4.8H2O ).
Carbonatos Ex (Calcite, Aragonite, Dolomite, Malaquite e azurite)

Sulfatos & Wolframatos ex (Gesso, Anidrite, Barite, wolframite e scheelite)

Fosfatos Ex ( Apatite, Monazite)

Silicatos
– Nesossilicatos ( Olivina e Granada)
– Sorossilicatos ( epidoto)
– Ciclossilicatos ( Turmalina e Berilio)
– Inossilicatos (Simples de Duplos) ex ( Piroxena e Amfibolas)
– Filossilicatos ( Micas , Biotite e Moscovite)
– Tectossilicatos ( Quartzo, Microclina e Lazurite).

4. Os carbonatos são um grupo de minerais em que o grupo aniónico é ocupado pelo


complexo CO3. Típico dos carbonatos é a reacção que faz com os ácidos, provocando uma
espécie de efervescência, Estes são tratados em conjunto porque contêm complexos
aniónicos, reconhecidos como unidades estruturais com ligações muito fortes. CO 32-; SO42- e
PO43-

4.a CALCITE

Sistema cristalográfico: trigonal.


Composição química: Carbonato de Cálcio - CaCO3.
Propriedades Físicas: Hábito: muito variado e por vezes complexo; há três hábitos mais
comuns: prismático, romboédrico,
Clivagem e Fractura: clivagem perfeita;
Tenacidade: quebradiça;
Dureza: baixa - termo 3 da escala de Mohs;
Densidade: 2.5;
Cor: variada; normalmente branca, mas pode ser incolor, cinzenta,
vermelha, amarela, verde, azul, castanha, negra);
Risca: branca;
Brilho: vítreo a terroso;
Diafanidade: transparente a translúcido. A variedade incolor chama-se
Espato da Islândia, e tem a propriedade da dupla refracção); Outras Propriedades: faz
efervescência a frio com HCl; é luminescente.
Utilidade: o principal uso é no fabrico de cimento; também se usa no
fabrico de pastas de dentes.
Ocorrência: é um dos minerais mais comuns e espalhados na natureza,
como constituinte principal duma série de rochas.

GESSO
Sistema cristalográfico: monoclínico.
Composição química: Sulfato Hidratado de Cálcio - CaSO4.2H2O.
Propriedades Físicas: Hábito: cristais tabulares às vezes geminados em forma de cauda de
andorinha; por vezes fibroso ;
Clivagem e Fractura: clivagem prismática perfeita, dando lâminas muito finas; fractura
conchoidal ou fibrosa;
Dureza: baixa - termo 2 da Escala de Mohs;
Densidade: baixa - 2.32;
Cor: incolor, podendo ser branca, cinzenta, amarela ou vermelha, consoante as impurezas;
Risca: branca;
Brilho: usualmente vítreo, podendo ser nacarado ou sedoso;
Diafanidade: translúcido a transparente.
Utilidade: utilizado em fabrico do gesso de moldagem, ortopedia.
Ocorrência: EUA, Canadá, França, Japão e Irão. Em Moçambique ocorrem em pequenas
quantidades em várias zonas sedimentares do País.

APATITE
Sistema cristalográfico: hexagonal.
Composição química: Fosfato Hidratado de Cálcio - Ca5(PO4)3(F,Cl,OH).
Propriedades Físicas: Hábito: cristais prismáticos
Clivagem e Fractura: clivagem pobre; fractura conchoidal;
Dureza: baixa - termo 5 da escala de Mohs;
Densidade: baixa - 3.15-3.2;
Cor: geralmente verde ou acastanhada, podendo ter outras cores;
Risca: branca;
Brilho: vítreo a sub-resinoso;
Diafanidade: translúcido a transparente.
Utilidade: usado para fertilizante; variedades transparentes usadas em joalharia.
Ocorrência: Noruega, Suécia, EUA, Canadá e África do Sul. Em Moçambique ocorre
no jazigo de Evate, Nampula.
Origem do nome: do Grego apate = desilusão. Pela confusão com várias pedras
preciosas.

5a. Os Óxidos são um grupo de minerais que tendem a ser duros, densos e refractários, e
ocorrem como minerais primários acessórios de vários tipos de rochas ou como grãos
resistentes em sedimentos. Os óxidos têm como anião o Oxigénio. Este encontra-se unido a
um ou vários catiões, dando origem aos óxidos simples e óxidos múltiplos enquanto que Por
seu lado, os Hidróxidos são menos duros e densos, e ocorrem como minerais secundários
resultantes da alteração ou meteorização das rochas. Caracterizam-se pela presença do grupo
hidroxilo (OH)- ou de moléculas de água (H2O).

b.Na classe dos sulfuretos contam-se todos os compostos simples e complexos de


metal e enxofre, mas também compostos com elementos semelhantes ao Enxofre:
Selénio, Arsénio, Antimónio e Bismuto, em forma de selenetos, teluretos, arsenetos,
antimonetos e bismutetos. A formula geral é XmZn; onde X= metal e Z não metal enquanto
que sulfossais Termo usado para indicar certo tipo de mineral de enxofre não oxidado,
que é estruturalmente distinto de um sulfureto. Diferem dos sulfuretos, sulfoarsenetos e dos
arsenetos, porque, o As, Sb e raramente Bi, têm o papel +/- como o dos metais na estrutura;
nos sulfoarsenetos e arsenetos os semimetais ocupam o lugar de enxofre na
estrutura. Os sulfossais podem ser considerados como sulfuretos duplos, como tal, a energite,
Cu3AsS4, pode ser considerado 3Cu2S.As2S5 Eles ocorrem geralmente como uma minoria
de minerais em veios hidrotermais associados com sulfetos mais comuns.

6. Os papéis habituais desempenhados pelos elementos mais comuns permite-nos escrever a


fórmula geral para todos os silicatos:
XmYn(ZpOq)Wr
– X representa catiões grandes, fracamente carregados em coordenação [8] ou maior
– Y representa, iões de tamanho médio, de valência 2 até 4 emcoordenação [6]
– Z representa iões pequenos, altamente carregados em coordenação tetraédrica [4]
A unidade fundamental em que se baseia toda a estrutura cristalina dos silicatos é o chamado
tetraedro SiO4, em que quatro iões O2- estão ligados a um Si4+, estando este no centro do
tetraedro e os oxigénios nos seus vértices Em muitas situações, um ião de oxigénio pertence a
mais do que um tetraedro. Cada oxigénio do tetraedro (do Grego tetra = 4 + hedros = face)
pode ser compartilhado por um outro tetraedro, dando origem a uma diversidade de
configurações de redes cristalinas. ilustra as maneiras como os tetraedros podem combinar-se
entre si:

Silicatos em que os tetraedros estão isolados na estrutura, e ligados entre si por catiões –
Nesossilicatos (do Grego nesos = ilha) unidade catiónica básica – SiO44-;

Silicatos em que 2 tetraedros estão ligados entre si por um oxigénio, formando um par, e os
pares ligados entre si por catiões – Sorossilicatos (do Grego soro = juntar) ; unidade
catiónica básica – Si2O76-;

Silicatos em que mais do que 2 tetraedros estão ligados em anel de 3, 4 ou 6 tetraedros


– Ciclossilicatos (do Grego Kyklos = círculo) unidade catiónica básica – SixO3x2x-; anéis
de 3 – Si3O96-; anéis de 4 – Si4O128-; anéis de 6 – Si6O1812-;

Silicatos em que os tetraedros se encontram dispostos em cadeias infinitas simples ou duplas


Inossilicatos (do Grego Inos = cordel) unidade catiónica básica – Si2O64- para as cadeias
simples e Si4O116- para as cadeias duplas;

Silicatos em que 3 dos oxigénios dos tetraedros estão ligados entre si formando folhas
planares –Filossilicatos (do Grego Phyllon = folha) (Fig. 3.57.h); unidade catiónica básica –
Si2O52-;
Silicatos em que os 4 oxigénios são compartilhados por dois tetraedros, formando uma rede
tridimensional Tectossilicatos (do Grego tecton = construção) (Fig. 3.57.i); unidade catiónica
básica – SiO20;

7. Existem muitas similaridades entre os dois grupos nas suas propriedades


cristalográficas, físicas e químicas.
• A maioria de piroxenas e anfíobolas são monoclínicas, mas existem também
membros ortorrômbicos nos dois grupos.
• Nos dois grupos estão presentes os mesmos catiões, contudo as anfíbolas
caracterizam-se por possuir (OH)
• As piroxenas cristalizam-se a temperaturas mais elevadas do que anfíbolas
• Condições de metamorfismo, (Px  Anf).

As piroxenas tem uma composição química pode ser expressa pela fórmula geral como
XYZ2O6 e a Anfíbolas tem uma composição química de membros do grupo das anfíbolas
pode ser expressa pela fórmula geral W0-1X2Y5Z8O22(OH,F).

7b. a composicao dos dois grupos num sitema de …… e : ver imagem a seguir

8ª os principais grupos são:


8b. A composição dos feldspatos mais comuns pode expressar-se em função do sistema:

ortoclase (KAlSi3O8) - albite (NaAlSi3O8) - anortite (CaAl2Si2O8)

Onde se distinguem as duas séries das plagioclases e dos feldspatos alcalinos ou


potásicos.
8.d. Feldspatóide

• São tectossilicatos anidros quimicamente similares aos feldspatos.


• A diferença principal entre eles está no conteúdo de SiO
• Os feldspatóides têm apenas 2/3 de sílica daquela dos feldspatos
• Formam-se a partir de fusões ricas em álcalis (Na, K) e pobres em SiO2.

8c. Geralmente os feldespatos se originam a alta temperatura com estruturas mais


desordenadas passando, por esfriamento, a um estado mais ordenado de menor temperatura.
Tal é o caso dos polimorfos sanidina (de alta temperatura), ortoclase (intermédia) e
microcline (de baixa temperatura). A primeira apresenta íones Si e Al distribuídos
aleatoriamente entre as posições T1 e T2 com os K+ ocupando grandes interstícios em planos
de simetria perpendiculares ao eixo B.No caso da microclina a estrutura é menos simétrica
com os íones K+ sem posições especiais. Pelo contrário a distribuição do - Si estiver
completamente ordenada e Os polimorfos de SiO2 Coesite: forma de SiO2 de alta pressão e
baixa, temperatura, Cristobalite: SiO2 de alta temperatura e baixa pressão, Tridimite: SiO2
de alta temperatura e baixa pressão (porém menores do que cristobalite).

1.A

1.B
.

A= ( 1100)

B=( 1011)

C= ( 1210)

D= ( 001)

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