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Índice

Introdução........................................................................................................................................2

Objectivo geral do trabalho.............................................................................................................3

Objctivos específicos.......................................................................................................................3

Metodologia usada...........................................................................................................................3

Socialização como processo de Aprendizagem das Crianças na fase pré-escolar...........................4

Teoria de socialização – conceito....................................................................................................4

A socialização das crianças na fase pré - escolar.............................................................................5

Teorias de aprendizagem.................................................................................................................7

Aprendizagem na fase pré- escolar..................................................................................................8

Conclusão......................................................................................................................................10

Referencias Bibliográficas.............................................................................................................11
Introdução
O presente trabalho da cadeira de Psicologia de Desenvolvimento tem como tema: Socialização
como processo de Aprendizagem das Crianças na fase pré-escolar. E serão fundamentados
seguintes aspectos;

1⁰ Teoria de aprendizagem de socialização da criança

2⁰ Socialização da criança na fase pré-escolar

Segundo Vygotsky “o único bom ensino é aquele que se adianta ao desenvolvimento”, ou seja,
isso prova que a inserção precoce da criança no universo escolar pode gerar o avanço de seu
desenvolvimento gerando assim benefícios para a própria criança estar preparada, para as
diversas situações que a vida possa lhe proporcionar que é o que mundo visa hoje, portanto é
necessário que a criança seja preparada. Segundo dado pesquisado comprovou-se que na
educação infantil a criança esta mais propensa a aprender e também a se desenvolver
socialmente, ou seja, através da interação com outras crianças de sua idade e com os professores,
é a partir desse momento que ela começa a se perceber como parte integrante de sua sociedade,
começando assim a desenvolver mais profundamente o seu processo de socialização.

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Objectivo geral do trabalho
Explicar a socialização como o processo de aprendizagem das crianças na fase pré-escolar

Objctivos específicos
 Definir teorias de aprendizagem de socialização da criança.
 Descrever a socialização como o processo de aprendizagem das crianças na fase pré-
escolar
 Relacionar a aprendizagem e a socialização na fase pré – escolar.

Metodologia usada
Para efectivação do presente trabalho pautou-se pela pesquisa bibliográfica.

A pesquisa pode ser considerada um procedimento formal como método de pensamento


reflexivo que requer um tratamento científico e se constitui no caminho para se conhecer a
realidade ou para descobrir verdades parciais.

Segundo Ader-Egg (1978:28), citado por LAKATOS, é “um procedimento reflexivo sistemático,
controlado e crítico que permite descobrir novos factos ou dados, relações ou leis em qualquer
campo de conhecimentos”.

Esta metodologia foi usada para a colecta de dados referentes ao tema do presente trabalho.

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Socialização como processo de Aprendizagem das Crianças na fase pré-escolar

Teoria de socialização – conceito


Segundo o dicionário Aurélio o termo socialização é o ato de por em sociedade; uma
extensão de vantagens particulares, por meio de leis e decretos, a sociedade inteira, no
social significa o desenvolvimento coletivo da solidariedade social do espírito de
cooperação nos indivíduos associados; processo de integração mais intensa dos
indivíduos em sociedade.

Socialização significa a transmissão e assimilação de padrões de comportamento, normas,


valores e crenças bem como o desenvolvimento de atitudes e sentimentos coletivos pela
comunicação simbólica. Socialização, portanto é o mesmo que aprendizagem no sentido mais
amplo dessa expressão:

Segundo Joel Sharon, socialização é o processo pelo qual a sociedade, comunidade,


organização formal, ou grupo ensina seus costumes a seus membros. A família e a escola
socializam a criança, as agremiações estudantis socializam os calouros nas faculdades, o
time de futebol socializa seus jogadores e a sociedade, de modos diretos e indiretos,
socializa seus cidadãos. Uma pessoa socializada é aquela que com êxito, tornou-se
membro de seu grupo, organização formal, comunidade e/ou sociedade, uma pessoa
socializada controla-se, mas esse autocontrole provém de ter aprendido os controles da
sociedade. ( SHARON)

A socialização cria as qualidades que tornam plenamente humanos. Temos potencial para ação
humana ao nascer, mas adquirimos a linguagem, o eu, a mente, a consciência quando nos
tornamos socializados. Como seria o homem sem a socialização? Alguns adultos não muito bem
socializados apresentam pouco autocontrole, incapacidade de cooperar tendência a
impulsividade. Há pouquíssimo exemplos de homens que se desenvolveram totalmente isolados
de outros, e quando tais indivíduos foram descobertos todos pareciam muito estranhos.

É quase impossível imaginar o ser humano sem socialização. “Segundo Charles Cooley a
natureza humana não surge no momento do nascimento. Os homens não podem adquiri - lá por

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meio de associação, e ela declina no isolamento ([1909] 1962 p 30). Em um sentido muito real,
somos socializados para nos tornar seres humanos.

Durkein apreende bem o significado e a importância da socialização. Para ele, a sociedade tem
condições de existir somente por que penetra no interior do ser humano, moldando nossa vida
íntima, criando nossa consciência, nossa ideias, nossos valores. Embora a socialização seja mais
intensa durante a infância e a adolescência, é, no entanto, um processo permanente porque
mudando de grupo e de posição social, os indivíduos têm de se adaptar a novas situações socias e
essa adaptação é feita através da aprendizagem de novos modos padronizados de agir e pensar.
Ademais, todas as sociedades estão sempre se transformando, mudando os padrões de
organização.

As sociedades simples, como as sociedades indígenas, se transformam mais lentamente; as


sociedades complexas como as sociedades do tipo urbano-industrial, se transformam com mais
rapidez. De qualquer modo qualquer que seja o tipo de sociedade, ela está sempre em mudança.
Isso requer do indivíduo, para que ele possa se adaptar as transformações do seu ambiente social.
A assimilação de novos padrões de comportamento desenvolvidos na sociedade. É através da
socialização que o indivíduo pode desenvolver a sua personalidade ser admitido na sociedade. A
socialização é, portanto, um processo fundamental não apenas para a integração do indivíduo na
sua sociedade, mas também para continuidade dos sistemas sociais.

A socialização implica processo de aprendizagem na escola e na comunidade. Nestas, a criança


adquire comportamentos, atitudes, valores etc., que seriam importantes e adequados para a
cultura em que vive.

Na aprendizagem social estão envolvidos os processos de observação e imitação. Nalguns


momentos, algumas pessoas servem de modelos com maior destaque nos pais e professores e
tendem a ser imitados pelos outros aos quais elas se identificam (processo denominado de
modelagem). Essa modelagem pode ser positiva ou negativa.

A socialização das crianças na fase pré - escolar


A definição da socialização é o ato ou efeito de socializar, ou seja, de tornar social, de reunir
em sociedade. É a extensão de vantagens particulares, por meio de leis e decretos, à sociedade
inteira. É o processo de integração dos indivíduos em um grupo. Quando falamos de interagir

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com pessoas aprendemos a lidar com o mundo, respeitando as opniões, as culturas, conquistando
a partir do relacionamento com as pessoas que conseguimos nos virar sozinhos e melhorar a
nossa comunicação e até mesmo nos posicionar diante de vários problemas do dia-a-dia.
Um dos benefícios de permitir que as crianças se relacionem com Professores é que a criança vai
aprender a se comunicar com estranhos, se tornando menos tímida durante o seu crescimento.
Para compreender melhor a socialização é preciso entender as fases pelas quais as crianças vão
passar que podem ser divididas por idades.

Para o sociólogo brasileiro Gilberto Freire, a socialização pode ser definida da seguinte maneira:

“É a condição do indivíduo (biológico) desenvolvido, dentro da


organização social e da cultura, em pessoa ou homem social, pela
aquisição de status ou situação, desenvolvidos como membro de um
grupo ou de vários grupos.”
Os processos de Socialização são divididos em dois tipos, socialização primária e socialização
secundária.

Socialização Primária a criança aprende a interioriza a linguagem, as regras básicas da


sociedade, a moral e os modelos de comportamento do grupo a que se pertence. Já a Socialização
secundária é todo processo subsequente que introduz um indivíduo já socializado em novos
setores no mundo. Lembrando que não devemos trata-los como adultos em miniatura assim
como o autor Philippe Áries (2006) faz uma análise crítica tendo a perspectiva sócio-histórica e a
interpretação da sociedade européia que até a Idade Média não distinguia crianças dos adultos.

Na idade Media, no inicio dos tempos modernos, e por muito tempo


ainda nas classes populares às crianças misturavam-se com os adultos
assim que eram consideradas capazes de dispensar a ajuda das mães ou
das amas, poucos anos depois do desmame tardio, ou seja,
aproximadamente aos sete anos de idade. (ARIÈS, 2006, p.193).
Segundo o autor Berger e Luckmann (2005), entendemos que o papel desses outros significativos
não é tão importante como o papel dos pais, mas é de suma importância para o desenvolvimento
da subjetividade e início de socialização da criança.

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A criança inconscientemente usa do processo de imitação e observação e
devido a este fato destacamos o papel dos pais, que tem uma convivência
maior do que os outros significativos e decorrentes a isto, a criança tem
uma tendência maior de observar e imitar as atitudes dos pais.
(BERGER; LUCKMANN,2005).
O que se pode concluir, que a socialização ela traz motivação positiva levando a aprendizagem a
se tornar mais atrativa.

Teorias de aprendizagem

Hilgard (apud CAMPOS, 1987) define a aprendizagem como um processo pelo qual uma
atividade tem origem ou é modificada pela reação a uma situação encontrada, desde que as
características da mudança de atividade não possam ser explicadas por tendências inatas de
respostas, maturação ou estados temporários do organismo, por exemplo, fadiga ou drogas.

Coelho e José (1999) definem aprendizagem como o resultado da estimulação do ambiente sobre


o indivíduo já maduro, que se expressa, diante de uma situação- problema, sob a forma de uma
mudança de comportamento em função da experiência.

Na conceituação do processo de aprendizagem Skinner diz que um sujeito aprende quando


produz modificações no ambiente. Isto significa que algo de novo lhe foi ensinado de forma a se
tornar mais adaptativo, passando então a ser emitido um novo comportamento pelo indivíduo.
Referindo-se também ao conceito de aprendizagem, Oliveira o coloca, como definição de
Vygotsky, como sendo o processo de aquisição de conhecimentos ou ações a partir da interação
com o meio ambiente e com o social.

Teorias de aprendizagem são os estudos que procuram investigar, sistematizar e propor soluções
relacionadas ao campo do aprendizado humano.

Esta área de investigação remonta à Grécia Antiga. Neste período, o processo pelo qual uma
pessoa adquire conhecimento já era tema de investigação dos filósofos gregos. Entretanto, a área
de estudo ganhou destaque a partir do século XX, quando o advento da psicologia.

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As teorias de aprendizagem buscam reconhecer a dinâmica envolvida nos atos de ensinar e
aprender, partindo do reconhecimento da evolução cognitiva do homem, e tentam explicar a
relação entre o conhecimento pré-existente e o novo conhecimento. A aprendizagem não seria
apenas inteligência e construção de conhecimento, mas, basicamente, identificação pessoal e
relação através da interação entre as pessoas.

Aprendizagem na fase pré- escolar

A fase pré-escolar é um período crítico e importante para o desenvolvimento humano, pois


fornece os alicerces para aquisição de outras habilidades mais complexas que serão
desenvolvidas nos anos seguintes. Trata-se de uma faixa populacional que se encontra em
processo de maturação biológica, observada por meio do desenvolvimento social, psicológico e
motor. Nessa fase, os pais e educadores passam a perceber de forma mais sistemática os
comportamentos da criança e o seu aprendizado, fazendo comparações com outras crianças da
mesma idade.

Diferentes habilidades cognitivas são desenvolvidas durante a fase pré-escolar, tais como:
percepção, raciocínio, memória, capacidade de autoregulação e automonitoramento, habilidades
linguísticas, competências matemáticas3, formação de conceitos, construção e generalização de
estratégias. Também é possível observar o desenvolvimento gradual de funções cognitivas que
têm importantes funções nas interações sociais, tais como: produção e significado da fala,
capacidade para inferir estados mentais dos outros, consciência e sentimentos de si mesmo 5.
Estas são consideradas habilidades básicas, pois formam a base para o desenvolvimento posterior
de competências necessárias à vida acadêmica.

As necessidades da criança na idade pré-escolar, colocam dois tipos de problemas. O primeiro, é


o que ela precisa efectivamente para se desenvolver para aprender tarefas complexas, o segundo,
é determinar qual é a missão do sistema de ensino. Tal sistema deve preparar e tem de preparar,
as condições ecológicas educacionais específicas que permitam a promoção dos pré-requisitos
para aprender funções simbólicas superiores, para que a criança possa de facto, ter prazer,
conforto e segurança no processo de aprendizagem (JANSKY & deHIRSCH 1972). No período
da escolaridade pré-primária, a criança tem concluída em termos neuroevolutivos a mielinização

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das zonas crosso-modais e das áreas sensório-motoras secundárias, quer posteriores (parietais,
occipitais e temporais) quer anteriores (frontais), e simultaneamente já estão estruturadas as áreas
de integração e de processamento de informação que avançam consideravelmente para a
diferenciação dos sistemas de aprendizagem (ECCLES1989, AJURIAGUERRA & SOUBIRAN
1959).

Relação entre a socialização e aprendizagem

Socialização é a assimilação de hábitos característicos do seu grupo social, todo o processo


através do qual um indivíduo se torna membro funcional de uma comunidade, assimilando a
cultura que lhe é própria. É um processo contínuo que só se encerra na morte, realizando-se
através da comunicação. O processo de socialização inicia-se após o nascimento e desenvolve-se
através, primeiramente, da família ou outros agentes próximos da escola, dos meios de
comunicação de massas e dos grupos de referência que são compostos pelas bandas favoritas,
atores, atletas, super-heróis, etc. A socialização é o processo através do qual o indivíduo se
integra no grupo em que nasceu adquirindo os seus hábitos e valores característicos. É através da
socialização que o indivíduo pode desenvolver a sua personalidade e ser admitido na sociedade.
Em outras palavras, a Socialização é o processo de adquirir conhecimento social, é o processo
que transforma o ser humano, de um ser biológico para um ser social.

O processo de aprendizagem acontece a partir da aquisição de conhecimentos, habilidades,


valores e atitudes através do estudo, do ensino ou da experiência. A construção de
conhecimentos em sala de aula deve se constituir de forma gradativa adequando-se a cada
estágio do desenvolvimento da criança. O professor deve oportunizar situações de aprendizagem
em que o aluno participe ativamente desse processo, ainda que a fonte desse conhecimento possa
estar tanto no exterior (meio físico, social) como no seu interior.

A teoria sociocognitiva de Bandura, terceira e última teoria, descreve que as pessoas aprendem a
partir de modelo; aquilo que elas aprendem de um modelo depende de como elas interpretam a
situação cognitiva e emocionalmente. Afirma que a aprendizagem nem sempre requer esforço
direto, pois pode também ocorrer como resultado da observação de alguém realizando uma ação.

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Por isso, Baudura enfatiza que o fato de que a modelação pode ser o veículo para aprender
informação abstrata e habilidades concretas.

Conclusão

A Socialização da criança não se restringe apenas a família, mas também a sociedade e ao


estado. Na a construção da historia de cada criança na primeira infância se intensifica num
processo de estruturas básicas que constituem em físicas, psicológicas e sociais, que deve ser
respeitado e considerado acima de tudo, mas não e só isso; pois esse desenvolvimento ocorre à
medida que a criança se integra a uma realidade social.

A escola tem um papel importante na socialização da criança. No processo educacional, é


necessário considerar diversos aspectos, tais como a educação familiar de cada criança, padrões e
regras que a sociedade impõe. Faz-se necessário uma constante formação e atualização dos
profissionais da educação, onde novas praticas pedagógicas precisam ser adotadas,
acompanhando e usufruindo a evolução da ciência e da tecnologia. As políticas educacionais
governamentais que permeiam o sistema de ensino precisam viabilizar esta socialização de forma
satisfatória, mas igualitária e democrática.

Na conceituação do processo de aprendizagem Skinner diz que um sujeito aprende quando


produz modificações no ambiente. Isto significa que algo de novo lhe foi ensinado de forma a se
tornar mais adaptativo, passando então a ser emitido um novo comportamento pelo indivíduo.

A teoria sociocognitiva de Bandura, terceira e última teoria, descreve que as pessoas aprendem a
partir de modelo; aquilo que elas aprendem de um modelo depende de como elas interpretam a
situação cognitiva e emocionalmente. Afirma que a aprendizagem nem sempre requer esforço
direto, pois pode também ocorrer como resultado da observação de alguém realizando uma ação.

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Referencias Bibliográficas

BERGER, Peter, BERGER, Brigitte, Sociologia e Sociedade, Leituras de Introdução a


Sociedade, LTC, 2004. EDUCAÇÃO, Parâmetros de Qualidade para a, volume 2, Brasília, 2008,

CAMPOS, D. M. de S. Psicologia da aprendizagem. Petrópolis: Vozes, 1987. COELHO, M. T;


JOSÉ, E. A.Problemas de aprendizagem. São Paulo: Ática, 1999.

EYSENCK, Michael W.;KEANE, Mark T. Cognitive psychology: a student's handbook.United


Kingdom: British Library Cataloguing in Publication Data, 1994.

KRAMER, Sonia, LEITE, M.I, GUIMARÃES, D. NUNES, M.F. Infância e Educação Infantil
Campinas, Papirus, 1999.

POZO, Juan Ignácio. Teorias Cognitivas da aprendizagem. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998.

STENBERG, Robert J. Psicologia Cognitiva. Porto Alegre: Artmed, 2000.

STILLINGS, Neil A.  Cognitive Science: an introduction. Cambridge: Massachusetts Institute of


Technology, 1989.

WRUCK, Dianne Françoise. Desenvolvimento e aprendizagem na escola/Dianne Françoise

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