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N-2161 REV.

A JAN / 96

INSPEÇÃO EM SERVIÇO
DE CABOS DE AÇO

Procedimento
Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.
CONTEC
Comissão de Normas
Técnicas n Indicação de item, tabela ou figura alterada em relação à revisão anterior.
Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação
do texto desta Norma. O Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma é o
responsável pela adoção e aplicação dos itens da mesma.

Requisito Mandatório: Prescrição estabelecida como a mais adequada e


que deve ser utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma
SC - 23 eventual resolução de não segui-la ("não-conformidade" com esta Norma)
Inspeção de Sistemas e deve ter fundamentos técnico-gerenciais e deve ser aprovada e registrada
Equipamentos em Operação pelo Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma. É caracterizada pelos
verbos: dever, ser, exigir, determinar e outros verbos de caráter impositivo.

Prática Recomendada (não-mandatória): Prescrição que pode ser utilizada


nas condições previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a
possibilidade de alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à
aplicação específica. A alternativa adotada deve ser aprovada e registrada
pelo Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma. É caracterizada pelos
verbos: recomendar, poder, sugerir e aconselhar (verbos de caráter não-
impositivo). É indicada no texto pela expressão: [Prática Recomendada].

Cópias dos registros das "não-conformidades" com esta Norma, que possam
contribuir para o aprimoramento da mesma, devem ser enviadas para a
CONTEC - Subcomissão Autora.

As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC -


Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão,
o item a ser revisado, a proposta de redação e a justificativa técnico-
econômica. As propostas são apreciadas durante os trabalhos para alteração
desta Norma.

Apresentação
As normas técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho –
GTs (formados por especialistas da Companhia e das suas Subsidiárias), são comentadas pelos
Representantes Locais (representantes das Unidades Industriais, Empreendimentos de Engenharia,
Divisões Técnicas e Subsidiárias), são aprovadas pelas Subcomissões Autoras – SCs (formadas por
técnicos de uma mesma especialidade, representando os Órgãos da Companhia e as Subsidiárias) e
aprovadas pelo Plenário da CONTEC (formado pelos representantes das Superintendências dos
Órgãos da Companhia e das suas Subsidiárias, usuários das normas). Uma norma técnica
PETROBRAS está sujeita a revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser
reanalisada a cada 5 (cinco) anos para ser reaprovada, revisada ou cancelada. As normas técnicas
PETROBRAS são elaboradas em conformidade com a norm PETROBRAS a N -1. Para
informações completas sobre as normas técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas
PETROBRAS.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS 14 páginas


N-2161 REV. A JAN / 96

PÁGINA EM BRANCO

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1 OBJETIVO

n 1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis e as práticas recomendadas para a execução da
inspeção em serviço de cabos de aço.

1.2 Esta Norma se aplica a cabos de aço utilizados em guindastes; guinchos em geral;
baleeiras pendentes de quadros de bóias, em bóias de atracação, e em sistemas de reboque.

n 2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

Os documentos relacionados a seguir são citados no texto e contém prescrições válidas para a
presente Norma.

2.1 Referências Normativas

PETROBRAS N-1595 - Ensaio Não-Destrutivo - Radiografia;


PETROBRAS N-2170 - Inspeção em Serviço de Acessórios de Carga;
PETROBRAS N-2566 - Inspeção Eletromagnética de Cabos de Aço;
ABNT NBR 6327 - Cabos de Aço para Usos Gerais;
API RP 2I - Recommended Practice for In-Service Inspection of
Mooring Hardware for Floating Driling Units;
DIN 15020 - Lifting Appliances - Principles Relating to Rope Drives -
Supervision During Operation;
ISO 4309 - Cranes - Wire Ropes - Code of Practice for Examination
and Discard.

3 DEFINIÇÕES

3.1 Terminologia

A terminologia adotada nesta Norma segue a contida na norma ABNT NBR 6327.

3.2 Defeitos Visuais

Alguns dos defeitos visuais, citados a seguir, estão ilustrados nas figuras constantes do
ANEXO: arames partidos (FIGURAS 1A, 1B e 1C); arames desgastados (FIGURA 2);
redução no diâmetro dos cabos (FIGURAS 3A e 3B); corrosão, costuras inadequadas ou
avariadas, pernas esmagadas ou mordidas, destrançamento da perna (FIGURA 4); gaiola de
passarinho (FIGURA 5); dobra (FIGURA 6); protuberância da alma (FIGURA 7); desgastes
localizados e de formação tipo saca-rolhas (FIGURA 8).

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4 CONDIÇÕES GERAIS

n 4.1 Periodicidade das Inspeções

4.1.1 A periodicidade das inspeções deve ser determinada, em função das condições de uso do
cabo, pelo órgão de inspeção responsável. Recomenda-se que o período sem inspeção não
ultrapasse 25% da vida útil prevista para o cabo. Quando não se possuir um histórico da vida
útil, o órgão de inspeção deve determinar este dado e utilizar a freqüência acima recomendada.

4.1.2 Independente da periodicidade fixada, qualquer indício de deterioração que implique na


perda da resistência original do cabo deve motivar uma inspeção do mesmo, para uma
avaliação das condições operacionais do cabo.

4.2 Avaliação da Inspeção

4.2.1 Em função dos resultados obtidos na inspeção deve ser decidido se o cabo apresenta ou
não possibilidade de falha e se sua taxa de deterioração é tal que permita a sua utilização, com
segurança, até a próxima inspeção programada.

n 4.2.2 A avaliação da condição do cabo deve ser feita no trecho que apresenta a máxima
deterioração e extendida a todo o cabo.

5 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS

n 5.1 Arames Partidos

Deve-se substituir um cabo em serviço quando o número visível de arames rompidos, no


trecho mais danificado, estiver acima dos limites mostrados na TABELA do ANEXO A.

5.1.1 Quando houver um ou mais arames partidos numa distância de 5 x D (Diâmetro externo
do cabo) de um acessório instalado (presilha, soquete ou outro) (FIGURA 1A), deve ser
adotado o critério fixado pela norma PETROBRAS N-2170 - "Inspeção em Serviço de
Acessórios de Carga".

5.1.2 Qualquer evidência de arames partidos no interior do cabo indica uma condição anormal
possivelmente devido à fadiga, corrosão com ruptura de outros arames não visíveis com
facilidade (FIGURA 1C). Proceder à inspeção visual utilizando o dispositivo mostrado na
FIGURA 9, ou inspeção eletromagnética conforme a norma PETROBRAS N-2566. Avaliar o
número de arames rompidos conforme item 5.1.

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n 5.2 Redução no Diâmetro do Cabo

O cabo deve ser substituído quando houver uma redução de 10% no valor de seu diâmetro
nominal devido a alterações estruturais tais como ruptura da alma de aço ou deterioração da
alma de fibra ou desgaste abrasivo externo ou corrosão externa (FIGURA 3A). O diâmetro
deve ser medido como indicado na FIGURA 3B.

n 5.3 Inspeção das Costuras

A seção costurada do cabo deve ser eliminada e uma nova costura deve ser realizada se forem
encontrados arames partidos ou gastos, pernas soltas, acessórios danificados ou com desgaste
excessivo, dobras puxadas para fora, corrosão, forração folgada e outros defeitos, utilizando
os mesmos critérios previstos nos itens 5.1, 5.2, 5.4 e 5.6.

Nota: Não se admite costura em cabos de aço para guindastes, baleeiras e outros
equipamentos que envolvam riscos operacionais.

n 5.4 Inspeção das Pernas

5.4.1 O cabo deve ser substituído ou a conexão da extremidade refeita sempre que forem
encontradas pernas esmagadas, achatadas, mordidas ou com folgas excessivas.

5.4.2 Caso seja observado o destrançamento da perna (FIGURA 4), o cabo deve ser
substituído ou a conexão da extremidade deve ser refeita para reajuste do passo.

n 5.5 Deformação Tipo Saca-Rolha

Na deformação tipo saca-rolha o eixo do cabo assume a forma helicoidal. Apesar de não
implicar em perda de resistência do cabo, esta deformação, se severa pode transmitir uma
oscilação durante a movimentação do cabo. Após um longo tempo de serviço, este defeito
pode implicar em um aumento de desgaste e ruptura de arames. Quando o valor de x
representado na FIGURA 8 e medido no ponto mais desfavorável for superior a 1/3 do
diâmetro nominal do cabo esta região deve ser monitorada para avaliação de aumento de
desgaste e ruptura de arames conforme itens 5.1 e 5.2. Esta deformação deve ser medida sem
carga.

n 5.6 Lubrificação dos Cabos

Antes de ser efetuada a lubrificação, deve ser realizada correta limpeza na superfície do cabo,
evitando-se o uso de produtos que contenham enxofre. Verificar o estado de lubrificação do
cabo. Caso a película de lubrificante não esteja uniforme e contínua, aplicar nova película. A
graxa de uso geral em cabos de aço deve ser de base asfáltica.

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n 5.7 Corrosão

Verificar o estado de corrosão do cabo executando inspeção visual utilizando o dispositivo


indicado na FIGURA 9, ou executar inspeção eletromagnética conforme a norma
PETROBRAS N-2566. Corrosão severa determina a substituição do cabo.

n 5.8 Outros Defeitos

Substituir o cabo quando forem detectados os seguintes defeitos: gaiola de passarinho


(FIGURA 5); dobras (FIGURA 6); protuberâncias no cabo ou na alma (FIGURA 7); desgastes
localizados e avaria por calor (queima por maçarico ou por arco elétrico). Como alternativa o
cabo pode ser mantido em serviço desde que seja removido o trecho comprometido do mesmo
respeitando-se a pbservação do item 5.3.

n 5.9 Extremidades dos Cabos

Na inspeção das extremidades dos cabos que possuam terminais (soquetes abertos ou
fechados, presilhas e forjados) recomenda-se prever periodicamente, avaliação do estado de
corrosão interna, do cabo no soquete, através do ensaio radiográfico conforme a
norma PETROBRAS N-1595.

n 5.10 Inspeção Eletromagnética

Os cabos de aço submetidos à inspeção eletromagnética (EM) conforme a norma


PETROBRAS N-2566 devem ser substituídos quando:

5.10.1 Apresentarem redução da seção reta metálica devido à corrosão, desgaste ou abrasão
(internos ou externos), superior a 10% da seção original.

5.10.2 Apresentarem um número de arames rompidos que ultrapassem os limites estabelecidos


na TABELA do ANEXO A.

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/ANEXO A

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n ANEXO A - TABELA

NÚMERO MÁXIMO DE ARAMES ROMPIDOS

GRUPADOS
REGULAR (*) LANG (*) 1 PERNA
CONSTRUÇÃO
6d 30d 6d 30d
6x7 4 8 2 4 2
6x19 S (1+9+9) 6 12 3 6 3
6x21 F (1+5+5+10) 8 16 4 8 3
6x19 (1+6+12) 10 19 5 10 4
6x19 W (1+6+6/6) 10 19 5 10 4
6x25 F (1+6/6+12) 10 19 5 10 4
6x26 WS (1+5+5/5+10) 10 19 5 10 4
8x19 S (1+9+9) 10 19 5 10 4
8x19 (1+6+12) 13 26 7 14 5
8x25 F (1+6/6+12) 13 26 7 14 5
8x19 W (1+6+6/6) 13 26 7 14 5
6x31 WS (1+6+6/6 +12) 14 29 7 14 6
6x36 WS (1+7+7/7+14) 14 29 7 14 6
6x41 F (1+8+8+8+16) 18 35 9 18 7
6x37 (1+6+12+18) 19 38 10 19 8
6x37 W (1+6+6/6+18) 19 38 10 19 8
6x46 F (1+9+9+9+18) 19 38 10 19 8
6x49 FS (1+8+8+16+16) 21 42 10 21 8
6x47 WS 21 42 10 21 8
(1+6+8+8/8+16)
6x61 (1+6+12+18+24) 29 58 14 29 12

NÃO ROTATIVOS 4 8

d - diâmetro do cabo
(*) arames distribuídos nas pernas do cabo
Os valores acima correspondem a cerca de 8% de redução da
seção reta metálica dos cabos (arames distribuídos) e 3% para os
arames grupados. Estes valores não são válidos para os cabos não
rotativos.
Os valores acima estão baseados nas normas ISO-4309 (1990) e
API RP 2I (1987).

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/ANEXO B

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Fig. 2 – CABOS DESGASTADOS E AVARIADOS PELA ABRASÃO

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Fig. 3b – MANEIRA DE MEDIR

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FIGURA 9 - INSPEÇÃO INTERNA

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